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Direito grego ontem e hoje

Resumo: O trabalho apresenta a pesquisa do grupo onde estudamos e exploramos o


direito grego e simultaneamente estabelecemos um paralelo entre o direito e os
valores na sociedade grega antiga e moderna.

Introdução
A maior parte das suas fontes foram perdidas, há dificuldade de reconstituição por falta de
informações de suas leis e instituições, o que temos como base em sua maior parte são
trechos das obras de Platão e Aristóteles e fragmentos de orações deixadas por retóricos.
É possível encontrar uma divisão do direito utilizando as seguintes classificações segundo
períodos:
Pré-homérico
Homérico
arcaico,clássico, helenístico
Ao se elaborar uma história do direito grego antigo é preciso que o historiador atente para
cada época da sociedade à qual se refere, uma vez que o direito de cada uma delas é muito
diferente.

 Pré-Homérico - Entre 2000 a.C e 1100 a.C – Época onde se tem a ocupação do território
grego, tem-se o desenvolvimento das civilizações Micênica e Cretense, invasão dos Dórios,
em seu final apresenta dispersão dos povos da região e ruralização. O período pré-homérico
foi marcado pela invasão dos povos indo-europeus e pela formação da civilização moderna.
Apesar de ainda não existir a formação de um Estado organizado, as famílias mais poderosas
das tribos já haviam formado uma realeza dominante, a qual se denomina sistema
palaciano. Até este período, o direito era baseado nos valores religiosos, entretanto, o rei
tinha legitimidade para criar multas e castigos. Este sistema oligárquico foi interrompido
com as invasões dóricas no século XII

 Homérico:

Até esse período, a propriedade era coletiva e as tribos se dividiam em grandes famílias,
exercendo atividades agropastoris. Contudo, o início do período homérico é caracterizado
pelo crescimento das famílias, cuja consequência foi o esfacelamento da propriedade
coletiva. Com a divisão das terras, nasceu o direito de propriedade, porém, algumas famílias
ficaram com as terras mais férteis. Com isto, ocorreu um demasiado enriquecimento de
algumas famílias e, consequentemente, o empobrecimento de outras. O aumento
demográfico fez com que algumas famílias crescessem de tal forma que não conseguiam
mais tirar seu sustento pela exploração de suas terras. É neste momento que se inicia a
servidão por dívida, a escravidão e o surgimento de uma camada social miserável. Mesmo
assim, ainda havia nesta época os princípios de parentesco e solidariedade, pilares da
cultura grega até então, onde o altruísmo entre os membros familiares era fundamental.

 Arcaico – Entre os séculos VIII e VI a.C.


Foi um período em que ocorreu significativo desenvolvimento cultural, social ,
econômico e político na Grécia. Um período de gestação da mitologia grega, com o
desenvolvimento de muitos mitos. As cidades-estado mais importantes do período arcaico
foram: Atenas, Esparta, Tebas e Corinto. Começam a se formar as primeiras sociedades
organizadas em polis, ou cidades-estado. Esta forma de organização é característica da
Grécia Antiga.
A pólis caracterizava-se por ser um pequeno estado, independente e soberano. Por isso
chama-se cidade-estado. Em seu entorno ficavam os campos para produção de alimento e
pastagem de animais, também pertencentes a ela. Aqueles que pertenciam a uma cidade
não pertenciam, portanto, a outra. O estabelecimento dos estrangeiros, ou seja, daqueles
que não poderiam desfrutar da cidadania.

 Clássico entre os séculos VI e IV a.C.

Foi durante este período que ocorreram as Guerras Médicas, a Guerra do Peloponeso,
a ascensão da Macedônia. Foi também neste período que floresceu a democracia ateniense,
marcando a organização social e política do mundo ocidental. Foi também neste recorte
que Atenas e Esparta estabeleceram-se de forma hegemônica, alternando-se como força de
maior poder na Hélade. Por isso, conhecer mais detidamente o Período Clássico da Grécia
Antiga é também reconhecer suas principais características e complexidades.
Nesta época temos a existência de várias cidades-estado, entre as quais damos especial
destaque à Esparta, Atenas e Tessália. Essas cidades ganhavam esse nome, cidade-estado,
pois cada uma delas tinha autonomia política para criar sua própria forma de governo.
Durante o período clássico, notamos que as cidades gregas tomaram grande importância na
organização do espaço público. Era nesse espaço em que, especificamente, as negociações
aconteciam, os filósofos se encontravam com o interesse de debaterem as suas ideias e as
questões políticas eram debatidas entre os cidadãos. Mesmo tendo um sentido diferente do
atual, foi entre os gregos que a noção de democracia foi inicialmente formulada.

 Helenístico entre os séculos III e II a.C.


O domínio macedônio e a expansão de Alexandre, o Grande, marcaram o que chamamos
de Período Helenístico, que se estende desde a conquista da Grécia pelos macedônios em
338 a.C. até sua anexação pelos romanos em 146 a.C.

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Alexandre Magno, que passou a ser conhecido como Alexandre, o Grande, foi o principal
responsável pela cultura helenística que marcou o período. Além de manter os domínios já
conquistados pelo pai, rumou em direção ao oriente conquistando novas terras e fazendo
do seu império um império extenso. Após a morte de Alexandre, vítima de doença à época,
seu império não se sustentou e foi dividido.

Com a morte de Alexandre, o seu grandioso império foi dividido em três grandes
reinos: o reino da Macedônia, que englobava toda a Grécia; o reino da Síria,
compreendido entre a Ásia Menor, a Mesopotâmia e a Síria; e o reino do Egito,
composto pela região nordeste da África, uma porção da Palestina e algumas regiões
da Arábia. Além disso, alguns centros urbanos persas e indianos retomaram a sua
autonomia política com o processo de divisão territorial.

Essa divisão política acabou permitindo que os romanos, entre os séculos II e I a.C.,
dominassem todos estes reinos. Vários traços da cultura grega acabaram sendo
absorvidos nesse novo processo de dominação. Dessa forma a civilização grega
vivenciou a última etapa da sua história na Antiguidade.

Para os gregos da Grécia Antiga, a fonte do direito é o NOMOS, é lei justa que busca o belo
e bom, justo e o certo, o ideal, regra igual para todos, norma que regula e limita o poder
do soberano, que permite direito, mas impõe deveres.