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COMO

TRANSFORMAR
A ANSIEDADE
EM ENERGIA
POSITIVA
Learn2Be
Desenvolvimento
Pessoal Lda

Clinica de Psicologia e
Coaching Learn2Be
ÍNDICE

1. Va m o s falar de Ansiedade 3

2 . Q u an do a A nsiedade se torna um p ro b l e ma 9

3 . An s iedades Q.B. – Três aliados p ara c r i ar p az na sua v i d a 14



4 . An s iedade (d)e desempenho – Pa ssar no s exa me s e ve nce r na v i d a 18

5 . An s iedade e auto-est ima - Ond e se cr uz a m? 21



6 . Quando te consomes mais do que é preciso, O corpo é que paga! 27

7. 8 Fo r m as de Transformar a Ansi e d a d e e m E ne rg i a Po si ti va 28

8 . Con clu s ão 34

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1. Vamos falar de Ansiedade?

No meu jeito mais audaz de olhar a psicologia e as suas definições, e na temática que

vamos abordar sobre a ansiedade, gostaria de começar por citar Kierkegaard que faz um ma-

gistral paralelismo para o facto da ansiedade ser “uma vertigem da liberdade”.

​Ora, descodificando esta maravilhosa metáfora, o autor refere-se ao facto da liberdade

implicar sempre a possibilidade de mudança.

​ Esta possibilidade de mudança cria ansiedade, razão pela qual muitos de nós nos des-

responsabilizamos da nossa própria vida. Uma pessoa sem liberdade não teria grande ansieda-

de, pelo facto de não ter a escolha de antecipar, de tudo ser, salvo seja, muito seguro, progra-

mado, espectável, rotineiro.

​ No entanto, numa vida em que há liberdade, ou seja, em que existe possibilidades de

escolher, de tomar decisões, de tomar partidos, de correr o risco de haver perdas nas nossas

decisões, é uma vida em que não controlamos tudo, em que não sabemos o que antecipar (mas

tentamos imenso), é uma vida que alberga, claro está, riscos inerentes a essa liberdade. É aqui

que vive a ansiedade!

M uitas pessoas vivem ansiosas. Preocu-

p a m-se desproporcionalmente e catastrofica-

m e nte com o futuro, cometendo vários erros

de pensamento por terem alguma dificuldade

de raciocinar com base na realidade.

​ Esquecem-se que o futuro é algo “vir-

tual”, ainda não aconteceu e quando acontecer

poderá ser de uma forma que nunca foi pensa-

d a , calculada, imaginada, como tal, esse con-

trolo antecipatório é ilusório.

A Ansiedade surge pelas interpretações dos eventos futuros tomarem grandes pro-

porções, ruminarem na mente, exagerando os efeitos, enfatizando os aspectos negativos

e ignorando os positivos.

E stas pessoas têm dificuldades em tomar decisões, em solucionar problemas, em

procurar e efectuar mudanças importantes de vida.

P ercebe-se assim que a ansiedade resulta de maneiras equivocadas e recorrentes

de interpretar os pensamentos e as situações.

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Geralmente, essas formas de interpretar o mundo foram aprendidas através das ex-

periências vividas no decorrer do desenvolvimento individual, repetindo-se depois ao longo

da vida, criando-se desta forma uma distorção cognitiva.

​ As distorções cognitivas, compreendidas como erros sistemáticos na percepção e no

processamento de informações são pilares basilares da ansiedade.

​ Assim, é possível olhar a ansiedade como a preocupação viciante, a zona de confor-

to no mal estar percebido, como se apenas nos preocupando fosse possível solucionar um

problema que temos pela frente. Não é assim?

​ Quantas vezes se deparou com um problema, soube como o resolver mas ficou

numa flutuação de pensamentos constante acerca do mesmo?

​Pensamentos intrusivos na mais inapropriada situação acerca desse problema que

duraram horas, dias e até semanas.

​Isto acontece porque a ansiedade é essencialmente uma manifestação afetiva que

parte por isso da nossa experiência vivida e a tentativa de controlar os acontecimentos ba-

seado no que experienciámos anteriormente é altamente sedutor.

​ A ansiedade vem do nosso interior, é uma reacção ao exterior mas parte de dentro,

parte das emoções, parte dos afectos.

​ Não ficamos muito ansiosos pela equipa de futebol que nada nos diz ir disputar um

jogo imperdível mas sentimos horrores se se tratar das nossas cores, não perdemos muito

tempo em pensamentos relativos a tragédias longínquas (infelizmente) mas se bater à por-

ta do nosso país ou de um país vizinho, sentimos, agimos, falamos sobre o assunto, lamen-

tamos e revoltamo-nos.

Como podemos aliviar a nossa Ansiedade?

Tenho sentido na prática clínica que as pessoas ansiosas têm essencialmente de agir.

​ Pessoas propensas a estados ansiosos não podem ficar na dúvida ou hesitar, têm

realmente de agir, dar o passo, tomar decisões.

​ Tomar uma decisão, certa ou errada, alivia-nos imenso da ansiedade, a dúvida cai, os

“e se...” deixam de ruminar na mente e sentimo-nos mais confiantes.

Quando somos confiantes não temos espaço para a ansiedade. Vou dar um exemplo:

Já reparou que aquilo que domina não o deixa ansioso?

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Se é uma pessoa ansiosa pode veri-

f icar que se sente assim quando está mais

vulnerável ao descontrolo da situação ou, e

na maior parte dos casos, quando interpre-

ta as situações como não estando ao alcan-

ce do seu controlo.

A insegurança emocional é a base da

ansiedade.

Olho para as emoções de forma sé-

r ia e considero que muitas vezes existem

z onas escuras emocionais, que é o mesmo

q ue dizer que há emoções não adequadas

e que não são compreendidas, e vamos vi-

vendo com estas zonas escuras em nós.

É sobre isto que recai (e de que maneira) a importância da Psicoterapia, um modo


de podermos identificar essas zonas escuras das emoções para que possamos exprimi-las
d e forma adequada, dar nomes às coisas, trazer esqueletos ao de cima e colocá-los no
seu devido lugar, tal como o é um luto nunca elaborado, uma crença de pertença mal in-
terpretada, uma insegurança atroz implantada na infância e por aí fora.
​ Quando não resolvemos o passado, não vemos o presente e não o vivemos (que é
pior) e assim criamos, no presente e futuro, problemas emocionais, afectivos, comporta-
mentais e psicológicos.
​ Sabemos que a ansiedade tem influência no aparecimento de perturbações varia-
d as, sendo as mais comuns a depressão, perturbações de ansiedade mais específicas,
como a perturbação da ansiedade de separação e perturbação de pânico, baixa auto es-
tima, problemas do foro sexual e até no alcoolismo.

Estudos demonstram, por exemplo, que as crianças com perturbações de ansiedade

não ultrapassadas, têm um risco maior de abusar do álcool quando adolescentes, como for-

ma de reduzir ou aliviar sintomas desagradáveis de ansiedade.

​ Muitas perturbações de ansiedade surgem durante a infância e se não forem trata-

das continuarão agregadas à pessoa ao longo da sua vida. Alguns estudos afirmam que

a s perturbações de ansiedade são quadros clínicos com sintomas primários, isto é, não

derivam directamente de outras condições psiquiátricas (depressão ou psicose).

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Solução Mágica para a Ansiedade

Sinto cada vez mais que as pessoas procuram soluções mágicas para tudo.

​ De facto, a época actual em que vivemos parece caminhar para que tudo esteja feito,

um carro que anda sozinho, uma luz que se liga ao passarmos por um sensor de movimento,

um telefone que fala connosco e nos responde a perguntas, oferece moradas e faz chamadas

se o pedirmos, robots de cozinha que tratam de tudo, informação vinda de todos os cantos

e feitios.

​ Procura-se o fácil e é por isso que nos aborrecemos, igualmente, facilmente.

​ Não existe nenhuma aplicação que nos tire a ansiedade, não existe nenhuma solução

mágica para fazer desaparecer a ansiedade, e ainda bem, lembre-se que a ansiedade é um

mecanismo interno de sobrevivência, não vamos, por favor, mexer no que está bem feito.

​ O problema não está em ter ansiedade, o problema está em não a saber interpretar,

avaliar, escolher o caminho dos nossos pensamentos.

​ Uma forma, quase mágica se é que se pode chamar assim, de mudar o rumo do que nos

coloca ansiosos, é levar uma vida com mais prazer.

O prazer é um forte aliado na motivação, é por isso também muito importante na an-

siedade.

Estar motivado para atingir determinado objectivo é crucial no ultrapassar da ansieda-

de inerente ao processo.

​ Considero essencial tomar consciência de que regras e valores dão «chão» à nossa

postura diante da vida, isto é, tomarmos consciência de como agimos.

​Assim, torna-se crucial questionar e assumirmos como nossas as decisões que toma-

mos, responsabilizar-mo-nos pela nossa vida, tomar as rédeas da vida.

​ Lembra-se que foi assim que este artigo começou?

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Ansiedade e Psicoterapia

As consultas de psicoterapia no Learn2be são efectuadas ajustando sempre as

técnicas a cada caso/pessoa.

​ Embora existam padrões de comportamento humano, definições e paradigmas psico-

lógicos, técnicas e escolas de Psicologia com visões próprias, cada pessoa é vista enquanto

ser individual e único, e nas sessões iniciais trabalhamos a definição dos problemas dos pa-

cientes/clientes, elaborando apenas depois a formulação do caso específico.

Nessas sessões, o terapeuta ajudará o paciente a identificar:

​ 1) crenças disfuncionais específicas associadas à ansiedade;

2) distorções cognitivas mais comuns e a caracterização dos pensamentos au-

tomáticos;

3) reacções emocionais, fisiológicas e comportamentais consequentes aos pen-

s amentos automáticos; e que não são compreendidas, e vamos vivendo com estas

zonas escuras em nós.

4) comportamentos desenvolvidos para enfrentar as crenças disfuncionais;

5) perceber de que modo as experiências anteriores têm contribuído na manu-

tenção das crenças.

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Quando o conhecimento sobre os factores que mantêm o comportamento mais ansió-

geno está elaborado, focamo-nos em técnicas que auxiliem o paciente a lidar com os seus

sintomas.

​ Parece simples? Não é simples mas não há razão para tentar simplificar o que por na-

tureza é complexo, tem apenas de ser efectuado porque é este processo de compreensão

da origem das emoções, o dar nome às mesmas e colocá-las no seu lugar, que fará com que

as aceitemos e possamos desembaraçarmo-nos delas, pois só quando as modificamos é que

estamos a agir.

​ O papel do psicoterapeuta é por isso crucial neste processo.

​ É importante reforçar que a questão das crenças disfuncionais é de facto um pilar de

sustento à ansiedade.

​ Como exemplo dessas crenças podemos referir os complexos de inferioridade, a timi-

dez, os sentimentos de incapacidade, o conformismo, o perfeccionismo e a fobia social.

​Pensar sobre a questão das crenças que trazemos não é fácil e o psicoterapeuta é o

técnico especialista em trazer à tona essas crenças, pensar sobre elas, questioná-las e com-

preendê-las.

Posto isto, torna-se essencial identificar a melhor forma de comunicar os pensamen-

tos, mudar pensamentos inúteis para pensamentos úteis, promover um auto-diálogo positivo,

além de exemplos sobre como identificar distorções e predisposições cognitivas comuns.

​ Lembremo-nos que a ansiedade não é um bicho papão, é uma característica biológica

de sobrevivência do ser humano, que antecede um perigo real ou imaginário.

​ Reconhecer que se sofre de ansiedade e tomarmos uma atitude é estar a agir no ul-

trapassar da ansiedade, sem hesitações, sem espaços livres para a ansiedade.

Se sente que a sua vida é prejudicada por questões de ansiedade, marque a sua con-

sulta de Psicoterapia ainda hoje. Quem age, não se rende ao medo.

João Pedro Lagarelhos

Psicólogo Clínico
Life Coach do Learn2Be Algarve

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2. Quando a Ansiedade se torna um problema

A ansiedade é uma resposta adaptativa do nosso organismo que tem a função de nos

impulsionar para reagir perante determinadas situações e de nos dar sinal de que devemos ter

cuidado, desencadeando mudanças físicas e psicológicas que nos preparam para enfrentar os

perigos.

É uma resposta instintiva para nos proteger de um risco potencial. A ansiedade torna-se

patológica quando se começa a manifestar de forma muito prolongada e intensa, associando-

se a um medo desproporcionado e constante.


​​

Este tipo de ansiedade surge mesmo quando não existem riscos reais, sendo alimentada

pela sensação constante de ameaça e perigo. Estes riscos são geralmente imaginários ou resul-

tantes da sobrevalorização de determinadas situações.

​​

Esta ansiedade manifesta-se através daquilo a que se chamam as perturbações de an-

s i edade nas quais se inserem as fobias, o stress pós-traumático, a perturbação de pânico, a

perturbação obsessivo-compulsiva e a ansiedade generalizada.

A ansiedade patológica condiciona de forma grave o dia-a-dia das pessoas que dela pa-

decem, tendo um impacto profundo na sua qualidade de vida. Viver com ansiedade traduz-se

num grande sofrimento psicológico, que é sentido também a nível físico, sendo assim funda-

mental procurar tratamento.

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Quais as causas da Ansiedade?

E xistem diversas causas que podem estar na origem da ansiedade patológica. Estas

causas são de natureza cognitiva, emocional e comportamental.

Causas cognitivas: Na dimensão cognitiva, uma das causas da ansiedade são as dis-

torções cognitivas, ou seja, os erros de pensamento que alimentam uma visão distorcida da

realidade.

​​

Um exemplo destas distorções de pensamento é a tendência para acreditar que algo

vai correr mal sem que existam evidências reais que sustentem esta crença. ​Outro exemplo,

são as interpretações desproporcionais e catastróficas dos eventos futuros, sustentadas pela

sobrevalorização dos aspetos negativos e depreciação dos aspetos positivos.

Esta visão destorcida da realidade alimenta a preocupação excessiva e ruminante com

o futuro, característica fundamental da ansiedade patológica. ​

Causas Emocionais: Na vertente emocional, a causa da ansiedade patológica é a in-

s egurança. Esta insegurança emocional traduz-se em falta de con fiança na capacidade de

tomar decisões adequadas, no medo excessivo de falhar e na descrença face à capacidade

d e resiliência, ou seja, não acreditar ser capaz de superar sit uações difíceis ou resultados

frustrantes.

Assim, sempre que surgem novos desafios, situações em que é necessário tomar deci-

sões e escolher caminhos, é desencadeada uma ansiedade intensa que abre espaço a cons-

tantes hesitações e bloqueia a capacidade de passar à ação.

​​​

O medo e a insegurança em relação ao futuro, alimentam a necessidade de controlar

tudo, assentando na crença distorcida de que se não se tiver o controlo total da situação o

resultado será catastrófico.

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Causas Comportamentais: Em termos comportamentais, a ansiedade pode ser provo-
cada pela negligência face às necessidades pessoais. ​
Quando se vive em piloto automático, expondo-se sistematicamente a um ambiente
d e sgastante e insatisfatório, é provável que dispare a ansiedade, como sistema de alarme
que é, concebido fisiologicamente para nos alertar que estamos em risco.

Isto acontece quando dedicamos demasiado tempo a tarefas desgastantes, como tra-

balhar excessivamente, e negligenciamos as necessidades básicas, como ter um sono de qua-

lidade e uma alimentação cuidada, e as atividades que nos nutrem e satisfazem como estar

com a família, com os amigos e dedicar tempo aos hobbies e ao desenvolvimento pessoal.

A ansiedade surge para nos alertar que

existe uma profunda diferença entre o tipo de

vida que estamos a cultivar e aquele que real-

mente gostaríamos de viver. ​

No fundo, a ansiedade é ativada quando

a nossa “bússola interior” não encontra o Norte.

Como tratar a Ansiedade?

Para realmente tratar a ansiedade temos de considerá-la não como uma doença, mas

sim como um sistema de alarme, sendo uma das formas que o nosso corpo e a nossa mente

usam para nos dizer que algo não está bem.

Medicação: Recorrer à medicação, pode ser útil nos casos em que a ansiedade não

permite que a pessoa tenha uma vida minimamente funcional, devido à intensidade dos sin-

tomas e dos pensamentos intrusivos e ruminantes. ​

No entanto, tendo em conta que esta terapêutica apenas cuida dos sintomas, é funda-

mental que seja aliada a outras formas de tratamento direcionadas para as causas da ansie-

dade, de modo a que os resultados sejam sólidos e duradouros.

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Psicoterapia: Permite tomar consciência e compreender o ciclo da ansiedade, indo ao

e ncontro das suas raízes cognitivas, emocionais e comportamentais. Através do processo

psicoterapêutico, é possível tomar consciência dos pensamentos associados à ansiedade e

aprender a desconstrui-los.

​ Com a ajuda do psicoterapeuta, são identificados e desafiados os erros de pensamen-

to e as crenças limitadoras que alimentam a ansiedade. Aprende-se a escolher pensamentos

mais úteis e realistas e a construir um diálogo interno mais positivo.

Ao longo da psicoterapia aprenderá a co-

n hecer e a compreender o seu funcionamento

e mocional. Esta compreensão abre espaço ao

r econhecimento e superação das inseguranças

emocionais que sustentam a ansiedade.

Aprenda a gostar de mim mesmo (a)

Na Psicoterapia terá também espaço para refletir se a ansiedade que sente está a ser

despoletada pelo seu estilo de vida. Poderá perceber se o seu modo de funcionamento está a

satisfazer as suas necessidades pessoais, ou se está a viver em piloto automático, num enredo

de obrigações e sacrifícios. ​

​ Nesta fase, irá aprender a dar atenção às suas necessidades pessoais. Aprender a cui-

dar de si mesmo, e a dar prioridade à satisfação das suas necessidades básicas (sono, alimen-

tação, etc.) e pessoais (tempo com a família, com os amigos, tempo para os hobbies, para a

diversão, etc.).

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Irá restabelecer o seu equilíbrio e desligar o alarme, ou seja, diminuir a ansiedade para

os seus níveis normais.

Em terapia irá também aprender que é responsável pelo seu bem-estar e felicidade e

a importância de transformar a sua ansiedade em trabalho. Ao investir a sua energia em es-

colhas e ações para alcançar o seu bem-estar, a ansiedade desaparece, pois deixa de existir

um risco que seja necessário sinalizar. ​

Por fim, mas não menos importante, irá aprender a aceitar que não controlamos tudo

e que nem é suposto que o façamos. Não é possível controlarmos o que as outras pessoas

pensam ou fazem, nem qualquer situação que aconteça no mundo exterior. ​

Devemos apenas focar-nos naquilo que pensamos, escolhemos e fazemos e pacificar-

nos com o facto de que tudo o resto acontece como tem de acontecer.

Convido-o(a) a marcar uma consulta de Psicoterapia ou Coaching comigo para aju-

dá-lo(a) a gerir melhor a sua ansiedade e cuidar mais de si.

Ana Barrento

Psicologa Clínica e Life Coach no Learn2be Lisboa


Diretora da Revista Psicologia Digital no Learn2Be

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3. Ansiedade Q.b - Três aliados para criar paz na sua vida

Deixe-me falar-lhe na Ana. É uma mulher atarefada, com várias esferas da sua vida às

quais sente que tem de dar resposta – quer ser uma excelente profissional, fazer face às tarefas

domésticas e de cuidado da sua família e estar feliz com a sua imagem. Tudo isto é feito à custa

de muita preocupação e antecipação, para que nada a surpreenda.

A Ana gosta e sente que precisa de controlar as coisas, para estar segura e confiante de

si. Detesta imprevistos e surpresas. Muitas vezes apercebe-se de uma tensão interna, algo que

não consegue atribuir a nada específico, mas que não a deixa relaxar e viver o momento. Parece

que um stress a vai preenchendo por dentro... ​

​ Cada vez mais triste e isolada, a Ana anseia controlar a ansiedade excessiva e calar as

suas críticas internas. Queria tanto saber como sair desse estado e compreender a razão pela

qual se sente assim, mas não sente a confiança necessária para o fazer sozinha.

Reconhece-se neste relato? O que é que contribui para criar esta experiência? E quais

as ferramentas para a transformar?

O que leva à Ansiedade?

Neste tempo acelerado, muitos de nós, tal como a Ana, vivem num estado de sobre-

carga de stress e de esforço de controlar 1001 variáveis ilusoriamente sob o seu controlo (e

as outras também...). Dão consigo a pensar em algo do passado que fizeram ou acham que

deviam ter feito, ou a antecipar o seu futuro, criando uma rede externa de segurança e previ-

sibilidade que aparentemente acalma.

No entanto, são muitas vezes os seus próprios sabotadores, ao deixar de fazer algo

pelo nível de exigência e expectativas irrealistas acerca dos resultados. O pensamento fica

atordoado por uma constante ruminação acerca de variados cenários, irrealistas mas tantas

vezes imaginados que vão sendo progressivamente aceites como verdadeiros. Estes “filmes”

consomem muitos recursos e acabam por tornar ainda mais rígida uma leitura da realidade

que é distorcida pelo medo e pela ansiedade.

A vida, para estas pessoas, pode ser sentida como um campo de batalha entre duas

necessidades. Por um lado, desejam ser aceites, amadas, perfeitas, capazes, infalíveis – sobre-

-humanas!, condição para se amarem e se aceitarem a si mesmas, pelo que vivem desfasadas

de si próprias e do seu presente, adiando as situações que levam ao confronto com a sua

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própria vulnerabilidade e humanidade; por outro lado, desejam profundamente desligar este
alarme desgovernado que dispara sem razão real, e que acaba por influenciar a sua experiên-
cia interna e as relações com os outros.
Anseiam aceder a uma vivência de paz e descontracção, permitindo-se viver o mo-
mento e o prazer, usufruir da vida e não apenas projectá-la na mente. Muitas vezes não sa-
bem como o fazer, remetendo essa possibilidade para um futuro qualquer. Enquanto a sua
vida não for o seu mais importante projecto, vão mantendo a experiência interna de tensão

e ansiedade.

Então, como controlar este alarme? Como regulá-lo para se activar apenas quando e

se for necessário? E quem são os seus aliados nesta tarefa?

1.º Aliado – O seu corpo

​Em vez de tentar controlar tudo, é mais eficaz ser selectivo e aprender a gerir o que
realmente importa. Antes de mais, controle a respiração. Sabia que o seu corpo reconhece
pistas como o ritmo a que respira e a cadência a que o faz, associando a respiração calma
e lenta a uma diminuição da tensão muscular e da ansiedade? E que pode ensinar os seus
músculos a relaxar?
Muitas vezes, na consulta de Hipnose Clínica, é por aí que começamos a instalar a cal-
ma e tranquilidade necessárias para as mudanças construtivas. Na nossa vida, muita da nossa
realidade é condicionada e resulta de escolhas nossas – então será essa a primeira escolha,
respirar lenta e profundamente, preparando o corpo para uma diminuição da tensão e dei-
xando que o relaxamento físico se instale progressiva e agradavelmente.
Assim, poderá aceder a um estado tranquilo e adequado para trabalhar os seus pensa-
mentos, crenças e memórias. ​É que a resposta física de relaxamento é incompatível com um
estado de tensão. O nosso corpo e a nossa mente são um todo e juntos podem efetivamente

potenciar o nosso bem-estar global.

2.º aliado – O seu pensamento

C om este aliado, é important e ser verdadeiramente selectivo – alimente o seu espaço


mental com os pensamentos que lhe fazem bem, os que o ajudam a seguir em frente e a agir em
consciência. Os outros pensamentos são só isso mesmo, pensamentos. Ficar frustrado ou triste
com eles é como recusar-se a aceitar o vento ou a chuva. Eles fazem parte da realidade e rejei-
tá-los só os aumenta e reforça, pois limita o acesso a outras experiências de prazer e satisfação
pela atenção que lhes atribui e pelo desgaste dos seus recursos internos.

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​ Portanto, poderá focar-se em pensamentos que sejam fonte de segurança e confiança
realista, aceitando os outros e deixando-os ir. O seu foco e atenção alimentam a sua experiência
e pode escolher quais os pensamentos com que quer desenvolver a nossa vida.
​ Às vezes os pensamentos que trazem ansiedade provêm de experiências do passado. São
uma espécie de lentes, uns “óculos” que moldam os acontecimentos, tornando a percepção de-
les como meras repetições de experiências anteriores e levando à interpretação errónea de que

nada pode mudar. E como seria se esses óculos mudassem? Muita da narrativa interna se trans-

formaria e sairíamos do “Nada a fazer...” para a esperança e responsabilidade do “É possível!”.

Repare como o foco está na possibilidade

e como esse pensamento é profundamente trans-

formador em si mesmo. Ajuda-o a avançar da pa-

r alisação rumo à acção focada, com realismo e


tolerância por si mesmo. Na verdade, está a fazer

o melhor que consegue com o que sabe... e é sem-

pre possível aprender mais acerca de si próprio.

3.º Aliado – As suas emoções

Os pensamentos e memórias trazem consigo emoções que, quando são difíceis de gerir,
levam a uma maneira de ver a vida muito aquém das reais possibilidades. Quando as emoções
não são compreendidas e postas em pensamento, ficam por elaborar e manifestam-se como
sensações ou impressões vagas no corpo, associadas a prazer ou desprazer. Todo este sistema
interage e se associa para gerar a experiência total. Como mudar o que não reconhecemos?
​ É, pois, necessário dar nome ao que sentimos, para o pensamento nos ajudar a identi-
ficar a emoção e para nos darmos conta se esta é ou não saudável e ajustada à situação. No
fundo, trata-se de reconhecer para ir processando e moldando a nossa experiência, percepção
e comportamentos.
Quando aprende a reconhecer um sentimento e o seu significado, está a permitir-se criar
toda uma série de possibilidades. De repente sentir aquilo já não é intolerável, é um sentimento
que sinaliza uma experiência que podemos ou não querer repetir e que conseguimos pôr em
p alavras, comunicar e partilhar com os outros, ajudando-nos a dar-lhe sentido.
Libertarmo-nos da ansiedade a mais implica muitas vezes o poderoso exercício de aceita-
ção do passado e de curiosa imaginação face ao futuro. A aceitação da realidade tal como ela é,
naquilo que não é possível a cada um mudar, a compreensão e ressignificação das experiências

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s pessoais anteriores e a colocação de objectivos realistas para o futuro permite que cada pes-
soa se aproprie das suas escolhas e que possa agir em conformidade com elas, sentindo-se em
paz consigo. O foco no futuro que deseja ajuda também a definir os passos necessários para
trazer à realidade a sua visão.

No fundo é isso que geralmente

b u scamos – a sensação de tranquilida-

de interna que nos permite viver o mo-

mento presente, em paz connosco e com

o s que connosco partilham a vida. Tal

p e rmite-nos reconhecermo-nos no que

f a zemos, na forma como damos signifi-

cado às nossas experiências e ajuda-nos

a encontrar e utilizar os nossos recursos

naquilo que nos faz sentir bem.

Somos verdadeiramente os únicos responsáveis por trazer à nossa realidade as sensa-


ções, pensamentos e emoções que nos movem e motivam em direcção ao que desejamos.

Tanto a Psicoterapia como a Hipnose Clínica são ferramentas poderosas que poderá apli-
car na construção desta experiência, tantas vezes desejada e sonhada e que provavelmente foi
remetendo para um futuro qualquer. Agora é o tempo de se dar paz, confiança e de se tornar a
sua prioridade.
Marque a sua consulta e dê os seus passos neste caminho, rumo a uma vida de confiança,
tolerância realista e mudança construtiva.

​ Susana Gomes

Psicóloga Clínica e Hipnoterapeuta, no Learn2Be Lisboa

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4. Ansiedade (d)e desempenho - Passar nos exames e vencer na vida

Cada vez mais chegam à consulta crianças, adolescentes e até jovens adultos que nos

procuram numa situação de frustração e desânimo relativamente ao seu desempenho. Seja na

escola, faculdade, em testes e exames, seja em relação ao desporto ou outras provas, aparecem

desmotivados, profundamente ansiosos e incrédulos nas suas capacidades.

​ Reflicto acerca do que os terá levado a essa dúvida e ao desinvestimento progressivo em

aspectos tão naturais na infância, que é a curiosidade e o espanto, a imaginação prodigiosa, a

mente aberta em relação ao mundo e a si próprios. É como se vivessem num espaço limitado

na sua mente, que parece disparar respostas como “Não sou capaz!”, “Não consigo!” ou “Não

vale a pena...” aos seus sonhos e potenciais iniciativas.

Como é que a sua mente aprendeu

estas mensagens limitadoras?

O que as mantém? E, mais importante,

como as alterar para criar outras e mais

realistas possibilidades?

Acho, por vezes, que estes jovens se esqueceram de acreditar em si próprios. Ou, sim-

p l esmente, não tiveram a oportunidade de aprender a fazê-lo. ​O contexto escolar tende a

reproduzir a insanidade de uma sociedade hipercompetitiva, em que o sucesso é avaliado em

métricas estreitas e limitadoras, e o erro e a tentativa são vistos como um desperdício e um

sinal de fraqueza.

E les vão aprendendo a menorizar o valor da experiência, do pensamento reflexivo e

da imaginação, e a dar mais valor ao “sucesso”. Rapidamente se confunde o resultado com o

processo e se perde de vista o valor do trabalho de descoberta. Porém, é na descoberta e na

imaginação que se ensaiam os cenários, que se vão materializando na realidade, quando são

investidos com energia e acção.

Rapidamente também se vai perdendo a ligação emocional ao que fazem, o prazer de

conhecer e descobrir. O objectivo passa a ser a nota positiva no teste, no exame, como se essa

nota garantisse reconhecimento e valorização perante os outros.

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A nota deixa de ser o que é – uma avaliação num tópico específico e feedback em relação ao
trabalho realizado, passando a assumir a dimensão de um rótulo da sua capacidade e inteligên-
cia, do seu valor humano.

Confrontados com a possibilidade de não obter o resultado perfeito ou desejado, sur-


g e m todos os sinais de alerta – a procrastinação, o evitamento das tarefas, o desespero do
cansaço dos TPCs e dos trabalhos de grupo, o desinteresse e desligamento emocional. Alguns
sentem a necessidade de corresponder e avançar, para cumprir o esperado e respirar fundo...
pelo menos desta vez conseguiram “provar o seu valor”; outros nem tanto.

Nas crianças e adolescentes, os Pais assistem à aparente inércia, ao bloqueio, à energia


que é canalizada para dentro, para a dúvida sobre si próprios ou para a acção sem foco, e aper-
cebem-se da ansiedade crescente, muitas vezes sem pistas para interromper este ciclo. Alguns
p a is e professores, na tentativa de motivar, apresentam incessantemente os resultados, que
não atingem os objectivos, focando-se no filme a que não querem assistir e contribuindo sem
se darem conta para a sua manutenção.

Quem espelha o potencial destes miúdos? Quem é que pensará o verdadeiro suces-
so com estes jovens? O que será, para cada um, o sucesso?

Parece claro que nesta lógica imediatista, o sucesso é ter boas notas/ser bom num des-

porto/tarefa/competência, para ser reconhecido, distinguir-se, ser apreciado e aplaudido pelos

outros. Para os adultos, será seguir o plano até conseguir o trabalho, o dinheiro, a relação, enfim...

o que corresponder ao objectivo, sentindo-se seguro das suas competências. Essa característica

fica associada à pessoa e à sua identidade. Qualquer situação que possa desafiar a pensar dife-

rente, experienciar, pode pôr em causa esta noção de si e, naturalmente, a pessoa vai deixando

de arriscar, de se interessar, vai perdendo o contacto com o prazer de descobrir.

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Sucesso e Desempenho: Um caminho de dentro para fora

Ao longo do desenvolvimento, porém, o sucesso apresenta-se de diferentes formas –


ser bem sucedido é criar a sua própria identidade, estabelecer relações harmoniosas, menos
ou mais próximas com os outros, pares e adultos, descobrir o mundo e as suas regras, sentir
segurança e confiança em si próprio – conhecer-se, na verdade, para criar na sua mente o
filme que espelha o seu valor humano e o seu potencial pleno, estando aberto à hipótese de

tentar, de aprender, de falhar e de ser capaz.

Tudo isto não é claro, não é uma nota num cabeçalho nem um resultado numa pauta, é
uma emoção positiva e entusiasmo que vão crescendo por dentro até se materializarem no

exterior.

​A questão é: quando é que esta pessoa, e quem nos lê, vai começar a criar o seu filme,
na sua mente? O filme certo para si, o que o impulsiona para a confiança e realização plena?
O que poderá estar no seu caminho? E quais as ferramentas que já tem para desenhar o en-

redo à medida dos seus sonhos mais realistas e materializáveis?

Se é pai ou mãe de alguém em quem reconhece estes sinais de ansiedade de desem-


penho, o que poderá fazer e dizer para ajudar a criar o enredo da segurança e capacitação?

T anto na Psicoterapia como na consulta de Hipnose Clínica, focamo-nos nas ferra-


mentas que já existem e trabalhamos aspectos essenciais para resgatar o que é natural em
cada um – a criatividade e imaginação, que provêm também da ligação a este lado mais pul-
sional e rico, ao que nos compele à vida e ao prazer, para criar o “filme” que faz sentido.

Aí, as acções são focadas, tudo é ensaiado ao pormenor até ser fluído e as persona-
gens são trabalhadas para que a acção se traduza na certeza da competência e do empenho
necessário para o desempenho pretendido. Nesse filme, a segurança é tanta que todos sa-
bem o que fazer e para quê. Com essa confiança plena, as tarefas cá fora são a face visível da
segurança interna, que acontecerá também noutras áreas da vida.

Fica feito o convite, para que não se conforme com um filme que não é o seu. Marque
a sua consulta e juntos vamos traduzir potencial em resultados, vencendo a ansiedade para
passar nos exames e, sobretudo, nos desafios da sua vida.

Susana Gomes

Psicóloga Clínica e Hipnoterapeuta na Learn2be Lisboa

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5. Ansiedade e Auto-Estima - Onde se cruzam?

O medo que sentimos e projetamos para o futuro, antecipando que algo vai correr

mal ou é perigoso denomina-se ansiedade. A par da depressão, quase que poderíamos

d izer que a ansiedade é uma das perturbações psicológicas com maior prevalência,

t endo em conta que hoje os nossos níveis de ansiedade se encontram acima do que é

s uportável para a maioria das pessoas, provocando desconforto psicológico e, conse-

quentemente, físico.

Contudo, é necessário desmitificar a negatividade associada à ansiedade, a par

de outros sentimentos e emoções de valência menos positiva.

A Ansiedade não é negativa em si - O que é que isto significa?

É importante salientar que nenhuma emoção ou sentimento são negativos por si,

sendo todos eles, positivos e negativos, sinalizadores do que estamos a percecionar atra-

v és dos órgãos dos sentidos, contendo informação valiosa para a nossa adaptação ao

meio e para nos preparar para reagir ou não.

​ Contudo, quando o estado de vigilância associado à ansiedade se torna permanen-

t e e desadequado à situação, este pode causar muito desconforto e afetar o bem-estar

e a possibilidade de termos uma vida feliz. Acabamos por ficar num estado de alerta,

n o sentido de nos prepararmos para o evento que antecipamos e percecionamos como

ameaçador, o que nos afetará a atenção, concentração e estado de ânimo.

​ A ansiedade pode tornar-se uma prisão pelo ciclo eu a mantém pois tendencialmen-

te começamos a evitar ir aos mais variados locais, fazer o que gostamos de fazer, privar-

nos de determinadas situações, para não entrar em contacto com os sintomas desconfor-

táveis e incompreensíveis que parecem colocar a nossa vida em perigo.

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Como ultrapassar a ansiedade?

Medicação

Pode ser útil em alguns casos em que a sintomatologia não permite que a pessoa tenha

u ma vida minimamente funcional pela persistência dos sintomas desconfortáveis e pensa-

mentos automáticos.

Terapia

A ansiedade é muito mais que os sintomas físicos que se sente. Tem todo um ciclo que

t em de ser quebrado começando pela compreensão do mesmo e desconstrução, criando

novas oportunidades para interpretar os sintomas de forma realista e desconstruir os pensa-

mentos associados.

É fundamental perceber:

- O que me deixa ansiosa?

- Quando?

-Como identifico a minha ansiedade? (sintomas, comportamentos, pensamentos)

- O que sinto é proporcional à situação?

-Consigo controlar a minha ansiedade?

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Sugestões para lidar com a Ansiedade

1. Avaliar a probabilidade do evento ameaçador realmente acontecer

Muitas vezes os pensamentos não são realistas.

2. Intenção no pensamento e alteração do comportamento

Quando alteramos o comportamento reforçamos o que queremos que aconteça e cons-

truímos novos significados que não alimentam as crenças que mantêm o ciclo da ansieda-

de = novas oportunidades.

3. Controlo da respiração e relaxamento

Permite que sejam experienciadas novas sensações além da tensão e desconforto que a

ansiedade provoca.

4. Tomar consciência= mindfullness

Atenção plena, estar no momento. Exercícios como tomar banho, comer, prestando aten-

ç ão às sensações provocadas por todos os órgãos sensoriais permitindo-lhe entrar em

contacto consigo e a valorizar a magia de viver atento ao momento presente e não focado

no futuro.

5. Aceitação e ação

Aceitar as sensações internas e a inevitabilidade das emoções negativas.

Comprometer me com os meus valores, criar objetivos e agir.

“O medo não é para suprimir ou negar, mas para aprender a lidar”.

6. Exposição

Enfrentar o que tememos, ao invés de evitar ou fugir, pois dificulta a desconfirmação do

p erigo e a identificação dos recursos internos para lidar com determinada situação ou

emoção.

7. Praticar exercício físico ajuda a baixar os níveis de ansiedade

8. Dormir bem através controlo de estímulos na hora do dormir

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Baixa AutoEstima

A autoestima é baseada na relação que desenvolvemos com o nosso mundo inter-


no e externo.
​Baseia-se na perceção que temos dos recursos internos e como os utilizamos a
nosso favor.
​ Esta noção de valor pessoal é formada desde a infância, ao longo do tempo, atra-
vés da confirmação ou não das nossas atitudes, comportamentos, desejos e escolhas.
​Durante a nossa infância precisamos de amor para nos sentirmos confirmados,
esse amor funcionara como alimento.

Assim, abrimos espaço para a segu-

rança interna, autoconfiança e consequen-

temente, autonomia e independência.

Durante a adolescência essa conformação

ainda é procurada fora de si, nos amigos,

grupos de pares…

Porque me torno um adulto inseguro?

À medida que nos desenvolvemos descobrimos o nosso valor pessoal e em que é que
somos importantes para o mundo.
​ Quando este processo não ocorre como esperado, dá origem a crianças\adultos\ado-

lescentes inseguros e insatisfeitos.

Quais são os sintomas?

• Sentimento de inadequação
• Crenças auto-sabotadores – não sou capaz
• Não reconhecer ou acreditar no seu valor pessoal e potencialidades
• Pessimismo, negatividade, falta de confiança em si ou nos outros e na vida,.
• Não se sentir merecedor de respeito, amor
• Assumir culpas pro tudo o que acontece ou tentar encontrar um culpado para tudo
o que acontece
• Não criar objetivos= mantem o padrão de nada de bom me acontece
• Comportamento de Submissão ou agressividade

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• Não ter iniciativa
• Medo de não ser aprovado
• Ver-se demasiado através dos olhos dos outros
• Perfecionismo

O que posso fazer para lidar melhor com a Ansiedade?

• Tomar consciência dos pensamentos e crenças limitadoras e desafia-las, colocando-as


em causa e agindo para desconfirmá-las.
• Agradecer a si mesmo
• Dar valor às suas necessidades e desejos e não depender de ninguém para as suprir
• Não alimentar o fracasso e inercia mas olhar para tudo o que já conseguiu e orgulhar-se
• Alimentar a sua vida com experiencias aliciantes, por exemplo, envolvendo-se em novos
projetos, workshops, novas experiencias.
• Traçar objetivos e esforçar-se
• Libertar-se do peso do passado, respeitando o seu percurso e processo de desenvolvi-
mento pessoal.

Processo terapêutico:

A o longo de um processo terapêutico com o objetivo de promover uma autoestima


m a is positiva e maior segurança interna, é fundamental desenvolver o autoconhecimento,
olhando sobre si, as suas características, medos, ansiedades, necessidades, particularidades,
percebendo o que o torna único e utilizá-lo a seu favor.

Onde se cruzam ansiedade e autoestima?

O s pensamentos negativos e catastróficos podem ser desencadeados por insegurança


transmitida pelos cuidadores e/ou desenvolvida com base em traumas ou privações na infância.
A preocupação exagerada com o que ainda não aconteceu é uma clara demonstração de
insegurança e falta de confiança em si e nas suas capacidades para lidar com o que a vida nos trás.
​ Uma pessoa que esteja bem consigo e veja com capacidade para lidar com o que lhe
acontece, vai estar à partida melhor consigo própria.
Os pensamentos negativos, crenças, falta de confiança em si e no futuro, minam a au-
toestima, sendo fundamental elevar a autoestima para minimizar o comportamento ansioso.

O que eleva a autoestima?

• Sintonia entre comportamento e valores, objetivos de vida


• Reconhecer o seu potencial
• Colocar-se em primeiro lugar
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“Por mais que me aconteçam coi-

sas na vida, existam obstáculos, eu tenho

r e cursos para lidar com as situações e

consequentemente vejo a vida de forma

mais positiva”

A autoestima é protetora da ansiedade e

uma peça fundamental ao seu combate.

Devo procurar ajuda?

​ Todos nos sentimos menos confiança em determinados momentos.


​ Contudo, é importante ter atenção quando:
1. Afeta a capacidade para nos relacionarmos
2. Afeta a capacidade de tomar decisões
3. Afeta a capacidade para resolvermos problemas
4. Não estamos em sintonia com os nossos valores, originando mau estar psíquico.
Pode provocar depressão, somatização (dores, problemas de pele, como manifestação
do que não estamos a dizer ou aceitar), maior tendência para ter comportamentos de risco
ou cuidar menos de si própria.

​ Não deixe que o seu olhar negativo sobre a vida se torne a sua realidade permanen-
te. Todos passamos por momentos bons e menos bons, contudo, a forma como lidamos
com eles irá moldar a nossa realidade. Está nas suas mãos viver a realidade que deseja,
l i bertando-se do fardo do passado, vivendo um presente mais satisfatório e confiando
num futuro feliz.
Seja responsável pela sua vida. Faça sempre por querer ser tudo aquilo que pode
ser. Não se limite. Marque a sua consulta. Não deixe para amanha o que pode resolver
hoje. A vida não espera por si. Sabemos como o ajudar a ultrapassar estes desafios. Está
nas suas mãos fazer diferente.

Catarina Martins

Psicoterapeuta e Life Coach no Learn2be

Lisboa e no Learn2be Almada

Coordenadora clínica do Learn2be


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6. Quando te consomes mais do que é preciso, o corpo é que paga!

A nsiedade, estado de inquietude interna com uma tradução sintomatológica vasta e


indubitavelmente subjetiva.
O leque pode variar entre uma sensação permanente de desconforto interno, irritabi-
l i dade, onicofagia até às manifestações somáticas de arritmias, sudação, insónias, alergias,
problemas capilares que nos dão o alerta da somatização e consequente canalização de um
sintoma psicológico para o corpo.
Na origem da ansiedade encontramos na maioria das vezes o MEDO, emoção primária,
essencial à sobrevivência, responsável por comportamentos de auto preservação.
Este é o sentido inicial do medo, mas rapidamente ele se transforma em medo de falhar
(como pai/mãe, profissional, estudante, filho/filha, amigo/amiga, e.t.c), medo de ser rejeitado,
medo de ser abandonado, medo de não ser aceite, medo de ficar só.

Com maior ou menor intensidade, todos


nós já experienciamos a ansiedade
Q uando no futuro nos projetamos e no presen-
t e sofremos pela antecipação dos resultados da
nossa projeção, podemos desenvolver emoções e
comportamentos de cariz negativo, disfuncionais e
limitadoras com impacto na multiplicidade de con-
textos nos quais nos movimentamos diariamente.

N a ansia de nos libertarmos da tal inquietude podemos enveredar por mecanismos de


compensação, e são frequentes relatos de um aumento de consumo de alimentos, álcool, drogas,
compras, jogo em períodos de maior ansiedade.
O processo psicoterapêutico, em situações de ansiedade crónica e limitadora, auxilia no
sentido de dar nome à emoção que lhe serve de suporte, desconstruir crenças, desenvolver com-
petências e ferramentas com vista a uma maior consciencialização de sentires, cognições e ações
desadequadas e promotoras de sofrimento interno.
Neste processo individual de construção, o terapeuta serve de mediador entre o Eu e o
M u ndo, facilitando a reconquista de recursos emocionais já existentes e na criação de novas
abordagens às situações geradoras de ansiedade.
Convido-o (a) a gerir melhor a sua ansiedade e a marcar uma consulta de Coaching ou
Psicoterapia comigo com o objetivo de ganhar mais qualidade de vida.

Sandra Fonseca

Psicoterapeuta e Life Coach, no Learn2Be Lisboa

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7. 8 Formas de transformar a ansiedade em energia positiva

Primeiro de tudo, é importante salientar, que a ansiedade não é uma doença. A ansie-
dade é uma resposta biológica do nosso organismo, a um perigo real ou imaginário. No en-
tanto, quando esta é excessiva e não controlada, todo o seu corpo físico e emocional sofre:
Pode ficar sem energia, pode ficar paralisado, a sua produtividade baixa, a sua saúde deterio-
ra-se e a sua criatividade fica bloqueada.

Reconhecer que você sofre de ansiedade,

é o primeiro passo para o ajudar a controlar o

mal estar, para que esta ansiedade não tenha

um impacto tão grande na sua vida.

Deixo-lhe de seguida, 8 sugestões, que acredito que vão ajudá-lo bastante, em lidar com a ansiedade:

1- Concentre-se na sua respiração.

Quando estamos ansiosos, os nossos padrões respiratórios mudam. É frequente as pes-


soas que sentem muita ansiedade, relatarem que sentem falta de ar. O curioso, é que esta sensa-

ção não é provocada por falta de ar nos pulmões, mas sim, por ar a mais.

O seu corpo está a sentir-se em perigo e então vai fazer um esforço para ter muito ar

disponível, de forma a que você possa fugir, ou lutar, face a essa situação de perigo (Real ou

imaginária).

O padrão normal da nossa respiração é lenta, na qual é usada a parte inferior dos nossos

pulmões. Em tempos de stress, nós começamos a respirar, usando as partes mais superiores dos

nossos pulmões. Respiramos mais rapidamente e superficialmente. Em situações limites, pode

ser mesmo difícil recuperar o fôlego.

Quando você sentir-se tenso, ou observar uma mudança de padrão na sua respiração,

concentre-se no seu corpo e tente acalmar a respiração.

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Comece por tomar uma respiração longa e lenta. Inspire pelo nariz e concentre-se em
encher totalmente os seus pulmões, encha primeiro a parte inferior dos seus pulmões, usando
o diafragma e concentrando-se na dilatação da zona do seu estômago, e continue a encher
os seus pulmões de ar, até sentir as partes mais superiores dos seus pulmões cheios, ou seja,
até sentir o seu peito dilatado.

Segure a respiração por um momento e depois expire lentamente pela boca. Enquanto
você expira, o foco deve estar em relaxar os seus músculos, onde você carrega a sua tensão.

Praticando várias vezes, este tipo de exercícios de relaxamento, você irá tornar-se mais
consciente das suas tensões musculares e de outras sensações físicas causadas pela ansie-
dade. Desta forma, fica a conhecer melhor o seu corpo, e fica mais atento para dar conta de
quando o seu corpo começa a exibir manifestações de ansiedade. Assim, poderá trabalhar a
sua ansiedade antes que esta escale, evitando assim a ansiedade crescente em espiral e fora
do controlo.

2- Pare a sua mente.

Costumo dizer que a mente, mente constantemente.

Por muito que a nossa mente nos queira ajudar, muitas vezes, principalmente quando
estamos ansiosos e deprimidos, os processos que nela se desenvolvem, só atrapalham. Muitas
v ezes até, são as próprias espirais de pensamento, que acabam por ser factores desenca-
deantes, de mais stress e ansiedade.

Isto não acontece para nos atrapalhar, mais uma vez, é apenas uma resposta do nosso
corpo a um perigo real ou imaginário, mas a verdade, é que a maior parte das vezes, quando
estamos ansiosos, os nossos pensamentos não nos ajudam em nada.

Então é fundamental você parar esses processos. Quase como fazer um “restart” ao
seu computador mental, para parar esses processos de “loop”, de forma a poder voltar a pen-
sar normalmente.

Então como se faz isso? Engane a sua mente. Force para se desconcentrar dos seus
pensamentos para parar esses processos. Foque-se em sensações físicas, tais como: fechar
um punho e apertar com força essa mão, para depois, de forma controlada, ir relaxando os
músculos dessa mão, e sentir o bem estar do relaxamento; encolha os dedos dos seus pés,
dentro dos seus sapatos, ou mesmo descalço num tapete ou numa alcatifa, para sentir uma
sensação boa de relaxamento; ao respirar, usando o exercício acima, imagine o ar que inspira
de cor azul, e o ar que expira de cor vermelha etc…

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O importante é você não acreditar nos pensamentos que está a ter nesse momento de
ansiedade e conseguir parar essa espiral de pensamentos ansiogénicos.

3- Faça as perguntas certas

É importante você colocar as situações em perspectiva, especialmente as situações


que lhe provoquem ansiedade. A melhor forma de fazer isso, é perguntar a si mesmo, as per-
guntas certas. Fazer perguntas sobre a situação que está a vivenciar, clarifica a situação, e vai
ajudá-lo a concentrar-se, no que você precisa entender, para criar um bom plano de ação.

Aprender a questionar-se de forma eficaz, é uma forma de arte. Pergunte a si mesmo


perguntas abertas, tais como “O que?” Ou “Como?” Para se certificar de que você obtenha as
respostas que precisa. Para ficar em contacto, não com o que você acha, mas sim com o que
você quer.

Continue a questionar-se até que a situação fique bem clara para si e o desafio fique
colocado na devida perspectiva.

Pergunte-se também: «Qual é a pior coisa que pode acontecer?» Esta pergunta irá
ajudá-lo a perceber, que o problema ou a situação, provavelmente, não é tão trágico, quanto
parece.

Quando você se sentir consciente da situação e dos passos que terá que fazer para a
resolver, irá sentir-se também mais competente e com mais controlo sobre a situação, o que
irá aliviar muita ansiedade e tornar a situação mais leve, para que você possa começar a agir,
no sentido de a resolver.

4- Pare de resistir e comece a aceitar

Quando estamos a resolver um luto na nossa vida, temos sempre que passar por 5 fa-
ses: Negação, Raiva, Tristeza, Negociação e, finalmente, a Aceitação.

Quando lidamos com problemas que nos causam ansiedade, muitas vezes passamos
também por estas 5 fases, e outras tantas, ficamos encalhados numa delas.

É comum, quando a pessoa lida com um problema ansiogénico, ter a tendência para
negar o problema, focando-se noutras coisas, ou ficar revoltado ou triste com a situação. E
p or muito que seja importante sentirmos, na emoção, os nossos problemas, enquanto não
chegarmos à fase da aceitação, à fase do “eu tenho um problema com isto”, não começamos
realmente a resolver esse problema.

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Sabia que a palavra “responsabilidade”, significa “capacidade de resposta”? Pois é! En-
quanto você não se responsabilizar pelo problema que o aflige, não irá pôr em marcha, a sua
capacidade de resposta à situação.

E ainda bem que temos responsabilidades! Termos responsabilidades, significa tam-


bém, que somos livres de responder. Se você estivesse preso, iria ter muito pouca capacidade
de resposta.

Os problemas acontecem, e é a nossa resposta a esses “problemas” que vão determi-


nar o nosso nível de ansiedade. Percebendo que a vida não é perfeita e estar consciente que
os “problemas” acontecem, irá ajudá-lo a aceitar e a lidar com os novos problemas.

Ao aceitar as situações desafiadoras, como normais e comuns na sua vida e como


apenas mais uma prova que você tem de superar e como uma oportunidade para aprender
coisas novas e ganhar novos recursos, você estará melhor equipado para lidar com qualquer
problema que toque à sua porta.

5- Pense em todas as possíveis opções

Um dos maiores problemas em tempos de ansiedade e stress, é a sensação que as coi-


sas estão fora do nosso controlo. Uma das melhores formas de começar sentir-se com algum
controle sobre a situação novamente, é pensar em várias soluções possíveis.

Basta fazer o esforço, para a transição dos seus pensamentos auto-destrutivos e viti-
mizantes, tais como, “Porquê eu?” ou “Porquê a mim?”, para pensamentos focados nas so-
luções, para ter de volta um sentimento de controle necessário, para conseguir lidar melhor
com a situação.

Na verdade, nada se controla nesta vida e quanto mais cedo conseguirmos lidar paci-
ficamente com essa realidade, mais felizes iremos ser. Mas quando estamos ansiosos, ajuda
bastante, conseguirmos criar a sensação que conseguimos controlar minimamente as situa-
ções. E isso faz-se, policiando e alterando a nossa forma de pensar sobre a situação.

6- Agir

Depois de controlarmos os nossos sintomas físicos, limparmos a nossa mente, iden-

tificarmos a situação, admitirmos a responsabilidade e criarmos um plano, a melhor coisa a

fazer, para lidar com a ansiedade, é agir. Fazer algo para uma possível solução, faz com que

tudo mude.

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Se você não tomar medidas para resolver

o problema, irá ser muito difícil sair do espaço

negativo da ansiedade.

Uma vez que você já pensou em todas as possíveis soluções e opções para lidar com
o problema, está na hora de agir. Com base em todas as suas ideias e outras informações,
escolha uma solução e comece a fazer as tarefas necessárias para alcançar esse objectivo.

7- Fique em paz com as suas decisões

A parte mais difícil sobre a tomada da ação é o medo do fracasso. Confie que você fez

a melhor decisão no momento com base em todas as informações que você teve.

É fácil olhar para trás e ver as coisas de forma diferente, mas olhando para trás não vai

ajudar. Até porque, lá atrás, com os recursos e os dados que você tinha, provavelmente teria

decidido da mesma forma. Uma vez que você tome uma decisão, esteja confortável com ela,

não importa o resultado.

Olhando para trás, você arrepende-se mais das coisas que fez, ou das coisas que dei-
xou por fazer?

Não tenha medo de falhar. Quanto mais você se arriscar a falhar na sua vida, mais você

vai aprender e mais sucesso você irá ter

8- Tenha confiança, que as coisas vão acontecer, como devem acontecer

Você tem feito o seu trabalho de se questionar, pensar em soluções e agir no sentido

de resolver as situações. Quando você trabalha os seus desafios desta forma, com as melho-

res intenções possíveis, o melhor resultado será realizado.

Mesmo que não seja o resultado que você esperava, é o resultado que era para ser. In-

dependentemente do resultado, há sempre uma lição a aprender. Aprenda essa lição, use-a,

e continue em frente na sua viagem.

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Não há necessidade de sucumbir aos efeitos da ansiedade, do stresse e da preocu-

pação. Uma vez que você reconhecer isso dentro do seu peito, poderá começar a fazer

coisas, no sentido de lidar com, e resolver, esses problemas. O objetivo é fazer alguma

coisa de forma a não ficar paralisado com a ansiedade. E lembre-se, uma otima forma de

começar, é com a respiração.

Tudo de bom para si, força e coragem,

Miguel Gonçalves

Diretor Clínico no Learn2be

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8. Conclusão

A ansiedade não é uma doença, mas sim uma sinalização do nosso corpo de que temos
de fazer algo, tomar alguma decisão, ganhar novos recursos, ou mudar algo em nós, como os
nossos hábitos por exemplo.

O problema é quando a pessoa se entrega ao sintoma e não faz o trabalho que se tem
de fazer para ultrapassar essa situação.

A roda já está inventada, as questões de ansiedade não são um mistério, há ações mui-
to práticas que se podem ter para resolver estas questões, e o primeiro passo é procurar um
serviço onde, acompanhada, a pessoa aprende a usar as suas ansiedades a seu favor.

A Psicoterapia o Coaching são instrumentos fantásticos para garantir o desbloqueio


das questões ansiosas, promovendo o Desenvolvimento Pessoal da pessoa.

Aqui no Learn2Be, somos especialistas também nesta temática, mas o primeiro passo
é sempre da pessoa.

As pessoas têm sempre muita resistência em marcar consulta, é normal. É preciso co-
ragem para iniciar estes processos de auto-conhecimento e de Desenvolvimento Pessoal. Mas
os resultados são sempre fantásticos.

Coragem para este seu primeiro passo. Estamos cá para o(a) ajudar na sua caminhada.

Seja a personagem principal da sua vida e a melhor versão de si próprio(a)! A vida não
espera por ninguém!

Ma r q ue a sua c onsulta

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