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Microexpressões

Microexpressões são expressões faciais rápidas e involuntárias.


Normalmente ocorrem quando a pessoa tenta ocultar ou reprimir
determinadas emoções; em situações de alta tensão ou estresses
constantes. Como por exemplo, em interrogatórios, entrevistas de
emprego, situações embaraçosas etc.

Se por um lado as pessoas conseguem fingir determinadas emoções,


por outro, são poucas que atingem sucesso ao fingir ou tentar
esconder as microexpressões. É muito difícil movimentar e controlar
determinados os músculos faciais para demonstrar microexpressões.

Normalmente o tempo de uma microexpressões situa-se em torno de


1/25 seg. Com isto é fácil de concluir a dificuldade de avalia algumas
microexpressões. Diversos fatores são levados em conta:

- Os interlocutores estão em pleno movimento. - A face muda de lado,


principalmente quando existem mais de duas pessoas conversando. -
A iluminação pode influir de forma decisiva na observação.-- Pouco
tempo para perceber os movimentos localizados em determinadas
partes da face.

Como as microexpressões não são simétricas na face; ou seja,


quando acorrem de maneira distinta em cada lado, como, por
exemplo, o movimento de sobrancelhas, ao observamos a face
lateralmente; é fácil concluir que perdemos metade das
microexpressões. Com isto a avaliação da emoção fica
comprometida.

Logo as circunstâncias que ocorrem ao nosso redor, luz, sombra,


conversações etc.

Algumas microexpressões indicam que a pessoa tenta esconder suas


verdadeiras emoções e nem sempre quer dizer que estão mentindo,
como por exemplo; esconder sentimentos de tristeza para
demonstrar força de vontade em situações críticas.

Os estudos pioneiros neste campo são datados de 1966 com Haggard


e Isaacs. A experiência filmou pacientes e terapeutas durante as
sessões de análise. A pesquisa visava procurar elementos da
linguagem corporal nesta interação.

Chamaram de “micromomentary” as observações iniciais. (Haggard,


E. A., & Isaacs, K. S. (1966). Micro-momentary facial expressions as
indicators of ego mechanisms in psychotherapy. In L. A. Gottschalk &
A. H. Auerbach (Eds.), Methods of Research in Psychotherapy (pp.
154-165). New York: Appleton-Century-Crofts.)

No ano de 1960 William fez estudos com aquilo que chamou de


micromovimentos interracionais. A pesquisa mostrava os quadros
1/25 seg e se ampliou para o estudo dos microritmos entre pessoas.

O estudo de John Gottman com casais é considerado o mais


importante de todos. Observando os parceiros, conclui que as
relações iriam durar ou não. Além do desprezo, que considera a
característica mais importante, Gottman observou mais três,
defensividade, embromação (stonewalling) e crítica. Esta experiência
é descrita por Malcolm Gladwell no livro Blink, a decisão num piscar
de olhos; Ed. Rocco.

É certo que a maioria das pessoas não consegue observar e avaliar as


microexpressões de forma idêntica. A percepção não é mesma e
depende de fatores culturais, vivências, conhecimento, estudos etc.
Também é correto afirmar que uma ínfima parte da população é
naturalmente apta para observar microexpressões em vários graus;
sem qualquer tipo de treinamento ou conhecimento.

Paul Ekman e O’Sullivan no projeto Diógenes, concluíram que poucas


pessoas são hábeis para detectar que outra está mentindo. Talvez
isto seja fruto de nossa evolução, pois se todos fossem capaz de
identificar mentiras, certamente o nível de conflitos seria de tal
monta que impediria a convivência pacífica entre as pessoas.

Atualmente a série “Lie to me”, Fox do Brasil, tem descrito situações


sobre a avaliação de microexpressões. Funciona razoavelmente
como ficção. Atores de segunda linha tentam expressar
microexpressões, isto soa falso para quem tem algum conhecimento
do assunto. Aprender microexpressões pela série é o mesmo que
tentar obter o diploma de médico assistindo “plantão médico”.
Contudo é uma boa diversão. Nada mais do que isto.