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REVISTA BRASILEIRA DE

E DOCUlHEnCÀC^

Redesde hfbrmacãoe
Catabgação na Fonte

MACRO E MICRO-BIBLIOGRAFIA
EMPRESTIMO INTERNACIONAL ENTRE BIBLIOTECAS
ENCONTRO DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS E
ESCOLARES EM SÃO BERNARDO DO CAMPO, S.PAULO
Digitalizado
cm 1 gentilmente por:
Federação Brasfleira de
Associações de Bibliotecários
FEBAB
Diretoria 1978-1980;
Antonio Gabriel Revista Brasfleira de
Presidente BIBLIOTECONOMIA
Ronice Maria Albamonte Arruda E DOCUMENTAÇÃO
Vice-presidente
Maria Cristina Machado Bignardi Úrgão oficial da
Seçretária-Geral Federação Brasileira de
Maria Angélica R. Quemel Associações de Bibliotecários
Primeira Secretária
Neide de Carvalho Editora;
Segunda Secretária Neusa Dias de Macedo
Pedro Luiz Martinelli
Primeiro Tesoureira Secretárias;
Maria Angélica R. Quemel
Noreth Calmon de Cerqueira Ribeiro Neide de Carvalho
Segunda Tesoureira
Aníbal Rodrigues Coelho Jornalista responsável
Observador Legislativo José Hamilton Ribeiro
Julce Cornelsen
Bibliotecária

Associações filiadas:
Associação Paulista de Bibliotecários
Associação Profissional de Bibliotecários
do Estado de Pernambuco
Associ^ão Profissional de Bibliotecários
do Estado do Rio de Janeiro
Associação Rio-Grandense de Bibliotecários
Associ^ão Profissional de Bibliotecários
do Estado da Bahia
Associação dos Bibliotecários Municipais
de São Paulo Em convênio com o
Associação dos Bibliotecários de Instituto Nacional do Livro/MEC
Minas Gerais Publicação; 4 n9s em 2
Associação dos Bibliotecários Número avulso; Cr$ 200,00
do Distrito Federal Assinatura até 1979 (2 fascículos):Cr5 400,00
Associação Campineira de Bibliotecários Pagamentos em cheque visado pagável em São
Associação dos Bibliotecários do Ceará Paulo ou ordem de pagamento em nome da Fede-
Associação dos Bibliotecários São-Carlensef
Associação Paraense de Bibliotecários ração Brasileira de Associações de Bibliotecários
Associação Bibliotecária do Paraná dirigida ao Banespa - PEPS, Cidade Universi-
Associação Amazonense de Bibliotecários tária conta n9 120.13.02093.3 ou ao Banco
Associação Profissional de Bibliotecários do Brasil S/A. agência 9 de julho, conta n?
do Estado do Maranhão 70.599.3.
Associação Profissional de Bibliotecários
da Paraíba
Associação dos Bibliotecários
de Santa Catarina
Associado dos Bibliotecários do
Rio Grande do Norte

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REVISTA BRASILEIRA DE

SUMÁRIO ~~i 3i3LiOiIECOnOiniA

E DOCUIÍIEIIlàÇÃO

Editorial

Artigos

Maria Luísa Monteiro da Cunha


ISBD: origem evoluçãfo e aceitação

Dinah Aguiar Población


As ISBDs e os elementos de intercomunicação nos sistemas
automatizados objetivando o controle bibliográfico universal

Alfredo Américo Hamar


Qualidade e análise da informação na automação

Edson Nery da Fonseca


A bibliografia como ciência: da crítica textual à bibliometria

Jandira Baptista Assunção


Lexicografia: uma introdução ao estudo dos dicionários

Eunice R. Ribeiro Costa


Thesaurus de vias urbanas

José Rincon Ferreira et alli


Redes nacionais de informação, catalogação na fonte e outras experiências

Antonio Miranda
Informação na empresa: o papel da biblioteca

^ ♦
Seções '

Entrevista
Alfredo Américo Hamar

Documento
Empréstimo internacionaliprincípios e diretrizes para sua realiza-
ção 1978 Tradução Antonio Agenor Briquet de Lemos

Legislação

Noticiário

Congressos

Comentário
Resenhas

Levantamento bibliográfico

1 Automação de bibliotecas

2 ISBD

Abstracts

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REVISTA BRASILEIRA DE

CONTENTS ^3i3Li0LEC0n0miA

E DOCUlilÊIIÜACAO

Contents

Editorial

Articles

Maria Luisa Monteiro da Cunha


ISBD: origin evolution and acception

15 Dinah Aguiar Población


ISBDs and the elements of intercommunication in automated
systems as a support for universal biblíographic control

23 Alfredo Américo Hamar


Quality and analysis of Information in automation

29 Edson Nery da Fonseca


Bibliography as a science: from textual criticism to bibliometrics

39 Jandira Baptista Assunção


Lexicography: an introduction to the study of the dictionary

51 Eunice R. Ribeiro Costa


Thesaurus on Urban Roads

67 José Rincon Ferreira


National library networks, cataloging in source and other
BrazIIlan experlences

Digitalizado IS.
cm 1 gentilmente por:
89 Antonio Miranda
Information in enterprise: the role of the library

Sections

97 Interview
Alfredo Américo Hamar

101 Document
International library loan: principies: and guidelines for its
realization 1978 Translation Antonio Agenor Briquet de Lemos

109 Legislation
119 News

123 Congresses

124 Commentary

127 Bookreviews
137 Bibliographical survey
137 1 Libraries of the automation i

141 2ISBD

145 Abstracts

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EDITORIAL

A RBBD, vencendo um ano de sua fase de reformulação, aguarda com gran-


de ansiedade o material que as diversas associações deveriam enviar, como fôra
combinado, durante o IV Encontro das Comissões Permanentes da FEBAB, em
agosto de 1978.

Enquanto isso, estão sendo aceitos para a publicação todos os trabalhos de


bom nCvel apresentados em distintas ocasiões: encontros, grupos de estudo e cur-
sos, bem como os já publicados em periódicos especializados mas fora do alcance
dos bibliotecários.

Reiterando agradecimentos por todas essas colaborações e as que têm vin-


do em caráter espontâneo de alguns Estados, aspiramos também receber material
para as várias seções da revista, principalmente comunicações sobre atividades
associativas. Para conseguirnras uma auto-gerência, precisamos muito do apoio
de todos no sentido de assinarem a Revista e divulgá-la.

Um agradecimento especial é dirigido á bibliotecária Toshiko Kanasawa,


que muito dedicadamente nos assistiu na preparação e execução deste número,
bem como às coordenadoras das Seções de Noticiário e Reportagens, respectiva-
mente Tereza Marques de Souza Nogueira e Beatriz Silva Ferreira, que ora deixam
de prestar colaboração à RBBD, por motivos de força maior.

Primeiro de 1979, este fasciculo conjuga dois números, 1/2, e está centra-
do no tema principal do II Encontro de Bibliotecas Públicas e Escolas do Estado
de São Paulo e V Encontro de Bibliotecas Públicas do Interior do Estado de São
Paulo, realizado em São Bernardo do Campo, em 17 de março de 1979, a "Auto-
mação de Bibliotecas e Aplicação das ISBD's no Controle Documentário". Inclui
outros trabalhos â volta de assuntos como thesaurus, lexicografia, micro e macro-
-bibliografia, redes nacionais de informação e catalogação na fonte, biblioteca de
empresa e empréstimo internacional, bem como uma entrevista sobre a BICENGE
com o fim de atender á vários interesses do leitor.

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6 R.bras.Bibliotecon.Doc. 12 (1/2): 5-6, jan/jun. 1979

O número subseqüente, 3/4, já está no prelo e trata de assuntos ligados á


biblioteca e literatura infantil, para comemorar o "Ano Internacional da Criança"
eo "Primeiro Ano Brasileiro da Biblioteca Infantil".

O "Ementário Legislativo", preparado por Cecília Andreottl Attienza e equi-


pe da Biblioteca da Câmara Municipal de São Paulo, já está pronto, esperando
por subsfdios financeiros para a sua publicação. Logo mais, toda a matéria legis-
lativa e geral publicada nos Boletins e Revista da FEBAB, desde o seu infcio, esta-
rá â disposição dos bibliotecários brasileiros.

Neusa Dias de Macedo


editora

Nota: Ests Editorial, ampliado e constituindo uma análise/mensagem do editor, sob o título
Reflexões em torno da Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, serd
enviado como folha volante a todos os responsáveis pela Biblioteconomia brasileira.
ISBD: Origem,

Evolução e Aceítcçoo *

Mqííq Luízq Monteiro do Cunho

A Descrição Bibliográfica Internacional A história da Catalogação no século


Normalizada (ISBD) é o resultado de XX pode ser dividida em duas fases
uma série de atividades levadas a efeito distintas:' antes e depois da I.C.C.P. (Con-
em cumprimento às Resoluções da ferência Internacional sobre Princípios
Conferência Internacional sobre de Catalogação) promovida pela IFLA
Princípios de Catalogação (Paris, 1961). e realizada em Paris em outubro de 1961
O texto-base da ISBD foi o documento sob os auspícios da UNESCO e mediante
preparado por Michael Gorman para a subvenção do Council on Library Resour-
Reunião Internacional de Especialistas ces dos Estados Unidos.
cm Catalogação (Copenhagüe, 1969). Sem dúvida, grandes empreendimen-
Nessa Reunião foi criado um Grupo de tos no campo da Catalogação foram
Trabalho secretariado por Gorman c que levados a efeito desde as primeiras dé-
teve a incumbência de elaborar a ISBD cadas do nosso século, tais como a dis-
para monografias. A sigla ISBD começou tribuição de fichas impressas pela Biblio-
a ser usada a partir da edição preliminar teca do Congresso (1901- ) e a Cata-
(1971). A ISBD foi concebida para logação Cooperativa iniciada nos Estados
servir como um instrumento de Unidos em 1932 quando a Comissão de
comunicação internacional da Catalogação Cooperativa da A.L.A.(As-
informação bibliográfica. Seus principais
objetivos são: permitir a permuta de
dados oriundos de fontes diversas; * Tiibalho apresentado no Painel tobre "Au-
facilitar sua interpretação malgrado as tomação de Bibliotecas e Aplicação dai
barreiras lingüísticas; auxiliar a ISBDs no Controle Documentáiio" do
conversão dos dados bibliográficos em III Encontro de Bibliotecas Públicas e Es-
colares do Estado de São Paulo e V Encon-
forma legível a máquina. Além da ISBD tro de Bibliotecas Públicas do Interior do
para monografias, ISBDs especializadas Estado de São Paulo. São Bernardo do Cam-
foram e continuam a ser publicadas]para po, SP., 17 março de 1979.
determinação de categorias dc. material * Presidente da Comissão Brasileira de Proces-
(publicações seriadas, multimeios, sos Técnicos, Coordenadora do Grupo de
música, livros raros, mapas), bem como Bibliotecários em Informação e Documen-
uma de caráter geral, a ISBD(G). tação em Processos Técnicos.

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8 R.bras.Bibliotecon.DOC. 12 (1/2): 7-14, jan/jun.1979

sociaçao Americana de Bibliotecários) de comunicação começaram a apresen-


foi instalada na Biblioteca do Congres- tar recursos mais amplos e atualizados
so. Em 1934, como decorrência dessa graças ao aparecimento e rápida evolu-
união, foi criado o Serviço de Cataloga- ção de novas tecnologias, o intercâmbio
ção Cooperativa e Classificação que pas- bibliográfico também se intensificou. Foi,
sou a integrar as Divisões da referida então, sentida^' a necessidade de unifor-
biblioteca. A partir desse momento, con- mização dos catálogos e outras listas bi-
cretizou-se o sonho de Charles C. Jewett, bliográficas, a nível internacional.
pioneiro da Catalogação Cooperativa nos Face a esse problema, a IFLA deci-
Estados Unidos e que, em 1851, justifi- diu organizar uma conferência interna-
cava o seu projeto apresentado à Smi- cional que propiciasse aos bibliotecá-
thsonian Institution dizendo, inicialmen- rios de todos os países amplo intercâmbio
te, que "tudo que facilita a pesquisa de experiências visando ao estabeleci-
contribui para o progresso da ciência". mento de princípios internacionalmente
Dizia, também, Jewett, que um livro aceitos quanto às entradas de autores
deveria ser catalogado uma única vez, individuais e coletivos nos catálogos
a fim de que o despendido por uma bi- alfabéticos e listas similares, de livros.
blioteca na catalogação de uma obra não Em preparo a esse encontro internacio-
tomasse a onerar não s6 essa mesma nal, foi promovida uma reunião preli-
biblioteca, como também a qualquer minar em Londres, em julho de 1959,
outra". 14 com a participação de vinte bibliotecá-
Na Europa, a Alemanha foi um rios de alguns países especialmente convi-
dos primeiros países a iniciar a Catalo- dados. Dois anos apôs teve lugar no edi-
gação Cooperativa, resultante da ação fício da UNESCO, em Paris, a memorá-
conjunta da Staatsbibliothek com o Ber- vel I.C.CP. (Conferência Intemacional
liner Titeldrucke. Trabalho também de sobre Princípios de Catalogação), o maior
relevo, o desenvolvido no Centro Dina- evento catalográfico do século XX.
marquês de Catalogação Cooperativa (Den- A I.C.CJP. não encerrou suas ati-
I
maik Folkebibliotekemes Bibliographiske vidades ao término do certame de 1961,
Kontor). Um panorama geral da catalo- tanto que sua Comissão Organizadora,
gação cooperativa na Europa é encontra- com o acréscimo de mais quatro mem-
do em "Cooperative Cataloguing in Eu- bros, teve o seu mandato prorrogado
rope", de John Richmond Russel. No para que pudessem ser cumpridas suas
Brasil, a catalogação cooperativa surgiu Recomendações. Muitas destas redundaram
em 1942 com a instituição do SIC (Ser- em contratos estabelecidos entre a IFLA,
viço de Intercâmbio de Catalogação), a UNESCO e bibliotecários de compro-
fruto da colaboração entre o D-A-SJ*., vada experiência. Assim, de acordo com
a Fundação Getúlio Vargas e a Imprensa a Recomendação IV, item A 1, segundo
Nacional. Em 1954, o SIC passou a ser a qual deveria ser "publicada, dentro
imia das unidades do I.B.B.D. (hoje de um prazo mínimo, uma súmula da
S.N.I.C.T.), então criado. prática adotada em cada país para as
Todavia, tanto a catalogação coope- entradas relativas aos nomes de pessoas
rativa, como a centralizada e os catálo- dele procedentes", foi dada a incum-
gos coletivos, visavam a atender, primor- bêmcia ao Sr. A.H. Chaplin, secretário
dialmente, às necessidades de informa- geral da l.C.CJ*., que coligiu os dados
ção bibliográfica de um país ou região. necessários para a publicação, em 1967,
Entretanto, quando os vários veículos de "Names of persons: national usages

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Maria Luiza Monteiro da Cunha — ISBD: Origem Evolução e Aceitação 9

for entry in catalogues". A 3? edição, nacionalmente para a apresentação dos


dada a lume em 1977, começou a ser dados bibliográficos na redação das fichas
distribuída durante o 19 "Congrès In- de catalogação. ...saber que elementos de
ternational sur les Bibliographies Natio- uma ficha de catálogo foram considerados
nales" (Paris, UNESCO, 1977). A con- necessários sob o aspecto prático, numa
tribuição do Brasil figura desde a 1? amostra do tipo de trabalho dos órgãos
edição da obra. nacionais de catalogação". Diz o autor
Em cumprimento à Resolução IV estar "convencido de que essas entidades
A 2 da I.C.CP. foram elaboradas duas não se distanciam umas das outras no que
listas também de suma importância: concerne às mesmas considerações quanto
(1) a de "nomes de Estados e outras à descrição dos dados bibliográficos e que
autoridades territoriais sob a forma ado- deve existir uma área de ação comum assaz
tada para as entradas nos catálogos em considerável. Esta área, uma vez reco-
conformidade com os nomes oficiais nhecida e delimitada, forneceria o único
usados por essas próprias autoridades", ponto de partida válido na elaboração de
trabalho confiado à Sra. Suzanne Honoré, um sistema internacional de descrição bi-
da Biblioteca Nacional de Paris, e (2) bliográfica".! 3
uma "lista dos títulos uniformes para O documento redigido por Gor-
os clássicos anônimos de cada país com man foi amplamente divulgado para
os equivalentes adotados nas línguas de o recebimento de críticas e sugestões.
outros países", cuja compilação coube Tivemos oportunidade de encaminhar
ao Sr. Roger Pierrot, também da Biblio- ao autor nossa sugestão. Os comentá-
teca Nacional francesa. rios ao trabalho de Gorman foram reco-
Em atenção a pedidos oriundos lhidos por Âkos Domanovsky que, por sua
de vários centros e comissões nacionais vez, teceu considerações sobre os mesmos.
de catalogação, a IFLA encarregou o Toda essa atividade constituiu a fase
Sr. AJI. Chaplin de preparar uma edição preliminar da Reimião Internacional de
anotada dos Princípios estabelecidos na Especialistas em Catalogação (I.M.C.E.)
I.C.CÍ., tarefa a que ele imediatamente realizada em Copenhague em 1969 sob os
se dedicou com a colaboração da Sra. auspícios da IFLA e da UNESCO.
Dorothy Anderson. O trabalho de Cha- Dos treze documentos apresenta-
plin foi distribuído internacionalmente dos a essa Reunião, dois foram prati-
para exame e sugestões. Os comentários camente os fundamentais: (1) a edição
recebidos foram coletados e resumidos anotada do "Statement of Principies"
pela Sra. Eva Verona, presidente da Co- adotados na I.C.CÍ., elaborada por AH.
missão de Catalogação da Iugoslávia. Chaplin e D. Anderson^, e (2) "Biblio-
ISBD — Em cumprimento à Resolu- graphical Data in National Bibliography
ção II, item "g" da I.C.CP., coube ao Sr. Entries", por Michael Gorman.^^ Como
Michael Gorman, então chefe da cata- suplementos indispensáveis a estes dois
logação da B.N.B. (British National Biblio- trabalhos de base, figuraram o "Digest of the
graphy) o encargo de um estudo visando à Comments Received on the Armotated
uniformização da catalogação descritiva. Edition of the Statement of Principies"! 8
Ao explicar o objetivo do seu trabalho, e o "Digest of the Comments Received on
Gorman escreve: "indicar padrões comuns Bibliographical Data in National Biblio-
na catalogação descritiva susceptíveis de graphy Entries".^
servir de base ao estabelecimento even- No presente trabalho apresenta-
tual de um sistema reconhecido inter- remos apenas alguns pontos básicos do

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10 R.bras.Bibliotecon.DOC. 12 (1/2): 7-14, jan/jun.1979

documento n9 2 do IM.C.E., ou seja, o Sebestyén, de Budapeste; Stanislav Sír,


elaborado por Michael Gorman, eis que de Praga, em colaboração com o Depar-
constituí a origem da I.S.B.D. (Descrição tamento de Descrição Bibliográfica da
Bibliográfica Internacional Normalizada). Biblioteca Nacional de Praga; C. Sumner
O documento em apreço resultou Spalding, da Biblioteca do Congresso de
de um estudo das bibliografias nacio- Washington; Eva Verona, da Iugoslávia;
nais de oito países a seguir enumera- Barbara Westby, da Biblioteca do Con-
das: (1) British National Bibliography gresso de Washington; Maria Luisa Mon-
(BNB); (2) Bibliographie de Ia France teiro da Cunha, de São Pa:ulo, Brasil.
(BibFr); (3) Deutsche Bibliographie (DB); Âkos Domanovszky resumiu os co-
(4) Swendc Bokfbrteckning (SB); (5) mentários de caráter geral relacionados a:
Bibliografija Yugoslavije (BJ); (6) Nationál (1) valor e método do trabalho, (2) ter-
Union Catalog. USA. (NUC); (7) Magyar minologia, (3) precisão analítica. Finali-
KOnyveszet (MK); (8) Boletín Bibliográfico zou com um resumo dos comentários
Nacional. Argentina. feitos a cada uma das "Recomendações"
t I
"Foram examinados os métodos de Gorman.
de catalogação descritiva adotados nas Durante a Reunião Intemacional de
bibliografias acima indicadas, à luz do Especialistas em Catalogação (IM.C.E.),
a parte referente à pontuação suscitou
seu conteúdo e da sua estrutura. O autor
as maiores e mais acaloradas discussões.
analisou cerca de SOO fichas de cada
Dada a necessidade de ampUação do
bibliografia e tentou fazer uma síntese
documento, segundo as decisões da Reu-
do seu conteúdo e respectiva estrutura a
nião, foi instituído um Grupo de Tra-
fim de chegar a uma proposta de descri-
balho presidido por Gorman, com a inciun-
ção que abrangesse o conteúdo comum
béncia de elaborar um texto preliminar
a todas, dentro de uma estrutura que
que seria submetido à apreciação inter-
representasse, tanto quanto possível, a nacional. Outra decisão importante, foi
concordância de idéias". a de ser dada ao documento a designação
O trabalho de Gorman suscitou de (SBD), Descrição Bibliográfica Nor-
apreciações que variaram, desde a acei- malizada (para monografias em um ou
tação plena até ao repúdio total (um caso, mais volumes), eis que os 47 bibliote-
apenas). Apresentaram comentários as
cários representantes de 20 países que
pessoas e entidades que se seguem: Fa-
participaram do IMCE anteviam a impor-
rozl R. Abu Haidar, de Beirute; Âkos
tância e alcance do trabalho, tendo em
Domanovszky, de Budapeste; Heinz H(5h-
vista que "um método normalizado para
ne, de Leipsig; Suzanne Honoré, de Pa-
a descrição de livros facilitaria o pro-
ris; Suzanne Honoré e Roger Pierrot,
gresso da cooperação intemacional".
transmitindo a opinião da Biblioteca 1 I
Nacional de Paris; Sra. A. Khrenkova, Após várias reiiniões, o Grupo de
da URSS; Diego Maltese, de Florença; Traballio deu a lume, em 1970, ao primei-
Elfriede Markt, de Viena, pela Comissão ro esboço da SBD (Descrição Bibliográ-
de Catalogação de Autor e Título da fica Normalizada). Face às várias sugestões
Associação de Bibliotecários da Áustria; recebidas, foi preparada uma edição pre-
Lucile M. Morsh, dos Estados Unidos; liminar que, em 1971, já saiu com a sigla
Yasumasa Oda, de Tóquio, pela Comis- hoje universalmente reconliedda, ou seja,
são de Regras de Catalogação da Asso- a ISBD (Descrição Bibliográfica Inter-
ciação de Bibliotecas do Japão; a Asso- nacional Normalizada).? O "1" foi ante-
ciação Polonesa de Bibliotecas; Géza posto à sigla inicial da publicação, por

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síen
cm 1 gentilmente por:
Maria Luiza Monteiro da Cunha — ISBD: Origem Evoluçãio e Aceitação 11

se tratai de um documento que sob todos múltiplos pedidos, decidiu estender as


os aspectos, e no mais alto sentido técnico, provisOes da descrição bibliográfica nor-
mereceria ser considerado como um padrão malizada para monografias à descrição
internacional. O acréscimo do "M" entre de outros tipos de material bibliográfico.
parênteses foi decidido para evidenciar Foram estabelecidos Grupos de Tra-
que a publicação se destinava à descrição balho constituídos de bibliotecários com
bibliográfica de monografias. A edição ampla experiência na catalogação de
preliminar (1971) da ISBD (M) foi tra- determinado tipo de material, para a
duzida em várias línguas, inclusive o elaboração de ISBDs especializadas. Des-
português. I se modo, já foram editadas: a ISBD (S)
A experiência no emprego da ISBD para publicaçOes seriadas, agora em edição
(M) em bibliotecas e bibliografias de "standard" publicada em 1977,1 ^ a
vários países redundou em comentários ISBD (NBM) para "non book materials"=
que provaram a necessidade de uma revisão multimeios, lançada em 1977;^ O a ISBD
geral do texto da edição preliminar. Assim, (G) = geral, também publicada em 1977
a IFLA decidiu convocar alguns biblio- com a finalidade de servir de base para
tecários para uma reunião que, dada a todas as ISBDs que vierem a ser elaboradas.
sua finalidade, intitxdou-se "Revision Me- Inicialmente, o Escritório da IFLA
eting" e foi realizada em Grenoble, em para o Controle Bibliográfico Universal
1973, dois dias antes do Congresso da julgou que a ISBD (M) poderia nortear
IFLA no campus universitário de St o preparo das especializadas, mas a prática
Martin d'Hères. evidenciou que a descrição bibliográfica
Para o "Revision Meeting" foi normalizada para monografias não só
preparado um documento no qual figura não atenderia às necessidades de outras
vam, face a face, o texto da edição preli ISBDs, como também precisaria ser revista
minar da ISBD (M), 1971, e os comen à luz dos elementos fornecidos pela ISBD
tários e sugestões feitos à mesma trans (G), como ocorreu com a edição "stan-
formados em propostas para modifica- dard" da ISBD (S), a fim de serem evi-
ções. Do exame minucioso do documento tadas discrepâncias quanto à redação e
em apreço e das discussOes que suscitou, terminologia.
resultou o texto da edição "standard" Recebemos recentemente, para exa-
da ISBD (M) publicada em 1974,8 graças me e sugestões, a ISBD (PM) = música
ao meticuloso trabalho dos bibliotecários impressa e a ISBD (A) = livros raros.
designados para a constituição do grupo Duas equipes designadas pelo Grupo
editorial encarregado da tarefa. de Processos Técnicos de São Paulo estão
O Grupo de Processos Técnicos trabalhando ativamente para o envio
de São Paulo, vinculado à AP.B. e à de sua apreciação dentro do exíguo prazo
Comissão Brasileira de Documentação em estipulado.
Processos Técnicos da FEBAB, deu logo
início à tradução da edição "standard" No que concerne a traduções, o
Subgrupo de Catalogação está traduzindo
da ISBD (M)9 amplamente divulgada
a ISBD (G) e o Subgrupo de Multimeios
no Brasil e até hoje solicitadíssima pelas
a ISBD (NBM).
escolas de Biblioteconomia de São Paulo,
do Paraná e de Santa Catarina. Em agosto de 1978, por ocasião
Aceita internacionalmente a ISBD do III Encontro de Bibliotecários Espe-
(M), o Escritório da IFLA para o Controle cializados em Processos Técnicos, du-
Bibliográfico Universal, em atenção a rante a IV Assembléia das Comissões

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12 R.bras.Bibliotecon.Doc. 12 (1/2); 7-14, jan/jun.1979

Permanentes da FEBAB, foi distribuí- ções seriadas (ISSN), e da Catalogação-


do o Estudo comparativo da ISBD (M) iiiiMonte (Cataloging-in publication), as
e AACR com o capítulo 6 de 1967 e iSBDs são, inegavelmente, uma conse-
1974, feito por uma equipe do Subgrupo qüêiicia da obra pioneira de Otlet e La
de Catalogação do Grupo de Processos Fontaine, na Europa, e C.C. Jewett, na
Técnicos da Aí-B.!. A equipe encarre- América, que aspiravam concretizar o
gada do estudo comparativo entre a ISBD sonho de todo o erudito ou pesquisador:
(S), o AACR e as Normas para a cata- um catálogo universal.
logação de publicações seriadas editadas O Escritório da IFLA para o Con-
pelo Grupo de Bibliotecários Biomédi- trole Bibliográfico Universal (CBU), sem
cos de saio Paulo continua em plena dúvida em posição única para o alcance
atividade e, temos para nós, até fins de desse objetivo, conta com o entusiasmo
1979, devemos ter o trabalho pronto e capacidade não só de sua equipe, na
para publicação. sede em Londres, como também com a
A ISBD está sendo utilizada em experiência e cooperação dos bibliote-
vários sistemas de processamento au- cários de todos os continentes.
tomático de dados bibliográficos como,
entre outros, o CALCO^, o MARCAL5 Apesar das polêmicas suscitadas
eoUNIMARCl2. no exterior! e até no Brasil, a ISBD
Como complemento indispensável se afirma cada vez mais como padrão
aos projetos de Catalogação partilhada internacional, justificando a frase de
(shared catalogin^, de numeração inter- R. Lanker: "another step in the right
nacional do livro (ISBN), das publica- direction".15

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1 - ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE BIBLIOTECÁRIOS. Grupo de Processos Técnicos.


Subgrupo de Catalogação. ISBD(M) e Código de catalogação anglo-americano:
estudo comparativo com o cap. 6 de 1967 e 1974. São Paulo, FEBAB, 1978.
78p.

2 — CHAPLIN, A.H. &ANDERSON, Dorothy. Statement of principies adopted by


the International Conference on Catalò^ing Principies. Annotated edition
with commentary and examples. Sevenoakes, Kent, IFLA, 1966. 66p.

3 — CONVÊNIO MEC/CNPq. — Formato CALCO: monografias e publicações seria-


das. Brasília, 1977. 154p.

4 — DOMANOVSKY, Ákos. Digest of the comments received on bibliographical data


in natiorud bibliography entries by Michael Gorman. Working paper n. 2 for
the International Meeting of Cataloguing Experts. Copenhagen, IFLA, 1969.
15p.

Digitalizado I Sc a n
st eu
cm 1 gentilmente por: 11 12 13
Maria Luiza Monteiro da Cunha — ISBD: Origem Evolução e Aceitação 13

5 - FAUNCE, Stephen S.A. & CASAS DE FAUNCE, Maria. MARCAL: manual de


catalogación mecanizada para América Latina. Ed. preliminar. Rio Piedras,
Puerto Rico, Escuela Graduada de Bibliotecologíá. Washington, D.C.; OEA,
Secretaria General, 1976. lOOp.

6 - FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE ASSOCIAÇÕES DE BIBLIOTECÁRIOS.


Working Group on the General Internacional Standard Bibliographic Descrip-
tion. ISBD(G) : General Intemacioncã standard bibliographic description. Lon-
don, Int. Office for UBC, 1977. 24p.

7 — . Working Group on the International Standar Bibliographic Descrip-


tion. ISBD(M) ; International Standard Bibliographical Description for tnono-
graphic publications. Preliminary ed. London, IFLA Committee on Catalo-
guing, 1971.

8 . Working Group on the International Standar Bibliographic Description.


ISBD(M) ; International Standard Bibliographical Description for monographic
publications. 1. standard ed. London, IFLA Committee on Cataloguing, 1974.
36p.

9 — , ISBD(M) : Descrição bibliográfica internacional normalizada para


monografias-, trad. em português por Maria Luisa Monteiro da Cunha, Elza
Corrêa Granja e Inês Maria da Fonseca Litto. 1. ed. "standard". São Paulo,
Universidade. Divisão de Biblioteca e Documentação, 1975. 59p.

1 0 . Working Group on the General International Standard Bibliographic


Description for Non-book materiais. ISBD(NBM) ; International standard
bibliographical description for non-book materiais. London, IFLA Int. Office
for UBC, 1977. 60p.

11 — . Working Group on the International Standard Bibliographic Descrip-


tion for seriais. ISBD(S) : International, standard bibliographic description for
seriais. 1. standard ed. London, IFLA Int. Office for UBC, 1977. 61p.

12 - INTERNATIONAL FEDERATION OF XIBRARY ASSOCIATIONS AND INSTI-


TUTIONS. Working Group on content designators. Unimark: universal MARC
format. London, IFLA Int. Office for UBC, 1977. 126p.

13 — GORMAN, Michael. Bibliographical data in national bibliography entries : a report


on descriptive cataloguing. Working paper n. 2 for the International Meeting
of Cataloguing Experts. Copenhagen, IFLA, 1969. lOp.

14 — JEWETT, C.C. A plan for stereotyping catalogues by separate titles. Washington,


D.C., Smithonian Institution, 1851.

15 — LANGKER, R. Another step in the right direction. The Australian Library Journal,
23(3) : 99-103. Apr. 1974.

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16 — THE LIBRARY of Congress Responds. Library Journal, 98{3):394-95, Jan.^1973.

17 — SWANSON, G. ISBD, Standard or secret? Library Journal, 98{2):124-30, Jan.


15, 1973.

18 — VERONA, Eva: Digest of the comments received on the annotated edition of


the Statement of Principies by A.H. Chaplin /and/ Dorothy Anderson. Working
paper n. 1 for the International Meeting of Cataloguing Experts. Copenhagen,
IFLA, 1969. 16p.

Digitalizado
cm 1 gentilmente por:
As ISBDs e os Elementos de

IntercomunícQÇQo nos

Sistemas Âutomotízodos

Objetivando o Controle

BibliogróTicD Universal *

CDU 027K)07.5 Dínoh Aguof Poblocion *'

Desde a Conferência Internacional sobre As duas últimas décadas estão sendo


Princípios de CÀitalogação realizada em abaladas por vários eventos que de-
1961 até à publicação da 2C edição do terminam movimentos internacionais os
Código de Catalogação Anglo-Americano quais repercutem nas estruturas nacionais
em 1978, sucederam-se importantes eventos de documentação e ciência da informação
que são descritos aqui em seqüência objetivando o controle bibliográfico univer-
cronológica. £ evidente a interrelação entre sal (CBU).
o aparecimento das várias ISBDs (Descrição O início da turbulência data de
Bibliográfica Internacional Padronizada) agosto de 1961, quando foi realizada a
com os movimentos da FID, FIAB e CIA, Conferência Internacional de Paris, pro-
programas UNISIST e NATIS e a presença movida pela IFLA com a finalidade de
de moderna tecnologia da computação. "chegar a um acordo sobre Princípios

Apresentado no Painel sobie "AutomaçSo


de Bibliotecas e Aplicação das ISBDs no
Controle Documentário" realizado no III
Encontro de Bibliotecas Públicas e Escolar
res do Estado de São Paulo e V Encontro
de Bibliotecas do Interior do Estado de
São Paulo. São Bernardo do Campo,
em 17 de março de 1979.
Professora de Catalogação do Departamen-
to de Biblioteconomia e Documentação da
ECA/USP. Consultora do Projeto TAUBIP
(Total Automação de Bibliotecas Públi-
cas). Assessora da BIREME.

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gentilmente por:
cm 1 ♦ 11 12 13
16 R.bras.Bibliotecon.DOC. 12 (1/2): 15-22, jan/jun.1979

básicos que regem a seleção e a forma de rente ao registro de monografias, a


entrada no catálogo alfabético por autor ISBD (M). Esse documento foi enviado a
e título"^. Como conseqüência desses 70 bibliotecas para análise e crítica. Em
Princípios surge o Código de Catalogação 1973 foi realizada nova reunião para
Anglo-Americano em 1967, traduzido revisão do documento e em 1974 foi
para o português em 1969 6. Ao mesmo pubUcada a 1? edição da ISBD (M). Nesse
tempo que alguns organismos intema- mesmo ano, novamente a UNESCO, em
cionais se preocupavam com a forma de cooperação com a FID (Federação Inter-
registro para consolidação da cooperação nacional de Documentação), FIAB (Fe-
internacional, outras instituições como a deração Intemacional de Associações de
OEA vinham publicando, desde 1966, Bibliotecários), e CIA (Conselho Intema-
informes sobre planqamento nacional de cional de Arquivistas), procura solução
serviços bibliotecários enfatizando a comu- para os problemas de infra-estmturas
nicação e cooperação interbibliotecária. nacionais para bibliotecas, centros de
Nos Estados Unidos, em 1966, a Library documentação e arquivos, e aprova a
of Congress diante da grande massa de recomendação para a criação de Sistemas
literatura para processar, coloca o compu- Nacionais de Informação (NATIS) que
tador a serviço da Biblioteca e cria o for- vem a ser uma complementação do
mato MARC. UNISIST, tendo sido consideradas "duas
Outro organismo internacional, facetas de um mesmo plano que objetivam
UNESCO, cria em 1967, o ICSU: Central/ tomar a informação, qualquer que seja
Committee para realizar estudos de via- sua natureza, disponível em todos os
bilidade de um sistema mundial de infor- níveis, ao pesquisador como ao usuário
mação científica, surgindo o Programa de uma biblioteca mral. Estimulando o
UNISIST 13. Logo a seguir, em 1969, desenvolvimento da infra-estmtura nacio-
a IFLA promove em Copenhague a Con- nal, o NATIS como UNISIST, permite a
ferência Internacional que foi precedida todos os países, inclusive aos países em
pela "Reunião Intemacional de Especia- vias de desenvolvimento, terem acesso
listas em Catalogação" onde começou aos sistemas de informação especializados
a delinear-se o embrião da Descrição intemacionais e regionais" 8.
Bibliográfica Internacional Padronizada O Programa UNISIST foi o marco
(ISBD) cuja história pré-natal data de para a criação de uma organização inter-
1966, por ocasião da análise de Catalo- nacional; o Sistema Intemacional de
gação cooperativa da Library of Con- Dados sobre Publicações em Série
gress 9. Pato promissor acontece no (ISDS) 10.
Brasil em 1970: aparece pela primeira
Paralelamente ao desenvolvimento de
vez no documento "Metas e Bases para
Ação do Governo" a preocupação com o programas de sistemas de informação,
Sistema Nacional de Informação Cientí- nota-se a preocupação com os projetos
fica e Tecnológica (SNICT) acompanhando de transferência de informação, padro-
nização de registros, de formatos e de
a movimentação que atingia vários países
no sentido de rever sistemas de informação códigos que contribuem para o Controle
Bibliográfico Universal, tais como o ISBN,
e enquadrá-los no Programa UNISIST.
ISSN e o CODEN. Continuando o traballio
No plano intemacional vê-se nova- dos gmpos da IFLA, vêem-se surgir em
mente o Comitê da Catalogação da IFLA, 1977 os textos finais da ISBD(S) para
em dezembro de 1971, editando o primeiro seriados, a ISBD (NBM) para audiovisuais
documento da recém-nascida ISBD refe- e a ISBD (G) geral, básica para todas as

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cm 1 gentilmente por:
Dinah Aguiar Poblacion -- As iSBDs e os Elementos de. . . Bibliográfico Universal 17

ISBDs. Em 1978 completaram o traballio, loguing Rules (AACRII) só será aplicada


os grupos responsáveis pela ISBD (PM) em 1981 conforme decisão e recomenda-
printed music e a ISBD (A) Old and ção de grupos de bibliotecários das maiores
Rose Books e foi anunciada a revisão organizações bibliotecárias americanas em
da ISBD (M) a fim de compatibilizá-la reunião promovida em agosto de 1978 5.
com a ISBD (G). Novos grupos estão Reconhèce-se que a preocupação
sendo formados para estudar a ISBD (AN) atual é uma só - a transferência da infor-
Analíticas e para a de Controle de Auto- mação, nos seguintes aspectos: acesso,
ridades Internacionais ou Identidade. administração e aproveitamento eficiente
A modema tecnologia da compu- da informação. A repercussão desses
tação está presente em todos esses movi- movimentos de Processos Técnicos fêz-se
mentos e vemos a ISO apresentando seus sentir também no Brasil. A Comissão
padrões para "Implementação de Fitas Brasileira de Processos Técrtícos da FE8AB,
Magnéticas" elaborando a ISO Recom- cuja presidente é a Profa. Maria Luiza
mendation R961, cuja 1? edição é de Monteiro da Cunlia, tem distribuído os
1969. O formato para "Intercâmbio de documentos da IFLA sobre as ISBDs
Informação Bibliográfica em Fita Magné- para os vários grupos estaduais se entrosa-
tica" (ISO 2709/1973) e o padrão para rem com o assunto. O Grupo de São
Processamento de Informação em fita Paulo já traduziu a ISBD (M) e compa-
magnética apresentando em 1974 a ISO rou-o com o AACR, publicando em agosto
962, são as novas contribuições para de 1978 o resultado de seu estudo 2.
automação. A ISBD (S) continua sendo es-
Na aplicação do computador em tudada também pelo Grupo de São Paulo
biblioteca, a Library of Congress faz a consistindo na comparação da ISBD (S)
conversão dos dados catalográfícos em com o AACR (cap. 7)!, com a publicação
forma legível por computador, criando do Grupo Biomédico "Catalogação de
em 1966 a MARC que evoluiu para o Publicações Seriadas" e com as atuali-
formato MARC II. Adotado por vários zações na área de catalogação publicadas
países, sofreu adaptações transformando-se no Cataloguing Service Bulletin. A ISBD
em MARC/UK (Grã-Bretanha), MARC/CA- (NBM) foi traduzida pelo Grupo de São
NADÁ, MONOCLE/França, ANNA/Itália, Paulo e já foram iniciados os estudos e
CALCO/BRASIL, MARCAL em edição análise dos documentos audiovisuais. Quan-
preliminar para América Latina em 1976. to á utilização da ISBD (M) nos serviços
Considerando que o Controle Biblio- bibliográficos nacionais, temos uma lista
gráfico Universal será uma realidade, a de controle publicada em 1974 por Doro-
ISO providenciou a estrutura de um for- thy Anderson 1 evidenciando a aplicação
mato para intercâmbio de registro biblio- na Australian National Bibliography, Ca-
gráfico em forma legível à máquina e o mdian-Bibliography, Bibliographie de Ia
Grupo de Trabalho UNISIST/ICSU-AB France, Deutsche Bibliographie, South
compilou, em 1974, um "Manual de African National Bibliography, British
Referência para Descrição Bibliográfica National Bibliography e outras. A Library
Legível a Máquina" 12 of Congress e a National Library of Me-
Toda essa efervescência de normas, dicine aplicam as ISBDs (M e S) nas suas
padrões e formatos está sendo canalizada bibliografias.
para o novo código da catalogação que No Brasil, algumas bibliotecas estão
foi publicado em fins de 1978. No entanto, fazendo tentativas de aplicação das ISBDs,
a 2? edição do Anglo-American Cata porém, é no controle da produção bibUo-

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18 R.bras.Bjblíotecon.Doc. 12 (1/2): 15'-22, jan/jun.1979

gráfica que elas encontram seu objetivo além de preocupar-se com os detaUies
certo; pois a própria finalidade evidencia de registros do documento como é também
que essa estrutura internacional atende objetivo do CALCO, fomece condições
a 3 requisitos: para organização do acervo, pois faz o
1 — que a descrição bibliográfica produ- tombamento por unidade, apresenta eti-
zida ein lun país possa ser entendida quetas de tombo e para a lombada, produz
por outros países, eliminação da listagens de assuntos e palavras-chave,
barreira lingüística; faz recuperação da informação a pedido
2 — que as descrições bibliográficas pro- dos usuários, além de produzir todos
duzidas em cada país possam ser os catálogos do bibliotecário: identidade,
integradas nos catálogos ou lis- rubricas de assunto e controle de pala-
tagens de outros países; vras-chave, topográfico e tombo, e, para o
3 - que possam ser convertidas em público: autor, título e assunto;} apresen-
forma legível à máquina com o tando todos esses produtos êhi ficha,
mínimo de editoração. em catálogos impressos e em microfichas.
Em conclusão: "que os elementos São incorporados ao TAUBIP todos
que compõem uma descrição possam ser os tipos de documentos originais, quer
reconhecidos visual ou mecanicamente impressos, quer manuscritos ou miçro-
sem a necessidade de conhecimento de forma, nos vários níveis bibliográficos:
seu conteitdo" ^. monografias, seriados, multimeios, material
Nesse caminho certo, vê-se a Bi- cartográfico e outros e as reproduções
blioteca Nacional aplicando o Formato em micro ou macroformas. E prevista
CALCO 3 para registro de seu acervo e também a distribuição de volumes e
conseqüentemente produzir por compu- exemplares pela rede, localizando-os nas
tador a Bibliografia Brasileira, uma vez ramais, sucursais ou bibliotecas unidade,
que é responsável pelo depósito legal, quer da mesma cidade ou dos estados.
sendo atualmente publicada no Boletim O TAUBIP-1979 é compatível com o
da Biblioteca Nacional. Justifica-se a Formato CALCO-1978 e ambos por
aplicação das ISBDs nesse registro legível sua vez são compatíveis com o UNIMARC
à máquina porque a BN está engrossando que é a última versão do MARC, publicado
a fileira das bibliografias nacionais que em 1977. Aplica-se a ISBD (M) e aguar-
adotam os mesmos formatos, portanto da-se a consolidação das demais ISBDs
estão se coadunando com os princípios para incorporarem aos formatos, portanto,
do Controle Bibliográfico Universal. a estrutura do formato padrão para re-
Outra aplicação das ISBDs está gistro bibliográfico legível à máquina para
sendo feita no TAUBIP 11. intercâmbio de fitas está assegurada pelos
Esse programa de automação des- usuários do UNIMARC, que no Brasil
tina-se a uma rede de bibliotecas. Con- são representados pelo CALCO e pelo
ta com uma central de processamento TAUBIP. Os dois recentes grupos da
que controla a padronização de registros. IFLA estão estudando as analíticas e o
Aplica-se o método da catalogação coope- controle de autoridades. Futuramente
rativa respeitando-se a catalogação de será feita comparação desses estudos com
assuntos e classificação adotada em cada os resultados que estão sendo obtidos
unidade. A aplicação das ISBDs é funda- tanto pelo CALCO como pelo TAUBIP
mental para dar uniformidade à descrição que já antecederam aos documentos inter-
bibliográfica e pontuação convencionada nacionais e estão dando entrada no compu-
paia visualização dos campos. O TAUBEP, tador através de formulários desenhados

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síen
cm 1 gentilmente por:
Dinah Aguiar Poblacion As ISBDs e os Elementos de. Bibliográfico Universal 19

especiilcamente para esses problemas. a criatividade no "know-how" brasileiro


CALCO e TAUBIP acompanham a evolu- participando efetivamente do Controle
ção da marcha acelerada para registro Bibliográfico Universal e integrando-se
legfvel à máquina e em alguns casos inovam em sistemas e redes previstos nos progra-
processos pra resolver problemas concretos mas do UNISIST e do NATIS.
que se apresentam na prática, eis, portanto.

RECOMENDAÇÕES:

1) Que os sistemas nacionais de informação utilizem os formatos


internacionais para intercâmbio de informação e apliquem as
ISBDs para as descrições bibliográficas visando ao Controle Bi-
bliográfico Universal;

2) Que o Registro CALCO seja aceito como padrão para o inter-


câmbio de registros bibliográficos;

3) Que o Sistema TAUBIP seja aplicado nos sistemas regionais que


visam não apenas à descrito Übliográfica mas também à organi-
zação do acervo de centrais e dos componentes de uma rede de
informação.

QUADRO SINÕPTICO CRONOLÓGICO

1961 Conferência Internacional sobre Princfpios de Catalogação


IFLA Paris

1966 Catalogâçãio cooperativa da L.C. - Formato MARC evolu-


indo para MARC 11, MARC/UK (Grã-Bretanha), MARC/CA-
NADÁ, MONOCLE, ANNA, MARCAL, CALCO Washington

1967 Anglo American Cataloguing Rules (AACR) Washington

1967 UNESCO/ICSU - UNISIST Paris

1969 Código de Catalogação Anglo Americano (tradução em lín-


gua portuguesa) Brasília

1969 Reunião Internacional de Especialistas em Catalogação -


ISBD - IFLA Copenhague

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20 R.bras.Bibliotecon.DOC. 12 (1/2): 15-22, jan/jun.1979

1969 ISO - R961 (Implementação de fita magnética) Basel

1970 SNICT — "Metas e bases para ação do governo" Brasília

1971 ISBD (M) (edição preliminar) - IFLA London

1972 ISBD (M) (traduçlo em língua portuguesa — CBDPT/FEBAB São Paulo

1972 Formato CALCO Rio de Janeiro

1973 ISO 2709 (Intercâmbio de Infonnação Bibliográfica em fita


magnética) Basel

1973 Fomiato CALCO (2? edição) Rio de Janeiro

1974 ISBD (M) (1? edição) London

1974 ISDS (Sistema Internacional de Dados sobre Publicações em


série) - UNISIST Paris

1974 UNISIST/ICSU-AB (Manual de referência para descrição


bibliográfica legível a máquina) Paris

1974 UNESCO/FID/FIAB/CIA - NATIS Paris

1974 ISO 962 (Processamento de informação em fita magnética) Basel

1976 MARC AL (edição preliminar) Rio Piedras,


Puerto Rico

1976 TAUBEP (estudos preliminares) S.B. Campo

1977 ISBD (S), ISBD (NBM) e edição preliminar do ISBD (G) London

1977 UNIMARC

1977 CALCO/BN/CIMEC Brasília

1978 ISBD (G) e 1? edição do ISBD (PM) e do ISBD (A) Paris

1978 AACRII (2? edição do AACR) Washington

1978 CALCO/BN/CIMEC Brasília

1979 ISBD (AN) (início de estudo) e de Controle de Autoridades Paris

1981 Aplicação do AACR II Washington

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gentilmente por: 11 12 13
Dinah Aguiar Poblacion -- As iSBDs e os Elementos de. . Bibliográfico Universal 21

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Normalizada de monografias. Bolethi âe Ia Unesco para Ias Bibliotecas,
25:37-41,1974.

2 — ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE BIBLIOTECÁRIOS. Grupo de Bibliotecários


em Informação e Documentação em Processos Técnicos. ISBD (M) e o Có-
digo de Catalogação Anglo-Americano. São Paulo, 1978.

3 — BRASIL. Ministério de Educação e Cultura. Centro de Informática. Instruções


de preenchimento da folha para catalogação calco. Brasília, CIMEC/Bibliote-
ca Nacional, 1978. 239 p.

4 — CARNEIRO, R. Resumo e comentários relativos ao Prefácio e Notas introdu-


tórias do ISBD (M). (São Paulo) APB (1976) 10 fl. mimeo.

5 — Cataloguing Services Bulletin (2):3, Fali 1978.

6 — CÓDIGO de Catalogação Anglo-Americano. Trad. e adap. do texto norte-ameri-


cano editado pela ALA, por Abner Lellis Corrêa Vicentini. Brasília, Ed. dos
Tradutores, 1969. 528 p.

7 - CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE OS PRINCÍPIOS DE CATALOGA-


ÇÃO. Paris, 1961. Statement of principies adopted at the International Con-
ference. London, IFLA, 1961.

8 — GREN, S. EL NATIS: tema para los anos 70. Boletin\ de Ia Unesco para Ias Bi-
bliotecas 29 (3): 125-32,1975'.

9 — POBLACIÓN, D.A. et al. Catalogação referenciada aplicando as ISBDs para os


usuários de ciência da saúde. São Paulo, 1978. Apres. no VII Encontro de
Bibliotecários Biomédicos da Assembléia das Comissões Permanentes da FEBAB,
49, São Paulo, agosto de 1978.

10 — ROSENBAUM, M. Registro dei ISDS sobre publicaciones en serie. Boletin de


Ia Unesco para Ias Bibl. 32 (5):161-3,1978.

11 — SÃO BERNARDO DO CAMPO. Secretaria de Educação e Cultura. Divisão de


Bibliotecas e Projeto TAUBIP: automação de sistema de bibliotecas, em co-
laboração com a equipe da Divisão de Biblioteca da Prefeitura de S. Bernardo
do Campo. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DO-
CUMENTAÇÃO, 9., Porto Alegre, jub 1977. Anais, Porto Alegre, 1977. p.
330-52.

12 — UNISIST. Reference manual for machine — readable bibliographic descriptions.


Paris, UNESCO, 1974. 71 p.

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R.bras.Bibliotecon.DOC. 12 (1/2): 15-22, jan/jun.1979

UNISIST: í/nopíií dei studio sobre Ia possibilidad de estabelecer urt sistema mundial
de irtformación científica, realizado por Ia Organización de Ias Naciones Uni-
das para Ia Educación, Ia Ciência y Ia Cultura y el Consejo Internacional de
Uniones Científicas. Paris, Unesco, 1971. 40 p.

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Qucdídode e Ândise do

hformoçQO no Automoçoo

CDU 007.001.4(048) Alfredo Améiro Hcma **

Existe grande vantagem no processamento QUALIDADE E ANÁLISE DA INFOR-


integrado da informação bibliográfica MAÇÃO NA AUTOMAÇÃO
e temática, a qual necessita de
uniformização no processamento dos
vários tipos de documentos através da 1 - INTRODUÇÃO
padronização dos registros em formulários
e dos manuais de instrução. Para isso, as
atividades de organização, administração O momento atual caracteriza-se pelo
e disseminação de informações devem expressivo número de contribuições
estar interligadas. Da comparação entre o ao conhecimento e, como conseqüência, a
sistema de automação e o processamento grande quantidade de documentos. Des-
parcial e global, evidencia-se a prioridade taca-se também o fato de que a produção
da análise da informação como principal intelectual do ser humano neste século
suporte de entrada para o sistema. São supera o que foi produzido nos dezenove
necessários diferentes níveis de análise séculos anteriores.
da informação e uma boa equipe de Aíirma-se que o grande desafio é a
especialistas para esse procedimento. A possibilidade de bem aproveitar todo
situação da análise do conhecimento esse conjunto criando o ordenamento e
gerado no Brasil deve ser avaliada. eficiência de sistemas, orientados paia
a maior . acessibilidade às informações.
Portanto, pode-se concluir que o grande

* Trabalho apresentado no III Encontro


de Bibliotecas Públicas e Escolares do
Estado de São Paulo e V Encontro de
Bibliotecas Públicas do Interior do Es-
tado de São Paulo. São Bernardo do
Campo, março de 1979.
•• Consultor do Projeto TAUBIP. Professor
de Documentação do Departamento de
Biblioteconomia e Documentação da
ECA/USP. Diretor da Escola de Biblio-
teconomia de São Carlos.

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24 R.bras.Bibliotecon.Doc. 12 (1/2): 23-28, jan/jun,1979

problema nlo é tanto o de criar novos junto de equipamentos sem a grande


conhecimentos, mas dominar metodologias quantidade e melhor qualidade da infor-
que permitam obter a melhor qualidade mação.
na quantidade do saber humano que se
encontra disponfvel.
Para vencer este tipo de obstáculo, a 2 - PROCESSAMENTO INTE-
tecnologia tem proporcionado, a partir GRADO DA INFORMAÇÃO
da metade do século 20, eficientes instru-
mentos para auxiliar, através de meto- Um sistema de informação orien-
dologia bem perfeita de tratamento e tado para o controle e acesso aos documen-
análise da informação, o controle e acesso tos apresenta basicamente três tipos de
à acumulação de conhecimentos e os informação:
seus documentos. EstSo à disposição os a) informação bibliográfica ou des-
sistemas de computação eletrônica, de critiva;
micrografía e outros recursos propor- b) informação temática ou de as-
cionados pela tecnologia da informação. sunto;
Os recursos tecnológicos disponíveis c) informação administrativa.
apresentam peculiaridades bastante eficazes
na armazenagem e recuperação das infor- 2.1 Informaçéfo bibliográfica ou
mações e que correspondem, como pontos descritiva
principais, à rapidez e quantidade, como
resultado do processamento em alto Como conceito geral é aceito que a
nível de desempenho dos sistemas auto- informação bibliográfica conesponde à
matizados. descrição física do documento e que
Entretanto, os sistemas integrados permite a sua identificação no acervo.
pelas máquinas não possuem a inteligên- Este é o olqetivo das ISBDs. Tem como
cia para contribuir com a qualidade ou finalidade a caracterização do documento
melhoria da informação no processamento através da análise bibliográfica e indica-
automatizado. Constitui, então, verdade ção de itens como: autoria, título, edição,
básica que os sistemas de automação, imprenta, colação, notas de série, especiais
como produto final, oferecem sempre e outras.
a mesma qualidade de informação àquela A qualidade de análise exige uma
re lhe foi fornecida como entrada, forte consistência mediante decisões que
certo que a péssima informação não se se apoiem no pleno domínio dos tipos
alterará com o processamento pelo com- de documentos e suas características
putador, pois o produto final será também físicas.
péssimo. Estas afirmações podem parecer
óbvias, porém é válido enfatizar que os
sistemas de automação envolvem em si
dois fatores importantes, quanto à concep- 2.2 Informação temática ou de
ção e qualidade: assunto
a) sistema computacional;
b) sistema de informação. Pela evolução das metodologias de
organização dos documentos, conclui-se
Como conseqüência, há muita vali- que a descrição física não é suficiente,
dade em considerar que não adianta, devendo complementar-se com as descri-
para a eficácia do sistema, o melhor con- ções temáticas ou de assunto.

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cm 1 gentilmente por:
Alfredo Américo Hamar — Qualidade e Análise. Automação 25

Ainda, dentro do enfoque liistórico, ções do ser humano, toma-se difícil reunir
houve inicialmente a preocupação em num indivíduo a grande especialização
identificar o assunto em xmi nível geral. em vários setores do conhecimento. Este
Posteriormente, com a especialização das fato justifica, então, que a análise temática
coleções de documentos em determinadas ou de assunto em áreas especializadas,
áreas do conhecimento, surge a preocupa- e em nível específico, obriga a se contar
ção em descrever de forma mais detalhada com a colaboração constante e freqüente
os assuntos. de especialistas, exercendo as funções de
A informação temática ou de assunto analista de informação ou conhecimento.
corresponde, então, á identificação do
conhecimento contido no documento
visando tanto à sistematização na coleção 2.3 Informação administrativa
como à recuperação de informações
referenciais para a seleção, com pertinência A informação administrativa refe-
e relevância, dos registros documentários re-se aos itens necessários para controle
relacionados com um determinado ou patrimonial, atendimento, circulação dos
vários itens do conhecimento himiano. documentos, estatísticas e administração
Nessa orientação é desenvolvida a da imidade.
metodologia de representação temática
ou de assunto caracterizada em:
a) catalogação de assunto; 2.4 Integração da informação
b) classificação e indexação do as-
sunto. O sistema de informação, orientado
para o controle e acesso aos documentos,
Nos dois aspectos, é incluído, como deve-se adequar às qualidades da automa-
apoio importante, a condensação do ção procurando integrar, na armazenagem
assunto e que, de forma genérica, se e processamento, estes três tipos de infor-
qualifica como o resumo, nos seus dife- mação a fim de permitir diferentes recupe-
rentes tipos, e notas de conteúdo, aplicados rações, com variações alternativas de
alternativamente. informação, tanto a nível geral como es-
A análise e determinação dessas pecífico. O sistema, então, estará apto
informações se orientam em dois níveis, a responder perguntas deiitro de diferentes
relacionados com o tipo de recuperação: formulações em quaisquer situações de
a) nível geral; utilização pelos seus usuários.
b) nível específico.

Pode-se incluir no nível geral a recu- 2.5 Uniformização dos vários tipos
peração pela classificação e cabeçalho de documentos, acervos e suas
de assunto; no nível específico a recupera- informações
ção pela faceta (classificação facetada)
e palavras-chave (indexação por palavras). Para que o sistema de informação
Estes dois níveis envolvem decisões apresente uma alta qualidade, a coleção
com diferentes domínios de conhecimento. de documentos e informações referen-
O nível geral corresponde à exigência ciais deve conesponder aos mais variados
de uma cultura geral sobre o assunto tipos. Para essa finalidade é fundamental
e o nível específico obriga a uma forte procurar estabelecer uma linguagem con-
especialização de conhecimento. Nas condi- trolada de descrição e, de tal forma, que

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26 R.bras.Bibliotecon.DOC. 12 (1/2); 23-28, jan/jun.1979

todos OS seus itens estqam previstos conjunto para objetivos comuns, exige
em um formulário de registro das infor- que as informações e, como conseqüência
mações que entrarão no sistema. do processamento, os produtos atendam
Esta orientação obriga a uma forte às diferentes funções desenvolvidas em
padronização dos itens de informação cada unidade e em toda a rede.
bem como da estrutura de registro das Assim, a aplicação da automação
informações referenciais. Como conse- perderá a consistência e eficácia se, no
qüência, visando às diferentes alternativas seu planejamento, não forem consideradas
de recuperaçío, é indispensável a deter- as funçOes intemas, extemas e relaciona-
minação do conjunto de informações mento com as demais unidades, mediante
íixas e variáveis. critérios uniformes de orgarüzação, admi-
O formulário constituir-se-á no fator nistração e atendimento. A este respeito,
de uniformização das informações cor- a estrutura em rede obriga a existência
respondentes aos documentos e acervos, de manuais de serviços a serem adotados
como conseqüência da consistência e com- em todas as unidades integrantes.
patibilidade de formato a ser observado É básico, ainda, salientar as priori-
entre os componentes do sistema ou dades prevendo as seqüências de atividades
fontes alimentadoras para entrada das de apoio. Entre essas atividades, é de
informações. relevância orientar o maior esforço no
Os manuais, prevendo os detalhes registro de informações e a sua disponi-
de formatação e preenchimento, possibi- bilidade em quantidade e quaUdade para
litam a ação uniforme e padronizada justificar o processamento automatizado.
que, através dos múltiplos participantes Pode-se pensar, dentro dessa linlia,
e de forma descentralizada, atende ao que seria oportuno no âmbito de uma
requisito de quantidade e qualidade de rede ou mesmo antecedendo a sua forma-
informações exigidas por um sistema lização, se todos os serviços e institui-
eficiente de automação. ções — bibliotecas, serviços de documenta-
Significa, então, que um sistema ção e outros sistemas de informação - a
de automação s6 terá eficiência a partir partir de um determinado momento,
de um nível quantitativo de informações adotassem o registro em formulário padrão,
e participantes. A participação, por sua mesmo que as perspectivas de automação
vez, obriga à aceitação de um formulário não sqam tão imediatas.
padrão para uso comimi. Pode-se exemplificar, assim, que já
estamos no momento oportuno para
atender a padronização de formatos e a
conseqüente disponibilidade ampla de in-
3 - interligação da orga- formações compatíveis para automação,
nização, ADMINISTRA- desde que se decida utiUzar o "Formato
ÇÃO E ATENDIMENTO Calco" e o processamento automatizado
por região ou outra delimitação geográfica
e no regime de compartilhamento, servin-
O princípio de interligação é consi- do-se de imi sistema disponível que, no
derado não só sob o aspecto interno de caso, é o TAUBIP. Significa dizer que a
cada imidade participante como também análise e registro das informações, mesmo
do relacionamento ao sistema. para xmi processamento manual, realizados
O sistema completo de informação, em formulários, facilitam a disponibili-
no conceito de elementos agindo em dade quantitativa de infonnações, na

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Alfredo Amftrico Hamar — Qualidade e Análise. . Automação 27

qualidade própria para unia perspectiva 4 - ANALISE DA INFORMAÇÃO


de automação.
O maior desafio, quando um sistema,
O objetivo maior de um sistema de pelo processamento global, deve atender
automação são as informações e, por ao nível geral e específico de recuperação,
essa razão, o esforço deve concentrar-se é a análise e determinação das informações
na coleta e registro em padrões unifor- temáticas ou de assunto.
mizados. Este é o próprio espírito das Para o caso da descrição mais por-
ISBDs, visando ao intercâmbio e transfe- menorizada dos assuntos dos documentos,
rência corrente de informações para ofe- verifica-se que há necessidade de forte
recer benefícios importantes, entre os especialização de conhecimento.
quais se podem destacar o melhor controle Em conseqüência, toma-se funda-
bibliográfico e os catálogos coletivos. mental prever para os assimtos e documen-
A automação representa o meio de aper- tos mais profundamente descritos a cola-
feiçoar e não pode preceder, como impor- boração de especialistas e, na concepção
tância, a disponibilidade de informações do sistema de automação, com a missão
formatadas e padronizadas. específica de agirem como analistas de
Toma-se evidente que, através das informação ou de conhecimento.
alternativas de nível de informação - A colaboração consiste em elaborar
- tanto geral como específíca - as unida- resumos informativos, como atividade
des apresentam maiores recursos para mais imediata. Podem também se incumbir
melhor atendimento aos vários tipos de de outras análises mais voltadas para a
perguntas e usuários. avaliação e acompanhamento do conheci-
mento, através de contribuições como
A força de um sistema de automação revisão de literatura, orientação a fontes
deve apoiar-se na sua potencialidade de de informação, an^se de progressos e
processamento global e integrado de infor- estado-da-arte.
mação bibliográfica, temática e adminis- A interação entre o profissional
trativa, atendendo aos mais diferentes bibliotecário e o especialista constitui
produtos a partir de uma única entrada e ponto fundamental, mesmo na biblio-
arquivo central, disponível nos recursos teca pública, por exemplo, analisando
computacionais. a coleção de documentos históricos da
Não apresenta grande validade, sob o cidade ou região.
aspecto de automação, o planejamento
de atividades que cubram parcialmente
algumas funções da unidade e tão pouco 4.1 Situação da análise de infor-
a organização de um sistema com padrões mação no Brasil
fechados e compatíveis apenas para as
funções de uma unidade. Os produtos de informação e o
nível de atendimento de nossas unidades
A missão das unidades estará atendi- são ainda insuficientes com relação à
da quando efetivamente demonstrem a sua
qualidade de serviços e informações.
capacidade para o controle de todos os Poucos são os serviços existentes
documentos através de uma ação conjun- de resumos conentes e de análise de infor-
ta. Não é justificável a originaÚdade isola- mação. Praticamente inexistentes. Nossas
da, mas, sim, a criatividade e qualidade bibliografias, quando atualizadas, são ape-
do trabalho cooperativo ^ nas sinaléticas.

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28 R.bras.Bibliotecon.DOC. 12 (1/2): 23-28, jan/jun.1979

Há, desta maneira, insuficiente quali- ao estímulo que deve ser dado á análise
dade de infonnações referenciais em nosso de conhecimento gerado no país e, sele-
pafs. tivamente do exterior, tendo como produ-
Em muitas oportunidades, as infor- to, pelo menos, os resumos correntes
mações do país sâo recuperadas em fontes por áreas específicas de assunto.
estrangeiras, devido a baixa qualidade A soluçSo a este problema vem
ou inexistência das fontes de informações atender à verdadeira funçãío de um auto-
nacionais. matizado que, sem dúvida alguma, se
Este rápido diagnóstico, justifica a apoia na qualidade da informação, como
preocupação das nossas unidades quanto prioridade primeira.

BIBLIOGRAFIA

1 — DOYLE, Lauren B. Information retrieval and processing. Los Angeles, Melvil-


le PubL, 1975. 410 p.

2 — FOSKETT, A.C. A abordagem temática da informação. Trad. Antonio Agenor


Briquet de Lemos. São Paulo, Polígono, 1973. 437 p.

3 — HAMAR, A.A. Automação dos serviços de biblioteca e documentação no Brasil.


Brasília, 1975. 7 p. Trab. apres. VII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia
e Documentação.

4 — KENT, Allen. Information analysis and retrieval. New York, Becker and Hayes,
1971. 367 p.

Digitalizado IS.
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A BíbHogrofÍQ como CiêncÍQ:

do CrítícQ Textual
*
Q Biblíometrío

CDU 01:31 Edson Nery do Fonseao

A busca de informações bibliográficas, O que se entende freqüentemente por


embora importante como etapa inicial de pesquisa bibliográfica não passa de
qualquer estudo ou investigação que uma-procura de livros e artigos sobre
pretenda ser realmente original, não pode determinado assimto ou de determinado
confundir-se com a pesquisa bibliográfica. autor: trabalho que, na maior parte dos
A bibliografia consagrou-se como ciência casos, consiste em copiar informações das
pelas pesquisas literárias do inglês Alfred bibliografias, catálogos e outras fontes
Willian Pollard em torno dos "Shakcspeare de referência disponíveis; trabalho que se
FoUos and Quaftos" (1909). Em 1917, os resume, portanto, em fazer fichas.
também ingleses F.J. Cole e N.B. Eales Procurarei mostrar neste artigo que a
aplicaram a estatística na análise de uma bibliografia é muito mais do que isso,
bibliografia de anatomia comparada, desfazendo a confusão entre cópia de
fundando a bibliometria. As pesquisas informações e pesquisa, atividade que
bibliométricas reafirmaram a natureza supõe uma hipótese claramente formulada
científica da bibliografia, considerada e objetivamente testada.
pelo sociólogo Victor Zoltowski como Infelizmente, não dispomos, em
ciência concreta, cujo objetivo é recensear Kngua portuguesa, de uma palavra como
o universo dos livros em sua totalidade, tal
recherche — da qual derivou o inglês
como procede a demografm ao recensear a
research — cujo prefixo reforça o sentido
população. Analisando a "Bibliographie
dos verbos chercher e to search; mas a
de Ia France", Zoltowski lançou, em 1955,
significação original de pesquisa não
as bases de uma bibliometria
macrobibliográfica. Com o advento dos
índices de citações (Science Citation Index * Conferência proferida em São Paulo, em
em 1963 e Social Sciences Citation Index 1975, paia o Cuiso de atualização promovido
dez anos depois), surgiu a bibliometria pela APB e Cybertheke. Publicada com o
título O que ieo que não é pesquisa biblio-
microbibliográfica. O possível e desejável gráfica, na Revista do Arquivo Público de
aparecimento de um índice de citações Recife, V. 29, n. 31, p. 4-10, dez. 1979.
em Humanidades permitirá a reconstituição Nesta revisão paia RBBD, o autor acres-
das cadeias de citações imaginadas por centa tiês notas e dedica o artigo à memória
de Joige Peixoto.
Henri Lefebvre. E com essa reconstituição,
muitas retificações poderão ocorrer na * * Professor titular do Departamento de Biblio-
história das idéias. teconomia da UnB.

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30 R.bras.Bibliotecon.DOC. 12 (1/2):29-38,jan/jun.1979

justifíca o amplo sentido com que a palavrá procuro tirar da bibliografia o seu aspecto
vem sendo usada, pois sua etimologia de pura técnica ou mesmo de simples
é o latim perquirere - perquiiir, investigar ciência auxiliar, para ressaltar sua condição
com escrúpulo, indagar, inquirir minucio- de ciência com objetivos próprios,
samente — através do espanhol peíquisa, talvez mais válida, como tal, do que a
definida pela Real Academia como "infor- própria biblioteconomia, que seria antes
mación o indagación que se hace de una uma arte, como até a medicina vem sendo
cosa para averiguar lã realidad de ella considerada por alguns autores (8, p. 63,
o sus circunstancias". 129 et passim).
Nlo estou negando — note-se bem — Neste sentido, aplicam-se à antibi-
a utilidade desse tipo de trabalho, que bliografia as palavras com as quais, em
é ou deve ser a fase preliminar de qualquer obra recente, Attali e Guillaume justifi-
pesquisa cientifica, para evitar redes- cam a antieconomia; "Os manuais clás-
cobertas ou reinvenções. Em Socio sicos, em especial, continuam descrevendo
dinâmica da Cultura, Abraham Mo- impertubavelmente as mesmas teorias aca-
les inclui essa busca de informações no dêmicas, adornadas, por vezes, para se
próprio "tempo de gestação" das obras colocarem ao sabor do dia, com alguns
culturais. Para ele, a busca de informações novos desenvolvimentos que Udam margi-
consome de um terço a metade do "tempo nal e superficialmente com as questOes
de gestaçío", pois é preciso testar docu- que estão na moda. Ao formarem as
mentariamente as idéias que surgem em fiituras gerações de economistas, de exe-
nosso espírito, para verificar se elas são cutivos, de professores, contribuem para
realmente originais (H, p. 734). Mas reproduzir representações econômicas ul-
não é admissível que se continue chamando trapassadas; é por isso que este livro é,
pesquisa bibliográfica a uma simples em primeiro lugar, imia crítica da forma e
procura de informaçOes, por mais cuida- da essência do ensino tradicional da ciên-
dosamente planqa^ e exaustivamente cia econômica" (2, p. 7).
estudada que tenha sido. Foi no início do século XX que a
O mais grave, porém, é que essa bibliografia debcou de designar apenas
acanhada concepção de pesquisa biblio- uma "lista de livros" para ser encarada
gráfica vem S&ndo veiculada pelos próprios como ciência ctgos precursores são três
professores de bibliografia. Parafraseando notáveis bibliotecários do British Museum:
o desabafo de Manuel Bandeira em sua Alfredo William Pollard (1859-1944), Ro-
Poética, direi que estou farto dessa biblio- nald Brunlees McKerrow (1872-1940) e
grafia raquítica, sifilítica e subdesenvol- Walter Wilson Greg (1875-1959). O último
vida, com seus repertórios, suas fidias chegou a receber o título de Cavaleiro do
e bizantinas discussOes sobre Johann Império Britânico, ficando seu nome
Tritheim ou Conrad Gemer, cujas obras ornado com imi elegante Sir.
ninguém viu entre nós. Sinto-me até Estes ingleses, aliás, não fizeram
tentado a propor, de acordo com o espírito mais do que restaurar uma tradição que
contestatário de nossa época, uma anti- remonta à célebre Biblioteca de Alexan-
bibliografia a juntar-se à antipsiquiatria dria, cujos diretores foram notáveis erudi-
dos Foucault e dos Laing ou à antiecono- tos, como Zenódoto de Éfeso, Aristófa-
mia dos Attali e dos Guillaume. nes de Bizáncio, Aristarco de Samotrá-
Por que esta contestação? Pelo cea, Calímaco de Cirene, Apolônio de
puro prazer de contestar? De modo ne- Rodes, etc. De Zenódoto, por exemplo,
nhum! Com a antibibliografia proposta, sabemos que foi quem primeiro estabe-

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Edson Nery da Fonseca — A Bibliografia como Ciência. . à Bibíiometria 31

leceu o texto das obras de Homero, divi- erravam porque seus olhos "caminhavam"
dindo-as em 24 livros cada uma. mais depressa do que suas mãos. Entre-
À semeUiança de outras ciências, a tanto, a má leitura e a má transcrição
bibliografia começou com uma descober- de textos não existiu apenas na época
ta: a da relação entre a primeira e as dos manuscritos. Com todos os progres-
edições subseqüentes das obras dramáticas sos alcançados pelas técnicas de impres-
de Shakespeare. E assim como o austrfa- são, ainda hoje encontramos erros nos
co Johann Gregor Mendel tomou-se o textos modernos mais caprichados, como
pai da genética pela publicação, em 1866, são os das enciclopédias. Em sua obra
do seu famoso trabalho sobre hibridaçfo A new introduction to bibliography,
de plantas, PoUard pode ser considerado publicada em 1972, Philip GaskeU —
o pai da bibliografia textual — por alguns — professor e bibliotecário do Trinity
também chamada histórica, cntica ou College - observa com razão: "Não há
descritiva - com seu estudo Shakespeare motivo para confinar a bibliografia aos
folios and quartos, publicado em 1909 26 documentos escritos. Todos os documen-
O exemplo da genética não aparece tos, manuscritos ou impressos, estão
aqui por acaso. Existe uma analogia entre compreendidos na província do biblió-
esta ciência e a bibliografia, na medida grafo; e deve ser acrescentado que os
em que ambas procuram estabelecer se- propósitos e procedimentos da bibliogra-
melhanças e diferenças: a primeira entre fía se aplicam não apenas aos livros ma-
organismos aparentados biologicamente e a nuscritos e impressos, mas também a qual-
segunda entre as sucessivas edições de quer outro documento, disco, fita ou
uma obra. Abra-se um simples manual filme: documentos que, por serem re-
de bibliografia textual e ver-se-á como os produzidos, são susceptíveis de propor-
esquemas de sucessão de textos manus- cionar diferentes versões e variantes"
critos e impressos se assemelham aos de 1).
transmissão hereditária (13^ p. 31.37, Não se pense que a bibliografia
40, 42 e 43). Para citar as palavras de Sir textual só tenha aplicação nos autores
Wdter Greg: "Books are the material chamados clássicos. O Brasil precisa de
means by which literature is transmited; muitos especialistas para o fascinante
therefore! bibliography, the study of e até agora pouco explorado trabalho de
books, is essentially the science of the estabelecimento dos textos de seus es-
transmission of Uterary documents" (26^ critores antigos e modernos. Um tra-
p. 15, grifos nossos). balho como esse pode e deve ser carac-
Existem várias outras analogias entre terizado como pesquisa bibliográfica e o
a ciência biológica e a ciência bibliográ- que ele apresenta de mais avançado é a
fica. Albert C. Clark tem um livro inti- possibilidade de sua automatização. Em
tulado Descent of manuscripts (Oxford, artigo publicado em 1965, o beneditino
1918). Fala-se também na árvore genea- Dom Jacques Froger apresentou suges-
lógica dos manuscritos e impressos, tec- tivo estudo recapitulativo - state-of-
nicamente denominada estema. Fala-se -the-art report, como dizem os norte-
igualmente de manuscritos que têm n -americanos — sobre "a máquina eletrô-
descendentes da primeira geração ancestral, nica a serviço das ciências humanas",
chamado tecnicamente de arquétipo", em publicando trés anos depois um estudo
exemplares contaminados por erros dos mais específico (9a).
copistas. Somente a documentação manuscri-
Costuma-se dizer que os copistas ta e impressa existente na Biblioteca

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32 R.bras.Bibliotecon.DOC. 12 (1/2): 29-38, jan/jun.1979

Nacional do Rio de Janeiro e no Insti- Existem ainda outro tipo de pesqui-


tuto de Estudos Brasileiros da Univer- sa que dá à bibliografia categoria cien-
sidade de Sfo Paulo, por exemplo, daria tífica. Refiro-me às análises bibliomé-
para ocupar muitas equipes de pesquisa- tricas resultantes di aplicação da esta-
dores especializados em bibliografia tex- tística à bibliografia. Segundo Alan Prit-
tual, durante várias gerações. Trata-se, chard, os precursores foram os ingleses
portanto, de especialização promissora, F.J. Cole e N.B. Eales quando, em 1917,
que um dia pode até constituir-se em analisaram a bibliografia de anatomia
curso independente do de biblioteconomia. comparada. Essa análise foi comentada
Ou interdependente deste, como seria por outro inglês — E.W. Hulme — num
mais apropriado dizer-se de especializa- livro publicado em 1923 e em cujo título
ções afins e mesmo não-afins. aparece pela primeira vez a expressão
Nosso país possui, neste campo, "bibliografia estatística": Statistical bi-
uma tradição infelizmente interrompida: bliography in relation tp the growth of
a da admirável equipe de técnicos e erudi- modern civilization . '
tos que qudou Benjamin Franklin Ramiz Engana-se Pritchard, entretanto, ao
GalvSo a reformar a Biblioteca Nacional, afirmar que a expressão passou vinte e
entre 1870 a 1882, período durante o dois anos ignorada, até ser novamente
qual publicaram-se edições importantes empregada por Charles F. Gosnell e L.M.
como a da Prosopopeia de Bento Tei- Raisig. No seu Traite de documentation,
xeira, a Arte da gramnútica da língua publicado em 1934, Paul Otlet aborda o
brazilica da nação Firiri, do Padre Ma- assunto num capítulo intitulado "Le
miami, a Flora Fluminensis de frei José Livre et Ia mesure. Bibliométrie" e no
Mariano de Conceição Velloso e outras, qual já se fala em biblio^afia estatística^'^,
avulsas ou incluídas nos Anais da Biblio- p. 13-22). E Bradford não pode ser igual-
teca Nacional, iniciados em 1876. mente esquecido entre os precursores da
Rubens Borba de Moraes e Rose- bibliometria, pois sua famosa lei, pela
marie Erika Horch são, no Brasil, os primeira vez formulada, em 1934, baseia-
únicos bibliotecários que mantêm ainda -se na análise estatística de um a biblio-
viva essa tradição. Do primeiro é essa grafia especializada ^.
prestimosa Bibliografia brasileira do perío- Muitos estudos bibliométricos foram
do colonial, que tem, entre outros méri- realizados com base na lei de Bradford
tos, o de identificar as edições da obra e até já começam a aparecer, no Brasil,
de Tomás Antônio Gojizaga MaiMia de dissertações de mestrado na mesma linha
Dirceu. Muitas outras obras de grande de pesquisas. Tanto já se escreveu sobre o
interesse para a história da literatura, assunto que é perfeitamente previsível o
da ciência e da arte brasileira estão re- aparecimento de uma análise bibliométri-
ferendadas na mesma bibliografia de ca da lei de Bradford baseada na própria
Borba de Moraes. Elas são a matéria- lei de Bradford. Ultimamente, entretanto,
-prima potencial de edições críticas e ela começou a sofrer restrições, quanto à
estão á espera de bibliógrafos que conhe- sua ambigüidade 31 e até com relação à
çam, não apenas as normas da ABNT, sua validade científica. Em artigo recente,
mas a ciência da bibliografia textual, André Chonez chega a falar em "impos-
como Rosemarie Horch, exímia catalo- tura pseudo-científica" ^.
gadora dos incunábulos da Biblioteca Podemos classificar as análises bi-
Nacional e exploradora dos cimélios da bliométricas em micro-bibliográficas e
Coleção Barbosa Machado. macro-bibliográficas. Denominamos micro-

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Edson Nery da Fonseca — A Bibliografia como Ciência. . . á Bibliometria 33

-bibliográfica a análise de artigos de perió- tação tabular, indicando: autor citado,


dicos, tal como foi pela primeira vez autor citante, ano da publicação citada,
realizada por Coles e Eales (1917), Hulme ano da citação, volume e página. Com
(1923) e Bradford (1934). Mais recente- todas as suas listagens, um índice de ci-
mente, surgiu outro tipo de análise que eu tações permite responder se determinada
diamaria de ultra-mlcro-bibliográfica, pois nota prévia já foi expandida em artigo,
se exerce sobre citações contidas em se determinado livro já foi objeto de uma
artigos de periódicos. recensão crítica (book-review), se deter-
As análises de citações identificam minada teoria já foi confirmada, se deter-
redes que se constituem na infraestru- minado método já foi aperfeiçoado, se
tura da Ciência da Informação. Elas como determinada sugestão já foi testada, se
que escancaram a nossos oUios todo o determinada patente foi citada, se existe
processo de organização do conhecimento, nova síntese para determinado composto
revelando, como salienta Manfred Kochen, químico ou se sua atividade biológica
relações entre novas e antigas informa- foi devidamente confirmada, se determi-
ções (13 p. 139). Os precursores da nado produto foi clinicamente avaliado,
análise que estou denominando de ultra- se determinada idéia é original, se existem
-micro-bibliográfica são todos norte-ameri- outros pesquisadores trabalhando em deter-
canos: Eugene Garfield, M.M. Kessler, minado campo, quais os mercados poten-
Charles Osgood, Derek de Solla Price e ciais para determinado instrumento, que
outros, citados * no estudo recapitula- obras foram publicadas por determinada
tivo deste último, intitulado "Network instituição, quais as obras mais recentes
of scientifíc papers" 22. de determinado autor e em que obras
As mais importantes conquistas neste coletivas ele colaborou, etc.
campo sfo o Science Gtation Indec, Se dentro de mais alguns anos
iniciado em 1963 e o Social Sciences surgir o Humanities Gtation Indec , o
Gtation Indec, cuja publicação começou ciclo se completará, concretizando um
em 1973. O índice de citações pode ser sonho do grande pensador Henri Lefebvre,
brevemente definido como uma lista- de que em 1967 escreveu estas palavras
documentos citados por um documento. proféticas: "Uma triagem maliciosa das
No caso do Science Gtation Indec e do publicações nimia determinada especiali-
Social Sciences Gtation Indec, as listas dade (digamos a sociologia) nos apresenta-
indicam citações contidas em coleções ria muitas surpresas. Seria possível re-
de documentos, somente possíveis por constituir as cadeias de citações. Perce-
meio da tecnologia eletrônica. Ambos beríamos quão raramente se introduz nos
são publicados trimestralmente e acumu- textos uma idéia nova; encontraríamos
lados anualmente em volumes encader- onde determinada idéia foi introduzida,
nados pelo Institute for Scientifíc Infor- por quem, aquilo que ela se tomou, como
mation, de Filadélfia. ela se metamorfoseou, onde morreu,
Os índices das citações estão divi- onde está seu túmulo (...). O estudo das
didos em três partes: Gtation Indec citações pressupõe grandes meios, dinheiro,
(onomástico), Source Indec (documentos máquinas. É imi mimdo bem grande, o
editados por instituições, documentos da coisa escrita. Que amontoado gigan-
anônimos, patentes e documentos de tesco de papel impresso! A grande pesquisa
autoria individual) e Pennitterm Subject que lembramos aqui reduziria esse monte
Index (índice temático em cadeia). A ao revelar todos os textos que parafraseiam
parte 1 Gtation Indec tem apresen- outros textos, ao remontar às palavras

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34 R.bras.Bjbliotecon.DOC. 12 (1/2): 29-38, jan/iun.1979

originais. Que restaria daquele amonto- revistas gerais e de outras especializações.


ado? O livro absoluto, tio procurado, Vqamos o que disse e, sobretudo,
tfo sonhado. Deixaremos a cada um dos o que fez Victor Zoltowski. Para ele a
leitores o prazer de compor esse livro. bibliografia é uma "ciência concreta"
Quanto a nós, continuamos a imaginar que tem por objetivo "recensear o mundo
essa triagem, que exigiria o emprego dos livros na sua totalidade, do mesmo
das técnicas quantitativas mais modernas: modo pelo qual a demografia procede
enimieração, freqüências" (15, p. 182-^ com o recenseamento da população"
Esta longa citação mostra que (32^ p. 175). O estudo consiste numa
dificilmente se exagera a importância dos análise da Bibliographie de Ia France
índices de citações, somente possíveis — criada em 1811 por um decreto de
- repetimos — pelo processamento ele- Napoleão I - desde seu início em 1812
trônico de dados. Se me disserem que não •>té 1900.
dispomos, no Brasil, de recursos para Tal análise permitiu a Zoltowski
fazer o mesmo eu responderia com a identificar movimentos culturais, comple-
indicação do tempo ocioso da maior tando, esclarecendo e mesmo retificando
parte dos computadores existentes no informações dos historiadores das idéias,
país. das letras e das artes. Assim — esclarece
Lamento não poder deter-me com Zoltowski - "introduzindo a bibliografia
mais vagar sobre o assunto porque isso como ciência concreta e a estatística
requereria, no mínimo, outro artigo. bibliográfica que a toma quantificável,
Recomendo, porém, a leitura da contri- pode-se estudar, através dos séculos,
buição de M.V. Maün em Library Trends certos problemas sociológicos sobre o
de janeiro de 1968 (' *) e o verbete que mesmo terreno e com o mesmo método"
Melvin Weinstock escreveu para zEncyclo- (32.P.183).
pedia of library and information science 30. Ignoro se análises bibliométricas
Na análise que denominei de macro- semelhantes à de Victor Zoltowski foram
bibliográfica, a matéria prima é a biblio- feitas em outros países, tendo como
grafia nacional de determinado país. Ela base as respectivas bibliografias nacionais. 1
foi pela primeira vez intentada pelo soció- Sou orientador de imia dissertação de
logo Victor Zoltowski. Tomei conheci- mestrado em Ciência da Informação
mento da existência deste autor através cuja autora - a bibliotecária pernam-
de uma citação de pé-de-página do livrinho bucana Ivanilda Fernandes da Cunha, da
de Louise-Ntíellel Malclès sobre a história Universidade Federal de Pernambuco -
da. bibliografia (17)^ p. 13). Parece-me - está analisando, com idêntico objetivo,
injustificável que um trabalho tão impor- o Boletim Bibliográfico da Biblioteca
tante para a bibliografia sqa desconhecido Nacional do Rio de Janeiro. Trata-se,
pela maior parte dos bibliotecários. Tal evidentemente, de uma amostragem muito
desconhecimento se explica - embora de precária, considerando-se que o depósito
modo algum se justifique - pelo fato legal somente é cumprido, no Brasil,
do estudo a que me refiro haver sido por um número muito reduzido de edi-
publicado nimia revista de sociologia, tores. Para comprovar esse escandaloso
constituindo-se, por isso, numa lição fato, basta comparar com a Library of
para todos nós; a de que não basta con- Congress Accession List :Brazil, publicação
sultar as revistas de nossa especialização, bimestral iniciada em janeiro de 1975,
pois como demonstrou Bradford, os ar- de acordo com o programa nacional de
tigos especializados estão dispersos por aquisição e catalogação dos Estados Unidos

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Edson Nery da Fonseca — A Bibliografia como Ciência. à Bibliometria 35

e graças ao Library of Congress Office bibliografia internacional sejam apresenta-


do Rio de Janeiio.2 das de acordo com as novas normas para
Sempre me pareceu que a biblio- descrição bibliográfica de monografias
grafia nacional de um país com as dimen- (ISBD-M) e de publicações periódicas
sões continentais e os contrastes cultu- ÒSBD-S); e, no caso do UMSIST, segundo
rais do Brasil devia ser descentralizada os modelos do seu manual de referência
por grandes Estados — como Sfo Paulo, (vide bibliografia).
Paraná e Minas Gerais, por exemplo — e Para concluir, de acordo com o
por grandes regiões como as do Norte, título deste artigo: a procura de informa-
Nordeste e Centro-Oeste, coordenadas, ções e a cópia de referências, embora
as destas, pelas respectivas superinten- importante como etapa inicial de qualquer
dências regionais de desenvolvimento trabalho científico, nlo pode ser conside-
(SUDAM, SUDENE e SUDECO). rada pesquisa bibliográfica, expressão que
Se o Controle Bibliográfíco Universal designa (1) a correta identificação de
admite, como assinala Dorothy Anderson, textos e seu estudo comparativo, para
bibliografias regionais de âmbito inter- determinação do arquétipo e suas variantes;
nacional (1, p. 30, item 11.3 e p. 39, (2) as análises bibliométricas cujo objetivo
item 14.4), parece lícito supor que biblio- é a comprovação ou retificação da his-
grafias estaduais e regionais como as tória das idéias, tanto (2.1) pelo relacio-
aqui propostas serão bem acolhidas tanto namento entre documentos citados e
pelo referido programa como pelo documentos citantes como (2.2) pelo
UNISIST. A exigência natural de ambos recenseamento ideográfico de bibliogra-
é que as contribuições nacionais a uma fias nacionais:

NOTAS

1 - Depois de escrito este artigo, tomei conhecimento de uma interessantíssima tese


apresentada à Universidade de Paris por Robert Estivais: La bibliometrie biblio-
graphique (Lille, Service de Reproduction des Theses de l'Université de Lille,
1971. 2 t.): estudo exaustivo e fundamental. Recentemente, publicou-se outra
obra importantíssima: Literature and bibliometrics, by David Nicholas and Mau-
reen Ritchie (London, Bingley;Hamden, Linnet Books, 1978. 183 p.).

2 - A dissertação de Ivanilda Fernandes da Cunha Rolim foi defendida e aprovada


no curso de Mestrado em Biblioteconomia do Instituto Brasileiro de Informação
em Ciência e Tecnologia/Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1977. Iva-
nilda Rolim acaba de traduzir o trabalho de Zoltowski, a sair em 1979, possi-
velmente pela Editora Cultrix.

Digitalizado
cm 1 gentilmente por:
R.bras.Bibliotecon.DOC. 12 (1/2): 29-38, jan/jun.1979

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Reference manual for machine readable hibliographic descriptions... comp. by
M.D. Martin. Paris, Unesco, 1974. 71 p. (SC. 74/WS/20).

29 — VARET, Gilbert. Historie et savoir; introduction théorique à Ia bibliographie;


les champs articules de Ia bibliographie philosophique. Paris, Les Belles Lettres,
1956. 225 p. (Annales Litéraires de l'Université de Besançon, 12).

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Sociologique 1952. Paris, Pressas Universitaires de France, 1955, p. 163-206.

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Le^ícogrofÍQ: Umo btroduçoo

Qo Estudo de DkíonQrios *

CDU: 801.132 Jcndro Batista de Assurxõa *

Estudo dos dicionários como objetos 1 - DICIONÁRIOS: NATUREZA,


manufaturados e como discurso FUNÇÃO, DEFINIÇÕES
pedagógico. Tipologia segundo os objetivos
de cada tipo e quanto à natureza, dicionário é um "objeto manufa-
densidade e alcance do léxico. Estrutura turado" que responde às exigêndas
do artigo de dicionário. Problemas relativos de informação e de comunicação de uma so-
a definições: fazer corresponder a uma ciedade. É um instrumento de educação
unidade lexical "n"signos, no interior permanente. É ponto de referência entre
de "n"discursos. Comparação entre a Ungua e a ciência, entre a Ifngua e a
dicionário e Thesaurus. Do ponto de vista cultura. É uma obra de segunda mão:
da Informática, o thesaurus tem objetivos um texto sobre outros textos. É um livro
próprios, diferentes dos thesauri de língua de consulta, onde as informaçOes são
— que diferem dos dicionários, apenas apresentadas segundo a nomenclatura das
quanto á abrangência do léxico. Mas o unidades lexicais. O dicionário de Robert
thesaurus de Roget (1852), apesar de dá a seguinte diflnição de dicionário: 1
ser dicionário de língua, apresenta certas "Elenco de palavras de uma Ifngua, arranja-
peculiaridades: as lexias são arranjadas das em ordem alfabética ou segundo uma
por categorias e o objetivo é mostrar o classificação que permita encontrá-las fa-
relacionamento entre idéia/palavra; em cilmente."
Informática, o thesaurus é um instrumento Podemos afirmar, então, que os
de controle terminológico, cuja finalidade dicionários podem e devem ser analisados
é precisar assuntoIdescritor. Conclui [ como uma "praxis", como um material
que estudos teóricos sobre a construção de consumo imprescindível à sociedade
e manutenção dos thesauri só podem ser e com todas as implicações comerciais
desenvolvidos se baseados na teoria
semântica, ou seja, nas relações entre
os planos de "conteúdo e expressão". * Trabalho de pós-gtaduação apresentado
á Piofa. Dra. Maria Aparecida Barbosa,
da disciplina Lexicogralia Estrutural, da
FFLCH/USP, no 2? semestre dè 1978.
** Mestre em Ciência da Informação pelo
IBBD. Pós-Graduanda em Lingüística na
FFLCH/USP. Profa. de Classificação da
ECAAJSP.

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40 R.bras.Bibliotecon.DOC. 12 (1/2): 39-50, jan/jun.1979

dos outros produtos manufaturados: custo, garantia da Norma que representa a comu-
concorrência, especulação sócio-cultural. nidade ideal. Portanto, o dicioná"rio pode
Mas os dicionários podem ser vistos ser considerado como uma instituição
também como um texto, como uma social cuja função é definir a norma lin-
obra literária, ou mais precisamente, güística. E tais regulamentos comportam
como um discurso pedagógico e didático. sanções. O dicionário autoriza palavras,
A redação do dicionário se define como construções, sentidos integrando-os ao
uma aite (ou uma técnica?). O lexicó- uso da comunidade. Contrariamente ele
grafo deve seguir regras formais específi- condena ou despreza rejeitando certos
cas do discurso pedagógico que fazem do usos. A sanção mais decisiva é a rejeição.
dicionário um enunciado lexicográfico. Uma lexia só é considerada como perten-
O lexicógrafo toma como objeto do seu cente a norma, quando aparece nos dicio-
discurso "o que se diz da língua ou da nários. A rejeição é feita também através
cultura", segundo ele pretenda responder de anotações ou rubricas específicas
questões sobre a utilização de "palavras junto às lexias: "neologismo", "dialeto",
e frases aceitáveis", ou sobre "coisas" "arcaísmo" ."familiar"...
denotadas (ciência e técnica) às quais se E preciso notar também que alguns
referem o léxico. Deste ponto de vista, dicionários ditos de uso, rejeitam certos
Dubois' diz que o lexicógrafo é um julgamentos normativos: a norma de gru-
lingüista. Ele deve se referir explícita pos ou de ideologias que possain ser consi-
ou implicitamente a uma teoria lingüís- deradas como as de uma comunidade
tica de onde procede sua análise. Ele é tradicional e ultrapassada. Mas de um
também um antropólogo que define uma modo geral, os dicionários tem caráter
certa cultura, uma civilização; pode ser coletivo e não temporal. Ele se identifica
um jurista, um geólogo, imi médico etc., com a língua nacional e com a comuni-
segundo a área do conliecimento que é dade ideal. O ensinamento dado não
levado a defíiiir. comporta tolerância. A resposta dada a
Há certa contradição entre a atitude uma consulta não comporta ambigüidades.
pedagógica e normativa do discruso didá- Aí aparece o caráter moral dos dicioná-
tico e a atitude científica e polêmica rios. Trata-se de uma diferença importante
de um dicionário. A definição de palavras entre o discurso científico e o discurso
ou expressões implica necessariamente pedagógico. O discurso científico apre-
numa posição teórica ou ideológica. A senta uma tese, tenta falsear aquela à
introdução de uma dialética ideológica qual ele contesta, e oferece base para
ou cultural é feita consciente ou incons- uma possível verificação, No discurso
cientemente pela seleção ou elaboração pedagógico nem a língua, iiem a cultura
dos exemplos e pela conceituação de registrada são objetos de uma tese. O
determinadas lexias: estruturalismo, mar- lexicógrafo desaparece no anoitímato, con-
xismo, psicanálise, etc. Mas são sobretudo fundindo-se com a comunidade que ele
os exemplos que engajam ética ou esteti- representa.
camente o lexicógrafo. Os exemplos
formam um conjunto de "asserções" sobre
o mundo que implicam na ideologia da 2 - OBJETIVOS E TIPOLOGIA
comunidade com a qual o lexicógrafo
se identifica. O lexicógrafo é o interme- Os dicionários visam sobretudo pre-
diário entre a Sociedade e os leitores. encher a uma lacuna ue conhecimento
Seus enunciados têm força de lei. É a que existe entre seus utilizadores (usuários.

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Jandira Batista de Assunção — Uma Introdução. Dicionários 41

leitores) e a comunidade que representam, coisa significada pelo léxico;


quer seja de um ponto de vista lingüístico, dados ideológicos ou culturais —
cultural ou cientffíco. Eles facilitam assim dicionários de "coisas", dicio-
a comunicação lingüística ou científica nário enciclopédicos.
contribuindo para nivelar a competência
dos falantes. Dentro desta abordagem, c) Natureza da língua: língua origi-
podemos analisar os objetivos dos dicio- nal, derivada (cible) ou correlata:
nários sob quatro aspectos: Dic. monolíngües ou unilíngües
I. Valorizar o comportamento ver- Dic. bilíngües ou plurilíngües (po-
bal, desenvolvendo ou aperfeiçoando os liglotas)
meios de expressão pela análise semântica, d) Densidade da nomenclatura em
sintática, morfológica ou fonética da relação ao léxico:
dicionários monolingües. Dic. extensivo — totalidade do lé-
II. Traduzir de modo satisfatório xico (thesauri)
mensagens, sentido, permitindo ultrapassar Dic. intensivos - totalidade de
as barreiras encontradas num enunciado informações sobre uma lexia ou
em língua estrangeira: dicionários bilin- expressão sintagmáticas.
gües. e) Modelo genérico: Alain Rey
III. Decodificar corretamente normas criou um modelo teórico, gerativo, conce-
sociais ou científicas de diferentes imi- bido para descrever toda a atividade le-
versos de discursos. Ampliar a competên- xicográfica, a partir dos traços funda-
cia lingüística com relação à compreensão mentais e estáveis, aplicáveis a qualquer
do léxico de grupos diversos daquele a tipo de dicionário. O modelo não foi
que o leitor pertence ou dos campos de baseado na história ou numa visão de
experiência que domina: dicionários téc- conjunto dos dicionários observados, con-
nicos ou de assuntos. forme vem sendo feito até o momento.
IV. Aumentar ou desenvolver o A análise é tão geral quanto possível e
saber sobre o mundo, através de infor- o foco principal são os dados geradores,
mações mais completas sobre os dados chegando-se a um número reduzido de
da experiência em qualquer área do conhe- elementos considerados essenciais e cons-
cimento : dicionários enciclopédicos. tantes a todos os tipos já identificados. 3
I
Podemos definir uma tipologia dos Todos os lexicógrafos reconhecem
dicionários por meio de imia abordagem que os dicionários são quase sempre
diferente, usando critérios para a classi- heterogêneos em relação a estas classi-
ficação dos mesmos, dos quais selecio- ficações. Há uma continuidade do dicio-
namos os seguintes: nário de língua no dicionário enciclopé-
a) Quanto ao domínio, o alcance dico e do dicionário técnico no de língua
do léxico: padrão, o que dá origem a diferentes
todo o léxico: dicionários gerais formas intermediárias. Usando a combi-
parte do léxico: dicionários espe- nação das duas características principais, —
cializados (técnicos ou de as- mais ou menos lingüísticos ou, mais
sunto) ou menos enciclopédicos (de coisas) — te-
b) Quanto à natureza das informa- remos;
ções oferecidas sobre o léxico: / + enciclopédico/ / - lingüístico/ dic.
- palavra da língua; definições técnicos, de assunto
semânticas e sintáticas: dicioná- / + enciclopédico/ / + Ungüístico/ dic.
rios de língua enciclopédico

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42 R.bras.Bibliotecon.Ooc. 12 (1/2): 39-50, jan/jun.1979

4. Nomenclatura
Léxico ordenada.

5. Inf9 semi-funcionais
6. Inf9 não-semânticas

/ — enciclopédico/ / + lingüístico/ dic. de modo geral, um artigo apresenta ou se


língua constitui dos seguintes elementos:
A palavra, a unidade lexical, o "ende-
reço" — É a entrada ou tema do
3-0 ARTIGO DO DICIONÁRIO qual as outras informações vão ser
(A ENTRADA, O o predicado;
ENUNCIADO) A pronuncia - transcrita em código
próprio, de caráter internacional,
A seqüência de palavras, a nomemcla- aparecendo quase sempre entre pa-
tura constitui a arquitetura do dicio- rêntese,
nário. A análise da nomenclatura e do A categoria gramatical — que dá os tra-
enunciado lexicográfíco levanta dois tipos ços sintáticos fundamentais, isto
de problemas: é, a pertinência da palavra, quer
— os que dizem respeito às regras seja de um morfema-raiz ou um
de composição e apresentação gráfica termo derivado, a uma parte do
do artigo; discurso, determinada segundo a
- os que se referem à linguagem análise gramatical tradicional: subs-
técnica, ou metalinguagem lexicográiica tantivo, verbo, pronome, adjetivo
com a qual se redige ou reescreve as in- etc. Em seguida as sub-classes:
formações. masculino, feminino, transitivo dire-
Os enunciados se organizam em to, qualificativo etc.
artigos, sendo estes uma seqüência or- A etmologia — a origem da palavra, ou
denada de frases que comportam um os elementos constitutivos, ou os
ou vários tipos de informações. De um procedimentos sintáticos que a ori-

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Jandira Batista de Assunção — Uma Introdução. Dicionários 43

ginaram. Em alguns casos o dicio- Existe uma redundância nas infor-


nário fornece a data de apareci- mações dadas, numa relação entre as
mento do temo. frases que compõem o artigo e a entra-
A definição — constitui-se de frases, da:
que procura dar um sinônimo ou X é definido por Y que é definido
uma acepção da palavra. Cada por Z, mas Z só é definido por X
frase é enumerada ou separada por A Definição — Alain Rey 3 tenta
um sinal convencional definir a definição primeiramente pela
Us exemplos — que oferecem ocorrên- etmologia da palavra: definito — defi-
cia da palavra em frases ou sin- nire - finire — "de + finir ou de + ter-
tagmas. minar". Em Lógica a definição tem por
Idiotismos e ec pressões estereotipadas objeto determinar a extensão de um
- Informações específicas, termos conceito; seria simplesmente "o con-
únicos de sub-entrada; provérbios, junto de termos conhecidos cuja combi-
máximas etc. nação determina o conceito". Para os
O sentido funcional — SSo também sub- gramáticos, filósofos de Port-Royal, a
■entradas; significação particular do definição é um remédio para a confu-
termo nimi discurso científico deter- são que nasce do nosso pensamento e
minado. Ou informações ideológi- nos discursos pela confusão das pala-
cas sobre o objeto denotado pela vras.
entrada. A. Rey fala ainda da malignidade
Cada tipo de dicionário dará ênfase maior lexical - a palavra culpável é xmia cons-
ou menor em algumas destas infor- tante de Bacon a Lodce.
mações, donde os dicionários or- Para se evitar as ambigüidades, é
tográficos, etmológicos, de gíria, preciso pelo menos lembrar-se das (üfe-
fonéticos etc. renças clássicas entre definição de pa-
lavras e definição de coisas, entre defi-
Nos enunciados, as frases são redi- nições explicativas, delimitando j um con-
gidas num código particular, nimia lin- ceito e definições construtivas, criando
guagem artificial. A metalinguagem le- o conceito; entre definições acidentais
xicográfica é explícita e convencional. que permitem somente o reconhecimento
Um substantivo só é definido por- do definido e definições essenciais.
um sintagma nominal; À Lingüística interessam sobretudo
Um verbo só é apresentado no seu as definições de palavras, explicativas e
infinitivo; acidentais. Como Ciência Social, a Lin-
Um adjetivo só é definido pelo güística não pode agir, por enquanto,
sintagma: "se diz do que é..." senão para reencontrar seu objeto, não
de o criar.
Todas as frases têm como sujeito Definição Lexicografica : A defini-
a "Entrada", o endereço, e, como sin- ção pela língua natural é sempre uma
tagma verbal, a informação. Exemplo: definição de "palavras": sqa de um signo
o termo X é Y na língua falada por outros signos pertencentes ao mes-
o termo X é Z na língua de origem mo sistema e organizados segundo as
o que pode ser parafraseado; leis deste sistema; seja de um "âgnifica-
o termo X é pronunciado Y do" analisado em traços diferenciais
o termo X é originário de Z e construtivos (semas) organizados em
o termo X significa P estruturas (sememas) pelas normas do

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44 R.bras.Bibliotecon.DOC. 12 (1/2): 39-50, jan/jun.1979

discurso; seja, enfim, de um conceito rios ser uma distribuição do


cuja descrição em língua natural é encar- material descrito, de fatos lin-
regada de determinar a natureza e o uso güísticos em fragmentos de imia
do signo (termo) que o exprima. A de- metalinguagem;
finição de coisas seria então imia "pra- a unidade gráfica ser insuficiente
xis". Servir-se de um elemento distinto para identificar a unidade lé-
de uma classe referencial, modificá-lo, xica, por exemplo: o apóstrofo
agir sobre ele, isto é, ter mesmo de dis- (n'alma, d'água, c'est, n'est); o
tinguir imi elemento de luna classe de verbo na forma interrogativa (não
todos os outros elementos da mesma é? que há?; oü vá-t-il?); o traço
classe. Assim o programa de definições de união (pé-de-moleque; arrière-
se reduz pela prática lexicográfica, a -grandparent); as palavras poli-
fazer corresponder a uma unidade lexi- morfas (Fou, foi; cou, col; beau,
cal, supostamente desconhecida ou md Bel, etc.; barganha, berganha;
conhecida, uma pluralidade de unidades perguntar, preguntar; digo, dizes;
pertencentes ao mesmo sistema lingüís- fui, somos, é).
tico, e organizadas segundo as estruturas
sintáticas deste sistema, a fim de provo-
car no leitor ou no ouvinte a elabora- Discussões sobre problemas lexicais
similares, de "soluções impossíveis"...
ção conceituai adequada. Trata-se de
invocar pela definição (colocada como podem e devem ser estudados atenta-
mente.
intérprete entre o signo e o significado)
um conceito analisado, que deverá cor-
responder ao mesmo significado e re- A fragmentação de conceitos, de
meter à mesma classe referencial. conjuntos conceituais interdependentes, ou
Para Alain Rey, ao lexicógrafo de classes conceituais é também fragmen-
escrupuloso o grande problema da de- tada pela ordenação alfabética das le-
finição nos dicionários se resixme no xias. O arranjo alfabético é considerado
seguinte: 1. É nas várias estruturas ideo- por A. Rey como uma outra absurdidade
lógicas e psicológicas que signo e concei- que não conduz a nada, a não ser a uma
to sSo engajados. E o redator terá que seqüência já conhecida.
substituir a defíniçSo de n signos no
Na escolha dos dados ou dos ele-
interior
I de n discursos,' muito mais ca-4
mentos que serão usados na definição,
valheirescamente (diz ele), por uma fór- o lexicógrafo deve ser mais intuitivo
mula única. 2. O signo muito raramente que científico, selecioííar os traços que
aparece em imia função única, ou seja, aparecem no plano da experiência psi-
é quase impossível considerar qualquer co-lingüística de preferência àqueles que
signo num grau máximo de indetermi- pertencem a um plano sistemático e/ou
nação. Daí as discussões a respeito de; científico. Por exemplo, na definição
I
— definições práticas, arbitrárias; da lexia "gato", as relações mais con-
- possibUidade de cada estrutura cretas e intuitivas seriam: "rato", "ani-
sintagmática corresponder exata- mal doméstico", "miado", "bigodes",
mente a um semema distinto, "olhos cintilantes" — e no plano siste-
uina vez que o signo possui mático, que é um "mamífero", perten-
várias possibilidades de função, cente à família dos "felinos" ou, "que
no discurso; é delgado e que tem as patas semelhan-
a análise semântica dos dicioná- tes às do Leão, Leopardos", etc.

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Jandira Batista de AssunçSo — Uma Introduçá^o. Dicionários 45

4 - DICIONÁRIO E THESAURUS segundo a sua estrutura, ou segundo a


sua função. Segundo a sua função, imi
O dicionário já foi visto como thesaurus é um instrumento de contro-
produto manufaturado e como texto le terminológico, utilizado para tradu-
pedagógico, como discurso. Veremos agora zir a linguagem natural dos documen-
a relaçâio Dicionário-Thesausus, através tos para uma "linguagem sistêmica",
da conceituação de "thesaurus", seja reduzida, a ser usada pelos indexadores e
do ponto de vista lingüístico, seja do usuários no armazenamento e na recupe-
ponto de vista da Informática. ração da informação. Quanto à sua es-
Quando se fala em thesaurus (te- trutura, o thesaurus é um Vocabulário
souro), pensa-se logo em "preciosida- controlado, mas dinâmico de termos,
des", em riquezas, em quantidade e, que possuem entre S' relações hierár-
por analogia, em exaustividade. O the- quicas (gênero-espécie) e semânticas, e
saurus de língua visa, realmente, á to- que abrange de maneira exaustiva uma
talidade do léxico. É o "depositário", área específica do Conhecimento. 5
a "arca" das riquezas lexicais de um Como subproduto estruturado da
sistema, arrolando todas as palavras, língua natural, ele reúne a terminologia
unidades lexicais e sintagmas, sejam eles necessária para descrever o conteúdo
do presente ou do passado. A preocupa- dos documentos, com maior precisão,
ção principal é, portanto, com a exaus- evitando as ambigüidades e inconsistên-
tividade, com a totalidade. Ex.: Tresor cias da linguagem natural. Conforme
de Ia Langue Française. Contudo, em a natureza do controle terminológico,
1852, um lexicógrafo inglês, Peter M. vêml sendo elaborados, atualmente, dois
Roget fez um dicionário de língua a tipos principais de thesauri:
que chamou de Thesaurus of English a) thesauri que realizam o controle
Words and Phrases, onde as lexias são da terminologia por meio de termos
apresentadas não em ordem alfabética, preferidos, isto é, que admitem que ape-
como nos dicionários usuais, mas agru- nas um único dentre os termos que de-
padas em categorias lógicas e mostrando signam um conceito seja empregada para
um relacionamento entre elas. Nâo hou- a indexação e recuperação do conceito-
ve a preocupação com a exaustividade, -assunto;
com a totalidade lexical. A riqueza lin- b) thesauri cujas normas admitem,
güística aqui se reflete numa interdepen- para a indexação e recuperação de assun-
dência semântica, no relacionamento con- tos, todos os termos representativos de
ceituai, ou seja, na relação "idéia-pala- um conceito, mas que fazem correspon-
vra". A questão básica a que o dicionário der a todos esses termos uma representa-
pretende responder é: qual a palavra ção inequívoca doconceitol(por exemplo:
mais precisa, mais adequada para expres- um código numérico, um símbolo, uma
sar determinada idéia? ou: existe na lín- notação). Neste tipo de thesaurus tor-
gua inglesa uma lexia mais precisa para na-se mais fácil o cancelamento de si-
expressar esta idéia? Assim, tanto a es- nônimos e a alteração de relações con-
trutura quanto a função do thesaurus ceituais anteriores, no caso de lun termo
de Roget recebeu tratamento diverso mudar de sentido.
dos thesauri de língua até então conheci- Relação entre lexias e/oTi descri-
dos. toies. Uma das fimções primordiais de
Do ponto de vista da Informática, um thesaurus é apresentar as relações
pode-se igualmente definir o thesaurus entre conceitos, mediante a indicação

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46 R.bras.Bibliotecon.Ooc. 12 (1/2): 39-50, jan/jun.1979

das relações entre as lexias ou descri- venções:


tores usados para designá-los. A rede UP usado para (ex: Alteração UP
de relaçOes entre um descritor e outros Modificação);
proporciona assim uma espécie de defi- USE Usar (ex. Modificação USE
nição, ao situá-lo num espaço semântico. Alteração).
Três tipos de relação devem mere- A seguir um lay-out das recomen-
cer a atenção de quem estqa interes- dações feitas acima (em ordem alfabé-
sado na estruturação do thesaums. São tica):
elas:
ALTERAÇÃO
— relações hierárquicas (gênero/es-
pécie); UP MODIFICAÇÃO
— relações de equivalência (ou si-
FLUIDEZ
nonímia); UP VISCOSIDADE
— relações associativas (de afinida-
de). GENÉTICA
Em qualquer um destes casos d UP HEREDITARIEDADE
relacionamento é recíproco, isto é, quan-
do um descritor se acha em relação com HEREDITARIEDADE
outro, a indicação é feita em ambos os USE GENÉTICA
descritores.
Relações de equivalência. Quando MODIFICAÇÃO
certos descritores são considerados equi- USE ALTERAÇÃO
valentes, similares ou de significado qua-
se idêntico, eles devem ser reunidos em VISCOSIDADE
categorias de equivalência, de tal modo USE FLUIDEZ
que os termos equivalentes correspon-
dam a um único e mesmo conceito. Na Isto quer dizer que, ao indexar
recuperação (busca da informação), to- ou ao buscar (recuperar) uma informação
dos os documentos cujos assuntos es- sobre "hereditariedade", deve-se usar o
tejam associados com a categoria de termo Genética, é sob este termo que
equivalência, serão recuperados, mesmo os documentos serão encontrados. O
que apenas um só termo seja utilizado mesmo acontecendo com os outros dois
como descritor. Deve-se observar a dis- exemplos.
tinção entre: Os termos preferidos foram: Alte-
— os sinônimos — termos que tem ração e Fluidez.
o mesmo ou quase o mesmo sentido em Relações hierárquicas. As relações
determinada área de conhecimento; Ex. hierárquicas exprimem as relações de
alteração. Modificação. subordinação, mais conhecidas cientifi-
— os quase-sinô.nimos — isto é, camente como relaçOes de gênero/espé-
termos cujos significados podem diferir cie. Em geral são analisadas sob quatro
num vocabulário especializado, mas que aspectos:
são considerados como sinônimos para 1. do geral para o específico
fins de recuperação da informação.) Ex. 2. do específico para o geral
Genética, Hereditariedade; Fluidez, Vis- 3. do todo para a parte
cosidade. 4. da parte para o todo
Na apresentação da relação de
equivalência são usadas as seguintes con- Convencionalmente, as relações hie-

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Jandira Batista d» Assunção — Uma Introdução. . . Dicionários 47

rárquicas sío apresentadas, no thesaums, As relações associativas, em geral,


da seguinte maneira: são empregadas para indicar:
TG - Termo genérico — autonomia: conceitos opostos,
TE - Termo específico mas estudados freqüentemente juntos.
TEP — Termo específico partitivo Ex.: Permeabilidade e impermeabilidade
TR - Termo relacionado — coordenação: conceitos deriva-
Exemplos: dos de um tronco comum. Ex.' Animais
e Plantas; Educação e Ensino; Marxismo
RÉPTEIS e Capitalismo;
TE LAGARTOS — relação genética: conceitos de-
OFiblOS rivados ou originários uns dos outros.
TARTARUGAS Ex.; Pais e Filhos.
LAGARTOS — relação de causa e efeito; Ex.:
TG RÉPTEIS Ensino e aprendizagem.
OFIDIOS — similaridade física: material, ins-
UP SERPENTES trumental ou processual. Ex.: Xilogra-
TG RÉPTEIS vura e Madeira; Catalogação e Catálogos;
TARTARUGAS Indexação e Thesaurus.
TG RÉPTEIS
TR CROCODILOS No Thesaurus este tipo de relação
PLANTAS aparece como Termo Relacionado — TR,
TEP CAULE ou como Termo Correlato — TC:
FOLHA aprendizagem
FLOR TR ENSINO
FRUTO EDUCAÇÃO
SEMENTE CAPITALISMO
CAULE TR COMUNISMO
TG PLANTAS MARXISMO
TR TRONCO SOCIALISMO
FOLHA COMUNISMO
TG PLANTAS TR CAPITALISMO
FLOR MARXISMO
TG PLANTAS SOCIALISMO
TEPPÉTALAS EDUCAÇÃO
TR APRENDIZAGEM
Relações associativas (relação de EDUCAÇÃO
afinidade) — Emprega-se comumente a ENSINO
relação associativa para explicitar os TR APRENDIZAGEM
outros tipos de relação entre conceitos EDUCAÇÃO
que são intimamente relacionados no IMPERMEABILIDADE
discurso científico e tecnológico. Con- TR PERMEABILIDADE
tudo, como existe imia grande variedade MARXISMO
de relações associativas, estas devem TR CAPITALISMO
ser estabelecidas somente quando se COMUNISMOI
tiver a certeza de que serão necessárias SOCIALISMO:
na recuperação da informação, para me- PERMEABIUDADEI
lhor atender ao usuário. TR IMPERMEABIUDADE

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48 R.bras.Bibliotecon.DOC. 12 (1/2): 39-50, jan/jun.1979

SOCIALISMO Roget, cuja finalidade é a de ajustar,


TR CAPITALISMO precisar "idéia e palavra", valorizando
COMUNISMO o comportamento verbal da hngua in-
MARXISMO glesa, através da apresentação das rela-
Como se pode notar, reciproca ções entre as diferentes lexias; o que
mente, junto a cada termo relacionado, corresponde, por outro lado, a ajustar,
aparecem, em remissiva inversa, os ter- precisar "assunto e descritor", visando
mos que lhe forem associados. à maior precisão no processamento e
na recuperação da informação.
Ambos devem ser anaUsados do
ponto de vista da Comunicação entre
Autor-Leitor, Fonte-Receptor, a fim de
CONCLUSÃO que se possa obter um constante proces-
so de retro-alimentação e atuaJização
Dicionário e Thesaurus são obje- (manutenção).l
tos manufaturados que servem de ins- Neiüiuma tentativa parece ter sido
trumento de consulta e de trabalho para feita no sentido de desenvolver uma
diferentes tipos de usuários (escritores, teoria sobre a construção e a manuten-
leitores, bibliotecários, professores, pes- ção de thesaurus. Sabe-se, porém, que
quisadores, estudantes, etc.) no uso ade- essa teoria, se desenvolvida, deveria le-
quado do léxico, da terminologia. var em conta a conceituação de "assunto",
O primeiro visa ao discurso oral "conteúdo" (significado) e "termos-cha-
ou escrito; o segundo, ao armazenamento ve". Em outras palavras, seria na teoria
e à recuperação da informação registra- lingüística, mais precisamente, na teoria
da em documentos. semântica (expressão e conteúdo), que
O thesaurus, como instrumento de se poderia encontrar uma base teórica
controle terminológico (Informática), ba- para desenvolver estudos igualmente teó-
seou-se num thesaurus de língua, o de ricos sobre os thesauri

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Jandira Batista de Assunção — Uma Introdução. . . Dicionários 49

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

— DUBOIS, Jean. Dictionnaire et discours didactique. Languages, 5 (9): 34-47,


sept. 1970.

— DUBOIS, Jean & DUBOIS, Jean Claude. Introduction à Ia lexicographie: le dic-


tionnaire. Paris, Larousse, 1971. Cap. 1, 2, 3, 4, 5, 11 e 12.

— REY, Alain. Le lexique: images et modeles; du dictionnaire à Ia lexicologie. Pa-


ris, A. Colin, 1977. Cap. 1-4.

— SOERGEL, Dabgobert. Indexing languages and thesauri: construction and main-


tenance. Los Angeles, Melville, J. Willey, 1974. Cap. D.

— UNESCO. Diretrizes para elaboração e desenvolvimento de thesaurus monolingues


destinados à recuperaçãa de informações. Trad. Antônio Agenor Briquet de
Lemos. Brasília, Departamento de Biblioteconomia da UnB, 1973. (Documen-
to SC/WS/500)

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j-N.vu-íc tti»ra íije«;/--i ' íví ' '■ <;£ . ■ '■ ■ ,

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^L^ystem
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Thesourus de Víos Urbanos

Eunce R, Ribeiro Costa


CDU 025.49.625.712'

Thesaurus de Vias Urbanas destinado a 1 - OBJETIVOS E APLICAÇÃO


ser aplicado a um conjunto de documentos
especializados sob a forma de recortes de 1.1 Objetivos
jornais. Expõe na parte Ia técnica
empregada no seu estabelecimento e na
parte IIapresenta o thesaurus. O presente thesauius de VIAS URBA-
NAS propõe-se constituir: a) "um
instrumento de controle da terminologia"
(urbanística) "para transpor em linguagem
mais estrita ... a linguagem natural uti-
lizada nos documentos ou a usada pelos
indexadores e usuários"; b) "um vocabulá-
rio controlado ... de termos que possuem
entre si relacionamentos semânticos e
genéricos" ... l

1.2 Aplicação

Destina-se a ser aplicado a um con-


junto de ' documentos especializados —
— sob a forma de recortes de jornais — da
Biblioteca da Faculdade de Arquitetura e
Urbanismo da Universidade de SSo Paulo.

Trabalho apresentado ao Prof. Michel Aytnard


para o Curso de "Thesaurus Especializado
Monolingue", patrocinado pela APB, de
fev./março de 1979.

** Bibliotecária da Faculdade de Arquitetura


e Urbanismo da USP.

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52 R.bras.Bibliotecon.DOC. 12 (1/2): 51-66, jan/jun. 1979

2 - CAMPO ABRANGIDO o conceito defuiido de outros; b) apontai


os termos sinônimos existentes, a fim de
2.1 Proposta inicial que sqam, posteriormente, tratados de
modo adequado; c) estabelecer o relaciona-
Propõe-se abranger o assunto VIAS mento hierárquico entre termos.
URBANAS apenas no seu aspecto funcio-
nal, isto é, reunir os termos referentes 3.3 Ortografia, forma substantiva e
aos usos específicos que apresentam as número dos termos
vias urbanas, dentro do contexto de cir-
culação de pessoas e veículos. 3.3.1 Ortografia

2.2 Proposta futura A ortografia dos termos obedeceu


à Lei n. 5765 de 18-12:1971. Os termos
Estabelecimento de um thesaurus estrangeiros seguiram a ortografia de suas
de VIAS URBANAS sob o ponto de respectivas línguas.
vista da sua forma ou do seu traçado e,
ainda, dos equipamentos urbanos que 3.3.2 Forma substantiva
possam apresentar.
Os termos apresentam-se sob a forma
substantiva (item 3.2.4 da ISO 2788) T,
3 - TERMINOLOGIA de substantivos e adjetivos pré-coordenados
(item 3.2.6 da mesma norma) ^ ou de
3.1 Escolha de termos outros elementos gramaticais, dando
lugar aos descritores compostos.
Através do método sintético, proce-
deu-se à coleta de termos, tomando como 3.3.3 Número *
base a nomenclatura existente em manuais
de urbanismo 6,8^ em índices que se rela- Quanto ao número, decidiu-se pela
cionam à matéria 9 e em tabelas de classi- forma plural dos termos, seguindo o uso
ficação 4,5 Em seguida, efetuou-sel uma dentro da área especializada (opção ofe-
seleção de termos, na qual procurou-se recida pelo item 3.2.5 da ISO 2788) 7.
seguir os critérios recomendados pela Exceção feita ao descritor TRÂNSITO, no
Unesco — contidos em trabalho elaborado singiüar, também conforme o uso da
por especialistas em lexicografia médica — linguagem técnica.
- principalmente no que tange ao uso do
vemáculo (embora neste thesaurus haja
emprego de alguns descritores e nio descri- 4 - ESTRUTURA
tores em francês e inglês, consagrados
pelo uso), às recomendações de organismos 4.1 Hierarquia
internacionais e nacionais e ao uso lingüís-
tico da área considerada. Os termos coletados, selecionados e
definidos foram, nesta etapa, estruturados.
3.2 Redação de um glossário Optou-se por imia- hierarquia genérica, na
qual aparecem os termos genéricos, os
Nesta fase, foram redigidas as defi- termos específicos, os termos correlatos
nições dos termos, tendo em vista os e os termos sinônimos ou quase-sinônimos.
seguintes objetivos: a) distinguir claramente Aparecem, então, os descritores (os termos

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Eunice R. Ribeiro Costa - Thesaurus de Vias Urbanas 53

preferidos) e os não-descritores (os termos 5 - FORMA


sinônimos ou quase-sinônimos).
5.1 Árvore classificatória
4.2 Correlação
Organizou-se uma representação grá-
As correlações - aqui apresentadas fica da hierarquia dos descritores: uma
por similaridade - "concorrem para redu- árvore classificatória formada de linhas
zir os riscos de ambigüidade, situando o oblíquas, que indicam os diversos níveis
descritor em um campo semântico" 1. semânticos dos descritores.

4.3 Número de ordem 5.2 Lista alfabética de termos

Considerando-se que o presente the- Os descritores foram arranjados em


saurus contém apenas quarenta termos, seqüência alfabética, cada um com seus
sendo vinte e oito descritores, a numeração respectivos termos: genérico, sinônimos ou
atribuída aos descritores é extremamente quase-sinônimos, especíücos e correlatos,
simples. Cada nível de descritor acha-se acompanhados de seus números de ordem e
representado por um algarismo e um de classificação e, ainda, os termos corres-
ponto, em ordem decimal. pondentes em in^ês e francês. Registradas,
também, na mesma ordem alfabética,
as remissivas dos termos sinônimos .ou
4.4 Número de classificação quase-sinônimos de interesse para o u^á-
rio. Quanto à alfabetação, pode ser consi-
Com o intuito de se ampliar o leque derada aqui, tanto letra por letra, como
de opções ao alcance do usuário, acres- palavra por palavra, indiferentemente.
centaram-se a cada descritor os números de
classificação da CDU e da CDD, ambas 5.3 Lista sistemática de descritores
utilizadas na Biblioteca da Faculdade de
Arquitetura e Urbanismo da USP. Para Conesponde, na essência, à árvore
esta última, adotou-se a 14? edição, classificatória. Os termos sucedem-se em
que, embora mais antiga, oferece maior ordem de níveis, cáda qual com seu respec-
variedade de notação relativa à área espe- tivo número de ordem.
cializada em questão, se comparada às
edições mais recentes de n0.s 15, 16, 17 5.4 fndice hierárquico de descritores
e 18 A CDU foi utilizada através da I
sua edição média em língua portuguesa 5. A fim de facilitar a consulta aos des-
critores, elaborou-se um índice onde eles
4.5 Termos correspondentes em in- aparecem, concomitantemente, em ordem
glês e francês alfabética e hierárquica. Os pontos que
precedem o descritor correspondem ao
Para a maior parte dos descritores, nível em que o descritor se acha colocado
registraram-se as formas conespondentes na hierarquia utilizada.
em inglês e francês. As fontes consulta-
das, o vocabulário da Union Internatio- 5.5 Glossário
nale des Architectes 3 e o vocabulário
de termos de urbanismo de Bardet, 2 Apresentação de um glossário, com
forneceram a maioria dos subsídios. os olqetivos já expostos no item 3.2,

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t>4 R.bras.BibÍíotecon.Doc. 12 n/2):51-66, jan/jun.1979

induindo os descritores e outros teimos As abreviaturas: Sin. (no GLOSSÁ-


que possam, eventualmente, servir à RIO) introduz os termos sinônimos ou
melhor compreensão dos TC pertencentes quase-sinônimos; I e F (na LISTA ALFA-
a grupos semânticos diferentes daquele BÉTICA DE TERMOS) significam inglês
tratado neste thesaurus. Os termos encon- e francês.
tram-se em seqüência alfabética. Cade
verbete contém a definição do termo, o 5.7 Caracteres tipográficos
registro dos seus sinônimos ou quase-si-
nônimos, quando for o caso, e de informa- Os descritores aparecem, na Lista
ções complementares, se necessárias. O alfabética de termos, em letras maiús-
^ossário inclui, também, as remissivas culas e os não-descritores, em minús-
dos não-descritores para os descritores. culas.
Quanto à seqüência alfabética, vale a
mesma observação citada no item 5.2.

5.6 Siglas e abreviaturas THESAURUS DE VIAS URBANAS


Utilizam-se as seguintes siglas na
LISTA ALFABÉTICA DE TERMOS: 1 Arvore classificatõria
CDD — classificação decimal de Dewey 2 Lista alfabética de termos
CDU - classificação decimal universal 3 Lista sistemática de des-
TC — termo correlato critores
T.E - termo específico 4 índice hierárquico de des-
TG - termo genérico critores
TS - termo sinônimo 5 Glossário

2 - LISTA ALFABÉTICA DE TERMOS

Alamedas
Use VIAS URBANAS
Anéis vários
Use PERIMETRAIS
ARCADAS 0.2.1. CDD 711.14 CDU 625.712.34
TG PASSAGENS DE SUPERFltlE PARA PEDESTRES
TC GALERIAS
Arcades (1) Arcades (F)
Artérias
Use VIAS PRINCIPAIS
AVENIDAS 0.1.1. CDD 711.73 CDU 625.712.1
TG VIAS PRINCIPAIS
TC AVENIDAS-PARQUES

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REVISTA BRASILEIRA DE

SUMARIO 13i3LiOüECOnOiniA

DOCUmEllüÀCAO

Editorial

Artigos

Maria Lufsa Monteiro da Cunha


ISBD: origem evolução e aceitação

Dinah Aguiar Población


As ISBDs e os elementos de intercomunicaçSío nos sistemas
automatizados objetivando o controle bibliográfico universal

Alfredo Américo Hamar


Qualidade e análise da informação na automação

Edson Nery da Fonseca


A bibliografia como ciência: da crítica textual à bibliometria

Jandira Baptista Assunção


Lexicografia: uma introdução ao estudo dos dicionários

Eunice R. Ribeiro Costa


Thesaurus de vias urbanas

José Rincon Ferreira et alli


Redes nacionais de informação, catalogação na fonte e outras experiências

Antonio Miranda
Informação na empresa: o papel da biblioteca

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Seções

Entrevista
Alfredo Américo Hamar

Documento
Empréstimo internacional:princípios e diretrizes para sua realiza-
ção 1978 Tradução Antonio Agenor Briquet de Lemos

Legislação
Noticiário

Congressos
Comentário
Resenhas

Levantamento bibliográfico

1 Automação de bibliotecas
2 ISBD

Abstracts

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BOULEVARDS
PERIMETRAIS
RADIAIS
TRÂNSITO
TRANSPORTES URBANOS
VIAS ELEVADAS
VIAS EM TRINCHEIRA
VIAS EXPRESSAS
VIAS REGIONAIS
Avenues (I) Avenues (F)
AVENIDAS-PARQUES 0.1.2 CDD 711.13 CDU 625.712.1
TG VIAS PRINCIPAIS
TC AVENIDAS
BOULEVARDS
PERIMETRAIS
RADIAIS
TRÂNSITO
TRANSPORTES URBANOS
VIAS ELEVADAS
VIAS EM TRINCHEIRA
VIAS EXPRESSAS
VIAS REGIONAIS
Parkways (I) Avenues-jardin (F)
Becos sem saída
Use VIAS SEM SAÍDA

BOULEVARDS 0.1.3 CDD 711.73 CDU 625.712.1


TG VIAS PRINCIPAIS
TC AVENIDAS
AVENIDAS-PARQUES
PERIMETRAIS
RADIAIS
TRÂNSITO
TRANSPORTES URBANOS
VIAS ELEVADAS
VIAS EM TRINCHEIRA
VIAS EXPRESSAS
VIAS REGIONAIS
Boulevards (I) Boulevards (F)
Culs-de-sac
Use VIAS SEM SAÍDA
GALERIAS 0.2.1.1.2. CDD 711.74 CDU (i25 712 34
TG PASSAGENS DE SUPERFÍCIE PARA PEDESTRES
TC ARCADAS
LOJAS
Galleries (1) Galeries (F)

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Eunice R. Ribeiro Costa - Thesaurus de Vias Urbanas 57

LOOPS 0.2.2.1. CDD 711.74 CDU 625.712 34


TG VIAS DE ACESSO
TC VIAS SEM SAÍDA
Loops (I)
PASSAGENS PARA PEDESTRES 0.2.1 CDD 711.74 CDU 625.712.34
TS VI AS PARA PEDESTRES
TG VIAS SECUNDÁRIAS
TE PASSAGENS DE SUPERFiCIE PARA PEDESTRES
PASSAGENS ELEVADAS PARA PEDESTRES
PASSAGENS SUBTERRÂNEAS PARA PEDESTRES
TC TRÂNSITO
VIAS DE ACESSO
VIAS DE DISTRIBUIÇÃO
Footpaths (I) Passagens à piétons (F)
PASSAGENS DE SUPERFÍCIE PARA PEDESTRES 0.2.1.1 CDD711.74 CDU625.712.34
TG PASSAGENS PARA PEDESTRES
TE ARCADAS
GALERIAS3
TC PASSAGENS ELEVADAS PARA PEDESTRES
PASSAGENS SUBTERRÂNEAS PARA PEDESTRES
TRÂNSITO
Levei crossings (I) Passages à niveaux (F)
PASSAGENS ELEVADAS PARA PEDESTRES 0.2.1.2. CDD 711.74 CDU 625.712.2
TS Passaielas para pedestres
TG PASSAGENS PARA PEDESTRES
TC PASSAGENS DE SUPERFfCIE PARA PEDESTRES
PASSAGENS SUBTERRÂNEAS PARA PEDESTRES
TRÂNSITO
Elevated crossings (I) Passages supérieures (F)
PASSAGENS SUBTERRÂNEAS PARA PEDESTRES 0.2.1.3 CDD711.74
CDU 625.712.34
TS Túneis para pedestres
TG PASSAGENS PARA PEDESTRES
TC PASSAGENS DE SUPERFÍCIE PARA PEDESTRES
PASSAGENS ELEVADAS PARA PEDESTRES
TRÂNSITO
Subways (I) Passages souterrains (F)
Passarelas para pedestres
Use PASSAGENS ELEVADAS PARA PEDESTRES
PERIMETRAIS 0.1.4. CDD 711.73 CDU 625.712.1
TS Anéis viários
Rótulas viárias
TG VIAS PRINCIPAIS
TE PERÍMETROS DE DISTRIBUIÇÃO
PERÍMETROS DE LIGAÇÃO

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58 R.bras.Bibliotecon.DOC. 12 (1/2): 51-66, jan/iun.1979

perímetros rodoviários
TC AVENIDAS
AVENIDAS-PARQUES
BOULEVARDS
RADIAIS
TRÂNSITO
TRANSPORTES URBANOS
VIAS ELEVADAS
VIAS EM TRINCHEIRA
VIAS EMPRESSAS
VIAS REGIONAIS
Ring roads (I) Voies de ceinture (F)
PERÍMETROS DE DISTRIBUIÇÃO 0.1.4.1. CDD 711.73 CDU 625.712.1
TS Perímetros de irradiação
TG PERIMETRAIS
TC perímetros de ligação
perímetros rodoviários
TRÂNSITO
TRANSPORTES URBANOS
Inner roads (I)
Perímetros de irradiação
Use perímetros DE DISTRIBUIÇÃO
PERÍMETROS DE LIGAÇÃO 0.1.^ 2 CDD 711.73 CDU 625.712.1
TG PERIMETRAIS
TC PERÍMETROS DE DISTRIBUIÇÃO
PERÍMETROS RODOVIÁRIOS
TRÂNSITO
TRANSPORTES URBANOS
Middle rings (I)
PERÍMETROS RODOVIÁRIOS 0.1.4.3. CDD 711.73 CDU 625.712.1
TG PERIMETRAIS
TC PERÍMETROS DE DISTRIBUIÇÃO
perímetros de ligação
TRÂNSITO
TRANSPORTES URBANOS
Outer ring roads (I)
RADIAIS 9.1.5 CDD 711.73 CDU 625.712.1
TS Vias radiais
TG VIAS PRINCIPAIS
TC AVENIDAS
AVENIDAS^ ARQUES
BOULEVARDS
PERIMETRAIS
TRÂNSITO
TRANSPORTES URBANOS

Digitalizado IS.
cm 1 gentilmente por:
Eunice R. Ribeiro Costa — Thesaurus de Vias Urbanas

VIAS ELEVADAS
VIAS DE TRINCHEIRA
VIAS EXPRESSAS
VIAS REGIONAIS
Radial streets (I) Voies radiales (F)
Rótulas viárias
Use PERIMETRAIS
Ruas
Use VIAS URBANAS
Túneis para pedestres
Use PASSAGENS SUBTERRÂNEAS PARA PEDESTRES
Vias arteriais
Use VIAS PRINCIPAIS
VIAS DE ACESSO 0.2.2 CDD 711.74 CDU 625.712.2
TC VIAS SECUNDÁRIAS
TE LOOPS
VIAS SEM SAÍDA
TC PASSAGENS PARA PEDESTRES
TRÂNSITO
TRANSPORTES URBANOS
VIAS DE DISTRIBUIÇÃO
Service roads (I) Voies de service (F)
VIAS DE DISTRIBUIÇÃO 0.2.3 CDD 711.74 CDU 625.712.2
TG VIAS SECUNDÁRIAS
TC PASSAGENS PARA PEDESTRES
TRÂNSITO
TRANSPORTES URBANOS
VIAS DE ACESSO
Collector streets (I)
VIASELEVADAS 0.1.6 CDD711.73 CDU 625.712.36
TG VIAS PRINCIPAIS
TC AVENIDAS
AVENIDAS-PARQUES
BOULEVARDS
PERIMETRAIS
RADIAIS
TRÂNSITO
TRANSPORTES URBANOS
VIAS EM TRINCHEIRA
VIAS EXPRESSAS
VIAS REGIONAIS
Elevated roads (I)
VIAS EM TRINCHEIRA 0.1.7 CDD 711.73 CDU 625.712.1
TG VIAS PRINCIPAIS

cm
60 R.bras.Bibliotecon.Doc. 12 (1/2): 51-66, jan/jun.1979

TC AVENIDAS
AVENIDAS-PARQUES
BOULEVARDS
PERIMETRAIS
RADIAIS
TRÂNSITO
TRANSPORTES URBANOS
VIAS ELEVADAS
VIAS EXPRESSAS
VIAS REGIONAIS
Roads in cutting (I) Voies en déblai (F)
VIAS EXPRESSAS 0.1.8 CDD 711.713 CDU 625.712.1
TG VIAS PRINCIPAIS
TC AVENIDAS
AVENIDAS-PARQUES
BOULEVARDS
PERIMETRAIS
RADIAIS
TRÂNSITO
TRANSPORTES URBANOS
VIAS ELEVADAS
VIAS EM TRINCHEIRA
VIAS REGIONAIS
Expressways, freeways (I) Voies expresses (F)
Vias para pedestres
Use PASSAGENS PARA PEDESTRES
VIAS PRINCIPAIS 0.1 CDD 711.73 CDU 625.712.1
TS Arte'rias
Vias arteriais
TG VIAS URBANAS
TE AVENIDAS
AVENIDAS-PARQUES
BOULEVARDS
PERIMETRAIS
RADIAIS
VIAS ELEVADAS
VIAS EM TRINCHEIRA
VIAS EXPRESSAS
VIAS REGIONAIS
TC TRÂNSITO
TRANSPORTES URBANOS
VIAS SECUNDÁRIAS
Main roads (I) Voies principales (F)
Vias radiais
Use RADIAIS

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cm 1 gentilmente por:
Eunice R. Ribeiro Costa - Thesaurus de Vias Urbanas 61

VIAS REGIONAIS 0.1.9 CDD711.73 CDU 625.712.1


TG VIAS PRINCIPAIS
TC AVENIDAS
AVENIDAS-PARQUES
BOULEVARDS
PERIMETRAIS
RADIAIS
TRÂNSITO
TRANSPORTES URBANOS
VIAS ELEVADAS
VIAS EM TRINCHEIRA
VIAS EXPRESSAS
Regional roads (I) Voies régionales (F)
VIAS SECUNDÁRIAS 0.2 CDD 711.74 CDU 625.712.2
TG VIAS URBANAS
TE PASSAGENS PARA PEDESTRES
VIAS DE ACESSO
VIAS DE DISTRIBUIÇÃO
TC TRÂNSITO
TRANSPORTES URBANOS
VIAS PRINCIPAIS
Secondary roads (I) Voies secondaires (F)
VIAS SEM SAÍDA 0.2.2.2 CDD 711.74 CDU 625.712.2
TS Becos sem saída
Culs-de-sacs
TG VIAS DE ACESSO
TE VIAS SEM SAÍDA EM BANJO
VIAS SEM SAÍDA EM MARTELO
TC LOOPS
Dead-end roads (I) Culs-de-sac (F)
VIAS SEM SAÍDA EM BANJO 0.2.2.2.1 CDD 711.74 CDU 625.712.2
TC VIAS SEM SAÍDA
" TC VIAS SEM SAÍDA EM MARTELO
VIAS SEM SAÍDA EM MARTELO 0.2.2.2.2 CDD 711.74 CDU 625.712.2
TG VIAS SEM SAÍDA
TC VIAS SEM SAibA EM BANJO
VIAS URBANAS CDD 711.72 CDU 625.712.2
TS Alamedas
TE VIAS PRINCIPAIS
VIAS SECUNDÁRIAS
TC TRÂNSITO
TRANSPORTES URBANOS
Urban roads (I) Voies urbaines (F)

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62 R.bras.Bibliotecon.DOC. 12 (1/2): 51-66, jan/jun.,1979

Observação
Os tennos: LOJAS, TRÂNSITO e TRANSPORTES URBANOS, citados como TC
de vários descritores, embora eles próprios descritores, não tiveram o mesmo tratamento
dos demais nesta LISTA ALFABÉTICA DE TERMOS. Pertencem a outros grupos semân-
ticod r exigiriam o estabelecimento de seus respectivos TG, TE, e TS, ultrapassando
os limites do presente traballio. Os três termos, no entanto, figuram no GLOSSÁRIO.

3 LISTA SISTEMÁTICA DE 0.2.2.2.2 Vias sem saída em marte-


DESCRITORES lo
0.2.3 Vias de distribuição
O Vias urbanas
0.1 Vias principais
0.1.1 Avenidas
0.1.2 Avenidas-parques
0.1.3 Boulevards
0.1.4 Perimetrais
0.1.4.1 Perímetros de distribuiçSi
0.1.4.2 Perímetros de ligação
0.1.4.3 Penmetros rodoviários
0.1.5 Radiais
0.1.6 Vias elevadas
0.1.7 Vias em trincheira 4 ÍNDICE ALFABÉTICO-HIE-
0.1.8 Vias expressas RARQUICO DE DESCRITO-
0.1.9 Vias regionais RES

0.2 Vias secundárias ....Arcadas


0.2.1 Passagens para pedestres ...Avenidas
0.2.1.1 Passagens de superfície para ...Avenidas-parques
pedestres ...Boulevards
0.2.1.1.1 Arcadas Galerias
0.2.1.1.2 Galerias ....Loops
0.2.1.2 Passagens elevadas para pe- ....Passagens de superfície para pedestres
^ destres ....Passagens elevadas para pedestres
0.2.1.3 Passagens subterrâneas para ...Passagens para pedestres
pedestres ....Passagens subterrâneas para pedestres
0.2.2 Vias de acesso ...Perimetrais
0.2.2.1 Loops ...Jerímetros de distribuição
0.2.2.2 Vias sem saída ....Perímetros de ligação
0.2.2.2.1 Vias sem saída em banjo ...Perímetros rodoviários

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Eunice R. Ribeiro Costa - Thesaurus de Vias Urbanas 63

...Radiais CIRCULAÇÃO
...Vias de acesso Segundo a União Internacional de
...Vias de distribuiçSo Arquitetos, uma das quatro fun-
...Vias elevadas çOes da cidade, constituindo o elo
...Vias em trincheira que reúne as outras trés - habi-
...Vias expressas tação, trabalho e recreação — atra-
..Vias principais vés dos sistemas de transporte, do
...Vias regionais trânsito e do tráfego.
..Vias secundárias
....Vias sem saída CUL-DE-SAC
Vias sem saída em banjo veja VIA SEMSAibA
Vias sem saída em martelo ESPAÇO LIVRE
.Vias urbanas Area da cidade, não construída, or-
denada de modo a constituir pra-
ça ou parque.
FAIXA DE TRÂNSITO
Local demarcado, ao longo de cer-
5 GLOSSÁRIO tas vias urbanas, no qual se movi-
menta imia só fila de veículos.
ALAMEDA GALERIA
vqa VIA URBANA Via urbana secundária, de uso exclu-
ANEL VIÁRIO sivo de pedestres, coberta ou des-
vejaPERIMETRAL coberta, que contem lojas, atra-
ARCADA vessando, flanqueando ou unindo
Via urbana secundária, de uso exclu- grandes blocos de edifícios.
sivo de pedestres, flanqueada por
xuna sucessão de arcos. LOJA
ARTÉRIA Edificação comercial de maior ou
veja VIA PRINCIPAL . menor importância, onde se ven-
AVENIDA dem mercadorias por atacado ou
Via urbana principal destinada a trân- a varqo.
sito intermediário, com canteiro LOOP
central e calçadas largas. Via de acesso, que começa em uma
AVENIDA-PARQUE via de distribuição, adentra-se em
Via urbana principal, desenvolvendo- uma quadra e volta à mesma via
-se ao longo de um parque, com de distribuição. (Termo da língua
tratamento paisagístico aprimora- inglesa).
do. LOTE URBANO
BECO SEM SAÚDA Área urbana que resultou de uma di-
vqaVIASEMSAibA visão da tena para uso específico
BOULEVARD de habitação, trabalho ou recrea-
Via urbana principal cortada por luna ção.
faixa longitudinal de refúgios cen- PASSAGEM DE SUPERFfCIE PARA
trais, ornamentada com árvores ou PEDESTRES
arbustos e postes de iluminação Via urbana secundária, de uso exclu-
decorativos. (Termo da língua sivo de pedestres, construída no
francesa). nível das vias ac^acentes.

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64 R.bras.Bíbliotecon.Doc. 12 (1/2): 51-66, jan/jun.1979

PASSAGEM ELEVADA PARA PEDES- que 309.


TRES PONTO DE CONFLITO
Via urbana secundária, de uso exclu No trânsito, ponto formado por dois
sivo de pedestres, constituída de veículos em ângulo maior do
uma estrutura acima da superfí- que 309.
cie do solo. Sin. Passarela para PRAÇA
pedestres. Espaço livre, ordenado, dentro de
PASSAGEM PARA PEDESTRES uma cidade, cercado ou não de
Via urbana secundária, de uso exclu- edifícios, constituindo confluên-
sivo de pedestres. Sin. Via para cia ou término de vias.
pedestres. PRAÇA GIRATÓRIA
PASSAGEM SUBTERRÂNEA PARA PE- Praça na qual não há pontos de con-
DESTRES flito de trânsito, substituídas por
Via urbana secundária, de uso exclu- pontos de concordância.
sivo de pedestres, construída abai- QUADRA
xo do nível do solo. Conjunto de lotes urbanos, ou área
PASSARELA PARA PEDESTRES de um só lote, com a forma apro-
veja PASSAGEM ELEVADA PARA ximada de um quadrilátero, limi-
PEDESTRES tado por vias.
PERIMETRAL RADIAL
Via urbana principal, circular, de um Via urbana principal do sistenla ra-
sistema radial-circular, cuja função dial-circular, que se desenvolve a
principal é estabelecer ligação en- partir do centro da cidade, como
tre os arredores da cidade, sem ne- raio de uma roda. Sin. Via radial.
cessidade de se passar pelo centro. RÓTULA VIÁRL\
Sin. Anel viário, rótula viária. veja PERIMETRAL
PERIÍ^ETRO DE DISTRIBUIÇÃO RUA
Via urbana principal, primeira via cir- vqaVL\ URBANA
cular dos sistemas radial-circular, SISTEMA
onde se encaixam as radiais. Sin. Conjunto de elementos materiais ou
Perímetro de irradiação. não, que dependem reciprocamen-
PERÍMETRO DE IRRADIAÇÃO te ims dos outros, de maneira a
veja perímetro DE DISTRIBUI- formar um todo organizado.
ÇÃO SISTEMA DE TRANSPORTE
perímetro de ligação Conjunto de veículos e vias, coorde-
Via urbana principal, segunda via cir- nadas entre si por meio de técni-
cular do sistema radial-circular, cas apropriadas, de maneira a pro-
que faz ligação direta entre os porcionarem o deslocamento de
bainos. pessoas e mercadorias, no ar, na
perímetro rodoviário água, na superfície e sob a super-
Via urbana principal, terceira via cir- fície do solo.
cular do sistema radial-circular, SISTEMA RADLVLdRCULAR
que faz a ligação das rodovias Sistema de vias urbanas consistindo
externamente. numa série de vias radiais e dr-
PONTO DE CONCORDÂNCIA culares, que se desenvolvem a par-
No trânsito, ponto formado por dois tir do centro da cidade, estabele-
veículos em ângulo menor do cendo conexão direta entre deter-

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gentilmente por:
Eunics R. Ribeiro Costa — Thesaurus de Vias Urbanas 65

minados pontos focais dos arredo- ção de nível e acesso e saída dé


res e o centro da cidade. veículos controlados, não compor-
TRÁFEGO tando o trânsito de pedestres.
CirculaçSo que se refere ao movimen- VIA PARA PEDESTRES
to de veícixlos nas rodovias, fer- vqa PASSAGEM PARA PEDES-
rovias, metrovias, liidrovias e ae- TRES
rovias.
TRÂNSITO VU PRINCIPAL
Circulação que se refere ao movimen- Viâ urbana de várias faixas, de trân-
to de veículos e pedestres nas vias sito intermediário ou denso, po-
urbanas que nâo sejam fenovias, dendo ou não apresentar trânsito
metrovias ou hidrovias. de pedestres.
TRÂNSITO INTERMEDIÁRIO VIA RADIAL
Trânsito originário das vias de distri- veja RADIAL
buição, que se desenvolve em cer- VIA REGIONAL
tas vias principais, em direção às Via urbana principal que liga o ambi-
vias expressas. ente rural ao urbano.
TRANSPORTE URBANO VIA SECUNDÁRIA
Sistema de transporte que se desen- Via urbana cuja função é dar acesso
volve dentro das vias urbanas e aos lotes, ou distribuir o trânsito
que pode incluir transporte de su- para as vias principais, ou ainda,
perfície, elevado e ou subterrâneo. servir para o uso exclusivo de pe-
TÚNEL PARA PEDESTRES destres.
Use PASSAGEM SUBTERRÂNEA VIA SEM SAibA
PARA PEDESTRES Via urbana secundária destinada a
VIA ARTERIAL dar acesso aos lotes, cuja principal
veja VIA PRINCIPAL característica é não ter saída para
VIA DE ACESSO outra via. Sin. Beco sem saída,
Via urbana secundária destinada a cul-de-sac.
dar passagem aos lotes, podendo
ter ou nSo ter saída. VIA SEM SAfDA EM BANJO
VIA DE DISTRIBUIÇÃO Via urbana secimdária, de acesso, que
Via urbana secimdária cuja principal termina com uma praça giratória
função é encaminhar o trânsito e cuja forma lembra a do instru-
para as vias principais. mento musical banjo.
VIA ELEVADA VIA SEM SAibA EM MARTELO
Via urbana principal, acima da super- Via urbana secundária, de acesso, que
fície do solo, destinada ao trânsito termina com um braço em sentido
rodoviário ou ao tráfego ferroviá- transversal ao seu começo, cuja
rio. forma lembra a de um martelo.
VIA EM TRINCHEIRA VIA URBANA
Via principal construída em desater- Espaço reservado e ordenado de uma
ro. cidade, no sentido de permitir o
VIA EXPRESSA movimento de pessoas e de veí-
Via urbana principal," de trânsito rá- culos, bem como de seu estacio-
pido, de cruzmentos com separa- namento. Sin. Alameda, rua.

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cm 1 gentilmente por:
66 R.bras.Bibliotecon.DOC. 12 (1/2); 51-66, jan/jun.1979

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1 ASSOCIATION FRANÇAISE DE NORMALISATION, Paris. Règles d'étahlisscmertt


des thésaurus en langue française. Paris, 1973. p. 2 (247-100)

2 — BARDET, Gaston. Petit glossaire de Vurbanisme en six langites. Paris, Fréal, s.d.
152 p.

3 — CALSAT, J.H. &|SYDLER, J.P. Vocabulaire intemational des termes d'urbanisme


et d'architecture. Paris, Union Internationale des Architectes, 1970. 350 p.

4 - DEWEY, Melvil. Decimal classification and relative index. Edition 14. Lake Placid
Club. N.Y., Forest Press, 1942. 1927 p.

5 - FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE DOCUMENTAÇÃO. Classificação decimal


universal. Edição média em língua portuguesa. Rio de Janeiro, IBICT, 1976. 3 v.

6 - INTERNATIONAL CITY MANAGER'S ASSOCIATION, Chicago. Planejamento


urbano. Trad. M. Lourdes L. Modiano. Rio de Janeiro, Aliança para o Progresso,
1964. 517 p.

7 - INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDIZATIONS, Bruxeles. Guide-


lines for the establishment and development of monolingucâ thésaurus. S.L.p.
1974. p. 4

8 — MELLO, Luiz I.R. Curso de urbanismo. 3. ed. São Paulo, Universidade de São Paulo.
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, 1961. 117 p.

9 — UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Biblio-


teca. índice de arquitetura brasileira. São Paulo, 1974. 661 p.

Digitalizado IS.
cm 1 gentilmente por:
Redes Nodonois de

InfofimQÇQO, CatQbgoçQO no

Fonte e outros Experíêndos*

Jcró Rnccxi ferrera **

Aurora Costa Ramos, Julita Chagas


Sampaio, Leonor Moraes Mendes
da Paixão, Maria Angela Dortas
Fernandes, Maria Edna de Souza
CDU 021.6 (81) Carvalho, Marüia Torres da Siha,
Marluce Maria Moraes Brito

Os catálogos coletivos e a catalogação 1 - INTRODUÇÃO


cooperativa surgidos na década de 1940
constituíram as primeiras tentativas para O' A idéia de redes nSo é nova e, cada vez
estabelecimento de uma rede nacional de mais, vai se solidificando o conceito
bibliotecas. A criação do Serviço de
de que nenhum centro de documentação
Intercâmbio de Catalogação (SIC), em ou biblioteca, grande ou pequeno, pode
1942, foi a maior experiência bibliotecária ser tSo autosufíciente que, utilizando-^
brasileira nos seus 64 anos de existência. apenas dos seus recursos informativos,
Em decorrência dele e dos seus resultados esteja apto a responder a todas as con-
surgiram a Catalogação Legível por sultas que lhe sqam apresentadas. Da
Computador (CALCO) e, até mesmo, a mesma forma, cresce paralelamente uma
catalogação na fonte. Dado ao reduzido preocupação por uma maior racionali-
número de bibliotecários no Pais e ao
grande número de publicações, em paralelo
aos estudos de planejamento de redes * Trabalho apresentado no I Seminário sobie
Redes Nacionais de Informação, realizado
nacionais de informação ou a um próprio em Salvador em 16/06/79, sob os auspícios
reestudo de viabilidades para implantação do Grupo de Ciência e Tecnologia da As-
do Sistema Nacional de Informação .sociação Profissional de Bibliotecários do
Científica e Tecnológica (SNICT), torna-se Estado da Bahia (APBEB), rev. e aumenta-
do.
imprescindível estimulara criação de
centrais de catalogação na fonte, em ** Bibliotecários do Centro de Pesquisas e
diversos pontos do País. Desenvolvimento (CEPED), Bahia.

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cm 1 gentilmente por:
68 R.bras.Bibliotecon.DOC. 12 (1/2); 67-88, jan/jun.1979

dade dos gastos financeiros da aquisição 2 - CATALOGAÇAO COOPERA-


de documentos, tentando evitar assim, TIVA
que em uma mesma área geográfica,
os centros de documentação e biblio- Por iniciativa do Departamento Ad-
tecas apliquem as horas do seu pessoal,
ministrativo do Serviço Público (DASP),
equipamentos, e consequentemente, o
em convênio com o Departamento de
seu orçamento, em gastos duplicados.
Imprensa Nacional (DIN), teve início
Sem nenhuma dúvida, o maior em setembro de 1942, planejado e coorde-
objetivo de uma rede de informações, nado por Lídia Queiroz Sambaquy primei-
além da racionalidade de gastos, é a possi- ro e único Serviço de Intercâmbio de
bilidade de distribuir e levar informaçSes Catalogação (SIC) do Brasil, que perdu-
ao usuário, onde quer que este se encontre, raria durante quase três décadas. Na
permitindo assim, que um número maior divisão de tarefas, coube ao DASP as
de conhecimentos chegue a um número atividades de difusão dos serviços, recebi-
maior de pessoas. mento, controle, revisão e elaboração das
fichas catalográflcas e ao DIN, as respon-
Contrapartindo os seus recursos por sabilidades de impressão e venda das
meio de redes, os centros de documen- fichas catalográflcas editadas.
tação ou bibliotecas poderio dedicar Nascido numa época em que a biblio-
os seus fundos, apenas para adquirir o teconomia não tinha ainda oferecido
imprescindível. E contaria] com as redes ao País técnicos em número suficiente
para obter informações ocasionais de para administrar as bibliotecas, uma
alto grau de especialização. vez que as primeiras turmas, como já foi
dito, graduaram-se após 1915, na antiga
Dada a importância do assunto, às Escola da BN, tinha o SIC como finali-
vezes a palavra rede vem sendo associada dade ajudar as bibliotecas a reorganizarem
ao termo automação, o que poderá dar a e divulgarem os seus acervos, até então
impressão de tratar-se de algo novo, quan- apenas armazenados e com todas as falhas
do representa a luta legada de geração técnicas decorrentes de um passado sem
para geração de bibliotecários. Não há bibliotecários. Qualquer biblioteca poderia
dúvida de que os sistemas de catalogação integrar-se ao SIC, bastando apenas que
cooperativa e os catálogos coletivos cons- enviasse à Central as fichas catalográficas
tituíram as primeiras tentativas feitas de suas obras, recebendo em troca as
no Brasil para o estabelecimento de ixma mesmas já impressas.
rede nacional de bibliotecas. Por isso, a A participação sempre crescente do
equipe do Setor de Documentação e número de bibliotecas cooperantes e a
Informação do Centro de Pesquisas e falta de pessoal qualificado nas mesmas,
Desenvolvimento (SDI/CEPED), sente-se fez com que se planqasse para o SIC
no dever de dedicar esta pequena reflexão um treinanlento especial para revisores
sobre o estado atual e as experiências de catalogação, capacitando assim um
brasileiras com as redes de catalogação grupo de técnicos para trabalhar de ma-
cooperativa, catálogos coletivos, cataloga- neira mais rápida e eficiente.
ção na fonte, SNICT, aos bibliotecários O baixo nível de conhecimento
da primeira geração, ou seja, aqueles técnico das regras catalográficas, por
que se graduaram na Biblioteca Nacional parte das bibliotecas da rede, constituiu
(BN) após 1915 e que se tomaram pro- um entrave extremamente sério ao re-
fessores de professores. sultado esperado por seus planejadores.

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cm 1 gentilmente por:
José Rincon Ferreira — Redes Nacionais de Informação,. Experiência 69

Os revisores de catalogação pouco podiam tou a uniformização;


fazer para corrigirem algumas fichas, — o trabalho de revisão tomou-se
já que o SIC não dispunha do original do difícil e lento, em virtude da
documento catalogado e assim, apenas displicência na redação das
davam forma aos dados que ali chegavam, fichas por parte das biblio-
muitas vezes sem saberem se estes eram tecas cooperantes, e pelo fato
ou nSo corretos. do SIC não ter em mãos
Em meados de 1947, a Fundação os livros para confronto. Na
Getúlio Vargas (FGV) resolveu unir seus maioria' das vezes, as revisões
esforços ao trabalho realizado até então resultavam em completas re-
pelo DASP e DIN. Esta se encarregaria catalogações;
de oferecer um curso de treinamento — a inexistência de uma lista de
para os revisores e assumiria todos os ser- cabeçalhos de assuntos de
viços de venda e distribuição das fichas caráter geral, para uso em
impressas. Segue-se então, o período âmbito nacional, e que con-
áureo do SIC, 1947/1952, atingindo taria com a aceitação de um
cerca de 200 bibliotecas cooperantes, número muito grande de bi-
o que terminaria por causar uma sobre- bliotecas cooperantes;
carga à Central, resultando numa moro- — critérios de entrada foram
sidade na entrega das fichas impressas também, pontos de divergên-
às cooperantes e. consequentemente, no cia, especialmente no eixo
declínio de suas próprias atividades. Rio - São Paulo.
Em 1954, o SIC passa para o recém-
-criado Instituto Brasileiro de Biblio- Todas essas falhas apontadas e
grafia e Documentação (IBBD), consti- sentidas no decorrer do tempo não pude-
tuindo uma de suas funções fundamen- ram ser sanadas, devido à falta de uma
tais. Porém, nessa época as bibliotecas estrutura definida na época da criação
cooperantes já não demonstravam o da sistema.
mesmo interesse inicial pelo sistema. Internamente, o SIC viu-se com uma
É o próprio IBBD27 que em 1973, ana- quantidade absurda de fichas em «estoque,
lisa e apresenta as razões principais da ocupando lugar vital, e com necessidade
paralisação dos serviços do SIC em 1972, sempre crescente de espaço".
que destacamos, a seguir: É importante observar, nessa parte
- "falta de divulgação do acervo da história da biblioteconomia brasileira,
disponível: poucos e esparsos que o antigo IBBD só permitiu a parali-
foram os catálogos publicados; sação do SIC porque chegou à conclusão
- a? bibliotecas cooperantes exe- de que a tarefa não poderia ser realizada
cutavam suas catalogações vi- mais manualmente, assim como tomava-
sando apenas seus próprios -se imprescindível um treinamento para
catálogos, sem se aperceberem aS bibliotecas cooperantes, referente à
que centenas de outras biblio- aplicação de normas padronizadas de
tecas também se beneficiariam processamento técnico, que possibilita-
do acervo resultante de seus riam a realização de um serviço uniforme.
trabalhos; Com o surgimento do Machine
- a diversidade de códigos de Readable Cataloging (MARC), este foi
catalogação .adotados pelas bi- tomado como modelo e indicado como
bliotecas cooperantes dificul- a solução viável para o acúmulo de ser-

Digitalizado
em 1 gentilmente por:
70 R.bras.Bibliotecon.DOC. 12 (1/2): 67-88, }an/jun. 1979

viços de catalogação e indexação de fi- devido aos poucos anos de existência da


chas no fichário central. biblioteconomia no País, a falta de um
De acordo com os trabalhos sobre treinamento prévio nas regras de cata-
o assunto, o novo e automatizado SIC logação adotadas, os poucos recureos
seria formado apenas por um grupo redu- financeiros para a realização da tarefa,
zido de bibliotecas cooperantes. Pre- a vasta extensão geográfica do País e
tendia-se, dessa forma, realizar um tra- a própria estrutura do serviço público
balho em menores dimensões, mas com do órgão responsável, decretaram a fa-
melhor padrão de qualidade. lência do serviço.
Encerrado o SIC sem ter antes Edson Nery da Fonseca^O, ana-
assegurado ao novo sistema a continui- lisando os motivos que teriam causado
dade dos seus propósitos, daí em diante o fim desse serviço integrado afirma:
e principalmente na área técnico-científíca, "Podemos verificar, trinta anos
as bibliotecas brasileiras, como não pode- depois, que o SIC não foi bem sucedido,
ria deixar de acontecer, entraram num tanto pelo seu programa por demais
processo de dependência de informação ambicioso, como por incompreensão das
e de aquisição de serviços aos grandes bibliotecas.
centros de documentação e bibliotecas O programa deveria restringir-se
internacionais. aos livros impressos no Brasil. Por outro
Esta paralização nos tirava tam- lado, faltou-lhe sempre a colaboração
bém todas as possibilidades de acesso à das maiores bibliotecas do País, como a
coleção bibliográfica nacional. Consequen- Nacional do Rio de Janeiro e a Munici-
temente, estava eliminada a primeira e pal de São Paulo. Não deixa de ser curioso
única oportunidade de editar o Catálogo assinalar, como um sinal dos tempos,
Coletivo Nacional de Livros, ferramenta que a colaboração foi negada em nome
de diferenças normativas, como se os
imprescindível para os seviços de aquisi-
ção planificada e de empréstimo interbi- programas de cooperação devessem estar
a serviço das normas".
bliotecário.
Morria assim, a primeira tenta- Sabe-se, a propósito, que o
SIC adotava as Normas de Catalogação
tiva feita no Brasil, para o estabeleci-
de Impressos da Vaticana33, enquanto
mento de uma rede de bibliotecas. Mais
as bibliotecas. Nacional do Rio de Ja-
tarde, Alice Príncipe Barbosa, analisando-a
neiro e a Municipal de São Paulo, o Có-
em sua obra Novos Rumos da Cataloga-
ção3, considerou sua criação em 1942, digo de Catalogação Anglo-Americano 12
prematura, para que tivesse cwnpleta e (ALA).
rápida aceitação.
O êxito obtido pela Library
of Congress (LC) na elaboração dos servi- 3 - O PROJETO CALCO
ços catalográficos centralizados animava
também ao bibliotecário brasileiro pla- Já existe, por parte dos bibliote-
nejar algo semelhante. Como não dispu- cários, uma consciência sobre a perda de
nhamos de recursos financeiros para tempo e consequentemente de energia
realizarmos uma aquisição e catalogação e dinheiro da catalogação duplicada dos
centralizada, optou-se por um serviço ao mesmos documentos adquiridos nas di-
inverso, istò é, os documentos seriam ferentes bibliotecas.
adquiridos e catalogados pelas biblio- Da mesma forma, é inegável que os
tecas interessadas nos mesmos. No entanto. atrasos no serviço de catalogação decor-

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em 1 gentilmente por:
José Rincon Ferreira — Redes Nacionais de Informação,. . . Experiência 71

lem, na maioria das vezes, da falta de Medellín, na Colômbia, onde, dentre


catalogadores especializados em Knguas as recomendações finais, se determinou
estrangeiras e do desconhecimento, al- o estudo de viabilidade da aplicação dr
gumas vezes, por parte destes, dos assuntos CALCO para sua transformação no MAR
dos livros em processos de catalogação. CAL, MARC para a América Latina
Realizadas as modificações neces-
Como uina das alternativas para o sárias e acrescidos novos anexos, o tra-
processamento catalográfico rápido, foi balho saiu publicado em 1973 pelo IBBD,
adotado pelas grandes bibliotecas do do qual foi enviada uma cópia à Organiza-
mundo o emprego do computador. Através ção dos Estados Americanos (OEA),
do material processado e registrado em então interessada nos estudos de implanta-
fitas magnéticas, numa Central de Dados, ção do mesmo na América Latina.
outras bibliotecas do País podem usufruir
da catalogação realizada previamente, dis-
pensando-se, assim, a duplicidade de 3.1 Objetivos do Projeto
tarefas.
Segundo sua autora, são objetivos
Através de um acordo com editores
do Projeto:
e livreiros, muitas dessas centrais vêm
indexando a ficha catalográfica de um
"a) elaboração de um catálogo
novo livro, no sistema, mesmo antes de impresso que venha a abarcar
ser este editado ou estar disponível no a maior parte da produção nacio-
mercado. Isto porque, os editores ou nal e sirva de instrumento para
livreiros enviam aos bibliotecários as a investigação, nos pontos mais
provas ou bonecas dos livros, antes de distantes do País;
serem eles impressos. b) obtenção de bibliografias es-
Não há dúvida de que a maior pecializadas;
biblioteca de aquisição e catalogação c) obtenção de catálogos coletivos
centralizada do mundo é a LC. Foi nesta especializados; ■
que nasceram o MARC I e II, e sob sua d) permuta de informações, dentro
inspiração o UK/MARC, Inglaterra, MO- e fora do País;
NOCLE, França, CANADIAN MARC, e) uniformidade de normas de ca-
talogação e de cabeçaUios de
Canadá, MARC/BR, Bélgica, IBERMAC,
assuntos;
Espanha, MARC MÉXICO, México, CAL- I
CO, Brasil e, ainda o INTERMARC, f) rapidez na duplicação de fichas
elaborado por técnicos da França, Bél- através de computador;
gica, Holanda, Suiça e Grã-Bretanha, g) economia de tempo e de mão-
visando sobretudo o intercâmbio de dados -de-obra para os possuidores de
catalográficos. Inspirada no modelo MARC, acervos iguais;
desenvolvido no Canadá, por este País h) possibilidade de poder oferecer
ser bilingüe, Alice Príncipe Barbosa^ listas de Uvros traduzidos em
criou o formato CALCO brasileiro, com determinados assuntos;
base para registro bilingüe, ou seja, por- i) possibilidade de atualizar o catá-
tuguês-espanhol, pois durante a fase logo coletivo de livros*."
de concepção do Projeto CALCO, sua
autora foi convidada a participar de uma
reunião de técnicos da informação, em Tradução feita pelos autores do trabalho.

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72 R.bras.Bibljotecon.DOC. 12 (1/2): 67-88, jan/jun. 1979

Desde 1975, a BN vem utilizando o 5. realizar reuniões periódicas de


formato CALCO na coleta de informações, avaliação do Formato CALCO,
o que llie possibilita editar o seu Boletim para acompanhamento sistemático
Bibliográfico. Fora isso, um número do seu desenvolvimento;
bem reduzido de bibliotecas do País 6. promover a organização de uma
vem utilizando este formato voluntaria- Comissão Nacional de Terminolo-
mente, como instrumento para cataloga- gia, para fins de catalogação e
ção. Podemos citar: Museu Nacional, indexação.
Universidade Federal da Paraíba, Univer-
sidade Federal do Rio Grande do Sul, Ficou resolvido, ainda, que será
Universidade de São Paulo, Prefeitura de promovida uma reunião especial, da qual
São Bernardo do Campo, Instituto Brasi- participarão o CIMEC, BN, IBICT e FGV,
leito de Informação em Ciência e Tecno- com a finalidade de estudar a possibili-
logia (IBICT) e a FGV. dade do aproveitamento, no Brasil, das
fitas magnéticas produzidas pela Biblio-
3.2 Decisões para Utilização do teca do Congresso dos Estados Unidos,
Projeto CALCO de acordo com o Formato MARC II,
que deverão, conforme proposta recebi-
Na primeira reunião de avaliação da pela BN, daquela Biblioteca norte-
da utilização do Formato CALCO, rea- -americana, ser permutadas pelas fitas
lizada em agosto de 1977, na FGV, pelas magnéticas produzidas pelo programa BN/
bibliotecas usuárias do sistema, decidiu-se: /CIMEC. Caberá à FGV/CPD! o proces-
samento das fitas magnéticas da Library
"1. adotar o Formato CALCO of Congress"22.
para processamento, por computa-
dor, de monografias e publica-
ções periódicas; 4 - CATALOGAÇÃO IMA FONTE
2. envidar esforços no sentido de
que o Formato CALCO seja usa- Da mesma forma que a criação do
do, como linguagem oficial em SIC, a idéia de catalogação na fonte, no
computador, por bibliotecas e Bra^, foi divulgada por Lidia Queiroz
centros de documentação, em Sambaquy, que incluía, por volta de
nível nacional; 1940, nas publicações editadas pelo DASP,
3. promover a criação, na Biblio- onde exercia então as funções de Diretora
teca Nacional, de um Escritório da Biblioteca.
incumbido de orientar e coorde- Entretanto, coube a Regina Carneiro,
nar o uso do CALCO, bem como o mérito de obter a aprovação plena
da divulgação do desenvolvimento da assembléia do III Encontro de Editores
do sistema; e Livreiros em agosto de 1970, de um pro-
4. promover a imediata divulgação jeto propondo a publicação de informa-
de publicação Convênio MEC/ ções catalográficas, nas obras impressas
/CNPq - Formato CALCO; mo- pelas editoras comerciais do Brasil; a
nografias e publicações seriadas. criação de centros regionais ou estaduais
Brasília, 1977, entre os órgãos para a realização do serviço e a partici-
governamentais e entidades de pação do Governo no empreendimento.
documentação e informação in- Essa catalogação tem sido definida,
teressadas; por diversos autores, como ficha cata-

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Josí Rincon Ferreira — Redes Nacionais de Informação,. . . Experiência 73

lográíica impressa, na própria publicação. para as editoras, as centrais de catalogação


Mas, é Regina Carneiro' quem nos apre- na fonte possuem os direitos de exercerem
senta os melhores comentários sobre a a atividade conscientizadora da importân-
mesma: "Consiste na catalogação de cia do registro e manutenção de um acervo
cada obra em via de publicação, através bibliográfico nacional.
das provas, e na impressão das informa- Nos meados do século passado, o
ções catalográficas na própria obra. bibliotecário americano Jewet apud Alice
Considerada por Verner W. Clapp Príncipe BarbosaS, afirmou sobre "o
como "o principal passo para a identi- absurdo de cada biblioteca trabalhar
ficação dos livros, desde a invenção da independentemente e ao mesmo tempo,
página de rosto no século XV", é vista na catalogação do mesmo livro", como
por muitos bibliotecários e editores como vem ocorrendo em nossas bibliotecas.
a "onda" do futuro. Apesar dos esforços de alguns organismos
A catalogação na fonte está vincu- oficiais, como o Instituto Nacional do
lada ao trabalho de duàs categorias di- Livro GNL), a Fundação Nacional do
versas de profissionais: bibliotecários e Material Escolar (FENAME), a Universi-
editores, propiciando uma colaboração dade de São Paulo (USP) e outros, lançan-
que há muito se fazia necessária com do suas publicações com a ficha catalográ-
vantagens para ambas as partes". fica impressa no verso da folha de rosto,
Devido ao atraso na edição do permanece no Brasil um grande número de
Boletim Bibliográfico da Biblioteca Na- obras com dados incompletos e de difícil
cional, este não tomou, como deveria catalogação.
ser, um instrumento de consulta para Regina Carneiro' apresenta a cata-
serviços de catalogação nas bibliotecas logação na fonte como solução para os
brasileiras. Pretendia-se que, além de seguintes problemas:
inventariar a bibliografia nacional, este
serviria também, de instrumento norma- "2.1 o número cada vez maior de
lizador de entradas de autoria, para as publicações ultrapassa a capa-
publicações brasileiras. cidade dos catalogadores de
Devido ao retardamento não só do tomá-las acessíveis através do
processamento dos documentos recebidos, catálogo, senão com grande
mas também, ao descaso pelo depósito atraso;
legal, fazendo com que se divulgue apenas 2.2 o custo elevado da cataloga-
parte do que é efetivamente produzido, ção para os orçamentos geral-
as bibliotecas não criaram, como não mente insuficientes, das biblio-
poderia deixar de ser, o hábito de consul- tecas;
tá-lo ou incluí-lo entre as suas obras de 2.3 a duplicação irracional de es-
apoio aos serviços catalográfícos. E assim, forços humanos visando a uma
a catalogação na fonte constitui o único mesma finalidade — a catalo-
programa de apoio e racionalização de gação de determinada pubU-
gastos, no aspecto de processamento cação;
técnico no País. 2.4 o número quase sempre insatis-
Um outro aspecto importante a ser fatório de bibliotecários para
observado sobre a catalogação na fonte atender às múltiplas tarefas
tem sido a sua condição de fiscalizadora das bibliotecas, absorvidos em
do cumprimento do decreto governamental grande parte por esse serviço
que regula o depósito legal. Trabalhando técnico".

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74 R.bras.Bjbllotecon.DOC. 12 (1/2); 67-88, jan/jun. 1979

A estas soluções poderíamos acres- tivo de facilitar a descrição bibliográfica


centar as seguintes: e a identificação de autoria. Assim, se
a) possibilidade de uniformizar as aceleraria o processo de catalogação e se
entradas catalográficas no País. estaria contribuindo para impedir a res-
As centrais de processamento téc- suneição, com fetiches, das regras cata-
nico bibliográfico, neste sentido, lográficas.
convencionariam entre si as re- Se me permitirem uma analogia
gras de catalogação, cabeçalhos com a medicina, direi que os bibliote-
de assuntos e sistemas de classi- cários inventaram uma enorme estrutura
ficação a serem utilizados; de regras casuísticas para tentar curar os
b) garantir uma qualidade mínima na males que afetam a produção de mate-
organização dos fichários e do riais impressos, no que concerne à sua
acervo bibliográfico das biblio- identificação e descrição. Esta espécie
tecas do interior do País, para as de biblioteconomia curativa ou terapêu-
quais ainda não existem biblio- tica parece estar fadada ao fracasso, uma
tecários em número suficiente; vez que novos remédios jamais conseguem
c) oferecer às diversas bibliotecas o desaparecimento das doenças.
do País a classificação e p empre- Da mesma forma que nas ciências
go de cabeçalhos exatos do da saúde, a melhor arma contra as do-
documento catalogado. Sabe-se, enças é preveni-las por meio de imuni-
a propósito, que a catalogação zação, também deveríamos experimentar
na fonte tem condições de iden- novas abordagens, no domínio da biblio-
tificar de maneira exata, junto teconomia preventiva. E a catalogação
com o autor do livro, os descri- na fonte é um bom exemplo disso, que
tores ou cabeçalhos de assuntos aqui chamo de medicina preventiva".
e até mesmo uma melhor clas- Segundo Clappl^, no Brasil, a
sificação que o identifique; catalogação na fonte começou no mesmo
d) liberar o biliotecário para os dia em que a LC iniciou o seu programa
serviços de documentação biblio- Cataloging in Publication (CIP).
gráfica e assistência ao usuário. Como já foi dito, em decorrência
Briquet29, analisando a qualidade da de um trabalho apresentado por Regina
indústria livresca, é bastante claro: "As Carneiro no 19 Encontro de Editores
regras catalográficas dominantes refietem e Livreiros, em Serra Negra, São Paulo e
a estrutura de uma organização hetero- foi ratificado pelo IV Encontro em São
gênea das técnicas de produção do livro, Lourenço, Minas Gerais, em 1971, sua
nas nações ocidentais, ou simplesmente, implantação deu-se graças ao apoio e à
da mera ignorância dos impressores e iniciativa de duas entidades que congregam
editores, ou do capricho dos autores. a maioria dos editores e livreiros do Brasil,
Muitos problemas de catalogação são a Câmara Brasileira do Livro (CBL), em
problemas que decorrem dos baixos São Paulo, que edita 50% da produção
padrões da indústria editorial. Parece bibliográfica do País e o Sindicato Nacio-
que uma posição razoável a ser adotada nal dos Editores de Livros (SNEL), no
internacionalmente, seria o estabelecimen- Rio de Janeiro, cujas atividades foram
to e a adoção de fato, de normas de apre- iniciadas em 1971. Ambas as instituições
sentação de livros e outros suportes de adotam as regras de catalogação da ALA
informação. Tais normas deveriam ser e os cabeçalhos de assuntos da LC e ado-
estabelecidas e obedecidas, com o obje- tam a Classificação Decimal Universal de

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Jasí Rincon Ferreira — Redes Nacionais de Informação,, Experiência 75

Dewey (CDD), sendo que o SNEL usa diferença de 99.503 livros não catalogados
também a Classificação Decimal Univer- na fonte.
sal (CDU). A CBL, a pedido da Biblioteca
Regional de Medicina (BIREME), passou Para um País que, segundo Murilo
a usar, a partir de 1973, a Classificação Cunhais, possui um déficit de 19.022
da National Library of Medicine. bibliotec^ios, sendo que os existentes
Embora, nos últimos anos o Anuário concentram-se nas capitais, a situação
Estatístico do Brasil^ rifo tenha registrado toma-se mais grave, quando se sabe que
dados sobre a produção bibliográfica à produção bibliográfica é superior aos
brasileira, conseguimos montar, com dados dados estatísticos apresentados pela Fun-
obtidos no trabalho de Benedito Silvais, dação Instituto Brasileiro de Geografia
na BN, CBL e SNEL, um quadro com- e Estatística (IBGE) e a BN. No período
parativo dessa produção em relação aos de 1971 a julho de 1979, essa produção
serviços de catalogação na fonte. (Ver bibliográfica brasileira, segundo as mesmas
tabela abaixo). fontes, foi de 114.010 livros (Ver tabela
Como ficou demonstrado, no perío- abaixo, dos quais somente 14.507 foram
Catalogados pelo CBL e SNEL.
do de 1971 a 1979, apresentou-se uma

PRODUÇÃO BIBLIOGRÁFICA BRASILEIRA


1971 - 79

NÚMERO DE LIVROS
CATALOGAÇAO
CATALOGAÇÃO NA FONTE PRODUZIDOS NA FONTE
ANO
MENOS
PRODUZIDO
CBL SNEL TOTAL

1971 (1) 190 (2) 4 194 8.579 8.385


1972 577 152 729 8.960 8.231
1973 1.104 491 1.595 9.948 8.353
1974 1.177 517 1.694 12.296 10.602
1975 1.408 639 2.047 13.333 11.286
1976 1.408 806 2.214 14.627 12.413
1977 1.551 657 2.208 14.611 12.403
1978 1.749 752 2.501 20.149 17.648
1979 (3) 876 (3) 449 (3) 1.325 (3) 11.507 (3) 10.182

10.040 4.467 14.507 114.010 99.503

FONTES - Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Biblioteca Nacio-


nal, Câmara Brasileira do Livro, Sindicato Nacional do Livro.

(1) Dados de jul./dez. (2) Dados de nov./dez. (3) Dados até jul.

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76 R.bras.Bibliotecon.DOC. 12 (1/2): 67-88, jan/jun. 1979

5 - CATALOGO COLETIVO 6 - SNICT

Por acreditarmos que qualquer outro


Iniciado no Brasil pela FGV, em estudo sobre redes no País, deve partir
1947, o Catálogo Coletivo Nacional (CCN) de uma análise crítica de documento de
foi transferido, em 1954, para o recém-cria- proposição de criação do SNICT, o reim-
do IBBD. Com o objetivo de garantir a primimos a seguir. Todavia, caso haja,
sua sobrevivência, o IBBD criou, em por parte do leitor, interesse no histórico
1956, a Comissão Nacional do Catálogo da sua colaboração, equipe responsável
Coletivo, integrada inicialmente por 8 etc, aconselhamos a ler o artigo de João
centros bibliográfícos regionais. Franklin da Costal^ e José Rincon Fer-
Atualmente, o CCN possui umt reiral 8 referenciado neste traballio.
infra-estrutura de 14 centros regionais,
que asseguram-lhe uma reedição perió-
dica. Esses centros estão encarregados "DIRETRIZES BÁSICAS PARA A
de coordenar, em suas áreas, o levanta- INFORMAÇÃO CIENTfFICA E
mento, incorporação e atualização cons- TECNOLÓGICA - SNICT
tante do acervo dás bibliotecas aí exis-
tentes. Sua última edição em 1978, em
microforma, registra 70.000 títulos de 1 - OBJETIVOS
periódicos, distribuí^dos em 860 biblio-
tecas brasileiras. Embora se trate de um O Sistema Nacional de Informação
documento de grande valor, até o mo- Científica e Tecnológica (SNICT) tem
mento não foram dadas condições técni- como objetivo planqar e coordenar, em
cas a algumas bibliotecas aí registradas, âmbito nacional, os trabalhos de infor-
para realizarem um serviço cooperativo. mação científica e tecnológica, no sentido
Algumas delas se veem na impossibilidade do estabelecimento de uma rede nacional
de atender aos pedidos de documentos por de cooperação e intercâmbio, para as-
absoluta falta de pessoal e de serviços segurar o aproveitamento integral dos
de reprografia. conhecimentos adquiridos no País e no
Sabe-se que a situação orçamen- estrangeiro.
tária de todas as bibliotecas e centros
de documentação do País é crítica. En-
quanto cresce o número de usuários, 2 - COMPONENTES DO SNICT
caem as dotações orçamentárias para
pessoal e aquisição de publicações. Daí, São componentes do SNICT o ór-
esse círculo vicioso: sem recursos as bi- gão Central de Coordenação e Operação
bliotecas e centros de documentação não (CNPq), os Órgãos de Apoio e os Sub-
funcionam; não funcionando, deixam de sistemas de Informação, sem prejuízo
cumprir a sua missão de difundir o conhe- da subordinação ao órgão em cuja. estru-
cimento técnico-científíco. E, cada vez tura administrativa estiverem integrados.
mais, cresce no País imi anarquismo
bibliotecário, caracterizado por um iso-
lamento documental, onde cada biblio- 2.1 Órgão Central de Coordenação e
teca ou centro de documentação, irres- Operação (CNPq)
ponsavelmente, tenta abarcar e adquirir
o maior número possível de publicações. O Órgão Central do SNICT será o

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Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq), 2.1.4 A Secretaria Executiva, a ser cons-


que exercerá as funções de coordenação tituída no CNPq, contará com técnicos
e operação, através de uma Comissão de especialmente contratados e terá como
Coordenação. função proporcionar à Comissão de Co-
ordenação o suporte necessário ao de-
sempenho de suas atribuições, expres-
sando em normas executivas a orientação
traçada pela Comissão de Coordenação
2.1.1 A Comissão de Coordenação, e acompanhando a efetivação dessas
presidida pelo Presidente do CNPq, será nonnas.
constituída dos coordenadores dos órgãos
centrais dos Subsistemas de Informação
e dos Órgãos de Apoio. 2.2 Órgãos de Apoio

Serão Órgãos de Apoio do SNICT,


2.1.2 A Comissão de Coordenação terá inicialmente, a Biblioteca Nacional e o
a seu serviço uma Secretaria Executiva. Instituto Brasileiro de Bibliografia e
Documentação (IBBD),este último como
Centro Referencial.
2.1.3. Serão as seguintes as atribuições
da Comissão de Coordenação:
a) selecionar objetivos e critérios 2.2.1 Os Órgãos de Apoio terão as
principais para o desenvolvimento seguintes funções:
do SNICT;
b) determinar as funções do SNICT a) oferecer ao SNICT informações
e de seus componentes; e dados de interesse geral;
c) fixar as normas de intercâmbio b) proporcionar coleções de úl-
e comunicação entre os compo- timo recurso;
nentes do SNICT; c) proporcionar assessoria e assis-
d) elaborar e/ou aprovar projetos tência técnica;
para programação, desenvolvimen- d) promover o treinamento e aper-
to e operação do SNICT; feiçoamento de pessoal para ó
e) proporcionar aos componentes SNICT.
do SNICT recursos himianos e
financeiros adicionais de que,
eventualmente, necessitem; 2.2.2 O Centro Referencial será operado
í) destinar e supervisionar a aplica- pelo IBBD em colaboração com os demais
ção dos recursos provenientes de componentes do SNICT, e terá as funções
fundos públicos para Ciência e de:
Tecnologia ou de outras fontes,
que vierem a ser atribuídos, a) atuar como centro de referência
por seu intermédio, ao SNICT; sobre bibliotecas, centros de do-
g) informar ao Governo Federal os cumentação etc, bem como de in-
resultados obtidos com o funcio- formações bibliográficas gerais, de
namento do SNICT, com vistas caráter corrente e retrospectivo;
ao desenvolvimento econômico b) compilar e publicar o Catálogo
e social do País. Coletivo Nacional;

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c) preparar modelos, programas, 3.3 Dos Subsistemas


códigos, padrões etc, necessários
à operação do SNICT; Os Subsistemas atuarão de forma
coordenada, delegando às suas unidades
componentes, tarefas de informação e
2.2.3 São funções dos Subsistemas: documentação.
Quanto às técnicas adotadas, os
a) estudar e avaliar a demanda de Subsistemas operarão de forma atuali-
informação de seus usuários; zada, fazendo uso, sempre que necessá-
b) desenvolver atividades de do- rio, dos modernos instrumentos e proces-
cumentação e prestar informações sos disponíveis para organização automa-
em suas áreas de assunto ou tizada do fluxo de conhecimentos.
missão, de forma normalizada,
rápida, eficiente e precisa;
c) coordenar as suas unidades com- 4 - PRINCl1>IOS BÁSICOS
ponentes;
d) planqar suas próprias atividades Os princípios básicos nortearão as
e serviços, bem como solicitar normas de funcionamento a serem esta-
e aplicar recursos financeiros e belecidos para implantação do SNICT.
técnicos necessários às operações; São os seguintes os princípios bási-
e) fazer-se representar na coorde- cos:
nação do SNICT pelo coorde-
nador do órgão central ou seu — Compatibilidade com o Sistema
substituto eventual. Nacional de Ciência e Tecnolo-
gia, de que trata o Decreto n9
70.553 de 17 de maio de 1972,
que define áreas de competência
no Setor da Ciência e Tecno-
logia;
3 - FORMAS DE ATUAÇÃO — Possibilidade de difusão de infor-
mações relevantes e atualizadas;
3.1 Do SNICT — Rapidez de operação;
— Flexibilidade;
O SNICT atuará de forma descen- — Cobertura suficiente do assunto
tralizada para a execução dos serviços e de sua especialidade;
atividades da rede de documentação e — Possibilidade de implantação pro-
informação, e de forma centralizada na gressiva dentro dos recursos dis-
coordenação dos seus componentes. poníveis, com utilização imediata
em todas as suas fases;
— Utilização de processos e equi-
3.2 Dos orgãos de Apoio pamentos modernos de coleta,
análise, armazenamento e difusão
Os órgãos de Apoio atuarão de de informações;
forma integrada, dividindo responsabili- Ligação com outros sistemas de
dades mediante acordos, convênios e informação, da área científica
outros instrumentos, a critério da Comis- e tecnológica ou não, nacionais,
são de Coordenação. estrangeiras ou internacionais.

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existentes ou futuros, para a necessário para o seu funciona-


obtenção e fornecimento de dados mento;
de interesse mútuo; Estabelecimento de programas
Fonnação e aperfeiçoamento de educativos para os seus usuários.
pessoal, de todos os níveis.

5 - ESTRUTURA DO SNICT

O SNICT terá a seguinte estrutura:

6 - ETAPA DE IMPLANTAÇÃO belecimento da política global, escolha


das áreas de atuaçSo prioritárias e esta-
A elaboração e o desenvolvimento do belecimento das normas de funcionamento.
projeto e a operação compreenderão as
seguintes fases:
6.1.2 Desenvolvimento do SNICT: sele-
6.1 Elaboração e desenvolvimento do ção, designação dos centros de informação,
projeto de implantação do SNICT definição de suas áreas de atuação; reu-
nião dos centros de informação em Sub-
sistemas, estudos de novos Centros de
6.1.1 Análise das condições atuais, esta- informação em potencial.

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6.2 Operação do SN ICT força de seus subsistemas. Mas, foi um


balão de gás que esvaziou em pouco tem-
Em seguida à assinatura do decreto po e, por motivos inexplicáveis, aquele
de sua criação, o SNICT iniciará suas organismo parece ter entrado no esqueci-
operações coordenando as atividades dos mento demonstrando que talvez as condi-
Subsistemas que gradativamente foram ções brasileiras ainda não estivessem
implantados e incorporados ao SNICT, bastante maduras para o estabelecimento
a critério do CNPq. de um sistema de informação de âmbito
nacional e que incluía uma diversidade
de órgãos — dispares entre si — como
7 - SUGESTÕES AO CNPq já havia sido alertado, pelo Professor
Borko, ao fazer um diagnóstico sobre o
O Grupo de Trabalho do SNICT SNICT.
recomenda ao CNPq: Esperamos que o futuro sistema de
informação de âmbito nacional, a ser
a) elaboração de um projeto de De- estudado, não seja tão pretensioso em
creto de criação dç SNICT; querer criar, ao mesmo tempo, tantos
b) convites aos Ministérios para apre- subsistemas, pois precisamos ir com passos
sentar sugestões sobre sua parti- firmes e pausados, apredendo primeiro
cipação no SNICT através da a trabalhar com sistemas de informação,
formação dos seus respectivos para, depois da posse de know-how su-
Subsistemas; ficiente, partir para um sistema nacional
c) convites aos Órgãos de Apoio que leve em conta as peculiaridades ine-
para participai do SNICT; rentes ao nosso sistema administrativo,
d) extinção do Grupo de Traba- condições econômicas etc".
lho".! 7 Discordamos de Murilo, quando afir-
ma que talvez as condições brasileiras
Não tendo sido implantado ainda não estivessem bastante maduras, para
nosso Sistema Nacional de Informação, o estabelecimento de um sistema de
e não havendo nenhum grupo de biblio- âmbito nacional, uma vez que, mesmo
tecas estudando o assunto, a idéia tende a em países desenvolvidos, como os Estados
morrer, enquanto perdura no País a au- Unidos, projetos de sistemas nacionais de
sência de uma política nacional de bibUo- documentação em ciência e tecnologia
tecas, cujas conseqüências principais são têm sido elaborados em vão. Laimor
o desperdício financeiro e a falta de F. CarterlO, em um artigo publicado em
exatidão técnica. 1966, estimava que nada menos de quinze
Portanto, é imprescindível meditar propostas de vulto teriam sido apresen-
novamente sobre o proposto e colocar, tadas e não implantadas, naquele País.
o mais urgente possível, nossa rede em O que parece ter nos faltado teria
funcionamento. sido seminários de avaliação da equipe
A respeito, Murilo Cunhai 5, quando redatora do documento com as Escolas
presidia o Conselho Federal de Biblio- de Biblioteconomia do País e com outras
teconomia, em 1977, afirmou: "Pelo bibliotecas brasileiras. O então IBBD
entusiasmo demonstrado entre os res- e a BN deveriam também ter convocado
ponsáveis pelo ante-prqjeto de lei, pelo e denimciado para a comunidade biblio-
volume de artigos e palestras, tudo indi- tecária brasileira, os motivos que impediam
cava que o SNICT viria à tona com toda a a implantação do nosso SNICT. No en-

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tanto, fez-se silêncio, e é daí a razão de 7 - REDES DE FITAS MAGNÉTI-


nos interrogarmos sem nenhuma resposta: CAS OU O ESTADO ATUAL
qual o estado atual do SNICT?
A introdução e utilização do com-
putador, nos serviços bibliotecários, alte-
Antonio Miranda30 é quem melhor raram, sobremaneira, a filosofia de redes
diagnostica a situação atual do SNICT: documentárias, isso porque as bibliote-
"O SNICT ou SNDCT* (ou como quer cas, com disposibilidgde de recursos
que viesse a chamar-se na prática) pra- financeiros, perceberam que poderiam
ticamente desapareceu dos noticiários. se tomar quase que auto-suficientes em
Não chegou sequer a ter uma diretiva informações, com a aquisição dos fichá-
nacional permanente, para não dizer de rios ou abstracts em fitas magnéticas.
outros recursos e serviços. O IBICT, Assim sendo, muitas dessas biblio-
tal como foi reestruturado (com a extin- tecas que teriam condições de assumir
ção do IBBD), parece ter absorvido em a liderança nacional, no sentido de esti-
sua política, muitas das atribuições que mularem o surgimento de redes, passaram
seriam do SNICT". a relegar o assunto. Daí a montagem no
Mas, é Edson Nery da Fonseca^O País, no momento, de redes de sistemas
quem nos dá novo fôlego no ano seguin- de informações, muitas vezes, sem nenhum
te, ao término dos estudos da Comissão serviço de indexação ou de alimentação
que elaborou o documento SNICT. do sistema, por parte das bibliotecas
"A situação atual é verdadeiramente cooperantes.
caótica, caracterizando-se pelo isolacionis- Embora sejam estes realmente neces-
mo das bibliotecas e serviços de documen- sários, para atenderem às necessidades
tação governamentais, principalmente os dos usuários, cremos que a aquisição de
do Poder Legislativo, cujas câmaras reor- fitas magnéticas ou fichários requerem
ganizaram seus serviços auxiliares com um mínimo de coordenação nacional.
soberano desprezo pelo ideal da centra- E o resultado aí está. Enquanto algumas
lização. áreas do conhecimento, como a agricultu-
Sem a colaboração que integre ra, possui mais de quatro bases de dados,
essas bibliotecas e serviços numa rede possíveis de respostas para investigações
nacional, o SNICT não poderá ser esta- bibliográficas, outras, como a química e
belecido, o que impedirá o Brasil de tecnologia química, inexistem no País,
participar efetivamente do programa sem mencionar as conexões livres, on-
UNISIST** -line, para as quais não há igualmente um
Se as iniciativas governamentais fra- controle nacional, nem sequer uma divul-
cassaram, cabe às associações profissio- gação para exploração centralizada.
nais de bibliotecários o papel de coorde- Por outro lado, as fitas magnéticas
nar esforços, visando a formação de uma de alguns fichários não estão acessíveis
rede nacional, mediante a colaboração para serviços de perguntas e respostas
espontânea de diretores e chefes de bi- rápidas, uma vez que os centros que as
bliotecas". operam, nem sempre têm disponível
um computador, para utilização em tem-
• SNDCT - Sistema Nacional de Desen- po integral. Além disso, uma grande parte
volvimento Científico e Tecnológico desses fichários adquiridos não são de
** UNISIST - Sistema Mundial de Infor- informação acumulada, obrigando, no
mação Científica e Tecnológica caso de um levantamento bibliográfico.

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82 R.bras.Bibliotecon.Ooc. 12 (1/2): 67-88, jan/iun.1979

processar a captura dos dados, nos carre- de intercâmbio de serviços entre as bi-
téis mensais. Dessa forma, as pesquisas bliotecas, dando-lhes previamente, as con-
bibliográficas retrospectivas seguem sendo dições ou estrutura para realizarem as
realizadas, em sua maioria, manualmente, tarefas de cooperação.
utilizando-se as fitas magnéticas para os
serviços de perfis. 8 - ANEXO
Além disso, faltam-nos bancos de
dados ou fichários que operem com the- 8.1 Questionário
saurus em língua portuguesa, bibliogra-
fias especializadas, catálogos de livros,
Entrevista feita com a Bibliotecária
normas, patentes, filmes e outros audio-
e Professora Esmeralda Maria de Aragão,
visuais existentes no País. É necessário Coordenadora da Escola de Biblioteco-
ressaltar, quanto ao assunto, os esforços
nomia e Comunicação da Universidade
desenvolvidos pela Empresa Brasileira de
Federal da Bahia.
Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e a
Empresa Brasileira de Assistência Técnica e
Extensão Rural (EMBRATER), nos últi- 8.1.1 Perguntas
mos anos, no sentido de realizarem algumas
bibliografias brasileiras sobre assuntos 1 - Subjetivamente, a que atribuir a
básicos. não-adoção, no Brasil, do processo
Muito se tem reclamado, pelo fato de catdogação automatizada, uti-
de ser o Catálogo Coletivo Nacional de lizando o Formato CALCO? Sa-
Publicações Periódicas, até o momento, be-se inclusive, que algumas biblio-
a única fonte para conhecimento dos tecas que possuem catalogação au-
recursos das bibliotecas brasileiras. Esse, tomatizada não o empregam.
embora com deficiência, registra o acervo
dos periódicos de 860 bibliotecas. Sem 2 - Briquet, em artigo publicado na
outros instrumentos semelhantes, que Revista da Escola de Biblioteconomia
classificariamos como de infra-estrutura
bibliotecária, acreditamos que muito pouco da UFMG29, afirma que "O futuro
se pode esperar por programas ambicio- da Catalogação na Fonte não parece
sos de redes de bibliotecas, uma vez que a ser muito promissor, em virtude
colaboração e o intercâmbio entre biblio- da natureza exclusivista do ISBD*".
tecas é, antes de tudo, um aprendizado Concorda?
que envolve, em alguns casos, até a ética
profissional. 3 — Considera as atividades exercidas
pelo SIC importantes, como expe-
Mas sem obras que possibilitem a
riência para o surgimento de novas
recuperação do acervo bibliográfico nacio-
redes ou de uma catalogação coope-
nal mencionado, nSo se pode pensar
rativa? Por que?
•em imia colaboração interbibliotecária,
em termos efetivos. E essas só serão edi-
tadas se o Governo Federal assumir tal 8.1.2 Respostas
iniciativa, pois a política nacional de
bibliotecas lhe pertence e é ele quem 1 Acredito que o problema da não-
deve destinar ou administrar os recursos
financeiros para tanto. Igualmente, cabe-
■Ihe estabelecer e estimular uma política * Intematíonal Standai Bibliographic Desciiption

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José Rincon Ferreira - Redes Nacionais de Informação, Experiência 83

-adoção do CALCO na maioria das 9 CONCLUSÕES


bibliotecas centrais de empresas,
ou mesmo nas Universidades que a) As experiências adquiridas com a
dispõem de maiores recursos finan- criação do SIC, constituíram o maior
ceiros, seja exatamente, pelo seu acontecimento desses 64 anos de biblio-
alto custo. teconomia no País. Sobrevivendo por
Em segundo lugar, as sucessivas 3 décadas, ele mostrou que, recursos
adaptações e modificações na folha financeiros e treinamento de pessoal
de entrada, nSo permitiram ainda são fatores imprescindíveis à criação de
a sua utilização. Quanto a não-ado- uma rede de informações eficiente.
ção pela Petrobrás e Senado, acre-
dito que ambos s3o utilizadores b) O seu aparente insucesso parece
de sistemas computarizados há algum ter deixado um trauma na bibliotecono-
tempo e por isso preferiram não mia brasileira que, a partir de então,
modificar as suas estruturas. não mais aventurou-se a por em operação
algo semelhante. Uma amostra disso
2 - Não concordo, embora admita que, é que a implantação de redes de biblio-
em tese o ISBD é exclusivista. Mas, tecas passou a ser relegada, ou feita com
como dar solução aos problemas do ritmo extremamente lento, como ocorreu
Terceiro Mundo sem a catalogação com a Biblioteca Complementar de En-
na fonte se, com raras exceções, genharia (BICENGE).
as agências nacionais do ISBD
não dispõem de recursos para ins-
talá-las para controlar a produção c) Não existe, por parte do Governo,
bibliográfica? iraia política de estímulos, nem sequer de
A catalogação na fonte terá que assessoria técnica para as bibliotecas que
ser continuada nesses países até se proponham a implantar sistemas auto-
que o controle bibliográfico se matizados, facilitando assim para que estas
tome uma realidade nessas agên- venham a adotar o formato CALCO
cias e isso só ocorrerá com muitos como modelo. E assim, enquanto alguns
recursos e tempo. biliotecários conscientes vêem necessidade
de organizarem sua informação de uma
3 — Sempre considerei importantes os forma padronizada aos sistemas interna-
objetivos do SIC. Graças à sua cionais, outros preferem criar os seus
experiência, muitos grupos espe- próprios sistemas.
cializados formaram os seus catá-
logos, adotando a filosofia de co- d) Com respeito à catalogação na
laborarem para a não duplicação fonte, sabe-se que os editores e livreiros
dos processamentos e facilidade de não estão obrigados a fazê-la, sendo que
intercâmbio. Infelizmente, sem re- aqueles que a utilizam fazem-na mais por
cursos próprios e, sem contar com a convencimento das instituições que a
colaboração decidida dos bibliote- realizam do que obedecendo a um pro-
cários, ele teria que fracassar. Mas, grama de estímulos governamentais. Uma
o seu ressurgimento, com o apoio prova disso é que desde a implantação
do CALCO, poderia ser a solução dos serviços na CBL e SNEL, em 1971,
para o problema da catalogação não se criou, em outros Estados brasi-
cooperativa uniforme. leiros, atividade dessa mesma natureza.

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84 R.bras.Bibliotecon.DOC. 12 (1/2); 67-88, jan/jun. 1979

10-RECOMENDAÇÕES /IBICT, para o pagamento de fotocó-


pias dos documentos solicitados entre
a) Que o projeto CALCO seja avalia- as bibliotecas brasileiras.
do pela comunidade bibliotecária brasi-
leira e, caso aprovado, seja sugerido o e) Embora com falhas, o CCN
seu emprego, sempre que se pretenda constitui uma iniciativa governamental a
automatizar os serviços de processamento que se deve louvar, cooperar e estimular;
técnico. sabe-se no entanto, que o simples fato
de uma coleção de periódicos estar nele
b) Que se siga as proposições da indexada, não nos dá a certeza de que a
primeira reunião de avaliação do mesmo biblioteca armazenadora do documento
criando, para as bibliotecas que venham atenderá aos pedidos de fotocópias de
a utilizá-lo, reimiões periódicas de avalia- outras bibliotecas, uma vez que inexiste,
ção, assim como uma assessoria técnica entre nós, uma política e uma infra-es-
para aquelas bibliotecas que desqem trutura organizada para a realização de
implantá-lo. serviços de intercâmbio. Por outro lado,
nossas bibliotecas carecem de outras
c) Que a catalogação na fonte tome obras de referência básicas, que venham
elemento imprescindível para a edição e facilitar este mesmo intercâmbio, além da
conseqüente comercialização de qudquer falta crônica de equipamentos. Daí a
documento brasileiro. Para tanto, deverá razão ou um consenso de que lun programa
ser tomada as seguintes providências: ou sistema como o SNICT só poderá ter
sucesso quando preceder a solução- des-
c.a) Decreto Governamental obri- ses problemas.
gando as editoras a utilização dos serviços
de catalogação na fonte e dando a coorde- f) Acreditamos que foi talvez do
nadoria dos serviços à BN, a qual caberá descaso pela criação dessa infra-estrutura
estimular e coordenar o surgimento de docunientária que tenha surgido, no
novas centrais de catalogação a mvel País, imia pob''tica de aquisição de fichá-
nacional nos moldes das já existentes. rios ou a Rede de Fitas Magnéticas, sem
que paralelamente atualizasse a nossa
c.b) Para locais onde não hqa condi- bibliografia nacional ou criasse banco de
ções de se criar centrais de catalogação dados com informações geradas no País.
na fonte, dado ao pouco número de
obras editadas, sugerimos que a BN firme Embora esses fichários adquiridos se-
convênio com a Biblioteca Pública ou jam extremamente importantes para o
Universitária local, para que realize esta desenvohnmento, transferênda, absorção
tarefa. e produção de novas tecnologias, cremos
que deveria ter havido uma certa disci-
c.c)Que a Federação Brasileira de plina ou controle nas suas aquisições.
Associações de Bibliotecários (FEBAB) Não que se tenha comprado banco de
concentre os seus esforços, no sentido dados ou fichários inúteis, ao contrário,
de divulgar maiores informações sobre a todos os que foram adquiridos são ex-
catalogação na fonte. tremamente úteis em informações para o
campo do conhecimento que cobrem.
d) Implantação de um sistema de Acreditamos, no entanto, poderíamos ter
vale reembolsável e garantido pelo CNPq/ aplicado melhor os nossos recursos fi-

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José Rincon Ferreira — Redes Nacionais de Informação,. Experiência 85

nanceiros se tivéssemos observado a dema- coleta e elaboração de bibliografias seme-


da de informações no cenário tecnológi- lhantes às atualmente desenvolvidas pela
co cientifico nacional, analisando quais EMBRAPA e BINAGRI, em agricultura,
destes que melhor poderiam suprir em para outras áreas do conhecimento.
informações os nossos usuários. Por exem-
plo, o Chemical Abstracts dado o uni- j) Que se faça um esforço no sentido
verso ou gama de assuntos nele indexa- de adquirir alguns dos fichários retros-
dos, suas interfaces etc., deveria ter sido pectivos dos Sistemas Internacionais já
um dos primeiros a ser adquirido. existentes no País, possibilitando-nos, as-
sim, utilizar os serviços rápidos de per-
guntas e respostas.
g) Que o CNPq/IBICT dote, quando
necessário, algumas bibliotecas de má- k) Que o CNPq discipline e coordene
quinas de reprodução xerográfíca. as atividades de implantação dos siste-
mas on-line, no País.
h) Promoção de lun Encontro pelo
CNPq/IBICT para avaliação dos motivos 1) Que o CNPq/IBICT discipline e
da não implantação do SNICT. coordene para que a implantação das
"Redes de Sistemas" se faça de maneira
i) Que o CNPq estimule o surgimen- paralela à implantação de uma Rede de
to de íichários bibliográficos nacionais. Serviços entre as bibÚotecas.

11 -REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

01 - ANUÃRIO ESTATÍSTICO DO BRASIL. V. 1- , 1908- . Rio de Janeiro,


IBGE, 1908- . V.

02 — BARBOSA, A.P. La catalogación cooperativa en el Brazil y su automatización


a través dei MARC, Brasil: el projecto CALCO. Pichero Bibliográfico Hispa-
noamericano, Buenos Aires, 13(11-12):6, 1974. p. 6.

0 3 . Novos rumos da catalogação. Rio de Janeiro, BNG/BRASILA


1978. 245 p. p. 87-8, 85-6, 203.

04 — . Projeto Calco; adaptação do MARC II para implantação de uma


central de processamento da catalogação cooperativa. Tese de Mestrado em
Biblioteconomia e Documentação, no IBBD/UFRJ. Rio de Janeiro, 1972.
92 p. il.

05 — . Projeto Calco; catalogação cooperativa automatizada. Rio de Janeiro,


IBBD, 1973. 22 p. iL p. 5.

06 - BOLETIM BIBLIOGRÁFICO DA BIBLIOTECA NACIONAL, v. 1- ,1918-


Rio de Janeiro, 1918- . v.

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86 Fl.bras.Bíbliotecon.Doc. 12 (1/2): 67-88, jan/jun. 1979

07 — BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Formato Calco, monografias e publi-


cações seriadas. Convênio MEC/CNPq. Brasília, 1977. 154 p. il.

08 - CÂMARA BRASILEIRA DO LIVRO, São Paulo á SINDICATO NACIONAL DOS


EDITORES DE LIVROS, Rio de Janeiro. Catalogação na fonte informações
para editores: CIP-Brasil. SâoPaulo, 1978.12f.p. 1.

09 — CARNEIRO, R. Catalogação na fonte. Boletim Bibliográfico da Biblioteca Muni-


cipal Mário de Andrade, São Paulo, 28:77-92, out./dez., 1971. p. 77-8.

10 — CARTER, L.F. Sistemas nacionais de documentação em ciência e tecnologia.


Revista do Serviço Público, Brasília, 103(2):75-89, mai.lshr., 1969.

11 — CLAPP, V.W. Catalogación en publicación: un nuevo programa estadounidense


de catalogación previa a Ia publicación con observaciones referentes a algunos
programas análogos. Boletin de Ia Unesco para Ias Bibliotecas, Paris, 27(1) :2-
-11, ene./feb., 1973.

12 - CÓDIGO DE CATALOGAÇÃO ANGLaAMERICANO / Anglo-American Ca-


taloging Rules/. Preparado pela Associação Americana de Bibliotecas, Biblio-
teca do Congresso dos Estados Unidos, Associação Britânica de Bibliotecas e
Associação Canadense de Bibliotecas. Brasília, 1969. 528 p.

13 - CONGRESSO REGIONAL DE DOCUMENTACIÓN, 4., Bogotá, out. 15-19,


1973. La tecnologia en los servidos de información y documentación. Bogotá,
FID/CLA; 1973. 423 f. il.

14 — COSTA, J.F. da. O Sistema Nacional de Informação Científica e Tecnológica


(SNICT). Revista de Biblioteconomia de Brasília, 1(2):95-107, jul./dez. 1973.

15 — CUNHA, M.B. da O controle bibliográfico da literatura científica e tecnológica


no Brasil. Revista da Escola de Biblioteconomia da Universidade Federal de
Minas Gerais, Belo Horizonte, 6(l):26-44, mar. 1977. p. 28-9.

1 6 . Necessidades atuais de bibliotecários no Brasil. Revista d


teconomia de Brasília, 2(l):15-24, jan./jun., 1974. p. 15.

17 — DIRETRIZES básicas para implantação do Sistema Nacional de Informação Ci-


entífica e Tecnologia (SNICT). In: CONGRESSO REGIONAL DE DOCUMEN-
TACIÓN, 4, Bogotá, Oct., 15-19, 1973. La tecnologia en los servidos de infor-
mación y documentación. México, FID/CLA, 1974. p. 277-81.
I
18 — FERREIRA, J.R. Redes de informação para ciência e tecnologia. Boletim Téc-
nico do CEPED, Camaçari, 4( 1/3) :55-93, jan./jun. 1977.

19 — . Sistemas e serviços de informação para ciência e tecnologia: a infor-

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José Rincon Ferreira — Redes Nacionais de Informação, Experiência 87

mação "on-line". Boletim Técnico do CEPED, Camaçari, 5(4/6) JS-ISO, jul./


/dez. 1978. p. 66.

20 — FONSECA, E.N. Documentação científica e tecnològica-planejamento. Trabalho


apresentado no VII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação,
Belém, 29 jul. - 4 ago., 1973. s.n.t. 15 f.

21 — . Sobre a (inexistente) rede nacional de bibliotecas exigidas pelo


SNICT. Revista do Serviço Público, Brasília, 109(2) :79-91, abr./jun. 1974.
p. 79.

22 — FORMATO CALCO. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação,


São Paulo, 10(4/6) :202-203, out./dez., 1977. p. 203.

23 — FROTA, L.M. de A. Catalogação na fonte: resultado da colaboração entre edi-


tores e bibliotecários. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECa
NOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 7., Belém, 29 jul. -4 ago., 1973. Anais. Rio
de Janeiro, IBICT, 1977, p. 303-12.

24 — GOMES, H.E. Automação da catalogaçãs no Brasil e os programas de controle


bibliográfico nacional. Trabajo presentado en Io Primer Seminário Latino-
-americano sobre Control y Adquisicion de Material Bibliográfico, Bogotá,
oct. 13-17, 1975. Bogotá, 1975. 10 f.

25 — GOMES, H.E. Mecanismos e normas para a organização bibliográfica nacional:


novos programas para velhos problemas. Revista da Escola de Bibliotecono-
mia da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 6(2) :175-84,
set., 1977.

2 6 . & CARVALHO, M.B.P. de. O Sistema Nacional de Inform


Científica e Tecnológica (SNICT) do Brasil; anexo 1: Diretrizes básicas para
a implantação do Sistema Nacional de Informação Científica e Tecnológica
(SNICT). In: CONGRESSO REGIONAL DE DOCUMENTACIÓN, 4, Bogotá
oct., 15-19, 1973. La tecnologia en los servidos de información y documen-
tación. México, FID/CLA, 1974. p. 277-81.

11 — IBBD, Rio de Janeiro. Serviço de intercâmbio de catalogação (SIC). In: IBBD,


Rio de Janeiro. Comunicações, pt. 2: Catálogo coletivo nacional de periódi-
cos: seu estado atual e possibilidades de receber melhor colaboração das biblio-
tecas públicas e especializadas. Rio de Janeiro, 1973. numeração progressiva,
seção 7.

28 — IBICT, Rio de Janeiro. Projeto: "Centro Piloto" de acesso em linha a informa-


ção no exterior. Rio de Janeiro, CNPq, s.d. não paginado.

29 — LEMOS, A.A.B. de. Programas internacionais: seu impacto e sua implantação em


países em desenvolvimento. Revista da Escola de Biblioteconomia da Univer-

Digitalizado
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88 R.bras.Bibliotecon.Ooc. 12 (1/2): 67-88, jan/jun.1979

sidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte, 7(2):201-17, set. 1978. p. 207-8.

30 — MIRANDA, A. Planejamento bibliotecário no Brasil: a informação para o desen-


volvimento/. Planing Library and Information Systems/. Rio de Janeiro, Li-
vros Técnicos e Científicos; Brasília, Editora da Universidade de Brasília, 1977.
p. 58.

31 — SAMBAQUY, L. de Q. Catalogación cooperativa y catalogación centralizada.


In: CONFERÊNCIA SOBRE O DESENVOLVIMENTO DOS SERVIÇOS DE
BIBLIOTECAS PÚBLICAS NA AMÉRICA LATINA, São Paulo, 1951. De-
sarrollo de Ias Bibliotecas Públicas en América Latina. Paris, UNESCO, 1953.
p. 67-70. (Manuales de Ia UNESCO para Ias bibliotecas, 5).

3 2 . O IBBD e os serviços que se propõe a prestar. Rio de Janeiro


1958. 22 p. il.

33 — SCHREINER, H.B. et alii. Processamento técnico centralizado automatizado na


Biblioteca Central da Universidade Federal do Rio Grande do Sul; relatório da
primeira fase de implantação. In: ASSEMBLÉIA DAS COMISSÕES PERMA-
NENTES DA FEBAB, 4., São Paulo, ago., 12-18, 1978. Anais. São Paulo,
FEBAB, 1978. p. 589-618.

34 — SHEPARD, M.D. Library automation in Brazíl as an element in an Inter-American


network for transmitting bibliographic information. International Cataloging,
Londres, Oct./Dec. 1977. p. 45-7.

35 — SILVA, B. O futuro do livro. 2. ed. Rio de Janeiro, Centro de Serviços Gráficos


do IBGE, 1976. 46 p.

36 — VATICANO. Biblioteca Vaticana. Normas para catalogação de impressos. 2. ed.


brasileira. Rio de Janeiro, IBBD, 1962. 502 p.

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hfòrmoçQo no ErnpresQ:

O Popel do KblíotecQ

.2:025.5(81) Antono Mrcnda *

Ao lado dos recursos humanos, materiais 1 - JUSTIFICATIVA


e financeiros, um quarto elemento se
junta á moderna empresa para garantir Aos recursos tradicionais da empresa
atualização do pessoal, gerar — humanos, materiais e financeiros
conhecimentos próprios e melhor — deve-se agregar, modernamente, um
produtividade; a informação. Papel quarto elemento: Informação.
educacional da biblioteca de empresa se Deste último depende um grau
evidencia quando ela se integra nos maior ou menor de retomo de capital
programas de capacitação de pessoal a fim de investimento nos três recursos anterio-
de que sejam usados com eficiência seus res, do grau de pertinência e de relevância
recursos e serviços para melhor absorção na aplicaçS^o dos mesmos.
da informação. Os recursos informativos Informação, na empresa moderna, é
devem ser contemplados com percentuais de vital importância, em qualquer de seus
constantes como "investimento de capital". níveis: desde aqueles de natureza geren-
Além dos serviços básicos, a biblioteca cial (preços, custos, oportunidade, dados
para atingir suas finalidades deve prover: estatísticos, cadastrais, etc, que embasam
comutação bibliográfica, serviço de alerta, decisões corretas e seguras e que se con-
disseminação seletiva da informação, substanciam em centros de documentação
treinamento de usuário, bem como e bancos de dados) até, no outro extremo,
integrar-se em redes e sistemas. o "know how" que permite os padrões
de excelência e o acompanhamento da
evoluçSo tecnológica.
Devemos considerar dois fatores
importantes: primeiro, conforme o enfo-
que sistêmico, imi conjunto só fundona
bem quando todos os elementos estâio

• Assessor de Planejamento Bibliotecário da


CAPES/MEC. Professor do Curso de Biblio-
teconomia da UNE.

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90 R.bras.Bibliotecon.Doc. 12 (1/2l;89-96, jan/jun.1979

perfeita e adequadamente interrelaciona- 3 - RAZAO DA BIBLIOTECA


dos e interdependentes e quando juntos NOS PROGRAMAS DE CAPA-
participam e evoluem (desenvolver apenas CITAÇÃO
uma das partes compromete o desempenho
do todo); em segundo lugar, a informação Tradicionalmente, a biblioteca sem-
requerida na empresa, mesmo conside- pre esteve ligada às disciplinas técnicas,
rando os desníveis profissionais de pes- dando ênfase aos seus aspectos de contro-
soal qualificado, é muito variada e exis- le bibliográfico e processamento de seus
tem áreas de evidente sobreposição o que materiais para disseminação e transfe-
impede uma autêntica hierarquia. O téc- rência de informação, colocando em
nico mais avançado muitas vezes neces- evidência seu caráter eminentemente edu-
sita de materiais informacionais de natu- cacional.
reza primária. Embora a recíproca não Parafraseando o Dr. José Diq^
sqa sempre verdadeira (o técnico de de Melo Teles, na oportunidade presi-
formação limitada terá dificixldade de dente do CNPq, a transferência de "Know
compreensão de textos mais complexos) how" não se faz de país para país mas
é justo reconhecer para os indivíduos de especialista para especialista e as biblio-
o direito do acesso à informação, e des- tecas deveriam organizar esta transferên-
te acesso depende sua capacitação formal cia, engajando-se em programas de edu-
e/ou informal. cação formal e contínua na empresa.

2 - BIBLIOTECA COMO INSTRU- 4 - SERVIÇOS QUE DEVE


OFERECER
MENTO DE CAPACITAÇÃO

Basicamente, considera-se a bibliote- De início, não se deve confundir


ca como instrumento de pesquisa. De- documento com informação. A informação
pendendo do contexto e do sentido que está contida no documento, não é J o
damos à palavra "pesquisa", isto pode documento. É o caráter dinâmico que
ser mais ou menos verdadeiro. No fundo, caracteriza a informação e esta só existe
mesmo reconhecendo a condição funda- quando se dá a comunicação,\& transmissão
mental da biblioteca para a pesquisa e 1
solução de problemas, outras são as fun- da experiência entre o autor e o leitor.
ções mais pertinentes que ela desempenha. A biblioteca é intermediária e não o fim
A biblioteca é fimdamental também do processo, a menos que ela se conformo
no processo dedsório e, mais acentua- com a passividade do armazenamento
damente, na capacitação de pessoal. e preservação do acervo.
A empresa moderna precisa asse-
gurar, na sua estratégia de evolução, que No caso contrário, admitindo-se a
o pessoal participe de programas de trei- função educacional e de capacitação de
namento e transferência de conhecimento recursos humanos da biblioteca na empresa
como para garantir a maximização de seu moderna, ela deve organizar-se e oferecer,
potencial. como mínimos, os seguintes serviços:

Digitalizado
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Antonio Miranda — Informação na Empresa: O papel da Biblioteca 91

4.1 Seleção e Aquisição pesquisador ou o técnico deverá conhe-


cer o que surge de importante em sua
Os objetivos da biblioteca são os área de atuação, não importando se está
mesmos da Empresa, e o seu acervo deve ou não na bibUoteca.
ser criado e desenvolvido para atender Para que isso aconteça, a biblio-
às necessidades básicas de informação teca necessitará desenvolver dois servi-
dos diversos programas e atividades. ços básicos: referência e disseminação
A comunidade técnica deve orientar a da informação.
formação do acervo e, para tanto, comis-
sões de seleção deverão ser organizadas,
métodos informais de sugestões poderão
ser desenvolvidos e o bibliotecário fará 4.3 Serviço de Referência
as consultas com o pessoal técnico e
financeiro para tomar as decisões finais Mais do que garantir o acesso ao que
de aquisição. O êxito da biblioteca de- possui, deve a biblioteca orientar o leitor
penderá, enormémente, da sua capaci- para descobrir o que existe de mais novo
dade de formar um acervo que atenda e relevante para manter-se atualizado
a 80% da demanda, conforme a prática (visando, portanto, beneficiar a moder-
internacional. nização da Empresa).
Entre os instrumentos de referên-
cia, são fundamentais: bibliografias cor-
4.2 Comutação Bibliográfica rentes e retrospectivas, revistas de resu-
mos ("abstracts"), de sumários ("current
Como a "auto-suficiência" não é contents"), assim como a compilação
mais possível para a biblioteca especia- de bibliografias seletivas conforme os
lizada no mundo atual da "explosão interesses de seus próprios usuários. Ser-
documental", faz-se necessária a organi- viços automatizados de pesquisa biblio-
zação de serviços de intercâmbio e de gráfica e recuperação da informação
cooperação inter-bibliotecária, a nível ("Information retrieval"), próprios e/ou
locd, regional, nacional e internacional. alugados/comprados facilitam a elabora-
Acordos e convênios de prestação de ção de listagens que orientam os leito-
serviços (reprográficos, cópias xerox, mi- res na escolha de ftens de seu interesse.
crofichas, empréstimo — entre — biblio- Tais serviços somente conseguem im-
tecas) facilitarão transformar a disponi- por-se, caso dois requisitos sejam aten-
bilidade (o conhecimento do que existe didos:
e onde existe mediante catálogos cole- a) que as "ferramentas" de trabalho
tivos) na acessibilidade (a obtenção do (as obras de referência) sqam
documento, não importa onde ele se plenamente acessíveis aos usuá-
encontre depositado). rios;
O objetivo principal é promover b) que se consiga o documento es-
uma mudança de hábito do pesquisador. colhido, em tais fontes, para o
Se ele se habitua a utilizar o que a bi- usuário.
blioteca possui, tal concepção imedia- Como nem todos os usuários dis-
tista o limitará ao processo aleatório põem de tempo para chegar à biblioteca
de manter-se informado com o que está sempre que dela necessitem e como nem
à sua disposição (aqui e agora). No ex- sempre eles têm noção exata do que
tremo oposto, e mais corretamente, o necessitam, faz-se necessário que a bi-

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cm 1 gentilmente por:
92 R.bras.Bibliotecon.DOC. 12(1/2): 89-96, jan/jun. 1979

blioteca chegue até eles. Os boletins Os "perfis" dos usuários ou dos


bibliográficos, ps serviços de alerta e a projetos em andamento são codificados
disseminação seletiva da informação são para cruzamento manual ou automati-
os caminhos mais curtos. zado com os descritores da documentação
que vai ingressando na biblioteca, sobre-
tudo os de artigos de periódicos mas
também os de relatórios técnicos, teses,
4.4 Boletins bibliográficos e técni- pre-prints, etc.
cos, serviços de alerta, etc.
A aquisição de um serviço estran-
Á divulgação de listas por assunto geiro, em forma de disco magnético, é uma
dos novos itens incorporados ao acervo opção que deve ser muito bem estudada
é fundamental para promover o seu uso. antes que a decisão final sqa feita, le-
Tais listas não necessitam ter aparência vando-se em consideração aspectos de
gráfica luxuosa nem tipográfica esme- "software/hardware", necessidade de pes-
rada pois seu conteúdo é, via de regra, soal, natureza da informação contida
efêmero. O seu sucesso reside na regula- e acesso aos documentos referenciados.
ridade, na escolha de material arrolado e O sistema SDI, como nenhum outro,
na distribuição.] Informação só é útil garante ao usuário manter-se em dia com
quando chega à pessoa certa, no momento os assuntos de sua especialização, sem
certo e quando for de proveito. Um per- ter que realizar a pesquisa bibÚográíica.
feito afinamento da informação refe- Trata-se de uma forma agressiva de an-
rendada com os prcgetos e programas tecipar-se à demanda, enviando a refe-
em andamento, além dos temas de valor rência bibliográfica, o resumo ou até
permanente, é de vital importância. mesmo a cópia xerox do trabalho (pode-
Um boletim mais técnico e gerencial -se inclusive estabelecer imia potitica
pode servir para dar informações básicas que defina quando e para quem se en-
para aqueles que têm, em suas mãos, o viará qualquer das três modalidades).
processo decisório e que pela natureza Uma vantagem excepcional é que
o usuário pode habilitar-se à leitura pe-
mesma de suas atividades, fazem pouco
riódica da literatura, com reflexos po-
uso da biblioteca. Dados conjunturais,
sitivos em sua atuação profíssional, cons-
informações sobre avanços tecnológicos,
tituindo-se esta em autêntica educação
legislação, etc, podem garantir o sucesso
contfnua.
do boletim e favorecer a atualização
Existem formas que a biblioteca
do pessoal de cúpula ou de "frente".
utiliza para testar a excelência de um
serviço desta natureza. Além da avaliação
metódica e contfnua, pode-se medir
4.5 Disseminação Seletiva de Infor- a pertinência, relevância e obsoletismo
mações (SDI) da literatura citada nos projetos da em-
presa, nas contribuições do pessoal para
Um sistema de SDI só se aconseUia congressos e simposios e durante os cur-
quando a estrutura da biblioteca já atingiu sos de treinamento' formal da própria
um grau razoável de organização e quando empresa.
o pessoal conta com assessoria especia- Comutação Bibliográfica e Disse-
lizada quanto à natureza, nfvel e perti- minação Seletiva da Informação (SDI)
nência da demanda informacional da não são serviços antagônicos ou subs-
comunidade (empresa). titutivos. Ao contrário, são complemen-

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cm 1 gentilmente por:
Antonio Miranda - Informação na Empresa: O papel da Biblioteca 93

tàrios. A comutação é mais passiva, atende Técnicas no uso de catálogo, de fontes


a demanda, enquanto que o semço SDI bibliográficas; distinguir entre documen-
» antecipa à demanda, é mais ativo. taçfo primária e secundária; interpretar
Sua complementariedade se toma óbvia textos e distinguir a simbologia da lingua-
quando o técnico, após familiarizar-se gem das citações bibliográficas é funda-
com temas e autores dos artigos chegados mental e já é parte sinequa non de qual-
à sua mão por intermédio do SDI, recor- quer pessoa humana que aspire à ^a
re à comutação para a obtenção de infor- superação permanente. "Informação é
mação complementar Status", conforme, acertadamente, rei-
Ambas atividades ajudarão a de-, terá o IBICT.
finir a política e a mecânica de Seleção Ou a "biblioteca está engajada no

L WblScas ^ programa
as duas —de biblioteca
capacitação de pessoal ou,
e capacitação —,
resultarão debilitadas em suas funções.

5 - TREINAMENTO DE USUÁ-
RIOS
6 - INTEGRAÇÃO EM REDES E
Outra razão da função educacional SISTEMAS
mais do que técnica da biblioteca está
na sua missão de capacitar o usuário Uma empresa que conte com várias
para absorver informação. Tal treina- unidades descentralizadas de planejamento
mento nlo pode ser aleatório nem de e operação, necessita conjugar e articular
livre arbítrio; deve fazer parte da polí- os seus serviços bibliográficos. Os conhe-
tica de pessoal da empresa a garantia cimentos são interdisciplinares e a cada
de que sua equipe evolua concomitante- unidade caberá parcela do acervo que lhe
mente com as novas programações e sqa mais pertinente e deverá oferecer os
atividades. serviços que mais respondam à sua espe-
Informação exige requisitos para cialização.
sua absorção. Só há comunicação quando Centralização e descentralização, nes-
existe interesse, identidade, utilidade e te contexto, são simples decisões segundo
quando a linguagem do documento e do as condições e vocações ambientais. As
leitor sqam idênticas, do contrário, haverá decisões colegiadas pode^o assegurar a
ruídos na comunicação. O leitor deverá legitimidade e a representatividade ao
ser capacitado, gradualmente, no .uso de sistema, evitando ao máximo a dupli-
fontes documentárias e nas técnicas da cação de meios para fins idênticos e as-
leitura programada, nos seus níveis de segurando o compartilhamento mais justo
complexidade, do mais simples ao mais e mais econômico dos recunos descen-
sofisticado. tralizados.
No nosso País, onde os serviços Não só se deverá determinar os
bibliotecários ainda não estão generali- "que" e os "onde" internos como os
zados, o técnico às vezes carece da "tec- serviços dependentes de vias externas,
nologia" mínima para enfrentar, com tanto no próprio local onde se situa a
sucesso, a documentação, e isso impede empresa como fora do estado e do país.
ou inibe seu processo de capacitação. Ao conjunto de bibliotecas ou de
É como estar com sede na beira de um coleções descentralizadas, com funções
poço profundo sem balde e uma corda. especificadas, chamaremos "sistemas" gra-

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94 R.bras.Bibliotecon.DOC. 12 (1/2): 89-96, jan/jun.1979

ças às suas vinculações hierárquicas; ã com os processos externos ao sistema e


dependência com os serviços externos, à solução de problemas específicos.
formalizados ou informais, chamaremos O efeito multiplicador do elemento
de "rede". informação na vida de uma empresa mo-
derna é difícü de mensurar e de diagnos-
ticar mas, ao contrário, a sua ausência
6.1 Conclusões pode ser constatada pelo baixo rendimento
de pessoal e pela extrema dependência
A biblioteca de empresa deve, na da assessoria externa para solução a pro-
medida do possfvel, realizar serviços blemas que, internamente, seriam melhor
personalizados ou, na impossibilidade des- encaminhados, a custos mais razoáveis.
tes, mais direcionados em consonância A ênfase dada aos serviços coope-
com o papel dos indivíduos nas suas rativos (sistemas e redes) é feita tendo
áreas de atuaçSo. em vista o limite de investimento da
O objetivo é de capacitar o indiví- empresa no item "Informação", à neces-
duo para que ele, bem informado, acompa- sidade de garantir o acesso à informação,
nhe a evolução tecnológica e científica sempre que necessário, possuindo-a ou
e garanta, para a empresa, rendimento não intramuros.
e produtividade em termos de qualidade Na lógica de ciência da informação,
e efetividade profissionais. a soma de duas bibliotecas não é 1 + 1,
Neste contexto, os investimentos em é 2 + 1, sendo a terceira o intercâmbio
informação e em serviços documentá- entre ambos. A soma de um cotqunto
rios e bibliotecários deverlo ser conside- maior de bibliotecas é exponencial, e
rados como investimentos de capital seus efeitos na estratégia de recuperação
e percentuais, podendo ser garantidos nos da informação, na capacitação de pessoal
orçamentos para manutenção dos ser- e na economia de escala são extraordiná-
viços bibliotecários. rios.
Em outros termos, trata-se de apli- Deve-se, em conseqüência, limitar
car a máxima de que informação é energia o crescimento para atender a demanda
que gera novos conhecimentos necessá- (segundo a Lei de Zipf-Bradford) e ga-
rios à reciclagem permanente, à desco- rantir o seu uso para justificar os inves-
berta de novos produtos, à atualização timentos.

Digitalizado IS.
cm 1 gentilmente por:
Antonio Miranda — Informação na Empresa: O papel da Biblioteca 95

BIBLIOGRAFIA

BURNSTEINS, S.; SCHULT, M.L.F.; DELATTRE, D.G. A biblioteca na empresa;


atualização, auto-educaçao e especialização. Rev. Bibliotecon. Brasília, 5(2): 663-69,
jul./dez., 1977.

LOPES. J.S.; DENIZOT, E.R.; NASCIMENTO, C.M.P. Biblioteca de empresa com


função educacional, social e cultural. Rev. Bibliotecon. Brasília, j 5(2):669-83,
jul./dez., 1977.

NOCETTI, Milton A. Informação para o desenvolvimento: maximização dos recursos


documentários nacionais através de sistemas de comutação bibliográfica. Boi.
ABDF.jNova série, Brasília, 2(3), 1979. /No prelo/

NOCETTI, Milton A. Informação agrícola: o Serviço de Disseminação Seletiva da Infor-


mação da EMBRAPA. Boi. ABDF, Nova série, Brasília, l(2):35-40, jun./ago., 1978.

PASQUARELLI, M.R.L. &BARONE, A.M.S. Programa de Disseminação Seletiva de


Informação (SDIJ da Biblioteca da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnica
da USP. Rev. Bibliotecon. Brasília;6(2), 1978. /No prelo/

( *) Sobre Disseminação Seletiva da Informa-


ção, vide número especial da Revista de
Biblioteconomia de Brasília, Vol. 6 n? 2,
jul./dez., 1978, totalmente dedicado a
'^DI : SERVIÇOS NO BRASIL", onde
aparecem registradas as experiências brasi-
leiras mais signifícativas, um artigo teórico
sobre o "estado da arte" e uma bibliogra-
fia específica.

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Antonio Miranda — Informação na Empresa: O papel da Biblioteca 95

BIBLIOGRAFIA

BURNSTEINS, S.; SCHULT, M.L.F.; DELATTRE, D.G. A biblioteca na empresa:


atualização, auto-educação e especialização, Bibliotecon. Brasília,5(2): 663-69,
jul./dez., 1977.

LOPES. J.S.; DENIZOT, E.R.; NASCIMENTO, C.M.P. Biblioteca de empresa com


função educacional, social e cultural. Rev. Bibliotecon..Brasília, i 5(2):669-83,
jul./dez., 1977.

NOCETTI, Milton A. Informação para o desenvolvimento: maximização dos recursos


documentários nacionais através de sistemas de comutação bibliográfica. BoJ^.
ABDF,iNova série, Brasília, 2(3), 1979. /No prelo/

NOCETTI, Milton A. Informação agrícola: o Serviço de Disseminação Seletiva da Infor-


mação da EMBRAPA. Boi. ABDF, Nova série, Brasília, l(2):35-40, jun./ago., 1978.

PASQUARELLI, M.R.L. &BARONE, A.M.S. Programa de Disseminação Seletiva de


Informação (SDI} da Biblioteca dá Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnica
da USP. Rev. Bibliotecon. Brasíliaj6(2), 1978. /No prelo/

( *) Sobre Disseminação Seletiva da Informa-


ção, vide número especial da Revista de
Biblioteconomia de Brasília, Vol. 6 n9 2,
jul./dez., 1978, totalmente dedicado a
"SDI : SERVIÇOS NO BRASIL", onde
aparecem registradas as experiências brasi-
leiras mais signiflcativas, um artigo teórico
sobre o "estado da arte" e uma bibliogra-
fla específica.

Digitalizado
cm 1 gentilmente por:
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ças às suas vinculações hierárquicas;, â com os processos externos ao sistema e


dependência com os serviços externos, à soluçío de problemas específicos.
formalizados ou informais, chamaremos O efeito multiplicador do elemento
de "rede". informação na vida de uma empresa mo-
dema é difícil de mensurar e de diagnos-
ticar mas, ao contrário, a sua ausência
6.1 Conclusões pode ser constatada pelo baixo rendimento
de pessoal e pela extrema dependência
A biblioteca de empresa deve, na da assessoria externa para solução a pro-
medida do possível, realizar serviços blemas que, internamente, seriam melhor
personalizados ou, na impossibilidade des- encaminhados, a custos mais razoáveis.
tes, mais direcionados em consonância A ênfase dada aos serviços coope-
com o papel dos indiv/duos nas suas rativos (sistemas e redes) é feita tendo
áreas de atuaçSo. em vista o limite de investimento da
O objetivo é de capacitar o indiví- empresa no item "Informação", à neces-
duo para que ele, bem informado, acompa- sidade de garantir o acesso à informação,
nhe a evolução tecnológica e científica sempre que necessário, possuindo-a ou
e garanta, para a empresa, rendimento não intramuros.
e produtividade em termos de qualidade Na lógica de ciência da informação,
e efetividade profissionais. a soma de duas bibliotecas não é 1 + 1,
Neste contexto, os investimentos em é 2 + 1, sendo a terceira o intercâmbio
informação e em serviços documentá- entre ambos. A soma de um conjunto
rios e bibliotecários deverão ser conside- maior de bibliotecas é exponencial, e
rados como investimentos de capital seus efeitos na estratégia de recuperação
e percentuais, podendo ser garantidos nos da informação, na capacitação de pessoal
orçamentos para manutenção dos ser- e na economia de escala são extraordiná-
viços bibliotecários. rios.
Em outros termos, trata-se de apli- Deve-se, em conseqüência, limitar
car a máxima de que informação é energia o crescimento para atender a demanda
que gera novos conhecimentos necessá- (segimdo a Lei de Zipf-Bradford) e ga-
rios à reciclagem permanente, à desco- rantir o seu uso para justificar os inves-
berta de novos produtos, á atualização timentos.

Digitalizado IS.
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Antonio Miranda — Informação na Empresa: O papel da Biblioteca 93

tàrios. A comutação é mais passiva, atende Técnicas no uso de catálogo, de fontes


a demanda, enquanto que o serviço SDI bibliográficas; distinguir entre documen-
se antecipa à demanda, é mais ativo. tação primária e secundária; interpretar
Sua complementaríedade se toma óbvia textos e distinguir a simbologia da lingua-
quando o técnico, após familiarizax-se gem das citações bibliográficas é funda-
com temas e autores dos artigos chegados mental e já é parte sinequa non de qual-
à sua mão por intermédio do SDI, recor- quer pessoa humana que aspire à uma
re à comutação para a obtenção de infor- superação permanente. "Informação é
mação complementar. Status", conforme, acertadamente, rei-
Ambas atividades ajudarão a de- tera o IBICT.
finir a política e a mecânica de Seleção Ou a biblioteca está engajada no
e Aquisição da biblioteca, ou da rede programa de capacitação de pessoal ou,
de bibliotecas. as duas — biblioteca e capacitação —,
resultarão debilitadas em suas funções.

5 - TREINAMENTO DE USUÁ-
RIOS
6 - INTEGRAÇÃO EM REDES E
SISTEMAS
Outra razão da função educacional
mais do que técnica da biblioteca está
na sua missão de capacitar o usuário Uma empresa que conte com várias
para absorver informação. Tal treina- unidades descentralizadas de planejamento
mento não pode ser aleatório nem de e operação, necessita conjugar e articular
livre arbítrio; deve fazer parte da polí- os seus serviços bibliográficos. Os conhe-
tica de pessoal da empresa a garantia cimentos são interdisciplinares e a cada
de que sua equipe evolua concomitante- unidade caberá parcela do acervo que lhe
mente com as novas programações e seja mais pertinente e deverá oferecer os
atividades. serviços que mais respondam à sua espe-
Informação exige requisitos para cialização.
Centralização e descentralização, nes-
sua absorção. Só há comunicação quando
existe interesse, identidade, utilidade e te contexto, são simples decisões segundo
quando a linguagem do docxmiento e do as condições e vocações ambientais. As
leitor sqam idênticas, do contrário, haverá decisões colegiadas poderâo assegurar a
ruídos na comunicação. O leitor deverá legitimidade e a representatividade ao
ser capacitado, gradualmente, no .uso de sistema, evitando ao máximo a dupli-
fontes documentárias e nas técnicas da cação de meios para fins idênticos e as-
leitura programada, nos seus níveis de segurando o compartilhamento mais justo
complexidade, do mais simples ao mais e mais econômico dos recursos descen-
sofisticado. tralizados.
No nosso País, onde os serviços Não só se deverá determinar os
bibliotecários ainda não estão generali- "que" e os "onde" internos como os
zados, o técnico às vezes carece da "tec- serviços dependentes de vias externas,
nologia" mínima para enfrentar, com tanto no próprio local onde se situa a
sucesso, a documentação, e isso impede empresa como fora do estado e do país.
ou inibe seu processo de capacitação. Ao conjunto de bibliotecas ou de
É como estar com sede na beira de um coleções descentralizadas, com funções
poço profundo sem balde e uma corda. especificadas, chamaremos "sistemas" gra-

Digitalizado
cm 1 gentilmente por:
92 R.bras.Bibliotecon.DOC. 12 (1/2): 89-96, jan/jun. 1979

blioteca chegue até eles. Os boletins Os "perfis" dos usuários ou dos


bibliográficos, os serviços de alerta e a projetos em andamento são codificados
disseminação seletiva da informação são para cruzamento manual ou automati-
os caminhos mais curtos. zado com os descritores da documentação
que vai ingressando na bibUoteca, sobre-
tudo os de artigos de periódicos mas
também os de relatórios técnicos, teses,
4.4 Boletins bibliográficos e técni- pre-prints, etc.
cos, serviços de alerta, etc.
A aquisição de um serviço estran-
A divulgação de listas por assunto geiro, em forma de disco magnético, é uma
dos novos itens incorporados ao acervo opção que deve ser muito bem estudada
é fundamental para promover o seu uso. antes que a decisão final sqa feita, le-
Tais listas não necessitam ter aparência vando-se em consideração aspectos de
gráfica luxuosa nem tipográfica esme- "software/hardware", necessidade de pes-
rada pois seu conteúdo é, via de regra, soal, natureza da informação contida
efêmero. O seu sucesso reside na regula- e acesso aos documentos referenciados.
ridade, na escolha de material arrolado e O sistema SDI, como nenhum outro,
na distribuição.] Informação s6 é útil garante ao usuário manter-se em dia com
quando chega à pessoa certe, no momento os assuntos de sua especialização, sem
certo e quando for de proveito. Um per- ter que realizar a pesquisa bibliográfica.
feito afinamento da informação refe- Trata-se de uma forma agressiva de an-
renciada com os projetos e programas tecipar-se à demanda, enviando a refe-
em andamento, além dos temas de valor rência bibliográfica, o resumo ou até
permanente, é de vital importância. mesmo a cópia xerox do trabalho (pode-
Um boletim mais técnico e gerencial -se inclusive estabelecer uma poíitica
pode servir para dar informações básicas que defina quando e para quem se en-
para aqueles que têm, em suas mãos, o viará qualquer das três modalidades).
processo decisório e que pela natureza Uma vantagem excepcional é que
mesma de suas atividades, fazem pouco o usuário pode habilitar-se à leitura pe-
uso da biblioteca. Dados conjunturais, riódica da literatura, com reflexos po-
sitivos em sua atuação profissional, cons-
informaçSes sobre avanços tecnológicos,
tituindo-se esta em autêntica educação
legislação, etc, podem garantir o sucesso
do boletim e favorecer a atualização contínua.
do pessoal de cúpula ou de "frente". Existem formas que a biblioteca
utiliza para testar a excelência de um
serviço desta natureza. Além da avaliação
metódica e contínua, pode-se medir
4.5 Disseminação Seletiva de Infor- a pertinênda, relevância e obsoletismo
mações (SDI) da literatura citada nos projetos da em-
presa, nas contribuições do pessoal para
Um sistema de SDI só se aconseUia congressos e simposios e durante os cur-
quando a estrutura da biblioteca já atingiu sos de treinamento' formal da própria
um grau razoável de organização e quando empresa.
o pessoal conta com assessoria especia- Comutação Bibliográfica e Disse-
lizada quanto à natureza, nível e perti- minação Seletiva da Informação (SDI)
nência da demanda informacional da não são serviços antagônicos ou subs-
comunidade (empresa). titutivos. Ao contrário, são complemen-

Digitalizado
cm 1 gentilmente por:
Antonio Miranda — InformaçSo na Empresa: O papel da Biblioteca 93

tàrios. A comutação é mais passiva, atende Técnicas no uso de catálogo, de fontes


a demanda, enquanto que o serviço SDI bibliográficas; distinguir entre documen-
se antecipa à demanda, é mais ativo. tação primária e secundária; interpretar
Sua complementariedade se toma óbvia textos e distinguir a simbologia da lingua-
quando o técnico, após familiarizar-se gem das citações bibliográficas é funda-
com temas e autores dos artigos chegados mental e já é parte sinequa non de qual-
à sua mão por intermédio do SDI, recor- quer pessoa humana que aspire à uma
re à comutação para a obtenção de infor- superação permanente. "Informação é
mação complementar. Status", conforme, acertadamente, rei-
Ambas atividades ajudarão a de- tera o IBICT.
finir a política e a mecânica de Seleção Ou a biblioteca está engajada no
e Aquisição da biblioteca, ou da rede programa de capacitação de pessoal ou,
de bibliotecas. as duas - bibUoteca e capacitação -,
resultarão debilitadas em suas funções.

5 - TREINAMENTO DE USUÁ-
RIOS
6 - INTEGRAÇÃO EM REDES E
SISTEMAS
Outra razão da função educacional
mais do que técnica da biblioteca está
na sua missão de capacitar o usuário Uma empresa que conte com várias
para absorver informação. Tal treina- unidades descentralizadas de planqamento
mento não pode ser aleatório nem de e operação, necessita conjugar e articular
livre arbítrio; deve fazer parte da polí- os seus serviços bibliográficos. Os conhe-
tica de pessoal da empresa a garantia cimentos são interdisciplinares e a cada
de que sua equipe evolua concomitante- unidade caberá parcela do acervo que lhe
mente com as novas programações e sqa mais pertinente e deverá oferecer os
atividades. serviços que mais respondam à sua espe-
Informação exige requisitos para cialização.
sua absorção. Só há comunicação quando Centralização e descentralização, nes-
existe interesse, identidade, utilidade e te contexto, slo simples decisões segundo
quando a linguagem do docimiento e do as condições e vocações ambientais. As
leitor sejam idênticas, do contrário, haverá decisões colegiadas poderão assegurar a
ruídos na comunicação. O leitor deverá legitimidade e a representatividade ao
ser capacitado, gradualmente, no .uso de sistema, evitando ao máximo a dupli-
fontes documentárias e nas técnicas da cação de meios para fins idênticos e as-
leitura programada, nos seus níveis de segurando o compartilhamento mais justo
complexidade, do mais simples ao mais e mais econômico dos recursos descen-
sofisticado. tralizados.
No nosso País, onde os serviços Não só se deverá determinar os
bibliotecários ainda não estão generali- "que" e os "onde" internos como os
zados, o técnico às vezes carece da "tec- serviços dependentes de vias externas,
nologia" mínima para enfrentar, com tanto no próprio local onde se situa a
sucesso, a documentação, e isso impede empresa como fora do estado e do país.
ou inibe seu processo de capacitação. Ao conjunto de bibliotecas ou de
É como estar com sede na beira de um coleções descentralizadas, com funções
poço profundo sem balde e uma corda. especificadas, chamaremos "sistemas" gra-

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cm 1 gentilmente por:
94 R.bras.BIbliotecon.Ooc. 12 (1/2): 89-96. jan/jun.197S

ças às suas vinculações hierárquicas;, â com os processos externos ao sistema e


dependência com os serviços externos, à soluçío de problemas específicos.
formalizados ou informais, chamaremos O efeito multiplicador do elemento
de "rede". informação na vida de uma empresa mo-
derna é difícil de mensurar e de diagnos-
ticar mas, ao contrário, a sua ausência
6.1 Conclusões pode ser constatada pelo baixo rendimento
de pessoal e pela extrema dependência
A biblioteca de empresa deve, na da assessoria externa para solução a pro-
medida do possfvel, realizar serviços blemas que, internamente, seriam melhor
personalizados ou, na impossibilidade des- encaminhados, a custos mais razoáveis.
tes, mais direcionados em consonância A ênfase dada aos serviços coope-
com o papel dos indivíduos nas suas rativos (sistemas e redes) é feita tendo
áreas de atuaçSlo. em vista o limite de investimento da
O objetivo é de capacitar o indiví- empresa no item "Informação", à neces-
duo para que ele, bem informado, acompa- sidade de garantir o acesso à informação,
nhe a evolução tecnológica e científica sempre que necessário, possuindo-a ou
e garanta, para a empresa, rendimento não intramuros.
e produtividade em termos de qualidade Na lógica de dência da informação,
e efetividade profissionais. a soma de duas bibliotecas não é 1 + 1,
Neste contexto, os investimentos em é 2 + 1, sendo a terceira o intercâmbio
informação e em serviços documentá- entre ambos. A soma de um coigunto
rios e bibliotecários deverão ser conside- maior de bibliotecas é exponencial, e
rados como investimentos de capital seus efeitos na estratégia de recuperação
e percentuais, podendo ser garantidos nos da informação, na capacitação de pessoal
orçamentos para manutenção dos ser- e na economia de escala são extraordiná-
viços bibliotecários. rios.
Em outros termos, trata-se de apli- Deve-se, em conseqüência, limitar
car a máxima de que informação é energia o crescimento para atender a demanda
que gera novos conhecimentos necessá- (segundo a Lei de Zipf-Bradford) e ga-
rios à reciclagem permanente, à desco- rantir o seu uso para justificar os inves-
berta de novos produtos, à atualização timentos.

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cm 1 gentilmente por:
Antonio Miranda — Informação na Empresa: O papel da Biblioteca 95

BIBLIOGRAFIA

BURNSTEINS, S.; SCHULT, M.L.F.; DELATTRE, D.G. A biblioteca na empresa:


atualização, auto-educaçao e especialização. Rev. Bibliotecon. Brasília, 5(2): 663-69,
jul./dez., 1977.

LOPES. J.S.; DENIZOT, E.R.; NASCIMENTO, C.M.P. Biblioteca de empresa com


função educacional, social e cultural. Rev. Bibliotecon. Brasília, i 5(2):669-83,
jul./dez., 1977.

NOCETTI, Milton A. Informação para o desenvolvimento: maximização dos recursos


documentários nacionais através de sistemas de comutação bibliográfica. Boi.
ABDF, Nova série, Brasília, 2(3), 1979. /No prelo/

NOCETTI, Milton A. Informação agrícola: o Serviço de Disseminação Seletiva da Infor-


mação da EMBRAPA. Boi. ABDF, Nova série, Brasília, 1(2)35-40, jun./ago., 1978.

PASQUARELLI, M.R.L. &BARONE, A.M.S. Programa de Disseminação Seletiva de


Informação (SDIJ da Biblioteca da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnica
da USP. Rev. Bibliotecon. Brasília,'6(2), 1978. /No prelo/

( *) Sobre Disseminação Seletiva da Informar


ção, vide número especial da Revista de
Biblioteconomia de Brasília, Vol. 6 n9 2,
jul./dez., 1978, totalmente dedicado a
"SDI : SERVIÇOS NO BRASIL", onde
aparecem registradas as experiências brasi-
leiras mais significativas, um artigo teórico
sobre o "estado da arte" e uma bibliogra-
fia específica.

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cm 1 gentilmente por:
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. .xávt^c-» ssJ

Digitalizado I Scan
st em m
cm i gentilmente por:
RBBD - QueéBICENGE?
Alfredo — BICENGE, Biblioteca Comple-
mentar de Engenharia, pretende
desenvolver integração e comple-
mentação da documentação e in-
formação em engenharia. Seu
objetivo principal é aperfeiçoar
serviços, completar a coleção de
documentos de engenharia no
Brasil e estimular o aperfeiçoa-
mento das bibliotecas, serviços
de documentação e sistemas de
informação e oferecer o melhor
atendimento ao usuário de enge-
nharia.

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98 R.bras.Bibliotecon.DOC. 12 (1/2): 97:1CX), jan/jun. 1979

Procura desenvolver o mecanismo (CEEEng. instituída por portaria


de participação e ação coope- ministerial n9 667, de 30 de
rativa para que as entidades outubro de 1971), foi realizado
não se limitem apenas à ação um diagnóstico da situação de
isolada. Nesta fase de implanta- ensino e suas condições de infra-
ção, sua sede se localiza no -estrutura. Entre as carências,
Ministério de Educação, Colégio foi constatada a maior precarie-
dos Estados, Av. L2 Sul Q.604 dade na parte de recursos biblio-
Brasília, D.F. gráficos.

RBBD — Como nasceu a idéia de sua RBBD — Quem participa do grupo de im-
criação? plantação?

Alfredo — Através da Comissão de Especia-


listas de Ensino de Engenharia Alfredo — Houve uma Comissão de Implan-

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Entrevista 99

tação composta por representan- que, inicialmente pelo projeto,


tes das seguintes instituições: visava à, área de ensino e pesquisa.
a) Departamento de Assuntos
Universitários — MEC: Prof. Dr. RBBD —Quais são os objetivos?
Ruy Carlos de Camargo Vieira,
coordenador da Comissão, Prof. Alfredo - Os objetivos, após reformulados,
Hamilton Savi e Prof. Alfredo consistem atualmente em:
Américo Hamar; b) Conselho Na-I — estabelecer mecanismos de
cional de Desenvolvimento Cien- coordenação entre os centros
tífico e Tecnológico, CNPq,e Ins- de documentação e informa-
tituto Brasileiro de Informação em ção, concernentes à área;
Ciências e Tecnologia, IBICT, — fomentar a cooperação e inter-
Prof. Raimundo Nonato Fialho câmbio entre bibliotecas e
Müssi, Profa. LeaTania Albuquer- centros de documentação na
que de Aquino; c) Financiadora de área;
Estudos e Projetos, FINEP: Prof. — estabelecer uma estratégia, de
Miguel Martins Chaves e Prof. An- âmbito nacional, de desenvol-
tonio Carlos Maron; d) Conselho vimento do sistema de docu-
Federal de Engenharia e Agrono- mentação e informação da
mia - CONFEA, Prof. Paulo Rp- área, através dos seguintes sub-
berto da Silva, Enga. Célia Maria -programas:
Guimarães Anchieta.
- análise de oferta e demanda
quanto a documentos e ser-
viços;
RBBD - Como está estruturado o projeto?
I fortalecimento de acervos
Alfredo - A Comissão está desenvolvendo e centros de documentação;
suas atividades a fim de definir - fomento a núcleos de análise
algumas providências iniciais para de informação;
atender a implantação da BICEN- - melhora nos serviços de aten-
GE, principalmente com relação dimento â usuários;
às suas primeiras atividades. Por emprego de novas tecnolo-
decisão de seus membros foram gias;
tomadas as seguintes iniciativas: elaboração de fontes refe-
a) elaboração de um "Convênio" renciais;
a ser firmado entre o DAU/MEC, elaboração de estatísticas
CNPq/IBiCT, FINEP e CONFEA e cadastros;
que, entre as diferentes cláusulas, - formação e aperfeiçoamento
prevê a conjugação de esforços de recursos humanos;
e recursos com vistas à implan- - diagnósticos e estudos sócio-
tação da BICENGE e o seu -econômicos de interiBsse dos
início de funcionamento; b) pelo profissionais de engenharia.
referido "Convênio" foram am- — promover a produção docu-
ampliados os objetivos da BICEN- mentária nacional na área d«
GE, que passaram a abranger toda engenharia e a sua indexação;
a área de engenharia: ensino, — atuar supletiva e temporaria-
pesquisa e aplicação profissional. mente nà manutenção de acer-

Digitalizado Sc a n
gentilmente por: k st ei .4^
cm 1 11 12 13 14
100 R.bras.Bibliotecon.DOC. 12 (1/2):97-100, jan/jun. 1979

VOS e no atendimento aos cimento de convênios de colabo-


usuários, enquanto não existi- ração e captação de recursos fi-
rem os competentes núcleos de nanceiros e materiais.
informação ou documentação;
coordenar suas atividades com
as demais do Sistema Nacional RBBD —Como está o andamento dos
de Informações em Ciência e trabalhos?
Tecnologia.
Alfredo — No momento estão em elabo-
O Conselho Federal de Engenha- ração os programas de ação
ria, Arquitetura e Agronomia será inicial que consistem em:
inicialmente o executor do pro- — Integração das bibliotecas ao
jeto BICENGE, ficando respon- Catálogo Coletivo Nacional de
sável, perante as partes interes- Publicações Periódicas, que.
sadas, signatárias do "Convênio", consistirá no fornecimento da
pelo fiel cumprimento das dispo- coleção do catálogo em micro-
sições estabelecidas nos instru- formas e aparelho de leitura
mentos que forem firmados con- às instituições de ensino de
junta ou separadamente. engenharia.
Em decorrência da função atri- — Bibliografia de engenharia,
buída ao CONFEA, a coordena- constando de dois sub-projetos,
ção da BICENGE funcionará no a saber:
Colégio dos Estados em Brasília; a) Curso de Engenharia — Bi-
serão também instalados, nessa bliografia;
fase inicial, dois núcleos regio- b) Bibliografias especializadas
nais que funcionarão nos estados de engenharia.
de São Paulo e Rio de Janeiro. — Levantamento de periódicos
nacionais de engenharia;
RBBD — Qual o suporte material e finan- — Fortalecimento de acervos: Le-
ceiro do Projeto? vantamento e análise de cole-
ções de periódicos através do
Alfredo — Estão sendo mantidos contatos Catálogo Coletivo Nacional do
com outras instituições oficiais IBICT;
de engenharia: ministérios, secre- — Cadastro de bibliotecas, servi-
tarias estaduais e municipais e ços de documentação e sis-
empresas paraestatais da área de temas de informação em enge-
engenharia, visando ao estabele- nharia existentes no Brasil.

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FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE
ASSOCIAÇÕES DE
BIBLIOTECÁRIOS (FIAB)

A utilização em comum de %us acer-


vos específicos é um dos elementos impres-
cindíveis à cooperação internacional entre as
bibliotecas. Do mesmo modo que nenhuma
biblioteca pode ser auto-suficiente no atendi-
mento de todas as necessidades de mfor-
maçãò de seus usuários, também nenhum paísl
pode airnejar a auto-suficiência. Para que o
serviço bibliotecário de um país seja eficaz
será preciso desenvolver métodos que possibi-
litem o acesso a materiais existentes em ou-
tras coleções em outros países. O objetivo
do empréstimo internacional é proporcionar
de um país a outro, da forma mais segura e
mais rápida, os documentos que não existam
no pais que os solicita.
As Diretrizes que se seguem, aprovadas
pelo Comitê Permanente da Seção de Em-
préstimo entre Bibliotecas da FIAB, em
1978, constituem uma revisão de vulto das

* Tradução de Antonio Agenor Briquetjde Le-


mos, Professor do Departamento de Biblio-
teconomia da UNS.

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102 R.bras.Bibliotecon.Ooc. 12 (1/2): 101-108, jan/jun. 1979

Normas aprovadas pela FIAB em 1954. 4. Fotocópias ou microfilmes deverão,


Embora nafo sejam de adoção compulsória, tanto quanto possível, ser fornecidos em
e ainda que cada pais deva estabelecer seus lugar do empréstimo de exemplares origi-
próprios critérios que regulem o empréstimo nais.
entre bibliotecas, recomenda-se com ins-
tância que cada pais e cada biblioteca as 5. Para o encaminhamento dos pe-
adotem como base para realização do em- didos deverão ser usados métodos rápidos e,
préstimo internacional. São precedidas de quando se tratar de longas distâncias, deverá
uma declaração de princfpios sobre o em- ser usada a via aérea para a remessa e a devo-
préstimo internacional aprovada em 1976 lução dos documentos.
por bibliotecas nacionais e pelo Comitê 6. Todos os pedidos deverão ser tra-
Permanente da Seção de Empréstimo entre tados de forma rápida e eficiente em todos
Bibliotecas da FIAB e são acompanhadas de os pontos; na biblioteca solicitante, no centro
comentários que procuram elucidar e de- ou centros nacionais e na biblioteca que
talhar certos aspectos das referidas Diretri- atenderá aos pedidos.
zes. 7. Deverão ser adotados procedimentos
padronizados e simples principalmente para
a solicitação de itens e para a cobrança de
princípios do empréstimo qualquer pagamento.
INTERNACIONAL

1. Todo país deve assumir a responsa- DIRETRIZES PARA REALIZAÇÃO


bilidade de proporcionar a qualquer outro DO EMPRÉSTIMO
país, por empréstimo ou fotocópia^ exem-
plares de suas próprias publicações, cer- N.B.: O termo 'empréstimo' abrange
tamente aquelas editadas a partir da presente o fornecimento de reproduções
data e, tanto quanto possível, as publicadas fotográficas e de outros tipos
em anos anteriores. Existem várias moda- em lugar de documento ori-
lidades de um país se desincumbir de tal ginal.
responsabilidade e, dentre elas, parece ofe-
recer especiais vantagens a existência de co-
leções nacionais destinadas a empréstimo/fo- 1. Centro nacional para o empréstimo
tocópia. internacional
2. Cada país deve contar com um ou
mais de um centro nacional que atue como 1.1 Cada país (ou, em nações federa-
um canal tanto para a expedição como para tivas, cada estado ou província) deve contar
o recebimento de solicitações, embora pos- com um centro para o empréstimo inter-
sa haver situações em que os pedidos possam nacional. Suas funções principais seriam:
dispensar a utilização desse canal. Esses
centros devem estar intimamente ligados a) atuar como ponto focai para o
à biblioteca nacional, no caso de não fazerem recebimento de pedidos procedentes do
parte da mesma. exterior;
3. Cada país deve procurar desenvol- b) atuar como ponto focai para o
ver um eficiente sistema nacional de emprés- encaminhamento a países estrangeiros dos
timo, uma vez que os sistemas nacionais de pedidos feitos por bibliotecas de seu pró-
empréstimo representam a infra-estrutura prio país;
indispensável do empréstimo internacional. c) compilar, com a colaboração das

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Documentos 103

bibliotecas do país, estatísticas relativas pedidos recebidos de outros pafses e, quando ne-
ao movimento de empréstimo internacio- cessário, ao reencaminhar tais pedidos a outras
nal, enviando anualmente os respectivos bibliotecas para atendimento.
dados para o Escritório de Empréstimo 1.1 j> Cada biblioteca deve assumir a res-
Internacional da FIAB. ponsabilidade de verificar se não existe, em qual-
quer outra biblioteca do país, um exemplar aces-
1.2 Os centros de empréstimo in- sível ao empréstimo de uma obra solicitada, antes
de encaminhar um pedido ao exterior.
ternacional poderão e deverão, quando
possível, desincumbir-se também das se- 1.1.0 A coleta de dados estatísticos, que
guintes funções: é essencial para o acompanhamento de tendências
I e da eficiência, deve ser realizada em âmbito na-
a) atuar como centro para o emprés- cional.
timo entre bibliotecas a nível nacional; 1.2 É imprescindível que exista uma forte
b) ser o principal centro nacional de coordenação para que os requisitos internacio-
organização e manutenção de catálogos nais e as responsabilidades de um país onde nSo
coletivos; exista um centro nacional sejam satisfeitos de
c) ter acesso direto aos acervos mais modo eficiente. Um órgáo coordenador poderá
ter condições de preencher algumas das funções
significativos do país; de um centro nacional.
d) proporcionar < um serviço de in-
formações sobre empréstimo entre biblio-
tecas; 2. Procedimentos a serem seguidos
e) ter a responsabilidade pelo pla- na solicitação de empréstimo
nejamento, implementação e supervisão de
um eficiente sistema nacional de emprésti- 2.1 Todos os pedidos serão feitos
mo entre bibliotecas, no caso em que esta nos formulários autorizados pela FIAB,
função não esteja sendo realizada de forma a menos que hqa uma determinação dife-
adequada por outra instituição. rente feita pela bibUoteca à qual se enviam
os pedidos.
Comentário 2.2 Para evitar que sejam remetidos
Os centros nacionais sSo recomendados por- ao exterior pedidos inadequados ou inexatos
que representam, na maioria dos casos, a forma a biblioteca solicitante verificará e, quando
mais simples e mais eficaz de levar a cabo as fun- necessário, completará os detalhes biblio-
çfies enumeradas nos pontos 1.1 e 1.2 e, também, gráficos dos itens solicitados, na medida dc
de garantir a observância de outras recomenda- possfvel, indicando a fonte de referência,
ções, como, por exemplo, 2.4. Eles também faci- quando viável. Quando for necessário, os
litam tanto o encaminhamento de pedidos quanto
o atendimento de empréstimos por outros países. detalhes serão verificados ou completados
Admite-se, no entanto, que em alguns países pode- pelo centro nacional.
rio ser encontradas soluções alternativas. Para
esses países e aqueles que ainda nâb contam com 2.3 As bibliotecas solicitantes deverão
um centro nacional fazem-se as seguintes reco- manter um arquivo dé todos os pedidos,
mendações:
cada um dos quais receberá um número
1.1.a DeverSo ser publicados guias, que consecutivo.
sejarri tâb abrangentes quanto possfvel, para faci-
litar o encaminhamento de pedidos pelos outros 2.4 Deverão ser feitos todos os es-
países. Todas as bibliotecas dentro de um país
deverão. realizar o máximo çie esforços para ado- forços admissíveis para assegurar que não
tar os mesmos procedimentos ao lidar com os existe no próprio pafs um exemplar acessí-

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104 R.bras.Bibliotecon.DOC. 12 (1/2): 101-108, jan/jun. 1979

vel por empréstimo antes de enviar um pedi- timo internacional, suas próprias publicações,
do ao exterior. Documentos que existam isto é, sua produção bibliográfica nacional.
no país, mas que estejam sendo tempora- Nenhum país ou biblioteca tem a obrigação
riamente utilizados, não deverão ser solici- de proporcionar uma obra que tenha sido soli-
tados por empréstimo ao exterior. citada, porém deverão ser feitos esforços
adequados para atender os pedidos interna-
cionais.
2.5 Os pedidos deverão ser enviados
pelo meio mais rápido existente. 3.2 Os itens serão remetidos direta-
mente para a biblioteca solicitante exceto
nos casos em que, por razões administrativas,
Comentário for pedido especificamente que os mesmos
sejam enviados a um centro nacional.
Os pedidos de empréstimo deverío, normal-
mente, ser encaminhados através dos centros nacio-
nais, pois, ao contrário, torna-se muito difícil as- 3.3 Todos os documentos emprestados
segurar-se de que não existe no país outro exemplar deverão ser identificados de forma legível
acessível por empréstimo, além do que os emprés- com o nome da biblioteca à qual pertençam.
timos sâb dispendiosos. Os pedidos de fotocópias
poderão, contudo, em casos apropriados, ser enca-
minhados diretamente a bibliotecas no exterior, 3.4 Os pacotes que contenham itens
não necessariamente no país onde tenham sido remetidos em atendimento a pedidos de
publicados os documentos. empréstimo deverão ser identificados da
seguinte maneira e de modo legível: 'EM-
2.1 Existem atualmente dois formulários
autorizados: a versão antiga com seções destacáveis PRÉSTIMO INTERNACIONAL ENTRE BI-
e o formulário em três partes introduzido em 1975. BLIOTECAS. (Acordo Internacional de
Sempre que possível, os formulários devem 1978)'.
ser preenchidos a máquina de escrever.
3.5 Nenhuma biblioteca que receba
2.2 Pedidos que apresentam deficiências
causam atrasos e talvez tenham de ser devolvidos um pedido deverá retê-lo por mais de uma
para verificações adicionais. semana (duas semanas no caso de pedidos
Quando um pedido se apresenta insatis- difíceis) antes de fornecer o item solicitado
fatório, porque a biblioteca solicitante não dispõe ou devolver o pedido ao centro nacional ou
de recursos bibliográficos suficientes para fazer a à biblioteca solicitante.
verificação, o mesmo deverá ser verificado pelo
centro ou centros nacionais antes de ser despa-
chado. 3.6 Na impossibilidade de satisfazer
um pedido, a biblioteca solicitante deverá
2.4 No caso de existir mais de um centro ser notificada imediatamente.
no país essa tarefa caberá ao centro que for mais
apropriado em cada caso.
3.7 Existindo a possibilidade de um
2.5 Meios rápidos incluem telex, via aérea e sério atraso no atendimento de um pedido,
computador. a biblioteca solicitante deverá ser notificada
imediatamente.

3. Procedimentos a serem adotados no


atendimento Comentários

3.1 É da responsabilidade especial de 3.1 Destaca-se a responsabilidade que cabe


cada país proporcionar, em caráter de emprés- a cada país de fornecer exemplares de sua própria

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Documentos 105

produção bibliográfica: sem essa responsabilidade cados nem pela biblioteca fornecedora nem pela
estarão seriamente ameaçadas tanto a disponibili- biblioteca solicitante. Apesar disso, recomenda-se
dade quanto a rapidez de atendimento. Essa res- com insistência que se utilizem métodos rápidos
ponsabilidade é um elemento essencial da Disponi- de transporte, uma vez que métodos mais lentos
bilidade Universal de Publicações. levarão as bibliotecas a relutarem em emprestar
e trarão transtornos para o usuário.
3.4 São necessárias indicações precisas no
exterior dos pacotes, a fim de evitar problemas
com a alfândega.
3.5 Entre os pedidos difíceis incluem-se 5. Período de empréstimo
aqueles que exigem verificações bibliográficas de
vulto e os que são atendidos por meio de cópias
dos itens em questão. 5.1 O período de duração do emprés-
timo, que será em todos os casos indicado de
3.6 & 3.7 Deixar de informar quanto à modo específico e claro, será normalmente
impossibilidade de atendimento ou a ocorrência
de atrasos nesse atendimento provoca atrasos adi- de um mês, excluindo-se o tempo necessá-
cionais e deixa a biblioteca solicitante numa situa- rio para a remessa e devolução dos documen-
ção de incerteza. tos. A biblioteca fornecedora poderá ampliar
Nos países onde não exista um centro nacio- ou reduzir esse limite de témpo.
nal deverão ser adotados procedimentos rápidos
para a transmissão a outras bibliotecas dos pedidos
que não possam ser atendidos. Não sendo possí- 5.2 As solicitações para prorrogação
veis esses procedimentos, os pedidos deverão ser do período de empréstimo deverão chegar â
devolvidos imediatamehte à biblioteca solicitante. biblioteca fornecedora antes de que se tenha
expirado o período regular de empréstimo.

4. Condições de Atendimento

4.1 Quando se fornecem fotocópias


as bibliotecas fornecedoras e solicitantes
deverão acatar toda e qualquer disposição 6. Procedimento para devolução
que seja necessária para cumprir com os
regulamentos pertinentes ao direito autoral. 6.1 Os documentos emprestados
deverão ser devolvidos pelo serviço postal
4.2 Os documentos que forem rece- mais rápido existente. Os pacotes levarão a
bidos pela biblioteca solicitante em sua indicação; 'EMPRÉSTIMO INTERNACIO-
forma original serão utilizados de conformi- NAL ENTRE BIBLIOTECAS. (Acordo In-
dade com os regulamentos normais da biblio- ternacional de 1978)'.
teca, a não ser que a biblioteca fornecedora
estipule certas condições para isso. 6.2 As bibliotecas solicitantes obser-
varão, ha devolução dos documentos, quais-
4.3 Os itens deverão ser despachados quer disposições especiais determinadas pelas
bibliotecas fornecedoras no que se refere à
pelo serviço postal mais rápido existente.
embalagem, registro postal etc.

Comentário 6.3 Os documentos serão devolvidos


diretamente à biblioteca fornecedora exceto
43 Reconhece-se que em alguns casos o nos casos em que se estipule especificamente
despacho por via aérea, emtx}ra desejável, não seja que a devolução seja feita ao centro nacio-
possível porque seus custos não poderão ser ar- nal.

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106 R.bras.Bibliotecon.DOC. 12 (1/2): 101-108, jan/jun. 1979

Comentário Os pagamentos serão feitos ou dispensados


de conformidade com os acordos estabe-
lecidos entre os dois países envolvidos. De-
verão ser dispensados os pagamentos entre
6.3 Exigências especiais poderáo ser feitas
com relaçáo à embalagem apropriada no caso de centros nacionais ou bibliotecas individuais
documentos frágeis ou o registro postal no caso de que recebam e forneçam uma quantidade
Itens raros. semelhante de pedidos satisfeitos. O paganien.-
to poderá ser dispensado quando a quantidade
7. Recibos de itens fornecidos a um determinado país
ou a uma determinada biblioteca seja tão
Não serão emitidos recibos quer para o pequena que não justifique os procedimentos
fornecimento de um item quer para sua de- contábeis exigidos para isso.
volução à biblioteca fornecedora, a menos
que haja uma exigência específica para isso.
Comentário
8. Responsabilidade por perdas
ou danos Incluem-se entre os métodos simplificados
de pagamento:
A partir do momento em que uma a) sistemas de riagamento antecipado em que
biblioteca despacha um item para uma bi- os centros nacionais ou as bibliotecas compram
blioteca solicitante e até seu retorno, a bi- antecipadamente uma certa quantidade de cupons
e mandam, com cada pedido, um número apro-
blioteca solicitante será normalmente res- priado desses cupons;
ponsável pela ocorrência de quaisquer danos
ou perdas e pagará à biblioteca fornece- b) contas em depósito, situaçáTo em que a
dora a totalidade do valor estimado da res- biblioteca fornecedora controla uma quantia de-
pectiva perda ou dano, incluindo, quando positada por uma biblioteca solicitante dela dedu-
zindo as importâncias correspondentes a cada
exigido, o pagamento das despesas adminis- item fornecido;
trativas respectivas.
c) pagamento de uma tarifa única, quando
se ressarcem os custos médios e nâo os custos de
cada atendimento, ou pagamentos unitários em que
Comentário se cobra um número limitado de unidades. Qual-
quer desses métodos pode ser combinado com
£ do Interesse de todas as partes que se o pagamento antecipado ou as contas em depósito.
garanta a embalagem adequada de todos os Itens.
As reclamações por perdas e danos feitas pelas O pagamento pode ser feito pelos centros
bibliotecas fornecedoras nSo poderão ser acolhidas nacionais, que poderio ser ressarcidos pelas biblio-
com seriedade se a embalagem que tiverem feito tecas solicitantes em seus respectivos países, ou
tiver sido inadequada. diretamente pelas bibliotecas solicitantes, de con-
Espera-se que as bibliotecas fornecedoras formidade com o sistema adotado pelo pais soli-
colaborem, quando necessário, na realização das citante. Em todos os casos, devem ser obedecidas
investigações junto aos correios em casos de perdas as exigências da biblioteca ou país fornecedor,
ou danos. as quais devem ser tão simples e claras quanto pos-
sível.
Podem ser adotadas práticas diferentes
9. Pagamento para empréstimos e para fotocópias ou outras
reproduções remetidas em lugar do empréstimo
de originais. Por exemplo, 'é possível que dois paí-
Os procedimentos contábeis e de pa- ses ou um grupo de países cheguem a um acordo
gamento deverão ser reduzidos ao mínimo. que permita dispensar a cobrança das despesas

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cm 1 gentilmente por:
Documentos 107

com empréstimo mas não com o fornecimento de Comentário


fotocópias.
As estatísticas a serem compiladas deverão
incluir:
1. O total de pedidos enviados ao exterior
e o total que tiver sido satisfeito por a) emprés-
timo e b) fotocópia.
10. Estatística 2. O total de pedidos recebidos do exterior
e o total que tiver Sido satisfeito por a) empréstimo
e b) fotocópia.

As bibliotecas que participem do Essas estatísticas deveréTo ser organizadas,


empréstimo internacional deverão manter de preferência, em ordem numérica decrescente
do total de pedidos e atendimentos, por país.
estatísticas dos pedidos recebidos e envia- Quando nâío for possível obter dados relati-
dos para outros países e também dos que vos à taxa de satisfação correspondente a todos os
tiverem sido satisfeitos em cada caso. Essas pedidos, poder-se-á fazer uma estimativa dos mesmos
estatísticas serão anualmente remetidas para a partir de amostragens.
Uma análise mais completa das estatísticas
o centro nacional ou associação nacional recomendadas encontra-se no IFLA Journal, v. 3,
que as encaminhará ao Escritório de Emprés- n9 2, p. 117-126, 1977 ("International lending
timo Internacional da FIAB. statistics").
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p. 2, col. 1.

1. Convênios — Prefeitura do Município de São


Paulo. 2. Convênios — Câmara Brasileira do Livro.
3. Catalogação na fonte.

LEI NP 8.872, DE 23 DE MARÇO DE 1979


Comentários
A Lei n9 8.872, promulgada pelo Prefei-
to Olavo Egydio Setúbal em 23 de março de
1979, nfo foi a primeira; precederam-na as
Leis nO.* 7.984 e 8.315, datadas, respectivamente,
de 18 de dezembro de 1973 e de 4 de novembro
de 1975, que autorizavam, igualmente, a cele-
bração de convêr>io com a Câmara Brasileira
do Livro para prestação de serviços de Cata-
logação-na-Fonte.
O Centro de Catalogação-na-Fonte, criado
pela Câmara Brasileira do Livro com esse objeti-
vo, iniciou suas atividades em 19 de julho de
1971. Em novembro do mesmo ano, iniciativa
semelhante foi adotada no Sindicato Nacional
dos Editores e Livreiros, no Rio de Janeiro.
Os dois centros, trabalhando em colaboraçéío,
estabeleceram as bases do programa brasileiro
de catalogaçâb-na-Fonte centralizada.
Em dois anos de funcionamento desen-
volveu-se a Catalogaçáb-na-Fonte de forma a
sensibilizar o Prefeito José Carlos de Figuei-
redo Ferraz, que, reconhecendo a utilidade do

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cm 1 gentilmente por:
110 R.bras.Bibliotecon.DOC. 12 (1/2): 109-118, jan/jun. 1979

serviço, assinou o primeiro convênio em 16 de grama do Controle Bibliográfico Universal:


agosto de 1973. "tornar rapidamente acessível, em nível univer-
O apoio da Prefeitura do Municfpio de sal e dentro de padrões aceitáveis internacional-
Sâb Paulo à catalogaçâo-na-fonte não sofreu mente, dados bibliográficos básicos de cada
solução de continuidade, em virtude, precisa- obra publicada em todos os países".
mente, de subvenções fornecidas em razão des-
ses convênios.
De acordo com o texto da Lei que a LEI N9 8.872, DE 23 DE MARÇO DE 1979
Revista da FEBAB publica neste número, pro-
põe-se a Câmara Brasileira do Livro a prosseguir Autoriza celebração de convênio com a
nos serviços que vinha prestando de prover as Câmara Brasileira do Livro, e dá outras provi-
editoras de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e dências.
Rio Grande do Sul com os dados bibliográficos OLAVO EGYDIO SETÚBAL, Prefeito
que devem ser impressos em suas publicações. do Município de São Paulo, usando das atribui-
Facilitando a divulgação dos livros através de ções que lhe são conferidas por lei.
sua auto-identificação e o seu processamento Faço saber que a Câmara Municipal,
nas bibliotecas, favorece tanto a classe editorial em sessão de 8 de março de 1979, decretou e
como os bibliotecários e o público em geral. eu promulgo a seguinte lei:
Mas além da finalidade precfpua do Cen-
tro, que é a produção da ficha catalográfica, Art. 19 — Fica o Executivo autorizado
propõe-se também a Câmara a colaborar com a celebrar convênio com a Câmara Brasileira
a Prefeitura, fornecendo, mensalmente, aos do Livro, visando a prestação de Serviços de
Departamentos de Bibliotecas Públicas e de Catalogação na Fonte, de acordo com o texto
Bibliotecas Infanto-Juvenis, listas de títulos anexo, rubricado pelo Presidente da Câmara
processados na fonte e resumos dos livros que e pelo Prefeito como parte integrante desta
já tenham sido publicados e por ela recebidos. lei.
A esses serviços, destinados exclusiva- Art. 29 — As despesas com a execução
mente às bibliotecas municipais, acrescentam-se desta lei correrão por conta das dotações orça-
outros, que visam complementar a Cataloga- mentárias próprias, consignadas no orçamento
ção-na-Fonte, facilitando a elaboração dos de cada exercício financeiro.
catálogos das bibliotecas que utilizam os dados: Art. 39 — Esta lei entrará em vigor na
listas de cabeçalhos uniformes dos nomes e de data de sua publicação, revogadas as disposi-
rubricas dos assuntos que aparecem nas fichas ções em contrário.
impressas nas publicações.
De interesse geral, além da própria ficha PREFEITURA DO MUNIClíilO DE SÃO
catalográfica, a subvenção da Prefeitura permi- PAULO, aos 23 de março de 1979, 4269 da
tiu a publicação do catálogo dos livros proces- fundação de São Paulo.
sados no Centro de Catalogação-na-Fonte, OLAVO EGYDIO SETÚBAL, PREFEITO
intitulado "OFICINA DE LIVROS: NOVIDA- MARIA KADUNC, Secretário dos Negó-
DES CATALOGADAS NA FONTE", que teve cios Jurídicos
até agora, desde que se iniciou, em 1974, perio- SÉRGIO SILVA DE FREITAS, Secre-
dicidade irregular quanto aos números e cons- tário das Finanças
tante quanto aos volumes, correspondentes aos SABATO ANTÔNIO MAGALDI, Secre-
tário Municipal de Cultura
anos de 1974, 75, 76, 77 e 78 (no prelo) CLAUDIO SALVADOR LEMBO, Secre-
Em relação aos convênios anteriores, o tário dos Negócios Extraordinários
mais recente apresenta apenas duas novidades: Publicada na Chefia do Gabinete do Pre-
a publicação somente anual de OFICINA DE feito, em 23 de março de 1979.
LIVROS e os resumos dos livros, incluídos nc LUIS FILIPE SOARES BAPTISTA, Se-
verso das fichas dos anuários desde 1975, devem cretário-Chefe do Gabinete
ser encaminhados ás bibliotecas da Prefeitura
Iantes de Impressos riesse catálogo.
A cooperação da Prefeitura com a Câ- TEXTO ANEXO A QUE SE REFERE A LEI N9
mara Brasileira do Livro permitiu a manutenção 8.872, DE 23 DE MARÇO DE 1979
de um serviço útil não só á comunidade biblio-
tecômica brasileira mas de outros países; pos-
sibilitando a transferência de informações biblio- TERMO DE CONVÊNIO QUE
gráficas em nível internacional, atende ao pro- PNTRE SI FIRMAM A PREFEI-

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cm 1 gentilmente por:
Legislação 111

TURA DO MUNICIí>IO DE SÃO uniformidade dos catálogos;


PAULO E A CAMARA BRASI-
LEIRA DO LIVRO. 4 - publicar, todos os anos, o "Catá-
Aos de de 197 ,é logo Anual" dos títulos processados
firmado o presente termo de convênio entre a no Centro de Catalogação na Fonte;
PREFEITURA DO MUNICll'10 DE SÃO PAU- 5 — fornecer ás bibliotecas da Prefeitura,
LO, neste ato representada pelo Excelentíssimo mensalmente, listas de livros catalo-
Senhor Prefeito Municipal, Senhor Olavo Egydio gados na fonte; resumos dos livros, à
Setúbal, daqui por diante denominada tá'o so- medida que forem recebidos pelo
mente "PREFEITURA", e a CAMARA BRASI- Centro de Catalogação na Fonte; e
LEIRA DO LIVRO, sociedade civil, sem fins os materiais indicados nos incisos
lucrativos, com sede nesta Capital, na Avenida "3" e "4" desta cláusula, nas devidas
Ipiranga, nP 1.267, 109 andar, declarada de oportunidades.
utilidade pública pela Lei estadual n9 1.199,
de 9 de outubro de 1951, doravante designada CLÁUSULA TERCEIRA
apenas "CAMARA", ora representada por seu
Diretor Presidente, Senhor Mário Fittipaldi, Em contraprestação, e a título de coope-
R.G. n9 752.209, ficando justo e convencio- ração no custeio das despesas com o funciona-
nado o seguinte: mento e a ampliação dos serviços do Centro de
Catalogação na Fonte, conforme previsto nas
CLÁUSULA PRIMEIRA cláusulas precedentes, a "PREFEITURA" conce-
derá anualmente à "CÂMARA" subvenção em
A "CÂMARA" continuará mantendo em dinheiro, a ser paga em quatro parcelas trimes-
funcionamento as suas instalações, equipamentos, trais iguais, obedecidas as normas regulamenta-
material, obras técnicas e pessoal especializado, res.
o Centro de Catalogaçáio na Fonte, criado por
recomendação do II Encontro de Editores SUBCLÁUSULA PRIMEIRA
e Livreiros, e retificado no IV Encontro das
mesmas entidades empresariais; providenciará, No primeiro ano deste convênio, a sub-
outrossim, para que cada obra, ao ser impressa venção será de Cr$ 879.000,00 (oitocentos e
e editada para distribuição no mercado, con- setenta e nove mil cruzeiros), e nos exercícios
tenha, como elemento informativo nela inte- subsequentes esse valor será reajustado em
grado, sua própria ficha catalográfica completa. porcentagem idêntica á da correção das Obriga-
ções Reajustáveis do Tesouro Nacional — ORTN,
CLÁUSULA SEGUNDA nos 12 (doze) meses anteriores a junho do ano
da elaboração da proposta orçamentária do
Para consecução de seus fins, a "CÂ- Município.
MARA" se propõe a: Parágrafo único — A distribuição dos re-
cursos de que trata esta subcláusula deverá ser
1 — adquirir novos equipamentos, mate- estabelecida pela Secretaria Municipal de Cultura
rial e obras técnicas, necessários â quando da elaboração das respectivas propos-
boa execução dos serviços, assim como tas orçamentárias. No primeiro ano deste con-
ampliar, de acordo com as suas neces- vênio, os referidos recursos estarão assim distri-
sidades, o quadro de pessoal do Centro buídos:
de Catalogação na Fonte;
2 — prosseguir nos serviços de catalo- 1 — Cr$ 630.000,00 (seiscentos e trinta
gação de obras editadas nos Estados mil cruzeiros), a título de subvenções
do Paraná, Santa Catarina e no Rio sociais.
Grande do Sul, sem prejuízo das que 1 — Cr$ 249.000,00 (duzentos e qua-
o forem em São Paulo; renta e nove mil cruzeiros), a título
3 — efetuar as seguintes publicações, de contribuições para despesas de
necessárias à complementação dos capital.
serviços técnicos das bibliotecas que
utilizarem a Catalogação na Fonte: SUBCLÁUSULA SECUNDA
a) listas dos assuntos constantes das
fichas catalogadas da C.C.F.; Nenhum pagamento será feito em razão
b) listas de entradas padronizadas de deste convênio, antes de prestadas pela "CAMA-
nomes, a fim de possibilitar a RA" e aprovadas pela "PREFEITURA" as

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112 R.bras.Bibliotecon.DOC. 12 (1/2): 109-118, jan/jun. 1979

«.ontas relativas à aplicação dos recursos prove- po indeterminado, a partir de 19 de janeiro de


nientes da subvenção relativa ao exercício imedia- 1979.
tamente anterior.
SUBCLÃUSULA ÚNICA
cláusula quarta
O descumprimento, pela "CAMARA",
A "PREFEITURA" fiscalizará o cumpri- de qualquer das obrigações ora assumidas, auto-
mento das obrigações assumidas pela "CÂMA- rizará a "PREFEITURA" a rescindir o presente
RA", por intermédio da Secretaria Municipal convênio, a qualquer tempo e a seu exclusivo
de Cultura, que poderá designar elemento para critério, sustando os pagamentos das parcelas
esse fim, devendo ser-lhe facilitados os meios de ainda pendentes, sem que daí decorra a "CÂ-
verificação, sob pena de rescisão deste convênio MARA" o direito a qualquer paga ou indeniza-
e conseqüente devolução do montante já pago ção.
da subvenção relativa ao exercício em curso.
CLÁUSULA SÉTIMA
CLÁUSULA QUINTA
As despesas da "PREFEITURA" com a
A qualquer tempo a "PREFEITURA" execução deste convênio correrão por conta
ou a "CAMARA" poderão denunciar este convê- das dotações orçamentárias próprias, consigna-
nio, notificada a outra parte, pelos meios co- das na Secretaria Municipal de Cultura.
muns, com antecedência, de modo que a resci-
são opere efeitos a partir do primeiro dia do cláusula oitava
trimestre civil imediatamente seguinte.
Para atender às despesas relativas à elabo-
CLÁUSULA SEXTA ração deste convênio, a "CAMARA" efetuou o
recolhimento do preço respectivo pela Guia
O presente convênio é celebrado por tem- n° de de de

BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Portaria


324, 25 abr. 1979. Dispensa Janice de Mello Mon-
te-Mór da função de confiança de Diretor da Bi-
blioteca Nacional da Secretaria de Assuntos Cul-
turais. Diário Oficial, Brasília, 27 abr. 1979. Seção
I, Parte I, p. 5947.

1. Biblioteca Nacional — Diretores.

PORTARIA N9 324 DE 25 DE ABRIL DE Culturais, Código LT-DAS-101.2, da Tabela


1979 Permanente deste Ministério, de que trata o
Decreto n9 77.728, de 01 de junho de 1976.
O Ministro de Estado DA EDUCAÇÃO E
CULTURA, de acordo com o disposto no artigo EDUARDO PORTELLA
79 , item II, do Decreto número 77.336, de
25 de março de 1976,
RESOLVE
Dispensar JANNICE DE MELLO MONTE-
-MÚR da função de confiança de Diretor da
Biblioteca Nacional da Secretaria de Assuntos

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Legislação 113

BRASIL Ministério de Educação e Cultura. Portaria


325, 25 abr. 1979. Designa PIfnio Doyle Silva para
Diretor da Biblioteca Nacional. Diário Oficial, Bra-
sília, 27 abr. 1979. Seção I, Parte I, p. 5947.

1. Biblioteca Nacional — Diretores. .

PORTARIA N9 325 DE 25 DE ABRIL DE 1979 exercer a função de confiança de Diretor da


Biblioteca Nacional da Secretaria de Assuntos
O Ministro de Estado DA EDUCAÇÃO E Culturais, Código LT-DAS-101.2, constante da
CULTURA, de acordo com o disposto no artigo Tabela Permanente deste Ministério, de que
79 , item II, do Decreto número 77.336, de trata o Decreto n9 77.728, de 01 de junho de
25 de março de 1976, 1976.
RESOLVE EDUARDOPORTELLA
Designar PLiNiO DOYLE SILVA para

BRASIL. Leis, decretos, etc. Decreto 83.444, 10 maio


1979. Institui o Grupo de Trabalho Especial des-
tinado a estudar e propor medidas para a formu-
lação de uma política global de Informática no
país, e dá outras providências. Diário Oficial, Bra-
sília, 11 maio 1979. Seção I, Parte I, p. 6682.

1. Informática — Brasil.

Decreto n9 83.444 de 10 de maio de 1979 do representante da Secretaria-Geral do Conselho


de Segurança Nacional, será constituído dos
Institui o Grupo de Trabalho EsF>ecial seguintes membros:
destinado a estudar e propor medidas — Representante do Ministério das Rela-
para a formulação de uma política global ções Exteriores;
de Informática no País, e dá outras provi- — Representante do Estado-Maior das
dências. Forças Armadas;
— Representante do Serviço Nacional de
O Presidente da República, usando Informações;
da atribuição que lhe confere o artigo 81, item — Representante da Secretaria de Plane-
III, da Constituição jamento da Presidência da República.
Parágrafo 19 — Os membros do Grupo de
DECRETA: Trabalho serão designados pelos respectivos
Ministros de Estado.
Art. 19 — Fica instituído o Grupo de Parágrafo 29 — Os membros do Grupo de
Trabalho Especial, para estudar e propor suges- Trabalho desempenharão suas atribuições sem
tões específicas com vistas à reestruturação prejuízo de seus encargos normais nos órgãos
dos órgãos envolvidos no setor de informática e em que servem.
à formulação de uma política global de informá- Parágrafo 39 — De acordo com a conve-
tica. niência dos trabalhos e dependente de indicação
Art. 29— 0 Grupo de Trabalho Especial dos respectivos Ministros, poderão ser convo-
de que trata o artigo anterior, sob a coordenação ■^dos, na qualidade de Assessores ou Assessores

cm
114 R.bras.Bibliotecon.Doc. 12 (1/2): 109-118, jan/jun. 1979

Técnicos, outros elémentos pertencentes aos Art. 59 — Este Decreto entra em vigor na
õrgáíos representados no Grupo de Trabalho. data da sua publicação, revogadas as disposi-
Art. 39 — O Grupo de Trabalho a que se ções em contrário.
refere este Decreto deverá apresentar relatório Brasflia-DF, 10 de maio de 1979; 1589
de seus trabalhos, acompanhado de propostas da Independência e 919 da República.
de medidas legais ou regulamentares que se
fizerem necessárias á adequada disciplina do as-
sunto, no prazo de 120 (cento e vinte) dias, a Joio B. de Figueiredo
contar da data da sua instalação. fí.S. Guerreiro
Art. 49 — A Secretaria de Planejamento Danilo Venturini
da Presidência da República providenciará o Octévio Aguiar de Medeiros
apoio logfstico e administrativo necessário José Maria de Artdrada Serpa
ao desenvolvimento dos trabalhos do Grupo Mario Henrique Simonsen

INSTITUTO NACIONAL DO LIVRO. Contratos 001-CLL,


002-CLL, 003-CLL e 004-CLL 6 mar. 1979. Cele-
brados entre o INL e a Livraria Editora Cátedra
Liníiitada, dispondo sobre contratos de co-edição
da publicação Cartilha Anticrítica de Luiz F. Papi,
O fabuloso e harmonioso Pixinguinha de Edegar
de Alencar, Esmeraldas e Diamantes de Sindulfo
Santiago, Narrativa de Raul Pompéia. Diário Ofi-
cial, Brasília, 15 mar. 1979. Seção I, Parte I, p. 3969.

1. Contratos — Instituto Nacional do Livro. 2. Co-


-edições.

RIO DE JANEIRO. Biblioteca Nacional. Convênio s.n.,


12 mar. 1979. Celebrado entre a Biblioteca Nacio-
nal e a Fundação Casa de .Rui Barbosa, dispondo
sobre condições de execução do Plano Nacional de
Microfilmagem de Periódicos Brasileiros. Diário
Oficial, Brasília, 22 mar. 1979. Seção I, Parte I,
p. 4280.

1. Convênios — Biblioteca Nacional. 2. Microfil-


magem. 3. Biblioteca Nacional — Periódicos.

RIO DE JANEIRO. Biblioteca Nacional. Serviço de Di-


reitos Autorais. Registro de publicações em feve-
reiro de 1979. Diário Oficial, Brasília, 26 mar. 1979.
Seção I, Parte I, p. 4407.

1. Biblioteca Nacional — Publicações. 2. Direitos


Autorais.

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Legislação 115

BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Convênio


s.n., 31 mar. 1978. Termo aditivo firmado em 31
de março de 1978, entre o MEC por intermédio
da Secretaria Geral, e o Centro de Informática e
Processamento de Dados do Senado Federal —
— PRODASEN, com a interveniência da Biblio-
teca Nacional, dispondo para a instalação de um
terminal de teleprocessamento de dados na Biblio-
teca Nacional. Diário Oficial, Brasília, 9 abr. 1979.
Seção I, Parte I, p. 5076.

1. Biblioteca Nacional — Terminal de computador.


2. PRODASEN.

ASSOCIAÇÃO DOS BIBLIOTECÁRIOS MUNICIPAIS DE


SÃO PAULO. Carta Aberta s.n. 9 abr. 1979. Dis-
põe sobre pronunciamento das Associações de Classe
do Funcionalismo do Município de São Paulo.
Diário Oficial do Estado de São Paulo, 19 abr. 1979.
p. 87.

1. Servidores municipais — São Paulo (cidade). Ven-


cimentos.

RIO DE JANEIRO. Biblioteca Nacional. Carta-Contrato


s.n., 15 fev. 1979. Dispõe sobre serviços de vigi-
lância das dependências do prédio da Biblioteca
Nacional no exercício de 1979. Diário Oficial, Bra-
sília, 12 abr. 1979. Seção I, Parte I, p. 3551.

1. Biblioteca Nacional — Vigilância.

INSTITUTO NACIONAL DO LIVRO. Convênio s.n.,


16 mar. 1979. Celebrado entre o INL e a Univer-
sidade Federal do Piauí, dispondo sobre comodato
referente ao Carro — Biblioteca. Diário Oficial,
Brasília, 16 abr. 1979. Seção I, Parte I, p. 5341.

1. Convênios — Instituto Nacional do Livro. 2. Car-


ros-Biblioteca. 3. Universidade Federal do Piauí.

cm
116 R.bras.Bibliotecon.DOC. 12 (1/2): 109-118,jan/jun. 1979

BRASIL. Ministério da Aeronáutica. Portaria 534, 2 maio


1979. Institui o Sistema de Informática do Minis-
tério da Aeronáutica e dá outras providências. Diá-
rio Oficial, Brasília, 8 maio 1979. Seção I, Parte I,
p. 6406.

1. Informática. 2. Ministério da Aeronáutica.

RIO DE JANEIRO. Biblioteca Nacional. Serviço de Direitos


Autorais. Registro de publicações em março de
1979. Diário Oficial, Brasília, 10 maio 1979. Seção
I, Parte I, p. 6596.

1. Biblioteca Nacional — Publicações. 2. Direitos


autorais.

BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Portaria 411,


10 maio 1979. Designa o professor Geraldo Noronha
de Andrade da Universidade Federal do Rio de
Janeiro, como representante deste Ministério, junto
ao Comitê Assessor Científico da Biblioteca Regio-
nal de Medicina — BI REME. Diário Oficial, Brasília,
15 maio 1979. Seção I, Parte I, p. 6790.

1. BI REME — Assessor Científico.

INSTITUTO NACIONAL DO LIVRO. Contrato 011-CLT


15 maio 1979. Celebrado entre o Instituto Nacional
do Livro e Enio Matheus Guazelli á Cia. Ltda.,
dispondo sobre contrato de co-edição do título
Trinca de Reis de Maria Heloisa de Almeida Penteado.
Diário Oficial, Brasília, 15 maio 1979. Seção I,
Parte I, p. 6790.

1. Contratos — Instituto Nacional do Livro. 2. Co-


-edições.

INSTITUTO NACIONAL DO LIVRO. Convênio s.n.,


25 abr. 1973. Terceiro Termo Aditivo, firmado em
28 abr. 1979, entre o Instituto Nacional do Livro
e a Universidade Federal de Minas Gerais comple-
mentado por dois Termos Aditivos firmados a 28

Digitalizado
cm 1 gentilmente por:
Legislação 117

abr. 1975 e 28 abr. 1977, dispondo sobre prorro-


gação do prazo de vigência do convênio para que,
em forma de Comodato, a Escola de Biblioteco-
nomia da UFMG utilize o carro-biblioteca número
7 de propriedade deste Instituto. Diário Oficial,
Brasília, 30 maio 1979. Seção I, Parte I, p. 7687.

1. Convênios — Instituto Nacional do Livro. 2. Car-


ros-Biblioteca. 3. Universidade Federal de Minas
Gerais.

RIO DE JANEIRO. Biblioteca Nacional. Serviço de Di-


reitos Autorais. Registro de Publicações em abril
de 1979. Diário Oficial, Brasília, 4 jun. 1979. Seção
I, Parte l.p. 7917.

1. Biblioteca Nacional — Publicações. 2. Direitos


autorais.

INSTITUTO NACIONAL DO LIVRO. Convênio s.n.,


15 maio 1979. Celebrado entre o INL e a Secre-
taria de Educação e Cultura de Pernambuco, dis-
pondo sobre reforço do Subsistema Estadual de
Bibliotecas Públicas no Estado de Pernambuco.
Diário Oficial, Brasília, 7 jun. 1979. Seção I, Par-
te I, p. 8221.

1. Convênios — Instituto Nacional do Livro. 2. Bi-


bliotecas públicas — Pernambuco.

INSTITUTO NACIONAL DO LIVRO. Contratos CLL-030,


CLL-031, CLL-032. CLL-048, 8 jun. 1979. Celebra-
dos entre o INL e IBRASA - Instituição Brasileira
de Difusão Cultural Sociedade Anônima, dispondo
sobre contratos de co-edição da publicação Várzea
de Açu de Manoel Rodrigues Mello, Painel de Gar-
dênia de Lígia Junqueira, Síntese Histórica do Livro
de José Barbosa Mello, Qualquer Coisa é a mesma
Coisa de Ary Quintella: Diário Oficial, Brasília,
8 jun. 1979. Seção I, Parte I, p. 8263.

1. Contratos — Instituto Nacional do Livro. 2. Co-


edições.

cm
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Digitalizado
gentilmente por:
y SISTEMA TAUBIP: ORIENTAÇÃO
cP GERAL E PRODUTOS

1 — Orientação Geral

A Divisão de Biblioteca e Documenta-


ção da Prefeitura Municipal de São
Bernardo do Campo mantém o Sistema
TAUBIP — Total Automação de Biblio-
teca — para atender serviços de proces-
samento técnico de Monografia, Seriado,
"Non Book Materials" e outros documen-
tos, através do computador, Foi plane-
jado para o atendimento de rede de bi-
bliotecas gerais, especializadas e documen-
tação municipal O Sistema TAUBIP
permite a ampla participação de biblio-
tecas observando a estrutura adminis-
trativa e autonomia de cada entidade,
mediante a organização de sub-redes.
Cada sub-rede é considerada de forma
autônoma sob a estrutura da entidade.
A entidade que venha participar no sis-
tema TAUBÍP deve padronizar seus ser-
viços quanto a:
— entradas, observando o "Códi-
go de Catalogação An^-Ameri-
cano
— uniformização pela ISBD —
"Descrição Bibliográfica Interna-
cional Padronizada
— utilização da lista de cabeça-
Ihos de assunto TAUBIP, ba-

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120 R.bras.Bibli0tecon.DOC. 12 (1/2): 119-126, jan/jun. 1979

seada na- "Lista de cabeçalhos 2.6 Catálogos de identidade de auto-


de assunto da Biblioteca do ria, em fichas e listas;
Congresso de Washington —
edição", complementada pelas 2.7 Catálogo alfabético dividido, em
Lista de "Cabeçalhos de assun- fichas, para a unidade ou suas ramais,
tos do IBICT" e outras espe- / o qual lé composto de duas partes:
cializadas; a) autor, título e série (obras, arti-
— registro das informaçOes no gos de periódicos e analíticas);
conjunto de formulários TAUBIP; b) assunto (obras, artigos de pe-
— adoção dos manuais de serviço riódicos e analíticas)
do Sistema TA UBIP.
A participação do Sistema TAUBIP 2.8 Catálogo coletivo, em microficha,
é prevista mediante ajuste legal (contra- de todos os documentos do sistema
to) firmado entre a Prefeitura do Muni- TAUBIP compreendendo as fichas
cípio de São Bernardo do Campo e a (autor, título, série, secundárias,
entidade interessada. analíticas e artigos de periódicos)
O atendimento às entidades é feito das unidades integrantes, exceto
no regime de prestação de serviços, com dos documentos de acesso priva-
reembolso das despesas de execução dos tivo;
produtos ou sob outras alternativas a
serem combinadas. 2.9 (Catálogo corrente, incluindo uma ou
mais unidades, organizado em 5
partes, em papel formato ofício:
2 — Produtos a) ordem alfabética de autor, tí-
tulo, série e autores secundá-
O Sistema TAUBIP, planepdo de rios;
forma integrada e aberta, pode elaborar b) ordem alfabética de cabeçalhos
os seguintes produtos: de assunto, com indicação do
tipo de documento e referen-
2.1 Relatório de tombo título com ciação;
índice de tombo volume e índice c) índice de classificação principal
de tombo volume antigo, referen- contendo os cabeçalhos de as-
te ao controle exclusivo da uni- sunto;
dade e ramais; é apresentado em d) índice por tipo de documento;
microficha; e) índice por nível intelectual com-
preendendo:
2.2 Etiqueta de procedência e com lo- — ensino de 19grau;
calização dos documentos na uni- — ensino de 29 grau;
dade e em suas ramais; — ensino de 39 grau;
— geral adulto;
2.3 Etiqueta de número de chamada; — geral infantil;
— científico, técnico e pesquisa;
2.4 Catálogo topográfico da unidade e — vulgarização;
suas ramais, em fichas; — outros.
2.5 Catálogo de rubrica de assunto
e palavra-chave, em fichas e lista 2.10 índice permutado de palavras-chave,
anual; em listagem, acompanhado das fichas

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cm 1 gentilmente por:
Noticiário 121

de indexação coordenada para do- sua origem em uma deliberação do II Con-


cumentos de assuntos especializa- gresso Brasileiro de Biblioteconomia do
dos; dia 26 de julho de 1959, em Salvador,
na Baliia. A tese apresentada pelos bi-
2.11 Relatórios administrativos com dife- bliotecários Laura Garcia Moreno Russo
rentes combinações de chaves de e Rodolpho Rocha Júnior, recomen-
recuperação, de acordo com o dando a criação de um organismo que
interesse da unidade; congregasse associações de classe, foi
aprovada por unanimidade. Até 1961,
2.12 Lista de controle de remessa de funcionou em São Paulo lima Secretaria
documento a nível de unidade e/ou Geral sob a responsabilidade de Laura
ramais; Garcia Moreno Russo. A primeira Di-
retora eleita e empossada durante o III
2.13 Recuperação de informações a pe- C3.BX). realizado em Curitiba, Paraná,
dido com o limite de combinações em 1961, ficou assim constituída: Pre-
até 8 chaves; sidente: Laura Garcia Moreno Russo;
Vice-Presidente: Femanda Leite Ribeiro;
2.14 índice remissivo dos documentos Secretária Geral: Maria Helena Brandão;
incorporados ao Sistema TAUBIP, 1? Secretária: Philomena Boccatelli;
em microficha. 2? Secretária: Odette Senna de Oliveira
Penna; 1? Tesoureira: Maria Alice de
Para controle e melhor qualidade Toledo Leite; 2? Tesoureira: Heloisa
de entrada de informações são elaborados Medeiros; Bibliotecária: Cecília Basílio
relatórios de conferência de uso de coorde- de Souza Reis. Foram então fixados como
nação do Sistema TAUBIP e, conforme seus objetivos: a) congregar as Associa-
o caso, para as unidades interessadas. ções de Bibliotecários do País com o
As informações mais detalhadas objetivo de defender a classe, nos ter-
sobre o SistemaTAUBIP\podem ser obti- renos técnico, cultural, social e econô-
das com: mico; b) contribuir para a solução dos
problemas atinentes à classe, quer regio-
Divisão de Biblioteca e Documenta-
nais quer nacionais; c) prestar toda a
ção
assistência possível às Associações fi-
Secretaria de Educação, Cultura e
liadas; d) servir como centro de Docu-
Esportes
mentação e Informação das atividades
Rua Jurubatuba, 1415 — Centro
biblioteconômicas do País, contribuindo,
09700 São Bernardo do Campo (SR)
dessa maneira, paia o aprimoramento
cultural e técnico da classe e desenvol-
vimento das bibliotecas brasileiras. Nes-
COMEMORAÇÃO se mesmo ano, sua Presidente filiou a
FEBAB à FIAB - Federação Internacio-
Federação Brasileira de Associações nal de Associações de Bibliotecários,
de Bibliotecários tendo sido, até março de 1966, sede da
Secretaria e Tesouraria do "Grupo Re-
-VINTE ANOS- gional América Latina" da FIAB, cujos
trabalhos estiveram sob a responsabili-
Instituição mantida pelas vinte Asso- dade de Laura Garcia Moreno Russo e
ciações de BibUotecáriòs, a FEBAB teve de Maria Alice de Toledo Leite. Fiel ao

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cm 1 gentilmente por:
122 R.bras.Bibliolecon.DOC. 12 (1/2): 119-126, jan/jun. 1979

objetivo de contribuir para a solução dos bairros da periferia da Capital paulista, |


problemas atinentes à classe, a FEBAB emitida dos alto-falantes do Carro-Biblio-
deserívolveu uma luta inteligente e per- teca. Trata-se de mais um serviço à popu-
sistente pela aprovaçlo da Lei 4084/62 lação, prestado pelo Departamento de
é sempre velou por seu cumprimento Bibliotecas Públicas da Secretaria de
integral. O trabalho desenvolvido por Cultura da Prefeitura de São Paulo, em
sua Presidente durante quinze anos, Lau- colaboração com outras entidades, obje-
ra Russo, merece a perpétua gratidão de tivando fazer com que moradores de
todos os bibliotecários; a FEBAB cresceu, regiões carentes de recursos culturais
desenvolveu-se, mas também cresceram os tenham acesso fácil à leitura. O Carro-
problemas da Biblioteconomia e as so- -Biblioteca — uma perua Kombi, adaptada
luções sempre foram encontradas, com com estantes para centenas de livros,
"imia fé inquebrantável nos destinos da dos mais variados assuntos - parte, dia-
classe". Depois de Laura Russo, Esmeralda riamente, da Biblioteca Central Mário de
Maria de Aragão, de Salvador, na Bahia, Andrade, para um determinado roteiro.
regeu os destinos da Federação com di- Ao todo são nove e cada um deles com
ficuldades, mas com o mesmo espfrito dois ou três locais de parada. Os roteiros
de servir. Hoje, Antonio Gabriel continua foram escolhidos pelas bibliotecárias do
a tradição de servir à profissão e aos Departamento, em conjunto com as
profissionais, levando a FEBAB a impor-se assistentes sociais da Coordenadoria do
no contexto nacional e internacional Bem Estar Social, mun trabalho que
por promoções biblioteconômicas. "Trans- permitiu localizar pontos "estratégicos",
crito do Jornal da FEBAB, 1 (12): 1, ou sqa, locais onde percebeu-se, através
maio 1979". de fevantamentos, a existência de "um
público a ser atendido pelo recurso do
livro". Transcrito do Biblioteca PUblica
Informativa, n9 6, ago. 1979, p. 3.

Padrões Mínimos para Bibliotecas


NOTICIA
Universitárias
Já existe uma "Rede Mundial de
Informação sobre Normas e Documentos A Association of Research Libraries
do Tipo Normativo", cujo objetivo é (ARL) e a Association of CoUege and
faciütar a transferência de Tecnologia Research Libraries (ACRL) organizaram,
para o desenvolvimento, reduzir as bar- em 1978, um primeiro esboço de padrões
reiras técnicas ao comércio e estimular a mínimos para Bibliotecas Universitárias.
coordenação em matéria de normaliza- A forma final pode ser encontrada no
ção, fomentando a difusão da informação periódico College Research Libraries News,
sobre normas. Foi criado em 1977 com Washington, (4): 101-10, Apr. 1979.
aSiglalSONET.

Carro Biblioteca Aquisição de Materiais de Bibliotecas


Latino-Americanas
"Adultos e crianças poderão retirai
Uvros gratuitamente para leitura domi- Resultante do Seminário para aqui-
cihar". Esta frase tem ecoado em vários sição de Materiais de Bibliotecas Latino-

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Noticiário 123

-Americanas, 21, foram editados por LoueUa Conselho Federal de


Vine Wetherbee e Arme H. Hordan os tra- Biblioteconomia
balhos e relatório final. O título da obra é
"Twenty years of Latin American Li-
brarianship". Seu conteúdo gira em tomo
de aquisição de materiais de bibliotecas O novo endereço do CFB é:SQLRN —
em países específicos ou áreas da América 712/713 — Bloco A, Entr. 31, sobreloja,
Latina e projetos bibliográficos conentes. sala 02,70760 - Brasília - DF.
A publicação inclui ainda relatórios sobre
o desenvolvimento de bibliotecas especia-
lizadas, sobre novas técnicas de informação
e documentação. Maiores informações: CONGRESSOS
National Educational Laboratory Publis-
hers, Inc. P.O. Box 1003, Austin TX 78767 UNISIST II
Estados Unidos.
A UNESCO promoveu, de 28/04 a
Informação e Documentação 01/06/79, o 29 UNISIST Conferência
— Periódicos — Intergovemamental para o Desenvolvi-
mento da Informação Científica e Tec-
A FID está publicando o periódico — nológica, cujo objetivo é estudar e refle-
International Fórum on Information and tir como fazer uso efetivo das fontes e
Documentation, cuja finalidade é cobrir recursos da informação. Maiores informa-
questões de teoria da informação tais ções: UNESCO. General Information Pro-
como: comunicação científica, dissemi- gramme, 7 Place de Fontenoy, 75700-Pa-
nação da informação, treinamento e edu- ris, FRANÇA.
cação do usuário, necessidades da infor-
mação, sistemas nacionais e internacio-
nais de educação, etc. Os interessados Centro Nacional de Periódicos
podem dirigir-se a: International Fede-
ration for Documentation. P.O. Box Promovida pela American Libraiy
30115 , 2500 GC The Hague, Holanda. Association, realizou-se, em junho, em
Dallas, conferência sobre a criação de
um "Centro Nacional de Periódicos"
Custo de Periódicos e Livros nos Estados Unidos.

D. Kent Halstead, do National


Institute of Education, Washington EUA, Bibliotecas de História
compilou dados comparativos sobre o
aumento do preço de livros e periódicos Em março de 1980, realizar-se-á
em Universidades Americanas. Estes o 69 Seminário de Bibliotecas de His-
dados foram publicados em: "Higher tória, em Austin, Texas, promovido pelo
Education Price" e "Price Indexes 1978 Jburnal of Library History. Maiores infor-
Supplement". Endereço: U.S. Departa- mações; Dr. Donald G. Davis Jr., Editor,
ment of Health. Education, and Welfare. Journal of Library History, Graduate
Office of Education. UjS. Govemament School of Library Science, University
Printing Office Wasliington, D.C. Estados Station, Austin, TX 78712. Estados
Unidos. Unidos.

cm
124 R.bras.Bjbliotecon.Doc. 12 (1/2): 119-126, jan/jun. 1979

Aquisição de materiais de CONGRESSOS


Bibliotecas Latino-Amerícanas
Foi realizado de 14 a 19 de outubro
O 249 Seminário sobre a Aqui- de 1979 o IV Congresso BrasUeiro de
sição de Materiais de Bibliotecas Latino- Arquivologia, no Rio de Janeiro. Con-
-Americanas (SALALM) foi realizado na tatos podem ser mantidos no seguinte
Universidade da Califórnia, Los Angeles, endereço: Associação dos Arquivistas Bra-
de 17 a 22 de junho de 1978. O tema sileiros, Praia do Botafogo, 186, sala
central: "Pesquisas no Caribe e Recursos B-217, Rio de Janeiro - RJ 22253.
Materiais na Europa e Américas". O
referido seminário teve como principal
finalidade o controle e disseminação
da informação bibliográfica sobre todos COMENTÁRIOS
os tipos de publicações latino-americanas
e o desenvolvimento do acervo das biblio- A propósito da Semana Nacional da
Biblioteca
tecas da América Latina como suporte
de pesquisa educacional.
Promovida pela Associação Paulista
de Bibliotecários, com o patrocínio da
Prefeitura Municipal de São Bernardo do
Reunião da IFLA Campo, coordenada pela Divisão de Biblio-
tecas e Documentação dessa Prefeitura,
De 27 de agosto a 19 de setembro foi comemorada a Semana Nacional da
realizou-se a reunião da IFLA, cujo tema Biblioteca com imi programa intenso e
central versou sobre organização e admi- divulgada por toda a imprensa local.
nistraçSo de bibliotecas. A seção de Bi- O apoio do Sr. Prefeito Antonio Tito
Costa e o Secretário da Educação, Cultura
bliotecas Infantis da IFLA promoveu
e Esportes, Sr. Fernando Leça Nasci-
uma mesa-redonda sobre "Centros de mento foi de real significado, merecendo
Informação e de Pesquisa sobre Litera- os agradecimentos de todos os bibliote-
tura Infantil", de 30 de junho a 4 de cários pauUstas.
agosto. Líderes da classe foram homenagea-
dos no dia 12 de março por aquela Pre-
feitura e foram convidados a visitar as
Planejamento de Bibliotecas bibliotecas da rede, bem como a parti-
cipar da inauguração da mini-biblioteca
De 23/09 a 05/10, foi realizado na Cidade da Criança em São Bernardo
em Londres treinamento para biblio- do Campo. Houve visitas de alunos da
tecários sobre Planejamento e constru- 4? série do MOBRAL às bibliotecas e
lançamento do jornal da Biblioteca Muni-
ção de Bibliotecas. Seu objetivo é o en-
cipal "Malba Tahan" de Rudge Ramos.
trosamento dp Bibliotecário e o arqui- No dia 17 aconteceu um evento; o III
teto. Detalhes poderão ser obtidos: Miss Encontro de Bibliotecas Públicas e Escola-
Brenda Ferry, Courses Dept. British res do Estado de São Paulo e o V Encontro
Coimdl, 65 Davies Street, London, W 1 de Bibliotecas Públicas do Interior do
Y 2 AA. Inglaterra. Estado de São Paulo. O tema escolhido

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Noticiário 125

foi: "Automação de bibliotecas e apli- dronizadas, a nível nacional, através do


cação das ISBDs no controle documentá- Sistema CALCO, para a forma interna-
rio", com três trabalhos básicos de Maria cional que, no caso de bibliotecas gerais,
Luiza Monteiro da Cimha, Dinah Pobla- públicas, é o UNIMARC.
ción e Alfredo Américo Hamar, que - Regina Carneiro, bibliotecária-
estão sendo publicados neste número da -chefe de catalogação na Câmara Brasi-
RBBD. O enfoque maior recaiu na im- leira do Livro, coordenadora do Sub-
plantação do projeto TAUBIP; discutiu- -Grupo de Catalogação do Grupo de
-se, ainda, assuntos à volta do sistema Bibliotecários em Documentação e In-
automatizado de informação e implan- formação em Processos Técnicos da APB,
tação de um sistema estadual de biblio- comentou que foi iniciada a aplicação
tecas públicas. Entre os vários debatedores, das ISBDs para a descrição bibliográfica
destacamos: de monografias através do Grupo que
- Manoelito de Azevedo Ferreira, coordena. Porém, o esforço deste Grupo
representante do Centro de Informática é insuficiente, a seu ver. Ressaltou que
do Ministério da Educação e Cultura seria preciso o auxílio de todos os biblio-
(CIMEC) que ressaltou os seguintes tó- tecários, particularmente dos professores,
picos: pois é indispensável que exista treinamento
1. A qualidade de informação sistemático dos futuros profissionais na
produzida por um sistema automatizado aplicação das ISBDs.
depende do eficiente tratamento forneci- - Rosemarie Appy, diretora da
do pelo Homem, na medida em que, se Divisão de Biblioteca e Documentação
for inadequada ou imprecisa, não será da Coordenadoria de Atividades Culturais
a Máquina que irá corrigi-la; da Urtíversidade de São Paulo, ressaltou
2. A análise da informação na- que as ISBDs tratam da descrição biblio-
cional, através do CIMEC, tem sido de- gráfica a mais detalhada possível, e diri-
senvolvida com vários projetos: cadas- gem-se às bibliografias nacionais e aos
tramento do corpo docente universi- sistemas nacionais de catalogação. Espe-
tário brasileiro; elaboração de Banco de cificamente no Brasil, a catalogação de
Pesquisas, cujo primeiro resultado é o periódicos, através do Catálogo Coletivo
Catálogo de Teses; implantação do pro- Nacional de Periódicos, a cargo do IBICT/
jeto CALCO junto à Biblioteca Nacio- /CNPq, não obedece às ISBDs e ao
nal. UNIMARC. Porém, já está em estudo
í •
Com relação aos ISOs e âs ISBDs, naquele órgão a integração às normas e
observou que os primeiros voltam-se para formatos internacionais. Quando isto acon-
a definição do continente do material tecer, declarou, as bibliotecas ao aderirem
bibliográfico, enquanto que as segundas ao dstema, deixarão de realizar indivi-
"buscam definiçCes para a estrutura e dualmente a catalogação descritiva porme-
forma de conteúdo". Ao reportar-se ao norizada, adotando o registro elaborado
intercâmbio que deve existir entre as pelo órgão central.
bibliotecas como suportes de redes e - Terezine Arantes Ferraz, diretora
sistemas de informação, falou sobre a da Biblioteca do Instituto de Pesquisas
necessidade de padronização do formato Energéticas e Nucleares, abordou o as-
de intercâmbio a nível internacional. sunto sobre a coordenação do Controle
A Biblioteca Nacional, como represen- Bibliográfico Universal (CBU). Como já
tante brasileira do Controle Bibliográfico havia ressaltado o representante do CIMEC,
Universal, transporia as informações pa- a Biblioteca Nacional é a instituição

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cm 1 gentilmente por:
126 R.bras.Bibliotecon.DOC. 12 (1/2): 119-126, jan/jun. 1979

que mais se ocupa do CBU no que diz cidade, informou que toda decisão a
respeito a materíall bibliográfico, e o nível da Prefeitura está a cargo da
IBICT atém-se ao controle das publi- PRODAM, Companhia de Processamento
cações periódicas e material monográ- de Dados do Município de São Paulo.
fico através do Catálogo Coletivo Na- Terminando os debates do painel,
cional. A seu ver, caberia à Biblioteca seguiu-se uma sessão sobre "Bibliotecas
Nacional a responsabilidade do CBU, Públicas e Escolares", onde Cecília d'Ot-
enquanto que o IBICT seria o órgão taviano Armentano, Diretora da rede,
mais indicado para a coordenaçS^o das relatou a implantação de sistema estadual
atividades. de Bibliotecas Públicas. Um enfoque es-
No debate foram feitas perguntas pecial também foi dado às Bibliotecas
relevantes por parte dos participantes do Infantis, falando D. Lenyra Fracarolli e
evento, tais como: "qual o custo do sis- Nancy Westphalen Corrêa. Palavras da
tema TAUBIP e, em decorrência, quantas Presidente do Conselho Federal de Bi-
prefeituras do Estado de São Paulo po- blioteconomia, transcritas a seguir, foram
deriam implantar um sistema equivalente?" extraídas de seu pronimciamento, por
A resposta, por parte do gerente da ocasião do evento, quando lançou a Cam-
Divisão de Processamento de Dados da panha do Ano da Biblioteca Infantil
PROSBC, São Bernardo do Campo, Luís Brasileira: {
Carlos Veiga, foi que o TAUBIP custou "1. Conscientizar a população do
aproximadamente Cr$ 2.000.000,00 (dois problema da falta de bibliotecas infan-
milhões de cruzeiros), sendo que os pre- tis e conseqüente! inexistência do hábito
feitos interessados deveriam arcar com o de leitura entre crianças e jovens;
ônus da implantação dos títulos do acer-
vo de suas bibliotecas. 2. elevari o padrão cultural da ju-
Dinah Población, ao ser inquerida ventude brasileira a fim de prepará-la
quanto à questão da transferência do melhor para a vida profissional;
Sisterna TAUBIP para outras entidades
interessadas, esclareceu que o sistema 3. proporcionai às crianças e jovens
poderá ser comprado se estas entidades condições de desenvolver integralmente'
possuírem computador. Em caso contrá- suas capacidades por meio da leitura,
rio, as instituições poderão adquirir os uso de audiovisuais e outras atividades
semços da Prefeitura de São Bernardo educativas e recreativas;
do Campo, através de convênio.
Quanto à implantação do sistema 4. atingir esses objetivos sensibi-
TAUBIP nas Bibliotecas Públicas da lizando toda comunidade e, em especial,
Prefeitura Municipal de São Paulo, May os poderes públicos, empresas particula-
Brooking Negrão, Diretora do Departa- res, clubes de serviço, educadores, pais
mento de Bibliotecas Públicas daquela e crianças."

Digitalizado
cm 1 gentilmente por:
TILLIN, A.IVI. & QUINLIN, WJ.
Standards for cataloging non-
print materiais. 4. ed. Washing-
ton, Association for Educatio-
nal Communications and Tech-
nology, 1976. 230 p.

As bibliotecas estão tentando satis-


fazer a demanda da sociedade moderna,
expandindo as suas atividades. Entretanto,
a transição da biblioteca tradicional para
uma biblioteca de multimeios não é de
todo fácil. O volume de materiais de
vários tipos (impressos, audiovisuais, etc.)
traz novos desafios quanto aos seguintes
itens: 1) seleção, controle e utilização
dos materiais; 2) novas habilidades no
que diz respeito a recursos humanos;
3) maiores verbas. A implantação do
serviço de multimeios requer uma adminis-
tração dinâmica que sistematicamente
ansdise, estruture e avalie esses materiais,
perpetuando a mudança.
Managing multimedia libraries tem
como objetivo o fornecimento de ele-
mentos para a administração desse tipo
de bibliotecas, através da aplicação da
metodologia de sistemas, e do auxílio
ao bibUotecário para a solução de pro-

cm
128 R.bras.Bibliotecon.Doc. 12 (1/2): 127-136, jan/jun. 1979

blemas gerados pelas características pe- 9) Série; 10) Notas; 11) Outros dados
culiares dos multimeios. O livro é orga- identificadores e de organização. A ex-
nizado em três partes, em que são estu- tensão da informação e descrição dos
dados: 1) a filosofia e os objetivos de elementos apresentados na ficha ou livro
todos os tipos de bibliotecas — escolares, catalográfico vão depender das necessi-
públicas, universitárias e especializadas — dades dos usuários e da finalidade para
com especial ênfase à introdução de mul- a qual o catálogo é compilado. A 2? par-
timeios (materiais não impressos), para te é. destinada â Catalogação de multi-
que a biblioteca esteja apta a informar, meios específicos, abrangendo os capí-
educar, possibilitar experiência cultural tulos relacionados a seguir: 1) Objetivos;
e desenvolvimento, além de recreação 2) Arranjo dos elementos no catálogo;
-significativa para o indivídub e para a 3) Estilo; 4) Pontuação; 5) Formato;
sociedade (p. 13); 2) a eslruiura da or- 6) Cabeçalhos de assunto; 7) Números
ganização, as funções e responsabilidades de classificação; 8) Catalogação de mul-
do pessoal e o seu relacionamento den- timeios específicos: regras e modelos de
tro do sistema; 3) orçamento, seleção, fichas. Para todos os tipos de multimeios
aquisição e processamento técnico dos há exemplos de fichas catalográficas,
multimeios, bem como a administração desde as mais simples às mais comple-
de serviços públicos (circulação e refe- tas, indicando-se ainda a solução dos
rência); há um capítulo sobre revisão e vários problemas que possam surgir no
discussão de alguns itens de interesse decorrer da aplicação das regras propos-
futuro. Finalizam a obra a bibliografia tas. Os apêndices incluem: 1) Tabela de
de cada capítulo, um apêndice descri- descrição física de multimeios; 2) Glos-
tivo das categorias profissionais na biblio- sário; 3) Abreviaturas; 4) Abreviaturas
teca e um índice de assuntos. dos nomes dos Estados dos E.U.A.; 5)
Mais detalhes sobre o processamento Equivalência métrica; 6) Bibliografia; 7)
Sugestões de designadores e códigos de
técnico, em especial a catalogação, pode-
materiais impressos.
rão ser encontrados na obra a seguir.
Standards for cataloging nonprint A obra indica as referências de
materiais destina-se a apresentar as regras Anglo American Cataloging Rules para
de catalogação de multimeios, propondo- a consulta das regras originais. Não se
-se a facilitar o seu entendimento. Através trata, contudo, de um manual; para o
de exemplos, os autores procuraram seu manuseio, presume-se que se tenha
demonstrar a sua flexibilidade e a sua in- conhecimento prévio de catalogação, clas-
terpretação prática, pois para diferentes sificação e análise de assuntos.
centros de multimeios há uma variação
de regras e sugestões. A obra está dividida Os autores de Managing multimedia
em duas partes e no final apresenta sete libraries são Warren B. Hicks, Diretor de
apêndices e um índice de assuntos. A Serviços de Biblioteca do "Chabot Col-
1? parte é dedicada às Regras básicas lege", em Hayward, Califórnia, E.U.A.
de catalogação, com os seguintes capí- e Alma M. Tillin, Bibliotecária de Servi-
tulos: 1) Elementos do catálogo; 2) Ar- ços Técnicos do Centro de Bibliotecas
ranjo dos elementos do catálogo; 3) Fonte em Berkeley, Califórnia, E.U.A.; a au-
de informação; 4) Entrada principal; tora citada acima é também co-autora
5) Título/Designador de multimeios/Es- de Standards for cataloging nonprint
tabelecimento da responsabilidade do au- materiais, ao lado de WiUiam J. Quinly.
tor; 6) Edição; 7) Imprenta; 8) Colação; da Florida State University, E.U.A.

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cm 1 gentilmente por:
Resenhas 129

A apresentação física das duas incluindo a doação da biblioteca de pro-


ol)ras é bem cuidada e os tipos claros priedade dç bibliógrafò português, Diogo
facilitam a consulta. Barbosa Machado, a nova Biblioteca
Real e que reunia preciosidades tão im-
Leda Maria Brunelli portantes quanto as da antiga Biblioteca.
Faculdade de Ciências Farmacêuticas-USP Com a invasão francesa, a família real
portuguesa mudou-se para o Brasil, tra-
Maria Christina S. Souza zendo consigo a Biblioteca Real, que iria
Escola de Comunicações de Artes - USP ser o núcleo inicial de nossa Biblioteca
Nacional do Rio de Janeiro.
Assim, existem na Biblioteca Nacio-
nal do Rio inúmeras obras do século XVI,
NORTON, F.J. A descriptive cata- tanto portuguesas como espanholas. La-
logue of printing in Spain and menta-se, apenas, que até hoje nada se
Portugal, 1501-1520. Cambrid- tenha feito de concreto para se publi-
ge, Cambridge University Press, carem os levantamentos realizados, — para
1978. xxiii, 581 p. Portugal (*) —, e iniciados há alguns
anos, — para a Espanha.
Em 1966, o Autor publicava sua Este catálogo é um exemplo, quase
obra Printing in Spain: 1501-1520, que que clássico, de bibliografia textual,
basicamente serve como introdução à tal a minúcia de descrição bibUográfica
parte referente à Espanha neste catálogo. apresentada.
Na atualidade, ele pode ser considerado O autor teve o cuidado de incluir
o maior conhecedor da imprensa da Pe- 185 obras espanholas perdidas, ou por
nínsula Ibérica para este período. estarem fora de lugar, ou por terem sido
O catálogo se divide em duas partes; roubadas. Cita também obras, em número
obras impressas em Espanha e obras de 57, que não foram localizadas, mas
impressas em Portugal. Iniciou o Autor que se sabe terem existido nós últimos
a feitura desse catálogo para os livros cem anos, conforme menções feitas em
impressos na Espanha, em 1955, e para fontes mais antigas.
os de Portugal em 1960, examinando-os, Das 43 obras mencionadas para
se possível, de visu. Quando não o conse- Portugal, 34 são descritas baseadas nos
guia, fazia-o através de fotocópias. Exami- próprios exemplares, quatro em fotocó-
nou, além 4^8 bibliotecas públicas espa- pias e as cinco restantes são obras não
nholas e portuguesas, as coleções de mais encontradas, referidas em citações
particulares, assim como as das grandes de terceiros.
bibliotecas fora da Península Ibérica. A parte de Portugal, aliás, é prece-
Menciona algumas das obras existentes dida de estudo mais detalhado sobre a
na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, imprensa portuguesa e seus tipógrafos,
principalmente as que vêm citadas no indicando inclusive os tipos empregados,
Catálogo da Exposição Permanente dos
Cimélios da Biblioteca Nacional, de João
Saldanha da Gama (Rio, 1855).
Embora a maior parte da Biblioteca (*) É de nosso conhecimento que será publi-
cado no Boletim dá Biblioteca da Universidade
Real de Portugal tenha sido destruída de Coimbra uma relação, no estilo dos Short-
no terremoto de Lisboa de 1755, ficou ■Title Catalogues do Brttish Museum, pelo abade
intacta a do Infantado,! que formou. Fr. Francisco Leite de Faria.

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130 R.bras.Bibliotecon.DOC. 12 (1/2); 127-136, jan/jun. 1979

de acordo com o' Repertório dos Tipos, anônimas; há um índice de nomes que
idealizado por Konrad Haebler. não sejam os dos autores das obras; in-
O plano da obra consiste de: pre- cluem-se também um índice de assuntos
fácio, referências bibliográficas, introdu- e Addenda contendo uma ampliação e
ção e a obra propriamente dita. A nume- cinco novas entradas.
ração é em separado para as obras espa- Trata-se de obra indispensável para
nholas e portuguesas. Estas últimas ainda os estudos bibliográficos da Península
levam um P maiúsculo à frente do número Ibérica.
para distingui-las das obras espanholas.
O arranjo é alfabético por local de impres- Rosemarie Erika Horch
são. As tipografias estão em ordem cro- Instituto de Estudos Brasileiros
nológica de seu início na cidade, assim Universidade de São Paulo
como a relação das obras impressas pelas
mesmas tipografias.
Quando só é méncionado o local
de impressão, mas não o nome do impres- SÃO PAULO (Estado) Departamen-
sor, o Autor coloca-as sob a rubrica Unas- to de Artes e Ciências Humanas.
signed. Quando desconhece tanto o local, Divisão de Bibliotecas. Guia
como o tipógrafo, ele as coloca no final das Bibliotecas do Estado de
das partes sob a indicação de Place of São Paulo. São Paulo, Secre-
Printing and Printer not Identified. taria da Cultura, Ciência e
Norton faz a descrição bibliográ- Tecnologia, 1978. 399 p.
fica da seguinte maneira: sobrenome do
autor e prenomes; quando se trata da
Bíblia ou partes dela, a entrada é por O Departamento de Artes e Ciências
Bíblia, assim também para Constituições Humanas da Secretaria da Cultura, Ciên-
(i. é., estatutos monásticos ou diocesa- cia e Tecnologia do Estado de São Paulo,
nos), Indulgências e Liturgias. Seguem-se através da sua Divisão de Bibliotecas,
o título, tamanho do livro, assinaturas, criada pelo Decreto 7.730 de 23.03.76,
quando existentes, número de páginas realizou o cadastramento das bibliotecas
ou folhas, tamanho do espelho tipográ do Estado para a publicação deste Guia.
fico e os tipos empregados. Descreve O levantamento inclui bibliotecas dos
pormenorizadamente a folha de rosto, governos e^dual e municipal, faculdades
Copia as primeiras linhas do texto com isoladas e entidades culturais, tendo por
barras verticais, que servem para assina- coordenadora a bibliotecária Cecília Dt)t-
lar a interrupção da linha. Faz isto com taviano Armentaiio, Diretora da Divisão
diversas páginas, dependendo da apre- de Bibliotecas daquela Secretaria, con-
sentação das várias partes da obra; Ter- tando com a colaboração de Rosaly Fávero
mina copiando as linhas finais do livro. Krzyzanowski, Secretária do Conselho
Seguem-se as indicações das fontes bi- Regional de Biblioteconomia — 8? Re-
bliográficas onde vem descrita ou citada gião, que forneceu os dados já coletados
cada obra e as siglas das bibliotecas onde por aquela entidade. Esta publicação que
pode ser encontrada. Em alguns casos, está sendo agora distribuída e divulgada
quando se toma necessário, há comentários pode ser considerada como o resultado
mais específicos. inicial da pesquisa efetuada.
Encerra o volume um índice geral As informações contidas para cada
de autores, assuntos e títulos das obras biblioteca são as seguintes: a) nome.

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Resenhas 131

entidade à qual pertence e endereço; turais da Universidade dè São


h) nome do responsável pela biblioteca Paulo, 1978.122 p.
e seu número de inscrição no Conselho (DBD - CODAC - USP, Caixa Pos-
Regional de Biblioteconomia — 8? Re- tal 8191,01000 -S. Paulo)
gião; c) número de inscrição da biblio-
teca no Conselho Regional de Biblio-
teconomia — 8? Região; d) número de
inscrição da biblioteca no Instituto Na- A responsabilidade da organização
cional do Livro; e) acervo total; f) média do Guia ca|>e, pelo seu Corpo Executivo,
mensal de consultas; g) sistema de clas- ao GISBUSPi (Grupo de Integráção do
sificação adotado; h) sistema de cataloga- Sistema (íe Bibliotecas da USP), que
ção adotado, e por fim tipos de catálo- congrega as bibliotecas pertencentes às
gos. Do volume constam os seguintes unidades da Universidade de São Paulo.
itens: a) lista de abreviaturas adotadas; Fornecidos pelas bibliotecas parti-
b) lista de convenções que são usadas cipantes, através do preenchimento de
para caracterizar a estrutura e organização formulários, os dados apresentados nesta
das bibliotecas; c) definição de biblio- segunda edição atualizam os da edição de
teca e biblioteconomia; d) relação das 1973, seguindo os mesmos moldes.
bibliotecas numeradas em ordem cres- As bibliotecas, identificadas pela
cente e divididas em quatro categorias, sigla da unidade mantenedora, estão
a saber, Públicas, Escolares, Universitárias agrupadas de acordo com o tipo de atua-
e Especializadas, por sua vez dentro de ção da unidade em: A, Unidades cuja
cada categoria arranjadas em ordem alfa- finalidade primordial é o ensino, incor-
bética por nome de cidade; e) bibliografia porando-se a esse grupo à Divisão de
consultada; f) índice geográfico reme- Biblioteca e Documentação da Coorde-
tendo para a página e número da biblio- nadoria de Atividades Culturais; B, Uni-
teca; g) índice alfabético das bibliotecas dades associadas (museus e institutos),
indicando o respectivo número de cadas- voltadas principalmente à pesquisa; e
tramento. ' C, Unidades que, localizadas na Cidade
Objetivando dar um dimensionamen- Universitária "Armando de SaUes Oli-
to da quantidade e qualidade das bibliote- veira", embora administrativamente des-
cas já existentes, e servindo de orientação ligadas da Universidade, com ela mantêm
para a futura reorganização das mesmas vínculos diversos (caso do Centro Tecno-
mediante os dados coletados, este Guia lógico de Hidráulica e do Instituto de
possibilita apontar as regiões do Estado Pesquisas Tecnológicas).
ainda carentes de bibliotecas. Para cada biblioteca são dadas
informações para facilitar a sua locali-
Cláudia Lúcia A. do Nascimento zação (endereço, telefone, caixa postal,
Instituto de Química — USP horário de funcionamento, nome do
responsável), assim como aspectos con-
cernentes aos seguintes itens: especiali-
UNIVERSIDADE DE SAO PAULO. dade, acesso, serviços especiais, equipa-
Grupo de Integração do Sistema mento reprográfico, acervo, catálogos
de Bibliotecas. Guia das biblio- para o público, organização do acervo,
tecas da Universidade de São classificação, leitores inscritos, movimento
Paulo. 2? ed. São Paulo, Co- anual, pessoal, área, publicações da bi-
ordenadòria dé Atividades Cul- blioteca, material para permuta corrente.

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132 R.bras.Bibliotecon.DOC. 12(1/2): 127-136, jan/jun. 1979

A distribuição espacial das biblio- Informação e Documentação em ...):


tecas é dada por três mapas: Cidade Uni- Biomedicina,! Ciências Agrícolas, Ciências
versitária "Armando de Salles Oliveira", Sociais e Humanas, Processos Técnicos,
Cidade de São Paulo (fora da Cidade Tecnologia.
Universitária) e Estado de São Paulo Algumas realizam trabalhos de pro-
(cidades onde se localizam os 4 "campi"). jeção nacional, ligados à sua especiali-
São apresentados resumos estatísti- dade, tais como: iridexação exaustiva
cos no que tange a: acervo, movimento da literatura nacional de Odontologia,
e pessoal, para cada uma das três áreas do publicada como . BBO (Fáculdade de
conhecimento (Ciências Biológicas, Ciên- Odontolo^a); compilação da Bibliografia
cias Exatas e Tecnologia e Ciências Hu- Brasileira de Medicina Veterinária e Zo-
manas) e um quadro global por área otecnia (Faculdade de Medicina Veteri-
de conhecimento. nária e Zootecnia); compilação do Vo-
O índice de assuntos, apresentado cabulário de Saúde Pública (Faculdade
em ordem de classificação, dá mostra de Saúde Pública).
da variedade de assuntos abrangidos pe- As bibliotecas da Universidade de
los acervos das bibliotecas integrantes São Paulo são depositárias de um acervo
doGISBUSP. total de mais de 2.300.000 volumes (li-
Num exame das informações sobre vros e periódicos), atingindo os livros
cada bibUoteca, verifica-se que é na Unir aproximadamente um total de 1.045.000
versidade de São Paulo (Biblioteca Cen- volumes. Dos periódicos, cujo número
tral da Divisão de Biblioteca e Documen- total de títulos se aproxima de 60.000,
tação) que se localiza a sede do Catálogo "22.000 são títulos correntes.
Coletivo de Livros e Periódicos do Estado O atendimento de cerca de 56.500
de São Paulo, sede regional do Catálogo inscritos, que fizeram cir<eriar, em 1977,
Coletivo Nacional, e que diversas de mais de 1.700.000 itens (1.200.000 con-
suas bibliotecas se constituem eni sub- sultas e 500.000 empréstimos domicilia-
centros da Bibhoteca Regional de Medi- res) e o fornecimento de cerca de 2.800.000
cina (BIREME), tais como: Conjunto cópias réprográficas, foram realizados por
das Químicas, Escola de Enfermagem, 570 funcionários (217 bibliotecários, Í96
Faculdade de Medicina, Faculdade de funcionários administrativos, 118 auxilia-
Medicina Veterinária e Zootecnia, Fa- res e 40 de outras categorias).
culdade de Odontologia. O objetivo do Guia é divulgar os
A maioria delas realiza eriiprésti- recursos e serviços que a Universidade de
mos entre bibliotecas, o que propicia a São Paulo, através de seu Sistema de Bi-
estudantes e docentes o acesso à litera- bhotecas, coloca à disposição não somente
tura necessária à atividade de pesquisa de seu Corpo docente, corpo discente
e ensino, pertencente a acervos de bi- e corpo de pesquisadores, mas também
bliotecas de outras unidades. Além disso, de outros estudiosos e instituições, como
é possível a obtenção de cópias de tra- prestação de serviços à comunidade,
balhos somente existentes em outros tanto em âmbito regional como nacional,
estados do País ou mesmo apenas no inserindo-se internacionalmente no campo
Exterior, através de serviços similares. da informação científica.
As bibliotecas, em quase sua to-
talidade. participam de grupos especia-
lizados da Associação Paulista de Biblio- JosefalVaoco Uratsuka
tecário.® (Grupo de Bibliotecários em Instituto de Pré-História — USP

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Resenhas 133

BAMBERGER, R. Como Incentivar sugestão para se combinarem as tendên-


o hábito da leitura; tradução cias na escola com a leitura particular,
de Octavio Mendes Cajado. através dos "passaportes do leitor", sis-
São Paulo, Cultrix; Brasília, tema criado nas escolas austríacas, que
IIML, 1977.118 p. propõe "ajuda para a criança medir o
próprio progresso individual e lhe ofe-
Como parte do desenvolvimento do rece uma clara motivação para acentuá-
livro a longo prazo, o programa de promo- -lo"(p.30).
ção de hábito de leitura da UNESCO No capítulo seguinte, são relatados
foi evidenciado por ocasião do Ano In- os Resultados da Pesquisa sobre Motiva-
ternacional do Livro em 1972. Pesquisas ção para a Leitura e Interesse de Leitu-
sobre o assunto vêm sendo compendiadas, ra, caracterizando-se "motivação" e "in-
dentre as quais se inclui o presente volume, teresse", bem como as fases de leitu-
preparado pelo Dr. Richard Bamberger, ra, os tipos de leitor, o aspecto socio-
eminente autoridade no assunto e Dire- lógico da motivação e do interesse da
tor do Instituto Internacional de Lite- leitura, os tipos principais de leitura
ratura Infantil e Pesquisa sobre Leitura, como expressão de motivação e alguns
de Viena. resultados da pesquisa no campo dos
Como Incentivar o Hábito da Lei- interesses pertinentes.
tura, publicado em convênio com o INL, Entretanto, "não são apenas o
reflete laborioso estudo, "apesar de modes- conteúdo e os temas do material de lei-
to no tamanho" (p. 10). A obra possi- tura que se revelam decisivos para o in-
bilita aos professores, bibliotecários, pais teresse de leitura, mas vários outros fa-
e educadores em geral a obtenção de tores se revestem de importância espe-
maiores informações e diretrizes sobre cial para o leitor jovem e não experi-
assunto tão relevante e indispensável à mentado" (p. 53).
formação intelectual do aluno e de pes- No capítulo Fatores que Influem
soas em vários níveis de idade. nos Interesses de Leitura são estudados
A publicação é dividida em dez a seleção do tipo é do comprimento da
partes, mencionadas a seguir: I. A impor- linha, as ilustrações nos livros das cri-
tância da leitura para o indivíduo e para anças^ as oportunidades de ler ou a dispo-
a sociedade, em que são focalizados os nibilidade de livros, o tempo para ler;
processos técnicos da leitura, a sua am- nesse particular, o Autor enfatiza a "ta-
plitude e relevância na sociedade moder- refa do futuro", que consiste em orientar
na; II. Apanhado da situação da leitura as crianças para uma leitura sistemática
em todo o mundo, apresentando levan- e aumentar o tempo gasto diariamente
tamento dos dados obtidos em diversos em leitura, pois se este for abandonado
países, inclusive informações sobre não- ao acíiso, a televisão e outras ocupações
-leitores; são ainda estudados os proces- se mostrarão mais convidativas (p. 56).
sos que tomam os hábitos de leitura de São ainda abordados os interesses de
certa forma temporários e é reafirmada leitura e a dificuldade do texto, além dos
a necessidade de tomá-los eficazes e fatores que inibem o desenvolvimento
permanentes. dos interesses de leitura, tais como lei-
O Capítulo ni, destinado ao En- tura automática e sucessiva de textos,
sino Eficaz da Leitura, aborda o conceito, ensino sem métodos diferenciados, etc.
a natureza, a finalidade e os métodos O capítulo trata dos Métodos
especiais para a leitura; há também uma para Determinar Interesses de Leitura

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134 R.bras.Bibliotecon.DOC. 12 (1/2): 127-136, jan/jun. 1979

Individuais, recomendando o Autor que um apanhado das idéias básicas da obra


"os professores e bibliotecários devem e atividades resultantes, bem como su-
familiarizar-se com os vários métodos gestões para determinar e desenvolver
de pesquisa de interesses" (p. 63). São interesses e hábitos permanentes de lei-
abordados vários tipos de materiais e de tura.
testes aplicáveis para tal finalidade. No Pronunciamento Final (Cap. X),
A Promoção do Desenvolvimento o Autor adverte sobre os inconvenientes
dos Interesses e da Motivação da Leitura do material nocivo de leitura, dos meios
e do Hábito de Ler (Cap. VII) deve ini- errôneos de sua utilização, da ausência
ciar-se o mais cedo possível a fim de de espírito crítico e as suas conseqüên-
tornar-se eficaz (p. 67). São apresentadas cias; retoma o papel importante da lei-
sugestões para as diversas faixas etárias, tura nos processos de fonnação intelec-
desde o período pré-escolar até a idade tual do indivíduo e enfatiza a necessi-
adulta. As influências educacionais e dade do pleno conhecimento dos efeitos
ambientais são sobremodo relevantes, des- da. leitura por parte dos responsáveis
de que os pais desempenham, importante pelos programas educacionais.
papel na manutenção do interesse pela É intenção do Autor que sua obra
leitura. São formulados diversos conselhos sirva de orientação e estímulo àqueles
para facilitar essa incumbência dos pais, qde se preocupam em conseguir que os
das instituições de ensino e das biblio- benefícios da leitura sejam compartilha-
tecas. As mostras ■ de livros, cursos, reu- dos por todos.
niões, clubes do livro e de leitura, progra- Finalizam a publicação a biblio-
mas de livros, etc. são também comen- grafia utilizada, uma relação de publi-
tados. cações periódicas que tratam de pesqui-
No capítulo VIII o Autor propõe sas sobre leitura e literatura infantil e uma
as Tarefas de Pesquisa, em parte iniciadas lista de instituições que tratam de pro-
e desenvolvidas, mas que necessitam da blemas de leitura e literatura infantil em
contribuição de diversos países. São diversos países.
propostos dez itens principais para a
concretização desse estudo. Inês Maria de M. Imperatriz
O Sumário (Cap. IX) apresenta Instituto de Química — USP

LANÇAMENTOS

GARFIELD, E. Citation indexing: its theory and appli-


cation in science, technology, and humanities. New
York, Wiley, 1978. 288 p. (Information Science
Series)

j Discute os problemas conceituais e históricos da


í indexação de citações; mostra como se elabora um índice
de citações; descreve sua utilidade como instrumento
de pesquisa e analisa o futuro da indexação de citações.

Digitalizado
cm 1 gentilmente por:
Resenhas 135

JOSEY, E.J., ed. The information society; issues and


answers. London, Mansell, 1978. 152 p. (Neali Schu-
man Professional Books).

Contém 8 ensaios a respeito de temas críticos que


vêm sendo enfrentados por bibliotecários e especialistas
da informação na sociedade atual. Analisa o impacto
que a sociedade pós-industrial provoca nas bibliotecas,
não apenas do ponto de vista do aumento de informa-
ções, mas do ponto de vista do desenvolvimento tecno-
lógico e o reflexo das mudanças sociais e econômicas
nas bibliotecas. Discute o papel social do bibliotecário
e o acesso público à informação.

MITCHELL, B.J.; TANIS, N E. &JAFFE, J. Cost analysü


of library functions: a total system approach. J[AI
Press, 1978. (Foundations in Library and Informa-
tion Science, 6)

Descreve o programa do desenvolvimento da análise


de custos na Biblioteca da Universidade da Califórnia,
elaborado com a finalidade de fornecer á administração
dados pertinentes ao processo de tomada de decisão.
Este programa é apresentado de forma a possibilitar a
outras bibliotecas a utilizarem sua metodologiá para es-
tabelecer programas similares.

RUBIN, RJ., ed.^4 bibliotherapy sourcebook. London,


Mansell, 1978. 416 p. (Neal-Schuman Professional
Books)

Antologia de artigos sobre o uso da literatura e da


biblioteconomia na terapia. Refletindo a natureza inter-
disciplinar da biblioterapia, o volume mostra o interesse
de bibliotecários, professores, sociólogos, terapeutas ocupa-
cionais, psicólogos, psiquiatras e médicos pela área. Uma
introdução de&e e explica a biblioterapia e cada seção
é precedida de uma introdução indicando o significado
de cada artigo.

Digitalizado
gentilmente por:
cm 1 ^ ♦
136 R.bras.Bibliotecon.Ooc. 12 (1/2): 127-136, jan/jun. 1979

RUBIN, R.J., ed. Using bibliotherapy: a guide to the


theory and techniques. London, Mansell, 1978.
250 p. (Neal-Schuman Professional Books)

Apresenta um histórico do uso da literatura com


fíns terapêuticos e mostra como a biblioterapia é atual-
mente empregada. Contém recomendações sobre a ma-
neira de seleciona material e conduzir sessões de biblio-
terapia, bem como sobre a educação e o treinamento dos
biblioterapeutas. Três categorias de biblioterapia são
descritas: institucional, clínica e desenvolvimentista.

STUEART, R.D. &EASTLICK, J.T. Library management.


Littletown, Colo., Libraries Unlimited, 1977. 180 p.

O desafio que é administrar bibliotecas vem cres-


cendo a' cada ano, influenciado pelo desenvolvimento
tecnológico e pela expansão das atividades das bibliote-
cas e centros de informação que se transformaram em
grandes e complexas organizações. O objetivo desta obra
é examinar a dinâmica da biblioteca como organização — o
comportamento de indivíduos e grupos dentro dela, sua
orientação e programas, e a relação da biblioteca com
seu pessoal e seus usuários. Os princípios é teorias da
administração são tratados no contexto de bibliotecas
e centros de documentação. As técnicas de administração
aplicáveis a bibliotecas também são aqui discutidas. Cinco
assuntos básicos são analisados: planejamento, organi-
zação, administração de pessoal, direção e controle.

M. Christina S. Souza
Escola de Comunicações e Artes — USP

Digitalizado
gentilmente por:
AUTOMAÇÃO
DE
BIBLIOTECAS

por

Thereza Diácoli Quadrelii

SERVIÇO DE RESUMO E
INDEXAÇÃO

BULLETIN SIGNALETIQUE: Part 101


Science de rinfoimation-
Documentation. Paris, Centre National
de Ia Recherche Scíentiíique, 1970.
Periodicidade: mensal

* CHEFE-SUBSTITUTA DA SECÇÃO DE
PROCESSOS TÉCNICOS DA BIBLIOTECA
CENTRAL DA DIVISÃO DE BIBLIOTECA
E DOCUMENTAÇÃO DA COORDENA-
DORIA DE ATIVIDADES CULTURAIS DA
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO.

Digitalizado
gentilmente por:
138 R.bras.Bibliotecon.DOC. 12 (1/2)-137-144, jan/jun. 1979

COMPUTING JOURNAL ABSTRACTS. Mt Airy, Maryland, Lomond Systems


Oxford, National Coniputing Centre Inc., 1965.
Ltd., 1969. Periodicidade: mensal
Periodicidade: semanal

INFORMATION SCIENCE ABSTRACTS. INFORMATION SYSTEM. New York,


Philadelphia, Pa., American Society for Pergamon Press, 1975.
Information Science, Special Libraries Periodicidade: bimestral
Assn. & American Chemical Society,
Division of Chemical Literature, 1966. JOURNAL OF DOCUMENTATION:
Periodicidade: mensal devoted to the recording, organization
and dissemination of specialized
LIBRARY & INFORMATION SCIENCE knowledge. London, ASLIB, 1945.
ABSTRACTS. London, Library Periodicidade: trimestral
Association, 1969.
Periodicidade: bimestral JOURNAL OF LIBRARY AUTOMATION.
Chicago, in., American Library
LIBRARY LITERATURE: an index to Aãsociation, 1968.
library and information seience. New Periodicidade: trimestral
York, H.W. Wilson Co., 1964.
Periodicidade: bimestral, com acumula- LIBRARY SCIENCE WITH A SLANT
ções anuais e de 2 em 2 anos TO DOCUMENTATION. Bangalore,
índia, Sarada Ranganathan Endowment
PERIÓDICOS BÁSICOS for Library Science, 1964.
Periodicidade: trimestral
AMERICAN SOCIETY FOR INFORMA-
TION SCIENCE. JOURNAL.
Washington, American Society for PROGRAM: news of computets in
Information Science, 1950. libraries. London, ASXiIB, 1966.
Periodicidade: bimestral Periodicidade: trimestral
ANNUAL REVIEW OF INFORMATION REUNIÃO BRASILEIRA DE CIÊNCIA
SCIENCE AND TECHNOLOGY. New DA INFORMAÇÃO, 1. Rio de Janeiro,
York,Waey, 1966. 1975. Anais. Rio de Janeiro, IBICT,
1978. 2 V.
FID NEWS BULLETIN. Hague, Federation
Internationale de Documentation, 1960. REUNIÃO BRASILEIRA DE CIÊNCIA
Periodicidade: mensal DA INFORMAÇÃO, 2. Rio de Janeiro,
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realizado por Ia Organización de*las co para Ias Bibliotecas, 31241-50,
Naciones Unidas para Ia Educación, 258,1977..
ISBD. Origin, evolution and acception,
by Maria Luisa Monteiro da Cunha, p.

The International Standard Biblio-


graphic Description (ISBD) is the accom-
plishment of a series of activities carried
out in fulfilment of the Resolutions of the
Intematioiial Conference on Cataloguing
Principies (Paris, 1961). The Working
Party on the Standard Bibliographical
Description (SBD) was set up by the
International Meeting of Cataloguing
Experts (IMCE) in Copenhagen in August
1969 and given the responsability
of making detailed recommendations on
the composition, form and order of the
SBD based on the outline decisions taken
by the IAÍ.C.E., which, in tum, were
based on die consideration of a working
paper prepared by Michael Gorman,
seaetary of the Working Party. The
initials ISBD have been used since the
publication of the preliminary edition
Õ971). The primary purpose of the
ISBD is to aid International comunication
of bibliographic informatioh by (1) making
records from different sources interchan-
geable; (2) assisting in the interpretation
of records across language barries; (3)
assisting in the conversion of bibliographic
records to machine readable form. Besides
the ISBD (M) for monographic publica-
tions, specialized ISBDs have been or
146 R.bras.Bibliotecon.DOC. 12 (1/2); 145-148, jan/jun. 1979 ^

are being prepared for special categories manuais of instruction. The activities
of materiais (seriais, non-bodc-materials, of organizatíon, administratíon and dis-
printed music, maps, older monographic semination of information must be inter-
publications) as well as a general one: ligated. In the automation system the
ISBD (G). main priority the information analysis
as principal support in the system input.
CDU - 025.31 International Standard It needs also different of information
Bibliographic Description. Bibliographic analysis done by a good staff of specialists.
Information. The situation on the analysis of knowledge
in Brazil must be evaluated.

ISBDs and the elements of intercommu- CDU 007.001.4 (048) Information. Analy-
nication in automated systems as a support sis. Automation. Quality. libraries.
for Universal I Bibliographic Contrai, Documentation.
by Dinah Aguiar Pobladón, p. |

Bibliography as a science: from textual


From the "International Conference critdsm to bibliometrics, by Edson Neiy
on Cataloguing Principies" in 1961 to the da Fonseca, p.
publication of the second edltion of
the Anglo American Cataloguing Rules
in 1978, seversal important events happe- Searching for bibliographic infor-
ned which are desaibed here in chro- mation, although being an important
nological sequence. It is evident the flrst step of an original study or research,
interrelationsídp among the ISBDs, the cannot be mistaken for bibliographic
activities of FID, IFLA, CIA, the programs research. Bibliography was considered as
of UNISIST and NATIS and the beguinings science after Alfred William Pollard's
of modem computer technology. literary research (1909) on the Shekespeare
folios and quartos had been carried out.
CDU 027:007.5 ISBDs. Cataloguing. Li- In 1917, other Englishmen, FJ. Còle
braries automation. and N.B. Bales applied statistics to the
analysis of a bibliography on compared
anatomy, creating the bibliometrics. Re-
search on this subject confirmed the
scientific nature of bibliography, consi-
Quality and analysis of iitformation in dered by the sociologist Victor Zoltowiski
automation, by Alfredo Américo Hamar, as a concrete science. Its aim is to evaluate
P- extensively the total amount of books
as a whole, like demography does with
census of the population. Analysing
There is a great advantage in the the Bibliographie de Ia France, Zoltowski,
íntegrated information processing both proposed, in 1955, the bases of a macro-
on bibliographic and subject aspect, bibliographic analysis. Also, with the
(equiring xmiformization of processing introduction of the citation indexes
of various types of documents, through (as Science Citation Indexes in 1963
the standardization of woiksheet ané and Sodal Sciences Citation Index ten

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Abstrat 147

years later) appeareci the microbibliographic is, on tlie leveis of "conteat and expres-
analyãs. The posâble and hopefuUy sion".
awaited publication of a citation index
in Humanities will allow the recovery CDU 801.32 Thesauri. Dictionaires.
of citation chains by Henri Lefebvre. Lexicography.
This recoveiy will possibly bring on some
rectification in the histoiy of ideas.

CDU 01:31 afid^l.891 «2.06Tex- Thesaurus on Urban Roads, by Eünice


tual bibliography. Bibliographic research, R. Ribeiro, p.
Bibliometrics. Citation Indexes.

Thesaurus on urban roads designed


to be appUed to special documents under
the form of newspaper cuttings. Folio ws
Lexicography: an introduction to the this structure: Pt.l: techniques of its
study of the dictionary, by Jandira Bap- establishment; Pt.2: presentation of the
tista de AssunçSo, p. thesaurus.

CDU 025.49:625.712 Thesauri. Ur


Study of dictionnaries as manufac- ban Roads.
tured products and pedagogical discourses.
Interpretation of typològy according to
the purpose of eadi type of dictionaiy
as well as nature, density and scope of
the lexicon. Structure of the dictionary National library networks, cataloging-
entry and problems related to definitions: in-source and odier Brazilian expeiiences,
to correspond to a lexical unity of "n" by José Rincon Ferreira et alii, p.
signs, in the interior of "n" discourses.
A comparison between dictionary and
thesaurus is given. From the viewpoint The union catalog and cooperative
of Informatics, the thesaurus has its cataloging represent the best attempts
own purposes, different from the language to establish a national library networks
thesauri - which differ from dictionaries in Brazil. The aeation of SIC (IBBD'S
only in the comprehensiveness of the card reproduction service) in 1942 was
lexicon. But Rogefs Thesaurus (1852) the most significant event in Brazilian |
presents some peculiarities: the words librarianship in the last 64 years. As a
are arranged by categories and the aim direct consequence CALCO and even
is to show the relationship between "idea cataloging-in-source were developed.
and word"; in Informatics the thesaurus Since the number of librarians in the
is the control instrument of the terminolo- country is inadequate for the amount of
gy, whose purpose is to show the rela- published material, the plans for national
tionship between "sulqect and kejnvord". Information networks and a re-evaluation
We may condude that the theoretical of the feasibility of SNICT are essential
studies about thesaurus, construction and to stimulate the creation of a central
m^tenance, can only ^ developed cataloging-in-«ource in various areas
if based oij the semantic theory, that throught the country.

cm
148 R.bras.Bibliotecon.Ooc. 12 (1/2): 145-148, jan/jun. 1979

CDU - 021.6 (81) Cooperative library appears when it talces part in


cataloging. Cataloging-in-source. Union nianpower development program, provi-
catalog. Library networks. ding tlie efficient use of its resources
in order that information can be absorved
as much as possible. Information resources
Information in enterprise: The role of must be dealed with as stable percentages
the library, by Antonio Miranda, p. like "capital investment". Apart from
the basic activities, the library should
also provide resources sharing, current
Besides human, material and finan- awareness, selective dissemination of infor-
cial resources, a fourth element is part mation and user's training and must
of modem enterprise to garantee the integrate in information nets and systems
uptodateness of the persormel, the gene- available.
ration of their own knowledge and the
increase of their productivity: the Infor- CDU 027.2K)25.5(81) Information.
mation. The educational role of the special Enterprise libraries. Current awareness.

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íhe ^'jíSC u;/»ritàs, .tí'Á BíííSíy, ;}fííí-
ío.ü,40 |>s'rfMí' ,ní>'.i!ífeeç. Kiafing'
ç$ jcnivi'. ifiai^vls? ií5'ái: .tó!í.ç-tH^€ <SÍ!aei,Wisi\tv!; oíínf-
dsi ríssmiiítt, k Uni^tU ík:-;-;»- rmt ' i Csí® c' \;r£-:%.
inoííüfí- r -w "i^ ísuíííisti; leformst':;") 5x'tj .í.-'?! ifÀk,"
'í|;iCítóífcfi«^ ef »>e í'ínv'- r^rwis piín^-
Tüíkm of T«çi» ••'wn 5crA'^>»4p «Jü- ???«• ■ ,.í
úiCít as; of tí'-ctr jíyítjííuf-&';.íy \ liifc^- i. H! 02?-2.,t;15Í5(bí.) Í£}kiní'=â,tlí
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A Revista Brasileira de Biblioteconomia e
Documentação é indexada por: Information
Science Abstracts (ISA), Library and
Information Science Abstracts (LISA)
e Library Literature (LL).

REVISTA BRASILEIRA DE BIBLIOTECONOMIA


E DOCUMENTiOiÇÃO
(Federação Brasileira de Associações de
Bibliotecários)
São Paulo, 1,1973-10,1977; N. Ser. 11,
1978 -
Com./ de BOLETIM da FEDERAÇAO BRA-
SILEIRA de ASSOCIAÇÕES de BIBLIOTE-
CÁRIOS, 1,1960/26 (5/6), 1972.
1973/77,1 - 10
1978, 11 (1-4)
1979, 12(1/2)
CDU 02061.25(81X05)

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