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UNIVERSIDADE FEDERAL DO SUL E SUDESTE DO PARÁ - UNIFESSPA

INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS E ENGENHARIAS


FACULDADE DE ENGENHARIA MECÂNICA

Débora Cristina de Souza Chaves Gonçalves

Chrystian Wallance Araújo Diogo

Raimundo Alves dos Santos Filho

Petri William dos Santos Furtado

Lucas Fernandes Matos

ASSOCIAÇÃO DE BOMBAS EM PARALELO

Marabá/PA
DEZEMBRO de 2018
Débora Cristina de Souza Chaves Gonçalves

Chrystian Wallance Araújo Diogo

Raimundo Alves dos Santos Filho

Petri William dos Santos Furtado

Lucas Fernandes Matos

ASSOCIAÇÃO DE BOMBAS EM PARALELO

Relatório técnico apresentado como


requisito parcial para obtenção de
aprovação na disciplina: Sistema de
bombeamento, no Curso de Engenharia
Mecânica, na Universidade Federal do Sul
e Sudeste do Pará.

Prof.º Me. Dimitri Oliveira e Silva

Marabá/PA
DEZEMBRO de 2018
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO .............................................................................................................................. 4
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ................................................................................................. 4
2.1 OBJETIVO GERAL .................................................................................................................... 5
3. MATERIAIS UTILIZADOS ............................................................................................................. 6
4. PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS ....................................................................................... 6
5. RESULTADOS ................................................................................................................................. 7
6. CONCLUSÕES .............................................................................................................................. 10
7. REFERÊNCIAS .............................................................................................................................. 11
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1. INTRODUÇÃO

Observamos uma ampla variedade de fluidos de processos na indústria, com


diferentes propriedades físico-químicas. Estes, ocasionalmente, necessitam ser
bombeados, e dependendo de suas propriedades, deve -se utilizar determinado
equipamento de bombeamento. A escolha de uma bomba para uma determinada
operação é influenciada por vários fatores, como por exemplo: quantidade de líquido
a ser transportada, a carga contra a qual se tem que bombear o líquido, propriedades
do líquido a bombear, a natureza da fonte de energia, entre outros. Deve-se ponderar
o custo de modo que a eficiência mecânica da bomba seja vantajosa para que se
possa escolher uma bomba barata e com alta eficiência.

A bomba centrífuga é o equipamento mais usual para transferência de


líquidos, desde aplicações domésticas (como bombeamento em caixas d’água
residenciais), até inúmeros processos envolvendo bombeamento a altas vazões na
atividade industrial. Através de impulsores, a bomba transfere energia cinética para o
fluido, gerando uma pressão de sucção que produz o fluxo de bombeamento a altas
velocidades.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

As associações de bombas oferecem uma série de possiblidades e


vantagens aos sistemas, que vão desde o fator custo, onde duas bombas
semelhantes ou não sob um determinado tipo de associação fazem o trabalho de outra
bomba mais cara, até questões relacionadas à segurança operacional e flexibilidade
do processo, sendo possível, no primeiro caso a continuidade do processo caso
alguma bomba apresente defeito ou até mesmo no controle da vazão de uma
determinada carga.

A associação de bombas em paralelo é utilizada afim de se obter grandes


vazões, superiores às capacidades das bombas encontradas no mercado, de forma
que cada bomba ainda funcione de forma independente. Quando duas ou mais
bombas estão operando em paralelo, a altura manométrica é a mesma e a vazão do
conjunto é a soma das vazões das bombas que o compõem. Quanto à curva
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característica, observamos na figura 1, a curva A como sendo a curva característica


Hm x Q de uma bomba apenas, enquanto a curva 2A representa a curva característica
Hm x Q das duas bombas associadas em paralelo. A curva S é a curva característica
Hm x Q da tubulação ou curva do sistema. Como a pressão é a mesma e as bombas
contribuem cada uma com a sua vazão, a curva da associação em paralelo é obtida
pela soma das vazões de cada curva, para cada pressão. O ponto de operação é
verificado pelas interseções correspondentes.

Figura 1. Curva característica – associação em paralelo

2.1 OBJETIVO GERAL

 Obter a curva característica da associação de bombas em paralelo.


 Aplicar os conhecimentos aprendidos em sala.
 Obter a curva de potência e rendimento das bombas associadas em paralelo.
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3. MATERIAIS UTILIZADOS

Figura 1. Equipamento Utilizado

1. Reservatório de água;
2. Duas bombas centrífugas;
3. Três rotâmetros;
4. Painel frontal;
5. Manômetro

4. PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS

A bancada de associação de bombas é um equipamento desenvolvido


especialmente para apoiar o ensino das matérias que tratam dos fluidos e seus
escoamentos. O uso de um equipamento para apresentar os fenômenos reais em
forma visual reforça o aprendizado e torna mais fácil o entendimento dos fenômenos.
O experimento desenvolvido tem por objetivo descrever a curva característica
para duas bombas operando em paralelo. As bombas B1 e B2 foram ligadas e foram
registrados cinco pontos de vazão e de altura manométrica para cada ponto. A vazão
foi medida e igualada em ambos os rotâmetros, pois as duas linhas se unem
posteriormente. As alturas manométricas foram aferidas para ambas as bombas. Os
resultados obtidos estão descritos na tabela (1).
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Dados das Bombas em Paralelo (B1 e B2)


Vazão (𝒎𝟑 /𝒉) Altura Manométrica - H (m.c.a)
Rotâmetro 1 Rotâmetro 2 Vazão Total Manômetro 1 Manômetro 2
0 0 0 26 26
1 1 2 24 24
2 2 4 23 23
3 3 6 21 21
4 4 8 18 18
5 5 10 15 15
Tabela 1: Dados das Bombas em paralelo

5. RESULTADOS

A partir dos dados coletados foi possível montar o gráfico da curva


característica das bombas em paralelo.

Figura 2. Curva característica das bombas associadas em paralelo

Em seguida foi calculado a potência (𝑃𝑒𝑥𝑝 ) das duas bombas para os cinco
pontos, utilizando a Equação (1):
𝑃𝑒𝑥𝑝 = 𝑒. 𝑔. 𝑄. 𝐻 (1)
Onde:
H - Altura manométrica (m)
Q - Vazão volumétrica (m³/s)
ρ – é a densidade da água (kg/m³)
g - Aceleração da gravidade (m/s²)
𝑃𝑒𝑥𝑝 - Potencia Experimental (Watts)
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Os resultados estão descritos na tabela (2):

Valor de Potência das Bombas


Vazão (𝒎𝟑 /𝒉) Altura manométrica Potencia Experimental
(m.c.a) (watts)
1 24 65,4
2 23 125,4
3 21 171,7
4 18 196,2
5 15 204,4
Tabela 2. Tabela de potencia experimental das bombas
A partir dos resultados obtidos foi possível traçar o gráfico de potencia como
mostra a figura abaixo:

Figura 3. Curva de potência das bombas

Após traçar o gráfico de potência, foi possível calcular o rendimento da bomba


com os valores de potência experimental, que foi calculado e os valores de potência
real nas duas bombas que foi obtida através do painel, os dados estão descritos na
tabela abaixo:
Potencia experimental
𝑷𝒆𝒙𝒑 (B1 e B2) 𝑷𝒓𝒆𝒂𝒍 (B1) 𝑷𝒓𝒆𝒂𝒍 (B2)
65,4 622 673
125,4 694 752
171,7 763 833
196,2 782 896
204,4 928 960
Tabela 3. Tabela de potencia real obtida em laboratório
Com isso foi utilizada a Equação (2) para calcular a eficiência das duas
bombas.
𝑃𝑒𝑥𝑝
𝜂𝑒 = (2)
𝑃𝐿𝑒𝑖𝑡𝑢𝑟𝑎
Os resultados obtidos estão descritos na tabela (4).
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Eficiência da Bomba - 𝜼𝒆
Bomba 1 (%) Bomba 2 (%)
10,51 9,718
18,06 16,67
22,5 20,61
25,09 21,9
22,02 21,29
Tabela 4. Tabela de eficiência da Bomba

A partir dos resultados foi possível traçar o gráfico de eficiência das bombas
(B1 e B2).

Figura 4. Curva de eficiência das duas bombas


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6. CONCLUSÕES

O experimento de associação de bombas em paralelo permitiu o


entendimento da relação da altura manométrica (H) de uma bomba centrífuga com a
vazão volumétrica (Q). Permitiu também comparar os dados gerados com os dados
teóricos e verificar que a combinação em paralelo leva a um aumento da vazão,
confirmando, portanto, similaridade com a teoria fornecida pela literatura.
Portanto quando objetivo for aumentar a vazão da bomba mantendo a altura
fixa, um sistema de bombas em paralelo pode ser uma solução para esse caso, uma
vez que este sistema consegue processar uma quantidade de fluido maior do que em
um sistema isolado.
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7. REFERÊNCIAS

MACYTYRE, Archibald Joseph: Bombas e instalações de bombeamento, 2ª ed.


Editora LTC, Rio de Janeiro – 1997.

BRUNETTI, Franco – Mecânica dos Fluidos – 2ª ed. – Pearson.

FOX, R. W.; PRITCHARD, P. J.; MCDONALD, A. T. Introdução a mecânica dos


fluidos. 7ª ed. LTC, Rio de Janeiro, 2010.