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Aluna: Marcia Cristina C. de C.

Ponciano
Resumo de Teologia Contemporânea
Com base no texto de Juergen Moltmann postado nesta plataforma, responda a seguinte questão:
O que significa ter paixão pela vida hoje?
O início do texto deixa bem claro que perdemos essa paixão pela vida, pois estamos acostumados a tudo que é brutal. Isso está tão
inserido na sociedade que falamos de mortes, perdas muitas vezes sem nenhuma explicação deforma natural, pois vamos entendo
erradamente que faz parte e que na verdade não era para ser assim. E está bem claro que nessa nossa indiferença perdemos a nossa
própria vida.
O significado ter paixão pela vida hoje é ter Jesus, porque aonde tem Jesus tem vida e faz muito sentido quando temos algo que nos
traz uma esperança para viver, quando não temos esse impacto com Jesus a vida perde essa paixão e com isso muitos não conseguem
prosseguir. Mas porque Jesus é vida, pois ELE é a própria manifestação de amor para com o próximo se temos Jesus temos amor que
nos envolve. O texto relata: O que permanece da paixão pela vida é o amor, o "sim' para a vida apaixonada contra a negação da vida.
Eis ai o segredo da vida e da morte. A apatia quer nos livrar da morte, mas, na verdade nos tira a vida. Espalha entre nós a rigidez da
morte. O amor porém, transforma a vida em paixão e nos dispõe ao sofrimento. A orientação da paixão de Deus e a história do
sofrimento de Cristo leva-nos da morte para a vida e nos preservam, a nós e ao mundo, no naufrágio na apatia.
Jesus nos envolve com esse amor salvando a nós de nós mesmos, quando há esse amor envolvido e quando conseguimos senti-lo e
entende-lo e também aceitá-lo conseguimos transpassar para outras pessoas com as nossas ações. O amor em Cristo e por Cristo é o
grande significado da paixão pela vida hoje, dias tão difíceis mas com a certeza de que em Cristo temos vida em amor.
Quanto à metodologia, quais são os três momentos (etapas) básicas da Teologia da libertação?
Trace, em seus elementos elementares, um histórico da TdL, isto é: quando e em que contexto histórico e cultural ela surgiu e
se desenvolveu.
1- R: Os momentos são: momento pré-teológico, momento propriamente teológico e momento de dimensão pastoral.
2- R: A TdL pretende responder, à luz da fé, a pergunta sobre a libertação dos povos dependentes em relação aos países centrais, das
camadas dependentes diante das estreitas faixas das sociedades ricas e desenvolvias. O termo "libertação" nasceu dentro da teoria de
dependência e da libertação elaborada na década de 1960 pelo sociólogos latino-americanos, Fernando H. Cardoso e E. Faletto,
elaboraram a teoria da dependência e da libertação, em oposição a teoria vigente teoria do desenvolvimento.
Toda teologia paga tributo a a dois fatores. Nasce em um contexto histórico, marcado sobretudo pelas condições econômicas e
políticas. O primeiro fator dessa teologia é: Situação sociopolítica e econômica, essa situação também está dividida em três partes: a.
Situação de dominação e opressão
Depois da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o capitalismo avançou a toda velocidade. Na Europa, sob a forma neocapitalismo,
em alguns outros países, sob a orientação de líderes cristãos, assumiu a face menos desumana. De fato, as lutas operárias, as
intervenções do Estado na regulação e na promoção do desenvolvimento social mitigaram as escandalosas situações criadas pelo
capitalismo clássico. Outra parte que faz parte dessa divisão é: MOVIMENTOS DE LIBERTAÇÃO- se houvesse só a dependência e
a opressão, nunca surgiria a TdL. Poderia nascer, sim, uma teologia da resignação, da cruz, do sofrimento. O termo sociológico
"libertação" nasceu, vingou, porque perpassava no continente latino-americano uma onda de libertação. E a outra parte é: A
PRESENÇA DA IGREJA- a história humana conheceu momentos de dominação e libertação, momentos de opressão e surtos
revolucionários. E não surgiu nenhuma TdL. Faltava no seio de tais movimentos a presença de sujeitos que levantassem a
problemática da fé. E isso aconteceu na América latina por causa da presença da Igreja no seio dos movimentos de libertação.
Na parte cultural a TdL, diferencia-se da teologia europeia quanto a raiz do questionamento do sem-sentido das formulações de fé.
Se a teologia liberal europeia resgata o sentido da revelação para o homem moderno ameaçado pelo sem-sentido de sua existência, a
TdL intenta também recuperar esse sentido, mas em relação ao sem-sentido provocado por contexto de opressão, pedindo ação
libertadora.
Em que medida podemos dizer que Jesus Cristo é libertador?
Destaque, segundo a tua opinião pessoal, um aspecto positivo ou um aspecto negativo da concepção cristológica de Leonardo
Boff.
1- R: Jesus Cristo se entende como libertador porque prega, presencializa e já está inaugurando o Reino de Deus. O Reino de Deus é
a revolução e a revolução total, global e estrutural dessa realidade, do homem e do cosmo, purificado de todos os males e repletos da
realidade de Deus. O Reino de Deus não quer ser um outro mundo, mas um velho mundo transformado em novo.
2-R: Um aspecto positivo da concepção cristológica que o Leonardo Boff coloca é que o grande drama da vida de Cristo era tirar o
conteúdo ideológico contido na palavra "Reino de Deus" e fazer o povo e seus discípulos entender que era algo muito mais profundo,
pois teria que haver uma transformação não só de comportamento para fazer parte desse Reino, mas uma conversão trazendo uma
mudança em todas as áreas, como por exemplo perdoar um inimigo, isso é muito mais profundo do que somente desculpar e aquela
mágoa ficar corroendo o coração daquela pessoa., ter a certeza de que fazer parte desse Reino é também passar por algumas
provações e limitações. Jesus ao anunciar o seu Reino, ou seja o Reino de Deus trouxe a humanidade a esperança de vida e de uma
vida eterna mesmo com todas as limitações, por algo muito mais profundo tem quando se é falado "Reino de Deus".
Comente a frase: "Quem não escuta o clamor do povo, não pode entender o sentido da lei de Deus".
Com base na leitura do texto introdutório de Carlos Mesters, responda: Qual deve ser o objetivo principal da explicação da
Bíblia?
1-O nosso Deus, porém, o Deus da comunidade, o Deus de Jesus Cristo, não concorda com o faraó nem com os fariseus. Ele prefere
escutar o clamor do povo como está relatado em Êxodo 22, 22-23, 26, que diz: "A nenhuma viúva nem órfão afligireis. Se de alguma
maneira os afligirdes, eles clamarem a mim, eu certamente ouvirei o seu clamor," 26." Se tomares em penhor a veste do teu próximo,
lho restituirás antes do pôr do sol. O clamor do povo é a chave de leitura dos Dez mandamentos. É a porta de entrada da lei de Deus.
2-No entanto, também aqui, o defeito parece ser simples e grave ao mesmo tempo: a explicação da Bíblia está desligada na rede da
vida, preocupada quase exclusivamente com o passado, preocupada em nos dizer exatamente o que foi que aconteceu, sem nos
revelar o sentido e o alcance daquilo que está acontecendo hoje.
Por isso o objetivo principal da explicação da Bíblia é: estudar o passado de tal maneira que libere a mensagem que contém, a fim de
que esta possa exercer a sua função hoje na vida e prestar-nos o serviço que quer prestar, na busca da resposta para as nossas
perguntas sobre a existência.
Em que consiste a Teologia da missão integral e como vc vê sua importância para a missão da Igreja metodista hoje?
R: A TMI não é uma teologia com a pretensão de abarcar todos os temas de um sistema teológico completo, como é o caso, por
exemplo, da Instituição da religião cristão, de João Calvino. É na verdade, uma aproximação a fé cristã que tenta relacionar a
revelação do Deus trino com a totalidade com a criação e com todo aspecto da vida humana, e tem como propósito a obediência da fé
para a Glória de Deus. A TMI consiste também em uma evangelização comunicando o evangelho oralmente e as dimensões da vida
cristã é: o ser, o fazer e o dizer. A ação cristã é um aspecto essencial do testemunho cristão.
Na TMI sem a Bíblia não há possibilidade de uma Teologia da Missão Integra, pois a TMI é uma aproximação à fé cristã, que tenta
relacionar a revelação da trindade de Deus com a totalidade da criação e com cada aspecto da vida humana. Por meio da Bíblia,
mediante a iluminação do Espírito Santo, entramos em contato com a revelação especial de Deus, cuja culminância se dá na pessoa e
na obra de Jesus Cristo.
Para a missão da Igreja metodista hoje, observo que a importância da Teologia da Missão Integral é muito grande e com grande
influência, pois trata daquilo que Jesus falava aos seus discípulos quando estavam junto a Ele aprendendo os seus ensinamentos, a
Igreja Metodista tento fé, obediência e evangelizando levando a Palavra, tendo a Bíblia com base de fé para sua caminhada cristã e
demonstrando isso em sua missão integral, haverá crescimento não somente de pessoas salvas, mas também de pessoas que tem um
alicerce e que as vidas são realmente transformadas, pois estão sendo iluminadas pelo Espírito Santo. O evangelho que salva não
pode deixar de ser apresentado para aqueles que estão necessitando.
O Iluminismo
O movimento Iluminista, tambem denominado era das luzes, surgiu num primeiro momento na França no século XVII, mas depois
veio a alastrar-se por toda a Europa. Defendeu o domínio da razão sobre a visão teocêntrica que dominava a Europa desde Idade
Media. Ele é mesmo um desdobramento de concepções desenvolvidas desde o período renascentista (humanismo), quando os
princípios de individualidade e razão ganharam espaço nos séculos iniciais da Idade Moderna. O Iluminismo é um fenômeno que
surgiu no cenário cultural europeu imediatamente depois dosurgimento do Pietismo. Ambas deram pouco valor ao Confessionalismo,
especialmente na Alemanha, onde os cristãos ainda sofriam com as lembranças da guerra do trinta anos (de motivação religiosa).
Para ambos os movimentos, as confissões religiosas são apenas caminhos rumo à verdade, mas não a verdade em si. Neste sentido
pode-se encontrar a razão que explica a vocação, tanto do Pietismo quanto do Iluminismo para a tolerância.
Os principais filósofos do Iluminismo foram: foi o britânico John Locke (1632-1704), o francês Voltaire (1694 – 1778), Jean-Jacques
Rousseau (1712-1778), Montesquieu (1689-1755), Denis Diderot (1713-1784) e Jean Le Rond d´Alembert (1717-1783).
O Iluminismo fez surgir a chamada Religião natural, a qual se fundava nos seguintes princípio: Um grande Deus é real; As pessoas
são conclamadas à adorá-lo; Essa adoração acontece não por meio de cerimônias, mas através da religiosidade e da virtude; Atos
morais maus precisam ser, am atitude de arrependimento reparados;
Schleiermacher foi, juntamente com Hegel, co-fundador da Universidade de Berlin, onde lecionou todas as disciplinas na Faculdade
de Teologia, excetuando-se as de teologia e exegese do Antigo Testamento. Era, de fato um erudito. Traduziu toda a obra de Platão
para o alemão. Perguntado sobre seu conhecimento filosófico, afirmou não passar de um diletante.
Em linhas gerais, podemos caracterizar o pensamento de Schleiermacher da seguinte forma: a. Ele pretendeu superar o racionalismo,
por meio de um forte acento na subjetividade. Isto se concretizou em sua teologia, por meio da ênfase na personalidade de Cristo e na
salvação, por Este trazida a nós, seres humanos. b. Schleieracher preconizou uma nova metodologia teológica. O acento mais forte de
sua atividade teológica (e portanto em seu método) recaiu na superação da divisão entre ciência e fé. Ele não desejava construir um
edifício teológico que pretendesse ser um conhecimento, objetivo “de Deus, tal qual era recorrente nas antigas dogmáticas. O que ele
pretendeu, na verdade, era fazer uma descrição da fé cristã. Neste sentido a teologia teria um caráter histórico. No seu modo de
entender a religiosidade não se encontrava nem no saber (racionalismo iluminista), nem no agir ético (Kant), mas no sentimento de
dependência diante de Deus. Salvação é para Schleiermacher, pois, o estado consciente desta dependência do ser humano diante de
Deus. c. Schleiermacher deu ponto valor a alguns dos dogmas da Igreja, os quais sofreram forte crítica da então incipiente exegese de
seu tempo, a saber: ressurreição e retorno de Cristo, nascimento virginal de Cristo. d. O fenômeno Igreja é para Schleiermacher
impossível de ser compreendido dissociado do processo vital, pois na vida estão sempre conjugados os binômios espírito e
moralidade, o aspecto interno e o aspecto externo, a individualidade e a universalidade. Para ele Igreja é acima de tudo comunidade.
A família é no seu entender o primeiro modelo de Igreja. Ela é também a comunidade de homens e mulheres livres que se sentem
vinculados somente pelo amor mútuo. Igreja é o local para o exercício e vivência da verdade em amor. e. Schleiermacher destacou a
grande importância da individualidade humana. Neste particular era grande devedor ao movimento romântico alemão, ao qual esteve
vinculado. Por meio de sua liberdade, o ser humano expressa sua especificidade no contexto da criação. Por conta desta sua ênfase,
Schleiermacher vai afirmar que é fundamental que o ser humano encontre espaço para expressar a sua individualidade.
Schleiermacher é considerado o pai da Teologia liberal.
Teologia contemporânea Karl Barth “Devemos falar de Deus. Somos, porém, humanos e como tais não podemos falar de Deus.
Devemos saber ambos, nosso dever e nosso não poder, e justamente assim dar glória a Deus” K. Barth
Karl Barth nasceu em Basel, Suíça, no dia 10 de maio de 1886. Barth foi um teólogo de confissão calvinista. Filho de pais religiosos,
foi educado em meio a pastores conservadores.
Teologia Podemos sintetizar sua teologia nos seguintes pontos: 1. Barth destaca a absoluta transcendência de Deus. Deus é o único
positivo, o ser. O homem, no entanto, da mesma forma que o mundo, é a negação, o não ser. Justamente por não ser nada, o homem
não tem a possibilidade de auto redenção; nem ao menos de conhecer Deus, mas somente de saber que não o conhece. 2) A iniciativa
vem de Deus, que irrompe no mundo do homem através de sua revelação e palavra. A teologia de Barth é, por isso, a teologia da
Palavra. A revelação de Deus é o objeto da teologia. Barth centra toda a sua atenção na revelação e Palavra de Deus na Bíblia. Barth
vê a revelação de Deus na Bíblia como algo dinâmico, não estático. A Palavra de Deus, diz Barth, não é um objeto que nós
controlamos como se fosse um corpo morto que podemos analisar e dissecar. Na realidade é como um sujeito que nos controla e atua
sobre nós. E essa Palavra é capaz de nos fazer reagir de um jeito ou de outro. 3. A Palavra de Deus é o acontecimento mediante o qual
Deus fala e se revela ao homem através de Jesus Cristo. E como isto se torna realidade? A Bíblia, Palavra escrita de Deus, é a
testemunha do acontecimento da Revelação de Deus. O Antigo e o Novo Testamento colocam Jesus Cristo como o “Cordeiro de
Deus”, anunciado por João Batista. Por isso, sem dúvida, desde seus primeiros anos como pastor, Barth teve sobre sua mesa a pintura
de Grünewald em que João Batista mostra Jesus Cristo crucificado. Hoje, através da Palavra proclamada, a Igreja é testemunha da
Palavra revelada. Sua proclamação baseia-se na Palavra escrita, a Bíblia. Deus serve-se desta palavra proclamada e escrita, e se
transforma em palavra revelada de Deus, quando ele quer falar-nos através dela.
3. A ênfase da teologia de Barth está na revelação de Deus em Jesus Cristo. A única palavra de Deus está em Jesus Cristo.
Toda relação de Deus com o homem se dá em Cristo e através de Cristo. Em sua forma negativa, isto significa a exclusão da
teologia natural. Positivamente, tudo deve ser visto e interpretado a partir de Cristo ou, empregando a expressão barthiana, a partir
da “concentração cristológica”. O pecado original não pode ser entendido independentemente de Cristo. A fé também não é fruto de
um raciocínio nem está fundamentada em um sentimento subjetivo. “Em Jesus Cristo não há separação do homem de Deus, nem de
Deus do homem.” 4. Barth prega que “a mensagem da graça de Deus é mais urgente que a mensagem da Lei de Deus, de sua ira, de
sua acusação e de seu juízo”. A teologia de Barth exerceu e continua exercendo uma influência decisiva na constante procura da
palavra autêntica e verdadeira de Deus. Sua condição de “crente” que não invoca nenhum mérito diante de Deus é o melhor estímulo
para os cristãos de todos os tempos.
O Fundamentalismo biblicista.
De um modo mais geral pode-se dizer que o Fundamentalismo bíblico surgiu em fins do século XIX nos Estados Unidos da América
desde as obras de John Darby, D. L. Moody e C. I. Scofield. Este último se tornou mundialmente conhecido por conta da versão da
Bíblia constando de anotações de referência para estudo. Rigorosamente falando, entretanto, o termo Fundamentalismo surge com a
publicação de uma coleção de livros que pretendiam abordar as questões centrais da fé cristã, postas sob ameaça pelo Liberalismo
teológico. Ele era uma tentativa de apologia da fé cristã ortodoxa.
Características do Fundamentalismo biblicista. Como caracterização geral do Fundamentalismo podem ser elencados os seguintes
itens: O Fundamentalismo professa a fé na inerrância das Escrituras Sagradas. A isso deveria ser acrescentado o princípio da
inspiração mecânica e/ou verbal da mesma. As Escrituras Sagradas são entendidas como verdade infalível para a fé e a vida, a qual
deve, portanto, ser interpretada literalmente. O cristão fundamentalista crê numa soteriologia radical, segundo a qual o mundo precisa
ser evangelizado e, assim, ser liberto da condenação eterna. Este aspecto justificará a multiplicação de instituições de ação
evangelística (proselitismo) espalhadas por todo o mundo sob os auspícios dos fundamentalistas, bem como a atitude dos mesmos de
oposição ao movimento ecumênico; Pode-se também estender o espectro de ação do Fundamentalismo elencando como seus
elementos caracterizadores básicos: a defesa do nascimento virginal de Cristo, de sua morte vicária; sua ressurreição corpórea, bem
como a historicidade dos milagres relatados nas Escrituras.
Um juízo sobre o Fundamentalismo
Para os cristãos fundamentalistas não há a menor possibilidade de que a história na qual se vive seja cambiada para qualquer direção.
Ela é compreendida como um evento cujo desenlace conduzido perfeitamente por Deus se dá numa dinâmica interna marcada por
uma inexorabilidade invencível. Ao homem não toca outra atitude senão, de forma conformada e resignada, se adaptar aos
acontecimentos que sobre sua vida pessoal e coletiva advêm. Cada evento histórico passado, presente ou futuro tem valor somente na
medida em que se adéque àquilo que pareça ser a realização da vontade soberanamente pré-determinada por Deus.
Os movimentos de Avivamento- O avivamento é para aqueles que o esperam ou o vivenciaram uma experiência de fé que pressupõe
como resposta da pessoa ao convite do Evangelho de Cristo, a conversão genuína e a renovação interior dos que já professam a fé
cristã. Pode-se afirmar que a ideia de um avivamento encontra respaldo em inúmeros textos das Escrituras, mas o que mais salta aos
olhos neste particular é possivelmente Efésios 5,14.
Caracterização geral
É provável que a mais importante caracterização de um avivamento seja a de que este provoca a conversão pessoal e uma mudança
ética nos crentes, segundo os valores do Evangelho. A grande maioria dos avivamentos se deram no interior do Protestantismo, ainda
que no século XVIII ocorreu um avivamento no interior da Igreja católica na região da Bavie, na Alemanha. Alguns avivamentos
ocorreram à margem das Igrejas cristãs instituidas. Alguns, como o metodismo inglês, irromperam no interior de Igrejas bem
estruturadas, visando a sua trasnsformação interna.
Os primórdios
Um dos primeiros registros de avivamento encontramos na Inglaterra e na Escócia no século XVI, onde pregadores puritanos
inspirados nos ensinos de Jean Calvin pregavam a necessidade de conversão e transformação de vida na Igreja estatal (anglicana). No
século seguinte se formou na Universidade de Cambridge um grupo de pregadores puritanos que proclamavam a conversão na
Irlanda, Inglaterra e na Escócia.