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Liga de Empreendedorismo FGV

Blog oficial da liga de empreendedorismo da FGV

Categoria: Brasil

Empreendendo na Crise

Publicado em setembro 29, 2015setembro 29, 2015 Publicado em Brasil, Crise, Startups Deixe um comentário

(hĴps://ligadeempreendedorismofgv.files.wordpress.com/2015/09/size_810_16_9_ideia.jpg)

Por Lucas Affonso Ferreira

A crise político econômica é de censo comum no Brasil, sabemos que está cada dia mais difícil evita-la. O PIB brasileiro está ou estagnado ou encolhendo, a indústria está
minguando, e a nota de crédito brasileira caiu para uma posição de preocupação. Porém, o que vemos mais de perto e sentimos na pele são os preços mais caros por
causa da inflação e da alta do dólar, o desemprego aumentando e o consumo diminuindo.

Numa situação como essa, como fica a vida do empreendedor, ou do futuro empreendedor? Ainda é uma opção viável criar o seu próprio negócio mesmo nessa
turbulência economica? A verdade é que a resposta é sim. Existem muitas dificuldades inéditas, porém com elas também existem oportunidades únicas do momento.

Alguns especialistas comentam:

Seja qual for o foco do negócio, um empreendedor em tempos de crise não pode se esquecer da situação de seus clientes, que estão controlando mais os gastos. “As
pessoas evitam gastar mais com coisas novas, ou seja, há uma tendência de segurar o dinheiro. Você terá que ser mais certeiro no seu negócio”, diz Max Bianchi Godoy,
professor de planejamento estratégico do Ibmec/DF.

“Toda vez que a gente entra em uma crise, as pessoas se posicionam contra determinadas ameaças. Mas, todas as vezes que elas existem, há também oportunidades de
negócio”, diz Luiz Arnaldo Biagio, professor da Business School São Paulo (BSP).

“Essa é a hora de buscar o que você pode fazer de diferente, e tem muita gente prosperando. Claro que não é fácil, mas a gente não pode se abater: a crise tem que servir
como um motivador”, afirma Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora e professora de empreendedorismo na Fundação Getúlio Vargas (FGV) e no
Insper.

Aqui estão algumas ideias de negócios que tem seus motivos para darem certo na crise:

-Venda de cosmético no varejo

A vaidade é a quarta maior economia do mundo, movimentando uma quantia maior que o PIB da Alemanha. No Brasil, é um mercado consolidado. “A possibilidade de
negócio nessa área é muito grande, as pessoas não deixam a beleza de lado”, diz Biagio.

Na crise, o professor afirma que muitas pessoas optam por trocar o salão de beleza pelos cuidados em casa. Sendo assim, uma boa ideia de negócio é apostar em
produtos de beleza voltados ao consumidor final, oferecendo uma solução mais barata para quem não pode ou não quer se descuidar da aparência.

-Comida Prática

Com crise ou sem crise, o setor de alimentação continua faturando. Mas os consumidores podem poupar idas a restaurantes em prol de opções mais modestas.

Por isso, Biagio recomenda buscar algum negócio no setor que facilite a vida do cliente (e que seja financeiramente mais viável). Por exemplo, ao invés de ele ir a
restaurante para comer uma salada, o que envolve deslocamento e um preço alto, ofereça uma salada pronta, vendida em supermercados.

-Empreendimentos sobre rodas

Muitas pessoas demitidas pegam seu Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e usam o valor para transformar vans e caminhões em um negócio, diz Godoy.

Mas, para que a tendência não vire fracasso, o professor recomenda se especializar em poucos produtos, mas inovadores. “Eles devem ser baratos e atrair as pessoas”,
afirma. A dica do especialista é buscar algo diferente, e fugir do óbvio “como as comidas gordurosas que sempre existiram na rua”.

Para regiões que tenham um apelo de “geração saúde”, por exemplo, uma ideia é investir em sucos diferenciados, voltados para uma alimentação saudável.

-Concerto de produtos

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Brasil – Liga de Empreendedorismo FGV https://ligadeempreendedorismofgv.wordpress.com/category/brasil/

As roupas descosturam e o smartphone quebra. Quem geralmente iria direto comprar um substituto se depara com um orçamento apertado durante a crise econômica.
A alternativa? Procurar um serviço de reparos.

“Em geral, o negócio de consertos tende a sobreviver mais na crise, porque as pessoas tendem a conservar mais o que elas já têm.”, diz Godoy. Por isso, serviços como
costura, carpintaria e assistência técnica, em geral, são mais requisitados nesse momento.

-Móveis montáveis

Comprar um móvel para a casa já implica um grande custo, em especial épocas de crise. Por isso, quem realmente precisa gastar com esses itens irá procurar uma
maneira de poupar em gastos adicionais.

“Nessas horas, oferecer móveis montáveis surge como uma alternativa, já que não há o valor de montagem incluído”, recomenda Biagio. A pioneira no serviço é a loja
sueca Ikea, mas alguns empreendedores estão criando negócios inovadores com a mesma possibilidade, como os blocos de Lego da vida real.

E existem muitas outras maneiras, ideias e modelos de negócios possíveis de serem lucrativas e escaláveis mesmo em tempos de crise. Basta entender como uma
economia em recessão funciona, quais são as novas necessidades dos consumidores que antes não existiam, e de que maneiras devem ser satisfeitas. A motivação
empreendedora sempre estará viva enquanto existirem pessoas dispostas a tomar esses riscos, mesmo em tempos incertos.

Para mais ideias visite a matéria original exame.com/pme (hĴp://exame.abril.com.br//pme/noticias/11-ideias-de-negocio-para-quem-quer-empreender-na-crise/lista) de


Mariana Fonseca

Empresas brasileiras estream em feira para startups nos EUA

Publicado em setembro 23, 2015setembro 23, 2015 Publicado em Brasil, Startups Deixe um comentário
Fonte: exame.com

San Francisco – A feira tecnológica “Disrupt”, voltada para startups do setor e que se encerra nesta quarta-feira em San Francisco (EUA), contou com a participação de
29 empresas estreantes brasileiras, que buscam abrir caminho no competitivo mundo do Vale do Silício.

Entre as participantes estão a Adorável Criatura, um espaço no qual os amantes dos animais de estimação podem trocar experiências, a Biz.U, que ajuda as empresas a
contratar funcionários cujo perfil esteja de acordo com a cultura da companhia, e o Yourkout, um aplicativo que permite ter contato com um personal trainer a qualquer
momento.

Tatiana Riham, cofundadora da Marca em Casa, uma das empresas brasileiras da “Disrupt”, especializada em marketing, afirmou que a experiência de uma semana na
feira foi maravilhosa.

“Houve muitos intercâmbios, retroalimentação e conversas com startups do mundo todo. Vi muitas empresas realmente interessantes e inovadoras. Valeu muito a pena
para valiar alguns aspectos (da minha empresa) e repensar outros”, disse Tatiana à Agência Efe.

Igualmente entusiasmado ficou Orlando Purim, fundador da ATAR, que desenvolve dispositivos vestíveis que podem ser usados para, por exemplo, fazer pagamentos
nas lojas ou até mesmo abrir portas.

“A Disrupt foi incrível. Não achei que encontraria tanta gente de todo o mundo tão interessada no que estamos fazendo. Falei com vários clientes potenciais, parceiros e
investidores. E estão tão entusiasmados como eu com o produto que estamos desenvolvendo”, disse.

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