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nìim, você sabecomo eles fazem,bottt, 51'lvic - Ela vai ter problemasInesnìo. , '"-, --t *.

,J \U* r'\i i i

cntã o,eu dia loguei,is s o dur ou nr aisdc


uma hora. Bem! De vez em quando,hrí
I)tlru1uc aindaestáno maternal,mas quan-
c loc s t i v e re m e s c o l a !
tli,eLL
Píet' r e Jj o'L(,l"
um que fica nervoso:1'maso que estaÍÌìos
d iscutin doo, quees t am osdis c ut indo?" O fìu não ne identífco nnis com nada.... du
o utro c rcalm e.Pois eles t inhr r n v c r da-
deiramentevontadede dialogar,elesgos-
nada, nada, nada trfeitos clelu$ar
- Vocêparticipa de associações?
tam de discutir.Mesmoseissonãoresulta
e m n ad a a ssim ,na v er dade. .que
. haja Sylvie - Oh! Faz muito tempo,eu militei
pessoas que os ouçam,que os ouçame de- na JuventudeOperáriaCatólica.Eu era
p ors... até...eu chefiavaaté um pequenogrupo;
Thierry - Isto é realmenteduro. e depois,issopassouanáo fazermais par-
te de meus...Não, de fatoeu não me identi-
Sylvie - De qualquermodo, cretinosha- fico mais com nada.Mesmo politicamente,
verásempre,enFrm... mesmo,eu sou...eu estouum Pouco...
Thierry - Sim,masem Villeneuvehá um - Desorientada?
ou de "gueto" é evocar' quase
montedeles. Sylvie - Eu estou desorientada.Depois, Falar hoje de "subúrbio com problemas"
desconhecidas
Sylvie - Porqueestãoconcentrados, por eu militei um pouco na JuventudeComu- automaticamente, não "realidades",aliás muito amplamente
isso parecemser muitos [risos], isso faz nista.Bem, é igual! Eu freqüenteia escola grado, mas fantasmas, alimentados de
daquelesque falam dissode muito bom
imediatamente mais... do partido comunista.Eu não me identi- por palavrasou imagensmais ou menos
fico mais com nada...nada, nada, nada. experiênciasemocionaissuscitadas
Christian- ...cretinos... a imprensasensacionalista e a propaganda
Sylvie - Afinal, é precisose ocuparcom
Nã o h á p a r t i d o a l g u m q u e m e a t r a i a . não controladas,como aquelas.que
Nada, eu não sei mais. Eu até me sur-
os menores,é precisose ocuparcom os ouoboat opolí t icosveiculam . M as, par ar om per com asidéiasr ecebidaseo
preendoao me dizer,maseu vou votar em vezesse quer acreditar'"ir ver"
sérios;pessoasque são sérias,muitosjo- Le Pen,isto lhes causarámedo e... Bom, discursocorriqueiro,nãobasta,como algumas dúvida
vens,jovensque estãobem e tudo.Bom, não s o u e u , t a m b é m . . . e u q u e r o .d i z e r pr.tiuu.n"nte,
o queexisre. .To.lrst-l
a ilusãp :: i*ryisem
èles são cretinos,é precisodeixá-lose é lado... eu quero dizer, não sei rnais para
#.ryit direto com a realidade
tudo. Bom, eles serãopresospelos poli- tanto como no casoem que, como'4quele;'ofçqnqonto
onde ir, não sei mais...Todosme desagra- e até al-g"ll^t:tos, portanto sem alguns
ciais,não se sabeo que vai acontecer... dam, eu, além do mais. Não, mas eu acho não ocorre sem algumasãificutAaaes; e
p"nrã, Que o e.ssencialdo que se -vive
t..1 que isso não correspondemais ao que se mérit-os.E, não oõstante,tudo l'evau
. esperade um partido político; há maracu-
Thierry - Eu tenho um irmão que é racis- --- g-eyi ng- , cam p- o*, í st oé, asevidênciasusm ui'im pr essionant eseasexper iências
ta, elejamais morariaem Villeneuve. tãiâSerii-abuhdânciarceles-querem dar..' princípios eompletamente-em-ogtl-olqgar'
ditar moral para os outros, los políticos as mais dramáticâi-ènõonAá SeUs
esseslugares abandonados'
Sylvie - Ele é racistapor natureza.Assim não parant] de fazer maracutaiase tudo. Nada mostra melhor que os guetosamericanos, a do
semsaberdireito porque... E verdade.eleslidam com muito dinheiro por uma attsência- essencialmente
que se definem, fundamentalmente, de
Thierry.- E depois,ele é racistaparacom e não se importam com o pequenomili- a polícia, a escola' as instituições
todos.No acampamentosão os ingleses, tante. E depois,o Partido Comunista,eu Estado, e de tudo o que disso decorr":
os alemães...Bom, masentãoos árabes,é jamais vi um partido tão fechado quanto saúde,as associações, etc'
o cúmulo. Bern, ele jamais moraria em esse.Enfim,talvez, agora com os novos praticar o pensam':::.!:*-doxal
Villeneuve fos renovadores)lá, mas... ninguém tem É pieciio, po{tanto,m-aisdo que nunca' s"
bom senso e os bons sentimentgs'.
Sylvie - Não, eu estou contente em um
nada a dizer, "o Partido disse", isso é que, dlrigido ao mesmo tempo contra o preconcelto'
tudo. Bom, nasreuniõesé assim e eu sem- dos dois lados, Seja como um
sentido, porque meus filhos convivem expõe a aparecer.aos bem-pensantes
com, bem,todasasraças,todosos...Que-
pre dizia, "não é verdade,podemosdiscu- ..causaradmiraçãoao burguês'', Sejacomo uma forma
tir, isso serve para que, então? Pagamos inspirado pelo desejode se
ro dizer,não há...é simples. à miséria dos mais carentes'Não
nossacota, e,depois é tudo o que vocês de indifer"nçu inruportável relativamenie n-opensamento
Thierry - Quer dizer, não são educados inscritos
no racismo,como faz meu irmão com os
querem".Olhe as instalaçõesque elestêm
pode romper À falsas evidênciase com os elros
filhos dele.Na casadele,a mais nova,que
em Paris...não é possível!
sub stanci "o*
alistadostusoru uSyy snya con diç ã",
soc i""njffiffiffi: ::ÍÏ:
tem cinco, quatro anos,ela.estiíno matèr-
rigorosa das relaçõesentreu$õí-ututas $o espaço
nal, ele não pára de lhe dizer: "os árabes
sãobosta". Marçode l99l físico.

rle

\._
( lÌ . Ì cst r asJoõalizzr çõeS t em por áii. r(spor cxct t r ploos lu- gar es c
1rosi çi rrot . llr t iviÌ (es
ender eço
Espaçofísicoe espaçosocial os lr r 1, , r t tì .'cgulados
cs pelo pr ot ocolo) e sobr et udo peÍ Tnanent
Irorrr;r,
t . t . r r r t r : r cçolr of issional)ocupamêm r elação{ t gca] izaeOde ll out r os
cs- 1rr rr,;uto
c ons id e ra d ocso mo c o rp o s(e i n d i v íd u osbi ol ógi cos), os seresl tttrttrtrtos que ocupa ( no dir eit o)no es- paço at r ar 'és
1rÌ(.rrt( rì s; . llrsccxpr im e t am bém no lugar
em um lugar (eles Iractslltl clotaclos-' para eX-
tão, do mesmomodo q.,. oicoisirs,situados tlt. srursllt()l)tit:tlitclcs (casaS, oponornãntoi ou Salas,terrasparacultívar'
e m vári os l trgaresao ÌÌl esr' tt:rrrpo)
ìì0 e O U' Cor noSe
da ubiqt iid a dqeu e l h e sp e rmi ti ri ae s ta re m que Sãom aisO LIm enO S em bar açO Sos
colììot) polÌto 1rl .r;rr() 1 I ) lì t ircolst t uir ,et c. )
elesocupamum espaço.o lugar podeser definidoabsoltrtanlentc tlrz ìrs v('r(:s'"spaceconsummiltg"(q cotlsumomais ort
menos e$94g!qil9-do
uma coisa se encontrii sitttaclo' tcltt lugar' parte.da
do espaçofísíco onde um agenteou t'sp:rç.-ó uuur-,ta-s font'a-s por. ç:rqçlôic.l1.çlç-o-rtç!9E4q-d9 Pod,-:t-Uma
seja,sob um ponto de vista rclacional' inscr it as
existe.Quer dízer,sejucomo localízação, i ttt;rt' i tt t lr tcst
s r t t t ur as clocspaçot u. *, f iõlt a do f at o clequeiihí est ão
como posição,como graduação em uma ordem.o lugar ocupadopoclcserdefi- físic:oc (ltlon"o pàA.tia.strr Irloclificadas senãoao prcço dc utn traballto
coisa n()('sl)irç()
nido como a extensão,a superfíciee o volume que um indivícluoou uma tlr, lttttrsltltrttfrtçíto,clc ttt-ttit clas
lttttclltttça COiSaS e CleUm deSenraiZamentO OUde
ou melhor, seu entulhamento (como às sOciaiS extrema-
ocupano espaçofísico,suasdimensões, rrrrr;rrlt:port;rçlio clc pcssoas,zrsclttaissuporiamtransformações
vezessediz de um veículoou de um móvel)'
rrrcrttt: clil'í c; ci. s t st osas
t : ct
Os agentessociaisque sãoconstituídos como taisem e pelarelaçãocom um ( ) t:str^Ç6social reificado (isto é, fisicamenterealizadoou objetivado)se
espaçosácial (ou melhor,com campos) e também as coisasna medidaem que espécies de
es- iìprcst:rìtÍÌ, itssitÌt,como adistribuiçãono espaçofísicode diferentes
portanto constituídas como propriecladcs' de gruDoS fisicamente
etâssaoapropriadaspelosagentes,
stra posição ltcps grr <lc scrviçose tambémds agentesindivrduarse
tão situadã,nu* lugar do espaço social que se pode caracterizar por um lugar perrnanente) e dotadosde opor-
localiz.aclc,s l"nquanto corpos ligadora
e pela
relativa pela relaçãocom os outros lugares(acima, abaixo,entrc, etc') rrrrrirl;rrlt:s rlc aorooriagão à"ttat bense clesses Serviços mais ou menosimportan-
distânciaqueo separadeles. Como o espaço físico é definido pela exterioriclade cla cÌistância física clesses bens'que
tcs (r:rrrÍìrrrçãcl,i*."u capital e..tarnbóm
mútuadaspartes,t socialé definidopelaexclusãornútua(ou zrrlistinção) rlt:pt:rrrtt: tllrrbórpclcsct-tcapital;.É na rclaçãoentre a clistribuição dos agentes ea
"rpuço
qonrtitu.m, istoé, como estmturadejustapo'sição clcposiçõcs diferentes regiões do
dasposições
- que o rlistriSLriçlÍo cl.s 6r:'s.n. osl)iÌçoqUç$Ì_dq{}cü",v,4lgr'dê,s
: ''a :
sociais. espi ìçosocialr t : iÍ 'it : lt t lo' 'l : '; . ''- : "
Aestruturardoespaçosocialsemanifesta, aSSim, noscontextostttaisclivcrsos, espaçossociaisfisica-
Os clifcrcptcscÍÌIlìposoll, se se prefere,os diferentes s.'
sob a forma de oposìçáes espaciais, o espaço habitado (ou afropriado) ftrncio- menos grosseiramente: dissoresul-
m'enteobjctivirclos,tenãema se sobrepor,aos
nandocomo uma'eso;ciedeìimbolizaçãoespontânea do espaçosocial.Não há de seus proprietários em certos lugares
que não tam corìcc.traçõesdos bens mais rarõse
espaço,em uma sociedadehierarquizada,que não sejahierarquizadoe clocsplço físico (5r Avenidâ,rua do Faubourg Saint-Honoré) que se opõem assim'
as hierarquiase as distâniias sociais,sob uma forma (mais ou menos) principalmente e por vezes exclu-
er1 tclcl-rs os aspectos,aoslugares que agrupám
"*pri-u que a inscrição de densa
deiormadae, sobrefudo,dissimuladapelo efeítode naturalizaÇão sivanrerteos mais carentes (suUriiUios pobres, guetos). Esses lugares
duráveldasrealidadessociaisno mundo naturalacarreta:diferençasproduzidas corìccntraçãode propriedade,s positivasou r.Ieg3!]yas (estigmas)constituemarma-
pelalógicahistóricapodem.assim.paÍecersur,sidas da naturezadascoisas(basta condena-se a deixarêscaparo
clilhasparao onuìirruqu", ué"itando-oscoúO tdí,
p"nru, au idéia de "fionteira natural").É o caso,por exemplo,de todasas proje- cssencial:como a Madison Avenue,a rua d3i fauUourg
Saint-Honoréreúneco-
çõ., da diferençasocialentreos sexos(na igreja,na escola,nos lugares rncrciantesclequadros,antiquários,casasde aliâ
costura,de calçados,pintores,
"rpu.iais comumocupar
clccclraclores, etc.,isto é, todo um lequede comérciosque têm em
respectivose
no espaçofísico, mas semprede
Efetivamente,o espacosocial se.re,tr:acltì7. clevaclas(portanto, homólãgasentre si) em seuscampos
de maisespecíficoa não ser
maneiramais ou *.no, confttsa:o poder sobreo espaçoque a posscdo capital 'osiçõcs podcm ,"i.o*pteendidos nó qu" elestêm
quc
'ão no mesrnocampo'em
proporciona,sob suasdiferentesespécies,se manifest440 espaçoffsic.gapropria- qr* o, .ãloq.,"*os emìelação com comérciossituados
físico' Por exemplo'osde-
do sob a forma de uma certarelaçãoentrea estnrturaeipacialda distribuiçãodos posiçõesinferiores, mas ep outrasregiõesd.oespaSo
(e em primeiro lugar por
agentese a estmturaespacialda distribuiçãodos bensou dos serviços,privados coracl.rescla rua do FaubourgSaint-Éonorése opõem
do propriedades' natureza, qualidade
ou públicos.A posiçaoae um agenteno espaçosoeialse exprime no lugar seunomen{ltlre,Inastambémpor todasassuas
nem da clientela, etc') àquele que' na
.rpãço físico .* quá estásituadolaqueledo qual se diz que está"ttT eira e prcço closproclutosem.ofertã,condiçãosocial
e pela
beira" ou "sem residênciafiXa", que não tem - quase- existênciasocial)'

r 61

.,. ,,-ãí:==
Ì,'ï."f ,rr:lr,',,',li:iÍ;-:*rr,. ;i'#==*:=1.-?*t?;l
\ se opÕemaoscoíÍÍetl/.s,os tabricantesde calçadosaos sapateiros,etc., oposições etc').
de loja,ladodireito/ladocsquerdo,
It que se afirmam numa verdadeira simbólicada distinção:referênciaà unicidade Como o espaçosocial encontra-se'inscritoao mesmo t€trlpo:flaS estruturas
\ cla"criação" e do "criador", invocaçãoda antigüidadee da tradição,da nobreza
/ mentaisque sãô,porum lado,o produtoda incoqporação
espaciaise nascstruturas
,l I do fundadore de sua atividade,sempredesignadapor palavrasnobres,muitas dessasesiruturas,o espaçoé um dos lugaresonde o poder se afiriúa'ese exerce,
vezestomadasdo inglês. e, sem dúvida,sob a forma mais sutil, a da violênciasimbólicacomo violência
S \
\ Do mesmomodo, a capital é, sem jogo de palavras,ao menos no caso da desapercebida:os espaçosarquitetônicos,cujas injunçõesmudasdirigem-sedi-

\ França,o lugar do capital,isto é, o lugar do espaçofísico onde se encontram retamenteao corpo, obtendodele, com a mesma segurançaque a etiquetadas
concentrados os pólospositivosde todos os campose a maior parte dos agentes sociedadesde corte, a reverência,o respeitoque nasce do distanciamentoott,
melhor,do eStarlonge,à distânciare.sneitosa. .são-sem drivida: OScomponentes
que ocupam essasposiçõesdominantes: ela não pode, portanto, ser adequa-
maisimportantes, em razão de sua invisibilidade íoara os própriosanalistas,mui-
damentepensadasenãoem relaçãoà província (e ao "provincial") que nadamais
tas vezesligados,como os historiadoresdepois de Schramm,aos sinaismais vi-
é que a privação(totalmenterelativa) da capital e do capital-
síveisdo põder simbólico, cetros e coroas), da simbólica do podere dos efeitos
As grandesoposiçõessociaisobjetivadasno espaçofísico (por exemplo, ca- completamentereaisdo poder simbólico
pitaUprovíncia)tendema se reproduzir nos espíritose na linguagem sob a forma
de oposiçõesconstitutivasde um princípio de visãoe de divisão,isto é, enquanto
categoriasde percepçãoe de apreciaçãoou de estnrturasmentais(parisiense/pro- As lutas pela apropriação do espaço
vinciano,chique/nãochique,etc.).Assim, a oposiçãoentrea "margem esquerda"
e a margemdireita (do rio Sena),que os mapase as análisesestatísticasdos pú- O espaçoou, mais precisamente,'oslugarese os locais do espaçosocial rei-
blicos (para os teatros)ou das característicasdos artistasexpostos(nas galerias) ficado, e-oJbenefíciosque eles proporcionam são resültadosde lutas dentro dos
mostram,estápresenteno espíritodos espectadores potenciais,mas tambémno diferentescampos).Os ganhosdo Lspaço podem tomar a forma de ganhos de
dos autores
dos autores de peçasde
de peças de teatro
teatro ou
ou no pintorcse críticos
dospintores
no dos crÍtlcossob
soba forma de oposF
lormade oposi- em duasclasses:
seranallsados asren-
bcali|ação,elesmesmos susceptíveis.de
que
. jggo.:_que
Çãp, oPera
opera com
com uma
uma cate8oria
categoria de
de percepção
Percepção e de
de apreciação,
apreciação, entre
entre arte
a arte ao.Ètode
das(ditasde situaçãô)quesãoãssociadÍis esJarem perto
situadas de
*ïno:""ffi"ïï:1,,ïï:ï::ïï,'fl;adossi,encioso.sà-ordemdas
%fiiãaa e a arte "burguesa"(teatro de boulevard).
I tri,"iï';t:,,ïïlï:ffi:'f;;ffiïõFjryËïïË:1ïïïi":ï:i
estúturòdoespaÇo;íilJpõiãã:â' i a^ ;;ar;ç0"i.âtrauesaasquais
--'--_-___--_ãsestrturassociaksgconvËrternp,ogressi-,"am*teem€stÍutuÉsmeÍÌtaise.em''-.'-__--'''-di
-n
, sistemasdeprefeÍências.
Maisprecisamente,a incorpomção dasestru-
insensível -l
físicaspodemsermedidat,t"Ct"9o-1l"_Ï:I:.TtP:1t'j:,i:
(As distâncias
semdúvida,paraumaparteimportante,
tifas daordemsocialrealiza-se, através i lhor,temporal,namedidae1.q-ry.o1de;loc"-:tli:
9TTi:^::11Ït:-"tl
fËJ#Ëi;"á"ã;ïliJf"i"'ãüi"ü'tÁ";ï".;Ëüi i menosroleo.seeundognos'.uio1g^"',d:ï::::-",",'"a"1,"^'-d
, rormas,
o podÈiqueo capital,sobsuasdirerentes
ouprivaaS!, dásobreo
õ,Ëi#fi"àïffi;:ililË;uãã'ïu.iJ-n"ïtã;"]ïÃ;;il
re ar.ru4rr
Ys4tJ ur
"o. r^-
-^L-
lilâc n^.lah
^.ã*6^\
râ6-
deslocaìnentos e dos novimentos do co?o
Lu.J'v que !jr.ê estrufiÌras sociais conver-
essas vr I 9lpuço n^..a,rÁ rìÈ
bémiomar a fotma de ganhosde.o-cupafio (ou dc acumulação)' - possede um
a
Yue
: --,r;,,t-^ã^\
tidas em estruturasespaciaise assimnanraliudas orgaÀizo- qoarin;; ã
"
cialmentecomoascensãooudeclínio('..subiraParis,,)'entrada<i,'"ro.ao,
de manter à distância ou de excluir toda espécie de intrusão indesejável (são as
cooptação,adoção)ousaída (exclusão,expulsão,excomunhão),aproximaçãoou

w'('uuc ë vqn'Yq' q auüvru'sv v.rv Y --:- --:---r------- --


. na atituderespeito5aque.àgrandezae a.altura provçam (as do monumento, do
I la'^-tl
'P11 daspublicidades
oudas'lvistasinexpugnáveis"
doproprietário' imo-
esfado,darribunaôuain<ta
a frontalidade oopi",ãi"u. ou,
dasobrasèsculturais I lgeo
biliárias).
(materialor.r
de dominaro espaço,sobrefudqapropriando-se
A càpacidade
debensraros(públicosou
simbolicamente) que
privados) seencontramdistribrri
dos ,c lepe n ddeo c a p i ta lq u e s e p o s s u i O . c api talpermi teIrl A ntrÌr'tlì r.sti rrt' ia.s ir ( ) :,r r t.s.,tr
t r r r r scl i sp u d s d e p e n d ed o ca p i ta l a cu r r tu l a cl o( so b stta sd i fe r e l tt.
a o
pc s s ot ìesa sc o i s a si n d e s e j á v e i s me s m ot empo que aproxi tttar-st' (l (' l x' c ìs
ss()i t ': p t i t . i t.s) l.) t. Íl to , a s o p o r tu n i d a d e sm é d i a sd e a p r o p r i a çe r o d o s d i fe r e n te sb e n s e
(p
c ois asdes e j á v e i s o r c a u s ae, n tre o u tra sc oi sas,de sua ri qtrezi(ìtÌì
t ( i Ìl ri tl rl ),
rtti - s ( . r v r ç o sn r ;r l t.ri i r i so u cu l tu r a i s,a sso ci a d o sa u m d e te r m i n a d o ,e sp e ci fi ca m - sep e -
nim iz and o , a s s i rno, g a s ton e c e s s á ri(p
o ri n ci pal mente em teni pcl pl
) tti trtl rt' opri ar-
l o r r l r l t.r t'r r tt.so ct"l p a r ìtedse sse h a b i ta t se g u n d o a s ca p a ci d a d e sd e ' a p r o p r i l tçã o
s e c lelesa: p ro ri m i d a d en o e s p tro fís i c op errl i tecl Ììea prcxi l rti rl :ti l ' -' tti (' si
) )l Ìço ( r r r ; r t r.r i ;r i :itl i n l r ci r o ,m e i o s d e tr a n sp o r tep a r ti cu l a r e s- e cu l tu r a i s)q u e ca d a u m
s oc ialpr od u z atr:d o so s s e u se fe i to sfa c i i i t'endo ou i i ti ' orccettclu oi tctÌui tl i .tçtL,.rcl c
tk'tr'rn('(ÌrÌr() ogulqr-I1;1qqnen!-9
Po.le-se
lrr.olrriedade. ]ry-!Ui-^!-sç-nigq!':-L
l , ma i sp re c i s a m e n te
c apit als oci a e p e, n n i t i nclaprovei
o tarconti l tul uttctttr: cttt:on-
tcl a n d o se r n ú e d i sp õ e md o s m e i o s ta ci ta m e n tee xi g i d o s,a co m È- -
l l r ( ) t ) ri ;r r r r r :r rfa
trosao mesmotempocasuaise previsíveis
freqüentados (A possede capitalassegura,
quegarantea freqiiênciaa ltttiiu'r:s
além disso,a qua.sc-Ìrlritliii<llclc
bcnr
que l:,ì úì;ì dF

St:9 Sabitatcontribuipara fazertohábito,o hábito contribuitambémpara


tornapossívelo domínioeconômicoe simbólicodos meiosclc triutslrortcc de
comunicação - e que é muitasvezesreduplicada pelo efeitoclaclclc;14çito, poder ";,;;
g llibitat irtravéscloscostumessociaismais ou menosadequados
Í'12.t:r'
que
que ele
preposto). Vô- sc,assiminclinado
t:sti rrr t r1lul1z. el'. , a pôr em dúvidaa cr ençade a apr o-
de existir e agir à distânciaatravésde um
xillrçiie cspacialdc agentes muitodistantes no espaço social pode, por si mesma,
Inversamente, os que nãopossuemcapitalsãomantidosà distância,scjafísi- social:de fato,nadaé mais intolerávelque a proxi-
cfcitgclcaproximação
t..'r'rrrrr
ca,sejasimbolicamente, dosbenssocialmente maisrarose condenados a cstarao de pessoassocialmente distan-
rrricl'clcfísic1(vivenciadacomopromiscuidade)
ladodaspessoas ou dos bensmaisindesejáveis e menos A
raros. clc
ferìta czrpitaÌ
tcs.
intensificaa experiênciada finitude:ela prendea um lugar.'
[.,ntr'ctoclasas propriedades que a ocupaçãolegítimade um lugar supõe,es-
As disputaspara a apropriaçãodo espaçopodem tomar uma fortrtu indivi' aSquenão seadquiremsenãopelaocupa-
tão, e nãrosãoaSmenosdeterminantes,
dtnl: a mobílidade,spacial,intraou intergeracional - osdeslocantcttto.s rrosclois legítimos:
çhopr.glongada desselugare a freqüentação seguidade seusocupantes
sentidosentrea capitale a provínciapor exemplo, ou os endcreços srtccs.sivos Íìo ou ligações (e muito parti-
ó o caso,eviclentemente, clocapitalsocialde relações
interiordo espaçohierarquizado da capital- é um bom indicador dos otl
sì.rcì()sso.s que são as amizades de infância ou de
ctrlar-rnente clessas ligaçõcsprivilegiaclas
dos revezes'alcançados.nelsas lutase, mais amplarúenfe, de toclaa tlajettilia so- mais sutisãoJapital culturale lingüístico,
aclolcscôncia) ou dc toclos os aspcctos
cial (sob a condiçãode ver que,assimcomo os agentesque diferentpclit icladce
corÌìoos mocloscorporaise a prònúncia(o sot3que),etç. Sãotraçosqueconferem
a trajetóriasocial,executivosjovense de meia idade,por exemplo,poclcrttcoe- grau' ao lugar de residên-
todo o Seupeso ao-lugardo nascimento(e,ê*
xistir provisoriamentenos mesmospostos,do mesmomodo elespodcnì sc reen- -"no.
ci a).
cóntiâi, tâmbéú müito provisoriamente, em locaisde residênciavizinhos).
Sob penade se sentiremdeslocado.t,gs-que-pqnetram egÌ-umesp4ç9d9v9m
cumprir ãs condições que ele exige tacitamentede seus ocupantes' Pode ser a
possede um certocapital cuja
ôultural, ausênciapode impedir a apropriação real
àos bcns ditos públicosou a própria intençãode se apropriar deles' Pensa-se evi-
l. Pode-se assim mostrar, reunindo em escala de cada um dos departamentosfranceses,o conjunto dos dados
estatísticosdisponíveis sobre os índices de capital econômico, cultural ou mesmo social e sobre os bens e os dentementenos museus,mas isso vale tambémpara oS Serviçosque são tidos
serviços oferecidos em escala dessaunidade administrativa, que o essencialdas diíerenças regionais que se
espontaneamente como.osmaisuniversalmente necessários, como os dasinstitui-
imputam muitas vezes ao efeito de determinismos geográficos podem ser referidas a diferença.s de capital
mastambémdo
que devem sua permanência na história visando ao reforço circular que é continuamente exercido no cuÍso çõìs médicasou jurídicas.Tem-sea Parisdo capitaleconômico,
da história (principalmente pelo fato gue as aspirações,sobretudo em matéria de habitação e cultura, depen- capitalculturale do capitalsocial(nãobastaentrarem Beaubourgparase apro-
dem, em grande parte, das pãssibilidaãesob;eiivamente oferecidasparaÈuasatisfação).É somente depois de
priar do museude artemoderna).De fato.certosespaços,e em particularos mais
ter assinaladoe medido a parte dos fenômenosobservadosque, aparentementeligada ao esPaçofísico, reflete
de fato diíerenças econômicas e sociais, que se poderia esperar isolar o resíduo inedutível que deveria ser iechados,os mais "Seletos",exigem não somentecapital econômicoe capital
. imputado em particular ao efeito da proximidade e da distância no espaço puramente físico. E o caso, por cultural,como tambémcapitalsocial.Eles proporcionamcapitalsociale capital
exemplo, do efeito cinenwtognÍfico que resulta do privilégio antropológico conferido ao presente diretamente (no-sbairros
percebidoe, ao mesmo tempo, ao espaçovisível e sensíveldos objetos e dos agentesco-presentes(os vizinhos simbólico, pelo efeito de-clube que resulta da associaçãodurávei
luxo) de pessoase de coisas que, sendo diferentes
diretos) e que faz, por exemplo, com que hostilidades ligadas à proximidade no espaço físico (brigas de chiquesou nas resiciências.de
isto é, na medida em çÌue
vizinhos, porexemplo) possam ocultarsolidariedades associadasè-n-gsiçeo ocupada no espaço social, nacio-
da jrande maioria, têm em comum não seremcomuns'
nal ou internacional, ou com que repÍesentaçõ€simpostas pelo ponto de Yista associadoà posição ocupada o intruso
elasexcluem,em direito (por uma forma de numents clausus ou de fato
no espaço social local (a aldeia" por exemplo) possam vedar apreendera posição ocupada no espaço socfl
nacional.
- ' ':
estáfadadoa provar um sentimentode exclúsão capaz de privá-lo de certas Íega-

-tí5
desejadas ou que apresentanlunìrì(pclo menos)daspropriedades indesejár'eis. Lozc J .-lJ. Yïlu,ütl'tt[L'ìLf
O baino chioue,como um clubebaseadona exclusãoativade pessoas inde-
sejáveis,consagrasimbolicamente cada um de seus habitantes,
neloconjttntodo.sresidentes:
permitindo-lhe
aocontrário,o bair--
Da Amér.icacorÌÌoltopia às a\.essas
particioarflo canitalacrrmrrlaclo
ro estigmatizadodegradasimbolicamente oS que o habitam, e que,em troca'o
degradamsimbolicamente, porquanto, estando privados de todos os trunfos ne-
cessáriospara oarticipar dos diferentes jogos sociais,eles não têm em comtlm
senãoSuacomum excomunhão. A reunião num mesmo lugar de uma popular;:-io
homogêneana despossessão tem também como efeito redobrar a despossessão,
principalmenteem matériade culturae de práticacultural:aspressõesexercidas, A décadade 80 terásido marcadanão somentepela escaladadasdesigualda-
jovens dos "subúr-
escolarou em escalado conjuntoha- desurbanas,da xenofobiae dos movimentosde protestodos
èm escalada classeou do estabelecimento discurso de um novo tipo
pelos mais carentesou os mais afastados das exigênciasconstitutivas úior" populares,'mas tambémpela proliferaçãode um
bitacional convergência súbitaentreos
"normal" produzem um efeito de atração, pâtâ baixo, portantode em torno do tema da "guetizaçào"que Sugereuma
da existência das cidades americanas. Atemáticado
(na maioria dasvezesinterdita bairrosdeserdados dasãidad.r frun."tas e
nivelamento, e não deixam outra saídaque a fuga (Chicago' Bronx'
gueto, alimentadapor clichês importados de Além-Atlântico
pela falta de recursos)para outros lugares. um dos lugares comuns do debate público sobre a
í{arlem...), impôs-ie como
As lutas pelo espaçopodem tambémassumirfonlas mais coletivas,como é cidade.
o caso daquelasque se desenrolama nível nacionalem torno das políticasde senãohou-
Não valeriaa penaficar'nessediscursoamplamenteiantasmático2
habitação,ou daquelasque ocorrema nível local,a propósitoda construçãoe da nefastas.Apelando para o sensacionalismo, usando imagens
vesseconseqüências
distribuiçãode moradiassociaisou das escolhasem matériade equipamentos ín USAtão surpreèndentes:qüanto delicadas e invocando' por qyal-
éxóticas rnade
públicos. Os mais decisivostêm como apostaúltima a política do Estadoque americana",oSprofetasda
q"..;otivo e sem medidas,o espectroda "sinã.5.-gme
detémum imenso poder sobreo espaçoatravésda capacidadeque ele tem defazer uma anáttserig$ha das causasreais da decom--
desgraçaopuseramobstáeu{O.a
o mercadodo solo, da moradia e também,para uma grandeparte,do trabalhoe I poúaó daìlasse operáriafrancesae d3lrgfu!.d:.ggÍu[bação de
popllações cu-
da escola.Assim, no confrontoe nos ajustamentos entreos altosfuncionáriosdo jOs instrumenros-iradicioíaìsde-,iè-produçãde-ãe represêntação coletivai
Estado;elesprópriosdivididos,os membrosdos gruposfinanceiros,diretamente tornaram-seobsoletospelasrecentes trãnsfonnações do mercado de trabalho e do
interessados-no-mercado de crédito imobiliário, e os-representantes das coleti- se-bemque de má vontade - a
Campõ-põlfticõ.Eles;Ërii seguida,alimentârâm--
vidadeslocais e das repartiçõespúblicas,foi sendo elaborada a política da habi- tantos tlïïï
espiial ãa estigm arizaçáoqu"fut dos grandesconjuntospopulares
tação, que, principalmente atravésdo sistema fiscal e das ajudas à construção, indignidade soiial e de relegação cívica' Eles têm' assim'
malditos, sinônimos Al
op"rou uma verdadeira construçãopolítíca do espaço:na medida em que ela agravadoo pesoda dominalão simbólica que os habitantes desses conjuntos ha-
favoreceua construçãode grLeos hontogêneosem baseespacial,estapolítica é, bitacionaisdevemhoje sofrãr alémde suaãxclusão socioeconômica.3
para uma grande parie, responsávelpelo que se pode qbservardiretamentenos
grandesconjuntos degradadosou nos bairros tornadosdesertospelo Estado.

l. Adil Jazouli,Lesannéesbanlieue'Paris,Seuil, 1992'


2.Umavezvulgarizado,oconceitopodeaplicar.seatodocoletivovagamentede|rnidopara|rnsdedramat (HervéVieillard-
'3u.io da terceiraidade"' o 'lueto homossexual"'etc'
t ção: assimo "guetoestudantil",à
Baron,"Legheto:approchesconceptuellesetreprésentationscommune{"Annalesdelarechercheur
49 (1991) 13-22).
in the Black AmericanGhenoand the Franch
3. Loi'c J.D. Wacquant,"Urban Outcasts:Sti-smaand Diüsion
i7 tlroon and Regional Research'númeroespecialsobre"Les nou-
urban Periphery",InternationalJournal
et Luc Basier,Ivliseen innges d'ttnebanlieueordirlat;z'i;'i;'
vellespauvretés",1993;e ChrisúanBachmann
S y ros ,1989.

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