Você está na página 1de 4

Índice de Força Relativa

(IFR)
Por Diego Wawrzeniak|11 de julho de 2013

 View Larger Image



Muito se fala de utilizar o Índice de Força Relativa (IFR) na análise


técnica, mas afinal de contas, o que é esse indicador, para que ele serve e
como podemos utiliza-lo?

O Índice de Força Relativa foi desenvolvido por J. Welles Wilder e publicado


em seu livro New Concepts in Technical Trading Systems (1978).

O IFR faz parte da família de indicadores chamada de “indicadores de


momento”, junto com os indicadores Estocástico e TRIX.

Utilizar o IFR em suas análises permitirá que você observe o enfraquecimento


de uma tendência e até mesmo a sinalização de um rompimento de suporte ou
resistência antes desses movimentos ocorrerem. Por sua fácil análise e
utilização, está entre os indicadores mais utilizados pelos investidores.

Antes de apresentar o modo correto de como utilizar esta poderosa ferramenta


analítica, vamos à definição matemática:

Definição Matemática
A fórmula do Índice de Força Relativa é:

Sendo que seus elementos são:

 IFR = Índice de Força Relativa


 U = Média das cotações dos últimos n dias em que a cotação da ação subiu.
Trata-se da soma das cotações dos últimos n dias em que a cotação da ação
subiu, dividido por n.
 D = Média das cotações dos últimos n dias em que a cotação da ação caiu.
Trata-se da soma das cotações dos últimos n dias em que a cotação da ação
caiu, dividido por n.
 n = O numero de dias mais utilizado pelo mercado é 14, e recomendado por
Wilder quando da publicação de seu livro. Por isso, esse é o default da
plataforma gráfica de análise técnica do Bússola do Investidor. Mas também é
comum usar um IFR de 9 ou 25 dias, e você pode customizar o indicador para
quantos períodos desejar.

Como utilizar o IFR


Uma vez que entendemos como o Índice de Força Relativa é calculado,
precisamos entender algumas coisas específicas sobre ele e como utiliza-lo.

As Zonas de Alerta
Em primeiro lugar, é importante entender que a escala de variação do IFR é
fixa, e varia de 0 a 100 (isso ocorre devido à fórmula matemática do indicador).
Os analistas do mercado costumam indicar região de sobrecompra (ação
sobrevalorizada) ou sobrevenda (ação subvalorizada), de acordo com o nível
em que o Índice de Força Relativa está.

A definição mais comum para as regiões de sobrecompra do IFR é acima de 70


(esse nível é inclusive recomendado pelo criador do Índice). Por outro lado,
quando o indicador cai abaixo de 30, é comum dizer que ele está na região
sobrevendida.

 Região de Sobre-compra: >70


 Região de Sobre-venda: <30
No entanto é importante ressaltar que muitos analistas preferem definir o nível
de sobrecompra e sobrevenda com os níveis de 80 e 20 para o IFR,
respectivamente. Portanto, não há unanimidade na definição do nível para as
regiões.

Vamos utilizar um exemplo gráfico no qual temos duas indicações de reversão


de tendência que pode ser analisada com o uso do IFR. Após o papel atingir as
regiões sobrevendida e sobrecomprada, observamos que o preço da ação
começa a subir e a baixar, respectivamente.

O papel é a VALE5:
Figura 1: Usando o índice de for;ca relativa para prever reversões de tendência

Divergência de Altas e Baixas


Além do critério das regiões, o Índice de Força Relativa também é um poderoso
instrumento para observar divergências de alta e baixa entre o indicador e o
preço da ação.

Quando a cotação de uma ação estiver testando novos máximos, mas o IFR
começar a cair há uma forte indicação de que a cotação da ação deverá entrar
em uma tendência de baixa. Também vale o raciocínio inverso.

Quando uma ação está testando novos mínimos, mas o IFR começa a subir, há
uma indicação de que deverá se iniciar uma tendência de alta e o preço da
ação suba. Este fenômeno é conhecido como Divergência do Índice de Força
Relativa.

Observe no gráfico abaixo como isso ocorre de maneira clara (análise sobre o
gráfico de ELET3):
Figura 2: Observando divergências do índice de força relativa

Comentários adicionais:
Conforme citado anteriormente, o Índice de Força Relativa é um dos
indicadores de Análise Técnica mais utilizado, com forte poder analítico,
principalmente para prever reversão de tendências no preço das ações.

No entanto, sempre se recomenda usá-lo em conjunto com outros indicadores


gráficos, para aumentar a precisão das suas análises.

Interesses relacionados