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RESUMO DE FRAÇÕES E DECIMAIS

FRAÇÕES

DEFINIÇÃO:
a
Uma fração de um número, representada de modo genérico como b designa o inteiro
dividido em b partes iguais ao qual usa-se o número a de partes. Neste caso, a corres-
ponde ao numerador, enquanto b corresponde ao denominador, que não pode ser igual
a zero. O denominador corresponde ao número de partes que um todo será dividido e o
numerador corresponde ao número de partes que serão consideradas.

As frações podem ser classificadas em:

→ Fração Própria: Quando o numerador é menor que o denominador. Ex: ½

→ Fração Imprópria: Quando o numerador é maior ou igual ao denominador. Ex: 7/5

→ Fração Aparente: Quando o numerador é múltiplo do denominador. Ex: 8/4

→ Frações Equivalentes: Duas ou mais frações são equivalentes quando represen-


tam a mesma parte de um inteiro ou uma mesma quantidade. Ex: ½ = 2/4

SIMPLIFICAÇÃO DE FRAÇÃO

Simplificar uma fração significa torná-la irredutível. Para isso, divide-se o numerador e o
denominador pelo mesmo número.

Exemplos:

8/6 (dividimos por 2) = 4/3

20/30 (dividimos por 10) = 2/3 *

*Você pode realizar a simplificação em mais operações, o importante é torná-la irredutível

20/30 (dividimos por 2) = 10/15 (dividimos por 5) = 2/3

OPERAÇÕES COM FRAÇÕES

- Adição e Subtração

Só devemos adicionar ou subtrair coisas semelhantes. No caso das frações, a essa seme-
lhança é entendida como a equivalência entre as partes, ou seja, as partes devem ter o
mesmo tamanho.

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1º) Frações com denominadores iguais (ou frações homogêneas): Significa que todas as
partes possuem o mesmo tamanho, ou seja, são equivalentes.

Regra: Adicionamos ou subtraímos os numeradores e mantemos o denominador comum.

Observação: Devemos simplificar o resultado sempre que for possível, até chegar a uma
fração irredutível.

Exemplo:

1/5 + 2/5 = 3/5


5/2 – ½ = 4/2 = 2

2) Frações com denominadores diferentes (ou frações heterogêneas: Significa que to-
das as partes possuem tamanhos diferentes, e portanto, precisamos transformá-las em
partes iguais ou equivalentes.

Regra: Reduzimos as frações ao mesmo denominador através do MMC., e em seguida,


procedemos como no caso anterior.

Observação: Devemos simplificar o resultado sempre que for possível, até chegar a uma
fração irredutível.

Exemplos:

a)

calculamos o MMC(9, 3, 7) = 63

• Para 8⁄9 temos que: 63 : 9 . 8 = 56, logo: 8⁄9 = 56⁄63

• Para 1⁄3 temos que: 63 : 3 . 1 = 21, logo: 1⁄3 = 21⁄63

• Para 2⁄7 temos que: 63 : 7 . 2 = 18, logo: 2⁄7 = 18⁄63

Finalmente podemos realizar a subtração:

b)

Como sabemos, o MMC(3, 5, 13) = 195.

• Para 1⁄3 temos que: 195 : 3 . 1 = 65, logo: 1⁄3 = 65⁄195

• Para 2⁄5 temos que: 195 : 5 . 2 = 78, logo: 2⁄5 = 78⁄195

• Para 3⁄13 temos que: 195 : 13 . 3 = 45, logo: 3⁄13 = 45⁄195

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Obtemos assim, três frações equivalentes às frações originais sendo que todas contendo
o denominador 195. Agora resta-nos proceder como no primeiro exemplo:

Multiplicação

Significa a transformação de partes equivalentes e, portanto, não precisamos do MMC.

Regra: Multiplicamos os numeradores entre si e os denominadores entre si. Antes de efe-


tuarmos a multiplicação, devemos simplificar as frações (caso seja possível) para facilitar
a operação.

Exemplos:

1/3. 2/5 = 2/15


2/7 . 15 (15 pode ser escrito na forma 15/1) = 2/7 . 15/1 = 30/7

Divisão

Significa a transformação de partes equivalentes e, portanto, não precisamos do MMC.

Regra: Para efetuar a divisão entre duas frações, mantemos a primeira fração e multipli-
camos pelo inverso da segunda fração – quando não for possível dividir diretamente.

Exemplos:

2/5 : 7/4 = 2/5 . 4/7 = 8/35


1/3 : 5 (5 pode ser escrito na forma 5/1) = 1/3 : 5/1 = 1/3 . 1/5 = 1/15

DIZIMAS PERIODICAS

Há frações que não possuem representações decimais exata. Por exemplo:

5
= 0,8333...
6

Aos numerais decimais em que há repetição periódica e infinita de um ou mais algaris-


mos, dá-se o nome de dízimas periódicas. Numa dízima periódica, o algarismo ou algaris-
mos que se repetem infinitamente, constituem o período dessa dízima.

As dízimas classificam-se em dízimas periódicas simples e dízimas periódicas compostas.

Dízimas periódicas simples são aquelas que o período apresenta-se logo após a vírgula.

Exemplos:

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a) 0,8888.... período = 8

b) 1,232323... período = 23

Dízimas periódicas compostas são aquelas que entre o período e a vírgula existe uma
parte não periódica.

Exemplos:

a) 0,3424242... Não período = 3


período = 42

b) 1,789999... Não período = 78


período = 9

FRAÇÃO GERATRIZ

É possível determinar a fração que deu origem a uma dízima periódica. Denominamos
esta fração geratriz da dízima periódica.

Como calcular a fração geratriz

Apresentaremos o método passo-a-passo para determinar a fração geratriz de uma dízi-


ma periódica utilizando equações com um exemplo.

Considere o número 14,15252…

Ele é uma dízima composta, pois o período é 52 e há o número 1 entre ele e a vírgula.

1. Identifique a dízima como uma incógnita.

x = 14,15252…

2. Multiplique os dois lados da equação por uma potência de 10 (10,100,1000,…)

de maneira que o número torne-se uma dízima periódica simples. Neste caso só preci-
samos mover a vírgula 1 casa para a direita, então multiplicamos por 10:

10⋅x10x=10⋅14,15252…=141,5252…(I)

3. Multiplique novamente a expressão por uma potência de 10, onde o expoente será
o número de dígitos do período. No caso, 52 é o período e ele possui 2 dígitos, então
multiplicaremos por 102=100

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10x100⋅(10x)1000x=141,5252…=100⋅141,5252…=14152,5252…(II)

4. Subtraia a equação I

(dízima simples) da equação II

(dízima “empurrada”) e resolva-a. Repare que ao subtrair as dízimas a parte infinita é anulada.

1000x–10x990xx=14152,5252…–141,5252…=14011=14011990

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