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Nome do aluno: Fichamento Nome do Professor:

Silvano Pires da Silva Nº 01 FRANCISMILTON TELES


Tipo: Fichamento
Assunto / Tema:
Rumo à Indústria 4.0
Referência bibliográfica: (conforme Norma ABNT)
COELHO, Pedro Miguel Nogueira. Rumo à Indústria 4.0. Dissertação (Mestrado em
Engenharia Mecânica) - Departamento de Engenharia Mecânica da Faculdade de Ciência
e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 2016.
Resumo / Conteúdo de interesse:

O texto do Pedro Miguel Coelho começa falando da evolução da indústria, que teve início
na revolução industrial, na primeira, tivemos o advento das máquinas a vapor e do uso do
carvão como combustível. Na segunda, a eletricidade foi a grande invenção, também
causando uma grande transformação nos modos de produção.
Na sequência, a terceira trouxe a automação das máquinas, o uso dos computadores, a
internet e um prenúncio do que estava por vir: a digitalização e o mundo virtual, que estão
colocando a humanidade em outro patamar de interação e desenvolvimento. Aquelas
previsões futurísticas começam, em certa medida, a fazer um pouco de sentido diante das
possibilidades que dispomos.
Na essência, a principal novidade para o ambiente das empresas é a conectividade. A
partir da digitalização, toda a fábrica estará conectada, desde a produção até o sistema de
logística e os departamentos de marketing e vendas. Máquinas conversarão com
máquinas e também com peças, com ferramentas e com seres humanos. Tudo isso por
meio de sistemas ciber-físicos que enviam informações de um dispositivo para o outro.
Com isso, o planejamento e o controle da produção passarão a acontecer em tempo real,
com ajustes muito mais rápidos e a possibilidade de otimização. As próprias máquinas
poderão decidir a hora de aumentar ou reduzir a produção e ligar ou desligar. Dessa
forma, ainda será possível aumentar o uso da capacidade, racionalizar a produção e
reduzir o consumo de energia elétrica.
Para o consumidor, o principal impacto dessa tecnologia é a personalização dos produtos.
As empresas poderão entregar algo mais customizado na mesma velocidade que, hoje,
produzem em série. Isso porque, novamente, as máquinas receberão diretamente os
pedidos ou as informações de comportamento do cliente e oferecerão o que ele quer.
E não para por aí. Os produtos também terão sensores que armazenarão informações
sobre consumo que serão enviados às empresas e servirão para o aperfeiçoamento
constante dessas soluções. Mais do que procurar produtos, o cliente procura experiências,
de onde saímos da produção em massa para a customização em massa, onde a produção
de bens e serviços atendem a desejos específicos e individuais a custos reduzidos, muito
próximos dos custos de produção.
A inovação colaborativa é a nova tendência que se vale da idéia de encontrar as respostas
para os desafios da produção e serviços, em busca de inovações que satisfaçam os
clientes, essa mudança de paradigma tem forçado as organizações a repensar o modelo
operacional de forma a se tornarem as mais rápidas, ágeis e adaptadas ao mundo em
constante mudança onde a concorrência e cada vez mais complexa.
Os principais pilares da indústria inteligente: A internet das coisas e serviços; sistemas
cyber-phisicos; Big-Data: A Internet das Coisas (do inglês, Internet of Things, IoT) é uma
rede de objetos físicos, veículos, prédios e outros que possuem tecnologia embarcada,
sensores e conexão com a rede e é capaz de coletar e transmitir dados; sistemas cyber-
physical, são sistemas compostos por elementos computacionais colaborativos com o
intuito de controlar entidades físicas; já Big Data é a análise e a interpretação de grandes
volumes de dados de grande variedade.
O grande desafio da indústria 4.0 é colecionar todos os dados considerados relevantes,
processá-los, transformando-os em conhecimento.
A indústria do futuro tem um desafio importante: que diz respeito a criação de valor e
respectivos elementos de alavancagem, bem como identificar as áreas de atuação de
acordo com os problemas e desafios atuais.
Citações (citações relevantes) Página:
O artesão que até então controlava todo o processo produtivo, desde a
exploração da matéria-prima até à comercialização do produto final, passou a
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trabalhar para um patrão que controlava o processo, a matéria-prima, o produto
final e os lucros.
No final da segunda guerra mundial (1945), as evoluções foram significativas na
área da indústria química, elétrica e do aço, assim como um aprimoramento
significativo das técnicas existentes. Surgiram os primeiros barcos de aço
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movidos por potentes motores a vapor, revolucionando o transporte de
mercadorias. Surgiram também as primeiras linhas de produção que viriam a
permitir a produção em massa e a baixos custos.
Nas décadas de 1950 e 1970 começou-se a desenhar aquela que viria a ser
considerada a terceira revolução Industrial, a revolução digital, com a
proliferação e uso dos semicondutores, dos computadores, automação e 14
robotização em linhas de produção, com informação armazenada e processada
de forma digital, as comunicações, os telefones móveis e a internet.
No início do século XXI, com o desenvolvimento da internet, sensores cada vez
mais pequenos e potentes, com preços cada vez mais acessíveis, software e
hardware cada vez mais sofisticado, a capacidade das máquinas aprenderem e
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colaborarem criando gigantescas redes de “coisas”, iniciou-se uma
transformação na indústria, cujo impacto na competitividade, na sociedade e na
economia será de tal forma que irá transformar o mundo tal como o conhecemos
O termo “Indústria 4.0”; “smart factory”; “intelegent factory”; “factory of the future”
são termos que descrevem uma visão do que será uma fábrica no futuro [5].
Nesta visão as fábricas serão muito mais inteligentes, flexíveis, dinâmicas e
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ágeis. Outra definição para “Smart factory” é uma fábrica que faz produtos
inteligentes, em equipamentos inteligentes, em cadeias de abastecimento
inteligentes.
O impacto da Indústria 4.0 vai para além da simples digitalização, passando por
uma forma muito mais complexa de inovação baseada na combinação de
múltiplas tecnologias, que forçará as empresas a repensar a forma como gerem
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os seus negócios e processos, como se posicionam na cadeia de valor, com
pensam no desenvolvimento de novos produtos e os introduzem no mercado,
ajustando as ações de marketing e de distribuição.
De acordo com Klaus Schwab no seu Livro “the fouth Indústrial Revolution” são
quatro as principais alterações esperadas na Indústria em geral: Alterações nas
expetativas dos clientes; Produtos mais inteligentes e mais produtivos; Novas 15
formas de colaboração e parcerias; A transformação do modelo operacional e
conversão em modelo digital.
Mais do que procurar produtos, o cliente procura experiências, tudo é
considerado na altura da compra, desde a embalagem, a marca, o serviço de
atendimento, serviços pós venda, o que os outros dizem sobre o produto, o que
o produto diz sobre si mesmo, como são partilhadas as experiências por outros 15
consumidores, o que se diz nas redes sociais, que informação está disponível
para que se possa fazer uma escolha conscienciosa baseada em fatos e não
apenas intuições.
A inovação colaborativa impulsiona sinergias em pontos-chave que se traduzem
em vantagens competitivas e é vista como motor para o crescimento social e
económico. Este tipo de inovação é procurada por empresas jovens com ideias
inovadoras, inovação impulsiona o crescimento através da introdução de 16
produtos ou serviços que tiraram partido da procura existente ou latente no
mercado, criando valor adicional para as empresas, consumidores, e
aumentando a produtividade de quem as emprega.
Para Mark Esposito, Professor “of Business and Economics”, Harvard University 16
Extension School, a Inovação colaborativa é a próxima grande ideia que se
precisa de moldar de forma a permitir o aparecimento de novos modelos de
negócios colaborativos.
Os principais pilares da indústria inteligente: A internet das coisas e serviços;
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sistemas cyber-phisicos; Big-Data
O termo BIG-Data refere-se a grandes quantidades de dados que são
armazenados a cada instante resultante da existência de milhões de sistemas
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atualmente ligados a rede (IoT), que produzem dados em tempo real sobre
quase tudo e que se querem disponíveis em todo o lado.
O Grande desafio da indústria 4.0 é colecionar todos os dados considerados
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relevantes, processá-los, transformando-os em conhecimento.
Numa visão holística, as grandes alavancas são no sentido da flexibilidade,
inovação, otimização de recursos, aumentando a eficiência e produtividade,
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sempre no sentido de satisfazer as necessidades dos clientes, com elevados
padrões de qualidade ao mais baixo custo e com a maior rapidez.

Considerações do Pesquisador (aluno):

Vendo o impacto da indústria 4.0 nas empresas, uma coisa é certa: trata-se de um
caminho sem volta. As empresas precisarão de alguma forma, se adaptar à realidade que
surge com as novas tecnologias. O mundo está cada vez mais conectado e as fábricas
estão embarcando nessa onda.
Pode parecer uma simples imposição de como as coisas acontecerão. Mas não se trata
disso. É uma evolução natural, que começou com as máquinas a vapor na primeira
revolução industrial e continua com essas máquinas comunicando-se virtualmente,
coletando dados e tomando decisões.
Em meio a tudo isso, os profissionais também precisam encontrar seus lugares nessa
nova indústria, pois são eles que conduzem esse processo. As empresas exigirão novos
perfis de colaboradores, que, por sua vez, deverão buscar novas competências e
habilidades para permanecerem competitivos no mercado. Com isso vemos essa
transformação que a indústria está passando, que precisa ser esclarecida, debatida e
aperfeiçoada constantemente. Isso porque uma boa parte das empresas estarão imersas
nesse processo.
Indicação da Obra:

Para que tipo de trabalho/pesquisa você acha mais indicado o material lido
Disponibilidade:
https://estudogeral.uc.pt/bitstream/10316/36992/1/Tese%20Pedro%20Coelho%20Rumo%
20%C3%A0%20Industria%204.0.pdf