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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS

FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO

PROJETOS DE PAISAGISMO EM ÁREAS CENTRAIS CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO


Disciplina: PROJETO DE PAISAGISMO II — CH: 60h. - 2016.1
Praça da Liberdade – Belo Horizonte/MG Professora: Flávia de Sousa Araujo e Tais Bentes Normandes
Elissa Tauanny Gomes Caetano
Jackson Correia da Silva
JARDIM DA PRAÇA DA LIBERDADE
A GUSTAVO CAPANEMA
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

“Verdes bolindo
Sonata cariciosa da água
Fugindo entre as rosas geométricas.
[...]
Jardim tão pouco brasileiro... Mas
tão lindo. [...]
Bonito demais. Sem humanidade
Literário demais.
Jardim da Praça da Liberdade,
Versailles entre bondes. [...]”
HISTÓRIA
Século XIX
 Fim da escravidão;
 Nova ordem política – República;
 Busca por novo repertório de símbolos que
não lembrem o passado colonial.

1888 – Modernização
Vincular o modelo republicano a ideia de
progresso.
“Deve-se construir um novo espaço,
higiênico e grandioso, o que significa não
colonial, limpo, varrido pela luz, visível para o
controle, em suma, moderno.” (CALDEIRA, M. J.
1998. p.86)
PLANO DE URBANIZAÇÃO
ESPAÇOS PÚBLICOS

Gazeta de Notícias (1895):


“Muitas praças de
tamanhos e formas diversas,
cortarão as ruas e avenidas,
dando largueza para o efeito
arquitetônico dos edifícios
públicos, verdadeiros palácios
esplendidamente situados. Assim
o palácio Presidencial será
erguido no centro da Praça da
Liberdade, para onde
convergem as avenidas [...].”
A NOVA CAPITAL do Estado de Minas Gerais, em Belo
Horizonte. (extraído da Gazeta de Notícias, de 30 de
janeiro de 1895), Revista Geral dos Trabalhos-I, Comissão
Construtora da Nova Capital, 1985:99-100.(mimeo). In:
CALDEIRA, M. J. 1998. grifo nosso.
FUNÇÃO
PRAÇA CÍVICA

“Numa elevação, em posição de destaque, instala-se o centro do poder executivo:


a Praça da Liberdade, com suas secretarias de Estado e sobressaindo imponente, o
Palácio da Liberdade. Aos funcionários públicos é destinada uma área próxima a praça,
que vai incorporar a função de seus moradores ao nome do bairro: Funcionários.” .”
(CALDEIRA, M. J. 1998. p.85)

“O conjunto da
Liberdade é representado aqui
como a ‘acrópole’ da cidade
mineira.”
(CALDEIRA, M. J. 1998. p.86)
INAUGURAÇÃO, 1905
APROPRIAÇÃO

“Consolidar um território originado pelo traçado urbanista não é uma tarefa


previsível. Entre a utopia do “lugar-cenário”, esboçada na Praça da liberdade, pelo
desejo do criador, e a possibilidade de legitimar o lugar, existe um tempo necessário
para criar-se um vínculo.” (CALDEIRA, M. J. 1998. p.80)
REFORMA DE 1920
1920 – “A PRAÇA DA CIDADE”

“Rompendo definitivamente com a imagem de cidade inacabada, iniciava-se


a fase de melhorias e remodelação do plano original e a sua consolidação, enquanto
centro administrativo, comercial e cultural.” (CALDEIRA, M. J. 1998. p.95)

“Uma reforma realizada em 1920 [...] , substituiu o seu traçado original pelo
estilo Versailles, de inspiração francesa, introduzindo o geometrismo no desenho dos
jardins. Este projeto do arquiteto paisagista Reinaldo Dieberger manteve o coreto e
a alameda central com suas palmeiras abolindo, porém, os arremedos da natureza
nos canteiros da praça, estilo que permaneceu nos jardins dos fundos do Palácio da
Liberdade.” (IEPHA)
PRAÇA DA LIBERDADE
APÓS A REFORMA DE 1969 (1991)
1969

“Em 1969, no governo de Israel Pinheiro (1966-71), novas reformas foram


executadas em conjunto com a prefeitura na gestão de Luiz de Souza Lima. As obras,
de acordo com o projeto do arquiteto carioca Dilson Gestal Pereira, tiveram como
eixo central a reestruturação do sistema viário, com a supressão do tráfego de
veículos na alameda central e a implantação de mão dupla com o alargamento das
pistas laterais. Este alargamento eliminou os renques de Fícus que circundavam o
perímetro da praça. Também o traçado dos jardins foi alterado com a introdução de
fontes, espelhos d’água, cascata e vegetação intensa.” (IEPHA)
“A PRAÇA DAS FEIRAS”
“A PRAÇA DAS FEIRAS”
“Em novembro de 1969, aliada ás
transformações ocorridas no desenho paisagístico,
surge uma novidade que iria propor um
redirecionamento na utilização do espaço da
praça, mudando a sua vocação de espaço cívico: a
Feira de arte e Artesanato; propondo a retomada
de uma antiga função do espaço-praça: a praça de
mercado.” (CALDEIRA, M. J. 1998. p.115, grifo
nosso)
“Um dia tiveram a idéia e levar arte ao povo,
como já acontecia em vários países da Europa. Da
idéia à concretização do fato foi rápido. Jornalistas,
críticos de arte, diretores de galerias reuniram-se com
artistas plásticos, artesãos e, logo surgiu o movimento
apoiado pelo Departamento de Turismo.”
(Descobrindo a Cidade. ESTADO de MINAS, 09/02/1992. In: CALDEIRA, M. J. 1998. p.115, grifo nosso)
Foto: 1969. Fonte: Estado de Minas.
TOMBAMENTO
“Numa demonstração de reconhecimento da importância simbólica desde território, o IEPHA/
MG realiza o tombamento do conjunto arquitetônico e paisagístico da Praça da liberdade em 2 de julho
de 1977, pelo decreto n.º 18.531.” (CALDEIRA, M. J. 1998. p.116)
“Na análise de LANA (1990), apesar de estar tombada pelo IEPHA, a Metrobel [Rede de
transporte coletivo] realizou uma série de modificações sem a aprovação do instituto, operando “mais
uma grosseira intervenção na já desfigurada praça da liberdade:
implantou bancos de pedra,
cercou os canteiros com paralelepipedos,
alterou os jardins cercando-os com arame,
asfaltou a alameda central,
introduziu o estacionamento rotativo “ faixa azul”, alterando, mais uma vez, o seu perímetro.”
(CALDEIRA, M. J. 1998. p.116)
RESTAURAÇÃO
PROGRAMA DE ATIVIDADES (2014)
MARCOS VISUAIS WAGNER BOTTARO
PROTESTO CONTRA O GOVERNO DILMA ROUSSEFF (PT), NA PRAÇA DA LIBER DADE, EM BELO HORIZONTE (MG).
FOTO: ALBERTO WU/FUTURA PRESS - 13.03.16

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