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Janeiro de 2015

ENSAIO ESCLEROMÉTRICO

1) INTRODUÇÃO

O Ensaio esclerométrico é uma técnica de carácter não destrutivo, que nos permite obter in situ, com uma
correlação adequada, uma estimativa da resistência à compressão do betão e/ou argamassas. Os valores adquiridos são
apenas representativos de uma camada até 50 mm de profundidade.

2) OBJECTIVO

Através do ensaio esclerométrico podemos determinar o índice esclerométrico de uma área de betão
endurecido, usando um esclerómetro do tipo N.
Este ensaio tem como objectivo principal a avaliação da homogeneidade do betão, para que, de uma forma
imediata, se possam delinear áreas de intervenção prioritária.

3) DOCUMENTAÇÃO DE REFERÊNCIA

Os procedimentos para este ensaio seguem a norma NP EN 12504-2 de 2003 e NP EN 13791 de 2008.

4) EQUIPAMENTO UTILIZADO

O equipamento utilizado neste ensaio é um esclerómetro do tipo N, uma bigorna de calibração e uma pedra
abrasiva.

4.1) ESCLERÓMETRO DO TIPO N

O esclerómetro do tipo N, originalmente designado por Schmidt, é um martelo de aço actuado por uma mola
sobre tensão, que quando largado embate num percutor em contacto com a superfície em betão (fig. 2).

4.2) BIGORNA DE CALIBRAÇÃO

Bigorna em aço, feita para a calibração do martelo esclerométrico, que deve possuir uma dureza mínima de
52 HRC e uma massa de (16+1) kg e um diâmetro de cerca de 150 mm (fig. 1).

4.3) PEDRA ABRASIVA

Pedra de carboneto de silício com grão de textura média, é uma ferramenta de homogeneização da superfície
de betão a estudar (fig.3).
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(fig.1) (fig.2) (fig.3)

5) DESCRIÇÃO DO ENSAIO

5.1) PREPARAÇÃO

Para dar inicio ao ensaio, devemos demarcar uma área de pelo menos 300 por 300 mm. Para tornar o resultado
mais fiável, recomenda-se que seja desenhada uma grelha regular de linhas afastadas entre 25mm a 50mm, utilizando
os pontos de intersecção das linhas como pontos de ensaio. É importante assegurar que dois pontos de ensaios estejam
afastados pelo menos 25 mm.
Podemos ensaiar também pequenos provetes, no entanto, é importante certificar que estão rigidamente fixos
à estrutura.
Não devemos esquecer que os elementos de betão em estudo devem ter um mínimo de 100 mm de espessura
e estar sempre fixos à estrutura.
Devem ser evitadas áreas com textura rugosa, com elevada porosidade e com buracos ou obturações.
Existem ainda alguns factores que devemos considerar ao seleccionarmos a área de ensaio. São eles o tipo e
resistência do betão, o tipo de superfície, o movimento do betão, condições de humidade da superfície e, quando
necessário, a carbonatação.
Depois de seleccionada a área de ensaio, começa-se a preparar a mesma. Com a ajuda da pedra abrasiva,
desgastam-se as irregularidades de forma a uniformizar a superfície a ensaiar. Deve também ser removida toda a água
que eventualmente esteja presente na área de ensaio.
Antes do uso do martelo esclerométrico no ensaio, convém fazer testes de referência, para certificar que está
em conformidade.
Devemos também recorrer ao uso da bigorna de calibração e registar os valores, certificando-nos que estes
estão dentro do que é recomendado pelo fornecedor.
Depois de concluídos os passos anteriores, passamos então para o uso do esclerómetro.

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5.2) USO DO ESCLERÓMETRO

Encosta-se, perpendicularmente, a extremidade do percutor à superfície a ser ensaiada, segurando firmemente


no corpo do esclerómetro.
Aumenta-se gradualmente a pressão do percutor até se dar o impacto do mesmo, provocando um ressalto.
Este ressalto vai fazer accionar um ponteiro circundado por uma escala existente no exterior do aparelho. Quanto maior
for a dureza e a compacidade do objecto de betão em estudo, mais alto vai ser o valor obtido.
Todas as leituras obtidas devem ser registadas, bem como a inclinação do esclerómetro para cada uma delas.
Após o ensaio, devemos testar o esclerómetro na bigorna de calibração, comparando os valores com aqueles
que obtivemos no início. Este procedimento vai fazer com que possamos obter um maior nível de confiança nos
resultados alcançados.
Se os valores diferirem, deveremos ajustar e limpar o esclerómetro e repetir o ensaio.

5.3) ÍNDICE ESCLEROMÉTRICO

A obtenção do índice esclerométrico depende da correlação entre o valor mediano das várias leituras obtidas
em cada ponto de ensaio e o ângulo de inclinação do esclerómetro, como explicita o ábaco constante no corpo do
mesmo (fig.4). A Norma em vigor explicita que devemos usar um mínimo de nove leituras por cada ponto de ensaio,
para um resultado mais fidedigno.
Deverá ser eliminado todo o nosso conjunto de valores se mais de 20% das leituras obtidas diferirem da
mediana em mais de seis unidades.

(fig. 4)

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6) RELATÓRIO

No relatório elaborado, devem constar os seguintes elementos:


 Identificação da obra;
 Identificação do elemento / estrutura do betão;
 Localização da área de ensaio;
 Descrição da preparação da(s) área(s) de ensaio;
 Descrição do betão e sua condição;
 Data/hora de desempenho do ensaio;
 Resultados do ensaio (valor médio) e orientação do esclerómetro;
 Resultado ajustado (Ábaco);
 Responsável do ensaio.

Direção Técnica Direção de Produção

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