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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO CEARÁ

CAMPUS DE MORADA NOVA

DIRETORIA/DEPARTAMENTO DE ENSINO

CURSO DE BACHARELADO EM ENGENHARIA CIVIL

MATRÍCULA: 20161185000182

MARCOS RODRIGUES DE SOUZA

PRÁTICA EXPERIMENTAL I – GERADOR DE VAN DE GRAAFF

MORADA NOVA

2018
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MARCOS RODRIGUES DE SOUZA

MATRÍCULA: 20161185000182

PRÁTICA EXPERIMENTAL I

Trabalho referente a disciplina Física III do


Curso Bacharelado em Engenharia Civil do
Instituto Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia do Ceará – Campus de Morada
Nova, como requisito para obtenção de parte
nota da N2.
Professor(a): Nádia Ferreira

MORADA NOVA

2018
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Sumário

1. OBJETIVO .......................................................................................................................... 3
2. INTRODUÇÃO TEÓRICA ................................................................................................ 3
3. PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS........................................................................... 6
4. QUESTIONÁRIO .............................................................................................................. 8
5. CONCLUSÃO .................................................................................................................. 10
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .............................................................................. 11
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OBJETIVO

Ler valores nominais de resistência através do código de cores. Aprender a utilizar os 3


medidores básicos de um multímetro e suas respectivas escalas. Realizar medidas de tensão,
corrente e resistência elétricas.

INTRODUÇÃO TEÓRICA

Carga Elétrica

Um resistor é um elemento que possui um dado valor de resistência em suas extremidades.


Os resistores individuais, usados em circuitos eletrônicos na maioria das vezes são cilíndricos e
possuem fios que saem de suas extremidades. A resistência do resistor é obtida através de um
código de cores.

Segundo (TIPLER), as faixas coloridas presentes nos resistores consistem em um grupo


de três ou quatro faixas igualmente espaçadas que representam o valor da resistência em ohms,
mais uma faixa adicional de tolerância que está separada do grupo. Os valores das faixas são lidos
começando daquela mais próxima à extremidade do resistor.

As duas ou três primeiras faixas indicam os dígitos, a terceira ou a quarta faixa indica o
fator de multiplicação e a última indica a tolerância (precisão) do valor obtido. A tabela abaixo
mostra as resistências dos resistores de acordo com suas respectivas cores:

Tabela 1: Código de Cores

Fonte: glossarioeletricadoctumjm.blogspot.com
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Funcionamento do Multímetro

Os multímetros são instrumentos multifuncionais que, dependendo da posição de uma


chave, podem ser usados basicamente como: amperímetro, voltímetro ou até mesmo como
ohmímetro, medindo correntes, tensões e resistências respectivamente.

Na utilização do multímetro, são necessários alguns cuidados importantes. A chave


seletora precisa estar posicionada na função correta e esta posição não pode ser alterada enquanto
o aparelho ainda estiver em contato com um circuito energizado.

Outro cuidado importante está relacionado a escala do multímetro. Quando a chave


seletora é posicionada na escala de 1,5V por exemplo, as tensões que vão ser verificadas devem
obrigatoriamente ser menores do que 1,5V, caso isso não ocorra o aparelho provavelmente será
danificado.

Lei de Ohm Para Circuitos Elétricos

A maioria dos metais tem resistência que não depende da queda de potencial e nem da
corrente. Tais materiais são chamados de materiais ôhmicos. Para muitos materiais ôhmicos,
a resistência permanece basicamente constante para uma ampla gama de condições (um
exemplo de material ôhmico bastante utilizado em circuitos elétricos é o resistor). Nestes
casos a queda de potencial em um segmento do material é proporcional à corrente no
material. Com isso, estabelecemos a lei de ohm, que diz:

V= IR (1)

Onde:

𝑉: é a diferença de potencial;

𝐼: é a corrente

𝑅: é a resistência.

Os resistores existem em todos os tipos de circuito, desde secadores de cabelo até circuitos
que dividem ou limitam correntes e voltagens. Esses circuitos geralmente contêm muitos
resistores, de modo que é conveniente estudar combinações de resistores.

Estas combinações de resistores podem ser feitas em série ou em paralelo. Dizemos que
existe uma ligação em série quando os resistores de um circuito são ligados em sequência e há um
único caminho de corrente entre os pontos. Já na ligação em paralelo, cada resistor oferece um
caminho alternativo para a corrente esses pontos. A diferença de potencial é a mesma nos
terminais de qualquer um dos elementos ligados em paralelo.
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Qualquer que seja a combinação de resistores, podemos sempre encontrar um resistor
equivalente capaz de substituir a combinação inteira, produzindo a mesma corrente e a mesma
diferença de potencial.

Nos resistores em série, a resistência equivalente de qualquer número de resistores


conectados em série é igual à soma das resistências individuais.

𝑅𝑒𝑞 = 𝑅1 + 𝑅2 + 𝑅3 + ⋯ + 𝑅𝑛 (2)

A resistência equivalente é maior que qualquer uma das resistências individuais.


Dizemos também que, as resistências de resistores em série se somam diretamente porque a
voltagem através de cada um deles é diretamente proporcional à sua resistência e à corrente.
Já nos resistores em paralelo, para qualquer número de resistores conectados em
paralelo, o inverso da resistência equivalente é igual à soma dos inversos das resistências
individuais.

Neste caso, a resistência equivalente é sempre menor que qualquer uma das resistências
individuais. Podemos dizer também que, as correntes transportadas por dois resistores em paralelo
são inversamente proporcionais às suas respectivas resistências. A corrente maior flui no caminho
que apresenta menor resistência.
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PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS

Experiência 1: Determinar a resistência de diferentes resistores

Material necessário:

- Multímetro Digital

- Resistores;
- Pilhas com Suporte;
- Fios de Cobre;
- Lâmpadas;
- LED 3v;
- Palha de Aço.

Procedimento:

Experiência 1: Determinar a resistência de diferentes resistores

Com o auxílio de um multímetro digital foi medido as resistências dos resistores e preencheu-se
a tabela abaixo:

Tabela 2: Valores das resistências obtidos a partir do código de cores

Resistor Cor Valor Cor Valor Cor Valor Cor Valor R prevista R medida

R1 M 1 P 0 VM x100 D 0,1 1000Ω 990Ω

R2 VM 2 Vi 7 P x1 D 0,1 27Ω 27,7Ω

R3 M 1 C 8 P x1 D 0,1 18Ω 18,8Ω

R4 M 1 P 0 P x1 D 0,1 10Ω 10,6Ω

R5 M 1 VM 2 L x1000 D 0,1 12.000Ω 11.960Ω

R6 M 1 VM 2 P x1 D 0,1 12 Ω 13,3Ω

R7 M 1 P 0 L x1000 D 0,1 10.000Ω 9.000Ω

R8 L 3 P 0 L x1000 D 0,1 30.000Ω 29.500Ω

R9 M 1 VD 5 P x1 D 0,1 15Ω 15,4Ω

R10 VM 2 Vi 7 L x1000 D 0,1 27.000Ω 26.300Ω


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Experiência 2: Montar uma associação de resistores em Série e em Paralelo

Com as pilhas disponibilizadas montou-se uma fonte de alimentação de 3V e ligou-se os


fios de cobre às conexões e conectou-se duas lâmpadas em série como na Figura 1(a).

Figura 1(a)

Observou-se que as lâmpadas ascenderam com baixa intensidade.

Ligou-se os fios de cobre às conexões e conectou-se as duas lâmpadas em paralelo como


na Figura 1(b).

Figura 1(b)

Observou-se que as lâmpadas ascenderam com intensidade normal .

Comparou-se os brilhos das lâmpadas e discutiu-se o motivo pelo qual há diferença.

Pode – se concluir que, no circuito em série, a intensidade da corrente elétrica permanece


constante como a tensão sobre cada lâmpada é menor a intensidade do brilho fica muito baixa.

Já no circuito em paralelo apresenta tensão elétrica sobre cada lâmpada igual em todo o
sistema, porém, a corrente elétrica total do sistema se divide entre as resistências do circuito com
isso o brilho das lâmpadas permanece normal.
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Experiência 3: Teste da condutividade de materiais

Conectou-se os dois terminais da pilha ao LED e descreveu-se o que aconteceu.


Analisou-se a polaridade do LED pois o mesmo só ascende uma forma.

Conectou-se à uma das extremidades da pilha um fio de cobre e na outra uma extremidade do
LED entre os dois terminais adicionou-se diferentes materiais utilizou-se para o experimento;
moeda, caneta, grafite, borracha e madeira e anotou-se o observado.
Descreveu-se o que foi observado neste experimento observou-se que a moeda conduziu,
a caneta não conduziu ,o grafite conduziu a borracha e a madeira não conduziram.

Experiência 4: Verificação do efeito Joule

Com a fonte de 3v volts montada encostou-se os fios dos terminais da fonte a palha de
aço.
Ao encostar os 2 polos da fonte na palha de aço ele fecha-se o circuito conduzindo a
eletricidade que fazer a palha aquecer por efeito joule e pegar fogo.

QUESTIONÁRIO

1- Calcule o erro absoluto e o erro relativo das medidas da Tabela 1.

Tabela 2: Erro absoluto e Erro relativo da Tabela 1.


Resistor Erro absoluto Erro relativo

R1 10Ω 1%

R2 0,7Ω 2,59%

R3 0,8Ω 4,44%

R4 0,6Ω 6%

R5 40Ω 0,33%

R6 1,3Ω 10,83%

R7 1000Ω 10%

R8 500Ω ¨1,67%

R9 0,4Ω 2,67%

R10 700Ω 2,59%


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2 - Mostre como calcular as resistências em série e as resistências em paralelo de n


resistências em um circuito.
Nos resistores em série, a resistência equivalente de qualquer número de resistores
conectados em série é igual à soma das resistências individuais.

𝑅𝑒𝑞 = 𝑅1 + 𝑅2 + 𝑅3 + ⋯ + 𝑅n (2)

Já nos resistores em paralelo, para qualquer número de resistores conectados em paralelo,


o inverso da resistência equivalente é igual à soma dos inversos das resistências individuais.

3 - Discuta o motivo pelo qual se observa diferença no brilho da associação em série e


em paralelo no experimento.

Pode – se concluir que, no circuito em série, a intensidade da corrente elétrica permanece


constante como a tensão sobre cada lâmpada é menor a intensidade do brilho fica muito baixa.

Já no circuito em paralelo apresenta tensão elétrica sobre cada lâmpada igual em todo o
sistema, porém, a corrente elétrica total do sistema se divide entre as resistências do circuito com
isso o brilho das lâmpadas permanece normal.

4 - Defina condutividade. Faça uma pesquisa e compare a condutividade de 5 diferentes


materiais.

Capacidade dos materiais de conduzirem ou transmitirem corrente elétrica. Quanto à


condutividade, os materiais podem ser classificados em condutores (os metais são os melhores
condutores), semicondutores e isolantes (ou dielétricos).
Condutores: Moeda; Corpo humano e Ouro; Água; Grafite.
Não condutores: Madeira; Plástico; Borracha; Lã e Isopor.

5 - Quem foi James Prescott Joule?

James Prescott Joule foi um físico britânico que nasceu em 1818. A sua principal contribuição foi
a descoberta da transformação de energia elétrica em calor.

6 - Defina o efeito Joule

Quando um condutor é aquecido ao ser percorrido por uma corrente elétrica, ocorre a
transformação de elétrica em energia térmica. Este fenômeno é conhecido como Efeito Joule, em
homenagem ao Físico Britânico James Prescott Joule (1818-1889).

7 - Discuta do ponto de vista físico o que acontece no experimento 4.

No momento em que se encosta os terminais da pilha na palha de aço a energia passa a ser
conduzida por entre os filamentos, que devida a serem muito finos aquecem e entram em
combustão.
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CONCLUSÃO

Diante desta prática, podemos concluir que a mesma cumpriu com seu objetivo inicial,
que era fazer a leitura de resistências através do código de cores, aprender a utilizar os medidores
básicos do multímetro, bem como suas escalas e também realizar algumas medidas de tensão,
corrente e resistências elétricas dos resistores.

Vimos uma aplicação prática da lei de ohm para circuitos elétricos. Contatamos as
pequenas discrepâncias de resultados quando comparamos os resultados obtidos com os valores
teóricos e o porquê da ocorrência destas discrepâncias. Enfim, podemos dizer que os
conhecimentos adquiridos com esta prática foram de grande importância para a vida de cada um
como estudante e também como futuro engenheiro.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

HALLIDAY, D.; RESNICK, R. Fundamentos de Física. Volume 3, 9ª edição, ED. LTC, Rio de
Janeiro, 2012.

YOUNG, HUGH D. Física III: Eletromagnetismo. Volume 3, 12ª edição, ED. Addison Wesley.
São Paulo, 2009.

TIPLER, P. A., MOSCA, G. Física Para Cientistas e Engenheiros - Eletricidade e Magnetismo,


Óptica. Volume 2, 6ª edição, LTC. 2006.

https://www.efeitojoule.com Acesso em 8 de Dezembro de 2018