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INDUÇÃO

ELETROMAGNÉTIC
A
Professor
JOSÉ GOMES RIBEIRO FILHO
Condutor em movimento dentro
de um Campo Magnético

Consideremos um condutor metálico, movimentando-se com velocidade V,


perpendicularmente às linhas de indução de um campo magnético B.

N
V
B
V
B
S Vista de Cima
Condutor em movimento dentro
de um Campo Magnético


• Com
Podemos ao esse
Devidomesmo
Pelo movimento
então deslocamento,
dizer que do
condutor,
teremos uma
existe cada
um elétron
falta livre
umadiferença
acúmulo de
do mesmona
elétrons
potencial fica
(sobra sujeito
parte
entre
de a uma
inferior
prótons)
do
as
força magnética,
condutor,
na
extremidades
parte fazendo
do que
com pode
superior
condutor. que
doA
ser determinada
condutor,
essa fazendoopela
extremidade
ddp damos comregra
adquira
nome que
um
de
da mão
potencial
essa
força direita
elétricopara
extremidade
eletromotriz cargas
negativo.
adquira
induzida
um e e e e
V V V V
negativas
potencial elétrico positivo.
(fem).
FM FM FM FM

B
Vista de Cima
Condutor em movimento dentro
de um Campo Magnético
Da eletrostática, U= Ed, em que U = ε e d = L.
Portanto E = ε/L. Sendo FM = Fe e como FM = qvB e Fe = qE, no equilíbrio temos:
qvB = qE
vB = E
vB = ε/L
ε = BLv

e=BL v
 L = comprimento do condutor dentro do campo magnético (metros);
 B = intensidade do campo magnético uniforme (tesla);
 v = velocidade de deslocamento (m/s);
 ε = força eletromotriz induzida (volts).
Testando seu
Conhecimento
Uma espira retangular está imersa em um campo magnético perpendicular ao seu
plano. O lado direito da espira pode mover-se sem perder o contato elétrico com a
espira, conforme a figura seguinte.
Dados: B = 0,50 T (apontando para fora); v = 2,0 m/s.
Arrastando para a direita o lado móvel da espira, com velocidade constante v , pode-
se afirmar corretamente que a fem induzida nos terminais ab será igual a:
A) 8,0 · 10–2 V, sendo o terminal a negativo e o
terminal b positivo.
B) 6,0 · 10–2 V, sendo a corrente elétrica dirigida
de b para a.
C) 16 · 10–2 V, sendo a corrente elétrica dirigida
de b para a.
D) 16 · 10–2 V, sendo a corrente elétrica dirigida
de a para b.
E) 8,0 · 10–2 V, sendo o terminal a positivo e o
terminal b negativo.
Resolução:

|ε| = B L v
|ε| = 0,50 · 8,0 · 10–2 · 2,0
|ε| = 8,0 · 10–2 V
Ao se iniciar o movimento da haste, seus elétrons livres submetem-se a forças
magnéticas que os deslocam para cima, polarizando negativamente o terminal b. Com
isso, o terminal a polariza-se positivamente.
Corrente
induzida
 Se o condutor se movimenta ao
longo de fios condutores paralelos,
que formem um circuito fechado,
haverá um movimento contínuo de
elétrons por esse circuito.
 A esse movimento contínuo de i - sentido
elétrons damos o nome de corrente convencional
elétrica induzida. e
V
 Caso o condutor pare, não teremos FM
mais força eletromotriz induzida
(fem) e corrente induzida (i);
 Para que a corrente se mantenha
constante, devemos garantir
Vista de Cima B
velocidade e campo magnético
constantes.
Corrente
induzida

Para podermos entender casos


mais complexos de indução
devemos definir a grandeza
fluxo magnético
Corrente induzida em uma Corrente induzida em uma
espira, causada pela espira, causada pelo
aproximação do pólo norte de afastamento do pólo norte de
um imã. um imã.
Fluxo Magnético através de uma
Espira
Grandeza escalar que mede o número de linhas de indução que atravessam a
área A de uma espira imersa num campo magnético uniforme é chamada fluxo
magnético (), sendo definida por:

 = B A cos  B


• Φ é o fluxo magnético através da A
n

espira
• B é o módulo do vetor campo No SI de unidades, o fluxo
magnético magnético é weber (Wb), em
homenagem ao físico W.E.
• A é a área da espira Weber (1804-1891).
• θ é o ângulo entre o vetor campo
1 Wb = 1 T.m2.
magnético (B) e o vetor normal á
espira (n)
Fluxo Magnético através de uma
Espira
B
o
=0
n
cos  = 1
A
 = BA

 = 90o
cos  = 0
n
=0
A
Testando seu
Conhecimento
Uma espira retangular está inserida num campo (indução) magnético uniforme, com
intensidade 0.50 T. A espira tem área de 2.0 m 2 . Determine o fluxo magnético das
três orientações, θ = 0°, 60°, e 90°, mostradas abaixo.

= 0,50.2.cos0 = 0,50.2.cos60 = 0,50.2.cos90


= 1Wb = 0,50Wb = 0
Indução Magnética em Circuitos
Fechados
Foram as experiências de Oersted que permitiram concluir que as correntes
elétricas criam campos magnéticos. Colocou-se naturalmente a questão contrária:
pode um campo magnético induzir uma corrente elétrica?

De acordo com os estudos de Michael Faraday em 1831, a variação do fluxo


magnético próximo a um condutor cria uma diferença de potencial induzida nesse
mesmo condutor, tal a gerar uma corrente - denominada corrente induzida - que cria
um fluxo magnético oposto à variação do fluxo inicial. Não havendo variação do fluxo
magnético, não há a ocorrência de uma corrente induzida.
Indução Magnética em Circuitos
Fechados
Esta variação pode acontecer por diversos fatores:
 com a variação do campo magnético da fonte magnética;
 variação da área da espira;
 rotação da espira;
A indução eletromagnética é o princípio fundamental sobre o qual
operam transformadores, geradores, motores elétricos e a maioria das demais
máquinas elétricas.
Indução Magnética em Circuitos
Fechados
Em todos os exemplos seguintes vai haver uma variação com o tempo do fluxo de um
campo magnético através do circuito indução eletromagnética.

Variação do campo magnético através da espira.

Deformação de uma espira submetida a um campo


magnético provocando variação da superfície.

Espira a rodar num campo magnético.


Indução Magnética em Circuitos
Fechados
Indução Magnética em Circuitos
Fechados
Indução Magnética em Circuitos
Fechados
Testando seu
Conhecimento
A foto mostra uma lanterna sem pilhas, recentemente lançada no mercado. Ela
funciona transformando em energia elétrica a energia cinética que lhe é fornecida
pelo usuário - para isso ele deve agitá-la fortemente na direção do seu comprimento.
Como o interior dessa lanterna é visível, pode-se ver como funciona: ao agitá-la, o
usuário faz um ímã cilíndrico atravessar uma bobina para frente e para trás.
O movimento do ímã através da bobina faz aparecer nela uma corrente induzida que
percorre e acende a lâmpada.
O princípio físico em que se baseia essa lanterna e a corrente induzida na bobina
são, respectivamente:
A) indução eletromagnética; corrente alternada.
B) indução eletromagnética; corrente contínua.
C) lei de Coulomb; corrente contínua.
D) lei de Coulomb; corrente alternada.
E) lei de Ampere; correntes alternada ou contínua podem ser induzidas.
Resolução:
A corrente está sendo induzida (indução eletromagnética) e muda de sentido no “vai
e vem” do imã.
Lei de Faraday –
Newmann

A força eletromotriz induzida (fem) em um circuito fechado é determinada pela


taxa de variação do fluxo magnético que atravessa o circuito.


e=
t

Sempre que houver uma variação no fluxo haverá uma tensão induzida (εind).
• ε é a força eletromotriz induzida
• ΔΦ é a variação fluxo magnético
• Δt é o intervalo de tempo
Aplicação

• Detector de Metais:
COMO FUNCIONA O DETECTOR DE METAIS?
O detector gera um campo magnético que quando se aproxima de um metal, perturba o
movimento dos elétrons do mesmo, fazendo com que os elétrons que compõem o metal
gerem outro campo magnético. E é essa variação entre os campos magnéticos que são
detectados pelo detector de metais.
Agora você me pergunta: já
que nós também temos
elétrons e o campo altera o
seu movimento, porque o
aparelho não apita quando
eu passo por ele?
Acontece que o detector de
metais tem um limite de
operação que não detecta o
baixíssimo campo gerado
pelo corpo humano.
Aplicação

• O microfone de Indução:

Tela de proteção
Membrana

Bobina móvel
ligada à membrana

Ímã Fixo
A Lei de Lenz, “a lei do
contra”

“Os efeitos da força eletromotriz induzida tendem a se opor às causas que


lhe deram origem (princípio da ação e reação).”
“O sentido da corrente elétrica induzida é tal que se opõe á variação de
fluxo que a produziu”
 

Na aproximação, o imã No afastamento, o imã


sente um aumento do sente diminuição do
campo magnético indutor. campo magnético
indutor.
A Lei de Lenz, “a lei do
contra”
Por que isso ocorre?

Isso ocorre para que o princípio da conservação de energia seja satisfeito.


Caso fosse diferente, quando empurrássemos o pólo norte em direção à
espira e aparecesse um pólo sul em sua face, bastaria um leve empurrão e
pronto, teríamos um movimento perpétuo. O ímã seria acelerado em direção
à espira, ganhando energia cinética e ao mesmo tempo surgiria energia
térmica na espira.Ou seja, estaríamos obtendo alguma coisa em troca de
nada. A natureza não funciona desse jeito.
Então sempre experimentamos uma força de resistência ao mover o ímã,
isto é, teremos de trabalhar. Quanto maior a velocidade, maior será a
corrente induzida e, consequentemente maior a taxa de calor dissipada na
bobina. O trabalho será exatamente igual à energia térmica que aparece na
bobina.
Testando seu
Conhecimento
Nas situações descritas a seguir, determine o sentido da corrente elétrica induzida.
1.Uma espira condutora retangular fixa está em repouso, imersa em um campo
magnético de intensidade crescente:

O fluxo indutor cresce “saindo do papel” e por isso a corrente induzida surge,
criando um fluxo induzido “entrando no papel”. Para que isso aconteça, a corrente
deve circular no sentido horário:
2.Dentro de um campo magnético uniforme e constante, uma haste condutora
desliza, com velocidade v , sobre um fio condutor fixo, dobrado em forma de U:

A área da espira está aumentando. Então, como Φ = B A, concluímos que o fluxo


indutor “entrando no papel” está aumentando. Para contrariar esse crescimento, a
corrente induzida surge, criando um fluxo induzido “saindo do papel”. Assim, a
corrente deve circular no sentido anti-horário:
Comentário:
Poderíamos chegar ao mesmo resultado, de outra maneira: sempre que a variação de
fluxo é causada por movimento, surge uma força magnética F m oposta a esse
movimento:
3.Dentro de um campo magnético uniforme e constante, uma haste condutora
desliza, com velocidade v , sobre um fio condutor fixo, dobrado em forma de U:

A área da espira está diminuindo e por isso o fluxo indutor


“saindo do papel” também diminui. Para contrariar essa
diminuição, a corrente induzida surge de modo que crie um
fluxo induzido também “saindo do papel”. Para isso, a
corrente deve circular no sentido anti-horário.

Comentário:
Usando a força magnética
contrária ao movimento, obtemos
o sentido de i pela regra da mão
direita espalmada.
Testando seu
Conhecimento
Considere o circuito da figura, em que fios condutores estão enrolados sobre
núcleos de material ferromagnético. Os fios estão isolados dos núcleos. Variando-se
R, observa-se o aparecimento de uma corrente em R 1.

a) Justifique o aparecimento da corrente em R 1.


b) Enquanto R estiver diminuindo, qual o sentido da corrente que flui por R 1, de a
para b ou de b para a? Justifique.
Resolução:
a) No circuito da esquerda, quando R varia, varia a intensidade da corrente. Assim,
o campo magnético e o fluxo magnético (indutor) criados pelo solenoide também
variam. Esse fluxo variável é percebido pelo solenoide da direita, surgindo nele uma
corrente induzida (indução eletromagnética).
b) Quando R diminui, i aumenta. Assim, aumenta o fluxo indutor “para a esquerda”,
criado pelo solenoide (1).

O solenoide (2) percebe o fluxo indutor


crescendo “para a esquerda”. Surge nele,
então, uma corrente induzida i’, gerando fluxo
induzido “para a direita”. Essa corrente passa
por R1, de b para a.
Testando seu
Conhecimento
Um aro de alumínio é abandonado no topo de uma rampa, no instante t 0 = 0, e desce
rolando até chegar ao solo, o que ocorre no instante t 1 (veja a figura 1).

Depois, esse experimento é refeito com uma única alteração: o aro passa por um
campo magnético uniforme B, perpendicular ao plano da figura (ver figura 2),
chegando ao solo no instante t2.
Responda: t2 é menor, maior ou igual a t1?
Resolução 1:
Quando o aro passa pela região onde existe campo magnético, surge nele uma
corrente induzida. Então, pelo efeito Joule, ele se aquece, mesmo que ligeiramente.
A energia térmica que provoca esse aquecimento corresponde a uma perda de
energia cinética do aro. Portanto, t2 é maior que t1.
Resolução 2:
Ao penetrar no campo magnético e ao sair dele, surge no anel uma corrente elétrica
induzida. Consequentemente, o aro se submete a forças magnéticas que se opõem à
sua descida (regra da mão direita espalmada), como já era previsto:
Princípio dos
transformadores.
• Um transformador é um dispositivo para modificar tensões e correntes
alternadas sem perda apreciável de potência.
• Um transformador simples é constituído por dois enrolamentos em torno de
um núcleo de ferro. O enrolamento que recebe a potência é o primário, o outro
o secundário.
V2 = [N2/N1] x V1
Princípio dos
transformadores.
 Nos transformadores da subestação elevadora de tensão, o enrolamento
primário tem menor número de voltas de fio que o enrolamento secundário,
podendo, em muitos casos, este enrolamento ser constituído por fios mais finos.
 Os transformadores rebaixadores de tensão têm maior número de voltas de fio
no enrolamento primário que no secundário. Em geral, nesse tipo de
transformador os fios utilizados no enrolamento secundário são mais grossos.
 O rendimento nos transformadores é em torno de 98%, o que significa que a
potência elétrica no enrolamento primário é praticamente igual à do enrolamento
secundário, ou seja, UP iP(enrolamento primário) = US iS(enrolamento secundário)
ou

UP/US = iS/iP
Princípio dos
transformadores.
 A queda de potência ou energia, da ordem de 2%, deve-se aos seguintes fatores:
- aquecimento dos enrolamentos (de acordo com a lei de Joule-Lenz);
- correntes induzidas no núcleo de ferro do transformador, que criam um campo
magnético contrário àquele criado pela corrente no enrolamento primário. Tais
correntes induzidas são também conhecidas por correntes de Foucault.
- processo de magnetização que ocorre no núcleo de ferro do transformador (pelo
fato da corrente, que cria o campo, magnético, ser alternada, há um ciclo de
magnetização do núcleo, que acompanha as variações da intensidade e de sentido da
corrente). Por esse motivo, o núcleo de ferro é laminado, separado com material
isolante.
Testando seu
Conhecimento
Uma bateria de 12 V é mantida ligada entre os terminais do primário de um
transformador. Quanto indica um voltímetro conectado entre os terminais do
secundário?
Resolução:
A corrente elétrica no primário será contínua e constante. Assim, não haverá
variação de fluxo magnético e, consequentemente, a tensão induzida no secundário
será nula.
Testando seu
Conhecimento
Sobre um transformador ideal em que o número de espiras do enrolamento
secundário é menor que o do enrolamento primário, analise as proposições abaixo:
1) A potência elétrica na entrada do enrolamento primário desse transformador é
igual à potência elétrica na saída do enrolamento secundário.
1. A potência do primário é sempre igual à do secundário (princípio da conservação
da energia) - Correta
2) Se ligarmos os terminais do enrolamento primário a uma bateria de 12 V, teremos
uma ddp menor no enrolamento secundário.
2. Falsa - a bateria fornece corrente contínua e, sem corrente alternada não
haverá fem induzida.
3) A energia no enrolamento primário é igual à energia no enrolamento secundário,
caracterizando o princípio da conservação de energia.
3. Correta - veja 1
4) As correntes nos enrolamentos primário e secundário desse transformador são
iguais.
4. As correntes são inversamente proporcionais às tensões - Falsa
5) A transferência de potência do enrolamento primário para o enrolamento
secundário não ocorre por indução.
5. Este fenômeno é devido à indução eletromagnética - Falsa
A análise das proposições e os seus conhecimentos gerais permitem afirmar que:
A) Uma afirmação está correta.
B) Duas afirmações estão corretas.
C) Três afirmações estão corretas.
D) Quatro afirmações estão corretas.
E) Cinco afirmações estão corretas.
Geradores e Motores Elétricos

 A indução eletromagnética é o princípio básico de funcionamento dos


geradores e motores elétricos, sendo estes dois equipamentos iguais na sua
concepção e diferentes apenas na sua utilização.
 No gerador elétrico, a movimentação de uma bobina em relação a um imã
produz uma corrente elétrica, enquanto no motor elétrico uma corrente
elétrica produz a movimentação de uma bobina em relação ao imã.
Usina
hidrelétrica

En. Potencial En. Cinética En. Elétrica


Usina
hidrelétrica
Usina
hidrelétrica
E isso é tudo !

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