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I ARTICULAÇÃO UNIVERSITÁRIA DE DIREITOS HUMANOS: A CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS

UFCG/CCJS, 14 e 15 de junho de 2018

CONTRIBUIÇÕES DA ADI 4.275 PARA A RESSIGNIFICAÇÃO DO CONCEITO DE


MULHER NO DIREITO BRASILEIRO E ABRANGÊNCIA DA LEI Nº 13.104/2015

Rafael Vieira Formiga1


Jaqueline Rosário Santana2
Grupo Temático 3.3 – Direitos Humanos na Perspectiva do Direito Penal

SUMÁRIO: 1. INTRODUÇÃO. 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICO-LEGAL E JUDI-


CIAL. 2.1 ASPECTOS CONCEITUAIS BASILARES: MULHER TRANS*, DIREITOS
HUMANOS E FEMINICÍDIO. 2.2 ADI 4.275 E APLICAÇÃO DA LEI Nº 13.104/2015 ÀS
MULHERES TRANS*. 3. METODOLOGIA. 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS. 5. REFE-
RÊNCIAS.

RESUMO: No contexto da ampla discussão dos entendimentos contemporâneos sobre


identidade de gênero, situa-se o questionamento sobre quem é “a mulher” para o ordenamento
jurídico brasileiro. Nesse sentido, este trabalho tem por objetivo questionar se a ADI 4.275
direciona a reflexão na seara penal para o entendimento pela aplicação da Lei nº 13.104/2015
às mulheres Trans*. Desenvolve-se, dessa maneira, pesquisa bibliográfica e documental,
apresentando fundamentação para discussão da temática, e concluindo-se que o entendimento
do STF no julgamento da ADI 4.275 orienta no sentido de uma percepção abrangente da Lei
de Feminicídio, de modo a incluir a mulher Trans*.

Palavras-chave: Lei do Feminicídio. ADI 4275. Mulher Trans*.

1 INTRODUÇÃO

A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4.275, proposta pela Procuradoria da


República no ano de 2009, no intuito de reconhecer o direito das pessoas Trans*3 poderem
alterar seus prenomes e sexo no registro civil sem que tenham que se submeter a uma cirurgia
de transgenitalização, foi a julgamento, no Supremo Tribunal Federal, neste ano de 2018,
sendo a decisão favorável à propositura da Procuradoria.
Longos e calorosos debates foram empreendidos, dentro e fora dos tribunais, acerca
dos direitos da pessoa Trans*, bem como sobre a própria concepção de Trans*, até a decisão

1
Bacharel em Direito pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). E-mail:
rafaelformiga.una@gmail.com.
2
Advogada, bacharel em Direito pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e pós-graduanda em
Direito Penal e Processo Penal também pela UFCG. E-mail: jaque.r.santana@gmail.com.
3
A sigla Trans* ou mesmo a letra T*, ambas as formas com asterisco, tiveram sua utilização aprovadas pelo
Congresso Internacional sobre Identidade de Gênero e Direitos Humanos (CONGENID) de modo a abarcar toda
e qualquer forma de transgeneridade (DIAS, 2014).
mencionada. Decisão essa que se embasou na natureza dos direitos compreendidos na questão
sub judice, direitos humanos fundamentais que devem ser salvaguardados pela ordem jurídica
brasileira em decorrência de compromissos internacionais.
Uma visão simplória e abreviada da referida ADI poderia resumi-la a seu efeito direto
e objetivo, qual seja, a possibilidade de qualquer pessoa Trans* poder escolher seu nome e
sexo para figurar no registro civil. No entanto, o teor e significados desse julgamento possuem
convergência com demais questões envolvendo pessoas Trans*, dentre elas, a ressignificação
do conceito de mulher na legislação brasileira e em específico na legislação penal, in casu,
como abordado neste trabalho, na Lei nº 13.104/2015, também conhecida como Lei do
Feminicídio. Dessa maneira, apresenta-se como problemática deste estudo a seguinte questão:
a ADI 4.275 direciona a reflexão na seara penal para o entendimento pela aplicação da Lei nº
13.104/2015 às mulheres Trans*?
Em resposta ao questionamento proposto, estrutura-se este texto, atendendo às regras
de submissão do evento, em mais duas seções além desta introdução e das referências ao final.
Na seção dois a seguir, que compreende o título desenvolvimento, aborda-se a fundamentação
teórico-legal e judicial do trabalho, com destaque para os aspectos conceituais basilares sobre:
mulher Trans*, direitos humanos e feminicídio, além das considerações específicas sobre a
ADI 4.275 e a aplicação da Lei nº 13.104/2015 às mulheres Trans*. A seção três apresenta
objetivamente o exigido quanto a métodos de abordagem e de procedimento que propiciaram a
realização do trabalho. Já a seção quatro, por sua vez, traz, a título de considerações, a síntese
de percepções nos termos de conclusões sobre a problemática pesquisada.

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICO-LEGAL E JUDICIAL

2.1 ASPECTOS CONCEITUAIS BASILARES: MULHER TRANS*, DIREITOS


HUMANOS E FEMINICÍDIO

Excetuando-se os espaços ocupados por movimentos sociais de minorias e outros em


específico, ao se tratar de qualquer tema relacionado aos sujeitos Trans*, uma série de visões
estereotipadas e preconceituosas preponderam nas abordagens. No que tange ao campo do
Direito não é diferente. De modo notório, a pessoa Trans* é vítima de marginalizações
múltiplas, seja por imposição de uma sociedade preconceituosa ou de um corpo legislativo,

2
embasado na heteronormatividade4, que os/as relegam à margem da sociedade. É esse
panorama, inclusive, que demanda necessidade de explicitação, em estudos como este, sobre
questões basilares, como “quem é a mulher Trans*?”.
Primeiramente, insta observar que a sigla Trans* “[...] alberga diferentes identidades:
transexual, travesti, transgênero [...]” (DIAS, 2014, p.44). Nesse diapasão, o Congresso
Internacional sobre Identidade de Gênero e Direitos Humanos (CONGENID), realizado em
Barcelona, no ano de 2010, aprovou a utilização de tão somente a sigla Trans* ou mesmo a
letra T*, ambas as formas com asterisco, de modo a abarcar toda e qualquer forma de
transgeneridade (DIAS, 2014). Ou seja, considera-se Trans* “[...] qualquer pessoa cuja
identidade de gênero não coincide de modo exclusivo e permanente com o sexo designado
quando do nascimento” (DIAS, 2014, p.44).
Nesse sentido, mulheres Trans*, sobre as quais recaem as atenções deste estudo, são
aquelas que se identificam com o gênero feminino apesar de terem nascido com o sexo/gênero
masculino. Para essas, dentro do contexto de estereótipos e preconceitos explicitado, a
legislação penal ganha relevância, evidenciando-se, no presente estudo, aspectos voltados à
aplicação da Lei nº 13.104/2015 - Lei do Feminicídio. É o que se observará logo mais.
No que diz respeito aos direitos humanos, consubstancia a Declaração Universal dos
Direitos Humanos - DUDH (dezembro de 1948), ratificada pelo Brasil, no seu art. 1º que
“todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos” (ONU, 1948). Esse é
o âmago dos direitos humanos, que se traduzem em garantias jurídicas universais, aplicáveis a
todo e qualquer ser humano, independente de raça, cor, gênero, orientação sexual ou religião,
de modo a salvaguardar direitos básicos e essenciais, como o direito à vida, à integridade
física e à dignidade.
Importante ainda mencionar a Convenção Americana de Direitos Humanos de 1969
(Pacto de São José da Costa Rica), que estabelece o Sistema Interamericano de Proteção dos
Direitos Humanos. Sistema esse do qual faz parte o Brasil, signatário de diversos tratados,
convenções e pactos de direitos humanos, como a Convenção Interamericana para Prevenir,
Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher (1994) (ALMEIDA, 2015), o que o coloca em
posição de compromisso internacional de enfrentamento à violência de gênero.
Ademais, independente de firmados no texto da Constituição, quando ganham o status
de direitos fundamentais, os tratados, convenções e pactos internacionais de direitos humanos

4
“[...] pode-se compreender o termo heteronormatividade como aquilo que é tomado como parâmetro de
normalidade em relação à sexualidade, para designar como norma e como normal a atração e/ou o
comportamento sexual entre indivíduos de sexos diferentes.” (PETRY; MEYER, 2011).

3
possuem um caráter supralegal. Ou seja, passam a ser exigíveis, sendo considerados “[...]
como princípios gerais do direito e, como tal, devem orientar a produção legislativa e a
interpretação da lei quando de sua aplicação.” (BARSTED, 2001, p.7) “[...] influenciando na
formação das novas leis e de uma jurisprudência calcada nos valores dos direitos humanos”
(BARSTED, 2001, p.7).
Já o Feminicídio, conforme a Lei nº 13.104/2015, é uma qualificadora para o crime de
homicídio contra mulher por razões da condição do sexo feminino. Considera-se, por sua vez,
que há razões de condição de sexo feminino quando o crime envolve, além da violência
doméstica e familiar, “o menosprezo ou discriminação à condição de mulher” (BRASIL,
2015, grifo nosso).
Conforme ratificam Bianchini e Gomes (2015), quaisquer embrulhos interpretativos
no intuito de desvirtuar a ideia emanada pela expressão “condição de sexo feminino” trazida
pela lei, não merece prosperar. A expressão se relaciona com razões de gênero e, se pode
entender que foi um recurso utilizado pelo legislador para tentar excluir da abrangência da lei
as mulheres Trans*, uma vez que “o Projeto que deu origem à Lei 13.104/2015 (PL
8305/2014) sofreu, pouco tempo antes de ser aprovado, uma alteração: o vocábulo ‘gênero’
foi substituído pela expressão ‘condição de sexo feminino’” (BIANCHINI; GOMES, 2015,
p.3). Ou seja, a qualificadora “feminicídio” não deve se referir a uma questão de sexo, mas “a
uma questão de gênero (atinente à sociologia, padrões sociais do papel que cada sexo
desempenha) [...]” (BIANCHINI; GOMES, p.3).
Ademais, figura notadamente a supracitada Convenção Interamericana para Prevenir,
Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher (1994) e “[...] acordos internacionais que
asseguram de forma direta ou indireta os direitos humanos das mulheres bem como a
eliminação de todas as formas de discriminação e violência baseadas no gênero” (PORTO et
al, 2015, p. 2), no bojo fundamental da Lei nº 13.104/2015, isto é, embasa-se a referida lei na
premissa internacional de que a violência contra mulher constitui violação dos direitos
humanos.
E é justamente esse o ponto de confluência dos aspectos conceituais esclarecidos,
mulher Trans*, direitos humanos e feminicídio, uma vez que se tende, sob o aspecto
legislativo e na ordem jurídica interna, a atribuir o termo “mulher” apenas à mulher biológica,
ficando a mulher Trans* à margem e sem proteção às suas garantias fundamentais, como o
próprio direito humano fundamental à vida.

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2.2 ADI 4.275 E APLICAÇÃO DA LEI Nº 13.104/2015 ÀS MULHERES TRANS*

A ADI 4.275 proposta, em 21 de julho de 2009, originalmente pela então Procuradora


Geral da República Deborah Macedo Duprat de Britto Pereira, com fins de que, nos termos da
inicial apresentada, fosse proferida decisão de interpretação conforme a CRFB/1988 do art. 58
da Lei 6.015/1973 - Lei dos Registros Públicos, na redação que lhe foi dada pela Lei
9.708/98, para o reconhecimento do direito de os/as Trans*, que assim os desejassem,
substituíssem o prenome e o sexo no registro civil, independente de cirurgia de
transgenitalização.
O pedido fundamentou-se, conforme a página 10 da inicial, no direito fundamental à
identidade de gênero, inferido dos princípios da dignidade da pessoa humana (art.1º. inciso
III), da igualdade (art.5º, caput), da vedação de discriminações odiosas (art.3º, inciso IV), da
liberdade (art. 5º, caput), e da privacidade (art.5º, X), todos previstos na CRFB/1988. Ou seja,
direitos que pertencem à grande classificação dos direitos humanos. Conforme a Procuradoria,
o direito fundamental à identidade de gênero sustenta a exegese de que o art.58 da Lei
6.015/19735 autoriza mudança de sexo e prenome no registro civil, no caso de pessoas Trans*.
Nesse diapasão, o STF decidiu, no dia 01 de março de 2018, em sede de julgamento da
referida ADI, por maioria, pela procedência da ação para interpretação conforme o texto
constitucional e a Convenção Americana dos Direitos Humanos do art.58 da Lei de Registros
públicos, afim de “[...] reconhecer aos transgêneros que assim o desejarem,
independentemente da cirurgia de transgenitalização, ou da realização de tratamentos
hormonais ou patologizantes, o direito à substituição de prenome e sexo diretamente no
registro civil” (BRASIL, 2018).
O referido julgamento representa um marco para o ordenamento jurídico brasileiro, e
teve como embasamento, como visto, direitos humanos sob a perspectiva de gênero. Como
afirmou o Ministro Marco Aurélio em seu voto “[...] Descabe potencializar o inaceitável
estranhamento relativo a situações divergentes do padrão imposto pela sociedade para
marginalizar cidadãos, negando-lhes o exercício de direitos fundamentais” (BRASIL, 2018),
bem como se destacou autonomia da vontade e o dever de o Estado Democrático de Direito
“[...] promover a convivência pacífica com o outro, na seara do pluralismo, sem admitir o
crivo da maioria sobre escolhas exclusivamente morais [...]” (BRASIL, 2018).

5
Art. 58. O prenome será definitivo, admitindo-se, todavia, a sua substituição por apelidos públicos
notórios. (Redação dada pela Lei nº 9.708, de 1998).

5
Ora, está posto pelo Supremo Tribunal Federal, ancorando-se nos estudos de gênero,
que a mulher Trans* tem o direito de ter no seu registro civil o nome feminino pela qual
deseja se chamar, bem como pode alterar o seu sexo no registro para “sexo feminino”,
independente de quaisquer alterações físicas. Dessa maneira, a mulher Trans* fora
reconhecida na instância jurídica, pela Corte Superior do país, como mulher, reconhecimento
esse em consonância com os direitos humanos.
Transferindo o teor da decisão emanada pelo STF para a abrangência da Lei nº
13.104/2015, resta claro encaminhamento para a ressignificação do conceito de mulher no
Direito Brasileiro de modo não só reconhecer a identidade de gênero, mas possibilitar o seu
exercício pleno, incluindo a não sujeição à violência (PORTO et al, 2015). Ou seja, alia-se a
voz do julgador aos movimentos sociais, aos estudiosos de gênero, bem como a diversos
criminalistas, como Luís Flávio Gomes (2015), no sentido de contribuir para a percepção
abrangente da Lei de Feminicídio, de modo a incluir a mulher Trans*.

3 METODOLOGIA

Para a realização deste trabalho operou-se com o método de abordagem dedutivo, ou


seja, partindo das teorias e leis para os fenômenos particulares e, quanto aos métodos de
procedimento, desenvolveu-se pesquisa bibliográfica (literatura sobre o assunto) e documental
(fontes primárias) (MARCONI; LAKATOS, 2003).

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conforme a contextualização apresentada, observou-se que as pessoas Trans* sofrem,


no geral, com preconceitos e estereótipos que às relegam, tanto a uma posição de
marginalização como de invisibilidade frente à ignorância preponderante quando presente nas
diferentes abordagens, o que não é diferente na legislação brasileira, pautada nos princípios da
heterenormatividade e binarismo, ou seja, na existência tão somente da mulher e homem
biológicos.
Esclarecidas as mulheres Trans* como aquelas que se identificam com o gênero
feminino apesar de terem nascido com o sexo/gênero masculino, seguiu-se com a elucidação
do âmago dos direitos humanos, qual seja o tratamento igualitário, independente de raça, cor,
6
gênero, orientação sexual e religiosa, de todo e qualquer ser humano de modo a salvaguardar
seus direitos básicos à vida, dignidade e liberdade, dentre outros. Observou-se, nesse ínterim,
os direitos humanos sob a perspectiva dos direitos de gênero, demonstrando ser o Brasil um
país internacionalmente compromissado no combate à violência de gênero como denotam os
tratados, pactos e convenções internacionais assinados pelo país.
Passando para a compreensão da qualificadora do feminícídio, optou-se por análisá-la
sob a ótica de um criminalista, Luís Flávio Gomes, em detrimento de um teórico de gênero, de
modo a tentar afastar-se o mais possível de posicionamentos tendentes ao meramente
ideológico, conferindo maior cientificidade a este estudo. Nesse sentido, observou-se que,
compreendida como qualificadora do crime de homicídio cometido contra mulher por
condições do sexo feminino, conforme a literalidade da lei que a prevê, a mesma pauta-se
justamente na perspectiva de enfrentamento à violência de gênero, devendo açambarcar
mulheres em seu sentido lato.
Sequencialmente, apreciando-se a ADI 4.275, na qual fora reconhecido pelo Supremo
Tribunal Federal o direito de pessoas Trans* alterarem o prenome e o sexo no registro civil
sem necessidade cirurgia de transgenitalização, nota-se que o referido pedido embasou-se em
direitos humanos fundamentais das pessoas Trans*, aqueles que se encontram firmados na
Constituição da República Federativa do Brasil, e fora acatado sob fundamentos emanados
pelos estudiosos de gênero, como pode ser verificado nos votos dos Ministros.
Em outras palavras, reconheceu o STF a mulher Trans* como a mulher que há muito é
enunciada e defendida em meio aos estudos de gênero, aliando-se a voz do julgador aos
movimentos sociais e aos estudiosos. A partir desse julgado, pois, pode-se depreender que o
STF com a sua significante representatividade frente ao ordenamento jurídico brasileiro,
apresentou contribuições objetivas para a ressignificação do conceito de mulher na legislação
pátria, incluindo a mulher Trans*. Independente de questões qualitativas, quais sejam aquelas
que dizem respeito às discussões sobre sexo, gênero e orientação sexual, e quantitativas,
aquelas que dizem respeito aos índices de violência contra a mulher Trans*, sobre as quais
não se debruçou no presente trabalho por não ser o seu foco, o entendimento do STF no
julgamento da ADI 4.275 orienta no sentido de uma percepção abrangente da Lei de
Feminicídio, de modo a incluir a mulher Trans*, também sujeita dos direitos humanos.

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5 REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Guilherme Assis de. Direitos Humanos e Não-violência. 2. ed. São Paulo:
Atlas, 2015.

BARSTED, Leila Linhares. Os direitos humanos na perspectiva de gênero. Colóquio de


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BIANCHINI, Alice; GOMES, Luís Flávio. Feminicídio: entenda as questões controvertidas


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<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/L13104.htm>. Acesso em: 02
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BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4.275.


Disponível em:
<http://redir.stf.jus.br/estfvisualizadorpub/jsp/consultarprocessoeletronico/ConsultarProcesso
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DIAS, Maria Berenice. Homoafetividade e os Direitos LGBTI. São Paulo: Revista dos
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MARCONI, Marina de A.; LAKATOS, Eva M. Fundamentos da metodologia científica.


5.ed. São Paulo: Atlas, 2003.

ONU. Organização das Nações Unidas. Assembleia Geral das Nações Unidas. Declaração
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PETRY, Analídia Rodolpho; MEYER, Dagmar Elisabeth Estermann. Transexualidade e


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PORTO, André et al. Identidade de gênero plena: uma proposta de ressignificação do conceito
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Disponível em:
<http://www.derechoycambiosocial.com/revista041/IDENTIDADE_DE_GENERO_PLENA.
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