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PLANO PLURIANUAL (ppa)

Instrumentos básicos de planejamento

A diferença entre o planejamento nas instituições publicas e nas empresas privadas é que na
administração publica somente pode-se alterar a estrutura organizacional por meio de uma
legislação própria; enquanto que na empresa privada na há uma imposição legal que limita
de certa forma, a modificação daquilo que foi planejado.
A Constituição Federal, em seu artigo 165 determina o processo de planejamento da
administração pública através das seguintes Leis
- Plano Plurianual (PPA)
- Leis de Diretrizes Orçamentárias (LDO)
- Lei Orçamentária anual (LOA)

Estas leis devem relacionar-se entre si.


O orçamento deve conter todas as receitas e despesas previstas; já o Plano Plurianual deve
exaltar todas as ações de forma ordenada.

Plano Plurianual é um programa de trabalho elaborado pelo poder Executivo para ser
realizado no periodo correspondente a um mandato político, a ser contado a partir do
exercício financeiro seguinte ao de sua posse, atingindo o primeiro exercício do próximo
mandato.
A iniciativa do projeto de Lei do PPA é do poder Executivo e todos os órgãos que compõe
a administração tem grande responsabilidade pelo Planejamento Plurianual. Seu envio ao
legislativo deverá ser feito até 31 de agosto do primeiro ano de mandato, e devolvido ao
executivo até 31 de dezembro.

Diretrizes de Governo
Apontam ou traçam as direções, regulam os Planos de Governo, estabelecem critérios para
o planejamento. São bússolas que dão rumo ao planejamento, sendo o nível mai abstrato
para formulação geral do plano de governo.

Programas
São o instrumento de organização de atuação governamental. Visão a solução de um
problema ou ao atendimento de uma necessidade da sociedade. Os programas integram
tento o PPA como a LDA, e são, por tanto, o elo de integração entre esses dois
instrumentos de planejamento.

Objetivos
São o detalhamento dos programas, que deverão ser atendidas, de forma a concretizar as
diretrizes.

Ações
São as iniciativas necessárias para cumprir os objetivos dos programas e derem estabelecer
as metas.

Metas
São a mensuração das ações de governo para definir quantitativa, qualitativamente o que se
propõem ser atendido e qual parcela da população se beneficiara com a referida ação.

LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTARIAS - LDO

Estabelecerá as prioridades das metas constantes no PPA, ou seja, o planejamento


operacional anual, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro seguinte,
orientara a elaboração da Lei Orçamentária Anual e disporá sobre alterações na Legislação
Tributaria local. Deve ser aprovada até o final do primeiro semestre do ano, conforme
artigo 165 parágrafo 2º da constituição federal.
Com o advento da LRF ou Lei Complementar 101/2000 a LDO passou ainda a exaustar:

- Equilíbrio entre receitas e despesas


- Critérios e formas de limitação de empenho
- Limites de gastos com pessoal
- Limites de dividas
- Avaliação de Passivos Contingentes

Prioridades

As prioridades que possuem maior importância, tem precedência e devem ser realizadas
contas. Traduzem-se no cronograma pra execução das metas afim de realizarem-se ações
que resultam em serviços prestados.
São, pois, o grau de precedência que representa o projeto ou atividade dentro da
programação o projeto ou atividade dentro da programação estabelecida, definindo critérios
para eleição de quais ações serão detalhadas no orçamento anual.
Para a inclusão de prioridades e necessário reportar-se ao PPA, com a intenção de orientar
as escolhas dos programas de relacionadas.
Se no PPA constar a construção de dois postos de saúde e também a aquisição de
equipamentos para as mesmas, será necessário avaliar se construção dos postos será feita
ao mesmo tempo ou um em cada exercício, para depois planejar a aquisição dos
equipamentos. Somente depois desta analise é que será feita a inclusão na LDO.

Metas Fiscais da Administração

As metas fiscais estão relacionadas dentro de LDO no anexo de metas fiscais, sendo este
considerado o relatório base para o equilíbrio das contas públicas e a chave pra a gestão
fiscal responsável.
Neste anexo estarão estabelecidas:
- as metas anuais. Em valores correntes e constantes, relativas a receitas, despesas,
resultado nominal e primário e montante da divida publica, para o exercício a que se
refere e para os dois subseqüentes.
- Avaliação do cumprimento das metas do ano anterior.
- Evolução do patrimônio Liquido nos últimos três exercícios, destacando os recursos
obtidos com a venda de ativos.
- Demonstração da estimativa e compensação da renuncia de receita.

Anexo de Riscos Fiscais

Este anexo deve conter os riscos fiscais onde serão avaliados os passivos contingentes e
outros riscos capazes de afetar o equilíbrio das contas publicas, informando as providencias
a serem tomadas, caso sejam concretizadas.
Para a elaboração desse anexo será necessária a avaliação do que é incerto ou eventual,
devendo para isso basear-se em ocorrências anteriores e experiências, tais como
calamidades publicas, demandas judiciais, etc.
A realização de um estudo prévio proporcionara ao gestor a elaboração de normas e
procedimentos que deverão ser tomadas caso estes ocorrem.