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DISGRAFIA Características da escrita disgrafia

Cinel (2003), no artigo “Disgrafia. Prováveis causas dos distúrbios e estratégias para a correcção da escrita” apresenta alguns indicadores que permitirão identificar, com segurança, crianças com disgrafia:

  • - rigidez no traçado – o aluno pressiona demasiado o lápis contra o papel;

  • - relaxamento gráfico – o aluno pressiona debilmente o lápis contra o papel;

  • - impulsividade e instabilidade no traçado – o aluno demonstra descontrole no gesto gráfico; o traçado é impulsivo, apressado, confuso, com a escrita irregular e instável;

  • - lentidão no

traçado – o aluno demonstra um traçado arrastado, lento,

tornando evidente um grande esforço de aplicação e controle;

  • - dificuldades relativas ao espaçamento – o aluno deixa espaço irregular

(pequeno ou grande demais) entre letras, palavras; não respeita margens;

amontoa letras;

  • - dificuldades relativas à uniformidade – o aluno escreve com letras grandes demais (macrografia) ou pequenas demais (micrografia) ou mistura ambas; mostra desproporção entre maiúsculas e minúsculas e entre as hastes;

  • - dificuldades relativas à forma das letras, aos ligamentos e à inclinação – o aluno apresenta deformação no traçado das letras; evidencia falta de

ligamentos entre as letras; inclina-as demasiadamente para a esquerda, para a direita ou para ambas as direcções.

Com base nestas informações, poderá ser feito um diagnóstico das possíveis dificuldades de seus alunos, fazendo o registo de suas observações na Ficha para Recolha de Dados que a autora sugere.

Sintomas da Disgrafia <a href=Gordilho (1988) , no seu livro “La disgrafia escolar. Escala disgráfica e tratamientos correctivos”, apresenta os principais sintomas disgráficos, respeitantes a incorrecções no traçado dos grafismos. - Letras irreconhecíveis É possivelmente a característica com maior incidência na disgrafia. A aparição de diversas letras não identificadas num texto determina a ilegibilidade do mesmo. - Grafismos que permitem a confusão de letras A criança realiza um grafismo muito ambíguo que leva à confusão de uns grafemas com outros. Podem surgir estas disgrafias por atrofia ou hipertrofia dos bastões das letras (h, n, p), a desaparição das arcadas (u, n, p, m, h), a eliminação de “caracóis” (b, v) ou não realização das regressões (c, a, g, d, o). Esta confusão acontece frequentemente também em outros grafismos (r, n) ou em determinadas combinações de letras (cl, d). - Confusões originadas pela quantidade A criança, como consequência de uma confusão na quantidade de elementos intervenientes, confunde letras ou escreve uns neografismos inexistentes. Acontece quase sempre nos grafemas "n" e "m". - Grafemas traçados numa direcção inadequada É possivelmente uma das disgrafias mais frequentes, onde se pode dar todo o tipo de variantes. É uma incorrecção muito comum nos primeiros anos escolares, se bem que remete em alguns casos para o momento em que começam a produzir-se as ligações entre as letras. " id="pdf-obj-1-2" src="pdf-obj-1-2.jpg">

Sintomas da Disgrafia

Gordilho (1988), no seu livro “La disgrafia escolar. Escala disgráfica e tratamientos correctivos”, apresenta os principais sintomas disgráficos, respeitantes a incorrecções no traçado dos grafismos.

- Letras irreconhecíveis É possivelmente a característica com maior incidência na disgrafia. A aparição de diversas letras não identificadas num texto determina a ilegibilidade do mesmo.

- Grafismos que permitem a confusão de letras A criança realiza um grafismo muito ambíguo que leva à confusão de uns grafemas com outros. Podem surgir estas disgrafias por atrofia ou hipertrofia dos bastões das letras (h, n, p), a desaparição das arcadas (u, n, p, m, h), a eliminação de “caracóis” (b, v) ou não realização das regressões (c, a, g, d, o). Esta confusão acontece frequentemente também em outros grafismos (r, n) ou em determinadas combinações de letras (cl, d).

- Confusões originadas
- Confusões
originadas

pela

quantidade

A criança, como consequência de uma confusão na quantidade de elementos

intervenientes, confunde letras ou escreve uns neografismos inexistentes. Acontece quase sempre nos grafemas "n" e "m".

Sintomas da Disgrafia <a href=Gordilho (1988) , no seu livro “La disgrafia escolar. Escala disgráfica e tratamientos correctivos”, apresenta os principais sintomas disgráficos, respeitantes a incorrecções no traçado dos grafismos. - Letras irreconhecíveis É possivelmente a característica com maior incidência na disgrafia. A aparição de diversas letras não identificadas num texto determina a ilegibilidade do mesmo. - Grafismos que permitem a confusão de letras A criança realiza um grafismo muito ambíguo que leva à confusão de uns grafemas com outros. Podem surgir estas disgrafias por atrofia ou hipertrofia dos bastões das letras (h, n, p), a desaparição das arcadas (u, n, p, m, h), a eliminação de “caracóis” (b, v) ou não realização das regressões (c, a, g, d, o). Esta confusão acontece frequentemente também em outros grafismos (r, n) ou em determinadas combinações de letras (cl, d). - Confusões originadas pela quantidade A criança, como consequência de uma confusão na quantidade de elementos intervenientes, confunde letras ou escreve uns neografismos inexistentes. Acontece quase sempre nos grafemas "n" e "m". - Grafemas traçados numa direcção inadequada É possivelmente uma das disgrafias mais frequentes, onde se pode dar todo o tipo de variantes. É uma incorrecção muito comum nos primeiros anos escolares, se bem que remete em alguns casos para o momento em que começam a produzir-se as ligações entre as letras. " id="pdf-obj-1-27" src="pdf-obj-1-27.jpg">

-

Grafemas

traçados

numa

direcção inadequada

É possivelmente uma das disgrafias mais frequentes, onde se pode dar todo o

tipo de variantes.

É uma incorrecção muito

comum nos primeiros anos

escolares, se bem que

remete

em alguns casos para o momento

em que

começam a produzir-se as ligações entre as letras.

- Letras sobreimpressas A criança, ao escrever uma letra em direcção dextrógira sente-se obrigado a continuar
  • - Letras sobreimpressas

A criança, ao escrever uma letra em direcção dextrógira sente-se obrigado a continuar o “caracol” para o poder enlaçar com a seguinte letra. Desta forma, tem que ser repassada para permitir a união. Costuma acontecer nos grafemas “o” e “a”, ainda que também seja observado no “d” e no “p”, e mais raramente na letra “e”.

- Letras sobreimpressas A criança, ao escrever uma letra em direcção dextrógira sente-se obrigado a continuar
  • - Letras com traçados variados

Ao escrever uma letra, o aluno justapõe dois ou mais traços para a completar.

Os traços podem aparecer sobrepostos ou isolados. É uma incorrecção frequente, onde a velocidade da escrita fica reduzida. As letras podem perder o seu significado ao ficarem em alguns casos desdobradas. Aparecem com frequência nas letras “a”, “d”, “g”, “p”, “m” e “n”.

- Letras sobreimpressas A criança, ao escrever uma letra em direcção dextrógira sente-se obrigado a continuar

- Omissão de “caracóis”

Uma elevada percentagem de alunos omitem nas letras “b”, “v” e “o”, em consequência estes grafemas aparecem desligados. Pode acontecer, inclusivamente no interior de uma palavra com todas as palavras ligadas. Por vezes, principalmente nas combinações “br” e “be”, a omissão de caracóis pode provocar muitas confusões.

- Letras sobreimpressas A criança, ao escrever uma letra em direcção dextrógira sente-se obrigado a continuar
  • - Caracóis excessivos

Costuma acontecer nos grafemas “b”, “v” e “o”. A aparição de bucles

excessivos pode provocar certas confusões. Por exemplo, quando o caracol do “o” é exagerado pode transformar-se numa letra completamente diferente, possivelmente a letra “a”.

- Letras sobreimpressas A criança, ao escrever uma letra em direcção dextrógira sente-se obrigado a continuar
  • - Letras abertas

Pode acontecer nas letras que exijam uma regressão: “o”, “a”, “g” e “d”. O aluno

ao traçar as letras reduz o movimento semicircular e fica reduzido a uma ligeira insinuação da curvatura. Deste modo, a forma arredondada fica atrofiada e transforma-se em forma aberta.

- Letra atrofiada Pode ser considerada uma atrofia quando o tamanho de uma letra dentro de
  • - Letra atrofiada

Pode ser considerada uma atrofia quando o tamanho de uma letra dentro de uma palavra fique tão reduzido que dificulte a sua identificação. Em certas ocasiões a letra atrofiada fica reduzida a um simples giro. Costuma acontecer com muita frequência no grafema “e”.

- Letra atrofiada Pode ser considerada uma atrofia quando o tamanho de uma letra dentro de
  • - Angulações

A angulação forma parte, em muitos casos, de uma escrita pessoal. No entanto, quando a angulação é excessiva pode provocar algumas confusões. Considera-se que existem angulações, não quando não se respeitam as formas arredondadas das arcadas por evolução do grafismo, e sim no momento em que estas se transformem em pontas de lança que dificultem a identificação isolada dos grafemas.

- Letra atrofiada Pode ser considerada uma atrofia quando o tamanho de uma letra dentro de
  • - Bastões descontínuos

Os bastões estão retocados com o fim de os prolongar. Os traços são descontínuos não por que haja uma incapacidade motora , e sim por erro. O aluno desenha uns bastões atrofiados. No entender do aluno, este estima ser necessário prolongá-las pelo que se faz necessário um agregado.

- Letra atrofiada Pode ser considerada uma atrofia quando o tamanho de uma letra dentro de
  • - Bastões em curva

Os bastões ascendentes que deveriam ser rectos, firmes e seguros estão

dobrados quase sempre para trás e em forma de curva.

- Letra atrofiada Pode ser considerada uma atrofia quando o tamanho de uma letra dentro de
  • - Formas inchadas

As letras, que deveriam ser ovais e mais altas que largas, alargam-se na zona

média da forma oval, cujo eixo horizontal é maior que o vertical.

- Abaulamentos As formas arredondadas das letras apresentam pequenas ondulações irregulares nos traços ovalados. Os grafemas

- Abaulamentos

As formas arredondadas das letras apresentam pequenas ondulações irregulares nos traços ovalados. Os grafemas oferecem aspecto de estar estrangulados, abaulados. As mesmas irregularidades podem aparecer nas arcadas das letras “m”, “n”, “P” e “h” ou nos caracóis exteriores de alguns grafemas que possuem bastõe como o “l”, “b”, “d”, “f”, “g” ou “j”.

- Abaulamentos As formas arredondadas das letras apresentam pequenas ondulações irregulares nos traços ovalados. Os grafemas
  • - Tremor

São raros os casos escolares nos que se pode apreciar o tremor; neste as

letras oferecem um traço oscilante e irregular: os grafemas parecem tremer. Estes casos costumam estar associados a estados patológicos.

- Abaulamentos As formas arredondadas das letras apresentam pequenas ondulações irregulares nos traços ovalados. Os grafemas
  • - Letras retocadas

As letras depois de estarem concluídas são rectificadas com pequenos traços para camuflar as suas imperfeições. São frequentes as ligações que exigem regressão ou quando a qualidade da grafia obriga ao aluno a reestruturar uma letra reproduzida imperfeitamente.

- Abaulamentos As formas arredondadas das letras apresentam pequenas ondulações irregulares nos traços ovalados. Os grafemas
  • - Letras incrustadas

A união entre os grafemas é possível graças à prolongação do primeiro deles.

Em ocasiões, os grafemas aparecem justapostos, sem zonas neutras que os diferenciem. Podem encontrar-se vários tipos de incrustações. O mais frequente consiste em unir os grafemas sobreimprimindo -os. Desta forma dificulta-se a percepção das letras ao estar umas sobre as outras.

Frequentemente, a incrustação obedece a uma eliminação do caracol ou à carência de uma zona neutra de enlace entre duas letras.

Frequentemente, a incrustação obedece a uma eliminação do caracol ou à carência de uma zona neutra
  • - Colagens

São agregados que o aluno utiliza para unir as letras de uma palavra. As letras são escritas incompletas ou desunidas. Um dos grafemas nos que aparece “colagens” com mais frequência é a “a”. O aluno ao não realizar a regressão, transforma este grifem numa espécie de “u”; posteriormente sente-se obrigado a fechar o grafema agregando um ligeiro arco na parte superior.

Frequentemente, a incrustação obedece a uma eliminação do caracol ou à carência de uma zona neutra
  • - Pontos em “x”

Consiste na justaposição das letras cujas ligações se cruzam. As uniões são muito imperfeitas, as letras não ligam e sim justapõe-se produzindo uma cruz. Na realidade não ocorre ligação entre os grafemas. Estes aparecem desligados e a união é tão imperfeita que não chega a coordenar-se os movimentos produzindo-se um característico choque entre o final de um grafema e os elementos de enlace da letra seguinte.

Frequentemente, a incrustação obedece a uma eliminação do caracol ou à carência de uma zona neutra
  • - Pseudouniões

Consiste no enlace das letras por justaposição. Realmente as letras não estão enlaçadas por um mesmo traço, mas sim estão apegadas umas a outras mediante os elementos de enlace. É uma correcção muito frequente, estando presente até entre professores, pelo que devemos ser cautos na hora de atribuir uma disgrafia pela presença exclusiva de pseudouniões.

Frequentemente, a incrustação obedece a uma eliminação do caracol ou à carência de uma zona neutra
  • - Recheio das letras

Os caracóis de algumas letras, em especial o “e”, estão tão atrofiados que não se percebe o espaço delimitado pelo fecho da curva. O grafismo fica reduzido a um esquemático giro sem nenhum espaço em branco no interior.

Os caracóis de algumas letras, em especial o “e”, estão tão atrofiados que não se percebe
  • - Sacudiduras

São ligeiras prolongações nos enlaces. Aparecem ao tentar estabelecer uma união que se alarga excessivamente. As letras prolongam-se desmesuradamente ao tentar enlaçá-las com as seguintes.

Os caracóis de algumas letras, em especial o “e”, estão tão atrofiados que não se percebe
  • - Tamanho desproporcional das letras

O tamanho das letras é muito grande ou muito pequeno, de acordo com a

dimensão média da altura dos grafemas, aproximadamente 2,5 mm. Devemos considerar que o tamanho está relacionado com a idade do aluno, e que, portanto deverá conceder-se uma margem entre dois ou três milímetros. Em alunos de primeiros anos não se considerará esta incorrecção.

Os caracóis de algumas letras, em especial o “e”, estão tão atrofiados que não se percebe
  • - Desproporção entre as zonas gráficas

O alinhamento está dividido em três zonas: média, superior e inferior. Cada corpo tem aproximadamente 2,5 mm de altura. A altura total das letras que ultrapassam as linhas deve ser o dobro do tamanho médio dos grafemas escritos na zona média. Quando os bastões de algumas letras superam a zona superior, considera-se uma hipertrofia, quando não, uma atrofia.

Os caracóis de algumas letras, em especial o “e”, estão tão atrofiados que não se percebe
  • - Desproporção do tamanho das maiúsculas

As maiúsculas devem ocupar a zona média e superior das linhas. Frequentemente produz-se uma atrofia ao reduzir a maiúscula ao tamanho de uma letra normal. Igualmente podem aparecer também algumas hipertrofias fazendo com que o tamanho de algumas maiúsculas superem o triplo da altura de uma vogal.

Os caracóis de algumas letras, em especial o “e”, estão tão atrofiados que não se percebe
  • - Irregularidade na dimensão

Considera-se a presença de irregularidade na dimensão quando a altura das letras varie ao longo da escrita. As totalidades das letras deveriam ter um tamanho parecido. No entanto, temos de considerar como disgráfica uma diferença superior a 1 mm entre a letra maior e a mais pequena de uma palavra. Para considerar este item tem de se comparar sempre as letras da mesma zona gráfica. Quando as letras estejam formadas por bastões, a diferença deve ser superior a 2 mm.

- Letra estendida Os grafemas são extraordinariamente largos em relação à altura, ainda que guardem uma
  • - Letra estendida

Os grafemas são extraordinariamente largos em relação à altura, ainda que guardem uma relativa proporção entre eles. As letras parecem esparramarem- se na linha. Igualmente que na escrita encolhida, esta disgrafia tem que considerar-se só em casos extremos: crianças que com poucas palavras são

capazes de ocupar uma linha.

- Letra estendida Os grafemas são extraordinariamente largos em relação à altura, ainda que guardem uma
  • - Escrita encolhida

As letras são muito estreitas em relação à altura. A escrita dá a sensação de

estar contraída, dificultando a sua legibilidade.

- Letra estendida Os grafemas são extraordinariamente largos em relação à altura, ainda que guardem uma
  • - Separação irregular entre palavras

Os espaços entre as palavras são muito irregulares. Não existe um

distanciamento equilibrado entre os vocábulos.

- Letra estendida Os grafemas são extraordinariamente largos em relação à altura, ainda que guardem uma
  • - Palavras apertadas

As palavras parecem estar aglomeradas umas à outras. A distância entre elas é

muito pequena. O texto provoca a sensação de amontoamento. Considera-se que a distância entre as palavras deve ser aproximadamente ao dobro de uma vogal.

- Letra estendida Os grafemas são extraordinariamente largos em relação à altura, ainda que guardem uma
  • - Linhas ascendentes ou descendentes

As linhas devem manter certo paralelismo. Quando a inclinação supera os 6º,

considera-se que a linha é ascendente ou descendente.

- Letra estendida Os grafemas são extraordinariamente largos em relação à altura, ainda que guardem uma
  • - Linha flutuante

A linha ondula produzindo pequenas subidas ou descidas. É uma incorrecção

bastante generalizada.

- Letra estendida Os grafemas são extraordinariamente largos em relação à altura, ainda que guardem uma
  • - Linha quebrada

Considera-se linha quebrada quando a linha baixa e depois sube bruscamente simulando uma linha partida. As palavras parecem estar a bailar cada uma em sua direcção. Em ocasiões, a linha base de uma mesma palavra pode mudar bruscamente de direcção em uma ou em várias ocasiões.

- Linha quebrada Considera-se linha quebrada quando a linha baixa e depois sube bruscamente simulando uma
  • - Espaço irregular entre as linhas

A distância que separa uma linha de outra não guarda nenhuma equidistância. As linhas aproximam-se ou afastam-se de forma irregular. Considera-se a presença de irregularidade entre as linhas quando a distância máxima no início e no fim da linha seja o dobro da separação mínima encontrada nessa mesma página.

- Linha quebrada Considera-se linha quebrada quando a linha baixa e depois sube bruscamente simulando uma
  • - Ausência de margens

O aluno não respeita as margens ao escrever. Podem surgir problemas tanto com a margem direita como com a esquerda ou com ambas.

- Linha quebrada Considera-se linha quebrada quando a linha baixa e depois sube bruscamente simulando uma
  • - Conjunto sujo

A escrita dá a sensação geral de sujidade. O traçado é sujo, as letras estão

retocadas, etc.

- Linha quebrada Considera-se linha quebrada quando a linha baixa e depois sube bruscamente simulando uma
  • - Irregularidades de inclinação

A inclinação dos bastões pode

esquerda.

variar tanto

para

a direita

como

para

a

Segundo <a href=Arándiga (1998) , os instrumentos mais relevantes para avaliar a disgrafia são as seguintes: - Escala de escrita (Ajuriaguerra, 1973) - Escala colectiva de observação da escrita (Manso & Rejas, 1996) - THG: Teste de Habilidades Grafomotoras (Nuñez & León, 1989) - Language Survey (Woodcoock-Muñoz, 1993) Uma avaliação precisa é fundamental, uma vez que nos indicará o caminho a seguir durante a intervenção, nomeadamente acerca das necessidades que se deverão contemplar e trabalhar. Existem diferentes tipos de disgrafia. Disgrafias posturais: referem-se à distintas dificuldades na escrita que se Originam de uma má postura ao escrever. – Apoiar-se sobre a mesa – Agarrar-se à cadeira – Folha centrada – Zoom ocular: precisa aproximar muito a folha dos olhos – Folha virada para a direita – Escoramento cefálico: a criança sustenta a cabeça com a mão que não escreve ou apoia a cabeça sobre o braço, ficando apoiada sobre a mesa. – Braço em forma de gancho: mão colocada acima da linha da escrita, o que a obriga a girá-la em demasia. – Folha virada para esquerda Disgrafias de preensão: – Palmar: a criança pega o lápis com o polegar e os três ou quatro últimos dedos. O polegar está em cima do indicador. – Preensão sobre a ponta do lápis – Tetradigital: segura o lápis com a ponta dos dedos – Falanges hiperarticuladas – Lápis seguro entre o dedo indicador e o médio " id="pdf-obj-9-2" src="pdf-obj-9-2.jpg">

Segundo Arándiga (1998), os instrumentos mais relevantes para avaliar a

disgrafia são as seguintes:

  • - Escala de escrita (Ajuriaguerra, 1973)

  • - Escala colectiva de observação da escrita (Manso & Rejas, 1996)

  • - THG: Teste de Habilidades Grafomotoras (Nuñez & León, 1989)

  • - Language Survey (Woodcoock-Muñoz, 1993)

Uma avaliação precisa é fundamental, uma vez que nos indicará o caminho a seguir durante a intervenção, nomeadamente acerca das necessidades que se deverão contemplar e trabalhar.

Existem diferentes tipos de disgrafia.

Disgrafias posturais: referem-se à distintas dificuldades na escrita que se Originam de uma má postura ao escrever. – Apoiar-se sobre a mesa – Agarrar-se à cadeira – Folha centrada – Zoom ocular: precisa aproximar muito a folha dos olhos – Folha virada para a direita – Escoramento cefálico: a criança sustenta a cabeça com a mão que não escreve ou apoia a cabeça sobre o braço, ficando apoiada sobre a mesa. – Braço em forma de gancho: mão colocada acima da linha da escrita, o que a obriga a girá-la em demasia. – Folha virada para esquerda

Disgrafias de preensão:

– Palmar: a criança pega o lápis com o polegar e os três ou quatro últimos dedos. O polegar está em cima do indicador. – Preensão sobre a ponta do lápis – Tetradigital: segura o lápis com a ponta dos dedos – Falanges hiperarticuladas – Lápis seguro entre o dedo indicador e o médio

– Bidigital: segurar o lápis com dois dedos – Tridigital: com a polpa do dedo médio

Disgrafias de pressão:

– Letras asas de mosca”: traços muito fracos – Letras “amassafolha”: pressão excessiva no traço ao escrever – Letra parkinsoniana: pequena, tr~emula e rígia

Disgrafias de direcionalidade:

– Descendente – Ascendente – Serpenteante

Disgrafias de giro:

As letras que necessitam de traços circulares na sua execução como a, o, d, g, f e q são feitas com giros invertidos, ou seja, no sentido horário. Isto dificulta o traçado da letra e sua ligação com a letra seguinte.

Disgrafias de ligação:

– Falta de ligação entre as letras na escrita cursiva. – Ligação “simbiótica”: escrita das letras coladas entre si, sem as linhas de união definidas. – Ligação elástica: as letras são separadas e unidas obrigatoriamente com linhas que parecem sobrecarregadas.

Disgrafias figurativas:

– Mutilação de letras – distorções de letras

Disgrafias posicionais:

– Verticalidade caída para trás – Letras em espelho – Confusão de letras simétricas como por exemplo, b e d.

Disgrafias relacionadas com o tamanho:

– Macrografias

– Micrografias

Disgrafias espaciais:

– Interalinhado regular – Texto margeado à esquerda

Atividades e estratégias

O aperfeiçoamento da escrita tende a compensar os déficits na mesma, na medida em que se pretende melhorar os fatores funcionais que afetam o ato de escrever. Deste modo apresentaremos algumas estratégias e atividades para serem praticadas com crianças que tem disgrafia com comorbidade ou não do TDAH.

Pautas

– Lisa unilineal: permite à criança apoiar corretamente a escrita, mas não dá resposta aos problemas de dimensão ou espaçamento.

– Lisa de duas linhas: as letras baixas são adequadamente situadas entre duas linhas, o que compensa parcialmente o problema das dimensão das letras.

– Quadriculdada: permite adequar a escrita em termos de dimensão e espacialização. Convém utilizar quadrículos grandes para que a criança não tenha de fazer um esforço perceptivo suplementar e desnecessário.

Atividades de Aperfeiçoamento

– Transtornos da inclinação • Desenhar linhas paralelas. • Desenhar ondas e linhas retas paralelas. • Recortar tiras de papel paralelas. • Numa folha de papel desenhar pontos em ambos os extremos que a criança deve unir. Realizar também atividades de escrita procurando terminar em locais adequados.

Disgrafias espaciais: – Interalinhado regular – Texto margeado à esquerda Atividades e estratégias O aperfeiçoamento da

– Transtornos de proporção

O uso de pautas quadriculadas pode corrigir os transtornos de dimensão das letras. Deve-se dar à criança algumas orientações: as letras ascendentes ou descendentes ocupam três quadrados, as letras baixas apenas uma.

O uso de pautas quadriculadas pode corrigir os transtornos de dimensão das letras. Deve-se dar à

– Transtornos de ligação entre letras • Exercícios de reaprendizagem da forma das letras. • Exercícios de repassar palavras e frases sem levantar o lápis. • Pôr palavras com letras separadas para que a criança as una de forma correta.

O uso de pautas quadriculadas pode corrigir os transtornos de dimensão das letras. Deve-se dar à

– Transtornos de Espaçamento

O uso de pautas quadriculadas com o estabelecimento de deixar três quadrículos entre as palavras pode ajudar na homogeneidade do espaçamento.

c) Controle dos movimentos que acompanham o grafismo

– Posição do corpo

Durante a escrita, o corpo tem de permanecer paralelo à mesa evitando que se forme um ângulo com esta, uma vez que isso obriga a rodar os ombros para escrever. As costas devem estar apoiadas nas costas da cadeira e só a zona dorsal formará um ligeiro ângulo com o bordo da mesa.

– Posição da mão

Posições incorretas frequentes na disgrafia:

• Suporte múltiplo: o lápis é segurado com a colocação de dedo polegar por cima do mesmo. Desta forma, a mão cansa-se mais, uma vez que o dedo polegar tem uma função de suporte e ao colocar-se em cima do lápis atrasa a escrita e provoca sensações dolorosas ou de fadiga na mão. • Crispação dos dedos: a crispação é a flexão excessiva de um ou vários dedos durante a escrita, o que gera sensações desagradáveis e paragens durante a escrita. Os exercícios de relaxação, educação do gesto manual e digital e coordenação visuomotora ajudam a que desapareça a crispação. • Posição de varrimento: inadequada postura do ângulo que forma a mão ao escrever com o papel. É mais comum entre crianças canhotas, mas também acontece nos destros. Esta posição leva a fadiga e sensações dolorosas do pulso. é aconselhável a relaxação segmentar e prestar atenção á inclinação do papel. • Posição empunhada: a criança segura o lápis na intersecção ou buraco formado pelos dedos indicador e polegar. Esta posição obriga a criança a uma postura crispada e fatigosa, assim como a um suporte insuficiente do lápis. Progressivamente a criança deve ser ensinada a utilizar a pinça fina (indicador, polegar e médio).

d) Posição do papel

À medida que a criança cresce o papel vai-se separando da posição vertical criando-se um ângulo cada vez maior entre a mesa e a posição do papel. O ângulo de inclinação aumenta progressivamente ao longo dos anos (nos adultos é de 30 º). Do mesmo modo, a criança tende a aproximar o papel em direção ao hemicorpo da mão que escreve. Determinadas posturas provocam alterações no grafismo (ângulo inadequado, movimentos persistentes). Convém realizar exercícios em que a criança possa aprender a escrever com correta inclinação. Um exemplo é fixar o papel para impedir que a criança o mova durante a escrita.

A reeducação grafomotora tem como objetivo exercitar o grafismo prévio à escrita, pretendendo educar e corrigir os movimentos básicos que intervêm na escrita. De seguida apresentam-se alguns exercícios sobre este tópico.

Linhas Retas

a) Com o pincel A utilização do pincel permite melhorar os transtornos de pressão e suporte,
  • a) Com o pincel

A utilização do pincel permite melhorar os transtornos de pressão e suporte, contudo só deve ser usado em fases iniciais.

– Realizar traços horizontais da esquerda para a direita. -Realizar traços verticais. -Pintar quadrículos com traços horizontais ou verticais. -Pintar zig-zags.

a) Com o pincel A utilização do pincel permite melhorar os transtornos de pressão e suporte,

-Pintar traços alternado a grossura (grosso-fino). – Preencher formas com traços retos.

a) Com o pincel A utilização do pincel permite melhorar os transtornos de pressão e suporte,
  • b) Exercícios sobre pautas

– Num quadro pautado (com quadrículos) seguir uma série de desenhos de progressiva dificuldade.

Continuar as séries iguais Continuar as séries alternantes

Continuar as séries iguais

Continuar as séries iguais Continuar as séries alternantes

Continuar as séries alternantes

Continuar as séries iguais Continuar as séries alternantes