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Qual a diferença entre amostragem e amostra?

A amostragem é uma técnica e conjunto de procedimentos necessários para


descrever e selecionar as amostras, de maneira aleatória ou não, e quando bem
utilizada é um fator responsável pela determinação da representatividade da
amostra. As modalidades de amostragem podem ser divididas em dois grandes
grupos: quantitativo e qualitativo.
Quando se deseja colher informações sobre um ou mais aspectos de um grupo
grande ou numeroso, muitas vezes é praticamente impossível. Daí a
necessidade de investigar apenas uma parte da população ou universo. O
problema da amostragem é, escolher uma parte ou amostra, de tal forma que
ela seja a mais representativa possível do todo.
A amostra é uma porção ou parcela, convenientemente selecionada do universo
(população), é um subconjunto do universo.
Uma amostra é o subconjunto finito de uma população ajudando na tarefa dos
pesquisadores, para que eles não precisem usar toda a população em suas
pesquisas.
Existe um processo particular para cada amostra, que garante, tanto quanto
possível, o acaso na escolha. Assim, cada elemento da população passa a ter a
mesma oportunidade em ser selecionado, dando à amostra o caráter de
representatividade.

Como se estabelece um GHE?


O Grupo Homogêneo de Exposição é obtido na elaboração do PPRA na etapa
de caracterização básica da unidade. Serve para facilitar o mapeamento dos
riscos da empresa, é utilizado para mapear os riscos dos ambientes físicos, onde
os trabalhadores exercem atividades.
Em grandes empresas, dificilmente consegue fazer a identificação de perigo ou
uma avaliação qualitativa de riscos para cada um dos trabalhadores. A partir
disso surge o artifício estatístico de usar grupo homogêneo de exposição,
segundo o qual os trabalhadores que experimentam riscos semelhantes devem
ser classificados no mesmo grupo de exposição. Diferenças entre as tarefas,
técnicas, ciclos e duração de trabalho geram diferenças consideráveis na
exposição e são fatores que devem ser considerados.
Para caracterizar os grupos com níveis semelhantes de exposição, utilizam se
critérios de homogeneidade, tais como os processos de trabalho. Para esses
processos, é necessário considerar materiais, produtos, agentes usados ou
tarefas diferentes incluídas na descrição de um trabalho.
Dentro de cada grupo, os trabalhadores potencialmente expostos devem ser
classificados com base em agentes perigosos, as vias de exposição, os efeitos
desses agentes de saúde, a frequência de contato com os perigos, a intensidade
da exposição e sua duração.
Diferentes grupos de exposição devem ser classificados de acordo com agentes
perigosos e a exposição estimada para determinar os trabalhadores submetidos
aos maiores riscos.
O GHE é mais uma excelente forma de organizar desde o levantamento do risco
até o estudo das medidas preventivas e corretivas mais viáveis no mesmo local
ou para todos do mesmo GHE, independente de local. Todos os expostos ao
mesmo risco, evitando-se assim, a redundância e o choque de informações.
Uma vez tendo os riscos levantados via GHE à gestão de segurança toda deve
passar por ele, desde a escolha do tipo de avaliação, monitoramento e
periodicidade necessária ao ambiente, até a escolha do EPC e do EPI,
adequado, elaboração de PPRA, e até outras medidas de prevenção e correções
necessárias.
Qual a diferença entre amostragem ativa e passiva?
A amostragem é uma das etapas mais importantes em qualquer análise
química quantitativa, existem basicamente dois tipos de amostragens: a passiva
e ativa, a diferença entre elas é o método pelo qual é feita a coleta do analito.
Na amostragem ativa, a coleta da análise pelo amostrador é feita com
bombas de sucção e medidores de vazão, necessitando de energia elétrica ou
baterias. Já a amostragem passiva pode ser definida como uma técnica de
amostragem governada por processos físicos, é realizada ao fazer com que os
contaminantes atinjam os meios de amostragem por difusão ou gravidade. Os
poluentes são recolhidos por instrumentos de amostragem, seja extraindo uma
amostra de ar por intermédio do meio (ativa) ou permitindo que o ar alcance o
meio (passiva). A amostragem passiva é um método simples do ponto de vista
da praticidade e simplicidade de execução, e de baixo custo quando comparada
com a amostragem ativa.
Quais e em que consistem os meios de amostragem?
Os meios de amostragem são: gases e vapores, material particulado e material
biológico.
Gases e vapores: Gases e vapores são coletados utilizando tubos adsorventes
sólidos porosos, borbulhador (impingers), detectores passivos e sacos. A maioria
dos dectores de difusão é suficientemente preciso para determinar exposições
médias ponderadas ao longo de oito horas, mas não adequada para exposição
de curta duração. Saco de amostra pode ser usado para coletar amostras de
amostragem integrada de gás e vapores. Tubos adsorventes são tubos de vidro
oco preenchido com um número de substâncias granulares sólidas que podem
adsorver as substâncias químicas inalteradas em sua superfície.
Material particulado: O uso desta espécie de amostragem, define melhor a
relação entre o tamanho de partícula, o efeito negativo sobre a saúde e o método
de amostragem. Na amostragem seletiva granulométrica, a medição das
partículas tem em conta os tamanhos associados aos efeitos específicos à
saúde. A apreensão de aerossóis a partir do fluxo de ar é produzida por colisão
e adesão de partículas para a superfície de filtro.
Materiais biológicos: para este método de amostragem, existem diversos
métodos padrões que são semelhantes a aqueles métodos utilizados para
partículas suspensas no ar. Mesmo com isso deve-se, no entanto, preservar a
viabilidade da maioria do bi aerossóis, pois precisam ser cultivados em
laboratórios. Portanto é mais difícil de coletar, armazenar e analisar as amostras.
A estratégia de amostragem de bi aerossóis implica coleta direta em ágar
nutritivo semissólido4 ou em meio líquido e seu cultivo subsequente cultura em
placas, incubação durante vários dias, identificação e quantificação de células
que têm crescido.
A amostragem via coleta em pele e em superfícies: não existe nenhum método
padrão para avaliar a intensidade de exposição da pele a substância química e
controlar o quanto deverá ser exposta. A amostragem de superfícies é usada,
principalmente, para avaliar as práticas de trabalho e identificar possíveis fontes
de absorção por meio da pele ou por ingestão. Para avaliar o potencial de
absorção dérmico e ingestão, utilizam-se dois tipos de métodos de amostragem
de superfície: métodos diretos, que envolvem a coleta de amostras na pele do
trabalhador e os métodos indiretos, que consistem na obtenção de amostras
esfregando as superfícies.
Meios biológicos: as amostras de sangue, urina e ar expirado são mais
adequados para a rotina de controle biológico. O controle biológico é realizado
por meio de coleta em local de trabalho de amostras seriadas de sangue e na
urina com análise laboratorial posterior. Amostras de ar exalado são recolhidas
em sacos, tedlar, pipetas de vidro especialmente concebidas ao efeito ou tubos
adsorventes que se analisam in situ, utilizando instrumentos de leitura direta ou
no laboratório.
Detectores em tempo real: os instrumentos de leitura direta servem para
quantificar os contaminantes em tempo real. A amostra é analisada dentro do
equipamento e não requer uma análise de laboratório fora.
Técnicas analíticas: existem muitos métodos para analisar amostras de
contaminantes em laboratório. Algumas das técnicas mais comuns para medir
os gases atmosféricos e vapores são: cromatografia de gás, espectrometria de
massas, absorção atômica, espectroscopia de infravermelho e ultravioleta e
polarografia.