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Quarta-feira, 5 de Outubro de 2011 I Série – N.º 192 DIÁRIODA REPÚBLICA ÓRGÃO OFICIAL

Quarta-feira, 5 de Outubro de 2011

I Série – N.º 192

DIÁRIODA REPÚBLICA

ÓRGÃO OFICIAL DA REPÚBLICA DE ANGOLA

Preço deste número - Kz:3100,00

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Ano

da República 1.ª e 2.ª série é de Kz: 75.00 e para

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a 3.ª série Kz: 95.00, acrescido do respectivo

A 1.ª série

Kz: 260 250.00

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A 3.ª série

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da

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SUPLEMENTO-PARTE II

SUMÁRIO

Ministério dos Transportes

Normativos Técnicos Aeronáuticos, n. os 10 e 22 que se refere o Decreto Executivo n.º 168/11 de 5 de Outubro.

se refere o Decreto Executivo n.º 168/11 de 5 de Outubro. NORMATIVO TÉCNICO AERONÁUTICO NÚMERO 10
se refere o Decreto Executivo n.º 168/11 de 5 de Outubro. NORMATIVO TÉCNICO AERONÁUTICO NÚMERO 10

NORMATIVO TÉCNICO AERONÁUTICO NÚMERO 10 (H) OPERAÇÕES DE HELICÓPTEROS

ÍNDICE

Parte A (H): Generalidades

10.001

(H) Aplicabilidade

10.003

(H) Definições

10.005

(H) Acrónimos

Parte b (h): Requisitos para operações de helicóptero

10.037 (H) Programa e manual de manutenção de heli-

cópteros civis

10.043

(H) Registos de manutenção

10.045

(H) Sistema de qualidade

10.047

(H) Instrumentos e equipamentos dos helicópteros

10.050

(H) Instrumentos e equipamentos inoperativos

em helicópteros.

10.053 (H) Requisitos do manual de voo do helicóptero,

Marcas e placas de identificação

10.055 (H) requisitos do manual de operações de voo e

Inclusão do mel.

10.057 (H) Requisitos de inspecções periódicas dos heli-

cópteros e equipamentos instalados.

10.060 (H) Documentação exigida a bordo dos helicóp-

teros em transporte aéreo comercial

10.063 (H) Requisitos adicionais de documentação para

voos internacionais com helicópteros

10.010

(H) Disposições gerais

10.065

(H) Proficiência linguística e comunicação entre

10.013

(H) Competências

os membros da tripulação, exigida a bordo

10.015

(H) Validade, revalidação e renovação de um cer-

10.067 (H) Conservação e utilização da informação

tificado de operador aéreo de helicópteros

obtida através dos sistemas de registo

10.017 (H) Requisitos para emissão de um certificado de

10.070

(H) Disponibilização da documentação e registos

operador de helicóptero

10.073

(H) Prevenção de acidentes e segurança de voo

10.020 (H) Informação contida num certificado de ope-

rador aéreo de helicóptero

10.075

(H) Programa de prevenção de acidentes e segu-

rança de voo

10.023

(H) Tipos de operação de helicóptero

Parte c (h): Requisitos de nomeação de uma tripulação

10.077

(H) Composição da tripulação técnica de voo

10.025

(H) Estabelecimento de procedimentos - utiliza-

técnica de voo de helicópteros

ção de “Checklists”

10.080

(H) Tempos de serviço de voo e de repouso

10.027

(H) Marcas de registo

10.083

(H) Requisitos de certificados médicos

10.030

(H) Exigências de notificação de uma operação

10.085

(H) Exigência de licenças para tripulantes de voo

de helicópteros com matrícula estrangeira

10.033

(H) Aeronavegabilidade de helicópteros civis

10.035

(H) Manutenção de helicópteros civis

de helicóptero 10.087(H) Notificação sobre a mudança do endereço averbada na licença

(398)4704

DIÁRIO DA REPÚBLICA

10.090 (H) Manutenção das qualificações das tripula-

ções de voo de helicópteros

10.093 (H) Requisitos de qualificações de categoria,

classe e tipo de helicóptero

10.095 (H) Situações em que é exigida uma qualificação

tipo de helicóptero

10.097 (H) Requisitos da qualificação de voo por instru-

mentos, em helicóptero

10.100 (H) Autorização especial para operações de heli-

cóptero em categorias ii/iii.

10.103 (H) Cadernetas de voo dos pilotos de helicóptero

10.105(H) Conteúdo das cadernetas de voo dos pilotos de helicóptero

10.107 (H) Registo da instrução e dos tempos de voo nas

cadernetas de voo

10.110 (H) Experiência recente em helicóptero, em ter-

10.165 (H) Utilização dos “checklists” a bordo dos

helicópteros

10.167 (H) Cartas aeronáuticas e outros equipamentos, a

bordo de helicópteros

10.170 (H) Informação sobre procedimentos de busca e

salvamento

10.173 (H) Elaboração e disponibilização da documenta-

ção do helicóptero e do voo realizado

10.175 (H) Admissão de um inspector da autoridade a

bordo de um helicóptero

10.177 (H) Manipulação dos comandos em transporte

aéreo comercial de helicóptero

10.180 (H) Responsabilidade pela documentação exi-

gida a bordo do helicóptero

10.183 (H) Preenchimento da caderneta técnica do heli-

cóptero em transporte aéreo comercial

mos de descolagens e aterragens

10.185

(H) Preenchimento do diário de navegação do

10.113

(H) Actualização de experiência recente em heli-

helicóptero

cóptero, em operações IFR.

10.187

(H) Registo de falhas técnicas

10.115

(H) Actualização de experiência recente em heli-

10.190

(H) Inadequabilidade das facilidades e das aju-

cóptero, para todas as operações

10.117 (H) Qualificações adicionais para operações de

transporte aéreo comercial de helicóptero

das à navegação

10.193 (H) cumprimento das leis e regulamentos na área

de operação do helicóptero

10.120

(H) Privilégios e limitações gerais aplicáveis a

10.195

(H) Reportes de meteorologia e de condições

detentores de uma licença de piloto de helicópteros

perigosas

10.123

(H) Privilégios do detentor de uma licença de

10.197

(H) Relatórios de incidentes

piloto de transporte de linha aérea de helicóptero

10.200

(H) Notificação de acidentes

10.125

(H) Privilégios do detentor de uma licença de

10.203

(H) Operação dos gravadores de parâmetros de

piloto comercial de helicóptero

10.127 (H) Privilégios do detentor de uma qualificação

voo (FDR) e gravadores de voz (CVR) na cabina de pilota- gem de um helicóptero

de voo por instrumentos em helicóptero

10.205

(H) Aparelhos electrónicos portáteis

10.130

(H) Privilégios e limitações do detentor de uma

10.207

(H) Uso de lentes correctivas

licença de piloto particular de helicóptero

10.210

(H) Transporte de mercadorias perigosas

10.133 (H) Limitações gerais para alunos-piloto de helicóptero

Parte e (H): Responsabilidades e tarefas dos membros da tripulação de cabine, em helicópteros

10.135

(H) Limitações do voo solo para alunos-piloto de

10.213

(H) Aplicabilidade

helicóptero

10.215

(H) Identificação e utilização dos cintos de segu-

10.137 (H) Qualificações, limitações e privilégios de

pilotos instrutores de voo em helicóptero

rança e arneses pela tripulação de cabine

10.217 (H) Número e composição da tripulação de

Parte d (h): Responsabilidades e tarefas dos membros da

cabine a bordo dos helicópteros

tripulação técnica de voo de helicópteros

10.220

(H) Requisitos mínimos

10.140

(H) Responsabilidades da tripulação

10.223

(H) Operações com um único membro da tripula-

10.143(H) Autoridade e responsabilidades do piloto

ção de cabine a bordo do helicóptero

comandante

10.225

(H) Utilização do equipamento de segurança

10.145

(H) Designação de um piloto comandante para

10.227

(H) Formação contínua

operações de transporte aéreo comercial de helicóptero

10.230

(H) Testes

10.147

(H) Requisitos mínimos do qualificação de um

10.233

(H) Registos de formação

piloto comandante de helicóptero

10.150 (H) Requisitos de experiência recente de um

Parte F(H): Exigências para todas as operações de trans- porte de passageiros em helicópteros

piloto comandante de helicóptero

10.235

(H) Aplicabilidade

10.153(H) Operação em mais de uma variante ou tipo de

10.237

(H) Conduta inaceitável

helicóptero

10.240

(H) Reabastecimento de combustível com passa-

10.155

(H) Operação conjunta de aviões e helicópteros

geiros a bordo de helicópteros

10.157

(H) Utilização de substâncias psicoactivas

10.243

(H) Segurança dos passageiros e bagagem a

10.160

(H) Ocupação dos postos de trabalho no heli-

bordo do helicóptero

helicópteros

cóptero e utilização de cintos de segurança e arneses pelos tripulantes de voo

10.245 (H) Equipamento de emergência bordo dos

10.163 (H) Marcações e pontos de desencarceramento

num helicóptero

10.247 (H) Informações e instruções aos passageiros a

bordo do helicóptero

I SÉRIE — N.º 192 — DE 5 DE OUTUBRO DE 2011

4704(399)

10.250

(H) Bolsa ou caixa de primeiros socorros

10.340

(H) Operações de helicóptero em ambiente hostil

10.253

(H) Extintores portáteis a bordo do helicóptero

fora de uma área congestionada

10.255

(H) Oxigénio portátil a transportar a bordo de

10.343

(H) Descolagem, voo em rota e aterragem, em

helicópteros não pressurizados que operem acima de 10.000 pés (700 hPa)

operações de performance de classe 1 em helicóptero

10.345 (H) Descolagem, voo em rota e aterragem, em

10.257

(H) Instruções de emergência em voos de

operações de performance de classe 2 em helicóptero

helicóptero

10.347

(H) Descolagem, voo em rota e aterragem, em

10.260 (H) Simulação interdita de situações de emergên-

cia em voos comerciais em helicóptero

10.263 (H) Embarque de passageiros a bordo de helicóp-

teros, sob o efeito de álcool ou drogas

10.265 (H) Conduta inaceitável

Parte g (h): Segurança (security)

10.267

(H) Estabelecimento de procedimentos

10.270

(H) Programas de formação e treino

10.273

(H) Lista de verificação dos procedimentos de

busca no helicóptero

10.275 (H) Lista de verificação do procedimento de

bomba a bordo de um helicóptero

10.277 (H) Comunicação de actos de interferência ilícita

Parte H (H): Planos de voo atc

10.280

(H) Submissão de planos de voo atc

10.283

(H) Conteúdo de um plano de voo

10.285

(H) Reautorizações planeadas

10.287

(H) Alterações ao plano de voo

10.290

(H) Encerramento dos planos de voo

Parte I (H): Planeamento e preparação do voo

10.293 (H) Aeronavegabilidade dos helicópteros e pre-

cauções de segurança

10.295

(H) Adequabilidade das facilidades operacionais

10.297

(H) Selecção de referências visuais no terreno

10.300

(H) Altitudes mínimas de voo

10.303

(H) Aprovação do método de selecção de altitu-

des mínimas de voo

10.305

(H) Previsões e reportes meteorológicos

10.307

(H) Limitações meteorológicas para voos vfr

10.310

(H) Sistema de interfonia para tripulantes.

10.313

(H) Heliportos alternantes de partida em trans-

porte aéreo de helicóptero

10.315 (H) Isenção de selecção de um heliporto alter-

nante de destino, em voos IFR

10.317 (H) Requisitos de selecção de um heliporto alter-

nante de destino, em voos IFR

10.320 (H) Critérios de selecção de um heliporto alter-

nante, em voos IFR

10.323 (H) Selecção de um heliporto alternante marí-

timo, em voos IFR

10.325 (H) Planeamento do combustível e factores de

contingência

10.327 (H) Quantidade mínima de combustível para

voos vfr em helicóptero

10.330 (H) Quantidade mínima de combustível para

operações de performance de classe 3 em helicóptero

10.350 (H) Autorização, controlo e supervisão das ope-

rações de transporte aéreo em helicóptero

10.353 (H) Oficiais de operações de voo/despachante de

voo

10.355 (H) Responsabilidades e atribuições do oficial de

operações de voo/despachante de voo

10.357 (H) Plano de voo operacional em transporte aéreo

comercial em helicóptero

10.360 (H) Retenção e conservação da documenta-

ção de voo em operações de transporte aéreo comercial de

helicóptero Parte J (H): Regras de voo em operações de helicópteros

10.363 (H) Aplicabilidade

10.365 (H) Operação imprudente ou negligente em

helicóptero

10.367 (H) Observância dos regulamentos nacionais e de

outros Estados membros da ICAO

10.370

(H) Requisitos para operações de helicópteros

10.373

(H) Operação nocturna em helicóptero

10.375

(H) Instalação e utilização de luzes de sinaliza-

ção, a bordo dos helicópteros

10.377

10.380

(H) Inspecção antes de voo no helicóptero

(H) Autorização para a aterragem em heliportos

não certificados

para a aterragem em heliportos não certificados 10.383 10.385 (H) Condições à descolagem de helicóptero

10.383

10.385

(H) Condições à descolagem de helicóptero

(H) Procedimentos de operação em helicópteros

para a redução do ruído

10.387 (H) Voos em condições previstas ou reais de for-

mação de gelo

10.390

(H) Limitações operacionais dos helicópteros

10.393

(H) Operação de helicópteros em terra

10.395

(H) Operação de helicópteros na área dos aeró-

dromos e heliportos

10.397

(H) Operação na proximidade de outra aeronave

10.400

(H) Regras de prioridade: durante a circulação de

aeronaves no solo em aeródromos/heliportos

10.403 (H) Regra de prioridade: aeronaves em voo

10.405 (H) Procedimentos de acerto altimétrico no

helicóptero

10.407 (H) Altitudes mínimas de segurança em voo:

generalidades

10.410 (H) Mínimos operacionais em aproximações por

instrumentos em helicóptero

10.413 (H) Decisão de divergir um helicóptero, em caso

de emergência

voos ifr em helicóptero

10.415

(H) Voo simulado por instrumentos em

10.333

(H) Carregamento, cálculos de massa e centra-

helicóptero

gem em operações de helicópteros

10.417 (H) Simulação de emergências em voos de trans-

10.335

(H) Documentos de massa e centragem

porte aéreo comercial em helicóptero

10.337

(H) Limitações e performance em operações de

10.420

(H) Proibição de lançamento de artigos ou objec-

helicóptero

tos, pulverização de produtos ou reboque

(400)4704

DIÁRIO DA REPÚBLICA

10.423

(H) Autorização e atribuição de áreas para a rea-

10.513

(H) Operações IFR ou nocturnas com um único

lização de voos de teste em helicóptero

piloto

10.425

(H) Áreas proibidas e restritas a evitar

10.515

(H) Voos IFR em espaço aéreo controlado

10.427

(H) Operação de helicópteros em espaços aéreos

10.517

(H) Voos IFR fora do espaço aéreo controlado

classificados

10.520

(H) Mínimos de descolagem em condições IFR

10.430 (H) Cumprimento das trajectórias visuais ou

electrónicas de descida por instrumentos em helicóptero

em operações de transporte aéreo comercial

10.523 (H) Altitudes de cruzeiro IFR ou níveis de voo

10.433

(H) Aproximações finais estabilizadas em

em espaço aéreo controlado

helicóptero

10.525

(H) Altitudes ou níveis de voo em condições IFR,

10.435

(H) Decisão da tripulação quanto à restrição ou

em espaço aéreo não controlado

suspensão das operações de voo para heliportos ou aeropor- tos considerados inseguros

10.437 (H) Continuação de um voo sem garantia de

segurança e/ou em condições meteorológicas adversas

10.527 (H) Altitudes mínimas para operações IFR em

Helicóptero

10.530 (H) Operação IFR num espaço aéreo controlado:

reporte de avarias

10.440

(H) Sinais internacionais de intercepção

10.533

(H) Continuação dum voo em condições IFR, até

Parte K (H): Operação de voos controlados de helicóptero

ao destino

10.443

(H) Aplicabilidade

10.535

(H) Formação de gelo e outras substâncias

10.445

(H) Autorizações ATC

contaminantes

10.447

(H) Cumprimento das autorizações ATC

10.537

(H) Aproximação por instrumentos em heliportos

10.450

(H) Comunicações

10.540

(H) Mínimos de operação para heliportos

10.453

(H) Equipamento de comunicações, navegação

10.543

(H) Equipamento de radar meteorológico a bordo

em Operações VFR e IFR, e radar/“transponder”

de helicóptero

10.455

(H) Outras operações especiais

 

10.545

(H) Equipamento de aviso de aproximação ao

10.457

(H) Rota planeada a seguir

 

terreno (GPWS)

10.460

(H) Alterações à rota não previstas

 

10.547

(H) Mínimos para o alcance visual da pista (RVR)

10.463

(H) Autorização do atc a pedidos de alteração da

10.550

(H) Exigências de aprovação: aproximações de

rota110

Categoria II e III

10.465

(H) Reportes de posição

 

10.553

(H) Início de uma aproximação por instrumentos

10.467

(H) Voos em formação

 

em transporte aéreo comercial

10.470

(H)

Operações na

área

dos

aeródromos

10.555

(H) Operações em helicóptero abaixo da altitude/

controlados

 

10.473

(H) Término de um serviço de controlo de trá-

altura de decisão (DA/H) ou altitude/altura mínima de des- cida (MDA/H)

fego aéreo

10.557

(H) Aterragem em condições meteorológicas por

10.475

(H) Interferência ilícita

 

instrumentos

10.477

(H) Acerto horário

 

10.560

(H) Procedimento após uma aproximação por

10.480

(H) Sinais universais

 

instrumentos interrompida

Parte L (H): Regras de voo visual em helicóptero (VFR)

10.563

(H) Mudança de um plano de voo ifr para VFR

10.483

(H) Aplicabilidade

10.565

(H) Falha de comunicações rádio bilaterais em

10.485

(H) Condições meteorológicas visuais (VMC)

voos IFR

10.487

(H) Mínimos meteorológicos para descolagens e

Parte N (H): Operações especiais em helicóptero

aterragens em condições de voo VFR

10.567

(H) Generalidades

10.490

(H) Operações de voo em VFR especial

10.570

(H) Instrução adicional para operações especiais

10.493

(H) Limitações para a navegação VFR através de

em helicóptero

referências visuais

10.495 (H) Classes de espaço aéreo, níveis de cruzeiro

vfr e mínimos VMC

10.573 (H) Operações de serviço de emergência médica

em helicóptero (HEMS)

10.575 (H) Operações de helicóptero com guincho

10.497

(H) Autorizações do atc para voos VFR

(HHO)

10.500

(H) Voos VFR que carecem de autorização do

10.577

(H) Operações de helicóptero em locais de inte-

ATC

10.503 (H) Deterioração das condições meteorológicas

abaixo dos mínimos VMC

resse público

10.580 (H) Transporte por helicóptero, de armas e muni-

ções de guerra

 

10.505

(H) Alteração de um plano de voo de VFR para

10.583

(H) Transporte por helicóptero, de armas e muni-

ifr

ções para a práctica de desporto

 

10.507

(H) Falha de comunicações radiotelefónicas bila-

Parte o (H): Operações de helicóptero sobre a água

terais em voos VFR Parte M (H): Regras de voo por instrumentos em helicóptero

10.585 (H) Operação de helicópteros em zonas maríti-

mas — Amaragem

10.587 (H) Regras de prioridade em operações sobre a

I SÉRIE — N.º 192 — DE 5 DE OUTUBRO DE 2011

4704(401)

10.590 (H) Utilização do coletes salva-vidas em voos

sobre a água

10.593 (H) Barcos salva-vidas em voos prolongados

sobre a água

10.595 (H) Outro equipamento de emergência em voos

prolongados sobre áreas designadas, sobre a água

10.597 (H) Outro equipamento de sobrevivência para

operações em áreas designadas, em terra

10.600 (H) Requisitos adicionais em voos de/para heli-

portos localizados numa zona marítima hostil

10.603 (H) Alternantes em plataformas marítimas em

operações de helicóptero

10.605 (H) Utilização do emissor/localizador de emer-

gência automático, em operações marítimas (off shore)

10.607 (H) Informação sobre o equipamento de emer-

gência e sobrevivência a bordo do helicóptero (off shore)

10.610 (H) Procedimento adicional de comunicações a

ser incluído no MOV de operadores de helicópteros que ope- rem em voos de apoio, ou relacionados com a exploração de recursos minerais, incluindo gás, na plataforma marítima continental angolana (off shore) Apêndices Apêndice 1 ao 10.001 (H): Vigilância dos operadores Estrangeiros de transporte aéreo em território angolano Apêndice 1 ao 10.020 (H):Modelo do certificado de ope- rador aéreo (COA) Apêndice 2 ao 10.020 (H): Modelo de especificações operacionais Apêndice 1 ao 10.050 (H):Instrumentos e equipamentos inoperativos Apêndice 1 ao 10.100 (H) Autorização especial para operações de helicóptero em categorias II/III — formação e qualificações Apêndice 1 ao 10.137 (H): Registos dos instrutores de voo de helicóptero Apêndice 2 ao 10.137 (H):Qualificações e limitações dos pilotos instrutores de voo de helicóptero Apêndice 1 ao 10.160 (H): Utilização de substâncias Psicoactivas Apêndice 1 ao 10.203 (H) Operação dos gravadores de parâmetros de voo (FDR) e gravadores de voz (CVR) na cabina de pilotagem de um helicóptero Apêndice 1 ao 10.255 (H): Oxigénio portátil a transpor- tar a bordo de helicópteros não pressurizados que operem acima de 10.000 Pés (700 hPa) Apêndice 1 ao 10.333 (H) Carregamento, cálculos de massa e centragem em operações de helicóptero Apêndice 1 ao 10.335 (H) Documentos de massa e centragem Apêndice 1 ao 10.360 (H) Retenção e conservação da documentação de voo em operações de transporte aéreo comercial de helicóptero Apêndice 1 ao 10.405 (H): Procedimento de acerto altimétrico Apêndice 1 ao 10.440 (H): Sinais internacionais de intercepção Apêndice 1 ao 10.480 (H): Sinais universais de urgência e perigo na aviação

Apêndice 2 ao 10.480 (H): Sinais universais para o con- trolo do tráfego do aeródromo

Apêndice 3 de 10.480 (H): Sinais universais de solo para o tráfego do aeródromo Apêndice 4 ao 10.480 (H):Sinais aeronáuticos universais para apoio a manobras das aeronaves no solo Apêndice 1 ao 10.483 (H): Instrumentos de voo e nave- gação, associados a operações diurnas VFR Apêndice 1 ao 10.495 (H): Classes de espaço aéreo, níveis de cruzeiro VFR e mínimos VMC Apêndice 1 ao 10.510 (H): Instrumentos de voo e nave- gação, associados a operações IFR ou nocturnas Apêndice 1 ao 10.525 (H): Tabela de níveis de cruzeiro IFR Apêndice 1 ao 10.540 (H) Mínimos de operação para heliportos Apêndice 1 ao 10.573 (H): operações de serviço de emer- gência médica (HEMS) Apêndice 1 ao 10.575 (H) Operações de helicóptero com guincho (HHO) Parte A (H): generalidades 10.001 (H) Aplicabilidade (a) O presente Normativo Técnico Aeronáutico prescreve as exigências da República de Angola para:

(1) A operação de helicópteros registadas em Angola conduzidas por tripulantes licen- ciados em Angola.

(2) A operação de helicópteros registadas no estran- geiro por detentores de COA Angolanos.

(3) A operação de helicópteros no território nacional por tripulantes ou detentores de COA estrangeiros. (4) A República de Angola, como Estado Contratante, reconhece como válido um COAemitido por outro Estado Contratante, desde que os requisitos que obedeceram à emissão desse COA sejam pelo menos iguais aos standards regulamentares, espe- cificados pela ICAO (SARPS). (5) Um titular de um Certificado de Transporte Aéreo Comercial Estrangeiro deve cum- prir com os requisitos aplicáveis nos Anexos à Convenção Internacional da Aviação Civil, e outros requisitos especi- ficados pelo INAVIC.

Nota: Vide no Apêndice 1 aos 10.001 (H) os procedimen- tos de inspecção de operadores estrangeiros de Transporte Aéreo em Território Angolano. (b) O presente Normativo aplica-se aos operadores e tripulantes de aeronaves que efectuam:

(1) Serviços Aéreos;

(2) Transporte Aéreo Comercial; e Transporte Aéreo Comercial Internacional; (3) Aviação Geral, incluindo a Operação

Internacional de helicópteros;

(c) O presente NTA aplica-se aos pilotos e outras pessoas que exerçam tarefas sobre as quais

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DIÁRIO DA REPÚBLICA

a regulamentação aeronáutica angolana seja aplicável.

Para operações fora do território da República

de Angola, todos os pilotos e operadores

licenciados e certificados pela Autoridade, devem cumprir com as exigências do pre- sente Normativo, exceptuando-se os casos em que o seu cumprimento possa resultar em violação às leis do Estado estrangeiro onde estiverem a operar.

(d)

Sempre que determinada exigência específica for aplicável somente a um segmento particular das operações aéreas, tal exigência será identificada por uma referência a tais operações específicas, tais como ― transporte aéreo comercial II, ― helicópteros de médio porte II, ― helicópteros equipados com turbina II, etc.

(e)

O presente NTA regula ainda os requisitos relati-

vos à exploração de helicópteros civis utilizados em transporte aéreo comercial aplicáveis às seguintes áreas:

(1) Procedimentos operacionais; (2) Limitações operacionais; (3) Manutenção; (4) Instrumentos e equipamentos; (5) Documentação; (6) Recursos humanos; (7) Operações específicas de helicópteros; (8) Operações em quaisquer condições

atmosféricas;

(f) Este Normativo não se aplica:

(1) Helicópteros de Estado nos termos da Convenção de Chicago Artigo 3 (a)

(2) Os helicópteros utilizados pelas Forças Armadas, serviços aduaneiros e policiais são considerados Aeronaves de Estado. 10.003 (H) DEFINIÇÕES

(a) Para efeitos do presente NTA, aplicar-se-ão as seguintes definições:

Nota: No NTA 1 da presente regulamentação encontram- -se definidos outros termos aeronáuticos. (1) Aceite/Aceitável: Admitido pela Autoridade como adequado ao fim a que se destina. (2) Acidente: a ocorrência relacionada com

a operação de uma aeronave entre o

momento em que se efectua o embarque

da

primeira pessoa com a intenção de voar

e

o momento do desembarque de todas

as pessoas que embarcaram com essa intenção, da qual resultem lesões mor- tais ou ferimentos graves para qualquer uma delas, ou danos ou falha estrutural da aeronave, o seu desaparecimento, ou a sua total inacessibilidade. (3) Aeródromo: Área definida na terra ou na

água (incluindo edifícios, instalações e equipamentos) destinada total ou parcial- mente às chegadas, partidas ou movimento das aeronaves à superfície.

(4) Aeródromo Alternante: Aeródromo para o qual uma aeronave pode proceder sempre que for impraticável ou desaconselhável prosseguir para, ou aterrar no aeródromo do destino. Os aeródromos alternantes incluem o seguinte:

(i) Alternante à Descolagem: Aeródromo alternante no qual uma aeronave pode efectuar uma aterragem logo após a descolagem, se não for possível uti- lizar o aeródromo de partida para aterrar. (ii) Alterante em Rota: Aeródromo no qual uma aeronave pode aterrar após ter enfrentado condições anormais ou de emergências durante o voo (iii) Alternante ao Destino: Aeródromo alternante para o qual uma aeronave pode proceder e aterrar caso seja desaconselhável ou não seja possível aterrar no aeródromo do destino. Nota: O aeródromo de partida do voo também pode ser alternante do destino ou em rota para aquele voo. (5) Aeronave: Qualquer aparelho que possa obter sustentação na atmosfera a partir das reacções do ar nas suas superfícies. (6) Aeroplano: Aeronave motorizada mais pesada que o ar, cuja sustentação é deriva das reacções aerodinâmicas sobre superfí- cies que se mantêm fixas sob determinadas condições de voo. (7) Avião de Grande Porte: Aeroplano com uma Massa máxima certificada à descola- gem superior a 5700 kg. (8) Avião de Pequeno Porte: Aeroplano com uma Massa máxima certificada à descola- gem igual ou inferior a 5700 kg. (9) Altitude ou Altura de Decisão (DA/H):

A altitude ou altura especificada numa aproximação de precisão, a partir da qual devem ser iniciados os procedimentos para uma manobra de aproximação inter- rompida, se a referência visual necessária para a continuação da aproximação em curso não for estabelecida. (10) Altitude ou Altura Mínima de Descida (MDA/H): Altitude ou altura especifi- cada num procedimento de aproximação por instrumentos de ―não precisão‖ ou circuito de pista, abaixo da qual a descida não deve ser prosseguida sem a identifi- cação das referências visuais necessárias para a continuação da aproximação. (11) Altitude (OCA) ou Altura (OCH) Mínima sobre Obstáculos: Altitude ou Altura mínima acima da altura da cabeceira de uma pista relevante, ou da elevação de um Aeródromo, como aplicável, utilizada

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para estabelecer o cumprimento dos crité- rios definidos do intervalo mínimo acima dos Obstáculos.

(i)

OCA é referenciada à Altitude média do nível do mar (MSL), e a OCH é referenciada à elevação da cabeceira da pista se esta estiver a mais de 2 metros (7 ft) inferior à elevação do Aeródromo.

(ii)

OCH, para um circuito de aproxima- ção visual é referenciada à elevação do

Aeródromo.

(iii) Quando ambas as expressões são uti-

lizadas, por conveniência, podem ser escritas na forma de Altitude/Altura OCA/OCH. (12) Altitude de Pressão: Valor de pressão atmosférica expresso em termos de alti- tude e que corresponde a uma determinada pressão na Atmosfera Padrão.

(13) Ambiente Hostil: a área em que não se pode efectuar uma aterragem forçada com segurança porque:

(i)

O terreno é inadequado;

(ii)

Os ocupantes do helicóptero não podem ser adequadamente protegidos de outras causas externas;

(iii)

A capacidade de busca e salvamento não é fornecida de modo consistente e com o tipo de exposição esperada;

(iv)

As partes das áreas congestionadas não possuem locais adequados para aterragens forçadas com segurança;

(v)

Risco inaceitável de colocar em perigo

pessoas ou bens à superfície. (14) Ambiente Hostil em Área Congestionada:

Ambiente hostil dentro de uma área densa- mente povoada ou concentração com fins residenciais, comerciais ou recreativos; (15) Ambiente Hostil em Área não Congestionada: Área hostil, fora de uma área densamente povoada ou concentração com fins residenciais, comerciais ou recreati- vos, onde uma aterragem forçada segura não

é praticável porque a superfície é inadequada; (16) Ambiente não hostil: Área que não seja considerada hostil, nos termos da alínea anterior, porque:

(i)

O terreno é adequado, permitindo uma aterragem forçada com segurança;

(ii)

Os ocupantes do helicóptero podem ser protegidos, de forma adequada, a causas externas;

(iii) A capacidade de busca e salvamento pode ser fornecida de modo consis- tente com um mínimo de exposição esperada; (iv) O risco de colocar em perigo pessoas ou bens é aceitável. (17) Aprovado (pelaAutoridade): Reconhecido (pela Autoridade) como adequado ao fim a que se destina. (18) Aproximação Por Instrumentos: Série de manobras executadas pelos pilotos das aeronaves em voo, com objectivo de aterrar num aeródromo, tendo como refe- rência principal a leitura e interpretação dos instrumentos a bordo e as respectivas cartas de descida e aproximação. Nota: As aproximações por instrumentos subdividem-se em aproximação por instrumentos de não precisão e aproxi- mação por instrumentos de precisão. (19) Aproximação por Instrumentos de ― Não Precisão II: Manobra de aproxi- mação e aterragem por instrumentos, em que os mínimos do sistema para o pro- cedimento são baseados nos seguintes critérios:

(i) Operações de Aproximação e Aterragem Sem Informação Vertical: Manobra durante a qual, a informação utilizada é apenas lateral, isto é, não existe informa- ção vertical (Exemplo: ILS sem ladeira, VOR, NDB, SRA e VDF). (ii) Operações de Aproximação e Aterragem Com Informação Lateral e Vertical:

Manobra durante a qual a informação utilizada é a lateral e vertical, sem con- tudo serem preenchidos os requisitos mínimos estabelecidos para as operações de aproximação e aterragem de precisão. (20) Aproximação por Instrumentos de Precisão de Categoria I (CAT I): Aproximação e aterragem por instrumentos de precisão com uma DA/H não inferior a 60 m (200 pés), visibilidade não inferior a 800 m, ou RVR não inferior a 550 m. (21) Aproximação por Instrumentos de Precisão de Categoria II (CAT II):

Aproximação e aterragem por instrumen- tos de precisão com uma DA/H inferior a 60 m (200 pés) mas não inferior a 30 m (100 pés) e RVR não inferior a 350 m. (22) Aproximação por Instrumentos de Precisão de Categoria IIIA (CAT IIIA):

Aproximação e aterragem por instrumen- tos de precisão com:

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DIÁRIO DA REPÚBLICA

(i)

Uma DA/H inferior a 30 m (100 pés) ou sem DA/H;

vel expectativa de não haver ferimentos a pessoas na aeronave ou na superfície.

Documento que certifica que os trabalhos

(ii)

RVR não inferior a 200 m.

(30) Categoria ―A II: Relativamente a helicóp-

(23) Aproximação por Instrumentos de Precisão de Categoria IIIB (CAT IIIB): Aproximação e aterragem por instrumentos de precisão com:

teros, significa helicópteros locomotores dotados das características de isolamento de motor e sistemas específicos aceitáveis

(i)

Uma altura DA/H inferior a 15 m (50 pés) ou sem DA/H;

e dados de performance no manual de voo do helicóptero baseados num conceito de

(ii)

RVR inferior a 200 m, mas não inferior

falha do motor crítico que garanta uma

do que 50 m. (24) Aproximação Por Instrumentos de Precisão de Categoria IIIC (CAT IIIC):

área de superfície designada adequada, e características de performance adequadas para garantir a continuação segura do voo

Aproximação e aterragem por instrumentos de precisão sem limitações de DA/H nem de RVR. Nota: Nos casos em que a altura de decisão (DH) e o alcance visual da pista (RVR) recaiam em categorias dife- rentes de operação, a aproximação por instrumentos e aterragem deverá ser efectuada de acordo com os requisitos da categoria mais limitativa (ex: uma aproximação em que a DH seja do tipo CAT IIIA, mas em que o RVR esteja no âmbito de CAT IIIB, a operação deverá ser classificada do tipo CAT IIIB, ou no caso de numa aproximação em que a DH seja de CAT II, mas com um RVR de categoria CAT I, a operação deverá ser igualmente considerada como CAT II). (25) Área de Aproximação Final e Descolagem (FATO) - Helicóptero: Uma área determi- nada, ao longo da qual decorre a manobra de aproximação, que se estende até ao momento em que o helicóptero se detém

em caso de falha de um motor; (31) Categoria ―B II: Relativamente a helicóp- teros, significa helicópteros monomotores ou plurimotores que não estejam plenamente em conformidade com todos os padrões da categoria A. Os helicópteros de categoria B não têm capacidade garantida de manter o voo em caso de falha do motor, e presume-se uma aterragem não programada; (32) Certificação de Aptidão para Voo:

de manutenção descritos foram cumpridos de uma forma satisfatória, quer de acordo com os procedimentos descritos no ― Manual de Procedimentos da Organização de Manutenção‖ ou de acordo com um sis- tema equivalente. (33) Certificado de Operador Aéreo (COA):

em voo estacionário e/ou aterra, ponto coincidente com o início da manobra de descolagem. Para operações em condições de performance de Classe 1, a área defi- nida deve incluir uma zona de segurança, disponível para uma aterragem de emer- gência, em caso de falha de um motor. (26) Área congestionada: relativamente a uma cidade, vila ou povoação, qualquer área utilizada em grande parte para fins residenciais, comerciais ou de lazer (v. também definições de ambientes hostis e não hostis); (27) Área de toque e de descolagem» (TLOF) área com um piso suficientemente con- sistente sobre a qual um helicóptero pode aterrar e descolar; (28) Assistência em Terra (Ground Handling). Serviços necessários para a chegada e saída de uma aeronave a um aeródromo, com excepção dos serviços de tráfego aéreo. (29) Aterragem Forçada Segura: Inevitável aterragem ou amaragem com uma razoá-

Certificado que autoriza um operador aéreo a desenvolver operações do trans- porte aéreo comercial, nos termos e especificações nelas prescritas. (34) Classe de performance 1: Operações da classe de performance 1 são aquelas que permitem, em caso de falha da unidade de potência crítica, que o helicóptero seja capaz de aterrar dentro da distância dis- ponível para a aterragem de emergência, ou prosseguir em segurança até uma área de aterragem apropriada, dependendo do ponto em que a falha ocorreu; (35) Classe de performance 2: Operações da classe de performance 2 são operações em que, em caso de falha da unidade de potên- cia crítica, é permitido que o helicóptero prossiga o voo em segurança, excepto quando a falha ocorre no início da mano- bra de descolagem, ou no final da manobra de aterragem, podendo exigir uma aterra- gem forçada; (36) Classe de performance 3: Operações da classe de performance 3 são operações

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onde, em caso de falha da unidade de potência em qualquer fase do voo, uma aterragem forçada pode ser exigida num helicóptero multimotor, mas é exigida no

caso de helicópteros com um só motor; (37) Ciclo de guincho para fins do estabeleci- mento das qualificações da tripulação nos termos deste apêndice significa um ciclo

de descida e subida do gancho do guincho.

(38) Componente indicada de vento de frente:

a componente de vento de frente indi-

cada no momento do planeamento do voo que pode ser utilizada desde que não haja nenhuma alteração significativa de vento antes da descolagem; (39) Condições Meteorológicas Visuais (VMC):

Condições meteorológicas expressas em ter-

mos de visibilidade, distância às nuvens, altura da camada mais baixa das nuvens iguais ou superiores a mínimos especificados. (40) CondiçõesMeteorológicasporInstrumentos (IMC): Condições meteorológicas expres- sas em termos de visibilidade, distância às nuvens, altura da camada mais baixa das nuvens, inferiores aos mínimos meteorológi- cos visuais. (41) Configuração máxima aprovada de luga- res de passageiros: a capacidade máxima de lugares de passageiros de um helicóp- tero, excluindo os assentos de tripulantes, utilizada pelo operador, aprovada pela autoridade e constante do MOV; (42) Controlo Operacional. O exercício da de autoridade sobre o início, continui- dade, diversão ou término de um voo no interesse da segurança da aeronave, da regularidade e da eficiência do voo. (43) Descolagem e Fase Inicial da Subida:

Fase do voo, iniciada no momento da des- colagem, até uma altura de 300 m (1.000) acima do FATO, caso o voo planeado exceda esta altitude, ou até ao topo da subida, nos restantes casos. (44) Desempenho Base de Navegação (PBN):

Navegação de Área baseada nos requisitos de desempenho para a aeronave operando ao longo de uma rota ATS, num procedi- mento de aproximação por instrumentos ou num espaço aéreo designado. (45) Desempenho de Comunicações Requerida (RCP): Uma declaração das exigências de desempenho para comunicação operacional, em conformidade com funções específicas

de ATM.

(46) Desempenho de Navegação Requerida (RNP): Prescrição de performances de navegação necessárias para operação den- tro de um espaço aéreo definido. (47) Desempenho Humano: Capacidades e limitações de natureza humana, com influência na segurança e eficácia das ope-

rações aeronáuticas. (48) Dia de Calendário: Período de tempo trans- corrido, contabilizado em Tempo Local ou Tempo Universal Coordenado, com início à meia-noite e término após 24 horas à meia- -noite seguinte. (49) Diário de Navegação: Formulário assinado pelo Piloto Comandante de cada voo, no qual são registados, nomes dos membros da tripulação e suas tarefas laborais, tipo de voo, data, local e horas de partida e de chegada e tempo de voo. (50) Dispositivo de Instrução para Simulação do Voo: Qualquer um dos três tipos de aparelhos que se descrevem abaixo, nos quais se simula em terra as condições de voo:

(i) Simulador de Voo: Dispositivo que representa com exactidão da cabina de pilotagem de um tipo particular de aeronave até o ponto de simular posi- tivamente, entre outras, as funções mecânicas, eléctricas e electrónicas dos comandos instalados, o ambiente normal dos tripulantes e o desempe- nho, a performance e características

de voo deste tipo de aeronave.

(ii) Simulador para Procedimentos de

Voo: Dispositivo que reproduz fielmente

o ambiente da cabina de pilotagem e

que simula as indicações dos instru- mentos, as funções simples dos sistemas mecânicos, electrónicos e eléctricos dos comandos instalados, bem como o desempenho, a performance e as caracte- rísticas de voo de uma aeronave de uma classe específica. (iii) Simulador Básico do Voo Por Instrumentos: Dispositivo equipado com instrumentos apropriados, e que simula o ambiente da cabina de pilo- tagem de uma aeronave em voo, em condições meteorológicas do voo por instrumento. (51) Distância disponível para aterragem: O comprimento da área de aproximação final e descolagem mais qualquer área adicional

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DIÁRIO DA REPÚBLICA

declarada disponível e adequada para que

o helicóptero possa concluir a manobra de

aterragem a partir de uma altura definida; (52) Distância disponível para descolagem: O comprimento da área de aproximação final

e descolagem acrescido do comprimento

da área livre de obstáculos, disponível e

adequada para os helicópteros completa- rem a descolagem;

(53) Distância exigida para descolagem: a dis- tância horizontal exigida desde o início da descolagem até ao ponto em que se atinge VTOSS) S, uma altura de 10,7 m (35 pés) acima da superfície de descolagem e um gradiente positivo de subida na sequência da falha de uma unidade de potência crí- tica no TDP, com as demais unidades de potência a operar dentro dos limites de operação aprovados; (54) Distância exigida para aterragem: a dis- tância horizontal exigida para aterrar e se imobilizar a partir de um ponto situado 10,7 m (35 pés) acima da superfície de

aterragem;

(55) Distância necessária para a interrupção da manobra de descolagem: a distân- cia horizontal necessária desde o início da manobra de descolagem até ao ponto em que o helicóptero é imobilizado após falha de uma unidade de potência e interrupção da manobra de descolagem no ponto de

decisão;

(56) Documentação de Voo Compilada (Sistema Compilado de Documentação de Voo):

Um conjunto de documentos inter-relacio- nados, criado pelo operador, devidamente compilado e organizado, que contém toda a informação necessária para operações de voo

e em terra em segurança, do qual fazem parte,

no mínimo, um manual de operações de voo

e um manual de controlo de manutenção.

(57) Especificação de Desempenho de Navegação (NP): Conjunto de requisitos da aeronave e da tripulação técnica necessários para susten- tar as Operações de Navegação com requisitos básicos de desempenho de Navegação em deter- minado Espaço Aéreo. Existem dois tipos de Especificações de Desempenho de Navegação:

(i) Especificação RNP: A Especificação de Navegação baseada na Navegação de Área que inclui os requisitos para a monitorização e alerta do desempe- nho da Navegação pelo prefixo RNP, exemplo RNP4, RNP APCH.

(ii) Especificação RNAV: A Especificação de navegação baseada na Navegação de Área, que não inclui os requisitos para a monitorização e alerta do desempe- nho da Navegação pelo prefixo RNAV, exemplo RNAV5, RNAV1. (58) Especificações Operacionais (OPSPEC’s):

Autorizações, condições e limitações associa- das com o Certificado de Operador Aéreo e cujas condições estão descritas no Manual de Operações. (59) Estado de Registo: Estado que emite o cer- tificado de registo da aeronave. Nota: No caso do Registo de uma aeronave de uma Agência Internacional a operar com critério diferente do Nacional, os Estados constituindo a Agência estão, colec- tivamente e individualmente, obrigados a assumir as suas responsabilidades, nos termos da Convenção de Chicago, que dizem respeito aos Estados de Registo, nos termos da Resolução do Conselho da ICAO de 14 Dezembro 1967 sobre a Nacionalidade e o Registo e uma Aeronave operando para uma Agência Internacional. (Doc 9587 da ICAO). (60) Estado do Operador: Estado onde se encontra a sede social do operador ou, no caso de este não a ter, o país da sua resi- dência permanente. (61) Erro Vertical Total (TVE): A diferença geométrica vertical entre a altitude pres- são actual em voo de uma aeronave e a altitude pressão designada nível de voo. (62) Facilidade de Navegação Aérea: qual- quer instalação ou facilidade, disponível ou designada para a utilização na ajuda à navegação aérea, incluindo aeródromos, áreas de aterragem, sistemas de ilumina- ção, dispositivos ou equipamentos para disseminação de informação meteoroló- gica, rádio ajudas à navegação, estações de radiocomunicações, e qualquer outra instalação, estrutura ou equipamento des- tinado a facilitar a condução ou controlo de aeronaves em voo, na aterragem ou na descolagem. (63) Factores Humanos: Capacidades e limita- ções de natureza humana, com influência na segurança e eficácia das operações aeronáuticas. (64) Fase de Aproximação e Aterragem - Helicóptero: A trajectória do voo, iniciada a uma altura de 300 m (1000 pés), acima da área de aproximação final e descolagem (FATO), caso a rota do Helicóptero plane- ada tenha sido superior a esta altitude, ou em alternativa, a partir do momento do

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início da descida, até ao heliporto onde é possível realizar uma aterragem. (65) Fase de Rota: A parte do voo que decorre entre o final da fase de descolagem e subida inicial, até ser iniciado o procedimento da descida, com vista à aproximação e aterragem. Nota: Em caso de dificuldade em garantir uma separação visual adequada, em relação aos obstáculos, os voos devem ser planeados de forma a manter, em relação aos mesmos, uma distância suficientemente segura. Na eventualidade de falha de um motor, o operador deverá adoptar procedimen- tos de segurança alternativos. (66) Fases Críticas de Voo: Fases da operação de um voo que envolvem rolagem, des- colagem, aterragem e todas as situações em que a aeronave esteja a voar abaixo de 10000 pés, exceptuando-se o voo em cruzeiro. (67) Fato de Sobrevivência Integral: Fato de sobrevivência que preenche o requi- sito quer de fato de sobrevivência quer de colete salva-vidas, aceitável pela autoridade. (68) Gravador de Voo: Qualquer tipo de grava- dor instalado na aeronave com o propósito registar dados que sirvam para apoiar as investigações de acidentes/incidentes. (69) Helicóptero: Aeronave motorizada mais pesada que o ar, cuja sustentação é deri- vada das reacções aerodinâmicas sobre um ou vários rotores, no eixo vertical. (70) Helideck: Heliporto localizado sobre uma estrutura flutuante ou fixa situada sobre uma extensão de água. (71) Heliporto: Aeródromo ou área definida destinada ao uso total ou parcial para a chegada, partida e movimento de helicóp- teros à superfície. (72) Heliporto Alternante: qualquer heliporto previa- mente definido e inscrito no plano de voo, para o qual um helicóptero se pode dirigir quando se tornar impossível ou desaconselhável aterrar no heliporto de destino. Existem os seguintes tipos de Heliportos Alternantes:

(i) HeliportoAlternante ao de Descolagem:

o Heliporto no qual um helicóptero possa aterrar, caso isso se torne necessário ime- diatamente após a descolagem, sendo impossível ou desaconselhável utilizar o heliporto de partida; (ii) Heliporto Alternante em Rota: o heliporto no qual um helicóptero em rota seja capaz de aterrar depois de

passar por uma situação anormal ou de emergência; (iii) Heliporto Alternante de Destino: o Heliporto no qual um helicóptero possa aterrar, em caso de necessidade, na eventualidade de ser impossível ou desaconselhável utilizar o heliporto de destino, planeado. (73) Heliporto elevado: Um heliporto situ- ado pelo menos 3 m acima da superfície envolvente. (74) Heliporto flutuante: um heliporto situado numa estrutura offshore flutuante ou fixa; (75) Lista de Desvios de Configuração Autorizados (CDL): Uma lista elaborada pela organização responsável pelo projecto tipo de uma aeronave, aprovado pelo Estado do construtor, onde são identificados determinados artigos de equipa- mento externos, inexistentes no início do voo, e que contém informação sobre as consequentes limitações operacionais e penalizações na ― performance II da referida aeronave. (76) HHO offshore: um voo de helicóptero ope- rado ao abrigo de uma aprovação HHO, cuja finalidade é facilitar a transferência de pessoas e ou carga por guincho de ou para uma embarcação ou estrutura no mar. (77) Lista de Equipamento Mínimo (MEL):

Uma lista (incluindo um preâmbulo) que prevê a operação da aeronave em condições especificadas, com determinados instru- mentos, artigos de equipamento ou funções inoperativos no início do voo. Essa lista, em conformidade com, ou mais restritiva do que a MMEL é elaborada pelo operador para a sua própria aeronave tendo em conta a definição de aeronave e as condições per- tinentes de operação e de manutenção em conformidade com um procedimento apro- vado pela Autoridade. (78) Lista de Equipamento Mínimo de Referência (MMEL): Uma lista principal (incluindo um preâmbulo), elaborada pela organização res- ponsável pela Fabrico de um tipo específico de aeronave e aprovada pelo Estado de Projecto, adequada a um tipo de aeronave que determina os instrumentos, artigos do equipamento ou funções que, embora mantendo o nível de segu- rança previsto nas especificações da certificação de aeronavegabilidade, podem estar tempora- riamente inoperativos, devido à redundância inerente ao projecto e/ou devido a procedimen- tos, condições e limitações operacionais e de manutenção especificados, e em confor-

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midade com os procedimentos aplicáveis para aeronavegabilidade permanente; (79) Manual de Controlo da Manutenção do Operador: Um documento do Operador que descreve os procedimentos necessá- rios para assegurar que toda a manutenção programada e não programada é execu- tada nas aeronaves do Operador no devido tempo e de uma maneira controlada e satisfatória. (80) Manual de uma Organização de Manutenção:

Manual da responsabilidade do Director de uma determinada Organização de Manutenção, que contém as disposições relativas à instituição, tais como a política de segurança e qualidade, organograma, descrição genérica dos recur- sos humanos, deveres e responsabilidades dos dirigentes e pessoas nomeadas para fins espe- cíficos, descrição genérica das instalações e especificação do âmbito de trabalho da entidade de manutenção relevante para a extensão da certificação. A entidade deverá fornecer à auto- ridade competente um exemplar do seu manual. (81) Manual de Operações: Manual que contém procedimentos, instruções e orientações, a ser utilizado pelo pessoal operacional na execução das suas tarefas.

(82)ManualdeProcedimentosdaOrganização

de Manutenção. Documento assinado pelo responsável da organização de manu- tenção e aprovado pela Autoridade, no qual está detalhada a estrutura e responsa- bilidades de gestão da organização, âmbito dos trabalhos, descrição das instalações e facilidades, procedimentos de manutenção e sistemas de garantia de qualidade ou de inspecção. (83) Manual de Voo: Manual associado ao certi- ficado de aeronavegabilidade, que contém as limitações dentro das quais uma aero- nave pode ser considerada aeronavegável, bem como as instruções e a informação necessária aos membros da tripulação de voo para a operação segura da aeronave. (84) Manual de Voo de Operações de Aeronave (AFM): Manual, aceite pelo Estado do Operador, que contém procedi- mentos para situações normais, anormais e de emergência, checklists, limitações, informações de performance, detalhes dos sistemas da aeronave (avião) e outro mate- rial relevante para a operação de aeronave. (85) Manual de Voo de Operações de Helicóptero (RFM): Manual, aceite pelo Estado do

Operador, que contém procedimentos para situações normais, anormais e de emergên- cia, checklists, limitações, informações de performance, detalhes dos sistemas do heli- cóptero e outro material relevante para a operação do helicóptero.

Nota: O Manual de Voo de Operações do avião ou do helicóptero faz parte do Manual de Operações. (86) Manutenção: Desenvolvimento de tarefas necessárias para assegurar a continuidade da aeronavegabilidade de uma aeronave, incluindo reparações gerais, inspecção, subs- tituição, rectificação de defeitos, modificação ou reparação estrutural ou a combinação destas. (87) Massa de descolagem: a massa total do helicóptero no início da descolagem; (88) Massa Máxima: Massa máxima certifi- cada à descolagem. (89) Membro da Tripulação: Pessoa nome- ada por um operador para trabalhar numa aeronave durante o período de serviço de voo. (90) Membro da Tripulação de Voo: Tripulante licenciado encarregado de tarefas essen- ciais à operação de uma aeronave durante o período de serviço de voo. (91) Membro da Tripulação de Cabina:

Membro da tripulação, não pertencente à tripulação técnica de voo, que desenvolve, no interesse da segurança dos passa- geiros, tarefas atribuídas pelo operador ou pelo piloto comandante duma aero- nave utilizada no transporte comercial de passageiros. (92) Mercadorias Perigosas: Os artigos ou substâncias passíveis de apresentar riscos significativos para a saúde, segurança ou bens, quando transportados por via aérea, que se encontram descritos no documento n.º 9284 da OACI, relativo a instruções técnicas para o transporte aéreo de merca- dorias perigosas. (93) Mínimos Operacionais de um Aeródromo:

Limitações de utilização de um aeródromo para:

(i)

Descolagem, expressa em termos de alcance visual da pista e/ou visibili- dade e, se necessário, condições de nebulosidade;

(ii)

Aterragem em operações de aproxima- ção de precisão e aterragem, expressa em termos de visibilidade e/ou alcance visual da pista e altitude/altura de deci-

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são (DA/H) de acordo com a categoria apropriada da operação;

entre o pôr e nascer do sol, conforme for prescrito pela Autoridade (INAVIC).

não possuir uma licença, mas devida-

(iii)

Aterragem em operações de aproxi-

(99) Oficial de Operações de Voo (OOV) /

mação e aterragem com guiamento vertical, expressa em termos de visi- bilidade e/ou alcance visual da pista e altitude/altura de decisão (DA/H) de acordo com a categoria apropriada da operação; e

Despachante de Voo: Pessoa nomeada pelo operador, como responsável pelo controle e supervisão das operações de voo, independentemente de possuir ou

mente qualificado e treinado para o cargo,

(iv)

Aterragem em operações de aproxima-

de acordo com o Anexo 6 da ICAO. Tem como funções:

ção e aterragem de ― não precisão‖, expressa em termos de visibilidade e/ ou alcance visual da pista e altitude/

altura (MDA/H) e, se necessário, con- dições de nebulosidade. (94) Mínimos Operacionais de um Heliporto:

(i) Assistir o pilotos na preparação de cada voo, fornecendo todos os documentos necessários à execução da totalidade dos voos, respeitando as regulamen- tações aeronáuticas e cumprindo os

(i) Exercer vigilância e estabelecer comu-

Limitações de utilização de um heliporto para:

padrões exigíveis de segurança;

(i)

Descolagem, expressa em termos de alcance visual da pista e/ou visibili- dade e, se necessário, condições de nebulosidade;

nicação com qualquer aeronave, na totalidade das áreas da sua operação, a fim de fazer face a eventual necessi- dade de fornecer ao piloto comandante

formance que, em caso de falha da unidade

(ii)

Aterragem em operações de aproxima- ção de precisão e aterragem, expressa em termos de visibilidade e/ou alcance visual da pista e altitude/altura de deci- são (DA/H) de acordo com a categoria apropriada da operação;

informações relevantes para a con- dução, em segurança, do voo ou desencadear procedimentos em caso de emergência. (100) Operação (Especial): Uma actividade ou conjunto de actividades, sujeitas ao mesmo

(iii)

Aterragem em operações de aproxi- mação e aterragem com guiamento vertical, expressa em termos de visi- bilidade e/ou alcance visual da pista e altitude/altura de decisão (DA/H) de acordo com a categoria apropriada da operação; e

tipo de constrangimentos, que requerem o preenchimento de requisitos exigentes, em termos de equipamento, pessoal técnico de voo e de manutenção, qualificados e com- petentes de forma a enfrentar e ultrapassar tais desafios. Nota: Para além de outras não especificadas, tais activi-

(iv)

Aterragem em operações de aproxi-

dades incluem operações offshore, operações de guincho ou

mação e aterragem de não precisão, expressa em termos de visibilidade e/ ou alcance visual da pista e altitude/ altura (MDA/H) e, se necessário, con- dições de nebulosidade. (95) Motor Crítico: Motor cuja falha afecta adversamente o desempenho ou as quali- dades de manobra de uma aeronave. (96) Nível de Cruzeiro: Nível de voo mantido durante uma parte significativa do voo. (97) Nível Pretendido de Segurança Operacional (TLS): Termo genérico que representa o nível de risco considerado aceitável em cir- cunstâncias específicas. (98) Noite: Período de tempo que decorre desde o final do crepúsculo civil vespertino até ao início do crepúsculo civil matutino ou qualquer outro período compreendido

de emergência médica. (101) Operação Classe de Performance 1 (Helicóptero): Operações da classe de performance 1 são aquelas com uma per-

de potência crítica, o helicóptero é capaz de aterrar dentro da distância disponível para aterragem abortada ou prosseguir em segurança até uma área de aterragem apropriada, dependendo de quando a falha ocorre. (102) Operação Classe de Performance 2 (Helicóptero): Operações da classe de per- formance 2 são operações onde, em caso de falha da unidade de potência crítica, existe performance suficiente para permitir que o helicóptero prossiga o voo em segurança, excepto quando a falha ocorre no início da

(410)4704

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manobra de descolagem, ou no final da manobra de aterragem, podendo exigir uma aterragem forçada. (103) Operação Classe de performance 3 (Helicóptero): Operações da classe de perfor- mance 3 são operações onde, em caso de falha da unidade de potência em qualquer altura durante o voo, uma aterragem forçada pode ser exigida num helicóptero multimotor, mas é exi- gida no caso de helicópteros com um só motor. (104) Operação da Aviação Geral: Operação de aeronave, que não uma operação de transporte aéreo comercial regular ou não regular, ou operação de trabalho aéreo. (105) Operação de Terra: Serviço ou conjunto de serviços de assistência, prestados num aeródromo a uma aeronave, após a sua chegada, ou antes da partida, não relacio- nados com os serviços de tráfego aéreo. (106) Operação de Transporte Aéreo Comercial:

Operação de uma aeronave que envolve o transporte remunerado ou por aluguer de passa- geiros, carga ou correio.

(107) Operação Extensa Sobre a Água: Relativamente

a aviões, operação sobre a água a uma distância

horizontal superior a 50 milhas náuticas desde a linha de costa mais próxima.

Para helicópteros, uma operação sobre a água a uma distância horizontal superior a 50 milhas desde

a linha de costa mais próxima, ou 50 milhas

náuticas desde o heliporto ― offshore II mais próximo. (108) Operação Offshore (Helicópteros): Operação em que a proporção da distância horizon- tal percorrida sobre a água é razoavelmente considerável, tendo como destino ou origem localidades, navios ou plataformas, localiza- das no mar (offshore). Para além de outras actividades, este tipo de operação relaciona-se sobretudo com o

apoio as explorações offshore de recursos minerais, como a petrolífera e gás, pescas

e transfere de pilotos dos navios.

(109) Operações de Aproximação e aterragem,

Utilizando Procedimentos de Aproximação por Instrumentos: As operações de apro- ximação e aterragem por instrumentos são classificadas em:

(i) Operações de aproximação e aterra- gem de não precisão: Aproximação e aterragem por instrumentos na qual é utilizada somente o guiamento lateral sem guiamento vertical.

(ii) Operações de aproximação e aterragem com guiamento vertical: Aproximação e aterragem por instrumentos que uti-

liza guiamento lateral e vertical, para

as operações de aproximação e aterra- gem de precisão.

(iii) Operações de aproximação e ater- ragem de precisão: Aproximação e

aterragem por instrumentos com uti- lização de guiamento de precisão lateral e vertical de acordo com os mínimos determinados pela categoria

da operação.

Nota: O guiamento lateral e vertical relaciona-se com a

orientação fornecida pelas ajudas à navegação aérea situadas em terra ou dados de navegação gerados por computador. (110) Operador: Pessoa, organização, ou Empresa, envolvido ou oferecendo para se envolver na operação de uma aeronave. (111) Operador Aéreo: Entidade detentora de um Certificado que a habilite ao exercício da actividade aérea. (112) Período de serviço de voo: O intervalo de tempo compreendido entre o momento, designado pelo operador, em que o tripu- lante se apresenta para efectuar um voo ou série de voos e o momento em que a aero- nave se imobiliza definitivamente, após ter completado o último sector voado. (113) Piloto Comandante (PIC):

(i)

Piloto designado pelo operador, ou no caso da aviação geral pelo, proprietário para exercer o comando e responsabi- lizar-se pela condução segura do voo.

(ii)

Piloto responsável pela operação

 

e

segurança da aeronave durante o

tempo de voo. Nota: A definição em (ii) foi elaborada para efeitos do Anexo 9 Facilitação. (114) Plano de Voo: Informações específicas submetidas aos órgãos dos serviços de trá- fego aéreo, relativas a um voo projectado ou parte (s) de um voo projectado de uma aeronave. Nota: O termo “plano de voo” pode ser utilizado para significar diferentemente, a informação detalhada de todos os aspectos relativos ao plano de voo cobrindo toda rota do voo, ou a informação limitada necessária, sempre que o objectivo for a obtenção de permissão para uma pequena parte do voo, para o cruzamento de um corredor aéreo, ou para a descolagem ou aterragem num aeródromo controlado. (115) Plano de Voo Operacional: Plano do operador visando a condução segura do voo, baseado nas considerações sobre a

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performance da aeronave, outras limita- ções operacionais e condições relevantes

previstas na rota a ser seguida e nos aeró- dromos ou heliportos para os quais a operação se destina. (116) Ponto de Decisão de Aterragem (LDP):

O ponto, durante a fase de aterragem,

em que, no caso de ser detectada a falha de uma unidade de potência, é decidido

se a aterragem pode ser efectuada com

segurança ou se deve ser iniciado um pro- cedimento de interrupção da manobra de aterragem.

(117) Ponto de Decisão de Descolagem (TDP):

O ponto, durante a fase de descolagem,

em que no caso de ser detectada a falha de

uma unidade de potência, é decidido se a

manobra de descolagem pode ser continu- ada com segurança ou interrompida. (118) Ponto Definido Após a Descolagem (DPATO): O ponto durante a fase de des- colagem e subida inicial antes do qual a capacidade do helicóptero de continuar o voo em segurança com a unidade de potên- cia crítica inoperativa não está garantida, podendo exigir uma aterragem forçada. (119) Ponto Definido Antes da Aterragem (DPBL): O ponto durante a fase de aproximação e aterragem após o qual a capacidade do helicóptero de continuar o voo em segurança com a unidade de potên- cia crítica inoperativa não está garantida, podendo exigir uma aterragem forçada. Nota: Pontos definidos aplicam-se a helicópteros opera- dos apenas em classe de performance 2. (120) Ponto de rotação» (RP): O ponto de rota- ção é definido como o ponto no qual é feito um movimento no comando cíclico para iniciar uma mudança de atitude «nariz em baixo» durante a trajectória de descolagem. É o último ponto na trajectória de descolagem a partir do qual caso seja reconhecida uma falha do motor é possível realizar uma aterragem forçada na plataforma; (121) Posse: A utilização deste termo indica que determinado documento, manual ou peça

de equipamento deve estar à guarda directa

da pessoa ou imediatamente acessível no local de trabalho dos membros da tripula- ção durante o exercício dos privilégios das licenças e certificados aeronáuticos. (122) Princípios de Factores Humanos:

Princípios aplicáveis ao projecto, certifi-

cação, formação, operações e manutenção aeronáuticas visando estabelecer a melhor interacção entre as componentes humanas e os sistemas, tendo em consideração o desempenho humano. (123) Programa de Manutenção: Documento que descreve as tarefas específicas da manutenção programas de fiabilidade, necessários à operação segura das aerona- ves às quais tais programas se aplicam. (124) Programa de Segurança Operacional:

Conjunto de Regulamentos e actividades com o objectivo de melhorar a Segurança Operacional. (125) Reparação: Reparação é a recuperação de um elemento danificado e/ou a restituição de uma condição de aeronavegabilidade após a emissão da certificação inicial de aptidão para serviço pelo fabricante de qualquer produto, peça ou equipamento.

(126) Requisitos de desempenho de Comunicações RCP: Declaração com os requisitos de desem- penho para a comunicação operacional de apoio a funções específicasATM. (127) Revisão do Voo: Revisão dos conheci- mentos e perícias de voo apropriadas à licença e qualificações de piloto, condu- zidas num ambiente de instrução por um instrutor de voo licenciado. (128) RNAV — Método de Navegação numa Área: Método de Navegação que permite

a uma aeronave prosseguir uma trajectória

de voo, numa determinada área, apoiada em informação a partir do solo ou recor- rendo a outras ajudas à navegação aérea

complementares via satélite, ou dentro de determinados limites na capacidade de auto informação das ajudas recebidas, ou

à combinação de ambas.

(129) RVR (Alcance Visual da Pista): Distância

dada pela torre de controlo, a partir da qual, o piloto de uma aeronave, posicionado no cen- tro de uma pista, distingue de forma clara, as marcas ou luzes que delimitam essa mesma pista, ou identifica a sua linha central. Esta distância é lida em metros. (130) Série de Voos Consecutivos: Ao ser con- siderada uma série de voos consecutivos, supõe-se:

(i) Que os voos sejam iniciados e termi- nem dentro de um período de 24 horas;

e

(ii) Os voos ou série de voos são efectu-

ados pelo mesmo piloto comandante.

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DIÁRIO DA REPÚBLICA

(131) Sistema de Documentos de Segurança de Voo. Conjunto de documentação inter- -relacionada, estabelecida pelo operador que compila e organiza a informação

(140) Tipo de Desempenho de Comunicações Exigido (RCP):. Uma etiqueta (ex: RCP 240) que representa os valores atribuídos ao RCP, de acordo com o tempo de com-

necessária às operações de voo e de terra,

binação das comunicações, continuidade e

e

inclui no mínimo, o manual de operações

disponibilidade.

e

o manual de controlo de manutenção do

(141) Tipo de RNP: Valor de contenção

operador. (132) Sistema de Gestão de Segurança (SMS):

expresso como distância em milhas náu- ticas ao redor de determinada posição,

Abordagem sistemática da gestão de segu- rança operacional, incluindo a estrutura orgânica e sua responsabilidade, políticas

dentro da qual os voos devem estar em pelo menos 95 por cento do tempo total de voo.

e

procedimentos.

Exemplo: RNP 4 representa uma precisão de navegação

(133) Sistema de Registos de Voo: O equipa- mento ou sistemas instalados na aeronave para registar ou gravar parâmetros de voo ou comunicações da cabina de pilotagem, com o fim de complementar a investigação de acidentes ou incidentes. (134) Sistema de Controlo de Segurança (SMS): Um sistema de gestão da segu- rança, incluindo implementação de uma estrutura organizacional adequada, com atribuição de responsabilidades, políticas

e procedimentos.

(135) Substâncias Psicoactivas: Álcool, opiói- des, canabinóides, sedativos e hipnóticos, cocaína, outros psico- estimulantes, aluci- nogénicos e solventes voláteis, excluindo café e tabaco. (136) Tecto de Nuvens: Altura da camada mais baixa de nuvens situada abaixo dos 6000 metros (20000 pés) medidos desde

a superfície do solo ou da água e cobrindo mais de metade do céu.

de mais ou menos 7,4 km (4 NM) numa base de 95 por cento de contenção. (142) Tipo Requerido de Desempenho de Comunicação RCPType: Uma etiqueta (ex. RCP 240) que representa os valores atribu- ídos aos parâmetros RCP para o período transaccionável de comunicação, continui- dade, disponibilidade, e integridade. (143) Trabalho Aéreo: Operação aérea na qual uma aeronave é utilizada para servi- ços especializados tais como agricultura, construção, fotografia, levantamentos, observação, patrulha, busca e salvamento, propaganda aérea, investigação e pes- quisa, ataque aos incêndios florestais, etc. (144) Transmissor Localizador de Emergência Automático (ELT): Termo alusivo a um equipamento que transmite sinais distin- tos, em frequências determinadas, o qual pode ser activado automaticamente, por impacto, ou manualmente. Existem vários tipos de equipamentos ELT:

(137) Tempo de exposição: O período durante

(i)

ELT Fixo Automático (ELT(AF))

o qual a performance do helicóptero com

ELT permanentemente fixo à aeronave,

a unidade de potência crítica inoperativa

podendo ser activado automaticamente,

sem vento não garante uma aterragem for-

por impacto, ou manualmente;

çada segura nem a continuação do voo em segurança (v. também definição do tempo

(ii)

ELT Portátil Automático(ELT (AP)) — ELT fixo à aeronave, mas removí-

de exposição máximo permitido); (138) Tempo de Voo (Aeroplanos): Tempo total

vel em caso de necessidade, podendo ser igualmente activado automatica-

a

partir do momento em que um aeroplano

mente, por impacto.

inicia o movimento autopropulsado com o objectivo de efectuar uma descolagem até ao momento do estacionamento no final do voo. (139) Tempo de Voo (Helicópteros): O tempo total cronometrado desde que as pás do rotor do helicóptero começam a mover-se

(iii)

ELT Destacável Automático (ELT AD)) — ELT fixo à aeronave, embora automaticamente destacável e acti- vado, por impacto., e em determinadas situações, através de sensores hidros- táticos. Também existe a possibilidade de serem activados manualmente.

para o voo, até que o helicóptero é final- mente imobilizado após o voo, e as pás do rotor são paradas.

(iv)

ELT de Sobrevivência (ELT(S)) ELT removível da aeronave, instalado de forma a facilitar a sua remoção e utiliza-

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ção imediatas em caso de emergência, podendo ser activado manualmente por algum dos sobreviventes. (145) Transporte Aéreo Comercial: A opera- ção de aeronave que envolva o transporte de passageiros, carga ou correio efectuada mediante qualquer tipo de remuneração; (146) Tripulante: Pessoa nomeada por um operador para trabalhar numa aeronave durante o período de serviço de voo. (147) Tripulante HHO: um membro da tripula- ção que desempenha tarefas relacionadas com a utilização de um guincho. (148) Verificação RVR: Valores reportados de um ou mais locais de reporte RVR (zona de toque, troço intermédio da pista e ponto de paragem final) utilizados para deter- minar a observância ou não dos mínimos operacionais estabelecidos. (149) Voo Acrobático: Manobras intencio- nalmente realizadas por uma aeronave envolvendo mudanças abruptas de alti- tude, atitudes anormais ou uma variação anormal de velocidade. (150) Voo Controlado: Todo voo sujeito a uma autorização do controlo do tráfego aéreo. (151) Voo de helicóptero em serviço de emer- gência médica (HEMS): um voo realizado por um helicóptero ao abrigo de uma apro- vação HEMS, cuja finalidade é facilitar a assistência médica de emergência sempre que seja essencial um transporte rápido e imediato, transportando, para esse fim:

(i) Pessoal médico; ou (ii) Artigos médicos (equipamento, san- gue, órgãos, medicamentos); ou (152) Voo incluindo operações de helicóp- tero com guincho (HHO): Um voo de helicóptero que opere ao abrigo de uma aprovação HHO, cuja finalidade é facilitar a transferência de pessoas e ou carga atra- vés de um guincho de helicóptero. (153) Vtoss (Velocidade Intermédia de Segurança à Descolagem): Velocidade que permite um gradiante positivo de subida de modo a sobrevoar todos os obs- táculos por baixo da trajectória de voo do helicóptero, com uma margem vertical de pelo menos 35 pés até ao fim da distância exigida para a descolagem, na sequência da falha de uma unidade de potência crí- tica, no TDP, com as demais unidades de potência a operar dentro dos limites de operação aprovados. A autoridade pode

especificar margens de separação aos obstáculos superiores a 35 pés num deter- minado heliporto. 10.005 (H) Acrónimos (a) Neste NTA são usados os seguintes acrónimos:

«AFCS» sistema automático de controlo de voo; «AFM» Manual de Voo da Aeronave; «AGA» aeródromos, rotas aéreas e ajudas terrestres; «AGL» acima do nível do solo; «A/H» altitude/altura; «AIG» prevenção e investigação de acidentes; «AOM» Manual de Operação da Aeronave; «ARP» ponto de referência do aeródromo; «ATC» controlo de tráfego aéreo; «ATS» serviços de tráfego aéreo; «CAT» categoria; «CDL» lista de desvios da configuração autorizados; «CG» Centro de Gravidade; «COA» certificado de operador aéreo; «CRM» gestão da tripulação a bordo; «CVR» gravador de conversações e comuni- cações da tripulação e sons de cabina de pilotagem; «D» a maior dimensão de um helicóptero com os rotores a rodar «DA» altitude de decisão; «DA/H» altitude ou altura de decisão; «DME» equipamento medidor de distância; «DPATO» ponto definido após a descolagem; «EFIS» sistema de instrumentos electróni- cos de voo; «ELT» Transmissor Localizador de Emergência Automático; «EMS» transporte de emergência médica; «ETA» hora estimado de chegada; «FDR» registador de parâmetros de voo; «FL» nível de voo; «ft» pé; «ft/min» pés por minuto; «g» aceleração da gravidade; «GPIAA» Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves; «GPWS» sistema para aviso de proximi- dade do solo; «HEMS» helitransporte de emergência médica; «hPa» hectopascal; «IFR» regras de voo por instrumentos; «IMC» condições meteorológicas de voo por instrumentos;

(414)4704

DIÁRIO DA REPÚBLICA

«INAVIC» Instituto Nacional de Aviação Civil; «INS» sistema de navegação por inércia; «ISA» atmosfera padrão internacional; «Km» quilómetro «km/h» quilómetro por hora; «Kt» Knot (milha náutica por hora) «LDP» ponto de decisão para aterragem; «LOC» localizador «Licença de CPL» licença de piloto comercial; «LVO» operações com baixa visibilidade; «M» metros «MCC» procedimentos de coordenação em tripulação com mais de um elemento; «MDA/H» altitude/altura mínima de descida; «MEA» altitude mínima em rota; «MEL» lista de equipamento mínimo; «MMEL» lista de equipamento mínimo de referência; «MOV» manual de operações de voo; «MNPSA» Espaço Aéreo com Especificações Mínimas de Navegação; «MOCA» altitude mínima de franquea- mento de obstáculos; «MSL» nível médio do mar; «NAV» navegação; «N1» velocidade de rotação da turbina de alta pressão; «NM» milha náutica; «NOTAM» aviso à navegação, emitido pelos serviços de informação aeronáutica; «OACI» Organização da Aviação Civil Internacional; «OCA» altitude requerida para ultrapassa- gem de um obstáculo; «OOV» oficial de operações de voo «PIC» piloto comandante; «R» raio do rotor; «RFM» manual de voo de helicópteros; «RNAV» área de navegação de precisão; «RNP» requisitos de navegação requeri- dos para uma dada área; «RVR» alcance visual de pista; «RVSM» redução da separação vertical mínima; «SIC» Co-Piloto; « SMS» sistema de controlo de segurança; «SSR» radar de vigilância secundária; «TAS» velocidade de ar verdadeira; «TDP» ponto de decisão de descolagem; «TODA» distância disponível para a descolagem; «TODAH» distância de descolagem dis- ponível para helicópteros;

«UTC» hora universal coordenada; «VFR» regras de voo visual; «VHF» frequência muito alta; «VMC» condições meteorológicas visuais; «VTOL» descolagem e aterragem vertical; «Vtoss» velocidade intermédia de segu- rança à descolagem; «Vy» a velocidade que permite a melhor razão de subida;

«WXR» radar de tempo. PARTE B (H): Requisitos para Operações de Helicóptero

10.010 (H) Disposições Gerais

(a) A exploração comercial de helicópteros só pode

ser efectuada por operadores titulares de uma licença de exploração e de um Certificado de Operador Aéreo (COA) emitido pelo INAVIC. (b) Sem prejuízo dos requisitos específicos para a certificação referida no número anterior, todo

o operador deve dispor de adequadas estruturas técnicas, pessoal, documentação e equipamento necessários, nos termos do presente NTA e da regulamentação complementar.

(c)

A exploração comercial de aeronaves só pode ser efectuada com aeronaves detentoras dos certifi- cados de navegabilidade adequados ao tipo de exploração.

(d)

Compete ao operador assegurar que todo o pes- soal envolvido em operações de helicóptero no estrangeiro têm conhecimento sobre o cumpri- mento das regras, regulamentos e procedimentos dos Estados onde decorre a operação.

(e)

Compete ao operador assegurar que todo o pessoal,

directa ou indirectamente ligado às operações de voo e de terra, possui formação e capacidade adequada ao desempenho das suas funções, nos termos da regulamentação em vigor. (f) Compete ao operador assegurar que todo o pessoal de voo, no desempenho das suas funções, tem conhecimento sobre as leis, regulamentos e pro- cedimentos relacionados com as áreas da opera-

ção ajudas à navegação e heliportos utilizados.

Este conhecimento e igualmente aplicável no que diz respeito à operação dos helicópteros utilizados.

(g)

Antes do início de cada voo o operador deve certificar-se que as infra-estruturas em terra ou no mar, e os serviços aí disponíveis são adequa- dos para o tipo de operação correspondente ao voo a executar, tendo em vista a segurança da operação do helicóptero e a protecção dos pas- sageiros, carga e correio.

10.013

(H) Competências

(a)

O certificado de operador não confere isolada- mente qualquer direito de exercício da activi-

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4704(415)

dade, atestando apenas a capacidade técnica do respectivo titular para, consoante os casos, explorar serviços de transporte aéreo em heli- cóptero.

(b) Os titulares de um certificado de operador aéreo,

só estão autorizados a efectuar operações comer-

ciais de transporte em helicópteros de marca e modelo indicados no certificado e no âmbito das especificações do certificado. (c) A utilização de helicópteros em regime de contrato de locação depende da prévia aprovação pelo INAVIC, para o que fixará as condições e prazo dessa utilização, em conformidade com a regu- lamentação complementar em vigor, por forma

a garantir os padrões de controlo e segurança.

(d) No caso de contratos de locação de curta duração,

a prévia aprovação referida no número anterior

pode ser dispensada nos termos da regulamenta- ção complementar.

10.015 (H) Validade, Revalidação e Renovação de um Certificado de Operador Aéreo de Helicópteros

(a)

Tendo em vista o cumprimento dos requisitos do certificado de operador aéreo, a Autoridade estabelece um programa de acompanhamento e supervisão contínua dos operadores.

(b)

Do programa de supervisão e acompanhamento são efectuados relatórios e registos das audito-

rias realizadas, que permitem confirmar que o operador satisfaz os requisitos da emissão inicial de uma forma contínua.

(c)

Os certificados de operador são válidos por um ano a partir da data da sua emissão ou, quando revalidado, da data limite da respectiva validade.

(d)

O certificado de operador pode ser revalidado

se

assim for requerido pelo operador, no prazo

mínimo de 30 dias imediatamente anteriores à data da respectiva caducidade, desde que na ins- pecção a realizar pelo INAVIC demonstre que se mantêm as condições que levaram à emissão do

certificado inicial.

(e)

Para a renovação de um certificado de operador que tenha caducado, este deve preencher todos

os

requisitos exigidos para a emissão inicial de

um certificado de operador.

(f)

Quando renovado, o certificado de operador é válido por um ano a partir da data em que esti- verem preenchidos os requisitos exigidos no

número anterior.

(g)

Se da inspecção referida no parágrafo (b) resul- tar que as condições que levaram à emissão do certificado de operador não se mantêm, pode

o mesmo ser ou não revalidado consoante a

gravidade ou o número das não conformidades detectadas.

(h) Sempre que as condições que permitiram a emis- são do certificado não se encontrem reunidas, o INAVIC pode suspender temporariamente a sua validade, até que a situação seja corrigida.

(i) Sem prejuízo do disposto nos números anteriores,

a validade do certificado de operador depende

do preenchimento dos requisitos estabelecidos em 10.017(H), consoante aplicável, e possuir os meios aéreos adequados ao tipo de exploração

requerida. 10.017 (H) Requisitos para Emissão de um Certificado de Operador de Helicóptero

(a)

A organização requerente de um certificado de operador aéreo para transporte aéreo comercial,

com sede em território nacional, deve preencher os seguintes requisitos:

(1) A organização requerente deve possuir uma estrutura orgânica capaz de exercer o con- trolo operacional e a manutenção, e ainda a supervisão sobre todos os voos operados incluindo, obrigatoriamente, os seguintes sectores:

 

(i)

Operações de voo;

(ii)

Segurança de voo;

(iii) Operações de terra;

(iv)

Sistema de gestão de manutenção;

(v)

Formação de tripulantes.

(b)

A organização requerente deve garantir uma rede de serviços aprovada pelo INAVIC que assegure

a

assistência em terra das suas aeronaves.

(c)

A organização requerente deve dispor de insta- lações de apoio operacional na base principal, apropriadas à área e tipo de operação.

(d)

No que respeita aos recursos humanos, a organi- zação requerente deve assegurar:

(1) Que o administrador responsável reúne as condições necessárias para assegurar que todas as operações e actividades de manu- tenção são financiadas e desempenhadas por forma a cumprir os requisitos exigidos pelo INAVIC; (2) Que os candidatos ao exercício de funções dirigentes dos sectores referidos no pará- grafo (a) (1) possuem as habilitações académicas, a formação e a experiência profissionais adequadas às funções para que são propostos, nos termos da regula- mentação complementar. (3) A organização requerente é sempre respon- sável pela gestão da manutenção da sua frota, podendo assegurar a respectiva

(416)4704

DIÁRIO DA REPÚBLICA

execução através de uma organização de manutenção própria ou contratar para esse efeito uma outra, desde que certificadas. (4) O requerente deve igualmente demonstrar ao INAVIC que tem capacidade téc- nica para garantir o cumprimento das normas, procedimentos e requisitos ope- racionais aplicáveis ao tipo de operação requerida, nos termos da regulamentação complementar. 10.020 (H) Informação Contida num Certificado de Operador Aéreo de Helicóptero

(a)

O certificado de operador aéreo deve, para além de outra informação específica, deve conter a seguinte informação, conforme o modelo do

COA, referido no apêndice 1 ao 10.020(H):

(1) Identificação do Estado do operador e da Autoridade emissora do certificado; (2) Número do certificado do operador e data de validade; (3) Nome do operador, nome comercial (se dife- rente) e morada da sede da empresa; (4) Data da emissão do certificado, nome, assi- natura e título da entidade que emite o certificado; (5) Identificação no documento controlado, exis- tente a bordo do helicóptero, sobre quais os contactos dos responsáveis operacionais.

(b)

As especificações das operações associadas ao certificado de operador aéreo devem conter informação de acordo com o modelo do COA, referido no apêndice 2 ao 10.020(H).

10.023 (H) Tipos de Operação de Helicóptero

(a)

Consideram-se específicas de helicópteros as seguin- tes operações:

(1) Serviço de Emergência Médica; (2) Voos de ambulância; (3) Voos sobre água; (4) Voos de ou para heliportos flutuantes locali- zados em ambientes marítimos hostis; (5) Voos em ambientes hostis localizados fora de zonas congestionadas; (6) Voos de busca e salvamento; (7) Voos diurnos VFR de helicópteros com massa máxima à descolagem aprovada inferior ou igual a 3.175 kg ou com uma versão de tipo aprovada inferior ou igual a nove passageiros; (8) Voos locais diurnos VFR; (9) Operações com guincho; (10) Operações de carga suspensa; (11) Voos em locais de interesse público;

(b)

O operador que pretenda efectuar as operações

referidas no parágrafo (a) (11) deve obter a

aprovação do INAVIC que conste no respectivo COA 10.025 (H) Estabelecimento de Procedimentos — Utilização de ― Checklists”

(a)

O operador deve estabelecer procedimentos e instruções para o exercício de funções dos tripu- lantes e pessoal de terra, aplicáveis a cada tipo de helicóptero e a todos os tipos de operação em terra ou em voo.

(b)

O operador deve estabelecer um conjunto de listas de verificação (“Checklists”) a utilizar pelos membros das tripulações em todas as fases da operação do helicóptero, e em todas as condi- ções, incluindo as de emergência e as de falha de equipamentos, de modo a assegurar que sejam cumpridos os procedimentos determinados no MOV.

10.027

(H) Marcas de Registo

(a)

Ninguém deve operar helicópteros registados em Angola, a menos que neles sejam exibidas cor- rectamente as marcas prescritas no NTA 2 dos Regulamentos de Segurança Aérea de Angola.

(b)

Ninguém deve operar helicópteros no território da República de Angola, a menos que nelas sejam exibidas as marcas de registo em conformidade

com o disposto no Anexo 7 da ICAO. 10.030 (H) Exigências de Notificação de Uma Operação de Helicópteros com Matrícula Estrangeira

(a) Ninguém deve operar helicópteros registados

no estrangeiro, no interior do espaço aéreo de Angola, a menos que:

(1) Tenha sido efectuada uma notificação por escrito à Autoridade, na qual conste a seguinte informação:

(i) Marca de registo do helicóptero;

(ii) Marca, modelo e série do helicóptero,

(iii) Número de série do helicóptero;

(iv)

Aeródromo em que o helicóptero esti- ver baseado;

(v)

Nome, endereço e contacto telefónico do operador ou proprietário;

(vi)

Cópia actualizada da apólice de seguro do helicóptero.

(2) Tenha sido solicitada e emitida a competente autori- zação da Autoridade, permitindo tal operação.

10.033 (H) Aeronavegabilidade de Helicópteros Civis

(a) Ninguém deve operar um helicóptero, salvo se tal operação for efectuada em conformidade com o disposto no certificado de aeronavegabilidade ou documento equivalente, em conformidade com as limitações contidas no manual de voo, emitido pelo Estado de registo da aeronave.

I SÉRIE — N.º 192 — DE 5 DE OUTUBRO DE 2011

4704(417)

(b) Antes do início do voo, o piloto comandante do helicóptero deve determinar se o mesmo está em condições de segurança, incluindo o equipa- mento de emergência, para a operação prevista.

(c) Sempre que constatar uma deficiência mecâ-

nica, eléctrica ou estrutural que possa afectar

a aeronavegabilidade do helicóptero, o piloto

comandante deve interromper o voo, logo que praticável.

(d)

Ninguém deve operar um helicóptero ao abrigo de um certificado especial de aeronavegabilidade,

salvo se tal operação for efectuada em confor- midade com as limitações contidas no referido certificado.

(e)

O operador deve manter válido o certificado de

navegabilidade para cada aeronave da sua frota. 10.035 (H) MANUTENÇÃO DE HELICÓPTEROS CIVIS

(a)

O operador que opere helicópteros com um peso máximo à descolagem superior a 3.175 kg deve manter toda a sua frota em estado de navegabi- lidade, assegurando a execução da respectiva manutenção em organização de manutenção, própria ou contratada, certificada pelo INAVIC nos termos da legislação aplicável, com um âmbito de certificação adequado à frota do ope- rador, nos termos do NTA 4.

(b)

O operador que opere helicópteros com um peso

máximo à descolagem superior a 3.175 kg deve manter toda a sua frota em condições de nave- gabilidade, de acordo com as directivas de aero- navegabilidade emitidas pelo Estado de Projecto ou de Fabrico e adoptadas pela Autoridade para

os

helicópteros registados em Angola.

(c)

Tratando-se de uma organização de manutenção contratada, o operador deve celebrar um con-

trato de manutenção submetido a aprovação do INAVIC, nos termos da regulamentação com- plementar.

(d)

O operador deve demonstrar ao INAVIC, mediante

a apresentação do manual de gestão do sistema

de manutenção, que tem capacidade para gerir um sistema de manutenção, especificando, designadamente, os seguintes elementos:

(1) Capacidade financeira; (2) Estrutura da organização de gestão da manutenção; (3) Identificação do responsável pela gestão da manutenção e respectivos recursos huma- nos, incluindo o sistema de qualidade; (4) Recursos materiais, nomeadamente instala- ções, equipamento e documentação técnica adequados à gestão da manutenção;

(5) Procedimentos da gestão da manutenção.

(e)

Os recursos humanos a que se refere a alínea c)

variam em função da frota do operador, devendo possuir a formação e a experiência profissional adequadas às funções, nos termos da regulamen- tação complementar.

(f)

Caso o certificado de aptidão para voo não seja emitido por uma organização aprovada, segundo

o

estabelecido no Anexo 6 da ICAO, Parte I, 8.

7.,o responsável pela assinatura daquele certifi- cado deve ser titular duma licença apropriada, de acordo com o anexo I da ICAO.

(g)

Qualquer alteração na estrutura da organização de gestão da manutenção, respectivo pessoal de direcção e instalações, bem como na frota do perador, deve ser previamente comunicada e aprovada pelo INAVIC.

10.037 (H) PROGRAMA E MANUAL DE MANUTENÇÃO DE HELICÓPTEROS CIVIS

(a)

Compete ao operador elaborar programas de manutenção adequados à sua frota e mantê-los actualizados, nos termos das normas do NTA 4.

(b)

O programa de manutenção do operador e respec- tivas alterações são aprovados pelo INAVIC, e devem conter os princípios de factores humanos.

(c)

O operador deve disponibilizar à Autoridade, para aprovação, uma cópia do Manual de

Manutenção (MOM), devidamente actualizado, incluindo os registos das revisões efectuadas no referido manual.

(d)

Após obtida a devida aprovação do INAVIC, cópias do programa de manutenção e respecti- vas actualizações, devem ser distribuídas pelas entidades envolvidas na organização de manu- tenção.

(e)

Qualquer aeronave da frota do operador deve ser submetida às inspecções previstas no respectivo programa de manutenção.

10.040 (H) CADERNETA TÉCNICA DE BORDO

(a)

Para cada aeronave da sua frota, o operador deve possuir uma caderneta técnica de bordo, onde regista a informação pertinente para a manuten- ção da aeronave.

(b)

O modelo da caderneta técnica de bordo e respec- tivas alterações são aprovados pelo INAVIC.

10.043 (H) REGISTOS DE MANUTENÇÃO

(a)

O operador é responsável pela conservação de todos os registos sobre o estado de manutenção das aeronaves da sua frota nos prazos definidos no NTA 4.

(b)

Sempre que um helicóptero seja transferido para

a frota de outro operador, os registos referidos no número anterior devem ser igualmente trans-

(418)4704

DIÁRIO DA REPÚBLICA

feridos, obrigando-se o novo operador, como beneficiário do aluguer, a manter actualizados os referidos registos.

10.045 (H) Sistema de Qualidade

(a) O operador deve possuir um sistema de qualidade adequado à supervisão do cumprimento de todos os procedimentos da gestão de manutenção, nos termos das normas e regulamentação comple- mentar.

10.047 (H) Instrumentos e Equipamentos dos Helicópteros

(a)

Ninguém deve operar helicópteros, a menos que estejam equipados com os instrumentos e equi- pamentos exigidos no NTA 6 dos Regulamentos de Segurança Aérea de Angola, e apropriados para o tipo de operação e para a rota do voo a ser realizado.

(b)

O PIC de um helicóptero envolvido em operações do transporte aéreo comercial não deve iniciar um voo, a menos que possua disponível e esteja satisfeito quando a adequabilidade e operaciona- lidade dos instrumentos e equipamentos a bordo, bem como da informação relativa à operação e aeronavegabilidade do helicóptero, previsões meteorológicas e outras informações relativas aos auxílios a navegação na rota, aeródromo(s) e heliporto(s) onde pretende operar.

10.050

(H) Instrumentos e Equipamentos Inoperativo

sem Helicópteros (a) Ninguém deve descolar um helicóptero com

instrumentos ou equipamentos inoperativos, a menos que tal procedimento seja efectuado con- forme autorizado pela Autoridade.

(b) Ninguém deve descolar helicópteros multimoto- res com instrumentos e equipamentos inoperati- vos, a menos que sejam observadas as seguintes condições:

(1) Exista aprovada para o referido helicóp- tero, uma Lista de Equipamento Mínimo (MEL) cujas disposições são observadas; (2) Para operações de transporte aéreo comercial - a Autoridade tenha aprovado a MEL para utilização no referido helicóptero e pelo respectivo detentor do COA. (3) A Lista de Equipamento Mínimo (MEL) aprovada deve:

(i) Ser preparada em conformidade com as limitações especificadas no parágrafo (c) desta secção; (ii) Possuir disposições sobre as condi- ções de operação do helicóptero com alguns instrumentos e equipamentos inoperativos.

(iii) Ser elaborada em conformidade com a MMEL actualizada, emitida pela autoridade apropriada. (4) O operador e o piloto possuam disponíveis os registos que identificam os instrumentos e equipamentos inoperativos; (5) O helicóptero dentro das condições e limita- ções aplicáveis contidas na MEL.

(c) Os seguintes instrumentos e equipamentos podem

não ser incluídos na Lista de Equipamento Mínimo:

(1) Instrumentos e equipamentos cuja operacio- nalidade seja prescrita ou sejam de outra forma exigidos pelas disposições de aero- navegabilidade sob as quais o certificado tipo do helicóptero foi emitido e que sejam essenciais para operação segura sob todas as condições previstas de operação; (2) Instrumentos e equipamentos cuja exigência de operacionalidade tenha sido prescrita em directivas de aeronavegabilidade específicas, salvo se na referida directiva estejam previstas disposições contrárias; (3) Instrumentos e equipamentos exigidos para operações específicas de acordo com os NTA 7, 10, 11 e/ou 12 dos Regulamentos de Segurança Aérea de Angola. (d) Os helicópteros cujos instrumentos e/ou equi- pamentos necessários estejam inoperativos só deve ser operados ao abrigo de uma autorização especial de voo, emitida pela Autoridade em

conformidade com o NTA 4 dos Regulamentos de Segurança Aérea de Angola. Nota: Vide no Apêndice 1 ao 10.050 as limitações espe- cíficas sobre equipamentos e instrumentos inoperativos. 10.053 (H) Requisitos do Manual de Voo do Helicóptero, Marcas e Placas de Identificação

(a) Ninguém deve operar um helicóptero a menos que no referido helicóptero esteja disponível:

(1) Um Manual de Voo do Helicóptero (RFM) aprovado e actualizado pela Autoridade; (2) O RFM, acessível a todo o pessoal relacio- nado com a operação do helicóptero deve incluir os procedimentos normais, anor- mais e de emergência, específicos do helicóptero para o qual foi aprovado; (3) O RFM deve também incluir informação detalhada sobre os sistemas do helicóp- tero e checklists a serem usados, tendo em atenção os factores humanos no que diz respeito a operações que envolvam tripu- lação múltipla (MCC); (4) Um Manual de Operações (MOV), aprovado pela Autoridade para o detentor do COA;

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4704(419)

(5) Na ausência do RFM, deve existir material do manual aprovado, marcas e placas ou a combinação destas,que forneçam ao Piloto Comandante as informações neces- sárias sobre as limitações existentes para a operação segura do helicóptero.

(b)

Tal informação pode estar disponível no helicóp- tero sob a forma de placas, listas, marcações nos instrumentos ou a combinação estas, que contenham as limitações operacionais prescritas

pela autoridade certificadora para o Estado de registo do helicóptero, visando a sua apresenta- ção visual.

(c)

Toda a pessoa que operar um helicóptero civil, deve efectuar a actualização do RFM através da implementação das alterações que tenham sido tornadas obrigatórias pelo Estado de Registo do helicóptero.

10.055 (H) REQUISITOS DO MANUAL DE OPERAÇÕES DE VOO E INCLUSÃO DO MEL

(a) No MOV devem constar todas as instruções e

informações necessárias para o desempenho das funções do pessoal de operações, sendo o operador responsável por lhes disponibilizar as partes do manual relevantes para o desempenho das suas funções, assim como as alterações e revisões que o manual venha a sofrer por forma a mantê-lo sempre actualizado. (b) O conteúdo do MOV, incluindo todas as suas

alterações ou revisões, deve ser aprovado pelo INAVIC, não podendo contradizer os elementos constantes do COA, nem o disposto no presente NTA e em regulamentação complementar.

(f) Um helicóptero que opere noutro Estado, o MEL

aprovado deve incluir os requisitos específicos de aeronavegabilidade daquele Estado. 10.057 (H) REQUISITOS DE INSPECÇÕES PERIÓDICAS DOS HELICÓPTEROS E EQUIPAMENTOS INSTALADOS

(a) A menos que seja especificamente autorizado em

contrário pela Autoridade, nenhuma pessoa deve operar um helicóptero civil registada em Angola, a menos que o mesmo tenha sido submetido às seguintes inspecções:

(1) Uma inspecção anual nos últimos 12 meses de calendário; (2) Para operações remuneradas ou de aluguer, uma inspecção válida das 100 horas; (3) Para operações IFR, uma inspecção aos altímetros e ao sistema estático de pitot, realizada nos últimos 24 meses de calendário; (4) Para helicópteros equipadas com transponder, uma verificação ao transponder realizada nos últimos 12 meses de calendário; (5) Para helicópteros equipados com ELT e GPWS, verificações de ELT e GPWS reali- zadas nos últimos 12 meses de calendário; (6)Para helicópteros envolvidos em opera- ções IFR, uma inspecção do receptor do VOR nos últimos 30 dias de acordo com o método prescrito pela Autoridade. Nota: Os helicópteros IFR cuja manutenção seja efec- tuada ao abrigo de um programa de manutenção contínua terão exigências diferentes da inspecção dos 30 dias de calendário.

(c)

Todas as alterações e revisões pretendidas, referi- das nos números anteriores, devem ser apresen- tadas e comunicadas pelo operador ao INAVIC para a sua prévia aprovação, com excepção das alterações ou revisões urgentes impostas por razões de segurança de voo, que devem ser comunicadas de imediato ao INAVIC, para homologação.

(7) Para helicópteros equipados com gravadores de voo (CVR e FDR), devem ser realiza- das verificações operacionais e avaliações dos registos para assegurar a sua opera- cionalidade nos intervalos prescritos pela Autoridade. Nota: As exigências destas inspecções estão contidas no NTA 4 dos Regulamentos de Segurança Aérea de Angola.

(d)

O MOV deve ser apresentado pelo operador em língua portuguesa e, sempre que opere fora do espaço aéreo nacional, nas línguas Portuguesa e Inglesa.

(b) Os helicópteros mantidos sob programas alterna- tivos de manutenção e inspecção aprovados pela Autoridade conforme especificado no NTA 4 dos Regulamentos de Segurança Aérea de Angola,

(e)

O MEL, aprovado pelo INAVIC, deve fazer parte do Manual de Operações de Voo e permitir ao comandante decidir sobre o cancelamento ou continuidade do voo, caso alguma deficiência ou discrepância detectada nos instrumentos ou qualquer outro equipamento de bordo, que possa afectar a aeronavegabilidade do helicóptero e a segurança de voo.

podem não possuir actualizados nos seus regis- tos de manutenção as inspecções anuais ou de 100 horas. Nota: Os “programas alternativos de manutenção e inspecção” podem incluir programas recomendados pelo fabricante, instruções para aeronavegabilidade contínua ou programas elaborados pelo operador e aprovados pela Autoridade.

(420)4704

DIÁRIO DA REPÚBLICA

10.060 (H) Documentação Exigida a Bordo dos Helicópteros em Transporte Aéreo Comercial

(a)

O operador deve possuir um manual de voo ou documento equivalente, actualizado e aceite pelo INAVIC, para cada helicóptero que opere na sua frota.

(b)

O operador deve possuir um diário de navegação para cada helicóptero da sua frota, onde é regis- tada pelo piloto comandante toda a informação relevante sobre cada voo.

(c)

O COA é emitido na língua Portuguesa e Inglesa.

(d)

Compete ao operador assegurar que a bordo do helicóptero a operar se encontram os seguintes documentos:

(1) Certificado de registo emitido a favor do proprietário; (2) Certificado de aeronavegabilidade; (3) Certificado de ruído; (4) Licença de estação de radiocomunicações; (5) Diário de navegação; (6) Caderneta técnica de bordo do helicóptero; (7) Original ou cópia da apólice de seguro de responsabilidade civil; (8) Original ou cópia da licença de exploração; (9) Original ou cópia autenticada do Certificado de Operador Aéreo, incluindo autorizações, condições, limitações e especificações para a frota operado; (10) Manual de voo do helicóptero (RFM) ou outros documentos que contenham as classes de performance exigidas e qual- quer outra informação necessária para a operação do helicóptero nos termos do seu certificado de navegabilidade; (11) Manual de operação do helicóptero ou instruções operacionais para os pilotos (SOP‘s); (12) MEL aprovada pelo Estado do Operador; (13) Checklists para situações normais, anor- mais e de emergência; (14) Cartas actualizadas e apropriadas para cobrir a rota de voo proposto e qualquer rota ao longo da qual seja razoável prever que o voo possa divergir; (15) Plano de voo operacional; (16) Plano de voo ATS; (17) Documentação do briefing relativo aos AIS; (18) NOTAM‘s apropriados; (19) Informação meteorológica adequada; (20) Gráficos ou tabelas de performance, massa e centragem; (21) Manifesto de Carga; (22) Lista de passageiros especiais, tais como pes- soal de segurança que não seja considerado

tripulante, passageiros de mobilidade redu- zida, passageiros inadmissíveis, deportados e passageiros sob custódia legal; (23) Quando aplicável, informação sobre car- gas especiais, incluindo mercadorias perigosas; (24) Checklist para a busca de bomba a bordo; (25) Instruções sobre os locais de menor risco no helicóptero, em caso de detecção da bomba; (26) Qualquer outra documentação reque- rida pelas autoridades competentes dos Estados envolvidos no voo, tais como a informação sobre passageiros ou carga; (27) Impressos necessários para a elaboração de relatórios e comunicação de ocorrên- cias, em cumprimento do exigido pela Autoridade e detentor do COA; (28) Acessível no cockpit informação sobre os serviços de busca e salvamento existentes na área a sobrevoar, incluindo sinalização terra-ar para o mesmo serviço de busca e salvamento.

(e)

Se a operação de um helicóptero for efectuada ao abrigo de contratos ou acordos efectuados ao abrigo do artigo 83 bis da Convenção sobre a

 

Aviação Civil Internacional, deve incluir a bordo

cópia do acordo ou da(s) parte(s) aplicável(is) do acordo assinado.

a

(f)

Os produtos, peças e equipamentos devem obe- decer aos requisitos de protecção ambiental constantes da Alteração 8 do Volume I e da Alteração 5 do Volume II do anexo 16 da Con- venção de Chicago, conforme aplicável em 24 de Novembro de 2005, excepto no que se refere aos apêndices do anexo 16.

O certificado de ruído, emitido pela Autoridade do Estado de registo do helicóptero, ao abrigo dos requisitos de certificação do Anexo 16 referido,

e a ser obrigatoriamente transportado a bordo

do helicóptero, não sendo originariamente ela-

borado na língua Inglesa, deverá incluir uma tradução em inglês. (g) Compete ao piloto comandante certificar-se de que os documentos referidos nos parágrafos anteriores se encontram a bordo do helicóptero. 10.063 (H) Requisitos Adicionais de Documentação para Voos Internacionaiscom Helicópteros

(a) Nenhuma pessoa deve operar um helicóptero civil em voos internacionais, a menos que o mesmo tenha a bordo a documentação adicional neces- sária para tais voos, incluindo:

(1) Declaração Geral para a alfândega;

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4704(421)

(2) Manifesto de passageiros contendo os locais de embarque e desembarque, se aplicável; (3) Procedimentos e sinais relativos à intercep- ção de aeronaves; (4) Certificado de Ruído, se exigido pelo(s) país(es) de destino; (5) Qualquer outra documentação que pode ser exigida pela(s) Autoridade(s) do(s) Estado(s) envolvido(s) no voo planeado. Nota: O certificado de ruído deve obedecer aos padrões do Anexo 16 da ICAO, volume 1. A informação pode estar incluída noutro documento transportado a bordo, desde que seja aprovado pela Autoridade.

(b)

Se a operação de um helicóptero for efectuada ao abrigo de contratos ou acordos efectuados ao abrigo do artigo 83 bis da Convenção sobre a

Aviação Civil internacional, deve incluir a bordo a cópia do acordo ou da(s) parte(s) aplicável(is) do acordo assinado.

10.065

(H) Proficiência Linguística e Comunicação

Entre os Membros da Tripulação, Exigida a Bordo

(a)

(b)

O operador deve assegurar que todos os membros da tripulação têm capacidade para comunicar na mesma língua.

O operador deve assegurar que todo o pessoal relacionado com as operações tem capacidade para entender a língua em que estão escritas as partes do MOV relativas aos seus deveres e

responsabilidades.

É obrigatório que todos os tripulantes técnicos de voo devem falar e entender as línguas utilizadas nas comunicações radiotelefónicas, de acordo com as exigências de proficiência de linguagem estipuladas no NTA 7 e NTA 14.035.

10.067 (H) Conservação e Utilização da Informação

(c)

Obtida Através dos Sistemas de Registo

(a)

Após um acidente ou incidente de comunicação obrigatória, quando a aeronave esteja equi- pada com sistemas de registo, o operador deve preservar a informação registada relativa a

esse acidente ou incidente, tal como registada pelo equipamento, por um período de 60 dias, salvo indicação em contrário do INAVIC ou do GPIAA.

(b)

Nos restantes casos, os registos devem ser conser- vados nos termos das normas em vigor.

(c)

Sempre que a autoridade competente o solicitar, o operador deve fornecer cópias dos registos.

(d)

Os registos só podem ser utilizados para as finali- dades e nas condições previstas nas normas em vigor.

10.070 (H) Disponibilização da Documentação e Registos

(a) O operador deve facilitar o acesso aos documen- tos e registos relacionados com as operações de

voo e manutenção a todas as pessoas autorizadas pelo INAVIC, quando estejam no exercício das suas funções, bem como fornecer cópia dos mesmos, quando for solicitado. 10.073 (H) Prevenção de Acidentes e Segurança de Voo

(a) Os operadores detentores de um certificado de operador aéreo (COA) devem estabelecer um programa de prevenção de acidentes e segurança de voo, tendo como principal objectivo limitar a ocorrência de acidentes, através de uma atitude pró-activa e do planeamento das acções que propiciem um ambiente operacional livre de acidentes.

Daí a necessidade de garantir a melhoria das condi- ções operacionais que activamente facilitem o conhecimento das condições em que os aciden- tes podem ocorrer e quais as medidas mínimas a implementar para eliminar as causas que possam resultar, individual ou cumulativamente, em situações potencialmente perigosas, como reco- mendado no anexo 6 da ICAO, parte III, secção II, capítulo I.

(b)

O programa será gerido pelo departamento de segurança de voo do operador ou integrado no sistema da qualidade do operador, de acordo com um programa publicado pela Autoridade .

(c)

O manual de operações de voo (MOV) do opera- dor deve conter a descrição da estrutura orgâ- nica e funcional do departamento de segurança de voo, bem como a forma como é assegurado, em permanência, o cumprimento do programa referido na alínea a).

(d)

O MOV deve indicar o nome da pessoa responsá- vel pelo programa de prevenção de acidentes e segurança de voo.

(e)

O responsável pelo programa de prevenção de aci- dentes e segurança de voo tem o dever de propor as medidas correctivas adequadas à melhoria das condições de segurança.

(f)

O responsável pelo sistema de qualidade do ope- rador deve monitorizar a eficácia das alterações aos procedimentos resultantes da aplicação da proposta de acções correctivas referida no pará- grafo anterior.

(g)

O programa de prevenção de acidentes e segu- rança de voo deve conter, nomeadamente:

(1) Procedimentos de avaliação de risco; (2) Procedimentos de notificação interna e ava- liação das ocorrências relevantes para a segurança de voo; (3) Procedimentos de difusão da informação relevante;

(422)4704

DIÁRIO DA REPÚBLICA

(4) Procedimentos que assegurem a protecção da identidade dos notificantes, de forma que aos autores das notificações voluntárias não possam ser atribuídas responsabilida- des pelos factos constantes das mesmas; (5) Procedimentos de acompanhamento das acções correctivas resultantes da aplicação dos programas de prevenção e segurança de voo; (6) Procedimentos de recolha e análise de parâ- metros de voo, quando aplicável;

(7) Procedimentos de notificação obrigatória de ocorrências ao INAVIC e ao Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves (GPIAA). 10.075 (H) Programa de Prevenção de Acidentes e Segurança de Voo

(a)

O INAVIC aprovará todos os programas antes da implementação e verificará o seu cumprimento contínuo através de auditorias nas quais consta- tará se o programa está activo e se cumpre os requisitos mínimos estabelecidos neste NTA.

(b)

O operador, na elaboração do programa de preven- ção de acidentes e segurança de voo, deverá ter em consideração a orientação descrita no documento n.º 9376 — Preparação de um Manual de Ope- rações, da ICAO.

(c)

Os operadores que operem helicópteros com uma massa máxima à descolagem superior a 7.000 kg, ou uma capacidade de mais de 9 lugares para passageiros, devem possuir, a partir de 1

de

Janeiro de 2014, um programa de análise dos

parâmetros de voo, constituindo parte integrante do seu programa de prevenção de acidentes

e

segurança de voo, conforme referido em

10.060(H) (g).

(d)

O responsável pelo programa de prevenção de acidentes e segurança de voo tem a seu cargo a detecção de questões que afectem a segurança de voo e a sua comunicação ao departamento envolvido, que deverá tomar as medidas correc- tivas de segurança apropriadas, não punitivas, dentro de um prazo razoável. A fonte dos dados analisados deverá ser confidencial.