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INTRODUÇÃO

O presente trabalho tem como tema Hipertiroidismo, orintado pelo docente da cadeira de Bioquímica, procura-se ao longo desta obra de investigação científica abordar de forma resumida e clara todos os aspectos inerentes ao tema em desenvolvimento.

Falar do hipertireoidismo é uma condição na qual a glândula tireoide é hiperativa e produz excesso de hormônios tireoidianos. Se não tratado, o hipertireoidismo pode levar a outros problemas de saúde. Para o alcance dos objectivos na elaboração deste trabalho traçou-se os seguintes objectivos gerais e específicos:

Objectivos Gerais: aprender e entender o que é hipertireoidismo.

Objectivo específico: saber e aprender cada vez mais da importância do estudo do hipertireoidismo.

Quanto a metodologia aplicada, é o método Bibliográfico, baseado em pesquisas em livros e artigos científicos.

Por outra, o trabalho encontra-se estruturado da seguinte forma, inicialmente começa-se por apresentar um conceito de hipertireoidismo, posteriomente apresenta-se os estudos mais aprofundado sobre a glândula de tiroíde, sua constituição, causas e consequências do hipertireoidismo. No final do trabalho apresentamos as conclusões seguida das referências bibliográficas.

Desde já convidamos o leitor e até mesmo o docente para uma leitura mais aprofundada do presente trabalho.

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1. HIPERTIROIDISMO

1.1 Conceitos e Definições

O Hipertiroidismo é uma condição na qual a glândula tireoide é hiperativa e produz excesso de hormônios tireoidianos. Se não tratado, o hipertireoidismo pode levar a outros problemas de saúde. Alguns dos mais graves envolvem o coração (batimentos cardíacos acelerados e irregulares, insuficiência cardíaca congestiva) e os ossos (osteoporose). Pessoas com hipertireoidismo leve e os idosos podem não ter qualquer sintoma.

Os

sinais

e

sintomas

variam

entre

pessoas

e

podem

incluir

irritabilidade, fraqueza muscular, problemas de sono, ritmo cardíaco acelerado, pouca tolerância ao calor, diarreia, aumento de voluma da tiroide e perda de peso. Os sintomas geralmente manifestam-se com menor intensidade em idosos e durante a gravidez. O oposto de hipertiroidismo é hipotiroidismo, que ocorre quando a tiroide não produz hormonas tiroideias em quantidade suficiente.

A doença de Graves é a causa de 50 a 80% dos casos de hipertiroidismo. Entre outras possíveis causas estão o bócio multinodular, adenoma tóxico, inflamação da tiroide, a ingestão excessiva de iodo, excesso de hormonas tiroideias sintéticas. e, ainda que pouco comum, adenomas da hipófise. O diagnóstico pode ser suspeitado com base nos sintomas e confirmado com análises ao sangue. Geralmente, os resultados das análises revelam hormona estimulante da tiroide (TSH) abaixo do normal e níveis elevados de T3 ou T4. A causa pode ser determinada com a ajuda da medição da absorção de iodo radioativo pela tiroide e pela presença de anticorpos da hormona estimulante da tiroide.

O tratamento depende em parte da causa e da gravidade da doença. Existem três principais opções de tratamento: radioiodoterapia, medicamentos e cirurgia à tiroide. A radioiodoterapia consiste na ingestão por via oral de iodo-131, que se concentra na tiroide e a vai destruindo ao longo de semanas ou meses. O hipotiroidismo que daí resulta é tratado com a administração de hormona tiroideia sintética. Os medicamentos como os betabloqueadores podem controlar os sintomas, enquanto os antitiroideos como o metimazol permitem aliviar os sintomas enquanto outros tratamentos não fazem efeito. A opção de remoção cirúrgica da tiroide pode ser considerada em casos de tiroides muito aumentadas ou quando existe um risco acrescido de cancro.[3] O hipertiroidismo pode resultar numa complicação rara denominada tempestade tiroideia, na qual um evento como uma infeção provoca o agravamento dos sintomas, como confusão e hipertermia, e muitas vezes a morte.

Nos Estados Unidos, o hipertiroidismo afeta cerca de 1,2% da população. A doença é entre duas a dez vezes mais comum entre mulheres do que homens. Aparece geralmente entre os 20 e os 50 anos de idade,[6] e é mais comum entre pessoas com mais de 60 anos.

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Sinais e Sintomas

A tireotoxicose e o hipertireoidismo podem ser assintomáticos, mas quando não o são, os sintomas são devido a um excesso de T3, que estimula em excesso o metabolismo e exacerba os efeitos do sistema nervoso simpático, causando aceleração de vários sistemas corporais e sintomas que se parecem como uma sobredose de epinefrina (adrenalina). Pode ocorrer uma variedade de manifestações clínicas como:

Tremores e movimentos involuntários (mioquimia);

Olhos saltados (Exoftalmia);

Mudanças nos padrões menstruais;

Aumento da sensibilidade ao calor;

Fadiga (cansaço);

Astenia (fraqueza muscular);

Dificuldade para dormir;

Pele grossa e cabelos finos e frágeis.

Nem todos sintomas são perceptíveis, mas tendem a piorar enquanto a quantidade de hormônio for excessiva.

  • 1.3 Causas do Hipertiroidismo

Bócio difuso tóxico (Doença de Graves), doença autoimune da tireoide, responsável pela maioria dos casos;

Quervain, podem

começar com aumento da produção de hormônios T3 e T4, mas depois evoluem

para falta.

Neoplasias (tumores): Adenoma tireóideo tóxico, teratoma de ovário

e coriocarcinoma podem aumentar os níveis de hormônios da tireoide em sangue. O Adenoma e o teratoma são tumores benignos, enquanto coriocarcinoma é um tipo raro de câncer de células germinativas. Bócio multinodular tóxico (Doença de Plummer): Mais comum em idosos.

Consumo

de tireoide bovina

(Tireotoxicose

artificial):

Apelidado

de

"hipertireoidismo hambúrguer"; Consumo excessivo de iodo: o excesso de suplementos ou medicamentos

para hipotireoidismo podem induzir um hipertireoidismo Amiodarona, um anti-arritmico estruturalmente similar à tiroxina(T4) que pode

aumentar ou diminuir a atividade da tiroide. Tireoidite linfocitária silenciosa pós-parto: Ocorre em cerca de 5 a 10% das mulheres no pós-parto de origem auto-imune. Dura alguns meses.

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  • 2. ESTUDO DE CASO: PACIENTE COM HIPOTIROIDISMO

  • 2.1 Aspectos Anatômicos

Segundo Brunner e Suddarth (2002, p 992), a glândula tireóide é um órgão em forma de borboleta, localizado na parte inferior do pescoço, anterior a traquéia. Ela consiste em 2 lobos laterais ligados por um istmo. A glândula tem cerca de 5 cm de comprimento por 3 cm de largura e pesa aproximadamente 30 g. O fluxo sanguineo para a tireóide por grama de tecido glandular é muito elevado (cerca de 5 ml/min/g de tireóide), cerca de 5 vezes o fluxo sanguíneo para o fígado.

2. ESTUDO DE CASO: PACIENTE COM HIPOTIROIDISMO 2.1 Aspectos Anatômicos Segundo Brunner e Suddarth (2002, p
  • 2.2 Aspectos Fisiopatológicos

A secreção de T3 e T4 pela glândula tireóide está sob o controle do hormônio tireoestimulante (TSH ou tireotrofina) originário da hipófise anterior. O TSH controla a velocidade de liberação do hormônio tireóideo. Por sua vez, a liberação do TSH é determinada pelo nível dos hormônios tireóideos no sangue. Quando a concentração de hormônio tireóide no sangue diminui, a liberação de TSH aumenta o que causa o débito aumentado de T3 e T4. Este é um exemplo de retroalimentação negativa. O hormônio liberador da tireotrofina (TRH), secretado pelo hipotálamo, exerce uma influência de modulação sobre a liberação do TSH a partir da hipófise. Os fatores ambientais, como uma diminuição na temperatura, podem levar à secreção aumentada de TRH e, portanto resultam em secreção elevada de hormônios tireóideos.

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2.3 Aspectos Epidemiológicos É mais prevalente entre os 45 e 65 anos de idade, afeta mais

2.3 Aspectos Epidemiológicos

É mais prevalente entre os 45 e 65 anos de idade, afeta mais as mulheres do que os homens, com uma predominância feminina de 10:1 a 20:1. Apesar de ser uma doença principalmente de mulheres mais velhas. Ela pode ocorrer em crianças, sendo uma causa importante de bócio-não-endêmico nesta faixa etária.

Estudos epidemiológicos demonstraram um componente genético importante na tireóide de Hashimoto, porém, tal como ocorre na maioria das doenças auto-imunes, apresenta um padrão de herança não mendeliano que provavelmente é influenciado por variações sutis nas funções de vários genes. A taxa de concordância em gêmeos monozigóticos é de 30% a 60% e até 50% dos parentes assintométicos em 1°grau de pacientes com tireoidite de Hashimoto apresentem anticorpos anti-tireoidianos circulantes.

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Aspectos Bioquímicos

Ecografia da Tireóide: Treóide com volume diminuído e textura homogênea. Volume total da tireóide: 5,23 cm 3 . (Referência para adulto: 8,4 a 14,6 cm 3 ) T4 Livre: 1,46 ng/dl normal TSH: 6,61 IU/mL Alterado para mais. Hemograma Completo: Leucócitos 9.950 /uL; Hematócrito 42,9%; Plaquetas 253.000 /uL. Resultado dentro dos padrões da normalidade. Glicose: 83 mg/dl Lipidograma: Índice de Castelli I (Colesterol total/HDL) 3,87 e Índice de Castelli II (Colesterol LDL/HDL) 2,29. Resultado dentro do padrão de normalidade.

  • 2.5 Aspectos Farmacológicos

Euthyrox 100 mcg: todos os dias 30 minutos antes do café da manhã. O seu efeito principal é o aumento da taxa metabólica nos tecidos orgânicos:

promove a gliconeogênese, aumenta a utilização e a obilização dos depósitos de glicogênio, estimula a síntese protéica, promove o crescimento e a diferenciação celular, auxilia no desenvolvimento do cérebro e do SNC e possui atividade T4 (tiroxina).

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3. DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM

Eliminação urinária prejudicada;

Constipação;

Conflito de decisão;

Ansiedade relacionada ao futuro;

Padrão do sono prejudicado.

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4. PRESCRIÇÕES DE ENFERMAGEM

          Instruir a paciente a ingerir bastante
Instruir a paciente a ingerir bastante água e sucos naturais;
Orientar a paciente a não esperar sentir sede para ter que ingerir líquidos;
Mostrar a paciente a importância dos líquidos em nosso organismo;
Aconselhar a paciente a ter sempre uma garrafa de água próxima de onde
estiver;
Aconselhar a paciente a beber um copo de água antes das refeições;
Orientar a paciente a comer frutas e vegetais que tem alto teor água;
Instruir a paciente a ter privacidade na hora de suas eliminações, para
facilitar o funcionamento fisiológico;
Incentivar a paciente a ter padrões regulares de eliminação;
Ensinar a paciente a massagear o abdome uma vez por dia, demonstrando
como ela deve massagear ao longo dos cólons transversal e descendente;
Estimular a paciente a ingerir alimentos ricos em fibras. Os alimentos ricos
em fibras aumentam o volume do bolo fecal,facilitam a eliminação e
aumentam o tônus da musculatura intestinal;
Instruir a paciente a não realizar suas refeições na frente da TV;
Instruir a paciente a ter horário fixo para realizar suas refeições;
Procurar alimentar-se de três em três horas, ingerindo frutas ou barra de
cereais entre uma refeição e outra;
Instruir a paciente a ingerir de três a cinco porções de vegetais por dia, uma
vez que eles são fonte de vitaminas A, C, folato, ferro, magnésio e fibras ;
Instruir a paciente a ingerir de duas a quatro porções de frutas frescas por
dia, uma vez que esses alimentos são pobres em gorduras e ricos em
vitamina A, C e potássio;
Instigar a paciente a identificar os fatores que interferem em seu sono;
Aconselhar a paciente a fazer antes de se deitar, técnicas de relaxamento, tais
como imaginação dirigida, relaxamento muscular progressivo e meditação;
Ajudar a paciente a identificar rede de apoio (amigos, familiares) para
facilitar o processo de decisão;
 Estimular a paciente a conversar sobre suas fontes de indecisão, de modo a
solucioná-las;
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CONCLUSÃO

Chega-se a conclusão de que muitos dos sinais e sintomas de hipertiroidismo podem acontecer em outras condições. Um endocrinologista, que é o especialista em doenças relacionadas aos hormônios, pode ajudar a diagnosticar e tratar o hipertiroidismo.

Se você já foi tratado por hipertireoidismo ou está sendo tratado, consulte o seu médico regularmente para que a sua condição seja monitorada. É importante garantir que os níveis dos hormônios da tireoide estejam normais e que você está recebendo cálcio suficiente para manter os ossos fortes.

Quanto ao cuidado a te com os médicamentos antitireoidianos. Essas drogas

diminuem a quantidade de hormônio produzido pela

tireoide. A droga preferida é o

metimazol. Para as mulheres grávidas ou lactantes, o propiltiouracil (PTU) pode ser preferido. Como o PTU tem sido associado a efeitos secundários, ele não é utilizado rotineiramente fora da gravidez. Ambas as drogas controlam mas podem não curar o hipertireoidismo.

O iodo radioativo, esse tratamento cura o problema a tireoide, mas geralmente leva à sua destruição permanente. Você provavelmente precisará tomar comprimoidos de hormônio tireoideanos para o resto de sua vida para manter níveis hormonais normais.

Cirurgia, a remoção cirúrgica da tireoide (tireoidectomia) é uma solução permanente, mas não normalmente a preferida, por causa do risco de danos às glândulas para tireoides (que controlam os níveis de cálcio no organismo) e aos nervos da laringe (cordas vocais). O médico pode recomendar a cirurgia, quando os medicamentos antitireoidianos ou terapia com iodo radioativo não são apropriados.

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BIBLIOGRAFIA

BRUNNER E SUDARTH. Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. 9 ed. Rio de Janeiro:

Guanabara Koogan, 2002.

SPARKS, Sheila M.; TAYLOR, Cynthia M.; et al. Diagnóstico em Enfermagem. Rio de Janeiro: Reichmann & Affonso Editores, 2000.

ROBBIN E COTRAN. Patologia: Bases Patológicas das Doenças. 7 ed. Rio de Janeiro:

Elsevier LTDA,2005.

BARROS, Alba Lúcia Botura Leite & MICHEL, Jeanne Liliane Marlene. Diagnósticos de Enfermagem NANDA. Porto Alegre: ARTMED S.A, 2001-2002.

Dicionário de Administração de Medicamentos na Enfermagem; 2005/2006 Rio de Janeiro: EPUB, 2004.

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ANEXOS

ANEXOS 11
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