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ABNT NBR 6118:2014

6.4.2 Nos projetos das estruturas correntes, a agressividade ambiental deve ser classificada de acor-
do com o apresentado na Tabela 6.1 e pode ser avaliada, simplificadamente, segundo as condições
de exposição da estrutura ou de suas partes.

Tabela 6.1 – Classes de agressividade ambiental (CAA)


Classe de Risco de
Classificação geral do tipo de
$UTXLYRGHLPSUHVVmRJHUDGRHPGHXVRH[FOXVLYRGH$5785&$'$12/,9(,5$>@

agressividade Agressividade deterioração da


ambiente para efeito de projeto
ambiental estrutura
Rural
I Fraca Insignificante
)
Submersa


II Moderada Urbana a, b Pequeno


!

Marinha a
&

III Forte Grande




Industrial a, b
!

Industrial a, c

IV Muito forte Elevado




Respingos de maré


"

'
a Pode-se admitir um microclima com uma classe de agressividade mais branda (uma classe acima) para


&


ambientes internos secos (salas, dormitórios, banheiros, cozinhas e áreas de serviço de apartamentos
%

residenciais e conjuntos comerciais ou ambientes com concreto revestido com argamassa e pintura).
b Pode-se admitir uma classe de agressividade mais branda (uma classe acima) em obras em regiões

"
de clima seco, com umidade média relativa do ar menor ou igual a 65 %, partes da estrutura protegidas
!

de chuva em ambientes predominantemente secos ou regiões onde raramente chove.


c
!

Ambientes quimicamente agressivos, tanques industriais, galvanoplastia, branqueamento em indús-




trias de celulose e papel, armazéns de fertilizantes, indústrias químicas.




6.4.3 O responsável pelo projeto estrutural, de posse de dados relativos ao ambiente em que será
 




construída a estrutura, pode considerar classificação mais agressiva que a estabelecida na Tabela 6.1.


7 Critérios de projeto que visam a durabilidade




7.1 Simbologia específica desta seção


 

De forma a simplificar a compreensão e, portanto, a aplicação dos conceitos estabelecidos nesta




Seção, os símbolos mais utilizados, ou que poderiam gerar dúvidas, encontram-se a seguir definidos.


A simbologia apresentada nesta seção segue a mesma orientação estabelecida na Seção 4. Dessa
forma, os símbolos subscritos têm o mesmo significado que os apresentados em 4.3.




cmin – cobrimento mínimo

cnom – cobrimento nominal (cobrimento mínimo acrescido da tolerância de execução)







UR – umidade relativa do ar





∆c – tolerância de execução para o cobrimento
 

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Tabela 7.2 – Correspondência entre a classe de agressividade ambiental e


o cobrimento nominal para ∆c = 10 mm
Classe de agressividade ambiental (Tabela 6.1)

Componente ou I II III IV c
Tipo de estrutura
elemento
Cobrimento nominal
$UTXLYRGHLPSUHVVmRJHUDGRHPGHXVRH[FOXVLYRGH$5785&$'$12/,9(,5$>@

mm
Laje b 20 25 35 45
Viga/pilar 25 30 40 50
Concreto armado
)

Elementos
estruturais em 30 40 50


&

contato com o solo d




Laje 25 30 40 50

Concreto

protendido a


Viga/pilar 30 35 45 55


a
"

'

Cobrimento nominal da bainha ou dos fios, cabos e cordoalhas. O cobrimento da armadura passiva deve
respeitar os cobrimentos para concreto armado.


&

b Para a face superior de lajes e vigas que serão revestidas com argamassa de contrapiso, com revestimentos
finais secos tipo carpete e madeira, com argamassa de revestimento e acabamento, como pisos de

elevado desempenho, pisos cerâmicos, pisos asfálticos e outros, as exigências desta Tabela podem ser
$

substituídas pelas de 7.4.7.5, respeitado um cobrimento nominal ≥ 15 mm.


"

c Nas superfícies expostas a ambientes agressivos, como reservatórios, estações de tratamento de água e
!

esgoto, condutos de esgoto, canaletas de efluentes e outras obras em ambientes química e intensamente


agressivos, devem ser atendidos os cobrimentos da classe de agressividade IV.




d No trecho dos pilares em contato com o solo junto aos elementos de fundação, a armadura deve ter
 




cobrimento nominal ≥ 45 mm.





Para concretos de classe de resistência superior ao mínimo exigido, os cobrimentos definidos
na Tabela 7.2 podem ser reduzidos em até 5 mm.


7.4.7.7 No caso de elementos estruturais pré-fabricados, os valores relativos ao cobrimento das




 

armaduras (Tabela 7.2) devem seguir o disposto na ABNT NBR 9062.




7.5 Detalhamento das armaduras





7.5.1 As barras devem ser dispostas dentro do componente ou elemento estrutural, de modo a per-


mitir e facilitar a boa qualidade das operações de lançamento e adensamento do concreto.




7.5.2 Para garantir um bom adensamento, é necessário prever no detalhamento da disposição das



armaduras espaço suficiente para entrada da agulha do vibrador.


7.6 Controle da fissuração







7.6.1 O risco e a evolução da corrosão do aço na região das fissuras de flexão transversais à arma-

dura principal dependem essencialmente da qualidade e da espessura do concreto de cobrimento da







armadura. Aberturas características limites de fissuras na superfície do concreto, dadas em 13.4.2, em


componentes ou elementos de concreto armado, são satisfatórias para as exigências de durabilidade.
 

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Essa verificação pode ser feita calculando-se a máxima tensão de tração do concreto no estádio I
(concreto não fissurado e comportamento elástico linear dos materiais).

17.3.5 Armaduras longitudinais máximas e mínimas

17.3.5.1 Princípios básicos


$UTXLYRGHLPSUHVVmRJHUDGRHPGHXVRH[FOXVLYRGH$5785&$'$12/,9(,5$>@

A ruptura frágil das seções transversais, quando da formação da primeira fissura, deve ser evitada
considerando-se, para o cálculo das armaduras, um momento mínimo dado pelo valor correspondente
ao que produziria a ruptura da seção de concreto simples, supondo que a resistência à tração
do concreto seja dada por fctk,sup, devendo também obedecer às condições relativas ao controle
y

n
da abertura de fissuras dadas em 17.3.3.
q

A especificação de valores máximos para as armaduras decorre da necessidade de se assegurar


o

condições de dutilidade e de se respeitar o campo de validade dos ensaios que deram origem às
j

prescrições de funcionamento do conjunto aço-concreto.


q

17.3.5.2 Valores-limites para armaduras longitudinais de vigas


W

17.3.5.2.1 Armadura de tração


r

A armadura mínima de tração, em elementos estruturais armados ou protendidos deve ser determi-
n

nada pelo dimensionamento da seção a um momento fletor mínimo dado pela expressão a seguir,
\

respeitada a taxa mínima absoluta de 0,15 %:


t

Md,mín = 0,8W0 fctk,sup


q

onde
k l

é o módulo de resistência da seção transversal bruta de concreto, relativo à fibra mais


m

k l

W0
tracionada;
j

fctk,sup é a resistência característica superior do concreto à tração (ver 8.2.5).


_

Alternativamente, a armadura mínima pode ser considerada atendida se forem respeitadas as taxas
d

f g

mínimas de armadura da Tabela 17.3.


a

Tabela 17.3 –Taxas mínimas de armadura de flexão para vigas


e

Z ^

\ ]

R
Q

T
V

U V

P Q

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— kc = 0,4 para flexão simples;

— kc = 0,4 para as nervuras de elementos estruturais protendidos ou sob flexão composta, em


seções vazadas (celular ou caixão);

— kc = 0,8 para a mesa tracionada de elementos estruturais protendidos ou sob flexão composta,
em seções vazadas (celular ou caixão);
$UTXLYRGHLPSUHVVmRJHUDGRHPGHXVRH[FOXVLYRGH$5785&$'$12/,9(,5$>@

— o valor de kc pode ser interpolado entre 0,4 (correspondente ao caso de flexão simples)
e zero, quando a altura da zona tracionada, calculada no estádio II sob os esforços que
conduzem ao início da fissuração, não exceder o menor dos dois valores: h/2 e 0,5 m.
y

17.3.5.2.3 Armadura de pele


n

A mínima armadura lateral deve ser 0,10 % Ac,alma em cada face da alma da viga e composta por
j

barras de CA-50 ou CA-60, com espaçamento não maior que 20 cm e devidamente ancorada nos
q

apoios, respeitado o disposto em 17.3.3.2, não sendo necessária uma armadura superior a 5 cm2/m
Z

por face.
W

Em vigas com altura igual ou inferior a 60 cm, pode ser dispensada a utilização da armadura de pele.
r

As armaduras principais de tração e de compressão não podem ser computadas no cálculo da


n

armadura de pele.
\

17.3.5.2.4 Armaduras de tração e de compressão


r

A soma das armaduras de tração e de compressão (As + As’) não pode ter valor maior que 4 % Ac,
j

calculada na região fora da zona de emendas, devendo ser garantidas as condições de dutilidade
requeridas em 14.6.4.3.
k l

k l

17.3.5.3 Valores-limites para armaduras longitudinais de pilares


j

17.3.5.3.1 Valores mínimos


_

A armadura longitudinal mínima deve ser:


d

f g

a
As,mín = (0,15 Nd/fyd) ≥ 0,004 Ac
e

17.3.5.3.2 Valores máximos


_

As,máx = 0,08 Ac
P

A máxima armadura permitida em pilares deve considerar inclusive a sobreposição de armadura exis-
_

\
Z

]
^

tente em regiões de emenda, devendo ser também respeitado o disposto em 18.4.2.2.


Y

17.4 Elementos lineares sujeitos à força cortante - Estado-limite último


U

R
Q

17.4.1 Hipóteses básicas


X

T
V

As prescrições a seguir aplicam-se a elementos lineares armados ou protendidos, submetidos a forças


cortantes, eventualmente combinadas com outros esforços solicitantes.
U V

P Q

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Não se aplicam a elementos de volume, lajes, vigas-parede e consolos curtos, que são tratados em
outras Seções desta Norma.

As condições fixadas por esta Norma para elementos lineares admitem dois modelos de cálculo
que pressupõem a analogia com modelo em treliça, de banzos paralelos, associado a mecanismos
resistentes complementares desenvolvidos no interior do elemento estrutural e traduzidos por uma
componente adicional Vc.
$UTXLYRGHLPSUHVVmRJHUDGRHPGHXVRH[FOXVLYRGH$5785&$'$12/,9(,5$>@

17.4.1.1 Condições gerais

17.4.1.1.1 Todos os elementos lineares submetidos a força cortante, com exceção dos casos indi-
£
cados em 17.4.1.1.2, devem conter armadura transversal mínima constituída por estribos, com taxa
geométrica:
˜

Asw fct,m
™

ρsw = ≥ 0, 2
bw s senα fywk
›

onde
|

é a área da seção transversal dos estribos;


œ

¡
Asw
—

é o espaçamento dos estribos, medido segundo o eixo longitudinal do elemento estrutural;


˜

Ÿ
„

s
†

α é a inclinação dos estribos em relação ao eixo longitudinal do elemento estrutural;


|

”
ˆ

bw é a largura média da alma, medida ao longo da altura útil da seção, respeitada a restrição
indicada em 17.4.1.1.2;
”

”
–

fywk é a resistência característica ao escoamento do aço da armadura transversal;


—

• –

fct,m é dado em 8.2.5.


”

17.4.1.1.2 São exceção ao descrito em 17.4.1.1.1:


‰


Ž

‘
a) os elementos estruturais lineares com bw > 5 d (em que d é a altura útil da seção), caso que deve
‹

Œ
ser tratado como laje (ver 19.4);
Š

b) as nervuras de lajes nervuradas, descritas em 13.2.4.2-a) e b), que também podem ser verificadas
‹

como lajes. Nesse caso deve ser tomada como base a soma das larguras das nervuras no trecho
‰

considerado, podendo ser dispensada a armadura transversal, quando atendido o disposto


z

Œ
em 19.4.1;
‹

c) os pilares e elementos lineares de fundação submetidos predominantemente à compressão, que


„ ˆ

atendam simultaneamente, na combinação mais desfavorável das ações em estado-limite último,


calculada a seção em estádio I, às condições seguintes:
† ‡

|
{

ƒ
— em nenhum ponto deve ser ultrapassada a tensão fctk;
‚

— VSd ≤ Vc, sendo Vc definido em 17.4.2.2.




~
€

Nesse caso, a armadura transversal mínima é a definida na Seção 18.


 €

z {

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βc é o ângulo entre o banzo de compressão e o eixo longitudinal do elemento estrutural;

βt é o ângulo entre a armadura de tração e o eixo longitudinal do elemento estrutural;

θ é o ângulo de inclinação das bielas de compressão consideradas no dimensionamento à


força cortante;
$UTXLYRGHLPSUHVVmRJHUDGRHPGHXVRH[FOXVLYRGH$5785&$'$12/,9(,5$>@

z é o braço de alavanca das forças resultantes internas.

Os sinais de βc e βt devem ser obtidos considerando o sentido das forças finais de compressão e de
tração da flexão com a força cortante concomitante.

A expressão acima considera a redução da força de compressão na flexão quando existe força cortante
£

concomitante.
”

17.4.2 Verificação do estado-limite último


™

17.4.2.1 Cálculo da resistência


|

A resistência do elemento estrutural, em uma determinada seção transversal, deve ser considerada
œ

satisfatória, quando verificadas simultaneamente as seguintes condições:


¡

VSd ≤ VRd2
Ÿ

VSd ≤ VRd3 = Vc + Vsw




onde
”

é a força cortante solicitante de cálculo, na seção;


˜

”
–

VSd
—

é a força cortante resistente de cálculo, relativa à ruína das diagonais comprimidas


• –

VRd2
Š


ˆ

de concreto, de acordo com os modelos indicados em 17.4.2.2 ou 17.4.2.3;


‰

’
VRd3 = Vc + Vsw é a força cortante resistente de cálculo, relativa à ruína por tração diagonal, onde
Ž

Vc é a parcela de força cortante absorvida por mecanismos complementares ao


da treliça e Vsw a parcela resistida pela armadura transversal, de acordo com os
 ‘

modelos indicados em 17.4.2.2 ou 17.4.2.3.


Œ

Na região dos apoios, os cálculos devem considerar as forças cortantes agentes nas respectivas
‰

‰
faces, levando em conta as reduções prescritas em 17.4.1.2.1.
z

17.4.2.2 Modelo de cálculo I


Œ

„ ˆ

O modelo I admite diagonais de compressão inclinadas de θ = 45° em relação ao eixo longitudinal


do elemento estrutural e admite ainda que a parcela complementar Vc tenha valor constante,
† ‡

independentemente de VSd.


|
{

a) verificação da compressão diagonal do concreto:


ƒ

VRd2 = 0,27 αv2 fcd bw d


~
€

 €

z {

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onde

αv2 = (1 − fck / 250) e fck, expresso em megapascal (MPa);

b) cálculo da armadura transversal:

VRd3 = Vc +Vsw
$UTXLYRGHLPSUHVVmRJHUDGRHPGHXVRH[FOXVLYRGH$5785&$'$12/,9(,5$>@

onde

Vsw = (Asw / s) 0,9 d fywd (sen α + cos α)

˜
Vc = 0 nos elementos estruturais tracionados quando a linha neutra se situa fora da seção;
›

Vc = Vc0 na flexão simples e na flexo-tração com a linha neutra cortando a seção;


”

Vc = Vc0 (1+ Mo / MSd,máx ) ≤ 2Vc0 na flexo-compressão


š

Vc0 = 0,6 fctd bw d


ƒ

œ
fctd = fctk,inf/γc
›

onde
—

bw é a menor largura da seção, compreendida ao longo da altura útil d; entretanto, no caso


Ÿ

de elementos estruturais protendidos, quando existirem bainhas injetadas com diâmetro


|

›
φ > bw/8, a largura resistente a considerar deve ser (bw – 1/2Σφ), na posição da alma em que
›

”
ˆ

essa diferença seja mais desfavorável, com exceção do nível que define o banzo tracionado
da viga;
”

é a altura útil da seção, igual à distância da borda comprimida ao centro de gravidade da


˜

• –

d
armadura de tração; entretanto no caso de elementos estruturais protendidos com cabos
”

• –

distribuídos ao longo da altura, d não precisa ser tomado com valor menor que 0,8h, desde
”

que exista armadura junto à face tracionada, de forma a satisfazer o descrito em 17.4.1.2.2;
Š

’
s é o espaçamento entre elementos da armadura transversal Asw, medido segundo o eixo

Ž

‘
longitudinal do elemento estrutural;
‹

fywd é a tensão na armadura transversal passiva, limitada ao valor fyd no caso de estribos
Œ


e a 70 % desse valor no caso de barras dobradas, não se tomando, para ambos os casos,
‰

Ž
valores superiores a 435 MPa; entretanto, no caso de armaduras transversais ativas,
o acréscimo de tensão devida à força cortante não pode ultrapassar a diferença entre fpyd e


a tensão de protensão, nem ser superior a 435 MPa;


‰

α é o ângulo de inclinação da armadura transversal em relação ao eixo longitudinal do elemento


Š

„ ˆ
estrutural, podendo-se tomar 45° ≤ α ≤ 90°;
† ‡

M0 é o valor do momento fletor que anula a tensão normal de compressão na borda da


‚

|
{

seção (tracionada por Md,máx), provocada pelas forças normais de diversas origens
concomitantes com VSd, sendo essa tensão calculada com valores de γf e γp iguais a 1,0
„

e 0,9, respectivamente; os momentos correspondentes a essas forças normais não podem


ser considerados no cálculo dessa tensão, pois são considerados em MSd; devem ser
~
€

 €

}
considerados apenas os momentos isostáticos de protensão;
|

z {

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MSd,máx é o momento fletor de cálculo máximo no trecho em análise, que pode ser tomado
como o de maior valor no semitramo considerado (para esse cálculo não se consideram
os momentos isostáticos de protensão, apenas os hiperestáticos);

c) decalagem do diagrama de força no banzo tracionado:

Quando a armadura longitudinal de tração for determinada através do equilíbrio de esforços na seção
$UTXLYRGHLPSUHVVmRJHUDGRHPGHXVRH[FOXVLYRGH$5785&$'$12/,9(,5$>@

normal ao eixo do elemento estrutural, os efeitos provocados pela fissuração oblíqua podem ser subs-
tituídos no cálculo pela decalagem do diagrama de força no banzo tracionado, dada pela expressão:
 VSd,máx 
al = d  (1 + cotg α ) − cotg α  ≤ d
 2 (VSd,máx − Vc ) 
£

onde
›

al = d, para | Vsd,máx | ≤ |Vc|


”

al ≥ 0,5 d, no caso geral;


„

Ž
}

al ≥ 0,2 d, para estribos inclinados a 45°.


œ

Essa decalagem pode ser substituída, aproximadamente, pela correspondente decalagem do diagrama
›

de momentos fletores.
 

A decalagem do diagrama de força no banzo tracionado pode também ser obtida simplesmente
†

œ
empregando a força de tração, em cada seção, dada pela expressão:
›

M 1 MSd,máx
FSd,cor =  Sd + VSd (cotg θ − cotg α )  ≤
›

 z 2 z
”

onde
• –

• –

MSd,máx é o momento fletor de cálculo máximo no trecho em análise


”

“
17.4.2.3 Modelo de cálculo II
Š

O modelo II admite diagonais de compressão inclinadas de θ em relação ao eixo longitudinal do


’

elemento estrutural, com θ variável livremente entre 30° e 45°. Admite ainda que a parcela complementar
 ‘

Vc sofra redução com o aumento de VSd.


Œ

a) verificação da compressão diagonal do concreto:




VRd2 = 0,54 αv2 fcd bw d sen2 θ (cotg α + cotg θ)


z

com: αv2 = (1– fck/250) e fck, em megapascal.


‹

†
„

‡
ˆ

b) cálculo da armadura transversal:


ƒ

VRd3 = Vc +Vsw


|
{

onde
ƒ

~
€


Vsw = (Asw / s) 0,9 d fywd (cotg α + cotg θ) sen α;
 €

Vc = 0, em elementos estruturais tracionados quando a linha neutra se situa fora da seção;


}

z {

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Vc = Vc1, na flexão simples e na flexo-tração com a linha neutra cortando a seção;

Vc = Vc1 (1+ M0 / MSd,máx) < 2Vc1 na flexo-compressão, com:

Vc1 = Vc0 quando VSd ≤ Vc0

Vc1 = 0 quando VSd = VRd2 , interpolando-se linearmente para valores intermediários.


$UTXLYRGHLPSUHVVmRJHUDGRHPGHXVRH[FOXVLYRGH$5785&$'$12/,9(,5$>@

São mantidas a notação e as limitações definidas em 17.4.2.2;

c) deslocamento do diagrama de momentos fletores:

Se forem mantidas as condições estabelecidas em 17.4.2.2-c), o deslocamento do diagrama de mo-


£

mentos fletores, aplicando o processo descrito nesta Seção, deve ser:


›

al = 0, 5 d (cotg θ − cotg α )
”

onde
ƒ

al ≥ 0,5 d, no caso geral;


}

al ≥ 0,2 d, para estribos inclinados a 45°.


¡

Ÿ
Permanece válida para o modelo II a alternativa para a obtenção da força de tração dada em 17.4.2.2-c).
|

17.5 Elementos lineares sujeitos à torção − Estado-limite último




17.5.1 Torção uniforme


”

17.5.1.1 Generalidades
˜

• –

As condições fixadas por esta Norma pressupõem um modelo resistente constituído por treliça espacial,
• –

definida a partir de um elemento estrutural de seção vazada equivalente ao elemento estrutural


a dimensionar.


As diagonais de compressão dessa treliça, formada por elementos de concreto, têm inclinação que
’

 ‘

‹
pode ser arbitrada pelo projeto no intervalo 30° ≤ θ ≤ 45°.
Œ

17.5.1.2 Condições gerais


Š

Sempre que a torção for necessária ao equilíbrio do elemento estrutural, deve existir armadura
Ž

z
destinada a resistir aos esforços de tração oriundos da torção. Essa armadura deve ser constituída por
estribos verticais periféricos normais ao eixo do elemento estrutural e barras longitudinais distribuídas
Œ

ao longo do perímetro da seção resistente, calculada de acordo com as prescrições desta Seção
Š

„ ˆ
e com a taxa geométrica mínima dada pela expressão:
† ‡

Asl 
ρsl =


|
{

heue  fctm
 ≥ 0, 2 , com fywk ≤ 500 MPa
„

Asw  fywk
ρsw =
bw s 


~
€

 €

z {

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Quando a torção não for necessária ao equilíbrio, caso da torção de compatibilidade, é possível
desprezá-la, desde que o elemento estrutural tenha a capacidade adequada de adaptação plástica
e que todos os outros esforços sejam calculados sem considerar os efeitos por ela provocados.
Em regiões onde o comprimento do elemento sujeito a torção seja menor ou igual a 2 h, para garantir
um nível razoável de capacidade de adaptação plástica, deve-se respeitar a armadura mínima
de torção e limitar a força cortante, tal que: Vsd ≤ 0,7 VRd2.
$UTXLYRGHLPSUHVVmRJHUDGRHPGHXVRH[FOXVLYRGH$5785&$'$12/,9(,5$>@

17.5.1.3 Resistência do elemento estrutural − Torção pura

Admite-se satisfeita a resistência do elemento estrutural, em uma dada seção, quando se verificarem
simultaneamente as seguintes condições:
£

TSd ≤ TRd,2
˜

TSd ≤ TRd,3
”

TSd ≤ TRd,4
„

onde
}

˜
TRd,2 representa o limite dado pela resistência das diagonais comprimidas de concreto;
„

TRd,3 representa o limite definido pela parcela resistida pelos estribos normais ao eixo do
Ÿ

elemento estrutural;
|

”
ˆ

TRd,4 representa o limite definido pela parcela resistida pelas barras longitudinais, paralelas
ao eixo do elemento estrutural.
”

”
–

17.5.1.4 Geometria da seção resistente


—

• –

17.5.1.4.1 Seções poligonais convexas cheias


”

A seção vazada equivalente se define a partir da seção cheia com espessura da parede equivalente
‰

he dada por:
Š

A
 ‘

he ≤
‹

Š
u
‹

h e ≥ 2 c1
‰

onde
‰

A é a área da seção cheia;


„ ˆ

u é o perímetro da seção cheia;


† ‡

c1 é a distância entre o eixo da barra longitudinal do canto e a face lateral do elemento estrutural.
|
{

Caso A/u resulte menor que 2c1, pode-se adotar he = A/u ≤ bw − 2c1 e a superfície média da seção
celular equivalente Ae definida pelos eixos das armaduras do canto (respeitando o cobrimento exigido
~
€

nos estribos).
 €

z {

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17.5.1.4.2 Seção composta de retângulos

O momento de torção total deve ser distribuído entre os retângulos conforme sua rigidez elástica
linear. Cada retângulo deve ser verificado isoladamente com a seção vazada equivalente definida em
17.5.1.4.1. Assim, o momento de torção TSdi que cabe ao retângulo i é dado por:
a i3 b i
TSdi = TSd
$UTXLYRGHLPSUHVVmRJHUDGRHPGHXVRH[FOXVLYRGH$5785&$'$12/,9(,5$>@

Σa i3 b i
onde

a i representa os lados menores dos retângulos;


£

™
b i representa os lados maiores dos retângulos.
š

17.5.1.4.3 Seções vazadas


”

Deve ser considerada a menor espessura de parede entre:


¢

— a espessura real da parede;


~

— a espessura equivalente calculada supondo a seção cheia de mesmo contorno externo da seção
›

vazada.
 

17.5.1.5 Verificação da compressão diagonal do concreto


†

A resistência decorrente das diagonais comprimidas de concreto deve ser obtida por:
œ

TRd2 = 0,50 αv2 fcd Ae he sen 2 θ


”

onde
˜

• –

αv2 = 1 − fck / 250, com fck, expresso em megapascal (MPa).


• –

onde


Ž
θ é o ângulo de inclinação das diagonais de concreto, arbitrado no intervalo 30° ≤ θ ≤ 45°;
 ‘

Ae é a área limitada pela linha média da parede da seção vazada, real ou equivalente, incluindo
‹

‹
a parte vazada;


he é a espessura equivalente da parede da seção vazada, real ou equivalente, no ponto


‰

considerado.
z

17.5.1.6 Cálculo das armaduras


Œ

„ ˆ
Devem ser consideradas efetivas as armaduras contidas na área correspondente à parede equivalente,
† ‡

‚
sendo que:


|
{

a) a resistência decorrente dos estribos normais ao eixo do elemento estrutural é dada pela
expressão:
„

~
€


TRd3 = (A90 / s) fywd 2Ae cotg θ
 €

z {

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ABNT NBR 6118:2014

onde

fywd é o valor de cálculo da resistência ao escoamento do aço da armadura passiva, limitada


a 435 MPa;

b) a resistência decorrente das armaduras longitudinais é dada pela expressão:


TRd4 = ( Asl ue ) 2 Ae fywd tg θ
$UTXLYRGHLPSUHVVmRJHUDGRHPGHXVRH[FOXVLYRGH$5785&$'$12/,9(,5$>@

onde

∆Asl é a soma das áreas das seções das barras longitudinais;


£

ue é o perímetro de Ae.
›

A armadura longitudinal de torção, de área total∆Asl, pode ter arranjo distribuído ou concentrado,
š

ƒ
mantendo-se obrigatoriamente constante a relação ∆Asl/∆u, onde ∆u é o trecho de perímetro,
da seção efetiva, correspondente a cada barra ou feixe de barras de área ∆Asl.
ƒ

Nas seções poligonais, em cada vértice dos estribos de torção, deve ser colocada pelo menos uma
barra longitudinal.
›

17.5.2 Torção em perfis abertos de parede fina


„

17.5.2.1 Generalidades
ž

Quando o elemento estrutural sob torção puder ser assimilado a um perfil aberto de parede fina,
›

o projeto deve contemplar, além da torção uniforme, também os efeitos da flexo-torção.


”

17.5.2.2 Considerações gerais


• –

• –

No caso geral, a torção uniforme e a flexo-torção manifestam-se de forma compatibilizada, dividindo


”

entre si o carregamento externo de forma variável ao longo do elemento estrutural. Considerando


ˆ

Š
a boa capacidade de adaptação plástica dos elementos estruturais à torção, permite-se desprezar um
’

Ž
desses mecanismos, desde que o considerado não tenha rigidez menor que o desprezado.
 ‘

Os valores de rigidez devem ser calculados considerando-se os efeitos da fissuração, podendo ser
‹

adotado 0,15 da rigidez elástica no caso da torção uniforme e 0,50 no caso da flexo-torção.
Š

z
17.5.2.3 Rigidez à flexo-torção
‰

Na falta de cálculo mais preciso, quando o perfil possuir paredes opostas paralelas ou aproxi-
z

madamente paralelas (caso de perfis I, C, Z, U e análogos), as quais possam resistir por flexão
‹

diferenciada à solicitação de flexo-torção, a rigidez estrutural desse perfil, medida, por exemplo,
‰

pelo coeficiente de mola, em quilonewtons metro por radiano (kNm/rad), pode ser calculada pela
„ ˆ

† ‡

expressão (ver Figura 17.4):


ƒ

|
{

r = T/θ
„

sendo


~
€

θ = (a1 + a2) / z
 €

z {

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ABNT NBR 6118:2014

O valor ∆FRd,mín é o menor entre as duas paredes consideradas.

17.6 Estado-limite de fissuração inclinada da alma − Força cortante e torção

Usualmente, não é necessário verificar a fissuração diagonal da alma de elementos estruturais de


concreto. Em casos especiais, em que isso seja considerado importante, deve-se limitar o espaçamento
da armadura transversal a 15 cm.
$UTXLYRGHLPSUHVVmRJHUDGRHPGHXVRH[FOXVLYRGH$5785&$'$12/,9(,5$>@

17.7 Solicitações combinadas

17.7.1 Flexão e torção


£

17.7.1.1 Generalidades
˜

Nos elementos estruturais submetidos a torção e a flexão simples ou composta, as verificações podem
”

ser efetuadas separadamente para a torção e para as solicitações normais, devendo ser atendidas
›

complementarmente as prescrições de 17.7.1.2 a 17.7.1.4.


ƒ

17.7.1.2 Armadura longitudinal


}

Na zona tracionada pela flexão, a armadura de torção deve ser acrescentada à armadura necessária
—

para solicitações normais, considerando-se em cada seção os esforços que agem concomitantemente.
˜


17.7.1.3 Armadura longitudinal no banzo comprimido por flexão
œ

”
ˆ

No banzo comprimido pela flexão, a armadura longitudinal de torção pode ser reduzida em função dos
esforços de compressão que atuam na espessura efetiva h e no trecho de comprimento ∆u correspon-
”

dente à barra ou feixe de barras consideradas.


™

• –

17.7.1.4 Resistência do banzo comprimido


—

• –

Nas seções em que a torção atua simultaneamente com solicitações normais intensas, que reduzem
Š

excessivamente a profundidade da linha neutra, particularmente em vigas de seção celular, o valor de


‰

cálculo da tensão principal de compressão não pode superar os valores estabelecidos na Seção 22.
Š

 ‘

Essa tensão principal deve ser calculada como em um estado plano de tensões, a partir da tensão
‹

‹
normal média que age no banzo comprimido de flexão e da tensão tangencial de torção calculada por:


τTd = Td / 2 Ae he
‰

17.7.2 Torção e força cortante


z

17.7.2.1 Generalidades
‰

„ ˆ

Na combinação de torção com força cortante, o projeto deve prever ângulos de inclinação das bielas
† ‡

de concreto θ coincidentes para os dois esforços.




|
{

Quando for utilizado o modelo I (ver 17.4.2.2) para a força cortante, que subentende θ = 45°, esse deve
‚

ser o valor considerado também para a torção.




~
€

 €

z {

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ABNT NBR 6118:2014

17.7.2.2 A resistência à compressão diagonal do concreto deve ser satisfeita atendendo à expressão:
VSd TSd
+ ≤1
VRd2 TRd2

onde
$UTXLYRGHLPSUHVVmRJHUDGRHPGHXVRH[FOXVLYRGH$5785&$'$12/,9(,5$>@

VSd e TSd são os esforços de cálculo que agem concomitantemente na seção.

17.7.2.3 A armadura transversal pode ser calculada pela soma das armaduras calculadas separada-
mente para VSd e TSd.
Í

18 Detalhamento de elementos lineares


¾

18.1 Simbologia específica desta Seção


Ã

De forma a simplificar a compreensão e, portanto, a aplicação dos conceitos estabelecidos nesta


¦

Seção, os símbolos mais utilizados, ou que poderiam gerar dúvidas, encontram-se a seguir definidos.
§

A simbologia apresentada nesta Seção segue a mesma orientação estabelecida na Seção 4. Dessa
Ë

forma, os símbolos subscritos têm o mesmo significado que os apresentados em 4.3.


Â

al – deslocamento do diagrama de momentos fletores, paralelo ao eixo da peça, para substituir


É

os efeitos provocados pela fissuração oblíqua


Ç

r – raio de curvatura interno do gancho


¾

st,máx – espaçamento transversal máximo entre ramos sucessivos de armadura constituída por estribos
Â

¿ À

As,apoio – área da seção transversal de armadura longitudinal necessária junto ao apoio de elemento
¿ À

·
²

estrutural
³

Asl – soma das áreas das seções das barras longitudinais de torção
½

As,vão – área da seção transversal de armadura longitudinal de tração no vão


º »

Mapoio – momento fletor no apoio


´

Mvão – momento fletor máximo positivo no vão


¸

µ
FSd – força de tração de cálculo na armadura
´

® ²
VRd2 – força cortante resistente de cálculo, relativa à ruína das diagonais comprimidas de concreto
° ±

18.2 Disposições gerais relativas às armaduras


¬

¦
¥

18.2.1 Arranjo das armaduras


®

¨
ª

«
O arranjo das armaduras deve atender não só à sua função estrutural, como também às condições
© ª

§
adequadas de execução, particularmente com relação ao lançamento e ao adensamento do concreto.
¦

¤ ¥

144 © ABNT 2014 - Todos os direitos reservados


ABNT NBR 6118:2014

Tabela 19.1 − Valores mínimos para armaduras passivas aderentes


Elementos
estruturais Elementos estruturais com Elementos estruturais com
Armadura sem armadura ativa armadura ativa
armaduras aderente não aderente
ativas
$UTXLYRGHLPSUHVVmRJHUDGRHPGHXVRH[FOXVLYRGH$5785&$'$12/,9(,5$>@

Armaduras ρs ≥ ρmín – 0,5 ρp ≥ 0,67ρmín


ρs ≥ ρmín ρs ≥ ρmín – ρp ≥ 0,67 ρmín
negativas (ver 19.3.3.2)
Armaduras
÷

negativas de
ρs ≥ 0,67ρmín
ì

bordas sem
ï

continuidade
î

Armaduras
ï

positivas de lajes
×

ρs ≥ 0,67 ρmín ρs ≥ 0,67ρmín – ρp ≥ 0,5 ρmín ρs ≥ ρmín – 0,5ρp ≥ 0,5 ρmín


×

armadas nas
Õ

ð
duas direções
ï

Armadura
õ

positiva
ì

(principal) de ρs ≥ ρmín ρs ≥ ρmín – ρp ≥ 0,5 ρmín ρs ≥ ρmín – 0,5ρp ≥ 0,5 ρmín


ó

lajes armadas
Ð

em uma direção
ð

Armadura
è

As/s ≥ 20 % da armadura principal


è

positiva
î

(secundária) de As/s ≥ 0,9 cm2/m −


ì

é ê

lajes armadas
è

ρs ≥ 0,5 ρmín
ë

em uma direção
é ê

onde
á

ρs = As/bw h e ρp = Ap/bw h.
ç

ä
â

å
NOTA Os valores de ρmín são definidos em 17.3.5.2.1.
ß

19.3.3.3 Armaduras máximas


à

O valor máximo da armadura de flexão deve respeitar o limite dado em 17.3.5.2.


Ý

19.4 Força cortante em lajes e elementos lineares com bw ≥ 5d


Ý

19.4.1 Lajes sem armadura para força cortante


Ø Ü

As lajes maciças ou nervuradas, conforme 17.4.1.1.2-b), podem prescindir de armadura transversal


Ú Û

para resistir as forças de tração oriundas da força cortante, quando a força cortante de cálculo,
Ó

a uma distância d da face do apoio, obedecer à expressão:


Ð
Ï

VSd ≤ VRd1
Õ

Ò
Ô

Ó Ô

Î Ï

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ABNT NBR 6118:2014

Sendo a força cortante resistente de cálculo dada por:

VRd1 = [τRd k (1,2 + 40 ρ1) + 0,15 σcp] bwd

onde

τRd = 0,25 fctd


$UTXLYRGHLPSUHVVmRJHUDGRHPGHXVRH[FOXVLYRGH$5785&$'$12/,9(,5$>@

fctd = fctk,inf / γc
A
ρ1 = s1 , não maior que 0, 02 ,
bw d
σcp = NSd / Ac
÷

k é um coeficiente que tem os seguintes valores:


ô

— para elementos onde 50 % da armadura inferior não chega até o apoio: k = |1|;
ö

— para os demais casos: k = | 1,6 − d |, não menor que | 1 |, com d em metros;


Ò

τRd é a tensão resistente de cálculo do concreto ao cisalhamento;


õ

é a área da armadura de tração que se estende até não menos que d + lb,nec além
Ø

ó
As1
da seção considerada, com lb,nec definido em 9.4.2.5 e na Figura 19.1;
Ð

é a largura mínima da seção ao longo da altura útil d;


ï

è
Ü
bw
è

NSd é a força longitudinal na seção devida à protensão ou carregamento (a compressão


î

é considerada com sinal positivo)


ì

é ê

é ê

Ab, nec Ab, nec AsA


Vsd
Þ

Ý
Seção considerada
ç

45° 45°
d
45° d
æ

ä å

AsA AsA Vsd


Þ

Ab, nec
ß

Ý
Figura 19.1 − Comprimento de ancoragem necessário
Na zona de ancoragem de elementos com protensão com aderência prévia, a equação que define
Î

Ý
VRd1 só se aplica quando os requisitos de ancoragem são satisfeitos conforme 9.4.5. Analogamente,
Ø Ü
aplica-se aos elementos contendo armadura passiva.
Ú Û

No caso da pré-tração, deve ser levada em conta a redução da protensão efetiva no comprimento
Ö

Ð
Ï

Ø
de transmissão.
×

Ô
A distribuição dessa armadura ao longo da laje deve respeitar o prescrito em 18.3.2.3.1, considerando
Ò
Ô

Õ
para al o valor 1,5d.
Ó Ô

Î Ï

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NOV 1980 NBR 6120
Cargas para o cálculo de estruturas de
edificações
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Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar
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Procedimento
Origem: Projeto ABNT-NB-5/1978
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Impresso no Brasil Palavras-chave: Edificação. Estrutura 1 página
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Esta Errata nº 1 de ABR 2000 tem por objetivo corrigir na NBR 6120:1980 o seguinte:

- Em 2.2.1.6-b):

lo
- onde se lê: " ϕ = ≤ 1,43 .......... l ≥ l o . "
l

l
"ϕ = ≤ 1,43 l ≤ l . "
o
- leia-se: .......... o
l
NOV 1980 NBR 6120
Cargas para o cálculo de estruturas de
edificações
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1 Objetivo 2.1.3 Na falta de determinação experimental, deve ser


utilizada a Tabela 1 para para adotar os pesos espe-
1.1 Esta Norma fixa as condições exigíveis para deter- cíficos aparentes dos materiais de construção mais
minação dos valores das cargas que devem ser consi- freqüentes.
deradas no projeto de estrutura de edificações, qualquer
que seja sua classe e destino, salvo os casos previstos
em normas especiais. 2.2 Carga acidental

1.2 Para os efeitos desta Norma, as cargas são classifi- É toda aquela que pode atuar sobre a estrutura de edifi-
cadas nas seguintes categorias: cações em função do seu uso (pessoas, móveis, materiais
diversos, veículos etc.).
a) carga permanente (g);

b) carga acidental (q). 2.2.1 Condições peculiares

2 Condições específicas
2.2.1.1 Nos compartimentos destinados a carregamentos
2.1 Carga permanente especiais, como os devidos a arquivos, depósitos de ma-
teriais, máquinas leves, caixas-fortes etc., não é necessária
2.1.1 Este tipo de carga é constituído pelo peso próprio da
uma verificação mais exata destes carregamentos, desde
estrutura e pelo peso de todos os elementos construtivos que se considere um acréscimo de 3 kN/m2 no valor da
fixos e instalações permanentes. carga acidental.
2.1.2 Quando forem previstas paredes divisórias, cuja po-
sição não esteja definida no projeto, o cálculo de pisos 2.2.1.2 As cargas verticais que se consideram atuando
com suficiente capacidade de distribuição transversal da nos pisos de edificações, além das que se aplicam em
carga, quando não for feito por processo exato, pode ser caráter especial referem-se a carregamentos devidos a
feito admitindo, além dos demais carregamentos, uma pessoas, móveis, utensílios e veículos, e são supostas
carga uniformemente distribuída por metro quadrado de uniformemente distribuídas, com os valores mínimos in-
piso não menor que um terço do peso por metro linear de dicados na Tabela 2.
parede pronta, observado o valor mínimo de 1 kN/m2.
2 NBR 6120/1980

Tabela 1 - Peso específico dos materiais de construção

Peso específico
Materiais aparente
(kN/m3)

Arenito 26
Basalto 30
1 Rochas Gneiss 30
Granito 28
Mármore e calcáreo 28

Blocos de argamassa 22
Cimento amianto 20
2 Blocos Lajotas cerâmicas 18
artificiais Tijolos furados 13
Tijolos maciços 18
Tijolos sílico-calcáreos 20

Argamassa de cal, cimento e areia 19


3 Revestimentos Argamassa de cimento e areia 21
e concretos Argamassa de gesso 12,5
Concreto simples 24
Concreto armado 25

Pinho, cedro 5
4 Madeiras Louro, imbuia, pau óleo 6,5
Guajuvirá, guatambu, grápia 8
Angico, cabriuva, ipê róseo 10

Aço 78,5
Alumínio e ligas 28
Bronze 85
Chumbo 114
5 Metais Cobre 89
Ferro fundido 72,5
Estanho 74
Latão 85
Zinco 72

AIcatrão 12
6 Materiais Asfalto 13
diversos Borracha 17
Papel 15
Plástico em folhas 21
Vidro plano 26
NBR 6120/1980 3

Tabela 2 - Valores mínimos das cargas verticais

Unid.: kN/m2

Local Carga

1 Arquibancadas 4

2 Balcões Mesma carga da peça com a qual se comunicam e as -


previstas em 2.2.1.5

3 Bancos Escritórios e banheiros 2


Salas de diretoria e de gerência 1,5

Sala de leitura 2,5


Sala para depósito de livros 4
4 Bibliotecas Sala com estantes de livros a ser determinada em cada caso ou 2,5 kN/m2
por metro de altura observado, porém o valor mínimo de 6

5 Casas de (incluindo o peso das máquinas) a ser determinada


máquinas em cada caso, porém com o valor mínimo de 7,5

Platéia com assentos fixos 3


6 Cinemas Estúdio e platéia com assentos móveis 4
Banheiro 2

Sala de refeições e de assembléia com assentos fixos 3


7 Clubes Sala de assembléia com assentos móveis 4
Salão de danças e salão de esportes 5
Sala de bilhar e banheiro 2

Com acesso ao público 3


8 Corredores Sem acesso ao público 2

9 Cozinhas não A ser determinada em cada caso, porém com o mínimo de


residenciais 3

A ser determinada em cada caso e na falta de valores experimentais


10 Depósitos conforme o indicado em 2.2.1.3 -

11 Edifícios Dormitórios, sala, copa, cozinha e banheiro 1,5


residenciais Despensa, área de serviço e lavanderia 2

12 Escadas Com acesso ao público 3


(ver 2.2.1.7)
Sem acesso ao público 2,5

Anfiteatro com assentos fixos


13 Escolas Corredor e sala de aula 3
Outras salas 2

14 Escritórios Salas de uso geral e banheiro 2

15 Forros Sem acesso a pessoas 0,5

16 Galerias de A ser determinada em cada caso, porém com o mínimo


arte 3

17 Galerias de A ser determinada em cada caso, porém com o mínimo 3


lojas

18 Garagens e Para veículos de passageiros ou semelhantes com carga máxima de


estacionamentos 25 kN por veículo. Valores de φ indicados em 2.2.1.6 3

19 Ginásios de
esportes 5
/continua
4 NBR 6120/1980

/continuação

Local Carga

Dormitórios, enfermarias, sala de recuperação, sala de cirurgia,


20 Hospitais sala de raio X e banheiro 2
Corredor 3

21 Laboratórios Incluindo equipamentos, a ser determinado em cada caso, porém com o mínimo 3

22 Lavanderias Incluindo equipamentos 3

23 Lojas 4

24 Restaurantes 3

Palco 5
25 Teatros Demais dependências: cargas iguais às especificadas para cinemas -

Sem acesso ao público 2


Com acesso ao público 3
26 Terraços Inacessível a pessoas 0,5
Destinados a heliportos elevados: as cargas deverão ser fornecidas pelo
órgão competente do Ministério da Aeronáutica -

27 Vestíbulo Sem acesso ao público 1,5


Com acesso ao público 3

2.2.1.3 No caso de armazenagem em depósitos e na falta


lο
b) ϕ = 1,43 ......................... quando l ≥ l ο .
l ≤
de valores experimentais, o peso dos materiais armaze-
nados pode ser obtido através dos pesos específicos apa-
rentes que constam na Tabela 3. Nota: O valor de ϕ não precisa ser considerado no cálculo das
paredes e pilares.
2.2.1.4 Todo elemento isolado de coberturas (ripas, terças
e barras de banzo superior de treliças) deve ser projetado 2.2.1.7 Quando uma escada for constituída por degraus
para receber, na posição mais desfavorável, uma carga isolados, estes devem ser calculados para suportarem
vertical de 1 kN, além da carga permanente. uma carga concentrada de 2,5 kN, aplicada na posição
mais desfavorável. Este carregamento não deve ser con-
siderado na composição de cargas das vigas que su-
2.2.1.5 Ao longo dos parapeitos e balcões devem ser con-
portam os degraus, as quais devem ser calculadas para
sideradas aplicadas uma carga horizontal de 0,8 kN/m
carga indicada na Tabela 2.
na altura do corrimão e uma carga vertical mínima de
2 kN/m.
2.2.1.8 No cálculo dos pilares e das fundações de edifícios
para escritórios, residências e casas comerciais não
2.2.1.6 O valor do coeficiente ϕ de majoração das cargas
destinados a depósitos, as cargas acidentais podem ser
acidentais a serem consideradas no projeto de garagens reduzidas de acordo com os valores indicados na Ta-
e estacionamentos para veículos deve ser determinado
bela 4.
do seguinte modo: sendo l o vão de uma viga ou o vão
menor de uma laje; sendo l ο = 3 m para o caso das lajes
e l ο = 5 m para o caso das vigas, tem-se:

a) ϕ = 1 , 0 0 ....................................quando l ≥ l ο ;
NBR 6120/1980 5

Tabela 3 - Características dos materiais de armazenagem

Peso específico aparente Ângulo de atrito


Material (kN/m3) interno

Areia com umidade


natural 17 30°
Argila arenosa 18 25°
1 Materiais de Cal em pó 10 25°
construção Cal em pedra 10 45°
Caliça 13 -
Cimento 14 25°
Clinker de cimento 15 30°
Pedra britada 18 40°
Seixo 19 30°

Carvão mineral (pó) 7 25°


2 Combustíveis Carvão vegetal 4 45°
Carvão em pedra 8,5 30°
Lenha 5 45°

Material Peso específico aparente médio Ângulo de atrito interno


(kN /m3 )

Açúcar 7,5 35°


Arroz com casca 5,50 36°
Aveia 5 30°
Batatas 7,5 30°
Café 3,5 -
Centeio 7 35°
Cevada 7 25°
3 Produtos Farinha 5 45°
agrícolas Feijão 7,5 31°
Feno prensado 1,7 -
Frutas 3,5 -
Fumo 3,5 35°
Milho 7,5 27°
Soja 7 29°
Trigo 7,8 27°

Tabela 4 - Redução das cargas acidentais

Número de pisos que atuam Redução percentual das


sobre o elemento cargas acidentais (%)

1, 2 e 3 0

4 20

5 40

6 ou mais 60

Nota: Para efeito de aplicação destes valores, o forro deve ser considerado
como piso.