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HAROLDO REIMER

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ÉTICA DA RESPONSABILIDADE
Ética <= ethos / êthos

 Ethos => toca, moradia, espaço de vida,


habitat, natureza cultivada

 Êthos => normas de comportamento em


relação ao espaço de habitação
Ética x Moral

ÉTICA MORAL
comportamento adequado  Latim: mor = ‘costume’,
(virtuoso) em relação ao ‘hábito’ = conjunto de
conjunto das normas costumes, hábitos que
comunitárias => orientam o viver segundo
finalidade determinados
ciência crítica dos valores e fundamentos
hábitos praticados  Ciência, arte ou codificação
dentro de uma dos costumes e das normas
coletividade
Fundamento

 Base para o ser, o conhecer e o decidir


 Causa ou a razão de algo (ratio essendi, ratio
cognoscendi, ratio decidendi )
 Razões do comportamento ético: costume,
temor de sanção, desejo de agradar, medo
das penas eternas, etc.
 Razão teleológica / finalidade: o bem estar
comunitário
 Sempre externo ao objeto em si (Hegel)
Fundamento e critério

 Fundamento é um critério ou modelo de vida


 Verbo grego krinô => 3 acepções
 Julgar, decidir, condenar
 Estimar, crer
 Separar, escolhar, comparar
 Latim: cerno <= discernir
 Kriterion = medida ou padrão do julgamento
 Critério não pode ser opinião ou valor de uma parte,
mas deve ser representativa do todo, mas deve ser
para todos os homens e todas as civilizações (e as
diferenças locais??)
 Critério => princípio impessoal
Fundamento das éticas
tradicionais
 Aristóteles: atitude de ‘prudência’ [phronesis]
em relação ao cosmos perfeito derivado da
perfeição do “motor não movido”
 Ocidente cristão medieval: Deus como garantia
metafísica dos valores a serem defendidos em
ações ético-morais
 Modernidade:
 ‘direito natural’ (”no coração”) como ruptura com o
fundamento metafísico cristão (Deus)
 a autonomia do sujeito (Kant)
 Mundo islâmico => vontade de Allah é o
fundamento da prática
Premissas das éticas
tradicionais
 A condição humana, resultante da natureza do
homem e das coisas, permanecia
fundamentalmente a mesma
 Baseado neste pressuposto, podia-se determinar
com clareza e sem dificuldade o bem humano e
as consequências do seu agir
 O alcance da ação humana e de sua consequente
responsabilidade estaria perfeitamente
delimitado
 VISÃO ILUMINISTA / RACIONALISTA DE SER
HUMANO => Identidade = não contradição entre
o pensamento e suas consequências
Princípios éticos

 FUNDAMENTAIS
 Verdade
 Justiça
 Amor
 COMPLEMENTARES
 Liberdade
 Igualdade
 Segurança
 Solidariedade
Desdobramentos

 Teleologia da história => progresso ilimitado


por meio do crescimento econômico
 Maniqueísmo político => persecução dos fins
sem observância dos meios e dos resultados
 Crises diversas
 “Monoculturas”
 Efeitos colaterais
 Impasses
Princípio responsabilidade

Alemão: 1979 Português: 2006


Hans Jonas

 10 Maio 1903
 Alemão de origem
judaica
 Discípulo de Heidegger
 1934: emigração forçada
 Israel : sionista e
participação no exército
e organização do novo
Estado
 5 Fevereiro 1993
Hans Jonas: 3 fases

 1929-1933: Discípulo de
Heidegger => abertura
do Ser para
possibilidades
 1966: livro “O fenômeno
da vida – rumo a uma
biologia filosófica”
 1979: “O princípio
responsabilidade –
ensaio de uma ética para
a civilização tecnológica”
Hans Jonas

 “...o homem passou


a manter com a
natureza uma
relação de
responsabilidade,
pois ela se encontra
sob seu poder. [...]
Esse novo poder da
ação humana impõe
alterações na própria
natureza da Ética”
3 pressupostos da ética
tradicional
 A condição humana, conferida pela natureza
do homem, encontra-se fixada de uma vez
por todas em seus traços fundamentais
 Com bases nesses fundamentos, pode-se
determinar sem dificuldade e de forma clara
aquilo que é bom para o homem
 O alcance da ação humana e, portanto, da
responsabilidade humana é definida de forma
rigorosa
Ruptura

 Pressupostos perderam validade


 Transformações nas capacidade humanas
acarretaram mudanças na natureza do agir
humano
 Modificação na natureza do agir impõe
modificação na ética
 Novos objetos e nova forma de reflexão
 Fonte da ruptura: Tekné = TÉCNICA
MODERNA
Antiguidade

 Antígona (Sofocles) : homem singrando os


mares e desbravando a natureza => feito
grandioso
 Constante necessidade humana de
intervenção no ambiente
 Contexto permanecia ecossitemicamente
inalterado => capaz de se auto-reequilibrar
“Cidade”
 “Cidade” = obra humana
como recorte cultural dentro
contexto natural
 Permanência da natureza,
mutação das obras humanas
 Constantes adaptações e
melhoramentos
 Ética da cidade => ética
humana / antropocêntrica
(com suas diferentes
expansões)
 Quadro “intra-humano” da
ética
Características das éticas

 Domínio da techné (exceto Medicina) era


eticamente neutro quanto ao objeto e ao
sujeito => atuação sobre objetos não
humanos não formava um domínio
eticamente significativo
 Ética antropocêntrica
 Constância da condição humana e dos efeitos
de sua ação no ambiente
 Evidência do “bem” e “mal” nos efeitos
imediatos da praxis
Imediatez

 “O comportamento correto possuía seus


critérios imediatos e sua consecução quase
imediata. O longo trajeto das consequências
ficava ao critério do acaso, do destino ou da
providência” (p. 35)
Máximas imediatas

 Ama a teu próximo como a ti mesmo


 Faze aos outros o que gostaria que fizessem a
você
 Instrui o teu filho no caminho da verdade
 Submete o teu bem pessoal ao bem comum
 Nunca trate os teus semelhantes como
simples meios, mas sempre com fins em si
mesmos
Kant

 “Para saber o que [...] devo fazer para que


minha vontade seja moral, para tanto não
preciso de nenhuma perspicácia de longo
alcance. Inexperiente na compreensão do
percurso do mundo, incapaz de preparar-me
para os incidentes sucessivos do mesmo,
ainda assim posso saber como devo agir em
conformidade com a lei moral”
(Fundamentação da metafísica dos
costumes, prefácio)
Adequações

 Éticas modernas propõem adequação entre o


comportamento (praxis) e o estatuto legal
estabelecido
 Correspondência entre agir e lei confere
ortopraxia ética
 Exemplos: Hegel, Kant
Equilíbrio constante

 “A ética não é um relógio suiço cujo


movimento nunca se desajusta. É
uma criação permanente, um
equilíbrio sempre prestes a ser
rompido, um tremor que nos convida
a todo instante à inquietude do
questionamento e à busca da boa
resposta” (Th. Klein)
Novas dimensões da ética

 1 Vulnerabilidade da natureza

 2 Novo papel do saber na moral

 3 Direito próprio da natureza?


1 Vulnerabilidade da
natureza
 Percepções dos resultados nefastos fazem
emergir novas áreas de conhecimento =>
Ecologia (Ernst Haeckel – sec. 19)
 Biosfera como novum na teoria ética
 Preocupação meramente utilitária?
 Discurso antropocêntrico por causa do lugar
do sujeito do discurso
Viés antropocentrismo

 “Enquanto for o destino do homem, dependente


da situação da natureza, a principal razão que
torna o interesse na manutenção da natureza um
interesse moral, ainda se mantém a orientação
antropocêntrica de toda ética clássica.
Desaparecem as delimitações de proximidade e
simultaneidade, rompidas pelo crescimento
espacial e o prolongamento temporal das
sequências de causa e efeito, postas em
movimento pela práxis técnica mesmo quando
empreendidas para fins próximos” (p. 40)
Irreversibilidade + cumulatividade

 “Sua irreversibilidade, em conjunto com sua


magnitude condensada, introduz outro fato, de
novo tipo, na equação moral. Acresça-se a isso o
seu caráter cumulativo: seus efeitos vão se
somando, de modo que a situação para um agir e
um existir posteriores não será mais a mesma da
situação vivida pelo primeiro ator, mas sim
crescentemente distinta e cada vez mais um
resultado daquilo que já foi feito.” (p. 40)
 “Toda ética tradicional contava somente com um
comportamento não cumulativo” (p. 40)
2: Novo papel do saber

 O saber torna-se um dever prioritário


 Reconhecer a ignorância torna-se uma
obrigação do saber e com isso torna-se parte
da ética que deve instruir o auto-controle
 A consideração da condição global e o futuro
distante implicam nova concepção de direito
e deveres
3: Direito próprio da
natureza?
 Ruptura da perspectiva antropocêntrica
 Romper a dessacralização utilitarista da ciência moderna e
seus fundamentos
 Indagações sobre a condução da natureza extra-humana
(biosfera)
 Ampliar o reconhecimento de “fins em si” para além da
esfera do humano
 Incluir o cuidado com as coisas extra-humanas
 Nenhuma ética anterior (exceto a religião) preparou o
homem para esse papel de fiel depositário para com o
ambiente
 => Sousa Santos: “desperdício da experiência na matriz
eurocêntrica”!!!
Tecnologia

 Homo faber acima do homo sapiens


 homo sapiens: inserção no seu contexto
natural
 homo faber : dominação do entorno
ambiental pela técnica
 “O triunfo do homo faber sobre o seu objeto
externo significa, ao mesmo tempo, o seu
triunfo na constituição interna do homo
sapiens, do qual ele outrora costumava ser
uma parte servil” (p. 43)
Ação coletiva

 Humano: não somente ator e ação individual


 Mas: atores e ações coletivas
 Responsabilidade – fornecida mais pelo
futuro indeterminado do que pelo espaço
contemporâneo da ação
“Cidade universal”

 Cidade: “segunda natureza” do homem


 Supressão da fronteira entre “polis” e “natureza”
 O natural (quase) totalmente ocupado pelo
cultural / artificial
 Não mais: fiat iustitia pereat mundus, mas leis
devem integrar a integridade do ambiente
 “Questões que nunca foram antes objeto de
legislação ingressam no circuito das leis que a
“cidade” global tem de formular, para que possa
existir um mundo para as próximas gerações” (p.
44)
Futuro

 Distenção temporal
 Da próximidade à distância temporal
 Resultado das ações com projeções no futuro
 Os direitos dos que ainda não nasceram
Novos imperativos

 “Age de modo a que os efeitos da tua ação sejam


compatíveis com a permanência de uma
autêntica vida humana sobre a Terra”
 Age de modo que os efeitos da tua ação não
sejam destrutivos para a possibilidade futura de
uma tal vida”
 “Não ponha em perigo as condições necessárias
para a conservação indefinida da humanidade
sobre a Terra”
 “Inclua na tua escolha presente a futura
integridade do homem como um dos objetos do
teu querer”
Antigas formas de “ética do
futuro” (utopias)
 Consumação no mais além : o futuro como lugar
do absoluto; o presente como mera preparação
(visão judaico-cristã) => renúncia e qualificação
no presente, mas Deus como realizador
escatológico
 Responsabilidade do estadista com o futuro:
prolongar o estado perfeito para dentro do
futuro
 Utopia moderna: versão secular do judeu-
cristianismo com a diferença de que o absoluto
escatológico irrompe por processos históricos
(revolução, transformações, socialismo)
Homem como objeto da técnica

 Prolongamento da vida
 Controle do comportamento
 Manipulação genética
 “O homo faber aplica sua arte sobre si mesmo
e se habilita a refabricar inventivamente o
inventor e confeccionador de todo o resto”
(“culminação de poderes”) (p. 57)
Dilemas

 Utopismo indesejado = viver para a


reprodução aprimorada do presente sem
conhecimento adequado
 Excesso do poder de fazer sobre o poder de
prever e sobre o poder de conceder valor e
julgar
 Que força deve representar o futuro no
presente?
Heurística do medo

 “O que nós não queremos sabemos muito


antes do que aquilo que queremos” (p. 71)
 Previsão hipotética do futuro
 => “o saber origina-se daquilo contra o que
devemos nos proteger” (p. 71)
Exemplo para decisão ética

 Que as minhas  Que meu filho


refeições diárias permaneça
sejam saudável?
saborosas?
Primazia do mau prognóstico
sobre o bom
 A evolução trabalha com pequenos passos
 Procedimento paciente e lento
 Erros são compensados

 Tecnologia moderna: comprime muitos


passos lentos em pouco tempo (velocidade”)
e em passos colossais
 Aposta do tipo “tudo ou nada”
Contra a aposta tudo ou nada

 Dinâmica cumulativa dos desenvolvimentos


técnicos

 Herança de uma evolução anterior: deveria


ser preservada, mas pode ser perdida

 “... no processo decisório deve-se conceder


preferência aos prognósticos de desastre em
face dos prognósticos de felicidade” (p. 86)
Apostas no agir

 Leviandade na aposta não é contestável, mas


não deve envolver outros
 Arriscar tudo para prevenir o mal maior,
deixando de obter o bem maior pode justificar
apostas envolvendo outros (p. ex.: salvar uma
vida)
 Mas: os grandes riscos da tecnologia não
pretendem salvar o que existe ou abolir o
insuportável, mas melhorar permanentemente o
já alcançado (sem prever as implicações futuras)
Abrangências

 Apostas do tipo “risco total” na tecnologia


envolvem interesses de outros (também o de
gerações futuras)
 Há obras da tecnologia, com efeitos
cumulativos e globais, que podem colocar em
perigo a existência ou essência dos homens
no futuro (=> perigo atômico)
Risco da não-existência
total
 A existência do homem no futuro não pode ser
objeto de aposta => a simples existência da
possibilidade deve ser entendida como
inaceitável
 As certezas relativas do presente não podem
compensar a incerteza absoluta
 Imperativo do dever primário do Ser em
oposição ao nada: preferir o Ser (existência) ao
nada (não existência)
 PRUDÊNCIA: virtude opcional em outras
situações impõe-se como “cerne do agir moral”
Dever para com o futuro

 Ética almejada lida com o que ainda não


existe: o futuro
 O “princípio responsabilidade” deve ser
independente tanto da idéia de um direito
quanto da idéia de uma reciprocidade
 Comportamento inteiramente altruísta
 Paradigma: a responsabilidade dos pais pela
existência dos filhos
 Necessário justificar o dever de ter uma
posteridade?
Ontologia

 Prioridade do dever da existência:


 Primeiro imperativo: que exista uma
humanidade
 Responsabilidade ontológica pela idéia do
homem
 Imperativo categórico => devem existir
humanidade (Ser) no futuro
 Preferência do Ser diante do nada e o
indivíduo
Ser

 Constituído a partir de sua finalidade


 Fim em si mesmo => outorga de direitos
 Natureza como fim em si mesmo (estágios da
evolução) = Ser
 Reconhecimento do Ser da Natureza supera sua
coisificação e a coloca como destinatária de
direitos
 Respeito diante do Ser e não da coisa
 “Temor diante da Vida” (Albert Schweitzer)
 Respeito => responsabilidade
Mais

 “Mas não basta o respeito, pois esse


reconhecimento emocional da dignidade do
objeto que percebemos, por mais intenso que
seja, pode permanecer inoperante. Só o
sentimento de responsabilidade, que
prende este sujeito àquele objeto, pode nos
fazer agir em seu favor” (p. 163 – destaque
nosso)
Responsabilidade

 Imputação causal por atos realizados =>


compensação => pré-condição da moral

 Responsabilidade pelo que se faz => pelo


objeto que reivindica meu agir (1º: dever ser
do objeto + 2º dever agir do sujeito
Responsabilidade

 Relação não recíproca


 Responsabilidade natural / parental (ilimitada
nas obrigações = tem em vista o bem do
“objeto” X responsabilidade contratual
(delimitada pela tarefa)
 Responsabilidade livremente escolhida
(homem público / político)
 Pais e políticos como arquétipos da
responsabilidade
Futuro

 “O futuro da humanidade é o primeiro dever


do comportamento coletivo humano na
idade da civilização técnica, que se tornou
“todo-poderosa” no que tange ao seu
potencial de destruição. Esse futuro da
humanidade inclui, obviamente, o futuro da
natureza como sua condição sine qua non.”
(p. 229)
Destino comum

 “Mas, se o dever em relação ao homem se


apresenta como prioritário, ele deve incluir o
dever em relação à natureza, como condição de
sua própria continuidade e como um dos
elementos da sua própria integridade essencial.
Poderíamos ir adiante e afirmar que a
solidariedade de destino entre homem e
natureza, solidariedade recém-revelada pelo
perigo comum que ambos correm, nos permite
descobrir novamente a dignidade própria da
natureza, conclamando-nos a defender os seus
interesses para além dos aspectos utilitários” (p.
230)
Argumentos

 Perturbação do equilíbrio simbiótico pelo homem


 Causa: técnica = “intelecto prático emancipado” (p.
231)
 “Na linha do tempo da evolução, e mesmo naquela,
ainda mais curta, da história humana, trata-se de
uma mudança súbita no destino da natureza. Sua
possibilidade estava dada com o aparecimento do
pensamento e da vontade livres, os quais
irromperam na natureza com o homem, mas sua
realidade amadureceu lentamente e se revelou
subitamente. No século XX, alcançou-se o nível,
longamente preparado, quando o perigo se
evidencia e ser torna crítico” (p. 231)
 “A união do poder com a razão traz consigo a
responsabilidade, fato que sempre se compreendeu,
quando se tratava da esfera das relações
intersubjetivas. O que não se compreendera é a nova
expansão da responsabilidade sobre a biosfera e a
sobrevivência da humanidade, que decorre
simplesmente da extensão do poder sobre as coisas
e do fato de que este seja, sobretudo um poder
destrutivo. O poder e o perigo revelam um dever, o
qual, por meio da solidariedade imperativa com o
resto do mundo animal, se estende do nosso Ser
para o conjunto, independentemente do nosso
consentimento” (p. 231)
 “Nascido do perigo, esse dever clama,
sobretudo, por uma ética da preservação, da
preservação e da proteção, e não por uma
ética do progresso e do aperfeiçoamento” (p.
232)
 “Assim, o “não ao não-ser”, e, em primeiro
lugar, ao “não-ser” do homem, constitui, até
nova ordem, a forma prioritária de como uma
ética de emergência, voltada para um futuro
ameaçado, deve transpor para a ação coletiva
o “sim ao Ser”, que o conjunto das coisas
acabou por tornar um dever humano” (p. 232)
Palavras conclusivas

 “seguras as rédeas desse progresso


galopante”
 “precaução inteligente”
 “simples decência”
 “funções de preservação e proteção” (p. 351)
 “o medo se torna a primeira obrigação
preliminar de uma ética da responsabilidade
histórica” (p.352)
 “Um patrimônio degradado degradaria
igualmente os seus herdeiros”
 “Guardar intacto tal patrimônio contra os
perigos do tempo e contra a própria ação dos
homens não é um fim utópico, mas tampouco
se trata de um fim tão humilde. Trata-se de
assumir a responsabilidade pelo futuro do
homem” (p. 353)
Princípio responsabilidade

Alemão: 1979 Português: 2006