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Índice

INTRODUÇÃO.........................................................................................................................1
Objectivo....................................................................................................................................2
RESUMO...................................................................................................................................3
Soft-Starter..............................................................................................................................4
1.4.1 Proteção do motor...........................................................................................................12
1.4.2 Sensibilidade à seqüência de fase...................................................................................13
1.4.3 Plug-in.............................................................................................................................13
1.6 CUIDADOS.......................................................................................................................15
2.1 FUNÇÕES PRINCIPAIS...................................................................................................17
2.1.5 Função detecção de cavitação.........................................................................................19
2.1.6 Função de frenagem........................................................................................................19
2.1.7 Função Booster...............................................................................................................20
2.2 PROTEÇÕES.....................................................................................................................20
2.3 SINALIZAÇÕES POR LEDS...........................................................................................22
2.4 BY PASS............................................................................................................................22
2.5.............................................................................................................................................23
Inversor de Frequência.............................................................................................................25
Seção Retificadora...................................................................................................................25
Seção Inversora........................................................................................................................25
Blocos do inversor...................................................................................................................26
Conversão DC/AC...................................................................................................................26
Funcionamento de Inversor de Frequência..............................................................................30
Vantagens de inversor de frequência........................................................................................30
Rampas de aceleração..............................................................................................................31
Características de inversores de frequência.............................................................................31
Principais Aplicações............................................................................................................32
CONCLUSAO.........................................................................................................................33
BIBLIOGRAFIA.....................................................................................................................34

Soft-starter e Inversores de Frequeê ncia Paá gina 0


INTRODUÇÃO

Neste trabalho falaremos sobre equipamentos eléctricos muito importantes na indústria, como
Inversor de Frequência que é importante para controlar a rotação de um motor de indução, e o
Soft-Starter que controla a tensão sobre o motor.
Os conversores de frequência são equipamentos electrónicos que fornecem total controle
sobre a velocidade de motores eléctricos de corrente alternada através da conversão das
grandezas fixas, tensão e frequência da rede, em grandezas variáveis. Apesar do princípio ser
o mesmo, houveram grandes mudanças entre os primeiros conversores de frequência e os
actuais, devidas principalmente a evolução dos componentes electrónicos com destaque aos
tiristores e aos microprocessadores digitais.

Em todos os casos o inversor assegura que a saída para o motor se torna variável. Em outras
palavras, a frequência para o motor é gerada no inversor. Se a corrente ou tensão são
variáveis, o inversor gera apenas a frequência. Se a tensão é constante o inversor gera a
tensão e a frequência. Mesmo que os inversores trabalhem de formas diferentes, sua estrutura
básica é sempre a mesma. Os componentes principais são semi-condutores controláveis,
colocados em para em três ramos.

O termo soft-starter é aplicado a uma gama de tecnologias. Essas tecnologias estão todas
relacionadas com a partida suave de motores, mas existem diferenças significativas entre os
métodos e os benefícios que os acompanham.

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Objectivo

O objectivo deste trabalho é falar sobre o funcionamento, as características e onde é aplicado.


A popularização da tecnologia, bem como a crescente necessidade de sistemas confiáveis,
incrementam a utilização de soft-starters. Ar-condicionados, refrigeração industrial e
compressores são exemplos que utilizam esse equipamento, principalmente quando ligados a
fontes de alimentação não-confiáveis ou fracas.

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RESUMO

De uma maneira resumida, inversor de frequência é um dispositivo electrónico capaz de


variar a velocidade de giro de um motor de indução trifásico. É um dispositivo que
transforma corrente elétrica alternada fixa (corrente e tensão) em corrente elétrica CA
variável controlando a potência consumida pela carga através da variação da frequência
entregue pela rede. Este dispositivo possui este nome pela maneira que ele faz esta variação
de giro do motor trifásico.

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Soft-Starter
É um dispositivo electrónico composto de pontes de tiristores (SCRs) acionadas por uma
placa electrónica, a fim de controlar a tensão de partida de Motor eléctrico trifásicos. Seu uso
é comum em bombas centrífugas (maquina de lavar), cooler e motores de elevada potência
cuja aplicação não exija a variação de velocidade.

A soft-starter controla a tensão sobre o motor através do circuito de potência , constituído por
seis SCRs, variando o ângulo de disparo dos mesmos e consequentemente variando a tensão
eficaz aplicada ao motor. Assim, pode-se controlar a corrente de partida do motor,
proporcionando uma "partida suave" (soft start em inglês), a não provocar quedas de tensão
elétrica bruscas na rede de alimentação, como ocorre em partidas diretas.

Costumam usar a tecnologia chamada by-pass a qual, após o motor partir e receber toda a
tensão da rede, liga-se um contador que substitui os módulos de tiristores, evitando
sobreaquecimento dos mesmos. As chaves soft-starters operam com a técnica chamada by-
pass, na qual, no final do intervalo de tempo da partida, quando por fim o motor recebe da
soft-starter a plena tensão da rede, um contator cujos contactos NA trabalham em paralelo
com o arranjo de tiristores de cada fase é accionado, assumindo este a condução da corrente
nominal do motor.

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SOFT-STARTERS

Soft-starters são utilizados basicamente para partidas de motores de indução


CA (corrente alternada) tipo gaiola, em substituição aos métodos estrela-triângulo,
chave compensadora ou partida directa. Tem a vantagem de não provocar trancos no
sistema, limitar a corrente de partida, evitar picos de corrente e ainda incorporar parada
suave e protecções.
Estas chaves contribuem para a redução dos esforços sobre acoplamentos e
dispositivos de transmissão durante as partidas e para o aumento da vida útil do motor e
equipamentos mecânicos da máquina accionada, devido à eliminação de choques
mecânicos. Também contribui para a economia de energia, sendo muito utilizada em
sistemas de refrigeração e em bombeamento.
A aplicação de microprocessadores se expande vertiginosamente com o
passar do tempo. Uma das causas da grande expansão do uso de microprocessadores é o
seu custo reduzido. Com o passar dos dias descobrem-se novas aplicações. O seu
manuseio já se encontra bastante facilitado, fazendo com que novos equipamentos
sejam desenvolvidos sem grande esforço.
Os microprocessadores atuais são versáteis e consomem pouca energia.
Dessa forma pode-se desenvolver equipamentos de pequeno porte com baixo custo
operacional. Estes equipamentos podem substituir a mão de obra humana muitas vezes
utilizada em tarefas repetitivas. Por esses motivos, o circuito de controle de um soft-
starter usa um microcontroladores / microprocessadores.

1.2 CARACTERÍSTICAS
Nos processos modernos de partida do motor de indução, são usados soft-
starters que, através de comando microprocessado, controlam tiristores que ajustam a
tensão enviada ao estator do motor. Desta forma, consegue-se, de um lado, aliviar o

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accionamento dos altos conjugados de aceleração do motor de indução e, de outro,
proteger a rede eléctrica das correntes de partida elevadas.
As chaves de partida estática são chaves microprocessadas, projectadas
para acelerar (ou desacelerar) e proteger motores eléctricos de indução trifásicos.
Através do ajuste do ângulo de disparo de tiristores, controla-se a tensão aplicada ao
motor. Com o ajuste correto das variáveis, o torque e a corrente são ajustados às
necessidades da carga, ou seja, a corrente exigida será a mínima necessária para acelerar
a carga, sem mudanças de freqüência.
Algumas características e vantagens das chaves soft-starters são:
• Ajuste da tensão de partida por um tempo pré-definido;
• Pulso de tensão na partida para cargas com alto conjugado de partida;
• Redução rápida de tensão a um nível ajustável, (redução de choques
hidráulicos em sistemas de bombeamento);
• Proteção contra falta de fase, sobre-corrente e subcorrente, etc.

Os motores assíncronos trifásicos de rotor em gaiola apresentam picos de


corrente e de conjugados indesejáveis quando em partida direta. Para facilitar a partida
são usados vários métodos, como chave estrela-triângulo, chave compensadora, etc.
Estes métodos conseguem uma redução na corrente de partida, porém a
comutação é por degraus de tensão. Entretanto, nenhum se compara com o método de
partida suave (que utiliza o soft-starter). A figura 1 a seguir mostra o comparativo de
corrente entre os métodos mais usuais de partida:

Figura 1 – Comparativo entre métodos de partida


1.3 PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO
O soft-starter é um equipamento eletrônico capaz de controlar a potência
do motor no instante da partida, bem como sua frenagem. Ao contrário dos sistemas
elétricos convencionais utilizados para essa função (partida com autotransformador,
chave estrela-triângulo, etc.).
Seu princípio de funcionamento baseia-se em componentes estáticos:
tiristores. O esquema genérico de um soft-starter é mostrado na figura 2 abaixo:

Figura 2 – Esquema de um soft-starter implementado com 6 tiristores


para acionar um motor de indução trifásico (MIT)

Através do ângulo de condução dos tiristores, a tensão na partida é reduzida,


diminuindo os picos de corrente gerados pela inércia da carga mecânica.
Um dos requisitos do soft-starter é controlar a potência do motor, sem
entretanto alterar sua freqüência (velocidade de rotação). Para que isso ocorra, o
controle de disparo dos SCRs (tiristores) atua em dois pontos: controle por tensão zero e
controle de corrente zero.
O circuito de controle deve temporizar os pulsos de disparo a partir do
último valor de zero da forma de onda, tanto da tensão como da corrente. O sensor pode
ser um transformador de corrente que pode ser instalado em uma única fase (nesse caso,
o sistema mede somente o ponto de cruzamento de uma fase), ou um para cada fase.
O objetivo do projeto é simular uma chave soft-starter que um diagrama de
blocos semelhante ao mostrado na figura 3. Ela ilustra o funcionamento interno de um
soft-starter, dando detalhes de todos seus blocos componentes.

Figura 3 – Diagrama de blocos de um soft-starter

No circuito de potência, a tensão da rede é controlada através de 6 tiristores,


que possibilitam a variação do ângulo de condução das tensões que alimentam o motor.
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Para alimentação eletrônica interna, utiliza-se uma fonte linear com várias tensões,
alimentada independente da potência.
O cartão de controle contém os circuitos responsáveis pelo comando,
monitoração e proteção dos componentes de potência. Esse cartão possui também
circuitos de comando e sinalização a serem utilizados pelo usuário de acordo com sua
aplicação, como saídas à relé.
Para que a partida do motor ocorra de modo suave, o usuário deve
parametrizar a tensão inicial (Vp) de modo que ela assuma o menos valor possível
suficiente para iniciar o movimento da carga. A partir daí, a tensão subirá linearmente
segundo um tempo também parametrizado (tr) até atingir o valor nominal. Isso é
mostrado na figura 4:

Figura 4 – Curva de aceleração de um MIT usando soft-starter

Na frenagem, a tensão deve ser reduzida instantaneamente a um valor


ajustável (Vt), que deve ser parametrizado no nível em que o motor inicia a redução da
rotação. A partir desse ponto, a tensão diminui linearmente (rampa ajustável (t r)) até a
tensão final Vz, quando o motor parar de girar. Nesse instante, a tensão é desligada. Veja
a figura seguinte:
Figura 5 – Curva de desaceleração de um MIT usando soft-starter

Além da tensão, o soft-starter também tem circuitos de controle de corrente.


Ela é conservada num valor ajustável por um determinado intervalo de tempo. Esse
recurso permite que cargas de alta inércia sejam aceleradas com a menor corrente
possível, além de limitar a corrente máxima para partidas de motores em fontes
limitadas (barramento não-infinito).
Alguns fabricantes projetam seus soft-starters para controlar apenas duas
fases (R e S, por exemplo), utilizando a terceira como referência. Essa técnica, que é
mostrada na figura 6, simplifica o circuito de controle e, conseqüentemente, “barateia” o
produto.
Figura 6 – Soft-starter com apenas duas fases controladas

1.4 RECURSOS DE UM SOFT-STARTER


Os soft-starters existentes no mercado (fabricados pela WEG, SIEMENS e
outras) são equipados com interfaces homem-máquina, ou painel de LEDs para
informar o status do sistema.
Quanto aos recursos que um soft-starter deve ter, os mais importantes são:
1. proteção do motor;
2. sensibilidade à seqüência de fase;
3. plug-in;
4. circuitos de economia de energia.

A seguir, fazemos uma breve descrição de cada tópico acima.


1.4.1 Proteção do motor
A figura 7 apresenta a curva típica de sobre-corrente de um soft-starter:

Figura 7 – Curva típica de sobre-corrente de um soft-starter

Podemos notar que ela determina interrupções e bloqueios em caso de falta


de fase ou falha do tiristor. Normalmente, esses equipamentos também possuem relés
eletrônicos de sobrecarga. Durante o tempo de operação (tr), um relé eletrônico de carga
entra em operação quando necessário.
O dispositivo pode ser configurado para dar proteção tanto para sobre-

correntes (Ioc) quanto para sub-correntes (Iuc). Quando possível, utilizar para partidas de
motores chaves soft-starter que possibilitem o ajuste do torque do motor às
necessidades do torque da carga, de modo que a corrente absorvida será a mínima
necessária para acelerar a carga.
Veja a figura 8, que ilustra a limitação de corrente quando usamos soft-
starter:

Figura 8 – Limitação de corrente em um soft-starter


1.4.2 Sensibilidade à seqüência de fase
Os soft-starters podem ser configurados para operarem somente se a
seqüência de fase estiver correta. Esse recurso assegura a proteção, principalmente
mecânica, para cargas que não podem girar em sentido contrário (bombas, por
exemplo). Quando há a necessidade de reversão, podemos fazê-los com contatores
externos ao soft-starter.

1.4.3 Plug-in
O plug-in é um conjunto de facilidades que podem ser disponibilizadas no
soft-starter através de um módulo extra, ou através de parâmetros, como relé eletrônico,
frenagem CC ou AC, dupla rampa de aceleração para motores de duas velocidades e
realimentação de velocidade para aceleração independente das flutuações de carga.
1.4.4 Economia de energia
A maioria dos soft-starters modernos tem um circuito de economia de
energia. Essa facilidade reduz a tensão aplicada para motores a vazio, diminuindo as
perdas no entreferro, que são a maior parcela de perda nos motores com baixas cargas.
Uma economia significante pode ser experimentada para motores que operam com
cargas de até 50% da potência do motor. Entretanto, essa função gera correntes
harmônicas indesejáveis na rede, devido a abertura do ângulo de condução para
diminuição da tensão. A figura a seguir ilustra isso:

Figura 9 – Economia de energia usando um soft-starter

Cabe lembrar, entretanto, que o soft-starter não melhora o fator de potência,


e também gera harmônicos, como qualquer outro dispositivo de acionamento estático.
1.5 APLICAÇÕES
Os soft-starters podem ser utilizados nas mais diversas aplicações. Suas
principais são em:
• Bombas centrífugas (saneamento, irrigação, petróleo);
• Ventiladores, exaustores e sopradores;
• Compressores de ar e refrigeração;
• Misturadores e aeradores;
• Britadores e moedores;
• Picadores de madeira;
• Refinadores de papel;
• Fornos rotativos;
• Serras e plainas (madeira);
• Moinhos (bolas e martelo);
• Transportadores de carga:
Correias;
Monovias;
Escadas rolantes;
Esteiras de bagagens em aeroportos;
Linhas de engarrafamento.
Porém, três delas são clássicas: bombas, compressores e ventiladores.
Daremos, em seguida, uma pequena descrição de cada uma dessas aplicações.

1.5.1 Bombas
Nessa aplicação, a rampa de tensão iguala as curvas do motor e de carga. A
rampa de saída do soft-starter adequa a curva de torque do motor sobre a da bomba.
Nesse caso, a corrente de partida é reduzida para aproximadamente 2,5 vezes a corrente
nominal.
A rampa de desaceleração diminui sensivelmente o choque hidráulico. Essa
é a razão, aliás, das empresas de saneamento especificarem soft-starters com potências
superiores a 10kW.
Uma das facilidades que torna ainda mais interessante a utilização desse
equipamento no accionamento de bombas é o recurso kick-start. O kick-start é um
pulso
de tensão rápido e de grande amplitude aplicado no instante da partida. Isso ajuda a
vencer a inércia de partida quando há a presença de sólidos na bomba (sujeira).

Figura 10 – Pulso “kick-start” usado na partida


de cargas com alto atrito inicial

1.5.2 Compressores
O soft-starter reduz a manutenção e permite que compressores “críticos”
sejam desligados quando não forem necessários. Por outro lado, evita que eles sejam
desligados no funcionamento normal devido a fontes de alimentação muito fracas.

1.5.3 Ventiladores
Os ventiladores, assim como as bombas, exigem um torque proporcional à
velocidade, porém, também têm grande inércia. Geralmente, o limite de corrente é
utilizado para estender o tempo de rampa, enquanto a inércia é vencida.

1.6 CUIDADOS

A seguir apresentamos alguns tópicos com respeito à instalação de um soft-


starter em geral:
• Os soft-starters podem ser fixados à chapa de montagem por quatro
parafusos da mesma forma que contatores convencionais. Os mesmos devem ser usados
em instalação abrigada, sendo relativamente imunes ao ambiente agressivo, já que a
única parte móvel é representada pelos ventiladores, nos modelos maiores.
• Os soft-starters muito grandes, que utilizam tiristores de discos, devem
também ser relativamente protegidos de pó condutor ou que se torne condutor por
acúmulo de umidade.
• Os soft-starters com ou sem ventilador incorporado, geram uma
quantia de calor, o qual deve ser extraído do painel, pois caso contrário haveria um
acúmulo de calor, elevando muito a temperatura interna do painel, fazendo com que
atue a proteção de temperatura. Deve-se portanto, utilizar ventiladores com filtro de
poeira e venezianas no painel.
• O ventilador mencionado no item acima deve ser adequado para trocar
o ar do painel e manter o mesmo a temperaturas adequadas de operação.
• Evite enfileirar demais os soft-starters, de modo que o ar mais aquecido
que sai de um seja o ar que vai ser sugado pelo ventilador do outro.
• Os soft-starters a partir de 75 A possuem ventilador incorporado. Os
ventiladores ligam somente quando a temperatura do dissipador atingir 50 graus
centígrados. Caso a temperatura do dissipador ultrapassar 80 graus, a saída de potência
será bloqueada, só voltando a funcionar quando a temperatura cair.

Nem sempre é possível utilizar um soft-starter. A seguir, damos uma lista


dos pontos mais críticos:
• Refrigeração: deve-se instalar o dispositivo sempre verticalmente, com
a ventilação para cima. A perda de calor aproximada é de 3,6 W/A de corrente
circulante.
• Tipo de motor: não deve ser utilizado para partida de motores em anel.
• Fator de potência: não se deve colocar capacitores na saída do soft-
starter a fim de se corrigir o fator de potência.
• Torque alto em velocidade zero: elevadores e guindastes necessitam de
torque máximo a velocidade zero no instante da partida. Nesse caso, a utilização do
soft-starter não é aconselhável.

Qualquer chave soft-starter deverá ser protegida por fusíveis ultra-rápidos,


levando em conta os valores i².t dos tiristores e dos fusíveis, sendo que os valores i².t
dos fusíveis deverá ser 20% menor que dos tiristores.
2. ESTUDO DE UMA CHAVE SOFT-STARTER

As principais características que uma boa chave soft-starter deve ter são
funções de: proteção, sinalização e ajustes. Essas funções e características são bastante
desejáveis e estão presentes em todas chaves produzidas industrialmente.
Qualquer chave soft-starter apresenta as seguintes vantagens em relação aos
equipamentos de partida de motor tradicionais. Dentre as mais importantes, temos:
• Reduz a corrente de partida;
• Partida suave que reduz os trancos e golpes no sistema mecânico.

Como foi dito anteriormente, o soft-starter é um módulo eletrônico


tiristorizado, para partida suave de motores de indução trifásicos. O módulo substitui os
tradicionais Estrela-Triângulo e Chave Compensadora. O mesmo inicia a
transferência gradual de energia para o motor, iniciando assim, suavemente a aceleração
do mesmo, reduzindo os trancos e golpes nos componentes mecânicos e sobrecarga na
rede elétrica durante a partida.
O sistema de controle possui ajuste da corrente de partida, que evita a subida
excessiva da mesma. O método utilizado é o de incremento linear do ângulo de
condução do tiristor, em ligação antiparalelo, nas três fases, resultando em aumento
suave da tensão no estator do motor. Com o crescimento da tensão, aumenta também o
torque, até que vencido o conjugado da carga, o motor inicia a girar, sendo que em
seguida é limitada a corrente de partida máxima permissível.

2.1 FUNÇÕES PRINCIPAIS

Diversas funções podem ser selecionadas em chaves deslizantes


frontalmente ao módulo de comando. Estas são explicadas logo a seguir.

2.1.1 Seleção de ajuste local da rampa de aceleração


Este ajuste se refere ao ajuste da corrente limitada na partida do motor.
Permite suavizar a subida de corrente no motor, de zero até a corrente de partida. Esta
suavização visa evitar trancos no motor e na carga. Ela não é responsável direta pelo
tempo de partida efetiva do motor.
O tempo de partida é, por outro lado, dependente do nível de corrente de
partida e da carga. Este ajuste de “Rampa de Aceleração” deve ser sempre o menor
possível, para suavizar a partida e não prolongar demais o início de giro do motor,
otimizando a operação. Este ajuste é especialmente importante em motores com pouca
carga ou sem carga, os quais, devido a tendência de rápida aceleração, tendem a
oscilarem.
Se o motor estiver com carga baixa, logo após alguns segundos, o mesmo já
estará na rotação nominal, e a rampa de tensão ainda estará subindo. Em outros casos,
com carga pesada, o motor só ronca durante uma parte da rampa, só iniciando a girar
assim que a tensão ultrapassa o ponto em que forneça o torque necessário a carga. Isto
também é normal.
Este ajuste é o principal, sendo diretamente responsável pelo tempo de
partida do motor. Quanto mais alta a corrente admissível, mais rápida será a partida.
Esta corrente poderá atingir até 4 vezes a corrente nominal do motor, conforme o caso.
Após a subida inicial, suave da corrente, a mesma permanecerá no nível ajustado até o
final de partida.
Uma partida ótima é percebida até pelo ouvido, já que existe uma aceleração
progressiva, bem perceptível e ao mesmo tempo suave. Para motores sem carga,
também para evitar instabilidade, este nível deve ser alto, já que, de qualquer modo, o
motor sem carga acelera rápido. Deste modo, pode-se perceber que para motores sem
carga perde-se um pouco a vantagem da limitação de corrente.

2.1.2 Seleção de ajuste remoto


Esta função é utilizada para partida de dois ou mais motores de potências
diferentes com o mesmo soft-starter. Deste modo, cada motor terá a partida ideal, se um
dispositivo externo como contatores auxiliares ou CLP selecionar a corrente de partida
para cada caso.

2.1.3 Seleção de parada por corrente ou por rotação


Em caso de seleção de parada suave e comando de parada suave no botão
correspondente, o soft-starter inicia a parada do motor obedecendo à rampa de parada
ajustada, por corrente ou por rotação do motor. Nos dois casos, a rotação diminui em
rampa, sendo que no segundo caso a precisão é maior pois a corrente fica livre para
aumentar ou diminuir, compensando a carga.
A diferença é bastante perceptível, sendo que por rotação, a rampa de parada
obedece melhor a ajustada e pretendida. Nos dois casos o efeito é melhor que a parada
por diminuição de voltagem simplesmente, como usada pela maioria dos concorrentes,
o que provoca parada abrupta do motor abaixo de determinada tensão, não obedecendo
a rampa ajustada.
A rampa de parada é útil em casos onde a parada brusca é prejudicial
mecanicamente. Isso pode acontecer em bombas de recalque, para evitar golpe de aríete,
e em motores com redutores de alta relação, que, ao parar instantaneamente, ocasiona
problemas devido a massas de alta inércia acoplados no lado de baixa rotação do
redutor. A mesma é efetuada obedecendo esta rampa, ou por diminuição gradual da
corrente ou por diminuição gradual da velocidade deixando a corrente livre para variar
até o valor de 5 vezes a corrente nominal.

2.1.4 Função Energy Saver


Esta função diminui a tensão no motor quando a carga for abaixo da
nominal do motor, sendo é útil em casos em que o motor possui partida pesada mas a
carga diminui após a partida, como ocorre em uma grande porcentagem das aplicações.
Esta função equivale a diminuir a potência do motor proporcionalmente a
carga, economizando energia e melhorando o fator de potência. Em caso de picos de
carga a liberação da tensão total é automática, voltando ao regime de economia após o
pico de carga.

2.1.5 Função detecção de cavitação


Esta proteção é utilizada principalmente para bombas, detectando a
diminuição drástica da corrente do motor, o que significa que a bomba não está
escorvada ou seja, está com ar no sistema.

2.1.6 Função de frenagem


Esta função permite a parada com frenagem por injeção de corrente CC
igual a aproximadamente duas vezes a nominal do motor. Só é ativa em caso de Parada
Normal (Full Stop). O tempo de injeção de corrente CC é ajustável de 2 a 15 segundos e
deve ser ajustada para o valor ideal, durante o StartUp, de modo que a frenagem seja
interrompida logo após a parada efetiva do motor.
2.1.7 Função Booster
Esta função permite que para cargas com muita inércia ou atrito o soft-
starter injete inicialmente por um período de 0 a 2 segundos, ajustável, uma corrente de
5 vezes a nominal do motor, retomando em seguida a rampa de partida ajustada. Só
deve ser usado onde absolutamente necessário e pelo menor tempo que surta o efeito
desejado, para evitar sobrecorrentes desnecessárias na instalação.

A figura seguinte ilustra soft-starters fabricados pela WEG. Note os bornes


disponíveis para a ligação entre o soft-starter e as três fases da rede e do motor.

Figura 11 – Ilustração de soft-starters fabricados pela WEG

2.2 PROTEÇÕES
Para que se possa proteger o soft-starter de qualquer distúrbio ou falha, há a
necessidade de que se faça o estudo das suas proteções necessárias. Estas são listadas
nos sub-tópicos a seguir.

2.2.1 Falta de Fase


Detecta falha e falta de fase na entrada do mesmo. Quando atuada, acende o
led correspondente, comuta o relé de falha e inibe-se o disparo dos tiristores. Sinaliza se
ocorrer tanto falta de fase na entrada como na saída, como também falha interna que
ocasione falta de corrente em uma das fases.
Em caso de motor sem carga, desacoplado, tanto no método de supervisão
de tensão como no de corrente esta proteção pode não atuar, já que num caso o motor
gera tensão nominal na fase faltante (sem carga) e no outro caso a corrente é muito
baixa e a detecção é feita por comparação entre as fases. Não ocasiona problemas pois o
motor logicamente não vai operar com carga zero ou desacoplado. Deve-se tomar
cuidado durante testes com o motor desacoplado.

2.2.2 Curto-Circuito
Actua caso ocorra uma corrente instantânea de valor 8 vezes a nominal do
soft-starter. Neste caso, acende o LED correspondente, inibe-se os disparos e comuta-se
o relê de indicação de falha. Esta protecção não dispensa o uso de fusíveis ultra-rápidos
para proteção dos tiristores, já que as condições de curto-circuito variam, dependendo
da impedância da rede, podendo atingir valores elevados de corrente. Neste caso, o
fusível pode atuar primeiro, protegendo mais adequadamente os tiristores.
Sinaliza se detectados níveis instantâneos de corrente acima de 8 vezes a
corrente nominal. Esta proteção não dispensa o uso de fusíveis ultra-rápidos, já que
dependendo da impedância do sistema e do nível da corrente de curto-circuito, os
fusíveis podem abrir primeiro, protegendo mais adequadamente os tiristores. Além disto
em caso de falha geral do equipamento os fusíveis garantem a proteção adequada.

2.2.3 Sobre-Corrente
Esta protecção é ajustável, de 70 a 120% da corrente nominal. Atua após 10
segundos de sobrecarga, acendendo o LED correspondente, comutando o relé de falha e
inibindo-se o disparo dos tiristores.
Essa função, que deve estar presente em toda chave soft-starter, sinaliza a
ocorrência de sobrecarga acima dos níveis ajustados.

2.2.4 Sobre-Temperatura
Uma chave bem projetada possui um sensor térmico nos dissipadores de
calor dos tiristores. Caso ocorra elevação da temperatura, ocorrerá a indicação da falha
no LED vermelho correspondente, inibição do disparo dos tiristores, e a comutação do
relé de indicação de falha.
2.3 SINALIZAÇÕES POR LEDS

Qualquer chave soft-starter produzida industrialmente tem um grande


número de sinalizações, feitas através de leds. Essas sinalizações têm, no geral, a função
de informar ao usuário a respeito do funcionamento da chave. Elas são citadas logo a
seguir, e damos uma breve explicação sobre cada uma:
• Pronto para a partida: Significa que o motor não está em regime de
partida, nem em fim de partida e nem em rampa de parada e neste caso pode ser
comandada a partida.
• Rampa: sinaliza a ocorrência das rampas de partida e parada.
• Rotação nominal: sinaliza somente se a rampa de partida terminou e a
corrente do motor caiu para níveis nominais, indicando que o mesmo partiu. Comanda
também a entrada do contator de By Pass quando utilizado.
• Frenagem: Sinaliza enquanto o motor está em processo de frenagem
por injeção de corrente contínua.
• Booster: Sinaliza durante processo de injeção de alta corrente no inicio
de partida, caso esta função esteja selecionada.

2.4 BY PASS

By Pass é a função de um contator em paralelo com o soft-starter, que no


final da partida, comandado pelo próprio sinal de “Rotação nominal”, fecha ficando em
paralelo com os tiristores, assumindo a corrente nominal do motor.
Na hora da parada por “Soft Stop”, o contator abre sem faiscamento, pois os
tiristores assumem a corrente do motor, sem interrupção e inicia-se a rampa de parada,
com a interrupção da corrente final pala passagem pelo zero, portanto sem faiscamento.
No caso de parada “Full Stop”, uma pequena temporização no soft-starter
permite que o contator abra primeiro, sem faiscamento e logo após os tiristores
interrompem a corrente pela passagem pelo zero de corrente, portanto também sem
faiscamento.
O contator de By Pass, apresenta, portanto, durabilidade muito grande pois
não apresenta faiscamento nos contatos no na abertura e no fechamento. Ele possui as
vantagens:
• Não necessita refrigeração no painel para poucas partidas. O painel
pode ser totalmente fechado em muitos casos, mantendo o equipamento limpo.
• Não apresenta perdas e aquecimento após a partida.
• As proteções continuam ativas.
• O contator utilizado não participa da partida e da parada, não
apresentando faiscamentos e desgaste prematuro.
• Pode ser mais econômico.

2.5 EXEMPLO DE APLICAÇÃO


A dinâmica inerente dos motores de indução resulta em reduções
quadráticas do torque e da aceleração disponíveis, quando reduções lineares na tensão
aplicada são impostas no enrolamento do motor, conforme relação abaixo:

T d = V 2
*T max

V max

onde:
Td = Torque disponível
Tmax = Torque máximo a tensão nominal
V = Tensão aplicada
Vmax = Tensão nominal na chave soft-starter

Considerando que o soft-starter é fundamentalmente um dispositivo


regulador de corrente aplicada (tensão aplicada no motor é continuamente ajustada pela
ponte tiristorizada para manter o nível de corrente), podemos modificar a equação
anterior para uma relação de torque-corrente. Considerando que as reduções da tensão
aplicada no motor refletem reduções no pico de corrente, uma substituição direta pode
ser feita. Veja:
I 2
T d = *T max

I max

onde:
Td = Torque máximo a tensão nominal
Tmax = Torque máximo a tensão nominal
I = Valor do limite de corrente
Imax = Corrente máxima a tensão nominal

Obviamente corrente e torque variam durante o ciclo de aceleração de um motor


de indução. Para calcular com precisão o torque disponível de um motor específico, através
do seu ciclo de aceleração, é necessário dispor da curva corrente-torque versus velocidade
do motor. Considerando que essa informação não é sempre um valor específico de limite de
corrente, pode ser calculado usando os dados de corrente relativos ao torque no motor na
condição de rotor bloqueado.
2

T d = I *T rb

I rb

onde:
Td = Torque disponível
Trb = Torque com rotor bloqueado
I = Valor limite de corrente
Inversor de Frequência

Inversor de frequência é um dispositivo capaz de gerar uma tensão e frequência trifásicas


ajustáveis, com a finalidade de controlar a velocidade de um motor de indução trifásico.
A figura abaixo mostra resumidamente o diagrama em blocos de um inversor de frequência
escalar:

Seção Retificadora
Os seis diodos rectificadores situados no circuito de entrada do inversor, retificam a tensão
trifásica da rede de entrada (L1, L2 e L3). A tensão DC resultante é filtrada pelo capacitor
C e utilizada como entrada para a Seção Inversora.

Seção Inversora Na seção inversora, a tensão retificada DC é novamente convertida em


Trifásica AC. Os transistores chaveiam várias vezes por ciclo, gerando um trem de pulsos
com largura variável senoidalmente (PWM). Esta saída de tensão pulsada, sendo aplicada
em um motor (carga indutiva), irá gerar uma forma de onda de corrente bem próxima da
senoidal através do enrolamento do motor.

Abaixo, a forma de onda na saída do inversor


Blocos do inversor

1º bloco - CPU
A CPU (unidade central de processamento) de um inversor de freqüência pode ser formada
por um micro processador ou por um micro controlador (PLC). Isso depende apenas do
fabricante. De qualquer forma, é nesse bloco que todas as informações (parâmetros e dados
do sistema) estão armazenadas, visto que também uma memória está integrada a esse
conjunto. A CPU não apenas armazena os dados e parâmetros relativos ao equipamentos,
como também executa a função mais vital para o funcionamento do inversor: Geração dos
pulsos de disparo, através de uma lógica de controle coerente, para os IGBT’s.

2º Bloco - IHM
O segundo bloco é o IHM (interface Homem máquina). É através desse dispositivo que
podemos visualizar o que está ocorrendo no inversor (display), e parametrizá-lo de acordo
com a aplicação (teclas).

3ºBloco - Interfaces
A maioria dos inversores pode ser comandada através de dois tipos de sinais: Analógicos ou
digitais. Normalmente, quando queremos controlar a velocidade de rotação de um motor
AC no inversor, utilizamos uma tensão analógica de comando. Essa tensão se situa entre 0
• 10 Vcc. A velocidade de rotação (RPM) será proporcional ao seu valor, por exemplo:
1 Vcc = 1000 RPM, 2Vcc = 2000 RPM.
Para inverter o sentido de rotação basta inverter a polaridade do sinal analógico (de 0 á
10 Vcc sentido horário, e –10 á 0 Vcc sentido anti-horário). Esse é sistema mais utilizados
em maquinas-ferramenta automáticas, sendo que a tensão analógica de controle é
proveniente do controle numérico computadorizado (CNC).
Além da interface analógica, o inversor possui entradas digitais. Através de um parâmetro
de programação, podemos selecionar qual entrada é válida (Analógica ou digital).

4º Bloco – Etapa de potência


A etapa de potência é constituída por um circuito retificador, que alimenta ( através de um
circuito intermediário chamado “barramento DC”), o circuito de saída inversor (módulo
IGBT).

Conversão DC/AC

Através do chaveamento de transistores em um circuito trifásico, vamos fazer uma


"prévia", em um circuito monofásico. Observem a figura abaixo, e notem que a estrutura de
um inversor trifásico é praticamente igual ao nosso modelo monofásico. A primeira etapa é
o módulo de retificação e filtragem, que gera uma tensão DC fixa (barramento DC) e que
alimenta os transistores IGBT's.
Imaginem agora que o circuito de lógica de controle ligue os transistores 2 a 2 na seguinte
ordem:
5. Primeiro tempo- transistores Tl e T4 ligados, e T3 e T2 desligados. Nesse caso, a
corrente circula no sentido de A para B (figura abaixo):

• Segundo tempo- transistores T1 e T4 desligados, e T3 e T 2 ligados. Nesse caso, a


corrente circula no sentido de B para A (figura abaixo).

Ao inverter-se o sentido de corrente, a tensão na carga (motor) passa a ser alternada, mesmo
estando conectada a uma fonte DC. Caso aumentemos a frequência de chaveamento desses
transístores, também aumentaremos a velocidade de rotação do motor, e vice -versa. Como
os transístores operam como chaves (corte ou saturação), a forma de onda de tensão de
saída do inversor de frequência é sempre quadrada. Na prática, os transístores chaveiam
modulando largura de pulso (PWM), como visto na apostila passada, afim de se obter uma
forma de onda de tensão mais próxima da senoidal.
Raramente encontramos aplicações monofásicas nas indústrias. A maioria dos inversores
são trifásicos, portanto, façamos outra analogia de funcionamento, tomando como base
ainda o inversor trifásico da figura da apostila. A lógica de controle agora precisa distribuir
os pulsos de disparos pelos 6 IGBT's, de modo a formar uma tensão de saída (embora
quadrada) alternada e defasada de 120° uma da outra.
Como temos 6 transistores, e devemos ligá-los 3 a 3, temos 8 combinações possíveis,
porém apenas 6 serão válidas, conforme veremos a seguir. Na figura abaixo, representamos
os IGBT's como chaves, pois em um inversor é assim que eles funcionam.

Curva V/F

Como vimos anteriormente, se variarmos a freqüência da tensão de saída no inversor,


alteramos na mesma proporção, a velocidade de rotação do motor.
Normalmente, a faixa de variação de freqüência dos inversores fica entre 0,5 e 400 Hz,
dependendo da marca e modelo. (Obs: para trabalhar em freqüências muito altas, o motor
deve ser “preparado”).
A função do inversor de freqüência, entretanto, não é apenas controlar a velocidade de um
motor AC. Ele precisa manter o torque (conjugado) constante para não provocar alterações
na rotação quando o motor estiver com carga.
Um exemplo clássico desse problema é em uma máquina operatriz. Imaginem um inversor
controlando a velocidade de rotação de uma placa (parte da máquina onde a peça a ser
usinada é fixada) de um torno. Quando introduzimos a ferramenta de corte, uma carga
mecânica é imposta ao motor, que deve manter a rotação constante. Caso a rotação se
altere, a peça pode apresentar um mau acabamento de usinagem.
Para que esse torque realmente fique constante, por sua vez, o inversor deve manter a razão
V/F (Tensão ÷ Frequência) constante. Isto é, caso haja mudança de frequência, ele deve
mudar (na mesma proporção) a tensão, para que a razão se mantenha, como por exemplo: F
= 50Hz V = 300V V/F = 6
é Situação 1: O inversor foi programado para enviar 50 Hz ao motor, e sua curva V/F está
parametrizada em 6. Automaticamente, ele alimenta o motor com 300 V;
F = 60Hz V = 360V V/F = 6
é Situação 2: O inversor recebeu uma nova instrução para mudar de 50 Hz para 60 Hz.
Agora a tensão passa a ser 360 V e a razão V/F mantém-se em 6.
O valor de V/F pode ser programado (parametrizado) em um inversor, e seu valor
dependerá da aplicação.
Quando o inversor necessita de um grande torque, porém não atinge velocidade muito alta,
atribuímos a ele o maior V/F que o equipamento puder fornecer, e desse modo ele terá um
melhor rendimento em baixas velocidades, além de alto torque. Já no caso em que o
inversor deva operar com altas rotações e com torques não tão altos, parametrizamos um
V/F menor e encontraremos o melhor rendimento para Essa outra situação.
Mas, como o inversor pode mudar a tensão V se ela é fixada no barramento DC, através
da retificação e filtragem da própria rede?
O inversor altera a tensão V oriunda do barramento DC, através da modulação por
largura de pulso (PWM).
A unidade lógica, além de distribuir os pulsos aos IGBT's do modo já estudado, também
controla o tempo em que cada IGBT permanece ligado (ciclo de trabalho).
PQuando V tem que aumentar ,os pulsos são “alargados” (maior tempo em 0N)
Q Quando V tem que diminuir, os pulsos são “estreitados”.
Dessa forma, a tensão eficaz entregue ao motor pode ser controlada. A frequência de
PWM também pode ser parametrizada, e geralmente encontra-se entre 2,5 kHz e 16
kHz.
Na medida do possível, devemos deixa-la próxima do limite inferior pois assim
Diminuímos as interferências eletromagnéticas geradas pelo sistema (EMI).

Inversor Vetorial

Podemos classificar os inversores em dois tipos: inversores escalares e vetoriais. Os


escalares e vetoriais possuem a mesma estrutura de funcionamento, mas a diferença esta
no modo em que o torque é controlado.
Nos inversores escalares, como dissemos anteriormente, a curva V/F é fixada
(parametrizada), tomando como base o tipo de regime de trabalho em que o inversor irá
operar. Existe porém, uma condição problemática que é justamente o ponto crítico de
qualquer sistema de acionamento AC: as baixas rotações. O sistema AC não consegue
um bom torque com velocidades baixas, devido ao próprio rendimento do motor AC.
Para compensar esse fenômeno, desenvolveu-se o inversor de freqüência vetorial. Muito
mais caro e complexo que o escalar, ele não funciona com uma curva V/F pré- fixada
(parametrizada).
Na verdade ele varia tensão e frequência, de modo a otimizar o torque para qualquer
condição de rotação (baixa ou alta). É como se ficássemos parametrizando a cada ms,
uma nova curva V/F para cada nova situação. O inversor vetorial controla V/F através
das correntes de magnetização e rotórica do motor.
Normalmente um tacômetro, ou um encoder são utilizados como sensores de
velocidade, formando uma "malha fechada" de controle de velocidade. Existem porém
os inversores vetoriais “sensorless”, que não utilizam sensores de velocidade externos.

Motores de indução trifásicos são altamente empregados por terem alta eficiência, baixo
custo, robustez e também pela configuração de nossos sistema distribuição de energia, que é
feita em corrente alternada (CA). Por estas características o motor trifásico é ideal em quase
todo tipo de operação, largamente encontrado na indústria. No que se diz respeito à
velocidade, este motor possui velocidade constante, variando em função de cargas a ele
acopladas e na utilização de um inversor de frequência. Seu principio de funcionamento é
baseado no campo magnético girante, que surge quando um sistema de alimentação de
corrente alternada é aplicada em polos desfasados entre si 120º. Desta forma surge o campo
magnético, através deste desfasamento.
A velocidade de rotação do motor trifásico está ligada a velocidade proporcionada pelo
campo magnético girante, está velocidade é chamada de velocidade síncrona, em função do
número de polos do motor (característica construtiva) e em função da frequência da rede a
qual está ligado. Portanto concluímos que a velocidade do motor eléctrico trifásico é
diretamente proporcional à frequência da rede. Matematicamente: Velocidade síncrona (Ns)
em RPM é o produto de 120 vezes a frequência em Hz (f), dividido pelo número de polos do
motor (p).

Funcionamento de Inversor de Frequência

O inversor de frequência, como já dito anteriormente, é um dispositivo electrónico que tem


como sua principal função a variação da rotação de um motor trifásico, através de mudança
da frequência que o mesmo proporciona em seus contactos de saída. Assim podemos alternar
facilmente a velocidade com a qual o motor vai trabalhar. A fórmula apresentada
anteriormente nos mostra como isso funciona. A frequência fornecida pela rede (frequência
de entrada no motor) determina a velocidade síncrona do campo eléctrico pela qual o motor
trabalha. O inversor atua mudando esta frequência na entrada do motor, caso a frequência seja
maior, consequentemente a velocidade do motor será maior, e caso a frequência seja menor a
velocidade também é menor. O uso de um inversor de frequência ocasiona uma série de
vantagens, como, por exemplo, explorar o funcionamento do motor e condições não descritas
nas suas características construtivas. Acompanhe no vídeo abaixo a ilustração desta
explicação e o teste de redução de velocidade de um motor trifásico através de um inversor de
frequência.

A utilização do inversor de frequência proporciona flexibilidade de velocidade com


segurança e precisão. É possível, por exemplo, controlar a velocidade do motor sem grandes
perdas de torque, aceleração suave através de programação, frenagem directa no motor, sem
necessidade de freios mecânicos, além de diversas formas de programação de velocidade de
acordo com a necessidade da ocasião.

Vantagens de inversor de frequência

Vantagens da utilização do inversor de frequência são:

 Substituição de variadores mecânicos e eletromagnéticos;


 Automatização, segurança e flexibilidade em processos industriais;
 Instalação simples;
 Diminuição de choques mecânicos na partida do motor;
 Precisão e processos;
 Menos intervenção humana;

Além destas vantagens, o inversor de frequência possui ótimo custo-benefício, pois


proporcionam economia de energia elétrica, maior durabilidade de engrenagens, polias e
outros componentes mecânicos.
Rampas de aceleração
O inversor de frequência é muito empregado neste tipo de função, sendo uma das suas
maiores vantagens. Quando um motor é energizado, na maioria das vezes, ele parte da inércia
para sua capacidade máxima em poucos segundos. Isso é prejudicial aos componentes do
motor, pois essa partida brusca pode causar desgaste das correias, engrenagens, entre danos
em outras peças. Deste aforma o úmero de manutenção é maior, e a vida útil do motor menor.
A rampa de aceleração é usada para resolver esse problema. Ao configurar um inversor de
frequência para atuar como rampa de aceleração ele consegue determinar o tempo o qual o
motor vai sair da inércia e alcançar sua capacidade máxima, sem “trancos”. Esse tipo de
configuração aumenta a vida útil do motor e de seus componentes, além de diminuir os custos
com manutenção e reposição de peças. Da mesma forma que existem rampas de aceleração,
existem as rampas de desaceleração, que consistem na parada suave do motor, com o
objectivo de evitar frenagens bruscas.
Configuras as rampas de aceleração em inversores é muito simples. Por padrão, os inversores
saem da fabrica com a rampa de aceleração configurada para 5 segundos, mas é possível
ajustar este valor de 0,1 segundo até 245 segundos.

Características de inversores de frequência

N = velocidade de rotação mecânica (rpm);

F = Freqüência fundamental da tensão de alimentação (Hz)

Através da equação podemos concluir que, a nível de usuário, só é possível variar a


velocidade de um determinado motor de indução caso ocorra uma variação no valor da
frequência, pois o número de polos é uma característica construtiva do motor escolhido.
Assim a utilização de inversores de frequência.

– Dispositivo de partida e parada suave do motor

– Substituição de variadores mecânicos e eletromagnéticos

– Automatização e flexibilização dos processos fabris

– Comunicação avançada e aquisição de dados

– Eliminação de elementos de partida pesada e complicada

– Instalação mais simples.

– Excelente para regulação de pressão e vazão

– Economia de energia (demanda e consumo).

– Manutenção: O inversor pode ser testado e operado sem estar conectado ao motor.
Principais Aplicações

Os inversores de frequência WEG são empregáveis na maioria dos equipamentos que


possuem motores elétricos de indução trifásicos:

 Ventiladores e exaustores

 Bombas centrifugas e dosadoras

 Esteiras transportadoras

 Compressores

 Agitadores e misturadores

 Extrusoras

 Laminadores

 Rebobinadoras de papel

 Fornos de cimento

 Esmaltadeiras

 Granuladores e paletizadoras

 Injetoras e sopradoras

 Máquinas de corte e solda

 Fornos de cimento

 Aplicações multibombas e multimotores

 Máquinas em geral (OEMs)


CONCLUSÃO

Nesse trabalho pode-se verificar que, são vários os processos de se realizar a partida nos

motores de indução trifásica. Cada um desses processos apresenta suas vantagens e

desvantagens, dependendo do aspecto particular ou do parâmetro que se quer considerar.

São muitas as grandezas envolvidas, tais como corrente de partida, torque inicial, tempo de

acelerarão, números de operações consecutivas, etc, que o engenheiro projectista deve

conhecer em detalhes cada processo, para o dimensionamento e parametrização dos vários

componentes.

Durante muitos anos foram utilizados exclusivamente os dispositivos electromecânicos, com

uso de contactores e reles, para partida dos motores de indução. Somente em algumas

pequenas aplicações, como no caso de bombas de recalque com vazão ajustável, e que se

utilizavam equipamentos para a variação da velocidade do motor de indução trifásico. Nesse

caso, a variação de velocidade era feita por meio de dispositivos com embraiagens, com

grande perda de energia.

O aparecimento de circuitos electrónicos controlados por tiristores veio permitir, não só o

controle de variação da velocidade do motor de indução trifásico em serviço, como também o


controle de realizar partidas e paradas suaves da máquina. Esses dispositivos electrónicos

representam uma nova era no campo de aplicação do motor de indução trifásico, são

os conversores de frequência e soft-starters que trazem grandes vantagens no controle de

partida e parada nos motores de indução trifásicos.

A conciliação do aproveitamento das vantagens ocasionadas, com a necessidade de se

eliminar alguns inconvenientes, e um apelo a capacidade dos engenheiros electricistas no

sentido de se aperfeiçoar cada vez mais, os dispositivos de partida em motores de indução.


BIBLIOGRAFIA

Revista “Saber Electrónica”, ano 38, edição 356 – Editora Saber LTDA. Setembro, 2002

RASHID, Muhammad H. Eletrônica de Potência – Circuitos, Dispositivos e Aplicações. São

Paulo: Makron Books, 1997.

Guia de aplicação de inversores de frequencia, WEG Automação.