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FÍSICA III

RELATÓRIO Nº 5
Lei de Faraday e Lenz + transformador

Alegrete
2014

Alegrete
2014 1
SUMÁRIO

1 OBJETIVO........................................................ 03
2 INTRODUÇÃO TEÓRICA.................... ............03
3 FUNDAMENTOS TEÓRICOS...........................03
4 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL................05
6 RESULTADOS..................................................05
8 CONCLUSÃO.....................................................07
9 REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS...................07

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1 OBJETIVO

 Utilizar conhecimentos sobre as leis de Oersted, Faraday e Lenz;


 Utilizar as equações e as relações existentes entre as tensões, correntes induzidas
e números de espiras existentes entre o primário e secundário de um
transformador ideal;
 Reconhecer as limitações das relações apresentadas.
 Verificar que a variação do fluxo magnético pode induzir uma corrente elétrica
num condutor;
 Relacionar a corrente elétrica induzida num condutor com a variação do fluxo
magnético que a originou;

2 INTRODUÇÃO TEÓRICA

No ano de 1820, cientistas acreditavam que fenômenos elétricos e magnéticos eram


independentes um do outro, até que o físico Oersted provou o contrário, que existe sim
relação entre os dois fenômenos.

Após a grande descoberta, muitos físicos seguiram os conceitos de Oesterd, vindo Michael
Faraday com a indução magnética e Heinrich Lenz com as notações dos sentidos das
correntes.

3 FUNDAMENTOS TEÓRICOS

Lei de Oersted

Descoberta a qual foi fundamental para a união entre eletricidade e o magnetismo, os


quais passaram a constituir ramo da ciência denominado eletromagnetismo.

Após realizar diversas experiências, Oersted observou que uma corrente elétrica, passando
por um condutor desviava uma agulha magnética colocada na sua vizinhança, de tal modo
que a agulha assumia uma posição diferente ao plano definido pelo fio e pelo centro da
agulha.

Utilizando-se inicialmente de um fio condutor retilíneo, por onde passava uma corrente
elétrica, Oersted posicionou sobre esse fio uma agulha magnética, orientada livremente na
direção norte-sul. Fazendo passar uma corrente no fio, observou que a agulha sofria um
desvio em sua orientação, e que esse desvio era perpendicular a esse fio.
Ao interromper a passagem de corrente elétrica, a agulha voltou a se orientar na direção
norte-sul.

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Concluindo a sua experiência, viu que a corrente elétrica no fio se comportava como um
imã colocado próximo à agulha magnética. Ou seja, a corrente elétrica criou um campo
magnético no espaço em torno dela, e o mesmo foi o responsável pelo desvio da agulha
magnética.

Em outras palavras as cargas elétricas em movimento criam, numa região do espaço


próximo a ela, um campo magnético.

Lei de Faraday

Conhecida também com lei da Indução magnética, foi descoberta por Michel Faraday.

A lei relaciona a força eletromotriz gerada entre os terminais de um condutor sujeito à


variação de fluxo magnético com o módulo da variação do fluxo em função de um intervalo
de tempo em que esta variação acontece, sendo expressa matematicamente por:
(𝑑∅𝐵 )
𝜀= −
𝑑𝑡

Onde:
∅𝐵 : fluxo magnético , onde o fluxo magnético máximo é definico
como:

O sinal negativo da expressão é uma consequência da Lei de Lenz, a qual


será falada em seguida.

Lei de Lenz

Heinrich Lenz após diversos experimentos, constatou que a corrente induzida


tem sentido oposto ao sentido da variação do campo magnético que a gera.

 Se houver diminuição do fluxo magnético, a corrente induzida irá criar um campo


magnético com o mesmo sentido do fluxo;
 Se houver aumento do fluxo magnético, a corrente induzida irá criar um campo
magnético com sentido oposto ao sentido do fluxo.

Se usarmos como exemplo, uma espira posta no plano de uma página e a


submetermos a um fluxo magnético que tem direção perpendicular à página e
com sentido de entrada na folha.

 Se for positivo, ou seja, se a fluxo magnético aumentar, a corrente induzida


terá sentido anti-horário;

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 Se for negativo, ou seja, se a fluxo magnético diminuir, a corrente induzida
terá sentido horário.

4 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Primeiramente, ligar o multiteste na escala conveniente do capacímetro, observar o


valor da capacitância medida pelo instrumento e anotar o valor da capacitância
residual Cr;
Posicionar o carro móvel na base metálica e aproxime-o lentamente do disco fixo. O
que acontece com a capacitância quando a distância entre as placas diminui;
Alterar a posição do carro magnético, preenchendo a tabela;
Fazer o gráfico da capacitância(C) x distância (d);
Fazer o mesmo procedimento de posicionar o carro móvel e ir alterando
gradativamente, porém, dessa vez com o número de folhas pedidos;
Findando, calcular a área do capacitor;

5 RESULTADOS

Experimento 1

A capacitância residual Cr obtida foi de 0,03nF, esse valor ocorre devido a


capacitância oriunda dos próprios circuitos internos e também a dos fios
conectados ao capacímetro.

Ao aproximarmos o carro móvel lentamente do disco fixo percebemos que a


capacitância aumenta.

Medida C (nF) d (mm) 1/d


1 0,23 1 1
2 0,14 2 0,5
3 0,12 3 0,333
4 0,11 4 0,25
5 0,1 5 0,2
6 0,08 7 0,1428
7 0,08 9 0,1111
8 0,08 11 0,090909
9 0,075 15 0,06667
10 0,07 20 0,05

5
C(nF)xd(mm)
0.25

0.2

0.15
C(nF)
0.1

0.05

0
1 2 3 4 5 7 9 11 15 20

C(nF)x1/d
1.2

0.8

0.6
C(nF)x1/d
0.4

0.2

0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

É notada que a capacitância diminui conforme é aumentada a distância entre as


placas. Se a distância entre as placas tende ao infinito a capacitância tenderá a
zero, e o maior valor de capacitância será encontrado quando a distância entre as
placas for a mínima possível antes que a barreira dielétrica seja rompida.

A área da placa do capacitor encontrada foi de 0,0078m² e com isso calculamos a


capacitância tendo ar como dielétrico, pela fórmula:

A.
C
d
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O resultado obtido é: 68 pF
É notado que o valor o qual foi encontrado é bem próximo ao de 64 pF obtido
experimentalmente, a diferença existe devido a distância usada no experimento
não ser tão precisa.

Experimento 2

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
C 0,63 0,49 0,44 0,44 0,43 0,38 0,36 0,34 0,33 0,33

6 CONCLUSÃO

Devido a não exatidão das medições, não se consegue obter os resultados


desejados, porém, mesmo não estando exato dá para notar que quanto maior for o
valor da constante dielétrica do material utilizado como isolante entre as placas,
maior será a capacitância do capacitor.

7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] Fundamentos de Física - Volume 3 - 8ª edição; Halliday & Resnic.

http://www.if.ufrgs.br/tex/fis142/mod05/m_s03.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Capacitor