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1)Joaquim move uma ação de execução de titulo judicial contra Pereirinha em Teófilo

Otoni/MG e descobriu que ele possui bens em Guarapari/ES. Para satisfação de seu
crédito, requereu a penhora dos referidos bens. Indaga-se:

a) Qual o juízo competente para a penhora, avaliação e hasta publica dos bens

Resp:Embora Joaquim moveu uma ação de execução contra Pereirinha em Teófilo


Otoni, e os bens deste localizado em comarca diversa do Juízo d execução, haverá
necessidade de carta precatória, onde o juiz expedira carta para Guarapari, logo o juízo
e Guarapari.

b)Se Pereirinha opuser embargos alegando excesso de execução, onde serão


oferecidos e qual o juízo competente para julga-los

RESP:No caso de Pereirinha que foi uma execução por cata precatória, ou seja , os seus
bens estão localizados em local diferente de onde foi proposta a execução, os
embargos poderão ser oferecidos tanto no juízo deprecante quanto no juízo
deprecado, no entanto seu julgamento será no juízo deprecado( em Guarapari) pois
versa unicamente sobre vícios da penhora, avaliação e alienação dos bens.

c)Se a mesma situação ocorresse e houvesse um titulo executivo judicial


representando o crédito, consistente em uma sentença prolatada pelo juiz da 2 Vara
Cível de Teófilo Otoni condenando Pereirinha ao pagamento de quantia certa, onde o
requerimento de cumprimento da sentença deveria ser apresentado e qual seria o
juízo competente para o processamento..... Se houver mais de uma opção, mencione-
as...

RESP:A regra Geral de competência para o inicio da fase de cumprimento de sentença


é a do mesmo juízo da decisão exequenda, ou seja, Teófilo Otoni ,contudo , tal
competência não é absoluta, Mas relativa. Isso porque a regra do dispositivo permite
ao credor que opte por realizar o cumprimento de sentença no juízo onde se
encontram os bens de Pereirinha(Guarapari) sujeitos a expropriação ou te mesmo no
juízo atual do domicilio de Pereirinha que é Teófilo Otoni. No qual pode ser
processados em ambos.

2) Maricotinha foi estrupada por Gonovaldo. Este, por seu turno, foi condenado a 10
anos de prisão de regime fechado e ao pagamento de uma indenização mínima de
20.000 para dos danos morais e materiais sofridos por ela,consistentes em um
tratamento psicológico. Genovaldo consegue cumprir a pena em regime domiciliar.
Revoltada, pretende receber pelo menos esses 20,000.

A)Essa sentença pode ser executada...... qual o fundamento legal....


RESP:Pode sim ser executada, pois a sentença penal é titulo executivo (ART 475-N,I)no
qual tem a mesma força que os títulos executivos extra judiciais. Por ter originado de
um processo penal, inicia-se um novo processo, mas já no executivo.

B)Qual seria o juízo competente .....Seria por meio de um processo autônomo ou nos
mesmos autos(sincréticos)....

RESP: Já que no caso trata- se de titulo executivo por sentença penal declaratória,
seria o juízo cível competente, uma vez que o titulo foi proferido por um juízo e será
executado em outro, a execução depende de petição inicial e citação do executado, ou
seja, é processo autônomo.

C)Poderia ser penhorado a única residência de Genovaldo se não houvesse outros


bens a serem penhorados .......... E os moveis da residência........ Qual o fundamento
legal para ambos os casos........

RESP:Sim poderia ser penhorado tanto os móveis que estão em sua residência como
sua única residência, de acordo com a Lei 8.009/90 Art 3 inc vi que diz: “Por ter sido
adquirido como produto de crime ou para a execução de sentença penal declaratória a
ressarcimento, indenização ou perdimentos de bens”.

3)Mariovalda esta sendo executada por causa de um cheque sem fundos, o único bem
que possui é a poupança de 10,000. Pode ser penhorada..... Qual o fundamento
legal......... E os juros remuneratórios da popança podem ser penhorados.... Qual o
fundamento legal...

RESP:Não, porque é inferior ao valor que o dispositivo legal permite( ART. 649, x do
CPC) para penhorabilidade.

Sim está classificado como bem relativamente impenhorável, já que na falta de outros
bens passiveis de penhora, poderão garantir a execução de acordo com o ART.650
CPC.