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To Kill a Mockingbird (O Sol é Para Todos BRA ou Por Favor, Não Matem a Cotovia ou

Mataram a cotovia POR) é um romancevencedor do Pulitzer escrito por Harper Lee e


lançado em 1960. Foi um sucesso instantâneo, se tornando um dos maiores clássicos
da literatura norte-americana moderna. Deu origem a um filme homônimo, vencedor
do Oscar de melhor roteiro adaptado em 1962.
O romance é baseado livremente nas memórias familiares da autora, assim como em um
evento ocorrido próximo a sua cidade natal em 1936, quando ela estava com 10 anos de
idade.
Apesar de sua imensa popularidade o livro não recebeu atenção detalhada da crítica,
tratamento dispensado a outros clássicos modernos. Claudia Durst Johnson, autora de
diversos livros e artigos sobre To Kill a Mockingbird, escreveu em 1994: "Completos 33
anos de sua publicação, ele nunca foi tema de uma dissertação, sendo alvo de apenas
seis estudos literários, a maioria deles com não mais do que duas páginas."[1] Outro
escritor concordou em 2003, ao observar que o livro é "um ícone cuja oscilação emocional
permanece estranhamente impactante, por permanecer também inexplorada."[2]
O romance é conhecido pela sua vivacidade e humor, apesar de lidar com assuntos sérios
como estupro e desigualdade racial. O pai do narrador, Atticus Finch, atuou como um herói
moral para muitos leitores e como um modelo de integridade para os advogados. Um
crítico explica o impacto do romance quando escreve,"no século XX, To Kill a Mockingbird
é provavelmente o livro que aborda a questão das raças mais lido nos Estados Unidos, e
seu protagonista, Atticus Finch, a imagem ficcional mais duradoura de heroísmo racial".
Como um romance gótico do sul e Bildungsroman, os temas principais de To Kill a
Mockingbird envolvem a injustiça racial e a destruição da inocência. Estudiosos notaram
que Lee também aborda questões de classe, de coragem, compaixão e papéis de gênero
no extremo sul americano. O livro é amplamente ensinado nas escolas nos Estados
Unidos, com aulas que enfatizam a tolerância e condenam o preconceito. Apesar de seus
temas, To Kill a Mockingbird tem sido alvo de campanhas para sua remoção das escolas
públicas, muitas vezes desafiado por seu uso de epítetos raciais.
As reações ao romance foram muito variadas no mundo todo. A análise literária sobre ele
é escassa, considerando o número de cópias vendidas e seu amplo uso na educação. A
autora Mary McDonough Murphy, que coletou individualmente impressões sobre o livro de
vários autores e figuras públicas, chama To Kill a Mockingbird "um fenômeno
surpreendente". Em 2006, bibliotecários britânicos classificaram o livro à frente
da Bíblia como um "todo adulto deve ler antes de morrer". Foi adaptado em um filme
premiado com o Oscar em 1962, dirigido por Robert Mulligan, com roteiro de Horton Foote.
Desde 1990, uma peça baseada no romance é realizada anualmente na cidade natal de
Harper Lee, Monroeville, Alabama. Ela continua a responder pelo impacto do livro, ela
recusa qualquer publicidade pessoal ou para o romance desde 1964.

Índice

 1Biografia e publicação
 2Influência na cultura popular
 3Referências
 4Ligações externas
Biografia e publicação[editar | editar código-fonte]
Harper Lee nasceu em 1926 e cresceu em Monroeville, Alabama no sul dos Estados
Unidos onde conheceu e ficou amiga de Truman Capote, que logo se tornaria um grande
escritor. Ela estudou em Huntingdon College em Montgomery (1944-45) e depois cursou
direito na Universidade do Alabama (1945-49). Durante a faculdade, Harper Lee publicou
textos nas revistas literárias universitárias: Huntress da faculdade de Huntingdon e na
revista humorística RammerJammer da Universidade do Alabama.
Em ambas as faculdades, ela escreveu contos e outras obras sobre injustiça racial, um
tópico raramente abordado nas universidades da época. Em 1950, Lee se mudou para
Nova York onde ela trabalhou no setor de reservas da companhia aérea British Overseas
Airways Corporation. Durante esse período, Lee começou a escrever uma coletânea de
ensaios e contos sobre as pessoas que viviam em Monroeville. Com a esperança de ter
seu trabalho publicado, Harper enviou seus escritos a um agente literário em 1957, sob a
recomendação de Capote. Um editor da J.B. Lippincott aconselhou Harper Lee a deixar
seu emprego na companhia aérea e concentrar-se somente na escrita. Por um ano ela
conseguiu escrever sem interrupção graças a doações de amigos.
Lee passou dois anos e meio escrevendo To Kill a Mockingbird. Em uma descrição do
processo de criação do livro pela National Endowment for the Arts, há um relato de um
episódio em que Lee estava tão frustrada com o livro que ela jogou o manuscrito pela
janela, que caiu na neve. O agente de Lee a forçou a recupera-lo. O livro foi publicado em
11 de julho de 1960. No início, o título do livro era Atticus, mas Lee optou por trocar seu
nome a fim de que o título mostrasse que a história ia além do retrato de um personagem.
A equipe editorial da Lippincott alertou Lee de que ela provavelmente só venderia alguns
milhares de cópias.
Em 1964, Lee falou sobre as esperanças que tinha para o livro, “Eu nunca esperei nenhum
tipo de sucesso com ‘Mockingbird’, eu esperava por uma morte rápida e indolor nas mãos
dos críticos mas, ao mesmo tempo, eu também esperava que alguém fosse gostar do livro
a ponto de me encorajar. Publicamente.”
“Minhas expectativas eram baixas, como eu disse, mas a recepção foi muito boa e, de
certa forma, isso foi tão assustador quanto a morte rápida e indolor que eu esperava.” Em
vez de uma “morte rápida e indolor”, o Reader’s Digest Condensed Books escolheu o livro
para ser reimpresso em fascículos, conquistando um público leitor imediatamente. To Kill a
Mockingbird nunca deixou de ganhar novas edições desde sua publicação original.

Influência na cultura popular[editar | editar código-fonte]


A música Atticus das Noisettes utiliza o protagonista Atticus de To Kill a Mockingbird como
metáfora de integridade e perder o medo. Ao longo do clássico intemporal de Harper Lee,
Atticus demonstra regularmente o tipo de coragem que Shingai Shoniwa canta na música
do mesmo título, com uma referência clara ao romance na primeira linha da música: “To
kill a mockingbird is to silence the song that seduces you”[3].