Você está na página 1de 13

ASCCAM

Clínica de Iniciação em Direção para Coros e Grupos vocais


Facilitador: Maestro Ricardo Donado

Boa Vista, Estado de Roraima, Brasil


Del 31 de mayo ate 2de junio de 2012

Objetivo
Fornecer as ferramentas básicas, o diretor do grupo vocal ou coral, deve ser gerenciada
para desenvolver o seu papel de formação, liderança e promoção do potencial artístico
do grupo que dirige

Conteúdo
Classificação de vozes
Analise e preparação de partituras
Pedagogia de ensaio
Técnica vocal aplicada ao coro
Técnica gestual
Perfil do diretor

Estratégias
Apresentação teórica com resposta pratica
Estudo do material musical
Apresentação de casos práticos com participação dos próprios integrantes
Realização de exercícios vocais aplicados aos diferentes aspectos de desenvolvimento
no canto em grupo
Entrega de material musical para estudos posteriores
Dialogo coletivo e intercambio de conhecimento sobre o papel do diretor de coro.

Programa

HORÁRI 5TA F 31/05 6TA F 01/06 HORÁRI SAB. 02/06


O O
14:00 Introdução Leitura rítmica 09:00 Leitura rítmica
14:30 Leitura rítmica Relaxamento e 09:30 Relaxamento e
Respiração Respiração
15:00 Relaxamento e Técnica Vocal e 10:00 Técnica Vocal e
Respiração Consciência tonal Consciência tonal
15:30 Técnica Vocal e Técnica gestual 10:30 Pratica da Direção
Consciência tonal
16:00 Classificação Vocal
16:30 Intervalo Intervalo 12:00 Almoço libre
16:45 Classificação Vocal Analise y 14:00 Reflexiones sobre o
18:00 Analise y montagem do 15:00 papel do diretor
19:00 montagem do Repertorio 16:00 Apresentação Final
Repertorio
20:00 Apresentação 17:00 Entrega de
especial certificados
18:00 Cierre
ASCCAM
Clínica de Iniciação em Direção para Coros e Grupos vocais
Facilitador: Maestro Ricardo Donado
ASCCAM
Clínica de Iniciação em Direção para Coros e Grupos vocais
Facilitador: Maestro Ricardo Donado
Repertorio
Bendito
Caricias sobre o oceano
Over the rainbow
Uirapuru
Azulão
ASCCAM
Clínica de Iniciação em Direção para Coros e Grupos vocais
Facilitador: Maestro Ricardo Donado

Minha voz, minha vida


Meu segredo e minha revelação
Minha luz escondida
Minha bússola e minha desorientação
Minha voz é precisa
Vida que não é menos minha que da canção

Por ser feliz, por sofrer, por esperar eu canto


Por ser feliz, pra sofrer, para esperar eu canto

Meu amor, acredite


Que se pode crescer assim pra nós
Uma flor sem limite
É somente porque eu trago a vida aqui na voz

Caetano Veloso
ASCCAM
Clínica de Iniciação em Direção para Coros e Grupos vocais
Facilitador: Maestro Ricardo Donado

Classificação de vozes
O que é a voz?
Quando nos preguntamos o que é a voz, pensamos que só abrimos a boca para que
saia o som.
Mas não é so isso. A voz é o resultado da ativação do corpo e mente.

Por esse motivo o diretor do canto coral tem uma grande responsabilidade para
conduzir adequadamente esse processo de descoberta e proporcionar as ferramentas
para que seus participantes se aprofundem nele.

Cuerpo

A voz é o resultado de um fenômeno físico que consiste na vibração do ar que


expulsamos do nosso corpo. Intervem:

Nariz
Boca
Língua
Laringe
Cordas vocais
Epiglote
Brônquios
Pulmões
Costelas
Diafragma

A função fisiológica da respiração é essencial para voz acontesca. Portanto, aquele que
canta bem, primeiro respire bem. A contribuição que o corpo dá voz ao seu material de
áudio: ar. E parte do corpo que gerencia e converte-a em voz chamou sistema fonético

O sistema requer treinamento fonético (corpo) e consciência (mente)

Mente

Mente do cantor é responsável por fazer tudo o que está vibrando ar, tornam-se
linguagem maravilhosa de música. O cantor e seu treinador deve trabalhar com
aptidão e atitude para equilibrar selecção, formação de repertório adequado,
sensibilidade e contexto artístico. Esse é o segredo de um bom intérprete.
ASCCAM
Clínica de Iniciação em Direção para Coros e Grupos vocais
Facilitador: Maestro Ricardo Donado
ASCCAM
Clínica de Iniciação em Direção para Coros e Grupos vocais
Facilitador: Maestro Ricardo Donado

Analise e preparação de partituras


ASCCAM
Clínica de Iniciação em Direção para Coros e Grupos vocais
Facilitador: Maestro Ricardo Donado

Cuide bem do seu gogó:


1 Evite álcool para não ressecar os órgãos.
2 Fuja de comidas ou bebidas muito quentes ou estupidamente geladas. Há um limite de
temperatura aceitável.
3 Cigarro é inadmissível.
4 Acidez dos alimentos pode prejudicar a parte bucal.
5 Não grite jamais. A vibração desordenada das cordas vocais danifica seu potencial.
6 Mantenha sua boca sempre hidratada. A sede faz estragos.
7 A ingestão de bons alimentos (especialmente frutas) ajuda a conservação bucal.
8 Um gargarejo de água e sal (uma pitadinha de nada) regularmente funciona como soro.
Atenção; nada de sal em excesso, conhaque ou vinagre. Caninha 51 também nem pensar.

Aquecimento vocal
Esses exercícios servem para desenvolver o controle vocal dos sons. É importantíssimo para o desenrolar
da voz. Não ignore a boa postura e também esteja bem hidratado (com água natural).
1 1. Moído: feche a boca e comece soando som “hummmmm” igual a uma vaca preguiçosa. Note
que o som (grave) fica armazenado na faringe (cavidade no começo da garganta). Inicie com um tempo
de 10 segundos para o som, pare, respire fundi e recomece aumentando o tempo de execução do som.
10 vezes.
2 2. Fonfom: o mesmo exercício acima, desta vez, trazendo o som para o nariz.
3 3. Staccato: vamos repetir o exercício 1 e 2 em staccato (você não sabe o que é staccato?). Quer
dizer, som cortado em seqüências rápidas e fortes. “Hum... hum... hum... hum”. Use o diafragma para
impulsionar o som.
4 4. Pianinho: é semelhante ao staccato, mas com uma diferença; soe baixinho.
5 5. Exercício I: agora de boca aberta, trabalhe nos moldes acima um “psiu” com o som de
“ssssssss”. 10 vezes normal e 10 staccato.
6 6. Exercício II: ainda seguindo o modelo anterior, execute “Zzzzzzzzzzz”. 10 vezes normal e 10
em staccato.
7 7. Exercício III: vamos trabalhar o volume calculando o tempo de execução e dividindo em dois;
do zero para o mais alto possível e daí para o zero novamente. Ou seja, vá aumentando o som e depois o
diminuindo. Faça duas vezes com cada som já treinado.
8 8. Exercício IV: agora para relaxar, produza o som “Ffffffff” semelhante a um pneu vazando ar.
Em seguida, uma chuva; “Xxxxxxxxx” e finalmente, uma metralhadora; “Rrrrrrrr”. Para este último,
coloque e tremule a língua no céu da boca. 5 vezes cada.
ASCCAM
Clínica de Iniciação em Direção para Coros e Grupos vocais
Facilitador: Maestro Ricardo Donado

Rosto
Cabeça
Peito
Dentes
Língua
Laringe

Por que
Porque
Por quê
Porquê

Por qué
porque
ASCCAM
Clínica de Iniciação em Direção para Coros e Grupos vocais
Facilitador: Maestro Ricardo Donado

Pedagogia de ensaio
Técnica vocal aplicada ao coro
Técnica gestual
Perfil do diretor
ASCCAM
Clínica de Iniciação em Direção para Coros e Grupos vocais
Facilitador: Maestro Ricardo Donado

10 dicas para iniciantes em técnica vocal

Algumas dicas, que as vezes parecem até simples demais, mas que são interessantes principalmente para quem
está começando:

1 - Relaxe! Vc está aí para aprender. Não fique todo duro, travado ou com vergonha de fazer exercícios, por
mais estranhos que pareçam.

2 - Não pare durante os vocalises. É importante que vc faça até o fim. É normal a pessoa quando erra, parar
no meio do exercício.

3 - Se permita errar. Errar na aula é melhor do que na hora de se apresentar. Isso equivale a dizer que vc
deve tentar fazer, saia o som que sair. Se estiver ruim o professor corrige.

4 - Não fique inibido porque a pessoa que está lhe dando aula sabe muito mais do que vc, afinal é por isso
que vc está aí, certo?

5 - Tem gente que pára demais para conversar no meio dos exercícios. Tudo bem conversar um pouco para
relaxar, mas não perca o foco. Aproveite a aula.

6 - Se vc tem dúvidas sobre o trabalho, se vc não tem confiança no profissional é melhor procurar outro.
Não perca tempo.

7 - Não adianta nada fazer aula uma ou duas vezes por semana e depois não fazer mais nada em casa,
esperando que a outra semana chegue. Tem que cantar para aplicar o que aprendeu na aula (sem forçar).

8 - Não pense que vc vai resolver os seus problemas em dois meses. Isso leva tempo. Seis meses para aula
de canto é quase nada.

9 - Complementando a anterior, quanto mais vc se dedicar, mais tempo pensar na voz, mais rápido vai ser o
seu desenvolvimento. Professor não faz milagre.

10 - Não perca o foco. Tenha um objetivo bem traçado, mas respeite os limites da voz. Aprenda a conhecer a
sua voz. Não se estresse querendo ter uma voz diferente, pense em fazer o máximo possível com o que vc
tem.
E não esqueça: o professor mostra o caminho, mas não pode formar a sua voz por vc. Não seja passivo no
estudo. Faça acontecer.
ASCCAM
Clínica de Iniciação em Direção para Coros e Grupos vocais
Facilitador: Maestro Ricardo Donado

G = Letra que representa a nota de Sol e o


Vocabulário musical acorde de Sol Maior.
Grave = Variável da tonalidade do som para
# = Símbolo de sustenido. grosso e baixo. Oposto de agudo.
A = Letra que representa a nota de Lá e o Harmonia = Afinação entre os sons.
acorde de Lá Maior. Introdução = Efeito de acompanhamento que
Acompanhamento = Fundo musical que precede a melodia.
preenche a melodia. Ver; Efeitos de Lá = Sexta nota musical. É representada pela
acompanhamento. letra A.
Acorde = União de notas musicais para Melodia = Seqüência de notas que define a
acompanhar a melodia. Cada tonalidade tem música e é cantada ou tocada em destaque nas
uma série de acordes que podem ser maiores, músicas instrumentais.
menores ou relativos. Mi = Terceira nota musical. É representada pela
Afinação = Harmonia entre os sons. letra E.
Agudo = Variável da tonalidade do som para Nota musical = Representação dos sons
fino e alto. Oposto de grave. preestabelecidos num escala com ordem e
Arranjo = Efeito que se aplica sobre o valores. As notas inteiras são sete; dó, ré, mi, fá,
acompanhamento da música. sol, lá e si. Completam a escala das notas os
B = Letra que representa a nota de Si e o acorde semitons sustenidos e bemóis.
de Si Maior. Oitava = Conjunto de notas inteiras entre o
b = Símbolo de bemol. intervalo de duas notas iguais. Por exemplo, de
Baixo = Voz masculina mais grave. Cantor um C1 a C2.
dotado dessa voz. Pianinho = Estilo de cantar soando as notas
Barítono = Voz masculina intermediária entre baixinho.
Baixo e Tenor. Cantor dotado dessa voz. Ré= Segunda nota musical. É representada pela
C = Letra que representa a nota de Dó e o letra D.
acorde de Dó Maior. Seminotas = Originalmente, eram sons
Cifra = Representação gráfica de nota e acorde. intermediários entre as notas musicais.
Compasso = Organização do ritmo. Tempo de Posteriormente, tornaram-se notas
execução da melodia. representadas pelos sustenidos e bemóis.
Contralto = A voz feminina mais grave. Cantora Si = Sétima nota musical. É representada pela
dotada dessa voz. letra B.
D = Letra que representa a nota de Ré e o Sol = Quinta nota musical. É representada pela
acorde de Ré Maior. letra G.
Desafinado = Sem harmonia entre os sons. Solo = Efeito instrumental executado no
Dissonante. decorrer do acompanhamento.
Dissonância = Falta de harmonia e afinação Soprano = A mais aguda voz humana. Cantor ou
entre os sons. Desafinação. cantora dotados dessa voz.
Dó = Primeira nota musical. É representada pela Staccato = Estilo de cantar soando as notas
letra C. rapidamente e forte.
E = Letra que representa a nota de Mi e o Tenor = Voz masculina mais aguda. Cantor
acorde de Mi Maior. dotado dessa voz.
Efeitos de acompanhamento = Ver; Arranjo, Timbre = Identidade natural de cada som que
Introdução, Solo. permite sua distinção.
Escala = Relação de notas ou acordes com Tom = Ver; Tonalidade.
determinada ordem e valores. Tonalidade = Variação do som entre grave e
Expressão = Interpretação física. agudo que estabelece as notas e acordes.
F = Letra que representa a nota de Fá e o Volume = Intensidade do som.
acorde de Fá Maior. Voz = Seqüência de notas que compõem uma
Fá = Quarta nota musical. É representada pela melodia.
letra F.
ASCCAM
Clínica de Iniciação em Direção para Coros e Grupos vocais
Facilitador: Maestro Ricardo Donado