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PODER LEGISLATIVO

Art. 44. é exercido pelo Congresso Nacional, que se compõe da Câmara dos Deputados e do Senado
PODER Federal.
LEGISLATIVO
Parágrafo único. Cada legislatura terá a duração de 4 anos.

Art. 45. compõe-se de REPRESENTANTES DO POVO, eleitos, pelo sistema proporcional, em cada
Estado, em cada Território e no Distrito Federal.

CÂMARA § 1º O número total de Deputados, bem como a representação por Estado e pelo Distrito Federal,
DOS será estabelecido por lei complementar, proporcionalmente à população, procedendo-se aos
DEPUTADOS ajustes necessários, no ano anterior às eleições, para que nenhuma daquelas unidades da
Federação tenha menos de 8 ou mais de 70 Deputados.

§ 2º Cada Território elegerá 4 Deputados.

Art. 46. compõe-se de representantes dos Estados e do Distrito Federal, eleitos segundo o princípio
majoritário.

§ 1º Cada Estado e o Distrito Federal elegerão 3 Senadores, com mandato de 8 anos.


SENADO
FEDERAL § 2º A representação de cada Estado e do Distrito Federal será renovada de 4 em 4 anos,
alternadamente, por 1/3 e 2/3.

§ 3º Cada Senador será eleito com 2 suplentes.

Art. 47. SALVO DISPOSIÇÃO CONSTITUCIONAL EM CONTRÁRIO, as deliberações de cada Casa e de


REGRA suas Comissões serão tomadas por maioria dos votos, presente a maioria absoluta de seus
GERAL membros.

Via de regra, em cada Casa do Congresso Nacional, assim como nas suas comissões, estando
presente a maioria absoluta de seus membros, as deliberações serão tomadas por maioria dos
votos.

1. QUÓRUM DELIBERAÇÃO (QD)


 Maioria simples 1° número inteiro superior à metade dos presentes
 Maioria dos votos a uma votação.
 Maioria relativa

2. QUÓRUM PRESENÇA (QP)


 Maioria absoluta 1° Número inteiro superior à metade dos
 Maioria dos membros membros de um ógão.

Seção VIII- DO PROCESSO LEGISLATIVO


Art. 59. O processo legislativo compreende a elaboração de: 3 LEIS e 1 DREM
SUBSEÇÃO I I - emendas à Constituição; art.60
DISPOSIÇÃO II - leis complementares; art.65,66,69 maioria absoluta
GERAL III - leis ordinárias; art.65,66,47 maioria simples
IV - leis delegadas; art.68
V - medidas provisórias; art.62
VI - decretos legislativos;
VII - resoluções.
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Parágrafo único. Lei complementar disporá sobre a elaboração, redação, alteração e consolidação das
leis.

CLASSIFICAÇÃO DOUTRINÁRIA

PROCESSO LEGISLATIVO
1. PLO – ORDINÁRIO / COMUM – referencial
2. PLS – SUMÁRIO – igual ao ordinário + prazos para deliberação (art.64)
3. PLE – ESPECIAL - Com processo e fases diferente do PLO
Ex.: Emenda da Constituição

Art. 60. A CONSTITUIÇÃO PODERÁ SER EMENDADA MEDIANTE PROPOSTA: (TRATA DA INICIATIVA
PEC)

I - de 1/3, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal;


SUBSEÇÃO II
DA EMENDA À II - do Presidente da República; (Única autoridade que pode encaminhar sozinha)
CONSTITUIÇÃO
III - de mais da metade das Assembleias Legislativas (+ Câmara Legislativa do DF) das unidades
PEC da Federação, MANIFESTANDO-SE, CADA UMA DELAS, pela maioria relativa (SIMPLES) de seus
membros.

OBS: O exercício do Poder Constituinte Derivado, nos termos expressos da CF/88, pode revelar-se nas
Emendas à Constituição, iniciadas por proposta de mais da metade das Assembleias Legislativas das
unidades da Federação, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros –
VUNESP

OBS: O QUÓRUM é mais da metade. É quórum mínimo para alterar a CF/88 pelas assembleias
legislativas. Se houver bem mais da metade, ou seja, todas as assembleias legislativas, a CF/88 pode
sim ser alterada nesse caso. Se mais da metade das assembleias pode alterar, todas as assembleias
poderão também alterar. O que não pode é menos da metade das assembleias legislativas de cada
unidade da federação poder alterar.

§ 1º A Constituição não poderá ser emendada na vigência de


 intervenção federal,
 estado de defesa LIMITAÇÃO CIRCUNSTÂNCIAL
 estado de sítio.

§ 2º A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em 2 turnos,


considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, 3/5 dos votos dos respectivos membros.

OBS: 3/5 de 81 equivale a 49 senadores.

OBS: LIMITAÇÃO FORMAL: Devido processo legislativo, precisa de uma forma a ser seguida para uma
PEC.

§ 3º A EMENDA À CONSTITUIÇÃO será PROMULGADA pelas (LIMITAÇÃO FORMAL)


 Mesas da Câmara dos Deputados + do Senado Federal,
 com o respectivo número de ordem.

OBS: Não existe sanção ou veto na E.C, não tem deliberação executiva. Quem manda na E.C é o
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Congresso nacional.

§ 4º Não será objeto de deliberação (PELO PODER LEGISLATIVO ) a proposta de emenda tendente a
abolir: (LIMITAÇÕES MATERIAIS)
I - a forma federativa de Estado; (Forma de organização do Estado diferente de forma de governo)

II - o voto direto, secreto, universal e periódico;

III - a separação dos Poderes;

IV - os direitos e garantias individuais.

O poder constituinte de reforma está sujeito a limitações materiais que podem estar presentes nas
denominadas cláusulas pétreas implícitas.

OBS: Trata-se de exemplo de cláusula pétrea implícita os princípios constitucionais sensíveis, previstos
no art. 34 da CF, os quais são de observância obrigatória, sob pena de intervenção federal.

OBS: O voto obrigatório não é uma cláusula pétrea expressa. Há alguns autores que sustentam que o
voto obrigatório seria uma cláusula pétrea implícita, o que é um entendimento minoritário.
Marcelo Novelino também não acha que o voto obrigatório é uma cláusula pétrea implícita. Diante
disso, o voto obrigatório poderia ser extinto por emenda.

§ 5º A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada NÃO pode ser
objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa. (LIMITAÇÃO FORMAL AO PODER
REFORMADOR)

Art. 61. A INICIATIVA OBS: A sanção presidencial é exigida nos projetos de lei de competência do
DAS LEIS STF, STJ, TST, STM, TSE, PGR, CIDADÃOS e do PRESIDENTE DA REPÚBLICA,
COMPLEMENTARES E qualquer membro ou comissão da CAMARA e do SENADO.
ORDINÁRIAS cabe Todo projeto de lei por estes iniciados, todos deverão ser sancionados
SUBSEÇÃO III  a qualquer pelo Presidente da República.
DAS LEIS membro ou Os projetos de lei que podem ser sancionados são sempre os de Leis
Comissão da Ordinárias e Leis Complementares apenas.
Câmara dos
PROJETO DE Deputados, AUTOR DO PROJETO DE LEIS CÂMARA DOS SENADO FEDERAL
LEIS  do Senado DEPUTADOS
Federal ou do CN, DEPUTADO FED. OU
 ao Presidente da COMISSÃO DA CÂMARA DOS
República,
 ao STF,
DEP. X --
 aos Tribunais PRESIDENTE DA REP.
Superiores, STF, TRIBUNAL SUP.
-
 ao Procurador-
Geral da
PGR E CIDADÃOS. X
SENADOR, COMISSÃO DO
República (PGR)
 E AOS CIDADÃOS,
SENADO
- X
na forma e nos casos COMISSÃO MISTA
previstos nesta
Constituição
X X
PODER LEGISLATIVO

INICIATIVA PODER PODER PROMULGAÇÃO


LEGISLATIVO EXECUTIVO
GERAL Deliberação Publicação
executiva
PRIVATIVA Sanção ou veto
CONCORRENTE
POPULAR

Fase introdutória Fase constitutiva Fase complem.

§ 1º São de iniciativa PRIVATIVA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA as leis


que:
I - fixem ou modifiquem os efetivos das Forças Armadas;

II - disponham sobre:
a) criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração
direta e autárquica ou aumento de sua remuneração;
b) organização administrativa e judiciária, matéria tributária e
orçamentária, serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios;

OBS: Segundo Vicente Paulo, "o fato de o deputado ter apresentado


projeto de lei sobre matéria tributária não implica inconstitucionalidade
formal de iniciativa. Isso porque, segundo entendimento do STF, no âmbito
da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios matéria
tributária não é de iniciativa privativa do chefe do Executivo. Portanto, é
legítima a apresentação de projeto de lei sobre matéria tributária por
membros do Legislativo. Segundo entendimento do STF, matéria tributária
só é de iniciativa privativa do chefe do Executivo (Presidente da República)
no âmbito dos Territórios Federais, por força do art. 61, § 1º, II, b, da
Constituição

c) servidores públicos da União e Territórios, seu regime jurídico,


provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria;

d) organização do Ministério Público e da Defensoria Pública da União


(EXCEÇÃO – é concorrente), bem como normas gerais para a organização
do Ministério Público e da Defensoria Pública dos Estados, do Distrito
Federal e dos Territórios;

OBS: É diferente de Ar.127 § 2º Cabe ao Ministério Público deflagrar o


processo legislativo de lei referente à criação e extinção de cargos de seus
membros e de seus servidores auxiliares.

e) CRIAÇÃO E EXTINÇÃO DE MINISTÉRIOS E ÓRGÃOS da administração


pública, observado o disposto no art. 84, VI;
Art.84, VI- Dispor mediante decreto sobre:
a) Organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar
aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos.
b) Extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos.
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f) militares das Forças Armadas, seu regime jurídico, provimento de cargos,


promoções, estabilidade, remuneração, reforma e transferência para a
reserva.

§ 2º A INICIATIVA POPULAR pode ser exercida pela


 apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito
por,
 no mínimo, 1% do eleitorado nacional,
 distribuído pelo menos por 5 Estados, com não menos de três
décimos por cento (0,3%) dos eleitores de cada um deles.

Um projeto de lei federal decorrente de iniciativa popular deve ser


apresentado perante a Câmara dos Deputados, desde que preenchidos os
requisitos constitucionais.

Art. 62. Em caso de Art. 84- Compete privativamente ao Presidente da República:


RELEVÂNCIA E XXVI- editar medidas provisórias com força de lei, nos termos do art. 62.
URGÊNCIA, o
Presidente da OBS: As MPs produzem, ao serem editadas, pelo menos 2 efeitos
República poderá imediatos:
adotar MEDIDAS 1. O primeiro efeito é de ordem normativa, eis que a medida
PROVISÓRIAS, com provisória - que possui vigência e eficácia imediatas - inova, em
força de lei, devendo caráter inaugural, a ordem jurídica.
submetê-las de 2. O segundo efeito é de natureza ritual, eis que a publicação da
imediato ao medida provisória atua como verdadeiro provocatio ad agendum,
Congresso Nacional. estimulando o Congresso Nacional a instaurar o adequado
(Redação dada pela procedimento de conversão em lei. A rejeição parlamentar de
Emenda medida provisória - ou de seu projeto de conversão -, além de
Constitucional nº 32, desconstituir-lhe ex tunc a eficácia jurídica, opera uma outra
de 2001) relevante consequência de ordem político-institucional, que
consiste na impossibilidade de o Presidente da República renovar
Medida Provisória: esse ato quase-legislativo, de natureza cautelar" (cf. ADIMC nº
- é ato normativo 293/DF, in DJ de 16/4/1993).
primário: sua
fundamentação § 1º É VEDADA a edição de medidas provisórias sobre matéria:
decorre diretamente I – relativa a: outros
da Constituição a) nacionalidade, cidadania, direitos II – que vise a detenção ou
Federal; políticos, partidos políticos e direito sequestro de bens, de
- tem condição eleitoral; poupança popular ou qualquer
resolutiva: perde sua b) direito penal, processual penal e outro ativo financeiro;
eficácia se não for processual civil;
votada pelas duas c) organização do PJ e do MP, a carreira e a III – reservada a lei
Casas do Congresso garantia de seus membros; complementar;
Nacional no prazo de d) planos plurianuais, diretrizes
60 dias (prorrogáveis orçamentárias, orçamento e créditos IV – já disciplinada em projeto
por mais 60) ou se for adicionais e suplementares, ressalvado o de lei aprovado pelo Congresso
rejeitada por alguma previsto no art. 167, § 3º; Nacional e pendente de sanção
dessas Casas. ABERTURA DE CRÉDITO EXTRAORDINÁRIO ou veto do Presidente da
- é de caráter somente será admitida para atender a despesas República.
excepcional no imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes
quadro de separação de guerra, comoção interna ou calamidade
pública, observado o disposto no art.62.
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dos Poderes: é
editada pelo Chefe do § 2º Medida provisória que implique instituição ou majoração de
Poder Executivo no impostos, EXCETO os previstos nos arts. 153, I, II, IV, V, e 154, II, só
exercício de função produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido
atípica. convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada. (DIREITO
TRIBUTÁRIO)
Art.153 Compete à União instituir impostos sobre:
§ 8º As medidas I- Importação de produtos estrangeiros.
provisórias terão sua II- Exportação, para o exterior, de produtos nacionais o nacionalizados.
votação iniciada na IV- Produtos industrializados.
V- Operações de crédito, câmbio e seguro ou relativas a títulos ou valores
Câmara dos
mobiliários. (IOF)
Deputados.
Art.154 A União poderá instituir
II- Na iminência ou no caso de guerra externa, impostos extraordinários,
compreendidos ou não em sua competência tributária, os quais serão suprimidos,
gradativamente, cessadas as causas de sua criação.

OBS: É possível medida provisória, salvo se matéria tributária reservada à


lei complementar.

§ 3º As medidas provisórias, ressalvado o disposto nos §§ 11 e 12


perderão eficácia, desde a edição, se não forem convertidas em lei no
prazo de 60 dias, prorrogável, nos termos do § 7º, uma vez por igual
período, devendo o Congresso Nacional disciplinar, por decreto legislativo,
as relações jurídicas delas decorrentes.

OBS: O texto constitucional admite a aprovação de projeto de lei por


decurso do tempo (art. 66, §3º), mas não admite a aprovação de medida
provisória, pois, se esta não for convertida em lei no prazo de 60 dias (ou
120 dias, se tiver havido a aprovação), esta perderá sua eficácia.

§ 4º O prazo a que se refere o § 3º contar-se-á da publicação da medida


provisória, suspendendo-se durante os períodos de recesso do Congresso
Nacional.

RESSALVADOS
§ 11. Não editado o decreto legislativo a que se refere o § 3º até sessenta
dias após a rejeição ou perda de eficácia de medida provisória, as relações
jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados durante sua
vigência conservar-se-ão por ela regidas.

§ 12. Aprovado projeto de lei de conversão alterando o texto original da


medida provisória, esta manter-se-á integralmente em vigor até que seja
sancionado ou vetado o projeto.

PRAZO
§ 7º Prorrogar-se-á uma única vez por igual período a vigência de medida
provisória que, no prazo de sessenta dias, contado de sua publicação, não
tiver a sua votação encerrada nas duas Casas do Congresso Nacional.

§ 5º A deliberação de cada uma das Casas do Congresso Nacional sobre o


mérito das medidas provisórias dependerá de juízo prévio sobre o
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atendimento de seus pressupostos constitucionais.

§ 6º Se a medida provisória não for apreciada em até 45 dias contados de


sua publicação, entrará em regime de urgência, subseqüentemente, em
cada uma das Casas do Congresso Nacional, ficando sobrestadas, até que
se ultime a votação, todas as demais deliberações legislativas da Casa em
que estiver tramitando.

§ 9º Caberá à comissão mista de Deputados e Senadores examinar as


medidas provisórias e sobre elas emitir parecer, antes de serem
apreciadas, em sessão separada, pelo plenário de cada uma das Casas do
Congresso Nacional.

§ 10. É VEDADA A REEDIÇÃO, na mesma sessão legislativa, de medida


provisória que tenha sido rejeitada ou que tenha perdido sua eficácia por
decurso de prazo.

Art. 63. Não será I - nos projetos de iniciativa exclusiva do Presidente da República,
admitido aumento da ressalvado o disposto no art. 166,§ 3º As emendas ao projeto de lei do
despesa prevista: orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem somente podem ser
aprovadas caso:
OBS: É admitido I - sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes
aumento de despesas orçamentárias;
II - indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de
por emenda
anulação de despesa, excluídas as que incidam sobre:
parlamentar quando a) dotações para pessoal e seus encargos;
não seja em projeto b) serviço da dívida;
de lei relacionado nos c) transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito
incisos I e II do art. 63 Federal; ou
da CF, pois a restrição III - sejam relacionadas:
alcança estes casos. a) com a correção de erros ou omissões; ou
b) com os dispositivos do texto do projeto de lei.

§ 4º As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias não poderão ser


aprovadas quando incompatíveis com o plano plurianual.

II - nos projetos sobre organização dos serviços administrativos da


Câmara dos Deputados, do Senado Federal, dos Tribunais Federais e do
Ministério Público.
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Art. 64. A discussão e Em regra, a Câmara é a Casa Iniciadora (representante do povo).


votação dos projetos Somente quando o projeto é de autoria de um Senador ou de
de lei de iniciativa do uma comissão do Senado é que a tramitação se inicia no Senado Federal.
Presidente da
República, do
Câmara alta é uma das partes de um parlamento bicameral. Muitas vezes
Supremo Tribunal
a chamada primeira câmara também é denominada senado.[1] A outra
Federal e dos
câmara é chamada Câmara baixa.
Tribunais Superiores
terão início na O Parlamento do Reino Unido é o primeiro parlamento bicameral da Idade
Câmara dos Moderna, existindo desde 1343.
Deputados.

Pelo princípio do § 1º O Presidente da República poderá solicitar urgência para apreciação


bicameralismo, temos a de projetos de sua iniciativa.
aprovação de projetos OBS: Um conceito válido de MEDIDA PROVISÓRIA é aquele que a entende
de lei em duas casas: como um ato normativo primário, sob condição resolutiva, de caráter
Câmara e Senado. excepcional no quadro da separação dos poderes.

§ 2º Se, no caso do § 1º, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal não


se manifestarem sobre a proposição, cada qual sucessivamente, em até 45
dias, sobrestar-se-ão todas as demais deliberações legislativas da
respectiva Casa, com exceção das que tenham prazo constitucional
determinado, até que se ultime a votação.

§ 4º Os prazos do § 2º não correm nos períodos de recesso do Congresso


Nacional, nem se aplicam aos projetos de código.

§ 3º A apreciação das emendas do Senado Federal pela Câmara dos


Deputados far-se-á no prazo de 10 dias, observado quanto ao mais o
disposto no parágrafo anterior.

O projeto de lei Art. 65. em um só turno de discussão e votação, e enviado à sanção ou


aprovado por uma promulgação, se a Casa revisora o aprovar, ou arquivado, se o rejeitar.
Casa será revisto pela
outra Parágrafo único. Sendo o projeto emendado, voltará à Casa iniciadora.

Art. 66. A Casa na OBS: A medida provisória que, no processo de conversão em lei, for
qual tenha sido aprovada pelo Congresso Nacional sem alterações, não cabe ser submetida
concluída a votação à sanção ou veto do Presidente da República, diferentemente do que
enviará o projeto de ocorre com os projetos de lei de iniciativa do Presidente da República
lei ao Presidente da aprovados, sem modificações, pelo Congresso Nacional. BL: art. 62, §12 e
República, que, art. 66 da CF/88.
aquiescendo, o
sancionará. § 1º - Se o Presidente da República considerar o projeto, no todo ou em
parte, inconstitucional ou contrário ao interesse público, vetá-lo-á total ou
parcialmente, no prazo de 15 dias úteis, contados da data do recebimento,
e comunicará, dentro de 48 horas, ao Presidente do Senado Federal os
motivos do veto.

Existe 2 tipos de vetos:


I- Veto Político (contrário ao interesse público)
II- Veto jurídico (contrário ao ordenamento jurídico).
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Não existe limitações quanto ao veto jurídico, pois trata-se de uma decisão
discricionária do respectivo Chefe do Eecutivo, ademais a Assemblélia
Legislativa ou Câma Municipal poderá derrubar as razões do veto pelo
voto da maioria absoluta dos seus membros.

§ 2º O VETO PARCIAL somente abrangerá texto integral de artigo, de


parágrafo, de inciso ou de alínea.

§ 3º Decorrido o prazo de 15 dias, o silêncio do Presidente da República


importará sanção.

§ 4º O veto será apreciado em sessão conjunta, dentro de 30 dias a contar


de seu recebimento, só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria
absoluta dos Deputados e Senadores (EM ESCRUTÍNIO SECRETO). NOVO
2013

§ 5º Se o veto não for mantido, será o projeto enviado, para promulgação,


ao Presidente da República.

§ 6º Esgotado sem deliberação o prazo estabelecido no § 4º, o veto será


colocado na ordem do dia da sessão imediata, sobrestadas as demais
proposições, até sua votação final.

§ 7º Se a lei não for promulgada dentro de 48 horas pelo Presidente da


República, nos casos dos § 3º e § 5º, o Presidente do Senado a promulgará,
e, se este não o fizer em igual prazo, caberá ao Vice-Presidente do Senado
fazê-lo.

Art. 67. A matéria constante de projeto de lei rejeitado somente poderá


constituir objeto de novo projeto, na mesma sessão legislativa, mediante
proposta da maioria absoluta dos membros de qualquer das Casas do
Congresso Nacional.

Art. 68. As leis OBS: Leis Delegadas – Elaboradas pelo Presidente da República em virtude
delegadas serão de autorização do Poder Legislativo, devem ser aprovadas por maioria
elaboradas pelo simples ou relativa (não absoluta), mesmo porque elas nem podem ter
Presidente da como objeto matéria reservada à lei complementar (que exigiria aprovação
República, que deverá por maioria absoluta), conforme arts. 68 e 69, CF.
solicitar a delegação
ao Congresso § 1º NÃO SERÃO OBJETO DE DELEGAÇÃO os atos de competência
Nacional. exclusiva do Congresso Nacional, os de competência privativa da Câmara
dos Deputados ou do Senado Federal, a matéria reservada à lei
A delegação complementar, nem a legislação sobre:
legislativa é instituto I - organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira
de natureza e a garantia de seus membros;
excepcional no
contexto da II - nacionalidade, cidadania, direitos individuais, políticos e
tripartição clássica de eleitorais;
poderes.
III - planos plurianuais, diretrizes orçamentárias e orçamentos.
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§ 2º A delegação ao Presidente da República terá a forma de resolução do


Congresso Nacional, que especificará seu conteúdo e os termos de seu
exercício.
OBS: O controle exercido pelo CN sobre a lei delegada opera efeito ex
nunc, ou seja, não retroativo, mediante sustação do ato normativo que
exorbite dos limites da delegação legislativa.

§ 3º Se a resolução determinar a apreciação do projeto pelo Congresso


Nacional, este a fará em votação única, vedada qualquer emenda.

OBS: A Constituição Federal de 1988 admite casos de delegação de atos


normativos.

Art. 69. As LEIS COMPLEMENTARES serão aprovadas por maioria


absoluta.

CESPE-2014 Considere que, após iniciativa parlamentar, tenha tramitado e tenha sido
aprovado, no Congresso Nacional, projeto de lei que trate de matéria de iniciativa privativa do
presidente da República. Nessa situação hipotética, segundo o STF, a ulterior sanção do
projeto de lei pelo chefe do Poder Executivo não sanará vício de inconstitucionalidade formal.
A sanção do projeto de lei não convalida o vício de inconstitucionalidade resultante da
usurpação do poder de iniciativa. A ulterior aquiescência do chefe do Poder Executivo,
mediante sanção do projeto de lei, ainda quando dele seja a prerrogativa usurpada, não tem o
condão de sanar o vício radical da inconstitucionalidade. Insubsistência da Súmula 5/STF.
Doutrina. Precedentes." (ADI 2.867, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 3-12-
2003, Plenário, DJ de 9-2-2007.)

Muito embora a regra contida na Súmula n° 5 do STF, de 13/12/1963 ("a sanção do projeto
supre a falta de iniciativa do Poder Executivo"), pode-se dizer que seu conteúdo está superado
desde o advento da EC n° 1/69, nos termos de seu art. 57, § único, que fixava a impossibilidade
de emendas parlamentares a projetos de leis de iniciativa excluída do Presidente da República,
devendo, no caso, ser aplicado o princípio da simetria em relação ao governador ou ao
prefeito.
Assim, sanção do chefe do poder executivo não convalida vício de iniciativa. Trata-se de vício
formal insanável, incurável.

Se as referidas lei federal e lei estadual tratarem de matéria inserida na mesma


competência concorrente, há sim na doutrina quem diga que existe superioridade
hierárquica da lei federal, visto que suspende a eficácia da lei estadual naquilo que esta lhe
for contrária.
Mas é fato que, a priori e genericamente falando, não há hierarquia entre lei estadual e lei
federal, sejam elas ordinárias ou complementares.

Governadores e prefeitos podem editar medidas provisórias, desde que exista previsão na
constituição estadual ou na lei orgânica municipal, sendo obrigatória a observância do modelo
básico adotado pela CF.

(em Santa Catarina, por exemplo, há previsão). Contudo, a previsão deve ser simétrica à da CF.
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De acordo com o princípio da simetria as regras do processo legislativo federal se aplicam ao


processo legislativo estadual ou municipal, de tal forma que a Constituição Estadual e a Lei
Orgânica Municipal sejam simétricas à Constituição Federal.

1. PEC's (Propostas de Emenda à Constituição) e MP's (Medidas Provisórias) rejeitadas,


NÃO podem ser objeto de nova votação na mesma sessão legislativa (CF, arts. 60, §5º
e 62, § 10);

2. PL (Projeto de Lei) rejeitado PODE ser objeto de novo projeto na mesma sessão
legislativa, DESDE QUE seja através de proposta da MAIORIA ABSOLUTA dos membros
de qualquer das Casas do Congresso Nacional (CF, art. 67).

Existe MP em matéria de direito penal não incriminador?


1ª corrente: a CF/88 proíbe MP sobre direito penal (inclusive não incriminador)
2ª corrente: a CF/88 só não admite direito penal incriminador

O que prevalece?
O STF, no RE 254.818/PR, discutindo os efeitos benéficos trazidos pela MP 1.571/97, que
permitiu o parcelamento de débitos tributários e previdenciários com efeitos extintivos da
punibilidade, proclamou sua admissibilidade em favor do réu.
Em 2003 o STF aplicou o mesmo raciocínio com a MP que impedia a tipicidade do artigo 12 do
Estatuto do Desarmamento. (Anotações da aula do Rogério Sanches - LFG)

Pelo visto o CESPE adota a 1ª corrente.