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7 Razões Pelas Quais Precisamos da Segunda Reforma

Posted on Set 5, 2018

A Segunda Reforma compartilhava uma maturidade espiritual e um verdadeiro temor de Deus


em comum com os puritanos ingleses. Seus escritos e pregações também estavam saturados
com as Escrituras. Eles se concentram na eternidade, na guerra contra o pecado, na religião da
família e na piedade prática. Há outros aspectos-chave da verdade bíblica em que eles
alcançaram uma clareza significativa. Precisamos aprender de novo com o entendimento
preciso que eles trazem para essas áreas.

1. Visão clara sobre o caminho da salvação

Os ministros da Segunda Reforma deram muita atenção ao assunto da vinda de Cristo. Em sua
pregação James Durham garantiu que as ofertas da graça de Cristo estão ao alcance de
qualquer pessoa. Juntamente com David Dickson ele escreveu The Sum of Saving Knowledge [A
Soma do Conhecimento Salvífico] para explicar a base bíblica sobre a qual um pecador deve
crer. Também ajuda na questão de ter certeza de que realmente cremos.

George Gillespie também escreveu um resumo claro acerca dos encorajamentos para crermos,
com base nas Escrituras. Andrew Gray foi igualmente dotado na resolução de tais questões,
incentivando os crentes a uma maior santidade. O clássico The Christian’s Great Interest [O
Grande Interesse do Cristão], de William Guthrie, é outro guia valioso para quem tem dúvidas e
medos. Ele nos ajuda a saber se somos verdadeiramente salvos. Foi um livro favorito nos lares
escoceses por muitas gerações.

Precisamos dessa clareza em tempos de confusão sobre o evangelho e o caminho da salvação.


O evangelho está sendo diluído e alterado e precisamos recuperá-lo em sua pureza das
Escrituras.

2. Visão clara acerca da centralidade de Cristo

“Faça tudo por Cristo”, disse Samuel Rutherford em seu leito de morte. “Ore por Cristo. Pregue
por Cristo”. Os pregadores da Segunda Reforma fizeram de Cristo e Sua obra redentora o
centro de seus sermões. James Durham pregou e publicou 72 sermões sobre Isaías 53. Eles são
uma rica apresentação de Cristo crucificado como a “Medula do Evangelho”. Seu comentário
sobre o Cântico de Salomão explora as profundezas da comunhão com Cristo na experiência
cristã.

As cartas de Samuel Rutherford são bem conhecidas por exaltarem o Senhor Jesus Cristo ao
expressarem o mesmo tema. “Aproxime-se de Cristo e veja nEle um novo tesouro”, escreve ele.
“Entre, contemple e veja anjos maravilhados, céu e terra maravilhados de amor, doçura,
majestade e excelência diante dEle”. A observação a seguir é ainda mais precisa em nossos
próprios dias: “Tenho certeza de que os santos, no seu melhor, são apenas estranhos ao peso e
valor da doçura incomparável de Cristo”.

Havia uma profundidade e uma realidade na experiência cristã durante os tempos da Segunda
Reforma. Somos fracos em comparação. Seus escritos nos levam a uma maior maturidade
espiritual e piedade.

3. Visão clara acerca dos Pactos de Deus

Aliança com Deus foi uma ênfase chave. Os ministros da Segunda Reforma procuraram
aumentar a compreensão geral acerca dos Pactos de Deus. Eles acreditavam que esse era o
método de Deus de trazer as pessoas para um relacionamento com Ele mesmo. The Sum of
Saving Knowledge [A Soma do Conhecimento Salvífico] explica como os pactos de Deus
fundamentam o plano de redenção. Mostra como o crente entra no gozo dos privilégios do
pacto. Patrick Gillespie, Samuel Rutherford e John Nevay escreveram sobre esse assunto
extensamente. Eles procuraram expor a natureza e as bênçãos desses pactos.

A doutrina da aliança desapareceu em grande parte dos púlpitos da terra hoje. Precisamos
recuperar essa verdade que é tão central para a compreensão adequada das Escrituras.

4. Visão clara sobre a doutrina bíblica

Os ministros da Segunda Reforma acreditavam que todos precisavam de uma compreensão


completa da verdade bíblica. Eles seguiram um plano de catequese diligente para conseguir isso.
A igreja considerou um dever vital e chamou todos os ministros negligentes a prestar contas.
Uma compreensão clara da verdade era considerada essencial, assim como memorizá-la. Hugh
Binning explicou as principais doutrinas do Catecismo Menor em seu livro Common Principles
[Princípios Comuns]. A Soma do Conhecimento Salvífico destila de maneira semelhante os
ensinamentos centrais da Confissão e dos Catecismos.

David Dickson escreveu Truth’s Victory over Error [A Vitória da Verdade Sobre o Erro] para
defender a doutrina bíblica da Confissão de Fé de Westminster. No final de sua vida, ele viu a
obra da reforma revertida. Alguém perguntou o que tinha vindo de todo o sangue e orações
derramadas ao longo de muitos anos. “Há a Confissão de Fé e os Catecismos”, ele respondeu.
“Estes valem mais do que todo o sangue ou orações que foram apresentadas”.

Noções e ensinamentos equivocados são tão comuns hoje quanto antes. A Segunda Reforma
oferece uma herança que resume claramente o ensino da Bíblia.

5. Visão clara sobre o significado e a aplicação das Escrituras

David Dickson encorajou outros ministros a produzirem comentários simples e práticos sobre a
Bíblia. Essas exposições explicando livros difíceis como Jó, Eclesiastes e Apocalipse são de
grande valor. Homens como Alexander Nisbet, James Fergusson e George Hutcheson
trabalharam duro por muitos anos. Eles contribuíram com comentários que juntos cobriram
grandes áreas das Escrituras.

O analfabetismo bíblico é alto hoje, mesmo entre aqueles que mais valorizam as Escrituras. Tais
exposições são projetadas para edificar e beneficiar qualquer pessoa com o desejo de discernir
o significado da Bíblia.

6. Visão clara sobre a ordem e a adoração da igreja

Tudo quanto ao governo da igreja e a adoração a Deus deve vir das Escrituras. Os escoceses
mantiveram este princípio contra um rei que declarou guerra contra eles. George Gillespie e
Samuel Rutherford escreveram longamente justificando essas visões.
Isso influenciou as conclusões da Assembleia de Westminster. A Confissão de Fé de
Westminster declara que “só Deus é o Senhor da consciência”. Deus deixou a consciência “livre
das doutrinas e mandamentos dos homens, que são contrários à Sua Palavra ou que, em
matéria de fé ou culto, vão além dela”. Ficou claro que o louvor a Deus deveria ser apenas do
livro dos Salmos. A igreja escocesa produziu uma versão métrica do livro dos Salmos, para o
louvor da igreja, que permanece em uso hoje.

James Durham discutiu muitos aspectos práticos dos princípios e ordem da igreja. Seu Treatise
on Scandal [Tratado sobre o Escândalo] dá conselhos sábios sobre assuntos de disciplina e
governo da igreja. Seu ensaio sobre o chamado para o ministério também é dito ser um dos
tratamentos mais claros acerca do assunto.

Há indiferença em nossos dias sobre como a igreja deve ser organizada. Temos muito a
aprender com o intenso compromisso com a igreja expressado pelos Covenanters. Seu
entendimento das Escrituras pode ajudar a dissipar nossas ideias confusas sobre esse assunto.

7. Visão clara sobre igreja e Estado

A Escócia era quase única entre os países da Reforma em sua visão de igreja e Estado. Os
reformadores alcançaram e implementaram uma visão clara de como a igreja e o Estado
deveriam cooperar.

A Segunda Reforma guardava os direitos da coroa do Redentor. Eles afirmaram que o Senhor
Jesus Cristo é o único Rei e Cabeça sobre a igreja. Somente aqueles a quem Cristo designar
devem governar a igreja. O Estado não tem o direito de interferir na independência espiritual
da igreja. Eles acreditavam que os governantes tinham o papel de dar apoio à causa de Cristo
dentro de sua própria esfera limitada.

Como Samuel Rutherford colocou: “é a lei de Deus e não a lei do rei que é suprema”. Essas
visões sobre a natureza limitada do poder político opunham-se às reivindicações dos reis Stuart
ao poder absoluto. Os Covenanters estavam prontos para sofrer para manter tais convicções.
Isso contribuiu para estabelecer a importância da liberdade civil.

Vivemos em tempos em que o Estado está invadindo a consciência do cristão individual. A


Segunda Reforma nos dá um ensinamento bíblico claro sobre o papel apropriado do Estado.
Mostra-nos como a igreja deve responder em tais circunstâncias.

Posts related to William Guthrie

William Guthrie (1620–1665) was the first minister of Fenwick in Ayrshire. Brilliant academically,
it was not till he entered University that he came to a vital saving knowledge of Christ. His
cousin, James Guthrie, helped him make progress in the way of godliness.

Guthrie was a diligent minister with great concern for the salvation of souls in his parish. This
faithful ministry was blessed by God. George Hutcheson, who assisted at one communion
season in Fenwick, said that if there was a church full of God’s saints on the face of the earth it
was at Fenwick. He was removed from his parish by the civil government along with many
others in 1662. He directed his flock to the “Fountain of help, when the gospel and ministers
were taken from them; and took his leave of them, commending them to this great God, who
was able to build them up and help them in the time of their need”.

He is best known for his valuable book on salvation and assurance The Christian’s Great Interest.
John Owen set the highest value on it. He said that there was more theology in it than in all that
he himself had written.

7 Reasons to Study the Bible with the Covenanters


Posted on 24 Apr 2015

The Second Reformation made a unique contribution to bible study. It produced many simple
and practical commentaries on the Bible for everyone. They were brief, plain, practical and
above all affordable. They get to the heart of what the Bible means but also to the heart of the
reader in a richly devotional way.

David Dickson encouraged other ministers to produce this unique series. These expositions are
of great value. They were highly commended by C H Spurgeon in his classic survey,
Commenting and Commentaries. Some of them explain difficult books like Job, Ecclesiastes and
Revelation. Men such as Alexander Nisbet, James Fergusson and George Hutcheson worked
hard in this area over many years. They contributed commentaries that together covered large
areas of Scripture. In total 44 of the 66 books of the Bible. Four of these commentaries were
never published.

Dickson followed the example of Robert Rollock who expounded the Scriptures from the pulpit
and to university students. As a result, he was able to publish nine commentaries during his
lifetime. Dickson’s commentaries were likewise drawn from his expositions in the pulpit or for
university students. He published commentaries on 23 books of the Bible. This was partly due
to the inability of others due to pressures of work, age or infirmity. He hoped to stir up others
whom he regarded as “more able” to engage in the same work.

1. They are Practical

The series and each commentary had a highly practical intent. The purpose was “to lay open
briefly…the chief doctrines treasured up in the storehouse of holy Scripture”. By this means
“the Lord’s people may be solidly informed in the knowledge, and established in the faith of
true religion”. It was vital that they could see how truth came directly from “the fountain of the
Lord’s own Word”. This would help to combat error which abounds through ignorance of God’s
word. It arose naturally from their covenanted reformation.

More than this Dickson desired that “the precious jewel of the Scripture” would be better
esteemed. After Christ Himself, it is “the greatest gift…that ever the world saw”. He hoped to
be used in stirring up others to “the love of searching the Scriptures”. They also helped to
model good Bible study.

The commentaries are full of practical and devotional application. Every verse is applied to the
reader. Their plain and brief comments have the benefit of being suggestive. The writer
stimulates the reader to further thought and meditation. As Dickson put it: “the smallest grains
of sound truth sown by this means among readers, may by God’s blessing get root, watering,
and increase in a good and honest heart”.

2. They are Pastoral

The commentaries are practical because they are pastoral. They have come to the printed page
direct from pulpit exposition and application. These ministers understood the needs of the
ordinary members of their congregations and sought to supply them. James Durham’s
commentaries arose from expounding books of the Bible systematically. Such lectures were a
staple part of pulpit ministries during this period. Durham gave weekly lectures on the Book of
Revelation and these formed the Commentary published.

David Dickson gives pastoral advice to the reader that they should make use of a commentary
prayerfully. Short prayers ought to be made in response to the matters addressed. If there is
something exactly appropriate for the condition of the reader they should stop reading. They
need to “feed upon” what they have found “till it be digested”.

3. They are Simple

There is no academic obscurity or intellectual pretension in these volumes. These


commentaries go straight to the meaning of the text and seek to open this as simply as possible.
They do not get involved in matters of history and background but explained the words
themselves. Making complex matters simple is a difficult task that requires much skill. The
commentaries summarise the meaning of a passage in short and pithy sentences. They provide
the reader with a brief synopsis or overview of the passage and then give practical application.

4. They are Concise


Many of Dickson’s commentaries were called “A Short Explanation”. The benefit of this was
that it could appeal to those who were less educated. Besides these Dickson also had in view
those who lived busy lives. He wanted to remove any excuse for neglecting the study of God’s
Word. His concern was that readers would be put off by long and wordy commentaries. This
might mean that “they read little or nothing, and with very small benefit”. He hoped that such
commentaries would help such to “read the Scriptures more eagerly” using these “short helps”
to understand their meaning.

5. They are Clear

Clarity was also necessary. Sometimes commentators can tell you so much about a verse that
you are in danger of losing sight of the meaning. Many commentaries like to refer to what
others have suggested or thought. This can be just as confusing in print as it would be in the
pulpit, this can be confusing. Dickson and his colleagues avoided this. They did not even provide
alternative interpretations but simply gave one single meaning. Scripture can have different
applications and there are difficult texts to wrestle with. Yet these writers believed that there
was a danger of confusing and entangling the reader.

6. They are Contextual

One of the great strengths of these commentaries is that they show how a whole chapter or
psalm fits together. They put a verse in its context rather than crumbling the words and the
meaning. Dickson follows the general meaning of the passage and lists the observations,
reasons and arguments that make the whole section fit together. In handling long and complex
chapters in Job, James Durham is likewise able to follow the scope of the argument without
being distracted by detailed points.

7. They are Popular

These commentaries were designed to be read by all who had a desire to search the Scriptures.
They achieved their purpose. Iain H. Murray says that this series “for many years served to
make the study of the Bible a common household employment.” Today many bible study tools
find it hard to avoid achieve accuracy without sacrificing application or vice versa. The
Covenanters achieved something that shows how Scripture should be studied, expounded and
applied.
Biblical illiteracy is high today, even among those who value Scripture most. Such expositions
will edify and profit anyone with a desire to discern the Bible’s meaning. We need them more
than ever.

If you would like more information or to buy some of these commentaries, you may find it
helpful to read How to Get Hold of Covenanter Bible Commentaries.