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Direção do Centro Nacional De


Oftalmologia
=Luanda=

Assunto: Pedido de um relatório


Os signatários, filhos de Laurinda Mbenza, cidadã angolana de 74
anos de idade, residente no distrito do Kilamba kiaxe, Município
de Belas.
Vêm pelo presente expor o seguinte:
No quadro dos esforços conjugados para debelar a patologia que
apoquentava a mãe dos signatários, procuram os vossos serviços,
para uma consulta de rotina, aonde foi observada, e de acordo
avaliação, os médicos alegaram que a paciente tinha de ser
submetida à uma intervenção cirúrgica, devido o quadro que a
mesma apresentava.
Importa referir que a situação que levou a família a contactar os
vossos serviços era devido a episódios de dores intermitentes no
olho esquerdo (esquerda). E a cirurgia feita pelos vossos serviços,
erroneamente foi no olho (direito) órgão que permita a paciente
enxergar, e o mais grave a família não foi tida nem achada para
assunção das consequências, não obstante ter havido um tema
assinado por apenas um membro da família menos esclarecido
pelo acto.
Outrossim, consta que a paciente mostrou resistência quando
apercebeu-se que deveria ser operada o olho direito que lhe
possibilitava a visão, aliás por duas tentativas, quer na 1ª quanto na
2ª não se afectivou a operação. Tendo sido feita apenas na terceira
hipótese clinico, tinham de operar direito para permitir a
recuperação do olho esquerdo, assim sendo, ocorreu a cirurgia na
3ª tentativa no dia 13 de julho de 2015.
Apos a operação, a paciente permaneceu 24 horas, sob observação
da equipa medica, e teve alta no dia seguinte.
Os familiares receberam orientações médicas que, depois de 6 dias
tinham de voltar para ser avaliada, cumprida com as indicações
medicas, então compareceram com a paciente ao cento. E na
observação feita medica, deu-se explicação do quadro real, junto
dos familiares e da paciente, dizendo que “vosso familiar jamais
voltará a enxergar porque as duas vistas já não tinham vida”, este
pronunciamento gerou pânico a paciente e aos familiares, e já a
caminho de casa a paciente voltou a dar sinais de visão ate 6 dias.
Depois de 6 dias de convalescença em casa, a o quadro alterou
deixando definitivamente de ver e queixando-se de muita dor de
cabeça, que obrigou os familiares levá-la de emergência a centro.
Chegado ao centro deu-se explicações que se impunham na equipa
médica, tendo estes orientado que se efetuassem exames
complementares, porque a tensão arterial da paciente estava fora
do normal, feito isso, fomos direcionados para consulta de
emergência num dos hospitais de especialidade, neste caso
Américo Boavida.
Preocupados com a situação, deslocamo-nos ao hospital Américo
Boavida onde a paciente foi observada e medicada, estando te ao
momento a cumprir a medicação. E retornamos ao centro
informados pela equipa médica de que a paciente jamais voltará a
enxergar porque ela tem glaucoma.
1º- Estranhamente não se compreende como é que a senhora foi
operada pela equipa médica espanhola que estive no nosso país a
realizar apenas campanha de operação de cataratas que não era o
caso dela.
2º- Notamos alguma contradição acerca da cirurgia efetuada,
partindo de um pressuposto, que os médicos Espanhóis durante a
realização da campanha apenas efetuaram cirurgias de cataratas e
nada mais.
3º- Por que razão a equipa médica angolana terá aproveitado a
campanha de operação de cataratas pelos médicos Espanhóis.
Quando na verdade o quadro da paciente era outro?
4º- Nesta conformidade e por se tratar de uma vida humana,
privada de um direito natural, por um erro técnico deixando
sequelas extremamente irreparáveis, assim, vimos muito
respeitosamente requerer a Direção Nacional de Oftalmologia,
órgão reitor da saúde pública nesta matéria, um relatório médico,
no sentido de ser avaliado por outros centros especializados
sobretudo de Barcelona (Reino de Espanha) convindo apuar-se
responsabilidades. Ainda assim, a paciente continua a frequentar o
centro para consultas de rotinas.
Cientes da atenção que o assunto impõe, subscrevemo-nos
com alta consideração.
Em anexo antecedente.

Luanda aos ____/_______________/


Os requerentes
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C/C
-ORDEM DOS MÉDICOS DE ANGOLA
-GABINETE JURIDICO DO MINISTERIO DA SAÚDE.
-EMBAIXADA DE ESPANHA