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fL São Paulo

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ornai do Povo o Serviço da Justiça Social


,JIÍ»íÍ M^mStSW^v&IMí}:
*" <m,,m™*&vE**zD"*^mmrmwtnrmimwmmMmm^

B| BÉ fl fl 1^1^. H IHi ^^Kmmmãmmm.~ ^H^HI^^^.


LEMBRETE
EIS o nosso jomal, lei-
tor amigo- (> seu Jornal.
jornal <?o povo. a servi-
I^^^^^^B ^B ^B mm* I^^^^h^R H ^B Bf^B ^^^^^^^H B^S^^^^K ^B 1^1 ^B
ío da jujsiiva social.

Ês(e primeiro número


'
não reflete ainda tudo
a(|iiHo que niMSIJL, UÍi-
CJJtiJNTJi] espera proporcio-
na»1 a seos leitores. Mas fl BHHK ^^^fl flfl fwna m HHfl ^^^B ii^^Hi ^^^B ¦ ^^^H j^B^B 1^^.
H HHHH ^^H^^R MB ^^^^^Mm^^^m ^^^^ma ^^^9K H H^^Hf ^^fl^H ^1
já se constitui numa amos-
tra.
Nossa capa v. está ven-
do. E' uma denúncia. í)e-
núncia que muita gente
gostaria de fazer, tuas não ^^^^^^B ^B ^B ^B : ^B ^B .¦ ^B ^B ^^^^^^B ^B ^^^^^^H ^^^^^^^K ^B
encontra onde; 05 labora-
todos farmacêuticos gas_
tam mais de oito bilhões
de cruzeiros em publicidá-
de, anualmente. E, graças
a isso e a outros truques,
empalinarmn toda a indús- I_ BB ^fl II^B ^^fl
¦ B^B B^B fl m
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wF:
tria nacional do ramo, ¦¦Mtt- ,
acrescentando um simpático
*'do Brasil" a nomes com-
pi içados.
O Gencral Osvmo Fer-
reira .Alves, comandante do
Exerci'ti, explica neste
número cie líKASIL, l Jt-
GENTE porque é e sempre
foi nacionalista. E diz,
claramente, quo essa l>is-
toria de àlãririisnios, inquie-
tações, a m e a ç a s, tudo
quanto se fala por aí, tem
uma causa só, rosinne.se
num só problema: inde-
pendência econômica. Con-
quistada + esta e comple-
montada por uma justiça
social autêntica, tudo será
mais fâcü e o Brasil segui-
rá tranqüilo.
Frei Carlos Josaphat ia-
Ia de um "diálogo por cima
dos muros"; e há ainda ou-
trás coesas no seu Jornal
desta semana: Dprian Jor-
ge Freire retorna a© con-
vívio dos seus leitores;
AUAPUÃ ieencon<ra-se em
novo estilo; o presidente da
UNE explica porque é cha-
mado de comunista, além
de secçÕès diversas, histó-
rias em qúadrinho e a*
charges que retratam este
Brasil, Urgente.63.
Por fim. chamam a aten-
cão do leitor para um pro-
nunciamento da maior im-
poftância: o cardeal de São
Paulo com a coragem e a
lucidez; que o caracterizam.,
adverte os cristãos sobre o
farisaismo daqueles que, Pa-
ra defender privilégios, cha-
suam de comunistas os que
verberam a injustiça desses
mesmos privilégios. "Tam-
bém Cristo foi chamado de
endemoninhado", diz Sua
Eminência, comprovado por
Dom Helder Câmara que
afirma haver passado a
''era dos bon-/inhos".

Isifip

wWBHM8MEK-- - - .:¦'¦¦ .-¦.-¦"-íyrtfegsjíl^ <>Á^sw'"^iC^?!^feiaé^iJ&aifefeSã^^s^^

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VA
Raramente o povo tem oportunitlade do
expressar, rm ku„ própria Jinguagxvm, o
que
pensa c sente cm relação aos seus próprios
Elm geral,
problemas. "donos" 'd» aparecem os que se
julgam opinião publicai sem
consuítá-la, dizem-sé seus porta-vozes.
Visando n dar a palavra ao povo, BRA-
SIL, URGENTE criou esta seção. Baseada,
em pesquisas de opinião, feitas etm moldes
científicos, "O Povo Diz o Qim Pensa" é uma.
seção na qual o povo tíirn o
que pensa, como
pensa, sobre o que penJM.

Oí CAI. CA
O POVO DIZ O QUE PENSA
O trabalho de campo
pesquisa de hoje, baseada na per-
gunta:
"Pelo
desta

que conhece do sr.


Adhemar de Barro?, o que na sua
opinião pode vir a prejudicar o
seu governo?" — ficou a cargo
dos técnicos de "Entrevista —
Grupo de Trabalho de Campo",
que realizaram 401 entrevistas
com gente de todas as classes so-
ciais desta Captai. Já a inter-
pretaeão dos resultados obtidos
íoi feita por especialistas
COMO AB E' VISTO
62% da clas.se rica cia população
paulista vê com pess^mmno o
governo do sr. Adhemar de Barros. A classe média está
dividida em
pessimistas (40%) e otimistas (39%). A classe tem
pobre mais otimistas
iM/o) do que pessimistas, acreditando num bom
governo do líder pes-
sepista. As atitudes negativas de muitos, em
relação ao problema ex-
posto argumentando com a idade do governador, são muito
Porem, nas classes ricas . médias duvida-se poucas.
principalmente da ca-
pacidade do sr. Adhemar de Barros de escolher bons auxiliares
tèiheiido-
seque uma onda de imoralidade invada, num
rolar incontido, toda a
maquina administrativa, seduzindo desde o
seco e indisposto chefe de
sexçao ate o pobre servente.
No "retrato falado" do sr. Adhemar de Barros,
êle aparece mais
com uma fisionomia de bondade do com uma
"O Adhemar que fisionomia inteligente:
é bom, o que estraga é a cupinchada ao lado dele."
-- ou então: "O Adhemar é
um homem de bom coração, mas rodeado
A B JR Ij A de elementos que se aproveitam da boa
fé dele."
Classe Classe Ciasse Total O VOVÓ E O CAN-CAN
rica média Sendo assim, mesmo aqueles que mantêm uma atitude
pobre otimista em
relação a sua administração, quando
% % % % pensam no governo do sr- Adhemar
B^EOTATIVAS NEGAT1 VAS Ge Berros, pensam numa alegre mistura de "casa de vovô
aos domingos''
BAS-EADAS NA: e de cabaré numa hora de agitadíssimo can-can:
falta de responsabilidade moral "Ninguém
le 4 2 4
se entende no governo ao Adhemar." E: "As coisas fi-
falta de competência — 3 2 cam todas de pernas para o ar." Ou então: "Falta
2 ordem na adminis-
falta de critério nas escolha de tração, atrasos nos ordenados dos funcionários."
auxiliares 30 2G - .. Para grande parte cia população, o estilo de
15 governo ademarista':
jogatina, prostituição livre, no- e incompatível com técnicos e especialistas em administração: "'Está"
5_eações em massa,- mentalidade cercado de políticos e não de técnicos." E mais: "Podem
faltar bons
conservadora ou Teacionãria, colaboradores, faltar assistência técnica."
idade avançada defesa da. bur- Concluindo: agitação de can-can, otimismo e bondade de vovô, con-
_
guesia, etc. 11., 1.3 8 fusão e improvisação, parece ser a imagem mental
m ftposição política -— 3
8
2 do atual governo paulista.
que o povo forma
EXPECTATIVAS POSITIVAS COMO DIZ: 10 FRASES
BASEADAS NA: 1) "Acho
que êle só pensa em ganhar dinheiro. Isso pode nos
6) coavicção de que fará um bom prejudicar."
governo lg 39 52 ii 2) — "O Adhemar é muito conservador e muito voltado
ATITUDES DE DESINTERESSE para os
capitalistas. Se êle não se voltar para os
problemas do po-
não responderam ••..., 18 S 18 vo, não fará bom governo."
14
jnd-iferentes à situação política 2 9 14 11 3) ~ n?aus amigos podem apro vei tar~__-d_~~D^ndáde
dele."
R E S U M O D T A B E*i, A 4) — "Êle
t'?s é
conhecido como um indivíduo ladrão. Estou tão
de-
Õl«siStí Clstôsse Classe Total cepcionada dos políticos que mais uma decepção
não *eria
ii ca i»mWa pobre nada."
% % % 5) — "O grupo político que o rodeia não
ÍÚX r:'i5CTA TI VA S N E G A TIVA S % quer ajudar e nem visa
o interesse do povo, mas sim
quer tirar proveito da situação,"
(sorna dos itens 1, 2, 3 e 4) ..... 82 4 0 14 25 6) Ele e boa pessoa."
EXPECTATIVAS POSITIVAS ?) "Acredito
que fará um bom governo, por ser idea^sta "
(item 8) •.. ..••..-•.¦....... 18 ss 62 29 8) — «-No anterior governo ele
ODTKAS RES.POSTAS gastou muito dinheiro e nada foi
feito."
í.sorna dos itens õ, 7 e S) ,.. 20 21 34 27 0) — "Êle tem capacidade suficiente
e muita experiência pelos
anos de vida e de governo."
10) -- amigos dele podem prejudicar
^"Os pois fazem negociatas que
ele permite.58

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mu
í&v.'* í,
.EDITORA VKi. • i'.»S f.YÚA.
ANO N.o l
São Paulo. 17 de março
EDITORIAL
de 1W58
"CeU G lnterêMea econômicos. Não surge bafejado
Redação, Administração e po< poíltieSii ?• por gru-
Nem brota d° beneplácito de triíâtes, nacionais ou in-
Publicidade: tonaPc l aiT Co^"""^. GX1Stir' POl'QUe 0it0 mil acioílistas> brasileiros de
Rua, Cíncinato Braga, 172 SS,w? 1 todas as ca-
Telefones: 3G.*5022 :cPfaar''C„Ula™.ente ^balhadores c homens da clas.se média, estão conven-
c(!*"" dcie que
úe se faz necessário um ".Jornal livre, a serviço
3Í.7198 excluí'vivamente da verda-
de e da justiça social".
Liberdade. Verdade. Justiça. Sim
vida deste País. e não para todos, Em todos os setores da
Custe o que custar. Doa a quem doer.
CONSELHO DE DIREÇÃO Palavras vagas?
Fr. Carlos Joaaphat
Ruy do Espírito Santo Td0a! COncl*et0' p0siç!° realí*ta, assumida
por um Movimento que sabe o que
Roberto Freire quép0'
Alfredo C. B. Gandolfo
José Raul B. Carneiro lZVe' desconhecemos ° Vl'é& da liberdade, num mundo aparente-
Gilberto Moreira m(nVm,n,rní!1
mente ^°
libera . Nem alimentamos ingênuas ilusões face às engrenagens, pesadas ou
Dorian Jorge Frsire ' que
Josimur Moreira ^ÍVangulam ou amordaçam os m eios publicitários, escravizando-os, de ma-
n ' P°r Veze,s ^sfarçada mas sempre terrível, às ditaduras das forcas
Fausto Figueira de MJslio ptara um econômicas.
Maria Olimpia Franca" _ jornal, >firmar-sé plenamente livre é necessário antes de-tudo. ser eco-
nomicamente independente.
• v50. .c6™ic0°, estamos partindo com um capital realmente fornecido pelo povo,
pois e fruto-de uma subscrição popular deveras ímpar, não só
Diretor Responsável: ainda pela forma democrática em pela sua extensão, mas
Roberto Frelre que se assegura aos contribuintes a participação na
Diretor Administrativo: vicia e responsabilidade da empresa. Menos
difícil teria sido apelar para fontes maia
Ruy Cezar do Espírito Santo abundantes e menos numerosas. Mas seria
expor-nos às suas in junções, vincular-nos
a compromissos, finalmente renunciarmos à
liberdade. Na melhor das hipóteses, so-
riamo;s então a expressão de uma
porção limitada, talvez mais generosa ou aberta,
dentre os grupos econômicos.
Preaado acionista:
Saiu. Aqui está o nosso Com a responsabilidade deste capita!, limpo e honesto e mais
ainda símbolo das
jornal, combatido, difimado uas aspirações mais autênticas, como o suor de nosso
povo, esperamos enfrentar leail-
discutido. Tudo isso signifi' nente a concorrência, sem cedermos jamais àj?
ca que êle vive pressões ou às solicitações de qualquer
há muito endènc a ou coloração.
tempo.
¦ Sòmtenite um Pois o nosso primeiro empenho será utilizar a"liberdade
corpo vivo para dizer a verdade. A
Pode ser objeto de todas as verdade sobre os homens. Sobre as instituições. Sobre a conjuntura nacional
e inter-
Crfticas e elogio« rmo é o nac.onal.
nosso caso. Democracia é solene palavra morta, se a opinião
Aliás, pretendemos que seja púbiica não é bem informada.
P or ainda, se é deformada.
sempre bem vivo. como o
nosso primeiro número. Distinguindo nitidamente a sua dupia n.ncão, informativa p. oninativa, RRAStlJ.»
Para isso precisamos de uKüt,MMian será nm;--n nnm iiLini,.<t -f^ntr das causas nacionais, continentais, in-
?ocô. Mais do que nunca,- ^õTíãTs^õuhumana.s. Mas saberá maner-se objetivo na apresentação dos fatos,
Precisamos que termine de por mas relevantes ou apaixonantes que sejam. Por que nos irmanar aos que ima-
pagar suas prestações. Que ginam ou apregoam quer infernos quer paraísos no lado Oriente ou do Ocidente? Re-
«oa comunique o novo en nuneiandoà mania dos mitos da direita e da esquerda,
derôço em caso de mudança" -cimento dos leitores procuraremos levar ao conhe-
Que os õ^ r^rifjexia-e-^rrr-trnr-- os dados, os números e os fatos que eles têm deveras vontade e
terlor nos procurem áada a necessidade de saber. Quais as reais cond ções de trabalho e
qual o nível de vida do
dificuldade do envio de co. Nordeste Brasileiro, o que vem a ser a Reforma Agrária de Fidel Castro,
bradores. que tem
Que todos enca. reayzado a Aliança pelo Progresso, qua; a originalidade do socialismo iugoslavo ou
mtnhem para cá aqueles oue
d© qualquer forma nos pos^ qual ò significado do epoperativismo nos países escandinavos. Honestas reportagens
sam auxiliar, em qualquer deste tipo não-hão de faltar em nenhum de nosâps números. Se isso é ser esquerda,
Setor: informações, colabo- somos esquerda.
rações,- reporUírrns e ainda Mais ainda nos empenharemos em dese ,.eVer — com rigor, quem nos dera que ma-
publicidade. Que cada um temático! — a atividade ou inatividade de nossas câmaras municipais,
conquiste pelo das assem-
menos um biéias, das casas e comissões do Congresso, dos poderes executivos e judiciários.
novo acionista. In-
Enfim, precisamos e de- riicando falhas. Apontando inérc as ou im'pròyisáÇ5es. Aplaudindo iniciativas — ou
Pendjemos de você, .vão se medidas acertadas. Sem parcialidades, semipel.sonaiigrn0s> sem discriminação de cor-
esqueça de que é o r.nr.y, rentes partidárias.
jornal, o "jornal do povo'-. Com a mesma isenção « a mesma objetividade, estaremos presentes ao mundo tra-
•;Por êg-te nosso
primeir balhista e acompanharemos as atividades sindicais.
número, já pode ter um- Confiamos poder proclamar:
Idéia do que pretendemos z Traba!hador, aqui está o seu Jornal! Tudo fara em vista de valorizar os líderes au-
dk> que somos. \ consolida tênticos; E dar franco e total apô o às ca^parjnas e reivindicações justas, Como a dos
ção da nossa vitória depen Trabalhadores da "Perus", por exemp.o.
dor* do seu estôreo como atí
aqui tem dependido do es- No piano social, a Justiça é irmã inseparável da Verdade.e da Liberdade.
forço anônimo de tantos Lutar com lucidez e coragem peia Justiça Social ha de ser o terceiro aspecto com-
V, já deixou ;tma vez pi ementar de nosso programa. Divu.garem0e sempre as grandes linhas da doutrina so-
seu comodismo ao -air d ciai cristã, tal qual vem compendiada em Documentos como a Encíclica Mater et
casa para assistir algumr. Magistra do Papa João XXIII. Mas a doutr;na deve ser confrontada com os fatos e a
reunião em que difundíamos
nossa idéia de fazer rm jer- eles apiicada. Daí a necessidade da análise destemida e profunda do atual processo de
nal. Foi genero-50 ao adquirir desenvolvimento brasileiro, em seu conjunto e em suas peculiaridades, em suas carac-
suas ações e ag:,ra é areeis tèrísti.cas regionais, bem como em suas implicações continentais e internacionais.
não esmorecer. Não esqueça Batalhar pelo racional aceleramento de nossos desenvolvimento. Denunciar suas
mos que é^ujiwJ^ia^^Ganh^—
-ffior^TJrimeira bitài.ha ma^ dstorções. Jamais silenciar as desigualdades existentes na repartição de suas vanta-
não se iluda, batalhas se- gens e de seus encargos entre as_diversas classes, as regiões e os setores produtivos
rjasimas ae deps •-.- •¦-: no h,; jhyjiiú^—l^treiTt^VãT^õ^átíIdo honesto e conSeiencioso dos problemas técnicos e huma-
rizonte e, para vinceTI^r nos quer da indústria quer da agricultura, dispensando particular atenção às aspira-
aguardamos sua ;oz, seu ções dos trabalhadores das cidades e dos Campos. Ser igualmente o pronto veículo
gesto em uníssono com o.* difusão
demais oito mil companhe1 para das pesquisas e estudos já realizados. Em uma palavra: estimular em
ros desse empreendimento todas as camadas a fome e a sede de justiça, e voltar-lhes constantemente os olhos
para a realidade e as possibilidades do desenvolvimento brasileiro — tal o empenho
Não seja V,' o ausente de BRASIL, URGENTE.
Diga presente. li

Milhares de brasileiros uniram seus esforços para que semelhante Jornal fosse
Até sempre
possível. «o
VERITAS LTDA.
Muitos milhares de outros, do Norte e do Nordeste, do Centro, do Oeste e do Sul,
VENDA AVULSA a nós se juntarão para que êle cresça e e xença sua missão construtiva e, por isso,
São Paulo .. .... Cr$ 30,00 íevulucionária, porque será um Jornal livre* um Jornal do Povo, a serviço da Verdade
Outros Estados .. Cr$ 40,00 c da Justiça Social. v
Enfrentando (e vencendo) a barreirei de siíêncio que se blicoKÒ processo pelo quaV mais çle 85
levanta em torne do ptobSema, Roberto Freire, que além dc por cento daquelas íii-
dústrias se tornaram estrangietrqs, a
quanto se elevam os seus
jornalista é médico, conseguiu penetrar nos bastidores das fabulosos lucros e jamais divulgog
atividades dos indústrias farmcec.eut.kas do Brasil. O que êíe quantos bilhões são envia-
trouxe de lá, sâo dados verdadeiramente estcinecedoies. Até dos para fora do País akavès delas. BRAS3L, URGENTE
o faz,.
hoje, nenhum jornal brasileiro fevou ao conhecimento dc demonstrando como -
pó-

m . ¦¦
m m íi-IO 111
mW & >Z JL Ps1 ^m I

Araújo,
itiaiam
Orlando Rangel, Xavier, estrangeira- técnica, científica, eco- apenas Cs conseguiram atingi? c«fla
Em janeiro df.sic ano. foi cria- Mouro Brasi]... Foi da França, lo- nômica e financeiramente em con- cifra. Dessa foi nia. ne8t*e'SfpÍímos
da pele Governe Federa:, uma go depois da primeira Grande diçôes operacionais inTinitamenLe anos, apenas os grandes «j|ottO^#Uo«
Comissão de técnicos para o esíu- Guerra, que iniciamos as importa- •melhores'/ Como concorrer se, internacionais estarão instalados no
do da situação cn-. quo se encon- côes das primeiras especialidades além dos mercados internos pró- Brasil, ou seJa, apenas o capital
tra a industrio farmacêutica nu farmacêuticas. lírios mais importantes, nos seus estrangeiro explorará a fabricação
Brasil. Na semana passada, o -e- A incipiente indústria brasileira Países de origem, todos eles tinham, e venda de medicam ento», -E' fácil
latório dessa Comissão "
foi aPre- de medicamentos procurou, atra. em maior ou menor escala, bons imaginar o que isso significa em
sentado à apreciará') cio preside»t- vês das autoridades, a proteção mercados de exportação, que Ih^s .. evasãp de divisas e iniipossibJljda-
te da República. Não foram di7<ú- contra essas importações, por_meio de de controle e fiscalização, cios
permitiam diluir maiores despesas e mesmos pelas autoridades brasüei-
gados, os nomes dèfses técnicos, das barreiras alfandegárias e amortizar, mais rapidamente, os in-
nem a que resultado ch-garam seus ras.
cambial. Cerne a venda das espe- vestimentos necessários?" — per-
estudos, pois. segundo consta é in- cjalidades' farmacêuticas está liga- Jean Furke
guuta e™ seu relatório A FARSA
tençãú do Governo Federal, face da a questão de marca, a indústria de 19 61 sobre a situação da. Indús- Para melhor se entender o quo
a esses dados, tomar medidas ur_ estrangeira não pedia tria Farmacêutica no Brasil. quer dizer o adjetivo "do Brasil"
perder o
gentes que visem não só a centro- grande mercado em que então já nos nomes dos laboratórios estran-
lar e disciplinar. de modo mais se constituia a importação brasi Diante dessa luta desigual, dessa geii'ôs, daremos dois exemplos da
eficaz a política de preços dos la_ -ieira de reméd.jos. Pa/ra contornar concorrência desleal, foram os in- fc^ma pela qual está unido çom
boratófios farmacêuticos, mas. so- essa dificuldade e ganhar ts\n;y>, dustriais brasileiros obrigados a
bretudõ criar elas o capital nacional, Segundo
meios para uma ¦ os estrangeiros importavam
seus aceitar o processe progressivo de declarações d-o fci*. Benjamin """"Ca..
reforma profunda na estrutuira produtos semi-acabados ou a gra- absorção pelo capital estrangeiro, beilo, em 1959, o Brasil em. 1957,
dessas empresas. nej} para depois aqui finalizá-los. até a atual quase completa desna- tinha 5 3 0 laboratórios, mas em
O povo acompanha com especial Burlavam, assim, nossas íei= cionálizaÇãô- Esse processo foi ini- 1*9 59, esse número baixou pára 429f
interesse a divulgação da
dos dados época, transformados que estavam cialmente lento e eufêmico, mas desaparecendo, portanto, em dois
desse relatório, e com grande es_ em revendedores'atacadista.?, dem progressivo, através de associações, anos, 101 empresas fairmacêutieas
pérança, as medidas governamen- tro do F-aís, os grandes importado- consórcios e fusões, entre ae gran- nacionais, a maioria por falta de
tais; que os mesmos poderão suge_ res das famosas drogarias. des firmas estrangeiras e as relati-
rir. crédito bancário, outras POff fusão
vãmente fracas e incipientes fir- com empresas estrangeiras, a fim
BRASIL. URGENTE, reúne Com o correr d,o tempo, conse-* mas brasileiras. O resultado da
.nesta reportagem, alguns dados cie de obter os favores de importação
suirãm o q,Ue realmente almejavam, partilha aí está: em 19GO, cerca
diversos estudos já realizados rio de máquinas, favores esses só con-
graças à complacência da legisla- de oitenta e cinco por cento das
País, mas quase todos desconheci- cão especializada cedidos a capitalistas estengeiros,
e.m Sa.ude Pú- indústrias farmacêuticas no Brasil pela instrução 113 da SUMOC. q
dos do público, blica: os fabricantes estrangeiros
aqui se estabeleceram através
pertenciam ao capital estrangeiro. Laboratório 'Fontoura, de São Pau-
de Com todas as facilidades, sobretu- lo, assQciou-se ao americano ^Tyeth;
A DESNACIONALIZAÇÃO subsidiárias locais. Suas ••fábricas", do as sue lhe confere a instrução atualmente as Indústrias Farma-
Os primeiros laboratórios far até boje, apenas embalam e aconJ
macêuticos do Brasil datam dê 113 da SUMOC, a industria de me- cêuficas FoQitoura-Wyeth S|A, são
diçionaíh aqui. a maioria dos pró- djcaments no País ocupava, em
pouco mais de 60 anos. Citaremos autos. Dessa forma, começou urna empresa mista norte-èmerica-
alguns cie seus nomes, sobretudo a 1959, o 7.o lugar em faturamento, no-brasileira, cujo capital de 220 mi-
luta designai e fatal ,para a indús- entre todas as congêneres no mun-
para serem comparados Ihões de cruzeiros está assim divi-
cúm os tria farmacêutica brasileira. do capitalista, passando, já em 19 60, •dido: 00% norte-americanoj3j ,40|%
que hoje existem: Fontoura, Silva "Como concorrer
com a indústria para o 6,o lugar. Neste ano, os 417 brasileiros. Outro exemplo Impor-
laboratórios existentes venderam
;- ' ' íWÊk '^^^^^^ cerca de 40 bilhões cie cruzeiros em
tante, é o da farsa da pseudo-na-
cionalizagão realizada pelo labora-'
medicamentos. tôrio norte-americano Warner, Seu
capital era de 42 5 mil dólares. Nú-
Quanto à percentagem de parti-
mero de ações: 17.000. Dôsges'42-5
clpação dc capital estrangeiro na
indústria brasileira, graças a todas mil dólares de capital a *ffi§P'Ü&V
«essas manobras e facilidades, Lambert Pharmàceutical Corpòira-
a íion" (dos EUA) tem 424.6.<5i0 dó-
indústria farmacêutica só perde lares. Os outros acionista^ reuni-
para a de montagem de maquinas e
veículo, c- a de distribuição de pe-' dos, subscreveram 35 0 dólãíés. Das
ííróleo. 17.000 ações em que se clivMte á so-
Esse ciedade, a parte nonte-iamiericana
processo progressivo de
absorção dos laboratórios tem 16.986. e os outros tem apenas
.brasilei- 3r4 ações • • •
•os e a aseensão__fabulosa do lucro
dos estrangeiros é evidente quando Ainda sobre a distribuição dos
se observa as vendas «m cruzeiros e capitais nacional e o estrangeiro na
o número de laboratórios existentes, industria farmacêutica "do Brasil",
de 195 3 a 1960. convém ¦ressaltar que, em 19 57, só
A queda do nú-
mero de laboratórios se explica .pela possuíamos, do total, apenas 18,5%.
absorção dos nacionais pelos Quanto será"que nos resta em 1963?
es- REMESSA DE LUCROS
írangeiros. que aqui estavam, ou O capital, estrangeiro aplicado na
ja
que vieram a se instalar. Deye-sé, Indústria Farmacêutica obtém e
observar ainda que. datando de amplia seus lucros, pelo aumento '
19 55 a Instrução 113 da SUMOC, progressivo de vendas. Ês$e capital
(aue deu todas as facilidades ao ca- aqui investido, ainda cresce quan-
pitai estrangeiro., para absolver o do cobra 'Know-.hoW', isto é, técni-
nacional), a partir de 3 956, e so- ca, e Quando se lhes paga "royàV
bretudo em 19 57, que tiveram inicio ties", pelo uso de fórmulas ie paten-
as instalações mais importantes dos tes^.Os Laboratórios que se afirmam
laboratórios estrangeiros uo pais. ainda brasileiros-" como o Pinheiros,
Por exemplo, tem seus lucros pro-
Para se ter uma idéia <tei, dislr?- gressivamente 'absolvidos por paga-
buigão de seus lucros, apresenta- mentos de "royalties"
mos a relação, dos laboratórios que e fKnpw-
hov/", pois para concorrer com. os
om 19 60, ven deram mais de 100 •estrangeiros, é obrigado a adq.uirir
milhões de .cruzeiros em medica-
mentos. fórmulas e- patentes no Exterior,
Deve-se notar, que se- bem como as,técnicas de acaban\ein-
Bundo os peirjtos, u,m laboratório
fJue não faturar mais de 100 mi- to. Uma das comissões de sindicân-
cia encarregadas de estudar a si-
Phões por anô, não poderá subsistir fcuação da indústria farmacêutica no
Em 1960, dos 417 laboratórios,"
(Segue)
REMÉDIOS MATAM O BRASIL

DIVISAS VÂO EMBORA NO


PAGA MENTO DE "ROYALTIES"
Brasil apurou que, sob forma de ''ROYALTIES"
«'royaltiés^ modalidade dea dedução, INDEVIDOS Vimos, com exemplos riue pode-
ços de até 7.000% entre o custo
Para. rífto recolher Imposto de R'u- Sobre o processo de utilização de riam s r multiplicados, como em- da matéria prima de alguns pro-
"pagos" '"royalties" ''know-how*', prêsas estrangeiras situadas na Ale-
tfà, foram às matrizes no e por dutos farmacêuticos e o preço
Exterior, no ano de 19GO, quase 19 parte da indústria farmacêutica no manha. Áustria, Suiça, Itália, Holan-
Brasil, transcreveremos o que in«e- da, Fiança, Inglaterra e EUA, rece- pago pelo consumidor americano
biihõies de cruzeiros, ou seja, quase nas farmácias.
O triplo da receita do Ministério da riu o dr. Mário Victor de Assis Pa- bem de outras empresas estranhei-
Saúde em 1959. checo, em seu trabalho "Des"aciona- ras. algumas suas subsidiárias, os Em concorrências públicas rea-
Qual seria, em mé„ia, o lucro li- lização da Indústria Farmacêutica nossos cruzeiros transformados em lizadas pelo Governo norte-ame-
quido desses laboratórios estrarigéi- Brasileira'*. dólares; e vimos, ainda, como as ricano, para a compra de medi-
ros? Se,m uma investigação " oficial empresas estrangeiras diminuem
decidida e independente. "O "royaUie" e camentos» houve firmas que co-
é muito que pagamos pelo sone£am o pagamento de impostos,
difícil responder a essa pergunta, uso de sais. fórmulas, ou máquinas braram do Governo 26 dólares e
descontando de seus lucros, os 63 centavos por 1000 comprimidos
porque, em grande parte se ignora patenteadas é legal; o empresário ''royalties" que remetem,
o qu© foi registrado como capital tudo se de ura produto que era vendido ao
nacional desconta de seus lucros, que
ingressado no País, e mesmo muitas "royaltie" processando de acordo com o pro- consumidor 175 dólares.
ficam no Brasil, que por
empresas estrangeiras não têm se- q grama que preside o funcionamento Outra, por 25 dólares e 80 cen-
remete para o descobridor do sal ou dos grandes trustes e cartéis.
quer o seu capital registrado. da fórmula. távos, 1.000 comprimidos de outro
O capital dessas empresas entra Este pagamento do
''royaltie" não Além dessa evasão de dólares em produto, que vendia ao povo nor-
no Brasil sob a forma de dinheiro, é eterno, pois o có- "royalties" indevidos, remetidos
digo prevê prazos para um país pa- pa- te-americano por 175 dólares.
máquinas, técnicas, Patentes; não "royalties" ra o Exterior, os laboratórios ainda
será exagero supor-se lucros supe- gar a ouVo; o Brasil é O técnico Sidney Margolius re-
rioreg a 100% do capital emiprega- signatário de uma convenção reali- sonegam impostos, deduzindo de
seus jucros vultosos, técnicas vela no número 15 de ."Labor Fact
do. Um pediatra brasileiro, o dr. zada em Genebra, sobre pagamento
AguinaJIdo Marques, denunciou que, de "royalties" pelo uso de patentes. ("know-how'') que jamais foram mi- Book", que o consumidor norte-
em 1956 a ]?ontoura-Wycth lucrou nistradas. Sabemos que a imensa americano é obrigado a pagar 40
150% e a Merck 280%. A quanto E o c,ue será o "royaltie" inde- maioria dos laboratórios com "i"á- a 50 centavos de dólares por uma
montarão esses lucros hoJe? E vido, que pagamos em larga escala? bricas" no Brasil, aqui nada fabri- cápsula de "TETRACICLINA",
qual o seu destino? Na sua maio- As empresas farmacêuticas vendem, cam; re.pel.imos que as despesas com embora seu custo para a indústria
ria são drenados para o país de no Brasil, remédios cujas fórmulas fosse apenas de 2 e meio cen-
iPesquisa e técnica gles fazem em
origem, descaipitalizarulo-se 0 Bra- távos de dólares.
pertencem a outros Laboratórios de suas pátrias de oriííem. Nós preci-
sil. As vezes, os lucros ficam provi- seu país ou a países diversos e des- samos realmente d-e técnica e esta-
seriamente aqui, considerados como contam de seus lucros, no Brasil, o
capital, rendendo juros estratosféri- mos dispostos a pagar, mas, só nos
"royaltie'' interessa técnica real e não Da mesma forma com que o
cos. pago ao outr0 laborató- fiçtí-
TRUSTE: IMPOSIÇÃO rio de seus países, 0u do país dife- cia." governo americano, seus sena-
rente. Vou exemplificar: 1) SQUIBB dores e alguns técnicos, puderam
O dr. Mário Victor de Assis Pa- SUPERFATÜRAMENTO
checo, de cujo trabalho ^ão extraí- fabrica alguns produtos no Brasil e apurar tais fatos, na sindicância
dos muitos cios d,ados desta repor- remete "royalties" para SANDOZ na realizada, o governo, brasileiro,
Suíça e para UPJOHN COMPANY, Conforme nos oferece a própria assessorado por seus parlamenta-
tagem, comentando até que ponto
seriam honestos esses lucros, afir- indústria farmacêutica, o custo res e técnicos, o poderão também.
de Michigan, nos EUA; ,2)
ma: ",E' difícil saber em face das JOHNSON & JOHNSON DO BRA- com a matéria prima, relacionado Tomemos o exemplo da "TETRA-
constatadas manobras de superfatu- SIL fabrica aciui remédios de cujos com os demais custos de pródu- CTCIjINA", que era vendida com
ramento na importação de matérias lucros remete "royalties" para Cí- cão era de 18% em 1959. É, um lucro de cerca de 2.000%, nos
primas, no pagamento de técnicas LAG, na Suiça; 3) — PROQUIFAR, justamente, no custo de importa- EUA. No Brasil, obviamente esse
inexistentes e de "royalties" inde- dos lucros de íemédios aqui vendi- ção da matéria prima onde, gra- lucro não poderia ser menor.
vidos. Empresas há que obtive- ças à já provada manobra do su-
dos como fabricados no Brasil, reme-
ram lucros sem nunca terem in- "royalties" perfaturamento, que ocultam- ; Entretanto, tente alguém, sem
gressado com qualquer capital; gra- te para FARMITÃLIA, do
a instrução 113 grupo Montecatini, de Milão* Itália, ¦ grande parte de s&ü lucro, au- os recursos oficiais, verificar o
ças da SUMOC, a mentando real preço do custo dos medica-
empresa importava máquinas o mesmo fazendo CARLO artificialmente seu
s?m ERBA do
cobertura cambial e associava-se ao Brasil, que remete- "royalties" para custo de produção. Por super- mentos vendidos no Brasil. En-
emjpresário brasileiro. A máquina CARLO ERBA, de Milão; 4) — faturamento entende-se o seguin- contrará uma terrível barreira
importada irepresentava o capital EVANS DO BRASIL, subsidiária de te: da matriz no Exterior ou de de silêncio, tanto aqui na Indús-
social do estrangeiro, numa d.eter- empresa n0rte-americana, seus associados, o laboratório es- tria farmacêutica,-como nos meios
minada quota de participação "i-oyalties" remete trangeiro que opera aqui, obtém oficiais responsáveis pelo consu-
e, EVANS MEDICAL,
'dentro dela, este recebia sua para faturas de compra com um pre- mo das importações. Estamos in-
parte de Londres; 5) — O Laboratório
de lucro e o remetia para o Exte- in. ço superior ao daquele que real- formados que, no momento, em
rior. glês GLAXO fabrica producos em
Absorvidos 6S nossos labora- mente paga; contabilizado esse sigilo, um técnico brasileiro es-
tôrips, a indústüia farmacêutica es- Niterói; De seus lucros, envia
'''royalties'' custo artificial, demonstra lucro «tuda o custo real de fabricação
traínigeira, monopolizando o merca- para ALLEN HANS- v ., e distriubuição dos analgésicos e
BURYS, de Londres; 6) — pequeno; o que lhe justificaria,
dk>. está em condições de impor pre- ORGA- entre outras coisas, elevar pro- £< ; antitérmicos à base do ácido açe_
NON DO BRASIL remete "royalties"
ços. cada vez mais altos, em pre- gressivamente o custo dos medi- ft 'mente tii salicílico. Os'dados penosa-
juizo do consumidor nacional, o Para N. V. ORGANON OSS, da Ho-
landa; 7) —laboratórios BYK des- camentos. ^a obtidos, já fazem supor um
qual não terá outra alternativa, se- lucro igüál ou superior a 1000%.
n„o comjprar pelo preço que os trus- contam, de seus lucros "royalties" No Brasil, embora conhecendo
O mesmo terá de ser. feito com os
tes impuserem, e os médicos só re- que remetem para CHEMISCHE essa manobra, -não se dipõe o Go-
celta rão o que eles (os vêrno antibióticos em geral, com as vi-
frustes) WERCK ALBERT, de Wiegbaden- na a denurteiaja, como fez,
quiserem/' Alemanha; 8) — taminas e os hormônios, que cons-
A CHIMICA por exeniplò, nos EUA- o senador tituem, em eonjunto, mais da me-
Quanto aos preços dos medica- MERCK DO BRASIL remete "royal- democrata Kefaiiver, do Tenes-
mentos no Brasil, convém salientar ti?s' tade do total de produtos farma-
Para RNOLL LUDWIGSHA- see, em 1959,. que moveu intensa,
que, em 1959, a COFAp baixara VEN, na Alemanha; 9) — HAE- cê uticos--vendidos no Brasil.
campanha contra os trustes nor-
portaria congelando os preços dos MODERIVADOS S|A remete "royal- te-americanos e estrangeiros de
remédios que, entretanto, foram au- ties" OSTERREICHECHES medicamentos. A repetição aqui,
PROPAGANDA
para
men-tados &m 500% e mais. Os lu- INSTITUT FUER HAEMODERIVA- de alguns dados de seu estudo -
cros das indústrias farmacêuticas, TE, de Viena, Áustria; 10) A comíParàçSo dos dados expôs-
e denúneia, serviria, inclusive, de
entretanto, nos anos de 195S, 59 e MEYER CHEMICAL OOMPANY DO tas com os que daremos a se-
estímulo e^ exemplo para os nos-
60 foram os mais compensadores. BRASIL remete "royalties" guir, uma conclusão se nos
para sos senadores democratas.
Recentemente, abre-se uova frente MEYER CHEMICAL COMPANY, de impõe: é o. jpovo, com toda a sua
de tuta entre os laboratórios farma- ¦Detroit, EUA,- Kefauver. .provou que a SCHE- pobreza, que financia Os custos
11) — WEMAOO RING CORPORATION obteve um
côuticos e o povo, pretendendo aquè- remete "royalties'' para KETO DA- de publicidade na concorrência
lucro de 1.118%. na. venda de um
Ias novos e vultosos "aumentos. A BORATORIES CHEMICAL, de Nova entre os- laboratórios estrangei-
COFAP não permitiu p0r enquanto. dos seusprodutoe — a Predniso- ros no Brasil. Adiantemos ai-
York; 12) — ELI LILLY remete lone, droga antíartritica. Veri-
Para Justificar suas pretensões de "royalties" guns dos dados como introdução
aumento de preços, em 19 6 0. a in-
para UPJOHN COMPA- ficara o - senador norte-americano ao problema.' Em 1958, do total
NY de Michigan nos EUA.; 13)
dúsbria farmacêutica encomendou que umtrasco de 100 tabletes era das vendas" de remédios no Bra-
SILVA ARAÚJO ROUSSEL s|A vendido, a U?.$ 17-90, enquanto o
um estudo sobre as suas "dificulda- remete "royalties" para SCHEEN- sil, o custo da propaganda atin-
-es" no país. Nesse trabalho, quan- custo da'compra da matéria pri- gi-tt a 30%. No mesmo ano, as
LEY DE INDIANA, EUA^ 14) — ma a outro fabricante e sua ma-
do é analisado o custo médio de WARNER remete "royalties"' para demais . empresas industriais, do
nipulaçãp., custavam US-f 1.57. seu total de vendas, gastaram em
produção dessas empresas, apresen- WARNER LEMBERT PHARMA- A revista. "Business Week" de propaganda apenas- 1,84%. Vê-
ta-se um Lucro líquido final de CEUTICAL CORPORATION nos
-7.4%... 21 de março de 19&9, informa se assim*- qve • a - industria fax-
Estados Unidos. . que existiam diferenças de pre- tCSégue)
REMÉDIOS MATAM O BRASIL

OIT ILHÕES DE PUBLICIDADE


PAR A M PÍNG DROGAS AO POVO
macêuttVn no Brasil, em 1958 No que,, realmente, se aplicou tas científicas, que mandar im-
gàstòú cm publicidade 15 vezes todo esse dinheiro? Propaganda primir para êle, gráti?, receituá-
mais que o conjunto das demais médica inclui: salário de rios finos etc. Isto é, o médico,
pro. EMPRESÁRIOS CRISTÃOS;
empresas Industriais. È' claro págandistàs viajantes, sua pre- segundo a intenção profunda e
que, com o monopólio obtido, ten- paração técnica, prêmios, convs- verdadeira do laboratório. vai
tam, ressareir.se dessas despesas,
com o aumento do preço de seus
soes, des>x!sas de viagom, centro-
le de sua produção, material de
escolher o medicamento cujo no-
me e apresentação penetrar
APOIO TOTAL AO
seu
produtos. trabalho (impressos__e_jmiostras
grátis), publicações científicas,
subconsciente cuja promoção
Litn.c. pp-| conhe;.
SALÁRIO FAMÍLIA
No ano de 1959, os laboratórios dotações para congressos, conven- cimento de farmacologia e terá-
estrangeiros gastaram S bilhões ÇÕes e doações inUrcsseiras a obr os O Congresso Nacional inicia sua
pêutica. Em alguns casos, quan-
e 300 milhões de cruzeiros em de caridade em que estão envol- V Legislatura sob intensa expec-'
do o laboratório comprar sua tHiva da nação, e entre os nume-
propaganda médica, ou seja, cêr- vidos médicos. A distribuição consciência profissional com
ca de 34% sobre o movimento de ròsos e importantes porejots insti-
desse custo em 1959, foi em mé- presentes, facilidades e chanta- tuinclo as chamadas reformias de
vendas, dia a seguinte: gens. base, os parlamentares examina-
rão o de mo 3.628-61, de autoria
Enfim, a realidade é esta: o do deputado France Montoro, que
milhões po-
é que pagou, em 19.59, esses estabelece o sal-ário-famíMa para
TÉCNICA .— KNOW.HOW" Propagandistas e viajantes yo todos os trabalhadores. A esse res-
8.300 milhões de cruzeiros, ao
(Dados fornecidos Professor (salários, despesas e ma-
pelo adquirir compulsóriamente os peito, a repor:a.gem de BRASIL,
Gilberto Paim) — Conferência no medicamentos de -que teve URGENTE ouviu o sr. Ernesto
ISEB em 1961. feriai) . , . . , Cr$ G.680 nè- George Diederiehsen,
cessidade._ E para que? Para presidente
Impressos Cr$ 400 que da Associação de Dirigentes Cris-
as 417 firmas estrangeiras no
Comércio Firmas Revistas médicas . . Cr$ 108 tãos de Empresas-
Brási'1, disputassem entre si, Trata-se de um projeto de mag-
— Importação e Exportação 542 Contribuições — Homena-
— Escrit, diante dos médicos, a sua na importância pelas enormes re-
de Administração gehs Qr'f 20 prefe-
rência, por produtos semelhantes. percussões de ordem social e eco-
e Comércio Imobiliário .. 71 Preparação, controle de Pro-
— Sociedade de Pinanciamen- Não é justo, e, até certo nômica, disse-nos o sr. Diederich-
ponto,
tos .. 25 pagandistas, Convenções, lace à paupérrima economia sen, e sua aprovação impõe-se
etc .....,,. do
— Bancos ,. js Cr| 1.080 povo brasileiro, tal fato se cons- porque contribuirá para a melhora
— Companhias de Seguros .. 54 titui um crime. O povo é quem das condições de vida dos que pro-
—.Transporte • Turismo .. .. 53 CrS 8,388 paga o dusem para o engrandecimentô de
preço da iivre iniciativa nossa terra. Não se trata de me*
— Contabilidade e Estudos ., 6 do capital estrangeiro no Brasil,
— Decorações — Hotéis e elida original brasileira, acreseen-
espoliando, inclusive,
Aluguel de Toalhas 44 Todo esse trabalho visa a fa- pela remes- tou, sem o apoio da experiência e
sa abusiva de lucros, a economia
Indústria zer com que os médicos prefiram, de estudos justificativos, mas,* ao
nacional. contrário, o saiário-famíiia é uma
1 Tecidos W a. ., .'. ., ) entre vinte produtos semelhantes,
2 Perfumes .« .. , t ., ..) instituição consagrada em 32
o que melhor e mais eficazmente PARTICIPAÇÃO DO CAPITAL pai-
3 Cosmético.1? ., .. ,, .,) ES ses, tanto desenvolvidos
lhe for promovido pela técnica de TFtANGEIKO NA iNlítjrSTBlA " quanto
subdesenvolvidos, é está fadado a
4 Sorvetes e Reírige. )
rantes ) persuasão do propagáhdistà; pe- BRASILEIRA se constituir em tendência uni-
Ia impressão que lhe causar o INDUSTRIAS PERCENTAGEM versai nas iniciativasa de apoio ao
Beilèficiaméntos cie ) 'May-outaV __ Perro e Laminados 50%
Alimentos .. .. .. ..) Total: dos panfletos, pelo la- trabalhador.
boraíório que lhe for ..tecer maior — Indústria de Carnes 5Q%
6 Graxa paru Calçados .)
número d eamostras grátis, ~~ Pr.du6ão e Comércio do
7 Calçados ,. .. .. .,) 209 pelo RECEIOS
Tr3g'° 50 a 70% IN.njSTIFICÁVEÍS
3 Cremes de Barbe::'.r ,,) laboratório que lhe der bolsas de
— industria Têxtil e de Al
9 Pastas de Dentes ,, .) firmas estudo, que patrocinar congres-
10 gocião oo 7o Por outro lado, prosseguiu o
Imóveis ,« t. . „ ., ..) sos* que lhe enviar grátis revis- — Cirnentos
60% sr. Diederichsem não procede a
¦— Emergia Elétrica 72 vo preocupação des que admitem que
— Produção de Aço S0C'- o salário- família seja um fator
no
— Cigarros
LABORATÓRIOS QUE VENDERAM 80 °-
% de acréscimo da natalidade em
— Borracha 80% uma população em sensível "ex-
MAIS DE 100 M8LHÕES DE 10 — Ihrj, y^armáceuticà 88 a 90%
11 ~ Montagem de Máquinas e püosão demográfica-'', pois as ai-
CRUZEIROS EM 1960 Veículos 88 % tas taxas de natalidade se encon»
12 Distrib. de Petróleo tram precisamente nas famílias e
Mil h.f> es 1009G£
Milho és Firmas povos de maior índice de pobreza.
Fii Jllfaí de Cr.$ E, à medida que se elevam os
1 Pfizer . de Cr$ 35 — Clitíiáx 300
2 Laborí-A;

* a , . 1.500 36 - Upjohn .. .. .. .. i, 300 padrões econômicos, também se
3 Sersa ., 1. .3G0 37 - De Aiigeii _ ,, ,. .... ti DESTINO DOS LUCROS DAS elevam os padrõ°- culturais, as-
295 VEN-
. 1.350 38 - Eno Scott & Eowne ,,,, DAS DE 19.57 •smi como, por um
4 Giba .. 280 processo logr-
5 For.toura-Wy-:r.h . 1.080* 30 - Warner Nacionalidade co, se encaminha a regularização
280
' 1.050 40 - Saridõz ,. ,. .. das Firmas Pereeníagem cio crescimento populacional.
6 —* La b o f a na & - In- i â a 270
& 930 41 — Mead Johnscn.Endochy Firmas Brasileiras 18.4%
7 Hi Rhodia Outro receio, Ás vezes apontado
Squibb ''/ 980 mioa .... Firmas Norte-Americanns 46 %
8 ... .._ 260 por pessoas que tomem a aprova-
Sydney Ross-WinVrou 945 42 — Organon .. co co o o-o Firmas Francesas 11,9%
Ô 250 ção do projeto — acrescentou — é
10 *—¦ Parke Davis 830 43 — Lutécia .. , Firmas Italianas 8,2%
co ce co rs 250 de que êle provoque a demissão
»t, 815 44 — ¦LPE .. .. Firmas Suíças 7,1%
11 frf Pinheiros ... ,,
t t c ca o e 245 dos empregados com maior nume-
« t «16 810 45 — Mille-t_Roux •. « « e , Firmas Alemãs 6 %
12 —i Schering ,,, , (
240
* :«_ o • -. 780 46 - Sintético .. ¦ e e c
o
Firmas Inglesais 1.2% ro de filhos. Isso, entretanto, é
13 Lepetit *• e
et 235
14 •• eee cie 765 47 - Cario Erba Outras Firmas 1.2% totalmente infundado.
Roche " 230
15 Bayer ' * •
•• •• ac 'JK 750 48 — Laboran.Franco Velez 220
16 -Andromaco
na,, B , •« 600 49 - Leo 215 VANTAGENS
• « c 565 50 - ¦ Wander ..
Capiteis Norte.Americanos 46 %
17 Lafi * * « o ft OO CO 210 Outros Grupos Estrangeiros
18 Torres
6 « • ft-« e e • 560 51 — Schilling Hillier • e e« i o 200 35,5% Explicou ainda o presidente da
V C
500 52 — Lorenzini ..
Capitais Brasileiros 18,5%
19 —¦ Hoescht 195 ADCE que o projeto prevê, ade-
20 Medicamenta
6 ft c e c c 405 53 — Haemc Derivados ,,- ,t, 190 P| 100 mais, que o benefício será
a C • • 490 54 — ' Gróss .. , . ., ., .'.:''•'. pago
21 -* Merck-Shsrp & Dohm-e 180 Matéria prima -.. ..:.'". iSsQ a cada trabalhador proporcionai!-
22 Abbot 490 55 - Phymatosan .. „., e, :.„ 175 Material de
480 a condicionamento ô'o mente ao número de seus filhos
23 —i Johnson és Johnson 56 — Eerlimed .. 00 .. :os ., 175 Manufatura
c e 445 57 — Wadel .. .. cs ,, „ „ .. 16 0 e diretamente do empregador ao
24 —• Cyanamid-Lc-derle e-e • 160 Distribuição ........*.,... 95 empregado, eliminando-se com i.s-
e 440 58 — V Ç-K .. o»
25 Pravas-Recordatf dt [| 99 to 1160 Promoção dG Vendas , ... 10,0
oi te 420 59 — Espasil ,. „, e. ., so qualquer demora no pagamen-
26 Merck do Brasil :a,t €e 145 Propaganda 85
Procienx
*• »e ti 395 60 — Krinos v ... to. O projeto apresenta ainda
27 M 140 Administração ,, 12,0
• « • • 380 61 — Glaxo outras vantagens, pois
28 • Vicente Amato-Usufarma (Evans) .. De tt 135 Impostos e taxas (Fed. FM., permite
365 62 — Wemaco '., ..-., uma melhor
29 Moura Brasil -~ * • • ..a ¦« et .o t 130 Mun. e Cons.) redistribuição da
ÒrJan 63 — OS 0 9 O P 7,5
do Rangel ... c e o o I.<5a3
"^ • e e y-*- c t 125 Lucro bruto .". .'. ., e. .Y. ... .. 10,5 renda nacional nas diferentes ca»
a c 330 64 — Panquimica .. „. :.-4 ,t ee madas sociais, o que se torna es-
30 -<Liiiy ... ..
ü- 120
330 65 — Baldacci .. .. .. TeTr
31 — Maurício Villela c e oo „ « „ 120 100,0 pecialmente benéfico num perío-
320 Gô — Eyk ..
32 — Proquifar .„ «cj. «t, 32 Ü
• « ac •> . c «o 120 Nota: Ao deduzir do lucro bruto — do infladonário, como o que vive-
o.a 67 — Biosintética 120 10,5% •— o imposto de renda, ou seja
33 — Enila ««* ect soo 310 mos.
34 —
:o.e*. 9:0 68 — Merrell National.Moura em média 3,1%, resulta um 'lucro li
Eli :e_«. 3?IP„ -•* 300 Brasil ,¦'. ,s 5QE *•«. :•» 100 quido final de 7.4%,
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':^ÊsW^^a\^^%3amsmmm)
iGUERRA!
Realizando o movimento reivindicatório mais longo
da história
do Pais, os operários c/a Cia. Brasileira de Cimento Porttand
Perus, de
Sao Paulo, Gato Preto e Ca/amar continuam em
greve após comple-
tarem dez meses consecutivos de
paralisação, Esse movimento foi
classificado, pelojpróprio líder operário da categoria,
João Breno
", ¦--?flBl faliu, pvesidtnie do Sindicato dos Trabalhadores nà Indústria do Ci-
^ummmmi^ ^^'mY-Myf-^ -' mento, Cal e Gêsso, como uma "greve
que se transformou numa
^^U^-~v^^^^.^^^^^^m^Ê^^^r^^y^<&'j:A',
¦
% m$ÊMM>mWs& guerra", '
mmmmm^mm^ÚÊ^y&m: ~M -« ImmàMM

WMs&MmÊ&mU^ ¦ 1 ^K§$ f»^llí§í$BrIfèllsll A&^Ê?mMm WsawSsam BRASIL, URGENTE, nesta reportagem, focaliza o movimento,
de-
monshando, através de um histórico da
greve e da palavra dos seus
líderes, as razões que levaram os operários a organizar
uma "po-
rede" de tal duração e que feve o seu morámto~cuhmnante
e mais
dramático quando trabalhadores e suas mulheres Iniciaram,
em pie-
na praça pública, no Natal do ano
passado, uma greve de fome que
durou váíios dias.
O grupo industriai de J. j. Abdalla tomou
se ?r.m«c«
pagador e ™,u cumpridor de seus devere ^ "í
burlandoSi r?™
milhões ao «AP* e cêrc« de meio milhão ao ^
Govemo do •
si fos atrasados âa Perus. '«or.spe.Ta
Nâo respeita os mais
m«ic Z
a°/3Íad^
£- ai T/
elementares
so em J™P°*-
«;£„« j.
"S»Uransa íraba!h° Gm S°aS fDbricas e «¦*»"« princípios de hi-
frêTl atrasar um doi
graças a uma© dos trabalhadores, é que os salário a-«^ '
,.
freqüentemente, após o fim da *•.
jornada^JaÍÍÍ^^Wf """** °^
rários tinham de esperar desde'as 16 horasM^Z?'
• Objetivando obrigar
o empregador comum a cumprir
tes smd.ca.s se umram, enviaram ofício a Sei os diriqen-
a j. j. Abdallo
re.v.nd.caçoes fossem atendidas dentro de pedindo quesu"
certo prazo e?na"obtendo
posta, deflagraram a greve de 3.500 homens, no dia 14 res
de maio de 1962
REIVINDICAÇÕES
através da imprensa,
Os trabalhadores da Fábrica que a greve era «ile.
>Japy", de Jtindiaí, de Tecidos Dai porque os pagamentos estavam "relieio-
'Carioca", da Fábrica de Papel s&mente" em dia. S
de São Paulo, da Cia Pauífeta de
Celulose, .("Copase"), de Gato Preto da Uai A greve prosseguiu, mesmo após
na de Açúcar "Miranda", de Pirajuí reda o jul
gamento dos dissídios coletivos, e às vés"
mavam todos contra o atraso no
pagam intõ peras do^ demais julgamentos, exceção do
que, na última empresa, era de quatro mê relativo à Perus, o empregador à
^za£^y°»±^ »«•> - -'-- — i- =sr,s:-
garantia de futura pontualidade.
O pessoal da Perus reivindicava o
os..quais entrou em acordo no
procurou os

32 o dia de
paga. greve, atendendo todas as suas reivindica-
mento dos 5% do seu salário retidos desde
l.o de outubro de 1960 para a construção da ções. Declaroujhes ainda que não faria ne-
nhum acordo com o
casa própria, cujo iò.tóamento pessoal da Perus de-
sequer fõra monstrando sua intenGão de esmagá-lo ' "Eu
iniciado; pagamento do prêmio_producão co- sou a lâmpada e eles. as mariposas.
! Um a
letivo, pagamenro dos 10% referentes um tocarão na lâmpada e morrerão todos" —
à in.
.] salubridade e o registro de 70 empregados disse Abdalla.
que há anos trabalhavam sem carteira pro- A greve da Perus, a mais importante, foi
fissional. julgada em ultimo lugar e, por 4 votos con
caso da casa própria, os trabalhado tra 3, o Tribunal do Trabalho se recusou ã
No
rjes, mediante contrato coletivo, haviam conl examinar as reivindicações,
| cordado em deixar com o empregador 5% do alegando que
elas deviam ter sido apresentadas
: aumento de salário, com a condição d:- que primeiro
à Junta de Conciliação e Julgamento. Os tra.
êle lotearia è entregaria, no prazo de 6 me- balhadores se reuniram em assembléia e de-
se3; uma área para construção da casa pró- cidiram continuar em greve.
pria para os operários. Passáram.se mais de
; 18 meses e o empregador não cumpriu sua ILEGAL A GREVE
; parte do contrato. Poucos dias antes da de- O prof. Çèsariho Júnior, uma das maiores
j ílagração da greve, êle chamou os chefes autoridades em Direito do Trabalho, em
Üsto é, os poucos trabalhadores que tinham pa
recer publicado na íntegra pelo "O Estado*
, Cftíia própria para dizer que não faria o lo_ dê
8. Paulo", esclareceu que a greve não era
Iteamento, mas devolveria os 5%, às escondi" ilegal. ~[lO
acórdão do Tribunal Regional do
idas do sindicato. Porém, só uma pequena Trabalho não determinou a cessacão da
[parte os recebeu. Assim, houve justa re- gre-
'. vet antes, ao contrário, reconheceu implici.
[Volta e á devolução da referida verba, 'foique tamente aos grevistas o direito de nela pros_
; $© .elevava a 16 milhões de cruzeiros, a seguirem, por ter sido vencido o único Juiz
I primeira reivindicação dos grevistas. que determinava a volta dos empregados ao
JULGAMENTO serviço, nò prazo de 48 horas — declara o
Uma vez deflagrada á greve, o emprega.. Durante a prolongada greve de dez mês^s, até ayora,
prof. Cesarino. Assim sendo, podem os tra- ou operários da Perus realizaram numerosos comícios
der iniciou na Justiça uma ação de consig. balhadores livremente continuar em greve
nação de pagamento," para, segundo o advo- em diversos locais, a íim i?é expor e debater as suas
após a votação secreta, aguardando o julga, reivindicações e as manobras dos patrões e dos políticos
gado dos grevistas, Mário Carvalho de Je_ mento do Tribunal Superior do Trabalho".
sUd salvar as aparências, dizendo depois, icesciupulosos que procuram deturpar o sentido d»
(Segue), movimenta
Polícia Proteere Es
Garantindo os Fura-Greves
H^^^^^^í^i^^^^í^^^K#ll% ¦ ::'-':'W4>í%^i^:^^^^^^Mi^^ ' ^^^^^Ê^I^mmmmmWmWMaWÊ^MMmW^^S^ÊmSmmm
mm^mm^^i^^^^m^^^t^^^^^^^^^%^^^^^^^^-^^^ ''^^^ 1P?»IÉfP^^
S"^^mBJ^j^^W**1^**;^;.;^¦iàMaKSSaS!^SB^WWW£l!^BH^
¦:¦:¦ :¦. 's*»w!Wri^v ;*' ^. . -N-T^iH> y-> < ¦.. ^—*j**ummsmmasmwwsmt&j WtÊKÊS^SHX&vtmSfj_W^mBl^'A %^nff^TfíÊKÊHfí^^^^Kr^^mmmmmmmmmMV^^nÊf^ A greve rias operários
flBtlMlrT^Tr^w-Vy-. ¦i"rT '» iMffrTTr ^vfflJWWffBBlHBBH^^^^W1' TJ^^^BB^^^BP^ffiW^^WfflfrBHn^^iillr
lllllillll^li^^
S^:^:isaHmSt'-t> . iB|gMBffl|^»P*wW?^^
^^1 ^ttfSaBMCffi
^Si '^'^^mmmmmjLmm^^B^^^^
^Bi^^^ ü da Perus, o mais longo
movimento paredista qufç
já se realizou no Brasil, e
que ainda prossegue sem
que se vislumbre uma
Possibilidade de soluçâoT
apresentou até agora as-
pectos dramáticos e trági-
cos, como a greve da fo-
me no Natal passado e as
terríveis dificuldades por
que passam os grevistas
e suas famílias, os quais,
apesar de tudo, continuam'
firmes e dispostos a ir até
o fim para conseguir que
suas mais do que justas
reivindicações sejam aten-
didas. Na foto, uma das
muitas passeatas que os
"queixadas"
raelizaram
em apoio ao seu movi**'
mento reivindicatório.
¦*" ¦-.- ¦T****M*^*f^^*jp|n**3i^p*Bn*M^ iL
i |f

"Depois GUERRA
que ganhamos a guerra de 46 centros acadêmicos e o próprio presidente
dias em 1958, o patrão prometeu vingar João Goulart acolheu a idéia, através de um
ee e
«Sora o €stá fazendo" _ disse Sebastião despacho dele obtido por D. Jorge Marcos de
Fernandes Cruz vice-presidente Oliveira, bispo de Santo André. Nesse de»-
to dos gnevistas". Em 1959, êle tentoudo sindica, Âmm% mmWLl-'''
Wm:
'
•'-''<
-*
:''Ay-
acabar pacho ao presidente do BNDE, o presidente
com o sindicato, despedindo 80 empregados da República dizia: "Companhia de Cmeotc
para impedir que atingissem estabilidade Portland de Perus, a) Todo o material co«»
Cercou na estrada o nosso advogado V. Exa. b) Encampação e entrega e. uma
Monteiro de Carvalho, e ameaçou.o de mor- prof' i :'WM'^VÊMÊIfJWmÊÊÊmnsmUt-''"'' cooperativa de empregados, chefiada pelo
te. Mas nada disso adiantou, porque nossa prof. Cesarino Júnior. (Urgente). Deocádio*
união era total. Agora êle conseguiu nos Examinar com a maior urgência a
dd- jgg Sm* ¦¦
lidade de encampação da Cimento PortSSf* posàljí
vidir e por isso a greve está durando tanto".
Vendo que não conseguia nos vencer -I Perus para a Cosipa que tem interesse ne&-
acrescentou o dirigente operário — contratou ta operação. Os operários encontram.se em
a deputada Conceição da Costa Neves, liga. greve justa há mais de 150 dias Desejo re-
da aos capitalistas e que costuma chamar \mWSB3ffi-'''-&*jL^&*.A.'-. :
'¦¦^Símm
Wmmm^
¦A^^m\mmmmmmmmmmi_A':
eolver o caso com a maior brevidade fa) João
^^^H ¦¦'
todo mundo de comunista. À frente dos che- Goulart".
fes, ela convenceu ümá centena de compa. O desembargador Sylos Cintra, então no
nheiros fracos, inventou histórias exercício de governador de São Pafulo,
e menti- Ht-'--"'j mtKÊl, Ám ík
ras, falou na televisão e na Assembléia Le- favorável mas, com a volta do prof. Carvalho
psIk ! ifl Mil I Pinto, o plano passou a ser "desaconselha*,
gislativa, exibindo documentos tendenciosos.
Fomos à Assembléia duas vezes, vel". embora houvesse fortes razões de iiàv
para ouvir
a resposta do deputado Cardoso Alves, mas teresse nacional para a sua realização. E até
Conceição, com seu prestígio; conseguiu fa- hoje, os trabalhadores estão esperando o rte.
aer com que não houvesse número" para a sultado dos estudos determinados pelo pre-
cessão. Fugiu ao repto ds honra qua lhe fora sidente Goulart.

I
então formulado e continuou difamando os A Frente Parlamentar Nacionalista no.
"queixadas" meou uma comissão para estudar a greve dia
(queixada é o símbolo oue os
operários da Perus Usam desde 1958)". E a Perus e espera-se quef com a abertura dio
colaboração de ingênuos companheiros trans. Congresso, a questão seja ali ventilada.
formou a greve numa guerra, por meio de j. J. ABDALL/
tim diabólico processo". SITUAÇÃO
''Depois da difamação — Banqueiro, industrial, fa- No dia 2 do corrente, realjzou.se- a pri1-
prosseguiu — meira audiência do inquérito judicial, em
-Conceição, o patrão e alguns traidores zendeiro e deputado federal,
pe- que a empresa pretende dispensar 501 em1-
diram intervenção do Ministério do Traba.
lho no sindicato, J, J. Abdalla começou a pregados estáveú. O sindicato apresentou a
a policia estadual invadiu defesa, demonstrando que o empregador de.
o sindicato e ocupou a sede do clube dos obter sucesso ao ingressar
sejava liquidar o órgão de classe e Que o£
operários em Cajamar etc". na política, tendo sido se- trabalhadores foram impedidos de voltar ab
trabalho, somente o conseguindo os que fo-
GREVE FURADA cretário do Trabalho em ram "escolhidos a dedo" pelo empregador. A
A deputada Conceição da Costa Neves 1938, no governo de Adhe- audiência foi adiada, a pedido do advoga,
numa manobra escusa, conseguiu
qüe ele- mar de Barros. Possui cerca do do empregador, para 24 de abril.
mentos do DOPS a acompanhassem em car- APELO
ro da Assembléia às casas do« trabalhado-" de trinta organizações —
res mais fracos, convencendo cerca de cem Além dos 501 empregados estáveis há
deles a voltar ao trabalho, sob fábricas, bancos, companhia cerca de mais 600, não estáveis, em
pressão E greve,
assim a greve foi furada, em fins de agosto de seguro, imobiliárias, fa- e a sua manutenção representa um sério
e princípios de setembro, por cerca de 15% problema. Para esperarem o fim do proòès-
dos operários. zendas e minerações — e é so, que pode durar até vários anos, os
Esses homens reiniciaram suas trabalhadores da Perus
tarefas CQ&niderédo uma das maio- (mecânicos eletricis.
tas, motoristas, tratoristas,
sob a proteção da polícia, que continua escavadorista*
sente na fábrica até hoje. pre-' res fortunas, do Brasil, equi- maquinistas torneiros, carpinterios etc.) es-
à tão tentando organizar pequenas comunida.
parável de Francisco des de trabalho. Por intermédio die BRASIE,'
ENCAMPAÇÃO
Sentindo que estavam sendo vítimas de Matarazzo. O capital da URGENTE, solicitam ajuda, tanto em
ení-
um plano que visava o seu massacre, os tra- Perus é de 250 milhões de pregos e empréstimos, como em doações
balhadores tentaram uma saída: a desapro. inclusivfc de remédios, roupas e sapatos
cruzeiros, mas o seu verter usa'
priação da empresa e o conseqüente arren- dos.
damento da fábrica aos operários que for."a atual ê vinte vezes maior. As adesões podem ser comunicadas
carta à nossa redacão ou diretamente ã eédle por,
mariam uma cooperativa de produção para
fabricação de cimento, livrandoJ o Botado Abdalla é dono do Banco 8a Frente Nacional do Trabalho à rUa Reu
dos encargos trabalhistas. | Interestadual do Brasil. go Freitos, 654, São Paulo. Três mis&ioná'.
Nesse "juristas,
sentido, obtiveram nos, do Instituto Missionário Cristo Opera'-
pareceres de I tio, são os responsáveis pela contabilidade
inúmeros o apôljo de sindicatos ra-!
da gr^ve. ou melhor, d» guerra da Perus,
8

ÈSSBSÊSMÊmamrmmmímmmmwnmmmmmmmm, mmm i¦¦¦¦ii¦"-¦ . ¦¦¦., ¦i.,.n JMJIUM1UHM


Dialogo Por **»*».i.'VftHtt,

Cima dos uros A- 7 —ffikM

—n / . /
A filha e o genro de Kruehev conversa i
üp isso

in^Piín/.M» de
iioertaçao
notara uezoiío
;.. ,k depois
n-m an ttíTísa
rnrin para
riauo
,io««;t de um longo
umao dos
rt« ,.«,
rÍM'nHA anos
,1
um veneravel -
o^o de reclusão
/-« -'¦ t~". com
Cristãos
,
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pris onero
e
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discreto
os r"P.™sentamos
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ucrnniano.
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do Kremlin,
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^r"m dezoito minutos <:om o Papa João XXÍII.
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eontato t|a diplomacia valicana e do Secreta-

D. T
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de onde .<.¦«
Josef
-<• c-
Slipyj,
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nrsulUrt* a
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que com-
picara nos cárceres ««miinie-foc.
.>..,. •.
P ara ta~ opimao publica•- 'i .. comunistas,
¦l,1^i^
internacional cMiiai, - ••
ere
g", o encontro entre o Soberano Pontífice {m.na-se
«iiimitó;<i o i ¦> possível e •provável• corno por miia-
/ / T^,r^
iodo um .» • T de
.,.« conjunto , fatos, y, «"una «{-'nd^c e*¦ ge £>oma e 0•primeiro-ministro ; j x Ít«
de Moscou,
A
. . f1'"1"— -
vem ciando confiança?• ao x
mundo
I» A ! tie
rir. rrr,o
que O,iomni,
estamos «^/ entrando , «^"un<uiitme
tP.
definitivamente pequenos, •
y / -, ^ na , x--.,
.na era tío amlogo. E vamos t- -¦ deixando x
t iríc at rase
i>-'s f,.„ „n,.„nrrn
carregada do conflito e d^ te»-"AO, fpw<». ua - ... „. .., para
\ I «]<t™* «c w,ir.
sistem os muros, nem se correram de iadn
simpatia. E se dispõem a conversar.
ül* polemica

ou
a- " °S-,» ™ i
^
da guerra
^^
fria. Ainda
observam
per-
00m
í, Sf1Sacionai mas b« m mais
f ;, licmo^rv!?™"^™*0,5 de;5tm-oIfntl0/lum ate» profundo, o Segundo Concilio do Va-
i í mas intenso de diálogo éfttré líderes re-
ngiosos L\?f
ihVsos tie todos os continentes, ^ãiàl
! J -Váeta»
f-nítrõ^ deste Papa
enta<,ao r> i-
'"^ uc Lt>—vb "*
de tôâas as cores e < ,-, .
n.eníahdades. c^ u a bondosa on-
Sob
tao provideaiciaimente , • _
! J fipnHi n-, rw,.;Qr.Li a-. ] mc",^'"ult-*lie
la. ma> °° gre§a- ^
T
uiuveisal, a Igreja nao se reaignao* ser oci-
não"o ti ?onfr, " Ptó^ proclamação conciliar a0 mundo
S *™ «?« anticomunista. Nao foi antiprotestante. Foi,
sim uni o J T e^e;t<í0S JW 0;í ho^ens. E umn denúncia das "misérias e ite
i uliSsel
jusnças sc-ctais ais" , fonte
ri,l 7 das discórdias e das berras
/
('. obse!vador> apon^^ ò ácontecimheto mab importante deste
i. Se^un^ro^-uT^v r°
i ta° m3ÍS 5ere-^ ^ais e mais univeísalista do que
f i WPÈ
pocie ser o Jfrimeiro, Prin eirn í?1^^9, na nouco ijiciiüs menos a«. d^ um»imséculo? t o positivo
i-
' i t|,lta. iJuutu % amos arnscar-nos,a destacar . uma
t 20 de novembro de 1969
i Os »psfiv0e -.
Fadies Conciliares", com a aprovarão e sob a lide-
rança dn «p^f.Hoi i r7 - ,
h
f i este projeto carecia do "espirito ecumênico", fecharia a
f >
5,
nortà "ao riílioon ^'¦f^
na°-Caí°!"0S- « P--"^ numa linguagem "alheia à
', Hdacíe c^ nosso^e:^'. menta-
i
i 1?0rf.cIerruba.r todas as fronteiras e numa humanidade que
1 i tem ^eVy!^™- f56^
' i *
conviJ ao dKlo"oTfSrm^T r^ a T ^G-Preensão, a igreja se faz portadora do
» abertura e lan<;a o apelo a que dilatemos as nos-
sas perspectivas tendência
', í
' (
i
A AÍ í os hon,,ls e cue ciente 3 '" aSP'ram ^
d^S^iSS^^t^.
í 4 aÍmla °S QUS
"«creditam
comnresíL0 p?,, 5"°' ^fT nos meios de repressão ou, de
, í cas^TL aiiom
entldades e 01,»aniza5 ôes, pomposamente batizadas de «deínocráti-
¦ °S meiOS ^oIiciaís e para o expurgo de
quantos apregoam re-
' Ji forma m rÍòES f? ^ * tímida inseffura' Nâo "êem ^ela com« ^
tllenf normaT. ,L IT^^ a
í m5 m Ivn. í?
um "rZfin! í ?a-'r ^«^« das massas trabalhadoras. Padecem de
Pgaíani
s Í ^^^^
ranqu,la dos ^-^ t^iénte porque o bom sistema para eles será
S p^yiiegios de harde.s ou tubarões assinalados.
!¦ ^í6» «^ amedrontados democratas se curem do
pânico me^SSS8?'?.6 ??6
' IScracl n^/6 ' ^ } ÍÚ9Í d:imente ^»»Çfcad P<>r Emmanuel Mounièr.
Jí üs eveny ai^ tr"lL ^^"
d" SGf
^ Iante' ^ernamente vigilante, pois não, faço
> 5' SUbV"r "^ °U demaÍS crimes ^««co-soíiàis. Acima
' r de U cL nt, enHnt^ «if ^mada
J^6^38 V do em
dera ;on f^nt pephd construtivo, da sadia emulação e ten-
v? lênciP í a^ ra?ar^am,entP- *¦ ^Ca ef ÍCaZ COníra ditadura ™ > subversão não ê a

liacoes direta nn MM a mismo de todo um povo em relação às espo-


«confor
dG Uma Cama da socilVl P<>r outrai ou de «ma região
I '
'
oS região -^^daS

Com essa disposição de leal concorreu


por

de aperfeiçoar? aprendendo se cia e com a humilde coragem de inovar ou


{ í preciso, até do adversário, a democracia não temerá 0 diá-
logo, como hoje não o teme a ciistandade. "Vender

"!í Í j
mmoso do patrono desta Cidade
tiamsmo e o paciente semeador
temida de.
o mal pelo Bem' é o programa lu-
e deste fís tado de São Paulo, o» grande apóstolo do cris-
do mundo novo, porque impregnado de
O progresso das ciências e da técnica
¦e social, veio tornar
justiça e fra-
particularmente no plano político, econômico
possívei essa atitude au daciosa e aberta.E ela ê exigida
ciência, cada vez mais lúcida, do pela cons-
conjunto de homens. Mas ainda, ela ê úm

I
consciência cristã. Dialoguemos Por cima dos muros, postulado da
permaneçam quem sabe, como até que eles se esboroem. Ou
de angustia e de procura. preciosos tes temunhos de uma época caduca e superada.

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9
Doriau Jorge Freire

LAGOSTA EOÜT
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DIu H 0 b
___^^^__B ___r^^^__l ___L H ___^^^^^_H __¦ _________ * _________H _________ _________^^^__________1
I
"Estadão" formula,
Nada de advertência a De Gaulle^ daquelas que o
lòváridò ò [pesadelo à Paris. Os barcos franceses, se bem andaram, estão
próximos de seus mares propriamente ditos e o incidente, misto dc grevi-
dade e gaiaíicc, não estremeceu o amor que os brasileiros sempre tivemos
pela França. Da França dos homens de espírito, de Joanc D'Arc, da Re-
sistência e dessa coisa universal que se chama Jeanne Moreau. Tenho que
na nossa história, o episódio ficará como ponto de partida. O governo
I
obrigadíssimo a não permitir que a pirataria internacional — francesa^
inglesa, americana_pjLxiririquense — aporte em mares nossos, dantes sem-
pre navegados, para a prática de qualquer tipo de roubo. Nem lagostas,
INTRANQÜILIDADE É FRUTO
DE INJUSTIÇA E MISÉRIA
-nem" areia monazítica, nem as inocentes pesquisas de petróleo que a sim-

pática e desenvolvida gente americana costumar fazer. Ainda agora, em


telegrama mandado ao ministro da Marinha — tão diferente do.Heck,
Deus meu! — o prefeito de Natal, Djalma Maranhão, informa que a 'O
m
— levam probema número um do Brasil é alcançar, o quanto
espoliação do Nordeste continua. Franceses — diz o telegrama antes, a sua independência econômica. E ela só será obtido
a lagosta, japoneses levam os peixes e os americanos o resto. Agora chega. através da rigorosa execução de uma política nacionalista, om
conceitos de quaiquei natureza, ra-
todos os setores da Nação", foram declarações feitas a este
LEVY NA PAUTA
ciai, político, regional, religioso ou repórter pelo General Osvino Alves Ferreira, comandante do I
Herbert Levy, com aquele garbo anti-Jânio, leu as declarações do Exército, em entrevista exclusiva concedida a BRASIL,
que lhe dão os bons negócios do ex e comenta: Jânio está pensando
sério sobre a problemática nacio-
URGENTE.
Banco da América, em fim de man-
dato na presidência udenista, tei- nal, o infortúnio não lhe fez mal.
Mas continua com um cacoete: a Recebendo a reportagem ao oferecer resultados em longo É
ma em permanecer na pauta. termo de um dia de grandes ati-
e jogadinha marota do meió-têmno, curto prazo. Os últimos verifica-
Qualquer que sega ela qualquer vidades, momentos após haver ofe-
num mundo que se radicaliza. remos dentro de seis meses, os par_-
que seja a razão da permanência. recido 25 mil homens do Exército meíros já estão começando a sup-
Nos "States", com desenvoltura Uma no Prego, outra na ferradura.
digna da cúpula de sua grei, em Idéias socializantes. mas posição para garantir a tranqüilidade da gir, de forma auspiciosa, de f ovina
centro-esquerda. Atividade poiiti- família guanabarina, agora à mer. a influenciar todos nós as melhor
promoção da inocente revista ian-
"Seleções", ca m>as fora dos partidos. União cê da sanha dos marginais, o Ge- res esperanças".
que desancou o Bíatü. neral Osvino Ferreira Alves, em
Armou todo um dispositivo para com os melhores mas abraços ca- "SOU NACIONALISTA»'
' impedir o sucesso das negociações rinhosos em João Batista Leopoldo sua residência, durante uma pa-
Figueiredo (pelo nome não se Per- lestra informal de uma hora e
que em Washington foi fazer 0 mi- meia, examinou para BRASIL, Tem havido tentativas, da par*
.... nistro da Fazenda, o nosso novo ca), tão malogrado-«como financista
como desastrado como líder do URGENTE, alguns dos mais gra- te de Políticos e imprensa, de «_"
,.,, Chico Ciência. Para Levy, o País "Ipês", entidade bem do ves problemas da nacionalidade.
está em fase insurracional. Povo gorilismo' guer suspeições ao comandante djp
empunhando o pau furado para nativo. Se um país chamado In- I Exército, tendo em vista as cor-
Cercado por colegas de armas diais relações de amizade que man-
matar gente, não esquecendo de es- glaterra não ensinou ao Jânio ai- e altos auxiliares, num tom de
tripar, meticulosamente, burgueses go sobre o dever de opção, ende- tém com os principais dirigentes
conversa franca, o General não do movimento nacionalista, muitos
em geral e, no particular, inspira- reco o ex-presidente à Bíblia. Le- deixou sem resposta uma só das
dos banqueiros nacionais. Já no rá em João, o Vicente, que os dos quais são recebidos na sua re-
mornos serão vomitados. perguntas formuladas pelo jorna- sidência e privam de sua intirni-
estrangeiro (Brasil, claro!), o de- lista, fazendo questão de definir o
putado avançou outra vez, com dis- dade. O General, contudo, sem
seu ponto de vista sobre os vários oferecer respostas àquelas restri-
pár-te digno de sua vida pública: JORNAIS
temas que dominaram o encontro.
Laee<rda-65. Vão bem, prósperos e... sadios.
Dos maiores chefes militares ções, comenta com simplicidade:
Bem comportados, um mimo. No
CL-65 Rio valendo destacar o "Jornal do deste País, com tradição de in- "Sou nacionalista desde há
Brasil", no esforço heróico de con- transigente e corajosa defesa da muitos anos. Entretanto, não mi-
democracia, engajado plenamente
Chutando Lacerda para candi- tinuar série. Aqui, o "Estadão" Hto em grupos políticos, facções,
dato à suc-e-ssão do Jango, não sei o não mudou nada, que o doutor Jú- na luta nacionalista pela libertação frentes, etc. A minha condição de
que terá pretendido Levy. Quei- lio é como o doutor Adhemar: não econômico-politica do Brasil, o Ge- militar exige que me limite ao meu
mar o lider da lanterna? Premiar evolui. As "Folhas", fazendo que neral Osvino Ferreira Alves in- setor de atividades Mas onde es-
uma operação de limpeza, na Gua- duvidemos das teses sobre recupe- terpretará, sem dúvida, a autênti- tou é em todas, as oportunidades,
nabara realizada, nada compatível ração de transviados. Mas com ca posição das classes armadas bra- não me furto nem me furtarei à
com a caridade cristã? Ou o depu- muitas ambições, haja vista as ten- sileiras, no decisivo instante poli- . pregação nacionalista, à exposição
tado trouxe dos "States", o entu- tativas de deturpar as reformas de tico que estamos a atravessar. de teses quê, estou convicto o_«re-
siasmo pelo ídolo das mal-a.madas base e desmoralizar a liderança cem ao País condições reais de re-
cariocas? São verossímeis as três sindical, de forma a que de tudo O CAMINHO CERTO solver os seus graves problemas"»
hipóteses. Queimar Lacerda desde quanto existe, reste c Magaldi. Só
já, é evitar o ridículo de uma aven- e apenas UH, numa impressionan- Interessado na solução dos pro- INTRANQÜILIDADE
tura grotesca. Premiar Lacerda te incompreensão da realidade, blemas brasileiros, confessou o Ge- & EMANCIPAÇÃO
pela "solução final" está neral Osvino Ferreira Alves
dentro tenta segurar seu público com cir- que
dos aristocráticos cálculos de uma co. quando o povo tem fome de naquele dia mesmo, maigrado toda O Brasil estaria à beira do caos
UDN infensa "vulgo
ao vil". pão e sede de justiça. O "Diário", a complexidade do programa que e às portas de uma subversão. Pa-
Quanto à última hipótese, ninguém um amor: Chato todos os dias e tivera de cumprir, encontrara ra determinados políticos, muito
ignoira que Lacerda tem livre Plinio Saigado sempre aos domin- tempo para assistir a um debate bem colocados nas sua. cômodas
trânsito em Wall Street, Departa- gos. em torno da política econômico*
mento de Estado, Pentágono e ad- posições conservadoras, sobre o as-
ADHEMAR financeira do Brasil. Já tendo sunto há a verificar, tão somente,
iacências. Pica o lançamento como Pior? Melhor? Igual. O mesmo lido e relido o Plano Trienal e se a tal subversão será de tipo so-
sugestão a anota-: precisando lim- de sempre. Com aquelas virtudes participado de estudos de debates vietico, chinês ou castrista. Por-
par o País de mendigos (e o seu que o faz querido de tantos ami- sobre a transcendental matéria, o que da subversão propriamente di-
número cresce) é recorre, à Lan- gos. Com os vícios que o tornou comandante do I Exército nao en- ta e de sua iminência, não têm dú-
terna e i_ buscai na Guanabara o lider de ruidosa cupinchada. Arru- controu dificuldade para uma opi-
Eichmann de Vassouras. vidas. Pelo menos não apresen-
mou um secretariado medíocre nião: taram dúvidas, nos pronunciamen-
(como diria o Chico Anísio) e com "Se executado fielmente, o Pia-
f>E NOVO tos que fizeram à imprensa ee-
êle vem nsaiando uma adminis- no Trienal dará resultados positi- trangeira, notadamente norte-ame-
i . tração débil. Pontos negativos, vá- vos, benéficos. Trata-se, eviden- ricana. O nosso entrevistado'o está
J&nio na terra. Mais gordo, mais rios. Alguns ridículos como a his- temente, de um plano, que poderá
velho, mais amadurecido. Malgra- em condições de comentar «*"
tória do quadro que a pudicícia go- ser desenvolvido, aumentado, dimi- sunto:
do imprensa rádio e televisão con- vernamental repeliu. Positivo ape- mudo, de acordo com as próprias
tinuem o boicote ao ex-presidente. nas a constatação que leva ao povo, exigências do País ou de suges. "Toda a intranqüilidade
não publicando declarações suas ou decor-
de que o governo CP não foi, co- toes tendentes a melhorá-lo e re da miséria e da injustiça social
estropiando a_ poucas- que divul- mo diriam os irmãoc mossoroenses. aperfeiçoá-lo. Estou certo, no en- Desapareçam tais razões e a in-
gam, alguma coisa chega ao conhe- . esse mel todo. Ao contrário» tanto, de que o Plano Trienal não tranqüilidade desaparecerá tam»
cimento publico, do qu* diz ò ho- com Plano de Ação Colide com a orientação nacionalis- bem.
(PAG) e Do que necessitamos é de
meanii Jfcrt* jornalista não tem pre. tudo. tá. Tem êle a vantagem, ainda, de •egue
10

¦'.-¦' ¦¦'-:¦¦ SsSãS..


:.
I áim

Existe um Caminho: Emancipação Econômica»


maior solidariedade entre os ho-
neral Osvino sobre certos direitos
men**, na base de um cristianismo
verdadeiro. Alcancemos a ind»e-
e deveres que aquele documento
garante: voto do analfabeto, direi-
Notas e Informações
potijdencia econômica e désâpáxe- to de o soldado votar e ser vota- O deputado federal Rubens Paiva (PTB-SP), que acompanhou
cer&ô o analfabetismo, os graves do. o ministro Almino Afonso em .sua recente viagem ao Nordeste
licitado pela unanimidade da imprensa pernambucana a .se foi so-
problemas de saúde pública, de de- pronunciar
fies» nacional e outro* ; Na minha sobre a "Aliança Brasileira para o Progresso" idealizada
. Opinião, estamos no caminho des.sa
'"Sou favorável ao voto do mar de Barros. O deputado declarou, invariavelmente pelo sr.conside- Adlie-
analfabeto, Se a Constituição reza rava a 'Aliança*' um comitê eleitoral do Governador que
independência e, consequènterneh- paulista, acen-
que todos são iguais perante a lei, tuando que esta nao é a maneira de São Paulo colaborar com o Nor-
te, da solução de todos esses deste.
pro- não compreendo porque alguns se-
blemas".
jam eximidos do dever de votar. Sabe-se, afinal, quem são os autores dos nas ruas de
OS EXTREMISMÓS Sou partidário da extensão do di- Sao Paulo com os "slogans" de "Avante Hei-k" pichamentos
e. outros que procuram
reito e do dever de votos a todos entronizar o referido cabo de esquadra como chefe de uma revolução
A conversa continua. Q Gem*" ?s- brasileiros maiores de 13 anos fascista no Brasil. Na madrugada paulistana foram localizados os
e entendo que todo aquele que é referidos piehadores todos conduzidos era viaturas de conhecido matu-
ral Osvino Ferreira Alves é um Uno do Estado de São Paulo.
homem de palavra fácil, entende- eleitor tem o direito de ser vola-
dor da realidade brasileira e ex- do e, .votado, de cumprir manda- * A luxuosa mansão do sr. .José Cunha .Tumor, do Banco Brasi-
oelente formulador de suas opi- tos que 0 povo lhe tenha outor- leiro de Descontos, foi adquirida recentemente pelo padre Baleeiro Se-
niões, Fala-se nos perigos decor- gado". cretano de Educação do sr. Adhemar de Barros, por Cr$
rentes da ação dos extremistas da 72.000.000,00. Aparentemente, o palacete se destina a transformar-se
esquerda e da direita. em casa provincial dos padres Oblatas.
O chefe REFORMA AGRARIA
O ex-deputado José Costa, usmeiro pernambucano reccn-
militar declara: temente assassinou cinco camponeses, que integrando umaquecomissão
"A reforma agrária á foram à sua usina exigir o pagamento do Í3.o mes. foi denunciado
"Considero uma exi-
pelo
|Í que há perigo co- gêhcia do país. A estrutura agra- promotor da Comarca onde ocorreu o crime por "delito de rixa''
munista no Brasil- Como perigo ria que aí lemos é caduca, tem e nada mais.
comunista há em todo o mundo, mais de duzentos anos. Enquanto
mesmo naqueies paises mais ricos a indústria conheceu o desenvolvi- O "Brasília Palace Hotel", até há pouco tempo um dos lugares
mais agradáveis de se residir na capitai federal, está ficando
e desenvolvidos. O problema exis- mento, a agricultura estacionou. vãmente insuportável: todas as noites verdadeiras esquadrilhas depositi-
te mas não com características que Os empregados na indústria conhe- nilongos se abatem sobre hóspedes indefesos, sem que nenhuma per-
justifiquem o alarma ou atitudes cem certas expressões de justiça provi-
dência seja adotada pela gerência. Entre uma reclamação e a chegada
alarmistas, muito notadas em de- social, o que já não acontece com de um "boy" para espargir "Flit" nos quartos medeia o espaço de
menos uma hora — tempo suficiente para que os pernilongos façam* pelo
terminados setores. As classes ar- os trabaihadores do campo. A re-
madaa estão imunes à infiltragão forma agrária não é apenas ne- um trabalho em regra.
comunista e em condições de, a cessaria mas inadiável e, ao meu
Teve a maior repercussão em todos os círculos a reportagem,
qualquer instante, destruir no nas- ver, ela não representará nada de recentemente publicada na revista "O Cruzeiro" pelo jornalista Audá-
eedouro qualquer atitude violenta definitivo se não oferecer condi- lio Dantas, expondo a crueldade das provas de resistência carnava-
que os comunistas resolvam ado- ções reais de acesso e posse da lesca promovidas pelo sr. Paulo Machado de Carvalho, todos os anos,
t*f. O mesmo perigo há com re- terra pelo camponês que a traba- com a finalidade filantrópica de ajudar pessoas desesperadas, fazendo-
ferência à extrema direita e posso lha". as rebolar sua miséria diante das câmaras de TV até o último limite
diw*r que em face a esse outro pe- da resistência física.
rigo, nâo .será diferente a posição
das eLasses armadas. IMPRENSA INDEPENDENTE Um ex-seminarista, a serviço de um matutino do Estado de
Defendemos .São Paulo, recebeu de uni grupo de senhoras da alta sociedade a in-
* democracia e a Constituição. A ífumbência-de-crilicar em público o livro "Evangelho e Revolução So-
dmocracia dentro de sua autentici- ciai'', de Frei Carlos Josaphat. .que n»0 conseguiram ler, mas que jul-
dadte e a Constituição dentro de Ao despedir-se do jornalista, o gavam muito pernicioso. Foi articulada a palestra, que acabou não se
sua dinamicidade, de acordo com General Osvino Ferreira Alves fez realizando. Conclusão: ou o ex-seminarista também não o conseguiu
as expressas aspirações do povo. A questão de tornar público a sua ler (pelas mesmas razões que as citadas senhoras) ou. quem sabe, após
Constituição é o instrumento ex- opinião sobre BRASIL, URGENTE: a leitura, converteu-se ao Cristianismo.
celerate de que dispõe a Nação
"O aparecimento Comenta-se em muitas rodas, a provável saída do PDC do depu-
ra resguardar-se de qualquer ex- de BRASIL, tado Paulo de Tarso, encabeçando um grande grupo de membros doi
tremísimo, de qua!quer despotis- URGENTE tem grande significação partido, caso a convenção nacional do dia 27 não homologue a candi-
mo. de qualquer imperialismo", h nacional, pois a causa pública pre- datura Ney Braga à Presidência da República. O governador do Pa-
cisa de boa imprensa, de imprensa raná seria o único pedecista apto a atender os anseios de renovação
independente desse grupo idealista.
para defendê-la e,
VOTOS: TODOS SAO IGUAIS neste momento, infelizmente, não
A "Canção do Subdesenvolvido*, de Carlos Lyra e Fran-
poscuimos jornais em número e cisco de Assis, não pôde ser gravada, pois a censura considerou-a- sub-
Se o assunto é Constituição, é qualidade suficientes para o de- versiva e antiamericana. Entretanto, em sua recente viagem aos Es-
claro procuremos a opinião do Ge- sempenho de tão grave missão", jl tados Unidos, Carlos Lyra andou cantando a 'canção proibida" para
os norte-americanos, em inglês. Resultado: recebeu proposta para gra-
vá-la. Para a nossa censura, portanto, os norte-americanos devem ser
subversivos e antiamericanos.

O ministro Almino Afonso assim respondeu a um jornalista, em


Recife, que lhe perguntara sobre seu possível apoio à candidatura Miguel
ADESÃO Arraes à Presidência da República: "Torci, e muito, para a vitória do
Governador Arraes aqui em Recife''. E o jornalista insistiu: "Mas,
O sr. não respondeu à minha pergunta". E o ministro: "O sr. é que
"Declaro que estou disposto não está querendo usar a sua inteligência...".
a subscrever ações de
Cr$ 1 000,00 para aumento de capitai da sociedade que organi- •k Voltando de Roma. um velho bispo lamentava-se aos seus pa-
dres: "Rezem, meus irmãos. O diabo está no Concilio. Só se fala em
aou o jornal "BRASIL. URGENTE" renovação, em modernização, em adaptação...'' Momentos depois,
chega seu jovem bispo coadjutor. "Meus irmãos — diz ele — que
Forma' de pagamento * à vista 'beleza. O Espírito Santo está
presente no Concilio. Só se fala em
* 5 prestações renovação..."...

Vêm sendo acompanhadas com interesse as experiências urba-


Nome ..,, no-agro-pécuárias promovidas pelo Governo de Goiás. Com esse nome
complicado, designa-se a versão cabocla e nacionalista dos "kibutz"
Endereço Fone de Israel.

Cidade Estado Influenciado por esta onda de anticomunismo, um elegante se-


nhor dirigiu-se a uma igreja para surpreender marxismo na pregação.
Nacionalidade Profissão ..;....• E, depois, comentava: "Sim senhor, marxismo e luta de classes até na
hora da Comunhão". O homem ouvira cantar: "Depor os poderosos
-„y:. Endereço' pára cobrança do seu trono... Exaltou os humildes'. Era o "maghifieat''. Até
Nosso Senhor já era comunista.
,-/ír. REMETER PARA A RUA
SÃO PAULO
"CINCINATO

8RAGAj 172 ~
CAPITAL ¦ . •':
Interrogado pelo Presidente Jo«o Goulart sobre a situação finan-
ceira do Serviço de Proteção aos índios o sertanista Orlando Viiasboas
respondeu: 'E' precária, sr. Presidente. Seu eu fosse inadvertidamente :
Guanabara seria jogado no rio da Guarda''.
Vil
Assistência Social do Estado Palme
•^.iW i u \V WP* -v*" •"¦vi* (1-1

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DEPOSITO DE
"
Reportagem
Em local sem as mínimas condições de higiene ou habitabili
Oli
de
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OLI\h-lfi
dade, de
\^^^^^kmmmmm^^^kmmmmm^^^^^mmmmm\' homens e mulheres e até uma criança, habitando uma casa, à qual são en Yiados p
do Palácio Campos Elisios. "pensão"
Na não há refeitório. Os recolhido s sâo pe
môscasuJaua-Kkj-roupas ou criadomudos são objetos de luxo. Os trapos q ue Iraze
I 7vwsturam-se ali as roupas dos doentes.

ro do Hospital das Clinicas. Ata- I


ca-dô de moléstia nervosa, inicia]-
mente foi lá tratado. Posterior-
mente, verificado que seu caso era
crônico, íoi removido para o "de-
pósito" onde se encontra há qua-
11111 aW^SBN IIPmw tro ajnos.
B&m&a¦HBBaBaBm
T. s.: v^^!»^^^^l^^^l^^
A maioria dos outros doentes
- ..>.-. ¦.¦-¦;.3 J888
81! lÉSSm^^Kl&V*
m»MirWàVMBi BbHSK^wwSk ¦¦;; »88BSffiwag^«-:.,?
é oriunda de cidades do inte-
rior. São recolhidos d^s ruas ou
encaminhados pelo Serviço Social
CardeeiÈ Mota : ''Não devemos do Palácio do Governo. • Alguns
ter receio
são ali trazidos por deputados.
«Je $>er qu-alíficados de comunistas" VArios procedem do Hospital das
Clínicas. Entre estes, encontra-se
um menor de 16 anos, vindo da
Secção de Ortopedia, onde esteve
"IPfc "afTte -ar-x. "¦ internado durante 9 anos.
4 Ir- ^~^ TF áOí /TF^ i/""\ /HF^ át TaV'- ÂV M" REVOLTA
Num quarto de 2 por—3" metros,
encontramos 5 mulheres dormindo.
Numa cama de solteiro, uma de-
las, dividia com o marido o espa-
co exígruo. Revoltado, o Sr. José
"ST Ortiz explicou-nos que viera de
iO ¥ T Tupã, com caria de recomendação
I ..^-J .SL.
S / dirigida ao Serviço Social do Pa-
V** Jl \.J JL A 1 lácio do Governo. De lá o enca-
EHfflfSBBsar^-íaasKsus.»^^
minharam, com a esposa car dia-
ca, para a "pensão" da Vila São
Domingos. lll *d/y^'-cy:..^; | I jj|§ , 112;
O DIRETOR FALA Um saquinho vazio de açúcar, su.pstr
Procurado pela reportagem o Sr.
José Mello Rodrigues, Diretor do armário... Assim | a
<«ss^á«^.aiiS!^ift^^ "¦'¦¦"¦¦'"¦'¦"¦¦'¦iiiiniiiinrnriniiiiiiMiiHiniiiiiiimiiiü.

L
Serviço Social do Estado, assim se
manifestou, sobre o assunto: eessárias. Mas que fazer? Não
"Já recomendei várias vezes temos para onde enviar doentes
"Não devem não enviem mais doen'es pa-
ter receio de ser qualificados de comunistas" — que crônicos, pois nenhum hospital os GEN1
declarou o Cardeal de São Paulo à reportagem de BRASIL. URGENTE. ra este local. Sabemos que não recebe. Ali, ao menos têm um chega]
O Cardeal Mota. Arcebispo de São Paulo., tem-se destacado pela possui as condições mínimas ne- leito para morrer". prietá
lucidez e coragem, de seus pronunciamentos em matéria social. Na
comemoração ,dó, primeiro aniversário da encíclica "Mater et Magistra"
compõe o conhecido ''Compromisso Social Cristão", lendo-o, acompa-
üihado de grande multidão, num comício da Praça da Sé. Esse do-
cumento, bem como suas oportunas intervenções e propósito da reforma
agraria, encontraram ampla repercussão nacional e mesmo internacional.
O Cardeal de São Paulo não se limita a coordenar as ideologias extre-
mistas : traça rumos no sentido da verdadeira renovação social

A reportagem de BRASIL, URGENTE teve a oportunidade de


apreciar o bom humor com que o nosso Cardeal enfrenta as criticas
e as incompreensões dos espíritos menos abertos. Quando um dos
diretores deste jornal aludia a uma carta de um eclesiástico que quali-
ficava de "comunista" alguns elementos cristãos empenhados em levar
à pratica, a doutrina social do Evangelho, S. Excia. replicou com viva-
cidade : í4iNão devemos ter receio de ser qualificados de' comunistas.
Afinal, Jesus Cristo não foi chamado de endemonhado? O discípulo
não pode pretender ser maior do que o Mestre."

/
A seguir, ao comentar a recente visita do genro de Kruschev ao
Papa. o Cardeal ressaltou, a atitude de S.S-, que apontou como ideal :
firmeza na afirmação da verdade e caridade suave, compreensão magna-
Bima em relação às pessoa.?, mesmo quando colocadas em campo oposto
ao mesmo.
pina Tráfico da Miséria
•¦»¦•/¦ 'iav* •>

ONDENAD
1/V^/RA LA£T
DESESPE
ade, dezenas de doentes esperam pela hora da morte. São velhos, moços,
iados pelo Hospital das Clínicas, Serviço Social do Estado e Serviço Social
sâo pessimamente alimentados em suas camas, cercados por enxames de
e trazem quando chegam, ficam dependurados em pregos, pelas paredes.

dos doentes, apesar <i<> adiantado


da hora: 21,30 horas. Sessenta e
dois doentes, dc ambos os sexos,
a maioria irrecuperável, jaziam
sobre leitos sujos.
O ajudante de cozinha e a cozi-
n.heira são os únicos atendentes.
Ò primeiro faz as vfzes de enifer-
meiro. Não há assistência médica
local. £ nessas- condições que
funciona esse depósito de doen-
tes. Ou de condenados.
COMÉRCIO
A- "pensão" ó de propriedade do
Sr. Pedro da Silva Cavalheiro,
que cobra 15 mil cruzeiros mensais
por doente e 500 cruzeiros diários,
cobrados aos Ser- Dom Helder em São Paulo
pelos avulsos.
viços Sociais do Estado. Com 62
"internos", arrecada 930 mi! cru-

A ERA
aeiros mensais.
O Hospital das Clínicas, envia,
todos os dias uma ambulância pa-
ra transportar alguns doentes da
JA r A
'"'pensão" àqjuele nosocômio. De-
pois de atendidos, retomam eles
no mesmo veículo. São os chama-
dos doentes crônicos ou irrecupe-
ráveis que o Hospital das Clínicas
envia ao depósito situado à rua
UM, Casa 20, Vila São Domingos.
»•?>.'¦
'Setores oficiais contribuem, as-
D. Helder Câmara pronunciou segunda-feira ultima, dia 12, uma
st, jstitui o criado-mudo ou o sim, para que prospere o comer-
cio do Sr. Cavalheiro, e prolifere conferência no auditório da Faculdade Sedes Sapientiae sobre o plano
m 5 a pensão . essa forma inadequada, insuficien- de emergência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Falando
te e falsa de assistência m<'dico- perante ura publico que lotou o auditório, constituido por 00% de
(DEVASSA social. religiosos, d. Helder reportou-se inicialmente ao pedido do Papa João
[A (reportagem de BRASIL UR- OS INTERNADOS XXII: "Quero — disse ele — que os bispos da America Latina pre-
GENTE devassou o local. Quando Um dos "internados"', Sr. Josó parem um plano de emergência e outro a longo prazo".
chegamos, crianças, filhos do Pro- Virgílio Ferreira, de quarenta anos,
prietário, brincavam n«s camas durante quinze anos foi cozinhei-
O plano de emergência se divide em duas partes : 1) Pastoral,
que mais afetam à Igreja ; e 2) Problemas socio-economicos. Na
primeira, os bispos destacaram os temas : a) renovação paroquial ;
b) renovação do ministério sacerdotal, pregações ; c) renovação de
"E- necessário nos colocar-
educandarios, sobre o que disse d. Helder :
mos diante de Deus e mandarmos as favas o amor próprio ; d) pastoral
''Hoje não existe
de conjunto, a respeito da qual afirmou o orador :
nenhum problema humano que não tenha de ser encarado em escala
mundial".

mm
A segunda subdivide-se em : a) formação de lideres nos colégios,,
"á era dos bonzinhos
pois, como disse d. Helder. já passou e temos
de desenvolver os que discordam e discutem" ; b) sindicalização rural,
"as cm con-
h'y já que, no opinião do conferencista. pessoas que vivem'"6
dições infra-humanas no País precisam ser promovidas" e indispen-
savel a sindicalização autentica e não a formação de pelegos de bispos' .
Acrescentou que se trata de um campo de leigos, especificamente, e
denunciou que no Nordeste há patrões que despedem os empregados
"Os maiores
simplesmente porque ingressam nos sindicatos. pròpa-
gandistas do comunismo são os reacionários que apontam como- comu-
nismo toda sede de justiça", disse d. Helder. O ultimo item dos proble- ' não
mas soeio-economicos, movimento de educação de base, visa
somente dar a técnica da leitura e da escrita, mas dar uma base
para os homens se realizarem do ponto de vista humano e cristão",
concluiu o Cardeal.
Assembléia

Fh nU iiII i1li o
K ição Caiu da Mesa
1
Luís Lopes Coelho

O PATIBULO
Encena-se o ato na Penitenciária do Rio de Janeiro, numa das ma-
drugadas do ano de mil novecentos e sessenta e dois. Recôndito, o Sol
torna as nuvens sangüíneas. Não tem forças, ainda, para desvanecer o
enredo da neblina, nem enxugar o frescor da brisa.
Como sempre, os jornalistas são os primeiros a chegar. Exibem suas
credenciais ao porteiro e dirigem-se ao pátio, que marca a semi-obscuri-
dade com a dureza das linhas e dos ângulos retos de sua arquitetura.-
Na entrada um oficial pede licença para examiná-los, em busca de má-
quinas fotográficas disfarçadas- Sentam-se, em silêncio, a medida que
chegam, na última fila das cadeiras, arrumadas sob a marquise.
À porta, à esquerda, surge o Juiz da Vara cias Execuções Criminais,
acompanhado do escrivão, do Promotor Público, do Diretor e do médico
do Presídio, das três testemunhas convidadas pelo Estado.
Os jornalistas levantam-se e o grupo acomoda-se nas cadeiras do pe-
queno e improvisado anfiteatro.
Apenas alguns sussurros entram em concilíábulo com a madrugada e
a intransigência cio ambiente.
O homem apareceu vestido de negro: calça e blusa de mangas curtas.
Subiu os poucos degraus, fazendo ranger o madeírame, e postou-se como
estátua no patamar.
Ressoam passos acelerados. Voltam-se as cabeças dos já presen-
tes. Os dois advogados, a quem o Presidente João Goulart negara, à
meia-noite, o pedido de comutação da pena, procuram sentar-se, sem
mais alarde.
Chegam as cinco horas, trazidas em compasso por sino distante.
Abre-se a porta da esquerda: o homem cie calça de zuarte e camisa
branca, ladeado por dois guardas, é conduzido ao patamar. Emborcara
na indiferença ¦; no escárnio, com o olhar petulante e o andar gingado.
O carrasco amarra a corda ao pescoço do condenado, sentindo-lhe o
hálito de cachaça (Deveria apurar como a bebida chegara a cela). Fir-
mou a corda, pre nu a alavanca, abateu-se o assoalho. lançou-se o corpo,
Recomposto ¦ patíbulo, o homem de joelhos, com a cabeça pendida, Terminou sem muita grandeza a quarta legislatura de São Paulo.
Os dois guarda-; c egaram com a maça. DesTácõu-sé o médico do grupo. Os seus membros empenhados, até o grotesco, numa campanha por au-
conferiu o cadáv Por mais uma vez rèproduziu-se o ritual macabro. mento de seus próprios subsídios quando, «inda recentemente, tais s_h-
O segundo con-V nado vitimara-se pelo pavor. Seus gritos lanhavam a
ahiènidade da mii.riha. Levaram arrepios aos assistentes, sídio.s haviam sido por eles próprios reajustados- O repúdio que a me-
Acabavam ò.<e ser enforcados os dois facínoras que. no dia nove de dida recebeu da ouinno pública e de uma minoria ativa <* corajosa
março., à noite i'/;'aium um jovem de vinte anos quando voltava do de deputados, felizmente, impediu a concretização do escândalo e a cou-
cinema, em Santa Teresa, com sua namorada Resistira com honra e co- sumação do qüt seria, indiscutivelmente, um dos maiores assaltos ao
ragem à prática do plano ignomihioso que envolvia a moça. eiário publico. A quinta legislatura, contudo, surge com grandes no-
^Discute-se sòb"è a pena de morte com fundamentos de alto gabarito viriadt-s, algumas sérias inovações, certas curiosidades já destacadas i»cIj»
jurídico, morai, relifíqso, social, psicológico. Mas julgo não haver quem hnprcn.-TriTíária e com determinadas posições capazes de fazê-la meie-
não deseje a reaüd-.de da cena aqui descrita; ao abrir o jornal de manhã,
e chocar-se m- -•'íoia do crime hediondo cédorà rle um l«itgò crédito dc confiança de parte do povo.

A^SASSÍNIO OO ESTUDANTE KEVOLÜÇAO POPULAR


No enm a vida o jovem Odyio Costa Neto, salienta- Tudo com-çou quando 115 deputados recentemente eleitos ocupa-
se a frieza con;; ^rdeu
iam o:< bandidos, dando a impressão que o assassi-
nio pode ser con: ;v.;ênc.ia natural do assalto que visa, a princípio, a di- ram os stus lugares, dando por encerrada a quarta legislatura integrada
nheiro e valores. Ante o malogro da colheita, porque o estudante nada por bem menor número de representantes. Empossados os deputados,
tinha de extraord rio em seu poder, e ante a sua reação quando o começou o lance último e definitivo da eleição da nova mesa- E com
interesse dos as-: »< voltou-se para a sua companheira, não houve os votos -urgiu o Palácio Nove de Julho com novo aspecto-
sequer o empei) h' subjuga-!o, apenas, ou mesmo em abandonar o
local e retomar faina criminosa. Se o assa;*náo não tiver dinheiro e A UDN que há vários anos ocupava a presidência da Casa, atra-
nem permitir Hee« íosidades com a namorada, deve morrer. Lei terrível vés dr sr. Abreu Sò.dré 'não reeleito), teve de ceder o lugar para b PSP,
essa, arneae; os que a juventude e o amor tomam incautos absortos
felise;;. passando s> presidência a ser ocupada pelo sr. Ciro Albuquerque, ctin-
Há uma r,oí;t in comum na prática do crime de Santa Teresa. Con- djdato àz maior confiança do governador do Estado. Mas a "revolução
Spante declarações cie Paulo César da Silva, conhecido "Fuinha" populista'- não ficou aí. A primeira vice-presidência da mesa lambem
por há alguns ano- ocupada pela deputada Conceição da Costa Neves, ou
(24 anos), o motorista Raimundo Nonato — especializado em corridas
para assaltar^— "Manguíto'' e êle. '¦«Fuinha"; formavam um trio compe- seja. pela representante do pessedismo mais conservador e intenso às
tente na iftãíéna. No momento de par:irem para a caçada noturna. transformações político-sociais "do Brasil, deixou de sev cadeira cativa
adimüram ur< nhecido como sócio da iníòrtúnàda empresa. Na d.v.i è. í part do e grande instrumento daquela parlamentar que, há
realidade, e.muUo rara a formação de. uma sociedade entre celerados
Qom. tamanha rapidez. Normalmente todos se conhecem na "gang", anos. exercia verdadeira tirania na Assembléia Legislativa. Foi eleito
Circunstância essi. que empresta maior segurança e mais eficiência à paia substituí-ia o deputado Arruda Castanho, janista histórico, grande
execução criminal. Tal critério associativo inteiramente casual, cons- adversário daquela parlamentar nos debates políticos da Casa e até então
titui óbice à ação policial. apontado como o "enfant terrible" do Legislativo paulista
Mais uma vez toma corpo a falibilidade do testemunho A
namorada.-reafirmou a culpabilidade de Regihaldo Tavarespessoal. e Louri- A deputada Conceição da Costa Neves viu frustrada-; todas as
naiao José da Silva, desde logo afastados como autores do delito.
suas tentativas de continuismp. mesmo aquela mais sensacional: a da
_ Triste balanço do crime estúpido: a morte do rapaz, o choque emo- liderança dos deputados que queriam, a todo 0 custo, um subsídio de
cional da moça. s&iva por milagre pois a bala que lhe era dirigida se
alojou na carteira de notas de sua bolsa, a um pouco mais de seiscentos mil cruzeiros por mês. No fim do episódio,
presença de um garoto de nem mesmo encontrou condições para concorrer à eleição, obtendo ape-
anos expenrnonwHlo em assaltos, e a de mais'dois facínoras
1
não titubeiam em mas ar ante o malogro do assalto, como se o 'gesto que nns um único sufrágio-
bruto compensasse a desilusão. ÁssdValé-;se, ainda que os dois partidos conservadores — UDN e
PSD —não conseguiram postos ha mesa e.que o próprio sr. Adhemar
.ROCAMBOLE EM PARIS 63 de E,_r.i!.cy para garantir a presidência para o seu correligionário Ciro
Nada de processos químicos para superar dificuldades materiais, Albuquerque., teve de "engolir sapos". Ou seja. transigir e levar tam-
nem de meados extraordinários do tipo "Rififi". muito menos o emprê- -bém à Mesa. parl_meniar.es tipicamente
janistas .como os—sr_- Arruda
go de gases ou mesmo.! do serviço de rádiocomuriicação. Apenas vesti- Gastantio e Mendonça Falcão.
ram-se com uniformrs de agentes da Polícia parisiense e penetraram
na sede da •Socteté Cqmmerciale de l'Est". Na portaria, informaram AFILH ABISMO
que perseguiam nr ladrão que havia se escondido no telhado, solici-
tando'ao porteiro ^ue-amarrasse os cachorros e que se'refugiasse com. Nota melancólica, de fim de-mandato, foi dada pelo sr- Abreu So-
a família no poi ã dj -prédio. Em seguida, dirigiram-se ao andar su-
drè. O líder udenista que prometeu sempre exercer uma, presidência
perior, ameaçaram dc-. morte o diretor presidente da sociedade, que
lhes abriu o cofre |e onde sacaram quatrocentos mil francos. Tranca- incorrupta, sem- escândalos, sem nomeações, sem apadrinhamentos, ao
ram o diretor e sua esposa no porão e deram o fora, O único gesto apagar das luzes da quarta legislatura, fez o seu testamento.. E nomeou
moderno foi cortar os fios do telefone. altos- funcionários da Assembléia Legislativa, quantos deputados não ob-
_ A O.A.S. reedita Rocambole no centro de Paris tiveram reeleição. Foi o último escândalo da Casa.-
14
SUBDESENVOLVIMENTO
dústria trabalhando com apenas
75% de sua capacidade, elevando
assustadoramente os índices de de-
semprêgo e o custo de vida.
Na Ásia, o exemplo do [raqüe é
particularmente ilustrativo. Desde
1051, o País vinha reservando a
maior parte de suas rendas petro-
líferas a um plano de desenvolvi-
monto. Foi estabelecida prioridade
para investimentos na recuperação
de terras não cultiváveis, melhoria
da rede de transportes e constru-
cão de edifícios públicos.
A renda nacional ascendeu de
168 bilhões de francos, em 1950, a
•'Os^historiadores 291 bilhões, em 1956. Não obstan-
do fulüró definirão nossa época como a época re-
plicações fáceis e inconsistentes, te agravaram-se as tensões sociais,
volucionária mais intensa e mais extensa
que o homem já conheceu". compreender-se os rumos necessá- com a sensível decadência das con-
Essas palavras do senador chileno Radomiro Tomich refletem com rios à solução das atuais dificulda- dições de vida da população
pre- mais
cisão a gravidade da situação na América Latina- Época revolucionária, des. Com base nos diversos pia- pobre. As medidas econômicas to-
sim : ao contrário do que ocorria até há pouco, não são mais as nos de desenvolvimento, duas con- madas aumentaram o desequilíbrio
quar- cepções fundamentais sugerem me-
teladas que ameaçam a estabilidade dos governos — e a inquietação social, culminando
quarteladas que didas diferentes em função da ma-
traduziam a luta travada entre facções em geral representativas de interes- com a revolução de 1958, que der-
ses lienígenas- Agora são as próprias estruturas que são neira pela qual encaram o subde- rubou a Monarquia, instituindo a
postas em xeque senvolvimento. República. A ausência de compre-
por revoltas e agitações generalizadas. Já não se condena os governan-
tes, mas as instituições. Já não são apenas isolados (\^) A primeira configura a economia ensão global do problema e a sim-
pro estos de letrados subdesenvolvida como uma econo- pies intervenção na esfera econô-
que apontam as falhas e injustiças do sistema vigente. E' o próprio mia retardada, carente de meios e mica aguçaram as contradições.
povo que mediante uma participação aitva nos movimentos políticos, re- recursos. Em face dessa concei- Com efeito, outras medidas desti-
clama a instauração de melhores condições de vida, sinal certo de tuação, propõe como solução a mo- nadas a alterar as instituições, co-
que
o ciclo colonial na América Latina se aproxima do seu fim. Estamos bilização, no país ou 'no exterior, mo a reforma agrária, por pxemplo,
diante de revoluções nacionais. Este é o dado novo do problema. dos recursos faltantes. Apreen- foram negligenciadas, dand.o ori-
GUERRILHAS de Estado promove oficialmente o dendo o subdesenvolvimento atra- gem à radicalização da problemáti-
Na Venezuela/ o terrorismo, a treinamento antiguerrilhas das vés de critérios descritivos susce- ca nacional. Assim, as áreas re-
sabotagem, os motins, os núcleos de forças armadas panamenhas. tíveis de mensuração estatística, c.u.peradas exigiam para sua utili-
guerrilhas revelam a crise em que CAUSAS enfoca apenas um aspecto da quês- zação vultosos capitais1 de que só os
se debate o país. Em 1960, verifica- Donde proviria tamanho furor tão, isto é, os reflexos numéricos ricos proprietários podiam disipor.
ram-se dezenas de motins popula- revolucionário que não encontra, do subdesenvolvimento na econo- Os centros de trabalho incrementa-
res com a participação de estudantes praticamente, exceções na América mia subdesenvolvida. Configuran- dos não possuiam a conveniente li-
e operários; em'1961, os levantes de Latina? Infiltração comunista? do-a exclusivamente através de gação com outros centros urbanos,
La Guaira e da guarnição de Barce- Agitação promovida por Moscou ou dados relativos à população, à ren- determinando o nascimneto de nú-
lona; em 1962, as rebeliões dos fu- Coíba, como insiste o presidente da per capita nacional ou aos re- cleos inflacionários, alimentados pe-
zileiros navais de Carapuano e da Kennedy? Mas, será crível, então, cursos disponíveis, aponta apenas Io afluxo da população de outras
Base Naval de Porto Cabello e as que a economia cubana passa por a expressão externa do fenômeno, regiões. Desorganizou-se a estru-
guerrilhas na Sierra dei Toro, que tão extraordinária prosperidade sem dúvida consegue um rstrato tura econômica tradicional dos pe-
ainda continuam até.hoje- capaz de financiar econômica, ideo- fiel da economia subdesenvolvida, quenos centros os quais bruscamen-
Quanto às guerrilhas, é de se no- lógica e militarmente uma onda de mas não atinge a essência do sub- te se convertiam em local de ele-
tar que elas não são—possíveis sem inquietação que arrasta os 210 mi- desenvolvimento. vada concentração populacional,
apoio popular. O guerrilheiro para lhões de habitantes da América O FRACASSO sem que uma estrutura nova, apare-
sobreviver necessita de alimentos/ Latina? E' possível que uma pro- A aplicação de planos nacionais lhada para atender às necessidades
munições, remédios, dinheiro, in- de desenvolvimento de acordo com decorrentes, sucedesse à anterior.
formantes/ esconderijos — recursos paganda, combatida por todos os
meios, inclusive com um manan- as soluções preconizadas pela Teo- Obviamente, a instauração de um
que só pode obter se contar com o ciai de recursos provenientes das ria da Economia Retardada tem estatuto que oferecesse condições
franco apoio dos residentes em sua
classes dominantes de todos esses resultado, na prática, em insuces- de fixação dos "fellahs" à terra de-
zona de operações. A persistência veria ter sido medida prévia capaz
venezuelanas de- países e mais dos EUA, seja tão sos responsáveis pelo agravamento
das guerrilhas »de impedir a eclosão dos
convincente e poderosa que possa, das tensões sociais, sendo a eclo- novos
[ monstra que o povo as proteges, na clandestinidade em oue vive, são revolucionária conseqüência problemas surgidos.
abrigando-as e defendendo-as das negam
arrastar consigo grande parte da natural disso. As medidas econô- Fracassos deste tipo a
investidas governamentais. Que
população trabalhadora do conti- micas geralmente propostas pelo validade das soluções que preten-
melhor prova da insuficiência do
nente? Fundo Monetário Internacional são dem vencer o subdesenvolvimento
sistema político-social venezuelano?
Uma deficiência de habitações, fundadas em conceitos semelhan- pela simples mobilização de recur-
A Colômbia enfrenta idêntico pro-
de 45% nas zonas urbanas e 90% tes e servem de exemplo dos in- sos externos ou'internos. Existe,
blema, a tal ponto que seu govêr-
no mantém convênios com a Ve- nas zonas rurais, explicaria melhor felizes resultados colhidos. porém, outra teoria que. en«arando
nezuela para recíproco auxílio no> esses movimentos. O fato de 1.5% No Chile a ocupação média ope- o mesmo problema em todos os
da população deter mais de 50% rária baixou do ímdice 111, em seus aspectos — político, social,
extermínio dos combatentes. Se- —
das terras justifica melhor a re- 1955, para 88, em 1958. represen- econômico e psicológico ataca o
melhante situação é encontrada na
volta generalizada. De 1937 a tando um desemprego da mão de subdesenvolvimento pela ação con-
grande maioria dos países da Amé-
rica Latina. A diferença é tão-sò- 1938, as exportações desta área re- obra adulta da ordem de 6 a 8%. jugada de todos esses fatores- abar-
mente gradual. No Brasil, as Li- presentavam 10% das exportações A produção industrial no período cando o problema em seu aspecto
gas Camponesas já têm sido respon- mundiais; hoje são apenas 6,5%. 1956-60 cresceu em apenas 1,6, não global. Por isso mesmo está habi-
sáveis por numerosos choques ar- Enquanto de 1953 a 1960 as ex- alcançando sequer a taxa de crês- litada a impedir a criação de pon-
mados, mais vezes do que a impren- portaçoes mundiais cresceram em cimento demográfico de 2,5% ao t03 de estrangulamento e promover
sa diária deixa perceber. 56%. as da América Latina não ano. Na Argentina, de 1961, a pro- a superação dos bloqueios internos
Na Argentina e no Peru, o "go- excederam 13%. O Brasil, o país dução baixou do índice 100 ao ín- que caracterizam economia subde-
rilismo" é confissão da incapacida- mais rico da América Latina, re- dice 66,25, estando hoje a sua in- senvolvida.
de da vivência democrática desses cebia, em 1950, 1.345.467.000 dó- (Z) Uma economia subdesenvolvida é uma economia internacional-
países. Nem ao menos podem fa- lares por uma exportação de mente bloqueada. Ela não existe para si, mas para os países desen-
cultar ao povo o exercício dos for- 3.819.083 toneladas- Em 1958, volvidos. A tabela abaixo, fornecida pelo Serviço de Estatística
217% mais, recebeu Econômico-Financeira do Ministério da Fazenda, demonstra como o
mais direitos democráticos, sob pe- produzindo Brasil, a despeito de haver quase triplicado o volume de suas ex-
na de dissolução da estrutura so- apenas 1.242.987.000 de dólares. portaçoes, em menos de 10 anos, recebe muito menos dólares, mesmo
ciai, o que sugere um "statu" Esses dados, em palavras, se tra- em números absolutos.
dos —duzeni por miséria, atraso, empo-
ainda mais grave do que o COMÉRCIO EXTERIORRRASIL
outros países acima citajdos. A breçimento, estagnação, níveis de Anos Toneladas Mil Dólares
selvagem ditadura de Stroessner, vida descendentes, ou seja, subde- 1950 3.819.083 1.355.467
1951 .. 4.851.889 1.769.002
no Paraguai, só pôde sobreviver senvolvimento
1952 4100.109 1.418.117
até agora, graças ao decidio apoio ECONOMIA RETARDADA 1953 4.377.808 1.539.120
dos Estados Unidos e da vizinha Sendo o subdesenvolvimento a 1954 4289.556 1.561.836
Argentina. O Panamá é um dos causa profunda do mal-estar so- 1955 6.186.066 1.423.246
mais agudos focos de revolta, não ciai, cumpre examinar o fenôme- 1956 5.751364 1.481.978
obstante a presença maciça dos Es- no com esmero, a fim de, esca- 1957 .'- 7.712.703 1.391607
tados Unidos, cujo Departamento pando à superficialidade das ex- 1958 8.297439 1.242.987
15
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ASSIM como Jânio. Jango tam- O EX-GOVERNADOR Cid Sam- A MISSÃO San Tiago Dantas
bem não quis se definir sobre a PLANO TRIENAL (Celso
paio vai disputar a Prefeitura de nos Estados Unidos serviu até pa- (0
Furtado) foi incorporado à rriensa"
reivindicação da Ford do Brasil, Recife, contra o candidato do sr. ra sua rèaproximação com o sr. gem anual que o .presidente Grou-
que vem se movimentando para Miguel Arrais, que ainda não se
conseguir importar tírès milhões e Almino Afonso, Em matéria de po- lart enviou sexta-feira ao Congrés-
definiu. O fato vai estimular o sr. so Nacional,
meio de dólares em moldes è fer- Jânio Quadros a disputar a Pre- lítiçá Internacional ambos estão cte apesar da algumas
ràmentas paia fabricar cm nosso acordo, mas de política (firiançei- incongruências, no contrato entre
feitura de São Faulo. os Pontos
País o famoso carro "Fairiane''. ra) interna, não. Na última reu- de vista dos dois do-
Jânio, quando presidente, se limi- cumentos-
nião ministerial, a discussão entre
tou a mandar .publicar parecer do O NOVO QUADRO do pessoal ambos somente arrefeceu jitahdò
GEÍA, parecer esse que deixava a da COFAP ainda não foi sanciona- o presidente Goulart interveio pa- A INTRANSIGÊNCIA e firmeza
decisão a critério ão presidente cia do pèlò presidente João Goulart. do presidente Goulart ao resistir
República. Henry Ford II veio ao ra anunciar que o plano de con-
Milhares de funcionários passam às pretensões do general De Gatul-
Brasil, avistou-se com o presiden- dificuldades e são prejudicados em tenção de despesas (do sr. San Tia- le, no caso das lagostas, contribuiu
te Goulart e disso resultou o re- seus salários. A assinatura do ato go Dantas) não poderá afetar a para tornar menos difícil a missão
cente despacho presidencial, dando vem sendo sucessivamente adiada, luta do País contra o subdesenvol- do ministro San Tiago Dantas jura-
o prazo de uma semana ao ministro perque sao muito? os pedidos Poli- vimento. to ao presidente Kènnedy. Jango
da Indústria e Comercio para ticos para a inclusão de novos fun- soube aproveitar bem o incidente.
apresentar anteprojeto de decreto cionários, com a criação d.e novos,
que venha a disciplinar a matéria, cargos. O ato será assinado e publi-
de modo geral. Os interesses em cado inesperadamente. O MINISTRO Relnaldo de Car-
jogo são muitos, e poderosos. Daí valho quer extinguir -seu Gabinete ALGUNS brasilienses mais entu*
a procrastinaçãò. em Brasília, ou melhor. deixar siasmados procuraram fazer com-
apenas um ou dois eiémentos para paraçêes entre o carnaval ilat^açãü
ESTA' INDICADO para delega- manter as aparências Entende o intêrn aciona P do Rio de Janeiro
A DESIGNAÇÃO, pelo Presiden- do do Brasil junto à missão perma- ministro da Aeronáutica que a ma- com o carnaval (arremedo)
nente tio nosso País na ONU, o da
te da República. do economista nutenção do gabinete de Brasília Brasília.
Diogo Nunes Gaspar (pjanc de embaixador Carlos Alfredo Ber- é rnspéndips? e sem resultados,
Ação Carvalho Pinto), para insta- nardes, atual seeretário-geral do pois tudo se decide no gabinete
làr-se no Planalto e coòíüehar cs Itamaraty, Podemos assegurar que do Pio d<- Janeiro.
grupos de trabalho que estudam a respectiva mensagem presiden- NA ENTREVISTA coletiva aos
as reformas de base, vai acirrar a ciai ao Senado, efetivando ta] in- jornalistas no Planalto o ministro
competição na equipe de assessò- dicação, será enviada nos próximos da Saúde (Pinheiro Chagas PSD)
res té:nicos cia Presidecyia da Re- dias. O GOvérxo brasüeirc está fa- falou muito de política e nada de
pública zeiido sondagens discretas sobre as saúde pública. Inclusive, vaticinou
conveniências ou não da indiçacã* que o próximo presidfüíte d"a Ré-
E' MUITO provável que. já na do embaixador Câmara C-a"i?n per a pública sairá de Minas Gerais, s*m
PARLAMENTARES do PSP ri- a Em baixa d? do Brasil em Tlava'- .especificar nomes
velaram a BRASIL, V.TRC^XIE próxima semana, seja baixado pelo na. pois est.i decidido que o
o engenheiro chefe do Governo, úm decreto dis- sr.
que Mário Lopes {áo- Bastian Pinto não retorna-. ¦ A
no de áumérosos cargos) "fé.' das ciplinando a questão: técnicos do
propósito, o sr. Câmara Canto :á
tripas "oríícão'' para sa m-inter PàláciO de Planalto chega.rv-ui à está cuidando dos assentes -<ue AS COMPANHIAS de aviação
também no governo Adhemar de conclusão de que as cãxas esco,-íYjs
levará para sua missão em Havana. cio Brasi: receberam 'do Governo,
Barros. Conseguiu somente a dire- devem ser congeladas, pois são, através de ei recentemente s-an-
ção da CHERP. igualmente capazes de provocar a cionada pelo Pre^ dente Goulart;
alta rio custo de vida a elevada soma d* 24 bilhões dè
MUITA pressão sobre o Govêr- cruzeiros; uma metade referente
TORNARAM-SE rotina oí en- no, a proj-.Òs te da disciplinação da? ao? subsídios de ''962 ? outra já
con tros de presidente Goulart cem
o embaixador soviético Àndrei Fo- O MINISTRO Tbeotônio Montei" vendas a credito O argumento para 196'°. F essas mesmas empre-
ro de Barros Füho d? Educação e principal dos interessados é qxie ías já estão cuidando de ouYo
min. Av-s-tam-se até duas vezes por haverá, em conseqüência de aumento de tprifas pela 5'eguhda
semana E a constante é o ore-ii- Cultura, tem de cumprir um oro- uma
grama que êle não traçou, ou me- disciplinsçãc "Yiaa. queda nas ven- vez este ".no P ète-xfo: ú]f,mo au-
dente brasileiro não se deixar fo- rnehto na gasotiha
bagráfàr ao lado do representante lhor, que foi traçado pelo seu an- das e na produção. c que determi-
tecessor, sob inspiração do presi- nará a dispensa do milhares de
do Kremlin.
dente Goulart. Então o ministro operários. p^mcic-almente das fá- i /
não está entendendo nada de nada. bricas de utlidàdes domésticas.- O DNER diTribiiHT uma nota
Para assegurar a execução daquê dizendo aue £ normal o tráfèíroí
CESAK SEARA é o novo secre- le programa, dona Paulina Karr foi
tário de Imprensa da Casa Civil do O jornüiYia cia ^P ignora, por ròdoyiárjo pm toldas as estreei.»s do
Palácio rio Planalto. Mas o sr- Raul designada representante pessoal do Brasil Sn qve eaiü uma bonte oa
certo, que as reformas, que êle
presidente d» República, para não Rio-Moec outra ns EioTirasíJhí e
Riff continua secretário da Impren- batizou de esquerdistas, estãc con-
dizer do ex-ministro Darci ilibei- outra m» i>t?'m.b*%ra;-.G.bisín!íí e ni©-;
sa da Presidência da República. ro... substan.iadas na Carta de Punta srisém viu Drovidên'G«as para 3 rui-
Aquele nâo foi designado para a dei Este. aprovada pelos EUA. Fo-
função por qualquer ato oficial, e ram jornalistas assim que jogaram çònstrücáo.
este também Fidel Castro nos braços de Krus-
MERECE ser transcrita essa no- chev".
ta do "Jornal do Brasil", edição TRÊS^vêzes çdnsecíitiyàs foi adia-
de dez do corrente, principalmen-
ds. a"' representação de "E .'-::oue-
'd)a NÃO CONVENCEU os círculos te pela parte final: "Ontem, um O EX-DEPUTADO ÇiídenbT de
.s:iqu? to Pixoxó'" oars c óüblico
Presidência da República, a jornalista da Associated Press en- Freitas 3» está dando e«.trevista
explicação da direção da viou Para os Estados Unidos tele- como novo prefertn do Distrito de Br^ília'; Dizem iu-? 6 descon"
geral
Volkswagen de Brasil para justiíi- Federal: (vide "Diário il» Oeste' siceracão -'a Cia W:«;He:r Pi,--',h Oa
grama informando a viagem do última yêz, o teatro estava ch^ío
car os sucessivos aumentos de pre- Ministro Sa* Tiago Dantas àquele de Goiânia- edfcac ae Vi ão cor-
fios de seus veículos. Mas agradou país e acrescenta, no segundo pa- rente). Chega a assegurar estreita e os ari.is.-i.as. ou melho.. a vedete
ia decisão do Sindicato da Indústria rágrafo que "seu êxito dará vida colaboração entre a PD- Fe- o Go- íris Brur-i "não >Mu do Rio de Ja-
Automobilística, congelando os ao programa de- reformas esquer- vêrno de Estado de Oci>s neiro.
Efe-
preços em geral, por noventa dias. distas. cam que o Governo preteri- tivamente a Frente PariamP-hiàr
Podemos garantir" que, ao contra- de estimular a decadente econo- Nacionalista e. principalmente
rio do que consta por aí, a Fábrica mia brasileira- Seu fracasso po-
o ^ FRANCESES residentes em Bra-
ministro Almino Afonso, estão sílià não escondiam a sua ipreear
Nacional de Motores (fabricante dera afastar o Brasil ainda mais procurando convenear o presiden: são ante a situação internacional
dos carro* "JK") acompanhará jes- política e economicamente dos Es- te Goulart mas naSa de coticreto criada pe>a França- com relação
sa decisão. tados UhiidiõsV existe até o momento. ,»».* ** «.«.*« â pesca da lagosta.

(Da Sucursal de Brasília)


16
UNE: Aliança Povo-Estudantes
6
Assusta Classes Dominantes
"Como estudantes dc lução. Primeiro foram as lutas
/ lltlcas comandadas sobretudo po-
neta ria. Mas o desequilíbrio e as tantes, comunistas ou sejam nortea-
um país subdesenvolvido, Ias faculdades de Direito, nas
do- tensões são próprias do desenvolvi- dos por outros princípios, que acei-
temos uma missão espe- quais mento capitalista e pouco valerão tem trabalhar em comum contra as
os estudantes se manifestaram sobre as medidas superficiais que se pre- injustiças e a favor da libertação
ciai a desempenhar. Nao Os grandes temas políticos: a entra- tendam adotar". do homem brasileiro. Querer con-
da do Brasil na Segunda Guerra "Daí — afirmou
somente somos uyma par" Mundial, o combate
o lider estudan- cluir daí que a esta ou àquela cor-
til — ser muito mais importante,
rcelà organizada do novo marcaram época comoà manifestações
didatura etc,
neste momento, realizar um traba-
ronte deve caber o controle das de-
mais é negar o princípio do trabalho
brasileiro, mas lambem de independência e rebeldia dos es_ lho de profundidade, despertar a comum".
túdantes. A seguir, foi a grande consciência popular, do que estar "Na
| uma parcela privilegiada, tomada de consciência nacionalista, constantemente na ''fila de emfjar-
verdade — prosseguiu
existe um perfeito entendimento

J dispondo de instrumentos expressando-se através de campa- que" de uma das opções que se entre estudantes de diferentes orien-
de retribuição dos privilé- nhas e movimentos pela criação da
Petrobrás, em defesa dos minérios,
defrontam todos os dias nas peques tações ideológicas, que concordam
"èm
nas lidas entre facções dominantes.
gio recebidos" — declarou contra a asCixia de certas indús- Isso não quer dizer, porém, que re-
pontos muito concretos de atua-
ção. Evidentemente, essa concor-
LV,inicius Caldeira Bránt à trias nacionais pelo capitai estran- nunciemos à presença constante nas dância se reduz a um programa de
reportagem dc BRASIL, geiro etc". lutas populares. Mesmo porque é atividade e, portanto, não exclui o
"Mas, nessas lutas que nosso movimento debate ideológico. Mas a UNE é
URGENTE. gradualmente, ia crescendo adquire condições de organização e
a convicção da necessidade de uma uma entidade que represcnla todos
maturidade política". os estudantes e não
lüeito presidente da participação mais orgânica dos es- "Há os
que — ressaltou Brant —
uma
ideológica ou confessional''.
fração
mo candidato túdantes
indicado nuou o lider na luta popular — conti- se assustam com o fato dos estu_
da UNE. Essa convic- CAMPANHA CONTRA
UNE, no ano ^assado, co- ção se firmaria, de um lado, na des-
dantes tomarem uma posição revo-
lucionária, encarada como sinônimo'
Vinicius Brant comentou, a se-
unanimemente por 16 coberta de que não há luta de li- guir, a campanha que se faz con-
de comunista, e se escandalizam tra a UNE. "Há tempos — disse
bertação econômica, no verdadeiro
bancadas, Vinicius Caldei" sentido, que não seja conduzida pe- com a presença de católico« na perguntaram-me quem combate a
UNE. Quantas vezes somos apre* UNE e por que a combatem. Se
ra* Brant, de 22 anos de Ias classes populares e sustentada senados como "inocentes út^is" ou verificarem o apoio que nosso tra-
idade e aluno da Faculda- por sua consciência e organização; mais agressivamente como cemu-
e, de outro lado, pelo aparecimento balho encontra nas decisões demo-
de de Ciências Econômi" nistas que fazem da religião um cráticas dos órgãos do movimento
da luta pela Reforma Universitária biombo? De minha Parte, julgo co- universitário, será fácil achar a
cas da Universidade de que definiu a participação na luta nhecer as implicações e consequên. resposta: são todos os que desejam
Minas Gerais, constitui-se popular através de especificidade de cias da opção que adotei. E a mes" manter o atual estado de coisas, to-
, nossa missão enquanto estudantes". ma convicção têm muitos outros
hoje nUm^O^JUaiSjexpreS- "Daí — afirmou Brant — a pre- dos os que vêem na movimentação
colegas que escolheram o mesmo do povo, e particularmente dos es-
" sivõs líderes da juventude
sença, tão .efetiva quanto assusta- caminho" túdantes, uma ameaçava a srfs pri-
dora para as classes dominantes, dos
brasileira. Aprisionada por estudantes nas próprias organiza- PARTICIPAÇÃO CRISTA
vilégios".
"E não é
uma cortina de silêncio e por acaso — acrescen-
ções oPerárias e camponesas de vá_ Vinicius Caldeira Brant analisou tou — que poderosos instrumentos
difamações, a UNE não rios pontos do País, através do tra- então a participação do estudante e uma enorme soma de recur-
balho de organização e dos movi- na vida brasileira, reportando-se a sos estão à disposição dos que com-
tem podido, através da im- mentos destinados a despertar a declarações já prestadas anterior- batem a UNE. E' que, por meio dí*s
mente. "Considero — disse êle —
prensa, difundir seu pen" consciência política do povo (cam-
panhas de alfabetização, Centros que a perspectiva fundamental da
decisões democráticas internas do
samento, seus propósitos e Populares de Cultura e outros)". vida de um cristão leigo, no século
movimento estudantil, esses elemen-
tos têm sido derrotados repetida/-
atuais iniciativas. BRA- "CORTINA DE SILÊNCIO" XX, é a do engajamento histórico. mente. Dessa forma, não desejam
SIL, URGENTE abre suas Vinicius Brant esclareceu, a se- Nossa participação no campo tem- mais debater. Preferem combater
guir, suas razões e objetivos, tendo^ poral, que especificamente nos cabe, o movimento universitário e com-
páginas à classe estudan" em vista uma evidente mudança de é um instrumento de aproximação bater sem escolher as armas, sem
til brasileira, neste nume- ¦ tática, na política estudantil, nos úl- de todos os homens com Cristo e sua dar atenção aos mais elementares
timos anos. "Muitas pessoas — mensagem. Não é uma atividade
ro de lançamento, do- disse êle — perguntam se o mo- propriamente apostólica no campo
princípios de decência".
REGIME CUBANO
cumentando palavra de seu vimento estudantil está ausente das confessional, mas que se desenvolve Finalizando sua entrevista, o pre_
líder, iniciando assim o velhas lutas, da agitação que sem- através da "cristofinalização" de que sidente da UNE referiu-se à quês-
pre o caracterizou. Respondemos nos fala Congar". tão cubana. "Antes mesmo de eu
esforço para dar a seus que não. E, muitas vezes, o fato de
"A
participação na vida política ser eleito — declarou — alguns jor-
leitores uma visão não de- parecer que desligamos os amplifi- nacional — prosseguiu — torna-se, nais já me atribuíam declarações.
cadores se deve mais à insidiosa assim, um dever, que decorre pre-
turpada de seu pensamen "cortina de silêncio'
já, usada por cisamente do engajamento cristão.
Inventaram, por exemplo, que eu
pretendia que se transplantasse pa-
to.. certa imprensa com o objetivo de Negá-la, reduzindo a vida univer- ra o Brasil o regime de Cuba e da
Referindo'se ao habi- sufocar a voz da juventude. Pode- sitária aos estritos deveres escola- Iugoslávia- Dias depois, essa afir-
riamos ..citar as inúmeras vezes era res, é um fechamento egoístico, in- mação era modificada. Diziam ter
tual escândalo que, em que a UNE
"foi notícia", sem
que compatível com a condição de cris- sido uma proclamação feita em meu
certos meios, produzem certos órgãos de divulgação se dis- tão. Nossa participação na UNE discurso de posse. Pouco depois, já
as suas declarações, o pre pusessem a informar seus leitores. não é, pois, algo que se possa se- era um boletim "confidencial", di-
i n, Mas não há dúvida de que o tra- parar da vida cristã. E', para nós, vulgado a meio mundo, que apre-
sidente da UNE frisou: balho atual é muito menos retum- uma decorrência da missão de cato- sentava a tese, não como declara-
"Muitos bante do que o que era feito há licos".
se assustam ao ENTENDIMENTO
ção minha, mas como um plano se-
pouco e, por isso mesmo, muito mais creto que eu teria traçado em com-
ouvir claramente expôs- profundo".
"Freqüentemente —
prosseguiu panhia de Fidel Castro e Julião.
"Se analisarmos a realidade bra- — nosso entrevistado — a UNE é
I tas as posições da UNE, sileira atual —- prosseguia Brant — acusada de ser um foco de comu-
Certamente, daqui a alguns dias,
afirmarão que tal plano foi elabo-
não porque acreditassem com o desenvolvimento econômico nismo ou de ser um órgão sujeito rado com Kruschev e Mao Tsé-
ser elas diferentes, mas capitalista, feito à custa dos dese- à orientação do Partido Comunista. Tung. E talvez haja ingênuos que
quilíbrios que o caracterizam, e a E, muitas vezes, a presença de co-
porque esperam de nós munistas no movimento universitá-
acreditem".
"Não há dia em
uma índole misteriosa, progressiva integração da burgue- que certos jor-
sia na área imperialista, veremos rio é apresentada como motivo su- nais deixem de caluniar a UNE.
disposta a ocultar uma po- que os problemas do povo só se re- ficiente de condenação das entida- Não há dia em que falte uma men-
des estudantis. Não pretendemos
sição revolucionária, aqui solverão através de transformações
negar a presença de comunistas iía
tira ou distorção desses jornais em
mais profundas. As classes domi- relação à UNE. Por isso mesmo, a
tomada como sinônimo de nantes procuram encontrar esque- UNE e nem cremos que seja lícito cada dia, aumenta o descrédito dês-
excluir qualquer estudante do tra-
posição conspirativa 5>
mas para corrigir o desequilíbrio,
balho comum, por motivo de suas
ses órgãos de opinião. O futuro di-
esperando com isso amainar as ten- rá quem tem razão. Quanto ao que
OS 25 ANOS DA UNE soes e manter a estrutura. Ora é o posições ideológicas ou confessio- nos cabe, esteu certo de que a mis-
"O movimento nais". necessária-
estudantil entra moralismo, propondo-se fortalecer a "A consecução são do cristão inclui,
B atualmente numa fase de maturi- autoridade do Estado; ora são as do bem comum — mente, o "ser odiado pelo mundo".
dade — prosseguiu Brant. Os 25 "reformas de base", que hão de afirmou Brant — não é uma tarefa Esse mundo da opressão, da misé-
anos de existência da UNE consti- passar sem tocar a estrutura; ora apenas dos cristãos, mas de todos ria e do antievangelho" - concluiu
tuiram um período de contínua evo- são os planos de estabilização mo- os homens, sejam católicos, protes- Vinicius Caldeira Brant.
È 17
ARTES PLÁSTICAS XADREZ: MATÉRIA ESCOLAR
Oficializado como Matéria Escolar já há vá- dente da Confederação Brasileira, vice-presL.
I Z ttPt' 11 -ir %¦ Be mÜ rios anos através de lei o Xadrez não tivera o dente da FIDE (Federation Internationale déa
duvido incremento nos motos escolares segun- Écliecs) iía America do Sul e o único árbitro
do as antigas c obsoletas diretrizes que regiam inberriacibníal brasileiro de Xadre^. e ainda ó
nosso ensino. Mesmo assim tivemos em São um respeitável campeão, tendo vencido por vá-
Paulo o "Curso Municipal de Xadrez" que rias vezes o Cámpéoanato Carioia e o Cam.
funcionou na capital e se alastrou por várias peonato Brasileiro das Forças Armados
cidades do interior. Em Santos, por lexemplo, CAMPEONATO MUNDIAL
o Xadrez é matéria de colégios estaduais. Será disputado, no próximo dia 23, mais um
Agora, com as novas leis do ensino "Diretri- "Matsh_Desafio"
pelo Campeonato Mundial de
zes e Bases": o Xadrez terá seu lugar de des- Xadre^. O Campeão é Mikail Boitvinnik titu-
DO PASSADO baque como matéria escolar e já surgiu
Portaria Ministerial n.o 32 de janeiro último
instituindo o Xadrez em todos os colégios dó
a lar desde 1948, quando v,enceu os mais creden-
ciados mestres da época: Smyslov,
Reslhevski e Euwe Seu primeiro ' "match'»
Kerees.
Brasil, muito embora em caráter menos direto
pondo em jogo o tftulo se deu em 1951 contra
do que matéria escolar^ mas pnevendo torneios David Bronstiei que empatou em 12 a 12 a série
A recente exposição de Otto-Slupakoff ha Pe- estaduais e até nacionais^ prestigiados pelas estipulada de 24 partidas. O Regulamento
tite Galèrie de S. Paulo vem onfirmar a sensibi- autoridades da educação, segundo rege a Por- pre-
via que o Campeão bastaria empatar
lidado aguda deste jovem artista fotógrafo, ^u do- taria. Essa medida contorna- de certo modo a para ga-
mínio da técnica fotográfica, seu amor a cada tra- rantir o título
dificuldade em tornar o Xadrez matéria obri- O próximo pretendente
balho em que se empenha. Todavia, a patente re- ao título é Tigran
gatória nas salas dte aula... Êle funcionará Petrossian, representante de escola oposta a
jeitão do jovem artista pela atualidade, e por tudo como esporte e recreação até que todos vejam de Thal, com estilo verdadeiramente sólido o
o que diz respeito ao dia que corre, é tão incisiva o valor da matéria, como acontece em vários
e repetida que se torna chocante. Pois prova o de- praticamente invencível. Venceu invicto o últi-
países da Europa- onde é praticamente obrigo-. mo Torneio dos Candidatos — Cúraçau 1962
sejo talvez inconsciente de não participar do mo. tório nas casas de ensino. O aluno terá uma — e sua carreira é uma seqüência
mento e suas implicações, e que co'.o>cam Stupakoiff, paulatina
preparação para receber a nova matéria que de grandes sucessos internacionais. Botvinnik
como artista, numa posição marginal aos movimen- primeiramente, virá como simples recreação"
tos mais vibrantes de nosso mundo: Perá um rival duríssimo e sua idade poderá
de costas para T-il medida só poderia sair de pessoas com- impedi-lo de sair-se vitorioso ante o forraidá.
o presente, os olhos voltados para o passado. pgbèntés que conhecem o Xadrez com perfei- vel e completo Petrossian.
A parte de sua obra de melhor qualidade, a
ção e sentem o valor de sua aplicação nos co Tigran Petrossian declarou
nosso vêr, situa.se no gênero "portrait" e reporta- légios. O general Edmundo Gastão da. Cunha" que não acredita
vencer Botvinnik no "Match?* e
gehs, incomparavelmente superiores às suas colagens presidente da Confederação Brasileira de Xa- prosseguiu di-
zendo que disputará com êle cinco
e fotos que se conhe em de publicidade (na foto drez, elaborou e viu .aprovada a Portaria 32. partidas com
comercial, Stupakoff, tentando levar para a Publi_ o resultado nulo de cinco empates. Descobriu-
Peesôa ligada ao Xadrez há meio século o se, porém que o armênio escondera uma
cida.de seus impulsos saudosistas e de objetos, corno ge- ^
neral Gastão
~e da Cunha acumula muitos'títulos vitória que obteve contra Botvinnik num tor-
.no saio do anjo das Tintas Ideal, cai numa morbi- dentro fora do tabuleiro. E' além de presi-
dez totalmente negativa para o anúncio). neio treinamento, cm Moscou em 1952
Seus re-
tratos provam uma concentração aguda e sensível
na observação da pessoa a ser retratada. Assim,
com fidelidade, Síupãkoff compõe a foto com ele-
mentos (luz, atitude, composição enfim) que ex_
pressa m ao máximo a personalidade do retratado
PALAVSAS iUZAMS
(exemplos sào os retratos de Odriozoia, com seu
mundo mágico. Sheila Branningan, toda ânsia. Petifc.
o yjosuiry e We-sley Lee, ou. o retrato do início dó
século, aliás cie grandes afinidades com Stupakoff
entre outros». As fotos íe reportagens são rnagní-
ficas, como a íoio da rua, com o carta:' do firme de'
Norma Bengüel, sensíveis é de erance fin ura na
apreensão do instante fixado.

Mas já as colagens — retratos do próPrio Stu


pakpff _ nos colocam diante de um amor desmesu-
ra<io peia coisa velha, passada1, uma predileção que
é expressão mesmo, não de um
'mania" gosto mas de uma
qu-as* (como na apresentação dos retratos
em ?p;a, num enquadre, do cipó de fotografia do
come do século). Realmente, nas coiagèns e "as_
Semb •ae.y de Stupakoff - \- oeste ponto
precisa-
mos referir à velha máquina apresentada na
mos : .'pm um brinquedo "chinês" de papei
plissa-
do :• ido colocado "sobre", porque nem sequer*
c ?/ ; se integrar no todo da Peço para ser apre
se '-¦orno uma
transfor.nação criativa do artista |
— s=! e.se Stupakoff totaimén.te
debruçado em en-
cantamento sobre esses objetos ''susrdados" enqua-
dra_d03 como se fossem telas dadaistas.
mo ê e es á ionge do grito dos dadaistas
Todavia, co
que busca"
llfj MATE '\m\-
vam romper as convenções na real.zação cie uma
obra de arte e provar a dinamização e um aprovei-
tamento novo da superfície :a tela.
faz suas coiagèns com esse interno.
Stupakoff não -
O que delas se
T
depreende é um saudosismo das coisas
ele nao conheceu mas passadas (que
pressentiu na infância com VERTICAIS: HORIZONTAIS:
certeza,', e nao um desejo de eternização das coisas, i — Retrocedimento
como d<sse Pedro Manuel, mas antes, 1 Famosa marca de automóvel
parece-nos, a — O sub^trato-Jn^Mnüvo^^do^ psique 2 Membrana do ouvido
permanência do passado. Nfês-te perto nos insurgi- — Pronome pessoal
mos contra seu Poeira
trabalho-fuga. Stüpoácoff se inebria — 12 meses
nos am.b entes de seus avós, ieriíe 10 Entregue
prWzèr com as for — laço apertado 11 Em o
mas s odores da "Belle Époque". mesmo — governo de uma classe
instrumento ce trabalho é a máquioa fotográfica quando seu 13 Quadro
o — atrair a si 15 Ünico
proPno símbolo da arte de nosso sé:Uio — o cinema. 12 — Representam
Além ao mais, a intimidade amorosa de Stupakoff por meio de modelo 17 Imperativo do verbo
14 — Fazer silêncio obstinado polir
com tuqo que é envelhecido ainda mais 18 Jaculatória da liturgia
nos choca. 16 — Em o da macumba
20 Nome de homem
quanao .embramos que está d'retamente ligado â 17 — Sob a xícara 21 Beijo
publicidade, profissionalmente. U a oublicidade - 19 — 3;4 da alm-a
atividade avassaladora, 23 Pequena vara
que molda e deforma os ho- 20 — O mesmo que "cadger" 25 Do verbo cear
mens dnaiorialmente - é a oropria exoressão — Símbolo do selénio (inglês)
de 22 27 Desfazer
nossos dias. Pode-se servir a dois senhores? Graças — Elemento 22 da classificação
24 periódica 28 Atmosfera
a seu raiento e aguda sensibilidade. — Tirítar de frio
Stupakoff apre- 26 29 Advérbio designa afirmação
senta essa dualidade contrastam* de
oos^ções — uma 29 — Mãe do marido ou da esposa 31 Sociedade anônima
no tra&a:ho profiss.onal, outra nos
retratos e fotos 30 — São usadas para viagens 32 Estar
artísticas; So com o tempo poderemos assistir — Interjeição que sirva
à so 33 para chamar 34 Instrumental deteotor de som
luçao que eie dará a essa o.u;.ncidace — Perito ¦''¦¦."-'. -.
de sua^obra" 36 35 Ruim
que e^e constrói com amor se rebelando e realizai 38 — Proposição indicativa de limite de tempo
do a despeito de si próPrio. 37 Nota musical
MM j§ jovem e tem ta- 40 — Lista Nome masculino
íen.o; Talvez, então, ainda supere essa repulsa 39
pelo 42 — O mais 41 Elemento 14 da classificação
atuai. Ou quebre sua máquina i!) em ato de .fide- 43 — Do verbo ser periódica
lidade absoluta. 42 Pavoroso
44 — Oferece 46 íntegra
Aracy Amaral 45 — Elemento 88 da classifica 47 Cômodos
18 ção periódica
LIVROS A muitos que se apresentam CINEMA T V
¦
"EVANGELHO como cristãos e como democratas,
falta igualmente um "sentido da
E REVOLUÇÃO SOCIAL" história". No capítulo 2.o de Ev. COMEÇO DE CONVERSA BRASIL 63
e R. S., encontramos uma firme Bibi Ferreira voltou ao Canal 9
Não foi por simples coincidên. exposição da "visão cristã da his- Gostaria de saber direito o que
cia que o aparecimento de BRA- vou fazer neste canto d| página dedi- trazendo de volta o famoso Brasil
tona humana"; Não hesita Fr. C cado ao cinema. Mas nao sei. Não da-
SIL, URGENTE foi precedido pelo em reconhecer o sentido progres- rei concelhos e é claro, não farei mo- 60. O programa vinha sendo
lançamento do livro EVANGELHO sivo da história, vendo um cie^íg- ral. Também não farei política que anunciado dentro da fase de rena**
E REVOLUÇÃO SOCIAL de Frei nio da Providência na ascensão não dou para a cousa. Já tentei, há
Carlos-Josaphat. Para os organi- constante das classes trabalhadoras vação por que passa aquele canal/
muito tempo e fracassei. Política é
zadores deste Jornal e particular- e na tendência igualizadora dos di- tor certezas, ou fazer que as tem, e como um novo show, em novo es-
mente para a equipe que o dirige, reitos humanos, com a correlaliva procurar impingíjas aos outros. Mi- tilo. Realmente. O novo estilo
o livro do teólogo dominicano é supressão dos privilégios. nhas eventuais certezas são por de-
absolutamente fundamental. mais genéricas ou particulares e não estava presente na noite do dia 11.
Para
nós que acompanhamos o processo Dentro deste conceito dinâmico valem para a ação. Posso também Bibi Ferreira, versátil, aplaudidís**
brasileiro «2 senti- e orientado da história e à luz da assegurar que aqui neste canto não se
político-social sima em tudo o que fez. Cantou,
mos a força renovadora cio cris- noção adequada da justiça, pode o refugiará um chamado especialista
Autor enfrentar corajosamente o em cinema. Não pretendo influenciar dançou com a boa vontade e sim-
tianismo autêntico, a síntese dou-
trinal oferecida por Fr. G. nos soa problema da reivindicação social, ninguém mas confesso que tenho hor- patia que todos conhecem. De-
assim como um manifesto daqui- que é postulada como uma exigên- ror pelos especialistas em cinema e
pois fez desfilar as "cantoras
do
Io que é indispensável para a nos- cia da vida cristã, sempre que só os leio por obrigação, e olhe
que são lá. Não perdôo ao critico cinemato- Brasil". Nesse ponto o programa
sa mililância na batalha contra a postergados os direitos das pessoas,
miséria e a injustiça. classes ou das regiões, como é o' grafico o fato de seus artigos serem atingiu o clímax. Marisa, Clau-
caso incontestável e incontestado sistematicamente mais cacetes do que
"Como nossa as fitas que comenta. Também não le- dette Soares, Alaíde Costa, Doris
pregação, este li- da realidade brasileira. Tal é o
vro brota de nossa Fé". "Cremos conteúdo do capt. 3.o que prepara vo a sério a história do crftco ser nte.r- Monteiro, Silvinha Telles e Elza
mediario útil entre as fitas e os es-
na força renovadora do Evange- a parte final do livro, para nós Soares, desfilaram, uma após a
]ho". Palavras como essas, do Pre- pectadores. Na realidade os críticos
a mais prática e atual, pois fo- passam a vida se entrelendo e entre- outra, ininterruptamente, cantan-
fácio, relembram-nos um amplo caliza o tema da revolução social olhando. No fundo só eles se eníen-
traba.lho de doutrinação do cada uma seu samba em bossa
social de maneira condensada, mas lumi- dem e o publico tem pouco ou nada
cristã de que nos temos beneficia- nosa. nova. A apresentação foi dinâmi-
do, muito particularmente em São a ver com o que dizem nas linhas e
sobretudo sugerem nas entrelinhas, ca e inteligente,
Paulo, mas que tem alcançado lar- Relembrando uma doutrina que "My
hoje vai se tornando clássica, es- já que lhes apraz muito a alusão e o Fair Lady" esteve
ga repercussão em outras regiões subentendido. Sou amigo de muitos, pre-
do País. No segundo semestre de tabelece o Autor cuidadosamente a do Rio e de São Paulo, do Norte e do sente interpretada por Bibi, Edson
1961, logo após a publicação da En- - definição de "revolução social",
em Sul, e gosto de conversar corn eles, França e Sérgio de Oliveira. A
cíclica Mater et Magistra, do Papa oposição aos "golpes", guerras ei- inclusive sobre cinema. Uma das cou-
João XXIII, tivemos a opor tímida- vis ou formas inferiores de sub- representação da cena esteve
sos boas das fitas são as conversas
de de acompanhar o curso minis- versão. A revolução social vem a que motivam ou sugerem. O que há muito boa, mas foi mal apresen-
traído por Fr. C. para cerca de ser a "mudança radical e brusca de ótimo em cinema é que toda gen_ icida no vídeo. Os três atores fi-
dois mil "alunos". Nesta série de das estruturas'', ornada necessária te está a par, como a política, o fute-
conferências do Alto das Perdizes, sempre que haja uma falta de ade- boi ou os crime* importantes. De ma- caram perdidos no grande palco
tão debatidas e tão marcantes, re- quação da situação vigente em re- neira que a minha funçã-o aqui pe- vazio, e a câmera foi pouco feliz'
conhecemos, se não o início, pelo lação aos "direitos fundamentais e lo jeito será promover conversas em ug captação u'a pequena coreo-
menos a intensificação de um mo- às legitknas aspirações do conjun- torno ou a propósito de filmes ou de
vimento que está nas origens de to do povo, ou mesmo de uma par- qualquer um dos numerosos aspec- grafia. Os atores apareciam quase
"BRASIL, URGENTE'1. As te dele". Com segurança e rea- tos da vida cinematográfica. Gosto sempre superpostos, tirando a yi-
dez con- de falar mas tambfm sou bom ouvin-
ferências foram reunidas em um lismo- aponta o livro os diversos são de conjunto necessária.
oPúsculo modesto, sob o título "A caminhos da revolução, hierarqui- to. Fico torcendo para receber mui-
ta carta a propósito do que for dito Bené Nunes veio depois, apre-
Justiça Soci«l na Bíblia e no En. zando-os e apreciando-os segundo
sino da igreja", cuja 3.a edição já o critério da aqui, desde que toque do perto sentando dois grandes números
justiça e caridade ou longe, não importa, o cinema. Se-
se faz desejada, sobretudo se vier evangélicas. As páginas 86.-91 são não, me sentirei falando sozinho o Carlos Galhardo, Orlando Sii-
ampliada como o próprio texto do de grande densidade: afirmando a
que não só 6 fim de conversa mas va; Dorival Caymmi e Silvio Cal-
curso, como nos promete o Autor primazia dos meios pacíficos de começo de desconversa e divaga ção.
no seu prólogo. persuasão, lembra Fr. C, áp cris- das forrí.arom um quarteto deli-
Sei que tenho tendência para a diva-
tão a necessidade de não se aco- g-ação. Divagar acompanhado não é cioso, daqueles que a gente sem-
Aliás também "Evangelho e bardar diante da "injustiça ou vio-
Revolução Social" se ressente , do grave. Só, é ridículo e, o que é pior, pre pensa em ouvir.
lência estabelecida". Convidamos inútil. Não deixem. Meu assunto pre-
caráter sintético que lhe imprimiu o leitor ao aprofundamento clêste dileto será o cinema nacional que es- O programa porém, foi mal
Fr. Carlos. Uma ou outra expres- ensino, audacioso mas objetivo, que íá cada vez melhor mas cujo estrãn- ençers;àdo. A idéia da banda foi
sao técnica embaraça o leitor co- nos parece prolongar o magistral gulamento será fatal se não forem
mum. E algumas formulações me- "Revolução Personalista e Comu. ótima, ni-gs o som esteve péssí-
feitas muitas cousas. Aviso final: sou
;receriam explicações menos suem- nitaria" de Emmanuel Mounier. um homem completamente sem prih- mo, e o grand-finaíe falhou. Não
tas. No conjunto no entanto o cipios pelo menos em matéria esteti- se viu a entrada das cantoras, e,
livro é de transparente limpidez. A Para nós essas páginas finais, li- ca Em outras matérias deixemos o
plena posse da doutrina por
"parte das à luz dos primeiros capítulos e futuro falar, BÍSÍ^ pifv^w-S^. quando as vimos, a câmera não
do Autor e seu constante diálogo dentro do amplo contexto do co- E para começar já a conversa, sou- as mostrou como devia. Houye
com os elementos mais dinâmicos munitarismo personalista cristão, bs de lima coisa escandalosa. Quero uma grande indecisão na direção
de todas as camadas sociais lhe constituem um programa de vida contá-la e ver o que os outros psn-
tornaram possível uma linguagem e de luta. Repetimos como nossas sam. Um comerciante de passagem de TV.
densa, franca e clara. as palavras com que Fr. C. se des- por São Paulo assistiu filmes bra-, A presença do comercial foi su-
pede de seus leitores, çu.ie têm si- sileiros e achou que alguns poderiam tilíssima com a participação d*9
Sem pretendermos resumir um fazer boa carreira no Japão. Resol-
üivro, cujo estudo nos parece im- do muitos, pois estamos informa-
dos de que a primeira edição es- veu experimentar com uma, fita de Cyll Farney. » •
presclndível a todo homem.de ação,"- Walter Hugo Khoury. "Na GAR
Himitamo-nos a destacar as gran- tá praticamente esgotada em três Garrincha também esteve em
GANTA DO DIABO" Os negocies
ides proposições que constituem as meses: entabulados corriam bem e estavam Brasil 63, todavia não teve fun-
linhas mestras do pensamento do "Crer em Deus e na Eternidade prestes a concluir-se quando as auto- ção alguma. Nem foi bem en,-
Autor. não significa uma evasão, mas sob ridadea competentes informaram que
"A dimensão social é essencial o Brasil não possuía quota para co- trevistado. Não se sabe o por-
pena de deformação, encerra o de-
ao Evangelho." "As obras assis- sejo efetivo (que vá até à luta) locar filmes no mercado exibidor ja- quê de sua presença no programa.
tendais podem ser necessárias, de valorizar os homens, feitos à ponês Enquanto isso são tranqüila- Cenografia de Federico Pa-
mas não bastam. O imperativo da imagem de Deus e chamados à pos- mente e anualmente exibidos no Bra-
consciência cristã é construir uma se de Deus." sil cerca de duzentos filmes japone- dühc, que não apresentou nada dô
ordem social justa". Essa afirma- "A exploração da crença cris- ses. Esses fatos causam uma indigna- novo, apenas funcionando bem as
'usüii- ção salutar mas é preciso que esta
ção, que é explicitamente tã para impedir a renovação so- longas tábuas do chão.
cada no capítulo Lo, sustenta todo ciai e abafar as justas reivindica- tenha endereço certo. Os japoneses
o desenvolvimento do Livro. não tem culpa no caso. Não compete Apresentação muito arrastado,
O ções dos menos favorecidos, é uma a eles saírem oferecendo, quotas. As
individualismo de muitos cyriktaos—- gravíssima—deformação do cristia- autoridades brasileiras é^que devem— porém original, com uma série de
talvez lhes dificulte o alcance de nismo, tão "intrinsecamente má"
solicitar, e eventualmente exigir, au- desenhes feita na hora.
semelhante tese. Uma sociedade como o ateismo militante." torização para a venda de nossos fil-
estruturada em vista do enrique- Para o momento político e so- Direção de TV de ítalo Morelíi,
mes no Japão Se ainda não tomaram
cimento ou dos privilégios de ai- ciai brasileiro, não acreditamos que esta e outras medidas igualmente com os defeitos já apontados.
iguns é simplesmente uma soeieda- se tenha escrito recentemente obra simples em favor de nosso cinema é O programa, pelo que vimos,
de paga, mesmo que os seus com- tão oportuna e necessária como apenas por descaso
pónentes tenham sido lavados pe- "Evangelho e Revolução Social". promete realmente, e
lo batismo cristão. Rui do Espirito Santo Paulo Emílio Carlos Fernandes
Ú
A"SUORUNA'*M I

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UMA GASOLIÀ/A
ASSIM.,. NAO PüÁ' FOSUET£
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'^^y( X^S> COSTA CArQOM BESSA, MAS UM
{-LEGAL! SOLTARAM °^^%^^. "
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GAX&.APÍNHA? CENTRADA t _^> UM CHICLET.
CENTRADA/

*T£ AtAAfCÀT
0/*' CNGOUNDO O
•fS'Affnr/A. I GU&PIAJHO...
OJSSOÍV/DO AfA A&UA OO
fvvA mmm I I -n bI^H
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"Muitas empregadas domésticas,


sua situação, mas a resposta foi
quando vão ao baile, ou se encon- lacônica: "Em casa o trabalho é
trarn com um broto, se apresèn- assim mesmo". Essa moça, que
tam comio gente de escritório. Ou- saiu de sua casa, em Minas, aos
itfas, fazem o possível para deixar 14 anos — quando veio para S.
a profissão, o quanto antes, e pas- Paulo — está há 3 anos com essa
sàr para o comércio, Para a indús- família e nunca mais pôde ver
íria. enfim, para qualquer outro os seus. Rá noites dc jogo —
setor de atividade. Isto ocorre e não são poucas — e a empre"
porque a profissional"se""sente des- gada passa noite servindo os
valorizada" — declarou a BRASIL convidados: bebidas, salgados,
URGENTE Flôriscena da Silva', cafezinhos... As vezes, nessas
vke-presiclente da Associação das ocasiões, deita-.se às 3 da manhã,
Empregadas Domésticas, tentando e iogo cêdc está a postos, para
explicar os problemas da ciasse pôr em ordem a casa. E nem se
que lidera. fala em horas extras!'7
NOS GRANDES CENTROS DRAMA
Outro exemplo é citado por
A doméstica é, na realidade das Flôriscena:
cidades grandes, ura dos elemen- "Há bastante tempo com uma
tos que mais problema? carrega: família, uma 'óoméstica conse-
vive quase todo o tempo em am.! guira reunir dinheiro para dar-se
biente e padrão de vida que não ao luxo de íer sua máquina de
é o seu, decorrendo daí deforma- costura, seu rádio, enfim, algo
Ções psicológicas e morais. de seu. Como toda moça, sonha-
' va com marido, filhos, uma sL
SOLIDÃO tu ação que lhe possibilitasse ter
Sozinha — porque come, dorme a sua "sua" casa, a sua família.
e pensa só — a doméstica é vüi_ Casou"se, assim, na primeira o-
ma de total insegurança. Essa portunidade, sem conhecer o ra_
insegurança advern da ausência paz. Resultado: o casamento du-
de leis jurídicas que lhe dêem es- rou nm mês. O homem bebi a, ba"
tabüidacle de emprego, leis hu- tia_.lhe e ela resolveu deixá-lo.
manas que lhe garantam- esta- Hoje, grávida, está trabalhando
bilidaide numa família, partici- de novo, medrosa do futuro, sem
pando, assim, de um convívio de saber se poderá educar o filho.
amor. Sem nem mesmo saber se poderá
A clas.se se ressente da íalta tê~lo ao seu lado ou terá que en-
cie Previdência Social, pois a viájjo pars o Interior ou então
doméstica trabalha, anos e anos entregá-lo a alguém o/iíe o crie.
a- fio, e esse esforço não lhe traz Enfim, como se vê, nem sempre
qualquer .vantagem para as ho- o casamento e uma solução".
ras mais difíceis da vida, como
velhice, doença, maternidade ou VALORIZAÇÃO OU FIM
in vali dez. Finalizando, Flôriscena é en-
fática: Flôriscena da Silva
3NSEGURANÇA "E' claro que duas ou três des-
¦rsími
¦"Será
que as domésticas não gos_
tam de sua profissão? Falta-lhes
sas histórias não dão a exata di"
mensão do problema. O nosso ! EM ESTUDO
drama se conta pelo nosso pró»
inclinação para a arte culinária, As mulheres foram examinadas
arrumação da casa ou trato prio número. Cada uma de nós Em recente simpósio no Centro
do é um drama, urn problema. E se Médico da Universidade da Ca_ com cuidado desde o ponto ctè
bebê? Não, o problema é outro. não conseguirmos
A. doméstica boje não gesta —
valorizar a jliiífórnia, em São ^Francisco, 1200 vista ginecológico, sexual e pro"
da profissão unindo-nos, reivin- estudantes além de milhares de fissional, até os problemas atuais
situação em que se encontra sua dicando, ¦_, enfim, agindo como telespectadores, acompanharam que implicam numa modificação
profissão, sente-se desvaloriza- classe — veremos o fim da pro_ os debates sobre o problema da dc antigo conceito do belo femL
da. Em resumo: não aceita as fissão". feminilidade no mundo de hoje. nino.
atuais condições de trabalho, o
salário, e a insegurança de sua Enfermagem do Lar IttlMttMMlWMWUMlMM
profissão, O ''duro" está mesmo na 3.o)— Álcool — de v«sto em- AMERICANAS: COMPLEXO
atual vida cia. doméstica'"' — exp.i-
cã-nos Flôriscena da Silva.
FARMÁCIA prego — utilíssimo para casos
de picadas de insetos, desinfec-
SEP/1' GARANTIA
''Em
m Cão das mãos e de objetos, apli-
Cação de injeções, compressas e
mais urna infinidade de outras
A escritora Marya Mannes a*
firmou no simpósio que o proble»
geral a domestica trabalha 32 imprescindível- em ca-da lar. ma de ser esta ou aquela atittt"
16 horas por dia de serviço, sem uma faa-mácia caseira. Qualquer coisas. de mais ou menos feminina esj$
tempo livre, sem férias e com sa- dona de casa saberá e poderá 4.>o) — ÉHer ou acetona, para criando verdadeira subnutrição
lário curtes Trabalhamos eer_ prepará-la, sem muito trabalho e compressas do eifeito analgésico, ...intelectual.-na maior parte dis
ca de 460 Horas Por mês no fogão sern muito gasto. A utilidade de para facilitar a remoção de espa- mulheres dos grandes centros
ou na rirnipéza — ôü paje?.r-do uma fartmiaicJnha assim, é enorme t a d rapo de ferimentos Pensados de culpa nas poucas que usam ó
crianças — e no fim do mês re: na solução de doenças simples e etc. cérebro. "Graças, principalmente, S
domésticos, "bri-
cabemos somente cerca de 10 mil pequenos acidentes 6.o) — Analigésicos. americanos « um sentido
cruzeiros. Quando as operárias desses que ocorrem todos os dias, Ibante" divulgação pubJieitá-
aonde 7.o) — Antiespasmódicos para
recebem 20 mil em 176 horas de principalmente em. casa eólicas intestinais, uterinas, vô- ria vigente, as mulheres acham»
trabalho mensais. Por isso, afir- existam crianças E é tendo em se hoje obcecadas por um ideal
vista essa utilidade que aqui da- mitos, náu.seas\etc.
mo que só continua sendo do_ de feminilidade como garantia
mestiça quem não pode passar mos, para orientação da dona de Corn uma farmacinha assim, dé felicidade. Assim, fraste co"
para a fábrica". casa, uma relação dos medica- as doenças simples, seja magra, seja atraente,
mo: l,sexy",
-mentos necessários pequenos
estritamente acidentes, poderão ser medica- seja fale com suavidade/
DAS 6 ÀS 22 à farmácia caseira: dos 'devidamente, evitando-se, compre lingerie nova, aprend-a
Uma. colega, por exemplo — l.o) — Anti-séptico locai (mer- •com isso, o seu agravamento o recekas novas, tenha filhos inte»
cita Flôriscena — trabalha das cúrio cromo. meiiolato, tintura ligentes, auxilie a carreira de
possíveis conseqüências perigo-
6 às 22 horas. Sua folga é cie 15 de iodo etc), para ser usado em sas. Mas ierobre-se sempre dc- seu marido, ajude a comunidade,
em 15 dias, Nesse domingo de pequenos ferimentos. que nenhum medicamento mais saiba dirigir urn carro, sorria"»
folga, ela sai para o passeio às 2,o) — Água oxigenada — in- sério deve ser empregado sem dominam a mentalidade das "nin„ mu"
17 horas. No fim do m<?s, recebe dispensável ã limpeza de feri- recomendação médica. lheres. "Mas" diz ela,
apenas 10 mil cruzeiros. Uim vez mentos infeccionados. Não' usá- guém aconselhou Mme. Curie a
conversou com a patroa s-ôiore Ia em feridas não infectadas. OSINETE MARINHO pintar o cabelo".
21
Ara p dlã

Vai Ser Dada a Saída


1 — Eis, finalmente, o "jornal dos pa" — Ou o Lacerda, que depois de lançar
dres". Claro — jornal dos padres. Ou vo- mendigo, vai lançar sua candidatura à Pre-
cês acham que brasileiro ia deixar passar sidência da República, dizendo que aspira o
mais esta oportunidade de batizar, a seu mo- cargo máximo de sua Pátria. O que equiva"
do, as coisas e instituições? Jornal dos pa- le dizer que o Kennedy terá que o enfrentar
dres. E, como desde os tempos de Pero Vaz nas próximas eleições americanas.
Caminha primeiro (o sujeito que escreveu
neste País, exigindo "rigoroso inquérito"
— Como o general Aldevio, que vai
para saber se havia e onde estava o ouro), acabar com todas as greves usando a força,
se diz que "jornalismo é sacerdócio", nada
a cadeia, o cassetete. Seguindo, provável-
melhor para um jornalista que o jornal dos
mente, uma velha aspiração do sr. Luís Car
padres los Prestes.
— Aqui, porém se fará uma outra es-
pécie de sacerdócio. Não o sacerdócio dos — Ou o Santos F. C. que tira Pele e
jornalistas que incensam Deus com um olho coloca um reserva em seu lugar, a platéia
no ouro do crucifixo. E que acham que esfrega as mãos:
"Deo laetificat", correndo a vista gulosa pe- — Bom! Agora ficou onze contra onze!
los graúdos, pensando na próxima facada. Ou
one se vestem de coroinha, apenas pensando — Poderei assuntos como a
na coroa. Ou que correm o prato das esmo- "subversão castristapegar
no Continente". E com
Ias e o entregam vazio. E que falam em ei- êle me ilustrar, me instruir, ficar sabendo
vilização cristã, com uma prece nos beiços, que fome não é fome: é "subversão cas-
enquanto vão jogando mendigos para um trista".
banho de saúde no Rio da Guarda. "Banho
de saúde no Rio da Guarda" — isso dá turis- 10 — Terei oportunidade de lutar pelo
nrr prestígio daj Assembléias Legislativas, mos-
trando que enquanto um deputado quer re-
— É um outro canto de coluna. Can- ceber uns míseros 600 nwl cruzeiros, tem
to onde poderei dizer o que quiser. Achar, operário aí ganhando quase 25 mil mensais.
por exemplo, que não é vantagem o Jânio E só com 5 filhos menores.
dizer que vem jogar na "meia esquerda" se
êle passa o tempo todo deslocado para a yfpf. 11 — Como se vê, assunto não falta. É
sição do meiadireita, com brilhantes inetir- só pegar os diáros. E, no dia em que estiver
soes pela ponta E que essa posição de meia fraco o movimento, sem nenhum desfalque,
esquerda tem um objetivo prático muito nenhum desfile de fantasias de 15 milhões de
claro: na meia esquerda, a gente pode mar" cruzeiros, nenhuma manifestação da UDN,
car pilhas de gols, aproveitando as jogadas ainda assim poderei me socorrer do "Diário
da extrema direita e da extrema esquerda. Oficial" — esse manancial.

— Ou comentar, por exemplo, a guer- 12 — E vamos, nós. Agora que ficou


ra das lagostas, que conseguiu tamanha provado que não há vida em Venus, que
unanimidade na imprensa do Brasil inteiro, Marte tem atmosfera respira vei mas não tem
tamanha frente única de todos os jornais da água esse foguete esteve em Marte ou na
sadia que chegou a deixar a gente desconfia" Guanabara?), agora que parece provado que
da. E na semana passada, avisaram que o, os planetas mais próximos de nós não o os"
maior empresário de lagosta é um americano, suem seres humanos, a missão ficou mais
Morgan. O que esclarece totalmente a vi- fácil: o único que precisa de concerto é mes-
gilia cívica de todos os jornais na conjuntura mo a Terra. Aos outros, o homem ainda não
dramática que pairou sobre os nossos foros chegou, graças a Deus. E a Terra é um grão-
de País civilizado e senhor de sua soberania, zinho de areia perto da ViaLactea. Vamos !u-
salve, salve. tar para que esse mundo tão pequeno, ga-
nhe dimensões infinitas. Para isso, basta
— Abordar assuntos como o Plano que consigamos um regime dentvo dj> qual
Trienal, que arranca Nos subsídios do trigo, o homem trate o outro homem reconhecendo
arranca os subsídios da gasolina e arranca a nele "a imagem e semelhança de Deus". Di"
pele do pobre. Ou o sr. San Thiago Dantas, ficil? Ora, depois que ganhamos na Suécia,
que pega avião aqui, voa, desce em Washing" no Chile, nada é difícil para nós. Basta ter
ton. baixa pela escadinha, estende a mão ao na área sem medo de botina das. Nesta co-
funcionário americano, este já vem com a gente boa na vanguarda. Gente que entre
pergunta e um pigarro: líina, prometo fazer tudo para garantir mi"
— How much? nha posição e nunca passar ao banco do« re-
servas. Soou o apito. Vai ser dada a saída.
22
13 anos à espera de um ídolo
TUPANZINHO: "SORTE
GRANDE" PALMEIRENSE
; t— Os supe rs liei os os ficarão Seu tiro de esquerda é um cmiiv-,
Justa- parado junto ao zagueiro à espera
desmoralizados esle ano. uma tentativa de assassinato sobre da jogada.
mente cm 1963. data em que o o goleiro. Contra o Flamengo, deu
Palmeiras comemora 13 anos de um pirombaço na trave que ela 7 — Esse é Tupanzinho, Tupã,
"inhacà" — depois dos extraordi- deve estar sacudindo até agora. para os Íntimos Inteligente, rápido
narios trinnfos das Cinco Coroas Tem boa corrida, finta fácil. ¦ Pa- nos reflexos dentro da área, fúlmí-
— aparece, com a camiseta verde, rece estar acomodado denro de nante no tiro, coleante como uma
alguém capaz de reviver a idolatria unia jogada, lento, sem idéia, sem cobra nos "rushs", vivo, a risco.
<ios Villa, Jair. Aquiles, Fiume, vontade de continuar a jogada — Um ultimo aviso aos pàlmelrenses
Oberdan. Seu apelido : Tupan- e. subitamente, finta um, encobre mais afoitos: Tupã começou mar-
zinho. outro, sai pela esquerda, ameaça cando gol, continua fazendo os
2 — 0« palnieiren.ses es ão em e dispara am canhão : gol. tentos de vitoria. Nenhum estrean-
festa. Viam san tis tas com Pele na — A crônica anda a com- te teve essa sorte. Precisamos vé-lo
lãncia. eorin ianos acabando dis- pará-lo a Chinêsinho; Nada mais também comendo o pó da derrota,
cu.svão na base de Ney. tricolores errado. Tupanzinho é de outra es- apagado durante dois ou três jogos.
arrolarem grandeza com Benê. E tirpe. Chineíinho era um lago bo- Se resistir, então se poderá dizer:
eles sem ninguém. Agora, tm ni o. Tupã ij unia co-redeira. Chi- eis um oraque.
quatro partidas, em apenas quatro D.es:nho era o burilar, o homem
jogos, já andam aí pelas ruas, pelos qu." perde dias. meses, mexendo o
bares', pelos estádios, um ar de barro para fazer um retirante. Tu-
superioridade. pahzinbo é o corisco — em segun-
AS JOGADAS DA SEMANA
Tuoanzinho é ruim! Eu é dos ele faz sua obra; Tem o instin- * MELHOR indicio de um se. Sai o Zez*. entra o Aimoré-,
qu, sou bom! to do goi — aquilo que fax com campeonato bom: todos os clubes fica tudo em família, como con-
A:é o jogo com o Santos. estão acus-ando juizes. Certame vem à tradição aristocrática do
que P-elé cie ia sempre no lugar
Tupanzinlío marcara todos os gols onde ''pinga'" ú b< ila que escapa que não resulta em gàrrafadà no Flu. Com muitas vantagens: Ai-
<\o Palnieiras no Rio - São Paulo ao goleiro. juiz, em protestos do Wadih Helu, more não é partidário daquela
protestos do S. Paulo, queixas do "droga" de sistema inventado
(com uma honrosa exceção para — E deficiências? Claro que Palmeiras contra os árbitros é
por
Servilio. diante do Flamengo). existem. Deixa-se marcar fácil- Zezé"pagou
que foi um crime pelo
certame morte. 0 melhor indicio todo futebol do Era-
Bem. marcar gols não é, definitiva- menta em urande -parte do jogo. de que o Rio-S. Paulo pegou fogo qual
men e. sinal dc que o jogador é teimando em receber a bola com está nisso: estão querendo pas- sü. Ferrolho ê pra porta de em*
craque. Cáxãmbu foi artilheiro. o zagueiro colado a ele. E" descon- sar fogo nos juizes. porio — nunca rrnra futebol.
Servilio entupiu de gols os adver- tínuo, irregular dentro dc uma par- Coisas do Eder Encontro
sanos na rua, conversa, pergunta-se se
(Servilio do Corintians), rida: passa quinze minutos e-ran-
ele não estaria nervoso por lutar
Baltazar foi a ''grpssura"... e mar- cio, para no 16.° minuto. fazer
cava gols. E" Tupanzinho uni era- diabruras. Pé direito fraco. Uma *'*_r9___l ___¦_. no Japão, contra o Aoki. Eder,
vontade de fazer as coisas sozinho, . ''\^__W _______ •*.-' olhando a ponta do -apato:
que? ' " ¦ • :'i____ '• — Quem deve e^tar nervoso é
4 — Respondamos aos palmei- desprezando o pas.se ?. companhei- '*"___i H^^Ç3fl
__[
''
___L ele . . .
rènses de outros Estados, os que ros melhor colocados-. Certa inge- - - V^_B __B__aBy_j_*T^^'-'v-*^'"-\'_^^M--^^___í
___É * O Santos está caiadinho,
ainda não o viram jogar, com uma nu i-da.de em lances simples. E diante das ultimas manifestações
resppsía sincera: "pinta", ele a uma ultima, séria, culpa úo leçni- contra juizes, por parte dás tor-
tem. São apenas meia dúzia de co: está jogando errado no Pai- cidas. É que o Santos sabe que
jogos. Mas. nesse punhado de par- meiras. junto à risca da grande o clube não é responsável pela
tidas, o meia provou que não é área. Tuna é jogador para iniciar Tw____-_J--_i __Jk^K^_--í:-t-"¦-.¦:'¦>'.- 'W_s»wP_-L atitude dos associados. Pode
apenas um bom jogador. Há Iam- o lance na linha media do adver- *'" -*-. •¦-' ¦•^^£^sRBfeã^w^@^jgy2fe-:-- '• '-jfi',J-~'''''.^^^^^__\______\\mv_W___v$ piorar, nunca deter. Pi quantas
cer. N unca near vezes juiz também passou mal
pejos de gênio em certas jogadas. sario dali;
em Vila Bélmiro?
RE!" (SOSINHO) ÜDERA O RJO-SÃO PAULO *' OUTRO que pinta com ca-
tegoria de craque: Eduardo. Seu.
ELE (EM 4 JOGOS FEZ MAIS fisico deixa a gente desconfiado»
Depois, Eduardo entra na jogada
GOLS QUE
V VINTE ATACANTES VICENTE, craque do siste-
e a desconfiança sé esvai.
uma serena tranqüilidade e uma
Fica
ma defensivo do Palmeiras é a ponta de orgulho. É o Mauro
Os ataques do Vasco, Corintians, Finalmente o Silo Pa»iò. Per- méi-hor expressão, entre os ès- de 1949: abrindo o caminho com
S^o Paulo e Portuguesa, foram me- •leu <ie <> a - para os ".demônios da treantes deste Simples,
setor. lances de categoria.
nos positivos que o moço com a ca- Vila". Mas somente os três que Pele consciente, duro — é um jogador
ini.-a jj.o 10 «Io Santos F-.O. Ehqiian- marcou j.-í bastariam para derrotar de rendimento excepcional. Guar-
to os vi»te atacantes das quatro o lime i!o Morumbi, Balanço repe? dem esse nome: Vicente. Terá Modesto Roma após o jogo
equipes citadas marcaram sete gols tido: Pele» í> tolos x ataques de uma carreira tão digna como contra o Corinthians:
«o Santos, o mofo lüdsou Arantes do Vasco, São Paulo, Portuguesa e Co- — A torcida corintiana é uma
Fiume. é torcida!
riuiiaus: 7 gols. Saldo favorável beleza! Isto sim, E
ISasciniento — que vocês conhecem Aimoré tem destino certo
mais como Pele — fez nove tentos ao "Kci": 2 tentos. após o Sul-Amerieano: Fluminen- entrou para o túnel, rumo à te-
nas respectivas defensivas paulistas
e cariocas. A rigor, b^s^ariam s«-
mente os tentos do "Hei" para Que
"EXPRESSINHO" souraria, onde o esperavam 6
milhões de cruzeiros (quota da
renda).
o Santos vencesse o "Corintians, o . Eder vai ser pai em se-
Sã© Paulo; empatasse com o Vasco
e perdcss>èi por um gol para a Por-
tnguésa.
BRASILEIRO A térníbro. Diz que ficará contente
com menina ou menino.
Mas, percebe-se. na suas mãos,"a "
quanto eie gostaria de, daqui
SénãOj veiamos: Na estreia do
Santos, os "peixeiros" perdiam do
2.750 METROS ¦alguns anos, brincar de luvas
com um herdeiro . . .
Vasco da Gama, «o Maracanã por Na Bolívia, o Brasil também não faz feio. Estreou contra o Peru, MENGALVIO parece estar
dois a zero aos 43 minutos do se- que ja nos fizera suar em muitas oportunidades (o Brasil dos
adversário"cobras") a caminho do banco do? reservas,
guindo tempo. Pele fez dois gols, grandes — e saiu de campo com uma vitória por 1 a 0 e muL no Santos. E' inegável que o meio
obrigou o arqueirò carioca ja um mi- tos elogios. A 2750 metros de altitude (altura que fez o Uruguai desis- de campo ganha maior firmeza
lagre e botou uma "bomba" no tir, porque seus médicos garantiram que seria "suicídio" dos jogadores), com Lima, ao passo que o ata-
no travessão, e*" dois minutos. Fi~ os meninos correram, suaram a camisa, esbanjaram vitalidade e entusias* que ganha um homem que chuta
mo. Não se pode elogiar totalmente o crité-rio adotada. Seleção de novos com violência e sabe penetrar na
naí: Pele S x Vasco 2. Veio a se- deve ser sempre entendida como seleção de novos com capacidade para "vaivém" com
área, fazendo
gnir a Portuguesa. Primeiro gol, a seleção A do Brasil. E- evidente que dos 22 que estão na Bolívia, tal- Zito. E, se isto acontecer, Men-
Pelo. Segundo, presente dele ao vez nenhum venha um dia a atuar numa formação brasileira para a Copa
Mengalyio, terceiro Pele, mesmo. galvio deve tratar "cobraide ir para o
do Mundo. Mas, de qualquer forma, a valorização dos mineiros bons de Rio. Lá, vai ser ídolo
Fj«al « x 3. Contra o Corintians bola e de outros jogadores razoáveis não está deceoeionanclo.
repetiria a façanha do Maracanã. SEGREDO em um mês. Aliás, ele é todo
Apenas um pouco mais cedo, pois O segrede da primeira vitória do Brasil foi o mesmo segredo da se- carioca, naqueie seu gingar len-
leção mineira — base, aliás, do selecionado. Jogo de conjunto, cada Peça to e cheio de estilo. Seu lugar é
O primeiro gol surgiu aos 38 minu-
to* da fase final e o segundo aos 44. combinando com a mais próxima, lubrificação em todas as linhas. E com o Maracanã — e a torcida, ulu-
Final: Pele a x Corintians O, a Argentina ganhando a duras penas da Colômbia — por que rráo sonhar lando com os, meneios do negro
com mais um título? bom de bola.
23
m (rúcà I

I S^^SíÈl^^ x ^Sv^XM X \ XI ^MV I !

CL e AB : Frer.íe Única Contra Corrupção.

-*-"E digam : ^French


go home". «-""^T rc!t*> ^^\ 1
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