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AGRUPAMENTO ESCOLAS DE PALMELA Ano letivo 2018-2019 Sala B - JI Aires Projeto Curricular de

AGRUPAMENTO ESCOLAS DE PALMELA

Ano letivo 2018-2019

Sala B - JI Aires

ESCOLAS DE PALMELA Ano letivo 2018-2019 Sala B - JI Aires Projeto Curricular de Grupo Educadora
ESCOLAS DE PALMELA Ano letivo 2018-2019 Sala B - JI Aires Projeto Curricular de Grupo Educadora

Projeto Curricular de Grupo

PALMELA Ano letivo 2018-2019 Sala B - JI Aires Projeto Curricular de Grupo Educadora Maria de

Educadora Maria de Fátima do Nascimento Silva

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Ano letivo 2018-2019

Introdução

1 -PRINCÍPIOS ORIENTADORES DO PROJECTO CURRICULAR DE GRUPO…………

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2 -AS ORIENTAÇÕES CURRICULARES PARA A EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR…….…

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3 -OBJETIVOS PRIORITÁRIOS DO AGRUPAMENTO………………………………………….….5

4 -OBJETIVOS PRIORITÁRIOS DO ESTABELECIMENTO……………………………………… 6

5 -A INTENCIONALIDADE NA AÇÃO EDUCATIVA………………………………………………

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6 -PROJETO CURRICULAR DE GRUPO………………………………………………………………

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7 -AS PROIRIDADES NA AÇÃO EDUCATIVA……………………………………………………

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8 -A METODOLOGIA ………………………………………………………………………………………

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9 -ORGANIZAÇÃO DO AMBIENTE EDUCATIVO…………………………………………………….19

10 -DIAGNÓSTICO - CARACTERIZAÇÃO DO ESTABELECIMENTO……………………… 24

11 -CARACTERIZAÇÃO DA PROBLEMÁTICA - CARACTERIZAÇÃO DO GRUPO…….24

12 -PREVISÃO DOS PROCEDIMENTOS E EFEITOS DA AVALIAÇÃO……………………… 27

13 -RELAÇÃO COM A FAMÍLIA E OUTROS PARCEIROS EDUCATIVOS…………………….29

14 -COMUNICAÇÃO DOS RESULTADOS

E DIVULGAÇÃO DA INFORMAÇÃO PRODUZIDA……………………………………………………30

Anexo 1 - PLANO ANUAL DE ATIVIDADES

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INTRODUÇÃO

De acordo com a legislação em vigor este documento define as estratégias de concretização e de desenvolvimento das orientações curriculares para a educação pré-escolar tendo como referência o Projeto curricular do pré-escolar, dos objetivos do Agrupamento, do PAA e projeto Ser da Escola Básica de Aires, adequado às características e necessidades do grupo B do Jardim de Infância de Aires.

A elaboração, redação e implementação de um projeto é um trabalho contínuo, ao longo de todo o ano letivo, pelo que ao longo do ano letivo estes objetivos, o planeamento de atividades e as estratégias de implementação são reequacionados. Integrado no PAA do estabelecimento e na educação para a Cidadania, surgiu da necessidade do grupo de crianças adquirirem competências no âmbito da formação pessoal e social, das expressões e comunicação e o conhecimento do mundo.

Todas as ações previstas têm como objetivo desencadear processos de consciencialização conducentes, a que a Educação pela Arte durante a infância é essencial para permitir um normal desenvolvimento em todas as áreas.

O projeto que pretendo que seja um fio condutor e transversal ao longo de todo o ano letivo, só fará sentido se envolver a participação dos pais e outros parceiros educativos e se esta adquirir e desenvolver competências que lhe permita assumir responsabilidades de cidadãos bem informados e formados, críticos e construtivos.

1 -PRINCÍPIOS ORIENTADORES DO PROJECTO CURRICULAR DE GRUPO

Muitos têm sido os autores que se têm debruçado sobre as várias conceções de currículo no Pré-escolar. Assim alguns referem Currículo em educação pré-escolar engloba todas as situações com as quais a criança se confronta na escola, estejam previstas ou não” (Meireles Coelho 1989).“A maioria dos currículos em educação pré-escolar, organiza-se em torno de atividades, situações lúdicas ou experiências proporcionadas às crianças” (Ribeiro 1990).“Sequência organizada de tarefas ou propostas de tarefas de ensino-aprendizagem tem como a utilização de materiais, tudo decorrendo num determinado cenário” (Bairrão e Vasconcelos, 1997)

O Currículo é considerado um ponto de apoio à ação educativa dos educadores. Torna-se estes em interlocutores diretos, e responsáveis pela gestão de currículo capaz de desenvolver uma pedagogia integrada, estruturada, intencional e sistematicamente contextualiza e avalia. Desta forma o desenvolvimento e a aprendizagem são vertentes indissociáveis no processo de evolução da criança.

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As relações e as interações que a criança estabelece com adultos e com outras crianças, assim como as experiências que lhe são proporcionadas pelos contextos sociais e físicos em que vive constituem oportunidades de aprendizagem, que vão contribuir para o seu desenvolvimento. Deste modo, a aprendizagem influencia e é influenciada pelo processo de desenvolvimento físico e psicológico da criança, sobretudo numa fase da vida em que essa evolução é muito rápida.

Por isso, em educação de infância, não se pode dissociar desenvolvimento e aprendizagem. A interligação das características intrínsecas de cada criança (o seu património genético), do seu processo de maturação biológica e das experiências de aprendizagem vividas, faz de cada criança um ser único, com características, capacidades e interesses próprios, com um processo de desenvolvimento singular e formas próprias de aprender.

Assim, as normas do desenvolvimento estabelecidas ou as aprendizagens esperadas para uma determinada faixa etária/idade não devem ser encaradas como etapas pré-determinadas e fixas, pelas quais todas as crianças têm de passar, mas antes como referências que permitem situar um percurso individual e singular de desenvolvimento e aprendizagem.

Embora muitas das aprendizagens das crianças aconteçam de forma espontânea, nos diversos ambientes sociais em que vivem, num contexto de educação de infância existe uma intencionalidade educativa, que se concretiza através da disponibilização de um ambiente culturalmente rico e estimulante, bem como do desenvolvimento de um processo pedagógico coerente e consistente, em que as diferentes experiências e oportunidades de aprendizagem têm sentido e ligação entre si. Neste processo, o desenvolvimento de relações afetivas estáveis, em que a criança é acolhida e respeitada, promove um sentimento de bem-estar e a vontade de interagir com os outros e com o mundo. Contudo, cada criança não se desenvolve e aprende apenas no contexto de educação de infância, mas também noutros em que viveu ou vive, nomeadamente no meio familiar, cujas práticas educativas e cultura própria influenciam

o seu desenvolvimento e aprendizagem. Neste sentido, importa que o/a educador/a estabeleça relações

próximas com esse outro meio educativo, reconhecendo a sua importância para o desenvolvimento das

crianças e o sucesso da sua aprendizagem

2 -AS ORIENTAÇÕES CURRICULARES PARA A EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR

O princípio geral e os objetivos pedagógicos do projeto curricular de grupo enquadram os fundamentos

e a organização das Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar. Estas últimas destinando-se

a apoiar a reflexão do/a educador/a sobre essa intencionalidade, as Orientações Curriculares para a

Educação Pré-Escolar não constituem um programa a cumprir, mas sim uma referência para construir e gerir o currículo, que deverá ser adaptado ao contexto social, às características das crianças e das famílias e à evolução das aprendizagens de cada criança e do grupo.

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A intervenção do/a educador/a no processo pedagógico vai sendo planeada tendo em conta os fundamentos e princípios subjacentes a estas Orientações Curriculares, nomeadamente uma abordagem integrada e globalizante das diferentes áreas de conteúdo e a exigência de dar resposta a todas as crianças. Neste sentido, define as suas intenções pedagógicas, prevendo propostas abrangentes atrativas e significativas, que, podendo incidir numa área ou domínio, tenham em conta não só a articulação entre eles, mas também que todos são contemplados

de modo equilibrado.in ”OCEPE

Consideram-se as "áreas de conteúdo" como âmbitos de saber, com uma estrutura própria e com perti- nência sociocultural, que incluem diferentes tipos de aprendizagem, não apenas conhecimentos, mas também atitudes, disposições e saberes-fazer. Deste modo, a criança realiza aprendizagens com sen- tido, sendo capaz de as utilizar noutras situações quotidianas, desenvolvendo atitudes positivas face às aprendizagens e criando disposições favoráveis para continuar a aprender.

O tratamento das diferentes áreas de conteúdo baseia-se nos fundamentos e princípios comuns a toda a

pedagogia para a educação de infância, pressupondo o desenvolvimento e a aprendizagem como verten- tes indissociáveis do processo educativo e uma construção articulada do saber em que as diferentes áreas serão abordadas de forma integrada e globalizante.

A perspetiva holística, que caracteriza a aprendizagem da criança e que está subjacente ao brincar,

estará também presente na abordagem das diferentes áreas de conteúdo. Ao brincar, as crianças vão-se

apropriando de conceitos que lhes permitem dar sentido ao mundo e em que o/a educador/a pode reco- nhecer o contributo para a aprendizagem de diversos tipos de conhecimento, tais como, a língua, a matemática, as ciências.

É esta curiosidade e interesse das crianças por explorar e compreender que dará progressivamente lugar

à sua participação no desenvolvimento de projetos de aprendizagem mais complexos, que mobilizam diferentes áreas de conteúdo. Não há, assim, uma oposição, mas uma complementaridade e continui- dade, entre o brincar e as aprendizagens a realizar nas diferentes áreas de conteúdo.

Esta perspetiva de continuidade entre brincar e aprender articula-se com o reconhecimento da criança como sujeito e agente do processo educativo, que lhe garante o direito de ser escutada nas decisões relativas à sua aprendizagem e de participar no desenvolvimento do currículo. No contexto relacional e de interação social do jardim de infância, e partindo das experiências e saberes únicos da criança, con- siderada como capaz de construir a sua aprendizagem, cada uma aprende e contribui para a aprendiza- gem e progresso das outras

Importa acrescentar que, se é obviamente necessário definir aprendizagens a realizar em cada área, não se pode esquecer que na prática dos jardins de infância se deve procurar uma construção articulada do saber, em que as áreas devem ser abordadas de uma forma

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globalizante e integrada. Este entendimento surge, aliás, nas aprendizagens definidas para algumas áreas, como será explicitado a seguir.

As áreas em que estas aprendizagens estão organizadas são as seguintes:

Formação Pessoal e Social esta área é apenas contemplada na educação pré-escolar dada a sua importância neste nível educativo, em que as crianças têm oportunidade de participar num grupo e de iniciar a aprendizagem de atitudes e valores que lhes permitam tornar-se cidadãos solidários e críticos. Nesta área, que tem continuidade nos outros ciclos enquanto educação para a cidadania, identificaram-se algumas aprendizagens globais que lhe são próprias. No entanto, tratando-se de uma área integradora, essas aprendizagens surgem muitas vezes também referidas, de modo mais específico em outras áreas, relacionadas com os seus conteúdos.

Expressão e Comunicação nesta área surgem separadamente os seus diferentes domínios. No domínio das Expressões são diferenciadas as suas diferentes vertentes:

educação físico-motora, Plástica, Musical, Dramática, neste caso designada por Expressão Dramática/Teatro, tendo-se acrescentado a Dança que tem relações próximas com a Expressão Motora e Musical e Linguagem Oral e Abordagem da Escrita esta área inclui não só as aprendizagens relativas à linguagem oral, mas também as relacionadas com compreensão do texto escrito lido pelo adulto, e ainda as que são indispensáveis para iniciar a aprendizagem formal da leitura e da escrita.

Matemática esta área contempla as aprendizagens fundamentais neste campo do conhecimento, distribuídas também pelos grandes domínios de aprendizagem

Conhecimento do Mundo esta área abarca o início das aprendizagens nas várias ciências naturais e as Tecnologias de Informação e Comunicação uma área transversal a toda a educação

3 -OBJETIVOS PRIORITÁRIOS DO AGRUPAMENTO

Contribuir para a melhoria do ambiente educativo.

Proporcionar uma visão integrada e articulada da escolaridade obrigatória que favoreça a aproximação dos seus vários ciclos, bem como a Educação Pré Escolar.

Criar condições que favoreçam o intercâmbio entre todos os Estabelecimentos de Ensino.

Difundir a imagem de qualidade do serviço prestado pelas escolas, no exterior

Promover uma atitude positiva por toda a comunidade educativa

Sala B Jardim de Infância de aires

Educadora Fátima Silva

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4 -OBJETIVOS PRIORITÁRIOS DO ESTABELECIMENTO

Sensibilizar a comunidade educativa para o facto de que o papel da escola não se limita à trans- missão de saberes académicos, mas também à formação pessoal, cívica e moral dos seus discen- tes e que neste processo, as famílias devem fazer parceria com a escola;

Promover a participação e da responsabilização de toda a comunidade educativa e, simultanea- mente, a garantia de respeito mútuo entre todos os intervenientes;

Fomentar a autoestima nos alunos, sensibilizando-os para uma postura correta face a si e ao seu semelhante, de modo a que esta atitude seja facilitadora da construção dos restantes saberes;

Desenvolver valores humanos, sociais e ambientais no crescimento pessoal das crianças de modo a perspetivar um futuro mais justo, mais solidário e equilibrado;

Proporcionar o conhecimento de culturas e tradições de outros povos, de forma a fomentar ati- tudes de reconhecimento e solidariedade. Sensibilizar para hábitos de vida saudável.

S.E.R.” (Solidariedade/ Educação/ Responsabilidade - triénio 2017-2020);

Prioridades e áreas de intervenção

Cidadania, bem- estar, saúde e ambiente relação escola/ família/ comuni-
Cidadania, bem-
estar, saúde e
ambiente
relação escola/
família/ comuni-

A Escolha do tema do projeto: “S.E.R.” (Solidariedade/ Educação/ Responsabilidade - triénio 2017- 2020); Continuidade e alargamento do projeto: “Mãos na Terra, Cabeça no Ar”, dinamizado com a colaboração de encarregados de educação, desde o ano letivo 2015/2016.

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AÇÕES A DESENVOLVER

Divulgação/apresentação das atividades a desenvolver;

Sensibilização e preparação da implementação do projeto;

Planificação e preparação do espaço exterior escolar;

Montagem e dinamização do jardim-horta;

Operacionalização do espaço circundante;

Visitas de estudo;

Recolha e venda de produtos;

Desenvolvimento de atividades no exterior;

Sessões de esclarecimento/informação;

Exposição Final de Ano.

5 -A INTENCIONALIDADE NA AÇÃO EDUCATIVA

A

Final de Ano. 5 -A INTENCIONALIDADE NA AÇÃO EDUCATIVA A Considerando a Educação Pré-escolar um processo

Considerando a Educação Pré-escolar um processo é necessário definir o que as crianças devem aprender e vivenciar

A intencionalidade educativa caracteriza-se pelas prioridades na ação educativa e ainda pela intervenção do educador e passa por diferentes etapas interligadas e que se vão sucedendo e aprofundando de acordo com o interesse e necessidades do grupo. Deste modo o projeto curricular de grupo vai ter como linhas orientadoras os seguintes pressupostos e prioridades:

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Estar aberto e atento ao mundo que o rodeia;

Levantar questões, formular problemas;

Saber estar

informado

Procurar com a ajuda do educador informação disponível;

Analisar criticamente essa informação;

Fomentar a pesquisa.

 

Distinguir fontes de informação diversificadas;

Saber

Selecionar informação;

escolher

Tirar conclusões;

Construir pontos de vista pessoais

 

Adotar estilos de vida saudável

Saber estar

Adotar atitudes de auto e heteroproteção.

Saber

Condições que promovam a Qualidade de vida.

exigir

Saber

Aprendizagens realizadas;

divulgar

Conclusões pertinentes

 

Ser organizado, responsável e criativo;

Saber

intervir

Recorrer com o apoio do educador a diferentes técnicas de comunicação

“O conhecimento não provém, nem dos objetos, nem da criança, mas sim das interações entre a

criança e aos objetos”. Jean Piaget.“(…) Ao praticar-se uma vida higiénica e saudável, respirando ar

puro dormindo adequadamente e tendo uma alimentação racional, contempla-se a dimensão

biológica; o exercício da compreensão, do raciocínio científico, da imaginação e da criatividade,

situam-se na dimensão cognitiva; as metodologias de cooperação e de trabalho em grupo poderão

ser incluídas numa educação socializadora; e as atividades desportivas satisfarão as necessidades

cinéticas.” (2003: 11)

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6 -PROJETO CURRICULAR DE GRUPO

Escolha do tema

10 6 -PROJETO CURRICULAR DE GRUPO Escolha do tema Depois de observarmos o grupo e mediante

Depois de observarmos o grupo e mediante a faixa etária em que se encontram, o tema escolhido para o projeto a desenvolver é “Brincar e crescer saudável”. Decidimos abordar este tema, visto que as crianças se encontram numa fase de exploração e de descobertas. Tudo que observam é motivo de interesse e é com estas descobertas que vão evoluindo diariamente. Sendo a primeira etapa da Educação Básica, a Educação Pré-Escolar assume-se como uma estrutura de suporte para a educação que

se desenvolve ao longo da vida.

A descoberta do corpo e das suas potencialidades, a descoberta dos sentidos fundamentais para a sua

experimentação, das emoções indispensáveis ao seu desenvolvimento, enquanto pessoa e das regras de convivência em sociedade.

As crianças aprendem naturalmente, favorecidas desde a nascença com o desejo e a necessidade de investigar, crescer, explorar e aprender tudo sobre o mundo que as rodeia. Todas as crianças têm o direito de brincar. O brincar é para ela muito importante. Nas brincadeiras desenvolve a criatividade através do faz de conta e trabalha o que há de mais sério, de mais necessário, de mais vital: o

crescimento e o desenvolvimento da vida. A brincar a criança experimenta, descobre, inventa, exercita, enfim aprende com facilidade. O brincar estimula a curiosidade, a iniciativa e a autoconfiança. Proporciona aprendizagens, desenvolvimento da linguagem, do pensamento, da concentração e atenção.

A brincar a criança desenvolve o seu senso de companheirismo, a jogar com as outras crianças aprende

a conviver, procura e aceita as regras, a esperar pela sua vez, a aceitar resultados, a lidar com frustrações

e a elevar o nível de frustração ou seja. A criança utiliza o brincar como forma de linguagem que permite compreender, expressar-se, desenvolver as suas aptidões, os interesses, e as suas possibilidades de bom relacionamento com os outros.

Para VITAL DIDONET “é uma verdade que o brinquedo é apenas um suporte do jogo, do brincar, e que é possível brincar com a imaginação. Mas é verdade, também, que sem o brinquedo é muito mais difícil realizar a atividade lúdica, porque é ele que permite simular situações”. (BERTOLDO, RUSCHEL)

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11 Este projeto tem como objetivo dar resposta às principais necessidades e interesses das crianças respeitando-as

Este projeto tem como objetivo dar resposta às principais necessidades e interesses das crianças respeitando-as individualmente. Ao elaborar este projeto pretendemos mostrar que todo o trabalho tem um objetivo pedagógico que visa o desenvolvimento e as aprendizagens das crianças, promovendo e valorizando as suas identidades.

Carvalho (1992 p. 28) afirma que: “[

]

o ensino

absorvido de maneira lúdica, passa a adquirir um aspeto significativo e afetivo no curso do desenvolvimento da inteligência da criança, já que ela se modifica de ato puramente transmissor a ato transformador em ludicidade, denotando-se, portanto em jogo.”

Nesse sentido, é nossa missão proporcionar situações diversificadas de aprendizagem, contribuindo para o desenvolvimento equilibrado da criança. A Brincar vamos descobrir o nosso corpo, vamos aprender como ter saúde, como ter uma alimentação saudável e a ter cuidados com o nosso corpo. Vamos descobrir os nossos sentidos e sensações, vamos aprender as cores e as formas e vamos brincar e aprender com os sentimentos e emoções. Segundo Oliveira (2007) ”a atividade lúdica revela-se como instrumento facilitador da aprendizagem, possuindo valor educacional intrínseco, criando condições para que a criança explore seus movimentos, manipule materiais diversos, interaja com os seus colegas e resolva situações-problemas”.

Brincar e descobrir é assim tão necessário ao pleno desenvolvimento do organismo de uma criança sem intelecto e personalidade, como o falar, dormir, comer, etc. É a partir desta atividade que a criança alimenta o seu sistema emocional, psíquico e cognitivo.

alimenta o seu sistema emocional, psíquico e cognitivo. Sala B Jardim de Infância de aires Educadora

Sala B Jardim de Infância de aires

Educadora Fátima Silva

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Para Vygotsky (1998), “o educador poderá fazer o uso de jogos, brincadeiras, histórias e outros, para que de forma lúdica a criança seja desafiada a pensar e resolver situações problemáticas, para que imite e recrie regras utilizadas pelo adulto. O lúdico pode ser utilizado como uma estratégia de ensino e aprendizagem”.

A Brincar vamos descobrir o nosso corpo

O conhecimento e controle progressivo do corpo são um processo que ocupa a criança desde o seu nascimento e é um dos primeiros referenciais para se conhecer como pessoa… Ao longo desta etapa deve conseguir-se que as crianças conheçam global e parcialmente o seu corpo, suas possibilidades preceptivas e motoras, que possam identificar as sensações que experimentam, desfrutar delas e servir-se das possibilidades expressivas do corpo para as manifestar…”enciclopédia vol1

Desde que a criança nasce, que o seu autoconhecimento passa pela descoberta do seu corpo e das suas capacidades. Ao crescer a criança vai adquirindo competências que lhe vão permitir dominar cada vez mais o meio que a rodeia. Desta forma a criança irá construindo uma representação do próprio corpo, das suas sensações e sentimentos, cada vez mais completa e ajustada.

e sentimentos, cada vez mais completa e ajustada. Sala B Jardim de Infância de aires Educadora
e sentimentos, cada vez mais completa e ajustada. Sala B Jardim de Infância de aires Educadora

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Na infância, é natural que as crianças queiram saber tudo sobre o corpo, porque é o período no qual ocorrem as descobertas. Braços, pernas, mãos, enfim, o corpo humano vai aos poucos sendo desvendado pela curiosidade. O respeito de si mesmo, parte do conhecimento do próprio corpo, das suas capacidades

e

limitações. Ao se conhecer, a criança torna-se capaz de relacionar-se com os seres vivos e o meio ambiente.

capaz de relacionar-se com os seres vivos e o meio ambiente. Aprender a cuidar da nossa

Aprender a cuidar da nossa

saúde e da nossa alimentação

O projeto curricular de grupo é

uma proposta que possibilita uma aprendizagem efetiva e transformadora de atitudes e

novos hábitos de vida. Ao edu- car para a saúde, para a higiene

e para uma alimentação saudá-

vel estamos levando em conta todos os aspetos envolvidos na formação de bons hábitos e ati- tudes que acontecem no dia-a- dia do aluno, da escola e da co- munidade. Educar para a higiene corporal, visa buscar uma prática partici- pativa de modo, que as orientações para os alunos sejam coerentes com a linguagem do próprio corpo e de sua realidade, e sobre as condições de vida do lugar onde vive e a importância de se colocar em prática certos hábitos que contribuirão no cuidado com ele e local onde mora, sendo o educador o me- diador entre o aluno e sua família, renovando e incentivando à saúde, a higiene corporal, a postura em sala de aula e à alimentação saudável.

O educador deve manter o aluno em contato com informações de forma lúdica sobre a higiene com o

corpo e com a alimentação saudável dentro e fora da escola, contribuindo para a formação de valores,e da conscientização de um mundo melhor para se viver.

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Desta forma integramos o projeto Heróis da fruta da APCOI que visa de uma forma lúdica e interativa e diversificada:

que visa de uma forma lúdica e interativa e diversificada:  Promover a ingestão de fruta

Promover a ingestão de fruta todos os dias, na escola e em casa;

Dar a conhecer a importância da alimentação para a manutenção da saúde; ler histórias e desenhar

Encorajar as crianças a orgulharem- se de praticar um estilo de vida saudável;

Motivar alunos a incentivar familia- res e amigos a adotar hábitos diá- rios mais saudáveis de higiene, sa- úde oral saúde e alimentação.

TER COMPORTAMENTOS SAUDÁVEIS

saúde e alimentação.  TER COMPORTAMENTOS SAUDÁVEIS Ao efetuar este processo de controle e conhecimento

Ao efetuar este processo de controle e conhecimento progressivo do próprio corpo, haverá que incluir também, a aquisição de hábitos e atitudes relacionadas com o seu bem estar e segurança pessoal, a higiene, o fortalecimento da saúde e outros. Cada vez mais é importante incutirmos nas crianças os bons hábitos de higiene, de saúde e nutrição. Estes hábitos não só contribuem para garantir o cuidado com o próprio corpo e os seus aspetos envolventes, como também se tornam fundamentais no processo de autonomia da criança. Para que a criança tenha consciência de seu corpo é importante que ela perceba a sua importância e cuidados que devemos ter com ele.

"Os hábitos que se adquirem nos primeiros anos adaptam-se ao modo de ser de cada um. [

] Desse

modo os hábitos convertem-se em valiosos recursos de identidade pessoal". (ARRIBAS, p. 89, 2004)

Neste processo de autonomia, ao mesmo tempo que a criança conhece e valoriza as suas possibilidades, ela deverá ser capaz de aceitar as suas limitações e de respeitar, os limites expostos pelo exterior. Será então importante que a criança aprenda a reconhecer situações perigosas e a prevenir acidentes.

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15 DESCOBRIR OS SENTIDOS E AS SENSAÇÕES Os sentidos e as sensações, é um tema onde

DESCOBRIR OS SENTIDOS E AS SENSAÇÕES

Os sentidos e as sensações, é um tema onde a criança utiliza o seu corpo como primeiro recurso para trabalhar e desenvolver outras áreas e atividades.

É importante que os sentidos sejam explorados, desenvolvidos e apurados, visto ser neste período da vida que a criança é mais pura e inocente e está mais recetiva a todo o tipo de informação sensorial.

“A educação sensorial implica, não só o conhecimento dos órgãos dos sentidos e as suas funções, como também, e fundamentalmente, o comprovar que, através deles, é possível conhecer-se e perceber o que nos rodeia, discriminando e distinguindo as propriedades básicas dos objetos. “Enciclopédia de Educação Infantil, v.I

As sensações que o nosso corpo pode desempenhar, serão exploradas através dos nossos cinco sentidos:

tato, olfato, paladar, visão e audição.

A criança apreende o mundo à sua volta por meio do seu corpo, experimentando as diversas sensações

táteis, auditivas, visuais, olfativas, que a permitem adquirir conhecimentos.

“A relação imediata das perceções com as ações é uma particularidade característica e uma condição indispensável para o desenvolvimento da perceção nas crianças”. (SMIRNOV; LEONTIEV: RUBINSHTEIN:

TIEPLOV; p.173).

As sensações é que nos dão as qualidades, as impressões dos objetos e consequentemente os significados

e valores atribuídos por nós. Para termos as sensações, necessitamos dos sentidos: visão, olfato, paladar, audição e tato. Eles permitem-nos formar ideias, imagens e compreender o mundo que nos rodeia. Dessa forma, a percepção apresenta-se como um processo ativo da mente juntamente com os sentidos, ou seja, há uma contribuição da inteligência no processo perceptivo, que é motivada pelos valores éticos, morais, culturais, julgamento, experiências e expectativas daqueles que o percebem.

“ O vector que estruturar a educação sensorial é a afirmação de que, por meio dos sentidos, podemos descobrir as diferentes características dos objetos e que, para o conseguir, devemos conhecer, primeiramente, cada um dos sentidos e exercitá-los. Enciclopédia de Educação Infantil v.I

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16 APRENDER COM AS CORES E AS FORMAS O uso das cores tem uma ligação direta

APRENDER COM AS CORES E AS FORMAS O uso das cores tem uma ligação direta no desenvolvimento da criança. Estímulos decorrentes da presença de figuras coloridas contribuem para o aprimoramento da capacidade motora e cognitiva, raciocínio, fala, audição, entre outras funções.

A maioria das crianças tem a sua primeira (e muitas vezes única) exposição à roda das cores e ao conceito de arte, graças às brincadeiras infantis com lápis de cor, de cera e marcadores. Aprender a distinguir as diferentes cores bem cedo, é meio caminho andado para perceber as suas várias e corretas aplicações, bem como possíveis misturas entre cores primárias e secundárias.

“ A cor estimula a criatividade da criança, proporciona-nos informações sobre como ela percebe as

formas e o significado das coisas que a rodeiam, permite-nos perceber o seu mundo anímico. Para além

disso “a cor constitui-se na principal linguagem plástica da criança pela facilidade com que pode exprimir, mediante este procedimento, tudo o que sente.” Enciclopédia de Educação Infantil

A nossa intenção é estimular a criança na exploração e identificação de propriedades geométricas de

objetos e figuras. É importante que seja dada à criança a oportunidades de explorar essas e outras situações de forma a contribuir para a aprendizagem do conhecimento geométrico. Explorar a geometria

a partir de situações simples do mundo da criança como, por exemplo, ao propor-lhe desafios, quebra-

cabeças, jogos, pinturas e brincadeiras, corrobora para a aprendizagem significativa visto que está em

consonância com situações reais do seu quotidiano. Essas e outras atividades são importantes para o desenvolvimento da perceção espacial e de habilidades, assim como para a formação do pensamento geométrico dedutivo das crianças.

“ O estudo da Geometria é o estudo das atividades possíveis no espaço que nos rodeia. No seu início, tal estudo reduz-se a mover-se pelo espaço para ver o que nele pode ou não fazer-se”.

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17 (Z.P.Dienes, 1970) in Enciclopédia de Educação Infantil A BRINCAR CONHECER AS EMOÇÕES E OS SENTIMENTOS

(Z.P.Dienes, 1970) in Enciclopédia de Educação Infantil

A BRINCAR CONHECER AS EMOÇÕES E OS SENTIMENTOS

Os afetos, sejam emoções ou sentimentos, também têm uma função importante na motivação da conduta

e para a aprendizagem. Torna-se portanto visível a necessidade de valorizar os aspetos emotivos e

afetivos no campo da educação. Será importante considerar a emoção no contexto da educação

nomeadamente na inter-relação entre as emoções e a aprendizagem. É através dos sentimentos, (que

são dirigidos para o interior e são privados) que as emoções, (que são dirigidas para o exterior e são

públicas) iniciam o seu impacto na mente.

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18 Zanluchi (2005, p. 91) afirma que “A criança brinca daquilo que vive; extrai sua imaginação

Zanluchi (2005, p. 91) afirma que “A criança brinca daquilo que vive; extrai sua imaginação lúdica de seu dia-a-dia”, portanto, as crianças, tendo a oportunidade de brincar, estarão mais preparadas emocionalmente para controlar suas atitudes e emoções dentro do contexto social, obtendo assim melhores resultados gerais no desenrolar da sua vida.

7 - AS PROIRIDADES NA AÇÃO EDUCATIVA

Considerando a Educação Pré-escolar um processo é necessário definir o que as crianças devem aprender

e vivenciar. A observação do brincar e de situações da iniciativa das crianças é um meio de conhecer os seus interesses, um conhecimento que pode ser utilizado para o/a educador/a planear novas propostas, ou apoiar o desenvolvimento de projetos de pequenos grupos ou de todo o grupo.

À medida que o processo se desenvolve, o projeto curricular de grupo vai sendo revisto e ajustado, através de ciclos sucessivos de planeamento, ação e avaliação, que se vão alargando e aprofundando, ao longo do ano. Assim, o/a educador/a prevê em cada dia a sua ação do dia seguinte, sendo que, a partir do que observa, regista e documenta sobre o desenvolvimento do processo e das aprendizagens das crianças, recolhe elementos para avaliar e refletir, numa base semanal ou mensal. Esta reflexão, sobre

a pertinência e sentido das oportunidades educativas proporcionadas, permite perceber se contribuíram

para a aprendizagem de todas e de cada uma das crianças. A progressão e a diferenciação das aprendizagens supõe que todas e cada uma das crianças tenham ocasião de progredir a partir do nível em que se encontram, para que não fiquem três anos a realizar atividades com um mesmo nível de

dificuldade e de exigência.

1. A educação Pré-escolar situa-se na continuidade de um processo que se iniciou com a família (ou instituição educativa). Com diferentes percursos, características, origens, as crianças (e

Sala B Jardim de Infância de aires

Educadora Fátima Silva

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famílias) apresentam informação pertinente que deve ser gerida no sentido de promover, para o futuro, um bom plano relacional (com a família e com a criança) mas também com a comunidade. O educador deve encontrar estratégias que passem pelo conhecimento da história individual de cada criança.

2. A transição de crianças entre diversos ciclos provoca também alterações a hábitos que deve ser prevenida pelo Educador, o que pressupõe uma efetiva relação entre docentes.

3. O papel da comunicação entre o JI e a família como meio de acompanhamento, divulgação e partilha da ação educativa através, do caderno de vai vem, da postagem no blog das atividades realizadas, da criação de um grupo no facebook e dos meios formais como as reuniões de pais e atendimento.

4. O papel das famílias (pais, avós, tios, encarregados de educação não familiares, etc.) é também de essencial importância, pelo que deverá existir uma real colaboração entre adultos, que não se esgote nas atividades pontuais e de carácter extraescolar, mas que se consubstancie numa intensa atividade de coresponsabilização, de coordenação educativa e comunicação.

5. Por último, o espaço fundamental do meio (Comunidade) envolvente, que se deverá caracterizar por ser um espaço constante de colaboração e partilha, com vista à criação de efetivas redes de parceria que objetivem um desenvolvimento sustentado do espaço de implantação da Escola e da Comunidade Escolar.

8 - A METODOLOGIA

Este projeto insere-se no quadro metodológico do Trabalho de Projeto é o papel do aluno no processo de aprendizagem; o trabalho está centrado nos alunos porque são eles que escolhem os temas, os problemas dos projetos que vão desenvolver, investigar e apresentar o produto final.

A planificação do projeto e as tarefas inerentes à sua concretização baseiam-se na iniciativa dos alunos:

cabe-lhes escolher e dividir entre si as tarefas, bem como proceder à sua execução, estando subjacente

a planificação das atividades. Este tipo de trabalho exige, portanto, capacidade de gestão do tempo e das tarefas. Cabe-lhes aos educadores, como orientadores, analisar as possibilidades reais de

concretização do projeto tendo em conta os recursos e o tempo disponíveis. Assumem face ao projeto uma atitude de crítica construtiva, identificando os aspetos fortes e os aspetos fracos para melhorar o projeto.

O trabalho dos alunos desenvolve-se em pequenos grupos em que os elementos que os constituem se

apoiam e cooperam. Os alunos colaboram e, juntos, procuram desenvolver o projeto que se propuseram concretizar. É, portanto, uma aprendizagem cooperativa, isto é, o conhecimento constrói-se no processo de interação entre os alunos, entre estes e o educador, bem como com outros elementos da comunidade. Um dos aspetos mais marcantes do Trabalho de Projeto é o facto de se fundar no trabalho de grupo o que

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permite desenvolver o sentido de responsabilidade, a solidariedade e o espírito de equipa. Este papel ativo dos alunos confere-lhes mais responsabilidades: efetivamente, a autonomia do trabalho tem como complemento a responsabilização. Por outro lado, e este é um dos aspetos mais importantes

do Trabalho de Projeto, os conhecimentos, as experiências e os recursos dos alunos são valorizados

constituindo estímulos para a aquisição de novos conhecimentos.

O educador acompanha o desenrolar do trabalho dos grupos apoiando-os na ultrapassagem de

dificuldades de desenvolvimento assim como na superação de crises, conflitos e bloqueios que surgem

no

decorrer do trabalho.

As

tecnologias de informação e comunicação vão facilitar as possibilidades de pesquisa de informação a

serem colocados à disposição dos alunos e das famílias um manancial importante para estabelecer uma

ligação e divulgação das ações na comunidade educativa. A participação é uma necessidade objetiva no trabalho de projeto, onde também no seu processo de avaliação se pode contar com a colaboração de todos os participantes.

9 -ORGANIZAÇÃO DO AMBIENTE EDUCATIVO

A organização do ambiente educativo pressupõe que este tenha um nível de qualidade adequado

às necessidades do grupo e do que se pretende desenvolver. Esse indicador corresponde a dois desafios: o ambiente físico e a sua gestão e a constituição de um ambiente favorável à convivência, ou seja, o clima de trabalho existente na escola. O primeiro desafio é representado pela disponibilidade e qualidade dos espaços ou equipamentos e o seu uso pedagógico adequado. Um desafio para os educadores é a utilização dos recursos disponíveis para a criação e manutenção de um espaço com características que favoreçam a aprendizagem e a interação da comunidade intra e extraescolar. Esse espaço não é só definido por um bom projeto

arquitetónico, mas pelo uso pedagógico que dele é feito. Um espaço limpo, organizado, bonito

e atraente é um elemento educativo de grande força, que estimula a sensibilidade artística e

criativa do aluno. Um cuidado especial deve ser dispensado à criação e manutenção das salas de leitura ou bibliotecas, mas a sala de aula deve merecer atenção especial, por ser o lugar em

que os alunos permanecem mais tempo. Nessa tarefa, todos devem ser envolvidos, especialmente as crianças e as auxiliares bem como a equipa pedagógica.

DO ESPAÇO

A organização do espaço educativo deve estar em sintonia com o método de trabalho de cada

educador. Neste sentido preconiza-se uma sala que tenha espaços adaptados às necessidades

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das crianças, visando um conhecimento das suas próprias experiências de vida. Tendo em conta,

a principal meta, conseguir que cada criança participe e cresça tanto quanto possível

individualmente e em contextos de investigação em grupo. A sala de atividades transforma-se no local onde se organiza e regista o saber, pelo que deverá ser um sistema flexível, vivo e em mudança. Em suma o espaço está organizado por “cantos”, que são espaços abertos dentro da própria sala, cuja organização e decoração resulta de um trabalho conjunto de todos os intervenientes, este senso coletivo é igualmente responsável por quase todas as decisões que envolvem o nosso quotidiano. Neste contexto propõe-se o respeito pela criança e pela sua infância, a priorização

do pensamento divergente, a estética da vida e do viver, o amor à natureza e ao meio ambiente,

o convívio humanizador e o culto aos valores humanos.

A sala de atividades divide-se em várias áreas. Consideramos alguns espaços permanentes,

porque entendemos que são desafiadores e adequados às crianças em idade pré-escolar. É o caso da área de jogo simbólico (casinha das bonecas,cabeleireiro,trapalhadas), da área da expressão plástica (desenho, recorte e colagem, modelagem, pintura), da área da biblioteca e multimédia (computador e audiovisual), da área da experimentação e da matemática (jogos de mesa), da área das construções e garagem e da área da comunicação, planeamento, avaliação, discussão (tapete). Cada área encontra-se identificada, através de um registo escrito e gráfico

A organização do espaço e materiais da sala de atividades é flexível e faz-se de acordo com as

necessidades e evolução do grupo, pelo que pode sofrer modificações ao longo do ano letivo.

Encontram-se em construção vários instrumentos de pilotagem (regulação e organização do grupo), tais como: quadro de presenças, calendário mensal, quadro dos aniversários, planos semanais de organização do portefólio, ou outros que forem surgindo.

As regras gerais da sala foram discutidas e elaboradas em conjunto. Estas regras resultaram de

sucessivas conversas em grande grupo que permitiram ir ajustando às realidades emergentes.

ÁREAS NA SALA

Do conto, da narrativa, das canções, das lengalengas, dos trava línguas, das adivinhas, das poesias, das conversas, das partilhas, das combinações.

Do faz de conta, da imaginação, da liberdade de criar, da exteriorização do que me amargura ou dá prazer, daquilo que gostaria de ser, do que sou

Sala B Jardim de Infância de aires

Educadora Fátima Silva

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Do jogo de mesa, do jogo com regras (que devo respeitar, mas que ás vezes sabe bem não obedecer), do jogo com amigos e não só, onde os adultos também jogam comigo, onde também posso criar, descobrir, experimentar conceitos matemáticos e físicos.

Do jogo de chão, onde as regras são mais flexíveis, faço igualmente experiências matemáticas e físicas, faço amigos e menos amigos, imagino e crio.

Da garagem onde o brincar e aprender regras de transito e segurança rodoviária ( vão ser expostos cartazes sobre prevenção e colocando um tapete de grandes dimensões com o esquema de uma cidade, sinais de transito e todo material produzido relacionado com esta temática.

Das Arte que me permitem sujar, experimentar, sentir, cheirar, criar, recriar, viver com

gosto e liberdade momentos deliciosos.

Das expressões com materiais adequados a aprendizagens mais formais, matemática e escrita - onde o lema é criar, inventar, mas também cumprir regras lógicas, aperfeiçoar o traço, a capacidade de cortar, de colar, de escrever.

Da nossa natureza, onde vejo como se trata, como se desenvolve, onde posso tratar sozinho, ver nascer, ver crescer.

Do Cantinho multimédia onde a

utilização dos recursos existentes: Do computador, onde é possível jogar, escrever,

compor textos (Computador, impressora, acesso à net e aplicações multimédia, vai preparar e criar competências no domínio da comunicação , da investigação, das expressões e principalmente, criar na criança a necessidade e o desenvolvimento do espírito crítico e o saber escolher a informação que mais lhe convém no momento).

Da Mesa Grande onde são desenvolvidos

no momento).  Da Mesa Grande onde são desenvolvidos trabalhos de grande grupo e projetos específicos.

trabalhos de grande grupo e projetos específicos.

Zona de Organização das produções e acessos a materiais e registos onde se podem encontrar o Portfolio individual de cada criança, que funciona como um diário, onde se regista todas as atividades da criança, o seu percurso no JI .

O arquivo dos trabalhos produzidos em caixas organizadoras. Planos de trabalho expostos, onde estão registadas as tarefas semanais ou diárias, para consulta e desenvolvimento das mesmas.

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Ficheiros de consulta e registo, onde estão elaboradas fichas de trabalho para escolha individual, desenvolvimento pessoal e de grupo

Deste modo a sala está organizada por áreas e apetrechada com os recursos de funcionamento. Os materiais são determinantes na promoção de interações e no suscitar o interesse e despertar a curiosidade. Estes recursos por área devem surgir de acordo com as necessidades e interesses do grupo. Devem ser versáteis e de qualidade, permitindo diversos tipos de exploração e quantitativamente suficientes para o número de crianças.

DO GRUPO

São opções educativas incentivar as crianças a se tornarem independentes, por forma a integrarem-se numa sociedade da técnica e do consumo que cada vez mais necessita de pessoas ativas, criativas e informadas.

A intervenção educativa tem como prioridade estabelecer uma relação estreita e afetiva com cada criança tendo em conta a diversidade de idades e culturas, fatores importantes e básicos na construção do conhecimento, no desenvolvimento moral e social do individuo.

Basear-se-ão todas as atividades em aprendizagens significativas que contribuam para que as crianças se sintam participantes do mundo que as cerca, trabalhem de forma cooperativa para o seu desenvolvimento pessoal em diversos aspetos: senso de responsabilidade e cooperativo, sociabilidade, julgamento pessoal, autonomia, reflexão individual e coletiva e afetividade.

Destacar-se-á os valores estéticos e éticos mediante metodologias centradas nas atividades das crianças e suas aprendizagens para “um fazer com arte, um fazer bem feito”, o que supõe sem dúvida o desenvolvimento da criatividade, da iniciativa, da liberdade de expressão, do autorrespeito, do respeito à vida e às diferenças

DO TEMPO

-Em educação, o tempo corresponde à globalidade de momentos constituídos por vários segmentos, nos quais as crianças vivem um vasto número de possibilidades, comportamentos e sensações, com caráter previsível e contínuo de acontecimentos e/ou ações. Todos estes momentos são importantes se inseridos em rotinas consistentes e com sucessão. O que implica um determinado ritmo e periodicidade. A atividade da sala desenvolve-se por tempos. Tempo de planear; tempo de trabalhar; tempo de arrumar; tempo de trabalho de pequeno grupo/grande grupo e tempo de avaliar (estes tempos podem ser alterados, um currículo tem que ser flexível). No tempo de Acolhimento o grupo começa o seu dia marcando a sua presença no quadro de duas entradas,

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denominado quadro das presenças. Seguem-se as rotinas implementadas pelo grupo. Fazer a data. O tempo de planear é feito semanalmente em grande grupo e individualmente por projetos. As atividades letivas da manhã decorrem após um momento prévio de conversa em grande grupo, onde se verifica a marcação de presenças, contam-se novidades, combinam-se as atividades do dia (de acordo com o plano da semana elaborado pelo grupo). O período da manhã é também reservado para atividades mais orientadas pela educadora, ao que se seguem atividades de escolha livre. Às terças-feiras desenvolvem-se atividades no ginásio. A parte da tarde, inicia-se sempre com um curto momento de leitura/conto/poesia/mindfulness ao que se seguem atividades mais orientadas, de acordo com o planeado e com os trabalhos de projeto em curso. Haverá durante o dia ainda tempo de avaliação e reformulação do trabalho desenvolvido.

Esta organização temporal procura ainda integrar as atividades preconizadas no projeto curricular e as inerentes à natural sequência do ano (sazonais e/ou festas), assim como as provenientes dos interesses espontâneos e/ou manifestos pelas crianças.

O tempo na Componente Socioeducativa, valência de almoço, é preenchido com a refeição e atividades

de ar livre/informais e de natureza lúdica (recreio).

O

mapa mensal das presenças consiste numa tabela onde à esquerda se encontram os nomes das crianças

e

a zona superior os dias do mês e da semana. Permite este registo uma gradual compreensão do conceito

do tempo, a partir das vivências e dos ritmos: antes e depois, sequência semanal, mensal e anual. Também para consolidar as noções ao nível da matemática também é feito o registo no quadro verde, o

número de presenças de meninas e meninos e a sua relação numérica. A expressão motora e a informática são feitas semanalmente

O Atendimento às famílias às primeiras quintas-feiras do mês das 15h às 16h 00m, foi combinado com os

pais que as informações e troca de comunicações para estreitar e facilitar as informações, seria feita por

email.

PESSOAL NÃO DOCENTE

A equipa é constituída por cinco A.A.E. , que exercem as suas funções nas atividades e no apoio aos

educadores na atividade letiva.

AO NÍVEL DO ESTABELECIMENTO

A articulação entre as várias etapas implica uma sequencialidade progressiva, conferindo a cada etapa a

função de completar, aprofundar e alargar a etapa anterior, numa perspetiva descontinuidade e unidade global de educação/ensino.

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Aos educadores de infância e professores do 1.º ciclo compete ter uma atitude proactiva na procura desta continuidade/sequencialidade, não deixando de afirmar a especificidade de cada etapa, porém criando condições para uma articulação construída escutando os pais, os profissionais, as crianças e as suas perspetivas. A planificação conjunta da transição das crianças é condição determinante para o sucesso da sua integração na escolaridade obrigatória. Cabe ao educador, em conjunto com o professor do 1º CEB, proporcionar à criança uma situação de transição facilitadora da continuidade educativa. Esta transição envolve estratégias de articulação que passam não só pela valorização das aquisições feitas pela criança no jardim-de-infância, como pela familiarização com as aprendizagens escolares formais.

O Processo Individual da Criança que a acompanha na mudança da Educação Pré-Escolar para o 1º CEB

assume particular relevância, enquanto elemento facilitador da continuidade educativa.

10 - DIAGNÓSTICO - CARACTERIZAÇÃO DO ESTABELECIMENTO

A Escola Básica de Aires, está localizado em Aires, concelho de Palmela. É tutelado pelo Ministério de

Educação e pertence ao Agrupamento de Escolas de Palmela. Situa-se numa zona habitacional em franca expansão demográfica. Desde a sua abertura em Janeiro de 2005, o número de alunos que frequenta este

estabelecimento de ensino tem vindo a aumentar.

Esta escola e com a abertura de outra sala de pré-escolar, está dotada de outros espaços comuns que são utilizados por todos os alunos e docentes deste estabelecimento: Ginásio com balneários, sala de recursos, refeitório, assim como um pátio exterior com campo de jogos e diversos equipamentos de exterior. Também existem instalações sanitárias e alguns espaços pensados aos cidadãos portadores de deficiência e dificuldade de mobilidade, uma rampa de acesso ao primeiro andar e uma sala de apoio são algumas destas acessibilidades previstas.

O Jardim de Infância integrado na Escola básica de Aires é composto por quatro salas de atividades, com

acesso comum através de um corredor, amplo e equipado com cacifos e cabides para arrumos diversos. Cada sala dispõe de uma área de 50 m2 e de um espaço para artes com lavatório e de luz natural.

Este ano letivo 2018/2019 frequentam a sala B, 25 alunos. A maioria das crianças que pretende frequentar de acordo com a análise dos processos são naturais do concelho de Palmela. As atividades de prolongamento também fazem parte da nossa supervisão e planeamento conjunto. Neste ano letivo dado

a necessidade das famílias vão funcionar três grupos de prolongamento.

11 - CARACTERIZAÇÃO DA PROBLEMÁTICA - CARACTERIZAÇÃO DO GRUPO

Conforme os dados recolhidos o grupo da sala B é atualmente constituído por 25 crianças: 11 do sexo feminino e 14 do sexo masculino. Em relação à faixa et ária é um grupo (até finais Dezembro ) com idades compreendidas entre os 4 e os 6 anos. Apesar da grande maioria das crianças serem portuguesas, existe duas crianças brasileiras e uma

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francesa. Com base no PAA vamos incidir a nossa ação no âmbito da educação para a Saúde e na aquisição de comportamentos saudáveis e desenvolvimento do sentido estético, de acordo com as orientações curriculares vamos dar a maior importância ao ambiente educativo como um contexto de vida democrática onde os alunos participem, contactam e aprendam a respeitar os outros, utilizando várias formas e meios de expressão. É nesta vivência que se inscreve nas áreas de Formação Pessoal e Social, Expressões e Comunicação e Conhecimento do mundo consideradas, como áreas integradoras de todo processo da educação Pré-escolar. Tentar-se-ão diversificar estratégias didáticas, sair do

espaço-sala e da localidade e aceder a atividades artísticas e outras, bem como utilizar as novas tecnologias como meio de motivação e comunicação. No prolongamento vamos promover a articulação entre docentes e focalizar as atividades do grupo em ações com parceria com os docentes de cada área. Assim no yoga, na música, dança e motricidade vamos colaborar em parceria nos diversos momentos projetados no PAA. Dar-se-á especial importância à diversificação de estratégias no âmbito do Plano Nacional de Leitura “Ler+” recorrendo a todo o tipo de atividade de animação do livro e incluindo recursos de outras entidades, como meio de articulação com outros níveis de ensino e continuidade educativa. Bem como

o projeto vaivém

Ainda neste âmbito, pretende-se continuar a promover a aproximação / articulação entre Pré-Escolar e

o 1º ciclo, envolvendo todo o grupo mas especialmente o grupo de crianças que transitam para o ciclo

seguinte. Criar as condições para uma harmoniosa integração/adaptação das crianças no nível de ensino

seguinte será objetivo central da estratégia: “A hora do Conto” e outras atividades planeadas no PAA

IDENTIFICAÇÃO DE INTERESSES E NECESSIDADES

Na sua generalidade são assíduas, beneficiam cerca de 14 crianças da componente de prolongamento de horário e vinte cinco de refeições, incluídas na vertente e de apoio social à família, cinco carenciadas.

O facto de o grupo revelar interesses diversificados, e manifestar estádios de desenvolvimento, necessidades e interesses muito diferenciados, já conseguem interiorizar as rotinas e organizar-se em pequenos grupos de interesse, mostrando-se recetivos as atividades, envolvendo-se espontaneamente as ações propostas. Algumas crianças nota-se alguma dificuldade em ouvir, exprimindo-se de uma forma descontrolada, ainda com alguma impaciência porque querem exprimir as suas ideias antes que outra criança o faça. Ao nível gráfico as crianças mais novas ainda não conseguem desenhar a figura humana.

Cerca de oito crianças, é a sua primeira experiência num contexto de educação pré-escolar, o que faz, com que ao nível da autonomia e do desenvolvimento social tenha que crescer mais nesse sentido. A maioria destas crianças começa a interiorizar as regras, embora seja mais difícil colocá-las em prática. Têm uma boa relação entre elas, brincando e efetuando atividades em conjunto. Os mais crescidos gostam de ajudar nas tarefas da sala, onde se sentem responsáveis pelos mais novos.

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A dinâmica do grupo tem vindo a ser observada pelo educador no sentido de encontrar uma intervenção

pedagógica adequada às necessidades específicas do grupo.

A

nível da linguagem, aspetos a serem trabalhados (verbalização correta, adequação entre pensamento

e

expressão verbal). Nota-se cada vez mais as dificuldades ao nível da articulação da linguagem das

crianças mais novas.

A organização do espaço e do tempo para uma melhor convivência no grupo irá sendo combinado à

medida que as atividades vão decorrendo; as áreas estão divididas por espaços definidos de acordo com

a funcionalidade e número de alunos que as podem frequentar, identificadas por nomes e números de

ocupação. Estas áreas foram definidas pelo grupo e organizadas de acordo com os seus interesses e

recursos disponíveis.

Em relação ás atividades desenvolvidas na sala, o grupo é muito diversificado nas suas preferências, nota- se uma preferência pela área das construções, casa das bonecas, garagem, e tecnologias, a área das artes principalmente, o desenho, a pintura e a modelagem são as que têm que ser estimuladas.

Em relação à expressão motora, as crianças apresentam, na sua maioria, um desenvolvimento motor equilibrado, tendo em vista a idade. No que se refere a motricidade fina, alguns j á conseguem cortar com a tesoura sem ajuda do adulto, demonstrando já uma boa destreza. Estão a aperfeiçoar cada vez mais o desenho.

Nota-se na maioria das crianças de 5 anos já a emergência da escrita. O área do cantinho multimédia é procurado por todas as crianças independentemente da sua faixa etária.

Pelo facto do grupo ser muito ativo e para melhor gerir a vida democrática na sala, foi necessário adotar uma metodologia baseada na autonomia e cooperativismo. Assim como estratégia, as vinte crianças foram divididas em três grupos que se agruparam livremente e que democraticamente elegeram o chefe

e o subchefe, cuja função é ser o porta-voz nas decisões do grupo e na organização e arrumação do espaço sala diariamente.

Para canalizar as suas energias e tendo em conta as necessidades motoras nesta faixa etária são também privilegiadas as atividades de grande movimento (dança, exercícios de motricidade, gincanas, jogos), onde se utiliza o ginásio e o campo de jogos de acordo com o planeamento semanal.

Ao nível da linguagem algumas crianças apresentam muitas dificuldades ao nível da expressão, articulação e estrutura frásica, compreensão verbal. e com o objetivo de sensibilizar o grupo para outras formas de comunicar vamos incidir também as aprendizagens na iniciação à linguagem gestual e à iniciação precoce do inglês e a iniciação às TIC ( Tecnologias de informação e comunicação).A aprendizagem será feita de acordo com a motivação do grupo e temáticas abordadas na sala. Desta forma

e gradualmente vão sendo introduzidos os gestos de saudação, as cores, noções de tempo e algumas

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expressões de contentamento e desagrado. Existe um espaço na sala para expor os recursos de apoio à aprendizagem.

A aprendizagem precoce de uma língua- a metodologia que vai ser utilizada na aprendizagem da língua

inglesa, tem como suporte, canções e simultaneamente a introdução de alguns conteúdos, tais como as

cores, os animais, frases de cortesia.

As TIC na sala como forma de potenciar novas formas de comunicação e pesquisa tem como base, a função recreativa, a função de pesquisa e a função educativa. As TICs são utilizadas pelas crianças como um espaço de partilha de saberes. O processador de texto, o paintbrush, software educativo, internet é utilizados como meio de expressão e comunicação e uma forma de aprendizagem interativa. Vamos continuar a postar no blog onde foram já publicadas algumas atividades feitas no primeiro trimestre. Os pais receberam através do correio eletrónico e no facebook informações das atividades do Jardim de Infância e algumas fotos dos alunos em atividades. Alguma partilha foi feita de recursos entre os pais e as crianças como comentário.

O espírito de grupo, a amizade, o respeito pelos outros e pelos materiais e pelas regras de convivência,

as atividades motoras e os primeiros conceitos de matemática e iniciação a escrita e a expressão criativa são os primeiros objetivos neste 1º trimestre e ao longo das experiências nas várias áreas desenvolvidas no projeto curricular de grupo.

12 - PREVISÃO DOS PROCEDIMENTOS E EFEITOS DA AVALIAÇÃO DOS PROCESSOS E DOS EFEITOS

A avaliação servirá para dar indicações ao educador sobre as crianças de forma a ajudá-lo a conduzir o

seu trabalho de maneira que possa contemplar positivamente as necessidades, curiosidades e solicitações das mesmas, na medida em que, quando avaliamos, reconhecemos o seu progresso, a sua individualidade, as diferenças, entre elas. Neste sentido a avaliação é um dos elementos da organização do trabalho pedagógico (Godoi, 2005).

Cabe, deste modo, aos educadores a responsabilidade de desenvolver processos pedagógicos que conduzam à melhoria da aprendizagem e do ensino, valorizando as modalidades formativas que permitam ao aluno aprender a desenvolver os seus skills. Para tal, a avaliação não pode ser desligada nem do contexto, nem dos seus atores, uma vez que avaliar é um ato pedagógico que requer uma atitude e um saber específico que permitam desenvolver estratégias adequadas, tendo em conta os contextos de cada criança e do grupo no respeito pelos valores de uma pedagogia diferenciada. Assim pretendo: envolver a criança num processo de análise e de construção conjunta, inerente ao desenvolvimento da atividade educativa, que lhe permita, enquanto protagonista da sua própria aprendizagem, tomar consciência dos progressos e das dificuldades que vai tendo e como as vai ultrapassando; contribuir para a adequação das práticas, tendo por base uma recolha sistemática de informação que permita ao educador regular a atividade educativa, tomar decisões, planear a ação; conhecer a criança e o seu contexto, numa

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perspetiva holística, o que implica desenvolver processos de reflexão, partilha de informação e aferição entre os vários intervenientes pais, equipa e outros profissionais tendo em vista a adequação do processo educativo.

COM AS CRIANÇAS

A educação pré-escolar é um contexto de socialização em que muitas aprendizagens decorrem de vivências relacionadas com o alargamento do meio familiar de cada criança, de experiências relacionais

e de ocasiões de aprendizagem,

Todos os conhecimentos são importantes para compreender a realidade das crianças, o que vai permitir adequar, de forma dinâmica, o contexto educativo institucional às características e necessidades das crianças e adultos e transformar-se num instrumento de análise para que o educador possa adaptar a sua intervenção às crianças e ao meio social em que trabalha.

É, também, através da sua autoavaliação que a criança toma consciência das suas próprias aprendizagens

e do seu desenvolvimento crescente. Esta tomada de consciência e o envolvimento na aprendizagem e

na avaliação beneficia, por sua vez, o processo de aprendizagem da criança e favorece processos de metacognição. Relativamente à avaliação do desenvolvimento e das aprendizagens de cada criança e do grupo, vamos estabelecer de acordo com o nosso projeto pedagógico/curricular um processo de avaliação por portefólio, por permitir conhecer a criança sob vários ângulos de modo a acompanhar a evolução das suas aprendizagens, ao mesmo tempo que nos fornece elementos concretos para a reflexão e adequação da nossa ação educativa. Deste portefólio constarão registos de observação diversos (desenhos, pinturas, registos escritos, gravações, fotos,…) selecionados segundo critérios estabelecidos com as crianças. Tendo em vista a criação de contextos facilitadores, na primeira reunião de pais explicámos o que pretendíamos, pedimos a colaboração através de uma construção partilhada que passa pelo diálogo e pela comunicação de processos e resultados. No final do ano, serão entregues informações globais escritas das aprendizagens mais significativas aos pais e encarregados de educação e, no final do ano letivo, aos educadores/professores, comunicando o que as crianças sabem e são capazes de fazer, realçando o seu percurso, evolução e progressos.

Pretendemos a estruturação da avaliação em três grandes momentos interligados (observar, planear e

avaliar); na técnica de avaliação (observação direta); nos instrumentos de avaliação (grelhas de avaliação

e registos diários individuais); nas modalidades de avaliação utilizadas (formativa e diagnóstica); no proporcionarem momentos de autoavaliação às crianças; no papel do educador (facilitador de aprendizagens) e o do aluno (ativo e participativo); na importância dada à comunicação/ troca de informação dos encarregados de educação com o educador e na articulação com o 1.º Ciclo do Ensino Básico. Assim vamos privilegiar as seguintes estratégias de avaliação do grupo:

Avaliação ao nível das atividades e comportamento

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Registo de observação trimestral das aquisições e dificuldades

Avaliação trimestral individual

Autoavaliação individual

COM A EQUIPA As avaliações têm lugar nas reuniões de estabelecimentos, onde estão presentes todos os docentes e calendarizadas pelo conselho executivo do Agrupamento de Escolas de Palmela. Avaliação de grupo e intercalar será feita por período na reunião de avaliação no estabelecimento. Também nestes momentos serão feitas em equipa a Avaliação do Plano Anual de Atividades e do prolongamento.

COM A FAMÍLIA Na medida em que a avaliação na educação pré-escolar é necessária, não só para que se valorize a componente educativa do jardim de infância, como também para que os pais se consciencializem, de que a ação pedagógica do educador contribui para o desenvolvimento de todos e de cada criança, promovendo-se assim a educação pré-escolar de qualidade, a avaliação será partilhada com os encarregados de educação:

No atendimento e nas reuniões de pais convocadas para o efeito.

No final de cada período de acordo com os instrumentos aprovados em conselho pedagógico

Nas opiniões e comentários no Blog e no facebook

13 RELAÇÃO COM A FAMÍLIA E OUTROS PARCEIROS EDUCATIVOS Ao longo do tempo, a relação escola-família foi sofrendo algumas transformações, a colaboração estreita entre família e escola é desejável (Diogo, 1998). As formas de participação encontradas dependem das características do grupo de pais e da metodologia e técnicas utilizadas e perspetiva de educação de cada professor.

Neste caso específico, e relativamente ao grupo de pais da sala B, são pessoas com à sua ocupação profissional, apesar do pouco tempo disponível, participam diretamente nas atividades do Jardim de Infância e demonstram muito interesse em fazê-lo. A Utilização do correio eletrónico facilita a comunicação entre o educador e a família e a continuidade das Postagens no Blog do JI bem como, a criação de um grupo no facebook, têm demonstrado o meio mais eficaz e uma participação efetiva na Divulgação e conhecimento das atividades que se desenvolvem no jardim. Este apelo à participação dos pais e encarregados de educação foi efetuado na reunião de arranque do ano letivo. Solicitámos que colaborassem ativamente nas atividades do jardim de infância, quer através das reuniões a realizar durante o ano letivo, como nas propostas feitas e a fazer pela educadora ou através da dinamização de projetos e atividades, que venham a pressupor o envolvimento da comunidade educativa.

Sala B Jardim de Infância de aires

Educadora Fátima Silva

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Semanalmente os alunos levam algumas atividades para fazer em família e que serão expostas num espaço destinado ao trabalho com pais. Nas épocas festivas as famílias iram participar com a confeção de elementos decorativos.

A autarquia e a junta de freguesia têm um papel preponderante na consecução deste projeto

14 - COMUNICAÇÃO DOS RESULTADOS E DIVULGAÇÃO DA INFORMAÇÃO PRODUZIDA

A comunicação dos resultados obtidos vai ser operacionalizados através dos relatórios e comunicados em

reunião de avaliação no estabelecimento; na reunião de pais.

A divulgação do projeto ser publicitado no blog do Jardim-de-infância, no grupo formado no facebook e

na reunião de encarregados de educação. Ao longo do ano as produções das várias ações são expostas no hall do jardim de Infância onde toda a comunidade poderá participar ativamente.

A planificação anual de atividades é feita em articulação com 1º ciclo de acordo com o Plano curricular

de estabelecimento e divulgada aos encarregados de educação. A planificação de atividades é feita anualmente e avaliada por período. A planificação mensal de sala contempla o projeto em curso e os

projetos individuais e de grupo, que também são divulgadas em reuniões de pais bem como no blog.