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Água:

Recurso natural potencialmente


renovável.
Lei 9.433 de 8 de janeiro de 1997
Art. 1º A Política Nacional de Recursos Hídricos baseia-se nos
seguintes fundamentos:

• A água é um bem de domínio público.


• A água é um recurso natural limitado, dotado de valor
econômico.
Lei 9.433 de 8 de janeiro de 1997
Art. 1º A Política Nacional de Recursos Hídricos baseia-se nos
seguintes fundamentos:

• Em condições de escassez, o uso prioritário dos recursos hídricos


é o consumo humano e a dessedentação de animais.
• A gestão dos recursos hídricos deve sempre proporcionar o uso
múltiplo das águas.
Lei 9.433 de 8 de janeiro de 1997
Art. 1º A Política Nacional de Recursos Hídricos baseia-se nos
seguintes fundamentos:

• A bacia hidrográfica é a unidade territorial para implementação


da Política Nacional de Recursos Hídricos e atuação do Sistema
Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos.
• A gestão dos recursos hídricos deve ser descentralizada e contar
com a participação do Poder Público, dos usuários e das
comunidades.
BACIA HIDROGRÁFICA
Área onde, devido ao relevo e geografia, a água da chuva escorre
para um rio principal e seus afluentes.

A forma das terras na região da bacia fazem com que a água corra por
riachos e rios menores para um mesmo rio principal, localizado num
ponto mais baixo da paisagem.

Desníveis orientam os cursos d'água e determinam a bacia


hidrográfica, que se forma das áreas mais altas para as mais baixas.
Ao longo do tempo, a passagem água da chuva vinda das áreas altas
esculpe o relevo no seu caminho, formando vales e planícies.
BACIA HIDROGRÁFICA
A área de uma bacia é separada das demais por um divisor de águas,
uma formação do relevo - em geral a crista das elevações do terreno -
que separa a rede de drenagem (captação da água da chuva) de uma
e outra bacia. Pense na crista de um morro que divide a água da
chuva para um lado e para o outro.
Tipos de bacia hidrográfica

• Exorreica – águas drenadas direta ou indiretamente para o mar.


Tipos de bacia hidrográfica

• Endorreica – águas drenadas para lagos ou mares fechados.


Tipos de bacia hidrográfica

• Criptorreica – águas desaguam no interior de rochas calcáreas,


gerando lagos subterrâneos.
Tipos de bacia hidrográfica

• Arreica – rio seca em determinado momento do seu percurso.


REGIÃO HIDROGRÁFICA
A região hidrográfica, por sua vez, é composta por uma ou mais
bacias hidrográficas contíguas e pelas águas subterrâneas e
costeiras a elas associadas. Cada região hidrográfica constitui uma
divisão administrativa e constitui a unidade principal de
planejamento e gestão das águas.
HIDROMETRIA
Conjunto de técnicas por meio das quais se determina a
quantidade e a qualidade da água.

Estações hidrométricas – onde são realizadas as medições


hidrométricas para monitoramento das chuvas, do fluxo dos rios,
dos sedimentos e da qualidade da água. Os dados obtidos são
importantes para prevenção, análise e elaboração de prognósticos
sobre cheias e secas, manutenção do ecossistema, agricultura,
navegação e abastecimento público.
PLUVIOMETRIA
Total precipitado por unidade de área em um determinado tempo
(milímetros).
FLUVIOMETRIA
Nível do rio
FLUVIOMETRIA
Vazão do rio
TELEMETRIA
Sensores de chuva e de nível dos rios, termômetros e
barômetros.
Ecossistemas límnicos: ecossistemas de água doce: rios, riachos,
lagos, lagoas e represas.

Limnologia: estudo das relações funcionais e de produtividade das


comunidades de água doce e sua regulação pela dinâmica dos
ambientes físico, químico e biológico.
• Alto grau de diversidade e complexidade.
• Conjunto de bacias e regiões hidrográficas com características
diferenciadas.
Ecossistemas lênticos: ambientes aquáticos de água parada
(lagoas, lagos, pântano).
Lagos: massa de água que se acumula de forma natural em uma
depressão topográfica totalmente cercada por terra.
Lagos Glaciais
Lagos Tectônicos
Lagos Vulcânicos
Lagos Fluviais
• De barragem: formados a partir do depósito de sedimentos
carreados ao longo do leito do rio principal, gerando uma
elevação do leito e represando afluentes.
Lagos Fluviais
• De ferradura ou de meandros: rios sinuosos, com meandros,
que são isolados por erosão e sedimentação das margens.
Lagos Fluviais
• Lagoas de inundação
Lagoa Costeira
CARACTERÍSTICAS
• Alta capacidade de solubilização de compostos orgânicos;
• Gradientes verticais;
• Alta densidade e viscosidade da água;
• Capacidade de sedimentação;
• Seixes internos;
• Temperatura e radiação subaquática.
MORFOMETRIA
Tempo de retenção hidráulica: tempo necessário para toda a água
do lago ser renovada.

Influencia:
• Balanço de nutrientes;
• Estabilidade térmica da coluna d’água;
• Produtividade biológica;
• Circulação e dispersão de organismos.
MORFOMETRIA
Parâmetros:

• Área de superfície;
• Volume;
• Batimetria.
MORFOMETRIA
Análise:

• Avaliação da qualidade de assimilação de impactos decorrentes


da entrada de efluentes;
• Taxas de acumulação;
• Padrões de dispersão de poluentes.
PROFUNDIDADE
• Determinante na concentração do oxigênio dissolvido;
• Lagos rasos: mais susceptíveis à eutrofização;
• Lagos profundos: maior estratificação.
RADIAÇÃO SOLAR
• Parte é refletida e está relacionada com as condições da
superfície da água e pelo ângulo de incidência;
• Material dissolvido e particulado: absorve e dispersa parte da
radiação;
RADIAÇÃO SOLAR
• Zona eufótica:
TEMPERATURA
TEMPERATURA
TEMPERATURA
RESERVATÓRIOS
Finalidades:
• Hidroeletricidade;
• Reserva de água para irrigação;
• Reserva de água potável;
• Aquicultura;
• Transporte;
• Recreação e turismo.
RESERVATÓRIOS
• Considerações: metereologia, informações de clima e do rio.
Ecossistemas lóticos: ambientes aquáticos de água corrente (rios,
nascentes, ribeiras, riachos).
TEORIAS ECOLÓGICAS
• Visam a facilitar o entendimento do movimento de energia e
materiais ao longo do rio.
• Constroem uma estrutura sintética para descrever o ambiente
lótico da nascente à foz.
• Generalizações.
• Conceitos estruturais úteis para descrever ecologicamente
como funcionam as variáveis ao longo do ecossistema lótico.
TEORIAS ECOLÓGICAS
• Contínuo fluvial: rios apresentam gradientes físicos ao longo de
seus cursos, formando um contínuo das condições ambientais,
ao qual as comunidades bióticas estão associadas.
• Parâmetros responsáveis pelas variações: largura, volume de água,
profundidade, temperatura, quantidade e tipo de material suspenso
transportado.
• As características estruturais e funcionais das comunidades devem se ajustar
ao grandiente fluvial, condicionadas à entrada, ao transporte, à utilização e ao
armazenamento de matéria orgânica.
TEORIAS ECOLÓGICAS
• Contínuo fluvial
• Rios de cabeceira: altamente dependes das contribuições terrestres de matéria
orgânica com pouca ou nenhuma produção fotossintética (rios sombreados);
• Médio curso: região menos dependente da contribuição direta dos
ecossistemas terrestres e mais da produção por algas e plantas aquáticas e
matéria orgânica oriunda de montante;
• Baixo curso: grandes rios e estuários, turvos, com grande carga de sedimento a
montante, além de comunidades de plâncton que fazem com que respiração
exceda produção.
Classificações dos rios
• Perenes: alimentados pelo escoamento superficial e
subsuperficial, mantêm fluxo de água durante todo o ano.
• Intermitentes: formados pela água da estação chuvosa, uma
vez que na estiagem, o nível do lençol freático fica mais baixo
que o nível do canal.
Classificações dos rios
• Efêmeros: formados apenas por ocasião das chuvas, sendo
alimentados pelo escoamento superficial (acima do lençol
freático)
Tipos de água
• Águas brancas (barrentas): grandes quantidades de sólidos
suspensos, magnésio e cálcio.
• Baixa visibilidade.
• Drenan regiões geológicas recentes.
Tipos de água
• Águas claras: pequenas quantidades de sólidos suspensos e
pobres em nutrientes.
• Cristalinos.
• Regiões geológicas antigas.
Tipos de água
• Águas negras: ocorrência de decomposição incompleta com
formação de substâncias húmicas.
• Regiões planas, antigas e com solos arenosos e vegetação de campina.
Tipos de fluxo

Turbulento: camadas mutáveis


no sentido trasversal e
longitudinal, com difusão e
mistura.

Laminar: camadas fluem


paralelas sem difusão ou
mistura.
Dimensões
Dimensões
• Temporal;
• Conceitual.

“Os rios são os sistemas mais característicos das águas


epicontinentais e seus organismos habitam o que é,
essencialmente, um sistema de transporte.”
• Radiação solar: responsável pela distribuição de
calor na massa de água, evaporação e estratificação
térmica.
• Precipitação total: aporte de nutrientes e material
particulado e alteração de características físicas e
químicas.
• Atividades antrópicas
VARIÁVEIS FÍSICO QUÍMICAS
• Possuem implicações nas características limnológicas como um
todo;
Temperatura
• Influencia distribuição de organismos.
• Influencia a química da água (oxigênio dissolvido, densidade, estratificação).
pH
• Parâmetro importante para monitoramento das alterações do ecossistema e
também na captação de água.
• Altera os processos bioquímicos e as trocas iônicas.
• Precipita ou sollubiliza elementos químicos tóxicos.
• pHs usalmente variam de 4 a 9, sendo na maioria das vezes levemente básicos.
Salinidade
• Quantidade de sais nas massas de água (íons dissolvidos).
• Determina propriedades físico-químicas como densidade da
água, tipo de fauna e flora, usos potenciais.
Cloreto total
• Ânion mais comum em despejos de esgotos domésticos.
• Alteram o sabor da água.
Condutividade elétrica
• Capacidade de uma solução aquosa de conduzir corrente elétrica.
• Depende da concentração de íons.
• Indica o grau de mineralização da água e concentrações de metais dissolvidos.
Oxigênio Dissolvido
• Componente essencial para o metabolismo dos
organismos aeróbios presentes nos corpos hídricos.
Oxigênio Dissolvido
• Solubilidade do oxigênio:
Oxigênio Dissolvido
• Fontes: • Perdas:
• Aeração proveniente da superfície; • Elevação da temperatura da água;
• Fotossíntese. • Decomposição;
• Respiração de organismos aquáticos;
• Oxidação de íons metálicos.
Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO)
• Quantidade de oxigênio necessária para oxidar a matéria orgânica
biodegradável para uma forma inorgânica estável.
• Indica o consumo de oxigênio por organismos vivos durante 5 dias a 20 ºC.
• Relacionada ao despejo de esgotos sanitários.
Demanda Química de Oxigênio (DQO)
• Quantidade de oxigênio consumida na oxidação química da matéria orgânica
existente na água.
• Medida indireta da matéria orgânica presente na amostra.
• Utilização de oxidantes fortes, como dicromato de potássio.
Carbono orgânico total
• Indica a qualidade da água e está intimamente relacionado com a matéria
orgânica existente.
• Tipos: carbono orgânico dissolvido, carbono orgânico não dissolvido, carbono
orgânico volátil e carbono orgânico não volátil.
Turbidez
• Substâncias em suspensão na coluna d’água (argila, silte, matéria orgânica e
inorgânica, pigmentos e plâncton).
• Expressão da propriedade óptica que faz com que a luz seja espalhada ou
absorvida e não transmitida em linha reta através da amostra (redução da
transparência).
• Turbulência influencia tamanho de partícula em suspensão.
• Determinante na produtividade.
Transparência
• Define a zona eufótica.
• Limite inferior corresponde ao ponto em que a intensidade da radiação
corresponde a 1% do valor verificado na superfície.
• Característica de fácil obtenção (parâmetro universal).
• Indica estado trófico dos corpos hídricos.
Sólidos totais
• Toda matéria que permanece na água como resíduo após a evaporação,
secagem ou calcinação.
• Diminuem a incidência de luz, aumentam a sedimentação no leito dos rios,
danificam leito de desova de peixes.
• Podem reter bactérias e resíduos orgânicos no fundo dos rios.
Sólidos totais
• Sólidos totais dissolvidos: soma de todos os constituintes químicos dissolvidos
na água. Baseados na condutividade elétrica da água.
• Sólidos em suspensão: quantidade de sólidos determinada com a secagem do
material filtrado da amostra (0,45 µm).

• Sólidos fixos: minerais ou inorgânicos.


• Sólidos voláteis: orgânicos.
Série nitrogenada
• Nitrogênio pode ser fator limitante para produção primária em ecossistemas
aquáticos.
• Fontes: material orgânico e inorgânico de origem alóctone e fixação de
nitrogênio no ecossistema.
Série nitrogenada
• Formas: nitrato (NO3-), nitrito (NO2-), amônia (NH3) e íon amônio (NH4+).
• Nitrato e amônio são as principais fontes de nitrogênio para produtores
primários.
• Nitrato e amônia podem indicar contaminação por esgoto sanitário, uma vez
que sua presença é baixa em ecossistemas naturais. Enquanto o nitrato pode
indicar uma poluição mais distante, a amônia indica uma poluição recente.
Fósforo
• O fósforo é o principal fator limitante da produtividade.
• Principal fator responsável pela eutrofização.
• Formas: fosfato (PO42-),
Fósforo
• Fontes: fontes naturais (rochas das bacias de drenagem, material particulado
presente na atmosfera, decomposição da matéria orgânica) e artificiais (fontes
domésticas, industriais e agrícolas).
• A oxirredução na interface entre a água e o sedimento são determinantes na
retenção ou liberação do fósforo.
• Pode estar na forma de fosfato particulado, fosfato orgânico dissolvido e fosfato
inorgânico dissolvido.
• Auxiliam na determinação do estado trófico do corpo hídrico.
VARIÁVEIS BIOLÓGICAS
Clorofila a
• Expressam a biomassa fitoplanctônica.
• Indicador do estao trófico do corpo hídrico.
Clorofila a
• Detectam possíveis alterações na qualidade da água, bem
como avaliam tendências sazonais, que se refletem em
modificações do habitat ou no comportamento de organismos
aquáticos.
• A concentração de clorofila a na água está diretamente
associada à quantidade de algas presentes.
Coliformes
Coliformes totais
• Bactérias heterotróficas não patogênicas que estão presentes
nas fezes de animais de sangue quente.
• Possuem relação direta com o grau de contaminação fecal.
• Facilmente detectáveis por técnicas simples e econômicas.
• Possuem maior tempo de vida na água que as bactérias
patogênicas.
• São incapazes de se reproduzir no ambiente aquático.
• São mais resistentes a ação de desinfetantes que bactérias
patogênicas.
Fitoplâncton
• Conjunto de organismos aquáticos microscópicos que possuem
capacidade fotossintética e que vivem dispersos flutuando na
coluna d’água.
• Sintetizam matéria orgânica utilizando a energia solar e
nutrientes essenciais.
• Diversidade de formas que contribuem para sua flutuabilidade
e para permanecerem a zona fótica.
• Produtores primários, sustentam a cadeia trófica e produzem
90 % do oxigênio atmosférico.
Fitoplâncton
• Conjunto de microalgas: Bacyllariophyta, Cholorophyta,
Cyanophyta, Euglenophyta, Pyrrophyta e Chrysophyta.
Zooplâncton
• Grupos de animais incapazes de grandes deslocamentos
autônomos e que possuem a coluna d’água como habitat.
• A turbulência e a densidade determinam o seu movimento.
• Formado por protistas não fotossintéticos planctônicos e
animais, variando desde formas unicelulares até pequenos
vertebrados como larvas de peixes, geralmente de tamanho
microscópico.
Zooplâncton
• A maior parte de alimenta do fitoplâncton, embora alguns
sejam onívoros e detritívoros.
• São o alimento de peixes e outros animais.
• Essencial para a manutenção do ecossistema aquático, pois
está na base da cadeia alimentar, transferindo energia na forma
de fitoplâncton-bacterioplâncton ou na de detrito orgânico
particulado para os demais elos da teia trófica.
• Muito sensíveis à poluição.
Macroinvertebrados bentônicos
• Habitam fundos de corredeiras, riachos, rios, lagos e represas.
• Se situam numa posição intermediária na cadeia alimentar,
tendo como principal alimentação algas e micro-organismos,
sendo os peixes e outros vertebrados seus principais
predadores.
• Desempenham importante papel na dinâmica de nutrientes.
• Promovem o biorrevolvimento da superfície do sedimento e a
fragmentação do litter (folhedo, resíduos vegetais), liberando
nutrientes para a água.
Macroinvertebrados bentônicos
• Constituem um grupo diverso e cosmopolita.
• São sensíveis a vários tipos de poluentes e distúrbios físicos.
• Coleta simples e de baixo custo.
• Por serem sésseis, registram um tempo maior de impactos do
que a avaliação de parâmetros físico-químicos, servindo como
testemunhas tanto de impactos recentes como de médio prazo
e permitindo associar sua presença ou ausência às alterações
das condições de seu hábitat.
• A presença de espécies com ciclo de vida longo em relação a
outros organismos possibilita uma melhor integração temporal
de efeitos de ações antrópicas sobre a comunidade.
Macroinvertebrados bentônicos
Ictiofauna
• Conjunto de uma espécie de peixes de uma área.
• O conhecimento dos processos ecológicos que influenciam as
relações das espécies com o ambiente são fatores importantes
para uma abordagem mais eficiente e para o entendimento da
composição e estruturação das comunidades.
• Pelágicos ou demersais.
• Ovos e larvas podem ocupar o plâncton ou o sedimento.
• Ocupam diferentes níveis tróficos: planctívoros, herbívoros,
onívoros, carnívoros ou iliófagos.
• Topo de cadeia.
Ictiofauna
• Eficientes bioindicadores de distúrbios antrópicos, como
poluição por compostos sujeitos à biomagnificação.
• Ciclos de vida associados aos ciclos sazonais.
• Aspecto perceptível pela sociedade pela importância
econômica e social.
POLUENTES ESPECÍFICOS
Cianotoxinas
• Tipos: hepatotoxinas, neurotoxinas, citotoxinas e
dermatotoxinas.
• Condições propícias levam ao florescimento de cianobactérias.
• Provocam a morte de peixes e outros animais.
• Levam a dificuldade de coagulação e floculação, baixa eficiência
do processo de sedimentação, colmatação dos filtros e
aumento da necessidade de produtos para a desinfecção.
Agrotóxicos
• Principais: atrazina, DDT, lindano e carbofurano.
• Hidrofóbicos e sequestrados por adsorção.
• Herbicidas comprometem produtividade de corpos hídricos.
• Segunda maior forma de contaminação dos recursos hídricos.
• Águas superficiais contam com maior fração de contaminação.
Agrotóxicos
• Alto potencial de deslocamento no perfil do solo.
• Elevada persistência no solo.
• Baixa a moderada solubilidade em água.
• Adsorção moderada à matéria orgânica do solo.
Metais pesados
• Provenientes de atividades industriais, mineração e esgotos
domésticos.
• Fontes: indústrias de tinta, cloro, PVC e metalúrgicas.
• Podem ser bioacumulativos.
Óleos e graxas
• Substâncias orgânicas de origem mineral, vegetal ou animal.
• Hidrocarbonetos, gorduras e ésteres.
• Raramente encontrados em áreas naturais.
• Sobretudo oriundos de despejos industriais.
• Baixa degradabilidade devido à maior hidrofobicidade.
• Diminuem área de contato entre a superfície do corpo hídrico e
o ar.
• Elevam DBO e DQO.
Objetivos
• Detectar a violação de padrões de qualidade previstos da legislação.
• Avaliar a eficácia de programas e ações conservacionistas.
• Documentar os impactos resultantes de uma ação proposta.
• Alertar para impactos adversos não previstos, ou mudanças nas tendências
previamente observadas.
• Oferecer informações imediatas, quando um indicador de impactos se
aproximar de valores críticos.
• Oferecer informações que permitam avaliar medidas corretivas para modificar
ou ajustar as técnicas utilizadas.
Escopo Temporal
• Variação nictemeral: período de monitoramento que ocorre em um espaço de
tempo compreendido por 24 horas. Em ecossistemas tropicais, a variaçao
nictemeral pode ser mais significativa que a variação sazonal.
• Variação diária: refere-se ao monitoramento realizado em um determinado
período do dia, que ocorre diariamente.
• Variação semanal: representa o monitoramento que ocorre semanalmente, ou
seja, seleciona-se um determinado dia da semana como padrão para realização
das medições.
• Variação sazonal: monitoramento em determinados períodos do ano,
podendo, por exemplo, ser obtida com base nas estações do ano. Podem
contemplar variações de temperatura, pluviosidade e vazão.
Variação Espacial
• Influenciada pelo uso e a ocupação do solo.
Amostragem
• Representabilidadede: localização das atividades com influência na qualidade
da água (despejos industriais, esgotos domésticos, águas de drenagem agrícola
ou urbana).
• Pontos: montante (controle), zona de mistura (confluência), jusante e ponto de
controle na origem.
• Fácil acesso.
Elementos
• Pontos de coleta: macrolocação e microlocação.
• Conjuntos de instrumentos;
• Conjunto de equipamentos;
• Protocolos;
• Estrutura logística.
Interpretação dos Resultados
• Deve haver familiaridade com os objetivos, metodologias e limitações dos
programas de amostragem.
• Anormalidades devem ser registradas e utilizadas na interpretação.
• Consulta à legislação vigente: Resolução CONAMA 357/2005 e Portaria do
Ministério da Saúde 2,914/2011 e legislações estaduais e municipais.
• Interpretação conjunta dos dados.
• Integração entre técnicos responsáveis pela coleta e pelas análises.
• Curadoria para verificar qualidade dos dados.
• Análise estatística.
Padronização de procedimentos e metodologias
• Faz-se necessária para a comparação dos dados obtidos.

Equipamentos de amostragem
• Manuais ou automáticos.
• Imediatos ou através de processos e metodologias laboratoriais.
Amostradores de superfície
Balde inox
• Ação inox polido evita incrustação.
• Pode ser autoclavado em caso de coletas microbiológicas.
• Deve ser ambientado.
Amostradores de superfície
Coletor com braço retrátil
• Amostragem em áreas de difícil acesso (saída de efluentes).
• Pode ser de plástico inerte, acrílico ou aço inox (superfície lisa ou polida).
Amostradores de superfície
Batiscafo
• Amostras que não podem sofrer aeração (oxigênio dissolvido e sulfetos).
• Até 30 cm da lâmina d’água.
Amostradores de profundidade
Garrafas de van Dorn e de Niskin
• Não são indicadas para grandes volumes de água ou organismos de maior
mobilidade.
• Garrafas dotadas de um mensageiro, que ao ser lançado, fecha a garrafa
hermeticamente na profundidade desejada.
• Podem ser utilizadas para coletas de fluxo vertical ou horizontal.
Amostradores de profundidade
Garrafas de van Dorn e de Niskin
Amostradores de profundidade
Armadilha de Schindler-Patalas (trampa)
• Estudos quantitativos e qualitativos da comunidade planctônica.
• Acrílico.
• Rede de náilon com porosidade conhecida.
Amostradores de profundidade
Rede de Plâncton
• Saída em copo rosqueável vedada por tela de náilon.
• Comprimento, diâmetro da boca, modelo e diâmetro do poro da malha são
definidos de acordo com o objetivo do estudo e com as características locais.
• Fitoplâncton: 20 a 60 µm.
• Zooplâncton: 100 a 200 µm.
• Larvas de peixes: 500 µm.
Amostradores de fundo
Pegador de Ekman-Birge
• Fácil manipulação.
• Utilizado em reservatórios.
• Adequado para avaliação de contaminação de
sedimentos finos de ecossistemas aquáticos.
• Não indicado para locais de correnteza moderada a
forte ou com substrato duro.
Amostradores de fundo
Pegador de Petersen e van Veen
• Amostragem de fundos de areia, cascalho e argila.
• Podem escavar substratos grossos.
• Pode ser utilizado em locais de forte correnteza quando adicionado pesos de
metal para aumentar seu peso.
Amostradores de fundo
Pegador de Petersen e van Veen
• Melhor equipamento para coletas quantitativas e qualitativas de bentos de
substrato grosso.
• Não gera ondas de choque.
Amostradores de fundo
Pegador Shipek
• Após acionamento das molas, o cilindro gira rapidamente em 180° para dentro
do sedimento, recolhendo amostra superficial com pouco distúrbio.
• A amostra fica retida no interior do cilindro, evitando a lavagem.
Amostradores de fundo
Amostrador em Tubo (Testemunhador)
• Coleta de sedimentos finos.
• Estudo da variação vertical dos fatores.
• Dentre os mais eficientes para o estudo da dinâmica e distribuição vertical dos
elementos químicos e biológicos.
• Mais eficiente em substratos consolidados, com pouco teor de água, onde
pode-se obter amostras íntegras.
Amostradores de fundo
• Delimitadores
• Redes Manuais
• Substratos Artificiais
• Amostradores de nécton (ativos e passivos)
Logística
• Itinerários racionais;
• Acessos;
• Tempo para coleta;
• Preservação das amostras;
• Estudo prévio do local de coleta;
• Equipamentos;
• Despacho de amostras para o laboratório;
• Características peculiares.
Coleta e preservação de amostras
• Metodologias padronizadas e de referência nacional.

Coleta

• Frascos resistentes, quimicamente inertes, bem vedados e fácil manuseio e


limpeza.
• Materiais: vidro borossilicato, vidro borossilicato âmbar e polietileno.
• Frascos rigorosamente limpos com detergentes específicos para sua lavagem.
• Enxágue com água deionizada.
Coleta e preservação de amostras
Preservação
• Visa minimizar e retardar as alterações químicas e biológicas que ocorrem após a
retirada da amostra do ambiente, em todas as fases de amostragem.
• A estabilidade completa nunca é obtida.
• Quando possível, as medições devem ser feitas in situ (temperatura, pH,
condutividade, transparência e oxigênio dissolvido).
Coleta e preservação de amostras
Preservação
Técnicas

• Adição química: adição de um reagente que faz a estabilização dos constituintes


de interesse por um período de tempo maior.
• Congelamento: preserva as condições naturais da amostra entre o período de
coleta e de análise.
• Refrigeração: retarda alterações nas condições naturais da amostra e pode ser
utilizada junto à adição química.
Segurança
• Transporte rodoviário;
• Acesso aos pontos de amostragem;
• Embarcações;
• Manipulação de reagentes e soluções;
• Efluentes;
• Riscos inerentes à área.

Equipamentos de Proteção Individual