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Ondulatória

2009

Valdiélio Menezes
ONDAS
Movimento Harmônico Simples
Ondas
Interferência de ondas
Ondas sonoras
Movimento Harmônico Simples (M.H.S)

1. Movimento Periódico
Movimento periódico é o movimento que se
repete em intervalos de tempo sucessivos e iguais,
ou seja, o objeto volta a uma da posição depois de
certo intervalo de tempo.
Um tipo especial de movimento periódico ocorre
num sistema mecânico quando a força que atua
sobre o corpo é proporcional à posição do objeto,
relativamente a uma posição de equilíbrio.
Se a força é sempre diretamente proporcional à
posição de equilíbrio, o movimento diz-se
movimento harmônico simples (MHS).
2. Movimento do sistema massa-mola
Um bloco de massa m
ligado a uma mola,
pode mover-se em
uma superfície
horizontal sem atrito.
Quando a mola não
está comprimida nem
esticada, dizemos que
o bloco está na
posição de
equilíbrio x = 0.
3. Lei de Hooke
De acordo com a lei de Hooke , a força
restauradora é dada pela expressão:
Fs = - k.x
Fs < 0
A força restauradora:
é sempre no sentido da
posição de equilíbrio.
portanto, é sempre
oposta ao sentido do
Fs > 0
deslocamento x.
k = constante elástica
da mola.
x = deslocamento.
Força restauradora 1
O bloco é deslocado para a
direita de x = 0.
§ A posição é positiva.
§ A força restauradora é
direcionada para a
esquerda.
Força restauradora 2
O bloco é deslocado para a
esquerda de x = 0.
§ A posição é negativa.

§ A força restauradora é
direcionada para a direita.
Força restauradora 3
O bloco está na posição de
equilíbrio.
§ A posição é x = 0.

§ A força restauradora tem

valor nulo.

Aceleração
A força descrita pela lei de Hooke é a força total
do sistema.
De acordo com a 2ª Lei de Newton, temos,
FHooke = FNewton
- k.x = m.ax
k
a =− x
m
x
•A aceleração é proporcional ao deslocamento do
bloco.
•O sentido da aceleração é oposto ao sentido do
deslocamento.
•Num objecto que se mova com um movimento
harmônico simples, a aceleração é proporcional ao
seu deslocamento mas tem um sentido oposto ao
deslocamento
a F
+
k
x k.x
m

-x x x -x x x
0 0


k
x -k.x
m
•A aceleração não é constante.
§ Não podemos aplicar as equações da
cinemática.
§ Se o bloco for libertado a partir de uma posição

x=A, então a aceleração inicial é –kA/m.


§ Quando o bloco passa pela posição de equilíbrio,

a=0.
§ O bloco continua até x = -A onde a aceleração é
+kA/m.
Movimento do bloco
•O bloco continua a oscilar entre –A e +A.
§Estes são os pontos de retorno do movimento.
•A força é conservativa.
•Na ausência de atrito o movimento continuaria
eternamente.
Orientação da mola
•Quando o bloco é suspenso por uma mola vertical,
o seu peso faz com que a mola se estique.
•Se a posição de repouso da mola for definida como
x = 0, A mesma análise feita para a situação
horizontal pode ser feita neste sistema.
4. Energia no M.H.S.
A energia potencial, sendo do tipo elástica, é dada
por:
k.x2

E=
2
P

•Na posição de inversão do movimento a energia


potencial é máxima, pois x2 é máximo. Para x = +A
e para x = -A, tem-se:
k.A2

E=
2
P

•Na posição de equilíbrio, a energia potencial é


igual a zero.
Para x =0 temos EP = 0.
Gráfico de EP
O gráfico de EP em função de x é um arco de
parábola com a concavidade voltada para cima.
E
p
k.A 2

0 +
-A x
A
•Quanto à energia cinética ela é nula nas posições
de equilíbrio.
Para x =+A ou x =-A temos v = 0. e,portanto, EC = 0.

•Na posição de equilíbrio, a energia cinética é


máxima e a energia potencial é mínima.
•O gráfico de EC em função de x é um arco de
parábola com a concavidade voltada para baixo.
E
C
k.A 2

0 +
-A x
A
•Sendo a força elástica conservativa, a energia
mecânica permanece constante durante o
movimento.
•Para x =+A , por exemplo, temos:
k.A 2

E = e E =0
2
P C

Portanto: Em = Ec +k.A
2

EP =
2

k.A 2

E
2 M
E
C
E
P

0 +
-A x
A
5. EQUAÇÕES HORÁRIAS DO M.H.S
Equação horária da elongação do MHS.
Sentido
P do Do M.C.U.,
moviment temos:
o  =  0 +  .t
P 2π (pulsação
r = ω=
0 T )
A
 
0
x + Do triângulo
-A O Q x
A OPQ:
x = OP.cos
x = A.cos( t +
 0)
Fase inicial do M.H.S. (Casos notáveis)
+ +

0 0
O t=0 t=0 O
0 = 0 =
0 
t=0 t=0
- 0 + x - 0 + x
A t=0
A A A
+ +
 
0 0 3
O 0  rad O 0  rad
= 2 = 2
t=0

- 0 + x - 0 + x
A t=0 A A t=0 A
Equação horária da velocidade escalar do M.H.S.
v No triângulo
P destacado,
 temos:
P v = - vP .sen
Sentido
v
do
moviment Sendo,
o vP =  .A
 Temos,
+
v = - .A.sen( t +
-A O v Q x  0)
A
• Nos pontos de inversão,
v = 0.
• No ponto de equilíbrio a
velocidade apresenta
módulo máximo:
v =   .A
Equação horária da aceleração escalar do M.H.S.
A aceleração
P  do ponto Q,
Sentido
a será:
do  = - aP .cos
P moviment

Sendo,
 o
aP =  2.A
 Temos,
 Q +  = - 2.A.cos( t +
-A O x
A  0)
Comparando essa
expressão com a equação de
elongação ,
 = - 2.A.cos( t +
 0)
 = - 2.x
•|| é diretamente
proporcional
•a aceleraçãoatem
x. módulo máximo nas posições de
inversão:
 =   2.A
EXERCÍCIO 1
A figura representa um corpo
suspenso e em equilíbrio na
extremidade de uma mola.
Quando o corpo é trazido para
a posição – 2 cm, indicada por
uma régua colocada 2
paralelamente à mola, sendo
solto em seguida, ele passa a 1
oscilar num movimento 0
harmônico simples (admitindo-
–1
se não haver perdas de
energia mecânica). Verifica-se –2
que o corpo gasta 1 s para ir
da posição – 2 cm para a
a) A amplitude
posição do movimento;
2 cm. Determine:
b) O período e a frequência do movimento;
c) A pulsação do movimento.
EXERCÍCIO 2
Um móvel executa um movimento harmônico simples de
amplitude 2 m, pulsação 2 rad/s e fase inicial  rad.
a) Determine o período e a frequência desse MHS;
b) Escreva as equações horárias da elongação, da
velocidade e da aceleração;
c) Determine o valor máximo da velocidade e da
aceleração do móvel.
EXERCÍCIO 3
É dada a equação horária da elongação de um MHS em
unidades do Sistema Internacional:
π 
x = 3.cos  t + 2π 
2 

a) Determine a amplitude, a pulsação, a fase inicial, o


período e a frequência do movimento;
b) Escreva as equações horárias da velocidade escalar e
da aceleração escalar;
c) Determine os valores máximos da velocidade escalar e
da aceleração escalar desse movimento.
6. GRÁFICOS DO MOVIMENTO HARMÔNICO SIMPLES
•Consideraremos para
x cada gráfico,
= 0 = 0.
A.cos( .t+
x =0 A.cos(
) 2
.t ) T
x

+A

T 3
0 T T t
4 2 T
4
-A
v =
-.A.sen(.t+
2
 0 )
v = -.A.sen(  .t )
T
v

+ A

T 3
0 T T t
4 2 T
- 4
A
a=
-2.A.cos(.t+
2
 0 )
a = -2.A.cos(
 .t )
T
a

+2.
A

T 3
0 T T t
4 2 T
4
-2.A
7. EQUAÇÃO DE TORRICELLI PARA O M.H.S.
A equação de Torricelli relaciona a velocidade v
com a elongação x.
cos(.t +0) = x
De: x = A.cos(.t +0), temos:
A
sen(.t +0) =v
De: v = -.A.sen(.t +0): .
-
Aplicando a relação A
fundamental da
trigonometria:
cos2 x + sen2 x = 1
x v =
2 + 2.A
2 1 (elipse)
A2
2
ou
v2 = 2(A2 – x2)
v2 = 2(A2 – x2)
v
+ .
A

+
-A O x
A

-
.A
EXERCÍCIO 4
É dado o gráfico horário da elongação de um M.H.S.
Determine
a) O período e a frequência;
b) A pulsação;
c) A amplitude;
d) A fase inicial;
e) As equações horárias da elongação, da velocidade e da
aceleração escalar.
x (cm)

0 0,5 1,0 1,5 2,0 t (s)

-4
EXERCÍCIO 5
O gráfico que segue indica como varia com o tempo a
elongação de um móvel que realiza M.H.S. Determine:
x (m)

0 1/4 1/2 3/4 1 t (s)

-2

a) O período e a frequência;
b) A pulsação;
c) A amplitude;
d) A fase inicial;
e) As equações horárias da elongação, da velocidade e da
aceleração escalar.
EXERCÍCIO 6
A velocidade escalar v de uma partícula varia em função
de sua abscissa x, de acordo com a elipse do gráfico
abaixo. v
(m/s)
3,0

-1,0 0 1,0
x
(m)

-3,0

a) Caracterize o tipo de movimento que a partícula


descreve;
b) Qual a pulsação do movimento?
c) Qual a velocidade escalar da partícula, quando sua
abscissa é x = 0,5 m?
7. PERÍODO E FREQUÊNCIA DO M.H.S.
Relembrando:
= -2.A.cos(t +
 0)
 = - 2.x
De acordo com o princípio fundamental da
dinâmica,
FR = m.
FR = -m. 2
2.x
.x
Sendo,
FR = -k.x
Temos,
k = m.  2
k = m.( 2)2
T
Assim,
m (sistema massa-
T = 2π
k mola)
Pêndulo simples
A força Pt tende a trazer a
partícula de à posição de
origem. É portanto, a força
 restauradora.
l FR = -Pt

T FR = -m.g.sen
m
P
 Sendo a intensidade da força
t restauradora proporcional ao
O
x P
 
 n sen  , movimento não é
P harmônico simples.
Entretanto, considerando <<90º , sen   x(rad) e
= l
FR = -m.g. x
l
Comparando,
FR = -m.g. x
l
FR = -k.x
m.g
k=
Sendo,
l
m
T = 2π
k
Substituindo,
l
T = 2π
g
Esssa fórmula também pode ser aplicada para a
determinação do período de uma partícula que
efetua pequenas oscilações no interior de um
hemisfério.
Sistema elástico, constituído por uma partícula fixa
no ponto médio de uma corda leve, flexível e
elástica.

x
l  
F 2l
 
2 F
m
FR = -2F.cos
x
FR = -2F.
l/2
FR = -4F. x
l
Sendo a intensidade da força restauradora
proporcional a x, podemos concluir que o
movimento oscilatório é harmônico simples.
Comparando,
FR = - 4F.x
l
FR = -k.x
4F
k=
l
Assim, o período será,
m
T = 2π
k

m.l
T=π
F
EXERCÍCIO 7
Dois blocos idênticos, A e B, são ligados por um fio e o
bloco A é preso à extremidade livre de uma mola vertical.
O sistema se encontra em equilíbrio. Em certo instante, o
fio que liga A e B rompe-se e o bloco A passa a realizar um
MHS de amplitude 10 cm. Sendo g = 10 m/s2, determine o
período do corpo A.
EXERCÍCIO 8
Um corpo realiza um movimento harmônico simples. A
massa do corpo é 0,25 kg e a constante elástica da força é
1,0.102 N/m2. a amplitude de oscilação é de 20 cm.
a) Determine o período e a frequência;
b) Dobrando-se a amplitude de oscilação, o que acontece
com a frequência calculada no item anterior?

B
EXERCÍCIO 9
Na figura a, o bloco de massa m oscila com período Ta. Na
figura b, o seu período de oscilação é Tb , e na figura c é
TC .

k k k k

m
m
Fig. k Fig.
a
c

m
Fig.
b
Determine as relações Ta Ta
e , sabendo que as molas são leves e
iguais. Tb Tc
EXERCÍCIO 10
Na figura abaixo as constantes elásticas das molas valem
4,0.10-2 N/m e 12.10-2 N/m e a massa m pode se deslocar
somente na direção das molas, qual sua frequência natural
de vibração?

m
EXERCÍCIO 11
Dois pêndulos simples, A e B, situados próximos, oscilam
com períodos 2,0s e 2,4s, respectivamente. Os pêndulos
iniciaram seus movimentos no mesmo instante, partindo
do repouso de suas posições extremas. Determine após
quanto tempo os pêndulos voltam a ocupar
simultaneamente suas posições de partida, pela primeira
vez.
Ondas

1. Conceito de onda
Onda é uma perturbação que se propaga em um
meio, determinando a transferência de energia,
sem transporte de matéria.
2. Natureza das ondas
Mecânicas
São aquelas originadas pela deformação de
uma região de um meio elástico e que, para
se propagarem, necessitam de um meio
material.
As ondas mecânicas não se propagam no
vácuo.
Eletromagnéticas
São aquelas originadas por cargas elétricas
oscilantes, como por exemplo, elétrons na
antena transmissora de uma estação de rádio
ou TV. Elas não necessitam de um meio
material para se propagarem.

No vácuo, sua velocidade de propagação é de


300.000 km/s.
Atualmente são conhecidas radiações com
comprimento de onda que variam desde 10-6m
até cerca de 1011m.
O espectro eletromagnético é o intervalo
completo da radiação eletromagnética que vai da
região das ondas de rádio até os raios gama.
Dependendo das suas
freqüências, as radiações do
espectro são portadoras de
quantidades de energia
diferentes. Quanto mais curto o
comprimento de onda, mais
alta é a energia de um fóton.

Raios 
Os raios Gama são liberados em
explosões atômicas e têm
comprimentos de onda ainda
menores do que o tamanho dos
átomos.
Raios X
Tem a propriedade de atravessar
materiais de baixa densidade,
como por exemplo os nossos
músculos, e de serem absorvidos
por materiais de densidade mais
elevada, como os ossos do nosso
corpo.
Raios
Ultravioleta
Os raios Ultravioleta são ondas
eletromagnéticas de freqüências
superiores à da luz violeta,
podendo chegar até 108Hz.
Grande parte da radiação
ultravioleta emitida pelo Sol em
direção ao nosso planeta é
absorvida pela camada de ozônio.
Luz visível
radiação visível é capaz de excitar
as células fotossensíveis da retina
do nosso olho, causando-nos a
sensação
Os seres da visão.
vivos têm sensibilidade
diferente para cada faixa do
espectro. As abelhas e os beija-
flores, por exemplo, conseguem
enxergar freqüências dentro da
faixa do ultravioleta o que os
ajuda a localizar o néctar das
flores.
Infravermelho
A radiação na faixa do infravermelho é emitida
pelos átomos em vibração de um corpo aquecido.

Radar e microondas
As freqüências na faixa do radar e
microondas são utilizadas
amplamente em
telecomunicações, transportando
sinais de dados.
Televisão e FM
Nesta faixa de freqüência operam
os canais de televisão e as rádios
FM.

Ondas curtas e rádio


As faixas de freqüência das ondas
curtas e rádio são utilizadas por
diversos serviços tais como rádio-
amadorismo, aeronáutica,
bombeiros, polícia e rádio-taxis.
Rádio AM
540 kHz a 1710 kHz A faixa de
rádio AM é reservada para a
transmissão das rádios que
operam com Amplitude Modulada.
3. Tipos de onda
Transversais
A direção de propagação é perpendicular à
direção de vibração.

As ondas
eletromagnéticas são
constituídas por dois
campos variáveis (um
elétrico e outro
eletromagnético),
perpendiculares entre si
e perpendicular à direção
de propagação das
ondas.
Longitudinais
A direção de propagação coincide com a
direção de vibração.

O som se propagando em meios flúidos são


ondas longitudinais.
Mistas
A direção de propagação é perpendicular à
direção de vibração.
4. Frente de onda e raio de onda
Numa propagação, podemos observar três tipos
distintos de ondas:
a) Unidimensionais: propagam-se em uma
única dimensão. Exemplo: ondas em cordas.
b) Bimensionais: propagam-se em duas
dimensões, isto é, num plano. Por exemplo,
ondas em superfícies de líquidos.
c) Tridimensionais: propagam-se em três
dimensões, ou seja, noy espaço.
No estudo das ondas bidimensionais e
tridimensionais, são úteis os conceitos de
frente de onda e de raio de onda.
x

z
Frente de onda é a fronteira entre a região já
atingida pela onda e a região ainda não atingida.
Raio de onda é a linha orientada que tem
origem na fonte de ondas e é perpendicular às
frentes de onda. Indicam a direção e o sentido de
propagação das ondas num meio.

Raio
de
onda

Font
e

Frente
de onda
Frente
de onda

Raio de
onda
Raio
de
onda
Frente
de onda
5. Propagação de um pulso transversal em meios
unidimensionais
Densidade linear
Considere uma corda homogênea, de secção
transversal constante, de massa m e
comprimento L.

Chama-se densidade linear () da corda a


grandeza:
m
µ=
L
Unidade (SI): quilogramas por metro (kg/m)
um único
Consideremos agora pulso simétrico,
um elemento de corda
movendo-se
dentro da esquerda
do pulso, para a direita
de comprimento ao longo
 l, formando
de uma
um arcocorda com de
de círculo velocidade v.
raio R e correspondendo a
um ângulo 2 no centro desse círculo.

 l
l 
T T
 

R
R

Uma força de módulo T, puxa tangencialmente


este elemento em cada extremidade.
As componentes horizontais destas forças se
cancelam, mas as componentes verticais se
somam para formarem uma força restauradora
radial F.
 
l 
T T
 

Em módulo,
F = 2(T.sen)
Para valores de  bem pequenos, podemos
fazer sen    . Então,
T
F = T.(2) = l (força)
R
A massa do elemento é dada por
(mass
m =  . l
No instante mostrado na figura, o elementoa)de
corda l está se movimentando em um arco de
círculo, possuindo portanto uma aceleração
centrípeta.

 l 
T T
 

v2
a=
R
Sendo,
F = m.a
2
v
T.  l = (.l).
R R
Logo,
T
v=
µ
A velocidade v propagação do pulso na corda
depende apenas da intensidade da força de
tração (T) e da densidade linear () da corda.

Conclusões à partir da expressão da velocidade:


•Quanto maior a força que traciona a corda,
maior será a velocidade de propagação.
•Quanto maior a densidade linear (), menor
será a velocidade de propagação do pulso.
Exercícios
1. Determine a velocidade de propagação de um pulso transversal numa
corda de 3m de comprimento, 600 g de massa e sob tração de 500 N.
2. Um fio tem área de seção transversal 10 mm2 e densidade 9 g/cm3. A
velocidade de propagação de pulsos transversais no fio é 100 m/s.
Determine a intensidade da força que traciona o fio.

3. A figura 1 representa um pulso transversal propagando-se da esquerda


para a direita numa corda idela, longa e esticada. Num dado instante t0, os
pontos encontram-se nas posições indicadas na figura 2. Quais devem ser
a direção e o sentido da velocidade de cada um dos pontos A, B e C no
instante t0?
6. Reflexão e refração de pulsos
Quando um pulso atinge a extremidade de uma
corda, verifica-se que ele retorna, propagando-se
de volta para a fonte. Esse fenômeno é
denominado reflexão do pulso e ocorrre quer a
extremidade da corda seja fixa ou livre.
A refração ocorre quando um pulso passa de uma
corda para outra, associada, desde que esta tenha
densidade linear diferente daquela. A refração,
nesse caso, é sempre acompanhada de reflexão no
ponto de junção das cordas.

Pulso T Pulso T
v= v' =
incidente:. µ refratado:. µ'
7. Ondas periódicas
Quando um pulso segue o outro em uma
sucessão, obtém-se um trem de ondas. Em
particular, se os pulsos forem produzidos sempre
no mesmo intervalo de tempo, teremos uma
onda periódica.
 crista
a

a
vale 
O comprimento de onda  de ondas
cossenoidais que se propagam num meio
elástico é igual à distância entre duas cristas ou
dois vales consecutivos.
8. Velocidade de propagação de uma onda
Num meio homogêneo, a velocidade de
propagação (v) de uma onda é constante, seja
ela mecânica, se ela eletromagnética:
∆s λ
v= =
∆t T
1
Como f =
T
v = λ.f
Esta relação é fundamental e se aplica à
propagação de todas as ondas. A velocidade de
propagação das ondas não depende da
freqüência das ondas que se propagam, mas
apenas das características do meio.
9. Função de onda
Uma função de onda, da perturbação que se
propaga em um meio, tem duas variáveis:
x(posição)e t (tempo).
y
v
+
Ay P (x,
y)
F x

-A
x
Considerando que a fonte F obedece, no eixo y, à
função horária y = a.cos(t + 0).e que o ponto
P executa o mesmo MHS da fonte, mas com
atraso de um intervalo  t = x/v em relação a
ela, teremos:
2π x
Sendo, ω = ∆
et =
T v
 2π  x  
y = A.cos  t −  + ϕ0  =
 T  v 
 t x  
= A.cos2π  −  + ϕ0  =
  T T.v  
λ
Sendo,v = ou λ=T.v
T
  t x 
y = A.cos2π  −  + ϕ0 
 T λ 
Particularmente, para 0 = 0,
  t x 
y = A.cos2π  −  
  T λ 
9. Reflexão de ondas bidimensionais
O ângulo de reflexão r é igual ao ângulo de
incidência i.
A freqüência, a velocidade de propagação e o
comprimento de onda não variam.

v v
 N 
 

i r
i r
Reflexão de ondas retas e ondas circulares que se
propagam na superfície da água.
9. Refração de ondas
É o fenômeno no qual uma onda, ao incidir numa
superfície, muda seu meio de propagação,
alterando-se a velocidade e o comprimento de
onda, mas mantendo-se constante a freqüência
da onda.



i 
Meio (1) i n1
r
Meio (2) n2
 r
`
seni v1 n1 `
= = `
senr v2 n2