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POSSUINDO AS PORTAS DO INIMIGO

Agradecimentos

Só foi possível escrever este livro com a ajuda, o amor e as orações de muitos amigos.
Primeiramente, quero agradecer ao Senhor por ajudar-me a escrever um livro. Por vezes cheguei a
pensar que a façanha de escrever um livro seria impossível.
O Senhor, contudo, tomou alguns de seus vasos que me ensinaram a escrever Possuindo as Portas
do Inimigo. Peter Wagner foi o mentor deste projeto. Este livro, portanto, não chegaria ao prelo
sem seu conselho e aquela pitada de sabedoria. Doris Wagner, sua esposa e minha amiga pessoal,
esteve sempre ao meu lado oferecendo-me ajuda prática, especialmente quando estivemos juntas
no campo de batalha.
É claro que meu marido, Mike, sempre me encorajou. Às vezes cheguei a pensar em desistir, mas
lá estava ele ao meu lado, orando e conversando comigo, contribuindo com sua pujante sabedoria.
Frequentemente ríamos dos escritores que agradecem a toda a família e se desculpam pelas
refeições que não puderam fazer juntos. Agora faço o mesmo, não é, Mike?
Meus filhos, Mary e Daniel, merecem ser citados pelo amor e compreensão enquanto escrevia este
livro. São eles alguns dos meus melhores companheiros de oração e sempre me deram aquela
força!
Minha mãe, Eleanor Lindsey, datilografou fielmente os manuscritos gastando horas lendo e
editando. Obrigada, mamãe! Você superou o seu chamado. Obrigada também a Thomas Lindsey
por revisar os originais.

Becky Wagner merece um agradecimento todo especial por colocar os manuscritos no computador.
Como secretária administrativa mostrou o seu caráter cristão, pela presteza e gentileza!
Não sei como expressar meu agradecimento aos companheiros de oração dos Generais da
Intercessão os quais jejuaram, oraram e me amaram à medida que eu derramava meu coração
diante deles, pedindo-lhes, em carta, que orassem por este livro. Obrigada, também, aos grupos de
oração da minha igreja que se dedicaram a orar, semanalmente, para que eu entregasse este livro
aos editores dentro do prazo por eles estabelecido.
Jane Campbell, a editora de Chosen Books, sempre esteve atenta, ouvindo-me naqueles momentos
em que eu ficava frustrada, já que, escrever um livro sem ser escritora, foi um duro aprendizado.
Ela, pacientemente, respondeu cada uma das minhas interrogações.
Um obrigada também a Ann McMath pela capacidade editorial que tem. Foi uma alegria trabalhar
com você!
Quero agradecer e reconhecer o esforço de Jane Rumph pelo excelente trabalho em preparar o guia
de estudo para esta edição do livro. Jane, você é tremenda!
Quero, também, agradecer aos membros da Trinity Church de Weatherford e ao meu pastor Don
Connel por ajudarem em oração, pelas refeições que prepararam e pelo apoio dado. Graças a
vocês, Ann e Margarita, por virem à minha casa fazer a faxina! É gostoso frequentar uma igreja
onde todos os domingos os irmãos perguntavam: Cindy, como vai o livro? Estamos orando por
você!
Dou graças a Deus por ter um grupo de crentes tão especial ao meu lado!

índice

Prefácio.
Introdução.

1 - Chamados à Intercessão.
2 - Generais da Intercessão.
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3 - Coração Puro
4 - Estimuladores da Vontade de Deus.
5 - O Ministério da Intercessão.
6 - O Dom da Intercessão.
7 - Líderes de Oração.
8 - A Linguagem da Intercessão.
9 - As Manifestações da Intercessão.
10 - O Desequilíbrio na Intercessão.
11 - Intercessão Profética.
12 - Parceiros de Oração.
13 - Louvor Intercessório.
14 - Intercessão Unida.
15 - Vigílias e Caminhadas de Oração.
16 - Possuindo as Portas do Inimigo.
Guia de Estudos.

Prefácio

Durante os últimos anos venho desenvolvendo uma pesquisa sobre a oração, armazenando
cuidadosamente uma bibliografia de livros que tratam de forma significativa sobre o tema. No
entanto, nenhum dos 39 livros que tratam do assunto em minha biblioteca têm um conteúdo tão
completo como este. Não conheço nenhum outro livro como Possuindo as Portas do Inimigo.
Possivelmente, ninguém conseguiu escrever um livro como este anteriormente, e temos que
admitir que muitos crentes e um bom segmento do corpo de Cristo não estavam preparados para tal
tarefa. Afinal, isso não é um leite da Palavra de Deus; é um churrasco gordo da Palavra e é
necessário muito crescimento e maturidade espiritual para digerir sem se ter uma congestão! Deus,
contudo, tem feito coisas excepcionais nos vários segmentos e tradições eclesiásticas nesses dias, e
isto está produzindo um crescimento maduro na área da oração.
Na realidade, encontramo-nos no meio do maior avivamento de oração de que se tem memória,
pelo menos nos últimos séculos de nossa história. Este movimento começou, até onde sei, na
década de 70. Desde então, surgiram os movimentos de oração, os ministérios de intercessão,
líderes de oração, intercessores por cidades, conferências sobre oração e igrejas com vigílias
permanentes de oração. Surgiram também livros sobre o tema que estão se multiplicando em
progressão geométrica. Há um movimento crescente e intenso de oração, que transcende as várias
linhas denominacionais deixando alguns líderes da igreja pasmados.
Percebo, agora, que os crentes, em sua maioria, estão prontos para ler o que Cindy Jacobs ensina
sobre intercessão.
Cindy Jacobs foi um dos cinquenta intercessores, escolhidos dentre gente "de primeira" do mundo
todo, a participar da oração 24 horas durante o Congresso Lausanne II de Evangelização Mundial,
realizado em Manila, no ano de 1989. O sucesso daquele Congresso, creio eu, foi devido à
intercessão poderosa que acontecia durante 24 horas na suíte de um hotel. Foi significativo ver
pentecostais e carismáticos de todos os níveis no maior congresso evangélico, nunca antes
realizado. Metade da equipe de intercessores era evangélica tradicional e a outra metade de
tradição carismática. Era previsível que os membros de cada grupo estivessem apreensivos em
como iriam se relacionar. Para alegria de todos, no entanto, quando chegaram diante do trono de
Deus, as diferenças entre eles desapareceram. Todos sabiam como falar com Deus, sabiam ouvir de
Deus, aprenderam a encorajar e fortalecer uns aos outros e alegravam-se ao ver Deus responder as
orações.
Cindy fazia parte do grupo de tradição carismática, entretanto, desde o Congresso em Manila, uma
boa parte do seu ministério é feita entre os evangélicos. Foi ela quem liderou o grupo intercessório
na convenção missionária realizada pela InterVarsity Christian Fellowship Urbana, em 1990. Faz
parte também da equipe de Evangelismo de Colheita de Edgardo Silvoso, que ministra na
Argentina, e é muito estimada por minha esposa Doris e pelo grupo de dezoito pessoas que
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intercedem por mim continuamente. Conhecendo-a de forma tão pessoal, tenho certeza que este
livro, Possuindo as Portas do Inimigo, é uma mensagem ungida para todo o corpo de Cristo.
Há sete fatores que, juntos, colocam este livro em um nível acima dos demais:
Em primeiro lugar, ele é bem pessoal, Cindy Jacobs é uma mulher brilhante, esposa, mãe, mestra,
aluna e intercessora. Doris
e eu nos sentimos honrados pois podemos contar com ela como uma amiga mui pessoal. Ao ler
este livro você notará que Cindy é uma pessoa modesta, que nos leva a rir e a chorar à medida em
que compartilha conosco vitórias e derrotas, tudo dentro de um contexto de transparência e
integridade.
Em segundo lugar, é bíblico. Ainda que não seja um livro de tipo sermão longo, ou um estudo
bíblico, Cindy dá uma base bíblica a tudo que ensina. Ela procura comprovar tudo o que diz e pra-
tica à luz das Escrituras.
Em terceiro lugar, é informativo. A autora percorre os caminhos da América e de outros países do
mundo, levando-nos através dos vários segmentos denominacionais e, consequentemente,
colocando-nos em contato com muitos ministérios de oração. Ela está atualizada com o que
acontece em todo o mundo, o que pode ser conferido ao ler nomes e lugares que ela menciona
neste livro.
Em quarto lugar, é cheio de compaixão. Os assuntos aqui tratados estão situados naquele ponto
extremo, onde muitas pessoas não sabem como encaixá-los em seu ponto de vista tradicional na
hora de analisar um problema. Cindy reconhece este problema e, de forma gentil, sem qualquer
dogmatismo aborda os assuntos passo a passo.
Em quinto lugar, é analítico. Não quero desacreditar, mas muitos intercessores crêem que são os
detentores da verdade, especialmente quando não conseguem analisar ou explicar o que estão
fazendo. Cindy é uma daquelas pessoas que sabem equilibrar intuição com entendimento, e o faz
de tal maneira que esclarece aos outros o que Deus está realizando com ela e através dela.
Em sexto lugar, é prático. É um manual que diz a você não apenas o que precisa ser feito, mas os
passos que devem ser dados para que seja feito.
Por último, é motivador. Talvez você pense que, de todas as atividades cristãs, a oração é a mais
enfadonha de todas. Ao ler este livro, você verá uma dimensão de oração que o motivará a agir. Ao
terminar de lê-lo, estará orando mais do que nunca!
Foi isto o que me aconteceu. Através de Cindy Jacobs, minha esposa e eu aprendemos a deixar
Deus fazer coisas novas através de nós, que antes achávamos impossíveis. Possuindo as Portas do
Inimigo é um livro que, não somente recomendo aos meus amigos; é também tema de estudo para
todos os meus alunos no Seminário Teológico de Fuller.
C. Peter Wagner
Seminário Teológico de Fuller
Pasadena, Califórnia

INTRODUÇÃO
Para algumas pessoas, Possuindo as Portas do Inimigo, pode não ser um bom título para um
livro que trata de intercessão. O título é inspirado no texto de Génesis 22:17-18, que diz: "...
deveras te abençoarei e certamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus e
como a areia na praia do mar; a tua descendência possuirá a cidade dos seus inimigos, nela serão
benditas todas as nações da terra, porquanto obedeceste à minha voz".
Essa poderosa promessa foi dada a Abraão e à sua descendência. A Igreja é a semente espiritual de
Abraão e, portanto, a promessa de possuir os portões da cidade do inimigo também nos diz
respeito hoje. As portas do inferno não prevalecerão contra uma igreja que ora.
A Igreja está se levantando como uma força militante na oração que a levará a possuir a terra
prometida de nossas nações. Possuindo as Portas do Inimigo é um manual de treinamento para o
exército de Deus. Em todo o mundo Deus está derramando um espírito de súplicas, por isso, este
manual é muito importante. Grupos de intercessores estão surgindo por toda parte, em todas as
nações do mundo. Meu marido e eu fundamos o ministério Generais da Intercessão, uma espécie
de rede central que busca novas estratégias no terreno da intercessão. Recebemos relatórios de
grupos que vão aos centros financeiros do mundo para intercederem. Alguns grupos oram,
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frequentemente, junto às sedes de governo de seus estados e países enquanto outros chegam a ir até
ao Pólo Norte, puxados por trenós, com o fim de interceder pelos esquimós. Muitos grupos se
reúnem na Wall Street para orar pela economia americana.
Esse movimento de intercessão é poderoso e empolgante! Como qualquer movimento novo que
vem de Deus, precisamos de muito ensino. Estudando os últimos avivamentos de oração vejo a
necessidade urgente de proteger de erros e enganos este tempo de visitação.
Visitei muitas livrarias, em muitos lugares, em busca de material e informações práticas para
escrever este livro. Muitas obras tinham capítulos sobre a oração, mas pouco ou quase nada sobre
intercessão. Os livros que encontrei sobre intercessão careciam de um guia prático para o leitor.
A princípio, pensava em escrever alertando sobre práticas erradas ou sobre profetismos
desenfreados que estavam surgindo nos grupos de intercessão. Sentada ao lado de Peter Wagner
em seu escritório em Altadena, Califórnia, fui desafiada por ele a ampliar o escopo deste livro e
tratar da intercessão como um todo. Foi a partir desta troca de ideias que veio a decisão de escrever
Possuindo as Portas do Inimigo na forma atual.
Quem se beneficiará da leitura deste livro? Possuindo as Portas do Inimigo foi escrito de forma a
abranger desde o principiante em intercessão até líderes experientes no assunto. Tenho por certo
que os pastores e líderes se beneficiarão estudando as seções práticas, escritas especialmente para
eles.
Nos meus primeiros tempos de intercessora ficava, às vezes, frustrada por não encontrar alguém
com quem pudesse conversar a respeito. Nem sempre tinha certeza se minha intercessão estava
atingindo o alvo ou se o tiro estava saindo pela culatra. Assim, os primeiros capítulos deste livro
foram escritos para pessoas que se sentem frustradas. Neles, procuro abrir meu coração aos leitores
que estão interessados no chamado à intercessão. Procurei recordar as muitas dúvidas que me
vinham à mente quando
alguns intercessores de guerra experimentados, tiravam tempo para ouvir-me. Como não posso
falar com cada um de vocês pessoalmente, escrevo a vocês como se estivéssemos conversando ao
redor de uma mesa, respondendo as muitas perguntas a respeito da oração intercessória.
Sendo este livro fruto de minha experiência no assunto, Você perceberá uma certa transição de
capítulo para capítulo à medida que fui crescendo em Deus e o assunto amadureceu. Verdade seja
dita: foi um caminho longo (e aqui vai uma declaração incompleta) tentar analisar o processo que o
Senhor usou para levar-me de intercessora à posição de líder de grupo de oração. Peter Wagner
costuma dizer que não faz parte da natureza do intercessor analisar o que Deus está fazendo em sua
vida; ele não tem tempo para isso já que está ocupado, intercedendo. Dia após dia sentei-me junto
à máquina de escrever, orando: "Senhor, mostra-me os teus caminhos na vida de um intercessor.
Mostra-me que tipos de laços o inimigo usa contra os intercessores! O que devo compartilhar com
eles para que não sofram o que sofri?"
Conversei com muitos intercessores, pedindo-lhes que explicassem, no entender deles, expressões
comumente usadas, como: amarrar, soltar, dores de pano e gemidos e o resultado está no capítulo
que trato da linguagem e das manifestações da intercessão. Como resposta, muitos chamaram-me
por telefone compartilhando os erros grosseiros cometidos por certos grupos de intercessão.
No capítulo onde trato da intercessão corporativa, você encontrará muitas percepções práticas
colhidas de alguns generais que Deus levantou no comando da intercessão. Muitos grupos de
intercessão são fracos e ineficazes por carecerem de uma forte liderança, por isso incluí, também,
algumas orientações para pastores e líderes. Muitas dessas pessoas são fortes na intercessão e estão
à frente na liderança desse movimento de oração. Tenho um carinho todo especial pelos pastores
de outros países e espero, portanto, que esta seção contribua economizando-lhes sofrimento na
hora de tratar com os líderes de oração sob sua responsabilidade. Devo acrescentar que muitos
líderes de grupos de oração encontrarão guias práticos para seus grupos que, certamente, trarão paz
e ordem às reuniões.
Há um grande interesse em aprender sobre intercessão profética. No capítulo que trato desse
tema, ensino sobre oração profética e ofereço algum material àquelas pessoas que
intercessoriamente profetizam.
Um outro tema pertinente entre os grupos de oração é o louvor intercessório. Muitos já sabem da
grande necessidade de guerrear nas regiões celestiais com louvor e adoração. Procurei incluir
exemplos recentes, bem como apresento o que dizem os grandes hinos da história da Igreja.
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O capítulo que escrevi sobre como tomar posse das portas do inimigo, onde trato de batalha
espiritual de alto nível, por certo foi o mais difícil. Ao escrevê-lo, tive que deixar de lado muito
material que costumo usar ao ensinar sobre o tema. Esta é uma área pioneira que está trazendo
grandes resultados quando se trata da evangelização mundial.
Se Deus está falando a você e à igreja a qual você pertence que é tempo de intercessão, este livro
lhe cairá bem. Deus o abençoe.
Cindy Jacobs Weatherford, Texas

CAPÍTULO 1

Chamados à Intercessão

Estávamos no começo de uma nova década, e enquanto tentava conciliar o sono, deitada num
quarto de hotel na cidade de Bradenton, na Flórida, minha cabeça rodava num turbilhão de idéias.
Estávamos ali, meu marido e eu, recém-chegados do Texas, para participarmos de um encontro de
oração com outros líderes nacionais. O encontro se chamava: Noventa Horas de Oração Pelos
Anos Noventa. Havia uma sensação naquele local de que estávamos no limiar de um grande mover
de Deus. Deitada, procurei descansar, enquanto matutava sobre a década que estava findando.
Deus é tão bom! Havia gastado cinco anos procurando reunir os líderes de várias nações, num
trabalho que ficou conhecido como Generais da Intercessão. Mike e eu havíamos aprendido
bastante no campo de batalha sobre derrubar as fortalezas do inimigo e agora estávamos ali, cheios
de expectativa sobre o que aconteceria naquele encontro.
Às duas da manhã acordei repentinamente. Senti aquela mesma sensação familiar de que havia
perigo iminente! Orei em espírito: "Deus, o que há de errado? Alguém está em perigo?" Ali mesmo
surgiu em minha mente um quadro ou uma visão de alguns amigos, Dave e Cheryl Barton. Eles
estavam dirigindo uma caminhonete vindo de Dálias e seus três filhinhos dormiam no banco
traseiro. Em minha visão, de repente, vi que a roda dianteira saltou fora e ele rodopiou na pista
num terrível acidente.
Compreendi que eles estavam em perigo e que Deus queria que orasse para que os rolamentos da
roda aguentassem até que chegassem ao local e pudessem ser avisados. Dave estava tendo muito
sucesso com seu livro: America: To Pray or Not to Pray ? (América, Orar ou Não Orar?) e era alvo
dos ataques do inimigo. As horas se arrastavam à medida que eu clamava a Deus para que aquela
roda ficasse no lugar e que eles fossem protegidos. Durante toda a noite tive a sensação de que
uma tremenda batalha estava acontecendo nas regiões celestiais.
Cedo, de manhã, pedi na recepção do hotel que me comunicassem a chegada do casal. Finalmente
o telefone tocou em meu quarto anunciando que haviam chegado. "Está tudo bem? Não aconteceu
nada com o carro?" perguntei. Entre abraços e beijos disseram-me que tudo estava bem. Depois
contei-lhes o que sentira durante a noite e como orei por eles. Cheryl disse ter ouvido um barulho
estranho no carro durante a noite, mas David nada percebeu de errado. Pedi-lhes, então, que
examinassem os rolamentos da roda dianteira direita. David e Cheryl sabem muito bem que não
sou de brincadeira e, antes de colocar o carro na estrada outra vez, ele e Mike levaram o carro a
uma oficina mecânica.
Ao regressarem ao hotel, ambos estavam de boca aberta, rindo até as orelhas. Num pequeno pacote
nas mãos, Mike segurava o que chamou de "trofeu da intercessão". Nele estavam os rolamentos
quebrados da roda dianteira direita.
Quando ouvimos o que diziam, ficamos maravilhados em como Deus cuidou da família Barton. O
mecânico trocou primeiramente os rolamentos da roda dianteira esquerda e exclamou: "Não sei
como conseguiram dirigir sem o carro capotar" e ao examinar a roda direita espantou-se ainda
mais: "Estes estão piores ainda!" Ele se admirou do fato de eles terem dirigido todo aquele tempo
sem que as rodas travassem. Explicou ainda que o pivô, em condições como aquela, deveria estar
totalmente arruinado, mas continuava inteirinho.
David sorriu, dizendo-nos: "Não podíamos deixar que uma oportunidade como esta para falar de
Jesus, passasse em branco" e eu acrescentei: "Você sabe por que pedimos para checar os pneus?"
Durante meia hora eles falaram de Jesus ao mecânico que, surpreso, ouviu toda a história,
enquanto eu agradecia a Deus por ter-me acordado de madrugada para orar.
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Talvez você também já tenha vivido uma experiência assim; de ser acordado no meio da noite com
um peso de oração por uma necessidade urgente. Possivelmente ouviu relatos de outros
intercessores e tem perguntas, como: Como saber se alguém precisa da minha oração? Como orar?
Nossas orações fazem guerra contra o diabo? Podemos frustrar os planos de destruição?
É preciso coragem e perseverança para nos tornarmos o tipo de intercessor que faz a diferença.
Nem sempre é fácil. Se você quer colocar em ação aquilo que Deus lhe mostrou e se é um
guerreiro, um líder de grupo de oração, um ministro ou simplesmente um crente que ora, você
pode reconhecer o chamamento de Deus para orar e travar uma guerra santa contra o inimigo.
Antes de aprendermos o abe da intercessão militante, quero compartilhar, rapidamente, as três
fases ou níveis através dos quais Deus me levou a este ministério. Com isto espero que você
compreenda o que Deus quer fazer em sua vida. Para mim, foram experiências novas. Na
realidade, quando Deus me chamou para a oração dez anos atrás, eu não tinha ideia do que viria a
acontecer no futuro. Tudo o que sabia era que algo novo estava acontecendo comigo. Até então eu
era uma crente normal, professora e mãe. Sabia que tinha um chamado de Deus para a minha vida,
mas não tinha ideia do que seria e como tudo se cumpriria.
Comecei, semanalmente, a acordar de madrugada de forma regular. Acontecia sempre da mesma
maneira: acordava de súbito, sentindo-me perfeitamente descansada e perplexa. Depois de uma ou
mais semanas, achei que estava sendo acordada com algum Propósito. Orei a Deus a respeito. Em
resposta, Deus começou a mostrar-me o início de uma aventura servindo ao Rei dos reis como
intercessora. O Senhor mostrou que eu deveria aproveitar esse tempo durante a madrugada para
orar. Às vezes acordava-me pontualmente as três da manhã, de forma regular, por toda uma
semana. (O despertador de Deus é incrível!) Depois despertava-me as duas da manhã por vários
dias. À medida que buscava a vontade de Deus, vinham-me à mente nome de pessoas e
circunstâncias as mais diversas pelas quais devia orar.
Pensava assim: "Bem, ninguém está por perto; ninguém vai pensar que estou ficando louca. A
família está dormindo e o assunto aqui é entre eu e Deus." Portanto, mencionava diante do Senhor
os pensamentos que me vinham à mente.
Fiquei orando dessa maneira por um bom tempo sem precisar contar a ninguém a respeito. Se o
soubessem iriam pensar que eu estava louca.
Numa noite fria, senti que devia orar por um obreiro chamado Todd, um ministro que conheci de
forma casual em nossa igreja. Puxei as cobertas sobre a cabeça e sussurrei os pensamentos que
vinham à minha mente a respeito dele: "Senhor, o Todd precisa ser curado; ele está só e
amedrontado. Suplico-te, Senhor, que o confortes, que o cures e que ele saiba que não está só nesta
hora." Aí acrescentei: "Deus, gostaria de saber se estas orações estão funcionando." Esta foi uma
exclamação sincera diante de Deus já que me sentia uma tola agindo assim. Olhei o relógio: eram
3:30 da madrugada!
A resposta veio rápida. Na noite seguinte, na reunião de quarta-feira, antes de tomar o rumo da
porta, Todd deteve-me dizendo que queria conversar comigo. Ele me disse: "Cindy, nem todo
mundo sabe, mas eu tenho câncer. Ontem à noite fiquei acordado sentindo muitas dores. Sentindo-
me só, clamei a Deus, insistindo: 'Deus, por que ninguém se importa comigo?' Naquele momento
Deus me disse: 'Cindy está acordada orando por você'. Eram 3:10 da madrugada." Nem preciso
dizer que fiquei assombrada; todo aquele tempo que eu passava orando aquelas coisas estranhas
por gente ao redor do mundo passou a ter sentido. Mais tarde fiquei sabendo que Todd foi curado
de sua enfermidade.
Fiquei tão encorajada por aquela experiência que uma madrugada orei com fervor, quando Deus
ordenou que eu intercedesse por um senhor idoso de nossa igreja, suplicando-lhe que ele não se
machucasse no trabalho. Fiquei tão chocada com a clareza da voz de Deus que fui pessoalmente à
casa de Buster dizer-lhe que Deus iria protegê-lo de qualquer acidente em seu trabalho.
Na semana seguinte, Buster estava trabalhando no nariz de um Boeing 767 quando, ao dar um
passo em falso, perdeu o equilíbrio e caiu de uma altura de mais de quatro metros. Com a violenta
queda, bateu com a cabeça no chão de cimento do hangar. Ficou ali estirado no chão por alguns
instantes, tonto pela queda; depois começou a verificar o seu estado enquanto seus colegas corriam
para ajudá-lo. Para surpresa de todos, ele estava bem, sentindo apenas algumas dores no corpo. A
proteção de Deus foi um grande testemunho para os seus colegas de trabalho.
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No domingo de manhã, Buster contou-me a forma maravilhosa como Deus o havia guardado. Este
milagre fez um tremendo bem àquele homem. Muito mais a mim. Fui tremendamente tocada pelo
que aconteceu. Descobri, então, que a oração intercessória realmente funciona!
Acordar repentinamente no meio da noite não foi a única coisa que me aconteceu na primeira fase
do meu treinamento como intercessora. Numa ocasião estava num culto de cura divina e uma
criança em estado terminal foi trazida à reunião por sua mãe. Enquanto observava o pastor impor
as mãos sobre a criança, lágrimas vieram-me aos olhos. Senti que meu coração foi tocado como se
aquela criança fosse meu filho. Depois de alguns minutos coloquei a cabeça entre os joelhos e
procurei, na medida do possível, ser bem discreta. Mike tentava consolar-me. Nenhum de nós en-
tendeu no momento o que se passava.
De repente, da mesma forma como começou aquele choro desesperado, ele terminou. Peguei
alguns lencinhos de papel, sequei as lágrimas, assoei o nariz e discretamente olhei ao redor para
ver se alguém tinha visto aquela explosão de choro. Ninguém percebeu nada e, lá no fundo do
coração, senti uma paz maravilhosa, aquela certeza interior de que Deus fizera alguma coisa por
aquela criança; e que ela seria curada. Mais tarde, li que Charles Spurgeon chamava essas lágrimas
de oração líquida.
Outras experiências marcantes aconteceram; coisas novas que eu não entendia. Numa reunião de
oração em nossa casa, estávamos intercedendo por um novo emprego para Mike. Ele havia sido
despedido do trabalho que tinha numa empresa de aviação e agora procurávamos,
desesperadamente, um novo emprego para ele. Imagine você: comecei a rir alto sem saber por quê.
Queria parar, mas não conseguia. Fiquei dando gargalhadas de um modo bem irreverente, de modo
que todos me olhavam desconfiados. Somente algum tempo depois foi que li o texto que diz:
"Quando o Senhor restaurou a sorte de Sião, ficámos como quem sonha. Então, a nossa boca se
encheu de riso, e a nossa língua, de júbilo; então, entre as nações se dizia: Grandes coisas o Senhor
tem feito por eles" (SL 126:1,2).
Tenho certeza de que naquele momento, nas regiões celestiais, Mike conseguiu o seu emprego,
ainda que somente dois meses depois tomamos posse aqui na terra do que aconteceu no mundo
espiritual.
Por que tudo isto estava acontecendo comigo? Parece que o Senhor me fisgou com isto. Antes de
começar a dar-me experiências em oração, algumas de minhas orações eram precipitadas. Deus
começou a lembrar-me de que, antes de ter tais experiências, eu costumava orar, dizendo: "Deus,
usa-me da maneira que quiseres; farei qualquer coisa que pedires e irei a qualquer lugar, não
importa onde!" Ao buscar direção na Palavra de Deus, um texto em particular saltou diante dos
meus olhos: "Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante
mim, a favor desta terra..." (Ez 22:30). Foi então que tive a certeza de que Deus me chamava para
ser uma intercessora.
Por vários anos orei apenas conforme o que o Espírito Santo me orientava. Não sabia porque orava
daquele jeito. Tinha, porém, o consolo de que havia resultados práticos para o reino de Deus.
À medida que adquiria mais confiança de que poderia ser usada pelo Senhor para tapar a brecha,
as pessoas começaram a contar umas às outras sobre os milagres recebidos através da oração,
como nos casos de Buster e Todd. Comecei a receber convites das igrejas para falar sobre o
assunto e mergulhei na Palavra a fim de aprender como interceder por outras pessoas. Senti muíta
alegria ao ver que meu ministério crescia e que muitas portas estavam se abrindo até que Deus me
disse: "Cindy, quero que você desista deste ministério e aprenda a interceder." Bem, pensei que já
tinha feito tal coisa, entretanto veio sobre mim uma convicção irresistível de que não sabia
realmente como orar. Depois de lutar comigo mesma, respondi: Sim, Senhor!
Assim, comecei a segunda fase que é a base de ensino deste livro. Deus aprofundou meu
aprendizado, apresentando-me soberanamente a alguns dos seus maiores intercessores, verdadeiras
lendas vivas da oração. Alguns já partiram para estar com o Senhor enquanto outros ainda estão
trabalhando no reino. Juntos, tivemos ótimos momentos de oração. Um princípio que aprendi
durante este tempo de intercessão é que o melhor professor é o tempo que se gasta orando e não o
tempo gasto aprendendo teoria. Quer dizer, meu crescimento veio ao experimentar o poder do Es-
pírito Santo, desejando ser parte do seu programa e não tanto pelo aprendizado sistemático do
assunto. É difícil um intercessor analisar o que faz, possivelmente por dedicar-se e separar-se para
fazer a vontade de Deus, tendo a oração como foco principal. Assim, observava e aprendia.
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Muitos dos gigantes da oração que encontramos são pessoas bem humildes. Um desses é o Dr. B.
J. Willhite. Ele acha que o título intercessor é muito intimidador, mas todos podem ser oradores.
Bob recebeu uma herança desses oradores em sua vida. Sua mãe era uma guerreira de oração e
partiu para estar com o Senhor enquanto orava de joelhos. Pouco tempo depois, seu tio estava
ajoelhado orando e passou para a eternidade. Isso é andar de glória em glória.
Aos dezenove anos, Bob começou a buscar o Senhor. Durante esse tempo ele frequentava o Glad
Tidings Tabernacle (Tabernáculo das Boas Novas) de São Francisco e podia ser visto com
frequência nas salas reservadas à oração. Não somente encontrou-se com Deus ali mas ouvia
diariamente as orações agonizantes que uma pequena mulher fazia em intercessão diante de Deus.
Ela chorava e suplicava. Ele ficou tremendamente tocado ao ouvi-la interceder em lágrimas pela
índia. Bob disse: "Eu não sabia quanta lágrima podia correr de dois olhos miudinhos." Deus tinha
um propósito em fazê-lo ouvir tais orações, pois como disse antes, intercessão se aprende orando.
Enquanto a mulher gemia diante de Deus por uma nação que nunca havia visitado, Deus
descortinou diante dele as profundezas da intercessão. Foi assim que, orando a Deus, ficou cheio
do poder do Espírito Santo, recebendo no coração um desejo de estar cada vez mais perto de Deus.
Bob Willhite conta suas experiências em seu livro Why Pray? (Por que orar?). Ele diz:
"Até aquele dia, nunca ouvira alguém orando para que uma nação fosse salva. Mas ao estudar a
Palavra de Deus deparei-me com o Salmo 2:8 quando o Pai, falando com o Filho, diz: 'Pede-me, e
eu te darei as nações por herança e as extremidades da terra por tua possessão'."*
Deus tomou um rapazinho de 19 anos e o ensinou a orar. Bob é a única pessoa que recebeu um
doutorado de apóstolo da oração pela Universidade de Oral Roberts. Hoje, ele lidera a Embaixada
Nacional de Oração, em Washington, que divulga as necessidades de intercessão por todos os
Estados Unidos.
Dick Eastman foi outro intercessor que me influenciou muitíssimo. À semelhança de Bob Willhite,
a herança espiritual de Dick é rica em intercessão. Dick é o presidente de uma organização
chamada Every Home for Christ (Cada Casa Para Cristo -CCPC). Ele tem a visão de levar a
mensagem do evangelho a cada lar em todo o mundo. Esta organização já recebeu num só mês 160
mil cartões de decisões enviados de todas as partes do mundo.
Dick lidera também o movimento Change the World Ministries (Mude o Ministério Mundial)
que é um braço evangélico do CCPC. Creio que esta união de oração e evangelização é o
elemento-cha-ve da estratégia de Deus para alcançar todo o mundo!
Nesses dias, entrevistei Dick e sua esposa Dee e fui logo perguntando: "Dick, qual o
acontecimento em sua vida que'o influenciou ao chamado da oração?" Seu rosto abriu-se num
sorriso quando respondeu: "Quando era criança nunca precisei de um despertador, pois cedo de
manhã acordava ouvindo minha mãe orar em voz alta". A mãe de Dick, Lorraine, orava
incessantemente por seu filho e, também, gastava muito tempo intercedendo pelas nações. Deus
respondeu suas orações, cumprindo-as literalmente na vida de seu filho.
É de se admirar, no entanto, que seu filho não foi lá um bom exemplo na juventude; era rebelde,
como ele mesmo relata em seu livro Love On Its Knees (Amando de joelhos):
"Eu era um jovem rebelde e, aos quatorze anos de idade, já me envolvia em roubos e assaltos.
Minha mãe posicionou-se contra as trevas que me envolviam, orando para que a luz de Jesus
Cristo entrasse em meu coração.
Lembro-me de que foi um dia especial quando as orações de mamãe alcançaram-me. Mike, meu
companheiro de crimes, me telefonou, pedindo que eu fosse até a piscina comunitária. Já tínhamos
montado um plano que utilizávamos nas piscinas públicas: sabíamos onde os frequentadores
deixavam suas toalhas, sacolas, bolsas e carteiras. Quando as pessoas entravam na piscina para
nadar, passávamos de forma casual, escolhíamos uma toalha estendida no chão, uma bolsa ou a
carteira, jogando nosso toalhão por cima dos objetos. Fingíamos durante alguns minutos que
estávamos brincando com uma bola de vôlei, pegávamos nosso toalhão e tudo que estava debaixo
dele e, na maior cara de pau, nos retirávamos do local.
Era um domingo quando Mike me telefonou, mas não sei como, algo veio sobre mim e eu
respondi que não iria com ele. Cheguei até a dizer-lhe que não voltaria a roubar mais. Não
conseguia explicar para ele o porquê, tudo o que pude dizer era que estava mudando de vida.
Mike decidiu ir sozinho naquele dia. Ele não sabia, contudo, que um homem sentado num lugar
alto, próximo da piscina, observava seus movimentos e chamou a polícia. Mike foi preso e levado
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à penitenciária. Naquela noite, já que era domingo, fui ao culto na igreja. Deus estava começando a
responder as orações de minha mãe."2
Lorraine Eastman orou ainda com mais vigor quando Dick foi para a universidade. Enquanto ela
orava fervorosamente, Deus começou a falar ao coração de Dick num lugar um tanto estranho:
dentro do guarda-roupa de seu dormitório. Aquele enorme guarda-roupa serviu de plataforma de
lançamento de um ministério de intercessão mundial.
Você encontrará estes e outros guerreiros.de oração quando lhes contar os surpreendentes relatos
do que Deus fez através deles. Conhecê-los tem sido uma experiência inestimável. Eu os escutei,
observei seus métodos, e ficava perplexa com as respostas dadas às suas orações. Eles ouviam,
pacientemente, as perguntas que eu fazia: "Por que você orou daquele jeito? Isto funciona sempre
da mesma maneira? Como posso saber por quanto tempo tenho que orar?" Este livro é,
essencialmente, uma compilação das riquezas tiradas das profundezas da oração de alguns desses
gigantes de Deus! Sei que eles têm interesse em passar aos novos guerreiros de oração as lições
que nos ensinaram na escola da intercessão. Essas são lições que devem ser aplicadas de forma
contínua a fim de mantermos a intercessão no lugar que Deus quer que esteja. Para que a guerra
seja eficientemente ganha, a espada tem que ser afiada constantemente em Deus, em sua Palavra.
Outro aspecto de meu treinamento durante a segunda fase foi ler os livros escritos por E. M.
Bounds e Andrew Murray. Deus também falou muito comigo através do livro, Rees Howells,
Intercessor, escrito por Norman Grubb. Fui tão tocada pela vida deste galês do início do século que
lia um capítulo, chorava muito, e tinha que esperar uma ou mais semanas antes de voltar a ler. O
livro despertou em mim um desejo forte de aprofundar-me neste ministério. "Como resultado de
um encontro poderoso com Deus, ele foi escolhido, treinado e equipado pelo Espírito Santo
durante os dias do grande avivamento do país de Gales."3
Deus começou a levantar pessoas como Rees Howells durante aquele grande avivamento. Pessoas
que se tornaram intercessores e mestres, gente que assumiu a responsabilidade de cuidar de recém-
nascidos, orando e guiando-os na fé. Aqueles jovens intercessores descobriram, bem cedo, como o
inimigo de nossas almas é poderoso, conforme Rees Howells disse mais tarde: "A intercessão do
Espírito Santo a favor dos santos que vivem neste mundo mau só pode ser realizada por crentes
cheios do Espírito Santo."4
Mas Deus queria mostrar muito mais a respeito da intercessão e é isto que apresento no terceiro
passo: o surgimento dos Generais da Intercessão. Foi nesse tempo que aprendi a respeito das portas
do inimigo e em como tomar posse delas, o que você verá no decorrer da leitura deste livro.

CAPÍTULO2
Generais da Intercessão

A terceira fase de meu treinamento no ministério da intercessão começou num dia tranquilo de
1985.
Mike estava em casa consertando alguma coisa, quando fui tomada por um forte desejo de ficar a
sós com Deus. Ele concordou que ficaria de olho nas crianças e voltou ao seu trabalho, cantando,
como sempre.
A sós no meu cantinho de oração (o nosso quarto de dormir) ajoelhei-me ao lado da cama. Eu
estava orando e jejuando por três dias, profundamente preocupada com o estado de nossa nação.
As coisas começaram a se avolumar dentro de mim.
Ajoelhada diante de Deus, uma pergunta me veio à mente: "Pai, já que Satanás não é onipresente,
nem onisciente, como é que consegue ser tão eficaz em sua guerra contra as nações?" Calma e
suavemente, uma voz falou dentro de mim. Não era audível, mas Deus estava se dando a conhecer
a mim. Talvez você tenha experimentado algo assim. Você, repentinamente, sabe o que ele está
falando e aquilo fica lá no fundo de seu coração. O Senhor falou uma palavra comigo: estratégia.
Ficou bem claro que o inimigo tem uma estratégia para cada nação e ministério. Concluí que o seu
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exército jamais descansa depois das batalhas. , Você já observou que sempre que vamos a Deus
com um Rroblema, ele frequentemente pede que sejamos parte da solução?
Deus esteve me treinando por sete anos, primeiro, ali escondida no meu cantinho de oração e
depois pondo-me em contato com pessoas poderosas em Deus. Na ocasião eu não tinha ideia de
como o treinamento era intenso. Olhando retrospectivamente posso perceber que as experiências
do campo de batalha tiveram como propósito ensinar-me o princípio de se ter o coração puro, tema
que discutiremos no próximo capítulo. Agora, um ministério novo e expressivo teria lugar: líder de
grupo de oração.
Ao responder minhas inquietações sobre as investidas de Satanás, o Senhor inculcou em mim o
desejo de reunir os seus "generais" ou líderes de intercessão em um só lugar. Ele queria que eu
saísse do cantinho onde estava sendo treinada. Ajoelhada ali o Senhor me deu uma estratégia:
reunir num só lugar os vários ministérios que lutam num campo de guerra comum: o de orar pelas
nações do mundo e pelos Estados Unidos, a nossa nação.
São os generais que em época de guerra traçam os planos da batalha. O Senhor queria que nos
reuníssemos para ouvir os seus planos estratégicos, revelados a diferentes ministérios, aprendendo
como colocá-los em ação. Durante este tempo, pude ver que o corpo de Cristo orava
principalmente a favor de seus próprios ministérios e propósitos, com poucos resultados em todo o
país. Deus queria que seu exército de intercessores orasse em unidade de propósito. Ele, então,
forneceu-me cinco pontos-chaves:
1. Nenhum ministério possui toda a revelação necessária para estabelecer uma estratégia que
atinja toda a nação.
2. Seria necessário que todo o corpo de Cristo se reunisse para que os planos fossem revelados.
3. Quando todos os ministros se encontrassem, cada um contribuindo com a sua parte no plano
estratégico geral, Deus revelaria seus planos a todos, sem discriminação.
4. As reuniões serviriam para derrubar as barreiras existentes entre os ministérios, e teríamos uma
frente unida para guerrear.
5. Os generais seriam pessoas já ocupadas com um ministério reconhecido e aluariam como
coordenadores dos grupos de oração.
As diretrizes básicas para o encontro seriam as seguintes:
1. Deveríamos orar pelos pecados da nação desde o seu nascedouro, pecados de escravatura,
pecados cometidos contra os índios nativos da terra, nossas lutas e divisões durante a guerra ci vil,
o aprisionamento de j aponeses durante a Segunda Guerra Mundial e outros pecados semelhantes.
2. Deveríamos usar o texto de João 20:23 como um referencial: "Se de alguns perdoardes os
pecados, são-lhes perdoados; se lhos retiverdes, são retidos." Tínhamos que tratar com alguns dos
pecados que afetam nossa nação: o preconceito racial, o materialismo, a luxúria de Mamom,
crimes e idolatria.
3. Depois de nos arrependermos destes pecados, Deus nos mostraria quais os principados do reino
de Satanás que precisavam ser derrubados e quais deles continuariam a governar, ainda que
enfraquecidos. Procedendo assim, romperíamos as fortalezas de Satanás.
4. Ò texto de Jeremias 1:10 deveria nos servir de modelo:
"Olha que hoje te constituo sobre as nações, e sobre os reinos, para arrancares e derribares, para
destruíres e arruinares, e também para edificares e para plantares." Não somente derrubaremos,
mas edificaremos e plantaremos. O passo seguinte seria o de orar para que os Estados Unidos
voltassem à sua herança cristã. O plantar, entendemos, seria "o coração dos filhos voltando aos
seus pais".
5. Deus adaptaria e usaria este modelo para as mais diversas nações, onde quer que fôssemos.
O Senhor nos comissionou desta forma durante aquele tempo de oração e jejum em setembro de
1985. Logo que saí do cantinho de oração encontrei meu esposo Mike. Fui logo pedindo: Você
pode dar uma mãozinha para reunirmos os generais?" Ele me olhou por um instante, respirou
fundo e disse: "Sim, querida, vou ajudá-la". Depois de onze anos de vida conjugal ele não ficava
surpreso com o que eu dizia, especialmente depois de um tempo de oração.
Deixe-me acrescentar uma coisa: como mulher envolvida no ministério sou suspeita ao elogiar o
meu marido. Ele é um homem bom e piedoso. Sempre apoiando-me no ministério, além de ser o
meu conselheiro e melhor amigo. Sei que jamais conseguiria chegar aonde estou, ministerialmente,
se Mike não me desse cobertura em oração, encorajando-me a não desistir, rindo ao meu lado e,
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quando ficava desanimada, Mike estava junto a mim, enxugando-me as lágrimas. Deus tem me
dado a visão da obra, mas toda realização vem pela fé do meu esposo, uma fé firme, que eu chamo
de "Rocha de Gibraltar da Fé".
No dia seguinte, depois de receber esta missão do Senhor, falei com muita gente buscando
conselhos práticos. Uma guerreira de oração, Margaret Moberly, foi-me de grande ajuda. Ela
conversou com nosso pastor e com outras pessoas que poderiam nos ajudar. Juntas oramos,
buscando a direção de Deus. Durante esse tempo de oração, a visão aumentou. Deveríamos
começar em Dálias, depois Tulsa, Los Angeles, Washington, Canadá, Inglaterra e Austrália,
conectando cada local em uma rede de oração.
Há um lado interessante em ser um visionário. Quando se recebe a visão, ficamos empolgados,
temos muita fé e somos impregnados de alegria. Depois quando temos trabalho duro pela frente,
cansamos, e dá aquela vontade louca de voltar atrás, desistindo da visão. Nessa hora o diabo
zomba de nós, sussurrando: "É verdade o que Deus te disse?" Esta é uma batalha que tem que ser
vencida através da oração e do jejum. Por exemplo, temos de orar para que as portas se abram, que
haja auditórios suficientemente grandes e que as pessoas, quando se reunirem, não desanimem por
causa de suas diferenças doutrinárias.
A primeira reunião dos Generais da Intercessão foi realizada sob os auspícios de Bob Willhite na
Church on the Rock (Igreja da Rocha), em Rockwall, Texas. Isto foi em novembro de 1985.
Sentados, aquela primeira noite, numa sala de aula da escola da igreja, sentíamos o peso do
destino. Sentimos outras coisas também. Ali estávamos, homens e mulheres, cheios de diferenças
doutrinárias, vindos das mais diversas denominações, alguns se perguntando como gaia possível
orarmos em unidade diante do Senhor. fé À medida que as pessoas ao redor da sala diziam o seu
nojne, adade e que ministério representava, sentíamos uma atmosfera $vina confirmando-nos que
Deus se agradava daquele tipo de encontro. Foi então que um cavalheiro, Bob Henning, abriu o seu
eoração para compartilhar conosco as coisas de Deus. Com voz calma e profunda disse-nos: "Deus
nos chamou com um elevado ptopósito acima de nossas diferenças doutrinárias. Há algo mais
sublime no ar que a doutrina da unidade neste encontro. Precisamos nos reunir junto à cruz de
Jesus Cristo. Todos aqui concordam que nossa nação precisa de oração e que Jesus quer ser o
Senhor sobre a nação americana." Tal declaração era Deus falando conosco. Era como se cada um
de nós desse um suspiro profundo provocando a queda dos muros que nos cercavam. Toda a tensão
nervosa veio por terra e a presença de Deus encheu aquela rala. Jesus Cristo é, de fato, o
restaurador e Senhor sobre as brechas, transformando a divisão entre os líderes em um muro de
unidade.
Depois deste primeiro encontro visitamos todos os ministérios na grande área da cidade de Dálias
e a cada encontro sentiamos que os laços ficavam mais fortes e a unidade entre nós aumentava. Os
encontros tinham esta característica: orávamos cerca de meia hora e depois Deus usava cada
ministério abrindo-nos o ttiãpa, desvendando-nos as estratégias de Deus. Era lindo presenciar
aquilo, sentindo a unção que vinha sobre todos nós.
Deus usou aquelas reuniões para desvendar a estratégia que ele tinha para a América e a cura para
as nações. O espírito de unidade entre os obreiros agradou a Deus e, depois que orávamos,
sentíamos que Sua presença descia sobre cada um de nós.
Depois de Dálias, os generais se espalharam por toda a America e por outras nações. A cada
encontro orávamos por uma necessidade particular, percebendo que o próprio coração de Deus
abria-se entre nós. Outras vezes, sentíamos que Deus queria curar as feridas ministeriais ou alguma
outra ferida de nossa nação.
Em nosso primeiro encontro em Pasadena, Califórnia, tivemos um exemplo do que afirmei acima.
Enquanto Dick Eastman concluía sua mensagem, Deus lembrou-me de uma palavra que eu havia
recebido ao orar antes daquela reunião. Deus me fez entender que o pecado cometido pelos
americanos, contra os japoneses durante a Segunda Guerra Mundial, tinha de ser perdoado, única
maneira do evangelho atingir também os japoneses. Ao compartilhar esta necessidade de perdão,
um pastor da cidade de Torrance, falou: "Eis a razão por que não consigo alcançar os descendentes
de japoneses em nossa cidade. Posso orar a respeito?" Ele caiu prostrado em terra clamando a
Deus, suplicando o perdão à nação americana pela quantidade de casas destruídas, pelas bombas
jogadas contra aquele povo e por ferir os próprios cidadãos americanos. Não sabíamos o que
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estava acontecendo na esfera espiritual, mas todos sentimos que Deus iria operar de forma
sobrenatural entre aquele povo.
Alguns meses mais tarde, enquanto lia o meu jornal de oração, entenda-se o jornal diário, meu
olhos caíram sobre um artigo escrito em 21 de abril de 1988 cujo título dizia: "Senado vota lei de
ajuda aos nipo-americanos". O artigo dizia que o Senado decidira votar uma verba de vinte mil
dólares livre de impostos, a cada um dos milhares de japoneses e americanos que foram forçados a
abandonar seus lares, gente que fora enviada aos campos de concentração durante a Segunda
Guerra Mundial. Até que ponto nossas orações influíram naquela decisão do Senado? Sem dúvida,
outras pessoas oravam sobre o assunto também, mas creio honestamente que as orações tão
fervorosas e sinceras levadas à presença de Deus naquele dia em Pasadena, influenciaram
diretamente na votação do Senado americano.
Quero deixar bem claro, que não somos arrogantes a ponto de pensar que somos os únicos que
estamos orando. Somos apenas parte da estratégia de Deus. A Palavra de Deus diz que ele procura
alguém que se coloque na brecha. Creio que quanto mais nós, os intercessores, usarmos esses
momentos de unção para orar por coisas específicas, mais veremos os jugos sendo quebrados, nas
pessoas e nas nações.
Era necessário, contudo, conseguir novos lugares para a reunião dos Generais da Intercessão. Às
vezes, sem ter nenhum contato na cidade escolhida, viajava até lá esperando que Deus nos abrisse
uma porta ministerial. Mesmo sem conhecer alguém na cidade, obedecia a Deus que nos dizia: vá!
Deus sempre foi fiel, nunca falhou! O Senhor nos abençoou levantando grupos que nos apoiavam
em oração até que as portas se abrissem.
Um dos impedimentos para que não nos recebessem era o fato de muitos líderes andarem
queimados, ou precavidos contra a atitude de certos intercessores e suas intercessões! Houve tanto
abuso nessa área que os pastores nem queriam saber do assunto. Sempre que me encontrava com
eles, o que me contavam eram coisas do arco da velha, cometidas por gente desequilibrada.
Consequentemente, isso os deixara receosos de tudo o que diz respeito à oração intercessória.
Estavam cientes de que careciam deste tipo de intercessão, mas olhavam com suspeita as pessoas
que se apresentavam com ministério de intercessão. Em muitos casos tivemos que reeducá-los
quanto à forma de pensar sobre a oração intercessória.
Devido a natureza dos Generais da Intercessão, tornamo-nos uma espécie de rede referencial de
operação daquelas pessoas que tinham problemas e necessidades. Aprendemos substancialmente
sobre o assunto, resolvendo os casos de erros e enganos sofridos pelas pessoas. Deparamo-nos com
muita coisa que era fruto da mais pura ignorância, assim, as pessoas logo que eram ministradas,
mudavam completamente de atitude. Algumas pessoas não queriam mudar, preferindo manter-se
como guerreiro autónomo, uma espécie defree lancer, pessoa que age sozinha! Foi-nos difícil
enfrentar este tipo de atitude, o que nos deixava Profundamente tristes.
Viajando de cidade em cidade, entendemos que esse tema Precisava ser abordado com o equilíbrio
próprio da Palavra de Deus; não podíamos jogar a criança fora com a água. Tínhamos de retornar à
Palavra de Deus estudando a questão da intercessão, um tema que está tão ligado ao coração de
Deus.
Senti o desejo de escrever a partir das reuniões com os generais, pois muitos deles tinham
perguntas intrigantes a respeito da intercessão e, ainda que muitos livros sobre o assunto da oração
foram publicados, livros que tratam exclusivamente da intercessão são muito raros no meio
editorial.
Agora, contudo, vivemos um tempo crítico na história do mundo. Creio que um grande avivamento
está por chegar e que Deus está interessado em levantar intercessores por toda a terra. Isaías 56:7
diz: "... porque a minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos ". Creio que muita
gente irá nascer no reino de Deus e ouviremos um chamado do coração de Deus, perguntando:
"Onde estão as pessoas que serão 'casas' de oração para todos os povos?"
Se não atendermos ao chamado que nos é feito nesta hora, se não formos treinados e equipados
como intercessores, descobriremos que muitas criancinhas na fé, não chegarão à maturidade, a
menos que nos coloquemos na brecha em favor delas. Fracassaremos em nossa tentativa de ajudar
a cumprir os planos de Deus para as nações; Deus quer que, nação após nação conheça a luz
gloriosa do evangelho. Espero que Deus não diga de nós: "Busquei entre eles um homem que... se
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colocasse na brecha... mas a ninguém achei" (Ez 22:30). Estejamos, pois, adestrados para a
batalha!

CAPÍTULO 3

Coração Puro

"Antes do Senhor tomar um vaso escolhido dando-lhe esta vida intensa de intercessão,
primeiramente ele tem que tratar no mais profundo do homem com tudo o que é natural."1 (Rees
Howells.)
Eu era ainda uma garotinha quando meu pai, um pregador, disse algo que ficou gravado em mim
até hoje: 'Querida, tenha sempre em mente que o Espírito Santo é um cavalheiro, ele não se
intromete sem ser convidado, fica à espera de que lhe demos as boas-vindas." Essa é uma verdade
bem simples que precisa ser entendida por toda pessoa que quer ser um intercessor. Afinal, um
intercessor é alguém a quem Deus confidencia seus segredos que precisam ser cobertos pela
oração. Quanto mais puro o coração, mais ele se sente à vontade entre nós, e quanto mais ele
compartilha sua vontade conosco, mais produtivas se tornam nossas orações.
A Palavra de Deus diz que há coisas em nosso coração que são perversas, tremendamente iníquas e
que Deus nos forçará a largarmos tal estilo de vida. Precisamos, por isso, abrir as portas Pela fé,
dizendo: "Vem, Senhor. Cria em mim um coração puro." Quando abrimos as portas de acesso aos
compartimentos escuros de nossos corações, o Espírito Santo, o cavalheiro divino, entra, e como
Rees Howells tão sabiamente disse, "trata profundamente com tudo o que é natural."
Davi orou: "Cria em mim, ó Deus, um coração puro" (SL 51:10). O primeiro passo quando
oramos como Davi é ter consciência real de que precisamos orar assim. Certa ocasião, enquanto '
orava, senti de Deus que ele me pedia uma entrega total. Percebi que ele queria tocar em áreas de
minha vida que o impediam de usar-me em intercessão. Somente depois de um tempo de
meditacão foi que respondi: "Sim, Senhor. Vem e trata com tudo o que impede que tua obra seja
completa em minha vida. Toma o controle de tudo em mim."
Rees Howells, o intercessor, ao falar do tratamento do Espírito Santo em sua vida, explicou a
agonia que enfrentou nessa área. Deus lhe pedira tudo de si mesmo, para que recebesse tudo o que
o Espírito Santo tem.
"Não era com o pecado que Deus estava tratando; era com o eu; aquele ego que vem desde a
queda. Ele colocou seu dedo em cada parte do meu eu, assim, teria que decidir de cabeça fria pois
ele nunca me purificava de uma coisa sem o meu consentimento. Quando eu concordava,
começava a purificação."2
Quando o fim de semana chegou, Rees Howells experimentou um tremendo transbordamento do
Espírito Santo. O Senhor arrancou as raízes de amargura e deu-lhe, ao mesmo tempo, um coração
puro. Para algumas pessoas como Howells, a purificação acontece depois de um tempo de espera
diante do Senhor. Para j outras, entretanto, o Espírito Santo limpa o coração da pessoa
instantaneamente. Preocupo-me, às vezes, porque valorizamos muito pouco esta experiência com o
Espírito, não a levamos a sério, j Deus quer nos dar um coração puro.
O segundo passo, é deixar o próprio Deus criar em nós um coração puro, tratando com tudo o que
precisa ser ajustado.
Depois de pedir a Deus que me enchesse do seu Espírito Santo, supus que o meu coração iníquo
fosse totalmente transformado e que agora estava sob o controle divino. Pensei que seria fácil viver
sob o controle do Espírito Santo; que seria instantaneamente transformada, com um coração e
atitudes como o de Jesus. Enganei-me feio! Daquele dia em diante parece que tudo o que fiz de
errado brilhava diante dos meus olhos. Além disso, em vez de tornar-me como Cristo, percebi que
meu comportamento piorara. A única diferença agora, é que pecava e no instante seguinte caía de
joelhos convencida pelo Espírito Santo de que havia pecado. Meu coração tornou-se,
gradualmente, mais flexível e terno diante de Deus.
Tive de tratar seriamente com o orgulho em minha vida. É interessante notar que antes de minha
entrega ao Senhor, o orgulho não constava da lista de pecados que me assediavam. Eu havia
esquecido esse pecado no mais profundo de meu ser interior. Precisava saber, portanto, que
nenhum bem de valor havia em mim. Minha justiça era como trapo de imundícia. Nesta época de
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entrega total, a história da vida de José foi-me mui preciosa. O que tem a ver a vida de José com a
de um intercessor? José foi usado por Deus para intervir divinamente na vida de uma nação. Como
tal, José é um tipo de intercessor e Deus, certamente, tratou com as atitudes erradas em seu
coração.
A história de José começa em Génesis 37. Logo no versículo 2 vemos um José, adolescente e
jovem, cheio de orgulho:
"Esta é a história de Jacó. Tendo José deiessete anos, apascentava os rebanhos com seus irmãos;
sendo ainda jovem, acompanhava os filhos de Bila e os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e
trazia más notícias deles a seu pai".
Ele era um pavão orgulhoso que Deus queria usar para mudar o curso da nação, mas Deus tinha,
primeiramente, que tratar com alguns defeitos de caráter. Como intercessores jovens, José e eu
estávamos apostando corrida com o orgulho. Quando Deus me mostrava alguma coisa sobre
alguém, corria até ele e dizia: "Enquanto orava, Deus me mostrou que você está cheio de
amargura." Por não esperar que Deus mostrasse o problema àquela pessoa, eu permitia que muitas
pessoas ficassem profundamente tristes comigo. Na ocasião, no entanto, eu achava que tal pessoa
era rebelde e que se recusava a olhar os problemas em sua vida.
José vestia aquelas roupas coloridas (símbolo da unção) e tagarela exibia sua posição. Este é um
problema sério que enfrentamos hoje, já que Deus está derramando um espírito de intercessão,
muitas pessoas pensam que, por serem intercessoras, são uma raça especial.
Ao confiar-nos o ministério de oração, Deus primeiramente limpa o nosso coração para que os
relatórios que lhe damos em oração não sejam sujos (corrompidos) ou tendenciosos. Ele quer
ensinar-nos a orar conforme a sua vontade e não a nossa. Tendo em vista o coração do Pai, o
Senhor nos despe daquela nossa roupagem de "unção pessoal", interesses próprios, raízes de
amargura, rejeições, doutrinas e opiniões preconceituosas.
Como vimos anteriormente, pelo menos numa ocasião, José deu um péssimo relatório sobre o
comportamento de seus irmãos. Agora, ao virem seu irmão menor vestido com as roupas que Jacó
mais gostava, eles não o suportaram e "... despiram-no da túnica, a túnica talar de mangas
compridas que trazia" (Gn 37:23).
O próximo versículo é muito interessante por causa de seu simbolismo: "... olharam e viram que
uma caravana de ismaelitas vinha de Gileade; seus camelos traziam arômatas, bálsamo e mirra,
que levavam para o Egito" (Gn 37:25).
Os perfumes que esses mercadores traziam eram usados nos dias de José para os sepultamentos.
Deus usaria os eventos nos anos seguintes da vida de José para fazer morrer o orgulho e as
ambições pessoais que impediam aquele jovem ungido de cumprir o alto chamado que tinha para
sua vida. Há um princípio muitas vezes doloroso para os zelosos e jovens intercessores: Deus não
tem pressa! Ele toma o tempo que precisar para construir em nós o seu caráter. Paciente e
metodicamente ele purificará o nosso coração iníquo, a fim de permitir que oremos sobre os
assuntos da Terra, conforme sua vontade. Muitos de nós queremos respostas rápidas, mas Deus
gosta de nos cozinhar em banho-maria. Seu objetivo é amaciar os corações para o sacrifício vivo.
O problema com o sacrifício vivo é que ele quer pular fora do altar. Senta-se ali por um tempo e
começa a fungar e depois de algum tempo descobre que para ser transformado à imagem de Cristo,
ele tem que sofrer. É aqui que muitos acham que o preço a ser pago é muito alto!
Não era apenas o orgulho que Deus queria tirar da vida de José; Ele tinha reservado mais
transformações para a vida dele. Deus deu a José graça e por algum tempo tudo ia bem com ele,
culminando com a posição de mordomo da casa de Potifar, até que Deus tocou em outra área de
sua vida: suas qualidades e habilidades físicas. "José era formoso deporte e de aparência." (Gn
39:6.)
É fácil cair quando começamos a ter muito sucesso: achar que Deus nos colocou acima dos demais
por causa de nossa capacidade de orar com maior autoridade ou porque o ouvimos com mais
clareza. Pensar que Deus nos fez mais habilidosos na oração do que os "peões" da oração é um
grande laço.
Ainda que tenha resistido à tentação da mulher de Potifar, José precisava superar o problema do
orgulho. Nossas palavras, muitas vezes, mostram a atitude de nosso coração. Veja as várias vezes
em que aparece o pronome pessoal e perceba quem está no topo da lista de crédito de sua posição
como mordomo da casa de Potifar:
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"Ele, porém, recusou e disse à mulher do seu senhor: Tem-me por mordomo o meu senhor e não
sabe do que há em casa, pois tudo o que tem me passou ele às minhas mãos. Ele não é maior do
que eu nesta casa e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porque és sua mulher; como, pois,
cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus?" (Gn 39:8,9.)
Note que a última coisa que disse, foi: "... e pecaria contra Deus?" Certa ocasião compartilhei uma
resposta de oração; uma dessas experiências fabulosas de oração respondida. Mais tarde, naquela
mesma noite, quando fui orar, senti que o Espírito Santo se entristecera. O que quero dizer é que
fiquei triste sem saber a razão de tanta tristeza. Enquanto orava, o Senhor me deixou bem claro que
eu havia compartilhado uma resposta de oração como se eu tivesse feito tudo aquilo, como se Deus
fosse uma parte insignificante da resposta. Ao refletir sobre o assunto, percebi como falei fora de
hora e que não compartilhara corretamente. Arrependi-me e novamente senti que estava purificada
diante do Pai celestial.
Uma coisa boa a respeito de Deus é que se você é reprovado num teste, Ele logo arruma outro. Foi
assim com José e Deus logo encontrou uma solução: mais um tempo na cadeia!
O tempo foi passando e Deus achou que era hora dos exames semestrais. Deus deu sonhos a dois
servos de Faraó que estavam na prisão com José, e este, confiando que Deus lhe daria o significado
dos sonhos, pediu-lhe a interpretação.
De fato, Deus deu a José o sentido dos sonhos e este viu aí uma boa chance de sair da prisão. Esta
declaração dá o testemunho exato do que ele pensava: "Porém lembra-te de mim, quando tudo te
correr bem; e rogo-te que sejas bondoso para comigo, e faças menção de mim a Faraó, e me faças
sair desta casa " (Gn 40:14).
José perdeu uma boa oportunidade de falar sobre o Deus de Israel e uma vez mais não deu glória a
Deus. Por isso, veio a sentença: mais dois anos de prova de fogo! Depois daqueles dois anos Deus
deu a Faraó um sonho e o copeiro-chefe, vendo que ninguém interpretava o sonho, lembrou-se de
José na prisão. Vejamos, agora, a resposta que José teve na ponta da língua: "Respondeu-lhe José:
Não está isso em mim; mas Deus dará resposta favorável a Faraó "(Gn 41:16).
Chegou o dia da formatura de José: a glória já não era mais dele, e sim, de Deus! O Senhor, então,
tocou o coração de Faraó que colocou José como o segundo em autoridade em todo o Egito.
Quando permitimos que Deus nos purifique o coração de todas essas coisas, ele, por certo,
compartilhará conosco os segredos que o rei fala em sua câmara de dormir, e nos confiará a tarefa
de interceder por toda a nação. Durante esse tempo, Deus nos levará ao terceiro passo desta
caminhada: um coração limpo. Neste terceiro passo, ele não somente purificará o nosso coração do
pecado, mas também haverá de curar as feridas da alma. "Cuidem que ninguém se exclua da graça
de Deus; que nenhuma raiz de amargura brote e cause perturbação, contaminando muitos." (Hb
12:15 - NVI.)
Não conheço uma pessoa que tenha atravessado a jornada da vida incólume, sem feridas na alma.
Algumas vezes, tomamos apenas uma ducha no Calvário, sem permitir que Deus corte, no
profundo de nossos corações, purificando as feridas com seu sangue remidor. Não nos damos conta
da extensão da ferida de nosso coração, até que nos encontremos em situações difíceis. Nessas
ocasiões, nossas palavras e ações, revelam a profunda amargura que está dentro de nós. Se não
permitirmos que o Espírito Santo jorre sua luz sobre aqueles pecados que não foram tratados,
nossas orações ficarão manchadas pelos ferimentos de nossa alma.
Aprendi essa lição em casa quando Deus, certa ocasião, contou-me um de seus segredos. Um
pastor, a quem chamarei de Greg, passava por profundas tribulações, e corria o risco de sofrer um
ataque cardíaco se não endireitasse suas veredas. Deus falou-me este segredo por duas razões:
Deus queria que o pastor fizesse alguns ajustes em sua vida, livrando-se do perigo de ter um ataque
cardíaco, e queria também expor as amarguras que eu tinha em meu coração contra aquele pastor.
A coisa era séria: alguns anos atrás, aquele pastor causara profundos ferimentos em mim. De
minha parte, achava que eu o havia perdoado e que tudo estava terminado, mas fui traída pelo
pensamento que me veio à mente, logo depois daquela revelação: "Bem, ele agora aprenderá a não
ferir as pessoas e a não ser tão arrogante!" Imaginei um quadro assim: Greg, vítima de um ataque
do coração, deitado num leito de hospital. Imaginei-me chegando, impondo as mãos sobre ele na
expectativa de que o milagre acontecesse e ele sendo totalmente restabelecido do ataque cardíaco.
Felizmente, o Senhor me sacudiu desses pensamentos frenéticos e repreendeu-me. Deus não queria
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que aquele pastor sofresse um ataque do coração, e eu deveria orar para que a situação fosse
revertida, permitindo, assim, que Deus tratasse com ele secretamente.
Foi então, que vi como o meu coração estava cheio de iniquidade. Os ferimentos da alma me
trouxeram à tona a raiz de amargura. Pude perceber, então, que Deus queria curar aquelas mágoas
e tratar os meus pecados. Depois disto, foi fácil perdoá-lo pelas mágoas; pude, então, clamar a
Deus por misericórdia na vida dele para que Greg pudesse endireitar os seus caminhos. Até o
momento em que escrevo este livro, ele está sendo usado por Deus e nunca sofreu o ataque
cardíaco.
Muitos intercessores oram, erroneamente, por não conhecerem seus próprios corações. Fazem
orações que procedem de um coração ferido e não oram conforme deseja o Pai celestial. Esse tipo
de oração, frequentemente acontece com pessoas que foram feridas por gente autoritária, ou ocorre
com pessoas que se sentiram rejeitadas por líderes, cuja opinião eles consideravam muito
importante.
Nosso dever, como intercessores, é o de cobrir as pessoas e situações em oração deixando nas
mãos de Deus a tarefa de convencê-las e curá-las. Há ocasiões, é claro, que temos que confrontar
as pessoas, mas somente depois de chorar e suplicar a solução do problema diante de Deus em
oração. São muitas as pessoas que endireitaram seus caminhos e muitas situações foram revertidas
porque as pessoas aprenderam a orar. Afinal, a maturidade nos ensina a guerrear as batalhas no
cantinho da oração. Quando oramos, Deus faz o impossível em situações que são verdadeiros
"becos sem saída".
Em Génesis, temos um exemplo de intercessão quando um poderoso homem de Deus, Noé, caiu
embriagado pelo vinho:
"Sendo Noé lavrador, passou a plantar uma vinha. Bebendo do vinho, embriagou-se e se pôs nu
dentro de sua tenda. Cam, pai de Canaã, vendo a nudez do pai, fê-lo saber, fora, a seus dois irmãos.
Então Sem e Jafé tomaram uma capa, puseram-na sobre os próprios ombros de ambos e, andando
de costas, rostos desviados, cobriram a nudez do pai, sem que a vissem " (Gn 9:20-23).
A atitude daqueles dois filhos, deve ser também a nossa em oração: usarmos a intercessão como
uma capa para cobrir a nudez do próximo. Com o coração puro, podemos discernir a motivação
que nos leva a orar.
Quero ser como o salmista que clamava:
"Senhor, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me assento e quando me levanto; de longe
penetras os meus pensamentos... Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, Senhor, já a
conheces toda" (SL 139:1,2,4).
Como intercessores, oramos: "Senhor envolve-me totalmente, por dentro e por fora, cria em mim
um coração limpo e puro para que eu seja o teu servo tapando a brecha."

CAPÍTULO 4

Estimuladores da Vontade de Deus

Como intercessores, temos uma tremenda responsabilidade: Deus nos usará para sermos os
estimuladores de Sua vontade na esfera terrestre. Isto acontece, conforme diz BobWillhite, porque
"a lei da oração é a mais importante do universo; ela pode sobrepor-se às outras leis, sancionando a
intervenção de Deus."1 Pela "lei da oração", Deus pode assim, agir soberanamente num mundo
chafurdado de egoísmo.
Willhite coloca que esta lei está acima da rebelião e das intenções malignas. Os meios que Deus
utiliza são os mais variados, geralmente envolvendo uma série sequencial de oração.
Um relato mais preciso e dramático dos executores que exigem o cumprimento da vontade de
Deus, foi-me contado durante um jantar em Washington, patrocinado por Mark Ballard, presidente
do Mount Vernon Bible College. A esposa dele, Donna, mais tarde forneceu-me os detalhes. A
história começou numa cidade do Estado da Virgínia.
Os moradores da cidade de Christiansburg notaram que um novo prédio surgia numa área da
cidade. Depois de algum tempo, viram que a construção recebeu um minarete bem no centro
daquilo que seria o compus de uma escola. Alguns crentes da cidade descobriram que os
muçulmanos haviam conseguido uma licença para construir um campus com o fim de treinar
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estudantes do Terceiro Mundo a respeito da energia solar. Os estudantes de energia solar voltariam
às suas cidades com o fim de ensinar o que aprenderam nos Estados Unidos. Ficou evidente,
contudo, que os muçulmanos tinham uma agenda secreta por detrás daquela construção: estavam
construindo uma mesquita e planejavam trazer algumas famílias para o local com o fim de instalar
uma comunidade islâmica na área.
Várias pessoas foram alertadas por Deus a respeito disso. Dois intercessores que trabalhavam
numa mercearia, depois de tomarem conhecimento do assunto, começaram a interceder. Tomaram
uma Bíblia, foram ao local da construção e perguntaram aos pedreiros que preparavam o alicerce
de uma das construções se podiam fazer alguma coisa. Os pedreiros consentiram, e enquanto o
cimento ainda estava fresco, enterraram no alicerce uma Bíblia, exigindo aquela propriedade para
o reino de Deus. Uma menina de sete anos, filha de um médico, orava todos os dias para que
aquela mesquita nunca funcionasse. As igrejas locais começaram a orar para que Deus intervisse.
Por causa dos estimuladores, intercessores foram chamados à oração. Eles exigiam que a vontade
de Deus fosse feita, e a lei da oração confundiu os planos daquele grupo anti-cristão. Os
empreendedores muçulmanos esgotaram todos os recursos financeiros e de forma surpreendente, o
campus com a terra e os prédios foram tomados pelo banco como forma de pagamento. Os prédios
ficaram vazios e os intercessores oraram para que Deus os utilizasse para sua glória.
Entretanto, um outro grupo de estimuladores trabalhava em outro estado num projeto inspirado por
Deus. O Mount Vernon Bible College (Universidade Bíblica Monte Vernon) existia em Ohio havia
mais de trinta anos e o conselho diretor sentia a necessidade de transferir a escola, devido às
condições económicas da comunidade local. O conselho diretor orou, pedindo a Deus, que lhes
mostrasse para onde deveria ser transferida a escola. A resposta às orações veio quando Mark
Ballard dirigia seu carro pelo estado de Virgínia em direção a Carolina. Enquanto dirigia pela
rodovia interestadual 81, teve a atenção chamada por algumas construções em Christiansburg,
ainda que não eram muito visíveis da rodovia.
Através de uma sequência de eventos, Mark Ballard ouviu o relato de como os muçulmanos
construíram aqueles prédios, agora vazios. O Senhor o conduziu àqueles cristãos que intercederam
para que a construção fosse usada para a glória de Deus.
O único impedimento era o aspecto financeiro. O prédio custava oito milhões de dólares e, depois
de algumas negociações, o banco decidiu vender a propriedade para a escola bíblica por dois
milhões e meio de dólares, cifra ainda muito elevada para aqueles irmãos.
Em Ohio, os estudantes cientes da necessidade, se colocaram na brecha da intercessão.
Começaram a orar e a jejuar três vezes por semana e tinham reuniões de oração de madrugada.
Deus começou a agir! No final, o banco encarregado de vender a propriedade foi contatado pelo
banco que oferecia empréstimos para a compra, propondo um depósito de meio milhão de dólares
na conta bancária da escola bíblica abrindo com isso uma linha de crédito que dava poder de
compra para a escola.
Durante as negociações uma das secretárias do banco encontrou-se com Mark e, chorando, contou-
lhe como ela também estivera orando para que o campus fosse vendido a uma organização cristã.
Deus convocou seus executores que oraram exigindo que a vontade de Deus fosse feita.
Por que Deus quer que oremos trazendo Sua vontade à Terra? Afinal, por que interceder?
Precisamos voltar ao começo de tudo e só então teremos respostas a essas perguntas.
A necessidade de um intercessor nasceu no Éden. É um lugar sereno, lindo, criado pelo Pai amado
para os seus filhos, lugar cheio de amizade e ótimos relacionamentos, e a princípio, não é um lugar
muito próprio para uma batalha. Adão amava Eva, e esta a Adão e ambos amavam o Pai. No fim da
tarde caminhavam juntos, rindo, usufruindo a amizade do Pai.
Alguém os observava enquanto caminhavam juntos; alguém com ira, inveja e ódio, matutando
um meio de acabar com aquela amizade. Imagine o ódio que Satanás sentia, ao ver Deus conceder
tanta autoridade a Adão. Satanás procurou dentre todas as criaturas, as mesmas que receberam seus
nomes de Adão, uma que pudesse ser usada por ele como instrumento, que roubasse de Adão o que
mais cobiçava: poder, autoridade, domínio e governo sobre a Terra. Foi então que, em sua procura,
observando a serpente, viu que ela era sutil e consideravelmente bela. Todas as demais criaturas
ouviam-na e riam quando ela falava. Satanás aguardou o momento certo, e, astutamente, tomou
posse daquela bela criatura. Incorporado na serpente, entrelaçado com sua natureza e habilidades,
torceu e perverteu a capacidade da serpente, usando-a em suas intenções malignas.
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Satanás não atacou de imediato a criação suprema de Deus. Paciente, esperou que o homem e sua
mulher se acostumassem à tarefa de dominar a Terra e ficassem desprotegidos. Eles sabiam como
cuidar do jardim e gozavam de um ótimo relacionamento entre eles. Ele planejou tudo, pensou no
que dizer e em como fazer. Escutava a conversa deles, observava seus gostos, até saber per-
feitamente como agir: para enganá-los, usaria as mesmas palavras que o Pai falara aos seus filhos.
Finalmente, chegou o momento que tanto esperara. Eva já observara sua beleza indescritível e ele
conversava com ela, impressionando-a com sua sabedoria. Em meio àquela conversa deliciosa ele
fez uma pergunta cuidadosamente preparada: "É assim que Deus disse: Não comereis de toda
árvore do jardim?"
A serpente, usada verbal e polidamente pelo pervertido Satanás, convenceu-a rapidamente de que
Deus o Pai a havia enganado. Ela comeu. Adão, perfeitamente orientado por Deus a respeito da
árvore; treinado bem antes de Eva ser criada, não a corrigiu. Na realidade, recebeu o fruto das
mãos de Eva e, com uma mordida, entregou seu governo sendo destituído de todo domínio.
Satanás declarou-se, então, o "deus deste mundo" (2 Co 4:4).
Com a quebra de comunhão com o Pai, a humanidade passou a depender urgentemente de um
intercessor. Como resultado da queda, a humanidade inteira e as gerações por vir, ficaram sob a
maldição.
O Pai, antevendo a morte da raça humana, havia preparado um antídoto para o pecado, Jesus, o
Cordeiro de Deus, morto desde a fundação do mundo (Ap 13:8).
" Viu que não havia ajudador algum e maravilhou-se de que não houvesse um intercessor; pelo que
o seu próprio braço lhe trouxe a salvação, e a sua própria justiça o susteve. Vestiu-se de justiça,
como de uma couraça, e pôs o capacete da salvação na cabeça; pôs sobre si a vestidura da vingança
e se cobriu de zelo, como de um manto. " (Is 59:16,17.)
Jesus trazia salvação, libertando o povo das condições difíceis em que vivia.
Satanás não conhecia os planos que Deus, o Pai e Criador do universo, tinha para contra-atacar,
mas o Senhor deu um enigma, uma dica ao diabo. Génesis 3:15, diz: "Porei inimizade entre ti e a
mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o
calcanhar".
Durante séculos, Deus esteve preparando a salvação que viria através de seu Filho. Possivelmente,
a vinda de seu Filho seja uma das respostas ao enigma. Creio, entretanto, que se referia a uma arma
futura, secretamente escondida, aguardando para ser revelada depois da ressurreição.
O texto de l Coríntios 2:8 afirma que é uma arma que "nenhum dos poderosos deste século
conheceu; porque, se a tivessem conhecido, jamais teriam crucificado o Senhor da glória ". O texto
se refere à Igreja do Senhor Jesus Cristo, exército de Hitercessores, mistério que está vivo na Terra
hoje, "esmagando" a cabeça do maligno.
Um dos mais dramáticos casos que conheço de estimuladores, pessoas que não hesitam em
interceder para que a vontade de Deus seja feita na Terra, aconteceu durante a Segunda Guerra
Mundial e está nos anais da história britânica. O caso está no livro Hand on the Helm (Mãos no
escudo), de Katherine Pollard Cárter.
No mês de setembro de 1940, Churchill foi avisado pelo serviço de inteligência que havia a
iminência de um ataque aéreo nazista à Inglaterra. Como as fábricas de aviões nazistas podiam
construir aviões com mais rapidez do que a Inglaterra, não havia dúvida de que a Real Força Aérea
estaria em desvantagem num combate.
Mais de duzentos bombardeiros alemães entraram zumbindo no espaço aéreo inglês e somente
vinte e seis esquadrões decolaram do solo britânico tentando impedir o ataque aéreo.
"Foi então que, inexplicavelmente, o quadro se modificou nos mapas da guerra. A grande flotilha
aérea nazista retrocedeu. Com 185 aviões abatidos e em chamas, eles fugiram! Milagrosamente,
contra todas as possibilidades logísticas, a Real Força Aérea ganhou a batalha...
"Alguns pilotos alemães capturados, foram interrogados sobre a razão de terem fugido, quando
apenas dois aviões os atacaram. Um deles respondeu: 'Dois?', exclamou, 'eram centenas de aviões!'
Um outro oficial nazista feito prisioneiro, perguntou aos ingleses: 'Onde vocês conseguiram tantos
aviões para colocar nos céus da Inglaterra?' Os ingleses apenas disfarçavam a resposta com um
sorriso. Na realidade, a poderosa esquadrilha alemã encontrou apenas um punhado de modelos
Spitfire e Hurricane ultrapassados da Real Força Aérea. O céu não estava tão cheio de aviões de
guerra...
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"Um oficial do serviço de inteligência nazista que mais tarde foi capturado chegou perto na
tentativa de desvendar a fonte daquelas.... miragens que confundiram os pilotos da Luftwaffe.
'Quando o grande relógio Big Ben batia toda noite às nove horas', disse o oficial alemão, 'vocês
usaram uma arma secreta que não entendíamos. Era muito poderosa e não encontramos meios de
reagir contra ela.'
"Ele estava certo! Havia uma força poderosa em ação, cada noite, quando o Big Ben soava suas
nove batidas. Era a força poderosa de uma nação que orava de coração contra uma força aérea que
ninguém podia contra-atacar, uma nação intercedendo diante do Deus Criador Onipotente. Toda
noite quando o relógio da torre do parlamento, o Big Ben, batia nove horas, o povo da Inglaterra e
todo o Reino Unido se recolhia no que ficou conhecido como momentos silenciosos de oração."2
As orações dos estimuladores de Deus, os intercessores, protegeram a Inglaterra e isto tornou-se
possível através do sangue do sacrifício de Cristo. Jesus tornou-se o supremo realizador através de
sua morte, sepultamento e ressurreição. Sua morte na cruz quebrou o poder do pecado sobre as
pessoas, permitindo uma intervenção divina nos assuntos da Terra. A morte sacrificial de Cristo
não nos trouxe somente o direito de adoção na família de Deus: devolveu-nos através do nome de
Jesus a autoridade e o direito de estabelecermos o domínio outra vez. Deus é o Deus da segunda
chance. Jesus disse: "Eis aí vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões e sobre todo
poder do inimigo, e nada, absolutamente, vos causará dano" (Lc 10:19).
Jesus pagou um alto preço antes mesmo de ir à cruz. Vimos anteriormente que Deus "maravilhou-
se de que não houvesse um intercessor; pelo que o seu próprio braço lhe trouxe a salvação'1'' (Is
59:16 - ARC). Assim, Cristo teve de pagar o preço pela oração, antes de pagar o preço na cruz.
Em seu livro Born for Batle (Nascido para a batalha), R. Arthur Matthews diz isso de forma bem
clara:
"O Soldado da Cruz ensinara seus discípulos sobre a necessidade de orar, dizendo: 'faça-se a tua
vontade, assim na Terra como no céu'. A implicação óbvia é que Deus limitou algumas de suas
atividades à oração dos seus filhos. Se estes não orarem, Ele não agirá. O céu pode fazer e
acontecer, mas os céus também esperam e encorajam a iniciativa da Terra, para que deseje o
cumprimento da vontade de Deus; a partir daí, aqui embaixo oramos para que a vontade do céu se
realize. A vontade de Deus não é imposta na Terra por um ato de onipotência inexorável e
ditatorial, algo decidido lá em cima, que sobrepuja ou ignora a vontade dos que vivem na Terra.
Bem pelo contrário, Deus impôs a si mesmo o direito de nada fazer, enquanto procura uma pessoa,
um intercessor, que clame a Ele diante desta ou daquela situação: 'seja feita a tua vontade na
Terra....'.
No silêncio envolvente do Jardim das Oliveiras, em completa solitude, Jesus é visto ativo em
intercessão. Se escolher o Gólgota, será o ator principal do Getsêmani. É aqui que Jesus se dispõe
a enfrentar as dores de parto duma luta intercessória em que, de forma ativa, escolhe fazer a
vontade de Deus, sem se importar com o alto custo de tal decisão. Seu espírito atribulado expressa
sua grande agonia em gemidos, choro e lágrimas. Chegam reforços para a batalha. A intensidade
da luta aumenta. As legiões celestes vêm para ajudar, mas esta batalha não lhes pertence: é uma
luta particular de Jesus! A vontade de Jesus foi testada em cada frase até que '... seu suor se tornou
como gotas de sangue caindo sobre a terra' (Lc 22:44). É a obra de Deus sendo feita à maneira de
Deus. Deus a planeja no céu e um homem a realiza na Terra. O Calvário é o resultado sacrificial de
uma alma que agonizou no Getsêmane escuro, o 'Soldado da Cruz' uniu sua vontade à do Pai para
que a obra fosse consumada!"3
Na batalha do Getsêmani, Jesus propositalmente entrou em guerra nas regiões celestiais, abrindo
caminho para o seu triunfo no Calvário. Você pode imaginar como era o campo de batalha nos céus
enquanto Jesus agonizava no jardim? Os anjos de Deus inflamados preparando-se para travar a
maior guerra em favor das almas humanas; batalha assim jamais ocorrera em toda história do céu!
Os anjos se moviam de um lado a outro no céu. Penso que Satanás não imaginou a razão de tantos
anjos num só lugar. Possivelmente pensou que os anjos se movimentavam para tirar Jesus da cruz.
A batalha corria veloz no céu, mas foi ganha por Jesus no Getsêmani de onde saiu rumo à vitória
do Gólgota!
É bom notar que a primeira batalha pela salvação do homem aconteceu no jardim do Éden e a
última batalha teve lugar numa noite escura de oração, também num jardim. Jesus, o segundo
Adão, estava trazendo o mundo caído à sua posição anterior que era a de ter domínio sobre a Terra.
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O pedido do Filho de Deus, "Pai, seja feita a tua vontade", teve o seu cumprimento na cruz. Todo o
pecado, enfermidades, infelicidades, desgraças, dores no corpo e dores da alma, tudo foi pago e
cancelado no madeiro. Ao dar o último suspiro e entregar-se à morte, Jesus exclamou: "Está
consumado!" Ao reconquistar, através de sua morte e ressurreição, a autoridade perdida, Ele
despojou, para sempre, os principados e potestades do mal, triunfou sobre eles, tomando as chaves
da morte e da vida. Aleluia! Ao chegar ao céu quero ver uma cena rápida da filmagem
documentando o momento em que o diabo perdeu as chaves!
Depois de ressuscitado, Jesus encontrou-se com seus onze apóstolos, dizendo-lhes:
"Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for balizado será salvo;
quem, porém, não crer será condenado. Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em
meu nome, expelirão demónios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma coisa
mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados
" (Mc 16:15-18).
Jesus Cristo, na realidade, na hora em que subia ao alto, ao seu lugar de intercessão, lançou as
chaves para os discípulos, dizendo: "Tudo o que pedires em meu nome, farei. " Ele nos entregou as
chaves das portas da prisão, chaves que fornecem liberdade aos cativos, quaisquer que sejam seus
cativeiros. Quando usamos o nome de Jesus e oramos de acordo com sua vontade, tornamo-nos os
executores de Sua vontade aqui na Terra. Agora, nós, seres humanos, podemos realizar aquilo para
o qual Deus nos vocacionou no Éden, subjugando a Terra, dominando-a em nome do grande
Campeão ressuscitado; em nome de Jesus Cristo.
Oramos, então, com discernimento e de acordo com Sua expressa vontade. Ao orarmos em nome
de nosso Rei, estabelecemos a vontade de Deus na Terra, como é nos céus, e dominamos as obras
de Satanás. Quando estamos em intercessão, tornamo-nos embaixadores plenos dos potenciais de
Deus, revestidos de toda autoridade divina, capacitados para orar a favor dos interesses do Todo-
Poderoso, do maravilhoso Deus deste universo.
É imperativo que os intercessores na América levantem-se e executem a vontade de Deus em nossa
nação. A Igreja tem que ir à guerra, em oração, para impedir a onda de pecado e decadência que
tem vindo sobre nossa Terra. Precisamos urgentemente de intercessores!
Em 1985, muitos de nós, envolvidos no ministério de oração, começamos a sentir uma necessidade
urgente de orar. Desde então, muitos líderes começaram a orar seguindo um mesmo padrão ou
direção, isto é, suplicando a Deus que sua justiça e misericórdia viessem sobre a América.
Recebemos muitas chaves que nos abriram a porta do conhecimento a fim de vermos as condições
de nossa nação.
Uma delas foi perceber que ficamos tão satisfeitos e ocupados com o derramamento do Espírito
Santo na década de 60 que nos afastamos totalmente dos problemas nacionais. Na realidade,
entregamos o governo de nossa nação aos humanistas e ateus. Por exemplo, em 1962, dormíamos
o sono da indiferença quando a Suprema Corte baniu a oração e a leitura da Bíblia de nossas
escolas públicas. Neste momento, estamos vivendo dentro da tempestade, colhendo o fruto de
nossa falta de responsabilidade.
Deus está nos mostrando como exigir de volta aquilo que entregamos. Tomemos, por exemplo,
este assunto da oração nas escolas públicas. Em 1988, os Generais da Intercessão patrocinaram um
seminário em Phoenix, Arizona, com o propósito de sacudir aquele Estado, trazendo-o de volta a
Deus. O seminário de oração tinha como propósito derrubar de forma contínua e sistemática as
fortalezas que impediam o mover de Deus no estado do Arizona. Na parte da manhã, um dos
palestrantes, David Barton, compartilhou o que aconteceu no ano de 1962. De repente, por causa
da lei da Suprema Corte, trinta e nove milhões de estudantes e mais de dois milhões de professores
foram impedidos de fazer diariamente, aquilo que era feito desde a fundação de nossa nação:
começar as aulas do dia com uma oração!
Contou-nos, David, que a oração retirada das salas de aula, dizia apenas: "Deus Todo-poderoso,
reconhecemos que dependemos de ti, e pedimos-te que tua bênção esteja sobre nós, sobre nossos
pais, nossos professores e nossa nação."
Enquanto aquele irmão falava, concluímos que a desordem existente em nossa nação e na vida de
nossos filhos, era devido ao pecado de presunção e vaidade que tínhamos em relação ao nosso
governo. Ele nos afirmou que o teste de aptidão escolar servia de prumo para toda a nação até o
ano de 1962. Desde 1963 os casos de relações sexuais entre os estudantes aumentou em mais de
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duzentos por cento. Os casos de gravidez antes do casamento aumentaram em mais de
quatrocentos por cento; doenças venéreas como a gonorréia, aumentaram mais de duzentos por
cento e o número de suicídios subiu em mais de quatrocentos por cento!4
Estas estatísticas tocaram nossos corações. Uma das pessoas profundamente tocadas foi o preletor
da noite, Bob Willhite. Ele contou-nos que voltou ao seu quarto de hotel e caiu de joelhos em
oração sob forte convicção de pecado. Sua geração, disse ele, era culpada por permitir que a leitura
e a oração fossem banidas das escolas, e isto o levou a agonizar toda aquela tarde em oração.
Enquanto ele nos falava, sentíamos naquela noite, o peso de suas palavras. Bob é um sujeito alto,
um homem sóbrio, profundamente humilde diante de Deus. Dirigiu-se a todos nós de forma
tranquila, dizendo: "Gastei as últimas horas prostrado diante de Deus em profundo
arrependimento. Pela manhã, enquanto ouvia o David, o pecado de minha geração caiu sobre
mim." Abruptamente parou. Todos sentimos que Deus nos convencia de forma mui profunda. Bob
continuou: "Estou aqui esta noite para pedir-lhes perdão do meu pecado e pelo pecado de minha
geração. Gostaria que todas as pessoas com idade acima de cinquenta anos ficassem em pé".
Homens e mulheres puseram-se em pé no vasto auditório. Era visível que cada pessoa que se pôs
em pé o fazia também sob forte convicção de pecado. Muitas pessoas choravam. Bob, então,
continuou: "Precisamos nos arrepender diante da nova geração, por entregar-lhes uma nação cuja
herança é agora de pecado e queda." Enquanto falava, as pessoas soluçavam por toda parte. Algu-
mas pessoas escondiam o rosto à medida que o poder purificador do Espírito Santo varria aquele
ambiente.
Creio que algo muito especial aconteceu naquele dia, pois o coração de uma geração tornou ao
coração de outra geração. Em outras palavras, caiu por terra o muro que separava duas gerações. A
Bíblia fala a este respeito em Malaquias 4:6: "Ele converterá o coração dos pais aos filhos e o
coração dos filhos a seus pais para que eu não venha e fira a terra com maldição".
Naquela noite, a Palavra de Deus teve o seu cumprimento. Os executores romperam o mundo
espiritual com uma das armas mais poderosas de Deus: o perdão.
Há outros ótimos exemplos de estimuladores nos tempos modernos, por todo o mundo. Um desses
grupos de estimuladores, composto em sua maioria por mulheres, como Débora e Ester, ergueu-se
no Brasil em 1961. Gente que se colocou na brecha pela nação brasileira. O grupo se
autodenominou Liga das Mulheres Democráticas e teve seu começo posicionando-se contra a imi-
nente tomada do país pelos comunistas.
Quando os militantes apoiados por Cuba, Rússia e China começaram a trabalhar incansavelmente
no Brasil, enchendo o país com mentiras e falsas esperanças, os intercessores brasileiros tomaram
suas "armas" e saíram à guerra. Eles não somente oraram; colocaram pernas à oração e saíram à
luta. Quando veio a notícia de que um grande comício teria lugar em São Paulo com dois famosos
líderes comunistas russos, aquelas mulheres telefonaram às autoridades do país explicando que,
quando o avião chegasse, centenas de mulheres se deitariam na pista do aeroporto para impedir
que o avião pousasse.
Quando o avião se aproximou do aeroporto as mulheres tomaram posição, cantando, orando,
recusando-se a sair da pista. O avião tentou uma aterrissagem e voltou a ganhar altura. Elas
ficaram firmes. Aqueles líderes, acovardados, não puderam chegar à cidade.Quando um outro líder
comunista começou a falar, as mulheres lotaram o local e oraram tão fervorosamente que ele não
conseguia ser ouvido por causa do barulho das orações. Aquele líder abandonou o local, frustrado.
As forças armadas do Brasil, animadas pela coragem daquelas mulheres e por outros grupos de
resistência, levantaram-se contra os comunistas cujo líder fugiu do país naquela mesma noite.5
Muitos de nós estamos orando para que muitas mulheres de oração, como Débora, levantem-se
clamando por justiça em seus países.
Os executores de Deus podem operar em diferentes níveis, seja em seu próprio país ou em muitas
nações. Uma das maneiras de interceder é utilizar as notícias dos meios de comunicação e orar
também para que Deus levante pessoas dentro da mídia com notícias verdadeiras e corretas sobre a
nação sem aquelas informações parciais e distorcidas.
Alguém disse que as notícias dos jornais servem como listas de motivos de oração. Ao ler as
notícias locais podemos saber se estamos sendo efetivos ou não na oração. Frequentemente encora-
jo os irmãos a "orar as notícias".
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Certos intercessores que vivem em pequenas cidades, intercedem tendo como base a lista
telefónica. Dividem as páginas do guia telefónico, distribuindo-as em pequenos grupos para
intercessão pela cidade. Jeff Wright, de Washington, tem uma kombi de oração: ele a enche de
intercessores uma vez por mês e sai com eles pela cidade numa jornada de intercessão. Outros
irmãos costumam sair pelo bairro onde moram em caminhadas de oração. As ideias podem ser as
mais criativas quando queremos orar por nossa cidade.
A pequena cidade de Willow Park, no Texas, estava tentando votar uma lei que permitisse a
venda de bebidas alcoólicas em todo o condado e por fazermos parte da mesma jurisdição, a notí-
cia chegou a Weatherford, onde residimos. O condado onde moramos está sob lei seca há vários
anos; isto é, não é permitida a venda de bebida alcoólica em toda área, nem em supermercados ou
em bares. Não quero com isso julgar os moradores daquelas cidades, contudo nenhum de nós
queria uma atmosfera carregada com botequins e coisas similares. (Antigamente havia meia dúzia
de botequins por toda a cidade.)
Chamei algumas de nossas amigas para jejuarmos e orarmos por três dias. No terceiro dia, com
duas de minhas amigas, Kurt e Laurie, fomos orar numa pequena igreja donde se avista Willow
Park. Ali, juntamente com Mary Gene, esposa do pastor, tivemos um tempo de intercessão.
Certamente outras pessoas também haviam sido levantadas por Deus para orar pelo assunto.
Quebramos por fé, o vício e a escravidão da bebida, pedindo a Deus para que a lei não fosse
aprovada.
Ficamos surpresas pela derrota sofrida por aqueles que queriam vender bebida alcoólica em nossas
cidades. Quando Deus convoca seus executores para interceder, por certo ouvirá suas orações.
1. B.J. Willhite, Why Pray? (Por que orar?). Lake Mary, Fia.: Creation House, 1988, p. 91.
2
. Katherine Pollard Cárter, Hand on the Helm (Mão no escudo). Springdale, Pa.: Whitaker House,
1977, pp.4-5.
3
. R. Arthur Mathews, BornforBattle (Nascidos para a batalha). Robesonia, Pa.: OMF Books, 1978,
pp. 14 e 15.
4
. David Barton, America: To Pray or Not to Pray? (América: orar ou não orar?). Aledo, Tx.:
Wallbuilder Press, 1988. Estatísticas mencionadas no livro.
5
. Clarence W. Hall, The Country that Saved Itself (O país que a si mesmo salvou). Readers
Digest, novembro 1964, p.133.

CAPÍTULO 5

O Ministério da Intercessão

"Um intercessor é alguém - homem, mulher ou criança - que luta em oração a favor de outras
pessoas. Como tal, a oração intercessória identifica-nos com Cristo, pois, ser como Jesus, implica
ser também um intercessor. Ele vive sempre para interceder."1 (Dick Eastman.)
Há muitas controvérsias a respeito do ministério de intercessão. Alguns dizem que não há esse tipo
de ministério e que Deus chama todo o corpo para agir como intercessores. Outras pessoas,
contudo, ao sentir o chamado de Deus para interceder, se perguntam: Se não há este tipo de
ministério, onde está o meu lugar no corpo de Cristo? Sei que tenho um chamado mui peculiar do
Senhor para ficar na brecha, gastando horas a sós com Deus, orando pelas nações do mundo, por
minha igreja, meu país e por seus líderes.
Quem está certo? Ambos estão certos. Do ponto de vista ministerial, todos temos que orar e
interceder como Jesus. Ele é o nosso exemplo. Se olharmos do ponto de vista de dons concedidos,
muita gente é também chamada para ser um intercessor. A diferença está em que a intercessão, por
um lado, é de responsabilidade de todos, e por outro é um dom concedido por Deus, que faz parte
do ministério de socorro. Algumas pessoas chamadas à intercessão, recebem adicionalmente o dom
da liderança na oração. Deus não somente as usa como intercessores, como também as habilita a
ensinar aos demais os segredos da intercessão.
Pessoalmente, experimentei todas as três fases como relatei anteriormente. Antes, ao vir as
necessidades, gastava algum tempo de oração durante o dia, nos intervalos de minhas atividades
como dona-de-casa e professora. Mais tarde, quando deixei o meu emprego de professora, o
Senhor me levou a gastar mais tempo durante o dia intercedendo. Sentia um impulso de orar,
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especialmente durante a noite, pela madrugada, ou enquanto meus filhos pequenos dormiam ou
estavam na escola. A terceira fase de minha vida veio com a atividade ministerial de ser líder de
grupo de oração (não deixei, é claro, de ser dona-de-casa). Agora, convenhamos, nem toda pessoa
será chamada a ser um intercessor em tempo integral.
O funcionamento desses diferentes aspectos de um intercessor leva-nos a considerar a igreja como
um exército onde cada patente, ou divisa é significativo e de grande necessidade. Um exército tem
muitos soldados e poucos generais e cada pessoa tem que desempenhar sua tarefa a fim de que a
guerra seja ganha. Podemos afirmar que assim também é com respeito ao exército de Cristo: todos
seguimos a Jesus Cristo, nosso Capitão dos Exércitos, o grande Soldado da cruz! Não é importante
o cargo ou a divisa de autoridade que ocupamos; o que importa é estar no lugar onde Deus nos
colocou!
Todo crente é chamado a ser parte do exército de intercessores; todos oraremos e intercederemos.
Alguns o farão em tempo integral, enquanto outros fluirão mais em determinados dons do que
propriamente na intercessão onde fluem em menor escala. É de vital importância que, neste tempo
do fim, encontremos nosso lugar no corpo de Cristo, cumprindo o chamado de Deus para nossas
vidas.
Para entendermos o ministério de intercessão, seja como parte de uma tarefa do corpo ou como
chamado pessoal, precisamos estudar a obra de Jesus, nosso grande Intercessor.
Jesus disse: "É necessário que façamos as obras daquele que me enviou" (Jo 9:4). Dick Eastman
diz que a expressão "é necessário que façamos" chamou-lhe a atenção, pois Jesus não disse "eu
espero que façamos", ou "pretendo fazer", Jesus usou uma expressão radical quando disse: "É
necessário."2
Jesus entendia de forma mui clara que havia coisas que "lhe eram necessárias fazer." Como
crentes, deveríamos ser "pequenos Cristos" ou seus imitadores. Quando lemos as Escrituras vemo-
lo retirando-se para lugares solitários onde passava orando a noite toda. Na realidade, Ele gastou a
vida intercedendo por nós. Se o próprio Cristo sentiu que era importante interceder enquanto esta-
va na Terra, muito mais nós, seus discípulos devemos fazê-lo. É necessário interceder!
Há uma diferença entre oração e intercessão. Nem toda oração é intercessória e, na realidade,
muita gente nem mesmo intercede, apenas pede a Deus que atenda a algumas de suas necessidades.
A verdadeira intercessão pode ser vista em dois aspectos: um deles tem a ver com a intervenção de
Deus, e o outro com o da destruição das obras de Satanás. Isto pode ser visto na passagem bem
familiar de Ezequiel 22:30: "Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na
brecha perante mim, a favor desta terra, para que eu não a destruísse; mas a ninguém achei. "
Este versículo nos fala duas coisas: a primeira é chegar à presença de Deus com um pedido
específico, divinamente inspirado. A segunda é a expressão "se colocasse na brecha perante mim",
que traz em seu bojo o sentido de destruir as estratégias espirituais planejadas por Satanás. Muitos
irmãos, infelizmente, ficam na defensiva enquanto Satanás toma a ofensiva atacando o governo, a
igreja e as famílias.
Satanás é especialista em montar estratégia. Fico arrepiada quando ouço os irmãos rirem e
zombarem, dizendo que Satanás é um bobalhão idiota, esquecendo-se que uma das lições mais
enfatizadas no treinamento de guerra é que não se deve subestimar o inimigo. Temos de reconhecer
que Satanás está metido nesta guerra há muito tempo, muito mais que qualquer um de nós, e que
ele aprecia muitíssimo esta fama de bobalhão ignorante: afinal, ele também gosta de ser
desacreditado e ri à toa quando as pessoas dizem que ele não existe! Contudo, temos que dar ouvi-
dos às palavras de Paulo que nos alertam, dizendo: "Para que Satanás não alcance vantagem sobre
nós, pois não lhe ignoramos os desígnios" (2 Co 2:11).
Paulo não falaria dos laços e artimanhas de Satanás se eles não existissem. Ele também possui
tropas de assalto altamente treinadas; soldados que o servem sob o jugo do terror. Paulo definiu o
nosso inimigo desta forma:
"Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades,
contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões
celestes" (Ef 6:12).
Lutar, para os gregos, era uma questão de vida ou morte. Nossa guerra contra o inimigo que quer
nos destruir, é uma luta corporal no território dele.
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Efésios 6:11 diz que devemos colocar "toda a armadura de Deus " para podermos "ficar firmes
contra as ciladas do diabo ". A palavra ciladas no grego, utilizada nesta passagem, significa
"metodologia". Em termos militares podemos afirmar que o seu plano, ou estratégia de guerra, é
dominar toda a Terra.
Por isso, o papel do intercessor se reveste de tanta importância, pois ele entra na batalha como um
mediador. Hebreus 7:25 diz que Jesus vive "para interceder por eles". Por quem? Por aqueles que
vêm a Deus através dele! Jesus pagou o preço para podermos entrar ousadamente diante do trono
da graça, e dele receber misericórdia em tempos de necessidade.
Podemos imaginar algo assim: alguém vem a Deus com um pedido de acordo com a vontade dele.
Jesus, sentado à direita de Deus, diz: "Pai, atende a este pedido." Sensibilizados pela necessidade,
o Pai e o Filho, pedem ao Espírito Santo que toque no coração de alguém do Corpo, a Igreja de
Cristo na Terra, para que se coloque na brecha, em oração. Há momentos em que ficamos a nos
lembrar de uma pessoa a todo o tempo, sem sabermos a razão e depois começamos a orar por ela.
Vem sobre nós, uma sensação de perigo ou de tristeza quando a levamos a Deus em oração, e esta
é uma clara demonstração da ação do Espírito Santo que nos impele a orar por ela. É nesta hora
que nos colocamos na brecha, derramando o coração diante de Deus em intercessão. Deus, então,
começa a operar na vida da pessoa pela qual estamos orando, a vontade de Deus é realizada e o
reino de Deus se expressa na vida daquela pessoa.
Um intercessor eficaz é comparado a um atalaia atento sobre os muros da cidade, como diz a
Escritura:
"Sobre os teus muros, ó Jerusalém, pus guardas, que todo o dia e toda a noite jamais se calarão;
vós os que fareis lembrado o Senhor, não descanseis, nem deis a ele descanso até que restabeleça
Jerusalém e a ponha por objeto de louvor na terra" (Is 62:6,7).
Jerusalém é uma cidade murada e você pode, até hoje, caminhar sobre os muros da cidade. Os
atalaias, dia e noite, andavam sobre os muros, olhos e ouvidos atentos na noite escura,
escrutinando o horizonte precavendo-se dos ataques inimigos. Através desses versículos, Deus
orienta que olhemos o futuro, em oração, descobrindo os malefícios que podem atingir nossas
cidades, nossas igrejas e famílias. Deus está colocando os seus filhos como atalaias, guardiões que
não lhe darão descanso até que o Reino de Deus seja estabelecido em todo o mundo. A seguir,
quero colocar várias coisas que você pode fazer a fim de desenvolver a visão de um atalaia:
1. Aliste-se no exército de Deus! Ore a Deus, propondo-se a ser um atalaia!
2. Mantenha o coração puro, a fim de discernir corretamen-te os assuntos pelos quais Deus quer
que você ore.
3. Desenvolva uma vida de comunhão íntima com Deus. Fique constantemente em alerta na
missão a cumprir. Um atalaia tem que ser como um médico: deve estar sempre de prontidão, com o
bip a tiracolo! A qualquer momento, você poderá ser avisado de uma emergência. Não importa o
que estiver fazendo, Deus mudará seus planos a fim de que você ore e toque o alarme de guerra,
impedindo o ataque do inimigo.
4. Ore e peça que Deus o ensine a tocar o alarme no momento certo. Deus revela aos seus
intercessores as necessidades íntimas daquelas pessoas pelas quais estão orando. Deus confia esses
segredos aos intercessores e aquilo que Deus nos diz deve ser mantido em sigilo; nunca, jamais ser
comentado com alguém. Muitos grupos de oração pecam neste ponto, pois tornam-se meramente
reuniões de fofocas espirituais. Se Deus revelar a fraqueza de alguém, você deve proceder da
seguinte forma:
• Peça a Deus que confirme o que ele lhe falou a fim de ter certeza absoluta do que ouviu. Você
não vai querer orar sem qualquer objetivo.
• Depois de ter certeza de que está orando na direção certa, precisa pedir a Deus orientação se
deve ou não dizer o que você sabe à pessoa pela qual você está orando.
• Caso você tenha permissão de Deus para contar à pessoa, ore pedindo que Deus prepare o
coração dela a fim de que a palavra caia em terreno fértil.
• Muitas vezes você ficará quieto sem nada dizer à pessoa por quem você está orando. Deus, a seu
tempo, e de sua maneira falará com ela. Esta é a maneira mais eficaz de tratar com as fraquezas das
pessoas pelas quais você está orando. Quando Deus fala pessoalmente com elas de que devem
mudar, elas não se sentirão envergonhadas, rejeitadas ou feridas.
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• Há ocasiões em que você percebe que a igreja local está em perigo, e é necessário soar o alarme
em seu grupo de oração. Neste caso, procure alguém que tenha uma posicão espiritual elevada e
compartilhe suas preocupações. Deixe nas mãos da liderança a decisão de compartilhar ou não
com os demais membros do grupo.
5. Não fique com medo de fazer orações que lhe pareçam estranhas. Você está orando e de repente
começa a interceder, por exemplo, por um pastor na América do Sul a quem você nem conhece.
Muitos atalaias desviaram desastres que ameaçavam pessoas que lhes eram desconhecidas. Um
bom exemplo de um atalaia ungido, é o relato de Lucas 22:31,32:
"Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo! Eu, porém, roguei por
ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos."
Vinita Copeland, uma intercessora, cumpriu o seu dever de atalaia a favor de muitos dos seus
"filhos espirituais". Certo dia, o Senhor a alertou que um deles, uma mulher de nome Beth, estava
sob forte ataque e que Satanás a queria peneirar como trigo. Vinita conversou com seu marido,
A.W., e disse que não queria ser perturbada enquanto estivesse trancada no quarto em intercessão
por aquela mulher. Depois de dois dias, seu marido ficou apreensivo e preocupado com sua esposa.
Começou a chamar por telefone outros irmãos intercessores para que orassem por sua esposa que
estava agonizando em oração. No terceiro dia, ela rompeu as fileiras do inimigo que estavam se
lançando contra sua filha espiritual. Que bom quando uma intercessora se dispõe a um sacrifício
extra! Beth tem agora um ministério internacional que nasceu banhado Pelas lágrimas de oração de
Vinita.
Como vimos, muitas vezes Deus chama os atalaias para orar no meio da noite. Uma guerreira de
oração em Fort Worth, Noemi butch DuPuis, acordou repentinamente no meio da noite com um
forte desejo de orar por Hayseed Stephens, um evangelista que estava trabalhando na Indonésia. A
pregação desse homem mexeu com as potestades daquela localidade. A dona de um bordel e todas
as mulheres que ali "trabalhavam" se converteram ao Senhor. Também se converteram para o
Reino de Deus o principal traficante de drogas e o chefe de jogatinas da cidade.
Eram cerca de quatro horas da manhã quando ela acordou num sobressalto tendo uma visão de
Hayseed. Ele estava em perigo de morte, ameaçado por gente de vários vilarejos. Mais tarde, ao
encontrá-lo, ela lhe contou que sabia muito mais do que acontecera com ele, do que ele próprio.
Isto acontece com frequência com aqueles que têm o dom da intercessão.
Entrementes, lá na Indonésia, eram quatro horas da tarde e Hayseed estava saindo da casa de um
diácono por quem estivera orando. Ali, na rua, a visão era estarrecedora: mais de 600 homens com
paus e enxadas esperavam por ele. Eram muçulmanos, irados com ele, pois muita gente estava se
convertendo a Cristo. Os moradores, certos de que o evangelista havia trazido desgraças sobre eles,
queriam vê-lo morto.
Hayseed descreveu o que aconteceu a seguir: "A princípio uma onda de terror se apoderou de mim,
e gritei por socorro a Deus." Creio que esta oração "relâmpago" fez com que o Espírito Santo
acordasse sua amiga no Texas que entrou na brecha orando para que Deus o protegesse e lhe desse
paz.
Hayseed disse mais tarde: "Depois de clamar por socorro, senti como se um manto de paz fosse
jogado sobre mim. Caminhei pelo meio da multidão cantando suavemente o nome de Jesus."
Envolto no manto da paz, Hayseed pôde caminhar pelo meio daquela multidão irada que se abriu
como o mar Vermelho. Tal acontecimento o fez lembrar-se do episódio de Lucas 4:28-30:
"Todos na sinagoga, ouvindo estas coisas, se encheram de ira. E levantando-se, expulsaram-no da
cidade e o levaram até ao cimo do monte sobre o qual estava edificada, para, de lá, o precipitarem
abaixo. Jesus, porém, passando por entre eles, retirou-se."
Como seria lindo ver o que acontece no mundo espiritual quando Deus age de forma tão
sobrenatural!
Vivemos numa era profética no que diz respeito à intercessão. Na década de 90 uma grande
colheita será feita, consequentemente, um espírito de oração está sendo derramado em todo o
corpo de Cristo. Precisamos orar para que o Senhor da seara, envie ceifeiros para sua seara. Gente
que não era acostumada a orar, está sendo acordada no meio da noite para interceder. Deus está
convocando um batalhão de reservistas!
O espírito de oração que tem vindo sobre várias nações e povos é na realidade o primeiro sinal das
dores de parto, indicando que o avivamento está chegando. Num artigo especialmente escrito para
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os Intercessores da América, Douglas Thorson fala sobre um homem chamado Jeremiah Lamphier.
Lamphier é o exemplo do que Deus pode fazer com qualquer pessoa, gente comum que responde
ao chamado de orar por avivamento. Isso aconteceu em Nova Iorque lá pelos idos de 1857.
Lamphier espalhou panfletos pelas ruas convidando as pessoas a participarem de uma reunião de
oração que teria lugar na Igreja Reformada Holandesa, na esquina da Fulton Street, bem no centro
de Manhattan. Sua fé foi testada! Quando chegou a hora ele ficou só, durante vinte e cinco
minutos, esperando que alguém viesse orar! Finalmente às 12:30 horas chegaram seis homens, um
de cada vez para orar. Na semana seguinte eram vinte as pessoas que vieram orar! Depois de
algum tempo decidiram não mais se reunir uma vez por semana e, sim, diariamente.
Dentro de seis meses mais de dez mil homens de negócio se reuniam diariamente para orar em
lojas e empresas. Sem qualquer exceção, sem inveja uns dos outros, toda a igreja cooperou como
se fosse uma só alma!3
Creio que é necessário que toda a igreja aprenda sobre oração intercessória, como um caminho a
ser trilhado para um grande avivamento. Quantos, como Lamphier, estão hoje em empresas,
escolas e escritórios obedientemente fazendo o que Deus lhes pediu, até que Deus os chamem para
serem líderes de grupos de oração que mudarão a vida de muitas nações?
Martin Lloyd-Jones é citado no mesmo artigo como tendo dito:
"A história dos avivamentos demonstra de maneira clara que Deus frequentemente age de maneira
diferente, trazendo o avivamento, mantendo o fogo aceso, sem usar, como seria normal, os
ministros, e sim gente comum; pessoas que se consideravam sem importância, gente humilde da
Igreja cristã".4
O chamado ecoa em cada um de nós! O próximo capítulo o ajudará você a descobrir se tem o dom
da oração intercessória. É empolgante ver o que Deus pode fazer com um vaso obediente!
'. Dick Eastman, Love on Its Knees (Amor sobre os joelhos). Tarrytown, N.Y.: Chosen Books,
1989, p. 21.
2
. Md, p. 47.
3
. Doulgas Thorson, Prayer and Revival: The Role ofPrayer and Reformation Societies in
American History (Oração e avivamento: o papel da oração e da reforma na sociedade da história
americana). Intercessors for America, 1989, p. 12.

CAPÍTULO 6

O Dom da Intercessão

"Parece-me que alguns cristãos possuem uma capacidade especial que os leva, de forma
sistemática, a orar por longos períodos e, diferentemente de outros cristãos, tais pessoas
experimentam uma resposta rápida e específica às suas orações."' (C. Peter Wagner)
aom da intercessão é um assunto que tem gerado ontrovérsias já que a Bíblia não o menciona
diretamente. Afinal, a Bíblia também nada fala a respeito de ministros da música ou daqueles que
cuidam do sistema de som. Os intercessores, entretanto, podem ser colocados ao lado daqueles que
têm o ministério de socorro, com a única diferença de que os intercessores servem espiritualmente
nos lugares celestiais, enquanto aqueles que têm o ministério de socorro, servem aqui na terra com
recursos materiais.
As Escrituras apresentam referências indiretas ao dom de intercessão. Por exemplo, em Lucas 2:37
vemos Ana, uma viúva, que servia ao Senhor, no templo, com jejuns e orações noite e dia. Na
realidade, adorar noite e dia com jejuns e orações é uma ótima descrição da vida de alguém
chamado a interceder (ainda que haja muito desequilíbrio nesta área de oração e jejum, conforme
vere-mais adiante).
71

POSSUINDO AS PORTAS DO INIMIGO


O DOM DA INTERCESSÃO
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Outro exemplo, é a história de Arão e Hur segurando as mãos de Moisés. Durante uma batalha
inteira, ficou de mãos levantadas até que Israel vencesse os amalequitas. Vemos aqui um tipo de
dom de intercessão em ação.
"Ora as mãos de Moisés eram pesadas, por isso tomaram uma pedra e a puseram por baixo dele, e
ele nela se assentou; Arão e Hur sustentavam-lhe as mãos, um, de um lado e o outro, do outro;
assim lhe ficaram as mãos firmes até ao pôr-do-so. " (Êx 17:12.).
Observe que Arão e Hur ajudaram a manter as mãos de Moisés erguidas, mas não tomaram a vara
que ele tinha nas mãos. Veja também que eles não desceram à batalha fisicamente como o fez
Josué. As pessoas que têm o dom de intercessão não se ocupam preferencialmente com outras
coisas, tudo o que querem é orar! Quando as pessoas me perguntam quanto tempo gasto em oração
diariamente, respondo-lhes: "Tanto quanto posso." Devido à agenda de viagens, algumas vezes
poderei não gastar tantas horas em oração como em outras ocasiões, mas, sempre que posso, tiro
um dia todo para ficar a sós com o Senhor. Numa ocasião assim, desligo o telefone e deixo um
cartaz na porta do quarto: "Em oração: não perturbe." Um dia de oração é um tempo de glória!
Outras pessoas também pensam assim.
Já mencionei aqui a conferência de oração Noventa Horas de Oração Pelos Anos Noventa que
aconteceu na Flórida. Experimentei um tempo glorioso de oração às duas da manhã, intercedendo
pela Igreja da Rússia. Um dos intercessores inclinou-se e disse com imensa satisfação: "Isto é o
paraíso, não é?" Tive que concordar. As pessoas chamadas para o ministério da intercessão têm
grande prazer no que fazem e vivem uma vida extraordinária!
No capítulo passado, descrevi a maneira como Vinita Copeland posicionou-se como atalaia a favor
de Beth, sua filha espiritual. Durante três dias ela jejuou em oração e quase não dormiu até receber
de Deus o sinal de que suas súplicas foram atendidas. São coisas deste tipo que as pessoas com o
dom de intercessão comumente fazem! Não é algo corriqueiro, mas às vezes acontece! Daniel é
um exemplo do que quero dizer. Ele se separou para buscar o Senhor em oração e jejum.
"Naqueles dias, eu, Daniel, pranteei durante três semanas. Manjar desejável não comi, nem carne,
nem vinho entraram na minha boca, nem me untei com óleo algum, até que passaram as três
semanas inteiras" (Dn 10:2-3.).
Certamente Daniel deveria estar bastante desfigurado depois de três semanas de jejum, mas ele não
se importou; Deus o comissionou a orar até entender o sentido da visão. Suas orações
desencadearam uma grande batalha nos céus, mas o anjo enviado por Deus conseguiu vencer as
barreiras celestiais e veio até Daniel. O anjo é quem diz:
"Então (Gabriel), me disse: Não temas, Daniel, porque, desde o primeiro dia em que aplicaste o
coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, foram ouvidas as tuas palavras; e, por
causa das tuas palavras, é que eu vim. Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu por vinte e um
dias; porém Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu obtive vitória sobre os
reis da Pérsia. Agora, vim para fazer-te entender o que há de suceder ao teu povo nos últimos dias;
porque a visão se refere a dias ainda distantes" (Dn 10:12-14.).
Por causa das orações de Daniel, o Senhor enviou-lhe um anjo com a missão de fazê-lo entender a
visão.
Geralmente aqueles que têm o dom de intercessão recebem de Deus um motivo de oração. Alguns
se dedicam a orar pelos pastores ou por algum ministério. Diariamente agem como se fossem
"guardiões da oração" a favor de alguém, como atalaias vigiando a favor daquela pessoa em
oração. Falaremos mais sobre este assunto no capítulo onde trato dos parceiros de oração.
Nem todo intercessor consegue dedicar tempo integral à oração. Quando não estão ocupados
com suas profissões, dedicam as horas livres a intercessão. Alguns dizem que o tempo de oração é
o tempo de recreação. Por favor, não entenda mal. Orar é uma tarefa dura, e às vezes precisamos
de uma folga; para muitos, porém, orar e interceder é um tempo de refrigério.
Uma pessoa que tem o dom de intercessão, nem sempre terá o mesmo enfoque de oração por toda
a vida. Isto pode variar. Aquela senhora que Bob Willhite ouvia orar seguidamente no Tabernáculo
Boas Novas, recebeu o chamado para orar apenas por uma nação, enquanto outras pessoas, são
chamadas a orar por muitas nações. Uma dessas pessoas é Freda Lindsay do Instituto Cristo Para
as Nações, em Dálias, Texas. Esta escola tem cerca de l .500 alunos e está à frente de uma grande
organização missionária. O Instituto Cristo Para as Nações já ajudou na construção de cerca de
8.700 igrejas ao redor do mundo.
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Freda Lindsay foi a palestrante do encontro dos Generais da Intercessão em 1986. Chamada por
muitos de seus alunos de "Mama", ela é uma mulher baixinha mas com muita energia e poder de
Deus. Que experiência ouvi-la orando, trazendo diante de Deus todas as nações do mundo, uma
após a outra, sem parar, até que cada nação é mencionada em intercessão diante do trono da graça.
Naquele dia ela compartilhou conosco a experiência de oração de seu marido, Gordon Lindsay.
Ainda que tenha passado para a eternidade, as orações de Gordon Lindsay continuam a ter
respostas em muitos países do mundo. Disse-nos que Gordon costumava afirmar sobre a oração:
"Cada pessoa deveria orar pelo menos uma oração violenta por dia". E acrescentou: "Creio que ele
detém o recorde mundial de orações violentas!" Para provar o que afirmava, citou-nos o texto de
Mateus 11:12: "E desde os dias de João Batista até agora se faz violência no reino dos céus, e pela
f orça se apoderam dele" (ARC).
Freda contou-nos, então, esta história:
"Jamais esquecerei o tempo em que vivemos em Shreveport, Louisiana. Coloquei um anúncio no
jornal pedindo uma empregada doméstica. Uma senhora apareceu e ficou com o emprego.
Estávamos na cozinha falando sobre o que deveria ser feito aquele dia, quando ela subitamente
parou, e perguntou: 'O que está acontecendo? O que é isto? Esta voz de homem que ouço...!'
"Respondi-lhe: 'É o meu marido que está orando. É a primeira coisa que faz todo dia pela manhã.
Ele ora como se fosse uma bomba explodindo!'
"Ela perguntou: 'Ele não esteve aqui em Shreveport há uns três anos, em tal hotel e em tal dia?'
Respondi-lhe que, por viajar muito, não me lembrava de onde ele estivera naquela época mas que
lhe perguntaria assim que saísse do quarto.
"Ao sair de seu período de oração, perguntei-lhe: 'Você esteve em Shreveport há uns três anos em
tal dia e em tal hotel?' Gordon tinha uma mente que armazenava dados como um computador e
jamais se esquecia de nomes, lugares e datas. 'Sim', respondeu-me, 'eu estive lá ensinando em uma
conferência'.
"Aquela senhora exclamou: 'Eu sabia, eu sabia! Fiquei do lado de fora do seu quarto ouvindo sua
oração já que nunca antes ouvira alguém orar daquela maneira'."2
Não seria interessante que as pessoas se lembrassem de nós. pela maneira como oramos e não por
outras coisas? Que legado aquele homem deixou! Creio que suas orações juntamente com as
orações de sua esposa, forjaram o nascimento de um avivamento. Foi aquela vida de oração que
abriu caminho para que milhares de estudantes fossem treinados para o campo missionário no
Instituto Cristo Para as Nações.
Gordon e Freda Lindsay criam piamente no que Jesus dissera em Mateus 9:37,38: "E, então, se
dirigiu a seus discípulos: A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai,
pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara."
Os intercessores costumam chamar este texto de "orando na seara". Deus coloca os seus
intercessores em todo lugar para orar por todas as nações.
Este relato mostra que os métodos usados pelas pessoas envolvidas em intercessão são os mais
variados. Temos que olhar para os frutos da oração e não para os métodos de orar. Deus possui
muitos intercessores que oram de forma bem diferente um do outro. Alguns, oram silenciosamente
no seu cantinho de oração, outros cantam e alguns gritam. O certo é que você deve orar da maneira
como Deus lhe mostrou sem ficar pensando que todos devem orar da mesma maneira que você.
Pessoas que são chamadas à intercessão criam regras particulares e se disciplinam na maneira de
orar; é o que dizem homens como Dick Eastman ou Larry Lea que escreveram sobre a intercessão.
Dick escreveu The Hour that Changes the World (A hora que transforma o mundo) e Larry, o livro
Nem Uma Hora?, editado em português. Para algumas pessoas chamadas à intercessão, orar faz
parte de uma disciplina rígida. Imagine aqueles dias em que o céu parece de bronze e você fica se
perguntando se levantar-se às cinco da manhã todo dia para orar, produz algum resultado!
Outras pessoas pertencem a grupos de intercessores que oram profeticamente. Falarei sobre este
assunto mais adiante. Mas o que faz essa gente? Basicamente levantam-se cedo pela manhã e
fazem um "check in" com o Senhor. Habituados ao horário, perguntam ao Senhor quais as tarefas
do dia (a menos, é claro, que tenham passado toda a noite intercedendo por algum compromisso de
última hora!). A forma como começam a orar pode variar. Muitos gastam tempo adorando ao
Senhor e depois ficam em silêncio, ouvindo Deus até que um nome vem à mente, um texto bíblico
ou uma situação especial que precisa de intercessão. Costumo orar assim todos os dias, entretanto,
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é bom sermos flexíveis. Às vezes, enquanto estou adorando, vejo-me repentinamente orando pela
Roménia e algum tempo depois, volto a adorar a Deus novamente.
Tenho coisas pelas quais devo orar diariamente. Mesmo assim Deus coloca em meu coração um
senso de urgência por outros motivos de oração, necessidades que estão no coração Dele. Descobri
que as urgências de Deus nem sempre são as que estão em minha lista de oração, por isso, ser um
intercessor exige da pessoa uma boa dose de disciplina emocional já que a tendência é orarmos por
assuntos que nos preocupam e não por aqueles que Deus nos dá. Nesta hora, eu busco primeiro "o
reino de Deus", em vez de meus desejos pessoais. Descobri, também, que em muitas oportunidades
Deus chama outras pessoas para interceder pelas necessidades de minha família. Basta ficarmos
fiéis à agenda de Deus e Ele se encarrega das demais coisas.
Se você tem o dom de intercessão descobrirá que Deus, de maneiras diferentes, revelará a você
sobre o que ou por quem interceder durante um determinado dia. Às vezes vejo alguém parecido
com outra pessoa e percebo que devo orar por ela. Outras vezes vejo o nome de alguém que
conheço, ou um nome semelhante, e busco o Senhor para conferir se devo orar por aquela pessoa.
Toda vez que penso em alguém que não vejo por anos, começo a orar por ela. Estou certa de que
Deus usa este expediente chamando a atenção dos intercessores para que orem, mas eles não
percebem que é Deus sinalizando! Se num dia o nome de alguém da congregação não me sai da
cabeça, já aprendi que é Deus pedindo que ore por ela. Ao pedir a Deus instruções em como orar
por esses casos, Ele me traz à mente vários textos bíblicos. Eis aí a importância dos intercessores
conhecerem as Escrituras: o Espírito Santo pode tirar água do poço de águas vivas que está em nós
para intercedermos corretamente.
À medida que crescemos no dom de intercessão aprendemos a conversar e a andar com Jesus,
sempre alerta ao aviso divino de que alguém precisa de nossas orações. Alguns dizem que isso é
aprender a estar em Cristo. Através do Espírito temos uma linha aberta ao coração de Deus.
Quando esta linha está sempre ocupada com nossas conversas, é porque já descobrimos o segredo
do seu coração.
Uma outra maneira que Deus usa para nos chamar à intercessão são os sonhos. A Bíblia fala muito
a respeito dos sonhos e de sua interpretação. Quer uns exemplos? O Senhor apareceu a Jacó num
sonho quando fugia de seu irmão Esaú. Deus usou os sonhos para mostrar sua glória a Faraó,
exaltando José perante a nação, como vimos anteriormente. No Novo Testamento há muitos relatos
de sonhos. Por exemplo, Deus deu um sonho a José para que ele recebesse Maria como sua esposa
e depois outro sonho avisando que deveria fugir com o menino Jesus e Maria, pois Herodes queria
matá-lo. É comum os intercessores terem aquilo que chamo de "sonhos espirituais". Os sonhos
espirituais são bem diferentes daqueles sonhos que você tem quando come muito churrasco gordo
tarde da noite e vai dormir empanturrado. Os sonhos que Deus dá são vívidos e reais! É o tipo de
sonho que você fica matutando sobre ele durante um bom tempo e chega a imaginar se sonhou
mesmo ou se estava acordado! São sonhos que ficam em sua memória, ainda que seja bom anotar
os detalhes enquanto estão bem claros em nossa mente. Vemos nas Escrituras que as pessoas se
lembravam dos sonhos e os contavam detalhadamente. Muitas vezes Deus fala ou avisa algo em
sonho, pois, acordados, não lhe daríamos muita atenção.
Um sonho espiritual pode vir de forma clara ou, às vezes precisa ser interpretado. Por exemplo, se
o sonho é sobre um desastre temos que entender que se trata apenas de um aviso e não de uma
fatalidade. Precisamos orar para Deus diminuir, impedir ou eliminar aquilo sobre o qual sonhamos.
É isto o que frequentemente acontece com minha família. Meu esposo Mike é muito mais
sonhador que eu. Ele sempre tinha sonhos em que via tornados e tempestades vindo contra nossa
casa. Tais sonhos nos deixavam em alerta contra os ataques satânicos. Aprendemos a prestar
atenção às pessoas que vemos nos sonhos, orando por elas, intercedendo para que não sejam
vítimas das ciladas satânicas.
Certa manhã, Mike nos contou que sonhara que cinco tornados se levantavam contra nossa casa, o
que nos levou a orar com mais afinco durante aquele dia. Graças ao alerta divino, oramos e o que
veio contra nós foi facilmente tratado e resolvido!
Um exemplo do que quero dizer ainda está vivo em minha memória. Devido a um sonho espiritual,
evitamos um grande desastre. Eu estava em Phoenix falando em uma conferência e, antes
de sair do quarto para o salão onde gastaria quase todo o dia, resolvi telefonar a Mike. A voz dele
estava engraçada e exigi que me dissesse o que estava acontecendo. Depois de um tempo, com voz
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pausada, ele me disse: "Cindy, ontem a noite sonhei que estava dirigindo numa auto estrada atrás
de duas caminhonetes. Em cada uma delas havia um casal, e numa delas, uma das mulheres estava
grávida. O tráfego parou repentinamente. Pisei no freio, puxei o freio de mão, mas nada aconteceu;
era como se estivesse em camera lenta. No momento seguinte eu bati na traseira da caminhonete
jogando-a contra a que estava à frente. Quando paramos, pulei do carro para ver se tudo estava
bem. Estava preocupado com aquela mulher grávida e corri até onde ela estava para orar por ela."
Depois que me contou o sonho oramos pedindo a Deus que protegesse as pessoas que dirigiam
seus carros naquela auto estrada e especialmente pela segurança de Mike. Pedimos que Deus desse
a ele sabedoria ao dirigir pela auto estrada em direção ao seu trabalho.
Ao voltar para o quarto à noite, nem preciso dizer o que fiz: corri ao telefone para saber dele como
fora o seu dia e se tudo estava bem (um ano antes um caminhão de 18 rodas chocou-se contra o seu
carro. Ele saiu ileso; daí minha preocupação com ele). Mike estava eufórico à medida que contava
o que acontecera enquanto se dirigia ao trabalho. Ele me disse: "Cindy, Deus é maravilhoso! Dirigi
o carro, atento e cauteloso, procurando ficar longe dos carros que iam à minha frente, procurando
ver se encontrava alguma caminhonete. Perto do local de trabalho, repentinamente o carro que ia à
minha frente bateu na traseira de um outro. Prevenido por aquele sonho, havia mantido certa
distância o que impediu que eu também me envolvesse no acidente."
Os veículos envolvidos não eram caminhonetes e não havia nenhuma mulher grávida, o que nos
leva a admitir que Deus poderia ter protegido aquelas pessoas, como no sonho. Neste caso,
ninguém ficou ferido.
Quando você tiver um sonho espiritual pergunte a Deus se foi um sonho dado por ele ou não. Se
ele disser que sim, pergunte-lhe se Ele quer que você ore a respeito do sonho. Caso você não
entenda o sentido do sonho ore para que Deus envie alguém que o interprete para você. Cuide-se
bem, pois, o diabo pode dar sonhos que são verdadeiros pesadelos; são sonhos que produzem medo
e não aquela convicção de paz que o Senhor nos dá através dos sonhos. Você deve também orar
pedindo proteção sobre as pessoas envolvidas no pesadelo.
Deus está chamando aqueles que têm o dom de intercessão para que formem uma grande rede,
trabalhando numa grande colheita. Há intercessores em grande número chegando de toda parte. O
Senhor está reunindo pessoas como Rute e Noemi; pessoas como Ester e Mordecai; gente como
Débora e Baraque para a batalha final.
Vinita Copeland, que mencionei anteriormente, é uma pessoa por quem tenho muito afeto. Um dos
seus parentes olhando para os seus joelhos, admirado, perguntou: "O que há com os seus joelhos?
Parecem calombos de camelo!" Ela lhe respondeu que estava orando por seu filho que, na ocasião,
fugia de Deus pelas estradas da vida. Aquela pessoa lhe perguntou: "Mas você não pode orar em
pé?"
Foi de joelhos que essa guerreira de oração lutou toda a sua vida em prol de milhares de membros
do corpo de Cristo. Ela costumava levantar-se às quatro da manhã e ficava em oração no porão de
sua casa. Ao deixar esta terra, seu corpo estava completamente desgastado pelas contínuas batalhas
da intercessão. Ò céu deve tê-la recebido, jubiloso!
Quando ainda era viva, fui visitá-la e, juntas, descemos ao porão onde costumava orar. Vi um
pequeno tapete e ao lado uma caixa de sapatos e perguntei-lhe: "Nonnie (este era o seu apelido), o
que faz aquele pequeno tapete ali?" Ela me respondeu: "Querida, é aqui que costumo orar." A
presença de Deus inundou o meu ser. Ajoelhei-me e peguei a caixa de sapatos que estava repleta de
fotografias. "Nonnie", perguntei-lhe, "para que servem estas fotos?"
"São minhas fotos de oração", disse-me ela.
"Quem são estas pessoas das fotos?", voltei a perguntar.
"A maior parte dessas fotos é de gente que nem conheço", respondeu-me. "As pessoas enviam
fotografias de parentes seus para que eu ore por eles." Explicou-me que costumava orar pelas
pessoas até que Deus lhe dissesse: "Está bem." Só então parava de orar. Marcas de lágrimas
cobriam aquelas fotos de pessoas que nunca vira antes, todavia, de uma coisa tenho certeza: ela as
conhecerá no céu! Estou certa que, de tanto bombardear as portas do inferno com oração, as
cadeias satânicas foram quebradas na vida daquelas pessoas.
Os que exercem o dom de intercessão são aquela parte do corpo de Cristo que, mesmo escondida, é
poderosa, realizando grandes coisas para Deus. Algumas vezes, quando enfrento uma luta toda
especial, clamo a Deus: "Deus, levanta intercessores!" Geralmente anoto o dia e a hora em que
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apelei assim diante de Deus, porque, cedo ou tarde alguém telefona perguntando: "O que
aconteceu com você tal dia e tal hora?" Uma intercessora, a irmã Kay, telefona regularmente,
quando percebe que estou na beira do inferno brigando com o diabo. O telefone toca, e ela
pergunta: "Cindy, o que está acontecendo? Enquanto orava por você, lutei todo o tempo contra o
desencorajamento."
Como nos sentimos encorajados ao ver Deus distribuindo o dom de intercessão a pessoas dispostas
a recebê-lo! Sejamos fiéis àquilo que nos foi concedido.

CAPÍTULO 7

Lideres de Oração

Enquanto alguns são chamados para ficar no lugar secreto da oração, outros descobrirão que seu
tempo de Dração serviu de campo de treinamento para projetá-los como líderes de grupos de
intercessão.
Líderes de oração são pessoas que têm um dom misto. O dom da intercessão está ligado
diretamente a um ministério de tempo integral como aquele de Efésios 4: l: apóstolos, profetas,
evangelistas, pastores e mestres. De acordo com Efésios estes dons são concedidos:
"com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do
corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de
Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo..." (Ef 4:12,13).
Sendo assim, líderes de oração são pessoas que equipam os santos na oração e intercessão. O foco
do ministério dependerá de um dom ministerial particular que se encaixe com o dom de
intercessão. Ainda que haja um número variado de ministérios de intercessão em operação nos dias
de hoje, quero considerar alguns 'bem visíveis já que manifestam uma conjugação de vários dons.
Tais líderes começam, por vezes, a orar numa congregação local.
Alguns ficam ali mesmo, outros começam a viajar e ainda outros encontram organizações cujo
enfoque é a oração e intercessão.
Quando compartilhamos sobre os diferentes ministérios e os vários tipos de líderes de oração,
corremos o risco, é claro, de seguirmos um determinado tipo de ministério ou de modelarmo-nos a
uma pessoa, deixando de buscar em Deus nosso dom especial. Seguir exemplos de bons líderes
nesta área é bom, contudo, temos que ter a certeza de que o chamado e o dom vêm de Deus.
Antes de darmos os exemplos de diferentes líderes de oração, quero listar alguns pontos que o
ajudarão a sobreviver às lágrimas e desgastes tão comuns na liderança da intercessão.
Um líder de oração deve pedir a Deus que lhe mostre qual é sua esfera particular de
responsabilidade já que é frequentemente sobrecarregado com centenas de pedidos de oração e
com necessidades as mais diversas. A fama de uma pessoa que tem o ministério de intercessão se
espalha rapidamente, e, mais cedo do que se imagina, estará sobrecarregada de pedidos vindos dos
mais diversos lugares.
Todos os dias recebo pedidos de oração de pessoas que telefonam ou escrevem, bem como das
mais diversas organizações cristãs. Qualquer descuido e o líder ficará sobrecarregado e frustrado.
Muitos intercessores se desgastam porque não aprenderam a pedir a Deus direção sobre o quanto
devem orar e o que devem interceder.
Aprendi essa verdade com uma guerreira de oração que já está com o Senhor. Mike e eu a
visitamos, depois de ouvir notícias de como Deus a usava em intercessão. Você já esteve diante de
uma pessoa de tal estima e consideração em cuja presença você freia a língua com medo de dizer
uma bobagem? Nós não a idolatrávamos, mas a respeitávamos muitíssimo e ansiosos queríamos
aprender com ela.
No decorrer daquele dia, aprendemos muito com ela a respeito do ministério de intercessão.
Quando nos despedimos, apertei-lhe a mão, dizendo: "Vou orar por você." Olhando-me e desti-
lando aquela profunda sabedoria, fruto de uma longa caminhada com Deus, ela me disse: "Cindy,
Deus pediu a você para que oras-se por mim?" Para dizer a verdade, levei um choque. O ofereci-
mento veio do meu coração, mas teria Deus me orientado a fazer assim? Eu não tinha certeza.
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Enquanto regressava para casa, comecei a buscar em meu coração se era vontade de Deus que eu
orasse por ela. A resposta, finalmente, chegou: deveria orar por ela sempre que ela me viesse à
mente, contudo, ela não deveria fazer parte daquele grupo de pessoas pelas quais Deus pedira que
eu orasse diariamente. Como agradeço a Deus por Sua grande sabedoria, pois a lição aprendida
marcou-me profundamente, já que as necessidades e pedidos de oração são muito grandes!
Não é difícil encontrar nas Escrituras as bases para as diferentes esferas de autoridade. Deus
chamou Adão para cultivar um jardim. Deus não lhe disse: "Adão, formei muitas terras e conti-
nentes e você deverá visitar todos os lugares, supervisionando cada país." Ele chamou Adão com
um propósito bem definido.
Um outro exemplo é o de Abraão, que recebeu de Deus uma autoridade específica, quando este
falou: "Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei"
Quando Deus levou o povo de Israel para a terra prometida, cada uma das tribos de Israel recebeu
uma herança na terra sobre a qual deveria manter controle.
No Novo Testamento, encontramos também alguns exemplos de comissionamentos específicos.
Jesus instruiu os discípulos em Atos 1:8, dizendo: "Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o
Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Somaria
e até aos confins da terra." Era uma ordem específica: primeiramente Jerusalém; depois a Judéia; a
seguir, S amaria; e, depois de tudo, os confins da Terra. O líder de oração começa seu trabalho em
Jerusalém, sua casa.
Tem gente que gosta de pular este ponto, talvez por ser em casa que Deus funde as dobras de nossa
armadura. Isto está claro em Mateus 13:57 quando Jesus afirmou que "não há profeta sem honra,
senão na sua terra e na sua casa ".
Quando Deus nos leva ao aprendizado da submissão, podemos, como servos, nos submeter à Sua
liderança, colocando nossa carne sob controle. O melhor lugar é Jerusalém pois é lá que as pessoas
ainda se lembram de todos os nossos erros e podem avaliar o quanto crescemos no Senhor. Veja
pelo seguinte ângulo: quanto mais cedo entrarmos na fornalha ardente, mais rápido passaremos por
ela. Ao deixarmos Deus polir e trabalhar em nossa armadura, cresceremos como servos de honra
na casa do Senhor. Depois, quando olharmos para trás, veremos que aquele foi um tempo de
grande aprendizado e de grandes bênçãos.
Anos atrás, quando passei pela prova de fogo em minha Jerusalém, uma mulher sabiamente me
disse: "Cindy, você agradecerá a Deus por tudo o que hoje está passando." Não posso dizer que
gostei do que ela me disse naquela hora, e dentro de mim, pensei: "Você está brincando!" Agora sei
que ela estava certa.

Líderes de Oração na Igreja

Para algumas pessoas, Jerusalém não é apenas o lugar de treinamento, é também o lugar onde
Deus quer que estejam, pois Deus deu-lhes o dom de serem pastores-intercessores. Ainda que não
sejam reconhecidas como tal nem tenham também o título de pastor, tais pessoas têm profundo
desejo de cuidar das ovelhas em oração, alegrando-se por ver uma ovelhinha crescer até tornar-se
guerreira na oração. Gastam noites em oração lutando a favor do grupo que Deus lhes entregou
para pastorear.
Esses pastores-intercessores descobrirão que a maior carga de oração é a favor das pessoas de sua
congregação local. Frequentemente exortam os irmãos daquela congregação para dedicarem mais
tempo à oração.
O grupo de intercessão liderado por tais pessoas é a própria pulsação da igreja. E como precisamos
de grupos de oração na igreja!
O alvo das reuniões de oração de um grupo na igreja é o de orar pelas necessidades físicas dos
membros daquela congregação, por suas necessidades financeiras, pelo pastor, obreiros, pedindo a
Deus uma direção clara do papel daquela congregação na comunidade local. Um grupo local
também ora pelas nações do inundo, mas este não é o alvo principal. Um grupo de oração numa
igreja local, geralmente não gasta muito tempo com o ensino. Muitas pessoas ensinam enquanto
oram; dão uma pausa para ensinar e depois continuam a orar.
Creio que um número cada vez maior de igrejas sentirá a necessidade de ter grupos locais de
intercessão e admitirão como obreiros de tempo integral, pessoas dedicadas à oração.
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Dessa forma, o desejo do Senhor em ver sua igreja tornando-se uma "casa de oração para todos os
povos", será uma realidade. Quanto mais e mais pastores de oração estiverem trabalhando em
tempo integral, novos templos serão construídos com "capelas" ou "salas" de oração onde as
pessoas poderão estar a sós com Deus. Muitas igrejas constróem refeitórios, salas de recreação ou
coisas semelhantes, e bem poucas têm lugares especiais de oração, a espinha dorsal do reino de
Deus.
Há, também, muitas igrejas que não possuem ninguém que se dedique a orar por necessidades
urgentes; geralmente os obreiros estão apenas envolvidos com aconselhamento. Quando Mike e eu
planejamos uma reunião para os Generais da Intercessão, telefonamos para vários ministérios e
pedimos para falar com as pessoas encarregadas da oração da igreja. Para nossa surpresa, as
igrejas, quando recebiam nossos telefonemas não sabiam para quem enviar nossa solicitação.
Muitas pessoas que vieram até a convenção dos Generais da Intercessão não eram líderes de
oração em suas igrejas, apenas pessoas com um peso muito grande na oração e intercessão.

Ministério Itinerante de Oração

Enquanto alguns irmãos permanecem guerreando em oração na localidade, outros são chamados
para interceder em ministérios itinerantes. Muitos desses irmãos são evangelistas intercessores
cujo alvo é ganhar as pessoas para Cristo. Um exemplo do que digo é Dick Eastman e seu
ministério Cada Lar Para Cristo. Ele foi chamado, primeiramente, como um intercessor; depois
formou grupos de oração entre os jovens e criou um ministério de oração vinte e quatro horas.
Mais tarde, fundou um outro ministério visando levar o evangelho a cada lar em todo o mundo
através da literatura evangélica.
Aqueles que têm um ministério de oração itinerante fazem parte também de uma congregação
local. Alguns têm uma função na igreja e são enviados a outros lugares como uma extensão da
congregação local. Outros, contudo, têm tempo integral dedicado a viagens e possuem, na
congregação local, a cobertura espiritual onde Deus os colocou em submissão. Em ambos os casos
o ministério é válido já que a igreja local se coloca na brecha a favor de seus familiares, suprindo
também as necessidades financeiras.
Quando o intercessor se coloca sob o governo da igreja, duas coisas acontecem: ele recebe
proteção espiritual e tem o dever de prestar contas de seu trabalho. O corpo local está sempre
atento para que o líder não caia em excessos espirituais, aquilo que costumo chamar de áreas
escuras do ministério. As áreas escuras são aquelas práticas sem qualquer fundamento bíblico ou
aqueles ensinos sem uma boa substância da Palavra. Este é um ponto crítico para os intercessores,
dada a natureza de seu ministério. O intercessor ouve a voz de Deus através do Espírito Santo que
o orienta nas atividades de oração. É que, juntamente com a voz de Deus, outras vozes sopram
dentro de nós, algumas tentando enganar-nos. Certo intercessor colocou este assunto da seguinte
maneira: "Ouvir a voz de Deus em oração é como ligar a televisão; há muitos canais disponíveis
mas nem todos procedem do Espírito Santo. Só porque sintonizamos um canal e ouvimos uma voz,
não quer dizer que aquela é a voz de Deus. Precisamos nos aconselhar para aprender a discernir o
nosso interior e julgar corretamente a direção de Deus em nossas vidas." A igreja local, portanto, é
o lugar onde podemos compartilhar o que Deus nos tem dado em primeira mão.
Alguns líderes de oração se cercam de um grupo de irmãos que agem como um conselho
orientador, ajudando-os a manter o ministério no prumo de Deus; isto, porém, não os dispensa de
continuarem a fazer parte de uma congregação local. No nosso caso, peus nos tem dado um pastor
que nos orienta, bem como um grupo dedicado de líderes dentro dos Generais da Intercessão.
Um outro tipo de dom misto é o de profeta-intercessor. Aqueles que têm este dom profético
discernem com muita propriedade as fortalezas espirituais numa determinada área, e têm uma mis-
são espiritual muito parecida com aquelas da "SWAT" americana. Doris Wagner os chama de
Esquadrão Anti-Bombas que agem prevenindo e atacando.
Deus não somente pede aos intercessores que orem por determinados lugares. Ele os leva à zona de
guerra para derrubarem as fortalezas espirituais e lutar contra os principados e potestades que
governam as nações. São esquadrões que fazem uma brecha na fileira do inimigo, para que Deus
entre naquele lugar trazendo um avivamento ou abrindo caminho para que os missionários entrem
com a sua Palavra. Semelhantemente aos estrategistas militares, tais pessoas são as primeiras a
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entrar na zona de guerra preparando o caminho do Senhor naquela área. Falaremos mais sobre este
tema no capítulo onde trato da intercessão profética.
Há, também, aqueles que têm o dom misto de mestres-intercessores que se destacam
internacionalmente como mestres na Palavra de Deus. Podem até ensinar sobre muitos outros
temas, mas a preocupação principal deles é com a oração e a intercessão.
Todavia, um dos dons de maior evidência neste final de década é o de apóstolo-intercessor. Bob
Whillhite é um dos que se movem nesta direção. Ao fundar um movimento chamado Cada Casa
Uma Casa de Oração, ele desafia as igrejas para que a oração seja uma prioridade na casa de Deus.

Uma Nova Etapa Ministerial

Como você poderá saber que está na hora de deixar um ministério local para ter um ministério
itinerante? Afinal, o ministério é dinâmico e muda constantemente. É fácil acomodar-se à prática
de uma visão particular e esquecer que Deus quer uma nova etapa ministerial em sua vida.
Quando Deus traz uma nova etapa ministerial, algumas coisas começam a acontecer. Você
percebe que há um período de transição e os indicadores podem ser os mais variados. Por exemplo,
você percebe que já não tem mais aquele peso de oração por determinado assunto; você se esforça
e não consegue orar por determinados assuntos. Geralmente, isto vem acompanhado de uma in-
quietação em seu espírito.
Cautela é tudo o que posso dizer. Pode ser que muitas coisas que estejam acontecendo com você
não é porque Deus esteja mudando o seu ministério, e sim porque você passou por alguma de-
cepção ou frustração, e isso o desanimou. Neste caso, você precisa encontrar a raiz do problema
que você está enfrentando. Um senso de alienação pode apoderar-se de você pelo fato de ficar
ferido, dando a impressão de que procede de Deus.
Este é um tempo de transição em que as pessoas cometem os maiores enganos, pois ao sentir que
há uma mudança à vista ficam vulneráveis à imitação ou à falsificação. Geralmente, antes de Deus
trazer o que tem de melhor, o inimigo lança uma proposta que parece incrivelmente boa. Creio que
esta é uma boa razão para que os líderes de oração se cerquem de pastores e intercessores que
orarão por eles.
Lembre-se de que o próprio Deus pode deixar bem claro diante de você que Ele está para fazer
mudanças em seu ministério. Não arrede o pé de onde está até que Ele lhe dê paz e segurança no
novo rumo a seguir.
Um período de transição, geralmente, tem um ou dois anos de duração. Tive uma experiência
assim depois de haver servido numa organização como diretora de intercessão por sete anos. Sentia
que havia mudanças à vista ainda que não houvesse motivo para tal. As pessoas falavam comigo
dizendo que Deus iria tirar-me daquela organização pois tinha algo novo para mim.
Depois de algum tempo, entretanto, percebendo que Deus estava mudando os rumos de minha
vida, dirigi-me à diretoria e compartilhei com aqueles irmãos os meus sentimentos. Quase todos
concordaram que havia mudanças à vista; apenas uma pessoa discordou. Como queria
unanimidade no assunto, orei a Deus, pedindo que Ele sondasse o meu coração para ver se não
estava cometendo algum engano. Deus respondeu-me mostrando que lá no fundo do meu coração
eu tinha alguma coisa contra um dos membros da diretoria. Dirigi-me àquele irmão e acertamos
nossas diferenças.
Durante um bom tempo senti que Deus queria revelar meu comportamento errado e que não
deveria deixar aquela organização. Afinal, amava aqueles com os quais eu trabalhava; eram-me
como uma família e, juntos, demos muito duro para erguer um ministério internacional. Depois de
seis meses, entretanto, fiquei convencida de que deveria realmente deixar aquela organização.
Compartilhei o assunto com os irmãos do conselho mas não havia unanimidade quanto à decisão
que deveria tomar. Mais tarde, o Senhor mostrou a todos nós a pessoa que deveria ficar em meu
lugar. No dia em que ela se engajou na organização, renunciei, apoiada por todos os irmãos.
Na semana seguinte, recebi uma chamada telefónica de alguém que me convidava para trabalhar
em uma outra organização. Alegrei-me por saber que aguardara o momento certo de Deus e que
Ele abrira uma nova porta de trabalho ministerial.
Quando Satanás não consegue convencer um líder de oração de que ele tem que partir para outra
etapa, ele o convencerá de que Deus não quer mudança alguma. Muitas vezes, Deus dará novas
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visões aos intercessores, que relutantemente, dizem: "Não! Deus me chamou para fazer o que estou
realizando." Pode até ser verdade, mas você precisa estar aberto a mudanças.
Veja a história de Abraão e Isaque. Deus pede que Abraão ofereça o seu filho em holocausto,
depois, Deus livra o menino e Abraão oferece um carneiro que estava preso pelos chifres nos
arbustos. A pergunta inquietante é: e se Abraão não tivesse escutado quando Deus lhe falou uma
segunda vez? Muitas pessoas morrem na visão que têm, porque se apegam a ela, esquecendo-se de
que Deus a quer dinamizar e mudar, e não abrem mão do que fazem!
Uma outra forma de sentir-se seguro neste período de transição é a certeza de que a voz que
você ouviu é de Deus e não de homens. Pode até ser que as pessoas que lhe dizem, faça isto, ou
faça aquilo sejam pessoas ungidas, mas bem pode ser que não conheçam seus próprio coração.
Quando tomamos decisões não devemos nos deixar envolver pela emoção das pessoas que querem
interferir neste processo. Obedeça apenas a Deus e não aos homens.
Aqueles líderes de oração que têm ministério itinerante experimentam, com frequência, muitas
mudanças ministeriais. Por isso, precisam ser sensíveis à voz do Senhor para saber quando Ele
quer operar as mudanças. O Senhor pode até mesmo tirá-los do ministério itinerante para um
trabalho mais pastoral.
Creio que, no futuro, veremos o surgimento de muitas novas organizações, gente guerreira que
abrirá as portas para um grande mover de Deus em todas as nações. Deus tem muitos "generais"
em muitos lugares que lhe são sensíveis; são homens e mulheres que abrem caminho pela oração
para que outros ministérios, especialmente o de evangelista, entrem na grande colheita.
À medida que o Senhor dirige os líderes de oração, estes devem estar abertos às mudanças. Eles
possuem dons especiais que os colocam numa singular posição no mundo da oração. Serão de
grande valor no lugar que Deus quer que estejam!

CAPÍTULO 8

A Linguagem da Intercessão

Manhã de domingo. Que momento emocionante para um recém-convertido! Susana está


empolgada com o que Deus está fazendo em sua vida e com as novas coisas que está aprendendo.
Depois de arranjar um lugar, ela passa os olhos pelos avisos da semana e pára na linha que diz:
"Grupo de intercessão feminino. Reuniões: terças pela manhã. Venha reunir-se para um tempo de
oração pela família, pela igreja e por nossa cidade."
Susana sente o coração bater mais forte. Então podia orar pelas necessidades dos outros? Guarda o
boletim dominical na bolsa, ansiosa pela chegada da terça-feira.
Na terça, ela chega à igreja, deixa seu filho no berçário e entra na sala onde se reúne o grupo de
oração.
A coordenadora pede silêncio e Susana fica aguardando ansiosamente as instruções. Ela está ávida
por aprender, mas o que ela ouve faz com que ela fique confusa por um momento: "O Pastor Toddy
deixou-me uma nota escrita esta manhã dizendo que há muita oposição contra as finanças da
igreja. Este problema financeiro vem prejudicando a igreja durante todo o verão e precisamos
amarrar o inimigo que vem controlando os fundos, para podermos Pagar nossas dívidas. Vamos
todos concordar em oração, liberar a vontade de Deus e interceder até vencermos as ameaças,
quebrando o jugo do inimigo".
Quando a coordenadora começa a orar, Susana entra em pânico: "O que foi que me levou a pensar
que posso ser uma intercessora? Nem mesmo entendo a metade do que ela diz!" pensa.
Esse quadro não é incomum nas igrejas, hoje. Com o passar do tempo, se Susana não desistir,
acabará descobrindo o "código" da intercessão, familiarizando-se com expressões como,
"concordar em oração, e amarrar e desamarrar". É triste admitir, mas em muitos casos, tais
expressões se tornam apenas jargões que são entendidos mui vagamente. Muitos grupos de oração
carecem de autoridade por não possuírem um ensino do significado bíblico das palavras que
utilizam em suas reuniões. Quando a oração se torna um jargão, os resultados são: entendimento
erróneo e confusão.

Paulo nos faz um apelo em l Coríntios 1:10, quando diz:


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"Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma coisa, e
que não haja entre vós divisões; antes, sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e
no mesmo parecer.

Escrevo este capítulo a fim de definir alguns dos termos usados pelos crentes para que os
intercessores falem a mesma linguagem e orem com maior entendimento e autoridade.

Concordando em Oração

"Em verdade também vos digo que, se dois dentre vós, sobre a terra, concordarem a respeito de
qualquer coisa que, porventura, pedirem, ser-lhes-á concedida por meu Pai, que está nos céus" (Mt
18:19.).
O mundo inteiro tinha os olhos fixos no muro de Berlim. Alguns fatos incríveis estavam
acontecendo, e em todo lugar a mídia comentava, surpresa, a nova página da história que estava
sendo escrita na Alemanha. Afinal, a queda do muro de Berlim não foi profetizada previamente
pela mídia, mas, um bom grupo de crentes não somente profetizara a queda do muro, mas também
aguardava com expectativa o dia em que isto aconteceria. Os intercessores de Deus oravam,
unidos, em todo o mundo, para que o muro caísse por terra. Creio que a maior parte dos guerreiros
de oração não tinha ideia da missão que Deus lhes dera, que era a de orar para que o muro fosse
derrubado. Oravam conforme a vontade do Senhor.
Alguns dos líderes de oração, ao redor do mundo, se reuniram numa conferência da Rede de
Guerra Espiritual em Pasadena, na Califórnia. Os trinta líderes, sentados em círculo, tiveram como
tema principal de discussão a queda do muro de Berlim. Foi interessante ouvir os relatos de cada
pessoa ali presente.
O irmão Dick Eastman nos contou que orou pela queda do muro de Berlim numa fria manhã de
inverno; ele impôs as mãos sobre o muro e orou para que fosse derrubado. Contou-nos, surpreso,
que não esperava que o muro ruísse imediatamente como aconteceu com Jericó. Entretanto, cria
que um dia ele seria destruído. Gwen Shaw, intercessora-líder de uma organização conhecida como
Servas dos Últimos Tempos, esteve orando com um grupo de intercessores junto ao muro dois anos
antes da queda.
Um ano antes do muro ser destruído, enquanto orávamos por um missionário de nossa igreja que
iria trabalhar na Alemanha, Deus me deu as seguintes palavras: "Eu despedaçarei os portões de
bronze e as grades de ferro; o muro será despedaçado e não ficará pedra sobre pedra e nenhum
tijolo agarrado ao outro. Eu libertarei o meu povo que jaz sob a escravidão." Sei que outras pessoas
também estavam tendo revelações similares. Não sabia na ocasião, contudo, quem eram, onde
estavam e o que faziam.
Além dos muitos relatos daquela reunião, fiquei sabendo que os estudantes do Instituto Cristo Para
as Nações da Alemanha oravam, insistentemente, para que o muro caísse e eles pudessem entrar ali
com a mensagem do evangelho. Os estudantes daquela escola bíblica eram movidos por uma fé
tremenda, afinal, o prédio usado como Instituto Bíblico, fora construído por Hitler para
treinamento da elite do exército alemão. Fico pensando se alguém não esteve ali em oração,
enquanto Hitler construía o prédio, requisitando-o para o reino de Deus.
Estes são alguns dos exemplos do significado de concordar em oração- Neste caso, Deus colocou
no coração de seus intercessores ao redor do mundo, o mesmo desejo de orar pela nação alemã.
Isto não é incomum. Creio, realmente, que os intercessores são os precursores da história, pois toda
vez que a história é empurrada e colocada sob a vontade de Deus, eles já estiveram ali orando a
Deus. Numa escala menor, isto acontece sempre que dois ou três estiverem unidos em oração. Este
conceito está bem claro no livro de Amos: "Certamente, o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem
primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas" (Am 3:7).
Quando sabemos que o que ocorre na vida das pessoas e nas nações é o resultado do "concordar
em oração", surgem algumas perguntas cjue têm de ser respondidas.
A primeira pergunta é: O que é concordar em oração? Com o quê podemos comparar essa
experiência?
- 37 -
O "concordar em oração" é a mais poderosa arma disponível aos intercessores. A palavra
concordar, no texto grego, quer dizer "estai em harmonia ou em sintonia" e pode ser melhor en-
tendida quando pensamos numa orquestra sinfónica. Na orquestra cada instrumento participa
contribuindo com aquilo que pode tocar satisfazendo o gosto do compositor e do maestro.
Semelhantemente, a Bíblia nos diz que Deus usa muitos tipos de orações através de um sem
número de pessoas para orquestrar sua melodia divina de oração. Deus não responsabiliza e nem
pede que somente uma pessoa faça Sua vontade na terra. Sabemos, com isto, que é muito
importante ocuparmos nosso espaço na oração. Podemos ombrear com outra pessoa, em oração,
ajudando-a a suportar a carga que ela tem por alguém.
Podemos, também, comparar o que é "concordar em oração" com várias pessoas enchendo uma
banheira de água. Alguém a enche vinte por cento, outra pessoa trinta, ainda outra enche dez e a
última quarenta por cento. Quando a banheira transbordar, a tarefa estará completada. Este
princípio é muito importante já que muitas pessoas acham que oram muito pouco. Na realidade, o
pouco que oram pode ser aquele um por cento que faltava para encher a banheira.
Podemos deduzir desta ilustração, que nunca saberemos o quanto as demais pessoas estão orando.
Por isso, cada um de nós deve orar com o maior fervor possível.
Algumas pessoas acham que tem gente demais orando, mas lembre-se: na orquestra de Deus cada
instrumento toca a sua parte. Fiquei entusiasmada com um pastor dizendo à sua congregação:
"Quero que você ore como se fosse a única pessoa orando e como se a resposta dependesse única e
exclusivamente de sua fidelidade." Se você não orar quando for o seu turno de oração, Deus
procurará outra pessoa para tapar a brecha, mas isso poderá retardar por um tempo o cumprimento
de seu propósito.
Sempre que os intercessores se reúnem para orar, descobrem, afinal, que todos têm o mesmo peso
de oração, intercedendo pelas mesmas necessidades.
Outra pergunta a respeito de concordar em oração, é: "Por que sinto tanta urgência de orar por um
assunto pelo qual tanta gente já está orando?"
Quem sabe você é o último balde que faltava para encher a banheira! Uma oração que Deus usará
para quebrar toda e qualquer resistência ao cumprimento de Sua vontade! É aquele tipo de oração
ou súplica que nos faz gemer, como quem está com dores de parto (sobre a qual falarei mais
adiante). A pessoa que ora poderá ser a última daquele elo de intercessão. A unção e a graça de
Deus sobre ela são elementos necessários para reverter ou impedir um desastre. Numa hora assim,
Deus revela ao intercessor a dimensão do problema, como foi no caso de Neemias que orou pelo
retorno de Israel.
Uma outra questão a respeito do concordar em oração, é: Quantas pessoas precisam orar até que
um pedido seja respondido?
Vários fatores determinarão o número de pessoas chamadas Por Deus para uma tarefa de oração:
1. Que tipo de fortaleza você está enfrentando em oração? (Veja a explicação do que é uma
fortaleza mais adiante neste capítulo.) Que tipo de força está agindo contra uma pessoa ou contra
um grupo de pessoas? Quanto maior a resistência e quanto mais alta a atividade da potestade
territorial, mais pessoas serão convocadas para quebrar a fortaleza.
2. Que nível de autoridade no Espírito tem a pessoa que está orando? Não estou dizendo que um
tipo de oração serve e outro não, ou que outras são mais importantes! Temos observado que os
veteranos guerreiros de oração - aquelas pessoas que têm experimentado o mover de Deus de
muitas maneiras, respondendo-lhes a oração - sentem uma espécie de elevação espiritual a um
nível maior quando se colocam na brecha a favor de necessidades específicas. Isto acontece porque
crêem, de coração, que Deus as atende quando oram conforme a Sua vontade. Como resultado de
tal tipo de oração, o intercessor é revestido de uma autoridade especial. Quando o intercessor
chega a este ponto, sua oração é como uma sirene avisando o diabo que ele perdeu a guerra.
A oração e o jejum são, também, componentes básicos necessários para que a vontade de Deus seja
feita. O jejum eleva a oração a uma potencialização matemática. É por isso que pedimos que se
formem cadeias de jejum e oração por determinados assuntos. O jejum atinge coisas que não
seriam alcançadas somente com a oração.
Uma última pergunta: Como posso efetivamente concordar em oração com alguém que me traz
uma necessidade ?
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Se alguém lhe pedir para orar concordando com ele em oração, você precisa levar em conta estes
pontos:
l. Como orar a respeito de uma necessidade? Por exemplo, você poderá estar orando para que Deus
realize um milagre e cure a enfermidade de algum parente. A pessoa com a qual você está orando,
poderá estar apenas pedindo a Deus que a conforte no leito de dor. Geralmente pergunto às pessoas
que me trazem o pedido de oração: que direção Deus lhe deu neste caso? Afinal, posso ou não
concordar com o tipo de oração que estão fazendo!
2. Se eu não concordar com o que estão orando, não precisarei discordar na frente da pessoa. O que
faço, nestes casos, é mostrar-lhes que Deus está me dirigindo a orar de outra maneira. Caso
concordem comigo, oro imediatamente com essas pessoas. Desta forma, não preciso preocupar-me
em orar novamente sobre o assunto ou ficar sobrecarregada de pedidos.
3. Acaso Deus já lhe deu alguma passagem bíblica a respeito desta necessidade? Você e a outra
pessoa estão unidas no mesmo propósito?
4. Se ambos concordam, poderão orar mais ou menos assim:
"Pai, concordo com o pedido que meu amigo orou diante de ti neste dia. Obrigado, Pai, pois tua
Palavra declara que 'se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem,
ser-lhes-á feito por meu Pai que está nos céus'. Agora, Pai, firmados em tua Palavra, agradeço-te
por responderes esta oração. A tua Palavra também diz que a fé 'é a certeza de coisas que se
esperam, a convicção de fatos que se não vêem'. Oro com fé, pedindo-te estas coisas, agora, em
nome de Jesus. Amém!"

Orando Até o Fim!

Orar até o fim é o que chamo de ser persistente na oração até termos certeza de que sua vontade foi
feita na Terra.
Uma das perguntas que frequentemente os iniciantes na intercessão fazem é: "Quando devo parar
de orar?" Há várias maneiras de sabermos que uma oração já foi respondida:
1. O Espírito Santo já não nos lembra de orarmos por aquele assunto como anteriormente. Deus
nos lembrará de orar, continuamente, por um assunto ou por alguma pessoa enquanto sua vontade
não for estabelecida.
2. Quando tentamos orar por um assunto e não temos desejo algum de orar a respeito. Costumo
dizer que não existe mais unção do Espírito Santo para orar por aquela questão. Podemos ou não
ver a resposta no mundo natural, mas do ponto de vista de Deus o assunto já foi encerrado.
3. Quando Deus nos conduz pelas Escrituras, mostrando-nos que a vitória já foi obtida.
4. Através das circunstâncias, Deus nos faz saber que o assunto está encerrado no mundo natural.
Por exemplo, a pessoa foi curada ou restaurada.
Certa vez, tive uma experiência enquanto dirigia o carro. Naquele dia, fiquei convicta de que Deus
havia respondido nossas orações em relação à volta da leitura da Bíblia nas salas de aula das esco-
las públicas. Senti, também, que nossa oração pedindo permissão para que Clubes Bíblicos se
instalassem nas escolas foi atendida nas regiões celestiais. Sentíamos urgência quanto a este
assunto pois houve um declínio moral muito grande em nossas escolas desde que uma lei,
proibindo a leitura da Bíblia, foi aprovada. Pedíamos, em oração, que uma nova lei fosse aprovada
permitindo a volta da leitura bíblica nas escolas. É interessante como Deus me deu certeza de que a
oração fora respondida: no momento, nem pensava no assunto, ao contrário, enquanto dirigia
estava orando a Deus pedindo direção sobre o ministério itinerante no qual estava envolvida.
A presença do Senhor encheu o carro. Procure prestar atenção sobre o que acontece quando você
está a sós com Deus. Deus sempre responde aquelas orações feitas muito tempo antes, ao invés de
responder aqueles pedidos pelos quais você está, agora, orando. Deus trabalha de forma misteriosa,
sem nos cansar. Naquela hora, tive uma visão em que Jay Sekulow, um advogado, estava em pé
diante da Suprema Corte em Washington. Ele comparecera anteriormente diante da Suprema Corte
defendendo um judeu que se convertera ao cristianismo e ganhara a causa. Eu não o conhecia
pessoalmente e não havia motivos para ficar pensando nele. Na visão eu o via argumentando
perante os juizes solicitando a aprovação de uma lei concedendo liberdade de oração nas escolas.
Aquilo causou-me uma sensação tão forte que comecei a orar de alegria. Chorei tanto que quase
tive que parar o carro no acostamento.
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Mais tarde, chamei David Barton por telefone e dei-lhe as boas-novas, como se tivesse lido a
notícia nos jornais. Eu sabia que Deus já havia respondido e que o caso fora resolvido no mundo
espiritual. Teríamos de lutar muito na esfera natural, é claro, mas Deus havia respondido e dado o
seu o.k. sobre o assunto. David Barton, mais tarde, escreveu uma nota aos "Amigos da Corte" que
ajudaram na aprovação da lei na Corte americana.
Em junho de 1990, enquanto estávamos de férias com a família, li no jornal que Jay ganhara na
Suprema Corte uma causa permitindo que os Clubes Bíblicos voltassem às escolas públicas.
Aquela vitória nos céus foi, definitivamente, homologada pela Suprema Corte dos Estados Unidos
da América.

Quebrando o Jugo

"Viverás cia tua espada, e servirás a teu irmão; quando, porém, te libertares, sacudirás o seu jugo
da tua cerviz " (Gn 27:40.).
Os jugos são opressões espirituais e cargas que Satanás coloca sobre as pessoas para mante-las na
escravidão. É comum ouvirmos os intercessores usarem a expressão quebrando o jugo. Você
precisa conhecer o que era um jugo nos tempos bíblicos e só então entenderá o sentido desta
expressão no mundo espiritual. Geralmente, eram duas cargas, ou jugos, que eram colocados no
pescoço de dois animais. O boi mais forte ficava com a carga maior e o mais fraco, caminhava ao
lado, com uma carga menor. Trabalhavam juntos, mas o boi mais fraco lavrava juntamente com o
mais forte. O texto de Mateus 11:29,30 fica bem claro para os crentes: 'Tomai sobre vós o meu
jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa
alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve. "
Quando estamos com o mesmo jugo de Cristo, o fardo ou a carga é bem menor porque Ele, como
o mais forte, suporta o maior peso. Satanás imita este princípio bíblico, colocando cargas na vida
das pessoas, oprimindo-as, subjugando-as ao pecado, à lei, ao ocultismo e às práticas sexuais.
Sansão é um bom exemplo de alguém que tinha sobre o seu pescoço o jugo de Satanás. Ele era um
homem poderoso, mas foi subjugado pelos filisteus devido a um relacionamento amoroso com
Dalila. Essa carga, colocou-o sob tal cegueira espiritual a ponto de não poder livrar-se dos encantos
de Dalila.
O mesmo acontece hoje com os líderes e pastores. A Bíblia deixa bem claro que não devemos
entrar em jugo desigual com os incrédulos: "Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos;
porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com
as trevas?" (2 Co 6:14).
Como devemos orar por aqueles que estão sob o jugo de Satanás? Há várias armas eficazes:
1. Jejue. Isaías 58:6, diz: "Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da
impiedade, desfaças as ataduras da servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo?"
Quando um líder está envolvido em pecado, sugiro uma cadeia de jejum durante vinte e um dias.
Várias pessoas se comprometem a jejuar, abstendo-se de alimentos, jejuando num determinado dia.
Cada pessoa precisa saber quais as razões do jejum e comprometer-se a fazer sua parte para que o
elo não seja quebrado.
2. Amarrando e soltando. Orar, atando todo o poder do pecado, do legalismo, das práticas ocultas
e de outras coisas na vida de uma pessoa. Proíba o diabo de manter uma pessoa sob sua tutela,
escravizando-a.
3. Ordene ao diabo que pare de cegar as pessoas às verdades do evangelho (2 Co 4:4).
4. Caso exista fornicação ou adultério na vida da pessoa pela qual
você está orando, interceda para que os laços do diabo sejam rompidos. Ore, liberando a pessoa e
ordenando que todo o relacionamento perverso seja terminado. A passagem em Ezequiel 13:18-23,
descreve uma mulher que usa a feitiçaria para caçar vidas humanas. Isto acontece frequentemente
nos dias hoje. Caso alguma pessoa esteja enredada pelos laços do diabo como foi o caso de Sansão,
haverá a necessidade de jejuar e orar soltando os jugos que prendem essa pessoa.
5. Louvor. O Salmo 149 diz que o louvor liberta as pessoas do cativeiro. "Os altos louvores de
Deus" servem para "meter os seus reis em cadeias e os seus nobres em grilhões de ferro." Num
outro capítulo entraremos em maiores detalhes a respeito.
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6. Unção do Espírito Santo. Uma das armas mais eficazes para despedaçar os jugos é a unção. O
Espírito age através de nós na intercessão despedaçando os jugos do diabo. O profeta Isaías diz: "È
acontecerá naquele dia, que a sua carga será tirada do teu ombro, e o seu jugo do teu pescoço; e o
jugo será despedaçado por causa da unção " (Is 10:27 - ARC).
Podemos orar para quebrar os jugos da seguinte maneira:
"Pai, em orne de Jesus, quero te agradecer por tua vitória na vida de (cite o nome) pois todo o jugo
que o inimigo trouxe a esta pessoa está quebrado, pelo teu poder. Satanás, você perdeu o direito
sobre esta vida e não a levará mais ao pecado. Senhor, agradeço-te porque a cegueira caiu dos seus
olhos e ela não cairá mais em pecado, por causa da luz da tua verdade. Revela-te, nesta hora, a
(cite o nome) para que conheça os teus caminhos. Em nome de Jesus. Amém."

Destruindo Fortalezas

As fortalezas são fortificações construídas por Satanás com o fim de exaltar-se contra o
conhecimento e os propósitos de Deus. "Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim
poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas" (2 Co 10:4.).
A antiga cidade de Pérgamo era uma fortaleza do inimigo nos dias de João, o apóstolo. Apocalipse
2:13 diz:
"Conheço o lugar em que habitas, onde está o trono de Satanás, e que conservas o meu nome e não
negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha testemunha, meu fiel, o qual foi morto entre
vós, onde Satanás habita. "
O dicionário bíblico de Unger diz o seguinte sobre Pérgamo:
"A cidade (Pérgamo) era idólatra e o monte central, uma das maravilhas do lugar, era cheio de
estátuas e altares. A cidade era unida através de uma catedral pagã, uma cidade universitária e o
palácio real. Cada rei fazia o melhor possível, gastando tanto quanto podia para embelezá-la. Era
uma cidade totalmente pagã, um lugar sagrado, cidade de templos, cuja devoção era adoração
sensual.'"
Percebe-se que Pérgamo era uma cidade iníqua, lugar onde Satanás podia livremente reinar. Há
vários tipos de fortalezas. Gary Kinnaman, em seu livro Overcoming the Dominion of Darkness
(Vencendo os domínios das trevas), define com clareza três tipos de fortalezas. Apresento aqui um
resumo delas:
1. Fortalezas territoriais. São hierarquias de seres celestiais das trevas às quais Satanás deu o
direito de influenciar e controlar as nações, comunidades e famílias. Algumas forças demoníacas
invadem, em massa, determinadas áreas fortalecendo algum tipo de iniquidade na região. Algumas
cidades se tornam fortalezas idólatras, outras se tornam fortalezas sensuais ou lugares de habitação
de espíritos religiosos.
2. Fortalezas ideológicas. Isto tem a ver com a dominação satânica do mundo através das
filosofias que influenciam as sociedades e as culturas. A teoria da evolução natural das espécies de
Charles Darwin é um bom exemplo do que quero dizer pois opõe-se, totalmente, à teoria bíblica da
criação. Estas fortalezas estão muito bem descritas em 2 Coríntios 10:5, que diz: "E toda altivez
que se levante contra o conhecimento de Deus, levando cativo todo pensamento à obediência de
Cristo ".
3. Fortalezas pessoais. São coisas que Satanás utiliza para influenciar a vida de uma pessoa;
pecados pessoais, pensamentos, sentimentos, atitudes e comportamentos(2)
O irmão Edgardo Silvoso, do Evangelismo de Colheita, dá uma outra definição de fortalezas:
"Uma mente impregnada com a falta de esperança é também uma fortaleza, especialmente porque
leva o crente a aceitar como imutável aquilo que ele mesmo sabe ser contrário à vontade de
Deus."3
Em setembro de 1990, os Generais da Intercessão reuniram-se na cidade de Mar dei Plata,
Argentina, com o objetivo de orar pela cidade. O que aconteceu naquele ano, deixou-nos
boquiabertos. Na ocasião, tivemos o entendimento de que quatro espíritos territoriais sob as ordens
de um homem forte, ou demónio, governava a cidade. Cerca de trezentos guerreiros formados por
pastores e irmãos da igreja preparam-se em jejum e oração, reunindo-se na praça para orar pela
cidade. Os pastores ali presentes, humilharam-se diante de Deus em oração. Eram quatro horas da
tarde quando começamos a orar contra o espírito dominador de feitiçaria. Naquela hora, o relógio
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da torre da igreja deu as quatro badaladas e intensificamos a intercessão contra o demónio de
feitiçaria.
Mais tarde, um dos pastores atendeu a uma chamada telefónica indagando sobre o que teria
acontecido às quatro da tarde. Descobrimos que havia uma macumbeira que, durante dois anos, se
unira com outros feiticeiros para trabalhar contra os pastores da cidade. Exatamente às quatro da
tarde ela morreu de um ataque fulminante.
Ficamos apreensivos quando ouvimos aquele relatório. Não nos alegramos com a morte daquela
mulher, sentimos, contudo, que Deus estava dando uma mensagem clara de juízo sobre os
macumbeiros. O Senhor dos Exércitos fez uma linha demarcadora na areia e disse: "Chega, diabo!"
Quando as fortalezas de Satanás são derrubadas, seu reino não permanece em pé! Tenho em mente
o texto de Lucas 11:21,22:
"Quando o valente, bem armado, guarda a sua própria casa, ficam em segurança todos os seus
bens. Sobrevindo, porém, um mais valente do que ele, vence-o, tira-lhe a armadura em que
confiava e lhe divide os despojos ".
No último capítulo, "Possuindo as Portas do Inimigo", falaremos com mais detalhes sobre o
significado de derrubar as fortalezas.
Súplicas
A súplica é um clamor a Deus tão forte, que pedimos como se estivéssemos mendigando.
A palavra súplica, de acordo com a Concordância Bíblica de Strong, significa "mendigar"4. É um
tipo de intercessão não muito comum por aqueles que ensinam sobre oração. É aquela espécie de
oração feita um pouco antes do dia de Pentecostes, mencionado em Atos 1:14: "Todos estes
perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria mãe de Jesus, e com
seus irmãos" (ARC).
Súplicas e dores, como a de parto (sobre os quais trataremos mais adiante) estão intimamente
ligadas. A súplica pode ser comparada à uma mulher que está para dar à luz; não tem escape, ela
dará à luz! É aquela oração "Deus precisamos de ti, agora!" É o tipo de oração que fazemos
quando uma pessoa está às portas da morte. O Senhor arrebanha o seu povo para orar com muitas
súplicas, um grito de "SOS". Geralmente, acontece comigo quando o Senhor me acorda,
subitamente, no meio da noite. Sinto que é um "SOS". Salto da cama e começo a orar pela pessoa
que me vem à mente ou por alguém com quem acabei de sonhar ou ver numa visão.
Isto frequentemente acontece comigo. Quando alguém está em perigo e precisa de intervenção
divina, é Deus procurando quem se coloque na brecha. Deus pode me acordar a hora que quiser.
Na realidade, as orações de súplicas foram o sinal de que Deus estava concedendo-me o dom da
intercessão.

Ligar e Desligar

"Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes
na terra será desligado no céu. Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca
de qualquer coisa que lhe pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus." (Mt
18:18,19-ARC.).
Duas das mais poderosas armas de guerra espiritual são o ligar e o desligar, ou o proibir e o
permitir. Tem gente que confunde o seu sentido e acha que não há precedentes na Bíblia para tal
coisa. Vejamos, primeiramente, o sentido de amarrar e desamarrar (outra forma de expressar-se),
com alguns exemplos práticos. Gary Kinnaman dá a base teológica para ligar e desligar.
"O uso da expressão ligar e desligar, de fato, não tem sua origem em Jesus. Era uma expressão ou
um dialeto usado pelos rabinos judeus do primeiro século. Alexander Bruce em seu livro The
Expositor's Greek New Testament diz que ligar e desligar (no grego deo e luo) simplesmente quer
dizer "proibir e permitir", isto é, estabelecer (v. l, p. 225). As autoridades religiosas do tempo de
Cristo reservavam a si mesmas o direito de estabelecer regras, parâmetros ou chaves para as
práticas religiosas e a interação social.
Deo, que tem o sentido de amarrar e ligar, expressa, também, um controle sobrenatural. Em Lucas
13:15-16, Jesus repreendeu um líder judeu, dizendo: "Hipócritas, cada um de vós não desprende
(gr. luo, desligar) da manjedoura, no sábado, o seu boi ou o seu jumento, para levá-lo a beber? Por
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que motivo não se devia livrar (gr. luo, desligar, desamarrar) deste cativeiro, em dia de sábado, esta
filha de Abraão, a quem Satanás trazia presa (gr. deo, ligada, ou amarrada) há dezoito anos?"5
Os líderes religiosos dos dias de Jesus entendiam apenas o significado natural de ligar e desligar.
Jesus lhes mostrou no caso da mulher encurvada por um espírito de enfermidade, que amarrar e
desamarrar tem, também, o seu lado espiritual. Observe atentamente que Jesus deu ênfase ao fato
de que aquela mulher estava presa por Satanás havia dezoito anos!
Você percebe que os líderes judeus ficaram furiosos porque Jesus disse aos seus discípulos que eles
tinham autoridade para ligar e soltar e, contudo, não faziam parte do sistema político/religioso da
época? Eles perceberam que Jesus concedia aos discípulos autoridade sobre o mundo espiritual nos
lugares celestiais. É aqui que a verdadeira ação, do amarrar e soltar ocorre; é, das regiões
celestiais, que todas as coisas na Terra podem ser ligadas e desligadas, permitidas ou proibidas.

Ligando ou Amarrando

Há dois tipos de ligaduras, uma negativa e a outra positiva e ambas são importantes na guerra
espiritual. Vejamos primeiramente o amarrar negativamente.

Amarrando negativamente

Vou ilustrar com um exemplo de minha cidade o sentido de amarrar negativamente. A cidade de
Weatherford tem tudo o que você espera encontrar numa pequena cidade texana. Anualmente, a
cidade patrocina um rodeio onde os vaqueiros vêm de todos os lugares para competir. Disputam
quem é o melhor laçador, o melhor domador, montador de touro e, tem aquela disputa onde o
vaqueiro salta do cavalo sobre um novilho derrubando-o por terra! Laçar um boi, prendendo-o
pelos chifres e pés, é a melhor ilustração para o que estamos afirmando. O vaqueiro persegue um
boi e do alto de seu cavalo, laça-o derrubando-o por terra; depois o amarra pelas pernas e o deixa
imobilizado. Aí, é só virar para a galera e vibrar!
Temos aí, um quadro do que acontece no mundo espiritual quando oramos amarrando Satanás
impedindo-o de agir em determinadas situações. Como isto funciona?
Primeiramente, certificamo-nos de uma situação na qual Satanás está arrumando confusão. A
desunião é um bom exemplo. Satanás penetra em um grupo da igreja soprando algo assim nos
ouvidos dos irmãos: "Seu pastor é um desalmado. Você se lembra da última vez em que ele foi à
sua casa? Você esteve doente e não recebeu visita alguma." Ou diz: "A organista nem ligou para
você. Ela deve estar falando de você pelas costas." Ele joga seus laços sujos sobre seu pescoço e,
sem perceber, as pessoas começam a criar fofoquinhas umas das outras.
Em seguida, como intercessores, percebemos a desunião entre os irmãos e começamos a orar.
Tomando a ilustração do vaqueiro, pegamos nosso laço que é a Palavra de Deus, e montamos no
cavalo da oração detendo as obras de Satanás.
Em terceiro lugar, jogamos o laço declarando a Palavra de Deus: "Satanás, eu te amarro em nome
de Jesus Cristo! A Palavra de Deus diz que tudo o que eu ligar na Terra será ligado nos céus. Eu te
ordeno: pare de provocar divisão no meio do povo de Deus!" Podemos declarar: "Satanás,
conforme diz a Palavra de Deus, eu te proíbo de causar divisões, em nome de Jesus, o Nazareno!"
Em alguns casos é necessário que mais de uma pessoa ligue ou desligue em oração. O ligar e
desligar são armas que devem ter como fundamento a concordância em oração. Conforme nossa
ilustração, um novilho pode ser mais facilmente dominado enquanto que um touro bravo pode
derrubar um vaqueiro por terra.
A oração deve ser feita por um grupo unido, ou por pessoas que concomitantemente orem em
lugares diferentes, mantendo uma cadeia de oração no mesmo horário. Ao orar, cada indivíduo
joga um laço até que a oração detenha o touro feroz ou o ataque de Satanás.
Esta é uma arma tremendamente eficaz para perto e para longe já que no mundo espiritual não há
distâncias. Em outras palavras, não necessitamos estar orando ao lado da pessoa que está sendo
atacada para poder atar e parar a obra de Satanás.
Alguns anos atrás, uma mulher, aos prantos, telefonou-me de manhã bem cedo. Demorei algum
tempo até descobrir quem era e o que estava acontecendo com ela. Entre soluços, conseguiu dizer-
me que uma amiga sua fora internada num hospital psiquiátrico e queria que eu orasse por aquela
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pessoa. Comecei a orar fervorosamente amarrando as forças inimigas que haviam prendido aquela
pessoa. Senti como se os elos de uma corrente fossem quebrados da mente dela e uma grande paz
nos inundou. Uma semana depois ela me telefonou dizendo que sua amiga havia se recuperado
totalmente e que tivera alta naquele mesmo dia quando, juntas, oramos a Deus. As mãos do
inimigo foram atadas, impedindo-o de controlar a mente daquela pessoa. Ela ficou totalmente
liberta.

Ligando ou amarrando positivamente

Os intercessores, geralmente, se esquecem de um aspecto interessante do poder de amarrar, que é o


atar positivamente. Isto ocorre quando declaramos a Palavra de Deus contra uma determinada
situação. Precisamos entender que as palavras têm muito poder. Fomos feitos à imagem de Deus e
Ele trouxe o mundo à existência pelo poder de Suas palavras. Provérbios 18:21 diz: "A morte e a
vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto".
Quando amarramos o inimigo, utilizando como arma a Palavra de Deus, nós o enfraquecemos
minando sua resistência contra o propósito de Deus.
Jesus nos deu um exemplo do que quero dizer. Ele amarrou o diabo usando, positivamente, a
Palavra de Deus contra ele no deserto, enfraquecendo, e quebrando com a Palavra as intenções
satânicas. Amarrar ou ligar positivamente não é uma coisa automática pois nem sempre detém a
ação do diabo imediatamente. Às vezes, a luta pode estender-se por muito tempo como no caso de
Jesus que lutou durante quarenta dias com Satanás no deserto. Mais adiante falaremos sobre isto
com maior riqueza de detalhes.
Podemos usar o Salmo 133: l positivamente para ligar a unidade da Igreja: "Oh! Como é bom e
agradável viverem unidos os irmãos!" No momento em que você começar a orar por seus entes
queridos ou por amigos seus que precisam conhecer o Senhor, a Palavra de Deus começará a agir
em seus corações. A Palavra de Deus cria vida no seu interior, combatendo os pensamentos maus
que se levantam contra o conhecimento de Deus.
Em Provérbios 6:20,21 temos o seguinte: "Filho meu, guarda o mandamento de teu pai e não
deixes a instrução de tua mãe; ata-os perpetuamente ao teu coração, pendura-os ao pescoço". As
palavras dos pais quando atadas aos corações dos filhos os conduzem à vida.
Quando dizemos: "Satanás eu te ato e te proíbo de atuarna vida de tal pessoa", estamos dando uma
ordem, amarrando a ação do diabo na vida daquela pessoa. Consequentemente, precisamos contra-
atacar positivamente semeando a Palavra de Deus na vida daquela pessoa. Está escrito em
Jeremias: "Olha que hoje te constituo sobre as nações e sobre os reinos, para arrancares e derri-
bares, para destruíres e arruinares e também para edificares e para plantares" (Jr 1:10).
Quando Jesus expulsou os cambistas do templo, Ele declarou a Palavra que os amarrou
positivamente: "Está escrito: A minha casa será casa de oração; mas vós a transformastes em covil
de salteadores" (Lc 19:46). Jesus, obviamente, tinha razões de sobra para citar a Palavra de Deus, e
uma delas, foi a de voltar a estabelecer o templo como uma casa de oração.

Desligando ou Soltando

Os cativos ficam livres da mão do inimigo, quando os desligamos através da intercessão. Quero
compartilhar o que aconteceu com um grupo de intercessores e, depois, analisar a maneira como
isto aconteceu.
A equipe de intercessores se reuniu para uma vigília de oração durante o segundo congresso de
evangelização mundial em julho de 1989, nas Filipinas. Guerreiros de peso estavam ali reunidos
para uma batalha de oração: Robert Birch e Ben Jennings da Great Commission Prayer Crusade
(Cruzada de Oração da Grande Comissão); e Joy Dawson, uma intercessora valente. Todos se
reuniram com muitos dos gigantes guerreiros de oração.
Eram homens e mulheres cujas espadas, afiadas durante anos de guerra, abriam uma clareira nas
fileiras do inimigo. Tínhamos vários pedidos de oração pelos quais estávamos orando, quando
chegou um pedido urgente de um missionário conhecido como Bruce Olson. Só entenderemos a
urgência do pedido quando compreendermos a esfera de ação do que Deus fez através de Bruce
Olson.
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Bruce é missionário entre as tribos motilone na Colômbia. Sua vida é exemplo de coragem a todos
quantos Deus chama para o trabalho missionário. Saiu a campo quando tinha apenas dezenove
anos de idade, sem qualquer experiência missionária, apenas com o peito ardendo em fazer a
vontade de Deus. Na primeira vez que tentou evangelizar os motilones quase foi morto, pois os
índios acabavam com qualquer pessoa que se aproximasse de sua tribo.
Depois de anos de tentativa, sem desistir, aprendeu o idioma e levou muitos índios a aceitarem a
salvação em Cristo Jesus. Ele conseguiu implantar entre eles novas técnicas agrícolas, um bom
sistema de prevenção de saúde e novas escolas.
Todos os sacrifícios feitos por ele estavam em nosso coração, enquanto ouvíamos seu pedido de
oração: ele fora sequestrado havia nove meses por guerrilheiros que queriam usá-lo para barganhar
contra os índios. Os guerrilheiros anunciaram que Bruce Olson seria morto.
Ficamos perplexos com o que havia acontecido. Sabíamos que era uma ameaça séria, pois muitos
outros haviam sido martirizados pelos guerrilheiros. Ficamos sabendo que ele estava pronto para
encontrar-se com Deus mas todos entendemos que ainda não era o tempo de Deus para ele.
Quando começamos a interceder, sentimos que o Senhor queria dar um fim naqueles ataques
guerrilheiros e que Bruce seria muito usado no ministério. O inimigo tinha de ser detido; e o
cativo, liberto do seu cativeiro.
Na quarta-feira, 12 de julho de 1989, Joy Dawson conduziu-nos em oração a favor de Bruce. Joy é
uma irmã guerreira, uma comandante do exército de Deus e não mede esforços na intercessão. Ela
é uma baixinha de olhos verdes, nascida na Nova Zelândia. Em pé, ficou diante de Deus sem nada
dizer enquanto todos aguardávamos, certos de que Deus se colocava em prontidão por algo que
estava por acontecer.
Ela começou louvando, agradecendo e engrandecendo a Deus por sua soberania e por ter completo
controle da situação. A seguir, entregou Bruce nas mãos de Deus dizendo que confiava em sua
fidelidade e que Deus estava agindo a favor de Bruce. Pediu que Deus fizesse alguma coisa com
Bruce e com os sequestradores para que Seu nome fosse glorificado. Com fé, creu que Deus iria
responder àquele clamor.
A seguir, pediu que Deus enviasse seus anjos para ministrar-lhe conforto e mante-lo em paz!
Joy ficou na brecha entre Bruce Olson e as forças satânicas. Os intercessores concordaram à
medida que ela lutava nas regiões celestiais certa de que, naquele momento, Deus lhe concedia
autoridade e determinação como um comandante-chefe no meio da guerra.
Empunhando a espada do Espírito ousadamente, deteve as forças satânicas que trabalhavam contra
a vida de Bruce Olson, usando o texto bíblico de Mateus 18:18: "Tudo o que ligardes na terra terá
sido ligado no céu ". Declarou a seguir que o sangue de Jesus era eficaz para derrotar Satanás e,
exercendo fé em o nome de Jesus Cristo, liberou a vida de Bruce contra toda a maquinação
satânica. Terminou agradecendo a Deus por seu grande poder e por seus propósitos na vida de
Bruce Olson.
Só fiquei sabendo da libertação daquele irmão quando lia uma revista cristã que mencionava que
Bruce fora libertado uma semana depois daquele momento de intercessão na cidade de Manila.
Sabemos de muitos irmãos que intercederam por ele durante nove meses, mas aquele tempo de
oração unida contribuiu para a libertação daquele irmão.
Temos aqui um exemplo de ligar e desligar com o fim de conseguirmos a resposta desejada. A
intercessão contribuiu, primeiramente, proibindo os guerrilheiros de matarem o irmão Bruce e
depois liberou a vida dele através da oração.
Desligar ou desamarrar em oração podem ter os seguintes efeitos:
1. Pode realmente trazer libertação física, como no caso de Bruce Olson.
2. Uma pessoa fica liberta das doenças e enfermidades, como no caso da mulher que tinha um
espírito de enfermidade.
3. Pode liberar ou declarar que a vontade'de Deus seja feita em uma determinada situação.
4. Permite que Deus aja e mude as situações. Por exemplo, a Palavra de Deus diz que Ele mesmo
decide agir em favor das necessidades apresentadas em oração. "Viu que não havia ajudador algum
e maravilhou-se de que não houvesse um intercessor..." (Is 59:16.). Tiago diz: "... Nada tendes
porque não pedis" (Tg 4:2).
Concluindo, podemos dizer o seguinte:
1. Quando amarramos, detemos o ataque do inimigo.
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2. Quando desligamos ou desamarramos, abrimos caminho para que a vontade de Deus seja feita e
que os propósitos da oração sejam atendidos.
Estou certa de que os exemplos bíblicos e as experiências aqui relatadas ajudarão você a melhor
entender a linguagem da intercessão, levando-o à prática da oração. Veremos no próximo capítulo
um aspecto negligenciado da oração intercessória; é um aspecto que transcende a todo o raciocínio
e que afeta as nossas emoções.
. Parafraseado de Gary Kinnaman, Overcoming the Dominion ofDarkness (Vencendo os domínios
das trevas). Tarrytown, N.Y.: Chosen Books, 1990, pp. 54,56-58.

CAPÍTULO 9

As Manifestações da Intercessão

Vimós como nossas orações têm grande impacto quando inspiradas e dirigidas pelo Espírito Santo.
Uma das maneiras pelas quais ele se manifesta na intercessão é através de nossas emoções. As
evidências de seu poder não são entendidas de forma mui clara. Muitos crentes parecem zombar
das emoções com medo de perder seu controle sobre elas. Se negarmos que as emoções se
manifestam através da oração, perderemos aquele sentido profundo da intercessão. Não poderemos
orar profundamente sem experimentarmos o sentimento de alegria ou de tristeza de Deus.
Muitas vezes, quando intercedemos por uma pessoa, identificamo-nos com ela. Se ela está triste,
sentimo-nos tristes; há ocasiões em que sentimos em nosso espírito a mesma tristeza que o Espírito
Santo sente pela pessoa; á mesma dor que o Espírito sente, sentimos. O Espírito Santo geme em
nós a favor daquela pessoa. Tal dimensão na oração, leva-nos a experimentar dores Corno de parto,
choro e alegria. Muitas vezes somos pegos de surpresa por tal tipo de emoção. São emoções que
ocorrem espontaneamente conforme a vontade do Espírito.
No primeiro capítulo, falei sobre uma criança pela qual intercedi, chorando por ela como se fosse
minha própria filha. Você, também, deve se lembrar de como ri alto preocupando-me depois com
minha atitude. Neste capítulo, aprenderemos as várias maneiras pelas quais o Espírito Santo opera
enquanto oramos. Você entenderá se o que sente vem de Deus, de Satanás ou se é apenas uma
emoção humana que nada tem a ver com o Espírito Santo.

Sentindo Dores, Como de Parto!

Lá pela década de 50, John White, um inglês, estava sendo treinado para a obra missionária no
centro de treinamento da Missão Novas Tribos na Pensilvânia. Todos os dias, cada aluno recebia
uma pasta com pedidos de oração de muitos missionários, que eram trazidos diante de Deus na
oração das sete da manhã.
Certo dia, pela manhã, ao abrir sua pasta, John leu uma carta na qual Loretta O'Hara, missionária
nas Filipinas, pedia oração. Ele não a conhecia e nunca ouvira falar dela. A carta que tinha em
mãos era um pedido de vida ou morte. Foi escrita de um hospital em Manila onde os médicos
diagnosticaram uma terrível doença: ela sofria de câncer ou de tuberculose na coluna cervical.
Ao ler aquele pedido, John começou a orar de maneira diferente, sentindo que suas emoções
estavam sendo afetadas. Em oração, começou a exigir que Deus curasse a Loretta. Na realidade,
ele não somente exigia, mas insistia em que ela fosse curada. Depois de orar, sentou-se extasiado,
deslumbrado pela maneira como havia orado. Sentiu muita paz em seu coração, mas estava
preocupado com a maneira ousada com a qual falara com Deus.
Antes, ele orava pelos pedidos de oração de forma normal e as palavras que falara diante de Deus
em oração não se encaixavam em sua teologia. Sua atitude, parecia uma falta de respeito a Deus e
não combinava com a forma britânica em que fora criado. John não sabia, mas ele havia entrado
num nível de oração onde entramos em agonia; o momento quando sentimos dores como de parto.
São dores sentidas como quem dá à luz, dores que trazem à tona os milagres de Deus.
Esta agonia em oração afetou a vida de Loretta O'Hara. Por ocasião daquela intercessão, Loretta
estava na Nova Escócia e se dirigia a um sanatório para tuberculosos, pois o diagnóstico final do
médico era de que tinha tuberculose na coluna cervical. Deus, contudo, tinha planos diferentes para
ela. Um grupo de irmãos, sabendo que ela iria passar por ali a caminho do sanatório, pedir-lhe que
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ficasse alguns dias falando-lhes a respeito de missões. Loretta não tinha condições físicas de
ministrar, mas o grupo proveu-lhe todo o conforto, inclusive uma poltrona onde, sentada, pudesse
ministrar-lhes a Palavra.
Loretta concordou em ficar ali alguns dias. Enquanto falava sobre missões, sentada em sua
poltrona, sentiu repentinamente que era melhor ficar em pé, por isso, agarrando-se a uma mesa,
levantou-se. Naquele momento ela não sabia, mas estava entrando no reino sobrenatural da cura de
Deus.
Ao levantar, sentiu-se fortalecida. As dores de seu corpo desapareceram. Não levou muito tempo
para se dar conta de que algo especial ocorrera em sua vida. Por isso, em vez de ir para o sanatório,
voltou para uma consulta com o médico que havia diagnosticado a tuberculose em sua coluna. O
médico ficou chateado ao vê-la em seu consultório. Afinal, ele fizera o possível e o impossível
para conseguir-lhe um quarto no hospital. Loretta insistiu, dizendo que queria fazer novos exames
e, apesar de relutar, o médico consentiu. Os exames provaram que ela estava totalmente curada.
Alegre, Loretta regozijou-se não somente com a cura, mas também com a possibilidade de voltar
ao campo missionário.
Decidiu, então, visitar a escola de treinamento da Missão Novas Tribos sem saber que um novo
compromisso seria feito com aquele que havia orado por ela.
Ao vê-la na escola, John não se deu conta de que aquela mulher era a missionária por quem havia
intercedido; sua atenção foi despertada pela beleza da mulher. Deus já lhe havia falado que
encontraria ali na escola a mulher com a qual se casaria, e até aquele momento não aparecera
nenhuma candidata pela qual ficasse interessado. Não demorou muito para descobrirem que Deus
queria uni-los em matrimónio. Depois de algum tempo, John e Loretta ficaram admirados de como
Deus interveio em suas vidas. John sugeriu que ela se chamasse Lorrie White, nome pela qual é
conhecida até o dia de hoje.
Afinal, o que aconteceu quando John orou? Era algo dele mesmo ou uma carga de intercessão dada
por Deus a favor de Loretta? Por que orou com tanto fervor e intensidade? Tais perguntas são
respondidas quando entendemos o que é a oração de agonia, a oração de dores de parto!
Em Gaiatas 4:19, Paulo fala de dores de parto até ser Cristo formado em seus filhos espirituais. A
palavra para "dores de parto" no grego é odino, que tem o sentido de experimentar dores como de
parto. Há momentos em que Deus nos chama a interceder fortemente ajudando a nascer a vontade
de Deus em uma determinada área. Geralmente, ficamos assombrados depois que oramos, com a
sensação de que Deus nos ouviu e realizou alguma coisa!
Você quer ter certeza de que Deus é quem está operando em nós e que não é um alarme falso?
Então, quero dar a você quatro pontos que o ajudarão a reconhecer quando o Espírito Santo entra
em ação:
1. A agonia na oração é algo que vem de Deus e não pode ser produzida por nós mesmos. A agonia
que sentimos em oração como dores de parto são gemidos inexprimíveis, nem sempre
audíveis, conforme Paulo fala em Romanos 8:26. Conheço gente que força gemidos e sentimentos
de dores, chorando alto como se algo estivesse acontecendo. Chegam a ter a facilidade de fazer
isto como quem abre uma torneira e depois a fecha. Os gemidos e dores que vêm de Deus,
entretanto, não podem ser fechados como a torneira de uma pia.
2. A agonia acontece quando muita gente orou por determinado assunto antes de você. Deus,
então, escolhe você como a última pessoa a orar para que o assunto seja resolvido. Você é quem
traz luz, para a resposta de tantas orações.
3. As pessoas que têm o dom de intercessão, por certo, entrarão em grande agonia e dores como de
parto, diferentemente daquelas que não estão abertas para serem usadas por Deus nesta área. Como
aconteceu com John White, contudo, Deus pode chamar qualquer crente a qualquer momento para
interceder e agonizar em oração a fim de que seus propósitos sejam realizados.
4. A agonia e as dores podem ser prolongadas ou bem curtas. Algumas orações são respondidas
rapidamente, enquanto outras serão respondidas depois de muitas dores, agonia e sofrimento.
O Antigo Testamento fala, profeticamente, de Cristo agonizando por nós: "Ele verá o fruto do
penoso trabalho de sua alma, e ficará satisfeito..." (Is 53:11 - grifo da autora).
O Novo Testamento também nos mostra que Jesus agonizou por nós. Quando esteve no Getsêmane
orando por nós seu suor transformou-se em grandes gotas de sangue. No túmulo de Lázaro Ele
chorou. O texto diz: "Jesus, vendo-a chorar, e bem assim os judeus que a acompanhavam, agitou-
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se no espírito e comoveu-se. " (Jo 11:33 - grifo da autora). Algumas pessoas dizem que esta
agitação em seu espírito era uma forma de indignação por causa da morte de Lázaro. Estou certa
de que Ele ficou triste quando viu aquela choradeira por causa da morte de Lázaro, mas alguma
coisa aconteceu no Espírito ao interceder por Lázaro.
Há ocasiões em que a agonia é tão grande que o intercessor fica perplexo. Neste caso, as pessoas
próximas ao intercessor devem clamar por ele, ajudando-o a levar a carga em oração. Lembre-se:
agonizar é como dar à luz, por isso, de certa forma, ao ajudar o intercessor no seu clamor, somos
como as parteiras que ajudam a pessoa a dar à luz. Outra coisa: precisamos estar atentos para que o
inimigo não se aproveite do momento e engane o intercessor.
Uma palavra de cautela: o Espírito Santo é quem controla as nossas emoções na hora da agonia;
tudo o que temos a fazer é não nos descontrolar emocionalmente. Os intercessores precisam ter o
domínio próprio que é um fruto do Espírito.

Choro e Lágrimas

Em 1990, durante o Congresso Norte-americano de Renovação na cidade de Indianápolis, Peter


Wagner, preletor do encontro, compartilhou com os congressistas o peso que sentia pelo Japão.
Como, no dia seguinte, seguiria para Los Angeles e dali para o Japão, pediu que orássemos por ele.
Um dos líderes do encontro, Jim Bevis pediu-me que orasse a respeito. Enquanto orava, comecei a
sentir a dor e o sofrimento que o povo de Hiroshima sentira por ocasião da bomba atómica que
fora jogada sobre aquela cidade. Ao orar, pedi que Peter fosse usado como uma bomba nas mãos
do Espírito para romper as trevas que imperam sobre o povo japonês.
Partindo de Indianápolis para Los Angeles no final da conferência, Peter intensificou as orações
enquanto se preparava para a viagem. No dia seguinte, um domingo pela manhã, Peter Wagner
começou a preocupar-se com o sofrimento daquela geração atingida pelas bombas jogadas sobre
Nagasaki e Hiroshima. Enquanto orava foi acometido por fortes convulsões de lágrimas e choro a
favor do Japão e isto o deixou preocupado pois tinha apenas quinze anos de idade quando as
bombas destruíram aquelas cidades. Ele não jogara as bombas, nem participara da guerra, mas
Deus lhe mostrou que naquela idade eleja curtia um profundo ódio pelos japoneses e que muitos
rapazes de quinze anos de idade morreram por causa das bombas. Devido ao ódio, ele era tão
culpado quanto aqueles que deram ordens de bombardear as cidades. Entendeu, depois, que através
da intercessão Deus agiu por intermédio dele a favor da nação japonesa.
Ao conversar com Doris, sua esposa, ela lhe trouxe uma palavra de sabedoria. "Peter, Deus quer
levá-lo a um arrependimento a favor daquelas cidades bombardeadas". Isso confirmou o que Deus
pusera em seu coração.
Chegando ao Japão, Peter falou sobre este assunto com os líderes da igreja e estudou com eles a
possibilidade de reunir algumas pessoas cujos parentes tivessem morrido durante o bombardeio de
Nagasaki e Hiroshima. Foi marcada uma reunião com aquelas pessoas.
Peter fez uma exposição bíblica sobre as bases do arrependimento, e deu ênfase especial ao
perdão entre as nações usando textos como o de Daniel capítulo 10 e o primeiro capítulo de
Neemias. Tanto Daniel como Neemias oraram e arrependeram-se de seus pecados e dos pecados de
suas nações, e era isso o que Peter queria fazer naquela reunião. Semelhantemente a Daniel ele
queria dizer: "Pai, pequei." Ele não estava ali para julgar se as bombas deveriam ou não ser
lançadas. Queria, isto sim, ser instrumento de Deus para curar as feridas de um povo que fora
devastado pela guerra.
Ele pediu, então, que as pessoas cujos parentes foram mortos naquela ocasião viessem à frente.
Ajoelhando-se diante delas, com profundas lágrimas de arrependimento, pediu que Deus curasse o
povo japonês. O Espírito Santo começou a agir naquele lugar, trazendo um profundo
arrependimento. Naquele auditório com mais de mil pessoas ouvia-se um único som: eram soluços,
choro, lágrimas e alguns gritos de angústia. Aquelas lágrimas trouxeram alívio às dores de um
povo.
Peter terminou sua oração e ficou em pé. Um representante da nação japonesa explicou que seus
pecados eram maiores que o dos americanos e clamou a Deus que perdoasse suas agressões de
guerra contra a América durante a Segunda Guerra Mundial. O Espírito Santo usou aquele
momento para trazer cura e restauração àquela nação.
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Quando choramos em intercessão, a vida de Deus é liberada para transformar e operar em pessoas
e nas nações.
Eu costumava apelidar meu marido de Spock, um apelido gracioso, tirado de um seriado de
televisão, já que ele era insensível e sem emoções como o Spock do filme. Certo dia, eu estava
intercedendo por uma congregação que precisava de um avivamento. "Senhor", dizia eu, "se eles
soubessem como ter um avivamento, eles o teriam. Senhor, que o teu Espírito os renove amole-
cendo aqueles corações endurecidos."
Enquanto orava, Mike aproximou-se, sentou-se numa cadeira e, orando, observava-me. Depois de
algum tempo, levantei-me e, impondo as mãos sobre ele, orei. Mais tarde ele disse que eu orei
assim: "Deus, toma-o em tuas mãos." Na realidade eu orei: "Senhor, dá-lhe tua compaixão e tuas
lágrimas."
Mike acordou à noite chorando em profusão. Era como se uma bomba-relógio houvesse entrado
em ação. No dia seguinte, enquanto ministrava a um grupo de homens sobre a responsabilidade
que têm como pais em cuidar dos filhos, continuou a chorar. E tudo ficou gravado em fita de
video! Hoje, meu esposo Mike chora abundantemente sempre que o Espírito Santo o comove.
Dick Eastman falava no Instituto Cristo Para as Nações, em Dálias, e disse aos alunos que Deus
queria mostrar-lhes algo que lhe era mui pessoal. Enfiou a mão no bolso do paletó e pegou um
vidrinho redondo. Segurando-o nas mãos, explicou aos alunos que se tratava de colírio para os
olhos. O médico o receitara porque seus olhos estavam constantemente irritados. Sabiamente o
médico lhe disse: "Dick, isto acontece devido às muitas lágrimas que você derrama enquanto ora."
Ele não estava se orgulhando de que chorava muito enquanto orava nem sugerindo aos alunos que
começassem a prantear pelos corredores da escola. O Senhor pediu-lhe para mostrar aos alunos
aquele vidrinho de colírio provando que é lícito chorar e derramar muitas lágrimas enquanto
oramos.
Em algumas culturas é feio um homem chorar diante de Deus. A cultura americana acha que é um
vexame um homem chorar, ainda que hoje o conceito esteja mudando. Sempre ouvimos frases
como: "Homem que é homem, não chora!" Perguntei ao meu pai, certa vez, por que nunca
chorava, apenas para ouvir-lhe responder: "Querida, homem que é homem, não chora." Ouvi meu
filho dizer à sua irmã que os homens controlam suas emoções, o que parece uma percepção muito
grande para um menino de apenas nove anos! Expliquei-lhe que Deus era também Senhor sobre
suas emoções e que não precisava controlar-se tentando escondê-las o que poderia ser-lhe insalutar.
Temos em Jesus o nosso exemplo. Ele era homem e um homem forte. Era também um grande
intercessor. A Bíblia diz, não obstante, que "Jesus chorou" (Jo 11:35). Este é o menor e o mais
poderoso versículo da Bíblia. Seu choro quebrou o jugo da morte que prendia a Lázaro dando-lhe a
força para ordenar que saísse do túmulo: "Lázaro, vem para fora ". Vemo-lo chorando, também,
sobre Jerusalém. O texto bíblico diz que "Quando ia chegando, vendo a cidade, chorou" (Lc
19:41).
Há vezes em que um grupo de pessoas chora e lamenta, como se um manto de choro caísse sobre
elas. Ou apenas um irmão no meio do grupo começa a chorar convulsivamente. Experimentamos
algo assim em nossa congregação de Weatherford em 1990. Nem imaginávamos que toda a igreja
cairia em prantos; Deus, contudo, orquestrou-nos este tempo singular, um momento santo, onde
choramos profusamente diante Dele.
A professora do setor infantil de nossa igreja, Linda Gosset estava de saída para uma viagem à
Rússia. O momento era-lhe de grande emoção, já que doze anos antes Deus lhe havia chamado
para ministrar na Rússia e somente agora a porta fora aberta diante dela. Ela recebeu um chamado
para ministrar às crianças e dedicara muito de seu tempo intercedendo por aquelas crianças dis-
tantes; crianças que nunca vira com os próprios olhos, entretanto, colocara cada uma delas sobre
seus joelhos em intercessão.
Linda é pequenina, mais parecendo uma boneca chinesa. Possui um profundo conhecimento das
Escrituras e vive a sorrir. Don Connell, nosso pastor, convidou-a para ser a pregadora do culto
matutino daquele domingo e, assim, a igreja teria a oportunidade de saber por quais necessidades
orar. Na plataforma ao seu lado havia uma grande mala marrom apelidada por Linda de "carga
santa". A mala estava estufada de Bíblias, livros infantis, histórias para crianças e presentes. No
término do culto, nosso pastor pediu-lhe que abrisse a mala para que a igreja orasse por cada peça
e cada conteúdo que seria levado para a Rússia.
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À medida que o pastor compartilhava com a Igreja a necessidade de intercessão por Linda, algo
diferente e singular começou a ocorrer dentro do templo. Aquilo que a princípio era quase
imperceptível foi se tornando um ruído santo; um som solene veio sobre adultos e crianças no
templo. Enquanto tirávamos a oferta, aquele ruído santo foi crescendo entre o povo.
As sacolas de ofertas passaram por cada adulto e por cada criança. O irmão que recolheu as ofertas
depositou as sacolas diante do altar e começou a chorar convulsivamente. Don, nosso pastor,
enfiou a mão numa delas, tirando dali um pequeno cofre. O cofrinho estava cheio de moedas.
Depois, repetiu o gesto tirando outros cofres que todos perceberam, era o dinheiro economizado
pelas crianças para a professora que partia para a Rússia. Havia algo constrangedor naquela oferta
sacrificial que trouxe um forte espírito de intercessão e lágrimas ao culto. Os membros da igreja
começaram a orar agarrados às Bíblias, juntamente com crianças de dois e três anos, agarrados ao
material didático. Seguravam os flanelógrafos, orando e chorando, pedindo que Deus os utilizasse
na comunicação do evangelho às crianças.
Deus convocara toda a igreja para interceder e quando o espírito de choro e intercessão percorreu o
templo, tocou a todos, envolvendo-nos na intercessão em favor das crianças da Rússia. Linda
passou pela alfândega da União Soviética com toda a "carga santa" incólume. Aquelas lágrimas
pavimentaram o caminho, limpando qualquer esquema que o inimigo tinha em mente para deter a
Palavra de Deus. Uma semente de vida foi plantada por ela em muitos corações da futura geração
da Rússia.

Risos

Quando rimos, durante a intercessão, podemos ter certeza de que a resposta está a caminho. A
vontade de Deus foi feita, ou os planos do inimigo foram anulados. "Aquele que está entronizado
nos céus se ri; o Senhor zomba deles" (SL 2:4 - ECA.).
Sempre que leio esse versículo sinto-me abençoada por Deus. Recentemente, depois de uma
campanha de guerra espiritual na Argentina, esse versículo deixou-me espantada.
Em junho de 1990 fomos até a Argentina colaborar no "Projeto Resistência". Éramos quatro da
América: Doris Wagner, Dave Rumph e sua esposa Jane e eu. Era o mês de abril quando chegamos
à Resistência. Nossa intérprete era Marfa, a esposa de Ornar Cabrera, uma mulher poderosa em
Deus. Ornar é pastor da Igreja Visão do Futuro que, na ocasião, tinha noventa mil membros. Doris,
que retornara de lá alguns meses antes, estava certa de que a cidade precisava de mais intercessores
depois que sediara um plano de evangelização liderado por Edgardo Silvoso do Evangelismo de
Colheita.
O "Projeto Resistência" tinha, como objetivo, alcançar o povo da cidade no nível físico, emocional
e espiritual. Houve um chamamento à unidade entre os pastores tradicionais, carismáticos e
pentecostais. O objetivo era o de ter, também, na cidade, seiscentos "faróis" em casas de irmãos
com o propósito de ministrar às necessidades da vizinhança. Depois haveria uma cruzada
evangelística na cidade, cujas "casas-faróis" se transformariam em lugares de reuniões para onde
as pessoas convertidas, durante a cruzada, seriam levadas. Este é o rascunho de um pequeno plano
que a todos envolve.
Durante aquela semana, setecentos e cinquenta líderes da cidade participaram de um seminário de
batalha espiritual. Juntos, lutamos contra os espíritos que se auto-proclamaram guias da cidade.
Sentimos grande alívio depois daquele tempo de guerra. Alguns dos espíritos eram fortes, um deles
é conhecido como San La Muerte (Santa Morte) ou espírito de morte. Na cidade, há pessoas que
adoram o espírito da boa morte, como é chamado.
Depois daquela batalha espiritual, tomamos o avião para a América. Viajamos pela Aerolíneas
Argentinas. Durante o voo, um mapa mostrava aos passageiros a rota do avião e o lugar sobre o
qual estávamos sobrevoando. No mapa aparece o nome da cidade mais próxima da rota de voo.
Doris Wagner e eu olhamos o mapa, interessando-nos por cada detalhe até que o jantar foi servido.
Agora, em vez do mapa, a comida! Repentinamente o avião entrou numa área de turbulência e
começou a subir e a descer como uma folha de papel. Doris começou a rir alto e
descontroladamente. Eu lhe disse: "Acho que devemos começar a orar", e comecei a rir também.
Juntas sentimos a mesma inquietação e, ao mesmo tempo, nos perguntamos: "Por acaso não
estamos voando sobre a cidade de Resistência?" O mapa nos mostrava a grande cidade de
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Comentes uma cidade próxima à Resistência. Depois de dez minutos cessou toda a turbulência e o
resto da viagem foi calma até que chegamos em casa.
Mera coincidência? O fato de estarmos voando sobre a cidade onde lutamos contra os espíritos
territoriais deixou-nos intrigadas. Será que rimos por que teríamos uma viagem tranquila? Se foi
isto, então, o que tem o riso a ver com guerra espiritual e com intercessão?
Na primeira vez que isso aconteceu veio-me à mente o Salmo 2:4 que mencionei anteriormente. É
um Salmo que fala do Senhor rindo, zombando de seus inimigos. Na realidade, foi Deus quem riu
através de nós naquele avião; o inimigo pensou em atacar-nos nas alturas e Deus zombou de todos
eles. Os risos eram um sinal de que não deveríamos temer os laços do diabo pois os anjos do
Senhor nos cercavam. Este tipo de guerra através da intercessão permite ao diabo ficar sabendo
que Deus está no controle de tudo. É também um sinal ao diabo de que nós não temos medo dele.
Dois outros textos bíblicos apresentam o mesmo contexto de zombarias e risadas. O primeiro diz:
"O ímpio maquina contra o justo, e contra ele range os dentes. O Senhor se rirá dele, pois vê que
vem chegando o seu dia" (SL 37:12,13 - ARC.).
O segundo texto está no Salmo 59:7,8 que diz: "Alardeiam de boca; em seus lábios há espadas.
Pois dizem eles: Quem há que nos escute? Mas tu, Senhor, te rirás deles; zombarás de todas as
nações."
Um terceiro texto que tem sido de muita importância para mim é o do Salmo 126:1,2:
"Quando o Senhor restaurou a sorte de Sião, ficamos como quem sonha. Então, a nossa boca se
encheu de riso, e a nossa língua de júbilo; então, entre as nações se dizia: Grandes coisas o Senhor
tem f eito por eles".
Em seu livro, God's End-Time Battle-Plan (O plano de Deus para a batalha do tempo do fim),
Gwen Shaw diz que virá um tempo em que o riso de Deus transbordará em nosso coração. Para
mostrar isso, ela cita Eclesiastes 3:4 que diz: "... tempo de chorar, e tempo de rir". Ela diz: "Se
permitirmos que Deus ria, então Ele rirá por nosso intermédio, da mesma forma como Ele fala
através de nós".1
As pessoas que nunca experimentaram risos durante a intercessão ficam surpresas quando damos
risadas e gargalhadas durante o tempo de oração. Chegam a dizer, admiradas: "Não imaginávamos
que a intercessão trouxesse consigo um tempo de tanto refrigério. Sempre achamos que temos que
ser mui solenes diante de Deus ou Ele não se agradaria de nós". Ainda outras pessoas expressam-se
assim: "Temos que voltar e contar em nossas igrejas e nos grupos de oração que podemos alegrar-
nos enquanto oramos. É por isso que nos sentimos tão cansados enquanto oramos: nunca nos
alegramos!" Aprendem a grande lição que todo intercessor precisa saber: "...a alegria do Senhor é a
vossa força " (Ne 8:10).
Estas demonstrações de emoções, como sentir dores como de parto, chorar convulsivamente e rir
descontroladamente, procedem de Deus e são dirigidas por Ele. Quando Deus nos guia, Ele
também nos conduz a novas formas de expressões.
A chave da intercessão é deixar-nos ser guiados por Deus. No capítulo seguinte, falaremos sobre os
problemas que abraçamos quando queremos resolver as coisas sozinhos, com nossas próprias
mãos.
1
Gwen Shaw, God's End-Time Battle-Plan (O plano de Deus para a batalha do tempo do fim)
Jasper, Ariz,:Engeltal Press, 1984, p. 107.

CAPÍTULO 10

O Desequilíbrio na Intercessão
O telefone toca num domingo de manhã bem cedo. É uma aluna de uma escola bíblica a quem
chamarei de Pamela. Conversando anteriormente com ela, fiquei sabendo que frequentava uma
grande congregação que era muito forte no ministério de oração.
Ela me disse: "Cindy, não quero criticar injustamente, mas alguma coisa não está certa com o meu
grupo de oração". Depois de contar-me o que se passava, percebi que ela frequentava um grupo de
oração onde faltava o equilíbrio necessário.Como isto acontece? Como um grupo pode ficar
desequilibrado?
Uma irmã, que vou chamar de Estela, disse à Pamela num domingo de manhã que tinha uma
palavra de Deus para ela. Ela deveria escolher um determinado grupo de oração e começar uma
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campanha de intercessão por seu pastor. Empolgada, Estela compartilhou que o seleto grupo de
intercessores do pastor, seria convidado a viajar com ele sempre que fosse necessário.
O que Estela não falou àquela moça é que nem o pastor nem mesmo a liderança da igreja sabia da
existência daquele seleto grupo de oração. Pamela descobriu, mais tarde, que Estela esperava que
Deus revelasse a existência do grupo ao pastor e à liderança de forma sobrenatural.
Sem comprovar se o grupo era maduro ou não, Pamela acabou participando das reuniões. A
princípio, tudo ia bem, até que o grupo começou a orar por coisas que divergiam da visão da
congregação local.
Oravam e pediam fervorosamente a Deus que o pastor "visse a luz e se alinhasse com a vontade de
Deus", o que significava ficar alinhado com o grupo de intercessores. Oravam, também, pedindo a
Deus que o pastor os consultasse nos assuntos pertinentes à igreja. Foi isso que a deixou
incomodada e levou-a a me telefonar.
Recomendei-lhe que abandonasse aquele grupo e participasse de um dos grupos regulares da
igreja. As razões serão apresentadas mais adiante neste capítulo.
Este é um dos problemas típicos que Mike e eu, como líderes dos Generais da Intercessão,
ouvimos constantemente. Aquela irmã foi, literalmente, sugada para fazer parte de um grupo
desequilibrado de intercessores, geralmente formado por homens e mulheres que, por várias
razões, em seu zelo de orar, saem dos padrões bíblicos.
Pessoas assim, são reprovadas e, conqtientemente, causam confusão e divisão na igreja. Como
houve um grande avivamento nesta última década, levando a igreja a uma vida intensa de oração, e
por surgirem muitas vozes proféticas conclamando o povo a orar, o surgimento de grupos
desequilibrados é, até certo ponto, inevitável.
Quando estudamos os grandes avivamentos do passado, descobrimos que tiveram a sua origem em
muita oração. Entretanto, o mover do Espírito Santo na igreja sofreu um curto-circuito pela
incapacidade de se ter intercessores maduros e verdadeiros. Em muitos casos, a ação de
intercessores desequilibrados contribuiu para minar a verdadeira oração e parar o avivamento.
Quando planejávamos o encontro da Rede de Guerra Espiritual (uma continuação da 2." consulta
de Lausane sobre guerra espiritual) tive a nítida impressão, vinda da parte do Senhor, de que assim
como a frase mestra dos dias de Lutero foi: "O justo viverá pela fé", nos dias futuros a frase-chave
será: "Não militamos segundo a carne, porque as armas de nossa milícia não são carnais"- Satanás,
a antiga serpente, de forma astuta, procura minar o avivamento, utilizando uma de suas mais
eficazes armas: o engano. Usando mentiras inteligentes que apelam à carne, ele afasta as pessoas
do propósito de Deus para a oração. Em outras palavras, ele faz hora extra, buscando produzir
intercessores desequilibrados. Então, como evitar os grupos de intercessão desalinhados com a
Palavra de Deus?
A resposta é bem simples: usando parâmetros bíblicos, claros, como forma de colocar no prumo
certo a atividade dos intercessores. Este capítulo tratará de alguns problemas que surgem nos
grupos de oração; geralmente, problemas que trazem confusão e má fama aos irmãos.
É triste o que acontece nesta área, pois os intercessores são servos de Deus que se sacrificam
diariamente em favor de tantas vidas. Geralmente, o desequilíbrio vem pela falta de ensino, ou
porque as pessoas de um grupo começam a imitar o que acontece num grupo desequilibrado. Há
pessoas que corrigem o rumo, assim que percebem as áreas em que correm perigo.
Os irmãos envolvidos na intercessão devem saber que têm duas garantias: a primeira delas é o da
prestação de contas da vida espiritual. Se têm medo de serem julgados pelo que fazem nas reuniões
de oração, então estão pisando em areia movediça, conforme vimos com o grupo da Esteia.
Deixe-me acrescentar uma coisa: quando os intercessores oram por ministérios fora de sua igreja
local, devem submeter-se também àqueles pelos quais intercedem. Caso não tenham um
relacionamento íntimo com as pessoas pelas quais oram, deveriam, pelo menos, certificar-se de
que estão orando dentro da visão daquele ministério.
Aqueles irmãos que são chamados para interceder por ministros de organizações para-eclesiásticas
precisam ficar sob a cobertura de uma igreja local.
A segunda garantia para que um grupo não seja desequilibrado é manter o coração puro, princípio
este que focalizei no capítulo três. O Salmo 51.10 diz: "Cria em mim, ó Deus, um coração puro".
Por não conhecer o seu próprio coração, Esteia violou este princípio em várias áreas. A primeira
coisa que demonstrou é que tinha muito orgulho em seu coração. Convenceu-se de que seria uma
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líder ao invés de submeter-se aos grupos de oração sob a liderança da igreja. Ela achava que as
revelações que tinha eram superiores àquelas que o pastor e o presbitério da igreja recebiam de
Deus. Quando Deus começa a nos revelar os seus segredos através da oração, podemos cair neste
laço sutil de achar que os líderes têm que nos ouvir.
Esteia tinha, também, um espírito de crítica que anda de mãos dadas com o orgulho. Ela criticava a
maneira como os grupos de oração foram estabelecidos pelo pastor, e por não ter sido convidada a
liderar nenhum deles, tratou de formar um grupo onde ela seria a líder. Ela deveria envolver-se
num dos grupos de oração da igreja provando sua fidelidade, deixando que Deus a promovesse (ou
não) a uma posição de liderança.
Precisamos pedir a Deus que nos mostre nossa motivação interior, pois percebo que muitos
intercessores, quando oram a Deus, despejam todo seu descontentamento e amargura de coração. O
que me preocupa é que tais pessoas desconhecem quanta coisa ruim há em seu coração. São
pessoas que foram atraídas para o ministério de intercessão em busca de poder e, de forma
inconsciente, vêem no ministério uma maneira de ficarem famosas. Somente o Espírito de Deus
pode revelar os segredos de nosso coração. Todo intercessor deveria orar assim: "Deus, vê se há
em mim algum caminho mau. Eu quero estar puro diante de ti."
Ao violar o princípio do coração puro, Esteia corria um perigo ainda maior: corria o risco de
envolver-se no "espírito de Absalão", que significa agir com as demais pessoas como Absalão fez
com seu pai, o rei Davi. Amargurado porque não conseguira falar com seu pai depois de regressar
do exílio, Absalão começou a minar o reino de seu pai. Parece até que fazia um bom trabalho,
ajudando as pessoas em suas necessidades, mas a atitude de seu coração não era correta. Ele queria
chamar a atenção de seu pai e, para isto, usou de todos os meios para vingar-se dele, usando como
arma sua capacidade de comunicar-se com as pessoas.
Como reconhecer o "espírito de Absalão" numa pessoa ou em nós mesmos? Em primeiro lugar,
quando o membro da igreja começa a criticar o pastor dizendo coisas sobre o seu ministério: "Sei
que o pastor tem razão, mas estive orando e agora vejo que ele não sabe o que as pessoas
realmente precisam." Assim falando, expõe o seu ponto de vista e pode até dizer: "Agora, se eu
fosse o pastor, faria assim e assado", sem perceber que está agindo como Absalão que diante das
portas de Jerusalém dizia ao povo: "Se eu fosse o rei, agiria da seguinte forma..." Os intercessores
precisam examinar constantemente a atitude de seus corações para certificarem-se do que dizem,
orar corretamente e reagir também corretamente.
Este espírito de Absalão, se for deixado à solta, pode arruinar muitas igrejas, já que as pessoas
começam a procurar o intercessor pedindo orientação em vez de buscarem conselho com o pastor.
Geralmente, uma pessoa que tem o espírito de Absalão é sincera e age sem se dar conta do que está
acontecendo. Quando rejeitada, sente-se magoada, abandonando a congregação, e fica ferida.
Não quero dizer com isto que toda pessoa que tem um ponto de vista diferente procurando
modificar as coisas na igreja seja um Absalão. O que quero dizer é que o coração tem que ser
examinado sempre que propomos mudanças.
Quem sabe, alguns de vocês, que são líderes de grupos de oração, estejam se perguntando: "Cindy,
meu pastor é um alienado; ele nem se preocupa com o que acontece em nosso grupo de oração ou
com o que Deus nos fala. Estou muito frustrado!"
Sobre este assunto, falaremos mais adiante, quando tratarmos da intercessão coletiva e sobre os
amigos intercessores, pessoas que intercedem por nós. Este é um problema que dá muita dor de
cabeça e tem que ser tratado por aqueles que se dedicam totalmente à intercessão em suas igrejas.
Em seu livro, Seductions Exposed (Expondo a sedução), Gary Greenwald trata da manipulação
pela intercessão, exemplo clássico do espírito de Absalão. Ele diz:
"Percebo que há uma tendência nos intercessores de compartilhar suas revelações com os demais
irmãos do grupo. Sem perceberem, contudo, depois de algum tempo, acabam concordando uns
com os outros. Algum tempo atrás um grupo de intercessores de nossa igreja deixou esta verdade
transparecer de forma perigosa. Houve porfia na liderança e um grupo de pessoas, com alguns da
liderança, abandonaram a igreja.
Um dos intercessores recebeu uma revelação de que o juízo de Deus cairia sobre mim, pois eu,
supostamente, desobedecera a Deus, conduzindo a igreja noutra direção. Depois de compartilhar
sua revelação com outras pessoas, elas me disseram que se eu não me arrependesse, seria julgado
como Nabucodonosor cujos cabelos cresceram como as penas da águia, indo pastar no campo.
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Por pisarem num terreno fora do seu chamado, aqueles intercessores que deveriam servir como
guerreiros de apoio, foram enganados, sendo levados a acreditar que tinham uma visão melhor
para a igreja do que o seu pastor. O orgulho os deixou abertos a um espírito de erro. Os
intercessores têm como tarefa fundamental dar à luz a visão que a liderança recebe em oração e
não ficar discutindo entre eles o que vêem no mundo espiritual. Aqueles intercessores estavam
tentando manipular-me com suas advertências e, conseqiientemente, caíram na manipulação da
carne. Quando me confrontaram, falei-lhes que haviam deixado o seu chamado metendo-se em
assuntos que não lhes dizia respeito. Tudo aconteceu porque um intercessor com uma forte
liderança os conduzira ao engano. Depois disto, muitos deixaram a congregação."1
Não estou julgando aqui, os motivos que os levaram a essa confrontação, apenas quero comentar
sobre o papel do intercessor.
Em primeiro lugar, o grupo deu uma palavra muito áspera a Greenwald. Nabucodonosor era um rei
que levou o seu povo a uma vida de pecado e ainda que Greenwald fosse orgulhoso, tal punição
seria demasiadamente severa para ele. Não estou dizendo que Deus não trata com os pastores, de
forma alguma! Muitas vezes, o que os intercessores dizem é o resultado da vida que têm no lar. As
pessoas que, constantemente, recebem palavras ásperas de Deus, geralmente vêm de lares
desajustados e isto contamina ou mancha o que elas ouvem de Deus, traduzindo o que Deus
lhes,diz . em termos legalista.
Em segundo lugar, se Deus tivesse falado que julgaria a Greenwald, elas deveriam agir de forma
piedosa, com profunda dor, como Daniel ao interpretar o sonho de Nabucodonosor: "Senhor meu,
o sonho seja contra os que te têm ódio, e sua interpretação para os teus inimigos". Vocês se
lembram do caso que contei quando Deus me mostrou que um pastor teria um enfarte? Eu estava
ferida e queria que Deus o atingisse com um raio. Meu coração estava cheio de iniquidades e meus
pecados eram maiores que os dele.
Em terceiro lugar, se Deus de fato lhes tivesse falado, não deveriam expor o pastor aos demais do
grupo e, sim, em segredo, no seu cantinho de oração, interceder por ele pedindo que Deus o
alertasse. A Palavra de Deus exorta-nos que não repreendamos o ancião (l Tm 5:1). Um intercessor
não deve repreender o seu pastor e, sim, orar por ele a Deus que tratará de mandar alguém equi-
librado para exortá-lo. O Espírito Santo age rápido com os pastores quando as orações partem de
um coração puro.
Em quarto lugar, depois de tomarem todos estes procedimentos, os intercessores devem buscar
direção de Deus, pois bem pode ser que Ele os libere dos fardos da igreja local. Em hipótese
alguma, devem falar do pastor a qualquer membro da igreja pois isto traz confusão e divisão. Um
líder de grupo de oração ou um intercessor é responsável em tapar a brecha, deixando que Deus
trate das atitudes incorretas da liderança da igreja. Nem preciso dizer, é claro, que os pecados na
área de sexo e os desvios de conduta precisam ser tratados com o presbitério da igreja.
Por último, é possível que o pastor queira avançar em Deus mas a congregação não está ainda
preparada para mudar de rumo. Se você observar o princípio do coração puro e o da prestação de
contas, não o atropelará nem o levará a ser ativo demais na direção errada.

Orações Fulminantes

Certa ocasião, eu estava numa reunião de oração composta apenas de intercessores, cujo líder,
levantando-se, começou a falar a respeito da vida de um político, dando detalhes e pormenores a
respeito da vida dele e de como se comportava pessimamente no mundo político. Depois de falar
sobre tudo o que ele teria que mudar, pediu-nos que começássemos a orar. De forma compassiva,
aquela mulher começou a interceder por aquele homem, mas, de repente, mudou o tom de sua voz.
Fiquei perplexa quando a ouvi dizer: "Deus, eu te peço que este homem ou seja salvo e se demita
da política ou morra! " Nem pude acreditar no que ouvia. Como uma líder de oração podia
proceder daquele jeito?
E não foi aquela a primeira vez. Comecei a ouvir orações deste tipo por todo o país, orações que
amaldiçoavam as livrarias pornográficas, pedindo que Deus as incendiasse. Oravam pedindo a
Deus que destruísse os cinemas que projetavam filmes pornôs, e que as pessoas que procurassem
aquelas salas de espetáculos fossem fulminadas por Deus! Ou então, tomavam aqueles versículos
dos Salmos que falam que sejam mortos os inimigos de Deus e que sejam comidos de vermes!
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Cheguei a ouvir relatórios dizendo que algumas bruxas estavam amaldiçoando os crentes, porque,
diziam elas, se não o fizessem, os crentes as amaldiçoariam levando-as a queimar no inferno!
Percebi que tais tipos de oração não se encaixavam com os modelos de intercessão do Novo
Testamento. Depois de estudar detalhadamente o assunto, concluí que tais tipos de oração não têm
base bíblica. Vejamos um exemplo todo especial:
"Os discípulos Tiago e João, vendo isto, perguntaram: Senhor, queres que mandemos que desça
fogo do céu e os consuma, assim como fez Elias? Mas Jesus voltou-se, repreendeu-os e disse: Vós
não sabeis de que espírito sois, pois o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens,
mas para salvá-las. E foram para outra aldeia" (Lc 9:54-56 -ECA).
Às vezes não sabemos o que está nos influenciando. Quando o poder vem sobre nós, temos a
tendência de interceder de maneira diferente do coração de Deus, por isso, precisamos examinar as
nossas motivações. Aqui vão duas razões por que não ; devemos fazer orações fulminantes:
1. Orações fulminantes deixam um péssimo testemunho a quem não é crente. Conheci uma mulher
que tinha uma casa noturna antes de se converter. Ela detestava os crentes já que eles
amaldiçoavam seu comércio com "labaredas e terremotos." Eis suas palavras: "Tanto eu como
alguém de minha família poderíamos sair feridos. Por que não oravam por minha salvação pedindo
também que aquele prédio fosse usado a serviço do reino?"
2. Orações fulminantes que decretam morte e destruição violam o princípio da misericórdia que
deve ser a principal postura de um intercessor. Por definição, o intercessor é alguém que se coloca
na brecha a favor de alguém.
Esse segundo ponto vem do sensato ensino de Bob Willhite dado numa das reuniões dos Generais
da Intercessão que muito me ajudou a entender a maneira como devemos reagir quando Deus traz
uma palavra de juízo a uma pessoa ou nação.
Bob explicou-nos que o caráter de Deus é eterno e imutável mas que Ele muda de ideia. Por não
querer trazer seu juízo sobre as pessoas, Ele procura intercessores que se coloquem na brecha a
favor delas.
Ele nos citou Jeremias como um dos grandes intercessores do Antigo Testamento. Jeremias não se
cansava de orar por Israel até que Deus o proibiu de continuar intercedendo pois queria trazer juízo
sobre o povo. Qual a reação de Jeremias? Continuou a pedir clemência! Dez capítulos depois ele
ainda intercedia pelo povo, e Deus mudou os rumos dos acontecimentos. Como intercessores,
temos a obrigação de ficar na brecha quando Deus nos avisa que algo ruim está por acontecer,
orando como fez Habacuque: "... na tua ira, lembra-te da misericórdia" (He 3:2).
Ao ouvir um ensinamento deste quilate, minha vida foi transformada. Agora, quando Deus avisa
que disciplinará ou corrigirá um determinado pastor ou um ministério, minha atitude é outra.
Sempre que me coloco na brecha a favor de uma pessoa que está sob o juízo de Deus, percebo
como Ele age poderosamente: o juízo continua mas a pessoa muda de rumo!
Creio que, muitas vezes, vivemos situações de emergência, como quando nos parece ser uma boa
saída a ideia de que Deus vai destruir o inimigo. Um exemplo disto é se seu filho está prestes a ser
baleado por um criminoso. O que quero dizer, contudo, é que mesmo repreendendo o inimigo, não
amaldiçoamos as pessoas. Nosso clamor é de que Deus julgue de acordo com a Sua vontade.
A questão é: Deus é quem julga! Quando oramos por pessoas em posições de autoridade, creio que
podemos dizer: Deus, salva tal e tal pessoa, ou leve-a a renunciar ao seu cargo público. Deus é
quem decidirá a maneira de tirá-las da posição em que estão.

Suportando as Enfermidades de Outras Pessoas

Nos últimos anos tenho ouvido pésssimos relatórios de intercessores por todo os Estados Unidos.
O mais triste deles foi a respeito de uma líder de oração que ficou enferma. Sempre que orava, ela
sentia que aquela não era uma enfermidade sua, e sim que estava suportando a enfermidade de uma
outra pessoa. Publicamente declarou que a enfermidade da qual padecia era irreal e que apenas
carregava o sofrimento de uma pessoa mais fraca. No decorrer dos dias piorou. Finalmente, teve
que procurar socorro médico. O diagnóstico dizia que ela estava com um quadro avançado de
diabetes. O médico nada pôde fazer e ela morreu. Esta mulher entrou por um caminho de
arrogância e engano que acabou levando-a à morte.
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Quando ouvi esse caso, voltei a ler uma parte do livro de Norman Grubb, Rees Howells,
Intercessor, já que foi ele quem trouxe à tona a ideia de que um intercessor pode tomar o lugar ou
assumir a enfermidade de uma outra pessoa. Não quero com isto atacar um homem que,
pessoalmente, considero um dos pioneiros na intercessão e um grande intercessor. Quero, isto sim,
mostrar que mesmo se tratando de um grande intercessor como Rees : Howells, Norman Grubb ao
escrever sobre o assunto, não explicou corretamente o que o Senhor queria dizer quando falou em
"identificação".
"O Sr. Howells já havia conhecido algo dos gemidos do Espírito nele pelos necessitados e aflitos...
Mas o que significaria interceder por um tuberculoso? Como intercessor, ele devia entrar nos
sofrimentos e tomar o lugar daquele por quem orava. Ele sabia que um tuberculoso preso ao leito,
não poderia ter vida doméstica normal, estava confinado a um quarto, e estava separado de tudo
quanto outrora compreendia os interesses e prazeres da vida. Assim, durante este tempo de
"permanência", o Espírito Santo aprofundou-se muito em identificá-lo com o sofrimento dos
outros. E à medida que o fazia, não era apenas essa mulher, mas os tuberculosos e sofredores do
mundo todo cuja carga recaía sobre ele.
O Sr. Howells não tinha ido muito longe nesse caminho quando se convenceu, definitivamente, de
que, antes que tivesse terminado esse trabalho, o Senhor permitiria, literalmente, que essa moléstia
viesse sobre ele, e que somente como um verdadeiro tuberculoso ele seria plenamente capaz de
interceder pelos tuberculosos. Que essa não era uma imaginação tola, mas uma possibilidade
prática, veremos mais tarde em sua vida, quando, depois de assumir grandes riscos pessoais para
cuidar de um tuberculoso, parecia que ele havia contraído a moléstia. Além do mais, em todas as
intercessões anteriores ele havia tomado, literalmente, o lugar daqueles pelos quais orava, e vivia
como eles."2
Esse trecho do livro de Grubb pode ser perigoso para algumas pessoas, já que a ideia de
identificação pode ser ampliada e aplicada fora do contexto dando a entender que os intercessores
são pessoas que operam mudança e salvação, que sua obra traz cura e libertação.
A Palavra de Deus afirma que Jesus levou sobre si os nossos pecados na cruz e que pelas suas
pisaduras somos sarados (l Pe 2:24). Não quer dizer que nós, ao suportarmos as doenças, fazemos
a provisão de cura. Somente a obra de Cristo da qual nos apropriamos pela oração pode realizar
isto. Afirmar que suportamos fisicamente a enfermidade de uma pessoa por quem intercedemos é
uma comunhão falsa de sofrimento.
É claro que sofremos quando intercedemos. Por exemplo, sentimos fome quando jejuamos. O texto
de Isaías 58 diz que o jejum aflige a alma e eu creio nisto, pois quando jejuo fico aflita. Ou, então,
o sofrimento vem porque você gostaria de estar fazendo outras coisas e tem que gastar tempo em
jejum e intercessão por outra pessoa. Tem gente que nem entende isto, achando que somos uns
loucos.
Alguns podem dizer: "Mas senti as mesmas reações daquela pessoa por quem estava orando."
Ainda outros irmãos dirão: "Eu nem sabia que as pessoas pelas quais orava sofriam das mesmas
coisas que eu. Por que isto aconteceu se eu não estava suportando suas dores?"
Precisamos entender que, quando nos colocamos na brecha a favor de uma pessoa, colocamo-nos
pela oração no lugar dela e tudo o que o diabo está lançando sobre ela nos atinge também. Assim,
uma doença que aflige a pessoa por quem você intercede, muitas vezes vem sobre você também.
E importante que você resista à tentativa do diabo em atingir a pessoa por quem você está orando e
a você também. Se o inimigo não pode matar a pessoa visada, ele poderá atingir o intercessor no
lugar dela. Lembre-se de que o diabo vem para matar, roubar e destruir (Jo 10:10).
Às vezes, você nem sabe que deveria orar por urna pessoa enferma e descobre mais adiante que os
sintomas delas eram iguais aos seus. Por vezes, o Senhor nos coloca na brecha sem sabermos o por
quê. Eis uma boa razão para resistir aos dardos inflamados do maligno, perguntando ao Senhor se
aqueles dardos, visavam a você ou a uma outra pessoa por quem você estava orando.

Feitiçaria na Oração

"Ora, as obras da carne são conhecidas, e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria,
feitiçarias..." (GL 5:19,20.)
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Há alguns anos, num lindo dia primaveril, recebi uma chamada telefónica de Leslie (nome
fictício) que, ofegante do outro lado da linha, queria compartilhar comigo o seguinte: uma de suas
amigas durante um tempo de oração segredou-lhe uma palavra do Senhor de que ela iria se casar
com um famoso tele-evangelista americano, solteiro e desimpedido. Ela parecia arrebatada, con-
tando-me os detalhes da "palavra" que havia recebido.
Enquanto ela despejava palavras de emoções, mais eu orava pedindo a Deus sabedoria. Leslie nem
imaginava que naquela, mesma manhã uma irmã a quem vou chamar de Febe que vive na
Califórnia ligou-me contando que recebera uma "palavra" igual à de Leslie e aí a história ficou um
tanto sinistra. Era uma história igual à de Febe! Depois que Leslie arrefeceu um pouco, orei
rapidamente a Deus buscando uma palavra certa pois não queria ofendê-la nem desacreditar a
outra irmã.
Pensando que a pausa no diálogo fosse devido ao choque da notícia, Leslie falou ao telefone:
"Cindy, quero que você ore e concorde comigo em oração para que ele e eu nos encontremos e que
o casamento seja o mais rápido possível."
Fiquei apavorada sem saber o que dizer, mas, de uma coisa tinha certeza: não poderia concordar
com ela pelas seguintes razões:
1. Deus não me confirmou que eles deveriam se casar.
2. Outra coisa importante: Deus nada dissera ao evangelista de que eles se casariam.
3. Se deixasse de lado estes dois pontos e concordasse com ela, estaria praticando feitiçaria,
manipulando dados através da oração.

Eis o que poderia fazer:


1. Afirmei-lhe que eu também desejava um bom marido para ela.
2. Falei-lhe que Deus nada me dissera sobre esse evangelista vir a ser o seu esposo, mas que
estaria disposta a orar juntamente com ela buscando a vontade de Deus para ela, e que se ele fosse
o escolhido d& Deus, ele mesmo providenciaria o encontro deles.
3. Falei-lhe também da chamada telefónica que recebera da Califórnia. Ela entendeu que Deus não
tolera a poligamia, por isso uma das duas estava errada.
4. Orei com ela e, juntas, concordamos diante de Deus que lhe desse um esposo conforme o seu
propósito.
Leslie estava a ponto de praticar feitiçaria pela oração. Como? Ela não queria praticar a feitiçaria,
mas em sua solidão pisou no perigoso terreno da manipulação e do controle pela oração. Este é o
fundamento da bruxaria: as bruxas amaldiçoam e amarram falsamente as pessoas pelas quais elas
oram.
Eis a razão de Paulo listar a feitiçaria como uma das obras da carne em Gaiatas 5:20. São orações
psíquicas, feitas pela mente humana diferentemente daquelas orações feitas conforme a mente de
Cristo. As bruxas e os parapsicólogos chamam isso de poder da mente ou "controle mental".
Nesses anos de ministério com os Generais da intercessão, Mike e eu já vimos os mais diversos
tipos de feitiçaria pela oração. Tem gente que anda por aí "tomando posse" de casas e
propriedades, o que implica trazer sob amarras os donos de tais propriedades.
Conhecemos pessoas que não conseguiam vender suas propriedades por que alguns crentes
oravam, tomando posse dela, e para isto oravam fervorosamente. Sugerimos aos irmãos que
desejam tomar posse de uma casa ou terreno (ou o que quer que queiram comprar) que orem da
seguinte maneira:
"Senhor, creio que já falaste ao meu coração de que esta propriedade será minha. Agora, se este é o
local que separaste para mim, peço-te que os proprietários atuais sejam abençoados
financeiramente enquanto preparamos a documentação para comprá-lo."
Um homem me telefonou, reclamando que sua esposa não tinha a unção necessária para
acompanhá-lo no ministério. "Por isso, disse-me ele, "ela morrerá e Deus me dará uma outra
esposa." O que mais me espantou foi que ele conseguiu convencer sua esposa de que tudo isto era
verdade! Felizmente, ele percebeu o seu erro e, depois de corretamente instruído, mudou de ideia.
Eu lhe disse: "Já que Deus tudo pode, por que não pedir para que Ele aumente a unção na vida
dela?" Agradecido e feliz, desligou o telefone.
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Talvez você nem acredite, mas histórias deste tipo são comuns entre os intercessores. As histórias
apenas variam de cidade para cidade e de pessoa para pessoa, mas no fundo todos os casos são
parecidos. Deixe-me explicar, então, o que acontece quando alguém faz orações manipuladoras.
Ao orar, usando o poder da mente, vontade ou emoções, uma pessoa libera suas forças psíquicas
(e, muitas vezes, demoníacas) contra a pessoa pela qual está orando. Em Provérbios 18.21 temos a
seguinte declaração: "A morte e a vida estão no poder da língua..." Há poder nas palavras. Tome,
como exemplo, as palavras dos espias no livro de Números. O péssimo relatório dado por aqueles
dez espias desanimou o povo. As palavras que pronunciamos em oração têm o mesmo efeito. Se o
que pedimos a Deus a favor das pessoas não é o que Ele tem em mente para elas, estas poderão
cair em confusão.
Os grupos de intercessão que oram segundo o espírito de Absalão, frequentemente oram assim:
"Deus, já faz tanto tempo que temos este pastor, o tempo dele já passou. Por isso, pedimos-te que o
removas daqui, Senhor, e coloque no lugar dele alguém que seja bênção para o povo."
Se não é hora do pastor se mudar para outro lugar, tal tipo de oração abre uma porta ao diabo que
começará a atacar a vida dele, trazendo confusão à igreja. E veja bem: mesmo que o pastor tenha
plena certeza de que Deus o chamou para pastorear aquele rebanho, ele começará a sentir a
atmosfera carregada e, toda vez que pregar ou aconselhar, será como dar murros no ar. As obras da
carne ou feitiçaria começarão a perturbar o pastor, com um detalhe: a pessoa que orou, também
será atacada! Galatas 6:7 diz que colhemos aquilo que semeamos.
Se você se encaixa no que falei aqui, orando orações erradas, arrependa-se e peça a Deus que
afaste todo o engano de sua vida. Peca-lhe que mostre a você todas as orações erradas que fez.
Depois, em nome de Jesus, libere as pessoas pelas quais você, orando, tentou manipular. Se você
sente que tem gente manipulando-o em oração, analise sob a seguinte ótica: você está
experimentando algum tipo de confusão ou peso espiritual sem qualquer razão ou explicação? Se o
problema não é físico, nem de pecado ou contenda, ore da seguinte maneira:
"Pai, em nome de Jesus, quebro agora todo o poder, toda oração que é feita a meu favor que seja
contra a tua vontade para a minha vida. Quero te agradecer por romperes toda a escravidão e por
anulares toda oração manipuladora."

O Leito Nupcial

É inacreditável o que acontece em determinados círculos de intercessores: tem gente que ora como
se estivesse dando tiros no diabo, chocando os visitantes e até mesmo o pastor, ou se arrastam,
engatinhando pelo chão do templo gemendo como se estivessem para dar à luz. (Falei,
anteriormente, que a maior parte dos intercessores são humildes e equilibrados, são pessoas
educadas. A minoria desequilibrada é que traz uma nódoa a todo grupo.) Em termos de engano,
nada se compara, contudo, àquilo que chamo de "experiência do leito nupcial", isto é, um
relacionamento físico com seres celestiais.
Antes de escrever este capítulo cheguei a relutar se deveria ou não tratar desse assunto. Até algum
tempo atrás, não se falava muito a respeito de relações sexuais com espíritos imundos, entretanto,
com o surgimento da Nova Era e do satanismo, o assunto começou a virar moda em muitos
círculos. Devo dizer que mesmo entre os crentes, isto não é algo novo. No passado, Santo
Agostinho e Tomás? de Aquino trataram do assunto. Entre os muitos temas, lutaram com •' a
interpretação de Génesis 6:1-4 onde diz que os "filhos de Deus" tiveram filhos das "filhas dos
homens." Esse era um assunto debatido com frequência na Idade Média. Com o advento do
Iluminismo o assunto ficou relegado a um plano inferior e começou-se a duvidar da existência ou
não de demónios. As investigações quanto à atividade dos demónios deixaram de ser importantes.
Ciente de que alguns poderão dizer que, agora, faço parte dos mesmos desequilibrados
intercessores que acabei de criticar, entendo que vale a pena correr o risco de ser mal entendida ao
tratar deste assunto. Talvez não gostemos (e eu não gosto), mas não podemos esconder o fato de
que algo está acontecendo. Posso até afirmar que algumas pessoas têm tanta convicção do assunto
que não faz a menor diferença para elas se é ou não real. Não quero parecer sinistra mas deixar
bem claro que há aqui um problema que precisa ser exposto. Depois desta breve introdução, deixe-
me esclarecer o fenómeno com a maior discrição possível. Fiquei a par do assunto quando
conversava com uma intercessora. Falávamos sobre generalidades quando Louise (este não é o seu
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nome verdadeiro) começou a contar, empolgada, a maneira como Deus abençoa aqueles
intercessores maduros na fé envolvendo-os em muita intimidade com Ele. A palavra intimidade
puxou um gatilho dentro de mim e acendeu uma luz vermelha. Pedi-lhe que contasse maiores
detalhes sobre o que queria dizer com intimidade. Aquela irmã começou a descrever em detalhes a
forma como durante a noite Jesus lhe aparecia e a levava para seu leito nupcial. Quando ela me
disse que "Jesus aparecia durante a noite", três luzes vermelhas começaram a piscar. Por um
momento achei que não tinha entendido bem e lhe perguntei: "Louise, quer dizer que o Senhor se
revela a você como aquele que a ama?" Imediatamente ela começou a gaguejar.
Depois de ouvir toda a história, percebi que ela estava sendo enganada. Fico feliz em dizer que ela
se livrou deste tipo de experiência. Suas experiências começaram quando era acordada no meio da
noite sentindo que todo o seu corpo estava carregado de energia e de vida ao mesmo tempo em que
uma voz suave lhe dizia que era Jesus que se aproximava para levá-la ao leito nupcial. Ela ficava
excitada, algo que não é próprio do Espírito Santo, e sim de uma ação demoníaca. Entretanto,
aquela voz bonita dizendo-lhe que era Jesus levou-a a pensar que estava tendo uma experiência
inusitada na qual o Senhor a amava de forma toda especial.
Na realidade, Louise estava sendo atacada por espíritos malignos com sonhos e tormentos sexuais
que vêm geralmente durante a noite, se bem que podem aparecer, também, durante o dia. Tais
espíritos são conhecidos como incubo e súcubo e o Novo Dicionário Aurélio da língua portuguesa
traz a seguinte definição para incubo: "Demónio masculino que, segundo velha crença popular,
vem pela noite copular com uma mulher, perturbando-lhe o sono e causando-lhe pesadelo."*2
Depois disto, comecei a perguntar a outros líderes se alguma vez tiveram que tratar com pessoas
que tiveram experiências semelhantes. Todos responderam positivamente. Muitos, nem mesmo
sabiam como denominar tais fenômemos mas sabiam tratar-se de experiências demoníacas.
Como tratei o assunto com Louise? Primeiramente pedi-lhe que renunciasse a tudo aquilo como
sendo pecado; como envolvimento com espíritos malignos. Pediu perdão a Deus por haver-se
permitido crer numa mentira de Satanás, achando que era de Jesus, uma experiência satânica.
Em segundo lugar, pedimos que Deus nos mostrasse a brecha pela qual o engano entrou. Louise
confessou que seu marido não correspondia a suas necessidades sexuais e ela andava magoada
com ele pela falta de atenção. Foi isto que a deixou como alvo fácil do inimigo. Em terceiro lugar,
juntas, examinamos os casos de intimidade nas Escrituras e vimos que a intimidade com Deus traz
alegria e prazer no espírito e não a excitação da carne. Por último, usei da autoridade em nome de
Jesus contra aquele demónio, contra o espírito de incubo, ordenando-lhe que jamais voltasse a
perturbá-la durante a noite. Ela fez a mesma coisa e ordenou ao espírito de incubo que a
abandonasse totalmente.
Certo dia, o assunto veio à tona numa reunião de intercessores e amigos. Perguntaram-me o que eu
sabia a respeito, já que estava incluindo o tema num dos capítulos do livro. Compartilhei com eles
tudo o que sabia sobre este fenómeno da "recamara do noivo", ou para ser mais ousada, "leito
nupcial". Uma intercessora compartilhou comigo uma história de uma mulher com quem ela havia
ministrado que era enganada por este espírito de incubo.
Vamos chamá-la de Glória. Ela era líder de louvor e adoração e estava profundamente apaixonada
por um rapaz de ótima aparência. Eram noivos, e quando estavam prestes a se casar ele morreu
inesperadamente. É claro que Glória ficou desconsolada e sentia muito a falta dele. Certa ocasião,
enquanto tocava seu violão e adorava a Deus, sentiu que alguém entrou no quarto onde ela estava.
Surpresa viu quando um espírito parecido com o seu noivo entrou no quarto. Isto a deixou por
demais alegre. Custou a acreditar no que via, mas a presença dele era tão maravilhosa que a deixou
desarmada. Ela pensou: bem, afinal ele veio enquanto eu adorava o Senhor. Talvez Deus o
permitisse para aliviar sua tristeza.
Com o decorrer dos dias, o engano aumentou. Ela compartilhou aquela experiência com uma outra
amiga que se prontificou a orar por ela. Pediu a Deus que mostrasse a Glória quem era de fato
aquele espírito a fim de que ela ficasse livre de sua influência. Mais tarde, quando Glória estava
adorando o Senhor em seu quarto sentiu outra vez a presença daquele ser espiritual. Ela o viu
deitado no sofá, mas para surpresa sua, ele tinha uma aparência revoltante, horripilante. Somente
os olhos se pareciam com o de seu noivo. O Senhor revelou-lhe o espírito de incubo como ele
realmente era. Ela procurou ajuda e foi liberta daquela influência maligna.
Salvaguardas Contra Toda Intercessão Desequilibrada
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A maneira mais correta de evitar todo o desequilíbrio na intercessão é firmar-se na Palavra de
Deus. Quando, pela primeira vez, aprendi a "orar a Palavra" utilizei um livreto com algumas
orientações e com textos bíblicos para qualquer situação que uma pessoa enfrentasse. Se alguém
tivesse um problema, abria na página indicada fi orava usando as palavras do texto.
Um dia, uma mulher me telefonou com um terrível problema financeiro. Poderia orar por ela?
Puxa vida! Como podia! Orei usando todos os versículos bíblicos a respeito de prosperidade e até
acrescentei alguns outros que havia memorizado. Ordenei ao diabo que tirasse as mãos sujas de
suas finanças. Senti-me realizada com minha própria espiritualidade.
Quando desliguei o telefone, senti que o Espírito Santo havia se entristecido, por isso tornei a orar.
Deus começou a falar-me que estava tratando com aquela mulher sobre a preguiça pois ela adiava
qualquer possibilidade de conseguir um emprego. Na realidade, ela resistia a Deus! Todos os seus
problemas financeiros eram fruto de sua desobediência.
Concluí que ela não se arrependera, e que havia orado impedindo o tratamento de Deus em sua
vida. Fiquei assustada e, imediatamente, pedi perdão a Deus. Desde então, aprendi a pedir-lhe que
me conceda uma palavra viva ou o rema, uma palavra que Deus nos dá para cada assunto que
ministramos.
É difícil agarrarmo-nos a esta verdade. Temos que aprender como orar a palavra viva de Deus.
Algumas pessoas oram no estilo rodízio: andam por toda a Bíblia, buscando aquilo que melhor
lhes apetece. "Deus", dizem, "quero uma nova casa, meu vizinho de porta deve ser gentil, e, por
favor, quero ter na garagem um carro zerinho de sobremesa."
A Palavra de Deus está repleta de promessas, de bênçãos, e em muitos casos, Ele pode querer dar-
nos uma casa, um marido ou um carro, mas achar que tudo o que queremos é da vontade de Deus
não é o mesmo que orar a sua Palavra.
Se procurarmos ouvir atentamente os assuntos pelos quais Deus quer que intercedamos, cientes das
artimanhas do diabo que procura nos desviar da vontade de Deus, poderemos continuar a
interceder confiadamente, certos de que não haverá desequilíbrio em nosso ministério de
intercessão.

CAPÍTULO 11

Intercessão Profética

Uma equipe de Frontline Ministries aterrissou na Cidade de Guatemala e, enquanto se dirigiam


para o hotel onde ficariam hospedados aquela noite, todos os membros estavam antevendo o
trabalho que tinham pela frente. Dutch Sheets, um bom amigo, fazia parte do grupo e, com eles,
iria construir um centro de treinamento nas florestas de El Petén junto ao rio Pasión. Eles nem
imaginavam que suas vidas dependiam da intercessão de uma mulher que sabia da viagem, Linda
Snelling, que ficou na brecha intercedendo pelo grupo no estado de Ohio.
O grupo chegou à cidade, numa sexta-feira, e os planos eram de, no dia seguinte, um sábado,
viajarem para a floresta. Na manhã seguinte, quando Dutch e o grupo chegaram ao aeroporto, fo-
ram informados de que o voo havia sido cancelado. Se você não está familiarizado com as
companhias aéreas da América Central, saiba que isso ocorre com frequência. Eles apenas foram
avisados de que deveriam voltar no domingo.
A equipe decidiu orar, buscando direção de Deus. Seria Satanás que lhes barrava o caminho ou
Deus que queria ficassem na cidade mais um dia?
Depois de algum tempo, a equipe decidiu que devia viajar e procurou negociar com a empresa
aérea um jeito de prosseguir viajem. Nesse ínterim, Linda Snelling estava ajoelhada em sua casa
intercedendo por eles.
Ela suplicou diante de Deus, pela equipe, durante três horas, com orações intensas até que se
sentiu aliviada por Deus de sua tensão. A intercessão quebrou o coração de pedra das autoridades
da companhia aérea que, sem qualquer explicação, mudaram de ideia. "Está bem", disseram,
levantando as mãos em sinal de desistência, "subam no avião, levaremos vocês até lá."
No dia seguinte, às três da manhã, a Cidade de Guatemala foi atingida por um dos mais violentos
terremotos de sua história, matando trinta mil e deixando milhares de pessoas desabrigadas.
Quando regressaram da floresta viram que o hotel onde passaram a noite de sexta, e as casas onde
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iriam se hospedar na noite de sábado, estavam totalmente destruídos. Teriam sido atingidos por
vigas e caibros que caíram sobre as camas onde iriam dormir. Quanta alegria inundou-lhes o
coração pela provisão de Deus!
Dutch ficou sabendo, ao retornar para os Estados Unidos, que Linda Snelling estivera orando por
eles e isso encheu-lhe o coração de gratidão. Ficou ainda mais maravilhado, ao saber que ela
estivera orando exatamente durante as três horas em que eles tentavam convencer os representantes
da companhia aérea de que deveriam seguir viagem.
Graças a Deus pelas intensas orações de uma guerreira que disse: "Eis-me aqui, Senhor. Irei de
joelhos!" Jamais saberemos o quanto suas orações afetaram o reino de Deus. O que é orar profe-
ticamente? Como saber que temos tal tipo de ministério? Linda sentiu bater-lhe o coração em
intercessão por aquela equipe. Como sabia que tinha que orar?
Intercessão profética é um sentimento de urgência que o Espírito Santo nos dá, levando-nos a orar
por situações e circunstâncias que nos são totalmente estranhas. É, nessa hora, que você intercede
pelos pedidos de oração que estão no coração de Deus. Ele faz com que você interceda, para que
ele mesmo intervenha no caso. Lembra-se do capítulo sobre os estimuladores de Deus? O Senhor o
levará a orar a fim de que a vontade dele seja feita na Terra como o é nos céus.
Há diversos tipos de orações proféticas e, nem sempre, são as pessoas que têm o dom de profecia
que oram profeticamente. Deus convocará a qualquer pessoa, membro do corpo de Cristo, para que
interceda além do conhecimento natural, pois o Espírito Santo quer usar todos os membros do
corpo no ministério de oração. Há pessoas, contudo, que oram profeticamente de maneira normal.
São as que têm o dom da intercessão.
Neste capítulo falaremos sobre dois aspectos da oração profética: o papel do crente na intercessão
profética e a função daqueles que têm o dom da intercessão, conhecidos como intercessores
proféticos.

O Papel de Cada Crente

Qual a função do membro do corpo na oração profética e como saber se você está ouvindo a
sugestão do Espírito Santo?
Comece dizendo ao Senhor que você quer orar por aquilo que está no coração dele. Depois, siga os
passos práticos da unção do atalaia que apresento no capítulo cinco.
A sós, peça a Deus que lhe abra o entendimento e o capacite a orar além do conhecimento natural,
sobre aqueles assuntos que você tem no seu íntimo ou assuntos relacionados a pessoas da família.
Gaste tempo adorando ao Senhor. Através da adoração sua mente será santificada. Abra a Palavra
de Deus e peca-lhe uma palavra viva sobre o assunto que você está orando. Muitas vezes, enquanto
oramos, um texto nos salta diante dos olhos, ou, ao ler um devocional diário o assunto se encaixa
perfeitamente no tema de nossa oração. Ouça a Deus e confie que o Espírito Santo inundará os
seus pensamentos com a sua Palavra.
Se você estiver atento, perceberá que alguns pensamentos vêm à sua mente. Às vezes um nome
não lhe sai da cabeça, ou você se dá conta de que ouve coisas como "ore por proteção" ou "Senhor,
guarde o fulano de tal". São coisas que brotam automaticamente dentro de você.
Ocorre, muitas vezes, uma identificação com alguém por quem você está orando através de
sentimentos ou de emoções. E bem possível que o Espírito Santo se manifeste através de você com
aquele tipo de emoção sobre a qual falamos no capítulo sobre as manifestações da intercessão.
Você pode chorar ou entristecer-se. Muitas vezes as pessoas ficam agitadas e não percebem que é
um aviso para interceder por mais alguém e não por elas próprias. Se você está agitado, pergunte a
Deus o porquê de tal agitação. Ele haverá de lhe responder. A epístola de l João 2:20 diz: "E vós
possuís unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento". Em seu livro, Love On Its Knees
(Amor sobre os joelhos), Dick Eastman diz algo a esse respeito quando ouviu que 153 alunos
estavam sendo mantidos em cativeiro na Holanda por um grupo de terroristas. Estavam decididos a
matar, em intervalos regulares, cada uma das crianças, se suas reivindicações não fossem
atendidas. Enquanto intercedia por aquelas crianças, Dick tinha, diante de si, um quadro em que
não somente via as crianças holandesas mas também os seus filhos entre elas. Ele diz:
"Eu sabia que isto não era verdadeiro no mundo natural. Minhas duas filhas estavam a dez metros
de distância dormindo, confortavelmente, em suas camas. Esqueci-me deste fato. Comecei a
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identificar-me em intercessão com aquele quadro e o Espírito Santo me levou a interceder de
forma tão intensa como jamais fizera antes.
Fui tomado de uma tremenda indignação e comecei a ordenar que aqueles terroristas soltassem
aquelas crianças. Com os punhos cerrados comecei a orar. Enquanto orava apontava com o dedo
em riste como se estivesse diante deles, ordenando-lhes repetidamente que largassem aquelas
crianças. Chorei, suei, gritei e tremi, e, de repente, parei de orar com uma enorme sensação de
vitória."1
Todas as crianças foram resgatadas com vida.
E se ele tivesse sacudido os ombros indiferentemente? Pode ser que tivesse outras coisas a fazer
além de interceder por algumas crianças desconhecidas. Todas aquelas crianças continuam vivas
graças ao esforço de alguém que resolveu pagar o preço da intercessão, identificando-se com o
sofrimento de seus pais.
É bom fazer um diário com os assuntos pelos quais estamos orando e, depois, confirmar as
respostas. Se alguns dos pedidos de oração que você recebe parecerem um tanto estranhos, deixe-
os de lado até que alguém mais experiente na intercessão o ajude a discernir se deve ou não orar
por tal assunto ou pessoa.
Até mesmo uma criança pode aprender a orar profeticamente, a exemplo do que ocorreu com meus
filhos, Mary e Daniel. Num calmo dia de primavera, Daniel, com seis anos de idade, entrou porta
adentro ofegante. Eu estava ocupada preparando o jantar quando ele gritou: "Mamãe, mamãe! Há
algo errado com o meu umbigo." Logo percebi que o que estava acontecendo era algo fora do
mundo natural.
"Daniel", perguntei, " é o seu umbigo ou Deus está tentando dizer-lhe algo?" A Bíblia diz na versão
corrigida que "rios de água viva correrão do seu ventre" (Jo 7:38) e já me acostumei com o fato de
as crianças ficarem apontando para o umbigo quando Deus está lhes pedindo que orem (É claro
que algumas vezes elas estão mesmo doentes!).
Daniel me disse: "Mamãe, alguma coisa está errada. Alguém está em perigo."
Sentei-me ao seu lado e lhe disse: "Querido, vamos orar pedindo a Deus que nos mostre quem está
doente ou quem tem algum problema, o.k.?"
Oramos juntos. Ele perguntou: "Será que alguém pode ser morto?" "Claro, querido, peça a Deus
que mostre a este alguém que ele está em perigo." Continuamos a orar e ele perguntou: "Não
poderia ser o presidente dos Estados Unidos?"
Expliquei-lhe que isto seria assassinato e tínhamos de orar impedindo que algo assim acontecesse.
Ele orou pedindo que Deus detivesse qualquer tentativa de assassinato contra o presidente. Depois,
saiu pela porta dos fundos em disparada para continuar brincando até a hora do jantar.
Na semana seguinte, recebi um telefonema de uma amiga que reside na cidade de Washington
contando que o FBI descobrira um plano para assassinar o presidente Reagan. Deus tinha um
investigador celestial no caso e, antes que acontecesse, o plano foi Por água abaixo por causa da
intercessão de uma criança. Contei meu filho que Deus dispõe de muitas pessoas e que pode
escolher muitas delas para interceder por um determinado caso. Ele fora um dos que Deus
escolhera para interceder pelo presidente. O menino, por certo, ficou mais firme na fé!
As crianças são usadas por Deus de forma especial na intercessão profética, porque confiam
facilmente em Deus. Elas não criam barreiras nem filtram o que ouvem para ver se é certo ou
errado. Quando ensinamos aos nossos filhos sobre o caráter de Deus, desde pequenas, elas podem
mover-se neste tipo de intercessão.
Muitas vezes, uma pessoa ora profeticamente sem se dar conta. Foi o que aconteceu com Peter
Wagner às 6:30 da manhã no dia de Halloween.2E\e me contou o que aconteceu quando, juntos,
falávamos sobre intercessão.
Parece que Peter estava intercedendo por toda aquela gente que comete pecados no dia de
Halloween. À medida que orava Deus foi-lhe acrescentando alguns dados. "Senhor", disse ele,
"peço-te que salves alguém, um perseguidor da igreja como Paulo". Peter ficou constrangido pelo
tipo de oração, mas acrescentou: "Oro por essa pessoa para que receba a luz de Deus, dê uma
guinada de 180 graus e se torne um anunciador de boas-novas."
Sua oração foi respondida naquela mesma noite. Um bruxo de nome Wicca, de San Francisco, se
arrependeu e fechou as portas de seu templo satânico. O Espírito Santo tomou a Peter em oração
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levando-o às regiões celestiais com uma oração profética. Deus o levou de uma oração normal a
uma oração específica, ajudando aquele homem a ser salvo.
É interessante que Peter Wagner não se considera uma pessoa com o dom de intercessão, mas
Deus o escolheu para orar especificamente por aquele assunto, tendo ou não o dom.
Podemos ter muitas respostas de orações quando nos consagramos para fazer a vontade de Deus.
Aqueles que têm o dom da intercessão perceberão que isto ocorre com frequência.

O papel do Intercessor

Aqueles que têm o dom da intercessão descobrirão que a oração profética faz parte do chamado de
Deus para sua vida. Como intercessores proféticos, na realidade, profetizam enquanto oram.
Muitas pessoas tropeçam exatamente aqui, ficando confusas por não entender o que lhes está
acontecendo. Sabem apenas que podem orar por muito tempo e que suas orações quase sempre são
respondidas.
Peter Wagner define o que é profecia em seu livro Descubra Seus Dons Espirituais:
"O dom da profecia é aquela capacidade especial que Deus dá a certos membros do corpo de
Cristo para receberem e transmitirem alguma mensagem imediata de Deus ao seu povo, através de
alguma declaração divinamente ungida."2
Poderíamos acrescentar que o dom de intercessão profética é aquela capacidade de receber
imediatamente de Deus um pedido de oração, orando por ele com autoridade e unção.
Daniel era um intercessor profético e suas orações eram cheias de poder. Vale a pena estudá-las.
Era profeta de governadores e suas orações mudaram o rumo da história. Veja Daniel 9.2.0 Senhor
queria levar o seu povo de volta do cativeiro da Babilónia e o Senhor lembrou-lhe de que deveria
orar mostrando-lhe as palavras dadas a Jeremias:
"No primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi, pelos livros, que o número de anos, de que
falara o Senhor ao profeta Jeremias, que haviam de durar as assolações de Jerusalém, era de
setenta anos" (Dn 9:2).
De posse dessa promessa de Deus, Daniel começou a guerrear nas regiões celestiais para que o
povo fosse liberto de seus setenta anos de cativeiro. Ele diz: "Voltei o meu rosto ao Senhor Deus,
para o buscar com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza" (Dn 9:3).
Isso mostra claramente que a intercessão profética não ocorre somente quando Deus nos dá um
peso pelo qual interceder, mas também quando ele mesmo nos desperta para orar por algo que
esteja em sua Palavra; algo falado através de seus profetas. Em l Timóteo 1:18 Paulo diz: "Este é o
dever que te encarrego, ó filho Timóteo, segundo as profecias de que antecipadamente foste objeto:
Combate, firmado nelas, o bom combate ".
Margaret Moberly, guerreira, do alto de sua sabedoria falou: "Nem todo intercessor é um profeta,
mas todo profeta é um intercessor." A intercessão é o campo de treinamento para aqueles que Deus
usará na área profética de maneira normal.
Há alguns anos, quando ministrava num retiro em Hemet, na Califórnia, orei pela esposa de um
pastor e, enquanto orava por ela, Deus me deu uma palavra específica sobre sua situação familiar:
"Você tem uma filha desta altura (e medi uma altura até os seus ombros) e o Senhor me diz que ela
é sua filha."
Aquelas palavras me eram estranhas, mas continuei a falar. Por que o Senhor teria de dizer a uma
mãe que a filha era dela? Descobri mais tarde que aquelas palavras tinham um sentido todo
especial, pois aquela esposa de pastor era madrasta de uma menina cuja altura chegava aos seus
ombros. A garota queria morar com um parente mas seus pais não concordavam e a justiça teria de
decidir com quem ficaria a custódia. O casal estava reivindicando a custódia dela em intercessão.
Traziam à lembrança de Deus a palavra que dissera de que aquela era a filha deles, e proclamaram
que Satanás não tinha o direito de interferir. Tomaram posse da palavra viva que determinava que
aquela menina ficaria com eles.
Aquela moça entrou no tribunal dizendo ao pai que não queria morar com ele, mas no meio da
audiência mudou de ideia afirmando perante o juiz que queria morar com o pai. Hoje ela está
servindo ao Senhor.
É no seu cantinho da oração que o profeta aprende a ouvir a voz de Deus. Jeremias 27:18 diz: "Se
são profetas, e se a palavra do Senhor está com eles, que orem ao Senhor dos Exércitos... "
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Cada profeta da Bíblia era um intercessor. Abraão intercedeu pela cidade de Sodoma; Isaías,
Jeremias e Ezequiel foram intercessores e a lista de profetas é grande em todo o Antigo
Testamento. No Novo Testamento temos o exemplo de Simeão e Ana. A pedido de Deus, eles
intercederam pelo nascimento de seu Filho.
"Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão; homem este justo e piedoso que esperava a
consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele. Revelara-lhe o Espírito Santo que não
passaria pela morte antes de ver o Cristo do Senhor" (Lc 2:25,26.).
Quanto a Ana, ela servia ao Senhor dia e noite, orando e jejuando, reconhecendo Jesus como o
Filho de Deus (Lc 2:36-38).
Uma palavra de profecia pode também ser uma forma de intercessão por intervir divinamente na
vida das pessoas que a recebem. Isso é exatamente o que acontece quando ficamos na brecha.
Apocalipse 19:10 diz: "... adora a Deus. Pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia".
Isso nos leva a um outro ponto muito interessante. Você já se perguntou como Jesus viveu "sempre
para interceder por eles"! (Hb 7:25.) Está claro que sua obra na cruz foi intercessória, mas uma é a
palavra profética e outra a intercessão profética.
É possível que ao vir uma necessidade, Jesus toque no coração de alguém para que comece a
interceder. Através do poder do Espírito Santo, o próprio Jesus intercede usando aquela pessoa
para que sua vontade seja feita tanto na Terra como no céu.
No avião, regressando de uma viagem a Jerusalém, fiquei orando por meu país e comecei a
preocupar-me com a situação económica dos Estados Unidos. Naquela hora, Deus me disse:
"Comece a jejuar assim que você colocar os pés em terra porque o mercado de grãos terá uma
queda. Isso não poderá ser evitado, mas as consequências poderão ser amenizadas." Nem preciso
dizer o que houve: entrei em jejum direto! O mercado de grãos desabou mas as consequências não
foram tão sentidas pois os intercessores começaram a orar.
O que fazer se você for chamado a profetizar regularmente em oração? Em primeiro lugar, não
diga que você é um profeta nem se autodenomine profeta. Deus é quem coloca os profetas no
corpo de Cristo. Apenas diga em oração o que Deus lhe manda falar e deixe que as pessoas que
estão sobre você, em autoridade, as julgue. Se receber uma revelação em oração, compartilhe-a se
for possível. No decorrer dos tempos as pessoas passarão a reconhecer o seu ministério e o
ajudarão a desenvolver o dom.
Se sua igreja e o seu pastor nada entendem de profecias ou intercessões proféticas, não fique
querendo que eles compreendam à força o que Deus lhe tem dado. Fique pacientemente em oração
e Deus lhe abrirá uma porta de comunicação com eles.
Basta pedir ao Senhor por orientação e ele abrirá as portas para que você comunique aquilo que ele
mesmo tem colocado em seu coração. Deus é um grande Deus! Se ele quer que você fale o que lhe
tem mostrado, ele o capacitará a fazê-lo. "O presente (ou dom) que o homem faz alarga-lhe o
caminho e leva-o perante os grandes " (Pv 18:16.).
Alguns anos atrás, fiquei um tanto frustrada pois recebia uma enxurrada de revelações enquanto
orava e não tinha com quem as compartilhar. O versículo acima se encaixou perfeitamente na
minha vida. Fixei-o na porta da geladeira e nervosamente esperei. O Senhor me deu um "chega prá
lá". Por certo ele teria outras pessoas através das quais pudesse falar. Ele queria que eu aprendesse
a ter paciência e um espírito calmo.
Foi-me difícil esperar o tempo de Deus. Acho que a palavra favorita de Deus é esperei Certo dia,
fiquei desesperada achando que jamais poderia compartilhar aquilo que Ele me revelava durante o
tempo de intercessão. Foi quando o ouvi dizer: "Cindy, minha unção não é para ser desperdiçada.
Abrirei para você as portas no tempo certo".
No momento oportuno, quando Deus viu que eu estava suficientemente madura para falar com
temperança as coisas que Ele me revelara, abriu as portas do meu ministério. Ele fará com você a
mesma coisa se você sente que tem o ministério da palavra profética.
. Dick Eastman, Love On Its Knee, (Amor sobre os joelhos). Tarrytown, N.Y.: Chosen Books,
1989, pp. 34-37.

CAPÍTULO 12

Parceiros de Oração
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Há quase duzentos, um sapateiro inglês começou a preocupar-se com os povos pagãos que não
conheciam a Cristo. Enquanto batia as tachas nos solados dos sapatos, Willian Carey ficava
observando o mapa mundial que havia colocado acima de seus olhos. De sua banqueta de trabalho
podia ler algumas anotações que tirara do livro As Viagens do Capitão Cook e de outras obras
existentes na época.
Autodidata e sem qualquer talento, como ele mesmo dizia, Carey tornou-se o pai das missões
modernas. Ele teve de vencer a relutância de seus irmãos batistas para começar a primeira soci-
edade missionária britânica. Foi para a índia como missionário, onde ficou durante quarenta e dois
anos. Carey e seus companheiros traduziram toda a Bíblia em vinte e seis dialetos da índia, e o
Novo Testamento, ou porções dele, para outros vinte e cinco dialetos.
São muitos os livros escritos sobre Willian Carey, mas que eu saiba, ninguém escreveu nada sobre
sua irmã, uma moça paralítica, inválida sobre uma cama. Ela e Carey eram muito amigos e ele es-
crevia constantemente para ela contando em detalhes o que fazia na índia. Ela, então, ficava todo o
dia diante do Senhor em oração, intercedendo por cada assunto. Fico pensando quem, na realidade,
era responsável pelo sucesso ministerial de Willian Carey.
Carey e sua irmã abriram a fonte do poder espiritual, começando o que hoje conhecemos como
parceiros na oração. Como Deus age distribuindo confiança à equipe? Ambos têm a mesma
responsabilidade e a mesma recompensa no ministério. É isso que diz l Samuel 30:24: "Porque,
qual é a parte dos que desceram à peleja, tal será a parte dos que ficaram com a bagagem;
receberão partes iguais ".
Parece-me que muitos obreiros estão vivendo sob constantes ataques, enfrentando grandes lutas. É
sobre isso que conversam quando se encontram em conferências e reuniões fraternais,
especialmente porque muitos dos homens nos quais se espelham enfrentam também sérios
problemas. Todos se perguntam: "Como evitar esses tipos de problemas?"
Quando alguns obreiros, sobrecarregados de problemas, me telefonam, uma das peguntas que faço
é: "Você tem alguém que ora por você, que lhe seja companheiro de oração?" Frequentemente
respondem: "Claro, tenho alguns irmãos orando por mim." Faço-lhes ainda uma segunda pergunta:
"Mas eles sabem dos seus problemas íntimos?" Apenas uns poucos obreiros conseguem mobilizar
alguém que ore por eles pessoalmente.
E bíblico ter intercessores pessoais? Sem dúvida. Paulo escreveu aos Efésios pedindo que orassem
pessoalmente por ele e lhes mandou Tíquico "... para que saibais também a meu respeito, e o que
faço..." (Ef 6:21). Sempre no final de suas cartas Paulo pedia oração a favor dele contando-lhes
suas necessidades.
Você já pensou em começar um grupo de amigos intercessores ou em participar de um? Você não
precisa ser famoso para necessitar de oração. Todo intercessor precisa de um parceiro de oração
que por ele interceda e muitos obreiros estão desejosos de encontrar alguém que lhes sustente em
oração.
Peter Wagner tem boas razões para alardear que tem amigos que por ele intercedem. Ele sempre
diz que não estaria vivo se Cathy Schaller não intercedesse por ele e comemora isto com uma festa
de aniversário todos os anos no dia 25 de março. Ele e Dóris, sua esposa, Cathy e seu esposo
celebram o dia em que ele "nasceu de novo."2
Cathy Schaller participava de um concerto no dia 25 de março de 1983 numa igreja perto de
Temple City, na Califórnia. Exatamente às 8:30h da noite começou a sentir um ataque do diabo.
Passou a repreender, pedindo discernimento do Senhor. Sentiu que alguém muito próximo dela
estava em apuros, atacado por um espírito de morte e destruição e não era nenhum de seus filhos.
Orou, intensamente, pedindo que Deus cercasse aquela pessoa com uma legião de anjos. Enquanto
intercedia, suas costas doíam tanto que seu esposo colocou as mãos sobre a coluna orando por ela.
Depois de vinte minutos de intercessão sentiu um grande alívio. Aquele sentimento de trevas
desapareceu. Voltou para casa sentindo-se bem, sem saber por quem intercedera naquela noite.
Ela não sabia, mas naquele exato momento Peter Wagner subia numa escada de três metros de
altura em sua garagem, buscando algo no sótão que fica acima da garagem. Era uma escada forte
que ele sempre usava para subir ali. Exatamente às 8:30 da noite, algo desequilibrou a escada.
Peter caiu de costas no piso de cimento da garagem. Gritou por sua esposa que, prontamente, cha-
mou uma ambulância.
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No hospital, depois de alguns exames, ficou comprovado que nenhum osso fora fraturado, não
havia lesões internas, apenas alguns arranhões. Nem a coluna ou a cabeça foram machucados.
Ficou com algumas dores pelo corpo durante alguns meses mas depois se recuperou plenamente.
Ele tem certeza de que se não fossem as orações de sua parceira de oração, Satanás teria neutra-
lizado o seu ministério.
Se você é um líder ministerial, nas páginas seguintes quero incentivá-lo a começar um grupo de
amigos intercessores. Se alguém quer se tornar um apoiador de oração para o ministério de algum
amigo, também encontrará aqui muita ajuda.
Os parceiros de oração dos Generais da Intercessão são todos intercessores talhados, aos quais
agradecemos o labor e o amor por nós. Desde que começaram a orar por nós, o ministério se
expandiu e eu e Mike sabemos por que eles intercedem por nós para que a unção do Espírito Santo
seja contínua sobre o nosso ministério.
Depois que você se compromete com os seus companheiros de oração e eles também se
comprometem com você, pode ficar certo que Deus lhes mostrará suas fraquezas. Às vezes, atendo
o telefone e um companheiro de oração me pergunta: "Cindy, por que você anda tão ansiosa?
Passei todo o dia orando por você nessa área."
Nossos companheiros de oração prestam-nos conta, regularmente, e nos confortam quando
desesperadamente buscamos a direção de Deus. Com convites empilhados sobre a mesa para
ministrar em diferentes lugares do mundo, alguns em pé de guerra, preciso escrever regularmente a
alguns dos companheiros de intercessão pessoal pedindo-lhes oração e aconselhamento. "O que
você tem a dizer?", pergunto, e há sempre algumas pessoas que dão a mesma palavra do Senhor,
impelindo-nos a ir ou considerando que não é hora de fazer uma viagem assim.
Os Generais da Intercessão nem sempre tiveram pessoas como companheiras de oração. Para ser
sincera, durante suas conferências a líderes cristãos sobre intercessão, Peter Wagner ensinou-me
como mobilizar os parceiros de oração. Antes de termos os parceiros de oração, quando
viajávamos a determinados países, ficávamos exaustos, não que ninguém ficasse orando por nós,
ao contrário, tínhamos pessoas comprometidas na oração, só que não agiam da maneira como
explicarei mais adiante. Depois, notamos uma diferença substancial em nossa vida e em nosso
ministério.
Por que um líder cristão precisa de parceiros ou sócios de oração? Há alguns anos, ouvi alguém
explicar que quando um líder se expõe devido ao ministério que tem, torna-se alvo fácil para os
ataques de Satanás. Se ele puder derrubá-lo, outros cairão com ele num "efeito dominó." Satanás se
lança com violência maior do que faria com um crente comum. Tenha sempre em mente que o
próprio príncipe da Pérsia foi quem lutou impedindo que a Palavra de Deus chegasse a Daniel.
John Maxwell em seu manual de oração, TheTastor 's Prayer Partners (Parceiros de oração do
pastor), diz o seguinte: "Toda batalha, especialmente aquelas mais difíceis requer um número
maior de recursos além do que o líder possui nele próprio."1
Foi assim com Moisés. Durante a batalha contra os amalequitas Josué prevalecia enquanto Moisés
estava com as mãos erguidas. Quando suas mãos cansaram, Arão e Hur as sustentaram no alto.
Semelhantemente, muitos líderes cristãos não conseguem terminar o que Deus lhes ordena fazer,
por não terem o apoio de uma boa cobertura de oração. O inimigo aperta o cerco e, tensos e
nervosos, não suportam a perseguição e desistem da luta. Convenhamos, há muitos pastores
abandonando as fileiras do exército.
Qualquer que seja a obra que você faça para Deus, você precisa-de alguém que o ajude e clame
diante de Deus a seu favor.
Uma outra boa razão da necessidade dos líderes cristãos terem intercessores pessoais é a
sofisticação do inimigo. Os adeptos de Satanás estão fazendo jejuns e intercessões demoníacas.
Um líder batista enviou a seguinte carta a Peter Wagner:
"Durante o voo procedente de Detroit havia um homem sentado ao meu lado, quieto, e sem
interesse algum em conversar comigo. Na metade do trajeto aéreo ele abaixou sua cabeça, como se
estivesse orando. Depois que seus lábios pararam de se mexer, perguntei-lhe: 'Você é crente?' Eu
não lhe dera o menor indício de que eu era um pastor batista e professor universitário.
Pego de surpresa com minha pergunta, reagiu, dizendo: 'Não, não... Você se enganou, eu não sou
um crente... Na realidade, sou um satanista'. Perguntei-lhe, então, por que orava se era um
satanista. Ele me respondeu: 'Você quer realmente saber?' Como demonstrei interesse, ele
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acrescentou: 'Meu alvo principal são os líderes cristãos e suas famílias residentes na Nova
Inglaterra; oro para que caiam'. Levando a sério sua missão, não quis continuar com o assunto."2
Será que esses jejuns e orações satânicas têm algum efeito? A Bíblia diz que sim. Jezabel convocou
um jejum pagão contra o justo Nabote.
"E escreveu nas cartas, dizendo: Apregoai um jejum e trazei Nabote para a frente do povo. Fazei
sentar defronte dele dois homens malignos, que testemunhem contra ele, dizendo: Blasfemaste
contra Deus e contra o rei. Depois, levai-o para fora e apedrejai-o, para que morra"
(l Rs 21:9,10).
Nabote, um homem piedoso, foi julgado e sentenciado à morte. Os líderes da cidade creram
naquela patifaria e não na palavra de um homem justo. Esse tipo de ataque parece que está
novamente em evidência hoje, pois muitos líderes são processados e levados às barras dos
tribunais por seus próprios irmãos na fé.
Os líderes cristãos precisam enfrentar esta realidade: Satanás está atacando por todos os flancos e
seu ataque só poderá ser detido por sócios ou parceiros de oração que intercedam por eles de forma
regular.

Comece!

Sei que muitos líderes gostariam de ter intercessores pessoais, parceiros de oração, mas não sabem
como convocá-los e, quando os convocam, não sabem o que fazer para mante-los a par de suas
atividades diárias.
Quero tratar, neste capítulo, de alguns passos práticos na mobilização de intercessores, na forma de
comunicação com eles e em como proteger-se de possíveis laços nesta atividade. Incluo, também,
algumas orientações para saber se você tem ou não cobertura suficiente de oração. Vejamos
primeiramente os vários tipos de parceiros de oração.
1. Círculo íntimo. É um pequeníssimo grupo que o próprio Deus lhe dá. Moisés tinha Arão e Hur.
Jesus, tinha mais intimidade com Pedro, Tiago e João. Alguns intercessores demonstram muita
fidelidade no seu chamamento e estes devem fazer parte do círculo mais íntimo. São pessoas que
aguentam o tranco com você!
2. Círculo maior. São intercessores que se assemelham aos outros nove discípulos de Jesus. Não
oram tanto como
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os demais do círculo íntimo, como Pedro, Tiago e João, mas intercedem por você numa base sólida
e regular.
3. A congregação. São pessoas ou membros de sua igreja. Sempre que o encontram, elas dizem que
estão orando por você, mas você não tem com elas um contato pessoal. Devem ser mobilizadas à
oração, não através de cartas, mas do púlpito, você deve informá-las das necessidades de oração e
do trabalho que está fazendo.
4. Intercessores avulsos. Há ocasiões em que você tem convites para pregar ou se envolve em
atividades onde há muita batalha espiritual. Deus levantará este tipo de intercessores que orarão
por você até que a batalha termine. São pessoas que podem ser convocadas por cartas, através de
programas de rádio, televisão ou revistas cristãs.
Os obreiros itinerantes devem utilizar-se deste tipo de intercessores já que não dispõem de uma
congregação que fique na brecha a seu favor. Dick Eastman vem, há anos, convocando este tipo de
intercessores para que orem a favor de sua família. No final de cada conferência de sua
organização, ele dá o nome de cada membro de sua família para que os irmãos orem por eles.
Uma outra forma de os obreiros itinerantes convocarem intercessores é através de cartas que são
enviadas regularmente a um determinado número de pessoas. Não é lá uma forma íntima de pedir
oração, mas muitas pessoas se prontificam a ficar na brecha em intercessão.
Uma outra maneira de pedir oração é ser bastante franco com as pessoas, contando, de púlpito,
suas necessidades e as de sua família. Muitas pessoas relutam em expor-se publicamente, mas isto
nunca me prejudicou, ao contrário, ajuda muito. Afinal, as pessoas que me ouvem são irmãos em
Cristo e as considero como parte de minha família.

Mobilizando os Parceiros de Oração


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Vejamos o que diz Lucas 11.9: "Por isso vos digo: Pedi e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei e
abrir-se-vos-á ".
1. Pedir. A primeira coisa a fazer é pedir que Deus coloque ao seu lado parceiros ou sócios de
oração que intercederão a seu favor.
2. Buscar. Faça uma lista de pessoas que poderão orar por você de forma regular. Ouça o que elas
dizem depois que você prega ou na saída do templo. Alguns, toda vez que o encontram, dizem:
"Oro por você e por sua família todos os dias." Ouça o que elas escutam de Deus a seu respeito. Se
você está no ministério, Deus, certamente, já separou algumas pessoas que estão orando por você.
Mobilizá-las é apenas reconhecer o que Deus já fez.
3. Bater. Escreva uma carta às pessoas cujos nomes Deus traz ao seu coração, pedindo-lhes para
que se tornem seus parceiros de oração. Você poderá entrar em contato com algumas delas por
telefone ou falar-lhes pessoalmente.
A primeira vez que ouvi a respeito de parceiros de oração e em como mobilizá-los, Mike e eu
estávamos passando por algumas dificuldades. Ele era, constantemente, ameaçado de ser des-
pedido do trabalho por seu patrão. Nossos filhos viviam sendo incomodados e parecia que havia
"focos de incêndio" por todos os lados. Um dia eu disse: "Chega! Não aguento mais estes
ataques!" Ajoelhei-me pedindo que Deus me desse intercessores pessoais.
Fiz uma lista com o nome de pessoas e escrevi-lhes uma carta pedindo-lhes que se
comprometessem a orar por nós. A carta enfatizava que o que dizíamos era muito confidencial e
que iríamos compartilhar algumas necessidades íntimas apenas com aquelas pessoas
comprometidas conosco. Nesta carta nem lhes falei que deveriam orar por nós diariamente -
algumas pessoas, mais tarde, asseguraram-nos que o fariam todos os dias. Ao contrário, pedi-lhes
que orassem guiados pelo Espírito Santo.
Houve uma tremenda reação. Algumas semanas depois, as coisas começaram a mudar. O patrão
do Mike deixou de incomodá-lo. Houve uma série de ocorrências apontando-nos uma clara direção
do Senhor e nossos filhos sentiram-se aliviados de seus problemas.
O que habilita uma pessoa a ser um parceiro ou sócio de oração?
1. Um compromisso sério de oração.
2. Confiabilidade.
3. Capacidade para saber ouvir a voz de Deus e para compartilhar o que Deus lhe diz sem aquele
tom intimidador.
4. Um chamamento do Senhor em orar por você e por seu ministério.

Comunicando-se com Seus Parceiros de Oração

Nossa organização, Generais da Intercessão, envia um envelope pelos correios todos os meses com
nossa agenda, uma carta pessoal e uma folha de pedidos de oração com todas as nossas
necessidades. Quando viajamos a outros países, enviamos detalhes de como foi a viagem, as
conferências, etc. No envelope, incluímos também cópias de artigos escritos sobre nós ou qualquer
coisa que saia nos jornais a respeito de nosso ministério.
A maneira de se comunicar com os intercessores depende do tipo de ministério de cada pessoa. No
caso dos pastores, por exemplo, eles desenvolvem um tipo de ministério diferente do ministro
itinerante.
O Dr. John Maxwell se relaciona com seus parceiros de oração de maneiras diferentes. No
momento em que escrevo este livro ele tem cem parceiros de oração que oram por ele, todos
homens. A cada quatro meses se reúne com eles para um café. Ele também se comunica com eles
através de cartas e telefonemas. Ele os reúne uma vez por ano num retiro de parceiros de oração
com tudo o que se tem direito: comida, divertimento, amizade e ministração individual com cada
um deles. Eis uma boa maneira de estreitar o relacionamento entre os sócios de oração.
Peter Wagner fornece a chave para um bom relacionamento com todos os parceiros de oração:
acesso total! Ele diz que seus parceiros de oração podem chamá-lo por telefone a qualquer hora do
dia ou da noite. Ele fala também da necessidade de sermos abertos e sensíveis aos nossos
parceiros, permitindo-lhes orar por nossas mais profundas necessidades. E como isso é importante!
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Seu sócio de oração não poderá orar efetivamente por você se não souber de suas necessidades
íntimas. Não me lembro de nenhum companheiro de oração que tenha traído minha confiança.
Um outro aspecto que tanto Maxwell como Wagner destacam é a importância da gratidão. Em
Filipenses 1.3,4, Paulo diz: "Dou graças ao meu Deus por tudo que recordo de vós, fazendo
sempre, com alegria, súplicas por todos vós, em todas as minhas orações..."
Precisamos agradecer às pessoas pelo esforço que fazem intercedendo por nós. Afinal, esse é um
trabalho difícil!

Algumas Precauções

Você precisa saber que há alguns perigos em potencial no relacionamento entre os parceiros de
oração. Eis alguns deles:
1. Falsa dependência emocional. Os parceiros de oração poderão envolver-se emocionalmente
com você ou você com eles de uma maneira não salutar. Suas orações não devem excluir ou
usurpar aquilo que, como líder, você ouve de Deus regularmente. Você também não deve permitir
anular-se em sua vida de oração por contar com pessoas que intercedem por você.
2. Não se deixe controlar por intercessões e profecias. Você poderá tornar-se dependente de seus
parceiros de oração ouvindo apenas o que eles dizem. Lembre-se de que você deve prestar contas
ministerialmente aos seus superiores para que haja um bom equilíbrio ministerial.
3. Adultério espiritual. Esse é um perigo quando seu parceiro de oração é do sexo oposto. Cria-se
laços de afeicão que poderão ficar muito fortes. Se você é casado e gasta horas conversando
intimamente com alguém do sexo oposto, você está arrumando problemas. O adultério espiritual
ocorre quando você gasta mais tempo e energia com outra pessoa que não seja sua esposa ou
esposo. Cuidado! Não compartilhe sua vida íntima! As conversas íntimas podem levá-lo a enredar-
se emocionalmente.
Por causa disso, muitos líderes têm apenas parceiros de oração do mesmo sexo. Creio que você
deve pedir direção do Senhor nesta área. Jamais se encontre com seu sócio ou parceiro de oração
do sexo oposto sem que alguém esteja presente. A maior parte dos contatos com seus parceiros de
oração do sexo oposto deverão ser feitos por telefone ou por carta.
Uma boa salvaguarda é fazer a si mesmo a seguinte pergunta: "Por que estou chamando essa
pessoa? Isso é algo que Deus quer que eu faça ou estou procurando a pessoa num nível pessoal?"
Alguns ministros acham que nunca serão enganados nessa área. Pessoalmente creio que se você
pensa dessa forma, já se enganou! 4. Escolhas erradas. Isso é muito difícil para os pastores de uma
igreja local. Muitos dizem que contar uma coisa errada para a pessoa errada, é fofoca na certa!
Cuidado com quem você escolhe para ser seu parceiro de oração.

De Quanta Oração Você Precisa?

Muitas vezes precisamos acrescentar dados às listas de oração de nossos companheiros de


intercessão. Apresento, a seguir, alguns indicativos de que você não tem a cobertura necessária de
oração e que precisa mobilizar mais gente para orar por você, quando:
1. Você ou sua família estão quase sempre doentes ou angustiados mentalmente.
2. Seus intercessores reclamam que estão sendo atacados pelo inimigo e estão perdendo sono para
poder mante-lo sob a cobertura de oração. Já que eles são os "pára-choques" que aguentam todo
dardo de fogo que vem contra você, isso pode ser um indicativo de que o ardor da batalha
aumentou. Você, então, precisa ter mais intercessores para dar conta do recado. 3. Você percebe
que depois de longas batalhas as coisas começam a mudar ao seu redor. Você precisa de mais
intercessores para combater as trevas que vêm contra você.
O irmão Ornar Cabrera, da Argentina, convocou os noventa mil membros da igreja dele para que
intercedam por ele de forma toda especial. Toda vez que os irmãos agradecem pela refeição que
vão comer, aproveitam para orar por ele e sua família. Imagine quanto potencial de oração é
dirigido a seu favor se apenas um terço fizer assim. Que cobertura de oração ele tem!

Como Ser um Bom Parceiro de Oração


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Tudo o que apresentei até agora neste capítulo foi praticamente dirigido a líderes cristãos. Agora,
no entanto, quero dirigir-me aos parceiros de oração. Que recompensa há para um sócio de oração?
Eu mesma sou uma companheira de oração para alguns de meus colegas. Paulo, o apóstolo,
escreveu para Epafras que, no meu entender, era seu parceiro na oração. Ele diz: "Saúda-vos
Epafras, que é um de vós, servo de Cristo Jesus, combatendo sempre por vós nas suas orações,
para que vos conserveis firmes, perfeitos e plenamente seguros em toda a vontade de Deus" (CL
4:12- ECA).
A palavra combatendo é, no grego, agonizomai que tem o sentido de lutar por uma vitória nos
jogos públicos. Veio a ter o sentido de combater, como numa disputa, fazendo com que cada
músculo dê o melhor de si até conseguir o seu objetivo.3 Epafras, entre outras coisas, era um
guerreiro que lutava em oração.
Estou certa de que muitos de vocês não estão atrás de recompensas em sua tarefa de oração. O
Senhor, porém, vê o sacrifício que você faz e se lembra dele. Quando fui chamada pelo Senhor
para ser uma intercessora, elaborei uma lista de obreiros que precisavam de oração prometendo
que oraria por eles todos os dias. Naquela ocasião este texto de Mateus ficou muito claro diante de
meus olhos:
"Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde
ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem
corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam. " (Mt 6:19,20)
Ouvi, ainda, o Senhor prometer-me: "Cindy, se você dedicar sua vida para orar por outras pessoas,
estará acumulando intercessão a favor de si mesma no céus. Quando você estiver no ministério,
muitas pessoas irão também interceder por você." E foi isto o que aconteceu. Naquela ocasião, os
parceiros de oração não sabiam que eu orava por eles de forma regular, e eu aproveitava aqueles
momentos da tarde quando minhas crianças pequenas dormiam, para dedicar duas ou três horas de
intercessão a favor de pessoas cujo nome Deus trazia à minha mente. Muito tesouro foi depositado
no Banco dos céus.
Se você é um intercessor dedicado a orar fielmente a favor da família de um líder cristão, poderá
enfrentar momentos em seu lar no qual poderá dizer: "Senhor, muitas de nossas orações estão na
tua presença a favor de outras pessoas. Senhor, levanta gente que interceda por nós também." Ele,
que é fiel, levantará outras pessoas que intercederão a seu favor.
Uma outra vantagem de ser um sócio de oração é que você se torna um missionário pela oração. A
ordem "ide por todo o mundo" se torna uma realidade quando você ora por pessoas que estão
viajando por todo o mundo pregando o Evangelho.
Como ser um sócio de oração abençoador e não um criador de problemas?
1. Apresente-se diante dos líderes como um servo, um ajudador. Saiba que eles não estão ali para
suprir suas necessidades e as de sua família. Se bem que eles orem pelos parceiros de oração, não
tire vantagem disso. Certamente haverão de apreciar esta qualidade em você, já que a maior parte
das pessoas vem apenas para sugá-los. Eles raramente recebem; estão sempre dando!
2. Quando falar com eles ao telefone seja breve e conciso, dizendo apenas o que o Senhor falou.
São pessoas muito ocupadas e sentir-se-ão obrigadas a falar apertando a agenda do resto do dia.
Sempre é bom perguntar se podem ouvi-lo um momentinho ou se devem chamar uma outra hora
do dia.
3. Não se ofenda se eles não puderem falar pessoalmente com você. Às vezes eles não dispõem de
tempo, mas isso não significa que não se importam com você.
4. Cuidado para não sobrecarregar emocionalmente a pessoa pela qual você está orando. Se você
tem algo de Deus, ou uma palavra de exortação, para falar, procure ser sensível, pois pode ser que
ao ouvir o que você tem a dizer, a pessoa fique demasiadamente preocupada.
5. Caso tenha uma visão ou um sonho, busque do Senhor a interpretação. Você é quem deve
interpretá-los e não eles. Se não tiver certeza que o que tem a dizer vem do Senhor, ore um tempo
mais.
6. Ter um ministério de intercessão válido e confiável é uma questão de tempo. Procure ser fiel no
ministério de intercessão e, com o tempo, uma boa amizade será construída entre você e as pessoas
pelas quais você intercede.
7. Não abuse do seu relacionamento com os líderes cristãos. Eles o terão em alta estima como
pessoa e como sócio de oração, desde que você não fique por aí contando seus problemas pessoais
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ou ostentando o fato de que você é seu parceiro de oração. Este é um trabalho que requer muita
confiança.
8. Lembre-se de orar, sempre, pelos familiares do líder. Isso é sério. Afinal, eles também sofrem os
ataques de Satanás.
9. O Senhor poderá usá-lo como alguém que tem a graça de interceder por determinados assuntos
eficazmente. Alguns de meus companheiros de oração oram especialmente por meus filhos e me
dizem: "Por você eu oro muito pouco." Ainda outros oram mais por meu marido do que por mim.
Alguns oram para que eu não caia em tentação.
10. Diga regularmente aos líderes o que o Senhor lhe fala. Telefone ou escreva regularmente.
11. Há duas ocasiões em que os obreiros pelos quais você intercede precisam de suas orações: a
noite que antecede as conferências e o dia seguinte.
Geralmente, é na noite anterior que há sempre um pouco de confusão no meio da família, com o
fim de distrair o pregador, afastando-o da leitura e da oração. Geralmente acontece uma pequena
intriga, e as crianças ficam inquietas. Da mesma forma que Jesus pediu aos discípulos no jardim
que orassem, os obreiros por quem você intercede enfrentam o seu próprio Getsêmane!
Depois que a conferência termina, o pregador fica muito vulnerável. Segunda-feira é o dia em que
os pastores enfrentam o dia seguinte. O domingo foi um dia de batalha e vitórias. Vários deles me
confessaram que a segunda-feira é o seu pior dia. Afinal, depois de tanta tensão e exaustão
ministerial, se tornam alvos de críticas as mais diversas. Satanás sabe disso. Note que foi no dia
seguinte à tentação que os anjos vieram servir a Jesus Cristo.
Não sei por que, mas muitos obreiros itinerantes enfrentam lutas durante uns quinze dias depois
que chegam de uma prolongada viagem. Geralmente, são atacados por enfermidades ou por
problemas financeiros. Isso ocorre com frequência quando se sentem exaustos, precisando de um
tempo de descanso. Os parceiros de oração não devem parar de interceder até que o Senhor lhes
mostre que está tudo bem, que a casa está em ordem! A intercessão num período desses deterá os
ataques satânicos.
12. Como sócio de oração, jamais se esqueça de interceder por sua própria família. Sempre sugiro
que se leia o Salmo 91 em voz alta diariamente.
Uma organização americana, Intercessor International (Intercessores Internacionais) editou um
manual ensinando a interceder pelos pastores. Foi escrito especialmente para os "guardiões da
oração" como eles mesmo se denominam. No manual há uma escala de oração diária a favor de
pessoas que estão no ministério.4
1. Domingo: graça diante de Deus
2. Segunda: graça diante dos homens
3. Terça: visão clara
4. Quarta: espírito, alma e corpo
5. Quinta: guerra e proteção
6. Sexta: prioridades
7. Sábado: família
'. John Maxwell, The Pastor's PrayerPartners (Parceiros de oração do pastor). Bonita, Calif.: Injoy
Ministries, no capítulo que trata sobre "Orando por meu líder."
2
. C. Peter Wagner, How to Have a Prayer Minis t ry (Como ter um ministério de oração).
Pasadena, Calif. :Charles E. Fuller Institute, 1990.
3
. Zodhiates Spiros, The Hebrew-Greek Key Study Bible. Chattanooga, Ten. AMG publishers,
1984.
4.Beth Alves, Intercessors International Prayer Manual (Manual de oração dos intercessores
internacionais). San António, Tx.: Intercessors International, p. 129.

CAPÍTULO 13

Louvor Intercessório

"Castelo forte é nosso Deus


Espada e bom escudo;
Com seu poder defende os seus
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Em todo o transe agudo,
Com fúria sem igual
O príncipe do mal
Persegue sem cessar;
É forte em seu lidar
Igual não há na terra."
(Martinho Lutem, 1483-1546)
Na última reunião de um seminário de mulheres, uma senhora se levantou e veio à frente
pedindo oração. Com lágrimas nos olhos contou-nos da forte depressão que sofria e da necessidade
de hospitalização. Estava a ponto de ter uma crise nervosa.
Os obreiros a cercaram orando por ela. Durante um bom tempo oraram mas não alcançaram
vitória. A mulher continuava sob forte opressão mental. O líder da conferência pediu que um líder
de louvor viesse à frente. Aquele dirigente de louvor começou a entoar louvores intercessórios ou,
como costumamos dizer, hinos de guerra. Comecei a tocar o piano, entrando numa guerra contra o
diabo através de cânticos e louvores de guerra. Isso é algo que vem se tornando comum entre nós,
em cultos e em grupos de oração, e isso não é novidade, basta seguir os exemplos tão largamente
expostos nas Escrituras, cantando hinos de guerra.
As mulheres em pé cantavam, batiam palmas e gritavam até que num dado momento a mulher que
viera à frente pedindo oração começou a chorar dizendo que toda a opressão a havia abandonado.
Era como se uma nuvem negra saísse de sua cabeça. Seus pensamentos, agora, estavam claros e
em ordem. Como nos regozijamos diante de Deus por seu amor e misericórdia!
À luz do que ocorreu, perguntamos: o que tem a ver o louvor com a oração? O que tem a ver o
louvor com guerra espiritual? Finalmente, já que é uma poderosa arma de guerra, como fazer para
incorporá-la no meu grupo de intercessão?

Louvor e Oração

A passagem de Isaías 56:7 diz: "Também os levarei ao meu santo monte, e os alegrarei na minha
Casa de Oração..." Aqui temos o fundamento para a primeira pergunta: o que tem a ver o louvor
com a oração?
O que isso tem a ver com o louvor intercessório? A experiência que tivemos numa conferência na
cidade de Washington, em 1986, ajudar-nos-á a entender melhor este assunto.
O seminário tinha como tema: "O casamento entre o louvor e a oração", cujo propósito era o de
ajuntar intercessores e dirigentes de louvor numa guerra conjunta a favor de nosso país. Sabemos
que muitas pessoas se consideram adoradoras, enquanto outras apenas intercessoras. Geralmente,
os adoradores não se consideram intercessores e vice-versa. Enquanto Mike e eu orávamos,
tínhamos certeza que uma conferência poderia levá-los a ser um só ministério. Teríamos, assim,
grupos de oração por todos os Estados Unidos com um louvor intercessório, uma arma benéfica
em favor de toda a América.
Um dos preletores, Jim Gilbert, missionário e autor de muitos cânticos, explicou-nos que precisava
aprender muito a respeito de intercessão. "Costumava imaginar um intercessor trancado no quarto,
chorando, com dores no estômago", disse-nos rindo.
Como adorador achava que os intercessores não eram pessoas alegres, viviam sobrecarregas com
o peso das orações, e ele não queria ser um deles. Descobriu, entretanto, que o texto de Isaias 56:7
significa cânticos de intercessão.
Aqui estava a chave. Voltei para casa motivada a estudar com maior profundidade as palavras
oração de de Isaías 5 6:7. Descobri que a palavra tephilah tem o sentido de uma oração musical
cantada durante o tempo de adoração. A palavra tephilah aparece setenta e sete vezes no Antigo
Testamento.
Até poderíamos fazer uma tradução livre do texto da seguinte maneira: "Minha casa será chamada
casa de louvor e oração". No Antigo Testamento a música e a oração estavam sempre dentro do
mesmo contexto.
Aquela passagem do Novo Testamento em que Jesus purificou o templo, citando esse mesmo
versículo, tem também a ideia
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de adoração, de que Deus nos alegrará em sua casa de oração. Quão triste é ver intercessores com
cara de quem tomou vinagre, cara comprida! Se não tivermos uma intercessão alegre, o inimigo
roubará toda nossa força, pois Neemias 8.10 diz: "A alegria do Senhor é a vossa força".
Esse é o maior prazer do diabo: fazer com que os intercessores sejam pessoas tristes e
sobrecarregadas com os problemas pelos quais intercedem. Ouvi a história de uma mulher que
começou a agonizar em oração por causa de um problema. Seu marido suplicava-lhe que parasse e
descansasse um pouco. Ela, porém, recusava, sem perceber que toda aquela agonia em oração era
fruto de tristeza e coação. Aquele peso que a levava a interceder não vinha de Deus e sim do diabo.
Ficou tão doente por não comer nem beber que seu estado de saúde piorou, vindo a falecer. Mesmo
no meio da batalha, temos de nos manter alegres, ou o diabo ficará com toda a glória!

O Louvor na Batalha

Já que o louvor e a oração fazem parte de um só contexto na Palavra de Deus, o que eles têm a ver
com batalha espiritual? O Salmo 149 fala de louvor e guerra espiritual:
"Aleluia! Cantai ao Senhor um novo cântico e o seu louvor, na assembleia dos santos... Louvem-
lhe o nome com flauta; cantem-lhe salmos com adufe e harpa... Nos seus lábios estejam os altos
louvores de Deus, nas suas mãos, espada de dois gumes, para exercer vingança entre as nações e
castigo sobre os povos; para meter os seus reis em cadeias e os seus nobres, em grilhões de ferro;
para executar contra eles a sentença escrita, o que será honra para todos os seus santos. Aleluia!"
(SL 149:1,3,6-9.)
O texto acima mostra que o louvor exerce vingança sobre as nações, prende os reis em cadeias e os
seus nobres em grilhões de ferro, levando-os ajuízo. Que intercessão poderosa! Creio que a
adoração do povo de Deus é um tipo de guerra espiritual, o que não é bem entendido por todos os
que cantam louvores a Deus. Mais adiante entraremos em pormenores quanto à difiduldade que as
pessoas têm em aceitar o Evangelho e como podemos abrir o caminho pela intercessão.
Uma das mais lindas histórias de como o louvor detém a força do inimigo ocorreu na Shiloh
Christian Fellowship em Oakland, Califórnia. Naquela ocasião, a pastora era a Dra. Violet Kiteley.
Aquela comunidade era conhecida como uma igreja de muita adoração, cujos membros criam na
poderosa força de amarrar o inimigo pelo louvor. Eles nem imaginavam a fama da igreja entre as
autoridades da cidade até que um dia receberam um convite da polícia de Oakland. Será que
podiam dar uma chegada até a avenida Pleitner e ver o que poderiam fazer pelo local? Era uma
avenida famosa na época pelo tráfico de drogas, homossexuais e prostitutas; um dos lugares mais
perigosos da cidade.
Alegres com o convite, começaram a orar e a traçar um plano de ação. Juntamente com a polícia,
escolheram uma parte da avenida que seria bloqueada "para uma grande festa. O plano era
distribuir roupas, pães, cachorro-quente e adorar a Deus inspirados no Salmo 149. Depois
pregariam a Palavra de Deus. A igreja se reuniu ali durante três sábados seguidos. A própria polícia
convocou a imprensa para falar das atividades da igreja e contar sobre os resultados da "operação".
De acordo com a polícia, setenta por cento dos traficantes de drogas saíram da área depois
daquelas atividades.
Perguntei àquela irmã se tiveram um tempo de louvor lutando contra os principados e potestades
que dominavam aquela área. "É claro", disse-me ela, "lutamos baseados no Salmo 149, não
estávamos ali para nos divertir e cantar apenas. Estávamos numa guerra."
Desde então, aquela congregação vem colaborando com a polícia. A igreja é avisada das áreas de
maior conflito da cidade e onde ocorre o maior número de crimes. Os irmãos "acampam" no local
e derrotam o inimigo através do louvor. De acordo com a Dra. Kiteley esse tipo de festa vem se
espalhando por todo o país através do ministério de seu filho.
Além de amarrar o inimigo, o louvor nos leva a ficar na brecha a favor de pessoas que precisam de
libertação. Foi isso que aconteceu durante aquele seminário de mulheres quando uma nuvem de
trevas saiu da mente daquela senhora. Temos um exemplo bíblico nas Escrituras: "E sucedia que,
quando o espírito maligno da parte de Deus vinha sobre Saul, Davi tomava a harpa, e a dedilhava;
então Saul sentia alívio, e se achava melhor, e o espírito maligno se retirava dei. " (l Sm 16:23).
Há alguns anos, fomos acordados às duas da manhã por uma mãe desesperada. Ainda sonolentos,
ouvimos a súplica de uma mulher do outro lado da linha, dizendo: "Depressa, venham depressa!
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Minha filha está tentando nos matar com uma faca de açougueiro." "E o pastor?", perguntamos-
lhe. "Já tentei todo mundo", disse-nos, "e somente vocês poderão nos ajudar." Meu esposo e eu
vestimo-nos rapidamente, deixamos nossos filhos com uma outra pessoa e viajamos quarenta
quilómetros até aquela casa.
Ficamos apavorados com o que vimos logo ao entrar na casa. Uma garota de quatorze anos gritava
como um animal enquanto seu pai a segurava no chão. Ele estava desesperado e foi logo dizendo:
"Estou aqui segurando esta menina há mais de três horas mas já estou exausto." Enquanto ele ainda
falava ela soltou uma das mãos e agarrou na garganta do pai. Ficamos ali alguns instantes e, sem
dizer uma palavra um ao outro, começamos a adorar a Deus por mais de duas horas. A menina
ficou liberta, sentou-se e começou a conversar conosco.
Essa é uma das maneiras bastante efetiva de ministrarmos libertação. Assim como o louvor de
Davi afastou o espírito maligno da vida de Saul, os espíritos tiveram de largar aquela menina
através do louvor intercessório.
Por que Satanás se desespera quando começamos a louvar a Deus? Em primeiro lugar porque eleja
viveu no céu e sabe o poder da adoração. Na realidade, algumas pessoas acreditam que ele era o
líder de louvor no céu. Ezequiel 28:13 diz: "... a obra dos teus tambores e dos teus pífaros estava
em ti; no dia em que foste criado, foram preparados" (ARC).
Em seu livro, The Rebirth ofMusic (O renascimento da música), LaMar Boschman afirma:
"Lúcifer tem tambores e flautas em seu próprio corpo e tem muita habilidade em tocá-los. Está
claro que Lúcifer esbanja conhecimento musical. A Bíblia se refere a pífaros, no plural, indicando
vários desses instrumentos.
Ele também é maquiado com tambores o que lhe capacita a conhecer todos os ritmos em qualquer
música que toca. Na realidade, ele possui inerente nele mesmo, todos os tipos de instrumentos
musicais conhecidos hoje. Isaías 14.11 diz: 'Derribada está na cova a tua soberba, e, também, o
som da tua harpa'. A harpa representa todos os instrumentos de corda. Assim, toda essa variedade
de instrumentos que temos hoje foram feitos no corpo de Lúcifer. Ele sabia tocar cada um deles.
Um outro nome dele é 'Querubim Ungido'. A ele foi concedida a unção para servir no ministério do
louvor."1
Em segundo lugar, ele sabe que a adoração que damos a Deus, quando louvamos e intercedemos,
neutraliza o seu poder.
Em terceiro lugar, ele detesta a adoração por saber que quando usamos o Salmo 149 como arma
contra ele, derrubamos toda a hierarquia satânica.
O Salmo 22:3 diz: "Contudo, tu és santo entronizado entre ; os louvores de Israel". A adoração
prepara um trono para Deus se assentar em nosso meio, desfazendo toda a obra do inimigo. Ele é
um Deus poderoso e Satanás não pode ter a força dele. A luz dispersa as trevas quando desce no
meio dos louvores.
Foi esse tipo de adoração que capacitou Paulo e Silas, dispersando as trevas do inimigo. Atos
16:25 diz: "Por volta da meia noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais
companheiros de prisão escutavam".
Você já parou para pensar o que levou Paulo e Silas a cantar? Imagino algo assim: ali, amarrados
no tronco, Silas comenta: "Paulo, como vamos sair dessa?"
Depois de pensar um instante, Paulo pode ter dito: "Esta não é a primeira vez que um judeu
enfrenta problemas. Você se lembra do que aconteceu com os muros de Jericó?"
"Não poderemos marchar pela prisão. Estamos com os pés amarrados no tronco."
"É verdade", disse Paulo, "mas poderemos dar um grito e, quem sabe a prisão desaba ou as portas
se abram?"
"Você está certo. Devemos começar a louvar a Deus", disse Silas, "afinal funcionou com Josafá
quando ele e o povo marcharam louvando a Deus e venceram os amonitas." E começaram a cantar.
Eles louvaram a Deus a plenos pulmões, pois a Bíblia diz que os demais companheiros de cela os
ouviam. Enquanto louvavam o cárcere começou a tremer! Houve um grande terremoto, e as portas
da prisão se abriram.
Estive esses dias na Argentina ministrando sobre batalha espiritual. Estávamos todos num elevador
quando ele parou repentinamente entre dois andares. Começamos a rir até que nos demos conta de
que estávamos trancados num elevador!
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Enquanto esperávamos sem saber o que fazer, tive uma ideia: cantar. Afinal, se o louvor e a oração
ajudaram Paulo e Silas a saírem da prisão, poderia nos ajudar a sair do elevador! Comecei a cantar
hinos a Deus ininterruptamente e, de repente, o elevador começou a funcionar. Coincidência?
Talvez. Creio que uma lição bem objetiva a respeito do poder libertador do louvor está no Salmo
8:2 que diz: "Da boca de pequeninos e crianças de peito suscitaste força (ou como Jesus ao citar
este versículo em Mateus 21:16 falou em 'perfeito louvor') por causa dos teus adversários para
fazeres emudecer o inimigo e o vingador".
Os cânticos de guerra e o louvor intercessório não somente aplacam o vingador, mas abrem
caminho para a recepção do Evangelho. Veja bem, o carcereiro e toda a sua família foram salvos
depois que Paulo e Silas louvaram a Deus na prisão.
O louvor, juntamente com a intercessão, é uma arma eficaz que impede o diabo de continuar
cegando os olhos das pessoas que precisam ouvir o Evangelho de Jesus Cristo (2 Co 4:4).
Em seu livro, The Power ofPraise and Worship (O poder do louvor e da adoração), Terry Law
conta que, em 1972, no auge do comunismo, ele estava na Rússia, ministrando com o seu grupo
Living Sound. O grupo havia sido convidado a cantar para cerca de 200 jovens membros do
partido comunista. Ele fora proibido de mencionar qualquer coisa a respeito do Evangelho. Terry
concordou e ficou nos bastidores enquanto o grupo se apresentava. Na metade do concerto os
cantores começaram a adorar a Deus, mãos levantadas, alguns chorando copiosamente na presença
do Senhor.
Deus agiu poderosamente e, como resultado daquela adoração, os membros do grupo ficaram até
as três e meia da madrugada ministrando e levando muitos daqueles jovens a Cristo.
Law percebeu que testemunhara um dos maiores milagres de sua vida. Ele diz assim:
"Descobri que se adorássemos a Deus diante deles sem ligar para toda aquela hostilidade, através
do louvor e adoração os poderes das trevas seriam dissipados e eles seriam libertos. As pessoas
começaram a ficar sensíveis à mensagem do Evangelho e à unção do Espírito Santo que estava
sobre nós naquele momento."2
Alguns dos grandes hinos da igreja têm o poder de libertar os cativos das garras de Satanás. Fanny
Crosby, uma das maiores compositoras de todos os tempos, era cega e seus hinos abriram os olhos
das pessoas para verem a necessidade de um Salvador. Bernard Ruffin, escrevendo sobre ela, dá
testemunho de muitas pessoas que se converteram através de seus hinos.
"Ela sempre atribuía as conversões à ação do Espírito Santo. Sempre que escrevia um cântico,
orava para que Deus -o usasse na salvação de pessoas. Orava para que milhões de pessoas fossem
salvas através de seus hinos. Sempre que alguém se convertia como resultado dos seus hinos, ela
glorificava a Deus e o seu poder sobrenatural. Visto que seus hinos eram escritos com o propósito
de ganhar almas, dizia ela, Deus realizava milagres através deles."3
Hinos escritos por ela, por Charles Wesley e Martinho Lutero possuem, ainda, muito poder. Fui
tocada por um desses hinos quando enfrentava um problema. Procurando um hino para incluir nes-
te capítulo, Deus me tocou com as palavras daquele cântico "Deus cuidará de ti", cuja inspiração
me levou às lágrimas, aliviando-me de todo peso.
A adoração é também intercessória. Não importa se com um cântico do ano 1500 ou um cântico
atual, ela tem o poder de arrebentar com as cadeias do diabo que prendem a mente das pessoas.
Temos, na Bíblia, muitas maneiras de incorporar o louvor intercessório em nossos grupos e no
devocional diário. Vejamos algumas das armas que usamos no louvor de guerra, e depois veremos
como incluí-lo nas reuniões de intercessão.
Há sete palavras no hebraico para louvor que podem ser usadas de maneiras diferentes em nossas
reuniões.
1. Halal. Entusiasmar-se.Alegria explosiva na hora do louvor (a palavra aleluia vem de
halal). Há no Talmude a alusão de "lançar fora o iníquo" (SL 117:1).
2. Yadah. Agradecer, reconhecer a alguém publicamente, estender a mão, adorar com as mãos
levantadas (2 Cr 20:19-21).
3. Baraque. Abençoar, inclinar-se, ajoelhar-se em adoração (SL 103:1,2).
4. Zamar. Dedilhar cordas, fazer musicas para Deus. É um verbo musical para louvor.
5. Shabach. Falar bem, adequadamente em alto estilo. Significa discursar num alto tom, gritar, dar
ordens de triunfo (SL 117:1).
6. Tephilah. Interceder por alguém, súplicas, hino (Is 56:7).
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7. Towdah. Ações de graça. Tem o sentido de erguer as mãos em agradecimento; sacrifícios de
louvor (SL 50:23).
Há muitas outras maneiras de louvar. Eis algumas delas:

Caminhando e marchando

"Todo lugar que pisar a planta de vosso pé vo-lo tenho dado, como eu prometi a Moisés" (Js l :3.).
A marcha que Josué e o seu exército fizeram ao redor de Jericó é um tipo de intercessão. É
exemplo de persistência na intercessão. Quantos de nós paramos de orar, quando faltava apenas
mais uma volta para derrubar os muros?
Marchar assim, ainda é eficaz em nossos dias como era antigamente. Um homem chamado Rick
compareceu a uma reunião de oração em Dálias promovida por Joy Towe. Joy foi um precursor na
área de batalha espiritual e é entusiasmado com esse tipo de intercessão. Rick, um produtor de
vídeo cheio de problemas, tinha uma boa perspectiva de trabalho mas não possuía os
equipamentos. Não tinha nem dinheiro para alugá-los.
Joy colocou o Rick no meio de um círculo de pessoas que começaram a marchar ao redor dele em
oração. O próprio Rick diz: "Perseguimos o emprego agressivamente; como numa guerra, por ele
milhamos".
Ao sair da reunião, Rick encontrou-se com alguém duma empresa de televisão que andava à
procura de um gerente. Tinha, agora, um estúdio e todo o equipamento necessário. Ganhou di-
nheiro para a empresa e supriu suas próprias necessidades.
Um outro versículo que fala de marchar é o Salmo 48:12: "Percorrei a Sião, rodeai-a toda..."

Pisando.

"Em Deus faremos proezas, porque ele mesmo calca (pisa) aos pés os nossos adversários. " (SL
108:13.)
"Eis aí vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões, e sobre todo o poder do inimigo, e
nada absolutamente vos causará dano. " (Lc 10:19.)

Pisar é como marchar, só que de maneira mais agressiva. Se quando marchamos, marcamos nosso
território; ao pisarmos detemos a ação do inimigo. Naquela reunião de oração que acabei de
mencionar, eles não apenas marchavam, pisavam! O Salmo 44:5, diz: "Com o teu auxílio
vencemos os nossos inimigos: em teu nome calcamos (pisamos) aos pés os que se levantam contra
nós ".

Cantando

"Um cântico haverá entre vós, como na noite em que se celebra festa santa; e alegria de coração,
como a daquele que sai ao som da flauta para ir ao monte do Senhor, à Rocha de Israel. O Senhor
fará ouvir a sua voz majestosa e fará ver o golpe do seu braço, que desce com indignação de ira, no
meio de chamas devoradoras, de chuvas torrenciais, de tempestades e de pedra de saraiva." (Is
30:29,30.)

Daniel, meu filho, nasceu com os pés chatos, sem flexibilidade. O prognóstico médico é de que
ele não poderia inclinar-se e não caminharia direito. Um dia, quando o segurava nos meus braços,
veio-me ao coração o seguinte cântico:
"O diabo me prendeu, Jesus me libertou...
O diabo me prendeu, Jesus me libertou...
O diabo me prendeu, Jesus me libertou...
Canto glória e aleluia! Cristo me salvou!"

Fiquei cantando por quase uma hora e depois deitei-o na cama. Na manhã seguinte, quando
mudava suas fraldas, notei que seus pés estavam flexíveis e o seu sapatinho calçava sem problema.
Algo lhe aconteceu enquanto eu cantava; o poder do inimigo foi anulado e Deus curou-lhe os pés.
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Batendo palmas

"Batei palmas, todos os povos; celebrai a Deus com vozes de júbilo" (SL 47:1.).
A palavra bater nesta passagem é teqae: tinir, bater, golpear.4 Ezequiel 6:11, diz: "Assim diz o
Senhor Deus: Bate as palmas, bate com o pé... "
Bater palmas na Bíblia não somente está associado ao louvor mas também à guerra. Essa é mais
uma maneira de quebrarmos as cadeias.

Gritando

"Gritai contra ela, (Babilónia) rodeando-a; ela já se rendeu... " (Jr 50:15)
"Os homens de Judá gritaram; quando gritavam feriu Deus a Jeroboão e a todo o Israel diante de
Abias e de Judá." (2 Cr 13:15)
Em junho de 1990, uma equipe de Evangelismo de Colheita estava na cidade de Resistência para
uma guerra espiritual. Analisando a cidade, descobrimos que o homem forte da cidade, Santa
Morte, gostava de música em sua adoração.
A estátua dele na praça central da cidade mostrava-o dedilhando instrumentos musicais. Um dos
versículos me que veio à mente enquanto orávamos pela cidade foi o do Salmo 32.7: "Tu... me
cercas de alegres cantos de livramento. "
Orando, sentimos que deveríamos usar muito louvor e música como parte da estratégia para
ganhar a cidade, já que os espíritos dali gostavam de música. A luz de Deus venceria as trevas
através do louvor. Usamos muitas das armas descritas neste capítulo: cantamos, batemos palmas,
marchamos e gritamos. Os gritos surgiram depois de cinco horas de oração. Quando demos um
grande grito de vitória, sentimos uma alegria inexplicável. Ainda que nada víssemos com nossos
olhos carnais, sentimos no espírito que foi cortada a raiz que permitia que a Santa Morte fosse
adorada na cidade de Resistência.
"E sucedeu que, na sétima vez, quando os sacerdotes tocavam as trombetas, disse Josué ao povo:
Gritai, porque o Senhor vos entregou a cidade. " (Js 6:16)
O que teria acontecido se o povo não gritasse? Certamente os muros ficariam intactos e o povo não
teria vitória.

Rindo

O riso é uma arma extremamente poderosa e até mesmo necessária como parte das manifestações
da intercessão. Como intercessores, ouvimos tantos problemas e necessidades durante o dia que
quase ficamos arrasados. Basicamente há dois tipos de risos no louvor intercessório: primeiro,
proteção pessoal e saúde emocional. Segundo, nas guerras contra o diabo e suas forças. Ainda que
tenha falado um pouco sobre eles, quero deter-me no assunto outra vez.
1. Proteção pessoal e saúde mental. Frequentemente os intercessores compartilham do peso e das
necessidades das pessoas. Isso os faz sentir-se atónitos e cansados. O riso é uma salvaguarda
importante contra a opressão na intercessão.
Pode parecer-lhe estranho, mas Deus capacitou-me com a graça de rir no meio das dificuldades. Às
vezes, meu marido e eu, lemos as piadas de Seleções Reader's Digest ou compramos aqueles
cartões de felicitações cheio de coisas engraçadas. Afinal, Provérbios diz que: "O coração alegre
aformoseia o rosto, mas com a tristeza do coração o espírito se abate" (Pv 15:13).
O que o riso tem a ver com o louvor intercessório? Ele quebra o poder do inimigo que procura se
abater sobre você no meio da batalha. A depressão dilui suas forças espirituais. Alguns estudos
científicos atestam o poder medicinal do riso. As risadas profundas oxigenam o sangue,
produzindo mudanças físicas significativas.
2. Na guerra contra Satanás e suas forças. Rir é zombar do inimigo. O Salmo 37.12,13 diz: "Trama
o ímpio contra o justo e contra ele ringe os dentes. Rir-se-á dele o Senhor, pois vê estar-se
aproximando o seu dia ".
Ao escrever este livro, deparei-me diante de muitas dificuldades. Como costumamos dizer, só dava
zebra! Minha máquina de escrever quebrou umas seis vezes. Os computadores ficavam malucos e
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dois aparelhos de fax não funcionavam. Quando parecia que tudo ia bem e eu me assentava para
escrever, a máquina quebrava outra vez. Aí comecei a rir descontroladamente. Fiquei com as
mandíbulas doendo de tanto rir. Depois de um tempo rindo de tudo aquilo, a máquina voltou a
operar normalmente. Coincidência? Talvez! Uma coisa, entretanto, posso dizer: depois daquilo ela
nunca mais estragou.

Alegrando-se

A alegria e o riso estão interligados na intercessão. Como falei anteriormente, a alegria é parte
fundamental de nossa intercessão, pois dá-nos força para a batalha. O Salmo 149.2 diz:
"Regozije-se Israel no seu Criador, exultem no seu Rei os filhos de Sião."
Joy Towe, em seu livro, Praise Is (O louvor é) diz o seguinte:
"A palavra hebraica para alegria nesta passagem é guwl, rodopiar, rodar o corpo (sob a influência
de fortes emoções). A palavra guwl está também em Sofonias 3:17: 'O Senhor, teu Deus, está no
meio de ti, poderoso para salvar-te; ele se deleitará em ti com alegria; renovar-te-á no seu amor,
regozijar-se-á em ti com júbilo'
A tradução de "regozijar-se-á em ti com júbilo" é que o próprio Deus fica dando voltinhas de
alegria ao seu redor sob forte emoção!
Nossa ideia de alegria é diferente do que essa passagem quer dizer. Estamos acostumados àquela
alegria silenciosa, não nos expomos nem fazemos barulho. A alegria que sentimos durante a
intercessão pode variar de uma explosão de gritos de prazer a momentos de reverência silenciosa.
Jesus alegrou-se no Espírito com a vitória que os discípulos tiveram sobre os demónios: "Naquela
hora, exultou Jesus no Espírito Santo..." (Lc 10:21). Tal regozijo é pular de alegria com exultação!
A alegria afasta o espírito pesado liberando-nos de toda opressão.
Vou exemplificar o que estou dizendo com uma experiência que tive em 1989 durante uma
convenção em San António, Texas. Houve uma palavra profética dada por Beth Alves e por mim
mesma durante uma convenção da Aglow International. As últimas palavras da profecia referiam-
se a uma grande batalha espiritual e a um grande mover de Deus naquela organização feminina.
Falei-lhes: "Levantem-se, mulheres de Deus! É hora da guerra!" As mulheres explodiram em gritos
de alegria e de guerra. Era como se um leão poderoso desse rugidos através de oito mil mulheres
de sessenta países presentes naquela convenção.
Ali nasceu um movimento de oração que, através da Aglow International, espalhou-se por 130
países do mundo. Muitas coisas acontecem que nos passam despercebidas como sendo intercessão,
mas que na realidade derrubam as fortalezas nas regiões celestiais. O movimento de oração a que
me refiro entre aquelas mulheres, nasceu através de profecias, gritos de júbilo e alegria.
A alegria durante a intercessão inclui pulos de prazer como em Sofonias 3:17, cujas manifestações
incluem danças de júbilo. Nossa cultura não consegue entender tal tipo de manifestação própria da
cultura dos judeus que cantam, pulam e dançam de alegria.
Algo assim aconteceu durante uma conferência de guerra espiritual da Rede de Guerra Espiritual.
Mike e eu estávamos enfrentando alguns dissabores e aproveitamos a oportunidade para sermos
ministrados pela equipe de guerra ali presente. Eles nos cercaram em oração até que Jane, uma
irmã guerreira, começou a dançar ao nosso derredor. Era uma dança leve e alegre. Todos riam e se
alegravam enquanto Jane, talentosa como é, dançava por toda a sala. Hoje, sabemos que aquela
dança intercessória abrira o caminho da vitória diante de nós.

Aplicação Prática

O que fazer para ter um louvor intercessório nas reuniões de oração? A primeira coisa é saber que
o Espírito Santo se manifesta de muitas maneiras. Precisamos ser sensíveis à sua vontade nesta
área.
Precisamos, também, saber que o Senhor opera dentro de nossas culturas e conforme a crença do
povo. Não force a barra! Deixe que o Senhor comece este tipo de intercessão em seu grupo. O que
pode ser bom para uma igreja, pode produzir escândalo em outra.
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Como ter todas essas manifestações de intercessão operando juntamente? É bem possível que a
melhor maneira de começar uma reunião de oração seja pela adoração já que as pessoas vêm
cansadas e sobrecarregadas.
"Vinde a mini todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o
meu jugo e aprendei de mini, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a
vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve" (Mt 11:28-30).
Quando adoramos ao Senhor, ele mesmo colocará o seu fardo, o seu jugo de oração sobre nós.
Assim, já não teremos nossa "carga" de oração e sim a dele. Muitas pessoas não conseguem
interceder pela agenda de Deus pois estão sobrecarregadas com seus próprios problemas. Acabam
orando na carne e não no Espírito. Jesus nos disse: "Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a
sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas " (Mt 6:33).
É bom começar o tempo de adoração com cânticos. Alguns começam com cânticos do hinário,
outros com hinos mais recentes. Não importam aqui os tipos de cânticos, o que vale é entrar "por
suas portas com ações de graças e nos seus átrios, com hinos de louvor..." (SL 100:4).
As portas, no Antigo Testamento, eram importantes numa cidade murada. Ali, os anciãos se
assentavam para julgar as questões do povo. As portas do Senhor são o lugar onde desenvolvemos
a estratégia de Deus. Quando você começar uma reunião com adoração e louvor intercessórios,
pode estar certo de que estará começando de acordo com a vontade dele! Considere também as
sete palavras para adoração mostradas anteriormente. Quando Deus dirige nossa intercessão, todo
o grupo se moverá como uma orquestra, seguindo a direção do Espírito Santo. Pode-se ter, por
exemplo, um tempo de baraque, aquele momento silencioso ou ainda pular e dançar de alegria.
Pode, também, ocorrer um tempo de proclamação: "Nunca mais se ouvirá de violência na tua terra,
de desolação ou ruínas nos teus limites; mas aos teus muros chamarás Salvação, e às tuas portas,
Louvor" (Is 60:18). Pela proclamação invocamos o seu nome, seu caráter e seus atributos.
Certo dia, enquanto orava, comecei a meditar a respeito de Deus e sua bondade. Sei que Ele
merece todo louvor e adoração por aquilo que ele é. Enquanto meditava, Deus me perguntou:
"Você acha que sou egoísta?" Senti que era o próprio Deus falando comigo.
"Não, Senhor, tu não és egoísta", disse-lhe eu, "é impossível seres egoísta." "Então por que você
acha que preciso de louvor?"
Fiquei pensando nisso por um tempo e, antes que pudesse responder, ele me disse: "Cindy, quero o
teu louvor, porque quando o fazes, torno-me aquilo pelo qual me louvas. Quando tens uma
necessidade financeira, por exemplo, e me louvas como Jeová Jiré, revelo-me como aquele que faz
a tua provisão. Quero que me louves para o teu próprio bem, não para o meu bem." Tal revelação
levou-me a reverenciar ainda mais o Senhor por sua grande bondade e misericórdia.
Muitas vezes, quando adoramos a Deus, uma pessoa pode receber um cântico e o líder deve decidir
se é apropriado ou não para o momento. Pode ser o cântico que faltava para trazer liberação,
confortar e quebrar o poder do inimigo. Um cântico pode romper com as fileiras do inimigo e
trazer as respostas às orações do grupo.
O grupo de intercessão pode usar os vários elementos de louvor intercessório aqui apresentados.
Por exemplo, todos começarão a bater palmas. Não é apenas bater palmas e sim bater palmas com
força, resistindo aos ataques do diabo especialmente nos assuntos pelos quais o grupo está
intercedendo. Você sabe quando o assunto é respondido porque todos param de bater palmas
juntos. O Espírito Santo é o regente divino. É maravilhoso como isso acontece.
Há ocasiões em que as pessoas do grupo de oração marcham enquanto intercedem por um assunto,
ou batem com os pés no chão, calcando o inimigo. Foi isto que fizemos durante o Congresso
Americano de Renovação em Indianópolis, em agosto de 1990. Estávamos em oração à uma hora
da manhã quando o líder do congresso entrou na sala. Paramos de orar e peguntamos-lhe o que
estava acontecendo. Explicou-nos, então, que o congresso tinha um rombo de 300 mil dólares e
que precisavam do dinheiro no dia seguinte. Já havíamos orado por um bom tempo e com a quinta
marcha engatada, nada nos deteria diante de Deus.
Naquela hora, um dos intercessores pegou alguns trocados de seu bolso e os depositou diante do
Senhor. Outras pessoas começaram a doar sacrificialmente. Uma freira católica que trabalha num
leprosário e que vive de prendas ou ofertas, deu tudo o que tinha. Com aquele dinheiro no centro
da sala começamos o louvor intercessório. Ajoelhamo-nos adorando e glorificando a Deus por
Suas provisões. Declaramos, "Senhor, um peixe apenas poderá pagar toda esta dívida." (veja
- 79 -
Mateus 17:27). Dissemos um ao outro, "vamos e pesquemos aquele peixe", referindo-se ao peixe
que tinha uma moeda no ventre! Escrevemos mensagens para o diabo e colamos nos solados dos
sapatos. Dissemos a ele que o congresso não terminaria endividado e que o nome do Senhor não
seria maculado. Os intercessores começaram a pisar, calcando o inimigo. Marchamos e regozij
amo-nos em Deus pela vitória. Finalmente uma grande sensação de vitória encheu a sala onde
estávamos orando. Sabíamos que a resposta estava a caminho!
Na noite seguinte, quando o congresso terminou, ainda faltavam 150 mil dólares. O povo ofertou
bastante, mas ainda faltava í dinheiro! As pessoas começaram a deixar o pavilhão. Alguns de nós
ficamos ao redor da plataforma e fomos surpreendidos por uma senhora baixinha que, se
aproximando do Dr. Vinson Synan, perguntou: "Desculpem-me, mas gostaria de saber quando falta
para pagar a dívida." Vinson disse-lhe que faltavam 150 mil dólares, ao que ela respondeu: "Eu
cubro o resto. Vocês receberão um cheque de minha fundação na semana que vem." Oh! como nos
regozijamos diante da provisão de Deus!
Deus é o nosso provedor. Ele é quem faz a provisão de cura, das necessidades financeiras e de
proteção. Quando aprendermos a entrar em seus átrios com ações de graça, com louvores
intercessórios, sle abrirá portas que, humanamente, seriam impossíveis de serem abertas. Temos
armas poderosas ao nosso dispor, precisamos apenas aprender com ele a maneira de usá-las.
. LaMar Boschman, The Rebirth of Music (O renascimento da música). Bedford, Tx.: Revival
Press, 1980, pp. 11,12.
. Terry Law, The Power ofPraise and Worship (O poder do louvor e da adoração). Tulsa, Ok.:
Victory House, Inc. 1985, p. 31.

CAPÍTULO 14

Intercessão Unida

Intercessão corporativa. Multidões em intercessão cooperando com o mover de Deus, assegurando


a presença divina em avivamentos e em projetos de evangelização. Donald Bloesch, em seu livro
The Struggle ofPrayer (A luta da oração), apresenta um cenário onde os intercessores concordam
em oração sobre a evangelização. Ele diz:
"Alguém disse que a oração intercessória foi a chave do sucesso da Missão do Interior da China
(China Inland Missiori) pelo menos em seus primeiros anos de atividade. Numa conferência
realizada na China, em 1886, os poucos membros da missão ali presentes concordaram que era
urgente que, pelos menos, uns cem missionários fossem mobilizados e enviados para a China.
Enquanto discutiam sobre essa missão impossível, um deles perguntou: 'Acaso para Deus há coisa
demasiadamente difícil?' O grupo inteiro começou a orar intensamente a favor de mais
missionários. Num determinado momento sentiram muita paz, indicando que a resposta estava a
caminho. A reunião terminou com muita alegria e louvor em agradecimento pelos cem
missionários que Deus enviaria para a China. Naquele mesmo ano, houve um expressivo número
de voluntários que se prontificaram a trabalhar na China e, antes do ano terminar, cem novos
missionários foram enviados."1
"Acaso para Deus há coisa demasiadamente difícil?" Essa é uma pergunta que soa no meio da
intercessão unida. Temos de Jesus a promessa de que se dois ou três concordarem acerca de
qualquer coisa, será feita pelo Pai que está nos céus. Acrescente-se a esse versículo aquela
declaração de Levíticos 26:8: "Cinco de vós perseguirão a cem, e cem dentre vós perseguirão a dez
mil... " Sentimo-nos ousados diante de tanta promessa e não vacilamos diante do objetivo.
Estamos ouvindo o toque do clarim convocando o povo em todo mundo à oração; um clamor a
Deus a favor das nações do mundo. A cegueira está caindo dos olhos dos crentes que começam a
clamar diante de Deus a favor de um mundo perdido, unindo-se em oração com gente de todo o
globo. Ouve-se em todos os lugares o texto de 2 Crónicas 7:14: "Se o meu povo, que se chama
pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu
ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra."
Superando as barreiras denominacionais, multidões de pessoas de todas as nações reúnem-se para
orar a favor de seus países. Percebe-se algumas características comuns durante esses momentos de
oração unida:
- 80 -
• Um profundo quebrantamento e humilhação diante de Deus.
• Arrependimento pelos pecados individuais e coletivos.
• Súplicas a Deus para que cure suas cidades e suas nações.
• Guerra espiritual contra os principados e potestades de determinadas áreas geográficas.
E quais os resultados? Veja este exemplo. Dee Jepsen sentiu que deveria armar uma tenda para orar
e louvar as vinte e quatro horas do dia na alameda do Capitólio. Isso seria feito durante os sete dias
que precederiam a marcha para Jesus. Durante aqueles dias, haveria louvor e intercessão contínuos
diante de Deus a favor daquela cidade e dos Estados Unidos. Uma das coisas mais lindas foi que
nenhum crime aconteceu naquela cidade, isso por que ela é famosa por ter um dos mais altos
índices de criminalidade do mundo. O Senhor promete que sarará a nossa terra se orarmos.
A oração unida tem deixado suas marcas em avivamentos e no crescimento da igreja, como no
caso da Igreja de Yoido, a Igreja do Evangelho Pleno de Seoul, na Coreia, cujo pastor é Paul
Yonggi Cho. Ele escreve o seguinte:
"A Igreja do Evangelho Pleno deve o seu crescimento "* fenomenal à oração e à intercessão.
Nosso povo ora sem cessar. A cada fim de semana mais de dez mil pessoas se encontram na
montanha de oração da igreja para interceder pela salvação de almas, pela igreja e por eles
próprios. A oração é a máquina que move este grande navio que é a Igreja do Evangelho Pleno."2
A Igreja do pastor Cho não é a única a ter montanhas de oração onde as pessoas oram as vinte e
quatro horas do dia. Como seria bom termos lugares assim nos Estados Unidos!
É fácil saber que Deus está chamando o seu povo à oração não apenas no âmbito da igreja local
mas no mundo todo. David Bryant, por exemplo, tem levado por todo o país os "Pactos de oração".
Em meio a essa ação divina há alguns aspectos práticos que precisam ser considerados.
Este capítulo, portanto, oferece algumas orientações e passos práticos quê o ajudarão na escolha de
um líder de oração. Você aprenderá a preparar um envelope com todas as informações que uma
pessoa precisa ter, e também algumas orientações sobre a comunicação eficaz entre o pastor, o
líder organizacional e o líder de oração. São informações que o ajudarão a colocar parâmetros e a
construir salvaguardas que o auxiliarão a prevenir-se de muitos problemas.

Escolhendo um Líder de Oração

A primeira coisa que se faz é escolher um líder de oração. Como uma igreja ou uma organização
escolhe o líder? Nem precisamos dizer que o líder necessita ter uma vida de profunda comunhão
com Deus e de ter o chamado para ser um ministro de intercessão. Eis outras questões que
precisam ser analisadas:
1. É uma pessoa discreta?
2. É uma pessoa de confiança, fiel e provada ministerialmente
nas atividades que anteriormente lhe foram confiadas?
3. A pessoa tem o coração de servo? Qual sua aspiração ministerial? Está disposta a dirigir um
grupo de intercessão e a querer crescer ministerialmente?
4. Ela precisa ser controlada? Certos grupos de oração carecem de maturidade emocional e
dependem totalmente das opiniões do líder de oração. Às vezes, o líder é assim por causa de falsas
profecias ameaçadoras que estimulam o grupo a comportar-se e a submeter-se compulsoriamente,
do contrário, dizem tais profecias, Deus não se agradará deles. Há casos em que o líder de oração
trata a todos com coação levando-os a se sentirem culpados se não orarem. Esquecem-se de que é
do Espírito Santo, a tarefa de convencer as pessoas a orar.
5. Ela é ensinável? Alguns dirigentes são arrogantes e não querem aprender. Felizmente isto
acontece com uma minoria.
6. É emocionalmente equilibrada? O lar do líder de oração precisa estar em ordem. Isto não quer
dizer que uma outra pessoa não possa dirigir o grupo de oração se algum dos cônjuges não é salvo.
Esteja atento aos sinais de amargura ou ira, especialmente quando a conversa gira em torno de
outras igrejas ou ministérios. Velhas feridas podem sangrar afetando o estilo de liderança e o
comportamento com o pastor ou superintendente.
7. É uma pessoa que dedica tempo diariamente para a oração e estudo da Bíblia?
8. Ela sabe corrigir as pessoas de forma amigável, mansa e amorosa, ou é um líder autoritário e
durão?
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9. É dizimista? Creio que isso é fundamental, se bem que alguns consideram o dízimo uma prática
opcional. Por vezes um dos cônjuges não deixa o outro dizimar, argumentando que já dá o dízimo
do tempo.

Diretrizes Básicas

Um líder de oração deve entender, claramente, os objetivos da igreja ou da organização para a qual
trabalha. Habacuque 2:2 diz: "Escreve a visão, grava-a sobre tábuas, para que a possa ler até quem
passa correndo ".
Às vezes, um pastor coloca como líder de oração uma pessoa que não está familiarizada com as
práticas e necessidades de oração da igreja. O pior é quando o pastor pensa que a pessoa que está
na liderança irá conduzir a vida de oração da igreja como ele faz. Isso é raro acontecer. O líder de
oração não precisa imitar os seus superiores; o que importa é andar afinado com as doutrinas da
igreja e seus objetivos.
O que apresento a seguir são normas de trabalho, como numa empresa. São atitudes que a igreja ou
a liderança deveria tomar para informar o líder de oração.
1. Uma declaração de fé e das doutrinas da igreja.
2. Formulário de compromisso. Nele, o líder de oração se comprometerá a ser fiel à liderança
pastoral e à doutrina da igreja ou aos estatutos da organização.
3. Limites de autoridade. A liderança deve especificar nesse documento os limites de autoridade
do líder de oração. Ele está sendo convidado a desenvolver um ministério de oração ou está
limitado a apenas um grupo? Ele pode ensinar a Palavra ao grupo? Pode convidar preletores?
Quantas vezes por semana podem reunir-se? Qual o tempo de duração de cada reunião de oração?
4. Escala de reuniões. Deve constar os dias e horários de reuniões com o pastor ou com a liderança
da igreja.
5. Relatórios do líder de oração. Algumas organizações exigem relatórios escritos do andamento
das reuniões de oração, ou pedem um boletim informativo. Outros grupos são menos formais nessa
área e não exigem tanto.
6. Um testemunho escrito por parte do líder de oração contendo também seus conhecimentos e
objetivos com a oração.

É bom deixar bem claro e de forma escrita suas exigências e expectativas ao líder de oração. Caso
ele se afaste daquilo que juntos concordaram, basta apenas pegar o documento e rever os seus
procedimentos. Isso dá uma certa segurança ao líder de oração.

Comunicação
Quero deixar bem claro a necessidade de um bom canal de comunicação entre o ministério e o
líder de oração. Faz-se necessário entrar em alguns detalhes pois isso pode trazer muita frustração,
especialmente para o intercessor. A velha escola ministerial acha que os intercessores devem
apenas orar. Com isso, os intercessores não são informados das necessidades e decisões da igreja.
Acham que o líder de oração já os ouviu orar a respeito e isso basta como informação. Ou então
não confiam nos seus líderes de grupo sentindo-se vulneráveis diante de pessoas em que não
confiam. Por isso, o líder de oração deve ser alguém em quem o pastor confia plenamente.
Há ocasiões em que o pastor e o líder se comunicam apenas por gestos ou por meias palavras e isso
pode trazer problemas futuros. É o tipo de comunicação ineficaz que só traz desentendimento.
Sempre que viajo costumo participar de reuniões de oração e ouço dos dirigentes coisas, como:
"Cindy, Deus me deu uma palavra de exortação ao pastor e à igreja. O que faço?" Os intercessores
precisam ter um canal de comunicação com a liderança com o qual podem compartilhar seus
sentimentos. Devem sentir-se livres em compartilhar com os líderes sem sentir-se ameaçados por
eles. Por outro lado, um líder de oração não deve chegar para o pastor com o dedo em riste,
dizendo: "Assim diz o Senhor... " O que o líder está ouvindo de Deus deve ser examinado à luz de
informações que lhe são desconhecidas.
É importante que se mantenha clara a comunicação de ambas as partes. Ainda que seja difícil
arranjar tempo para o diálogo no meio de tanta atividade, tanto o líder de oração como o pastor
- 82 -
poderão evitar futuros transtornos. Muitos intercessores jamais se tornariam um Absalão se seus
pastores conversassem com eles.
Sabiamente uma mulher me disse: "Todo compromisso é fruto de um bom relacionamento." Este
princípio vem sendo praticado por muitos líderes. Veja esta observação sobre Alexandre, o Grande:
"Alexandre enfrentou o inimigo nas planícies de Issus, onde era minoria, com um exército
pequeno, na próporção de seis por um. Os feridos se espalhavam por toda parte e sua cavalaria
adquiriu coragem inspirando-se nos valores pessoais de seu chefe.
Depois da batalha, Alexandre visitou os feridos de seu exército e Arrian (cronista grego) nos diz:
'Ele examinou suas feridas, perguntando-lhes como aconteceu, encorajou-os a contar sobre suas
façanhas e até mesmo gabou-se deles.' Alexandre deu um funeral de honra a vinte e cinco de seus
soldados, isentou seus familiares de impostos e fez uma estátua de bronze para cada um deles.
Liderança não é posição, mas relacionamento. A história de Alexandre comprova que é um íntimo
relacionamento e uma ligação amistosa que inspira os liderados a grandes sacrifícios. Tornou-se
famoso por consultar previamente seus oficiais a respeito dos planos de batalha."3
Sem dúvida alguma, o ministério de intercessão exige grandes sacrifícios. Muitas vezes os
intercessores gastam horas em oração e jejum a favor da liderança mas não se sentem como parte
de seus ministérios. Romanos 13:7 diz: "Pagai a todos o que lhes é devido... a quem honra, honra".
Sei de muitos líderes de igrejas e organizações que fazem de tudo para honrar seus parceiros de
oração. Retornei a pouco de uma consulta missionária da qual fui a coordenadora da intercessão
que funcionava vinte e quatro horas por dia. Ali fomos tratados como realeza. Frequentemente,
mencionavam de púlpito o nosso trabalho dando a entender que sentiam os efeitos de nossa
intercessão. Obviamente que aqueles vinte mil participantes foram muito tocados, agradecendo-
nos sempre por nossas orações. Trabalhar assim é um prazer; sentir-se útil e agradecido traz grande
coragem aos intercessores.
Se o líder der apenas uma palavra de apoio aos intercessores eles se sentirão recompensados. Nas
epístolas vemos como Paulo dizia aos discípulos que orava por eles, demonstrando grande apoio
em suas saudações.

Orientações Para os Participantes de Grupos de Intercessão

Dou, aqui, algumas orientações práticas aos grupos de intercessão que ajudarão vocês, os líderes, a
manter ordem durante as reuniões. Recomendo-lhes que utilizem esses critérios ou algumas de
suas variações na formação de um grupo. Distribua cópias desses pontos a cada participante de seu
grupo de intercessão e certifique-se de que entenderam o conteúdo.
1. Siga o líder
Saiba que a pessoa que dirige o período de intercessão, tem autoridade espiritual para isso. Não
tente liderar, ainda que você tenha maior capacitação que o dirigente.
2. Se você não pode seguir o líder....
Caso você perceba que o líder do grupo perdeu o rumo, mesmo assim você não deve assumir.
Fique orando, pedindo que Deus conceda direção ao dirigente. Amarre o inimigo por trazer confu-
são e suplique pelo cumprimento da vontade de Deus durante aquele tempo de intercessão.
3. Ore seguindo o fluir da reunião
O Espírito Santo pode trazer determinadas ênfases à reunião, tais como alegria, silêncio ou choro.
Se você começar a gemer e a chorar copiosamente quando todos os demais estão se regozijando e
rindo você ficou fora do fluir diretivo do Espírito. Caso você sinta que Deus o está conduzindo de
maneira diferente, saia discretamente, ou peça permissão ao líder, e encontre um outro lugar no
qual você fique à vontade.
4. Continue orando e não faça do momento um culto de libertação
Mantenha-se atento ao propósito da reunião: você está na brecha da oração. Satanás gosta de
inverter o propósito divino da reunião através de alguma pessoa do grupo. Caso alguém perturbe a
reunião, designe uma pessoa para ministrar sobre ela num lugar separado. A oração deve continuar.
Se a pessoa em questão precisa de aconselhamento e oração marque uma outra hora, assim você se
manterá fiel aos propósitos da reunião de oração.
5. Ore positivamente
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Orar firmado na Palavra de Deus é uma boa pedida. Muitos grupos de oração não passam de um
bando de fofoqueiros de olhos fechados. Você fica sabendo da vida dos outros... Não lave a roupa
suja de determinadas pessoas durante o tempo de oração. Quando tiver de falar da vida das pessoas
para que os demais intercedam, fale apenas o necessário.
6. Não use o tempo da oração para ficar profetizando uns sobre os outros
Se você receber uma palavra de Deus para alguém do grupo, compartilhe-a no final da reunião.
Caso a palavra sirva de edificação a todo grupo, fale primeiramente com o líder do grupo e deixe
que ele julgue primeiro a palavra.
7. Seja sensível às necessidades de todo o grupo
Isso pode ser feito de diversas maneiras. Não monopolize a reunião fazendo longas e monótonas
orações. Faça orações curtas e dentro do tema. Não fique orando por coisas diferentes daquelas
propostas na reunião. Ouça o que os demais estão dizendo e concorde com eles. Expresse-se no
mesmo volume de voz com o qual o grupo está orando. Se todos estão orando silenciosamente, não
aumente seu volume de voz como se estivesse diante de mil pessoas.
O sinal verbal deve vir do dirigente da reunião. Se o líder aumenta o seu volume de voz ou se
todo o grupo começa a orar fervorosamente em voz alta, então, tudo bem. Procure saber quem está
participando da reunião de oração naquele dia. Alguém poderá se ofender? Por exemplo, você está
sendo muito crítico ou ofendendo alguma denominação enquanto ora? Coisas assim trazem divisão
quebrando a unidade da oração.
8. Olhe para as necessidades do seu próximo e não para si mesmo
Intercessão é colocar-se na brecha a favor de outra pessoa. Entregue-se às necessidades dos outros.
Prefira-os em amor.
9. Vigie diligentemente o seu coração
Examine as motivações de seu coração. Você está orando com espírito crítico ou vingativo? Com
amargura de coração e rejeição? Saiba que tipo de oração você faz e corno você ora.
10. Não fale dos líderes pelas costas
Caso você tenha problemas com o líder de seu grupo, escolha um momento oportuno, fora da
reunião de oração, para conversar com ele. Se não tiver os cuidados necessários, você poderá ser o
causador de lutas e divisões.

Orientações para os líderes de grupos

Há várias maneiras de conduzir reuniões de oração unidas e cada uma delas deve ser precedida de
muita sensibilidade. Eis aqui algumas pérolas que venho colhendo no decorrer dos anos a respeito
da liderança que poderão ser-lhe útil.

A preparação
1. Ore, pedindo que Deus lhe mostre a linha diretiva ou o foco de oração para esse tempo de
intercessão.
2. Busque a vontade de Deus sobre como trazer sua vontade para a reunião. Isso pode incluir:
• Orações de súplicas. Tempo de clamor por necessidades.
• Orações declaratórias. Um tempo durante o qual proclamamos os atributos de Deus em relação
às necessidades apresentadas.
• Louvor intercessório.
• Intercessão profética.
• Orando a Palavra de Deus. Peça que Deus lhe dê um texto bíblico sobre o qual orar e
reivindicar ou dê um texto bíblico a cada participante onde possam basear suas orações.
3. Gaste você mesmo um bom tempo a sós diante do Senhor e procure ter uma vida de perdão em
relação a cada participante do grupo. Peça ao Senhor que lhe mostre qualquer amargura escondida
em seu coração.
4. Converse com o pastor ou o seu supervisor pedindo-lhes, também, orientação e direção.

Momentos da reunião de oração


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Quais as responsabilidades do líder durante a reunião de oração unida? O líder, por natureza, é uma
pessoa responsável. Apresento aqui duas sugestões sobre como levar adiante uma reunião de
oração.
Em primeiro lugar, esteja ciente de que cada pedido de oração foi apresentado diante do Senhor
dando a todos a certeza de que a resposta está a caminho. Quando você tiver paz interior dando-lhe
certeza de que o assunto foi respondido, pergunte aos intercessores se eles têm algo a mais a dizer
ou a orar, ou se receberam alguma palavra do Senhor.
Em segundo lugar, mantenha o grupo em ação e, para isso, há várias maneiras:
1. Desencoraje qualquer tentativa de alguém se tornar "a ovelha líder" usando todo o tempo para
orar sozinho. Veja em perspectiva esses dois gigantes de oração:
"Tomás de Aquino dizia que o importante na oração não é o tempo, mas a frequência com que se
ora. Ele sentia que as orações curtas, mas frequentes, valiam muito mais do que algumas poucas
orações compridas. Dwight L. Moody ensinava sobre a necessidade de se fazer orações curtas, se
bem que reconhecia a necessidade de orações constantes no devocional particular de cada pessoa.
Ele dizia: 'Aquele que ora bastante em particular, ao orar em público será curto e breve.' Moody
dizia que as longas orações em público eram apenas uma demonstração de religiosidade."4
Uma outra razão de se fazer orações curtas é que os mais jovens na fé não têm paciência de ficar
esperando que se termine as longas orações, geralmente ficam vagando em pensamentos os mais
diversos e, pior, sentem-se intimidados. Por não saber orar dessa forma, não oram na reunião. Um
bom líder faz com que todos sintam-se à vontade na oração.
2. Instrua os intercessores a que aprendam a ouvir de Deus com um ouvido e, com o outro, ouvir
os demais. Tal sensibilidade permitirá um bom andamento da reunião sob a direção do Espírito
Santo. Aprendi sobre isto com Joy Dawson durante uma vigília de oração no Urbana 90, um
congresso missionário do qual participei.
3. Procure saber se algum dos intercessores tem problemas de audição. Sendo assim, deve ficar
próximo do líder, ouvindo as instruções e deve estar atento aos demais. Só deve orar quando os
demais pararem de orar.
Enfrentamos uma situação dessas numa vigília de oração há algum tempo. Um missionário que
participava da vigília estava sempre "fora do ar". Ele insistia em ficar orando por seu país em
detrimento dos demais pedidos de oração. Descobrimos, afinal, que ele tinha problemas auditivos e
foi advertido quanto ao problema que estava causando. Depois, integrou-se ao restante do grupo.
É bom pedir às pessoas com voz fraca que não abaixem a cabeça na hora de orar, pois aquelas
pessoas com problemas auditivos se ressentirão, e se "desligarão" da reunião. Pergunte se alguém
tem problemas nesta área "orientando-as como melhor proceder.
4. Ore pelos problemas apresentados. Todos devem permanecer orando sobre o mesmo assunto até
que o dirigente apresente um outro assunto. Se alguém tem um pedido, uma necessidade urgente,
um S.O.S. a fazer, fale com o dirigente. Se você, como líder do grupo, sentir que o momento não é
apropriado, deixe que a pessoa que fez o pedido ore sobre o assunto silenciosamente. Você, como
líder, deve alertar o grupo dos motivos de oração.
5. Se necessário traga alguma correção. Entretanto, evite corrigir uma pessoa publicamente para
que ela não se sinta humilhada. Encontre-se com ela mais tarde. Há pessoas que deixarão
transparecer que não estão a fim de submeter-se à sua liderança. Se, quando confrontadas, não o
ouvirem, busque orientação com o pastor ou com seu supervisor.
Se o assunto em questão não for prejudicial ao grupo, ore ao Senhor, pois quem sabe a pessoa
ouvirá a correção diretamente dele. Isto o aliviará de problemas futuros.
6. Avalie a maturidade espiritual do grupo. Descubra uma maneira de dar "dicas" aos intercessores
de seu grupo, que os ajudarão a entender o que se passa na reunião. Você poderá dizer: "Temos a
alegria de receber a visita de fulano de tal. É a primeira vez que ele participa de uma reunião de
oração como essa." O grupo, imediatamente, tomará as precauções em relação ao visitante. Instrua
particularmente o seu grupo a ouvir suas "dicas".
Algumas igrejas têm dois grupos diversos operando em níveis diferentes. Um dos grupos fica
aberto a pessoas não acostumadas à oração, gente que precisa de ensino e discipulado. Num outro
poderão participar intercessores, pessoas acostumadas à vida de oração; pessoas que gemem e
choram, frequentemente, diante do Senhor. Já vi pessoas amedrontadas abandonarem as reuniões
de oração porque o líder não discerniu o nível de maturidade do grupo. Se uma pessoa começa a
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gemer com dores, como de parto diante do Senhor, procure num determinado momento da reunião
explicar o que aquilo significa. Sempre é bom ter à mão um folheto de instruções, explicando o
que é chorar, gemer, lutar, rir, etc., diante do Senhor.
Como líder de grupo ou participante, creio que você ficará empolgado com o poder da oração
unida. Pode levar tempo até que um grupo flua concordemente, mas, com paciência e muita
oração, seu grupo trará um forte impacto no Reino.
. Donald G. Bloesch, The Struggle ofPrayer (A luta da oração). Colorado Springs, Col.: Helmer &
Howard, 1988, p. 89.
. Paul Yonggi Cho, Oração, A Chave do Avivamento. Belo Horizonte, MG: Editora Betânia, 1986.
. Lawrence M. Miller, Barbarians to Bureaucrats (Dos bárbaros aos burocratas). New York, N.Y.:
Balantine Books, 1989, pp. 44,45.

CAPÍTULO 15

Vigílias e Caminhadas de Oração

"Guarda, a que horas estamos da noite?" (Is 21:11)


No decorrer dos anos, temos visto um sem número de vigílias de oração, com propósitos os mais
diversos, acontecerem em toda parte do mundo. São vigílias intensas, concentradas num só
objetivo que é um avivamento mundial. Rees Howells dirigiu muitas dessas vigílias durante a
Segunda Guerra Mundial. Durante cem anos os moravianos oraram intensamente na antiga
Saxônia (atual Alemanha). Em algumas daquelas grandes vigílias prolongadas havia um grupo de
vinte e quatro homens e vinte e quatro mulheres que se revezavam em oração contínua.
Douglas Thorson, em seu livro Prayer and Revival (Oração e avivamento), descreve uma grande
vigília que teve lugar perto do ano 1.600. Cerca de três mil crentes residentes em quatorze
diferentes vilas foram treinados por John Eliot a orar, no que ficou conhecido como "índios que
Oram". "Eliot os ensinou a separar dias ou fazer festas solenes", diz Thorson, "para ficarem diante
do Senhor com ações de graça, louvor, jejuns, oração com muito fervor de espírito e na
demonstração de uma vida piedosa." '
Uma vigília de oração pode adquirir diferentes formas, quanto ao conteúdo e tempo de duração.
Algumas igrejas têm "cabines de oração" onde uma pessoa ou um grupo pode passar a noite
orando. Em outras, o local fica aberto as vinte e quatro horas do dia para que as pessoas entrem e
comecem a orar.
As vigílias de oração são importantes porque Deus pode usar todos os diferentes dons e todo o tipo
de súplica para expressar o que está em seu coração. Fico impressionada com o que ouço durante
as vigílias de oração. As pessoas oram, expressando suas necessidades pessoais e sua vocação
espiritual. Tenho uma amiga envolvida nas esferas governamentais. Ela ora, fervorosamente,
pedindo que Deus levante bons líderes na esfera do governo. Já um pastor, quando ora, dá ênfase
ao bom andamento da igreja. Os evangelistas, por exemplo, oram a favor do mundo perdido!
A intercessão unida é o cumprimento da ordem de l Tessalonicenses 5:17 que diz: "Orai sem
cessar. "2 Ninguém pode orar durante vinte e quatro horas, mas uma equipe pode! Pense no poder e
na autoridade de uma equipe chamada pelo Senhor para orai-as vinte e quatro horas. Quanto poder
é liberado, quando os irmãos concordam em oração durante todo o dia!
Falei, anteriormente, sobre a vigília de oração que realizamos durante o II Congresso Mundial de
Evangelização em Manila, nas Filipinas. Tive o privilégio de fazer parte da equipe e adquiri muita
experiência. Peter Wagner, o idealizador da vigília, chamava-a de "Usina Nuclear Espiritual". A
equipe era formada de gente de todas as denominações, mas na hora de orar, tínhamos grande
unidade. Descobrimos que, apesar de nossas diferenças doutrinárias, quando orávamos, elas
desapareciam. Na realidade, nossas diferenças eram apenas na semântica. Depois de dez dias
juntos, Deus nos ligou com cordas que não se rebentam!
Mais adiante, vou ensinar como realizar uma vigília de oração; antes, porém, quero testemunhar
alguns dos resultados da vigília de oração do congresso de Lausane.
Nossa primeira missão era orar por um grupo de setenta russos que foram ao congresso. O governo
soviético dera-lhes a permissão de sair do país, mas as autoridades filipinas não queriam lhes dar
os vistos de entrada. Os russos estavam detidos no aeroporto esperando uma decisão do governo.
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Reunimo-nos para trazer o assunto diante do Senhor, até que um intercessor, Paul, compartilhou
seus sentimentos achando que o governo filipino não queria dar os vistos por medo e inimizade em
relação à União Soviética. Eles queriam que os russos fossem embora! Aí estava o problema!
Concordamos com o que ele disse, pois afinal, os russos impuseram grandes prejuízos aos filipinos
e agora Satanás usava este problema histórico para impedir a entrada dos pastores russos.
Enquanto Paul falava, o Senhor mostrou a estratégia que deveríamos usar para quebrar o poder
satânico que detia os russos no aeroporto. Uma das intercecessoras presentes era russa e ela pode-
ria pedir a Deus e ao povo filipino que perdoasse os comunistas russos por tudo o que haviam feito
no passado. Logo a seguir, um dos filipinos, ali presente, retribuiria o pedido de perdão em nome
do povo das Filipinas. E foi isso o que fizemos. Numa atmosfera carregada de poder, aquela irmã
russa e o filipino se abraçaram chorando, confessando os pecados de suas nações e perdoando-se
mutuamente. O grupo, então, tomou autoridade sobre os espíritos de medo que atacavam as
autoridades aeroportuárias e declarou que o Senhor haveria de abrir definitivamente as portas do
Evangelho na Rússia.
No dia seguinte, chegou a notícia de que haviam conseguido os vistos. Quanto nos regozijamos em
Deus quando aqueles irmãos vieram compartilhar conosco sobre a bondade e a misericórdia do
Senhor! Depois do congresso, aqueles irmãos levaram sessenta cópias do filme Jesus e, também,
projetores para a União Soviética. Aqueles filmes trouxeram grandes resultados naquele país.
E se não tivéssemos uma vigília permanente de oração? Oramos por eles durante três dias! Se não
tivéssemos orado, certamente não teriam conseguido os vistos. As vigílias de oração são um meio
eficaz de trazer a vontade de Deus à Terra.
Depois de falar sobre a escala de oração e dos membros da equipe, gostaria de trazer alguns pontos
práticos sobre como começar uma vigília permanente de oração. São experiências adquiridas
naquela vigília de oração e de outras vigílias que fizemos antes de Manila.

Escala de Oração e os Membros da Equipe

Naquelas quatro vigílias, cada intercessor recebeu sua escala de oração. Alguns líderes fazem uma
escala com períodos que variam de duas, três e quatro horas. Acho que duas horas é um tempo
muito curto. Quando você começa a esquentar e a ter comunhão com os demais, seu tempo
termina. Quatro horas é muito tempo. Qualquer pessoa se esgota depois de orar tanto tempo.
Agora, três horas é o tempo ideal. Três horas é até bíblico já que os judeus costumavam orar três
vezes ao dia - às nove da manhã, ao meio-dia e às três da tarde. Os judeus dizem que Abraão teria
instituido o primeiro horário; Isaque, o segundo; e Jacó, o terceiro. A hora nona (três da tarde) foi a
hora em que Cristo morreu na cruz e o véu do Templo rasgou-se de alto a baixo (Mt 27:45-51).
O tamanho da equipe pode variar. Peter Wagner forneceu-me a seguinte observação a respeito dos
membros de uma equipe:
"Deveria haver pelo menos oito ou nove intercessores em cada turno. Para que a vigília ande nor-
malmente, você deve ter de trinta e duas a cinquenta pessoas na equipe. Com isto, se alguma
pessoa precisar sair por uma razão qualquer, tudo continuará bem. Cada intercessor irá orar dois
períodos de três horas, durante as vinte e quatro horas."
Numa de nossas vigílias tivemos apenas vinte e quatro intercesores e, mesmo sendo uma ótima
equipe, muitos tiveram de orar três turnos de três horas cada, o que os deixou física e
emocionalmente exaustos. Lembre-se: esses intercessores ficam acordados noite e dia em oração.
Alguns não conseguem dormir direito depois de seus turnos. Fiquei tão empolgada com o que
aconteceu em Lausane que enfrentei um turno de oração de vinte e quatro horas e adoeci por causa
de minha imprudência. Uma irmã sabiamente me disse: "Cindy, quando você quebra as leis da
física que Deus estabeleceu no universo, seu corpo físico também quebra. Muitas vezes a coisa
mais espiritual a fazer, é descansar."
Além de ter uma escala de horários e definir o tamanho da equipe você precisa também ter uma
liderança plural responsável e orientações práticas para que a vigília tenha pleno sucesso.

Liderança
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É necessário ter uma boa liderança. A liderança de uma vigília de oração deve ter um coordenador
de equipe, um administrador de equipe, um contato (mediador) e capitães de oração. Vejamos cada
um deles

Coordenador de Equipe
É quem promove a vigília. Sua responsabilidade é:
• Escolher a equipe de oração.
• Delegar capitães para cada turno.
• Escolher o material a ser utilizado.
• Providenciar a estrutura completa dos turnos.
• Ficar disponível para resolver qualquer problema que surgir.
• Deve levar as necessidades surgidas emergencialmente ao conhecimento do líder de turnos.
• Cobrir os turnos ou delegar outras pessoas se o capitão do turno tiver que deixar a reunião.
• Levar informações e dados à conferência na primeira hora da manhã.

Administrador de Equipe
É a pessoa que ajuda o coordenador com os aspectos práticos da vigília. É de sua responsabilidade:
• Enviar as cartas-convites.
• Prover o material que será usado a pedido do coordenador.
• Distribuir os formulários com a escala de horário a ser escolhida por cada participante (dois
turnos de três horas dentro de vinte e quatro horas).
• Arrumar o transporte para o grupo.
• Fazer as provisões de água e suco para a sala de oração.
A desidratação é um perigo iminente quando se ora por muito tempo. Enquanto falamos, nosso
corpo perde líquido. Isso também acontece quando oramos durante muito tempo.
Caso a vigília tenha lugar durante uma conferência, ele deve fazer o seguinte:
• Ter um intermediário, um contato entre o líder da conferência e a equipe de oração.
• Fornecer um relatório do que se passa na reunião dos intercessores ao líder da conferência.

Contato
Sua função é a de mediar a conferência e a sala de oração e não precisa ser, necessariamente, a
mesma pessoa. O que faz um mediador?
• Entrega os relatórios dos intercessores ao líder da conferência.
• Leva relatórios do líder da conferência para os intercessores. São pedidos de oração ou notícias
de respostas às orações.

Capitão
O capitão é aquele que conduz a reunião dos intercessores durante um dos turnos. Apresento, a
seguir, algumas orientações para a escolha dos capitães e suas responsabilidades.
• A escolha de um capitão obedece as mesmas regras da escolha de um líder de oração conforme
descrevi anteriormente. O coordenador da equipe deve seguir aquelas orientações como
parâmetros de seu trabalho.
• Depois de escolhidos e selecionados pelo coordenador da equipe, devem ser orientados quanto
ao trabalho que
terão pela frente. Eles devem saber como deve ser feita a troca de horários, os objetivos da vigília,
sobre o que vão
orar, etc.
• Os capitães poderão escolher dentre os intercessores alguém que os ajude. Sempre que um
capitão estiver impedido de cumprir seu horário, ele deve comunicar tio coordenador e trocar de
turno com outro capitão.
• Os capitães de oração precisam ter o que chamo de elasticidade e flexibilidade!

Orientações Práticas

Estrutura física
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Apresento, a seguir, algumas questões de logísticas que precisam ser levadas em consideração:
• Se a vigília de oração for realizada durante uma conferência, os intercessores bem como o lugar
onde vão orar deveriam ficar no mesmo hotel dos palestrantes. Isso facilita a comunicação entre
eles. Os intercessores poderão orar com os palestrantes se esses assim o desejarem antes de saírem
para a conferência.
• Deve haver um telefone à disposição para aqueles que desejarem pedir orações. Alguém ficará
encarregado de atender o telefone para que o tempo de intercessão não seja interrompido. Essa é
uma tarefa para o contato. Não é aconselhável ter o telefone na sala de oração pois distrai os
intercessores.
• Providencie um quadro para escrever os pedidos de oração e os anúncios.
• Consiga um mapa mundial.
• Consiga várias cópias do livro Operação Mundial de Patrick Johnstone.

Enfoques da vigília de oração


E importante manter o objetivo da vigília, e os capitães de turnos devem estar cientes de tudo. Veja
aqui algumas sugestões:
• Comece cada turno com um tempo de louvor e adoração.
• Pode-se incluir um breve ensino da Palavra de Deus que não ultrapasse quinze minutos; afinal,
o propósito da reunião é orar e não estudar. Todo ensino deve ser feito tendo em vista os objetivos
do encontro.
• Apresente os novos membros da equipe e deixe-os dizer uma ou duas frases de apresentação.
• Pode-se ficar orando de joelhos pelo mundo, utilizando o livro Operação Mundial como fonte
de informações.
• Antes de trocar os turnos, termine o tempo de intercessão com louvor e adoração.

Formando a equipe
A chave para que uma vigília de oração tenha sucesso é a unidade entre os membros da equipe.
Quero dar algumas orientações sobre como criar um ambiente de unidade entre todos.
• É necessário separar um tempo para orientar e estabelecer parâmetros para todo o grupo. Todos
devem saber quem deve e quem não deve entrar na sala de oração.
• Deve-se fazer uma agenda da escala de horários e de reuniões que fique à disposição de todos.
Quando a vigília for realizada durante uma conferência, todos os membros de todos os turnos
devem reunir-se no primeiro turno com o fim de estabelecer os alvos de oração. Todos devem
comparecer ao turno final. É um tempo de alegria e confraternização pelas vitórias alcançadas.
• Nessa primeira reunião de orientações gerais, todos os membros da equipe devem ter uma
oportunidade de falar e compartilhar o que Deus lhes tem falado a respeito da conferência.

• Se for oportuno, participem juntos da ceia do Senhor.


• Celebrem o final da vigília com um jantar de confirmação. O que é um jantar de confirmação?
Esse é um tempo quando os membros da equipe descrevem o que de melhor apreciaram nos
demais irmãos durante o tempo em que estiveram juntos.
• Refeições comunitárias, quando possíveis, são meios efetivos para estabelecer uma boa equipe.
Sempre é bom fazer uma refeição com os preletores e pessoas pelas quais estão intercedendo, pois
isso anima o grupo a seguir adiante.

Outras Considerações Sobre Vigílias de Oração

O primeiro dia, geralmente, é ocupado com questões logísticas do encontro. Um intercessor deve
estar presente na hora das inscrições e orar por todos que estão chegando e pela lista de inscritos.
No Urbana 90, vinte mil estudantes inscreveram-se sem qualquer contratempo. Que milagre!
Às vezes precisamos orar pelo clima. Esse é um tema que deve ocupar nossa atenção antes das
reuniões. Tivemos duas grandes batalhas de oração contra a fúria da natureza que queria se abater
sobre nós. Numa delas, em Manila, um tufão formou-se, crescendo em nossa direção. Já durante o
Urbana 90, havia a possibilidade de uma grande nevasca. O tufão perdeu força, e a nevasca nunca
chegou!
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Deixe-me compartilhar a respeito da nevasca. Num dos turnos de oraçã, o durante aquela
conferência, foi-nos solicitado que intercedêssemos pelo clima. A meteorologia previa de quinze a
vinte centímetros de neve no dia seguinte e, caso acontecesse, muitos estudantes não chegariam
para a conferência e muitos voos seriam cancelados. Eu estava encarregada de dirigir o grupo
aquela noite e fiquei compelida a orar pela situação.
Ficamos diante do Senhor, buscando saber sua vontade quando uma das intercessoras, Sandy
Grady, viu, numa visão, um mapa. Nele, ela podia ver uma corrente de ar quente empurrando a
massa fria para o norte de Urbana, no estado de Ilinois. A neve não caiu, apenas choveu. Não
causou-nos surpresa ver a previsão meteorológica na televisão, no dia seguinte, mostrando um
mapa exatamente como nossa irmã viu enquanto orava.
Nas vigílias realizadas durante as conferências, os palestrantes são muito abençoados quando vêm
à sala de oração, especialmente aqueles que têm assuntos delicados a compartilhar. Muitos dos
pregadores do congresso de Lausane receberam ministração profética, pela primeira vez na vida e
ficaram admirados de como Deus ministrou-lhes ao coração de forma tão íntima. A fama se
espalhou, e agora todos querem dar uma chegadinha na sala de oração buscando um tempo de
refrigério em Deus.

Recomeçando

Esta seção deveria intitular-se "Como descer do monte sem cair" e se refere à experiência pós-
vigília. Quero apresentar algumas considerações que o ajudarão no dia seguinte à vigília de oração.
• Saiba que você não é a mesma pessoa de antes. Deus moldou você, alargou sua visão e,
possivelmente, deu-lhe uma nova direção ministerial.
• Não pense que todo mundo irá entendê-lo e nem procure ser compreendido. Busque no Senhor
o que compartilhar. Mateus 7.6, diz: "Não... lanceis ante os porcos as vossas pérolas, para que não
as pisem com os pés, e, voltando-se, vos dilacerem". Não estou chamando ninguém de porco, só
que o princípio é válido. Algumas das coisas que aconteceram com você são santas, e você poderá
compartilhá-las com umas poucas pessoas. Por outro lado, nem sempre é possível compartilhar
tudo o que sentimos. Você mesmo terá que ter tempo para assimilar tudo o que ouviu e aprendeu!
• Não se deixe dominar pelas emoções. Você, provavelmente, participou de momentos muito
íntimos, cheios de amor. É possível que esteja retornando a um ambiente difícil e não tão amoroso.
Fique alerta quanto às suas reações. Agarre-se à Palavra e leve todo pensamento cativo à Palavra
de Deus.
• Meu esposo Mike experimentou algo assim. Ficou "balançando" depois que retornou da
Argentina. Ele participou de cruzadas onde milhares de pessoas se converteram, com muito poder
e milagre! No primeiro dia de trabalho andava de um lado para o outro, cabisbaixo, com uma cara
comprida. Quando lhe perguntei o que estava acontecendo, ele foi logo dizendo: "Que dia!
Nenhum salvo, nenhuma pessoa liberta, e ninguém ficou curado!" Felizmente ele se deu conta do
que estava acontecendo e contornou o problema.
• Cuidado com os coices do diabo. Peça aos intercessores que orem por você durante as duas
semanas seguintes. Algumas pessoas são atacadas tão rapidamente que nem percebem o que lhes
ocorreu. Continue fortalecendo-se pela oração contínua. Viva uma vida de louvor e delicie-se com
o que Deus tem de melhor para você!

Caminhadas de Oração

As caminhadas de oração são uma forma de oração unida que leva os intercessores diretamente à
frente de batalha, geralmente a uma casa ou à vizinhança. John Dawson fala sobre como guerrear
nos bairros através das caminhadas de oração em seu livro Reconquiste Sua Cidade Para Deus.
John foi morar num bairro multirracial de Los Angeles cheio de gangues violentas e tráfico de
drogas. Ele diz:
"Alguns anos atrás, eu e o pessoal de nosso escritório fizemos uma caminhada de oração pelo
bairro. Saímos pelas ruas, parando em frente de cada residência e, em nome de Jesus,
repreendemos a obra de Satanás naquelas famílias. Depois disso, continuamos orando por todos.
Ainda há muita coisa a ser feita, mas já temos evidências de algumas mudanças sociais,
- 90 -
económicas e espirituais no lugar. Há momentos em que me sinto quase esmagado pela opressão
demoníaca aqui existente. Já recebi uma ameaça de morte e, certo dia, encontrei os pneus do meu
carro retalhados. Sempre que via uma casa desabitada e fechada com tábuas, jovens
desempregados e famílias se separando, sentia forte depressão. Mas tomei a deliberação de não
fugir do problema.
Hoje já existem pelo menos nove famílias crentes no quarteirão onde moro, e sentimos de forma
tangível a paz do Senhor. O bairro não está mais se desintegrando. Os moradores revelam interesse
em consertar suas casas, e um sentimento de comunidade está-se formando, a partir das famílias
crentes."3
As marchas de oração estão por todo o mundo. Grahan Kendricks já reuniu cerca de 150 mil
pessoas numa marcha na Inglaterra. Algumas igrejas fazem desfiles no Natal distribuindo folhetos
pelas ruas, como é o caso de uma igreja em Hemet, na Califórnia. Josué 1:3, diz: "Todo lugar que
pisar a planta do vosso pé vo-lo tenho dado... " Nas marchas, reivindicamos a terra para o
Evangelho e fixamos os limites da cidade. Enquanto você caminha está tomando de volta a terra
das mãos do inimigo.
As caminhadas de oração não se limitam ao aspecto geográfico apenas. Você pode caminhar pela
terra em oração declarando determinadas regiões sob o senhorio de Cristo. Foi isto o que fizeram
um grupo de pastores e líderes da região de San Nicolas e Rosário na Argentina que se reuniram
numa conferência de Evangelismo de Colheita em Vila Constitución.
"O tema era batalha espiritual. A descoberta de que 109 cidades num raio de 100 quilómetros do
local onde estávamos não tinham uma congregação evangélica levou-nos a tomar uma posição.
Descobrimos também que a cidade de Arroio Seco era o 'trono de Satanás' em toda a região. Há
anos um curandeiro conhecido como Meregildo, trabalhava naquela cidade. Ele se tornou tão
famoso e realizou tantas curas que vinha gente de outros países a Arroio Seco buscando ajuda.
Antes de morrer passou seus poderes a doze discípulos. Por três vezes a igreja se estabeleceu
naquela cidade e foi fechada pois havia muita oposição espiritual.
Depois de vários dias estudando a Bíblia e orando concordantemente, os pastores colocaram toda a
área sob a autoridade de Cristo. Alguns foram até Arroio Seco. Em pé, diante da sede onde os
seguidores de Meregildo se reúnem, enviaram uma mensagem ao diabo afirmando que aquela
região seria, de agora em diante, território de Deus e que muitas pessoas se converteriam ao
Evangelho de Jesus Cristo. Afinal, disseram eles ao diabo, a igreja agora estava unida em Cristo.
Menos de três anos depois, oitenta e duas daquelas cidades têm uma igreja evangélica e alguns
dizem que em todas aquelas cidades ou há uma igreja ou pelo menos uma família evangélica."4
Vou escrever mais extensivamente sobre o tema de guerra espiritual no capítulo seguinte. Agora,
entretanto, vamos nos deter apenas em apresentar algumas orientações práticas sobre caminhadas
pela cidade. Tais orientações podem ser usadas por pessoas individualmente ou por grupos de
intercessão.
Antes de começar a caminhada, vista o equipamento apropriado para a batalha, assim como se
vestiria apropriadamente para outras ocasiões. Detenha-se um instante, ore a Deus e antes de sair
porta a fora vista-se da armadura de Deus. Peça ao Senhor que proteja sua casa, família e a você
mesmo de acordo com o Salmo 91. Declare a vontade de Deus enquanto caminha. Você precisa
exercitar-se espiritualmente todos os dias da mesma forma como se exercita fisicamente. Estas
caminhadas o ajudarão duplamente: você se exercitará no espírito e o seu corpo ficará em plena
forma.
O que apresento, aqui, é apenas um ponto por onde começar e não uma fórmula rígida. O Espírito
Santo o guiará à medida que você caminhar pela vizinhança. Comece com uma oração assim:
"Pai, eu te louvo pela minha vizinhança. Eu a reivindico para Jesus Cristo. Hoje eu ergo bem alto
a bandeira do Senhor sobre o meu bairro. Pai, que toda a vizinhança se converta ao Senhor Jesus
Cristo. Assim como fez Josué, cada lugar onde pisar a planta do meu pé eu coloco sob a autoridade
do reino de Deus. Pela fé, assim como os israelitas colocaram sangue do cordeiro sobre suas portas
e janelas, eu coloco o sangue do Cordeiro de Deus sobre este bairro.
Senhor Jesus, perdoa o pecado dos meus vizinhos. Na tua Palavra está escrito que 'se de alguns
perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; se lhos retiverdes, são retidos' (Jo 20:23). Por isso, eu
te peço agora que perdoes o pecado de minha vizinhança (Caso haja algum tipo de pecado em seu
bairro tais como brigas, crimes, rancor, amor ao dinheiro, religiões falsas, drogas etc., peça perdão
- 91 -
especificamente a Deus por cada pecado). Senhor, por favor, cure os habitantes deste bairro de toda
rejeição e ódio, do egoísmo, racismo, etc." (Depois de remir os pecados do bairro, proclame o
senhorio de Jesus Cristo à sua vizinhança).
Caso você perceba alguma área onde os demónios costumam atacar e agir, não os enfrente
sozinho; peça ajuda a outros irmãos que caminharão e orarão com você. Certifique-se de que não
haja pecado conhecido em sua vida quando você caminhar orando pelo bairro.
Peça a Deus que lhe mostre os pecados específicos do bairro que dão direito ao diabo de
estabelecer suas fortalezas. Se é uma fortaleza de feitiçaria você deverá jejuar antes de sair
amarrando os demónios; o mesmo deve ser feito em relação à Nova Era. Muitas vezes isso requer,
como aconteceu com Jesus no deserto, muito clamor e oração.
Caso haja em seu bairro uma casa de artigos religiosos, ore para que caia a cegueira dos olhos dos
proprietários e dos consumidores.
Amarre o espírito de feitiçaria que opera nessas pessoas e reivindique-as para o reino de Deus.
Lembre-se de que não estamos lutando contra carne e sangue e sim contra os principados e
potestades que operam através dessas casas de artigos religiosos. Não meça os resultados por
aquilo que você ouve ou vê. Cada oração que você faz é eficaz; é como uma sementinha plantada
na terra. Continue a irrigá-la com suas orações e ela certamente frutificará. Reivindique a promessa
de que toda ferramenta preparada contra a vizinhança não prosperará. Marque divisas ao redor das
casas e da sua própria casa pelo sangue do Cordeiro conclamando ao diabo
que fique longe dali.
Ore a Deus para que a vizinhança conheça os seus propósitos. Se são ricos, declare que a riqueza
deles será revertida a favor dos justos. Ordene ao diabo que pare de cegar os seus olhos, impe-
dindo-os de ver a Luz.
Alguns bairros estão se desintegrando por causa de um espírito de morte que ronda suas ruas.
Semeie textos como o do Salmo l sobre o bairro. Quebre o poder da morte e declare que a
ressurreição de Jesus Cristo está vindo sobre o seu bairro.
Recite textos das Escrituras à medida que você caminha. Confie em Deus, pedindo-lhe um texto
específico para cada casa. Pergunte a Deus por quais quarteirões você é o responsável. Geralmente
as pessoas idosas sentem-se muito solitárias. Ore pedindo a paz de Deus para elas.
Procure visitar as pessoas idosas que moram sozinhas. Se seu país é rebelde, proíba a rebelião de
entrar em seu bairro. Amarre o inimigo, impedindo-o de agir por meio do tráfico de drogas,
pornografia ou prostituição e ore para que tudo o que estiver oculto seja revelado. Se a vizinhança
não se conhece, ore para que venham a se conhecer. Acima de tudo, ore para que o Evangelho de
Jesus Cristo entre em cada casa.
Deus poderá convocá-lo para orar numa caminhada de intercessão ou numa vigília de oração.
Lembre-se de que, como Adão, Deus colocou você na sua vizinhança para cuidar dela e protegê-la.
. Douglas Thorson, Prayer and Revival (Oração e avivamento). Seattle, Wash.: Intercesors for
America, 1989, p. 7.
. Dick Eastman define o que é orar sem cessar pelas pessoas: "A explicação sem cessar vem do
grego adialeiptos, uma palavra muito comum na Grécia antiga que descreve alguém que tosse
continuamente. Uma pessoa não planeja a que hora vai tossir, e tosse sempre que necessário. A
necessidade motiva a resposta." Dick Eastman, Love on Its Knees (Amor sobre os
joelhos)Tarrytown, N.Y.: Chosen Books, 1989, p. 65.

CAPÍTULO 16

Possuindo as Portas do Inimigo

"A igreja tem, em suas mãos, o poder de decidir sobre os assuntos mundiais... Ainda hoje, o mundo
lateja devido ao poder da intercessão usado de forma ampla, pois a igreja que ora decide, na
realidade o curso dos eventos.'" (Paul Billheimer)
Em julho de 1990, caíram estrondosamente os muros que dividiam as nações. Sem dúvida alguma,
isso foi resposta às intercessões do povo de Deus. O Evangelho, então, começou a ser proclamado
abertamente, surpreendendo até mesmo os mais fortes guerreiros de oração. Andando na crista dos
- 92 -
acontecimentos, sete mulheres entre as quais eu também me incluo, fomos à União Soviética
ministrar às mulheres russas, interceder por elas e ajudá-las espiritualmente.
Num dos últimos dias ali, três de nós, Bobbye Byerly e Mary Lance Sisk e eu, decidimos distribuir
folhetos em russo antes de retornarmos aos Estados Unidos. Orar e distribuir folhetos na Rússia
parecia algo de outro mundo. Eu me detive a um quarteirão da Praça Vermelha mas as outras duas
atravessaram a rua e foram até lá distribuir folhetos.
Quando as alcancei uma delas disse: "Cindy, ninguém pega nossos folhetos." Fiquei admirada já
que em todo o lugar por onde andamos as pessoas pegavam ávidas e apressadamente os nossos
folhetos sem jogá-los fora. Aqui era o contrário. Fiz uma experiência e, de fato, ninguém pegava os
folhetos nem mesmo olhavam para nós. Passavam com as cabeças erguidas ignorando nossa pre-
sença. Foi então que orei: "Senhor, qual o problema?" Imediatamente veio-me à mente o texto de 2
Coríntios 4:4 que diz: "... o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes
não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus ".
Seria isso o que acontecia na Praça Vermelha? Estaríamos dentro de um território onde um espírito
governava a Praça Vermelha cegando o entendimento das pessoas? Juntamo-nos as três e
começamos a orar ordenando ao diabo que largasse aquelas pessoas. Ordenamos que toda a
cegueira espiritual caísse por terra e que as pessoas estivessem abertas e recebessem o Evangelho.
Separamo-nos e, em poucos minutos, nossos folhetos acabaram. Um grupo de pessoas do qual me
aproximei queria mais folhetos mas todos haviam sido distribuídos. Depois que oramos, o diabo
não pôde mais controlar aquelas pessoas; tomamos posse do território que Satanás controlava.
Quando refletimos sobre o que aconteceu, fizemo-nos muitas perguntas: "Somos nós quem temos
de tomar a ofensiva contra o inimigo? Não deveríamos ficar esperando que ele nos encontre? O
que o Novo Testamento diz sobre os principados e potestades? O que são espíritos territoriais?
Jesus guerreou contra espíritos superiores das trevas? Temos como comprovar biblicamente esse
movimento de guerra espiritual no que diz respeito às potestades satânicas? E o que dizer do
ensino de que podemos derrubar as fortalezas do mal? Caso a resposta seja positiva, como agir
equilibradamente e em segurança?"
Essas e outras questões incomodaram-me nos últimos cinco anos depois que o Senhor me chamou
para ser uma líder estratégico de guerra espiritual em muitas nações. As perguntas precisam ser
respondidas. Em primeiro lugar, quando esse tema entra em discussão, temos de nos lembrar de
que estamos apenas começando a entender como tomar nossas cidades para Deus. Ainda que
ensine sobre este assunto e me envolva na liderança de grupos de intercessão em outros países
ensinando-os a guerrear, não me considero uma especialista sobre guerra espiritual, como se dela
entendesse tudo.
De uma coisa tenho certeza: guerra espiritual é um assunto interessante e o diabo não quer que
saibamos muito sobre ele. Orar pelas cidades, províncias, por nações e cidades requer um grande
conhecimento e tem muita gente criando confusão e se metendo em problemas enquanto outras
pessoas estão agindo corretamente. Espero que este capítulo seja de grande ajuda àqueles que têm
o chamado de Deus de orar por suas cidades e por seus países. O Salmo 2:8 é um grito aos ouvidos
dos intercessores: "Pede-me, e eu te darei as nações por herança e as extremidades da terra por tua
possessão ".
Lutamos uma guerra santa, resgatando vidas! Nossa luta acontece nas regiões celestiais e o inimigo
que enfrentamos é cruel, ladrão e destruidor: um estrategista pervertido que luta contra os
propósitos de Deus. Ele é um inimigo que minou as leis do reino da luz estabelecendo aí seus
domínios, utilizando como sua melhor arma a passividade dos crentes. Enquanto ficamos ocupados
cuidando dos assuntos internos da igreja, ele fica livre para se ocupar das nações do mundo.
Felizmente, um número incontável de crentes vem se despertando para o fato de que devemos
alcançar os perdidos. Um grande exército de intercessores passou a usar uma linguagem de guerra
e de termos militares. S.D. Gordon, um pastor que viveu na virada do século, falou a respeito disto,
dizendo:
"A oração é a maior arma colocada nas mãos do homem e só podemos definir o que é oração
usando termos de guerra. Qualquer termo de paz é inconcebível numa definição de oração. A Terra
está em prontidão de guerra, sitiada por forças de ocupação. Assim, somente os termos de guerra
poderão definir o que é oração.
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Da parte de Deus, a oração é a comunicação entre Deus e seus aliados numa terra inimiga. A
verdadeira oração move-se em círculo. Começa no coração de Deus, atravessa o coração humano,
circunda a terra onde a guerra se trava e volta ao coração de Deus, o começo, atingindo seu
propósito girando em círculo descendente".
Este capítulo visa encorajar os "militantes", ensinando-os a derrubar as fortalezas que impedem as
nações de ouvir o Evangelho. São muitos os aspectos da batalha espiritual, e são também muitos os
livros escritos a respeito. Senti que deveria me ocupar em escrever sobre as guerras nas altas
esferas espirituais, batalhas travadas com a cúpula espiritual que controla regiões e nações,
impedindo-as de vir a Cristo.
Temos uma descrição dessa batalha espiritual em 2 Coríntios 10:3-4: "Porque embora andando na
carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim
poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas ".
Conquistando o espaço de nossas cidades, passamos a controlar também as áreas física, política e
espiritual da cidade. Afinal, o governo dessas áreas é estabelecido nos céus e não na Terra. Quando
penetramos nas trevas que pairam sobre nossas cidades, a luz de Deus encontra espaço para nelas
entrar. Efésios 3:10, diz: "Para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne
conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais ".
A igreja, que somos nós, deve manifestar a multiforme sabedoria de Deus aos principados e
poderes que governam nossas cidades!
Quem são esses principados e potestades? Temos na Bíblia apenas vislumbres de quem são e o que
fazem. Alguns dizem que é para não ficarmos impressionados com o alto nível espiritual destas
entidades. Concordo que há um perigo iminente de se ficar fascinado, ocupando-nos apenas com
eles. Mais adiante, ofereço algumas salvaguardas. Contudo, quero antecipar que não deveríamos
nos interessar muito por eles nem deles ter medo. Nada nos deterá em conquistar terreno para o
reino de Deus (Mt 11:12).
Há e haverá muitos conflitos sobre esse ensino de guerra nas altas esferas espirituais. Devemos
colher os bons frutos do ensino e não ficar julgando somente porque alguém ensina diferentemente
de nós. Em Marcos 9:38 temos: "Mestre, vimos um homem que, em teu nome, expelia demónios, o
qual não nos segue; e nósjho proibimos, porque não seguia conosco". O que o inimigo mais quer é
dividir as opiniões a respeito de metodologia.

A Hierarquia Invisível

A Bíblia fala de dois reinos que estão permanentemente em conflito: o reino de Deus e o de
Satanás. No reino de Deus os anjos são mensageiros enviados àqueles que herdarão a salvação
com o fim de estabelecer a vontade de Deus no universo (Hb 1:14). Já os anjos caídos são
emissários do diabo, enviados para estabelecer o seu reino de trevas. Como pretendem tais anjos
ocupar-se das trevas e que direito legal eles têm para agir?
Os representantes de Satanás posicionam-se sobre determinadas regiões sob as ordens do diabo.
Governam ilegalmente, afetando diretamente as pessoas que estão sob sua jurisdição. Muitas
pessoas, desconhecendo o engano do diabo, sem se aperceberem, vivem sob a influência destes
espíritos territoriais. Os espíritos do mal usam, por exemplo, da imoralidade e dos vícios para
dominar sobre determinadas regiões. Os espíritos territoriais fazem uma "lavagem cerebral" nas
pessoas, impedindo-as de fazerem a vontade de Cristo, neutralizando assim a influência do reino
de Deus.
Uma das maiores estratégias do reino satânico é a de ordenar que os espíritos operem através dos
líderes governamentais. Depois que o líder é "dominado", o espírito do mal, através dele, promulga
determinadas leis que impedem um avanço mais rápido do reino de Deus.
Qual a base bíblica que prova a existência desses espíritos nas altas esferas espirituais? Para que se
entenda como são esses seres, é bom compreender algo conhecido como a lei da dupla referência.
De acordo com a Bíblia Anotada de Dake "esta lei ocorre sempre que uma pessoa viva e conhecida
é mencionada, e quando há menção de fatos indicando que um ser invisível a utiliza como uma
ferramenta para levar adiante os seus propósitos."3
Há, por exemplo, duas passagens nas Escrituras que se referem a um governador de um país e
também a Satanás. São as referências de Ezequiel 28:11-19 e Isaías 14:3-27. Os textos se referem
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inicialmente a pessoas, sendo uma delas o príncipe de Tiro e a outra o rei da Babilónia.
Entrementes, o texto descreve alguém cujos atributos transcendem a vida de uma pessoa humana.
Por exemplo, o texto de Ezequiel 28.14,15 diz:
"Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no
brilho das pedras andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado..."
Outros governadores há que também sofreram influência de espíritos territoriais como é o caso de
Nabucodonosor. O príncipe da Pérsia o influenciou de tal forma que ele fez uma estátua de ouro de
si mesmo ordenando que todos no reino o adorassem como sendo deus. Ele foi usado pelo príncipe
da Pérsia como um peão de xadrez a serviço dos demónios. Deus quebrou o poder daquele espírito
territorial, mostrando sua glória na fornalha ardente como o quarto homem. A luz de sua glória
repeliu as forças das trevas.
Esse mesmo príncipe da Pérsia tentou matar Daniel usando o rei Dario como usara anteriormente a
Nabucodonosor. Todos os governadores do império, os administradores e conselheiros tramaram
contra a vida de Daniel. Não foi fácil para ele, pois parecia que agora o príncipe da Pérsia
planejara tudo certinho. Contudo, Deus livrou Daniel da boca dos leões e durante um bom tempo o
príncipe da Pérsia perdeu seu domínio.
Os espíritos territoriais ainda afetam hoje as nações? Certamente! Veja a ousadia de Saddam
Hussein querendo resgatar, como direito seu, toda a terra da antiga Babilónia. O príncipe da Pérsia
está tentando reaver sua terra.
As Escrituras mostram como esses espíritos territoriais tentaram matar o povo de Deus. Lembra-
se de Ester? Veja também o Novo Testamento quando o Evangelho começou a entrar em muitas
nações. Em Atos 19 os espíritos territoriais aguçaram os ourives, dizendo: "Não somente há o
perigo de a nossa profissão cair em descrédito, como também o de o próprio templo da grande
deusa, Diana, ser estimado em nada, e ser mesmo destruída a majestade daquela que toda Ásia e o
mundo adoram" (At 19:27).
Em Efésios 6:12, vemos a hierarquia desses espíritos territoriais: "Pois a nossa luta não é contra
seres humanos, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas,
contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais" (NVI).
Em seu livro, The Believer's Guide to Spiritual Warfare (O guia do crente para a batalha
espiritual), Tom White diz que essa passagem é um retrato do organograma de autoridade do
inferno. Veja o que ele diz a respeito da hierarquia satânica:
"Paulo iluminou o tópico descrevendo os poderes como uma hierarquia organizada de governo,
como principados (archai), autoridades (exousia), poderes (dunamis) e forças espirituais da
maldade (kosmokratoras). É de supor que a estrutura de governo aqui, está em ordem decrescente.
Daniel 10.13,20 desvenda a identidade dos principados (archaí) como príncipes satânicos
superiores que foram colocados sobre as nações da Terra. A palavra exousia tem uma conotação de
governo natural e sobrenatural. Na compreensão apostólica havia forças sobrenaturais que
"ficavam por trás" da estrutura governamental humana. Sem dúvida, Paulo é um porta-voz da
noção apocalíptica judaica de que Deus concede poderes a seres cósmicos para arbitrar os assuntos
terrenos. Presume-se que os poderes, dunamis, operam dentro de países e nas culturas
influenciando certos aspectos da sociedade. As forças espirituais da maldade, kosmokratoras, são
os muitos tipos de espíritos que afligem as pessoas, por exemplo, espíritos do engano, adivinhação,
sensualidade, rebelião, medo e enfermidades. Geralmente, esses são os espíritos do mal que se
manifestam e são expulsos nas reuniões de libertação. Entre eles existe, também, uma estrutura de
autoridade onde os mais fracos são subservientes dos mais fortes."4
Um dos nomes usados para esta hierarquia de espíritos maus é "espíritos territoriais". Mesmo não
sendo um termo encontrado na Bíblia, descreve a lista dos governos espirituais de Efésios 6:12.
Afinal, o que queremos dizer com espíritos territoriais? Um espírito territorial é aquele que
governa sobre determinadas áreas geográficas. Aparentemente, existe um deles conhecido como
"príncipe da Pérsia". Em Daniel 10:13, diz: "Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu por
vinte e um dias; porém Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu obtive
vitória sobre os reis da Pérsia ".
Não são apenas os espíritos do mal que dominam determinados territórios. Parece que Deus
designa alguns de seus anjos para cuidar das nações. A versão Septuaginta do Antigo Testamento
traduz o texto de Deuteronômio 32:8 da seguinte maneira: "Quando o Altíssimo distribuía as
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heranças às nações, quando separava os filhos dos homens uns dos outros, fixou os termos dos
povos, conforme o número dos anjos de Deus ".
F. F. Bruce afirma que o texto da Septuaginta representa a versão original:
"Esse texto bíblico pressupõe que a administração de várias nações foi distribuída entre um
determinado número de anjos... Em alguns lugares, certos poderes angelicais são apresentados
como principados e potestades hostis, os 'dominadores deste mundo' de trevas descritos em Efésios
6:12."5
(Uma boa fonte de pesquisa visando a um aprofundamento do que são os espíritos territoriais pode
ser encontrada no ensaio que Peter Wagner e F. Douglas Pennoyer fizeram e que foi editado sob o
título de Wrestling with DarkAngels - Lutando contra os anjos das trevas)
Alguns poderão dizer: "Eu creio que existe uma hierarquia satânica, mas não é bíblico manter-se
na ofensiva contra ela". Você pode falar sobre a armadura de Deus de Efésios 6 e mostrar que todas
as armas são de natureza defensiva. Existe algum modelo no Novo Testamento para a guerra contra
os principados e potestades?
A resposta é: sim! Um dos melhores exemplos está em Mateus 4 que fala da tentação de Cristo, O
primeiro ato ministerial de Jesus depois de batizado foi o encontro com Satanás no deserto. Jesus
não fraquejou e posso garantir que ele não se intimidou ao encontrar o seu oponente. Ele não se
escondeu do diabo numa caverna com a esperança de não ser incomodado. Em outras palavras, ele
não ficou na defensiva.
Jesus, ao ser levado pelo Espírito Santo ao deserto guerreou contra Satanás que reivindicava a si
mesmo o direito de governar sobre a Terra. Vamos estudar mais adiante as diversas estratégias que
ele usou naquela batalha espiritual. Antes, porém, vejamos o plano de guerra do diabo.
Satanás, geralmente, fala demais, revelando-nos suas estratégias. Ali no deserto ele revelou suas
três áreas de guerra. Jesus defendeu-se de todas usando o poder da Palavra de Deus.
1. O reino físico
"Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães."
"Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que
procede da boca de Deus."
2. O reino espiritual
"Se és Filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito;
que te guardem; e: Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra. "
"Respondeu-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus."
3. O reino político
"Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhes todos os reinos do mundo e a glória
deles, e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então Jesus lhe ordenou: Retira-te,
Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele darás culto."
Veja bem. Quando Jesus frustrou os planos do diabo no deserto, seu ministério cresceu
rapidamente. Os discípulos o seguiram, as pessoas foram salvas, libertas e curadas. O poder do
inimigo foi detido durante um bom tempo. Creio que Jesus usou técnicas de guerra espiritual no
deserto, fornecendo-nos um modelo de como derrubar as fortalezas.
Há cinco chaves estratégicas de batalha que Jesus utilizou contra o diabo no deserto. A primeira é
quase sempre desprezada quando se entra numa batalha: quando foi batizado, Jesus se humilhou
diante de Deus. Tiago 4:6,7, diz: "Antes, ele dá maior graça; pelo que diz: Deus resiste aos
soberbos, mas dá graça aos humildes. Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele
fugirá de vós".
Quanta diferença entre o surgimento do ministério de Cristo e de tantos pregadores hoje! Ele se
humilhou, fazendo exatamente o oposto, não alardeando que era o Messias de Israel.
Em seu livro, Reconquiste Sua Cidade Para Deus, John Dowson fala que a humildade é uma das
estratégias para conquistar uma cidade. Ele estava em Córdoba, na Argentina, com uma equipe da
Jocum evangelizando durante as semifinais da copa do mundo de futebol, mas ninguém atendia ao
Evangelho, até que discerniram um espírito de orgulho na cidade. Foi então que dobraram seus
joelhos em plena praça do centro da cidade. Ele diz assim: "Guardo comigo uma vívida lembrança
de como Cristo me fortaleceu quando me dispus a humilhar-me e me ajoelhei na rua".6
Naquele dia, sua equipe obteve resultados animadores na evangelização. O espírito de orgulho foi
quebrado da vida dos moradores daquela cidade pelo espírito de humildade.
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A segunda estratégia de Cristo foi o jejum. Mateus registra que "depois de jejuar quarenta dias e
quarenta noites, teve fome ". O jejum é um elemento essencial para derrubar as fortalezas de uma
cidade. Em seu livro, Revivais of Religion (Avivamentos nas religiões), Charles Finney citou a
Jonathan Edwards, dizendo:
"Se sabemos que precisamos jejuar e orar para mandar um demónio embora da vida de uma
pessoa, como expulsar os demónios de determinadas regiões se não jejuarmos?"7
A terceira estratégia é a Palavra de Deus arraigada em nós. A inabalável, inerrante e precisa
Palavra de Deus estava escrita em tábuas no coração de Cristo. Muitas pessoas são enganadas por
meias-verdades numa guerra espiritual. Para lutarmos efetivamente, precisamos estar intimamente
inteirados com a Palavra de Deus, manejando-a como uma espada contra o inimigo de nossas
almas.
A quarta estratégia é a perseverança. A batalha não foi ganha num dia. Jesus gastou quarenta dias
em oração e jejum. Como nos sentimos desencorajados se tivermos de perseverar por apenas um
ou dois dias! Alguns de vocês vêm lutando há tanto tempo por suas cidades que estão a ponto de
desanimar! Não desistam! Chegará o dia quando o inimigo soltará suas garras da cidade. Não se
cansem de fazer o bem!
A última estratégia é sempre muito criticada. Trata-se de dar ordens aos espíritos territoriais que
abandonem a área. Muitas vezes não nos apercebemos das palavras poderosas que Cristo usou no
deserto. Ao terminar a luta, ele falou com muita autoridade: "Retira-te, Satanás" (Mt 4:10). A
Bíblia diz que o diabo o deixou; vieram anjos de Deus e o serviam.
Interessante: Jesus lutou sem que ninguém intercedesse por ele! A igreja ainda não existia e ele
obteve a vitória usando as chaves de Mateus 3 e 4: humildade, conhecimento da Palavra de Deus,
jejum, perseverança e autoridade!

Entrando na Batalha

Em minhas viagens, ensinando sobre batalha espiritual, encontro muitos pregadores teóricos e bem
poucos praticantes. Há muitas pessoas ensinando sobre batalha espiritual sem nunca ter lutado uma
guerra. Consequentemente têm muitas perguntas. A mais comum é: "Como saber que existe ali
uma fortaleza do inimigo?"
Quero, antes de mais nada, falar sobre os perigos de uma batalha espiritual e dar algumas
salvaguardas. Este capítulo mereceria uma tarja vermelha com a seguinte inscrição: Perigo,
Carregue com Oração. Guerra espiritual não é para imaturos.
Pessoalmente, se tivesse outra escolha, não me especializaria em guerra espiritual. Fui chamada
para ser uma profetiza-intercessora, e isto basta para termos autoridade sobre as nações,
derrubando suas fortalezas. Não estou afirmando que um crente comum não possa ser treinado na
batalha espiritual, o que quero dizer é que é uma tarefa que precisa ser levada a sério!
Primeira proteção
Há duas salvaguardas que devem ser levadas em consideração quando participamos de algumas
guerras espirituais em nossas cidades. Em primeiro lugar, uma batalha em tal nível, isso é, contra
autoridades do mal nas regiões celestiais, deve ser feita de forma corporativa ou unida e somente
por gente que sabe o que está fazendo. Ninguém deveria entrar na guerra só por entrar. Nunca
subestime o inimigo. Você deve entender que ele é capaz de tudo, mas não se deixe fascinar por
seus poderes e habilidades.
Peter Wagner, em seu livro Wrestling with DarkAngels (Lutando contra os anjos das trevas), fala
de dois ministros presbiterianos em Gana que subestimaram o poder do inimigo.
"Um deles não ouviu as advertências da comunidade local e derrubou uma árvore que era
endeusada pelos sacerdotes satânicos. Quando o último galho caiu por terra o pastor também caiu e
morreu. O outro pastor ordenou que um 'macumbódromo' fosse demolido. Quando mexeram no
lugar das oferendas, ele sofreu um ataque cardíaco e morreu."
Peter Wagner continua:
"Os alunos do Seminário Fuller ouviram uma palavra de Timothy Wagner que os conclama,
dizendo: 'Bem-vindos à guerra!' O propósito da evangelização é demonstrar o poder de Deus
glorificando-o através de sinais e milagres. Agora, se subestimarmos o poder do inimigo, pode
ocorrer exatamente o contrário."8
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Outros, como Ornar Cabrera na Argentina se trancam derrtro de um quarto de hotel, orando e
jejuando contra os espíritos territoriais que governam as áreas onde as cruzadas evangelísticas
terão lugar. Não é a regra, já que Cabrera é um homem muito ungido por Deus para derrubar os
altares de Baal como fez Gideão.

Segunda proteção

Em segundo lugar, submeta-se à autoridade espiritual agindo sabiamente. Os hunguenotes, na


França, receberam muita unção do Espírito Santo, mas procederam erroneamente entrando nos
templos católicos, quebrando suas imagens de adoração. A ira de um rei católico acendeu-se contra
eles, e milhares deles foram massacrados.
Há muitos grupos de intercessão sendo usados por Deus para derrubarem as fortalezas de algumas
cidades e eu não quero amedrontá-los quanto a irem à guerra. Se tomarem as devidas precauções,
tudo bem!
Muitos dos ministérios envolvidos em batalha espiritual, enviam equipes de guerra, atiradores de
elite, gente habilitada, conforme mencionei anteriormente. Gwen Shaw, da organização End-Time
Handmaidens (Servas dos Últimos Tempos), enviou uma equipe de elite para orar contra um
terremoto que havia sido predito sobre a falha de New Madrid, no Arkansas.
Essa é uma falha geográfica que se estende por 192 quilómetros cortando três estados, três vezes o
rio Mississipi e duas vezes o rio Ohio.
O Dr. Iben Browning predisse que um tremor de terra atingiria aquela área no dia 3 de dezembro
de 1990. Foi ele quem predisse o terremoto que atingiu a cidade do México em 1985 e o que
atingiu São Francisco em 1989, com apenas um dia de diferença do que previra, além da erupção
de vulcões na Colômbia e do Monte Sta. Helena. Estas erupções se deram dentro do prazo previsto
por ele.9
Muitas pessoas levaram essas predições a sério, entre elas Gwen Shaw e sua equipe de
intercessores. Assim, cinco equipes cada uma com cinco intercessores foram enviadas a cinco
diferentes áreas para interceder sobre as falhas subterrâneas e contra o terremoto. De acordo com
ela foi uma parada dura, uma luta sem tréguas.
O dia 3 de dezembro começou e terminou sem qualquer indício de terremoto. A imprensa ficou
esperando, atónita, pelo terremoto que não aconteceu e publicaram depois que Browing se
enganara quanto ao dia. Quantos desastres já foram evitados por gente que se colocou na brecha da
intercessão travando uma luta a nosso favor!
Como discernir uma fortaleza sobre uma determinada área geográfica? Que discernimento os
intercessores da equipe de Gwen Shaw tiveram para orar impedindo o terremoto? Esse é um tema
sobre o qual ensino oito horas diárias antes que uma equipe comece a tomar uma cidade para Deus.
O que apresento, a seguir, são apenas umas poucas linhas sobre como discernir uma fortaleza.
Discernindo as fortalezas
A primeira coisa a fazer, depois de descobrir as fortalezas de uma cidade, é permitir que o Espírito
Santo conduza a questão. Deus tem um plano para cada cidade. Você não pode apenas copiar o que
foi feito com sucesso em outro lugar. Através da oração e do jejum, Deus lhe dará a estratégia
correia. Você precisa descobrir quais as portas que deram o direito legal para o inimigo edificar
suas fortalezas. Isso é o que eu chamo de portas da cidade.
Como disse, as portas eram lugares estratégicos numa cidade dos tempos antigos. As portas da
cidade são símbolo de autoridade. Junto a elas os anciãos se reuniam para tratar dos assuntos da
cidade e do bem-estar do povo. Satanás luta, desesperadamente, tentando conquistar as portas de
uma cidade. São os pecados do povo que dão direito de acesso a Satanás numa cidade. Depois de
obter o direito legal de entrar numa cidade pelo pecado ou "portas do inferno", ele entra e sai da
cidade como bem quiser.
A cidade não precisa ficar eternamente perdida. Em Mateus 16:18 temos uma promessa mui
preciosa: "... sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão
contra ela ". Quando edificamos nossas cidades à luz da lei divina, ou as reivindicamos conforme
as leis de Deus, as portas do inferno não podem prevalecer.
Temos outras promessas preciosas nas Escrituras a respeito dos portões, uma delas está em Isaías
28:6: "... e fortaleza, para o$ que fazem recuar o assalto contra as portas". Deus nos fortalece
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quando batalhamos junto às portas contra o nosso inimigo. Uma outra passagem está em Gênesis
22.17: "... a tua semente possuirá a porta dos seus inimigos " (ARC). Se formos fiéis ao Senhor,
nossos descendentes, como diz uma outra versão, possuirão a cidade dos seus inimigos.
Em segundo lugar, somente poderemos fechar as portas da cidade ao diabo, quando descobrirmos
quais são os seus pecados. Devemos, então, pedir perdão pelos pecados da cidade impedindo o
diabo de continuar governando. Este arrependimento pelos pecados da cidade deve ser feito de
forma unida ou corporativa por serem pecados que também foram praticados coletivamente. Esse
não é um conceito muito fácil de se entender. Você poderá retrucar afirmando que não foi você
quem pecou e que aquelas pessoas deveriam ser responsabilizadas diante de Deus. E claro que
Deus as tem como responsáveis. Deus, entretanto, quando julga uma cidade o faz coletivamente.
Veja como o juízo de Deus veio sobre a Babilónia e sobre outras cidades iníquas. As cidades não
têm vida eterna, por isso devem ser julgadas aqui e agora!
Como intercessores, ficamos na brecha a favor de nossas cidades, clamando: "No juízo, lembra-te
de tua misericórdia. Merecemos ser condenados, mas, por favor, poupa-nos, Deus." Cada crente da
cidade pede perdão dos seus próprios pecados mas podemos nos arrepender por uma cidade ou
nação, pedindo que Deus a perdoe como um todo.
Daniel, um homem justo, ficou na brecha a favor dos pecados de seu povo. Ele orou:
"Temospecado e cometido iniquidades, procedemos perversamente, e fomos rebeldes, apartando-
nos dos teus mandamentos e dos teus juízos" (Dn 9:5). Neemias também se arrependeu pelos
pecados do povo: "Temos procedido de todo corruptamente contra ti, não temos guardado os
mandamentos, nem os estatutos, nem os juízos, que ordenaste a Moisés teu servo" (Ne 1:7).
Na realidade, o domínio territorial está nas mãos da humanidade. Adão deveria cultivar o Jardim
do Éden, mas ainda havia um grande território disponível. Jesus deu orientações precisas e
estratégicas aos discípulos em como possuir o reino. Você e eu, num certo sentido, somos
"espíritos territoriais", pois foi Deus quem determinou quando deveríamos nascer e, caso o
sigamos, onde deveremos viver. Fomos por Ele designados para viver em determinadas áreas
geográficas com o fim de possuir os portões do inimigo na Terra.
Como saber quais os pecados que sua cidade cometeu contra Deus? Examine as três áreas pelas
quais Satanás estabelece o seu domínio: nas áreas física, espiritual e política. Você descobrirá que
há muita iniquidade nessas áreas. Pesquise na Biblioteca Pública, todos os livros que falam da
cidade, da sua história e do seu começo. Fale com os historiadores e com os moradores mais anti-
gos de sua cidade. Creio que alguns historiadores, admitam ou não, são escolhidos por Deus para
escrever a história das cidades. Eis uma lista de perguntas que fazemos quando pesquisamos para
os Generais da Intercessão:
1. Por que a cidade foi estabelecida? Há indícios de que teve um governo imoral?
2. Quais os primeiros habitantes e o que aconteceu com eles?
3. O que a cidade diz sobre ela mesma? Ela persegue algum slogan ?
4. Sobre quais princípios foi a cidade estabelecida? Seu governo era justo e piedoso, ou um
governo corrupto?
5. Quem implantou o cristianismo em sua cidade? Existem provas de engano religioso?
6. A cidade ou seus habitantes alguma vez foram atingidos por desastres físicos? Há evidências de
traumas que afetaram toda a comunidade?
7. Há também evidência de ganância em seu modelo económico?
Pode-se encontrar evidências da influência demoníaca, estudando sua música, cultura,
arquitetura e artes. Muitas vezes as coisas visíveis são uma chave para o mundo invisível:
"Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria
divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das
coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis; porquanto, tendo
conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram
nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. Inculcando-se por
sábios, tornaram-se loucos, e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem
de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis" (Rm 1:20-23).
Podemos descobrir o tipo de espírito que governa uma cidade observando a arte popular. Na cidade
de Resistência encontramos três painéis pintados com símbolos do espírito da morte. Quando a arte
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é sensual, pode-se perceber um espírito de luxúria e sensualidade. Não chega a surpreender que
tais cidades tenham um alto índice de crimes sexuais.
O mesmo acontece aqui na América onde é fácil distinguir através da arquitetura, o tipo de espírito
territorial. Em algumas cidades o prédio mais alto é o do banco, quando antigamente a construção
mais alta era o prédio da igreja. As torres surgiram para deixar as igrejas como os prédios mais
altos da cidade.
Há uns cinco anos, enquanto ensinava sobre batalha espiritual na cidade de Santo António, no
Texas, percebi por que havia tantos crimes e mortes na cidade. A menos de um quilómetro do hotel
estava o Álamo, berço da liberdade texana. Ali, muito sangue fora derramado entre mexicanos e
texanos, e isso permitiu a entrada legal de um espírito de crime e de violência sobre a cidade.

Derrubando as fortalezas
Depois de descobrir qual o espírito que domina a cidade, o que fazer para destruir a fortaleza do
inimigo? Outra vez quero afirmar que este capítulo é apenas uma pequena parcela de tudo o que se
pode dizer sobre o assunto.
Destruindo as fortalezas no nível pessoal
A primeira batalha é travada no nível pessoal. É importante fechar as brechas em nossa armadura
para que o diabo não tenha acesso, ferindo-nos. Poderemos ficar citando, sem parar, aquele
versículo que diz "a maldição sem causa não se cumpre" (Pv 26:2) sem nos apercebermos que há
"furos" em nossa vida pela qual o inimigo tem acesso.
Num dos encontros da Rede de Guerra Espiritual, Ed Silvoso fez uma declaração que mexeu
comigo. Ele disse: "Em todo lugar onde a Escritura fala de guerra espiritual, sempre há uma
conotação, uma ligação com o ensino a respeito de relacionamentos."
Depois daquele encontro, pesquisei todas as passagens a respeito de guerra espiritual e o que
encontrei me deixou vibrando! Por exemplo, gostamos do texto de Efésios 6.10 que diz, "Quanto
ao mais, sede fortalecidos no Senhor..." sem cumprir aquelas coisas que precedem o "quanto ao
mais". O livro de Efésios trata em sua maior parte dos relacionamentos, no lar, no casamento e na
igreja. Se o inimigo tem um pé em qualquer uma dessas áreas temos que cuidar delas antes de nos
metermos a lutar contra os principados e potestades.
Uma das fortalezas pessoais é o ego. Qualquer direito que reivindicarmos como nosso, será usado
pelo diabo contra nós na hora da batalha. Alguns dos direitos que temos de largar antes de
derrubarmos as fortalezas, são:
• O direito de nos sentirmos ofendidos.
• O direito de ter o nosso tempo.
• O direito de fazer o que quisermos com os nosso bens.
• O direito à autopiedade.
• O direito de nos justificarmos.
• O direito de sermos entendidos.
• O direito de criticar.
Tratando com esses temas, fecharemos "as portas e manteremos o diabo afastado de nós."
São fortalezas pessoais que não serão vencidas num só dia, mas isso não quer dizer que você não
possa entrar na batalha. O Espírito Santo o convencerá de toda área da qual Ele não se agrada.
Algumas dessas coisas poderão ser-lhe mui difíceis. O alistamento para o exército de intercessores
é como entrar num quartel. Eles cortam o seu cabelo como eles querem, lhe dão um fuzil, dizem a
que horas você deve se levantar e aonde deve ir. Assim também Deus sabe como fazer de nós bons
soldados.

Destruindo as fortalezas na mente


Uma outra fortaleza que precisa ser destruída para conquistar-se uma cidade para Deus está na
mente dos crentes. Uma das especialidades do diabo é a de convencer os crentes de que a cidade
não pode ser conquistada para Cristo; assim, durante anos ele vem limitando o que as pessoas
devem crer sobre a conquista de cidades. Ele vem afirmando que apenas alguns serão salvos e que
é impossível haver um avivamento em toda a cidade, insinuando que a cidade é muito difícil de ser
conquistada, que as pessoas são duras e que não devemos perturbá-las com respeito à salvação.
Lembre-se da definição que Edgardo Silvoso deu de fortalezas: "Uma fortaleza é uma
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predisposição mental impregnada de desesperança que leva o crente a aceitar como imutável algo
que ele sabe ser contrário à vontade de Deus."

Destruindo as fortalezas que impedem a unidade


Edgardo Silvoso também me ensinou que uma cidade é conquistada quando a fortaleza levantada
contra a unidade for destruída da mente dos pastores e dos crentes. Os pastores devem crer que
Deus é poderoso para derrubar as fortalezas ideológicas que existem entre os crentes e,
especialmente, entre as denominações. Precisam ver que a igreja é um corpo e que a cidade jamais
será conquistada se apenas uma parte do corpo estiver trabalhando. Cada parte deve trabalhar com
o fim de ganhar a cidade para Cristo. Assim como todas as tribos de Israel tiveram que lutar,
juntas, para conquistar Canaã, assim também todo o corpo de Cristo precisa trabalhar, junto, para
herdar nosso espaço na cidade.
E como conseguir essa unidade? Deus, muitas vezes, unge um líder para que seja um Josué na
cidade. Este Josué encontrará graça diante de Deus para reunir os pastores e líderes. Outros, ainda,
serão levantados por Deus para estreitarem os relacionamentos e para orarem pela unidade.
A humildade tem um poder devastador contra o espírito de desunião. Quando os pastores e líderes
começam a abençoar os ministérios uns dos outros, em vez de levantar mais os muros da divisão, e
ao descobrirem que este negócio de querer proteger o seu "rebanho" não passa de uma paranóia, a
unidade de Deus, então, derrubará todas as fortalezas ideológicas.
Muitas vezes, esta fortaleza é quebrada, quando uma congregação levanta uma oferta para outro
grupo. Você não se surpreenderia se um pastor de outra congregação se prontificasse a pintar o seu
templo?

Destruindo as fortalezas da crise e da guerra


Uma das maneiras de se derrubar as fortalezas ideológicas é através das crises. Uma crise
arrebenta com a arrogância ou orgulho levando o povo de volta às crenças elementares: o senhorio
de Cristo e a necessidade de todos em conhecê-lo como Senhor.

Andando na contramão
Uma outra arma poderosa na batalha espiritual é mover-se na direção contrária. Aprendi sobre
isto com John Dawson. Se você quer combater o espírito de avareza, contribua. Se você está
destruindo um espírito de isolamento e insolência, humilhe-se e será uma bênção.

Ataque frontal
O último aspecto que quero apresentar a respeito de guerra espiritual neste capítulo é que
podemos atacar os espíritos territoriais de nossas nações, fazendo investidas de surpresa. Já vimos
outros tipos de batalha que são muito efetivos, porém,endiretos em sua natureza.
Quero aprofundar-me um pouco mais mostrando como os Generais da Intercessão conduzem os
grupos de intercessão na conquista das cidades. Não estou afirmando que essa é a melhor e a mais
eficiente maneira, mas traz bons resultados. Lembre-se de que você deve seguir a orientação do
Espírito Santo e que cada caso é um caso. Quem sabe este panorama o ajudará a desenvolver um
modelo estratégico para sua cidade.
Antes que os Generais da Intercessão cheguem a uma cidade, algumas coisas devem estar prontas
já que o nosso ministério visa ensinar as pessoas a confrontar os principados espirituais de alta
hierarquia.
1. Os pastores precisam estar em unidade. Isto quer dizer que a maior parte dos pastores na região
concorda a respeito da necessidade de guerra espiritual, e que participará na destruição das
fortalezas. Sem isso, nos limitaremos a destruir apenas as fortalezas pessoais e ideológicas.
2. Esse assalto contra os principados tem de ser na hora de Deus, no seu kairos (tempo
estratégico). Isso só poderá ocorrer depois que as mãos dos principados forem enfraquecidas
através da unidade das igrejas e depois que as fortalezas pessoais forem derrubadas. Uma outra
coisa: quando ministramos libertação em massa, expulsando os demónios das pessoas,
enfraquecemos o poder dos espíritos territoriais.
Foi isso o que aconteceu quando Jesus enviou equipes de vanguarda a cada cidade e vila por onde
ele haveria de passar. Quando retornaram, estavam alegres, dizendo: "Senhor, os próprios
- 101 -
demónios se nos submetem pelo teu nome!" Jesus lhes respondeu: "Eu via a Satanás caindo do céu
como um relâmpago" (Lc 10:17,18). Creio que Jesus se referia ao poder dos espíritos territoriais
que foram quebrados pelos discípulos, quando expulsavam os demónios, evangelizando e curando
os enfermos.
3. A liderança da cidade deve concordar em jejuar e orar especificamente por um bom período,
tempo esse que o próprio Senhor lhes indicará através da intercessão unida.
4. A liderança deve concordar em reunir os membros de suas igrejas num seminário de batalha
espiritual a fim de que haja unidade de propósito entre todos. Na Argentina, o Evangelismo de
Colheita, dirigido por Ed Silvoso, reuniu líderes de diferentes cidades. Quanto mais os en-
sinávamos, mais fácil tornava-se a conquista das cidades. (Oito horas por dia, quatro dias seguidos,
foi o mais longo tempo de ensino que experimentei na Argentina)
5. A liderança local deve estar disposta a participar da intercessão pela cidade. Um missionário
disse isso da seguinte maneira: "Quando os israelitas entraram em Canaã, os sacerdotes foram os
primeiros a pisar nas águas turbulentas do Jordão, ficando ali parados até que todo o povo
atravessou o rio".
6. Uma pesquisa a respeito da história da cidade deverá ser concluída. (Veja as perguntas
mencionadas anteriormente.)
7. Os resultados da pesquisa devem ser passados a todos os pastores e líderes.
8. Os líderes devem buscar em Deus os nomes das fortalezas da cidade.
9. Cópias da pesquisa deverão ser enviadas ao nosso escritório para que oremos e estudemos a
estratégia para toda a área.
10. Se possível, deve haver algumas reuniões com a liderança local antes das reuniões com toda a
igreja.
11. Os pastores e líderes devem visitar os lugares onde estão as fortalezas da cidade.

Depois de toda essa preparação forneceremos, nos seminários, a base bíblica do que estamos
realizando. Quando encerramos os seminários pedimos ao povo que ore e, de nossa parte, também
oraremos buscando em Deus, orientação se eles devem ou não nos acompanhar na oração pela
cidade. Alguns ficarão^ na retaguarda, orando enquanto vamos aos locais. Os pastores e líderes
formam uma tropa de choque para o ataque. É bom fazer isso quando todos estão fisicamente
descansados, contudo, na maioria das vezes, o tempo nos obriga a seguir adiante. Sugerimos, aqui,
quais devem ser as qualidades das pessoas que formarão a tropa de choque. A pessoa deve:
1. Participar das reuniões de oração buscando a vontade de Deus.
2. Ser espiritualmente madura.
3. Deve estar livre de todo pecado.
4. Não ser medrosa.
5. Estar submissa a uma congregação local.
Quem deve fazer a oração diante dos espíritos territoriais? Deve ser feita por uma pessoa que tenha
autoridade legal, uma pessoa ungida. Uma outra pessoa poderá orar, mas já notamos que é mais
eficiente quando um líder local ora. Esta é a razão pela qual Deus os colocou na cidade. Creio,
piamente, que Deus quer ensinar a guerra a cada geração, pois elas terão que enfrentar os seus
gigantes também. Nenhuma fortaleza será permanentemente destruída até que Jesus volte e, de
uma vez por todas, jogue Satanás nas trevas eternas. Cada geração anulará o seu poder na terra e o
amarrará por um "tempo". Juizes 3.1,2, diz:
"São estas as nações que o Senhor deixou para, por elas, provar a Israel, isto é, a quantos em Israel
não sabiam de todas as guerras de Canaã, tão-somente para que as gerações dos filhos de Israel
delas soubessem (para lhes ensinar a guerra), pelo menos as gerações dantes não sabiam disso".
O trabalho básico já foi feito. Agora, como orar contra os espíritos territoriais?
Lembre-se de orar pedindo que cada pessoa ali seja protegida, bem como seus familiares, seus
entes queridos, as igrejas e também os intercessores que oram a seu favor. Sempre lemos o Salmo
91 em voz alta e outros textos bíblicos que falem de proteção. Outras vezes, paramos e nos
revestimos das armaduras de Efésios 6. Frequentemente humilhamo-nos sob a mão poderosa de
Deus, pois entendemos que nada faremos se ele não nos der poder e autoridade.
Aí, então, começamos a perdoar os pecados cometidos naquela região. É sempre bom ter alguém
que represente a área pela qual se ora pedindo perdão. Por exemplo: o governo decretou leis
- 102 -
injustas? Se assim for, peça a um legislador (geralmente um vereador ou deputado) que se
arrependa desse pecado em nome da cidade.
Depois de pedir perdão por determinado pecado, geralmente peço aos pastores locais,
especialmente aqueles fortemente ungidos e com autoridade, que orem contra os espíritos
territoriais, ordenando-lhes que todo o seu poder seja anulado na região. Isso somente poderá ser
feito depois de pedir perdão pelos pecados da cidade, do contrário a fortaleza não será derrubada.
É aqui que o líder deve depender, totalmente, da direção do Espírito Santo. Os líderes devem
responsabilizar-se plenamente por aqueles que eles pessoalmente convidarem para fazer parte da
batalha. Tentar uma investida contra os espíritos territoriais fora da hora pode ser desastroso. Os
pastores e líderes são inundados pela paz de Deus quando chega a hora da batalha.
A última parte desse tipo de guerra espiritual é quando "plantamos a Palavra de Deus" na cidade,
de duas maneiras:
Em primeiro lugar, preencha o vazio deixado pela partida dos espíritos maus, colocando a Palavra
de Deus naquele lugar. Quando oramos contra o espírito da Santa Morte, por exemplo, todos
proclamamos em uníssono: "Jesus é a vida!" Jesus falou a respeito do assunto numa de suas
parábolas:
"Por isso, diz: Voltarei para minha casa donde saí. E, tendo voltado, a encontra vazia, varrida e
ornamentada. Então, vai e leva consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando,
habitam ali; e o último estado daquele homem torna-se pior do que o primeiro. Assim também
acontecerá a esta geração perversa" (Mt 12:44,45).

Em segundo lugar, proclame que a cidade seja restaurada ao seu chamado inicial.
Cada cidade, foi estabelecida por Deus com um propósito, mesmo parecendo que o inimigo a
domine totalmente. Nesse caso, é bom orar ao Senhor pedindo que ele nos mostre com qual propó-
sito a cidade foi estabelecida.
A cidade de Resistência foi edificada, originalmente, como uma "muralha" com o fim de manter
Comentes, a cidade co-irmã do outro lado do rio, livre de qualquer ataque. O propósito para a qual
fora edificada havia sido deixado de lado. Descobrimos, orando a Deus, que o dom da cidade era
artes e música. Deus queria usar esse dom a serviço do seu reino. O dom da música é usado no
louvor intercessório para "resistir ao diabo" e assim, o nome Resistência é bem apropriado.
"Liberamos" este dom para o bem daquela cidade!
É assim que os Generais da Intercessão se comportam quando oram por uma cidade. Às vezes,
quando estou ensinando sobre batalha espiritual aos líderes, sinto-me como naquela velha história
do cego tentando descrever um elefante. Na história, uma pessoa toca na cauda e diz que o elefante
se parece com uma corda. Outro, toca-lhe no dorso e afirma que se parece com um muro. E assim
por diante.
Assim, já que Deus faz com que determinados líderes se especializem em derrubar diferentes tipos
de fortalezas, cada um acha que sua área é mais importante que a do outro. Alguns trabalharão
derrubando as fortalezas do nível pessoal, e dirão: "Temos de nos santificar" Outros declararão:
"Quando todos estiverem unidos, as fortalezas cairão". Outros ainda dirão: "Não. Se você não
confrontar os principados e potestades diretamente, nada acontecerá". Cada um proclama uma
parte da verdade e sozinhos não obterão qualquer resultado. Creio que cada um deles é necessário
para tomar a cidade para Cristo.
Que Deus o abençoe a possuir as portas do inimigo. Que Ele use o seu coração de intercessor
para apressar a vinda do seu reino. Fico orando para que os princípios ensinados neste livro sir-
vam-lhe de guia e encorajamento no cumprimento de seu ministério. Que privilégio orar aquilo
que está no coração de Deus!
Sejamos fieis a Deus!
. Paul Billheimer, The Technique of Spiritual Warfare (Técnicas da guerra espiritual). Santa Ana,
Cal.,:TBN Press, 1982, p. 58.
. S.D.Gordon, Quiet Talks on Prayer (Conversas silenciosas em oração). Pyramid Publications,
1967, p. 27.
. Thomas White, The Believer's Guide to Spiritual Warfare (O guia do Crente para a batalha
espiritual). Ann Arbor, Mich.: Servant Publications, 1990, p. 34.
- 103 -
. F. F. B ruce, Tire Epistle to the Hebrews (A Epístola aos Hebreus). Grand Rapids, Mich.: Wm.
Herdmans Publishing Co. 1964, p. 33.
'. Charles G. Finney, Revivais of Religion (Avivamentos nas religiões). Virgínia Beach, Vá.: CBN
Universi-ty Press, p. 27.
. C. Peter Wagner e F. Douglas Pennoyer, Wrestling witli Dark Angels (Lutando contra os anjos
das trevas),.Ventura, Cal: Regai Publishing, 1990, p. 87.

Guia de Estudos

Textos-Chave:

Isaías 14:12 Jeremias 1:10 Ezequiel28:ll-19 Daniel 10:12-13 Mateus 11:12 Mateus 16:18 Lucas
11:17-22
2 Coríntios 2:ll 2 Coríntios 10:4 Efésios 1:21 Efésios 3:10 Efésios 6:11-12 Colossenses 2:15

CAPÍTULO 1:

CHAMADOS À INTERCESSÃO

1. Você já acordou no meio da noite com um desejo forte de orar? Como soube sobre o que deveria
orar? Você ficou sabendo se suas orações modificaram alguma coisa'.'
2. O que significa obter uma resposta de oração "dada nos céus" antes de acontecer na esfera
natural? Você concorda com esse conceito?
3. Você já pensou no que significa orar precipitadamente: "Deus, eu faço qualquer coisa que
pedires; eu vou a qualquer lugar onde me enviares?" Sc você alguma vez orou assim, o que Deus
pedirá de você? Que tipo de sacrifício ele pode lhe pedir?
4. Você acha que é uma daquelas pessoas que Deus escolheu para ser um intercessor? Dê várias
razões para sua resposta.
5. Se a "intercessão é mais ação do que ensino", você já teve oportunidade de observar e
experimentar o poder de Deus através da vida de intercessores experimentados? Cite alguns
"gigantes da oração" com os quais você gostaria de gastar tempo aprendendo a orar.
6. Quais os livros que você leu que o desafiaram ou lhe falaram na área de intercessão?

CAPÍTULO 2:

GENERAIS DA INTERCESSÃO
1. Qual a importância da unidade na intercessão para que a oração tenha resultados? Qual a
diferença desse tipo de unidade, da unidade doutrinária?
2. Com que tipo de estratégia sua igreja ou denominação pode contribuir para o corpo de Cristo
em intercessão?
3. O que o arrependimento e o perdão de pecados têm a ver com a destruição das fortalezas de
Satanás?
4. Alguma vez Deus lhe deu uma visão que mais tarde se tornou uma barreira? Você duvidou,
então, do que Deus lhe disse? Descreva seus temores.
5. Você já tinha pensado no jornal diário como um manual de intercessão? De que maneiras ele
pode ser útil?
6. Você conhece algum grupo de oração ou um grupo de intercessão desequilibrado que tenha
feito alguém desistir de orar? O que fazer para tornar os líderes que você conhece cientes da
necessidade de intercessão?
7. Você, como templo do Espírito Santo, imaginava ser "uma casa de oração para todos os povos?"
Discuta o tema.

CAPÍTULO 3:

CORAÇÃO PURO
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1. Quando Deus lhe revela algo sobre uma outra pessoa, qual seu primeiro impulso? E o que isso
tem a ver com as motivações de seu coração?
2. Alguma vez você teve mais admiração por um intercessor eficaz, do que por Deus que responde
às orações? Você alguma vez se parabenizou porque uma de suas orações foi respondida?
3. Você está ciente de quantas vezes orou com desejos tendenciosos?
4. Você já percebeu que, muitas vezes, suas orações são contaminadas por um coração machucado
e ferido, pela amargura e falta de perdão?
5. Há algum jeito de Deus começara limpar o seu coração agora mesmo? Peca-lhe que lhe mostre
as motivações de seu coração.
6. Muitas vezes nossas intercessões desviam desastres que desconhecemos ou silenciosamente
encobrem pecados secretos. Qual a sua reação em saber que nem nós nem qualquer outra pessoa
sabe, exatamente, até que ponto as orações foram respondidas, senão quando chegarmos ao céu?

CAPÍTULO 4:

ESTIMULADORES DA VONTADE DE DEUS

1. Se "a lei da oração é a mais alta lei do universo", que implicações ela tem na noção de que Deus
não faz o mal mas o permite agir devido à queda do homem?
2. Você concorda com o conceito apresentado de que, muitas vezes, Deus não age até que um
intercessor traga à existência aquilo pelo qual está orando? Por quê? Se não concorda, explique.
3. O que você acha da ideia de que nós, o corpo de Cristo, somos responsáveis em interceder
estimulando a existência da vontade de Deus? O que aconteceria se não orássemos?
4. Você já se conscientizou em algum momento de que a oração a favor de uma pessoa, cidade ou
nação, mudou o rumo da história?
5. O que teria acontecido se Jesus não tivesse obtido a vitória no Getsêmani, "pagando o preço" da
submissão, intercedendo fortemente para que a vontade de Deus fosse feita? Você acha que Deus
iria adiante com o seu plano de redenção no Calvário?
6. Cite algumas situações em sua cidade onde Deus não está sendo glorificado. De que maneira o
corpo de Cristo em sua cidade pode estimular ou executar a vontade de Deus nessas situações?
7. Você, pessoalmente, daria alguns passos intercessórios mencionados neste capítulo? Por
exemplo, enterrar uma Bíblia num jardim, jejuar, arrepender-se dos pecados de sua geração, deitar-
se numa pista de pouso, orar pelos assuntos noticiados na imprensa, por pessoas da lista telefónica,
ou dirigir e caminhar pela vizinhança intercedendo por ela?

CAPÍTULO 5:

O MINISTÉRIO DA INTERCESSÃO

1. De que maneira a intercessão pode se tornar uma arma de guerra? Explique como ela pode ser
ofensiva ou defensiva.
2. Onde você, atualmente, se encaixaria dentro do exército de Deus?
3. Cite alguns enganos, laços e estratégias do diabo contra o corpo de Cristo. (Leve em conta as
táticas de guerrilha, por exemplo.) Para cada uma delas você pode pensar numa contra-estratégia
que a igreja poderia usar?
4. Você é uma "sentinela junto às portas" vigiando por sua família, igreja, bairro ou nação? O que
Deus lhe mostrou pedindo que você orasse a respeito?
5. Se você faz parte de um grupo de intercessão, o que fazer para evitar que as pessoas de seu
grupo se distraiam e a reunião acabe se tornando um clube social?
6. O que teria acontecido se Dutch DuPuis tivesse acordado sem saber o por quê? De que maneira
um intercessor aprende a ouvir claramente de Deus?
7. Que harmonia existe entre oração e avivamento? Como preparar o caminho para um avivamento
em sua cidade e em seu país?
- 105 -
CAPÍTULO 6:

O DOM DA INTERCESSÃO

1. Você gosta de gastar o seu tempo de folga em oração? Você gostaria de fazê-lo?
2. Deus deu a você um enfoque pelo qual orar? Qual?
3. O queGordon Lindsay queria dizer com "orações violentas"?
4. Qual sua reação ao ver pessoas orando diferentemente de você? Intercessores com jeito diferente
de orar podem interceder juntos num mesmo grupo?
5. Que tipos de disciplina espiritual poderão ajudá-lo a perseverar e a crescer em oração, tendo ou
não o dom de intercessão?
6. Quando você se depara com uma lista de oração, você acha aquilo cansativo? Caso você utilize
uma lista de oração, dedica algum tempo para ouvir a Deus se quer ou não responder alguns dos
pedidos?
7. Você costuma orar citando versículos da Bíblia sobre as pessoas? Descreva alguns dos
benefícios deste tipo de oração.
8. Você já teve sonhos com algum sentido espiritual? E como os interpretou?
9. Como você reage quando sonha com um desastre? E como Deus quer que reajamos?

CAPÍTULO 7:

LÍDERES DE ORAÇÃO

1. O que devem fazer os intercessores para evitar que sua compaixão pelos outros lhes traga peso e
desgaste?
2. Pense em alguns líderes de oração que você conhece (incluindo-se entre eles, se você é um
intercessor). O que leva você a pensar que essa pessoa tem um dom especial? Por quê?
3. Sua Igreja tem alguém que é reconhecidamente líder de oração como parte da equipe
ministerial? De que maneira você pode ajudar sua igreja a dar prioridade a esse ministério?
4. Como intercessor, o que você acha de ser orientado e prestar contas à sua igreja local? Quem o
aconselha e ora por você? Quem lhe é mais chegado que possa corrigi-lo, sempre que necessário?
5. Quando foi a última vez que você orou a Deus, submetendo-se a uma mudança ministerial?
6. Você já passou por um período de inquietação em seu ministério? Esse foi um período de
transição e de liberação ou você andava inquieto por sentir-se desencorajado e amargurado?

CAPÍTULO 8:
A LINGUAGEM DA INTERCESSÃO

1. Você já participou de um grupo de intercessão onde as pessoas usavam uma linguagem que lhe
era desconhecida? Descreva como você se sentiu e reagiu.
2. Caso você mesmo use termos especiais na intercessão, pode dar uma definição bíblica, concisa,
para cada um deles?
3. Até que ponto a concordância em oração, tanto diminui como enfatiza a tarefa e a
responsabilidade de um intercessor pessoal?
4. Porque você acredita que o jejum multiplica os efeitos da oração?
5. Alguma vez você teve certeza de que suas orações foram atendidas ainda que visivelmente nada
aconteceu? Como ficou sabendo que a oração foi atendida nos céus?
6. Forneça alguns exemplos, específicos, de fortalezas territoriais, ideológicas e pessoais, em sua
nação, cidade ou em sua família.
7. Releia a definição de fortaleza citada por Edgardo Silvoso e pense em algumas situações de
"desesperanças" em sua família, em sua cidade ou na nação. Elas'são de fato inalcançáveis?
Imutáveis? Se você tivesse toda a fé do mundo, que coisa "impossível" você pediria a Deus?
8. Como reagir à ideia de que a intercessão é uma questão de vida ou morte?
9. Se alguém ora amarrando o inimigo e você nota que nada mudou, seria isso um sinal de que a
oração está errada ou que foi proferida arrogantemente?
- 106 -
10. Por que é importante que os intercessores entendam a dimensão de nossa autoridade em
Cristo?

CAPÍTULO 9:

As MANIFESTAÇÕES DA INTERCESSÃO

1. Deus tem emoções? Se Ele não tem emoções o que isto afeta nosso relacionamento pessoal com
Ele?
2. Se é perigoso exigir que Deus responda nossas orações, cite alguns indicativos de que a oração
feita com clamor e lágrimas foi legítima.
3. Você já participou de um grupo de intercessão onde alguém ora e geme como se estivesse com
"dores de parto"? Ela se manteve sob controle? Como você reagiu? E como reagiram os demais
participantes?
4. É difícil para você demonstrar emoções, como chorar, mesmo estando sozinho? Por que isso
poderá ser um impedimento na oração?
5. Caso você seja inclinado a emocionar-se totalmente, alguma vez você já riu ou chorou em
oração? E Deus, ele chora mais do que ri? Escreva sobre isto concisamente.
6. Qual a diferença entre rir e zombar do inimigo e escarnecer dele, ofendendo-o, especialmente se
isto ocorre durante a intercessão?
7. O grupo de oração de sua igreja é sério, solene? O que fazer para que o seu grupo de oração
conheça mais da alegria do Senhor?

CAPÍTULO 10:

O DESEQUILÍBRIO NA INTERCESSÃO

1. Você conseguiu ver a si mesmo ou outro membro de seu grupo espelhado neste capítulo?
Reserve um tempo agora e ore a Deus pedindo-lhe que lhe mostre as motivações de seu coração.
Peca-lhe também que revele a você sua expressa vontade.
2. Como intercessor, quanto tempo você gasta, diariamente, meditando na Palavra de Deus? Você
recebe direção daqueles a quem o Senhor colocou em autoridade sobre você? O que mais o ajudará
a mante-lo íntegro na oração?
3. Descreva o que você faria se descobrisse que seu pastor está errado. Como você reagiria se um
outro intercessor começasse a espalhar o assunto para todo mundo?
4. Você conhece algum outro intercessor que vive recebendo reprimendas dos outros? Ele tem
alguma coisa do seu passado que precisa de cura?
5. Deus muda de ideia? Forneça as bases bíblicas do que você crê.
6. Se Deus mostrou a você algumas situações onde ele vai pesar a mão em juízo, como interceder
para que Ele aja misericordiosamente mudando todo o quadro?
7. Os intercessores que ficam como "escudos de oração" a favor dos outros, frequentemente
descobrem que estão sob fogo cruzado. O que você faria se fosse atingido na batalha numa
situação dessas?
8. Você concorda que determinadas orações manipuladoras e controladoras assemelham-se à
feitiçaria? Em que se parecem?
9. Você já "fabricou" uma situação ou um caso em sua mente e depois foi orar, pedindo que Deus
lhe respondesse a respeito? Que procedimentos devemos tomar quando reconhecemos que estamos
orando fora da vontade de Deus?

CAPÍTULO 11:

INTERCESSÃO PROFÉTICA

1. Você fica agitado quando ouve a respeito de intercessão profética? Como discernir que
determinadas orações vêm de Deus mesmo desconhecendo o que se passa no mundo natural?
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2. Os riscos de se orar atrevida ou erroneamente o impedem de orar com ousadia aquelas orações
que brotam do fundo de seu coração?
3. Como um boletim de oração pode nos ensinar a ouvir a Deus corretamente? Que outros
benefícios pode-se ter de um boletim de oração?
4. Você levou a sério a ideia de que as crianças podem se mover em intercessão profética? Como
podemos treinar os nossos filhos, encorajando-os à intercessão?
5. Você já sentiu uma necessidade urgente de orar? Não seria isso um indício de oração profética?
Sim ou não?
6. Se Margaret Moberly está certa, por que todos os profetas são intercessores?
7. Uma palavra profética será sempre conclusiva? No caso de Hemet, na Califórnia por que os pais
daquela garota "guerrearam em oração" depois de receberem uma palavra profética?
8. Em Hebreus 7:25, Jesus é apresentado como nosso intercessor. O que você pensa da ideia de
Jesus interceder diante do Pai de acordo com as intercessões de seus filhos aqui na Terra?
9. Você tem alguém especial com o qual pode compartilhar aquilo que lhe é revelado em oração?
Alguém que o ajude a "mensurar" o que você recebeu? Você está disposto a esperar em Deus o
momento certo de compartilhar as coisas que Ele lhe falou?

CAPÍTULO 12:

PARCEIROS DE ORAÇÃO

1. Se você é um líder de oração ou tem o dom de intercessão, tem alguém chegado a você que o
sustente em oração enquanto você intercede? Você comunica regularmente a ele sobre quais
assuntos está orando?
2. Se você não tem um sócio de oração, com quem você pode contar para ajudá-lo
na tarefa de orar?
3. Por que razão alguns líderes relutam em ter um sócio de oração?
4. Além dos riscos já mencionados, que outros riscos existem quando há um relacionamento íntimo
com um parceiro de oração? O que devem fazer os líderes para minimizar os perigos?
5. Descreva os perigos iminentes que cercam um líder ou um ministro que não são
alvos de contínuas intercessões.
6. Você acredita realmente que os bruxos e satanistas oram e jejuam contra os líderes da igreja? Se
o fazem, por que as maldições acertam o alvo?
7. Se você é alvo contínuo de oração, acha que Deus mostrará suas fraquezas ao seu intercessor?
O que você acha de uma aproximação maior compartilhando-lhe algumas questões íntimas? Quais
os limites?
8. Você crê que o intercessor que carrega um líder em oração participa igualmente das
responsabilidades e recompensas ministeriais? De que maneira isso é verdadeiro?
9. A pessoa pela qual você intercede, seja ela um pastor ou um líder ministerial já possui um
parceiro ou sócio de oração? O que fazer para que aquelas pessoas que por eles intercedem entrem
num relacionamento mais íntimo com eles?

CAPÍTULO 13:

LOUVOR INTERCESSÓRIO

1. Você sempre imaginou uma batalha espiritual como algo rígido e austero? Qual a importância de
incluir o louvor e a alegria na intercessão?
2. Você tinha ideia de que o louvor e os cânticos são uma forma de nos exercitarmos na edificação
do corpo de Cristo? É bom saber que o diabo odeia quando adoramos a Deus. Por quê?
3. Quais os seus cânticos de louvor favoritos? De que maneira os cânticos são uma forma de
intercessão? Alguns dos cânticos não lhe parecem um indicativo sobre quais objetivos você deve
orar?
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4. Pense em alguns lugares de sua cidade tão violentos quanto a Avenida Pleitner, em Oakland.
Qual a possibilidade de sua igreja organizar um evento de louvor, oração e guerra espiritual
naquele local?
5. Você fez parte de grupos que utilizam alguns desses mecanismos, como caminhadas de oração,
marchas, cânticos, palmas, gritos de júbilo e gargalhadas? O que você experimentou contribuiu
positivamente na intercessão?
6. Que tipo de louvor intercessório é mais adequado ao seu grupo de oração? E nas reuniões da
igreja?
7. Por que algumas de nossas necessidades não são atentidas até que comecemos a louvar e
engrandecer a Deus por alguns de seus atributos? Você sente que depois de louvá-lo a resposta é
imediata?

CAPÍTULO 14:

INTERCESSÃO UNIDA

1. Existe um limite de participantes para que o grupo de intercessão seja unido e eficaz? O que
você sugere para que algumas coisas deste capítulo sejam aplicáveis num grande grupo? (Por
exemplo, o grupo tem muita gente e as pessoas não conseguem ouvir quando alguém está orando.)
2. Descreva como a oração unida aumenta a fé dos participantes do grupo.
3. Sua congregação, alguma vez, participou de reuniões de oração pela cidade com outras igrejas?
Quais os benefícios desse tipo de parceria?
4. Existe um bom canal de comunicação e prestação de contas entre o dirigente de oração, a
liderança da igreja e a própria igreja? Avalie, no seu entender, quais as fraquezas e vitórias que
advêem deste tipo de relacionamento.
5. Existem pessoas problemáticas em seu grupo de intercessão que não se submetem ao líder nem
seguem o mesmo fluir da reunião? O que pode ser feito para ajudá-las?
6. Por que é sempre importante ter pessoas com diversos dons no grupo de intercessão? Cite
alguns dons muito importantes para o seu grupo.
7. E frequente em seu grupo acontecer diferentes manifestações de intercessão, tais como orações
de súplica, orações declaratórias, louvor intercessório e intercessão profética? Alguns costumam
orar a Palavra? Você precisa de maiores manifestações para manter o equilíbrio?

CAPÍTULO 15:

VIGÍLIAS E CAMINHADAS DE ORAÇÃO

1. Você, alguma vez, participou de uma vigília de oração ou assistiu a uma conferência que teve
cobertura de oração vinte e quatro horas? Por que algumas pessoas viajam a uma conferência,
arcando com todos os custos apenas para ficarem na brecha da intercessão?
2. Caso tenha participado de uma vigília de oração, qual a sua impressão? Descreva suas reações
antes e depois da vigília. Você teve problemas para voltar ao "normal"?
3. Além das vigílias de oração, por assuntos específicos ou por uma conferência, quais os outros
motivos de se convocar uma vigília de oração?
4. Você conhece alguma igreja que mantém um rodízio de oração durante as vinte e quatro horas
do dia? Conhece alguma igreja que tem "cabines" para oração vinte e quatro horas? Seria difícil
começar algo assim em sua igreja?
5. Quais os benefícios, para uma igreja, quando o povo de Deus se reúne para orar num local da
cidade?
6. Descreva as diferenças e os efeitos de uma marcha de oração feita por indivíduos ou grupos
"sem cobertura" em contraste com uma marcha de louvor, como as realizadas na "Marcha para
Jesus" onde todos estão unidos?
7. Qual a frequência de uma marcha de oração? Quantas marchas precisam ser feitas até que se
percebam mudanças significativas na cidade?
- 109 -
CAPÍTULO 16:

POSSUINDO AS PORTAS DO INIMIGO

1. Você concorda com o que S. D. Gordon disse: "Só é possível definir o que é oração quando
usamos linguagem de guerra"? Como você reage diante das pessoas que sentem-se inconformáveis
com o vocabulário de guerra?
2. Cite algumas das armas carnais que somos tentados a usar contra as fortalezas do mal. Que
acontecerá se agirmos nas armas da carne?
3. Por que o Senhor deixou a igreja como responsável em lutar as suas guerras?
4. Se os anjos são designados por Deus como administradores territoriais, da mesma forma como
os demónios são "espíritos territoriais", quais as implicações decorrentes na estratégia de nossa
guerra espiritual?
5. Cite alguns dos pecados históricos ou pecados atuais que dão o direito legal a que Satanás entre
numa cidade. Quais são as "portas do inferno"?
6. Por que o diabo gosta tanto de usar como "alvo" de seus ataques o relacionamento entre os
irmãos?
7. Até que ponto a libertação de demónios na vida das pessoas enfraquece o poder dos espíritos
territoriais de uma cidade?
8. Depois que uma fortaleza é derrubada, por que os resultados não são permanentes? Quais as
responsabilidades do corpo de Cristo na referida cidade ou região?
9. Quais os dons redentores de sua cidade? O que o diabo tem feito para torcer ou corromper o
propósito divino com a cidade?
10. Com qual pessoa você se unirá em oração pela cidade, para que todos os dons e estratégias
divinas funcionem, conjuntamente, no estabelecimento do reino de Deus?