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A ESTEATOSE HEPATICA

A esteatose hepática é uma condição em que uma grande quantidade de gordura


se acumula no fígado prejudicando o funcionamento do mesmo. O órgão é
indispensável à vida, sendo o grande responsável pelo metabolismo de
carboidratos, proteínas e lipídios e pela desintoxicação do corpo. Assim, mal
estar, dor na parte superior do abdome ou desconforto após as refeições podem
aparecer como sintomas precoces do problema. A esteatose pode ser revertida
porém, se não tratada, pode evoluir para destruição progressiva do fígado. As
principais causas da esteatose são o consumo excessivo de álcool, a obesidade,
o diabetes mellitus não controlado, o consumo excessivo de calorias,
carboidratos e gordura.
Assim, o tratamento, em geral, envolve emagrecimento, redução do consumo
calórico, redução do consumo de gorduras e aumento de alimentos
antiinflamatórios no cardápio. O consumo de frutose também precisa ser
diminuído por isto açúcares, doces, massas, refrigerantes, sucos adoçados e
frutas com alta carga glicêmica ficam fora da dieta.

A quercetina presente na maçã, cebola e brócolis, contribui para a recuperação


do órgão. O gengibre também possui substâncias antiinflamatórias que
suprimem o NFKb, assim como a curcumina presente no açafrão. Chás, como
o de erva-mate sem açúcar, também reduzem a inflamação. Suplementos muito
pesquisados e utilizados incluem a silimarina e a acetilcisteína.

QUERCITINA

FLAVONOIDE ANTIOXIDANTE QUE REDUZ RISCOS CARDIOVASCULARES


A Quercetina é um flavonoide antioxidante, que está presente nos alimentos na
forma de glicosídeos natural pode ser verificado nos vegetais, frutas e sucos.
Várias propriedades terapêuticas dos flavonoides, principalmente da Quercetina,
têm sido estudadas nas últimas décadas, destacando-se o potencial
antioxidante, anticarcinogênico e seus efeitos protetores aos sistemas renal,
cardiovascular e hepático. É também um poderoso antioxidante e antirradicais
livres, reduzindo o risco de morte por doenças das coronárias e diminuindo a
incidência de enfarte do miocárdio.

Indicações

 Anti-inflamatório;

 Antioxidante;

 Anticarcinogênica;

 Atua no sistema imunológico;


 Tem atividade antiviral;

 Reduz o efeito da formação de cataratas nos diabéticos;

 Hepatoprotetora e gastroprotetora.;

 Tratamentos de problemas circulatórios e capilares.

 Antioxidante natural;

É indicado consumo de frutas com propriedades antioxidantes, principalmente


as ricas em vitamina C (acerola, amora, abacaxi, kiwi, limão, laranja, tangerina),
alimentos ricos em ômega-3 (atum fresco, algas, arenque, anchova, bacalhau,
cavala, linguado, salmão, sardinha, truta), selênio (castanhas), ácido alfa lipóico
(espinafre) e colina (alface, broto de alfafa, couve-flor, cogumelos, cenoura,
lêvedo de cerveja, aveia). Indica ainda o consumo de aminoácidos de cadeia
ramificada (BCAA), presente no caju, no ovo, nos peixes, queijos, sementes de
gergelim e abóbora, cogumelos e na castanha do Brasil. Outros aminoácidos
importantes para o restabelecimento do fígado são a cisteína, a taurina e a
metionina, presentes em carnes em geral, pescados, laticínios, clara de ovo,
leguminosas (feijão, lentilha, ervilha, soja) e oleaginosas (amendoim, castanha
do Brasil, castanha de cajú).

O ideal é dar preferência aos alimentos pois alguns suplementos tem sido
associados a lesões no fígado. Por isto, sempre consulte seu nutricionista antes
de iniciar o consumo de qualquer produto ou erva.

Outros fatores de risco para o desenvolvimento de gordura no fígado são a


diabetes tipo 2, a resistência a insulina e o colesterol elevado. A esteatose é mais
comum em mulheres e, pode também aparecer em pessoas magras e com baixa
ingestão de álcool, em proporções menores.

Tanto a esteatose hepática como a esteato-hepatite não causam sintomas (são


assintomáticas) em fases iniciais e normalmente são descobertas
acidentalmente em exames de ultrassonografia ou tomografias. Não existe
tratamento específico para esteatose, e o alvo deve ser o tratamento dos fatores
de risco citados acima. A fase de esteatose pode ser reversível apenas com
alterações dos hábitos de vida.

A perda de peso é possivelmente a medida mais importante. Todavia, deve-se


limitar a perda de peso ao máximo de 1,5 kg por semana para evitar uma piora
do quadro. A prática regular de atividade física também ajuda muito, pois diminui
o colesterol e aumenta o efeito da insulina no organismo.
Deve-se controlar o colesterol, o diabetes, e, se possível, trocar
medicamentos que possam estar colaborando para a esteatose. Não há uma
dieta específica para o paciente, porém, a sua alimentação deve ser balanceada
de forma a facilitar a perda de peso, o controle do diabetes e do colesterol. O
paciente deve, portanto, evitar frituras, excesso de gorduras e doces.

Quais carboidratos fornecem quantidades exageradas de glicose depois de


ingeridos? Vamos à lista:

 Açúcares e doces de um modo geral


 Farinhas refinadas, todas elas: de trigo, de milho, de arroz, de mandioca,
de aveia.
 Todos os derivados das farinhas refinadas: pães, massas, biscoitos,
bolachas, bolos, tapioca, etc
 Arroz branco, batata inglesa (pior ainda se frita em óleo pois os óleos são
fontes de ácidos graxos)
 Bebidas alcoólicas e refrigerantes comuns.

Como ajuda extra para nos protegermos da esteatose hepática, existem alguns
nutrientes encontrados em alimentos chamados de colina e betaína que
parecem ajudar o fígado a exportar para a corrente sanguínea os triglicérides
que estão sendo produzidos nele, evitando assim o acúmulo dos triglicérides no
fígado, que é o início da esteatose. As fontes alimentares de colina e betaína
são:

 Quinoa
 Beterraba
 Espinafre
 Farelo e gérmen de trigo
 Ovos
 Soja

O que comer?

 Inclua no seu cardápio folhas verdes escuras, brócolis, couve-flor que


ajudam a desintoxicar o fígado;
 Consumo de verduras e legumes diariamente;
 Não exagere na quantidade de frutas, não ultrapasse 5 porções por dia,
opte por frutas com casca ou bagaço;
 Consumo moderado de carboidratos e opte por integrais (pães integrais,
arroz e macarrão integrais)
 Fibras devem estar presentes diariamente; utilize aveia, chia, linhaça,
quinoa, fibra da casca do maracujá.
 Opte por preparações cozidas, assadas e grelhadas.
 Inclua boas gorduras presentes no azeite de oliva extra virgem, abacate,
castanhas, amêndoas.

Não existem sintomas para a esteatose hepática. O ideal é fazer testes de


sangue regularmente e verificar os níveis das enzimas presentes no fígado.
Quando inflamado, o fígado pode liberar enzimas como a aminotransferase de
aspartate (AST) e aminotransferase de alanina (ALT), indicando que você está
com esteatose hepática.

Dieta para Esteatose Hepática


A principal forma de tratamento da esteatose hepática é promover a manutenção
saudável do peso junto com uma dieta adequada e a inclusão da prática de
exercícios físicos. De um modo geral, é preciso buscar alimentos que lutam
contra o dano celular, ou seja, que melhoram a absorção de insulina pelo corpo
diminuindo a resistência ao hormônio e que tenham ação anti-inflamatória para
impedir a progressão da doença.
O principal objetivo da dieta é que ela seja pobre em calorias e rica em ácidos
graxos insaturados e antioxidantes naturais (presentes em frutas e vegetais)
como a vitamina A e E. Carboidratos complexos são ricos em fibras e precisam
ser incluídos na dieta e a ingestão de carboidratos simples não deve ultrapassar
10% do total de calorias diárias para evitar o aumento da resistência à insulina.
Aumentar o consumo de gorduras mono e poli-insaturadas ajuda a diminuir a
inflamação e melhorar o quadro clínico da esteatose hepática. A ingestão de
proteínas, por sua vez, ajuda a diminuir a resistência à insulina, diminuindo o
acúmulo de gordura.
Pacientes obesos devem perder peso com cuidado. Isso porque uma dieta muito
restritiva em calorias pode desencadear processos inflamatórios, piorando a
doença. Assim, o acompanhamento médico é essencial durante o tratamento.
Alimentos obrigatórios na dieta para esteatose hepática
– Frutas e vegetais
Esses alimentos são ricos em antioxidantes, que protegem as células do dano
celular. Além disso, saõ ricos em nutrientes como vitamina E e vitamina C.
– Grãos e cereais integrais
É imprescindível evitar o uso de carboidratos simples na dieta para esteatose
hepática, pois esses aceleram a produção de gordura pelo fígado. Prefira
carboidratos complexos de baixo índice glicêmico como grãos, feijão, lentilha,
arroz integral e cereais, por exemplo.
– Peixes, nozes e castanhas
Como já mencionado, pessoas com esteatose hepática são resistentes à
insulina, o que faz com que o organismo produza mais insulina do que o
necessário e o que sobra é armazenado como gordura. Para amenizar esse
problema, é possível incluir gorduras saudáveis na dieta que melhoram a
sensibilidade à insulina.
Como exemplos, temos os óleos de peixes e óleos vegetais como o azeite de
oliva que são ótimas fontes de ômega-3 e gorduras monoinsaturadas presentes
em alimentos como abacate, nozes e azeitonas.
Alimentos proibidos na dieta para esteatose hepática
– Gorduras trans e saturadas
Evite alimentos fritos e cozidos com óleos pois eles vão favorecer e aumentar
ainda mais o acúmulo de gordura no fígado. Se não puder evitar, use óleo de
coco ou de palma.
– Álcool
Principalmente se sua esteatose hepática for causada pelo consumo excessivo
de álcool, você deve evitar esse tipo de bebida ao máximo, pois o álcool pode
prejudicar ainda mais a função do seu fígado.
– Sódio
O ideal é limitar o consumo de sódio para evitar acúmulo de líquido abdominal e
pressão arterial alta. Para isso, evite o tempero na comida e principalmente
alimentos processados, que contêm muito sódio em sua composição.
Cardápio
Uma boa dica de cardápio que funciona bem para pessoas com esteatose
hepática é incluir alimentos que ajudem a reduzir a gordura no fígado. Isso não
significa que você deve parar de ingerir qualquer e todo tipo de gordura. Pelo
contrário, a gordura tem um papel importante no funcionamento do nosso
organismo, o importante aqui é escolher boas fontes. Assim, uma dieta
balanceada para esteatose hepática deve incluir gorduras saudáveis,
antioxidantes e carboidratos complexos.

Portanto, uma sugestão de cardápio para esteatose hepática pode ser:


 Café da manhã: Produto lácteo desnatado com granola ou cereais
integrais;
 Lanche da manhã: Suco de frutas com duas torradas e uma fatia de queijo
magro como a ricota ou cottage;
 Almoço: Boa fonte de proteínas como um frango grelhado com arroz
integral, salada de preferência que inclua por exemplo alface, tomate e
repolho roxo;
 Lanche da tarde: Uma fruta ou uma porção de nozes e castanhas;
 Jantar: Uma porção de peixe cozido ou assado com vegetais como
brócolis ou alface, por exemplo;
 Lanche da noite: Um copo de leite desnatado morno ou uma fruta.

De uma forma geral, é possível adaptar esse cardápio levando em conta que os
profissionais da saúde indicam um teor calórico de 1000 a 1200 kcal por dia para
mulheres obesas e de 1200 a 1600 kcal por dia para homens obesos, valores
que podem variar de acordo com altura, peso e níveis de atividade física.
Os nutrientes da dieta devem ser compostos por cerca de 40 a 50% do total de
calorias de carboidratos. As gorduras de fontes saudáveis devem compor cerca
de 30% do total de calorias, das quais as gorduras saturadas devem ser
ingeridas de 7 a 10% das calorias. E o teor de proteínas deve ser de
aproximadamente 20% do total calórico diário.
Para perder peso, o déficit de calorias baseado na taxa metabólica basal deve
ser de 500 a 1000 kcal por dia, o que permite uma perda de peso de cerca de
0,5 a 1 kg por semana.
Além disso, recomenda-se consumir cerca de 4 a 6 refeições por dia com um
intervalo de não mais de 3 horas entre as refeições e que a última refeição seja
feita pelo menos em até 3 horas antes de dormir. Outra dica importante de
profissionais é ingerir a comida de forma lenta para que a sensação de saciedade
seja alcançada pouco após o término da refeição.
Dicas
A esteatose hepática pode dificultar, mas não impossibilita a perda de peso. É
importante seguir um plano de exercícios e uma dieta restrita para alcançar o
objetivo. O ideal é consultar um médico para determinar exatamente o que você
pode fazer para perder peso com saúde, o que irá ajudar a tratar a condição do
fígado.