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Alcanos e Cicloalcanos: Os alcanos e cicloalcanos são as classes mais simples de

hidrocarbonetos. Eles são constituídos de apenas átomos de carbono e hidrogênio, sendo que
estes se ligam apenas por ligações simples, formando um composto saturado. A grande
quantidade de compostos orgânicos se deve principalmente à capacidade dos átomos de
carbono realizarem até quatro ligações com outros átomos, possibilitando uma gama enorme
de estruturas moleculares.

Nomenclatura: As regras da IUPAC para a nomenclatura de hidrocarbonetos alcanos e


cicloalcanos podem ser resumidas em três passos: 1) Localizar a cadeia principal (cadeia mais
longa) e numerá-la a partir da extremidade mais próxima de um substituinte; 2) Nomear a
cadeia principal de acordo com a quantidade de átomos de carbono presentes nela e nomear
os substituintes como grupos alquila (estes podem ter nomes usuais); 3) Enunciar os
substituintes, sendo eles precedidos pelo número do carbono ao qual estão ligados na cadeia
principal (usar hífen para separar o nome dos ligantes), respeitando a ordem alfabética e os
menores valores para ramificações, além de deixar claro se existem substituintes iguais ou
não, através de termos como “DI” e numeração repetida.

Interações Intermoleculares e Propriedades Físico-Químicas: As propriedades físicas dos


alcanos são regulares devido às forças intermoleculares a que eles estão sujeitos. Como já dito
antes os alcanos são formados por átomos de carbono e hidrogênio, esses elementos tem uma
diferença muito baixa de eletronegatividade e portanto sua ligação não gera dipolos, assim, os
alcanos são apolares, ou seja, suas moléculas se interagem através de Forças de London, que
são resultantes de dipolos induzidos e instantâneos que ocorrem devido a aproximação e ao
afastamento das moléculas entre si presentes no composto. Por serem apolares eles são
insolúveis em água, que é um composto polar, e solúveis em compostos apolares, como
lipídeos, ceras e solventes orgânicos. O Ponto de Fusão e Ebulição são diretamente
proporcionais à massa molar do alcano – quanto maior o número de carbonos na molécula,
maior será o P.F e P.E – isso ocorre pois o acréscimo de átomos de carbono nas moléculas
aumenta a área superficial de contato de uma com as outras, favorecendo o aumento do
número de Forças de London entre elas e conseqüentemente o aumento de energia
necessário para rompe-las. Isso também vale para os isômeros, ou seja, aqueles com maior
número de ramificações tem o menor P.F e P.E, pois tem menos área superficial.

Isômeros: Os alcanos podem apresentar o fenômeno de isomeria, que ocorre quando dois
compostos apresentam a mesma fórmula molecular mas diferentes estruturas. A isomeria
pode ser de vários tipos, como isomeria óptica e isomeria plana (cadeia, posição etc.)