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Direito Administrativo

Conhecido como Direito público, o direito administrativo cuida dos interesses da sociedade
como o do estado. O direito administrativo rege a atividade administrativa, as entidades, os
órgãos e os agentes públicos.

O direito administrativo é a ciência que estuda as relações internas e externas da administração


pública, ou seja, entre as entidades administrativas, seus órgãos públicos e seus agentes, bem
como todas as relações que envolvem a administração pública e seus administradores.

A atividade administrativa é função do poder executivo, mas acaba alcançando os demais


poderes o legislativo e judiciário. Portanto, quando os poderes legislativo e judiciário atuam em
sua função atípica de administrar seus bens, serviços e pessoal, sujeitam-se à disciplina do
direito administrativo.

O sistema administrativo é o regime adotado pelo estado para correções administrativas ilegais.
Também temos os sistemas administrativos Francês e o inglês. O sistema francês a regra é a
proibição do poder judiciário conhecer de atos administrativos que se sujeitam exclusivamente
à jurisdição especial que tem como órgão máximo o conselho do estado, a decisão do conselho
do estado tem a força de coisa julgada, diferente só sistema inglês que tem como força de coisa
julgada o poder judiciário, o único que decide o direito de forma definitiva, independente da
esfera administrativa, tanto para os casos de natureza pública ou privada. Vale ressaltar que o
Brasil adotou o sistema inglês na sua CF.

Regime jurídico administrativo é o conjunto de princípios e regras aplicável à administração


pública e que pautam a atuação de seus agentes públicos. Por conta do interesse público a
administração tem poderes especiais, mas ao mesmo tempo deve se sujeitar a certas restrições.
Quando há conflito entre dois interesses, um público e outro privado, o público prevalece sobre
o interesse privado, respeitado a legalidade e a razoabilidade. A administração pública detém
prerrogativas, poderes, a que o particular deve se sujeitar e aceitar. Os bens e direitos da
administração pública pertencem a coletividade, logo a administração não é livre para dispô-los
como bem entender.

Aluno: Nicolas Deleon de Almeida Xavier / Professor: Héberto Olímpico Costa


Princípios da Administração pública

Os princípios da Administração Pública orientam a atividade administrativa e encontram-se


expressa ou implicitamente na constituição federal de 1988.

os princípios são as ideias centrais de um sistema, estabelecendo suas diretrizes e conferindo a


ele um sentido lógico, harmonioso e racional, o que possibilita uma adequada compreensão.

 Principio da legalidade: Toda e qualquer atividade administrativa deve ser autorizada


por lei, caso contrário, a atividade é ilícita. Portanto a legalidade administrativa é a
diretriz básica.
 Princípio da impessoalidade: Tratar todos de forma igualitária, impessoal,
imparcial, genérica, igualitária, sem vantagens pessoais, ou seja, deverá tratar
todos de forma idêntica, como os mesmos direito e obrigações, intimamente
ligados ao princípio da igualdade, a fim de atingir a finalidade pública e o
interesse da coletividade e não do exclusivamente do privado. Portanto inseridos
nos objetivos deste princípio temos os princípios embutidos da igualdade e
finalidade pública.
 Princípio da moralidade: Deve ser baseada na boa-fé na moral e na ética.
 Princípio da publicidade: O princípio da publicidade torna público oficialmente um
ato da Administração Pública para conhecimento de todos e produzir
possibilidades de fiscalização.
 Princípio da eficiência: Trata da reforma administrativa. A conduta da
Administração Pública deve ser eficiente, moderna, eficaz, para conceber
qualidade ao serviço público, pronto a atender à comunidade e ao bem comum.
Assim fica mais fácil exigir um resultado satisfatório dos servidores.
 Princípio reconhecido: Além dos princípios expressos na CF, existe os princípios
implícitos são eles: a supremacia do interesse público sobre o privado e o da
indisponibilidade.
 Princípio da autotutela: Deve a Administração pública rever seus próprios atos,
seja para anulá-los quando ilegais e revoga-los quando inconveniente e
importunos.
 Princípios da continuidade: O serviço Público essencial à coletividade não
pode sofrer paralisações, constituindo uma verdadeira exceção ao constitucional
direito a greve. Também é desdobramento do principio da continuidade a
necessidade da existência de suplência, delegação e substituição para
preencher as funções públicas temporariamente. Outra vertente deste principio
é a impossibilidade de o particular que celebrou um contrato administrativo
invocar a exceção do contrato não comprido, se a causa for culposa por parte
administrativa o atraso superior a 90 dias dos pagamentos devidos, levando a
rescisão.
 Principio da especialidade: As entidades e o órgão são criados por lei com
finalidades especificas, após sua criação não podem ter os seus fins desviados,
sob pena de ilegalidade.
 Princípios da razoabilidade: Dentro da discricionariedade/liberdade concedida
pela lei ao agente público para decidir, este deve se ater, ao limites aceitáveis.

Aluno: Nicolas Deleon de Almeida Xavier / Professor: Héberto Olímpico Costa


 Principio da proporcionalidade: O princípio da proporcionalidade auxilia no
combate ao excesso de poder do agente público, que ultrapasse os limites
adequados.

Aluno: Nicolas Deleon de Almeida Xavier / Professor: Héberto Olímpico Costa