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Direitos da Criança e do

Adolescente
Professor Gonzalo Lopez

www.masterjuris.com.br
ESTATUTO DA CRIANÇA E
DO ADOLESCENTE
(Lei Federal 8.069/1990)
BASE CONSTITUCIONAL E
É dever da família, da
CONVENCIONAL DO ARTIGO 15: Constituição de sociedade e do Estado
1988 assegurar à criança (...) o
DIREITO À LIBERDADE, Art. 227, caput direito (...) à dignidade, ao
respeito, à liberdade (...)
AO RESPEITO E À DIGNIDADE
Os Estados Partes
Convenção (1989)
respeitarão os direitos (...)
Art. 02, 1 e assegurarão sua
Direito à aplicação (...), sem
Liberdade, ao distinção alguma (...).
Respeito e à Os Estados Partes
adotarão todas as medidas
Dignidade apropriadas para
( Art. 15, ECA) Convenção (1989) estimular a recuperação
Art. 39 (...) e a reintegração social
(...) em ambiente que
estimule (...) a dignidade
da criança.

Convenção (1989) A criança terá direito à


Art. 13, 1 liberdade de expressão.
DIREITO À LIBERDADE (Art. 16) Art. I - Ir, Vir e Estar
16
Direito II - Opinião e Expressão
de
Reunião CDC 1989
(Art. 15) III - Crença e Culto
Procurar, Liberdade
Receber e
Divulgar
de Credo IV - Brincar, Praticar Esportes e
Infos (Art. e Criação Divertir-se
13) (Art. 14)
V - Participar da Vida Familiar e
Expressar
Opinião Comunitária, Sem Discriminação
em
Processos VI - Participar da Vida Política
(Art. 12)

VII - Buscar Refúgio, Auxílio e


Orientação
LIBERDADE DE IR, VIR E ESTAR (Art. 16, I) x PORTARIAS COM “TOQUE DE RECOLHER”

STJ (2012) HC 207720 SP


VIOLAÇÃO DO ECA BASEADA NA
(DOUTRINA DA DOUTRINA DA

PORTARIA "TOQUE DE RECOLHER"


PROTEÇÃO INTEGRAL) SITUAÇÃO IRREGULAR
e DIREITO DE IR, VIR E (JUDICIALIZAÇÃO DO
ESTAR MENOR)
FERE O PODER INCOMPETÊNCIA DA
FAMILIAR JUSTIÇA INFÂNCIA E
JUVENTUDE
EM PROVA
(FEPESE/SC – Agente de Segurança Socioeducativo – SC/2016) De acordo com a Doutrina da
Proteção Integral a Criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade
como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos
garantidos na Constituição Federal de 1988 e nas leis.
Nesse sentido, o direito de liberdade, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente,
compreende:

a) liberdade de buscar refúgio, auxílio e orientação e ter liberdade de opinião e expressão.


b) ter limitado o seu direito de ir e vir com base no toque de recolher.
c) liberdade de crença e de culto, desde que seja aquela vinculada à vontade de seus pais ou
do responsável legal.
d) liberdade de brincar, praticar esportes e divertir-se, sempre acompanhado de um
responsável legal.
e) ter negada a sua participação na vida política em razão da incapacidade civil.
GABARITO COMENTADO:
LETRA (A): o item apresenta exatamente a
definição expressa no artigo 16, II E VII do ECA.

(B) – O direito de ir e vir não pode ser limitado


por “toques de recolher”, conforme
entendimento jurisprudencial e na forma do
artigo 16, I do ECA.
(C) – O direito de crença e culto previsto no
artigo 16, III do ECA é da criança e não de seus
pais/responsáveis ou mesmo vinculado à
religião da família.
(D) – A necessidade de acompanhamento não
é a regra. A Criança possui o direito previsto no
artigo 16, IV sem ressalva de obrigatória
presença de um responsável legal.
(E) – A incapacidade civil não se relaciona com
a participação na vida política, notadamente
no direito ao voto antes da maioridade civil.
LIBERDADE DE IR, VIR E ESTAR (Art. 16, I) x PORTARIAS PROIBINDO “ROLEZINHO”

STJ (2015) HC 320938 SP


VIOLAÇÃO DO ECA PRIVILEGIAVA

PORTARIA 01/15 de 20.03.2015 - SP


(DOUTRINA DA INTERESSES
PROTEÇÃO ECONÔMICOS DOS
INTEGRAL) e DIREITO SHOPPINGS
DE IR, VIR E ESTAR INCOMPETÊNCIA DA
NÃO CONSTA DO JUSTIÇA INFÂNCIA E
ART. 149 DO ECA JUVENTUDE
LIBERDADE AO LAZER (Art. 16, IV) x PAZ PÚBLICA e SILÊNCIO
Art. 16, IV, ECA Art. 42, Lei Contravenções Penais
Direito de Brincar, Praticar (Decreto-Lei nº 3.688/41) - Paz Pública
Esportes e Divertir-se Art. 42. Perturbar alguem o trabalho ou
(LAZER) o sossego alheios:
I – com gritaria ou algazarra;
II – exercendo profissão incômoda ou
ruidosa, em desacordo com as
prescrições legais;
III – abusando de instrumentos sonoros
ou sinais acústicos;
IV – provocando ou não procurando
impedir barulho produzido por animal de
que tem a guarda:
Pena – prisão simples, de quinze dias a
três meses, ou multa.
LIBERDADE PARA PARTICIPAR DA VIDA POLÍTICA (Art. 16, VI) x CRFB/88
Alistamento Alistamento
Art. 14. A soberania popular será
exercida pelo sufrágio universal
Eleitoral: Maiores Eleitoral: Maiores
e pelo voto direto e secreto, com
de 16 anos - 31 de 16 anos até
valor igual para todos, e, nos
maio (Art. 14, § data do Primeiro
termos da lei, mediante: 1º, I, "c” CRFB/88) Turno (TSE, 1994)
Lei Federal nº
§ 1º O alistamento eleitoral e o 9.504/1997
voto são: Art. 91, caput: “Nenhum
I - obrigatórios para os maiores requerimento de
de dezoito anos; inscrição eleitoral ou de
II - facultativos para: transferência será
c) os maiores de dezesseis e recebido dentro dos
menores de dezoito anos. cento e cinquenta dias
anteriores à data da
VOTO FACULTATIVO eleição.”
GARANTIDO AO
INTERNADO ENTRE
16 E 18 ANOS,
Resolução TSE nº
23.461/2015

Resolução TSE nº 14.371/1994


Resolução TSE nº 19.465/1996
DIREITO À DIGNIDADE E AO RESPEITO (Arts. 17 e 18)
PROTEÇÃO CONTRA QUALQUER FORMA DE VIOLÊNCIA

INTEGRIDADE FÍSICA,
PSÍQUICA E MORAL

DIREITO AO RESPEITO E À
INVIOLABILIDADE
DIGNIDADE (Art. 17)
PRESERVAÇÃO DA IMAGEM,
IDENTIDADE, AUTONOMIA,
VALORES, IDEIAS, CRENÇAS,
ESPAÇOS E OBJETOS
PESSOAIS
EM PROVA

(MPE/SP – Promotor de Justiça – SP / 2015) O direito ao respeito de que gozam


as crianças e os adolescentes, afirmado em norma contida na Lei nº 8.069/90,
não abrange:

a) a imagem a e identidade.
b) os espaços e objetos pessoais.
c) a escolha de trabalho, ofício e profissão.
d) a autonomia, os valores, as ideias e as crenças.
e) a inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral.
GABARITO COMENTADO:
LETRA (C): todos os direitos citados
nas letras “a”, “b”, “d” e “e” estão
expressos no caput do artigo 17 que
corresponde ao direito ao respeito
previsto no ECA.
Já a letra “c” não consta do citado
artigo, nem mesmo do Capítulo II do
ECA que dispõe sobre “Do Direito à
Liberdade, ao Respeito e á
Dignidade”.
LEI MENINO BERNARDO (Art. 18-A): VIOLÊNCIA FÍSICA E PSICOLÓGICA
Art. 18-A. A criança e o adolescente têm o direito de ser educados e cuidados sem o uso de castigo
físico ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou
qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis,
pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa
encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los.

Parágrafo único. Para os fins desta Lei, considera-se:


I - castigo físico: ação de natureza disciplinar ou punitiva aplicada com o uso da força física sobre a
criança ou o adolescente que resulte em:
a) sofrimento físico; ou
b) lesão;
II - tratamento cruel ou degradante: conduta ou forma cruel de tratamento em relação à criança
ou ao adolescente que:
a) humilhe; ou
b) ameace gravemente; ou
c) ridicularize.
LEI 13.431/2017: AMPLIAÇÃO CONCEITUAL EXPRESSA DAS FORMAS DE VIOLÊNCIA
I II III IV
FÍSICA PSICOLÓGICA SEXUAL INSTITUCIONAL

• Ofensa à Integridade • Discriminação, • Constrangimento para • Praticada por


Depreciação ou praticar ou presenciar Instituição Pública ou
ou Saúde Corporal
Desrespeito ato libidinoso Conveniada
• Sofrimento Físico • Ameaça, • Exposição do corpo em
Constrangimento, qualquer meio
Humilhação, (incluindo eletrônicos)
Manipulação, • Abuso Sexual (fins
Isolamento, Agressão sexuais para
Verbal, Xingamento, estimulação do agente,
Ridicularização, inclusive, por meio
Indiferença, Exploração eletrônico)
ou Intimidação • Exploração Sexual
Sistemática (Bullying) Comercial (visa
• Alienação Parental compensação)
• Exposição a Crime • Tráfico de Pessoas para
Violento Exploração Sexual
DIREITO À DIGNIDADE E AO RESPEITO (Arts. 13, 17 e 18) e LEI 13.431/2017
MECANISMOS DE PROTEÇÃO Art. 13:COMUNICAÇÃO
OBRIGATORIEDADE DE
AO
SUSPEITA OU CONFIRMAÇÃO
DE CASTIGO FÍSICO,
CONSELHO TUTELAR TRATAMENTO CRUEL OU
Art. 18: DEVER IMPOSTO A DEGRADANTE E MAUS-
TODOS TRATOS

HAVENDO VIOLAÇÃO: DEVER DE


COMUNICAÇÃO
DIREITO AO RESPEITO E À
DIGNIDADE (Art. 17) Lei Federal nº 13.431/2017,
Art. 13: OBRIGATORIEDADE A CONSELHO TUTELAR
QUALQUER PESSOA QUE
TENHA CONHECIMENTO OU
PRESENCIE DE VIOLÊNCIA,
POR AÇÃO OU OMISSÃO, AUTORIDADE POLICIAL
CONTRA CRIANÇA DE
COMUNICAR
Art. 245. Deixar o médico, professor ou responsável por estabelecimento de atenção
à saúde e de ensino fundamental, pré-escola ou creche, de comunicar à autoridade
competente os casos de que tenha conhecimento, envolvendo suspeita ou
confirmação de maus-tratos contra criança ou adolescente:
Pena - multa de três a vinte salários de referência, aplicando-se o dobro em caso de
reincidência.
DEVER DE COMUNICAR:
Tratamento Cruel
Castigo Físico
ou Degradante Maus-tratos
(Art. 18-A,§ único, I, (Art. 136, CP)
(Art. 18-A,§ único, I,
"a" e "b, ECA)
"a", "b"e "c", ECA)
Conduta ou Forma Expor a perigo a vida ou
Ação Disciplinar ou a saúde de pessoa sob
Cruel de Tratamento
Punitiva com força sua autoridade, guarda
que:
física, causando: ou vigilância, para fim
de educação, ensino,
a) Humilhe tratamento ou custódia,
a) Sofrimento privando de alimentos,
Físico cuidados
b) Ameace indispensáveis,
Gravemente impondo trabalho
excessivo ou
b) Lesão inadequado ou
c) Ridicularize abusando de meios de
correção ou disciplina
EM PROVA

(FCC/GO – Juiz de Direito – GO / 2015) De acordo com o Estatuto da Criança e do


Adolescente, considera-se tratamento cruel ou degradante dispensado à criança
aquele que

a) submete ao aleitamento materno no interior de presídio onde a mãe cumpre


pena.
b) submeta a tratamento a toxicômanos.
c) proporcione castigo e sofrimento físico desnecessário.
d) humilhe, ameace gravemente ou a ridicularize.
e) prove da frequência ao ensino fundamental.
GABARITO COMENTADO:
LETRA (D): o item apresenta exatamente a definição expressa
no artigo 18-A, § único, inciso II, alíneas “a”, “b” e “c” do ECA.

(A) – Ao contrário do disposto no item, o aleitamento


materno à criança (filha ou filho) de mãe privada de liberdade
é um direito assegurado no artigo 9º do ECA.
(B) – A CRFB/88, em seu artigo 227, § 3º, inciso VII, determina
que a proteção especial do menor abrange programas de
prevenção e atendimento especializado à criança, ao
adolescente e ao jovem dependente de entorpecentes e
drogas afins. Nessse sentido, a previsao de tratamentos a
toxicômanos é regrada pelo artigo 101 (Medidas de Proteção)
em observância ao artigo 98 (Situações de Risco), ambos do
ECA.
(C) – Item errado, não se deve considerar nenhuma hipótese
de sofrimento físico como necessária, na forma do Artigo 18-
A do ECA.
(E) – não é compatível com o comando da questão. O tema da
frequência obrigatória ao ensino fundamental da criança,
inclusive, como dever imposto aos pais (Artigo 6º da Lei de
Diretrizes e Bases e Artigo 55 do ECA).
LEI 13.431/2017: ESTÍMULO PARA DENÚNCIA E ENCAMINHAMENTO ADEQUADO

Autoridade Policial do
local dos fatos
(Apuração)

Art. 15, Lei nº Serviços de Conselho Tutelar


13.431/17 Atendimento, (aplicar Medidas
Denúncias de Violações Ouvidoria ou Resposta Protetivas)

Ministério Público
(Atribuição Específica)
MEDIDAS CABÍVEIS (Art. 18-B) I - Encaminhamento a
Programa Oficial ou
TRATAMENTO CRUEL OU DEGRADANTE Comunitário de
Proteção à Família
CASTIGO FÍSICO
II - Encaminhamento a
Tratamento
PAIS, FAMÍLIA Psicológioco ou
AMPLIADA, Psquiátrico
RESPOONSÁVEIS, CASTIGO FÍSICO (COM
AGENTES PÚBLICOS, SOFRIMENTO FÍSICO
QUALQUER PESSOA OU LESÃO) III - Encaminhamento a
ENCARREGADA DE TRATAMENTO CRUEL Cursos ou Programas
CUIDAR, TRATAR, OU DEGRADANTE de Orientação
EDUCAR OU
PROTEGER
IV - Obrigação de
Encaminhar a Criança a
FORMA DE CORREÇÃO, Tratamento
DISCIPLINA, EDUCAÇÃO Especializado
OU QUALQUER
PRETEXTO V - Advertência
* A APLICAÇÃO DAS MEDIDAS INDICADAS NÃO IMPEDEM OUTRAS SANÇÕES CABÍVEIS, POR
EXEMPLO, DO ARTIGO 129 DO ECA OU PREVISTAS NO CÓDIGO PENAL OU OUTRA LEI PENAL
MEDIDAS CABÍVEIS (Art. 134, CP)
MAUS-TRATOS
§ 3º - Aumenta-se a pena
Pena - detenção, de dois de um terço, se o crime é
Expor a perigo a vida ou meses a um ano, ou praticado contra pessoa
a saúde de pessoa sob multa. menor de 14 (catorze)
sua autoridade, guarda anos.
ou vigilância, para fim de
educação, ensino,
tratamento ou custódia, § 1º - Se do fato resulta
Pena - reclusão, de um a
quer privando-a de lesão corporal de
quatro anos.
alimentação ou cuidados natureza grave:
indispensáveis, quer
sujeitando-a a trabalho
excessivo ou inadequado,
quer abusando de meios Pena - reclusão, de quatro
de correção ou disciplina: § 2º - Se resulta a morte
a doze anos.

* A APLICAÇÃO DAS MEDIDAS INDICADAS NÃO IMPEDEM OUTRAS SANÇÕES CABÍVEIS, POR
EXEMPLO, DO ARTIGO 129 DO ECA OU PREVISTAS NO CÓDIGO PENAL OU OUTRA LEI PENAL
LEI 13.431/2017: APURAÇÃO DA VIOLÊNCIA QUE ENVOLVA CRIANÇA OU ADOLESCENTE
ESCUTA ESPECIALIZADA, DEPOIMENTO PESSOAL E GARANTIAS
Não pode haver
Nenhum Contato com o
ESCUTA Acusado ou Pessoa que
Represente Ameaça (Art.
ESPECIALIZADA 9º)
(Art. 7º) Local Apropriado e
Acolhedor, Garantindo
GARANTIAS Privacidade da Vítima ou
Testemunha (Art. 10)
DEPOIMENTO
PESSOAL
Realizar uma Única Vez
(Art. 8º) com estrita Observância
aos Procedimentos (Arts.
11 e 12)
LEI 13.431/2017: ATRIBUIÇÕES POLICIAIS

POSSIBILIDADES DE REQUISIÇÕES ATRIBUÍDAS À AUTORIDADE POLICIAL (JUNTO


AO JUÍZO COMPETENTE) CASO A CRIANÇA OU ADOLESCENTE ESTEJA EM RISCO
VI
III REPRESENTAR
II
REQUERER IV AO MP PARA
I AFASTAMENTO V
PRISÃO SOLICITAR PROPOR AÇÃO
EVITAR CAUTELAR DO REQUERER
PREVENTIVA INCLUSÃO EM (CAUTELAR DE
CONTATO ACUSADO DA INCLUSÃO EM
DIANTE DE ATENDIMENTO PRODUÇÃO
DIRETO COM O RESIDÊNCIA PROGRAMA
SUFICENTES DE ÓRGÃOS ANTECIPAÇÃO
ACUSADO OU DE PROTEÇÃO
INDÍCIOS DE ASSISTENCIAIS DE PROVA)
CONVIVÊNCIA
AMEAÇA PROBATÓRIA
(ANTECIPADA)

* A APLICAÇÃO DAS MEDIDAS INDICADAS NÃO IMPEDEM OUTRAS SANÇÕES CABÍVEIS, POR
EXEMPLO, DO ARTIGO 129 DO ECA OU PREVISTAS NO CÓDIGO PENAL OU OUTRA LEI PENAL
A APLICAÇÃO DAS MEDIDAS INDICADAS NÃO IMPEDE OUTRAS SANÇÕES CABÍVEIS

MEDIDAS
(Art. 18-B, 101,
129, ECA)

INOBSERVÂNCIA
DO DEVER DE
CUIDADO POR
AÇÕES OU
OMISSÕES
INFRAÇÕES
INFRAÇÕES
ADMINISTRATI
PENAIS
VAS
BASE CONSTITUCIONAL E É dever da família, da
CONVENCIONAL DO DIREITO Constituição de 1988
sociedade e do Estado
assegurar à criança, ao
À EDUCAÇÃO, À CULTURA, Art. 227, caput adolescente (...), o direito
à educação, ao lazer, à
AO ESPORTE E AO LAZER cultura (...)

Convenção (1989) Os Estados Partes


reconhecem o direito da
Direito à Educação, à Art. 28, 01 criança à educação
Cultura, ao Esporte e
ao Lazer
(...) o direito de, em
(ECA) Convenção (1989) comunidade com os
demais membros de seu
Art. 30 grupo, ter sua própria
cultura
Os Estados Partes
Convenção (1989) reconhecem o direito da
criança ao descanso e ao
Art. 31, 01 lazer, ao divertimento e
às atividades recreativas
ETAPAS E MODALIDADES DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

EDUCAÇÃO
EDUCAÇÃO BÁSICA INFANTIL
(REGRA GERAL) (4 a 17) (0 a 3 – 4 e 5)
ENSINO
FUNDAMENTAL
"MODALIDADES": (6 - 14)
INDÍGENA, CAMPO,
QUILOMBOLA, EJA E SUPERIOR
PROFISSIONAL ENSINO MÉDIO
"ESPECIAL": 2008 (15 – 17)
(SUPLEMENTAR /
COMPLEMENTAR)
Art. 53: DIREITOS DISCENTES E DOS RESPONSÁVEIS
I - IGUALDADE DE
CONDIÇÕES: ACESSO E
PERMANÊNCIA

Art. 53: Direito à Educação


II - SER RESPEITADO PELOS
EDUCADORES

Desenvolvimento
para o Pleno
III - CONTESTAR CRITÉRIOS E
RECORRER

IV - ORGANIZAÇÃO E
PARTICIPAÇÃO EM
ENTIDADES ESTUDANTIS

V - ESCOLA PÚBLICA E
GRATUITA PRÓXIMA

§ ÚNICO - CIÊNCIA DO
PROCESSO PEDAGÓGICO E
PARTICIPAÇÃO NAS PROPOSTAS
AOS RESPONSÁVEIS
Art. 53, I: ACESSO, PERMANÊNCIA E PARTICIPAÇÃO / CONCLUSÃO

DIREITO À
EDUCAÇÃO

CONCLUSÃO / ACESSO
FORMAÇÃO (EFETIVO)
DISCENTE

DIÁLOGO CONSTANTE: ESTABELECIMENTO DE ENSINO, DOCENTES E FAMÍLIA

PARTICIPAÇÃO / PERMANÊNCIA /
APRENDIZAGEM FREQUÊNCIA
Art. 53, II: RESPEITO PELOS EDUCADORES Ameaça,
Constrangimento,
Humilhação,
Manipulação,
LEI 13.431/17, Isolamento, Agressão
Art. 4º, II, "a" Verbal, Xingamento,
Ridicularização,
Indiferença,
Intimidação
RESPEITO AO Sistemática (Bullying)
DISCENTE Ataques Físicos,
LEI 13.185/15, Insultos Pessoais,
Programa de Combate Comentários
à Intmidação Sistemáticos, Apelidos
Sistemática (Bullying) Pejorativos, Ameaças,
Grafites Depreciativos,
Expressões
Art. 5o É dever do estabelecimento Preconceituosas,
de ensino, dos clubes e das Isolamento Social
agremiações recreativas assegurar Consciente e
medidas de conscientização, Premediado, Pilhérias
prevenção, diagnose e combate à
violência e à intimidação sistemática
(bullying).
Art. 53, III: CRITÉRIOS E CONTESTAÇÃO RECURSAL – EDUCAÇÃO BÁSICA
EDUCAÇÃO BÁSICA
(Art. 24, V, LDB)
V - a verificação do rendimento escolar observará os seguintes critérios:
a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com
prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados
ao longo do período sobre os de eventuais provas finais;
b) possibilidade de aceleração de estudos para alunos com atraso escolar;
c) possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do
aprendizado;
d) aproveitamento de estudos concluídos com êxito;
e) obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralelos ao
período letivo, para os casos de baixo rendimento escolar, a serem
disciplinados pelas instituições de ensino em seus regimentos;
Art. 53, III: CRITÉRIOS E CONTESTAÇÃO RECURSAL – EN. FUNDAMENTAL

ENSINO FUNDAMENTAL (Art. 32, LDB)


I - o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios
básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo;
II - a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da
tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade;
III - o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a
aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e
valores;
IV - o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade
humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.
Art. 53, III: CRITÉRIOS E CONTESTAÇÃO RECURSAL – ENSINO MÉDIO

ENSINO MÉDIO
(Art. 35 e 35-A, § 8º, LDB)
I - a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental,
possibilitando o prosseguimento de estudos;
II - a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para continuar aprendendo, de
modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento
posteriores;
III - o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o
desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico;
IV - a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a
teoria com a prática, no ensino de cada disciplina.

Os conteúdos, as metodologias e as formas de avaliação processual e formativa serão organizados nas


redes de ensino por meio de atividades teóricas e práticas, provas orais e escritas, seminários, projetos e
atividades on-line, de tal forma que ao final do ensino médio o educando demonstre:
I - domínio dos princípios científicos e tecnológicos que presidem a produção moderna;
II - conhecimento das formas contemporâneas de linguagem. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)
Art. 53, IV: PARTICIPAÇÃO EM ENTIDADES ESTUDANTIS
ART. 53. A CRIANÇA E O ADOLESCENTE TÊM DIREITO À EDUCAÇÃO, VISANDO AO PLENO
DESENVOLVIMENTO DE SUA PESSOA, PREPARO PARA O EXERCÍCIO DA CIDADANIA E
QUALIFICAÇÃO PARA O TRABALHO, ASSEGURANDO-SE-LHES:
IV - DIREITO DE ORGANIZAÇÃO E PARTICIPAÇÃO EM ENTIDADES ESTUDANTIS;

Lei Federal nº 13.005/2014, Meta 19


19.4) estimular, em todas as redes de educação básica, a
constituição e o fortalecimento de grêmios estudantis e
associações de pais, assegurando-se-lhes, inclusive,
espaços adequados e condições de funcionamento nas
escolas e fomentando a sua articulação orgânica com os
conselhos escolares, por meio das respectivas
representações;
Art. 53, V: GARANTIA DE ESCOLA PÚBLICA E PRÓXIMA DA RESIDÊNCIA
STJ: RESP Nº 1178854 STF: ARE Nº 639.337
MINISTRO HUMBERTO MARTINS MINISTRO CELSO DE MELLO
2ª TURMA (UNÂNIME) 2ª TURMA (UNÂNIME)
Art. 53, V
EXCEÇÃO AO COMPLEMENTAÇÃO AO
GEORREFERENCIAMENTO: ESCOLA PÚBLICA
GEORREFERENCIAMENTO:
MELHOR DESEMPENHO GRATUITA E ENDEREÇO DO TRABALHO DOS
PRÓXIMA DA RESPONSÁVEIS
RESIDÊNCIA

ESTUDANTE
PRINCÍPIO / PRINCÍPIO DO
CRITÉRIO DO MELHOR
GEORREFEREN INTERESSE DA
CIAMENTO CRIANÇA
EM PROVA
(MPE/SP – Promotor de Justiça – SP/2015) Sobre o direito à educação da criança e do
adolescente, aponte a alternativa correta:

a) É dever do Estado o de assegurar à criança e ao adolescente atendimento educacional


especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino.
b) A criança ou o adolescente não tem direito à rematrícula na mesma escola em que
terminou o ano letivo, se existir outra mais próxima da sua residência.
c) A educação infantil de crianças até 6 anos de idade constitui matéria sujeita ao juízo de
discricionariedade do Poder Público.
d) A garantia de formação técnico-profissional ao adolescente, segundo as diretrizes e
bases da legislação de educação em vigor, dispensa-o da frequência ao ensino regular.
e) Para preservar a imagem da criança, os dirigentes de estabelecimento de ensino
fundamental poderão deixar de comunicar maus tratos sofridos pelo seu aluno.
GABARITO COMENTADO:
LETRA (A): o item apresenta exatamente a definição expressa no
artigo 54, inciso III do ECA.

(B) – embora o artigo 54, V, garanta o direito à escola gratuita e


próxima da residência, esse direito deve ser entendido conforme o
melhor interesse da criança e, portanto, não é absoluto. Pode ser
relativizado para atender às necessidades da criança de forma
mais satisfatória, conforme jurisprudência do STJ.
(C) – O direito à educação é subjetivo público, portanto, exigível
do Estado e não sujeito à discricionariedade estatal.
(D) – A formação técnico-profissional é inserida no ensino médio e
não em apartado.
(E) – Os maus-tratos devem, obrigatoriamente, ser comunicados
ao Conselho Tutelar pelo gestor escolar, inclusive, sob pena de
conduta tipificada no artigo 245 do ECA em caso de omissão e não
comunicação. Na forma do artigo 13 da Lei Federal nº
13.431/2017, qualquer pessoa que tenha conhecimento ou
presencie violência contra criança deve comunicar o Consleho
Tutelar ou as Autoridade Policial.
Art. 53, § único: DIREITO DOS PAIS / RESPONSÁVEIS x CRIME DE
ABANDONO INTELECTUAL

Art. 53 ECA: Art. 55. Os pais ou responsável têm a


Parágrafo único. É obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na
direito dos pais ou rede regular de ensino.
responsáveis ter ciência CP: Art. 246 - Deixar, sem justa causa, de prover à
do processo pedagógico, instrução primária de filho em idade escolar:
bem como participar da Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou
definição das propostas multa.
educacionais.
DIREITO x DEVER
EM PROVA
(VUNESP – Juiz de Direito – MS/2015) Constitui dever do Estado assegurar à criança e ao
adolescente a educação básica obrigatória e gratuita, conforme se depreende do artigo 208,
inciso I, da Constituição Federal, com redação determinada pela EC 59/2009. Quanto ao
Direito à Educação, previsto no Capítulo IV, do Título II, do Estatuto da Criança e do
Adolescente e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, analisado à luz da norma
constitucional mencionada, assinale a alternativa correta.

a) O ensino fundamental será oferecido, diretamente, pelos Estados e Municípios, às crianças


com 6 (seis) anos de idade, com duração de 9 (nove) anos, assegurada a sua oferta gratuita,
inclusive àqueles que não tiveram acesso a ele na idade adequada.
b) Os pais e responsáveis, apesar de não participarem da definição de propostas educacionais,
terão ciência, ao início do ano letivo, do processo pedagógico.
c) A educação básica, em compasso com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional,
subdivide-se em infantil, fundamental, média, superior e complementar.
d) De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, os entes federados
(União, Estados, Distrito Federal e Municípios) não têm áreas prioritárias de atuação.
e) A finalidade precípua do direito à educação é garantir à criança e ao adolescente ingresso
no mercado de trabalho.
GABARITO COMENTADO:
LETRA (A): o item apresenta exatamente a definição
expressa no artigo 32 da Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional estando consoante ao artigo 208, IV
da CRFB/88 e ao artigo 54, IV, do ECA que delimitam a
educação infantil aos cinco anos de idade.

(B) – Na forma do artigo 53, § único do ECA, os


responsáveis legais têm direito à ciência do processo
pedagógico e à participação na definicão de propostas
educacionais.
(C) – A Educação básica compreende a educação
infantil, o ensino fundamental e o ensino médio.
(D) – Há áreas prioritárias de atuação, por exemplo,
com o Estado no ensino médio.
(E) – A finalidade precípua do direito à educação é
garantir o pleno desenvolvimento da pessoa e seu
preparo para cidadania e mercado de trabalho. Não
somente o último.
Art. 55: HOMESCHOOLING x EDUCAÇÃO REGULAR
EDUCAÇÃO
HOMESCHOOLING
REGULAR
STJ MS 7407/DF
MIN. FRANCISCO PEÇANHA A QUESTÃO DO ENEM
MARTINS
IMPOSSIBILIDADE POR NÃO
HAVER DIREITO LÍQUIDO E
CERTO

STF RE 888.815
MIN. LUIS ROBERTO
BARROSO
REPERCUSSÃO GERAL,
SUSPENSÃO NACIONAL DO
PROCESSOS. AINDA SEM
DECISÃO
EM PROVA
(UFPR – Defensor Público – PR/2014) Tem fundamento expresso em lei
federal a pretensão

a) de exigir a concessão de vaga para matricula de criança ou adolescente


na escola pública de ensino fundamental mais próxima de sua residência.
b) de recorrer ao delegado de ensino contra decisão do professor que
impõe sanção disciplinar de expulsão ao educando.
c) de reclamar matrícula na mesma escola para grupos de irmãos.
d) do adolescente em defasagem idade/série de frequentar ensino
supletivo a partir dos 14 anos de idade no período noturno.
e) de, comprovada sua superdotação, ter a criança substituída a educação
formal escolar pela educação domiciliar.
GABARITO COMENTADO:
LETRA (A): o item apresenta exatamente a definição
expressa no artigo 53, V do ECA.

(B) – O ECA garante direito de contestar critérios


avaliativos e recorrer às instâncias superiores, na forma
do artigo 53, III.
(C) – Não há previsão legal expressa nesse sentido,
embora possa fazer sentido no melhor interesse da (s)
criança (s), dependendo de situações fáticas.
(D) – Não há previsão legal expressa nesse sentido,
tampouco seria salutar o ensino noturno na idade
indicada, como regra geral.
(E) – As previsões expressas são todas em sentido diverso
e determinam a obrigatoriedade de matrícula pelos pais,
por exemplo, o artigo 55 do ECA.
EM PROVA
(Instituto Cidades – Defensor Público – AM/2011) Acerca do direito fundamental da criança e do
adolescente à educação, assinale a opção incorreta à luz da Constituição Federal, do Estatuto da
Criança e do Adolescente (ECA) e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

a) O dever do Estado com a educação será efetivado, dentre outras maneiras, mediante a garantia
de educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade,
assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade
própria.
b) De acordo com o ECA e a LDB, apesar de pais e responsáveis terem o dever de matricular seus
filhos e pupilos na rede regular de ensino, é-lhes assegurado expressamente optar por conceder,
eles próprios, a educação aos menores, desde que cumpram as normas gerais da educação
nacional e submetam-se a avaliação de qualidade pelo Poder Público.
c) A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social.
d) Supondo que, para garantir a ordem, a direção de determinada escola pública proíba seus
alunos de constituírem qualquer entidade representativa dos estudantes, nesse caso, estará
havendo violação a direito expressamente previsto no ECA.
e) É assegurado às crianças e aos adolescentes o acesso à escola pública e gratuita próxima de sua
residência.
GABARITO COMENTADO:
LETRA (B): o item não apresenta respaldo legal como
afirmado. Ao contrário, as normas são no sentido
oposto de obrigatopriedade de matrícula na rede
regular de ensino.

(A) – O item apresenta exatamente a definição


expressa no artigo 208, I dsa CRFB/88
(C) – O artigo 205, caput, da CRFB/88 prevê a
qualificação para o trabalho como função do direito
à educação.
(D) – O item está em consonância com o
determinado pelo artigo 53, IV do ECA, bem como a
Meta 19 do Plano Nacional de Educação para o
decênio 2014/2024.
(E) – O item apresenta exatamente a definição
expressa no artigo 53, V do ECA
Art. 54: DEVERES DO ESTADO
Art. 54. É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente:
I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na
idade própria;
II - progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio;
III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na
rede regular de ensino;
IV – atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a cinco anos de idade;
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a
capacidade de cada um;
VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do adolescente trabalhador;
VII - atendimento no ensino fundamental, através de programas suplementares de material
didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde.
§ 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito É DIREITO PÚBLICO SUBJETIVO.
Art. 208, VII, § 1º, CRFB/88 – Art. 5º, LDB
§ 2º O não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público ou sua oferta irregular importa
responsabilidade da autoridade competente.
§ 3º Compete ao poder público recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a
chamada e zelar, junto aos pais ou responsável, pela freqüência à escola.
Art. 54, § 1º: DIREITO PÚBLICO SUBJETIVO E A RESERVA DO POSSÍVEL
STF: ARE Nº 639.337
Direito à
MINISTRO CELSO DE MELLO
Educação: DireIto
2ª TURMA (UNÂNIME)
Público Subjetivo
Mínimo CRIANÇAS ATÉ 5 ANOS (CRECHES)
Existencial à “ESCOLHAS TRÁGICAS”
Dignidade VEDAÇÃO AO RETROCESSO
MÍNIMO EXISTENCIAL
DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA

Cláusula da
Reserva do
Possível
Poder Público
EM PROVA

(FEPESE – Promotor de Justiça – SC/2014) Analise o enunciado da questão abaixo


e assinale se ele é falso ou verdadeiro:

( ) A respeito dos direitos fundamentais das crianças na educação infantil, nos


termos de precedente do STF, a cláusula da reserva do possível – que não pode
ser invocada, pelo Poder Público, com o propósito de fraudar, de frustrar e de
inviabilizar a implementação de políticas públicas definidas na própria
Constituição – encontra insuperável limitação na garantia constitucional do
mínimo existencial, que representa, no contexto de nosso ordenamento positivo,
emanação direta do postulado da essencial dignidade da pessoa humana.
GABARITO COMENTADO:

(CERTO). No julgamento do Recurso Extraordinário


com Agravo Regimental (ARE 639337), sob relatoria do
Ministro Celso de Mello e votação unanime da
Segunda Turma tal entendimento foi consolidado
como exposto no item.
Art. 54, III: DIREITO À EDUCAÇÃO DO ESTUDANTE COM DEFICIÊNCIA

Art. 205, Art. Lei da


Decreto nº Lei Brasileira STF
208, III e Art. Integração de
6.949/09 da inclusão de
227, § 1º, II da 1989 - Decreto ADI 5.357
(Convenção) 2015
CRFB/88 3.298/99
Art. 54, III: DIREITO À EDUCAÇÃO DO ESTUDANTE COM DEFICIÊNCIA
MATRÍCULA Rede Regular
* Recusar/ Procrastinar / * Especial:
Valor Extra: Condutas Complementar /
DIREITO À EDUCAÇÃO
Típicas (Crime) Suplementar (2008)
DO ESTUDANTE COM
DEFICIÊNCIA
Preferencialmente, na
Rede Regular
* Pode ser Especial
AEE
Salas de Recursos
Multifuncionais AEE é Diferente do
Profissional de Apoio
Escolar (PAE)
Resolução nº 230/2016 OBRIGATORIEDADE
CNJ PÚBLICA E PRIVADA
AEE é Diferente do Plano
Art. 209 CRFB/88 Educacional
ADI 5.357 individualizado (PEI)
EM PROVA
(FCC/SC – Juiz de Direito – SC/2015) João, com idade para cursar a pré-escola, tem síndrome de Down e
está fora da escola. A mãe deseja matriculá-lo em escola especializada para crianças com deficiência,
mas o município não dispõe de tal equipamento na rede pública, somente na rede particular. A solução
mais adequada às regras e princípios previstos na legislação vigente:

a) reclamar do município o cumprimento da regra constitucional de criação de escolas especializadas


para crianças com deficiência em todas as etapas da educação básica, facultando-lhe a alternativa de,
não havendo demanda suficiente, arcar com os custos de tal atendimento na rede privada.
b) impor ao Município ou ao Estado (ente estadual), alternativamente, o dever de matricular a criança
em suas redes regulares de ensino, contratando, se necessário com apoio financeiro da União, professor
especializado em educação de crianças com Síndrome de Down para atender João e garantir a ele, o
aporte educacional diferenciado a que faz jus.
c) impor ao ente estadual a obrigação de atender a criança, já que, por força de lei, é dele o dever de
criar classes especiais para criança e adolescentes com deficiência em sua rede de ensino.
d) orientar a mãe de que o direito a vaga em escola especializada é restrito ao ensino fundamental e
médio, devendo contentar-se, até que a criança complete 7 (sete) anos, com o atendimento pré-escolar
em escola pública regular destinada a crianças sem deficiência.
e) orientar a mãe a promover a matrícula da criança em pré-escola do município e aceitar a inclusão do
filho em sala de aula, junto com crianças sem deficiência, zelando para que João, não obstante, receba
atenção adequada às suas necessidades pedagógicas especiais.
GABARITO COMENTADO:
LETRA (E): o item apresenta em sintonia com a Lei Brasileira da Inclusão
(Estatuto da Pessoa com Deficiência), a Lei da Integração da Pessoa com
Deficiência de 1989, com o ECA, a Constituição da República Federal de 1988 e
com o Decreto nº 6.949/09 que goza de status de Emenda Constitucional.

(A) – Não há tal regra constitucional, inclusive desde 2008, a escola especial
deixou de ser substitutiva para ser complementar ou suplementar e a matrícula
na rede regular se tornou obrigatória.
(B) –Não há possibilidade de prestação alternativa, a prestação é de efetivar a
matricula na rede regular, inclusive, a negativa de matrícula é conduta típica
prevista como crime na Lei Federal nº 7.853/89, Art. 8º, inciso I. Quanto ao
profissional de apoio escolar, o Estado tem o dever de ofertar o profisisonal de
apoio se for necessário para atender suas necessidades educacionais especificas,
na forma do artigo 28, XVII da Lei Brasileria da Inclusõa (lei federal, nº
13.146/2015).
(C) – Não há o dever de criar classes especiais. Embora as mesmas ainda existam
na rede, o Plano Nacional de Educação prevê a gradativa redução e transferência
do estudantes para rede regular de ensino com atuação na sala de recurso
especiais para necessidades educacionais específicas.
(D) – A regra apresentada no item não existe.
Art. 54, I e VI: DIREITO À
Art. 227, § 2º, III:
EDUCAÇÃO Garantia de Acesso
ao Trabalhador
Adolescente e Jovem
à Escola
ADOLESCENTE E JOVEM
TRABALHADOR
Art. 54, I (ECA) Art. 36-A (LDB),
Art. 54, VI (ECA) c/c Artigo 60 e ss
Art. 4º, VII (LDB) (ECA)

Arts. 37 e 38 (LDB)
Ensino Noturno
Educação de
Regular ao Educação Técnico-
Jovens e Adultos
Adolescente Profissional
(que forem
Trabalhador
trabalhador)

Aos que não tiveram


acesso ou
continuidade no
ensino fundamental e
médio na idade
própria
Art. 54, VII: DEVERES SUPLEMENTARES DO ESTADO CONEXOS À EDUCAÇÃO
Art. 54, VII, ECA:
DEVERES
SUPLEMENTARES
DO ESTADO

MATERIAL
DIDÁTICO
Constituição da República de 1988
Art. 208, VII: toda educação básica

TRANSPORTE Lei Federal nº 11.947/2009


ATENDIMENTO DA ALIMENTAÇÃO ESCOLAR
PARA EDUCAÇÃO BÁSICA

ALIMENTAÇÃO Lei Federal nº 10.880/2004


TRANSPORTE ESCOLAR PARA ESTUDANTES DA REDE
BÁSICA RESIDENTES EM ÁREA RURAL

ASSISTÊNCIA À Decreto Federal nº 9.099/2017


SAÚDE PROGRAMA NACIONAL DO LIVRO E MATERIAL DIDÁTICO
PARA REDE PÚBLICA DE EDUCAÇÃO BÁSICA
EM PROVA
(FCC – Juiz de Direito – CE/2014) É garantia da educação escolar pública, segundo
a Lei de Diretrizes e Bases da Educação,

a) o acesso até o ensino fundamental como direito público subjetivo.


b) o acesso público e gratuito exclusivamente ao ensino fundamental, àqueles que
não concluíram em idade própria.
c) o atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com
deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou
superdotação, preferencialmente na rede regular de ensino.
d) a educação infantil gratuita às crianças de até 6 (seis) anos de idade.
e) o atendimento ao educando, no ensino fundamental, por meio de programas
suplementares de material didático escolar, transporte, alimentaçãoo e assistência
à saúde.
GABARITO COMENTADO:
LETRA (C): o item apresenta equiparação com o disposto na
Constituição Federal de 1988, no Estatuto da Criança e do
Adolescente (ECA – lei federal nº 8.069/1990), na Lei de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional (LDB – lei federal nº 9.394/1996) e na
Lei Brasileira da Inclusão (LBI – lei federal nº 13.146/2015).

(A) – Incorreta porque a garantia é em toda educação básica


(infantil, fundamental e médio).
(B) – Incorreta porque a garantia é também para o ensino médio.
(D) – Incorreta porque a educação infantil é até os cinco anos.
(E) – Incorreta porque a garantia é em toda educação básica
(infantil, fundamental e médio).
Art. 56: DEVER DE COMUNICAÇÃO DA ESCOLA AO CONSELHO TUTELAR
I - Maus-
Tratos
envolvendo
seus Alunos

Dever de
Comunicação
dos Dirigentes
Escolares ao
Conselho
Tutelar (Art. II - Reiteração
56, ECA) de Faltas
III - Elevados Injustificadas e
Níveis de Evasão Escolar
Repetência (Esgotados
Recursos
Escolares)
EM PROVA
(FCC – Juiz Substituto – PE/2011) Considere as seguintes afirmações:

I. O Estado assegurará ensino fundamental, obrigatório e gratuito, desde que a criança se encontre na
idade própria.
II. Será oferecido o ensino fundamental pelo Poder Público, cuja omissão ou oferta irregular importa
responsabilidade da autoridade competente.
III. Os dirigentes de estabelecimento de ensino fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar os casos
de maus-tratos envolvendo seus alunos e os de elevados níveis de repetência.
IV. O atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência se dará preferencialmente
em estabelecimentos também especializados fora da rede regular de ensino.
V. No processo educacional respeitar-se-ão os valores culturais, artísticos e históricos próprios do
contexto social da criança.

Para assegurar o direito à educação da criança são corretas as afirmações

a) I, II e III.
b) I, III e V.
c) II, III e IV.
d) II, III e V.
e) III, IV e V.
GABARITO COMENTADO:
LETRA (D): Estão corretos os itens II, III e V
I –O ensino é garantido, mesmo que a criança
não esteja na idade própria.
II – Correto, na forma do artigo 54, § 1º e § 2º
do ECA.
III – Correto, na forma do artigo 56 do ECA.
IV – Incorreto, o Atendimento deve ser
preferencialmente na rede regular de ensino.
V – Correto e consoante ao disposto nos
diversos diplomas sobre direitos da criança e
do adolescente, em especial, artigo 58 do ECA.
Art. 57: ENSINO FUNDAMENTAL OBRIGATÓRIO E AÇÕES DE INSERÇÃO

CALENDÁRIO

SERIAÇÃO

ESTÍMULO PARA
PODER PÚBLICO PESQUISA,
EXPERIÊNCIAS E
CURRÍCULO
(Art. 57)
NOVAS PROPOSTAS

OBJETIVO: INSERIR METODOLOGIA


CRIANÇAS E
ADOLESCENTES
EXCLUÍDOS DO
ENSINO
FUNDAMENTAL AVALIAÇÃO
(OBRIGATÓRIO)
Art. 58: DIREITO À CULTURA E VALORES NO PROCESSO EDUCACIONAL

Art. 58. No processo educacional respeitar-se-ão os valores culturais,


artísticos e históricos próprios do contexto social da criança e do
adolescente, garantindo-se a estes a liberdade da criação e o acesso
às fontes de cultura.

Art. 59: OBRIGAÇÃO DOS MUNICÍPIOS AO EFETIVAR OS DIREITOS


Á CULTURA, AO ESPORTE E AO LAZER

Art. 59. Os municípios, com apoio dos estados e da União, estimularão


e facilitarão a destinação de recursos e espaços para programações
culturais, esportivas e de lazer voltadas para a infância e a juventude.