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COLEÇÃO MATEMÁTICA UNIVERSITÁRIA

lmpa

f ~

Primeira Edição

(segunda impressão)

Elon Lages Lima

INSTITUTO NACIONAL DE MATEMÂTICA PURA E APLICADA

Copyri ght © 2004 by El on Lages Lima

Di re it os res erv ados, 2004 pela Associa ção l nst itL1to Nac ional de Matemática Pl1ra e Aplicadít - IMPA

Es trad a Dona Cas torin a , 1 l ()

22460 -320 Rio de Janei

ro, RJ

Impresso no Brasil I Pri nted in Br,1zil

Capa: No ni Ge ige r e Rodolfo C<lpeto

Coleção l\1atcn1á tica Universitária Comissão Editorial:

Elon Lages L ima (Ed itor)

S. Col li e r Cout inl10

Pat1lo Sad

Títulos Publicados:

• Anál ise Real, Volume 1 -E lon Lages Lin1a

• EDP : U rn Cu rso de G radu~1ção - Valéria Tório

• Ct1rso de Álgebr<L, Volttmc l - Abramo Hcfcz

• Álgebra Li11ear - El o n Lages Li111a

• Introdt1ção à s Curvas Algébricas Plar1a s - Is ra e l Vain se nc l1e r

• Eqt1ações Diferenciai s Aplicadas - Djairo G. de Figt1eiredo e Alois io

Freiri [l Neves

• Geometria Di fe re r1c ial - l)at1lo Ventura Ara újo

• Tntrod t1ção à Teoria dos N(1mcros - José Plír1io de Oli vei ra Sj11tos

• CálcLil o e m U 111a Variável Comple xa - Mareio G. Soa res

,

• Geometria Analítica e Algebra Li11car - Elon La gcs Li111a

• N(1 meros Pri1no s: M isté ri os e R ecordes - Pa ul o Ribc11 boi 1n

• Aná li se no Es paço !R 11 -

Elon Lages Li1na

• Aná li se Real , Vo lt11ne 2 - El on Lages Li rnLl

Distrib11ição:

IMPA Es trada Do11a Cas torina, 110

22460-320 Ri o de J nneiro, I~J

c -rnai l : ddi c@i 1np ~t. b r l1tlj)://\V\V\V. ilTipa. br

Prefácio da edição original

Este livro reproduz as lições que profcrirr1os durante o Séti1no

Colóquio Brasileiro de 1v1atemáticc1, em Poços de Caldas, jlrlho de

1969.

Nele são dese r1v·o}vjcJos os ft1nda1nentos elo Cálc11lo 1)a1·a fu11- ções (le várias variáveis reais, cr11 for111a i11trínseca.

to significa que t 1sa111os <l lir1 g 11age m ele vetor es, seg undo a

qu a l uma função real .f(:c 1 , x 2 , x 3 ) de 3 variáveis rce:1is passa a ser

I s

tima função f(x)

e.lo vetor x

=

(x 1 , x 2 : x 3 ),

pert ence n te a IR 3 , en-

quanto, por exemr)lo, duas fur1ções reais f 1 (x 1 , x 2 , x~~), j' 2 (x 1 , x 2 , ::c: 3 )

são cor1sideraclas co1110 lima fl1r1ção vetorial f: JR 3

011de

JR. 2 ,

-1

f(x) =

(.f 1 (x), f 2 (:c)), x =

(x 1 : x 2 : x 3 ).

1, 2;

Analogê1111e11te, em vez dê1 j = 1) 2 , 3, consid era r e n1os a

r11atriz jacobia11a (a Ji / o;r J)' i =

transfo rmação li11 ea r cor rcspo11de11te f' (x): JR 3 -1 JR 2 1 qt1c desem-

pcr1l1ará o pa1)el da dcrivad<-1 ele f .

.

A notação vetorial sir11plific<-'1 <-1s fór1nt1las 1 esclar ece os ent111ci-

aclos, ':li1npa" as clernonstrações e contril)ui para urna corr1preensão

inelhor dos fenôme11os difcrer1cia.is.

ela Cacleia e o 1'eorema ela Fl1r1ção lr1versa.) Alén1 disso, ela de:í

(Vicie, por exemplo, a Rcg1·a

.

rr1aior am1)litudc à validcz e.los rcs11lta.dos.

Quase todos os teorc-

1nas a qtti cicmon strados se inantêm vcrclacl ci1·os, com as r11cs1nas

Ní:t 1·eali-

clade, apcr1as })Or 111otivos clicláticos é qt1c cor1siclcra1nos os es1)aços

c11cli clia11os JRn. ern v ez de CSJ)<.1ços r1or111a,(los rr1<.tis gcr<.1is.

Usarnos livre111er1te a li11gt1age111 e os rest1ltaclos ele111ent<.1rcs

demonstr<1ções, para o Cálculo ern Es1)<.tç:os ele Ba11é1cl1.

dé1 Algebr<1 Linear e não rios abster os de usar ta1nbér11 alg11r1s fa.tos

sim1)les da Topologia dos Espaços

,

11cli<liar1os. Estes são os pri11ci-

1)ais pré-requisitos para a leitura d ste livro. Os originais deste traball10 f ran1 notas ele a11la ele l1rr1 cl.1rso

qt1e lecionei numa universidade e. trangcirc.1.

A trê1dução 1)arç1 o

português foi feita por Henrique B o\vr1c Filho, lsre:1el Vai11scr1c:l1er,

.J air Koiller e Milton Kelrnanso11.

A redé1ção fi11al foi revist<1 I)ü!'

Jorge Sotomayor, Ccsar Camé1cho e R.ubc11s Leão de A11drade.

todas estas pessoas rcgistro rne11 e rclial agradecimento.

A

ELON LAGES LI"tv1A

,.

'"

Prefácio da nova edição

A origern deste livro re111011ta às i1otas 1nimcogr<-1faclas nas

q11ais se baseot1 o ct1rso que lccio11ci 110 Sétirno Colóqt1io Brasileiro

de !\tlatemática, e1n Poços de Calda.5, 1969.

p eqt1 cnos apcrfeiço c:1n1e11tos do texto e a.crés cirno ele <1lguns exercícios,

ele foi 1)11blicaclo i1el<.t Universiclacle ele BrasíliEt.

No ar10 segui11te 1 con1

A edição ele 1970 esgotot1-se faz vários <:1r1os. Diversos cole- gas e alt111os 7 vez l)Or c)11tr<-1 1 111e st1gererr1 que l1<Í ir1tc~resse em ter

dispor1í vcl u1n <:1 cxposiçã.o dos 1) ri 11cí 1)ios e fatos b<ís icos el o Cálct1lo

a. n va r iáveis q u e seja ao mesn10 te n11) 0 co11cisa e ir1tel igível. Bo11-

dosa me11te inc dã o a er1te11cler qt1 e a presente ex1)osição c11rn1)re tais rcq11isitos. A sugestão dccisivé.'t co11be ao meu colega P<:1ulo Sad, q11e rne convencet1 a corrigir os erros de irnpressão e algt111s 011tros cles- c11idos, fazer <-l cc)rr eção das J)rovas e ulti1x1ar a i)resent e l)lll)licação. A ele cabe 11rr1 reconl1eci1ne11to especial.

Agradeço o i11teressc dcssé:1s p essoa.s e ao R ogério Trir1el<-1cic, que <.'ligitot1 e il11strol1 es ta cclição.

R.io de .J a r1ciro 1 1 (ic j 111110 <lc 2002.

Conteúdo

Capítulo 1. Aplicações Diferenciáveis

1

1.1

Defir1ição de aplicação diferenciável

1

1.2

Generalização

2

Capítulo

2. Exemplos

6

Capítulo 3. Classes de Diferenciabilidade

16

3.1 Deri vaclas de orclen1 2

16

3.2 Derivaclé:lS ele ordcr11 s111)erior

19

3.3

Exe1n1)los

20

3.4

Observa ção sobre c<-1minl1os scccior1almer1te

difcrenciáveis

22

Capítulo 4. A

r eg1·a da cadeia

25

Capítulo 5. A d esigualdade do valor médio

34

Capítulo 6. Int egra is

.'

44

6.1 Intcgração de camir1l1os

6. 3

44

6.2 Relações entre clcrivadas e integrais

52

Integr ais 1·cpctídas

56

Capítulo 7. Derivadas parciais

63

Capítulo 8. Teorema de Schwarz

69

Capítulo 9. A fórmula de Taylor

73

9.1

Os teorernas de Taylor

73

9. 2 Máximos e mínirnos

79

Capítulo 10. Funções implícitas

84

1O.1

O Teorema de Fl111ção Ir1vers a

84

10.2

A forma local <ias s11brr1ersões

91

1 O.3

A forrna

loc<-11 (l a s irn.:~rsõc~s

96

10.4 O teorcn1a elo !) Osto

99

Capítulo 11. Mudanças de variáveis em integrais múltiplas

107

Apêndice

114

1

Aplicações diferenciáveis

1 Definição de aplicação diferenciável

Seja U e ~' 1 t1111 co11junto <1ber to. Dize1nos ql 1e ttma aplica.ção f : U --+ IR 11 é dif e r ·e 1ic i ável em um po11to ~e; E U qt 1ando existe, na

vizi nh ar1ça d e x, unia "l>oa a 1)roxi1nação li11car" })ara 1·.

Nl a ís precisan1cr1te,

T:

J.Rrri --+ JR 7 i

tal q ll ()

eleve existir t1r11a tr<:1nsformação lir1ear

011dc

.

11t11

lt-+0

.,. ( }1,)

1hl

=

o.

Na expressão aci111a, h de\ 1 er sc1· torr1aclo st1ficie11tcrr1e11te 11c-

queno p ara qt1c x + ll E U e portan to .f(x + h) te11l1a scr1tido. Con10

U é aberto , existe

A igl1aldac.le

17 > O tal cruc

lf,.J < 77 i111p1i ca

x + l i E U.

J( ~r; +l i) =

f (x) + T · fi + r ( h) é simplcs rnente a

d efinição do "resto" r( li) E IR. 11 A difere11ciabilidade de f i10 por1to

x nos diz q11e este resto é t11n "i11fi11ités i1110 ele orc.lc111 Slll)Crior a li",

isto é,

lin1 r )'1)

h-

o

1

i

O.

I sto sigr1ificét, é c l é\ro, ql 1e claclo e > (}, existe

=

8 > O tal qu e O< llil <E

i1r11Jlica lr(Ji) I < Ejli l .

As vezes é conveniente escrever a co11dição par a a dife1·cncia-

2 APLICAÇÕES DIFERENCIÁVEIS

Cap.

1

bilidade de f: U --+ 1Rr 1 e1n x E U do seg11i11te rnodo:

f(x +li) =

f(x) + T ·li+ p(h) · llil,

oncie

li111 p(Ji) =o.

li-rO

Para tal, basta to1nar r1(li) = r·(li)/ lil. Isto deixa p(li) sem se11tíclo qt1ando li = O. 11as, qt1ando f é diferenciável no po11 t o x, é r1at t1ral definir p(O) = O. Então p(li) se uma ft1nção cor1tí11t1a de li 110

ponto li . =

O.

Se f: U --+ 1R 1 i é difercr1ciávcl 110 J)qnto x E U er1tão, para

cada vetor h E IR"i, t em-se evidenter11entc:

T ·h =

Logo:

,

T · (tli)

t

=

f(x + th) - J (x) ±r(tli)lhl

t

lthl

para to

T · h =

lirr1 j'( :r; + th) -

t-rO

t

f(x) .

d

o t

_;_

1

0

rca 1 .

E úni ca, portanto , c.1 t rar1 sforrr1 <1ção li11ear T: IRni --+ IR 1 i qt1c ét boa aproxima.ção para f p erto ele :r. Ela é cl1a1nacl<:1 de derivada de

f i10 ponto x, e indicaela IJO r f' (x) Ol l D f (x) .

Abandonemos çigora él 11otaçã.o r)rovisória T. A co11dição para

a clifercr1ciabilidade de t1rna apli cação f: U --+ lRn (U e 1Rr' 1 a})erto) em um por1to x E U se escreve:

f(x + li) = f( x) + J'(x) ·li+ r( li)~

com

lírn r·(li)/lli = O.

h-40

,

E claro que se f é clifcrenciável no ponto x então f é contír1ua r1es tc J)Onto.

2

Generalização

As definições acima (como t11do o rr1ais neste livro) se aplicarn, co111 p oucas exceções, ao caso mais geral de 11rna aplicação f: U ----+ F onde U ·e· E é urn conjunto aberto e E, F são esp a ços vetoriais

GENERALIZAÇÃO

3

normados.

sobre matrizes j acobianas e outras maneiras de usar a base canônica

do espaço IR'n.)

(As principais exceções são as observações que faremos

Nas páginas seguir1tes, esta situação mais geral será conside- rada sem maiores comentários, especial1nentc em se tratando de subespaços E, F, etc, de espaços euclidiar1os lRn. Tais subespaços são espaços vetaria.is normados mais não são, estritamente falando , espaços euclidianos !R' 1 Uma outra situação q11e escapa ao con- texto do espaços et1clidic1nos é a cor1sicleração dos espaços E =

1 r 1 , JR 11 ) el e tra n sfo rrn açõcs li11eares e ntre es 1)aços e u cl i cli a 11os. Se

71 l, JR. 1 L) é l1rr1 a tr:-111sforrnc1ção li11ea r ele IR' 111 cr n JR 7 L, sua

nonna lul se define i1at1!ralrncnte por

C(1R

u

E

C(JR

1U1 = S l l P { 1U(X) 1;

X E lR 11 i ,

1X1 =

1}.

Lembramos

qt1e

esta

norrr1a

induz

urna

tOJ)Ologia

em

L: (JR 11 i, Rn) q11e o faz lin earmen te homeomorfo a 1R 111 n. O homeomor- fismo associa a cada transforme:lção linea1· t L: lR' 11 ~ lR'~ a n.m-upla forrr1ad a J)elos elcrr1e11tos da 1natriz d eu relativa às bases ca11ônicas de lR'n e JR 1 L, arrt11nados e m t 1n1 a. dati <1 o rd c 1r1 . (Vide A1) ê 11di ce.)

?\ 1 lais gcrc1l111c r1te, se E 1 ,

, E 1 ) e F são es1)aços vetoria is r1or-

mados,

contínuas u : E 1 x

por

o espaço

·

C(E

11

·

·

x

, Ep; F)

elas trar1sforn1ações p-linca.res

Ep --4 F tc111 t1mrt 110 .rzn a r1att1ral, cl efir1 icla

Ep = E e se esc r eve Lp(E , F)

para i11dicar o espaço vetorial <l:-1s t ransformações p-li11eares <;ontí-

nuas u : E

Frequentcrnente se te1n E 1 =

x

·

·

·

x

E

~

F.

A dife r e ncial>ilicladc de Ulll<l aplicação J: u ~ F

(U

e

E :

aberto) depende <l<1 topologia tios espaços E e }.,, mas não deper1de das parti c ulares normas 11sad as nesses espaços, pois })Oclerr1os st1l)s - titl1ir essas r1or1nas J)Or ot1tras qt1e lhes são eqt.1ivalcntes, sen1 1nud<:1r

a validcz das asserções li -+ O e r·(h)/lli l ---? O. A o tcstf.1r, 1)orta11to, a

difcrcn ciabílidacic ele t1ma a plicação pocle mos, d e acord o co1r1 r1ossé1

4

-

,

APLICAÇOES DIFERENCIAVEIS

Cap.

1

conveniência, substituir as r1ormas dos espaços em qttestão por ou- tras equivalentes. (Vide Apêndice.)

Exercícios

l. Usar1do a fórn1ula f'(x) ·l i =

lirr1 f(x+tl~)-J(x) e acl1niti11cio <l

t~o

cxistê11cia (ias dcri-v~aclas err1 q11estão: calc11lc:

a) f'(z ) · h ,

an ele f:

IR 2

~

IR 2 ê dcfir1ida por

f(x, y)

=

(x 2 +y,x+y 2 ), z= (4,-1) eh= (1,2).

b) <p'(x)·v, onde x , v E JR 17 i são veto re s a rbitrários e <p: JR 11 L -?

IR defir1icla por <p(x) = .f(x) · .<J(x), se11clo j:,,q: IRm -7 IR funcio11ais li11earcs.

e)

~' ( x) · l i, o nel e h E IR 11 i

é defi11icla 110 aberto U

é l1r11 vetor arbit rári o e ~: U

e

ffi. 1 ri elo mocio seg11i11te:

~

IR

8âc)

dadas f, .CJ: U -7 IR 1 ) diferen ciáveis e Ç(x) = ( j' (x) , g( x) ),

para to(io x E U, é o prodt1to i11terr10 elos vetores f (x) e

g(x ).

2. O exercício a11tc1·ior rr1ostré.-1 q11e , se existire1n êl.S clerivê1dc1s

f' (z) , <p' ( x) e Ç' ( x), e las deve r r1 ter c-1s for111 êlS ali obticlas. Prove

ago1·a q11e clS 3 deriv11das cxisten·1.

3. Seja u e IR 111

étberto. D ada f: u --? IR 1 i cliferc11ciável IlO J)O nto

xo

E U, cor1sidcre t1111<:t l)ole:1 ab erta, B (x 0 ; 8), de cc11tro x 0 e

re:1io 8, cor1tida c111 U.

Prove q11c a i::t11licação r·:

B(O; 8) ~

IR'i ,

defir1ida por r(Ji) = .f (x 0 +li) - j' (x 0 ) - f'(x 0 ) ·li, é diferer1ciá.vel

no po11to li =

O.

 

V

e

U

al) c rt.o e1n R·rri e

ô >

O t1rr1 r1úmero tal q 11e

4 . Sejarr1 E

x

V,

lhl

<

ô implicê1rr1 x +li

E

[!.

bola a berta e m lRni corri cer1tro O e raio ó.

Indiqt1c co111 B

Se f: U ~

1R 1 i

a

é

cliferencié.Ívcl cn1 todos os pontos ele U, cr1tão, fixado x 0 E V,

a aplicação r: V x B --* 1R 1 i, (lcfinicl<1 J)Or

r(x, li) =

J(x + 11) -

f(x) -

f'(xo) ·li

EXERCÍCIOS

5

é diferenciável cm todos os pontos de V x B.

5. Seja. E o espaço das matrizes ri x n.

identifiq11e E co rn IR 1 i 2 . )

Defina f : E

(Se achar co11ver1ier1tc,

X 3

~ E l)ondo f (X) =

p ara cada matriz X. 11ostre que f ó diferenciável em todos os pontos de E . (Use o método do Exercício 1 i)ara determinar

o ca11didato a f' (X). )

6. Defina diferenciabilidado en1 espaços vetoriais r1orrnados q11ais-

aberto e f:

q11er.

p o nto x

Daclos U e

E

U

F clifere nc iá vel no

110 i)onto x é

~

E U , m ost r e ql1e a continuic l adc de f

equivalente à contir1uidad e da a1)licação linear f'(x): E~

F.

7. Usanclo coord c11adas polares: defin a a função real f: IR 2 ~ IR,

Prove qu e f

por1do f (x · (;iY) =

(x/y) 2 , 1 ; ~ O, O < y

2Jr .

~

b

nao e co11t1nu é:t na . or1gcrn, 111111t o c rn o r a se

-

,

,

.

.

t

l'

f (t li )

cr111 ê:t 1111t

1.

==

t~O

O

1)ara todo vetor li

E

IR 2 .

(Isto vcrn rnostra.r q t.ie, clados

x

E U e

JR. 77 l,

f: U ~ JR 1 t, pode existir t11na aplicação lir1c<1r

A : IR'nl

~

R 1 '

tal qtlCA·h =

lirr1 J ( x + tli ) -f(x )

t-+0

t

r)ara to(lO /-,,E ~ 77 i,

sem que f seja difer enciável no ponto x. ]

1)

2)

3)

2

Exemplos

Aplicações constantes. Uma aplicação constante é claramente diferenciável e s11a de rivada e111 qua lquer J)Onto é igual à t rans- formação linear zero.

Transfor·mações lineares . Urn a t ra11sfor1r1c1.ção lir1ear T: lR 1 ri ~

D e

fato> por linearidade, T (x +li) = 7 1 x + T · 71, logo 1·(/i) = Oe

IRn é d ifer e r1ciávcl c m cada r>ont o X

E lR''l e T'(x ) =

T.

T'(x) = T.

Transformações

bilineares.

Urna

transfo1·r11ação

bilinear

B : lRm x JR 11 -4 JRP é diferenciável cn1 c ada por1to ( x, y) E JR 111 x

lR 11 e sua derivada é a transformação linear B'(x 1 y): IR 1 n x

IR 1 i -t 1R 1 ' definida por

B' (x, y) · (li }k) =

B (x , k) + B(li , y).

De fato, dada a transforrr1ação l)ilir1ear B, existe u111<1 cons-

ta11tc e >

todo k

E

O t a l q11e IB (Ji, k)

::; clhl · jkl para

teclo l i

IR 11

B as ta tom <:1r e= sup{IB ( / i, k)I; lli l =

(Vicle Apêndice.) Ora,

E lR 1 rt

e J)ara

1 ,

!k l =

1} .

B (X + li, y + k) =

B (X' ~/)+ B (X, k) + B (h' y) + B (lt l k) .

·.

'

Nossa afirrnação ficará provacla q11ando rnostt-a.rmos que

'

B (li

,

k)

lirn

(h,k )-to l(li,k)I

=

O.

Usando e1111Rn 1 x1R 1 i

~l 11orrr1<1 l(li,k)

= SUJ){ ! l i,

k }, terernos:

IB(li, k) 1

1(li; k) 1

IB(li, k)I

kl

clh

st11) { j li I,

k 1} ~ Sll l) { li , 1k1} -

_

.

f {

e . in

1

-,,

lkll.

'

J 1

de onde se scg11c o resultado

Casos especiais de transfo1·r11<.lÇÕcs bilir1eares são o prodl1to

x

JR·ni ----+ IR., daclo po1· (x, y)

=

L xiyi , e a composição

interno JR 11 i

de transfor1nações li11eares:

7

{l: .C( JR·1t' fi?.1') X .C(JR.1n' JR11) ----+ .C(JRTlt l JRTJ)

onde µ(S,T) =

reais é bili11ca.r.

ST.

Err1

1)c.1rtic11lar 1 a 1nl1lt iplicação de núrneros

Ta1nbém é bilir1ci-1r <:t aplicação

B:

.C(JR 111 , JR 1 i)

x

IR, 11 i

----+ IR' 1 ,

C)11c:le

B (T, x ) =

T

· :e.

4) In ver·são de mlitr·iz(~s.

O conjt111to GL(JR 1 i) e

.C(JR 1 i) 1 dc.1s

tra11sfor1naçõcs lineares invertíveis T: ffi. 11

De fato, T E GL(JR 11 ) se, e somente se , clct(T) =f (), e

det: .C(IR 1 i) ----+ IR é 11r11a ft1nção contín11ét.

ffi. 11

é aberto.

----+

Consider e a ap li ca.ção inversão f: GL(JR 11 ) ----+ .C(1R 11 ), defir1icl<:t

x- 1 .

A CXfJrcssão clássica de x- 1 CIIl tcr1r1os ele deter-

por f (X) =

minan tes rno s tra q11e f é contí11u~1. Afir111am os c1t 1e é clif e re11ciá\ 1 cl

i) e que s11a c.lcriv·acla j''(X): .C( JR 11 ) -7 .C(IR 1 i) é

em cada X E GL(lR 1

a transformação li11ear H ~ -x- 1 JIx- 1 . De fato, se cscrcvcr11os

(X+ H)- 1 =

x- 1 -

x- 1 flx- 1 + r(H)

e multiplicamos ambos os rr1err1bros clesta igualdacle i)or X

obtemos, após uma fácil sim1)lificação, r·(H) = (x- 1 H) 2 (X +H)- 1 .

+ H

Portanto lr(H)I < 1x- 1 1 2 1Hl 2 X+ HJ- 1 e lirr1 r·(/1)/IHI =O.

H~O

8 EXEMPLOS

Em particular,

~

R*

=

GL(IR 1 )

1R -

para n

{O}.

Cap.

2

=

1,

L (IR 1 )

se icle ntific a corn IR e

Se gu e- s e qu e ét f11r1 ç ã .o

f:

IR*

~

JR,

clada por f(x) = l /x é dife renciável c n1 cacla x E IR* e sua derivad<.t

é a transformação linea r f'(x) : IR -i. IR tal que f'(x) ·li= -l i/ ;r 2 .

Em outras palavras , J'(x) é ide11tificada corno nlímero - l/ x 2 . (Ver Exernplo 8 abaixo.)

5) As coordenadas de iLrri a aplicação <iiferen ci áve l.

D a do t1n1

c onjunto a.berto U C IRm, 11ma a1)l ic a ção f : U ~ !R 11 fica de-

, J 11 : U -7 IR, chamadas

terminada por n fu11ções reais J 1 ,

coordenadas ele f e defi11id as i)ela relação f (x) = (f 1 ( x) ,

f n(x) ), x E U.

,

U rn a aplicação f

é (lifercnciávcl 110 f)011to x E

U se,

e so-

mente se, cada fun çã o coorti enacla. Ji for difcr e r1c iáve l i10 por1to :1: .

Al é m disso /' ( x) : JRni

~

JRri scr{t dacla p o r

/' ( x) · l i =

( D 1 ( x) ·

h ,

, D fri(x) · h,), or1de prcferirnos a notação D Ji J)<:tra evitar es-

.,

crevcr f 1 , que ficaria deselegante.

Par a provar ist o , observe q11c a igt1aldacl e f( x +li) = J(x)+T·

li+r(Ji) é cq11ivalcntc a ·n igua.lciadcs fi( x +li ) = Ji(x)+r·i.Ji+ri(Ji),

onde T

·li =

(T 1 ·li,

,T 1 i

·

li).

Alén1 clisso, r(li)/lli l ~

s omen te se , ri( Ji )/ li!_,. O, para ca cl a i =

1,

, n.

O sc 1 f~

f:

Um resl1ltado inteiramente análogo se verifica para aplic~ições U ---+ E1 x E 2, U e IRrri ab e rto, E 11 E 2 es paços vetor iais nor111é1-

dos, f dada por f( x) = (f 1 (x), f 2(x)).

6)

A matriz jacobiana.

Sejam f:

U

_,.

lR.' 1 diferenciável err1

x E U e

eJ°

=

j -é s imo vetor de b ase c a r1ônic a d o 1R 1 -ri . Então

! '(

X

)

·e· =

1

1

im

.

t-tO

f

(x + t ej ) -

t

f (x)

m

Em.

11

.

O limite acima é usualmer1te chamado de j -ésirr1a derivada

parcial de f

no ponto x , e é ir1di c acl o p or

f' (x) · ei

=

%x4 (;i;).

9

Pel o excrnplo a11terior, se f 1,

nadas de f então

, j'ti: U ~

lR !)ão as coo rde-

nadas de f então , j'ti: U ~ lR !)ão as coo rde- Isto nos leva
nadas de f então , j'ti: U ~ lR !)ão as coo rde- Isto nos leva

Isto nos leva a l11na ex1)ressão clássica para a ir1atriz da trans- for1n a ção lir1 ear f' (x) : IR 111 --) IRn r elativa às bases canô11ict:\S <le 1R 1 'i

e IR.n, conl1ec i<l a co mo a 1nat riz jacobiana de f n o I) Onto x.

O ele-

mento (i, j) clesta rn a triz é a~'i-ésirna coor cle nada elo vetor f' (1;) · ei, e portar1to:

J j'(x) =

{!Ê_

') 1( x)

(. x2

~(x)

!!I:

8

cl

( ·

.t

)

~

()jl

()x2 (X)

.

ô / '2

()x 2

(x)

8x2

(

X

)

8Jl

Dx" 1 (X)

.§É

o:r'" (:r,)

, ,

!!.L

éJr.•tt

(· ·)

X

7) Advertê1icia. A existência da~dcrivac.las 1)arciais ( ;;!.;) (x), e

p or tan to

a e xi stê n cia d a

m at ri~ J f ( x),

n ão é sufic i ente para

ga r a 11tir a clif e r cr1cia bilid <1d c de }' no i)o 11 to x. Pode111os cli zer

b 2 ).

air1d a r11a.is:

clada f:

l i E 1R 1 't,

o li1nite

U

--+

JRn· (U

e

JR 711 aberto) e x

E

U,

Ôf ( )

-

Ô/i

X

=

1 .

11n

t-tO

.f (X + t /i) -

t

.f (:"C)

E

m 11

rn

( qu anc.io existe) é co11 r1 ccic l o c om o é l deTivcLda dire( ;ion . al ele i1a clireção li. Observamos no Capítulo I qt1c se J é diferc11ciá- \ 'e l 110 p or1to x e 11tão exi stem t odas a s clerivada~ clir ec io11 ais e

(8f /8 h)(x) = f'(x) ·h. A recíproca é falsa e o contra-exerr1plo

clássico é f: IR 2

, IR, definida por

J(x, y) =

x2y

.,

X"' + y

2

se (x, y)

f- (O, O),

J"(O, {) ) =

O.

É f ác il de ver qt1 e s e li = (a , b) então (8f /8 Ji )( O, O) = a 2

b/(a 2 +

P or t a nto

f

não

pode

ser

clifer cncié.\ve1

i1a

ori ge m,

i) ois

10 EXEMPLOS

Cap.

2

Corno vere1nos rnais tarde, c-i dificulc_lade reside 110 fato ele

q11e a clcrivacla ciirecio11al (ôf/ôe1)(x,y), 011de ei =

ft1nção d cscor1tínua de ( x, y) i1a origerr1.

(1,0), é t11n<1

8)

Caminhos dife re ric iá vei s. Um ct a1)li caçã o de fi11 id a n11rn i11tcr- \'alo, tomando valores r1um certo es1)aço, é cl1an·1acla ele u111

caminho nesse espaço.

Dad o un1 ca.mir1h o j' : .] ~ Rri, seu vetor velocidade c1n 11m J) 011to i11tcrior x E .J é defi11ic_lo po r

V

=

1

.

1111

t-tO

f (x + t) -

t

.f( x)

E~

ID n

cics d c q11e est e li mi te ex is ta.

i11clic<-1r o \ ' etor vel o cida de do c a1r1inl10 f rio 1)011to :e.

Escreveremos v =

( dj'/ dt) (x) i)ar<1

O vetor \relocid<1de ( df / lit) ( x;) e xist e se, e so1 11e11t c se, o ca rr1 i-

1\lérr1 clí sso, e ste vcto1·

(C orr1-

11l10 f : J --t JRn é difere11ciá \' Cl i10 1)onto x.

\relocidade se ide11tifica Dé1tt1ral1ner1te co1n a elerivt1.da f' (x).

p are c om o e xe mplo a11teri or , or1ele o clo1nír1io ele .f tem climer1são > 1.) Var11os clemonstrar isto.

P r i meiro lembrarer11os o isorr1orfis1110 n att1r<1l .l(IR : 1R 1 t) ~ JR 1 i ~

qt1e <1sso cia a c ada tra r1sfor r11<:1ção A E L: (JR, R 1 i) o vetor a =

i rn a gcn 1 de 1 E 1R l)O r A .

C o1no A · t

A · ( t · 1) =

t · (A · 1) =

=

A · 1,

t · a,

ao id e ntifi ca rm os L: (1R, 1R 1 i) co 111 IRri d e ste I11o clo, a oper a ção A · t ela

tra11s formaçâo A sobre

elo escalar t p elo vetor a.

t E IR será intc r1)r e taci.a con10 o p rod tl to t · a

f (x + t)

= f(x) +

f' (x ) · t + r(t) é o mesmo q11 e es c rever J( x + t) == .f(x) + t · v + r (t) ,

Dada

f : J

1R"i, e d ado

E J, escrever

x

~

or1dc v =

J' (x) · 1. Por tar1to

r(t)

lt l

= ±

f(x + t ) -

f (x)

------- v.

t

Segue-se que lim ri~~) =

.

t--70

O se, e so me11 te se, te m um vetor \ reloc i-

da(le c1n x e , neste caso , es te vetor v é idcntificaclo cor11 f' (x ) .

~-·

Em p articular, dados J e IR e f: J --. IR ( u111a fu11ção real

é diierer1ciável nl1n1 po11to i11terior

de variável real), ven1os que f

x E J se, e so m e n te se, f te m d e ri va d a 110 se 11tido cláss i co

a

=

] j m f (X + t ) -

t~o

t

f (X)

=

df' (X ).

dt

N este ca.c:;o, a é l 1111 núm ero que id e ntifi c amos co 111 <1 trar 1s -

Esté1 tr a ns forrn ação li11eE1.r é <1

form ação linea r t ~

at , (fe IR e111 IR.

11

derivad a f' (x) no ser1ticlo da noss a definiç ão.

/ 1 ,

Se as ft111ções coordenadas de l11r1 ca1ni11ho j': J -4

, fn , o veto r v e l o c ida cle ft (x)

é d a d o J )O r

df

-

dt

(x) =

dJI ct 1
dJI
ct
1

(x) 1 •••

,

djn

d

t

(x)

IR'i. são

A n oção ele veto r velocicladc i1os d á t1 111a i11tc rpr etação gcor r1é -

trica p a r a a d eriv ada f' (x) : IRni -4 JR 1 l de u 111<1 ;;11)l i c ação f:

(U e

IR 1 n, abert o,

X E U).

U

~

JR 1 l

D ado l i E JR 11 t, seja .J um intervalo al)crto co11te11do O téll que

x + th E V

p

<I> :

J

~

IR 1 n,

a r a cada t

E J.

<P(t)

=

a: + th,

A a 1) li cação f 110 ca rnir1ho t

tra 11s forrn a o ca mi11l10

1->

J( :.r; + t l i)

E

JR 1 i,

e f' (x)

· l i

é

o

v e tor

v e l oci daclc cl este t'1l tín10 cr n t

=

O.

adiant e q t 1e 11ão é n ecessá rio u s ar o c a m i11ho lir1ea r <P.

Vc rerr1os Ql1 <1lq1Jer

camirih o <I> tal q11 e <I>(O) =

x e d<I! / dt(O)

=

l i He r, ri r á.

+€ f o u
+€
f
o
u

-e

e d<I! / dt(O) = l i He r, ri r á. +€ f o u

f ( x+tb)

~ (t)= x+th

Figl1ra 2.l

f

1

{x )· h =

d

(f

o

d t

~)

(O)

12 EXEMPLOS

9 ) Funções Reais.

-----

-·-- -

Ca p.

2

E11qu anto qu e a de ri vac1a ele u1n c arni11l10

f

: J -+ JR 1 L é un1 vetor , a derivatla d e llm a fur1ção difere nciá vel

f

: U ~

R,

U e

IR."i , cm ltr n

110 11to x

E U , é l1rr1 el er11e r1to d e

.C(JRn 1 ,IR.) =

(IR.-m)* = e spa ç o d ttêll ele IR 111

011seja, J'(x) é 11m

f uncion al linear. Nesse caso~ a r1otação t rad icion al é d.f(x) ern

vez de f'' (x ) , e df (x) é c l 1a.n1a d ét a difererici al de f

110 p o nt o

x.

A ma.t riz jaco biar1a ele f ' (x ) = dj. (:r ) tc n1 t1rr1a lin h<:r e r ri

colunas:

,JJ (x) =

Dj

O 1

X

âf

' Ô

:x;111

(X)

.

.

Os números

dj' (x) relativas à base c a nô11ica ele (IR. 111 ) *, es paço clt1al de IR. 1 11

%! 1 ( x) s ã o élS c o o rd e 11adas do f1111c ion a l li11ear

R ecordernos que cs t<:t })<lse

{e 1 ,

teriza c la pe la

(a 1 ,

,

a 11 i)

E

pr o 1)ri edacl f~ ele qt 1 c,

JR 1 ri~ tem-se

<; í

·

'l }

=

,

e 111 }

(l a do

ai.

de

(JR. 1 n) *

é car étC-

qt 1al q1 1 e r

veto r

~; =

P o d er 11os , 11or ta11tc),

escrever

·ni

ôj

dj (X) =

Ô

:r i

t= l

.

. (X) · e·i.

Fr e qü e 11t c m e n te os ft1r1cior1ais ei são escr itos co1110 dxi , j á

q ue o s ei p o d e m se r int. crp r cta clos co r110 a s fu11çõ es co ordc11 a das

xi: 1R 1 ri

~

IR, que

a

i-ésirna coordenada

cad a x

=

(x 1 ,

, xrrl) faze111 cor res1)or1cler sua

x 1

Cor110 est as fur1çõcs s ão linea res, t ern-sc

dxi(x) = xi para cada x E lR. 111 Então, cscrcvcrnos

1n

df(X) = ~

~

i = l

éJJ

.

O

::z;1

.(X)dx t.

A expressão ac i rna é u1na i gt1aldadc ent r e fun cio n ais li11ear cs

no 1R 1 r i.

vale:

E la sigr1ifica q t1e, para cad a ve to r v =

(a 1 ,

,

a 111 )

E

IR." 11 ,

r v = (a 1 , , a 1 1 1 ) E IR." 1 1

1 O) Fu n ç õe s H olo1no r fa s. V ê:\111os id c r1tificar o c o r1) 0 <C d os lllÍrner os

co1n1)lexos co1n o pl <tr10 IR 2 })ela co rr es p on (i ê11ci a x + i1; ~

13

(x, y). Seja U e C aberto.

Uma função cornplexa f: U ~ <C

diz-se holomorfa qua11do, para cada z E U, existe o limite.

A(

z

)

=

l'

lffi

h-tO

f (z + h) -

}

t

f (z)

.

A definição acima torna-se possível pela estrutura de cor1Jo de e e significa precisa1nente qt1e

f (z + li) =

f (z) + A ( z) · h + r (li) ,

or1de

lim r·(h)/llil = O.

lt-+0

Portanto, f é holomorfa se e somente se:

1º)

A aplicação f: U --7 IR 2 é diferenciável.

2º) Sua derivacla f'(z): IR 2 --7 IR 2 é, em cada z EU, uma trans-

forma.ção linear da forma li ~ 11ú1nero com1)lexo A(z) .)

A(z) · li.

(Multiplicação pelo

Ora, as transform ações li11eares r10 plano que consistem na multiplicação por un1 número complexo A são: a transformação zero (multi1)licação pelo núrner o compl exo O) e as serrielhanças po- sitivas (transformações da forma pT, onde p > O e T urna rotação no ser1tido positivo.) Para se ver isto, basta escrever A = peiO.

E111 rcst1m o: uma fu11ção complexa de vari ável complexa f: U _, C é holomorfa se, e son1cnte se, vista como t1ma aplicação f : U ~ IR 2 , é difercnci <-ivcl e, em cada 1)011to z E U, sua deri vada f'( z), ou é O, ott é ttma sernelhar1ça positiva

14 EXEMPLOS

Exercícios

1.

SeJa j: IR

.

.

3

---t

IR

4

dada i)or

f (

X

1 Jf 1 z

)

=

(

x

2

-

y

2

Cap.

, xy , xz , zy

)

2

,

-

a)

Prove q11e f é difercncié-ivel c1n toclos os pontos de JR. 3 (~

calcule sua n1atriz jacobian<-1.

b)

1\1ostre que é-l dcr·i vé-1da f' (x: y , z) : IR 3 ---+ R 1 é t1n1a trans-

forrr1ação li11ear injcti\ 1 ::1, exceto 110

par a

x =

y =

O).

eixo dos

z

(isto é ,

e) Deterrnir1c a i1nagcm ele f' (O, O, z) : JR:J -t IR' 1

2. Seja f: IR 2 -t IR 2 defir1id<1 por f (x, y) = (e x cos y , ex ser1 y).

Co11sidere a tra11sforr11<1ção lir1e<1r T =

f'(3, rr/6): JR 2

---+

IR 2 ,

e os vetores li =

pelos vetores T 1 ºº . li e T 1 º 1 . k?

( 1, O),

k

( 1, 1).

=

Qt1al é o ftngl1lo for·rn<tdo

3. Seja f: U -t JR 71 difcrer1ciávcl err1 todos os pontos elo al)erto

u e

IRm.

Dcfin c.t <p: u

~

u X

po11do <p(x) = (x: .f(x)) e F(x , y)

IR 1 i

=

e

F:

f( x) -

u X

y.

1Rn

---7

JR 1

Niostre que

<p e F são difcr enciávei s 1 expri1r1a. s11as dcrivc1clas, cor1cll1a que

i.p' ( x) :

IR 111

~

IR 111

nt1cleo de F'(x, y):

<p'(X).

IR 1

é ir1jctiva p <1ra todo x

~

1R 1 i

E

U e

x

o

coi11cide com a imagem de

que

JR 1