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Aula 06

Conhecimentos Pedagógicos p/ TRTs - Área Pedagogia (com videoaulas)

Professores: Fabiana Firmino, Fernanda Lima


Conhecimentos Pedagógicos
Teoria e exercícios - TRTs
Profas.: Fernanda Lima & Fabiana Firmino – Aula 06

AULA 06: Legislação aplicada a educação à distância. Novas


tecnologias aplicadas à educação e plataformas de aprendizagem
virtuais e avaliação educacional. Metodologia de projetos
presenciais e a distância. Um caminho entre a teoria e a prática.
Interdisciplinaridade e globalização do conhecimento. A ação
pedagógica e o trabalho com projetos. Ética e trabalho. Dilemas
éticos da profissão. Bases legais da educação nacional:
Constituição da república.

SUMÁRIO PÁGINA

1. Apresentação 02

2. Legislação aplicada a educação à distancia 02

3. Novas tecnologias aplicadas à educação e plataformas 05


de aprendizagem virtuais e avaliação educacional

4- Metodologia de projetos presenciais e a distância. Um 20


caminho entre a teoria e a prática.

5- A ação pedagógica e o trabalho com projetos 22

6- Interdisciplinaridade e globalização do conhecimento 23

7- Ética e trabalho. Dilemas éticos da profissão 27

8- Bases legais da educação nacional: Constituição da 31


república.

9 – Questões 55

10 - Gabarito 68

11 – Referências Bibliográficas 69

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Olá querid@s alun@s!


Vamos à luta! Animados?
Vamos aproveitar para estudarmos essa aula com muito carinho!
Penúltima aula, continue firme nos estudos!

Para fins didáticos, resolvemos adiantar um pouco o conteúdo e


nessa aula iremos estudar: Legislação aplicada a educação à
distância. Novas tecnologias aplicadas à educação e plataformas de
aprendizagem virtuais e avaliação educacional. Metodologia de
projetos presenciais e a distância. Um caminho entre a teoria e a
prática. Interdisciplinaridade e globalização do conhecimento. A
ação pedagógica e o trabalho com projetos. Ética e trabalho.
Dilemas éticos da profissão. Bases legais da educação nacional:
Constituição da república. Para a próxima aula, iremos estudar a
LDB.
Com certeza, isso facilitará os seus estudos!

Então, vamos começar?

LEGISLAÇÃO APLICADA A EDUCAÇÃO À DISTANCIA

O artigo 80 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, mostra


como a legislação em EAD será regulamentada. A Lei n.° 9.394/1996
normatiza a EaD no Brasil como modalidade válida e equivalente
em todos os níveis de ensino.

O poder Público incentiva as formas de ensino a distância, devendo


ser realizadas por uma Instituição credenciada pela União, a qual
regulamenta os requisitos para elaboração de exames e diplomas. Em
relação às normas de produção, controle e avaliação desses programas, os

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sistemas de ensino poderão contribuir com materiais próprios para uma
integração entre os sistemas:

Art. 80. O Poder Público incentivará o desenvolvimento e a veiculação


de programas de ensino a distância, em todos os níveis e modalidades de
ensino, e de educação continuada. (Regulamento)

Esse artigo está dizendo que educação a distância será


incentivada pelo poder público (onde for possível). Por exemplo, na
educação infantil não caberá essa norma, já que os objetivos desse
seguimento estão relacionados a socialização das crianças umas
com as outras.

§ 1º A educação a distância, organizada com abertura e regime


especiais, será oferecida por instituições especificamente credenciadas pela
União.

Uma instituição para oferecer a educação a distância deverá


estar credenciada pela união por causa da sua abrangência
nacional. Por exemplo, uma pessoa que queira fazer um
determinado curso que não tenha em sua região, poderá fazer em
outro local que esteja credenciado graças a educação a distancia
que tem como um de seus objetivos, romper barreiras geográficas.

§ 2º A União regulamentará os requisitos para a realização de exames


e registro de diploma relativos a cursos de educação a distância. Preste
atenção: será a união que regulamentará esses requisitos!

§ 3º As normas para produção, controle e avaliação de programas de


educação a distância e a autorização para sua implementação, caberão aos
respectivos sistemas de ensino, podendo haver cooperação e integração
entre os diferentes sistemas. (Regulamento)

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Lembrando que existe sistema federal, de estados, municípios
e DF, e caberá a esses sistemas de ensino estabelecer normas, não
deixando de ser as instituições especificamente credenciadas pela
união.

§ 4º A educação a distância gozará de tratamento diferenciado, que


incluirá:

I - custos de transmissão reduzidos em canais comerciais de


radiodifusão sonora e de sons e imagens;

Fiquem atentos para o que foi complementado nesse item:

I - custos de transmissão reduzidos em canais comerciais de


radiodifusão sonora e de sons e imagens e em outros meios de comunicação
que sejam explorados mediante autorização, concessão ou permissão do
poder público; (Redação dada pela Lei nº 12.603, de 2012)

II - concessão de canais com finalidades exclusivamente educativas;

III - reserva de tempo mínimo, sem ônus para o Poder Público, pelos
concessionários de canais comerciais.

O poder público poderá utilizar um tempo mínimo nos canais


comerciais sem pagar por ele.

Credenciamento - Quem pode oferecer cursos a distância?

A instituição interessada em oferecer curso a distância precisa pedir


credenciamento específico comprovando sua capacidade em oferecer tais

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cursos. O parecer do Conselho Nacional de Educação, homologado pelo
Ministro da Educação por meio de Portaria publicada no Diário Oficial, pode
ser encontrado nos termos da Lei 9.394/96 (LDB), do Decreto 5.622 e
da Portaria MEC No.4.361/2004 (que revoga a Portaria MEC No
301/98) Além disso pode ser consultada também a Portaria MEC No.
4.059/04 (que trata da oferta de 20% da carga horária dos cursos
superiores na modalidade semi-presencial).

A legislação refere-se a esse artigo da LDB, porém, para você


conferir e se aprofundar, colocaremos no final da nossa aula o
decreto (que regulamenta este artigo da LDB) na íntegra de acordo
com o que se encontra no portal do Mec. Agora, daremos uma bela
aprofundada no estudo sobre educação a distância para
associarmos com o que prevê a lei.

Lembre-se: no Brasil, as bases legais para a modalidade de educação a


distância foram estabelecidas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996), que foi
regulamentada pelo Decreto n.º 5.622, publicado no D.O.U. de 20/12/05.

Então, agora vamos estudar sobre a educação a distância, para nos


aprofundarmos ainda mais no assunto.

Será por quê gostamos de educação a distância? Será que é por que
nós lecionamos para alunos de todo o Brasil a partir de um
computador? Será que é por que compartilhamos conhecimentos
com os mais diversos públicos tendo como grande aliada à
tecnologia?

Com certeza, temos um carinho enorme por esse conteúdo, por isso
preparamos esse conteúdo com muita atenção, vamos para luta!

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EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: CARACTERÍSTICAS; PRINCIPAIS
ATORES. NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À EDUCAÇÃO.

Educação a distância é a modalidade educacional a qual alunos e


professores estão separados, física ou temporalmente e, por isso, faz-se
necessária a utilização de meios e tecnologias de informação e
comunicação. Essa modalidade é regulada por uma legislação específica e
pode ser implantada na educação básica (educação de jovens e adultos,
educação profissional técnica de nível médio) e na educação superior.

Como ensina a Lucinéia Alves “Atualmente, podem ser consideradas as se-


guintes modalidades de Educação: presencial e a distância. A modalidade
presencial é a comumente utilizada nos cursos regulares, onde professores
e alunos encontram-se sempre em um mesmo local físico, chamado sala de
aula, e esses encontros se dão ao mesmo tempo: é o denominado ensino
convencional. Na modalidade a distância, professores e alunos estão
separados fisicamente no espaço e/ou no tempo. Esta modalidade de
educação é efetivada através do intenso uso de tecnologias de informação
e comunicação, podendo ou não apresentar momentos presenciais
(MORAN, 2009).”

Nunes (1994) explica que a Educação a Distância constitui um


recurso de incalculável importância para atender grandes
contingentes de alunos, de forma mais efetiva que outras modali-
dades e sem riscos de reduzir a qualidade dos serviços oferecidos
em decorrência da ampliação da clientela atendida. Isso é
possibilitado pelas novas tecnologias nas áreas de informação e comunica-
ção que estão abrindo novas possibilidades para os processos de ensino-
aprendizagem a distância. Novas abordagens têm surgido em decorrência
da utilização crescente de multimídias e ferramentas de interação a
distância no processo de produção de cursos, pois com o avanço das mídias
digitais e da expansão da Internet, torna-se possível o acesso a um grande

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número de informações, permitindo a interação e a colaboração entre
pessoas distantes geograficamente ou inseridas em contextos
diferenciados.

Uma das vantagens da educação a distância é sua abrangência,


como cita Preti (1996):

A crescente demanda por educação, devido não somente à expansão


populacional como, sobretudo às lutas das classes trabalhadoras por
acesso à educação, ao saber socialmente produzido,
concomitantemente com a evolução dos conhecimentos científicos e
tecnológicos está exigindo mudanças em nível da função e da
estrutura da escola e da universidade (PRETI, 1996).

O desenvolvimento desta modalidade de ensino serviu para implementar


os projetos educacionais mais diversos e para as mais complexas situações,
tais como: cursos profissionalizantes, capacitação para o trabalho ou
divulgação científica, campanhas de alfabetização e também estudos for-
mais em todos os níveis e campos do sistema educacional (LITWIN, 2001).

De acordo com Maia & Mattar (2007), a Educação a Distância atualmente é


praticada nos mais variados setores. Ela é usada na Educação Básica, no
Ensino Superior, em universidades abertas, universidades virtuais,
treinamento governamentais, cursos abertos, livres etc

2. CONCEITOS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

Ainda de acordo com a professora Lucinéia, existem vários conceitos de


Educação a Distância e todos apresentam alguns pontos em comum.
Entretanto, cada autor ressalta e/ou enfatiza alguma característica em
especial na sua conceitualização. Desta forma, destacam-se (BERNARDO,
2009):

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• o conceito de Dohmem em 1967, que enfatiza a forma de estudo na
Educação a Distância:

Educação a Distância é uma forma sistematicamente organizada de


auto-estudo onde o aluno instrui-se a partir do material de estudo que
Ihe é apresentado, o acompanhamento e a supervisão do sucesso do
estudante são levados a cabo por um grupo de professores. Isto é
possível através da aplicação de meios de comunicação, capazes de
vencer longas distâncias.

• o conceito de Peters em 1973, que dá ênfase a metodologia da Educação


a Distância e torna-a passível de calorosa discussão, quando finaliza
afirmando que “a Educação a Distância é uma forma industrializada de
ensinar e aprender”.

Educação/ensino a distância é um método racional de partilhar


conhecimento, habilidades e atitudes, através da aplicação da di-
visão do trabalho e de princípios organizacionais, tanto quanto
pelo uso extensivo de meios de comunicação, especialmente para
o propósito de reproduzir materiais técnicos de alta qualidade,
os quais tornam possível instruir um grande número de
estudantes ao mesmo tempo, enquanto esses materiais durarem.
É uma forma industrializada de ensinar e aprender.

• o conceito de Moore em 1973, que ressalta que as ações do professor e


a comunicação deste com os alunos devem ser facilitadas:

Ensino a distância pode ser definido como a família de métodos


instrucionais onde as ações dos professores são executadas à
parte das ações dos alunos, incluindo aquelas situações continuadas
que podem ser feitas na presença dos estudantes. Porém, a comunicação
entre o professor e o aluno deve ser facilitada por meios impressos,
eletrônicos, mecânicos ou outro.

• o conceito de Holmberg em 1977, que enfatiza a diversidade das formas


de estudo:

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O termo Educação a Distância esconde-se sob várias formas de estudo,
nos vários níveis que não estão sob a contínua e imediata supervisão de
tutores presentes com seus alunos nas salas de leitura ou no mesmo
local. A Educação a Distância beneficia-se do planejamento, direção e
instrução da organização do ensino.

• a separação física entre professor-aluno e a possibilidade de encontros


ocasionais são destacados no conceito de Keegan em 1991:

O autor define a Educação a Distância como a separação física entre


professor e aluno, que a distingue do ensino presencial, comunicação de
mão dupla, onde o estudante beneficia-se de um diálogo e da
possibilidade de iniciativas de dupla via com possibilidade de encontros
ocasionais com propósitos didáticos e de socialização.

• a separação física e o uso de tecnologias de telecomunicação são


características ressaltadas no conceito de Chaves, em 1999.

A Educação a Distância, no sentido fundamental da expressão, é o ensino


que ocorre quando o ensinante e o aprendente estão separados (no
tempo ou no espaço). No sentido que a expressão assume hoje, enfatiza-
se mais a distância no espaço e propõe-se que ela seja contornada
através do uso de tecnologias de telecomunicação e de transmissão de
dados, voz e imagens (incluindo dinâmicas, isto é, televisão ou vídeo).
Não é preciso ressaltar que todas essas tecnologias, hoje, convergem
para o computador.

3. A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NO MUNDO

Segundo Golvêa & Oliveira (2006), alguns compêndios citam as


epístolas de São Paulo às comunidades cristãs da Ásia Menor, registradas
na Bíblia, como a origem histórica da Educação a Distância. Estas epístolas
ensinavam como viver dentro das doutrinas cristãs em ambientes desfavo-
ráveis e teriam sido enviadas por volta de meados do século I.
Considerando à parte esta informação, é possível estabelecer alguns

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marcos históricos que consolidaram a Educação a Distância no mundo, a
partir do século XVIII (VASCONCELOS, 2010; GOLVÊA & OLIVEIRA, 2006):

• 1728 – marco inicial da Educação a Distância: é anunciado um curso pela


Gazeta de Boston, na edição de 20 de março, onde o Prof. Caleb Philipps,
de Short Hand, oferecia material para ensino e tutoria por correspondência.
Após iniciativas particulares, tomadas por um longo período e por vários
professores, no século XIX a Educação a Distância começa a existir
institucionalmente.

• 1829 – na Suécia é inaugurado o Instituto Líber Hermondes, que


possibilitou a mais de 150.000 pessoas realizarem cursos através da
Educação a Distância;

• 1840 – na Faculdade Sir Isaac Pitman, no Reino Unido, é inaugurada a


primeira escola por correspondência na Europa;

• 1856 – em Berlim, a Sociedade de Línguas Modernas patrocina os


professores Charles Tous-saine e Gustav Laugenschied para ensinarem
Francês por correspondência;

• 1892 – no Departamento de Extensão da Universidade de Chicago, nos


Estados Unidos da América, é criada a Divisão de Ensino por
Correspondência para preparação de docentes;

• 1922 – iniciam-se cursos por correspondência na União Soviética;

• 1935 – o Japanese National Public Broa-dcasting Service inicia seus


programas escolares pelo rádio, como complemento e enriquecimento da
escola oficial;

• 1947 – inicia-se a transmissão das aulas de quase todas as matérias


literárias da Faculdade de Letras e Ciências Humanas de Paris, França, por
meio da Rádio Sorbonne;

• 1948 – na Noruega, é criada a primeira legislação para escolas por


correspondência;

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• 1951 – nasce a Universidade de Sudáfrica, atualmente a única
universidade a distância da África, que se dedica exclusivamente a
desenvolver cursos nesta modalidade;

• 1956 – a Chicago TV College, Estados Unidos, inicia a transmissão de


programas educativos pela televisão, cuja influência pode notar-se
rapidamente em outras universidades do país que não tardaramem criar
unidades de ensino a distância, baseadas fundamentalmente na televisão;
• 1960 – na Argentina, nasce a Tele Escola Pri-mária do Ministério da
Cultura e Educação, que integrava os materiais impressos à televisão e à
tutoria;

• 1968 – é criada a Universidade do Pacífico Sul, uma universidade regional


que pertence a 12 países-ilhas da Oceania;

• 1969 – no Reino Unido, é criada a Fundação da Universidade Aberta;

• 1971 – a Universidade Aberta Britânica é fundada;

• 1972 – na Espanha, é fundada a Universidade Nacional de Educação a


Distância;

• 1977 – na Venezuela, é criada a Fundação da Universidade Nacional


Aberta;

• 1978 – na Costa Rica, é fundada a Universidade Estadual a Distância;

• 1984 – na Holanda, é implantada a Universidade Aberta;

• 1985 – é criada a Fundação da Associação Europeia das Escolas por


Correspondência;

• 1985 – na Índia, é realizada a implantação da Universidade Nacional


Aberta Índia Gandhi;

• 1987 – é divulgada a resolução do Parlamento Europeu sobre


Universidades Abertas na Comunidade Europeia;

• 1987 – é criada a Fundação da Associação Europeia de Universidades de


Ensino a Distância;

• 1988 – em Portugal, é criada a Fundação da Universidade Aberta;

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• 1990 – é implantada a rede Europeia de Educação a Distância, baseada
na declaração de Budapeste e o relatório da Comissão sobre educação
aberta e a distância na Comunidade Europeia.

Todos esses acontecimentos e instituições foram importantes para


a consolidação da Educação a Distância, oferecida atualmente em
todo o mundo. Hoje, mais de 80 países, nos cinco continentes,
adotam a Educação a Distância em todos os níveis de ensino, em
programas formais e não formais, atendendo milhões de estudantes
(GOLVÊA & OLIVEIRA, 2006).

No momento, é crescente o número de instituições e empresas que


desenvolvem programas de treinamento de recursos humanos,
através da Educação a Distância.

As universidades a distância têm incorporado, em seu desenvolvimento


histórico, as novas tecnologias de informática e de telecomunicação. Um
exemplo foi o desenvolvimento da Universidade a Distância de Hagen, que
iniciou seu programa com material escrito em 1975 e hoje oferece material
didático em áudio e videocassetes, videotexto interativo e
videoconferências. Tendências similares podem ser observadas nas
universidades abertas da Inglaterra, da Holanda e na Espanha (BERNARDO,
2009).

4. A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NO BRASIL

Provavelmente, as primeiras experiências em Educação a Distância no


Brasil tenham ficado sem registro, visto que os primeiros dados conhecidos
são do século XX.

Seguem abaixo alguns acontecimentos que marcaram a história da


Educação a Distância no nosso país (MAIA & MATTAR, 2007; MARCONCIN,
2010; RODRIGUES, 2010; SANTOS, 2010):

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• 1904 – o Jornal do Brasil registra, na primeira edição da seção de
classificados, anúncio que oferece profissionalização por correspondência
para datilógrafo;

• 1923 – um grupo liderado por Henrique Morize e Edgard Roquette-Pinto


criou a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro que oferecia curso de Português,
Francês, Silvicultura, Literatura Francesa, Esperanto, Radiotelegrafia e
Telefonia. Tinha início assim a Educação a Distância pelo rádio brasileiro;

• 1934 – Edgard Roquette-Pinto instalou a Rádio–Escola Municipal no Rio,


projeto para a então Secretaria Municipal de Educação do Distrito Federal.
Os estudantes tinham acesso prévio a folhetos e esquemas de aulas, e
também era utilizada correspondência para contato com estudantes;

• 1939 – surgimento, em São Paulo, do Instituto Monitor, o primeiro


instituto brasileiro a oferecer sistematicamente cursos profissionalizantes a
distância por correspondência, na época ainda com o nome Instituto Rádio
Técnico Monitor;

• 1941 – surge o Instituto Universal Brasileiro, segundo instituto brasileiro


a oferecer também cursos profissionalizantes sistematicamente. Fundado
por um ex-sócio do Instituto Monitor, já formou mais de 4 milhões de
pessoas e hoje possui cerca de 200 mil alunos; juntaram-se ao Instituto
Monitor e ao Instituto Universal Brasileiro outras organizações similares,
que foram responsáveis pelo atendimento de milhões de alunos em cursos
abertos de iniciação profissionalizante a distância. Algumas dessas
instituições atuam até hoje. Ainda no ano de 1941, surge a primeira
Universidade do Ar, que durou até 1944.

• 1947 – surge a nova Universidade do Ar, patrocinada pelo Serviço


Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), Serviço Social do Comércio
(SESC) e emissoras associadas. O objetivo desta era oferecer cursos
comerciais radiofônicos. Os alunos estudavam nas apostilas e corrigiam
exercícios com o auxílio dos monitores. A experiência durou até 1961,
entretanto a experiência do SENAC com a Educação a Distância continua
até hoje;

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• 1959 – a Diocese de Natal, Rio Grande do Norte, cria algumas escolas
radiofônicas, dando origem ao Movimento de Educação de Base (MEB),
marco na Educação a Distância não formal no Brasil. O MEB, envolvendo a
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e o Governo Federal utilizou-se
inicialmente de um sistema rádio-educativo para a democratização do
acesso à educação, promovendo o letramento de jovens e adultos;

• 1962 – é fundada, em São Paulo, a Ocidental School, de origem


americana, focada no campo da eletrônica;

• 1967 – o Instituto Brasileiro de Administração Municipal inicia suas


atividades na área de educação pública, utilizando-se de metodologia de
ensino por correspondência. Ainda neste ano, a Fundação Padre Landell de
Moura criou seu núcleo de Educação a Distância, com metodologia de en-
sino por correspondência e via rádio;

• 1970 – surge o Projeto Minerva, um convênio entre o Ministério da


Educação, a Fundação Padre Landell de Moura e Fundação Padre Anchieta,
cuja meta era a utilização do rádio para a educação e a inclusão social de
adultos. O projeto foi mantido até o início da década de 1980;

• 1974 – surge o Instituto Padre Reus e na TV Ceará começam os cursos


das antigas 5ª à 8ª séries (atuais 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental),
com material televisivo, impresso e monitores;

• 1976 – é criado o Sistema Nacional de Teleducação, com cursos através


de material instrucional;

• 1979 – a Universidade de Brasília, pioneira no uso da Educação a


Distância, no ensino superior no Brasil, cria cursos veiculados por jornais e
revistas, que em 1989 é transformado no Centro de Educação Aberta,
Continuada, a Distância (CEAD) e lançado o Brasil EAD;

• 1981 – é fundado o Centro Internacional de Estudos Regulares (CIER) do


Colégio Anglo- Americano que oferecia Ensino Fundamental e Médio a
distância. O objetivo do CIER é permitir que crianças, cujas famílias

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mudem-se temporariamente para o exterior, continuem a estudar pelo
sistema educacional brasileiro;

• 1983 – o SENAC desenvolveu uma série de programas radiofônicos sobre


orientação profissional na área de comércio e serviços, denominada
“Abrindo Caminhos”;

• 1991 – o programa “Jornal da Educação – Edição do Professor”, concebido


e produzido pela Fundação Roquete-Pinto tem início e em 1995 com o nome
“Um salto para o Futuro”, foi incorporado à TV Escola (canal educativo da
Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação) tornando-se
um marco na Educação a Distância nacional. É um programa para a
formação continuada e aperfeiçoamento de professores, principalmente do
Ensino Fundamental e alunos dos cursos de magistério. Atinge por ano mais
de 250 mil docentes em todo o país;

• 1992 – é criada a Universidade Aberta de Brasília, acontecimento bastante


importante na Educação a Distância do nosso país;

• 1995 – é criado o Centro Nacional de Educação a Distância e nesse mesmo


ano também a Secretaria Municipal de Educação cria a MultiRio (RJ) que
ministra cursos do 6º ao 9º ano, através de programas televisivos e
material impresso. Ainda em 1995, foi criado o Programa TV Escola da
Secretaria de Educação a Distância do MEC;

• 1996 – é criada a Secretaria de Educação a Distância (SEED), pelo


Ministério da Educação, dentro de uma política que privilegia a democrati-
zação e a qualidade da educação brasileira. É neste ano também que a
Educação a Distância surge oficialmente no Brasil, sendo as bases legais
para essa modalidade de educação, estabelecidas pela Lei de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996, embora
somente regulamentada em 20 de dezembro de 2005 pelo Decreto n° 5.622
(BRASIL, 2005) que revogou os Decretos n° 2.494 de 10/02/98, e n° 2.561
de 27/04/98, com normatização definida na Portaria Ministerial n° 4.361 de
a
2004 (PORTAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO , 2010).

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• 2000 – é formada a UniRede, Rede de Educação Superior a Distância,
consórcio que reúne atualmente 70 instituições públicas do Brasil com-
prometidas na democratização do acesso à educação de qualidade, por
meio da Educação a Distância, oferecendo cursos de graduação, pós-
graduação e extensão. Nesse ano, também nasce o Centro de Educação a
Distância do Estado do Rio de Janeiro (CEDERJ), com a assinatura de um
documento que inaugurava a parceria entre o Governo do Estado do Rio de
Janeiro, por intermédio da Secretaria de Ciência e Tecnologia, as
universidades públicas e as prefeituras do Estado do Rio de Janeiro.

• 2002 – o CEDERJ é incorporado a Fundação Centro de Ciências de


Educação Superior a Distância do Rio de Janeiro (Fundação CECIERJ).

• 2004 – vários programas para a formação inicial e continuada de


professores da rede pública, por meio da EAD, foram implantados pelo MEC.
Entre eles o Proletramento e o Mídias na Educação. Estas ações
conflagraram na criação do Sistema Universidade Aberta do Brasil.

• 2005 – é criada a Universidade Aberta do Brasil, uma parceria entre o


MEC, estados e municípios; integrando cursos, pesquisas e programas de
educação superior a distância.

• 2006 – entra em vigor o Decreto n° 5.773, de 09 de maio de 2006, que


dispõe sobre o exercício das funções de regulação, supervisão e avaliação
de instituições de educação superior e cursos superiores de graduação e
sequenciais no sistema federal de ensino, incluindo os da modalidade a
distância (BRASIL, 2006).

• 2007 – entra em vigor o Decreto nº 6.303, de 12 de dezembro de 2007,


que altera dispositivos do Decreto n° 5.622 que estabelece as Diretrizes e
Bases da Educação Nacional (BRASIL, 2007).
• 2008 – em São Paulo, uma Lei permite o ensino médio a distância, onde
até 20% da carga horária poderá ser não presencial.

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• 2009 – entra em vigor a Portaria nº 10, de 02 julho de 2009, que fixa
critérios para a dispensa de avaliação in loco e deu outras providências para
a Educação a Distância no Ensino Superior no Brasil (BRASIL, 2009).

• 2011 – A Secretaria de Educação a Distância é extinta.

Torna-se importante citar que entre as décadas de 1970 e 1980,


fundações privadas e organizações não governamentais iniciaram a
oferta de cursos supletivos a distância, no modelo de teleducação,
com aulas via satélite, complementadas por kits de materiais
impressos, demarcando a chegada da segunda geração de Educação
a Distância no país. Somente na década de 1990, é que a maior parte
das Instituições de Ensino Superior brasileiras mobilizou-se para a
Educação a Distância com o uso de novas tecnologias de informação e
comunicação. Um estudo realizado por Schmitt et al., 2008, mostrou que
no cenário brasileiro, quanto mais transparentes forem as informações
sobre a organização e o funcionamento de cursos e programas a distância,
e quanto mais conscientes estiveram os estudantes de seus direitos,
deveres e atitudes de estudo, maior a credibilidade das instituições e mais
bem-sucedidas serão as experiências na modalidade a distância.

O Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação a


Distância (SEED), agia como um agente de inovação tecnológica nos pro-
cessos de ensino e aprendizagem, fomentando a incorporação das
tecnologias de informação e comunicação, e das técnicas de Educação a
Distância aos métodos didático-pedagógicos. Além disso, promovia a
pesquisa e o desenvolvimento, voltados para a introdução de novos
conceitos e práticas nas escolas públicas brasileiras (PORTAL MINISTÉRIO
DA EDUCAÇÃOb, 2010). Devido à extinção recente desta secretaria, seus
programas e ações estarão vinculados a novas administrações (PORTAL
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, 2011).

A Expansão da Educação a Distância

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Os dados do Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância
(ABRAEAD/2007) deixam claro que essa forma de educação veio para ficar
e que a tendência é de um grande aumento nos próximos anos. Apesar de
reconhecer que o levantamento é incompleto, essa publicação, editada pelo
Instituto Monitor (SP) com apoio da Associação Brasileira de Educação a
Distância (ABED), contabilizou mais de dois milhões (2.279.070) de
brasileiros como alunos de cursos de EaD, em 2006. Destacaram-se alguns
gigantes do setor como os projetos Oi Futuro (Instituto Telemar) com mais
de 500 mil alunos, SEBRAE com cerca de 300 mil, e outros, como a
Fundação Bradesco, o Governo do Estado de São Paulo e o Senac, que se
aproximaram de 100 mil alunos.
Outro ponto a ser considerado na expansão da educação a distância é a
implantação pelo governo federal da Universidade Aberta do Brasil (UAB).
Com o compromisso de expandir e interiorizar a oferta de cursos e
programas de educação superior no país, foi fixada a meta para 2007 de
ofertar 60 mil vagas em todo o país, tanto em cursos de graduação quanto
de pós-graduação lato senso e implantar cerca de 300 pólos presenciais.
A Secretaria de Educação a Distância do MEC tem a expectativa de que essa
forma de ensino contribua significativamente no atendimento da demanda
de formação ou capacitação de mais de um milhão de professores para a
educação básica.

EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

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Educação a Distância, também conhecida como EaD é definida por Mattar


como “ uma modalidade de educação, planejada por docentes ou
instituições, em que professores e alunos estão separados espacialmente e
diversas tecnologias de comunicação são utilizadas “.

Hoje, as novas tecnologias possibilitam realizar valiosas atividades


síncronas, em que alunos e professores podem interagir no mesmo
momento, como em chats, ferramentas de voz como Skype e MSN, vídeos
e webconferências, e mundos virtuais como o Second Life, ou o nosso
famoso facebook. Quem ainda não nos adicionou lá, corra e aproveite (rs!).
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Mas continuando o raciocínio: todas essas (e outras ferramentas) facilitam


por demais a comunicação dos que optam pelo ensino a distância.

A EaD hoje, é dividida em três grandes gerações:


1- Cursos de Correspondência;
2- Novas mídias e universidades abertas;
3- EaD on-line.

Primeira geração: cursos por correspondência:


A EaD, sobretudo o ensino por correspondência, surge efetivamente apenas em meados
do Século XIX, em virtude do desenvolvimento dos meios de transporte e de

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comunicação, como trens e correio. Portanto, podemos apontar como sua primeira
geração os materiais primordialmente impressos e encaminhados pelos correios.
Rapidamente, houve várias iniciativas de criação de cursos a distância com o surgimento
de sociedades, institutos e escolas.
Quem se recorda do INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO? Creio que seja a EaD
por correspondência mais famosa que há! Eu já fiz curso de jardinagem com eles.
Rsrsrsrs.

Segunda geração: novas mídias e universidades abertas:


A segunda geração da EaD se caracteriza pelo uso de novas mídias, como televisão, rádio,
fitas de áudio e vídeo e telefone.
Aqui uma atenção: as universidades abertas de educação a distância foram criadas na
segunda geração, influenciadas pelo modelo da Open Universit, fundada em 1969.
Essas universidades abertas fizeram uso intenso de mídias como rádio, televisão, vídeos,
fita cassete e centros de estudo, realizando assim diversas experiências pedagógicas.
Com essas experiências, cresceu o interesse pela EaD. Surgiram, então, as
megauniversidades abertas a distância, em geral as maiores de seus respectivos países
em número de alunos, como a University of South África, que foi a pioneira, fundada em
1946.

Quem se recorda do TELECURSO SEGUNDO GRAU?


É um exemplo da EaD da segunda geração.

Terceira geração: Telecomunicações:


Ocorreu no final da década de 1960 e início de 1970, foi um período de significativas
mudanças, que trouxe um modelo de teleaprendizagem da educação a distância tendo

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como fonte basilar as telecomunicações que forneciam oportunidades para a comunicação
síncrona.

Algumas mudanças ocorreram entre a segunda e terceira geração:


Preparação de recursos humanos, guia de estudos impressos, transmissão via rádio e
televisão, conferências por telefone, kits de experiências práticas a serem realizadas em
casa pelos alunos, fitas gravadas e recursos de uma biblioteca local.

Essa geração introduziu a utilização do videotexto, do microcomputador, da tecnologia


de multimídia, do hipertexto e de redes de computadores, caracterizando a EaD on-line.

De acordo com os ensinamentos de João Mattar, por volta de 1995, com o


crescimento explosivo da internet, pode-se observar um ponto de ruptura na
história da EaD. Surge um novo território para a educação, o espaço virtual da
aprendizagem, digital e com base na rede. Aparecem também várias associações
de instituições de ensino a distância. Passa-se simultaneamente a conceber um
novo formato para o processo de ensino-aprendizagem, aberto, centrado no
aluno, interativo, participativo e flexível.

Atualmente, dezenas de países atendem milhões de pessoas com a EaD em todos os


níveis, utilizando sistemas, mais ou menos, formais.

São diversas as instituições que oferecem cursos a distância, desde disciplinas isoladas
até programas completos de graduação e pós-graduação. Em alguns casos, esses cursos
são ofertados por instituições de ensino voltadas exclusivamente para o ensino a
distância, inclusive universidades virtuais que não possuem campus, apenas um banco
de dados de colaboradores e uma oferta de cursos a distância, as chamadas click
universities, em oposição às tradicionais brick universities (universidades de tijolo).

Gente, é importante saber também que a utilização cada vez mais intensa da
EaD por empresas, o que caracteriza a EaD Corporativa, deu origem na década
de 1990 as universidades corporativas.

Importante sabermos sobre um assunto no contexto da EaD: a


abordagem broadcast.

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Essa abordagem de EaD usa um dos mais eficientes recursos oferecidos pelos
computadores, a qual se baseia em sofisticados mecanismos de busca que permitem
encontrar, de modo muito rápido, a informação existente em bancos de dados, em CD-
ROMs e mesmo na web. Essa informação pode ser um fato isolado ou organizado na
forma de um tutorial sobre determinado tópico disciplinar.

No caso dos tutoriais, a informação é organizada de acordo com a sequência pedagógica.


A partir disso, essa informação é enviada ao aluno, utilizando-se meios tecnológicos, ou
o próprio aluno pode acessá-la usando recursos digitais, como o CD-ROM e a internet. O
papel do aluno é seguir essa sequência ou escolher a informação que desejar.

Em geral, nos softwares que permitem escolha, as informações são organizadas na forma
de hipertextos (textos interligados), e passar de um hipertexto para outro constitui a
ação de “navegar” no software.

Dentro da EaD tem um assunto que as bancas de concursos gostam de cobrar:


Atividades em Educação a Distância:
Diferentes atividades são utilizadas em EaD.

- Atividades síncronas: como chats e videoconferências. Exigem que os alunos e


os professores estejam conectados ao mesmo tempo.

- Atividades assíncronas: permitem que os alunos realizem suas atividades no


momento que desejarem e, por isso, predominam nos projetos de EaD.
- Uma das atividades assíncronas mais comuns em EaD são os fóruns, em que os
comentários do professor e dos alunos são publicados em uma área em que todos
têm acesso.
- Os fóruns podem ser moderados (quando um professor ou assistente precisa ler
os comentários antes de publicá-los) ou livres (quando os comentários
automaticamente são publicados, sem a mediação do professor.

TECNOLOGIAS DA IFORMAÇÃO E DA COMUNICAÇÃO NO CONTEXTO


ESCOLAR

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Quando dizemos tecnologia, logo pensamos em algo relacionado ao
computador, ao tablet (hoje em dia) e tudo relacionado ao mundo High
Tech.
Pra quê tecnologia no contexto escolar?
A tecnologia da informação e da comunicação tem por objetivo tornar a
aprendizagem mais significativa melhorando o rendimento do sistema
educativo.
Ela pode ser compreendida como um conjunto de recursos tecnológicos,
que são utilizados de maneira inteligente para auxiliar na aprendizagem,
na educação.
A tecnologia da informação auxilia a prática docente na medida em que os
recursos vindos dela são atrativos, investigativos e dinâmicos.
O uso da internet, por exemplo, traz uma dinamização às pesquisas.
O uso de programas de computador pode ser um importante aliado em sala
de aula como uma opção que permite, entre outros, a investigação e o
aprofundamento de conhecimentos.

“O ambiente virtual de aprendizagem AVA é um sistema cognitivo que se


constrói na interação entre sujeitos-sujeitos e sujeitos-objetos,
transformando-se na medida em que as interações vão ocorrendo, os
sujeitos que entram em atividade cognitiva. (…) Não existem fronteiras
rígidas do que é meio, objeto e sujeito, pois um ambiente virtual de
aprendizagem, sob a perspectiva construtivista, se constitui, sobretudo,
pelas relações que nele ocorrem. ” [Maçada 2001, pág. 44]
Já a plataforma Moodle (mais conhecida) é um sistema de administração
de atividades educacionais de EaD.

Para melhorar a criação de ambientes de aprendizagem existem várias


plataformas disponíveis. Nessas plataformas, estão introduzidos os
contornos tecnológicos e pedagógicos para o desempenho de metodologias
educacionais, utilizando canais de interação web capazes de proporcionar
suporte para atividades educacionais de forma virtual.

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Existem algumas plataformas que são mais conhecidas nas fontes de
pesquisa e utilizadas pelas Instituições de Ensino Superior no Brasil como:
TelEduc, AulaNet, Amadeus, Eureka, Moodle, e-Proinfo, Learning Space e
WebCT.
Essas plataformas apresentam diversos princípios pedagógicos assim como
aprendizagem colaborativa, interatividade, multimídia, usabilidade e
acessibilidade.

PLATAFORMA MOODLE DE APRENDIZAGEM VIRTUAL: ATIVIDADES


E RECURSOS. UM CAMINHO ENTRE A TEORIA E A PRÁTICA.
Como dissemos, no ambiente virtual existem várias plataformas de
aprendizagem (TelEduc, AulaNet, Amadeus, Eureka, Moodle). O
Moodle é o mais conhecido.

 TelEduc

De acordo com informações retiradas do site, o telEduc auxilia no processo


de formação dos professores. Trabalha a partir da metodologia de
desenvolvimento contextualizado com mais de 4 mil instituições
cadastradas. Apresenta as funções de ferramentas de coordenação,
administração e comunicação.

 Aulanet

É um software LMS (Learning Management System) e sua distribuição é


feita pela EduWeb. Essa ferramenta foi desenvolvida no laboratório de
engenharia de software do departamento de informática da PUC-Rio no ano
de 1997. A distribuição é feita de forma gratuita através de downloads ou
CD-Rom.

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 Amadeus

Foi criado pelo centro de informática da UFPE com base no desenvolvimento


de estímulo e interação do aprendizado através da ação. O Projeto admite
estender as experiências obtidas de usuários de educação a distância para
diversas plataformas (Internet, desktop, celulares, PDAs, e futuramente TV
Digital) de forma coesa e consistente.

 Eureka

Surgiu na Universidade Católica do Paraná (PUCPR) com o objetivo de


adquirir e promover educação assim como o treinamento a distância
através da internet. Utiliza áudio do texto escrito nas telas que são
acessadas. Esse é o diferencial em relação as outras plataformas.

 Moodle

Software livre desenvolvido em php com banco de dados MySQL,


PostgreSQL, Oracle, Access, Interbase, por meio do auxílio da comunidade
virtual. Seu fundador foi o educador e informático, Martin Dougiamas, que
utilizou como base os princípios do “construtivismo social”. É distribuído
pela Open Source: é livre para carregar, utilizar, transformar e até mesmo
distribuir (sob a condição do GNU). A palavra Moodle refere-se a "Modular
Object Oriented Dynamic Learning Environment".

O que é o Ambiente Virtual de Aprendizagem Moodle?


O Moodle é um ambiente virtual como se fosse uma sala de aula em que o
aluno tem a oportunidade de desenvolver tarefas de um curso através da
internet. Com usuário e senha pessoal o estudante poderá ter acesso a
qualquer computador com internet. Por meio desse ambiente o aluno
poderá ter acesso a conteúdos oferecidos pelos professores assim como
debates, discussões e postagem de tarefas.

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O Moodle continua sendo desenvolvido de forma contínua por comunidades
de pessoas e colaboradores (programadores) em todo o mundo que
também compõem um grupo de suporte aos usuários com ampliação de
novas funcionalidades baseadas em software livre.

Fundação (www.moodle.org) e empresa (www.moodle.com) providenciam,


uma base para o desenvolvimento do software e sua disponibilidade para
variados idiomas assim como ajuda profissional à sua instalação.

Hoje em dia o Moodle é um sistema de sucesso, sendo uma das maiores


bases de usuários do mundo.
Os últimos dados mostram que há mais de 4 milhões de estudantes em 155
países. Algumas instituições utilizam a plataforma moodle como principal
ambiente de aprendizagem na educação a distância.

O moodle é capaz de comportar dezenas de milhares de alunos na mesma


instalação. Há registro de uma instalação com mais de seis mil cursos com
quarenta e cinco mil alunos.

A Universidade Aberta da Inglaterra aceitou o Moodle para 200.000


universitários, do mesmo modo que a Universidade Aberta do Brasil.
O Moodle possui LMS – Sigla que constitui Learning Management System,
ou CMS - Course Management System). Isso significa que o aplicativo é
desenvolvido para auxiliar professores na criação de cursos online ou apoio
online para cursos que são presenciais.

O moodle é formado por dois elementos importantes:


o Servidor central em uma rede IP, que acolhe scripts, softwares,
diretórios, bancos de dados, etc. e
o Compradores/clientes de acesso a um ambiente virtual (que pode ser
aceito por meio de qualquer navegador da Web, como FireFox,
Internet Explorer, Netscape, Opera, etc.).

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O Moodle é criado na linguagem PHP e aguenta vários tipos de bases de


dados principalmente MySQL. Também pode ser implantado em servidores
com sistema operacional Livre Linux.
Atenção:
O Moodle tem a vantagem de seu código fonte ser disponibilizado
gratuitamente, podendo ser ajustado e personalizado. Ele também
é flexível e seguro devido a adoção do padrão SCORM (Sharable
Content Object Reference Model) de interoperacionalidade o que
acaba facilitando a exportação e importação de conteúdos com
alteração mais fácil para outras plataformas (LMS ou CMS) que
correspondam ao mesmo padrão.

É interessante ressaltar que essa plataforma tem como base o


construcionismo que visa a construção do conhecimento na mente do aluno
e não a simples transmissão de forma técnica e tradicional de ensino.
Assim, os cursos oferecidos nesta plataforma são realizados na perspectiva
da centralidade do aluno e não do professor. O professor deve ajudar e
construir com o aluno e não somente postar as tarefas e textos na
plataforma. Desse modo o moodle contém ferramentas que facilitam o
compartilhamento de informações visando a colaboração no processo de
ensino com chats, bate papos, fóruns, wikis, e-livros. Assim os participantes
formam opiniões e aprendem ao mesmo tempo.

O Moodle possui diversas funcionalidades para organizar uma turma em


subgrupos. A página inicial de um curso em um Moodle pode ser
completamente personalizada , no que diz respeito a parte visual para
torná-la mais atrativa aos participantes. Pode ser organizados blocos de
informação denominados de boxes. Os boxes podem conter:

• Descrição do curso, mensagem motivacional de boas vindas


• Procura (item de busca)

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• Classificação por usuários ativos nos últimos 10 minutos
• Acesso a lista de participantes (discente e docente)
• Últimos avisos
• Últimas novidades no site
• Item de acesso direto aos módulos
• Configurações
• Lista de outros cursos
• Acesso a textos
• Acesso a Páginas em HTML
• Acesso a diretórios (pastas de arquivos no servidor)
• Biblioteca
• Livros eletrônicos
• Dicionários
• Perguntas frequentes
• Chat (bate-papo)
• Fórum
• Avaliação do curso
• Questionários
• Tarefas e exercícios
Podem ser inseridos também diários dos educandos, gravações de áudio e
vídeo com transcrições de aulas, calendário, etc. Há também suporte para
os cursos tele presenciais que são adicionadas funcionalidades
características, com implementação de um número maior de ferramentas,
pois no tele presencial o estudante observa e interage de forma assincrônica
com o professor, não tendo ingresso presencial ao mesmo tempo, ou de
forma esporádica. Desta forma, são alocados roteiros de estudos, mais
instrumentos interativos e de avaliação.

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Vamos para o próximo assunto da aula:

METODOLOGIA DE PROJETOS PRESENCIAIS E A DISTANCIA. UM


CAMINHO ENTRE A TEORIA E A PRÁTICA

Metodologia de projetos traz para o trabalho educacional uma maneira


peculiar de organização de todo o trabalho pedagógico. Essa metodologia
admite o diálogo entre a organização dos conhecimentos advindos do senso
comum e da parte científica.

No que diz respeito a educação a distância, o


projeto de curso deve contemplar de forma eficaz
a comunicação e diálogo entre todos do processo
educacional, proporcionando condições para
enfraquecer a percepção de isolamento, verificada
como um dos motivos de perda de qualidade no
processo educacional, e responsáveis pela evasão
nos cursos a distância.

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Metodologia de projetos teve como pioneiro John Dewey. Como já


estudamos antes, para Dewey a escola deveria considerar os interesses dos
educandos. O aluno deve ser motivado a aprender pela descoberta e pela
experiência. Valoriza-se o aprender fazendo!

Na metodologia de projetos (presenciais e a distância) as disciplinas são


trabalhadas como um meio para a construção do conhecimento. Nesse tipo
de trabalho procura-se subsidiar práticas pedagógicas inovadoras!

Dentro da metodologia de projetos presenciais, existem dois tipos de


projetos: O de ensino e o de aprendizagem.
Os projetos de ensino estão ligados ao trabalho do professor e os
projetos de aprendizagem estão ligados ao trabalho realizado pelos
alunos.

Na metodologia de projetos não podemos esquecer que a mediação do


professor é algo fundamental juntamente com a possibilidade de interação
entre os atores envolvidos.

Nessa proposta metodológica é necessário também priorizar a


aprendizagem e a cooperação para que haja o diferencial necessário para
o alcance do sucesso de todo o projeto. Durante esse processo os
participantes devem fazer uma reflexão sobre as consequências de suas
ações, possibilitando assim a reconstrução de conceitos.

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Além da forma presencial, essa proposta dentro do projeto em


educação a distância pode ser viabilizada através da utilização de
ambientes virtuais de aprendizagem que admitam a constituição de
comunidades virtuais.

Esses ambientes virtuais podem ser criados pelos professores e


alunos sendo um diferencial por ser um espaço para compartilhar
conhecimentos, materiais e informações que ambos possuem. Dessa
forma educadores e educandos aprendem juntos, transformando
suas práticas pedagógicas.

Na metodologia de projetos voltada a educação a distância é preciso


deixar especificado como será a forma e o material didático que será
empregado. Deverá também ficar claro como a equipe técnica irá se
responsabilizar pela elaboração das atividades: os professores responsáveis
por cada conteúdo de cada disciplina, bem como os demais profissionais
nas áreas de educação e técnica. Os recursos humanos devem ser
considerados junto com a equipe que irá elaborar as funções de
planejamento e implementação do curso a distância. Há três categorias
profissionais, que devem estar em constante qualificação e essenciais para
qualidade de todo o projeto: docentes, tutores e pessoal técnico-
administrativo. É importante ter bem estruturado a forma como será

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conduzida a aprendizagem no ambiente virtual a partir da proposta do
projeto.

A ação pedagógica e o trabalho com projetos


Tipos de projetos:

Existem vários tipos de projetos que são trabalhados dentro do


ambiente educacional e que devemos nos atentar para seus
conceitos. A ação pedagógica depende do tipo de projeto que será
utilizado:

Projetos de pesquisa: É desenvolvido a partir de uma área ou assunto


através de experimentações. Esses projetos aparecem com frequência nos
setores acadêmicos.

Projeto de ensino: Como já dissemos, são aqueles desenvolvidos pelos


professores em uma ou mais disciplinas com o objetivo de melhorar a
qualidade do processo de ensino aprendizagem.

Projeto de aprendizagem: Também chamados de projetos de trabalho,


são aqueles realizados pelos alunos dentro do processo de ensino,
abrangendo uma ou mais disciplinas, sob a orientação do professor.

Projetos de intervenção: São aqueles que buscam mudanças em busca


de resoluções de problemas, atendendo necessidades e promovendo
melhorias dentro do processo de ensino.

Projetos de desenvolvimento ou de produto: Desenvolve novas


tarefas, atividades, produtos ou serviços podendo melhorar o
desenvolvimento material didático. Ex: desenvolvimento de softwares
educacionais.

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INTERDICIPLINARIDADE E GLOBALIZAÇÃO DO CONHECIMENTO

A concepção de um trabalho voltado para a interdisciplinaridade requer um


olhar crítico na capacitação do professor para que o processo de ensino
voltado para essa tarefa seja efetivado com qualidade.

A INTERDICIPLINARIDADE é entendida como


o diálogo entre as várias disciplinas. É
caracterizada como dois ou mais
componentes curriculares na construção e
globalização do conhecimento. Nessa
concepção os alunos constroem seus
conhecimentos através dos conteúdos. As
particularidades de cada disciplina são
respeitadas. Implica a superação da
fragmentação do saber. A interação entre as
disciplinas é valorizada para que haja a
criação de novos conhecimentos.

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Atenção para o que já foi cobrado em prova:


A concepção dos Parâmetros Curriculares Nacionais tem seus fundamentos
na perspectiva interdisciplinar, inclusive o trabalho com os temas
transversais. Nesta perspectiva inclui-se também a pesquisa como
estratégia metodológica e a utilização de disciplinas como meio para a
construção de saberes desejados.

Outro assunto cobrado dentro desse tema pelas bancas de concursos é a


chamada multidisciplinaridade. Nesta concepção existem várias
disciplinas que são trabalhadas simultaneamente sem que haja relações
entre elas. Há uma justaposição de disciplinas diversas. Na
multidisciplinaridade o aluno não passa o conteúdo estudado em uma
disciplina para o restante das outras matérias. Ele não faz a relação entre
os conhecimentos adquiridos nas várias disciplinas.

Na pluridisciplinaridade existe a justaposição entre as disciplinas mais


ou menos vizinhas, fazendo com que haja troca de informações entre elas.

No livro Globalização e Interdisciplinaridade, o educador Jurjo Torres


Santomé, garante que a interdisciplinaridade produz significado ao
conteúdo escolar.

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Ela acaba com a divisão concreta das disciplinas. Uma sugestão é oferecer
à escola reuniões ou deixar os planejamentos dos professores à
disposição para que os colegas saibam que matéria cada professor dará
e em que momento.

Dessa forma, os educadores podem se organizar para agir em grupo. A


coordenação tem uma função mediadora, indicando parcerias, gerando o
diálogo.

Esse tipo de trabalho pode até ser realizado por apenas um professor. Mas,
nesse caso, a equipe estaria perdendo uma ótima chance de obter
resultados mais expressivos.

Para que haja essa globalização do conhecimento o professor deve


participar e orientar através da problematização, desafios e trocas de
saberes levando ao aluno a autonomia durante o processo de aquisição de
conhecimentos.

Muito legal a ideia de integrar as disciplinas. Você conseguiu


entender direitinho? Viu como a interdisciplinaridade pode
promover a globalização do conhecimento? Que tal darmos um
exemplo de como seria um trabalho interdisciplinar?

Exemplo de um educador promovendo um trabalho interdisciplinar:

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Como ensinar relacionando disciplinas:
• O professor deve partir de um problema de interesse geral e utilizando
as disciplinas como ferramentas para compreender detalhes.

• O professor deve agir como um consultor da turma, tirando dúvidas


relativas à sua disciplina.

• É interessante incluir no planejamento ideias e sugestões dos alunos.

• É necessário pesquisar com os estudantes.

• Fazer um planejamento é fundamental desde que leve em


consideração quais conceitos que podem ser explorados por outras
disciplinas.

• É importante divulgar o planejamento para os colegas.

• Recorrer ao coordenador faz parte do processo. Ele é peça-chave e


percebe possibilidades de trabalho.

• Lembre-se de que a interdisciplinaridade não ocorre apenas em


grandes projetos. É possível praticá-la entre dois professores ou até
mesmo sozinho.

Ideia retirada do site:


http://revistaescola.abril.com.br/ciencias/fundamentos/interdisciplinaridade-avanco-educacao-
426153.shtml

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ÉTICA E TRABALHO, DILEMAS ÉTICOS DA PROFISSÃO

Ao jugarmos um profissional por sua conduta estamos diante de um


impasse sobre as atitudes que este deveria ter tomado, ou mesmo, se o
que ele fez foi condizente com o que se esperava dele.

ÉTICA é um conjunto de princípios relacionados aos


valores e conceitos morais de um sujeito ou grupo
social.

A ética está inteiramente integrada as regras que


disciplinam, orientam ou mesmo desvirtuam o
comportamento humano.

A ética estuda de maneira geral o que é bom ou ruim, correto ou incorreto,


buscando também justificativas para as regras sugeridas pela Moral e pelo
direito, fazendo assim, uma reflexão sobre a ação humana.
É importante ficarmos atentos quanto a diferença entre ética, Moral e
direito.

Moral significa costume. São os hábitos e os comportamentos concretos


das pessoas. A moral é produto do padrão cultural vigente, podendo variar
com a história e a geografia.

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O direito estabelece regras delimitadas pelas fronteiras do Estado.

Existem algumas semelhanças entre Moral e Direito que devemos


ficar atentos:

- Ambos podem exercer a função de controle social


- Apresentam-se com uma certa imposição, ou seja, as normas devem
ser seguidas por todos
- Buscam agenciar a convivência entre os humanos (paz social).
- Dirigem pelos valores de uma sociedade. Consequentemente, não se
constituem em regras fixas, imutáveis, mas sim sujeitas a
transformações histórico- sociais.

Ética no trabalho é algo indispensável para um ambiente saudável.


Mesmo quando não há um Código de Ética formalmente estabelecido para
a sua empresa ou profissão, em geral há um conjunto de aspectos que são
avaliados "bom senso" (que também aparecem com interpretações
diversas). Em uma tentativa de delimitar o que é o "comportamento ético",
compreende-se os que concebem integridade e comprometimento,
afastando assim os que ferem os princípios inaceitáveis, sendo
considerados antiéticos seja a nível pessoal ou do grupo.

Na educação vem crescendo a discussão de sobre o comportamento


ético dos professores mas ainda não há um registro formal de um
código de ética voltado para os docentes.

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Ética do grego significa modo de ser,


perfil de uma pessoa, jeito, caráter,
comportamento.

o Código de Ética Profissional não faz parte do contexto educacional


brasileiro, ainda que sejam sugestões que merecem atenção dos
profissionais da educação.

O brasil assim como outros países, até mais prósperos, não instituíram uma
organização profissional dessa natureza. Porém, no caso brasileiro, que tem
na educação a grande chance para o seu desenvolvimento pode ser uma
boa opção para valorizar os profissionais de ensino.
É interessante basearmos em regras e normas que fazem parte da
organização de um trabalho fundamentado na ética, com princípios
que fazem bem para todo ambiente de trabalho.

Abaixo seguem algumas referências que podem ser seguidas e que


manifestam um determinado conjunto de valores necessários e que ajudam
a enfrentarmos esses dilemas éticos dentro de uma profissão.
O que fazer para trabalhar de forma ética dentro da minha
profissão?

 Seja honesto

 Faça seu trabalho e arque com as consequências sem colocar a

culpa em ninguém

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 Ouça as pessoas e seja flexível,

 Aceite e faça críticas construtivas a pessoas a quem se refere. Não

fale de ninguém para outros.

 Deixe o colega se expressar e não fale na frente de ninguém

 Não faça fofocas.

 Seja cuidadoso com antipatias. No ambiente profissional todos

devem ser respeitados

 Não aceite mérito alheio. Construa um ambiente harmonioso e

expresse seus elogios quando necessário ao trabalho dos colegas.

 Reconheça seus erros e ajude a equipe.

É indispensável estar sempre bem informado, seguindo não apenas as


mudanças nos conhecimentos específicos da sua área profissional, mas
também nos aspectos legais e normativos.

Buscar conhecimento é imprescindível para o trabalho de qualidade.


Competência técnica, aperfeiçoamento constante, respeito às pessoas,
confiança, privacidade, tolerância, flexibilidade, lealdade, inclusão,
afetividade, correção de conduta, boas maneiras, relações amistosas,
responsabilidade, comportamento eticamente apropriado e sucesso
continuado são indispensáveis para o desenvolvimento de um trabalho
ético.

Passaremos agora para o último assunto da nossa aula:


A EDUCAÇÃO NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988:

Constituição Federal de 1988: sociedade e Estado no contexto da


Educação

A Constituição de 1988 é clara em seu artigo 6o:

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“são direitos sociais: a educação, alimentação, o trabalho, a moradia, o
lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à
infância, a assistência aos desamparados”.

Educação é um direito social, previsto no texto da Constituição.

Sendo a educação dever do Estado, da família e realidade social, com o


objetivo de garantir a realização plena do ser humano, inseri-lo no contexto
do Estado Democrático e qualificá-lo para o mundo do trabalho.

O raciocínio aqui deve ser no sentido de entender que a Educação


na Constituição prevê que o Estado seja obrigado a oferecê-la e que
a família tem a obrigação de inserir o ser humano para qualificá-lo
ao mundo do trabalho.

A um só tempo, a educação representa tanto mecanismo de


desenvolvimento pessoal do indivíduo, como da própria sociedade em que
ele se insere.

A Constituição Federal de 1988 enuncia o direito à educação como um


direito social no artigo 6º; especifica a competência legislativa nos artigos
22, XXIV (no caso as diretrizes e bases da Educação Nacional), a nossa
querida LDB e 24, IX; dedica toda uma parte do título da Ordem Social para
responsabilizar o Estado e a família, tratar do acesso e da qualidade,
organizar o sistema educacional, vincular o financiamento e distribuir
encargos e competências para os entes da federação.

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Atenção aos artigos dedicados à Educação pela Constituição Federal


de 88:
Nesse sentido, a educação tem um caráter democrático e acessível
de acordo com a Constituição Federal de 1988
2. O direito à educação como um direito fundamental
Captar toda a dimensão do direito à educação depende de situá-lo
previamente no contexto dos direitos sociais, econômicos e culturais, os
chamados direitos de 2ª dimensão, no âmbito dos direitos fundamentais.

AQUI É IMPORTANTE ENTENDERMOS QUE A EDUCAÇÃO É TRATADA


NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL COMO UM DIREITO FUNDAMENTAL.

A expressão direitos fundamentais guarda sinonímia com a expressão


direitos humanos. São direitos que encontram seu fundamento de validade
na preservação da condição humana. São direitos reconhecidos pelo
ordenamento jurídico como indispensáveis para a própria manutenção da
condição humana.

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Fique ligado(a): o direito à educação por se tratar de direito
fundamental é um direito indispensável para a manutenção da
condição humana.
Dignidade já! (grifo meu).

Direito fundamental é o direito necessário ao indivíduo, ou seja: a


educação, no contexto da Constituição de 1988 é um direito
indispensável.

A despeito da "fundamentalidade", Bobbio (1992, p.5) destaca que os


direitos fundamentais ou direitos humanos são direitos históricos, ou seja,
são fruto de circunstâncias e conjunturas vividas pela humanidade e
especificamente por cada um dos diversos Estados, sociedades e culturas.
Portanto, embora se alicercem numa perspectiva jusnaturalista, os direitos
fundamentais não prescindem do reconhecimento estatal, da inserção no
direito positivo.

Vamos traduzir o parágrafo acima:


O direito à educação, por se tratar de um direito social fundamental
são frutos de necessidades humanas inerentes ao desenvolvimento
social da humanidade.
O sentido do direito à educação na ordem constitucional de 1988
está intimamente ligado ao reconhecimento da dignidade da pessoa

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humana como fundamento da República Federativa do Brasil, bem como
com os seus objetivos, especificamente: a construção de uma sociedade
livre, justa e solidária, o desenvolvimento nacional, a erradicação da
pobreza e da marginalidade, redução das desigualdades sociais e regionais
e a promoção do bem comum.

Vamos fazer uma costura com essa informação acima e o que nosso
edital pede:

Importante entender que sendo o direito à educação um


reconhecimento à dignidade humana e que esse direito foi
reconhecido a partir de anseios da própria sociedade vale dizer que
o direito à educação objetiva a formação de uma sociedade, livre,
justa e solidária que tem como meta erradicar a pobreza, a
marginalidade e reduzir as desigualdades sociais.

Reconhecer o direito à educação como direito social faz com que


automaticamente esse direito passe a ser fundamental.

A Constituição de 1988 trata a educação de forma muito clara. Do artigo


205 ao 214 há menção direta sobre as formas de educação. Como podemos
ver a seguir:

O artigo 208, por exemplo, prevê que o ensino fundamental seja obrigatório
e gratuito.

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Leia-me com atenção: a Constituição de 88, além de prever sobre a


educação, ainda dispõe de mecanismos normativos relacionados à
competência legislativa, indicativos de critérios de acesso e de
qualidade, elementos para organização do sistema educacional,
previsão para financiamento dessa educação e outros.

Isso está na LDB e a base dessa organização está na CF/88:

A organização dos sistemas de ensino está alicerçada na definição


de áreas prioritárias de atuação e na preocupação em instituir um
regime de colaboração entre os mesmos. Nessa ordem de ideias,
aos Municípios compete atuar prioritariamente no ensino
fundamental e no ensino infantil, os Estados e o Distrito Federal no
ensino fundamental e médio.

O papel da União não se limita à organização de seu sistema


de ensino, mas se vincula especialmente a uma função
redistributiva e supletiva, com o objetivo de garantir equalização
de oportunidades e padrão mínimo de qualidade. Assim, não existe
uma área de atuação prioritária para a União, pois em verdade lhe
cabe atuar, ainda que em caráter de apoio técnico e/ou financeiro,
em todos os níveis.

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A CF/88 também se preocupou com o papel da educação na promoção da
integração nacional, como com a preservação das peculiaridades regionais,
mediante previsão de conteúdos mínimos para o ensino fundamental,
visando formação básica comum e respeito a valores culturais e artísticos,
nacionais e regionais. Incluindo a especificidade da cultura indígena
tutelada, nos termos do parágrafo 2º.

Também há previsão do ensino religioso, nos termos do parágrafo


1º do artigo 210, que deve estar ligada à liberdade religiosa e não deverá
haver vinculação com qualquer espécie de credo ou religião.

Com isso, dá para entender que nossa educação está pautada nos artigos
constitucionais de 205 a 214 e que nossa sociedade está inserida nesses
direitos.
Seguem, abaixo, artigos 205 a 2014 da Constituição Federal que
tratam especificamente da Educação:
Ps: embora os artigos tratados também se repetem na LDB, achei
conveniente colocá-los aqui nessa aula, por dois motivos?
1 para que haja essa leitura agora mais perto da prova.
2 para que você consiga fazer esse paralelo entre as leis. 

Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será


promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno
desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e
sua qualificação para o trabalho.
Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:

I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;

II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a


arte e o saber;

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III - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, e coexistência de
instituições públicas e privadas de ensino;

IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;

V - valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na forma


da lei, planos de carreira, com ingresso exclusivamente por concurso
público de provas e títulos, aos das redes públicas; * Nova redação dada
pela Emenda Constitucional nº 53, de 19 de dezembro de 2006.

VI - gestão democrática do ensino público, na forma da lei;

VII - garantia de padrão de qualidade.

* VIII - piso salarial profissional nacional para os profissionais da educação


escolar pública, nos termos de lei federal.

* Inciso acrescentado pela Emenda Constitucional nº 53, de 19 de


dezembro de 2006.

* Parágrafo único. A lei disporá sobre as categorias de trabalhadores


considerados profissionais da educação básica e sobre a fixação de prazo
para a elaboração ou adequação de seus planos de carreira, no âmbito da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.”(NR)

* Parágrafo acrescentado pela Emenda Constitucional nº 53, de 19 de


dezembro de 2006.

Art. 207. As universidades gozam de autonomia didático-científica,


administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao
princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.

* § 1º - É facultado às universidades admitir professores, técnicos e


cientistas estrangeiros, na forma da lei.

* Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 11, de 30.4.1996.

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* § 2º - O disposto neste artigo aplica-se às instituições de pesquisa
científica e tecnológica.

* Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 11, de 30.4.1996.

Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a


garantia de:

I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete)


anos de idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que
a ela não tiveram acesso na idade própria; (NR)

* Nova redação dada pelo 1º da Emenda Constitucional nº 59, de 11 de


novembro de 2009

* Nota: art. 6º da Emenda Constitucional nº 59, de 11 de novembro de


2009 - "Art. 6º O disposto no inciso I do art. 208 da Constituição
Federal deverá ser implementado progressivamente, até 2016, nos termos
do Plano Nacional de Educação, com apoio técnico e financeiro da União."

* II - progressiva universalização do ensino médio gratuito;

* Nova redação dada pelo art. 2º da Emenda Constitucional nº 14, de


13.9.1996.

III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência,


preferencialmente na rede regular de ensino;

* IV - educação infantil, em creche e pré-escola, às crianças até 5 (cinco)


anos de idade;

* Nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 53, de 19 de dezembro


de 2006.

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V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação
artística, segundo a capacidade de cada um;

VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando;

* VII - atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica,


por meio de programas suplementares de material didáticoescolar,
transporte, alimentação e assistência à saúde." (NR)

* Nova redação dada pelo art. 1º da Emenda Constitucional nº 59, de 11


de novembro de 2009

§ 1º - O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo.

§ 2º - O não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público, ou sua


oferta irregular, importa responsabilidade da autoridade competente.

§ 3º - Compete ao poder público recensear os educandos no ensino


fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsáveis,
pela freqüência à escola.

Art. 209. O ensino é livre à iniciativa privada, atendidas as seguintes


condições:

I - cumprimento das normas gerais da educação nacional;

II - autorização e avaliação de qualidade pelo poder público.

Art. 210. Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de


maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores
culturais e artísticos, nacionais e regionais.

· Ver art. 43 da Lei nº 9394, de 20.12.1996, que estabelece as


diretrizes e bases da educação nacional.

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§ 1º - O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos
horários normais das escolas públicas de ensino fundamental.

§ 2º - O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa,


assegurada às comunidades indígenas também a utilização de suas línguas
maternas e processos próprios de aprendizagem.

Art. 211. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão


em regime de colaboração seus sistemas de ensino.

* § 1º - A União organizará o sistema federal de ensino e o dos Territórios,


financiará as instituições de ensino públicas federais e exercerá, em matéria
educacional, função redistributiva e supletiva, de forma a garantir
equalização de oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade
do ensino mediante assistência técnica e financeira aos Estados, ao Distrito
Federal e aos Municípios.

§ 2º - Os Municípios atuarão prioritariamente no ensino fundamental e na


educação infantil.

* Nova redação dada pelo art. 3º da Emenda Constitucional nº 14, de


13.9.1996.

* § 3º - Os Estados e o Distrito Federal atuarão prioritariamente no ensino


fundamental médio.

Art. 212. A União aplicará, anualmente, nunca menos de dezoito, e os


Estados, o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento, no
mínimo, da receita resultante de impostos, compreendida a proveniente de
transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino.

· Ver art. 69 da Lei nº 9394, de 20.12.1996, que estabelece as


diretrizes e bases da educação nacional.

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§ 1º - A parcela da arrecadação de impostos transferida pela União aos
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, ou pelos Estados aos
respectivos Municípios, não é considerada, para efeito do cálculo previsto
neste artigo, receita do governo que a transferir.

§ 2º - Para efeito do cumprimento do disposto no caput deste artigo, serão


considerados os sistemas de ensino federal, estadual e municipal e os
recursos aplicados na forma do art. 213.

* § 3º A distribuição dos recursos públicos assegurará prioridade ao


atendimento das necessidades do ensino obrigatório, no que se refere a
universalização, garantia de padrão de qualidade e equidade, nos termos
do plano nacional de educação."(NR)

* Nova redação dada pelo art. 3º da Emenda Constitucional nº 59, de 11


de novembro de 2009

§ 4º - Os programas suplementares de alimentação e assistência à saúde


previstos no art. 208, VII, serão financiados com recursos provenientes de
contribuições sociais e outros recursos orçamentários.

Nova redação dada pelo art. 4º da Emenda Constitucional nº 14, de


13.9.1996.

* § 5º A educação básica pública terá como fonte adicional de


financiamento a contribuição social do salário-educação, recolhida pelas
empresas na forma da lei.

* Nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 53, de 19 de dezembro


de 2006.

* § 6º As cotas estaduais e municipais da arrecadação da contribuição social


do salário-educação serão distribuídas proporcionalmente ao número de
alunos matriculados na educação básica nas respectivas redes públicas de
ensino.”(NR)

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* Parágrafo acrescentado pela Emenda Constitucional nº 53, de 19 de
dezembro de 2006.

Art. 213. Os recursos públicos serão destinados às escolas públicas,


podendo ser dirigidos a escolas comunitárias, confessionais ou filantrópicas,
definidas em lei, que:

I - comprovem finalidade não lucrativa e apliquem seus excedentes


financeiros em educação;

· Ver inciso I do art. 77 da Lei nº 9394, de 20.12.1996, que


estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.

II - assegurem a destinação de seu patrimônio a outra escola comunitária,


filantrópica ou confessional, ou ao poder público, no caso de encerramento
de suas atividades.

§ 1º - Os recursos de que trata este artigo poderão ser destinados a bolsas


de estudo para o ensino fundamental e médio, na forma da lei, para os que
demonstrarem insuficiência de recursos, quando houver falta de vagas e
cursos regulares da rede pública na localidade da residência do educando,
ficando o poder público obrigado a investir prioritariamente na expansão de
sua rede na localidade.

§ 2º - As atividades universitárias de pesquisa e extensão poderão receber


apoio financeiro do poder público.

· Ver § 2º do art. 77 da Lei nº 9394, de 20.12.1996, que


estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.

* "Art. 214. A lei estabelecerá o plano nacional de educação, de duração


decenal, com o objetivo de articular o sistema nacional de educação em
regime de colaboração e definir diretrizes, objetivos, metas e estratégias
de implementação para assegurar a manutenção e desenvolvimento do
ensino em seus diversos níveis, etapas e modalidades por meio de ações

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integradas dos poderes públicos das diferentes esferas federativas que
conduzam a:

* Nova redação dada pelo Art. 4º da Emenda Constitucional nº 59, de 11


de novembro de 2009

· Ver art. 79 da Lei nº 9394, de 20.12.1996, que estabelece as


diretrizes e bases da educação nacional.

I - erradicação do analfabetismo;

II - universalização do atendimento escolar;

III - melhoria da qualidade do ensino;

IV - formação para o trabalho;

V - promoção humanística, científica e tecnológica do País;

VI - estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em


educação como proporção do produto interno bruto."(NR)

* Insciso acrescentado pelo art. 5º da Emenda Constitucional nº 59, de 11


de novembro de 2009

* Nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 53, de 19 de


dezembro de 2006.

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Gente, uma dica aqui:


Os artigos da Constituição de 88 se repetem basicamente por
completo em nossa LDB. O importante aqui é entender quais as
implicações que a educação trazem para nossa sociedade. Vimos
que por ser um direito fundamental e indispensável a educação tem
um caráter agregador ou excludente. Isso será definido a partir do
quanto as normas relacionadas à educação, previstas na
Constituição Federal têm sido cumprida. Compreende?

Agora, vamos fixar o nosso conteúdo:

QUESTÕES

01 Especialista em Assistência Penitenciária – Área: Pedagogia


CESPE - O incentivo legal garantido pelo poder público ao desenvolvimento
de programas de educação a distância abstrai-se da oferta de cursos de
graduação na educação superior e de cursos técnicos na educação básica.

02 - Analista_em_Pedagogia_FEPESE_2014
Com relação a novas tecnologias aplicadas à educação e plataformas
virtuais de aprendizagem e de avaliação educacional, é correto afirmar:
1. A presença de recursos e aparatos tecnológicos na educação escolar
garante aos estudantes a aprendizagem dos conteúdos e assegura a
qualidade do ensino proposto pelos docentes.

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2. A inserção de novas tecnologias na educação deve ser acompanhada de
uma formação substancial dos docentes para que eles possam interagir com
os recursos midiáticos, utilizando-os de forma responsável e
pedagogicamente eficaz.
3. As plataformas virtuais consistem em ambientes criados pelos
estudantes, com o objetivo de registrar compromissos assumidos em sala
de aula, realizar atividades extras sobre tópicos ensinados e trocar
informações a respeito de sites, livros, notícias, aniversários etc.
4. O uso das novas tecnologias aplicadas à educação, como ferramentas de
apoio, criam novas formas de aprender e de ensinar, disseminam o
conhecimento e estabelecem novas relações entre docentes e estudantes.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
a. ( ) São corretas apenas as afirmativas 1 e 2.
b. ( ) São corretas apenas as afirmativas 2 e 4.
c. ( ) São corretas apenas as afirmativas 3 e 4.
d. ( ) São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
e. ( ) São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4

03 Analista do MPSC 2014 - De acordo com a legislação aplicada à


educação a distância, é correto afirmar:
a. ( ) A oferta de educação a distância ocorrerá nos seguintes níveis de
ensino: Educação Básica e Educação de Jovens e Adultos.
b. ( ) A avaliação do desempenho dos estudantes, para fins de conclusão
de curso na modalidade de educação a distância, compreenderá estágio
obrigatório e defesa de monografia para uma banca especializada.
c. ( ) A modalidade de educação a distância organiza-se segundo
metodologia, gestão e avaliação peculiares, para as quais deverá estar
prevista a obrigatoriedade de momentos presenciais.
d. ( ) O credenciamento de instituição para a oferta de programas e
atividades a distância ocorrerá mediante avaliação de técnicos educacionais
e será expedido pela Secretaria Municipal de Educação.

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e. ( ) Os cursos na modalidade a distância deverão aproveitar estudos
realizados em cursos e programas presenciais de estudantes que
pertençam a famílias com baixa renda.

04 - Analista Judiciário - Pedagogia – CNJ CESPE Segundo Illich e


McLuhan, o desenvolvimento de novas tecnologias da comunicação e
informação provocaria o fim da escola nos moldes tradicionais. No entanto,
tal fato não ocorreu devido à facilidade dos educadores em incorporar as
novas tecnologias ao processo de ensino e aprendizagem.

05 Área: Pedagogia CESPE DEPEN CESPE - O projeto pedagógico de


cursos e programas a serem ofertados na modalidade de educação a
distância é um dos requisitos básicos exigidos no processo de
credenciamento das instituições de ensino para essa oferta.

06 Área: Pedagogia CESPE DEPEN CESPE - Os cursos na modalidade


de educação a distância prescindem, conforme legislação, da realização de
momentos presenciais para a realização de atividades de avaliação de
desempenho de estudantes.

07 - Área: Pedagogia CESPE CESPE DEPEN - A oferta de educação


básica na modalidade de educação a distância restringe-se a casos
específicos, como o de cidadãos em situação de cárcere.

08 - Analista_em_Pedagogia_Reaplicada_FEPESE_2014
Com o avanço das mídias digitais e expansão da Internet, o acesso a um
grande número de informações torna-se cada vez mais fácil, permitindo a
interação e a colaboração entre pessoas distantes geograficamente. Sobre
a Legislação de Educação a Distância, assinale a alternativa correta. a. ( )
Os cursos e programas oferecidos pela modalidade de Educação a Distância
não deverão ser projetados necessariamente com a mesma duração
definida para os respectivos cursos na modalidade presencial, visto que na

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hora da matrícula existe a opção de cursos intensivos e semi-intensivos,
reduzindo o período de conclusão do mesmo. b. ( ) Os diplomas de cursos
ou programas superiores de graduação e similares, a distância, emitidos
por instituição estrangeira reconhecida internacionalmente, inclusive os
ofertados em convênios com instituições sediadas no Brasil, não precisam
ser submetidos para revalidação em universidade pública brasileira. c. ( )
As instituições de educação superior integrantes dos sistemas estaduais
que pretenderem oferecer cursos superiores a distância devem ser
previamente credenciadas pelo sistema federal, informando os polos de
apoio presencial que integrarão sua estrutura, com a demonstração de
suficiência da estrutura física, tecnológica e de recursos humanos. d. ( ) A
modalidade de Educação a Distância não dispõe da possibilidade de
transferência e aproveitamento de estudos realizados pelos estudantes em
cursos e programas presenciais, da mesma forma que as certificações totais
ou parciais obtidas nos cursos e programas a distância não poderão ser
aceitas em outros cursos e programas a distância. e. ( ) As instituições de
pesquisa científica e tecnológica, públicas ou privadas, de comprovada
excelência e de relevante produção em pesquisa, poderão solicitar
credenciamento institucional, para a oferta de cursos ou programas a
distância de ensino superior e de educação profissional tecnológica
exclusivamente

09 Analista do MPU - Educação - CESPE - A avaliação do desempenho


do estudante para fins de promoção, conclusão de estudos e obtenção de
diplomas ou certificados nos cursos a distância ocorre no processo
exclusivamente pelo cumprimento das atividades programadas, sendo
dispensável a realização de exames presenciais.

10 - CESPE/2010/SERPRO/ANALISTA DE DESENHO
INSTRUCIONAL

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A Lei n.° 9.394/1996 normatiza a EaD no Brasil como modalidade válida
e equivalente em todos os níveis de ensino.

11 - CESPE/2009/TCE-AC/ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO


Com relação à educação a distância (EaD), julgue os itens subsequentes.

I Na primeira geração da EaD, houve ensino por correspondência,


caracterizada pelo material impresso, iniciado no século XIX.

II A segunda geração da EaD foi marcada pela teleducação/telecursos,


embasada em programas radiofônicos e televisivos, aulas expositivas,
fitas de vídeo e material impresso. A comunicação assíncrona predominou
nesse período.

III A terceira geração da EaD tem como características: uso dos


ambientes interativos, com a eliminação do tempo fixo para o acesso à
educação; a comunicação é síncrona; e as informações são armazenadas
e acessadas em tempos diferentes sem perder a interatividade. As
inovações da world wide web possibilitaram avanços na EaD. Hoje, alguns
meios disponíveis são: teleconferência, chat, fóruns de discussão, correio
eletrônico, weblogs, espaços wiki e plataformas de ambientes virtuais que
possibilitam interação multidirecional entre alunos e tutores.

IV Nos cursos a distância existe a busca por métodos de avaliação online


que possibilitam a avaliação formativa do aluno, embasada no
acompanhamento e orientação da participação deste no desenvolvimento
de tarefas individuais ou em grupo. No contexto da EaD, esse novo
paradigma de avaliação tem relevância ainda maior por possibilitar a
percepção do comportamento do aluno e favorecer a identificação de
problemas.

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V O termo e-learning é fruto maduro de uma combinação ocorrida entre
o ensino com auxílio da tecnologia e a EaD. Ambas modalidades
convergiram para a educação online e para o treinamento embasado em
web, que, ao final, resultou no e-learning.

Estão certos apenas os itens


a) I, II e III.
b) I, II e IV.
c) I, IV e V.
d) II, III e V.
e) III, IV e V.

QUESTÕES COMENTADAS
01 Área: Pedagogia CESPE DEPEN CESPE - O incentivo legal garantido
pelo poder público ao desenvolvimento de programas de educação a
distância abstrai-se da oferta de cursos de graduação na educação superior
e de cursos técnicos na educação básica.
ERRADO. A questão ficou errada por causa da palavra “abstrai-se”.
Não desconsidera a oferta destes cursos.

02 - Analista_em_Pedagogia_FEPESE_2014
Com relação a novas tecnologias aplicadas à educação e plataformas
virtuais de aprendizagem e de avaliação educacional, é correto afirmar:
1. A presença de recursos e aparatos tecnológicos na educação escolar
garante aos estudantes a aprendizagem dos conteúdos e assegura a
qualidade do ensino proposto pelos docentes.
2. A inserção de novas tecnologias na educação deve ser acompanhada de
uma formação substancial dos docentes para que eles possam interagir com
os recursos midiáticos, utilizando-os de forma responsável e
pedagogicamente eficaz.
3. As plataformas virtuais consistem em ambientes criados pelos
estudantes, com o objetivo de registrar compromissos assumidos em sala

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de aula, realizar atividades extras sobre tópicos ensinados e trocar
informações a respeito de sites, livros, notícias, aniversários etc.
4. O uso das novas tecnologias aplicadas à educação, como ferramentas de
apoio, criam novas formas de aprender e de ensinar, disseminam o
conhecimento e estabelecem novas relações entre docentes e estudantes.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
a. ( ) São corretas apenas as afirmativas 1 e 2.
b. ( ) São corretas apenas as afirmativas 2 e 4.
c. ( ) São corretas apenas as afirmativas 3 e 4.
d. ( ) São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
e. ( ) São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4
LETRA B. Somente a presença dos recursos tecnológicos não
garantem a aprendizagem. As plataformas virtuais oferecem além
do registro dos compromissos de sala de aula, a troca de
informações, a interação entre professores e alunos e a tarefa de
tornar a aprendizagem mais significativa melhorando o rendimento
do sistema educativo.

03 Analista do MPSC 2014 - De acordo com a legislação aplicada à


educação a distância, é correto afirmar:
a. ( ) A oferta de educação a distância ocorrerá nos seguintes níveis de
ensino: Educação Básica e Educação de Jovens e Adultos.
b. ( ) A avaliação do desempenho dos estudantes, para fins de conclusão
de curso na modalidade de educação a distância, compreenderá estágio
obrigatório e defesa de monografia para uma banca especializada.
c. ( ) A modalidade de educação a distância organiza-se segundo
metodologia, gestão e avaliação peculiares, para as quais deverá estar
prevista a obrigatoriedade de momentos presenciais.
d. ( ) O credenciamento de instituição para a oferta de programas e
atividades a distância ocorrerá mediante avaliação de técnicos educacionais
e será expedido pela Secretaria Municipal de Educação.

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e. ( ) Os cursos na modalidade a distância deverão aproveitar estudos
realizados em cursos e programas presenciais de estudantes que
pertençam a famílias com baixa renda.
LETRA C. De acordo com o decreto Nº 5.622:
A educação a distância organiza-se segundo metodologia,
gestão e avaliação peculiares, para as quais deverá estar
prevista a obrigatoriedade de momentos presenciais para:
I - avaliações de estudantes;
II - estágios obrigatórios, quando previstos na legislação
pertinente;
III - defesa de trabalhos de conclusão de curso, quando
previstos na legislação pertinente;
IV - atividades relacionadas a laboratórios de ensino, quando
for o caso.

04 – Analista Judiciário - Pedagogia – CNJ CESPE Segundo Illich e


McLuhan, o desenvolvimento de novas tecnologias da comunicação e
informação provocaria o fim da escola nos moldes tradicionais. No entanto,
tal fato não ocorreu devido à facilidade dos educadores em incorporar as
novas tecnologias ao processo de ensino e aprendizagem.
ERRADO. A questão está errada por mencionar a palavra facilidade.
Existem lugares que professores e alunos não possuem acesso à
internet e a novas tecnologias.

05 Área: Pedagogia DEPEN CESPE - O projeto pedagógico de cursos e


programas a serem ofertados na modalidade de educação a distância é um
dos requisitos básicos exigidos no processo de credenciamento das
instituições de ensino para essa oferta.

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CERTO. De acordo com o Art. 12 do decreto 5622, o pedido de
credenciamento da instituição deverá ser formalizado junto ao
órgão responsável, mediante o cumprimento dos seguintes
requisitos:
VI - projeto pedagógico para os cursos e programas que serão
ofertados na modalidade a distância.

06 Área: Pedagogia DEPEN CESPE - Os cursos na modalidade de


educação a distância prescindem, conforme legislação, da realização de
momentos presenciais para a realização de atividades de avaliação de
desempenho de estudantes.

ERRADO. Como já foi mencionado, o decreto 5622 fala que a IV

educação a distância organiza-se segundo metodologia, -

gestão e avaliação peculiares, para as quais deverá estar


prevista a obrigatoriedade de momentos presenciais para:
I - avaliações de estudantes;
II - estágios obrigatórios, quando previstos na legislação
pertinente;
III - defesa de trabalhos de conclusão de curso, quando
previstos na legislação pertinente;
atividades relacionadas a laboratórios de ensino, quando for o caso

07 - Área: Pedagogia CESPE DEPEN - A oferta de educação básica na


modalidade de educação a distância restringe-se a casos específicos, como
o de cidadãos em situação de cárcere.
CERTO. O decreto Nº 5.622, está na nossa aula e o artigo 30 diz o
seguinte: As instituições credenciadas para a oferta de educação a
distância poderão solicitar autorização, junto aos órgãos
normativos dos respectivos sistemas de ensino, para oferecer os
ensinos fundamental e médio a distância, conforme § 4º do art. 32
da Lei n 9.394,de 1996, exclusivamente para:

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I - a complementação de aprendizagem; ou
II - em situações emergenciais.
Parágrafo único. A oferta de educação básica nos termos do caput
contemplará a situação de cidadãos que:
I - estejam impedidos, por motivo de saúde, de acompanhar ensino
presencial;
II - sejam portadores de necessidades especiais e requeiram
serviços especializados de atendimento;
III - se encontram no exterior, por qualquer motivo;
IV - vivam em localidades que não contem com rede regular de
atendimento escolar presencial;
V - compulsoriamente sejam transferidos para regiões de difícil
acesso, incluindo missões localizadas em regiões de fronteira; ou
VI - estejam em situação de cárcere.

08 - Analista_em_Pedagogia_Reaplicada_FEPESE_2014
Com o avanço das mídias digitais e expansão da Internet, o acesso a um
grande número de informações torna-se cada vez mais fácil, permitindo a
interação e a colaboração entre pessoas distantes geograficamente. Sobre
a Legislação de Educação a Distância, assinale a alternativa correta.
a. ( ) Os cursos e programas oferecidos pela modalidade de Educação a
Distância não deverão ser projetados necessariamente com a mesma
duração definida para os respectivos cursos na modalidade presencial, visto
que na hora da matrícula existe a opção de cursos intensivos e semi-
intensivos, reduzindo o período de conclusão do mesmo.
b. ( ) Os diplomas de cursos ou programas superiores de graduação e
similares, a distância, emitidos por instituição estrangeira reconhecida
internacionalmente, inclusive os ofertados em convênios com instituições
sediadas no Brasil, não precisam ser submetidos para revalidação em
universidade pública brasileira.
c. ( ) As instituições de educação superior integrantes dos sistemas
estaduais que pretenderem oferecer cursos superiores a distância devem

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ser previamente credenciadas pelo sistema federal, informando os polos de
apoio presencial que integrarão sua estrutura, com a demonstração de
suficiência da estrutura física, tecnológica e de recursos humanos.
d. ( ) A modalidade de Educação a Distância não dispõe da possibilidade de
transferência e aproveitamento de estudos realizados pelos estudantes em
cursos e programas presenciais, da mesma forma que as certificações totais
ou parciais obtidas nos cursos e programas a distância não poderão ser
aceitas em outros cursos e programas a distância.
e. ( ) As instituições de pesquisa científica e tecnológica, públicas ou
privadas, de comprovada excelência e de relevante produção em pesquisa,
poderão solicitar credenciamento institucional, para a oferta de cursos ou
programas a distância de ensino superior e de educação profissional
tecnológica exclusivamente
LETRA C. A instituição interessada em oferecer curso a distância
precisa pedir credenciamento específico comprovando sua
capacidade em oferecer tais cursos.

09 Analista do MPU CESPE - A avaliação do desempenho do estudante


para fins de promoção, conclusão de estudos e obtenção de diplomas ou
certificados nos cursos a distância ocorre no processo exclusivamente pelo
cumprimento das atividades programadas, sendo dispensável a realização
de exames presenciais.
ERRADO. Vimos que na educação a distância está prevista a
obrigatoriedade de momentos presenciais.

10- CESPE/SERPRO/ANALISTA DE DESENHO INSTRUCIONAL

A Lei n.° 9.394/1996 normatiza a EaD no Brasil como modalidade válida


e equivalente em todos os níveis de ensino.

CERTO. No Brasil, as bases legais para a modalidade de educação


a distância foram estabelecidas pela Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional (Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996),

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que foi regulamentada pelo Decreto n.º 5.622, publicado no
D.O.U. de 20/12/05.

11 - CESPE/TCE-AC/ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO


Com relação à educação a distância (EaD), julgue os itens subsequentes.

I Na primeira geração da EaD, houve ensino por correspondência,


caracterizada pelo material impresso, iniciado no século XIX.

II A segunda geração da EaD foi marcada pela teleducação/telecursos,


embasada em programas radiofônicos e televisivos, aulas expositivas,
fitas de vídeo e material impresso. A comunicação assíncrona predominou
nesse período.

III A terceira geração da EaD tem como características: uso dos


ambientes interativos, com a eliminação do tempo fixo para o acesso à
educação; a comunicação é síncrona; e as informações são armazenadas
e acessadas em tempos diferentes sem perder a interatividade. As
inovações da world wide web possibilitaram avanços na EaD. Hoje, alguns
meios disponíveis são: teleconferência, chat, fóruns de discussão, correio
eletrônico, weblogs, espaços wiki e plataformas de ambientes virtuais que
possibilitam interação multidirecional entre alunos e tutores.

IV Nos cursos a distância existe a busca por métodos de avaliação online


que possibilitam a avaliação formativa do aluno, embasada no
acompanhamento e orientação da participação deste no desenvolvimento
de tarefas individuais ou em grupo. No contexto da EaD, esse novo
paradigma de avaliação tem relevância ainda maior por possibilitar a
percepção do comportamento do aluno e favorecer a identificação de
problemas.

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V O termo e-learning é fruto maduro de uma combinação ocorrida entre
o ensino com auxílio da tecnologia e a EaD. Ambas modalidades
convergiram para a educação online e para o treinamento embasado em
web, que, ao final, resultou no e-learning.

Estão certos apenas os itens


a) I, II e III.
b) I, II e IV.
c) I, IV e V.
d) II, III e V.
e) III, IV e V.
RESPOSTA C
ITEM II: COMUNICAÇÃO POR TELEFONE É SÍNCRONA
ITEM III: COMUNICAÇÃO SÍNCRONA E ASSÍNCRONA

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1. E
2. B
3. C
4. E
5. C
6. E
7. C
8. C
9. E
10. C
11. C

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

LIBÂNEO, José Carlos. Didática. 2° edição - São Paulo: Cortez, (Coleção


magistério Série Formação do professor). 2013.

LIBANEO, José Carlos. Educação escolar: Políticas, estrutura e organização


- 10° edição. São Paulo: Cortez 2012 (Coleção docência em formação:
Saberes pedagógicos / coordenação Selma Garrido Pimenta)

VEIGA, Ilma P.A. e CARVALHO, M. Helena S.O. "A formação de profissionais


da educação". In: MEC. Subsídios para uma proposta de educação integral
à criança em sua dimensão pedagógica. Brasília, 1994.

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Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos& Fabiana Firmino – Aula 06
DECRETO Nº 5.622, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2005.
Vide Lei n 9.394, de 1996
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 1º Para os fins deste Decreto, caracteriza-se a educação a distância como modalidade
educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e
aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação,
com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos
diversos.
§ 1 A educação a distância organiza-se segundo metodologia, gestão e avaliação peculiares,
para as quais deverá estar prevista a obrigatoriedade de momentos presenciais para:
I - avaliações de estudantes;
II - estágios obrigatórios, quando previstos na legislação pertinente;
III - defesa de trabalhos de conclusão de curso, quando previstos na legislação pertinente;
IV - atividades relacionadas a laboratórios de ensino, quando for o caso.
Art. 2º A educação a distância poderá ser ofertada nos seguintes níveis e modalidades
educacionais:
I - educação básica, nos termos do art. 30 deste Decreto;
II - educação de jovens e adultos, nos termos do art. 37 da Lei n 9.394, de 20 de dezembro de
1996;
III - educação especial, respeitadas as especificidades legais pertinentes;
IV - educação profissional, abrangendo os seguintes cursos e programas:
a) técnicos, de nível médio; e
b) tecnológicos, de nível superior;
V - educação superior, abrangendo os seguintes cursos e programas:
a) seqüenciais;
b) de graduação;
c) de especialização;
d) de mestrado; e
e) de doutorado.
Art. 3º A criação, organização, oferta e desenvolvimento de cursos e programas a distância
deverão observar ao estabelecido na legislação e em regulamentações em vigor, para os
respectivos níveis e modalidades da educação nacional.
§ 1 Os cursos e programas a distância deverão ser projetados com a mesma duração definida
para os respectivos cursos na modalidade presencial.
§ 2 Os cursos e programas a distância poderão aceitar transferência e aproveitar estudos
realizados pelos estudantes em cursos e programas presenciais, da mesma forma que as
certificações totais ou parciais obtidas nos cursos e programas a distância poderão ser aceitas
em outros cursos e programas a distância e em cursos e programas presenciais, conforme a
legislação em vigor.
Art. 4º A avaliação do desempenho do estudante para fins de promoção, conclusão de estudos
e obtenção de diplomas ou certificados dar-se-á no processo, mediante:
I - cumprimento das atividades programadas; e
II - realização de exames presenciais.
§ 1 o Os exames citados no inciso II serão elaborados pela própria instituição de ensino
credenciada, segundo procedimentos e critérios definidos no projeto pedagógico do curso ou
programa.
§ 2o Os resultados dos exames citados no inciso II deverão prevalecer sobre os demais
resultados obtidos em quaisquer outras formas de avaliação a distância.
Art. 5 Os diplomas e certificados de cursos e programas a distância, expedidos por instituições
credenciadas e registrados na forma da lei, terão validade nacional.
Parágrafo único. A emissão e registro de diplomas de cursos e programas a distância deverão
ser realizados conforme legislação educacional pertinente.
Art. 6º Os convênios e os acordos de cooperação celebrados para fins de oferta de cursos ou
programas a distância entre instituições de ensino brasileiras, devidamente credenciadas, e
suas similares estrangeiras, deverão ser previamente submetidos à análise e homologação
pelo órgão normativo do respectivo sistema de ensino, para que os diplomas e certificados
emitidos tenham validade nacional.
Art. 7º Compete ao Ministério da Educação, mediante articulação entre seus órgãos, organizar,
em regime de colaboração, nos termos dos arts. 8º , 9º , 10 e 11 da Lei n 9.394, de 1996, a

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cooperação e integração entre os sistemas de ensino, objetivando a padronização de normas
e procedimentos para, em atendimento ao disposto no art. 80 daquela Lei:
I - credenciamento e renovação de credenciamento de instituições para oferta de educação a
distância; e
II - autorização, renovação de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento
dos cursos ou programas a distância.
Parágrafo único. Os atos do Poder Público, citados nos incisos I e II, deverão ser pautados
pelos Referenciais de Qualidade para a Educação a Distância, definidos pelo
Ministério da Educação, em colaboração com os sistemas de ensino.
Art. 8º Os sistemas de ensino, em regime de colaboração, organizarão e manterão sistemas
de informação abertos ao público com os dados de:
I - credenciamento e renovação de credenciamento institucional;
II - autorização e renovação de autorização de cursos ou programas a distância;
III - reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos ou programas a distância;
e
IV - resultados dos processos de supervisão e de avaliação.
Parágrafo único. O Ministério da Educação deverá organizar e manter sistema de informação,
aberto ao público, disponibilizando os dados nacionais referentes à educação a distância.
CAPÍTULO II
DO CREDENCIAMENTO DE INSTRUÇÕES PARA OFERTA DE CURSOS E PROGRAMAS
NA MODALIDADE A DISTÂNCIA
Art. 9º O ato de credenciamento para a oferta de cursos e programas na modalidade a
distância destina-se às instituições de ensino, públicas ou privadas.
Parágrafo único. As instituições de pesquisa científica e tecnológica, públicas ou privadas, de
comprovada excelência e de relevante produção em pesquisa, poderão solicitar
credenciamento institucional, para a oferta de cursos ou programas a distância de:
I - especialização;
II - mestrado;
III - doutorado; e
IV - educação profissional tecnológica de pós-graduação.
Art. 10. Compete ao Ministério da Educação promover os atos de credenciamento de
instituições para oferta de cursos e programas a distância para educação superior.
Art. 11. Compete às autoridades dos sistemas de ensino estadual e do Distrito Federal
promover os atos de credenciamento de instituições para oferta de cursos a distância no nível
básico e, no âmbito da respectiva unidade da Federação, nas modalidades de:
I - educação de jovens e adultos;
II - educação especial; e
III - educação profissional.
§ 1º Para atuar fora da unidade da Federação em que estiver sediada, a instituição deverá
solicitar credenciamento junto ao Ministério da Educação.
§ 2º O credenciamento institucional previsto no § 1º será realizado em regime de colaboração
e cooperação com os órgãos normativos dos sistemas de ensino envolvidos.
§ 3º Caberá ao órgão responsável pela educação a distância no Ministério da Educação, no
prazo de cento e oitenta dias, contados da publicação deste Decreto, coordenar os demais
órgãos do Ministério e dos sistemas de ensino para editar as normas complementares a este
Decreto, para a implementação do disposto nos §§ 1º e 2º
Art. 12. O pedido de credenciamento da instituição deverá ser formalizado junto ao órgão
responsável, mediante o cumprimento dos seguintes requisitos:
I - habilitação jurídica, regularidade fiscal e capacidade econômico-financeira, conforme dispõe
a legislação em vigor;
II - histórico de funcionamento da instituição de ensino, quando for o caso;
III - plano de desenvolvimento escolar, para as instituições de educação básica, que contemple
a oferta, a distância, de cursos profissionais de nível médio e para jovens e adultos;
IV - plano de desenvolvimento institucional, para as instituições de educação superior, que
contemple a oferta de cursos e programas a distância;
V - estatuto da universidade ou centro universitário, ou regimento da instituição isolada de
educação superior;
VI - projeto pedagógico para os cursos e programas que serão ofertados na modalidade a
distância;
VII - garantia de corpo técnico e administrativo qualificado;

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VIII - apresentar corpo docente com as qualificações exigidas na legislação em vigor e,
preferencialmente, com formação para o trabalho com educação a distância;
IX - apresentar, quando for o caso, os termos de convênios e de acordos de cooperação
celebrados entre instituições brasileiras e suas co-signatárias estrangeiras, para oferta de
cursos ou programas a distância;
X - descrição detalhada dos serviços de suporte e infraestrutura adequados à realização do
projeto pedagógico, relativamente a:
a) instalações físicas e infraestrutura tecnológica de suporte e atendimento remoto aos
estudantes e professores;
b) laboratórios científicos, quando for o caso;
c) polos de educação a distância, entendidos como unidades operativas, no País ou no
exterior, que poderão ser organizados em conjunto com outras instituições, para a execução
descentralizada de funções pedagógico-administrativas do curso, quando for o caso;
d) bibliotecas adequadas, inclusive com acervo eletrônico remoto e acesso por meio de redes
de comunicação e sistemas de informação, com regime de funcionamento e atendimento
adequados aos estudantes de educação a distância.
§ 1º A solicitação de credenciamento da instituição deve vir acompanhada de projeto
pedagógico de pelo menos um curso ou programa a distância.
§ 2º No caso de instituições de ensino que estejam em funcionamento regular, poderá haver
dispensa integral ou parcial dos requisitos citados no inciso I.
Art. 13. Para os fins de que trata este Decreto, os projetos pedagógicos de cursos e programas
na modalidade a distância deverão:
I - obedecer às diretrizes curriculares nacionais, estabelecidas pelo Ministério da Educação
para os respectivos níveis e modalidades educacionais;
II - prever atendimento apropriado a estudantes portadores de necessidades especiais;
III - explicitar a concepção pedagógica dos cursos e programas a distância, com apresentação
de:
a) os respectivos currículos;
b) o número de vagas proposto;
c) o sistema de avaliação do estudante, prevendo avaliações presenciais e avaliações a
distância; e
d) descrição das atividades presenciais obrigatórias, tais como estágios curriculares, defesa
presencial de trabalho de conclusão de curso e das atividades em laboratórios científicos, bem
como o sistema de controle de frequência dos estudantes nessas atividades, quando for o
caso.
Art. 14. O credenciamento de instituição para a oferta dos cursos ou programas a distância
terá prazo de validade de até cinco anos, podendo ser renovado mediante novo processo de
avaliação.
§ 1º A instituição credenciada deverá iniciar o curso autorizado no prazo de até doze meses,
a partir da data da publicação do respectivo ato, ficando vedada, nesse período, a
transferência dos cursos e da instituição para outra mantenedora.
§ 2º Caso a implementação de cursos autorizados não ocorra no prazo definido no § 1º , os
atos de credenciamento e autorização de cursos serão automaticamente tornados sem efeitos.
§ 3º As renovações de credenciamento de instituições deverão ser solicitadas no período
definido pela legislação em vigor e serão concedidas por prazo limitado, não superior a cinco
anos.
§ 4º Os resultados do sistema de avaliação mencionado no art. 16 deverão ser considerados
para os procedimentos de renovação de credenciamento.
Art. 15. O ato de credenciamento de instituições para oferta de cursos ou programas a
distância definirá a abrangência de sua atuação no território nacional, a partir da capacidade
institucional para oferta de cursos ou programas, considerando as normas dos respectivos
sistemas de ensino.
§ 1º A solicitação de ampliação da área de abrangência da instituição credenciada para oferta
de cursos superiores a distância deverá ser feita ao órgão responsável do Ministério da
Educação.
§ 2º As manifestações emitidas sobre credenciamento e renovação de credenciamento de
que trata este artigo são passíveis de recurso ao órgão normativo do respectivo sistema de
ensino.
Art. 16. O sistema de avaliação da educação superior, nos termos da Lei n 10.861, de 14 de
abril de 2004, aplica-se integralmente à educação superior a distância.

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Art.17. Identificadas deficiências, irregularidades ou descumprimento das condições
originalmente estabelecidas, mediante ações de supervisão ou de avaliação de cursos ou
instituições credenciadas para educação a distância, o órgão competente do respectivo
sistema de ensino determinará, em ato próprio, observado o contraditório e ampla defesa:
I - instalação de diligência, sindicância ou processo administrativo;
II - suspensão do reconhecimento de cursos superiores ou da renovação de autorização
de cursos da educação básica ou profissional;
III - intervenção;
IV - desativação de cursos; ou
V - descredenciamento da instituição para educação a distância.
§ 1º A instituição ou curso que obtiver desempenho insatisfatório na avaliação de que
trata a Lei n 10.861, de 2004, ficará sujeita ao disposto nos incisos I a IV, conforme o caso.
§ 2º As determinações de que trata o caput são passíveis de recurso ao órgão normativo do
respectivo sistema de ensino.
CAPÍTULO III
DA OFERTA DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS, EDUCAÇÃO ESPECIAL E
EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NA MODALIDADE A DISTÂNCIA, NA EDUCAÇÃO BÁSICA
Art. 18. Os cursos e programas de educação a distância criados somente poderão ser
implementados para oferta após autorização dos órgãos competentes dos respectivos
sistemas de ensino.
Art. 19. A matrícula em cursos a distância para educação básica de jovens e adultos poderá
ser feita independentemente de escolarização anterior, obedecida a idade mínima e mediante
avaliação do educando, que permita sua inscrição na etapa adequada, conforme normas do
respectivo sistema de ensino.
CAPÍTULO IV DA OFERTA DE CURSOS SUPERIORES, NA MODALIDADE A DISTÂNCIA
Art. 20. As instituições que detêm prerrogativa de autonomia universitária credenciadas para
oferta de educação superior a distância poderão criar, organizar e extinguir cursos ou
programas de educação superior nessa modalidade, conforme disposto no inciso I do art. 53
daLei n 9.394, de 1996.
§ 1º Os cursos ou programas criados conforme o caput somente poderão ser ofertados nos
limites da abrangência definida no ato de credenciamento da instituição.
§ 2º Os atos mencionados no caput deverão ser comunicados à Secretaria de Educação
Superior do Ministério da Educação.
§ 3º O número de vagas ou sua alteração será fixado pela instituição detentora de
prerrogativas de autonomia universitária, a qual deverá observar capacidade institucional,
tecnológica e operacional próprias para oferecer cursos ou programas a distância.
Art. 21. Instituições credenciadas que não detêm prerrogativa de autonomia universitária
deverão solicitar, junto ao órgão competente do respectivo sistema de ensino, autorização
para abertura de oferta de cursos e programas de educação superior a distância.
§ 1º Nos atos de autorização de cursos superiores a distância, será definido o número de
vagas a serem ofertadas, mediante processo de avaliação externa a ser realizada pelo
Ministério da Educação.
§ 2º Os cursos ou programas das instituições citadas no caput que venham a acompanhar a
solicitação de credenciamento para a oferta de educação a distância, nos termos do § 1º do
art. 12, também deverão ser submetidos ao processo de autorização tratado neste artigo.
Art. 22. Os processos de reconhecimento e renovação do reconhecimento dos cursos
superiores a distância deverão ser solicitados conforme legislação educacional em vigor.
Parágrafo único. Nos atos citados no caput, deverão estar explicitados:
I - o prazo de reconhecimento; e
II - o número de vagas a serem ofertadas, em caso de instituição de ensino superior não
detentora de autonomia universitária.
Art. 23. A criação e autorização de cursos de graduação a distância deverão ser submetidas,
previamente, à manifestação do:
I - Conselho Nacional de Saúde, no caso dos cursos de Medicina, Odontologia e Psicologia;
ou
II - Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, no caso dos cursos de Direito.
Parágrafo único. A manifestação dos conselhos citados nos incisos I e II, consideradas as
especificidades da modalidade de educação a distância, terá procedimento análogo ao
utilizado para os cursos ou programas presenciais nessas áreas, nos termos da legislação
vigente.

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CAPÍTULO V
DA OFERTA DE CURSOS E PROGRAMAS DE PÓS-GRADUÇÃO A DISTÂNCIA
Art. 24. A oferta de cursos de especialização a distância, por instituição devidamente
credenciada, deverá cumprir, além do disposto neste Decreto, os demais dispositivos da
legislação e normatização pertinentes à educação, em geral, quanto:
I - à titulação do corpo docente;
II - aos exames presenciais; e
III - à apresentação presencial de trabalho de conclusão de curso ou de monografia.
Parágrafo único. As instituições credenciadas que ofereçam cursos de especialização a
distância deverão informar ao Ministério da Educação os dados referentes aos seus cursos,
quando de sua criação.
Art. 25. Os cursos e programas de mestrado e doutorado a distância estarão sujeitos às
exigências de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento previstas na
legislação específica em vigor.
§ 1º Os atos de autorização, o reconhecimento e a renovação de reconhecimento citados
no caput serão concedidos por prazo determinado conforme regulamentação.
§ 2º Caberá à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES
editar as normas complementares a este Decreto, para a implementação do que dispõe o
caput, no prazo de cento e oitenta dias, contados da data de sua publicação.
CAPÍTULO VI
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 26. As instituições credenciadas para oferta de cursos e programas a distância poderão
estabelecer vínculos para fazê-lo em bases territoriais múltiplas, mediante a formação de
consórcios, parcerias, celebração de convênios, acordos, contratos ou outros instrumentos
similares, desde que observadas as seguintes condições:
I - comprovação, por meio de ato do Ministério da Educação, após avaliação de comissão de
especialistas, de que as instituições vinculadas podem realizar as atividades específicas que
lhes forem atribuídas no projeto de educação a distância;
II - comprovação de que o trabalho em parceria está devidamente previsto e explicitado no:
a) plano de desenvolvimento institucional;
b) plano de desenvolvimento escolar; ou
c) projeto pedagógico, quando for o caso, das instituições parceiras;
III - celebração do respectivo termo de compromisso, acordo ou convênio; e
IV - indicação das responsabilidades pela oferta dos cursos ou programas a distância, no que
diz respeito a:
a) implantação de pólos de educação a distância, quando for o caso;
b) seleção e capacitação dos professores e tutores;
c) matrícula, formação, acompanhamento e avaliação dos estudantes;
d) emissão e registro dos correspondentes diplomas ou certificados.
Art. 27. Os diplomas de cursos ou programas superiores de graduação e similares, a distância,
emitidos por instituição estrangeira, inclusive os ofertados em convênios com instituições
sediadas no Brasil, deverão ser submetidos para revalidação em universidade pública
brasileira, conforme a legislação vigente.
§ 1º Para os fins de revalidação de diploma de curso ou programa de graduação, a
universidade poderá exigir que o portador do diploma estrangeiro se submeta a
complementação de estudos, provas ou exames destinados a suprir ou aferir conhecimentos,
competências e habilidades na área de diplomação.
§ 2º Deverão ser respeitados os acordos internacionais de reciprocidade e equiparação de
cursos.
Art. 28. Os diplomas de especialização, mestrado e doutorado realizados na modalidade a
distância em instituições estrangeiras deverão ser submetidos para reconhecimento em
universidade que possua curso ou programa reconhecido pela CAPES, em mesmo nível ou
em nível superior e na mesma área ou equivalente, preferencialmente com a oferta
correspondente em educação a distância.
Art. 29. A padronização de normas e procedimentos para credenciamento de instituições,
autorização e reconhecimento de cursos ou programas a distância será efetivada em regime
de colaboração coordenado pelo Ministério da Educação, no prazo de cento e oitenta dias,
contados da data de publicação deste Decreto.

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Art. 30. As instituições credenciadas para a oferta de educação a distância poderão solicitar
autorização, junto aos órgãos normativos dos respectivos sistemas de ensino, para oferecer
os ensinos fundamental e médio a distância, conforme
§ 4º do art. 32 da Lei n 9.394,de 1996, exclusivamente para:
I - a complementação de aprendizagem; ou
II - em situações emergenciais.
Parágrafo único. A oferta de educação básica nos termos do caput contemplará a situação de
cidadãos que:
I - estejam impedidos, por motivo de saúde, de acompanhar ensino presencial;
II - sejam portadores de necessidades especiais e requeiram serviços especializados de
atendimento;
III - se encontram no exterior, por qualquer motivo;
IV - vivam em localidades que não contem com rede regular de atendimento escolar
presencial;
V - compulsoriamente sejam transferidos para regiões de difícil acesso, incluindo missões
localizadas em regiões de fronteira; ou
VI - estejam em situação de cárcere.
Art. 31. Os cursos a distância para a educação básica de jovens e adultos que foram
autorizados excepcionalmente com duração inferior a dois anos no ensino fundamental e um
ano e meio no ensino médio deverão inscrever seus alunos em exames de certificação, para
fins de conclusão do respectivo nível de ensino.
§ 1º Os exames citados no caput serão realizados pelo órgão executivo do respectivo sistema
de ensino ou por instituições por ele credenciadas.
§ 2º Poderão ser credenciadas para realizar os exames de que trata este artigo instituições
que tenham competência reconhecida em avaliação de aprendizagem e não estejam sob
sindicância ou respondendo a processo administrativo ou judicial, nem tenham, no mesmo
período, estudantes inscritos nos exames de certificação citados no caput.
Art. 32. Nos termos do que dispõe o art. 81 da Lei n 9.394, de 1996, é permitida a organização
de cursos ou instituições de ensino experimentais para oferta da modalidade de educação a
distância.
Parágrafo único. O credenciamento institucional e a autorização de cursos ou programas de
que trata o caput serão concedidos por prazo determinado.
Art. 33. As instituições credenciadas para a oferta de educação a distância deverão fazer
constar, em todos os seus documentos institucionais, bem como nos materiais de divulgação,
referência aos correspondentes atos de credenciamento, autorização e reconhecimento de
seus cursos e programas.
§ 1º Os documentos a que se refere o caput também deverão conter informações a respeito
das condições de avaliação, de certificação de estudos e de parceria com outras instituições.
§ 2º Comprovadas, mediante processo administrativo, deficiências ou irregularidades, o
Poder Executivo sustará a tramitação de pleitos de interesse da instituição no respectivo
sistema de ensino, podendo ainda aplicar, em ato próprio, as sanções previstas no art. 17,
bem como na legislação específica em vigor.
Art. 34. As instituições credenciadas para ministrar cursos e programas a distância,
autorizados em datas anteriores à da publicação deste Decreto, terão até trezentos e sessenta
dias corridos para se adequarem aos termos deste Decreto, a partir da data de sua publicação.
§ 1º As instituições de ensino superior credenciadas exclusivamente para a oferta de cursos
de pós-graduação lato sensu deverão solicitar ao Ministério da Educação a revisão do ato de
credenciamento, para adequação aos termos deste Decreto, estando submetidas aos
procedimentos de supervisão do órgão responsável pela educação superior daquele
Ministério.
§ 2º Ficam preservados os direitos dos estudantes de cursos ou programas a distância
matriculados antes da data de publicação deste Decreto.
Art. 35. As instituições de ensino, cujos cursos e programas superiores tenham completado,
na data de publicação deste Decreto, mais da metade do prazo concedido no ato de
autorização, deverão solicitar, em no máximo cento e oitenta dias, o respectivo
reconhecimento.
Art. 36. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 37. Ficam revogados o Decreto n 2.494, de 10 de fevereiro de 1998, e o Decreto n 2.561,
de 27 de abril de 1998. Brasília, 19 de dezembro de 2005; 184o da Independência e 117o da
República.

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LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Fernando Haddad
Este texto não substitui o publicado no DOU de 20.12.2005

http://revistaescola.abril.com.br/ciencias/fundamentos/interdisciplinarida
de-avanco-educacao-426153.shtml

http://efetividade.net/2012/04/o-que-e-etica-no-trabalho-guia-rapido-
com-10-mandamentos-essenciais.html

http://www.ebah.com.br/content/ABAAAfATMAJ/dilemas-eticos-na-
atuacao-profissional

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato20042006/2005/Decreto/D5622
.htm

http://www.abed.org.br/congresso2010/cd/252010140854.pdf

Decreto Nº. 5.622, de 19 de dezembro de 2005, regualmenta o art. 80 da


Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (LDB)

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