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MONITORAMENTO DE ICTIOFAUNA E QUALIDADE

DA ÁGUA DO RIO PARÁ

Terminal Portuário Graneleiro - TPG - Barcarena/PA


2º Campanha de Monitoramento
OUTUBRO - 2015
Terminal Portuário Graneleiro - Barcarena
2ª Campanha de Monitoramento

SUMÁRIO

1. APRESENTAÇÃO 2
2. IDENTIFICAÇÃO GERAL 3
2.1 EMPREENDEDOR 3

2.2 CONSULTORIA AMBIENTAL 3

2.3 EQUIPE TÉCNICA 4

3. PROGRAMA DE MONITORAMENTO DA QUALIDADE DA ÁGUA 6


DO RIO PARÁ

3.1 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS 7

3.2 ANÁLISE DOS DADOS 13

3.3 RESULTADOS E DISCUSSÃO 16

4. PROGRAMA DE MONITORAMENTO DA ICTIOFAUNA 47


4.1 ÁREA DE ESTUDO 48

4.2 MATERIAL E MÉTODOS 50

4.3 ANÁLISE DOS DADOS 52

4.4 RESULTADOS E DISCUSSÃO 53

4.5 CONSIDERAÇÕES FINAIS 66

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 68
6. ANEXOS 80

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1. APRESENTAÇÃO
O presente Relatório foi elaborado pela equipe técnica da Ambientare – Soluções em Meio Ambiente,
mediante contratação do Terminal Portuário Graneleiro - Barcarena (TPG – Barcarena), pertencente à Rio
Túria Serviços Logísticos, para a execução dos programas ambientais de Monitoramento da Qualidade da
Água Superficial e Monitoramento da Ictiofauna.

Para a elaboração deste Relatório, considerou-se, além dos aspectos legais, a área de influência direta do
empreendimento, seus aspectos estruturais e operacionais, as características da área e os impactos
ambientais sobre a água e ictiofauna, decorrentes das etapas de implantação e operação do mesmo.

Neste cenário, a Ambientare apresenta seu 2° Relatório, referente às atividades de ambos os programas,
realizadas nos meses de Abril e Agosto de 2015.

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2. IDENTIFICAÇÃO GERAL
2.1. EMPREENDEDOR
RAZÃO SOCIAL: Rio Túria Serviços Logísticos
CNPJ: 06.023.849/0001-67
CTDAM: 4220
ENDEREÇO: AV. BEIRA MAR, S/N VILA DE ITUPANEMA. CEP:68.447-000 BARCARENA – PA.
CEP: 68447-000
TELEFONE: (91) 3754-0258
REPRESENTANTE LEGAL: KLEBER FERREIRA DE MENEZES
RESPONSÁVEL TÉCNICO: KLEBER FERREIRA DE MENEZES

2.2. CONSULTORIA AMBIENTAL


RAZÃO SOCIAL: AMBIENTARE – SOLUÇÕES AMBIENTAIS LTDA.
CNPJ: 08.336.849/0001-42
INSCRIÇÃO ESTADUAL: 07.561.913/001-87
ENDEREÇO: SCS Qd. 07 BLOCO A, Nº 100, ED. TORRE PÁTIO BRASIL, SALA 1026, BAIRRO ASA SUL, BRASÍLIA – DF, CEP:
70.307-901
TELEFONE: (61) 3322-0886
RESPONSÁVEL TÉCNICO: FELIPE MOURÃO LAVORATO DA ROCHA – DIRETOR PRESIDENTE
CREA: 14.788/D - DF

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2.3. EQUIPE TÉCNICA

No quadro a seguir, estão relacionados os profissionais que integraram a equipe técnica de execução e
coordenação dos Programas de Monitoramento da Qualidade da Água e de Monitoramento da Ictiofauna
dos referidos empreendimentos.

FORMAÇÃO/REGISTRO
PROFISSIONAL ATUAÇÃO
PROFISSIONAL
Geógrafo, Esp. em Tecnologia Ambiental
Felipe Mourão Lavorato da Rocha (UFMG), CREA 14788/D – DF; CTF: Coordenador Geral
2075146 / CTDAM: 3048
Geógrafo, Esp. em Tecnologia Ambiental
Felipe Ribeiro Curado Fleury (UFMG), CREA 99908/D – MG; CTF: Coordenador Técnico Executivo
3054437 / CTDAM: 4974
Wanderson Oliveira Ferreira Técnico Ambiental Técnico de Monitoramentos Ambientais
Biólogo, Mestre em Ecologia, Processamento de amostras de fitoplâncton,
Augusto Oliveira Conservação e Manejo da Vida Silvestre, zooplâncton e zoobentos, e elaboração do
CRBio 57561/04 D, CTF: 36606874 relatório consolidado.
Parâmetros físico-químicos e bacteriológicos,
Bióloga, mestre em Ecologia (UFRJ); revisão dos relatórios das comunidades
Luciene Valladares de Andrade Especialista em limnologia. CRBio biológicas e consolidação do relatório de
96082/02 D. CTF: 3151257 Caracterização da qualidade da água e
ecossistemas aquáticos.
Engenheiro Ambiental, Engenheiro de
Coordenador de Campo de Programas
Wagner Luis Moreira Cardoso Segurança do Trabalho, CREA
Ambientais
150993056-6/PA
Bióloga, mestranda em Ciências
Tarcilla Valtuille de Castro
Florestais (UnB); CTF: 4904035; CRBio: Coordenadora do Meio Biótico
Guimarães
76237/04-D
Biólogo, Mestre em Ecologia e Manejo de
Analista Ambiental responsável pela revisão
Werther Pereira Ramalho Recursos Naturais (UFAC); CTF: 4912908;
técnica
CRBio: 76942/04-D
Bióloga. CTF: 5908093; CRBio:
Silvana Barbosa Especialista em Ictiofauna
093923/04-D
Técnico em Meio Ambiente, IEPAM,
Edison Luiz Tavares de Oliveira Técnico de Meio Ambiente
CREA-PA – 21928 TDPA
Técnico em Meio Ambiente – NEPAM,
Dolores Said Cavallero Sarraf Alves Técnico de Meio Ambiente
CREA – PA- 29012 TDPA
Engenheira Ambiental (UCB); Esp.
Luciana Gonçalves Leite Cintra Coordenadora de Projetos e Revisão técnica
Avaliação de Impacto Ambiental (UPIS)
Camila Silva Amaral Engenheira Ambiental (UnB) Revisão e formatação

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LABORATÓRIO RESPONSÁVEL PELA ANÁLISE DOS DEMAIS PARÂMETROS FÍSICO-QUÍMICOS E PARÂMETROS


BACTERIOLÓGICOS

Razão Social: Multianálises

Responsável técnico: Helenice Menezes – Eng. Sanitarista/ CREA-PA 17.979/D

Contato: Rita Domiciano

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3. PROGRAMA DE MONITORAMENTO DA QUALIDADE DA ÁGUA DO


RIO PARÁ
O rio Pará configura-se como um conjunto hidrográfico, formado por diversos rios, que se estende ao
longo da porção sul da Ilha de Marajó e integra a Região Hidrográfica Amazônica, juntamente com os
demais rios presentes na mencionada ilha, com o rio Amazonas e com os rios situados no Estado do
Amapá que deságuam no Atlântico Norte (CNRH, 2003).

A construção de um porto fluvial pode ocasionar em impactos negativos, diretos ou indiretos, sobre os
ecossistemas aquáticos, interferindo na qualidade da água, na dinâmica dos sedimentos límnicos e,
consequentemente, na estrutura e composição das comunidades biológicas que os habitam (SEMA-PA,
2013; CPEA, 2010).

Nesse sentido, a avaliação da qualidade da água antes da implantação do empreendimento torna-se


fundamental para o conhecimento prévio da qualidade dos recursos hídricos, bem como da estrutura e
composição das comunidades aquáticas locais. Contudo, a continuidade desse processo através de um
programa de monitoramento que compreenda as fases de planejamento, implantação e operação do
porto torna-se indispensável, visando à identificação de possíveis alterações decorrentes das obras de
implantação e/ou operação, bem como ao estabelecimento de padrões normais de variação ao longo do
tempo para os parâmetros estudados.

A avaliação e o monitoramento da qualidade da água compreendem, em geral, o estudo de parâmetros


físico-químicos, bacteriológicos e biológicos. A utilização de variáveis físicas e químicas apresenta algumas
vantagens na avaliação de impactos ambientais em ecossistemas aquáticos, tais como: identificação
imediata de modificações nas propriedades físicas e químicas da água, detecção precisa da variável
modificada e determinação das concentrações alteradas (GOULART & CALLISTO, 2003). Além disso, a
análise dessas variáveis é indispensável, uma vez que alterações em seus valores, normalmente, ocasionam
mudanças na composição e estrutura de toda a biota aquática (MACÊDO, 2003). Entretanto, esse sistema
apresenta algumas desvantagens, como, por exemplo, a descontinuidade temporal e espacial das
amostragens, fornecendo assim, somente uma fotografia momentânea do que pode ser uma situação
altamente dinâmica (WHITFIELD, 2001).

Por outro lado, as comunidades biológicas refletem a integridade ecológica total dos ecossistemas
(integridade física, química e biológica) por meio, principalmente, de alterações em seus atributos
ecológicos (riqueza, densidade, diversidade e equitabilidade), associando os efeitos dos diferentes agentes
impactantes e fornecendo uma medida agregada dos impactos, o que as caracteriza como bioindicadoras
da qualidade ambiental (BARBOUR et al., 1989).

O presente estudo compreendeu o levantamento e análise de dados primários, a saber, análise de


parâmetros físico-químicos, bacteriológicos e de comunidades biológicas (fitoplâncton, zooplâncton e

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zoobentos), na bacia hidrográfica do rio Pará, nos meses de Abril e Agosto de 2015, referentes à execução
da primeira e segunda campanha, respectivamente, do Programa de Monitoramento da Qualidade da
Água, nas áreas de inserção e entorno do Terminal Portuário Graneleiro de Barcarena – TPG Barcarena
(Pará, Brasil).

3.1. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Na segunda campanha, a coleta de dados para a avaliação da qualidade da água foi realizada no dia 13 de
Agosto de 2015, compreendendo parâmetros físico-químicos, bacteriológicos e comunidades biológicas.

O planejamento e execução das coletas de amostras de água seguiram as orientações contidas nas normas
da ABNT, NBR 9897 – Planejamento de Amostragem de Efluentes Líquidos e Corpos Receptores –
Procedimento (ABNT, 1987a) e NBR 9898 – Preservação e Técnicas de Amostragem de Efluentes Líquidos
e Corpos Receptores (ABNT, 1987b). Além disso, foram observadas também as orientações contidas no
Standard Methods for the Examination of Water & Wastewater (APHA, 2005), no Guia de coletas e
preservação de amostras (CETESB, 1987), no Manual de Analisis de Agua (HACH, 2000) e em literatura
técnica específica para a amostragem das comunidades hidrobiológicas (p.ex., WETZEL, 2001).

3.1.1. ÁREA DE ESTUDO (Estações de amostragem)

A rede amostral definida buscou incluir os principais trechos do rio Pará abrangidos pela área de influência
do empreendimento. Um total de três pontos foram amostrados, definidos como Estação de Amostragem
Aquática 1 (EAA1), Estação de Amostragem Aquática 2 (EAA2) e Estação de Amostragem Aquática 3
(EAA3) (Tabela 1,Figura 1). Nestas estações amostrais foram realizadas coletas de água para análise físico-
química, bacteriológica e hidrobiológica (fitoplâncton, zooplâncton e zoobentos).

Tabela 1. Estações amostrais aquáticas (EAA) na bacia hidrográfica do rio Pará.

Estação de Coordenadas
Amostragem UTM – 21 M
Montante EAA1 752.322 / 9.833.900
Área de inserção do
EAA2 755.408/9.834.466
empreendimento
Jusante EAA3 756.323/9.837.478

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Figura 1 - Localização
L daas estações amoostrais aquáticcas (EAA) na bacia
b hidrográffica do rio Paráá.

33.1.2. PARÂM
METROS FÍSSICO-QUÍM
MICOS

As amosstras de águua para as análises de pparâmetros físico-químic


f os foram cooletadas direetamente naa
subsuperfície, em frascos de vidroo, fixadas ou preservadas in natura (Fiigura 2) e desspachadas viia transportee
aéreo paara análise noo laboratório
o da empresaa Multianálisses, dentro dos
d prazos dee análise reccomendados,,
conform
me (Tabela 2) (EPA, 2007; APHA,
A 2005;; HACH, 20000; ABNT, 19887a, 1987b; C CETESB, 1977).

Figura 2 - Amostragem dde parâmetross físico-químiccos no rio Pará.


á.

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Tabela 2. Metodologia de preservação e análises laboratoriais de variáveis físico-químicas e bacteriológicas da água.

Variável Preservação Análise


SM 3111 A, B, D. Prazo de análise: 180
Alumínio solúvel HNO3, até pH< 2.
dias.
SM 3111 A, B; 3110. Prazo de análise:
Cádmio total HNO3, até pH< 2.
180 dias.
SM 3111 A, B; 3110. Prazo de análise:
Chumbo total HNO3, até pH< 2.
180 dias.
SM 4500-Cl-B. Prazo de análise: 28
Cloreto total Gelado 2 a 8 °C.
dias.
Golterman, 1970. Prazo de análise: 48
Clorofila a Gelado 2 a 8 °C.
horas.
SM 3111 A, B, D. Prazo de análise: 180
Cobre dissolvido HNO3, até pH< 2.
dias.
SM 9222 A, B, D. Prazo de análise: 24
Coliformes fecais/termotolerantes Gelado 2 a 8 °C.
horas.
Manual HACH, 8025. Prazo de análise:
Cor real Gelado 2 a 8 °C.
48 horas.
SM 3111 A, B, D. Prazo de análise: 180
Cromo total HNO3, até pH< 2.
dias.
DBO5 Gelado 2 a 8 °C. SM 5210 D. Prazo de análise: 24 horas.
Manual HACH, 8000. Prazo de análise:
DQO Gelado 2 a 8 °C, H2SO4 até pH < 2.
28 dias.
SM 3111 A, B; 3110. Prazo de análise: 7
Ferro dissolvido HNO3, até pH< 2.
dias.
Manual HACH, 8114. Prazo de análise:
Fósforo total Gelado 2 a 8 °C.
28 dias.
SM 3111 A, B; 3110. Prazo de análise:
Manganês total HNO3, até pH< 2.
180 dias.
SM 3111 A, B; 3110. Prazo de análise:
Mercúrio total HNO3, até pH< 2.
180 dias.
Manual HACH, 8171. Prazo de análise:
Nitrato Gelado 2 a 8 °C.
48 horas.
Manual HACH, 8507. Prazo de análise:
Nitrito Gelado 2 a 8 °C.
48 horas.
Manual HACH, 10031. Prazo de
Nitrogênio amoniacal total Gelado 2 a 8 °C.
análise: 48 horas.
Manual HACH, 10072. Prazo de
Nitrogênio total Gelado 2 a 8 °C.
análise: 48 horas.
Gelado 2 a 8 °C, HCl ou H2SO4 até pH <
Óleos e graxas SM 5520 B. Prazo de análise: 28 dias.
2.
Sólidos dissolvidos totais Gelado 2 a 8 °C. SM 2540 C. Prazo de análise: 07 dias.
Sólidos suspensos totais Gelado 2 a 8 °C. SM 2540 D. Prazo de análise: 07 dias.
Sólidos totais Gelado 2 a 8 °C. SM 2540 B. Prazo de análise: 07 dias.
Manual HACH, 8028. Prazo de análise:
Surfactantes Gelado 2 a 8 °C.
48 horas.
Manual HACH, 8237. Prazo de análise:
Turbidez Gelado 2 a 8 °C.
48 horas.
SM 3111 A, B; 3110. Prazo de análise:
Zinco total HNO3, até pH< 2.
180 dias.

Os parâmetros de condutividade elétrica, pH, oxigênio dissolvido e temperatura da água e do ar foram


mensurados in situ por aparelhos específicos, a saber: condutivímetro WT-3000 ICEL, peagâmetro PH-2100
ICEL, oxímetro Lutron DO-5519 (para oxigênio dissolvido e temperatura da água) e termohigrômetro
INSTRUTEMP ITHT-2250 (para a temperatura do ar) (Figura 3).

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Figura 3 - Meensuração de pparâmetros físiico-químicos in situ no rio Paará.

33.1.3. PARÂM
METROS BA
ACTERIOLÓ
ÓGICOS

A coletaa das amosttras de água para as aanálises bactteriológicas foi realizadaa na subsup perfície, pelaa
submerssão direta de d saco plásstico estéril e vedável (Figura 4). As mesmass foram imeediatamentee
acondiciionadas em caixas
c de iso
opor com ge lo, preservaddas de 2 a 8ººC e despachhadas no meesmo dia, viaa
transporrte aéreo parra o laboratórrio, sendo inccubadas em até 24 horas após a coletta. Os métodos de análisee
foram o SM 9222 A, o SM 9222 B e o SM 92222 D (APHA,, 2005), send do analisado neste estudo o o grupo dee
coliformes fecais (terrmotolerantees).

Figura 4 - Amostragem dde parâmetross bacteriológiccos no rio Paráá.

33.1.4. COMU
UNIDADES BIOLÓGICA
B AS

A análisee dos parâmeetros biológicos baseou-sse na investiggação da estrrutura, compposição e divversidade dass
comuniddades aquáticas, a saber: fitoplâncton,
f , zooplâncton e zoobento os.

Fitoplân
ncton

As amosstras qualitattivas foram obtidas por m


meio de dez arrastos
a horizzontais, execuutados com uma rede dee
nylon, coom diâmetroo de 30 cm, 707 cm de com mprimento e abertura dee malha de 220 μm. As meesmas foram m

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acondiciionadas em potes
p de polietileno e fixxadas com soolução de forrmol 4%, na pproporção de
d 1:1 (Figuraa
5). Já as amostras quuantitativas foram
f coletaadas por meio da submerrsão de frasccos de 500 mLm na colunaa
d’água, a aproximadaamente 30 cm da superfíície, sendo posteriormente fixadas coom lugol (RO OUND, 1993))
e mantiddas no escuroo à temperatura ambientte, até o mom mento da anáálise.

Figuraa 5 - Coleta de amostras quallitativas de fito


oplâncton.

Para a annálise qualitaativa, foram preparadas llâminas de microscopia


m para
p cada poonto amostraado, as quaiss
foram annalisadas sobb microscópio óptico (O OLYMPUS CX X 41), a fim de se identifficar os indivvíduos destaa
comuniddade até o menor
m nível taxonômico ppossível, com
m auxílio de bibliografia
b eespecífica: SM
MITH (1924);;
DESIKAC CHARY (19559); BICUDO O & BICUDO O (1970); BOURRELLY (1972; 1981; 19985); ILTIS & COMPÈREE
(1974); PPRESCOTT et e al. (1975)); HINO & TTUNDISI (19977); SANT’A ANNA, (19884); VICENTIM (1984) e
HUSZARR (1985).

A análisee quantitativva foi realizad


da em micro scópio inverrtido, utilizan
ndo-se câmarras de Uterm
möhl, em 4000
aumentoos (UTERMÖ ÖHL, 1958). As A amostras foram homoogeneizadas delicadamennte para não o danificar oss
organism
mos e uma alíquota
a comm volume connhecido foi deixada paraa sedimentaçção em câm maras úmidass
(LUND eet al., 1958). Os indivídu uos foram coonsiderados como unidaade de contaagem, sendo o resultadoo
expressoo em indivíduuos por mililitro.

A contaggem foi realizada por meio


m de transsectos, sendoo o limite esstabelecido ppor dois pro
ocedimentos::
quantificcação de 1000 indivíduos da espécie m
mais comum ou, quando este não foii possível, atéé o limite dee
100 cam mpos, de moddo que o erroo de contageem fosse infeerior a 20%, com
c probabiilidade de 955% (LUND ett
al., 1958)).

Para o cáálculo da dennsidade dos organismos


o ccontados, foi utilizada a seeguinte fórm
mula:

Númeroo de indivíduoos/mL = n/V.C

d indivíduos contados naa amostra


Onde: n = Número de

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V = Volume de campo

C = Número de campos contados


c na amostra.

Zooplân
ncton

As coletas de zooplââncton foram m realizadas com uma reede de nylon, com diâmeetro de 30 cm m, 70 cm dee
comprimmento e aberrtura de malh ha de 68 μm.. Para as amoostras qualitaativas, foram
m executados dez arrastoss
horizonttais. Já as amoostras quantitativas foram
m obtidas atrravés da filtraagem de 1000 litros de águ
ua, coletadoss
com um balde de 20 L de capacid dade (Figura 66). Após a cooleta, as amosstras foram aacondicionad das em potess
de poliettileno, coradas com soluçção de Rosa dde Bengala a 0,04% e, apó ós um períoddo de 10 min nutos, fixadass
com formmol 4%.

A identifficação e a coontagem dos organismoss zooplanctôônicos foram


m realizadas so
sob microscó
ópio óptico e
com auxxílio da seguuinte bibliografia: OLIVIEER (1962); DECLOITRE
D (1962;
( 1981);; EDMONDSSON (1966);;
CHARDEEZ (1967); KOSTE
K (1978); OGDEN (11979); SEND DACZ & KUB BO (1982); P EJLER (1983)); PENNACKK
(1978); RREID (1985) e TOLONEN et al. (1994)..

A B

Figu
ura 6 - Coleta de
d amostras quualitativas (A)) e quantitativaas (B) de zoopllâncton.

Zoobenttos

As amosstras foram coletadas


c com
m uma dragaa do tipo “Peetit ponar”, com
c área de coleta de 266,0 cm x 15,00
cm, por m
meio da penetração do amostrador nno substrato, em função ded seu peso (FFigura 7).

Após a ccoleta, as am
mostras foram
m acondicioonadas em saacos plástico
os devidameente etiquetaados, fixadass
com form
mol a 10% e levadas ao laaboratório (A
APHA, 2005). No laborató
ório, as amosstras foram laavadas sobree
um jogo de peneiras granulométrricas de 2,0 m
mm, 1,0 mm e 0,5 mm e fixxadas com állcool a 70%.

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Figurra 7 - Coleta dee zoobentos co


om draga “Petiit ponar”.

A triagemm dos organnismos foi reaalizada em bbandejas brancas sobre uma


u caixa dee luz (material retido nass
peneirass de 2,0 mm e 1,0 mm) e em
e um microoscópio esterreoscópio (mmaterial retiddo na peneiraa de 0,5 mm),,
com aummento de 7 a 225x, modelo TNE-10TRR OPTON (APHA, 2005).

A identifficação dos organismos,


o quando
q possíível, foi realizzada até o nívvel de famíliaa, com base nas
n chaves dee
identificaação dos segguintes autorres: WIGGINNS (1977); PÉÉREZ (1988); DAIGLE (19991; 1992); DOMINGUÉZ Z
et al. (19992); PESCA
ADOR et al. (1995); EPLEER (1996); MERRITTM & CUMMINS
C ((1996); NIESER & MELO
O
(1997); D
DOMINGUÉZ Z & FERNÁN NDEZ (2009) e MUGNAI et al. (2010).

3.2.. ANÁLISE DOS DAD


DOS
33.2.1. PARÂM
METROS FÍSSICO-QUÍM
MICOS E BAC
CTERIOLÓGICOS

Para a ddiscussão doss resultados dos parâmeetros analisados, foram tomados


t com
mo referênccia os limitess
preconizzados na legislação ambieental, relativoos ao seu en
nquadramentto, conformee a Resolução
o CONAMA A
n° 357/2005 (CONAM MA, 2005) (TTabela 3).

A bacia hhidrográfica do rio Pará ainda


a não foii objeto de enquadramen
e nto, portantoo, conforme o Art. 42. daa
Resoluçãão CONAMA A n° 357/20005, “enquan to não aproovados os resspectivos enqquadramenttos, as águass
doces serrão consideraadas classe 21, as salinas e salobras cllasse 1, excetoo se as condiições de quallidade atuaiss
forem melhores, o quue determinarrá a aplicaçãão da classe mais
m rigorosa correspondeente”.

1
Classe 2: ááguas que podem
m ser destinadas: a) ao abastecim
mento para consu
umo humano, ap
pós tratamento convencional; b) a proteção dass

comunidaddes aquáticas; c) a recreação de co


ontato primário, tais, como nataçção, esqui aquáticco e mergulho, coonforme Resoluçção CONAMA n°°

274, de 20000; d) a irrigação de hortaliças, plaantas frutíferas e de parques, jard


dins, campos de esporte
e e lazer, coom os quais o pú
úblico possa vir a

ter contatoo direto; e) a aquiccultura e a ativid


dade de pesca.

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Tabela 3. Limites máximos permitidos (LMP) segundo a Resolução CONAMA n° 357/2005 para os parâmetros físico-
químicos e bacteriológicos analisados para as águas superficiais de Classe 2. *Limite mínimo permitido.
Parâmetros Unidade LMP
Alumínio solúvel mg/L 0,1 mg/L
Cádmio total mg/L 0,001 mg/L
Chumbo total mg/L 0,01 mg/L
Cloreto total mg/L 250,0 mg/L
Clorofila a μg/L 10,0 μg/L
Cobre dissolvido mg/L 0,009 mg/L
Coliformes fecais/termotolerantes UFC/100mL 1.000,0/100 mL
Condutividade elétrica μS/cm -
Cor real mgPt/L 75,0 mgPt/L
Cromo total mg/L 0,05 mg/L
DBO5 mg/L O2 5,0 mg/L O2
DQO mg/L O2 -
Ferro dissolvido mg/L 0,3 mg/L
Fósforo total mg/L 0,1 mg/L
Manganês total mg/L 0,1 mg/L
Mercúrio total mg/L 0,0002 mg/L
Nitrato mg/L 10,0 mg/L
Nitrito mg/L 1,0 mg/L
3,7 mg/L N, para pH  7,5
2,0 mg/L N, para 7,5  pH  8,0
Nitrogênio amoniacal total mg/L
1,0 mg/L N, para 8,0  pH  8,5
0,5 mg/L N, para pH  8,5
Nitrogênio total mg/L -
Óleos e graxas mg/L Virtualmente ausentes.
Oxigênio dissolvido mg/L 5,0 mg/L*
pH - Entre 6 e 9.
Sólidos dissolvidos totais mg/L 500,0 mg/L
Sólidos suspensos totais mg/L -
Sólidos totais mg/L -
Surfactantes mg/L LAS 0,5 mg/L LAS
Temperatura da água ºC -
Temperatura do ar ºC -
Turbidez NTU 100,0 UNT
Zinco total mg/L 0,18 mg/L

3.2.1.1. Índice de Qualidade da Água

O IQA foi desenvolvido pela National Sanitation Foundation dos Estados Unidos, através de pesquisa de
opinião junto a vários especialistas da área ambiental, quando cada técnico selecionou, a seu critério, os
parâmetros relevantes para avaliar a qualidade das águas. Das 35 variáveis indicadoras de qualidade da
água inicialmente propostas, somente nove foram selecionadas (MMA & SEMAD, 2005).

Os parâmetros considerados mais representativos para a caracterização da qualidade das águas foram:
oxigênio dissolvido, coliformes fecais, pH, demanda bioquímica de oxigênio, nitrato, fosfato total,
temperatura da água, turbidez e resíduos sólidos totais. A cada parâmetro foi atribuído um peso (Tabela 4),
de acordo com a sua importância relativa no cálculo do IQA, e traçadas curvas médias de variação da
qualidade das águas, em função da concentração do mesmo.

14
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2ª Campanha de Monitoramento

Considerando os parâmetros escolhidos, o IQA reflete principalmente a interferência por esgotos


sanitários e outros materiais orgânicos, nutrientes e sólidos.

Tabela 4. Peso específico (wi) dos parâmetros físico-químicos e bacteriológicos selecionados para a elaboração do IQA
(MMA & SEMAD, 2005).
Parâmetro Peso - wi
Oxigênio dissolvido – OD (%ODSat) 0,17
Coliformes fecais (NMP/100mL) 0,15
pH 0,12
Demanda bioquímica de oxigênio –
0,10
DBO (mg/L)
Nitratos (mg/L NO3) 0,10
Fosfatos (mg/L PO4) 0,10
Temperatura (°C) 0,10
Turbidez (UNT) 0,08
Resíduos sólidos totais (mg/L) 0,08

O IQA é calculado pelo produtório ponderado das qualidades de água correspondentes às variáveis que
integram o índice. A seguinte fórmula foi utilizada:

9
IQA   qi
wi

i 1

Onde:

IQA = Índice de qualidade das águas, um número entre 0 e 100;

qi = qualidade do parâmetro i obtido através da curva média específica de qualidade, em função de sua
concentração ou medida;

wi = peso atribuído ao parâmetro, um número entre 0 e 1.

A partir do cálculo dos valores de IQA, foi realizada a classificação da qualidade de cada ecossistema
coletado, conforme Tabela 5.

Tabela 5. Classificação da qualidade das águas conforme valores de IQA calculados (MMA & SEMAD, 2005).
Nível de Qualidade Amplitude de valores de IQA
Excelente 90 < IQA < 100
Bom 70 < IQA < 90
Médio 50 < IQA < 70
Ruim 25 < IQA < 50
Muito ruim 0 < IQA < 25

15
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2ª Campanha de Monitoramento

3.2.2. COMUNIDADES BIOLÓGICAS

As comunidades biológicas amostradas (fitoplâncton, zooplâncton e zoobentos) foram avaliadas quanto à


sua abundância relativa, densidade, riqueza, diversidade (índice de Shannon-Wiener) e equitabilidade
(Pielou).

Para uma melhor análise da densidade do zooplâncton, foi utilizada a classificação de acordo com o Índice
de Abundância (SHANNON, 1963). O índice de abundância proposto visa medir a diversidade em dados
categóricos (muito escassa, escassa, moderada, abundante ou muito abundante).

3.3. RESULTADOS E DISCUSSÃO


3.3.1. PARÂMETROS FÍSICO-QUÍMICOS E BACTERIOLÓGICOS

Ao longo das duas campanhas de monitoramento, o rio Pará apresentou, de maneira geral, águas bem
oxigenadas, com baixos valores de condutividade elétrica e turbidez, bem como para os parâmetros
coliformes fecais, cor real e série de nutrientes. Alguns parâmetros não foram detectados em nenhuma
estação amostral ao longo das duas campanhas, como por exemplo, óleos e graxas e surfactantes.

No que se refere aos parâmetros para os quais foram registradas concentrações em desconformidade com
o preconizado na Resolução CONAMA n° 357/2005, de um total de 31 parâmetros analisados, sete
apresentaram-se acima ou abaixo dos limites estabelecidos na referida legislação, a saber: cromo total,
DBO, ferro dissolvido, fósforo total, manganês total, sólidos dissolvidos totais e zinco total.

Os laudos técnicos de análise dos parâmetros mensurados in situ, bem como dos parâmetros analisados
pelo laboratório Multianálises encontram-se disponíveis nos Anexos I e II, respectivamente.

16
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2ª Campanha de Monitoramento

Tabela 6. Resultados obtidos a partir da análise dos parâmetros físico-químicos e bacteriológicos na bacia hidrográfica do rio Pará nos meses de Abril e Agosto de 2015. LMP= Limite
máximo permitido para a Classe 2, conforme a Resolução CONAMA n° 357/2005.

Área de inserção do
Montante Jusante
empreendimento

Parâmetros EAA1 EAA2 EAA3 LMP


abr/15 ago/15 abr/15 ago/15 abr/15 ago/15
Alumínio solúvel (mg/L) 0 0 0 0,018 0 0,01 0,1 mg/L
Cádmio total (mg/L) 0 0 0 0 0 0 0,001 mg/L
Chumbo total (mg/L) 0 0 0 0 0 0 0,01 mg/L
Cloreto total (mg/L) 4 - 4,3 - 3,5 - 250,0 mg/L
Clorofila a (μg/L) 0 0 0 0 0 0 10,0 μg/L
Cobre dissolvido (mg/L) 0 0 0 0 0 0 0,009 mg/L
1.000,0/100
Coliformes fecais (UFC/100mL) Ausentes 6 Ausentes Ausentes Ausentes 4
mL
Condutividade elétrica (μS/cm) 49 54 47 46 44 50 -

Cor real (mgPt/L) 67 13 20 23 58 24 75,0 mgPt/L

Cromo total (mg/L) 0 0,01 0 0,07 0 0 0,05 mg/L

DBO5 (mg/L O2) 2 9,1 2 13 3 10,6 5,0 mg/L O2

DQO (mg/L O2) 6 20 6 41 8 54 -


Ferro dissolvido (mg/L) 0,657 0,12 0,608 0,17 0,705 0,16 0,3 mg/L
Fósforo total (mg/L) 0,8 0,06 0,5 0,06 0,7 0,08 0,1 mg/L
Manganês total (mg/L) 0 0,013 0 0,517 0,037 0,006 0,1 mg/L

Mercúrio total (mg/L) 0 0 0 0 0 0 0,0002 mg/L

Nitrato (mg/L) 0,4 0,8 0,1 0,9 0,4 0,7 10,0 mg/L
Nitrito (mg/L) 0 0 0 0 0 0 1,0 mg/L

17
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2ª Campanha de Monitoramento

Área de inserção do
Montante Jusante
empreendimento

Parâmetros EAA1 EAA2 EAA3 LMP


abr/15 ago/15 abr/15 ago/15 abr/15 ago/15

3,7 mg/L N,
Nitrogênio amoniacal total para pH ≤ 7,5
0,19 0 0,2 0 0,17 0
(mg/L) 1,0 mg/L N,
para 8,0 < pH
≤ 8,5
Nitrogênio total (mg/L) 0,45 3 0,6 3 0,52 3 -
Virtualmente
Óleos e graxas (mg/L) 0 0 0 0 0 0
ausentes.
Oxigênio dissolvido (mg/L) 5,8 7,2 6,9 7 5,9 7,2 5,0 mg/L*
pH 7,9 7,83 8 7,89 7,9 7,77 Entre 6 e 9.
Sólidos dissolvidos totais
38 992 53,02 330 48 308 500,0 mg/L
(mg/L)
Sólidos suspensos totais (mg/L) 12 2 15 3 6 4 -
Sólidos totais (mg/L) 50 992 68 333 54 312 -

Surfactantes (mg/L LAS) 0 0 0 0 0 0 0,5 mg/L LAS

Temperatura da água (°C) 30,5 30,9 30,8 30,3 30 29,8 -


Temperatura do ar (°C) 37 28,9 32 32,2 28,5 33,8 -
Turbidez (NTU) 19,1 56 18,5 36 10,8 40 100,0 UNT
Zinco total (mg/L) 0,055 0,1 0,794 0,04 0 0,1 0,18 mg/L

18
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2ª Campanha de Monitoramento

A condutividade elétrica é expressão numérica da capacidade que a água possui de conduzir corrente
elétrica, em função da presença de íons dissolvidos e da temperatura, sendo tanto maior a condutividade
quanto maior for a concentração desses íons. De maneira geral, ela varia de 10,0 a 100,0 S/cm em águas
naturais e, acima de 100,0 S/cm, indicam ambientes impactados (CETESB, 2012; SANTOS NETO, 2010).
Dentre os inúmeros fenômenos que ocorrem em um ecossistema aquático que influenciam na variação da
condutividade, destacam-se o metabolismo na produção primária (redução dos valores) e a decomposição
(aumento dos valores) (ESTEVES, 1998; 2011). Nas estações amostradas nos dois períodos de campanha, os
valores registrados para este parâmetro foram baixos e variaram entre 44 S/cm, na EAA3 (Abr/15), e 54
S/cm, na EAA1 (Ago/15) (Tabela 6). Possivelmente, os baixos valores encontrados podem ser
consequência do potencial de diluição de rios de grande porte, tal como o rio Pará.

O rio Pará apresentou águas pouco turvas, cujos valores variaram de 10,8 NTU (EAA3, Abr/15) a 56 NTU
(EAA1, Ago/15), portanto, valores sempre bem abaixo do limite de 100,0 UNT, preconizado pela Resolução
CONAMA n° 357/2005. No entanto, na segunda campanha, a turbidez foi mais elevada em todas as
estações amostrais, com relação à campanha de Abril de 2015 (Tabela 6). A turbidez é um parâmetro que
reflete a presença de sólidos em suspensão na água, tais como partículas inorgânicas (argila, silte, areia),
detritos orgânicos (organismos microscópicos) e outras partículas (CETESB, 2009).

Corroborando as concentrações registradas para a turbidez, o rio Pará apresentou baixas concentrações na
primeira campanha para a série de sólidos (sólidos dissolvidos totais, sólidos suspensos totais e sólidos
totais). Já na segunda campanha, para toda série de sólidos, os valores registrados foram superiores ao da
campanha de Abril de 2015, seguindo o mesmo padrão observado para turbidez. Os valores de sólidos
dissolvidos totais variaram de 308 mg/L (EAA3) a 992 mg/L (EAA1), sendo que esta última estação esteve
em desacordo com os limites estabelecidos na Resolução CONAMA nº 357/2005 (Tabela 6, Gráfico 1). O
aumento da série de sólidos nesta segunda campanha provavelmente está associado ao aumento de carga
orgânica, evidenciada pelos resultados observados de DBO/DQO.

19
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2ª Campanha de Monitoramento

1300

Sólidos dissolvidos totais (mg/L)


1100

900

700

500

300

100

-100 abr/15 ago/15 abr/15 ago/15 abr/15 ago/15


EAA1 EAA2 EAA3
Montante Área de inserção do Jusante
emrpeendimento

Gráfico 1 - Variação do parâmetro sólidos dissolvidos totais ao longo das estações amostradas na bacia
hidrográfica do rio Pará nos meses de Abril (cheia) e Agosto (vazante) de 2015. A linha vermelha representa o
limite máximo permitido pela Resolução CONAMA nº 357/2005.

Os valores de pH em ecossistemas aquáticos continentais variam, em geral, entre 6,0 e 8,5 (ESTEVES, 2011).
Nos pontos amostrados, os valores de pH apresentaram valores entre 7,77 (EAA3, Ago/15) e 8,0 (EAA2,
Abr/15), estando, portanto, dentro dos limites estabelecidos na Resolução CONAMA nº 357/2005 (Gráfico
2). Os valores mais baixos de pH relacionam-se com elevadas concentrações de ácidos orgânicos
dissolvidos (ácido sulfúrico, nítrico, oxálico, acético e carbônico) de origem alóctone e/ou autóctone,
enquanto que, a presença de valores elevados, pode estar relacionada, dentre outros fatores, com
densidades elevadas de algas (ESTEVES, 1998; 2011).

10
9
8
7
6
pH

5
4
3
2
1
0
abr/15 ago/15 abr/15 ago/15 abr/15 ago/15
EAA1 EAA2 EAA3
Montante Área de inserção do Jusante
emrpeendimento

Gráfico 2 - Variação do parâmetro pH ao longo das estações amostradas na bacia hidrográfica do rio Pará nos
meses de Abril (cheia) e Agosto (vazante) de 2015. As linhas vermelha e amarela representam os limites
máximos e mínimos permitidos pela Resolução CONAMA nº 357/2005.

20
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2ª Campanha de Monitoramento

No que se refere à série de nutrientes, o grupo do nitrogênio (nitrato, nitrito, nitrogênio amoniacal total e
nitrogênio total) apresentou baixas concentrações, todas em conformidade com os limites estabelecidos
na legislação (Tabela 6).

No que se refere ao fósforo total, concentrações acima do limite máximo permitido pela Resolução
CONAMA n° 357/2005 foram registradas em todas as estações amostrais da primeira campanha (Abr/15),
apresentando ao longo das estações amostrais 0,8 mg/L, 0,5 mg/L e 0,7 mg/L, sendo EAA1, EAA2 e EAA3,
respectivamente (Tabela 6, Gráfico 3). No entanto, nesta segunda campanha (Ago/15), todos os resultados
estiveram em conformidade com a legislação.

A presença de fósforo nos ecossistemas aquáticos normalmente está relacionada ao despejo de esgotos
sanitários (matéria orgânica fecal e detergente em pó) e, em menor escala, às descargas de efluentes
industriais (fertilizantes, pesticidas, frigoríficos, etc.) e à água drenada de áreas agrícolas e urbanas. Além
dessas, a matéria orgânica constitui uma fonte natural de fósforo para o solo, liberando-o à medida que
ocorre a sua mineralização (ESTEVES, 1998; CETESB, 2009). Neste estudo, para os resultados desconformes
com os padrões normativos, sugere-se que a principal fonte de fósforo foi o carreamento de matéria
orgânica da bacia de drenagem, que é maior no período de chuvas, período que foi realizada as coletas.

0,9
0,8
0,7
Fósforo total (mg/L)

0,6
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0
abr/15 ago/15 abr/15 ago/15 abr/15 ago/15
EAA1 EAA2 EAA3
Montante Área de inserção do Jusante
emrpeendimento
Gráfico 3 - Variação das concentrações de fósforo total (mg/L) ao longo das estações amostrais na bacia
hidrográfica do rio Pará nos meses de Abril (cheia) e Agosto (vazante) de 2015. A linha vermelha representa o
limite máximo permitido pela Resolução CONAMA nº 357/2005.

A clorofila-a não foi detectada em nenhuma estação de amostragem, fato que é coerente com os baixos
valores da série de nutrientes encontrados. A clorofila a representa, aproximadamente, de 1 a 2% do peso
seco do material orgânico em todas as algas planctônicas e é, por isso, um indicador da biomassa algal
(Tabela 6).

No que se refere às concentrações de oxigênio dissolvido (OD), foram observadas em todas as estações
amostrais concentrações dentro do limite mínimo permitido pela Resolução CONAMA n° 357/2005. Os
21
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2ª Campanha de Monitoramento

valores registrados nas duas campanhas realizadas variaram de 5,8 mg/L (EAA1, Abr/15) a 7,2 mg/L (EAA1
e EAA3, Ago/15) (Gráfico 4).

Dentre outros fatores, a concentração de OD nos ambientes aquáticos é determinada por um balanço
entre a produção deste gás pelos produtores primários, o consumo pelos heterotróficos e a difusão na
água, sendo esta última bastante influenciada pela temperatura. Em águas de boa qualidade, são
observadas maiores concentrações, enquanto que, em corpos de água que recebem cargas orgânicas, o
aumento na demanda desse elemento leva ao rápido consumo do mesmo, ocasionando na redução de
suas concentrações (MACÊDO, 2003; ESTEVES, 1998; CHAPMAN, 1992).

8
7
Oxigênio dissolvido (mg/L)

6
5
4
3
2
1
0
abr/15 ago/15 abr/15 ago/15 abr/15 ago/15
EAA1 EAA2 EAA3
Montante Área de inserção do Jusante
emrpeendimento

Gráfico 4 - Variação das concentrações de oxigênio dissolvido ao longo das estações amostrais na bacia
hidrográfica do rio Pará nos meses de Abril (cheia) e Agosto (vazante) de 2015. A linha vermelha representa o
limite mínimo permitido pela Resolução CONAMA nº 357/2005.

Os valores de DBO registrados na primeira campanha encontram-se de acordo com o limite preconizado
na Resolução CONAMA n°357/2005, variando de 2 mg/L (EAA1, 2) a 3 mg/L (EAA3). No entanto, na
segunda campanha, todos as estações amostrais apresentaram valores desconformes com a legislação,
variando de 9,1 mg/L (EAA1, Ago15) a 13 mg/L (EAA2, Ago/15). A demanda bioquímica de oxigênio
(DBO) é a quantidade de oxigênio necessária para decompor a matéria orgânica carbonada aerobicamente
por via biológica (CETESB, 2009). Esse aumento de carga orgânica observado provavelmente está aliado ao
aumento da densidade de fitoplâncton observada neste mesmo período (Gráfico 5). Entretanto, ao longo
das campanhas realizadas, este parâmetro deverá ser analisado em conjunto com os demais fatores, uma
vez que foi a primeira vez que apresentou alterações, ainda não sendo possível afirmar o principal motivo.

A demanda química de oxigênio (DQO) é a quantidade de oxigênio necessária para decompor a matéria
orgânica por via química (MACÊDO, 2003). Portanto, as variações da quantidade da DBO e da DQO
mostram o consumo de oxigênio no ecossistema aquático, de acordo com a quantidade de matéria

22
Terminal Portuário Graneleiro - Barcarena
2ª Campanha de Monitoramento

orgânica presente na água. Assim como a DBO, A DQO apresentou valores mais elevados, quando
comparados com a primeira campanha.

14
12
DBO5 (mg/L O2)

10
8
6
4
2
0
abr/15 ago/15 abr/15 ago/15 abr/15 ago/15
EAA1 EAA2 EAA3
Montante Área de inserção do Jusante
emrpeendimento

Gráfico 5 - Variação da demanda bioquímica de oxigênio (DBO)ao longo das estações amostrais na bacia
hidrográfica do rio Pará nos meses de Abril (cheia) e Agosto (vazante) de 2015. A linha vermelha representa o
limite mínimo permitido pela Resolução CONAMA nº 357/2005.

Com relação ao grupo dos metais, concentrações acima dos limites foram registradas para o ferro, zinco,
manganês e cromo total. O zinco apresentou- se em desconformidade apenas na EAA2, em Abr/15 (0,794
mg/L), enquanto que o ferro dissolvido apresentou valores desconformes em todas as estações amostrais
da primeira campanha (Abr/15), cujos resultados nas estações EAA1, EAA2 e EAA3 foram,
respectivamente 0,657 mg/L , 0,608 mg/L e 0,705 mg/L (Gráfico 6, Gráfico 7). O cobre dissolvido, cádmio
total e chumbo total não foram detectados em nenhuma das campanhas. O alumínio solúvel apresentou
na EAA2 e EAA3 valores baixos e dentro dos limites permitidos pela Resolução CONAMA nº 357/2005
(respectivamente, 0,018 mg/L e 0,01 mg/L).

23
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2ª Campanha de Monitoramento

0,9
0,8
0,7
Zinco total (mg/L) 0,6
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0
abr/15 ago/15 abr/15 ago/15 abr/15 ago/15
EAA1 EAA2 EAA3
Montante Área de inserção do Jusante
emrpeendimento

Gráfico 6 - Variação das concentrações de zinco ao longo das estações amostrais na bacia hidrográfica do rio
Pará nos meses de Abril (cheia) e Agosto (vazante) de 2015. A linha vermelha representa o limite mínimo
permitido pela Resolução CONAMA nº 357/2005.

0,8
0,7
Ferro dissolvido (mg/L)

0,6
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0
abr/15 ago/15 abr/15 ago/15 abr/15 ago/15
EAA1 EAA2 EAA3
Montante Área de inserção do Jusante
emrpeendimento

Gráfico 7 - Variação das concentrações de ferro solúvel ao longo das estações amostrais na bacia hidrográfica
do rio Pará nos meses de Abril (cheia) e Agosto (vazante) de 2015. A linha vermelha representa o limite
mínimo permitido pela Resolução CONAMA nº 357/2005.

A detecção dos parâmetros ferro e zinco acima dos limites estabelecidos na legislação ocorreu,
provavelmente, em função da origem geológica dos mesmos na bacia de drenagem do rio Pará e/ou de
seus afluentes. Ambos ocorrem, principalmente, na Serra dos Carajás, situada na porção central do Estado
do Pará (IBRAM, 2012). Ou ainda, sua ocorrência pode ser oriunda do uso de fertilizantes na agricultura.
Ambas as situações podem ser favorecidas nas estações chuvosas, devido ao carreamento de solos e a
ocorrência de processos de erosão das margens.

Com relação ao manganês total e cromo total, ambos apresentaram valores desconformes na estação
EAA2, área de inserção do empreendimento, na campanha de Agosto de 2015, apresentando 0,07 mg/L e

24
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2ª Campanha de Monitoramento

0,517 mg/L, respectivamente (Tabela 6). O cromo é utilizado na produção de ligas metálicas, estruturas da
construção civil, fertilizantes, tintas, pigmentos, curtumes, preservativos para madeira, entre outros usos. Já
o manganês e seus compostos são usados na indústria do aço, ligas metálicas, baterias, vidros, oxidantes
para limpeza, fertilizantes, vernizes entre outros usos. Ocorre naturalmente na água superficial e
subterrânea, no entanto, as atividades antropogênicas são também responsáveis pela contaminação da
água (CETESB, 2014). Estes parâmetros deverão ser avaliados durante as próximas campanhas, a fim de
elucidar as reais causas do aumento destes nesta estação, uma vez que podem ser oriundos de variações
naturais do ecossistema, devido ao carreamento de solos e a ocorrência de processos de erosão das
margens.

Os parâmetros surfactantes e óleos e graxas não foram detectados neste estudo em nenhum dos pontos
analisados, estando em conformidade com a Resolução CONAMA n° 357/2005 (Tabela 6).

A cor real da água está associada ao grau de redução de intensidade que a luz sofre ao atravessá-la, devido à
presença de sólidos dissolvidos, principalmente material em estado coloidal orgânico (ácidos húmico e
fúlvico resultantes de decomposição, efluentes sanitários e industriais) e inorgânico (óxidos de ferro e
manganês) (CETESB, 2012). As amostragens nas duas campanhas realizadas registraram concentrações
entre 13,0 mg PtCo/L e 67,0 mg PtCo/L, mantendo-se de acordo com o limite preconizado na Resolução
CONAMA n° 357/2005 (Tabela 6).

Quanto ao parâmetro coliformes fecais, este foi ausente ou muito baixo nas estações amostrais ao longo
do Rio Pará (Tabela 6). Os coliformes fecais ou termotolerantes são bactérias da família Enterobacteriaceae
que fermentam lactose com produção de gás a uma temperatura de 44,5 ± 0,2°C em 24 horas. Seus
representantes são comumente encontrados em fezes humanas e de animais homeotérmicos podendo, no
entanto, ocorrer em solos, plantas ou outras matrizes ambientais que não tenham sido contaminados por
material fecal (COPAM/CERH, 2008). Sua presença nos ecossistemas aquáticos geralmente está
relacionada à contaminação por esgotos sanitários. Apesar disso, as concentrações registradas nos pontos
amostrados estiveram bem abaixo do limite máximo permitido pela Resolução CONAMA nº 357/2005.

3.3.1.1. Índice de Qualidade da Água

O IQA foi criado com a finalidade de avaliar a qualidade da água bruta para o abastecimento público, após
seu tratamento, cujos parâmetros utilizados em seu cálculo são, em geral, indicadores de contaminação
causada pelo lançamento de efluentes domésticos. Este índice é bastante útil quando existe a necessidade
de sintetizar dados técnico-científicos gerados a partir dos resultados de análises de diversos parâmetros
físicos, químicos e bacteriológicos da água, subsidiando, desta forma, a gestão da qualidade da água
daquele ecossistema.

A análise da qualidade da água da bacia do rio Pará através do IQA indicou águas de boa qualidade em
todos as estações amostrais nas duas campanhas de amostragem (Tabela 7), devido ao fato dos

25
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2ª Campanha de Monitoramento

parâmetros considerados para o cálculo desse índice ter apresentado valores, em sua maioria, dentro dos
limites estabelecidos na Resolução CONAMA n° 357/2005 para a Classe 2. Dos nove parâmetros
considerados neste índice, apenas o fósforo total e DBO apresentaram valores desconformes aos
preconizados nesta Resolução.

Tabela 7. Índice de Qualidade da Água ao longo das estações amostrais na bacia hidrográfica do rio Pará nos meses de
Abril e Agosto de 2015.

Área de inserção do
Montante Jusante
empreendimento

EAA1 EAA2 EAA3


abr/15 ago/15 abr/15 ago/15 abr/15 ago/15
75 73 80 81 77 78
Legenda: Bom Médio Ruim

3.3.2. COMUNIDADES BIOLÓGICAS

Fitoplâncton

O fitoplâncton encontra-se na base da cadeia alimentar dos ecossistemas aquáticos, uma vez que serve de
alimentação a organismos como o zooplâncton e a ictiofauna, pertencendo ao nível trófico dos
produtores.

As algas planctônicas constituem-se como um grupo heterogêneo de organismos, que está distribuído
entre as Divisões Cyanobacteria, Protista e Vegetal (VAN DEN HOEK & JAHNS, 1995), que não possui
raízes, folhas e nem tecido vascular (id. ibid.) e que habita diferentes compartimentos no ecossistema
aquático, entre os quais se destaca a coluna d’água, onde vivem livremente e recebem a denominação de
fitoplâncton.

Segundo Melack & Forsberg (2001), o fitoplâncton está entre os principais grupos de organismos
fotossintéticos que contribuem para a produção primária em ecossistemas aquáticos amazônicos, o qual é
responsável por 2% da produtividade primária total nos ambientes aquáticos de áreas alagáveis.

Considerando que a comunidade fitoplanctônica é extremamente sensível às mudanças ambientais,


muitas espécies podem ser utilizadas para avaliar, monitorar e predizer importantes mudanças globais,
como eutrofização, acidificação e alterações climáticas. Nesse contexto, o fitoplâncton assume papel
relevante nos estudos da dinâmica de ecossistemas aquáticos, por ser considerado um dos indicadores
mais sensíveis às mudanças de natureza físico-química na coluna de água (CARNEY, 1998).

Fazem parte deste grupo organismos tradicionalmente considerados algas e estudados como tal pela
botânica, mais especificamente pela ficologia. Contudo, dentre estes, há um grupo de grande importância
sanitária e de saúde pública, que é também classificado como bactéria, as cianofíceas ou "algas azuis", que

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em grande quantidade e dependendo do meio (nutrientes), podem produzir toxinas (hepato toxinas e
neuro toxinas) letais ao ser humano.

Nas amostragens de Abril de 2015, foram amostrados 25 táxons para as 3 estações amostrais, pertencendo
a nove classes taxonômicas. O grupo Chlorophyta foi o que apresentou mais representantes, seguido do
Bacillariophyta, para os quais foram inventariados, respectivamente, 11 e 10 táxons.

Em Agosto de 2015, a riqueza total foi de 30 táxons nas três estações de amostragens. Os indivíduos
amostrados foram divididos em 7 grupos taxonômicos, sendo os dois grupos mais representativos
Bacillariophyta, que apresentou 12 táxons, e Chlorophyta, com 9 táxons. Foram registrados, ainda, 8 táxons
de Cyanobacteria e 1 pertencente ao grupo Cryptophyta. Em relação à primeira campanha, foram
registrados 14 novos táxons fitoplanctônicos, sendo seis pertencentes ao grupo Chlorophyta (Ulothrix sp.,
Botryococcus braunii, Ankistrodesmus fusiformis, Scenedesmus bijugus, Coelastrum reticulatum e
Staurastrum leptocladum), cinco pertencentes a Cyanobacteria (Pseudanabaena sp., Cylindrospermopsis
raciborskii, Pseudanabaena mucicola, Microcystis aeruginosa e Microcystis wesenbergii) e três pertencentes
a Bacillariophyta (Synedra goulardii, Pinnularia sp. e Surirella robusta) (Tabela 8).

O Anexo III apresenta os laudos técnicos das análises quantitativas e qualitativas das comunidades
fitoplanctônicas amostradas.

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Tabela 8. Listagem taxonômica dos organismos fitoplanctônicos amostrados na bacia hidrográfica do rio Pará no mês de Abril (cheia) e Agosto (vazante) de 2015.
BACILLARIOPHYTA CHLOROPHYTA CYANOBACTERIA CRYPTOPHYTA
CLASSE Coscinodiscophyceae CLASSE Chlorophyceae CLASSE Cyanophyceae CLASSE Cryptophyceae
ORDEM Thalassiosirales ORDEM Chlorococcales ORDEM Oscillatoriales ORDEM Cryptomonadales
FAMÍLIA Stephanodiscaceae FAMÍLIA Oocystaceae FAMÌLIA Phormidiaceae FAMÍLIA Cryptomonadaceae
Cyclotellasp. Monoraphidiumarcuatum Phormidiumsp. Rhodomonaslacustris
ORDEM Aulacoseirales Ankistrodesmusfusiformis Família Pseudanabaenaceae
FAMÍLIA Aulacoseiraceae FAMÍLIA Radiococcaceae Pseudanabaenasp.
Aulacoseiragranulata Eutetramorusplanctonicus Pseudanabaenamucicola
ORDEM Rhizosoleniales FAMÍLIA Hydrodoctyaceae FAMÍLIA Oscillatoriaceae
FAMÍLIA Rhizosoleniaceae Pediastrum duplex Oscillatoria sp.
Rhizosoleniasp. Pediastrum simplex ORDEM Chroococcales
ORDEM Biddulphiales Família Dictyosphaeriaceae FAMÌLIA Mersimopediaceae
FAMÍLIA Bidduulphiaceae Botryococcusbraunii Mersimopoediatenuissima
Biddulphia sp. Família Scenedesmaceae Família Microcystaceae
Terpesinoe musica Scenedesmusbijugus Microcystisaeruginosa
CLASSE Fragilariophyceae Coelastrumreticulatum Microcystiswesenbergii
ORDEM Fragilariales ORDEM Ulothricales ORDEM Nostocales
FAMÍLIA Fragilariaceae Família Ulotrichaceae Família Nostocaceae
Fragilariasp. Ulothrixsp. Cylindrospermopsisraciborskii
Synedrasp. CLASSE Zygnemaphyceae
Synedragoulardii ORDEM Zygnematales
CLASSE Bacillariophyceae FAMÍLIADesmidiaceae
ORDEMCymbellales Closteriumkuetzingii
FAMÍLIACymbellaceae Closteriumsp.
Cymbellasp. Hyalothecasp.
ORDEMNaviculales Staurastrumsp. 1
FAMÍLIANaviculaceae Staurastrumsp. 2
Naviculasp. Staurastrumleptocladum

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BACILLARIOPHYTA CHLOROPHYTA CYANOBACTERIA CRYPTOPHYTA


Família Pinnulariaceae CLASSE Chlamydophyceae
Pinnulariasp ORDEMVolvocales
ORDEMSurirellales FAMILIA Volvocaceae
FAMÍLIASurirellaceae Eudorinaunicocca
Surirella linearis CLASSE Oedogoniophyceae
Surirella robusta ORDEMOedogoniales
FAMÍLIA Oedogoniaceae
Oedogoniumsp.

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As densidades registradas para a campanha de Abril de 2015 indicam valores considerados moderados,
entre 13,74 ind/mL (EAA2) e 18,29 ind/mL (EAA3). Nas amostragens de Agosto de 2015, a densidade de
organismos fitoplanctônicos variou de 16,10 ind/mL (EAA2) a 36,10 ind/mL (EAA1), apresentando uma
discreta elevação em relação à campanha de Abril de 2015, o que pode estar relacionado com o ciclo
hidrológico da região, uma vez que no período de cheia (Abril), o aumento do volume dos cursos d’água
leva a uma redução nas densidades de organismos. Outro fator que pode ter contribuído para a elevação
na densidade do fitoplâncton é o aumento da carga orgânica na área de estudo. Embora observemos uma
redução nos teores de fósforo na campanha de Agosto em relação a Abril, a elevação da DBO indica
elevação da carga orgânica na coleção hídrica da área de estudo, o que pode ter levado ao aumento
observado na densidade do fitoplâncton e vice versa. Estes valores de densidade são coerentes para o tipo
de ambiente amostrado (ambiente lótico) e indicam pouca variação entre as estações amostrais,
observando-se um valor maior para estação EAA1 (Gráfico 8).

40,0
35,0
Densidade (ind./mL)

30,0
25,0
20,0
15,0
10,0
5,0
0,0
abr/15 ago/15 abr/15 ago/15 abr/15 ago/15
EAA1 EAA2 EAA3
Montante Área de inserção do Jusante
empreendimento
Pontos, períodos e regiões amotradas
Gráfico 8 - Variação da densidade das comunidades fitoplanctônicas amostradas na bacia hidrográfica do rio Pará nos
meses de Abril (cheia) e Agosto (vazante) de 2015.

Quanto à riqueza (Gráfico 9), os resultados apresentados para Agosto de 2015 e Abril de 2015 não
sofreram variações importantes, mantendo-se na média. Na primeira campanha, a maior riqueza foi obtida
na EAA3, com 15 taxa, seguida da EAA2, com 14 taxa, apesar desta ter apresentado menor densidade em
relação à estação EAA1.Nas amostragens de Agosto de 2015, percebe-se uma discreta elevação nos valores
de riqueza com relação a campanha anterior, onde as estações amostrais EAA2 e EAA3 apresentaram 19
taxa cada, seguidas por EAA1, com 17 taxa. Esse incremento na riqueza local pode estar relacionado ao
ciclo hidrológico da região, embora mais amostragens devam ser tomadas para que os padrões possam ser
observados.

Apesar do discreto aumento, os valores de riqueza, de uma forma geral, podem ser considerados baixos,
onde os valores obtidos não alcançam 20 taxa por estação amostral. Sousa et al. (2009) registraram em 4

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campanhas de campos em anos diferentes, no rio Pará, 64 táxons. Portanto, provavelmente, com um maior
número de campanhas, será possível registrar maior riqueza para a região do estudo.

20
18
16
14
Riqueza

12
10
8
6
4
2
0
abr/15 ago/15 abr/15 ago/15 abr/15 ago/15
EAA1 EAA2 EAA3
Montante Área de inserção do Jusante
empreendimento

Pontos, períodos e regiões de amostragem

Gráfico 9 - Variação da riqueza taxonômica das comunidades fitoplanctônicas amostradas na bacia


hidrográfica do rio Pará nos meses de Abril (cheia) e Agosto (vazante) de 2015.

Para avaliação dos resultados qualitativos, faz-se necessário dividir os organismos fitoplanctônicos em
quatro classes, de acordo com a importância de cada uma e por serem indicadores biológicos:

Chlorophyta: um grupo muito frequente em todos os ambientes aquáticos, com acentuada característica
cosmopolita, uma vez que é encontrado nos mais diversos ambientes, possui grande adaptabilidade e,
portanto, se dissemina bem (Almeida & Melo, 2011). São as algas mais comuns, ocorrendo vastamente em
água doce e do mar, mas também em ambientes terrestres úmidos, sobre troncos de árvores e associadas a
fungos, formando uma estrutura mutualística denominada líquen. Podem ser unicelulares ou
pluricelulares, coloniais ou de vida livre. Possuem clorofilas a e b, carotenos e xantofilas.

Bacillariophyta ou diatomáceas: são frequentes em água doce e podem obstruir os filtros em estações de
tratamento graças a uma frústula de sílica que envolve suas células. São algas unicelulares microscópicas,
que vivem normalmente na água, em ambientes naturalmente iluminados, como o plâncton, ou junto a
substratos. Possuem grandes cloroplastos de cores verde-olivas e pardos.

Cyanophyta: podem viver em diversos ambientes e condições extremas, como em águas de fontes
termais, com temperatura de, aproximadamente, 74ºC, ou em lagos antárticos, com temperaturas
próximas à 0ºC. Outras resistem à alta salinidade até em períodos de seca. Podem produzir gosto e odor
desagradável na água e desequilibrar os ecossistemas aquáticos. O mais grave é que algumas cianobactérias
são capazes de liberar toxinas, que não podem ser retiradas pelos sistemas de tratamento de água
tradicionais e nem pela fervura, que podem ser neurotoxinas ou hepatotoxinas.

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Fitoflagelados: indicam processo de decomposição de matéria orgânica no meio. Podem produzir


problemas de sabor e odor à água e entupimento dos filtros. Encontram-se tanto em lagoas facultativas
quanto de maturação. Tendem a se encontrar na camada mais superficial dos corpos d’água.

Analisando-se os resultados, observa-se que, nas amostragens de Abril de 2015, ocorre a predominância
do grupo Bacillariophyta para a estação EAA2 e dos Fitoflagelados para as estações EAA1 e EAA3. Para a
campanha de Agosto de 2015, observa-se a dominância do grupo Bacillariophyta em todas as estações
amostrais (Gráfico 10).

A maior riqueza das diatomáceas (Bacillariophyceae) na estação EAA2 em Abril de 2015 e em todas as
estações amostrais em Agosto de 2015 pode se associar às suas estruturas especializadas para fixação ao
substrato, além de uma carapaça constituída de sílica, que as torna mais pesadas, facilitando a
permanência destes organismos em ambientes de águas mais correntes (REYNOLDS, 1992; SILVEIRA,
2004). O fato das estações monitoradas estarem localizados em corpos de água com características lóticas
justifica a alta participação desse grupo. Corroborando estes dados, Paiva et al (2006), em estudo realizado
no rio Pará, também registraram que o grupo Bacillariophyta foi o de maior representação.

As estações EAA1 (Abril de 2015) e EAA3 (Abril e Agosto de 2015) apresentaram a espécie Rhodomonas
lacustres como a dominante. Conforme BRANCO (1986), são cloroflagelados bioindicadoras de águas
limpas.

Houve também o registro do grupo Chlorophyta nas três estações amostradas nas duas campanhas
realizadas, porém com baixa abundância relativa. As Chlorophyta corresponderam a menos de 20% da
densidade total em todas as estações de amostragem, o que condiz com os resultados obtidos para
clorofila-a (ausência).

O fato mais relevante nas duas campanhas foi a presença quantitativa de cianobactérias nas estações
EAA3, em Abril de 2015, onde registou-se 12,19 células/mL, EAA1, EAA2 e EAA3 em Agosto de 2015 onde
registraram-se densidades de 10,26 células/mL, 6,18 células/mL e 6,40 células/mL respectivamente. De
acordo com a Portaria 2914/2011 do Ministério da Saúde, o valor máximo aceitável é de 10.000 células/mL.
Para o Conselho Nacional de Meio Ambiente CONAMA 357/2005, o padrão máximo para dessedentação
de animais (gado) é de 50.000 células/mL. Apesar do valor registrado ser muito inferior aos limites
estabelecidos, deve-se ter atenção a este grupo, pois algumas espécies podem produzir toxinas, o que não é
o caso da Mersimopoedia tenuissima, espécie em evidência nesta campanha para este grupo.

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100%
90%
80%
70%
Abundância 60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%
abr/15 ago/15 abr/15 ago/15 abr/15 ago/15
EAA1 EAA2 EAA3
Montante Área de inserção do Jusante
empreendimento
Pontos, períodos e regiões de amostragem
Chlorophyta Baccilariophyta Cianophyta Fitoflagelados

Gráfico 10 - Distribuição dos grupos fitoplanctônicos mais abundantes amostrados na bacia hidrográfica do
rio Pará nos meses de Abril (cheia) e Agosto (vazante) de 2015.

Para o grupo Bacillariophyta, pode-se destacar, para as três estações de amostragem em Abril de 2015, o
gênero Navicula sp., que ocorreu com maior quantidade em relação aos demais organismos sendo,
inclusive, responsável pelos valores de densidade obtidos nesta campanha, acompanhado do gênero
Cyclotella sp. e da espécie Aulacoseira granulata.

Em Agosto de 2015, a espécie Aulacoseira granulata foi a mais representada no grupo Bacillariophyta
seguida por Navicula sp.

Navícula sp. é normalmente encontrada em maior número em ambientes arenosos e lóticos (REYNOLDS,
1992; SILVEIRA, 2004), possuem carapaça constituída de sílica e necessitam deste elemento para manter
esta estrutura, o que foi um dos responsáveis pelos maiores quantitativos nesta campanha.
Monoraphidium arcuatum e Hyalotheca sp. são algas do grupo Chlorophyta, de superfície e bastante
frequentes, de acordo com Branco (1983).

Os resultados obtidos para o índice de diversidade, em Abril de 2015, foram 1,52 bits.ind-1, 1,76 bits.ind-1,
1,61 bits.ind-1 para as estações EAA1, EAA2 e EAA3, respectivamente. Em Agosto do mesmo ano, os
valores foram 1,67 bits.ind-1, 1,89 bits.ind-1 e 1,59 bits.ind-1 nas estações EAA1, EAA2 e EAA3,
respectivamente (Gráfico 11, Tabela 9). Branco (1986) cita que a faixa de variação desse índice é de 0 a 5,
sendo que valores menores que 1 são próprios de ambientes aquáticos alterados, entre 1 e 3 têm sido
registrados em águas moderadamente alteradas, e aqueles maiores que 3 correspondem à águas de boa
qualidade. Assim, todos os valores obtidos indicam que as águas amostradas enquadraram-se como
moderadamente alteradas. Estes resultados indicam um ambiente pouco diverso, comparado a outros
ambientes da Bacia Amazônica, como por exemplo, lago Batata, onde os valores de diversidade variaram
entre 4,10bits.ind-1 a 4,90bits.ind-1 (MELO & HUSZAR, 2000), rio Araguaia, onde a diversidade flutuou

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entre 2,50bits.ind-1 a 4,10 bits.ind-1 (NABOUT et al., 2007), lago Catalão, onde os valores deste índice
variaram entre H’=0,19 bits/ind e 5,00 bits.ind-1 (ALMEIDA & MELO, 2011).

Esta condição de baixos valores de diversidade, se comparados a outros estudos, pode estar relacionada
com o fato do ambiente em questão, de acordo com as espécies inventariadas, sugerir um ambiente
mesotrófico, com baixa a média quantidade de nutrientes. No entanto, é importante destacar que os
estudos que neste relatório foram utilizados para comparação tiveram um maior esforço amostral do que
o estudo em questão, o que também pode ter contribuído para as diferenças apresentadas.

A equitabilidade, em Abril de 2015, variou de 0,59 (EAA1 e EAA3) a 0,67 (EAA2). Nas amostragens de
Agosto, esses valores variaram entre 0,86 (EAA2) e 0,73 (EAA1 e EAA3). O fato de que a estação EAA2
apresentou a maior equitabilidade em ambos os períodos de amostragens indica ser esse um ambiente
menos restritivo para o fitoplâncton, permitindo um equilíbrio satisfatório da distribuição dos indivíduos
entre os táxons inventariados (Gráfico 11, Tabela 9). Vale ressaltar que ambientes lóticos amazônicos
tendem a apresentar menores valores de diversidade, riqueza e equitabilidade, quando comparados a
ambientes lênticos (Almeida e Melo, 2011).

H' (diversidade) J' (equitabilidade)


2,00 1,000
1,800 ,9000
H' Shannon-Wiener

1,600 ,8000
1,400 ,7000
1,200 ,6000

J' Pielou
1,00 ,5000
,800 ,4000
,600 ,3000
,400 ,2000
,200 ,1000
,00 ,000
ago/15

ago/15

ago/15
abr/15

abr/15

abr/15

EAA1 EAA2 EAA3


Montante Área de inserção do Jusante
empreendimento
Pontos, Periodos e Resgioes Amostradas
Gráfico 11 - Variação dos índices de diversidade e equitabilidade do fitoplâncton ao longo das estações
amostrais na bacia hidrográfica do rio Pará nos meses de Abril (cheia) e Agosto (vazante) de 2015.

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Tabela 9. Densidade (ind/mL), riqueza (S), diversidade (H’) e equitabilidade (J’) dos grupos fitoplanctônicos registrados
na bacia hidrográfica do rio Pará no mês de Abril e Agosto de 2015.
Amostragem Estações amostrais Densidade (ind/mL) S H’ J’
EAA1 15,49 13 1,52 0,59
Abr/15 EAA2 13,74 14 1,76 0,67
EAA3 18,29 15 1,61 0,59
EAA1 25,84 17 1,67 0,73
Ago/15 EAA2 17,31 19 1,89 0,89
EAA3 28,45 19 1,59 0,73

O fato de o monitoramento em questão estar em fase inicial impossibilita que conclusões sejam tomadas
com relação aos efeitos do empreendimento sobre os ecossistemas aquáticos. Entretanto, até o momento,
não foram encontradas diferenças suficientes entre os parâmetros avaliados nas três estações amostrais
que possam ser consideradas consequência das intervenções da instalação do empreendimento.

Zooplâncton

Nos ambientes aquáticos continentais, a comunidade zooplanctônica é constituída pelos protozoários


(principalmente tecamebas), rotíferos e microcrustáceos. Os cladóceros compreendem organismos de
tamanho variando entre 0,2 e 3,0 mm, habitam preferencialmente ambientes de água doce, possuem
hábito planctônico e bentônico, alimentando-se essencialmente pela filtração de partículas em suspensão,
como bactérias, células fitoplanctônicas ou detritos (ELMOOR-LOUREIRO, 1997).

O grupo Copepoda é encontrado em uma grande diversidade de ambientes dulcícolas, sendo distribuídos
frequentemente em três ordens: Calanoida, Cyclopoida e Harpacticoida, com hábito litorâneo,
planctônico ou bentônico. O tamanho do corpo dos copépodos de vida livre pode variar de 0,2 a 5,0 mm,
em comprimento, e seu hábito alimentar pode ser carnívoro, herbívoro ou detritívoro (SENDACZ &
KUBO, 1982).

Já o filo Rotífera constitui um grupo de organismos essencialmente dulcícolas e oportunistas. A maior


parte de seus representantes se alimenta de material em suspensão ou é predadora, sendo as espécies, em
sua maioria, livre nadantes e solitárias (OLIVEIRA-NETO & MORENO, 1999).

Considerando que os organismos da comunidade zooplanctônica possuem, em geral, um ciclo de vida


curto, tais organismos constituem importantes indicadores das condições ambientais, refletindo
rapidamente às mudanças provenientes, sobretudo, da ação antrópica (SANTOS et al., 2009).

Na amostragem de Abril de 2015, foram inventariados 23 táxons, nas 3 estações amostrais. Em Agosto do
mesmo ano, foram 17 táxons nas estações amostrais estudadas. O grupo Rotifera foi o grupo com maior
número de táxons registrados em ambas as amostragens, apresentando 12 táxons em Abril de 2015 e 11
táxons em Agosto (Tabela 10).

35
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Na amostragem de Agosto, houve um incremento de 12 táxons no inventário de organismos


zooplanctônicos em relação à amostragem de Abril, desses, 8 pertencentes ao filo Rotifera (Brachionus
mirus, Brachionus zahniseri, Conochillus unicornis, Hexarthra intermédia, Lecane proiecta, Filinea longiseta,
Trichocerca pussila, e Trichocerca similis), 3 pertencentes ao filo Crustacea (Bosmina hagmanni,
Ceriodaphnia cornuta e Moina minuta) e 1 pertencente ao filo Protozoa (Netzelia oviformis). De acordo
com Garcia et al. (1998), dentro do zooplâncton, os rotíferos são notavelmente o componente mais
abundante e diverso, fato corroborado por Lansac-Tôha et al. (2009) na planície de inundação do rio
Paraná e Bozelli (1994), em lagos amazônicos.

O Anexo III apresenta os laudos técnicos das análises quantitativas e qualitativas das comunidades
zooplanctônicas amostradas.

Tabela 10. Listagem taxonômica dos organismos zooplanctônicos amostrados na bacia hidrográfica do rio Pará nos
meses de Abril (cheia) e Agosto (vazante) de 2015.
PROTOZOA ROTIFERA CRUSTACEA
Arcella costata Ascomorphaecaudis CLADOCERA
Arcella discoides Bdelloida Bosmina hagmanni
Arcella vulgaris Brachionusmirus Bosminopsis deitersi
Centropyxisecornis Brachionuszahniseri Ceriodaphnia cornuta
Difflugiaacuminata Conochilussp. Moina minuta
Lesquereusiaspiralis Conochillus unicornis COPEPODA
Netzeliaoviformis Dicranophorussp. NauplioCalanoida
Vorticellasp. Hexarthra intermedia NauplioCyclopoida
Keratella americana Thermocyclopsdecipiens
Keratellacochlearis
Lecanebulla
Lecanelunaris
Lecaneproiecta
Lepadellasp.
Notommatacopeus
Polyarthravulgaris
Synchaeta oblonga
Filinealongiseta
Trichocercapussila
Trichocercasimilis

Para uma melhor análise da densidade do zooplâncton, é apresentada a Tabela 11, com a sua classificação
de acordo com o Índice de Abundância (SHANNON, 1963). O índice de abundância proposto visa medir a
diversidade em dados categóricos.

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Tabela 11. Classificação do Índice de Abundância.


Densidade Classificação
≤ 1,00 Muito escassa
1,01 a 5,00 Escassa
5,01 a 50,00 Moderada
50,00 a 100,00 Abundante
> 100,00 Muito abundante
Fonte: SHANNON, C. E.; WEAVER, W. The mathematycalteory of communication. Urbana. Univ. of Illinois Press, 1963

Analisando os resultados da amostragem de Abril de 2015, observa-se que os valores de densidade obtidos
para o zooplâncton acompanharam o comportamento ou tendência dos quantitativos registrados para o
fitoplâncton nas estações amostradas, onde ocorreu um aumento gradativo do ponto de montante para
jusante. Para os organismos zooplanctônicos, registrou-se valores de 24,93 Org/L, 27,5 Org/L e 30,6 Org/L
nas estações EAA1, EAA2 e EAA3, respectivamente (Gráfico 12).

Em relação à amostragem de Agosto de 2015, essa tendência de incremento nas densidades no sentido
montante - jusante não foi observada. A estação amostral com maior valor de densidade foi a EAA2, onde
a densidade alcançou 36,8 ind/L. O menor valor de densidade nesse período foi registrado na estação
EAA1, à montante do empreendimento, com valores de 10,2 ind/L, seguido pela estação à jusante do
empreendimento, onde foram registrados 31,9 ind/L.

De acordo com o índice de abundância, nos dois períodos amostrais, vemos que as estações que
compõem a malha amostral apresentam valores moderados.

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40,0
35,0

Densidade (ind./L)
30,0
25,0
20,0
15,0
10,0
5,0
0,0
abr/15 ago/15 abr/15 ago/15 abr/15 ago/15
EAA1 EAA2 EAA3
Montante Área de inserção do Jusante
empreendimento

Pontos, períodos e regiões amotradas


Gráfico 12 - Variação da densidade das comunidades zooplanctônicas amostradas na bacia hidrográfica do rio
Pará nos meses de Abril (cheia) e Agosto (vazante) de 2015.

Em relação à riqueza da comunidade zooplanctônica, observa-se uma tendência de diminuição da riqueza,


de montante para jusante na amostragem de Abril de 2015. Ao comparar com os valores de densidade, a
estação de maior densidade (EAA3) obteve uma riqueza menor. De modo geral, a riqueza registrada nas
estações foi baixa, com os seguintes quantitativos: 12 taxa para as estações EAA1 e EAA2 e 10 taxa para a
estação EAA3, o que podemos considerar valores baixos, típicos da região (Gráfico 13).

Nesta campanha, a riqueza apresentou comportamento semelhante à densidade, onde a estação de


amostragem intermediária (EAA2) apresentou os maiores valores. Assim, a riqueza de espécies no período
de Agosto de 2015 variou de 18 taxa (EAA2) a 11 taxa na estação EAA1. A estação EAA3 apresentou
riqueza de 14 taxa. É possível perceber um aumento na riqueza da amostragem de Agosto em relação a
Abril, o que pode estar relacionado ao ciclo hidrológico da região, embora sejam necessárias mais
amostragens para se estabelecer padrões temporais melhor definidos.

A baixa riqueza registrada nas campanhas condiz com o tipo de ambiente, ambientes lóticos mais diluídos
e o posicionamento das estações de amostragem, região potamal do rio Pará (GHIDINI, 2012).

38
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20
18
16
14
Riqueza
12
10
8
6
4
2
0
abr/15 ago/15 abr/15 ago/15 abr/15 ago/15
EAA1 EAA2 EAA3
Montante Área de inserção do Jusante
empreendimento
Pontos, períodos e regiões de amostragem

Gráfico 13 - Variação da riqueza taxonômica das comunidades zooplanctônicas amostradas na bacia


hidrográfica do rio Pará nos meses de Abril (cheia) e Agosto (vazante) de 2015.

Para a análise qualitativa, dividiu-se os organismos zooplanctônicos em três grandes grupos, a saber:

Protozoários: incluem organismos amebóides, flagelados, ciliados e produtores de esporos, que são
capazes de nutrição heterotrófica, possuindo ou não cloroplastos. A maioria possui movimento próprio e
são tipicamente filtradores aquáticos. Algumas espécies podem provocar doenças, como a Amebíase e a
Giardíase.

Rotíferos: organismos na maioria ciliados. Algumas espécies nadam livremente nas águas, outras são
sésseis. São fonte de alimento para crustáceos (camarões) e certas espécies de peixes. Bem distribuídos,
ocorrendo na maioria dos cursos d´água superficiais.

Crustáceos: no caso, os micro-crustáceos aquáticos são organismos invertebrados do filo Arthropoda. O


grupo é bastante numeroso e diversificado, sendo comum nos cursos hídricos superficiais (lagoas ou rios).
São fontes de alimento para peixes e macro-crustáceos.

No Gráfico 14 é mostrado, de forma comparativa, a abundância relativa dos diversos grupos constituintes
da comunidade zooplanctônica nas estações amostrais estudadas. Na amostragem de Abril de 2015, o
grupo dos rotíferos esteve em maior número nas três estações, observando-se um acentuado predomínio
dos rotíferos sobre os protozoários. Além dos rotíferos e protozoários, houve o registro de Crustáceos nas
três estações amostradas, apesar de quantitativos mais baixos.

Na amostragem de Agosto, observa-se uma alteração na dominância dos taxa zooplanctônicos em relação
a Abril. Na segunda campanha, o grupo dos crustáceos foi o mais abundante em todas as estações
amostrais onde, em média, foram responsáveis por 75% da abundância registrada. Rotifera e Protozoa
representaram 24% e 1%, respectivamente, dos organismos encontrados no mês de Agosto de 2015.
Observa-se que a dominância exercida por Crustacea se faz pela presença massiva de formas juvenis desse
39
Terminal Portuário Graneleiro - Barcarena
2ª Campanha de Monitoramento

grupo (Nauplio e Copepodito). Assim, essa elevação pode estar relacionada aos ciclos reprodutivos destes
organismos (Gráfico 14).

Em Abril de 2015, os crustáceos obtiveram poucos registros nas três estações monitoradas, ficando em
evidência as fases Nauplio e Copepodito de Cyclopoida. Em Agosto de 2015, os nauplios de Cyclopoida e
Calanoida representaram 52% dos crustáceos amostrados. Os copepoditos de Cyclopoida foram
responsáveis por 47% dos crustáceos amostrados, enquanto os demais táxons do grupo corresponderam a
1% dos organismos encontrados.

Em Abril de 2015, entre os rotíferos, os organismos que mais se destacaram nas estações foram as espécies
Keratella cochlearis, Keratella americana, Polyarthra vulgarise o gênero Dicranophorus sp. Em Agosto,
Keratella americana representou 68% da abundância de Rotifera. Este grupo é composto por indivíduos
que em sua maioria são habitantes de água doce, sendo encontrados, com frequência e em grande
número, em qualquer tipo de manancial (OLIVEIRA-NETO & MORENO, 1999).

Os protozoários estão vinculados à vegetação marginal e do fundo do leito, associados também a


macrófitas aquáticas. Estiveram em evidência na campanha de Abril de 2015 as espécies Difflugia
acuminata, Arcella vulgaris, Arcella costata (para as estações EAA1 e EAA02) e o gênero Vorticella sp. (para
a estação EAA3). Em Agosto de 2015, os protozoários foram registrados de forma quantitativa apenas na
estação amostral EAA2, mas em baixas densidades.

100%
90%
80%
70%
Abundância

60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%
abr/15 ago/15 abr/15 ago/15 abr/15 ago/15
EAA1 EAA2 EAA3
Montante Área de inserção do Jusante
empreendimento
Pontos, períodos e regiões de amostragem
Protozoa Rotifera Crustacea

Gráfico 14 - Distribuição dos grupos fitoplanctônicos mais abundantes amostrados na bacia hidrográfica do
rio Pará nosmeses de Abril (cheia) e Agosto (vazante) de 2015.

Na amostragem de Abril de 2015, registraram-se valores de diversidade de 2,35 bits/ind, 2,38 bits/ind e 2,08
bits/ind nas estações EAA1, EAA2 e EAA3, respectivamente. Tais resultados foram superiores aos
registrados em Agosto, quando a diversidade nas estações EAA1, EAA2 e EAA3 foram 1,60 bits/ind, 1,50
bits/ind e 1,54 bits/ind, respectivamente.

40
Terminal Portuário Graneleiro - Barcarena
2ª Campanha de Monitoramento

Os valores de equitabilidade durante a amostragem de Abril nas estações EAA1, EAA2 e EAA3 foram 0,95;
0,99 e 0,90, respectivamente. Em Agosto, observou-se uma redução desse índice quando os valores
mensurados foram 0,73, 0,55 e 0,62 nas estações EAA1, EAA2 e EAA3, respectivamente, corroborando a
alta dominância observada dos Crustacea.

Tal variação nos parâmetros diversidade e equitabilidade pode ter suas bases no ciclo hidrológico da
região, embora mais períodos amostrais sejam necessários para o estabelecimento de um padrão (Tabela
12, Gráfico 15).

Tabela 12. Densidade (org/L), riqueza (S), diversidade (H’) e equitabilidade (J’) dos grupos zooplnactônicosregistrados
na bacia hidrográfica do rio Pará nos meses de Abril (cheia) e Agosto (vazante) de 2015.
Amostragem Estações amostrais Densidade (ind/mL) S H’ J’
EAA1 24,93 12 2,35 0,95
Abril de 2015 EAA2 27,50 12 2,38 0,99
EAA3 30,60 10 2,08 0,90
EAA1 10,20 11 1,60 0,73
Agosto de 2015 EAA2 36,80 18 1,50 0,55
EAA3 31,90 14 1,54 0,62

H' (diversidade) J' (equitabilidade)


2,500 1,2000
2,00 1,000
,8000
1,500
H' Shannon-Wiener

,6000

J' Pielou
1,00
,4000
,500 ,2000
,00 ,000
ago/15

ago/15

ago/15
abr/15

abr/15

abr/15

EAA1 EAA2 EAA3


Montante Área de inserção do Jusante
empreendimento

Pontos, Periodos e Resgioes Amostradas


Gráfico 15 - Variação dos índices de diversidade e equitabilidade do fitoplâncton ao longo das estações amostrais na
bacia hidrográfica do rio Pará nos meses de Abril (cheia) e Agosto (vazante) de 2015.

Embora a diversidade mensurada à jusante do empreendimento seja menor que na região de inserção e
montante, não foram encontrados indícios suficientes para associar tal diferença à instalação do
empreendimento. O fato do mês de Abril ter apresentado maior diversidade e equitabilidade em todas as
estações amostrais em relação a Agosto indica que as flutuações observadas podem estar mais
relacionadas às variações sazonais normais do ambiente do que a eventuais impactos ambientais.
Entretanto, tal afirmação deve ser tomada com ressalvas, uma vez que o monitoramento ainda se encontra
em fase inicial.

41
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2ª Campanha de Monitoramento

Zoobentos

Os macroinvertebrados bentônicos, ou simplesmente zoobentos, são organismos que vivem parte ou todo
o seu ciclo de vida no fundo dos ecossistemas aquáticos, associados aos mais diversos substratos, tanto
orgânicos quanto inorgânicos (COSTA et al. 2006; CALLISTO et al., 2005). São considerados bioindicadores
de qualidade de água, por servirem como medida indireta do grau de preservação dos ambientes nos quais
se inserem (Moreno & Callsito, 2006).

São organismos tão intimamente relacionados com os ambientes onde habitam que variações em seus
atributos populacionais, como riqueza, diversidade, equitabilidade, dentre outros, podem ser utilizados
como respostas a alterações ambientais (Bonada et al., 2006).

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (USEPA) recomenda a utilização de comunidades
biológicas, dentre elas os macroinvertebrados bentônicos, como forma complementar de informações
sobre qualidade de água, tradicionalmente baseada em variáveis físico-químicas (Pompeu et al. 2005).

Os macroinvertebrados bentônicos são considerados organismos sentinelas, visto que apresentam ciclos
de vida longos, o que lhes permite expressar as condições de preservação de ecossistemas aquáticos por
um período longo de tempo (Rosemberg & Resh, 1993)

Em ecossistemas aquáticos continentais, esse grupo é composto principalmente por larvas ou insetos
adultos, Oligochaeta (minhocas aquáticas), moluscos e crustáceos com tamanho corporal superior a
0,5mm (Callisto, 2000).

Na campanha amostral de Abril de 2015, registrou-se um total de 5 táxons, inventariados para as 3


estações amostrais. O grupo Annelida, juntamente com Mollusca, foram os grupos com maior número de
taxa registrados, apresentando 2 taxa cada. Na amostragem de Agosto do mesmo ano, a riqueza total se
manteve em 5 táxons, sendo a ordem Amphipoda o grupo com maior densidade de organismos (Tabela
13).

O Anexo III apresenta os laudos técnicos das análises quali-quantitativas das comunidades zoobentônicas
amostradas.

Tabela 13. Listagem taxonômica dos organismos zoobentônicos amostrados na bacia hidrográfica do rio Pará nos meses
de Abril (cheia) e Agosto (vazante) de 2015.
ANNELIDA ARTHROPODA MOLLUSCA
Classe Insecta Classe Bivalvia
Classe Oligochaeta
Chironomidae Hyriidae
Ceratopogonidae
Classe Polychaeta Corbiculidae
Classe Malacostraca
Amphipoda

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2ª Campanha de Monitoramento

Nas amostragens de Abril de 2015, a maior densidade de organismos foi registrada na estação amostral
EAA2, onde se estimaram 500 ind/m², sendo 85% desses organismos pertencentes ao filo Annelida.
Observa-se que as densidades avaliadas no mês de Agosto de 2015 apresentaram uma redução em relação
às amostragens de Abril. Em Agosto, a estação amostral com maior densidade de invertebrados
bentônicos foi a EAA3, onde estimou-se 385 ind/m² (Gráfico 16).

600,0
500,0
Densidade (ind./m²)

400,0
300,0
200,0
100,0
0,0
abr/15 ago/15 abr/15 ago/15 abr/15 ago/15
EAA1 EAA2 EAA3
Montante Área de inserção do Jusante
empreendimento

Pontos, períodos e regiões amotradas


Gráfico 16 - Variação da densidade da comunidade bentônicas amostrada na bacia hidrográfica do rio Pará
nos meses de Abril (cheia) e Agosto (vazante) de 2015.

A riqueza taxonômica avaliada em Abril de 2015 indica que a comunidade zoobentônica local é pouco
diversificada, com valores que não ultrapassaram 4 táxons. Embora tenham apresentado valores muito
semelhantes, é possível observar uma redução na riqueza local na amostragem de Agosto em relação a
Abril. Entretanto, conclusões acerca do comportamento dessa comunidade só poderão ser tiradas ao
longo da evolução do monitoramento (Gráfico 17).

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2ª Campanha de Monitoramento

4
Riqueza
3

0
abr/15 ago/15 abr/15 ago/15 abr/15 ago/15
EAA1 EAA2 EAA3
Montante Área de inserção do Jusante
empreendimento

Pontos, períodos e regiões de amostragem

Gráfico 17 - Variação da riqueza taxonômica das comunidades bentônicas amostradas na bacia hidrográfica
do rio Pará nos meses de Abril (cheia) e Agosto (vazante) de 2015.

Com relação ao diagnóstico qualitativo, reitera-se que a comunidade bentônica é considerada uma
importante bioindicadora da qualidade da água, podendo ser dividida em três grandes grupos:

Artropoda: são organismos invertebrados, com locomoção própria, onde muitas espécies dependem da
água para reprodução. Os insetos são os representantes mais abundantes deste grupo. Algumas espécies
dependem do ambiente aquático, onde obtém alimento, vivendo em diversos tipos de substrato (folhedos
arenoso, siltoso). Geralmente é o grupo predominante, principalmente nos trechos potamal e ritral.
Importante fonte de alimentação para répteis, aves e algumas espécies de peixes.

Annelida: são organismos invertebrados e na maioria cilíndricos, cuja sobrevivência está associada
diretamente ao fator “água”, seja para hidratação, reprodução e alimentação. Necessitam de lugares
úmidos, com presença de nutrientes, seja no solo ou folhedos próximos aos cursos hídricos. São fontes de
alimento para peixes, aves, répteis e artrópodes.

Mollusca: grupo de importância sanitária, Os moluscos são encontrados em todos os ambientes. Existem
moluscos vivendo em rios e lagos, no mar e em terra. Alguns vivem presos a algum substrato, outros
caminham ou nadam livremente e outros vivem enterrados no sedimento. Podem ser carnívoros, parasitas,
herbívoros e necrófagos. A malacofauna, como é conhecida a maioria dos moluscos (caramujos), são
distribuídos em três grandes classes: bivalves, cefalópodes e gastrópodes. Servem de alimentos para outros
moluscos, aves, répteis, peixes e artrópodes. Este grupo tem importância sanitária, haja vista que são
hospedeiros de trematódeos, podendo transmitir diversar doenças, entre elas a Equistossomose.

Analisando os resultados, percebe-se que o grupo Annelida predominou nas três estações de amostragem
em Abril de 2015, quando a classe Polychaeta foi a mais representativa, sendo responsável por mais de 80%
da abundância de invertebrados bentônicos (Gráfico 18). Os Polychaeta são um dos grupos de

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invertebrados mais abundantes e diversos em ambientes marinhos. É ainda um dos grupos dominantes,
juntamente com moluscos e crustáceos, em ambientes da plataforma continental e de fundos oceânicos
mais profundos (Grassle & Maciolek, 1992).

O filo Arthropoda, que nas amostragens de Abril de 2015 representou menos de 20% da fauna bentônica,
em Agosto, dominou a comunidade nas três estações amostrais, onde representaram 84% da abundância
registrada. Os táxons de Arthropoda registrados pertenciam à classe Malacostraca e Insecta. Malacostraca
foi responsável por 35% da abundância registrada em Agosto e 100% da fauna bentônica avaliada na
estação amostral EAA2. A classe Insecta foi a mais representativa, compondo 68% da abundância local,
sendo representada pelos Diptera, das famílias Chironomidae e Ceratopogonidae, ambas resistentes a
poluição.

Em Abril de 2015, registrou-se nas estações EAA2 e EAA3 as famílias Hyriidae e Corbiculidae, pertencentes
à classe Bivalvia. Em Agosto, somente registrou-se a ocorrência de Bivalvia na estação de amostragem
EAA3, onde somente os Corbuculidae foram amostrados. A família Corbiculidae é vasta em todo mundo e,
no Brasil, existem algumas espécies invasoras, como Corbicula fluminea (GLAUBRECHT et al. 2008).

100%
90%
80%
70%
Abundância

60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%
abr/15 ago/15 abr/15 ago/15 abr/15 ago/15
EAA1 EAA2 EAA3
Montante Área de inserção do Jusante
empreendimento
Pontos, períodos e regiões de amostragem
Molusca Annelida Arthropoda
Gráfico 18 - Distribuição dos grupos zoobentônicosmais abundantes amostrados na bacia hidrográfica do rio
Pará nos meses de Abril (cheia) e Agosto (vazante) de 2015.

Os ambientes amostrados apresentaram uma comunidade zoobentônica pobre e pouco diversa,


apresentando valores de diversidade de 0,91 bits/ind, 0,91 bits/ind e 1,05 bits/ind nas estações EAA1, EAA2
e EAA3, respectivamente, nas amostragens de Abril. Em Agosto de 2015, os valores de diversidade
permaneceram baixos, variando de 0 bits/ind(EAA2) a 1,18 bits/ind (EAA3). O valor 0bits/ins, avaliado na
estação EAA2, se deve ao fato da comunidade ter sido composta por apenas um táxon. A equitabilidade
variou de 0,66 (EAA2) a 0,83 (EAA1), em Abril, e de 0 a 0,85, em Agosto (Tabela 14, Gráfico 19).

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2ª Campanha de Monitoramento

Embora estes resultados sejam esperados para a região, tendo em vista a composição do substrato
predominantemente arenoso, o qual é bastante instável para a colonização dos organismos bentônicos,
mais amostragens são necessárias para que conclusões mais precisas sejam tiradas sobre essa comunidade.

Tabela 14. Densidade (org/L), riqueza (S), diversidade (H’) e equitabilidade (J’) dos grupos bentônicosregistrados na
bacia hidrográfica do rio Pará nos meses de Abril (cheia) e Agosto (vazante) de 2015.
Amostragem Estações amostrais Densidade (ind/m²) S H’ J’
EAA1 275 3 0,91 0,83
Abr/15 EAA2 500 4 0,91 0,66
EAA3 425 4 1,05 0,76
EAA1 103 2 0,56 0,81
Ago/15 EAA2 333 1 0,00 0,00
EAA3 385 4 1,18 0,85

H' (diversidade) J' (equitabilidade)


1,400 ,9000
1,200 ,8000
,7000
1,00 ,6000
H' Shannon-Wiener

,800 ,5000

J' Pielou
,600 ,4000
,400 ,3000
,2000
,200 ,1000
,00 ,000
ago/15

ago/15

ago/15
abr/15

abr/15

abr/15

EAA1 EAA2 EAA3


Montante Área de inserção do Jusante
empreendimento

Pontos, Periodos e Resgioes Amostradas


Gráfico 19 - Variação dos índices de diversidade e equitabilidade do zoobentos ao longo das estações
amostrais na bacia hidrográfica do rio Pará nos meses de Abril (cheia) e Agosto (vazante) de 2015.

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4. PROGRAMA DE MONITORAMENTO DA ICTIOFAUNA


A diversidade de peixes é maior do que para qualquer outro grupo de vertebrados. Não só existem mais
espécies de peixes (mais de 31.000 espécies) do que todos os outros vertebrados em conjunto, como
também a variedade de formas do corpo e tamanhos é maior do que nos mamíferos, aves e répteis. Por
conseguinte, a gama de habitats ocupados pelos peixes também é maior do que aqueles ocupados por
outros vertebrados. A ictiofauna brasileira compreende 2.300 espécies de água doce (Reis et al., 2003; Rosa
& Lima, 2008), o que representa, aproximadamente, 21% de todos os peixes de águas continentais do
mundo (Agostinho et al., 2005). Todavia, o conhecimento sobre a diversidade desta fauna ainda é
incompleto, já que são atestadas dezenas de espécies descritas atualmente no Brasil, mas prevê-se que a
riqueza total efetiva seja muito maior. Esta alta diversidade de peixes de água doce do Brasil deve-se
principalmente à presença de diversos grandes sistemas hidrográficos, com considerável distinção
ictiofaunística entre si (Rosa & Lima, 2008).

No Brasil, a bacia Amazônica é a mais rica com, aproximadamente, 1.400 espécies de peixes em todo o seu
território (Reis et al., 2003). Esta riqueza se deve não apenas à sua grande extensão (aproximadamente
4.800.000 km), mas também a fatores históricos, heterogeneidade ecológica e complexidade
geomorfológica (Gouldinget al., 2003). É também a segunda em número de espécies ameaçadas (18),
embora a grande maioria destas espécies (16) concentre-se na bacia do rio Tocantins. De acordo com Rosa
& Lima (2008), embora existam problemas ambientais sérios em várias partes da bacia Amazônica que
afetam os peixes de água doce, como sobrepesca, desmatamento e garimpo, nenhuma espécie de peixe
presente em outro local desta bacia pode ser considerada como ameaçada de extinção. As modificações
ambientais na maior parte da bacia, apesar de crescentes, ainda não parecem ter atingido um grau tão
extremo, ao ponto de acarretar risco de extinção a qualquer espécie de peixe. Porém, é bastante provável
que esta situação se modifique em curto espaço de tempo, devido ao desmatamento e outras
modificações antrópicas em curso, inclusive a construção de hidrelétricas.

Os peixes possuem tanto o valor intrínseco, relacionado à grande diversidade do grupo, quanto o valor
econômico que representa para o ser humano. Além disso, refletem, diretamente, a qualidade da água, um
recurso essencial à vida, cuja escassez já é preocupação em várias partes do planeta. São, também,
diretamente afetados pelas condições físicas e químicas dos corpos d’água onde ocorrem e, por serem
restritos ao ambiente aquático, não possuem grande capacidade de escapar dos impactos negativos
gerados nesse ambiente, geralmente sofrendo grandes mortandades e extinções locais, decorrentes das
atividades humanas (Rosa & Lima, 2008; Silveira et al., 2010).

A conservação da biodiversidade em ecossistemas aquáticos é um dos desafios mais importantes e difíceis


da atualidade (Chernoffet al., 1996). Estudos ambientais geralmente propõem ações compensatórias aos
impactos gerados por empreendimentos. Sobre a ictiofauna, por exemplo, como consequência dos
impactos antrópicos, cita-se a ruptura de padrões migratórios de determinadas espécies, redução ou

47
Terminal Portuário Graneleiro - Barcarena
2ª Campanha de Monitoramento

extirpação de populações de espécies nativas e o comprometimento de atividades pesqueiras, com a


redução da produção (Rosa et al., 2003; Rosa & Lima, 2008). Apesar disso, pouco é conhecido, em termos
práticos, medidas mitigadoras ou planos de manejo aplicados, especificamente, aos peixes (Silveira et al.,
2010).

A cidade de Barcarena localiza-se no estuário do rio Pará. O termo estuário é utilizado para indicar a região
anterior de um ambiente costeiro, onde ocorre o encontro das águas fluviais com as do mar, transportadas
pelas correntes da maré, estendendo-se rio acima, até o limite da influência da maré (Miranda et al. 2002).
Os estuários são de interesse não somente por seu valor ecológico, mas também por seu valor para o bem
estar humano (Kennish, 1986). Cerca de 60% das grandes cidades distribuídas ao redor da terra estão
localizadas nas proximidades de sistemas estuarinos, representando, em proporção às suas dimensões, uma
das mais valiosas regiões do nosso planeta (GeophysicsStudyCommittee, 1995). A região de Barcarena é
consideravelmente larga (aproximadamente 1 km no início e 50 km na boca do estuário/baía de Marajó) e
sofre grande influência de águas fluviais em ambas as margens. Dada a grande descarga de água doce, tem
reduzida salinidade, mas a influência de maré é registrada até vários quilômetros adentro do continente,
caracterizando esse estuário como uma região de transição fluvio-marinha, sob o impacto de marés
semidiurnas (Gregório & Mendes, 2008). Barcarena pertence à mesorregião metropolitana de Belém, é
limitada pela baía de Marajó e influenciada por inúmeros rios, furos e igarapés, caracterizando-se como
área de estuário (Souza & Lisboa, 2005).

Considerando, então, a representatividade ambiental da área, o presente Programa de Monitoramento


tem como objetivo geral fornecer informações e discussões sobre a ictiofauna estudada na área de
influência do TPG – Barcarena, assim como identificar e quantificar possíveis variações e tendências dos
atributos de riqueza, abundância e composição de espécies ao longo do tempo, como consequência da
implantação/operação do empreendimento ou por processos naturais de estruturação das comunidades.

4.1. ÁREA DE ESTUDO


4.1.1. ESTAÇÕES DE AMOSTRAGEM

O presente Programa de Monitoramento tem com área de abrangência a Área Diretamente Afetada
(ADA), que corresponde àquela destinada à instalação das estruturas (operacionais e administrativas) do
Porto, bem como a Área de Influência Direta (AID) e Área de Influência Indireta (AII), delimitadas de
acordo com o EIA/RIMA e considerando o alcance dos potenciais impactos ambientais de primeira ordem,
decorrentes da instalação e operação do empreendimento (Figura 8).

48
Terminal Portuário Graneeleiro - Barcarenaa
22ª Campanha de Monitoramentoo

Figura 8 - Estações de Amostragem


A Aquática
A (EAA
A) para o moniitoramento daa ictiofauna naa área de influêência do TPG
Barcarenaa.

Foram ddelimitadas e instaladas três


t estaçõess para o mon nitoramento o da ictiofaunna (EAAs), atentando
a àss
áreas de influência direta
d e indireeta do empreeendimento (Tabela 15; Figura 9 a Figgura 11). Resssalta-se quee
as estaçõões de amosttragem foramm distribuídaas no rio Paráá, sendo estass localizadas em frente, à montante e
à jusantee do empreenndimento.

Tabela 115. Localizaçãoo e caracterização geral das eestações de am


mostragem da ictiofauna
i na áárea de influên
ncia do TPG -
Barcarenaa.

Coordenadass. Projeção UTM


M-
Estação Área de SIRGAS 20000 (Zona 22 M)
M
C
Caracterização
o
Amostral Influência
x y
Próximo à margem direeita do rio
EAA1 AII 738798 98259477
Pará, a m
montante do Teerminal.
Margeem direita do rioo Pará,
EAA2 AID 753389 98345655
próóximo ao terminal.
Margem
m direita do rio Pará,
P nas
EAA3 AII 756371 98375177
mediaçõees da igual de Trrambioca.

49
9
Terminal Portuário Graneeleiro - Barcarenaa
22ª Campanha de Monitoramentoo

Figura 9–
– Estação EAAA1 de amostraggem da ictiofauuna na Figgura 10 – Estaçção EAA2 de am mostragem da ictiofauna na
área de influêência do TPG - Barcarena. área dee influência doo TPG - Barcareena.

Figura 11 – Estação EAA3 de amostrageem da ictiofaun


na na área de influência do TTPG - Barcaren
na.

4.2.. MATERIA
AL E MÉTO
ODOS
44.2.1. MÉTO
ODOS DE AM
MOSTRAGEM
M

A segunnda campannha de monitoramentoo da Ictiofaauna foi reaalizada entree 06 a 09 de Agosto,,


contempplando quatrro dias efetivos de coleta.. Para a obten
nção dos dad
dos qualitativvos e quantittativos sobree
a ictiofauna da regiãão do TPG – Barcarena foram utilizaados os métodos de coleeta com red
de de espera,,
tarrafa e espinhel, detalhados a seeguir.

4.2.1.1. R
Rede de espeera

As colettas do material ictiológico foram reealizadas utillizando umaa bateria de redes de em malhar, comm
malhas dde 25, 30 e 404 mm entree nós, nas es tações de am
mostragem pré-determin
p nadas (Figuraa 12). Foram
m
utilizadaas redes de emalhar com área total dde 600m2 (3mm x 200m). Visto
V que as eestações de amostragem
a m
são influenciadas emm sua totalidaade pelo regim
me de maréss do rio Pará,, as redes foraam expostass conforme o
ciclo diuurno da maréé, sendo arm
madas ao amaanhecer e reetiradas antess da subida dda maré, perrfazendo um m

50
0
Terminal Portuário Graneeleiro - Barcarenaa
22ª Campanha de Monitoramentoo

esforço aamostral de 7h/redes, po


or estação am
mostral. As reedes foram expostas
e de fforma aleató
ória ao longoo
das estaçções de amosstragem.

4.2.1.2. EEspinhel

As colettas com espinhel foram realizadas


r naas mesmas loocalizações das
d coletas ccom redes dee espera, em m
pontos aaleatórios daas estações de amostraggem. Foram utilizados espinhéis com m comprimeento de 2000
metros, contendo 400 anzóis de diferentes
d taamanhos, isccados com diversos tiposs de iscas paara atração e
captura dos peixes piscívoros (Figgura 13).

4.2.1.3. T
Tarrafa

As coletas com tarraafa foram reaalizadas em regiões com diferentes característica


c as hidrológicas, de formaa
aleatóriaa nas estaçõees de amostraagem. Para eeste método, foi aplicado um esforço de 10 lancess por estaçãoo
de amosstragem.

44.2.2. PROCEEDIMENTOS DE TRIAG


GEM

Após a ddespesca, os peixes que ainda


a estavam m em vida foram
f triadoss e, assim coomo os que não
n eram dee
interessee científico ou
o que não careciam
c de identificaçãoo, foram imediatamente soltos. Os demais foram m
separadoos em sacos plásticos de acordo com m o local de coleta,
c o tipo
o de métodoo e malha utilizados paraa
captura e, posteriorm mente, encaaminhados ppara a triagem (Figura 14). Em seguiida, os espéccimes foram m
medidoss (cm), pesaddos (g), identtificados e footografados. Os
O exemplarres capturadoos de interessse científicoo
foram deestinados à Coleção
C Ictio
ológica da UUniversidade Federal do Oeste
O do Parrá, para tom
mbamento. A
identificaação dos peixes foi baseaada em literaatura científfica e a nomeenclatura addotada foi a de d Reis et al..
(2003) e Froese & Pauuly (2015).

Figuraa 12 – Método de rede de esp


pera utilizado ppara Figgura 13 - Métod
do de espinhell utilizado paraa amostragem
amostrragem da ictioffauna durantee a 2ª Campanhha do da
d ictiofauna durante
d a 2ª Caampanha do Programa
P de
Programaa de Monitoram mento na áreaa de influência do TPG Mo onitoramento na área de inflfluência do TPGG - Barcarena,
- Barcaren
na, em agosto de
d 2015. em agosto dde 2015.

51
Terminal Portuário Graneeleiro - Barcarenaa
22ª Campanha de Monitoramentoo

Figurra 14 – Triagem
m dos peixes capturados durrante a 2ª Cammpanha do Programa de Monnitoramento na
n área de
influência do TPPG - Barcarenaa, em agosto dee 2015.

4.3.. ANÁLISE DE DADO


OS

O cálculo da diversiddade taxonôm mica total e ddas estaçõess foi realizado


o através do Índice de Divversidade dee
Shannonn-Wiener e ded equitabilid dade de Pieloou (KREBS, 19999), utilizanddo o softwarre PAST (HAMMER et al.,,
2001). C
Como forma complementtar, levando em considerração que a equitabilidadde mede a uniformidadeu e
ou a hommogeneidadee da distribu uição de abunndâncias dass espécies naa comunidadde, foram ideentificadas ass
espécies dominantess e os valoress de dominâância obtidoss para cada estação
e de ammostragem, utilizando o
índice dee Berger-Parkker. Este índiice é calculaddo, basicameente, através da divisão ddo número de
d indivíduoss
da espéccie mais abunndante pelo número totaal de indivídu uos na estaçãão, ou seja, a porcentagem
m da espéciee
mais abuundante (MA AGURRAN, 2004).2

Para veriificar a existêência de pad


drões de agruupamento dee espécies en
ntre as estaçõões amostrad das, a matrizz
de abundância foi trransformada em uma maatriz de distâância, através do Índice dde Similaridaade de Bray--
Curtis, e representadda graficamen nte, através dde um dendrograma (clusster analysis),), gerado pelo
o Método dee
Agrupam mento por Médias
M Não Ponderadas
P (UPGMA). Tanto
T a matrriz de distânncias quanto a análise dee
agrupam mento foram geradas atraavés do softw ware PAST (HHAMMER et al.,
a 2001).

A eficiênncia do esfoorço amostraal despendiddo durante esta campanha e ao loongo das cam mpanhas dee
monitorramento foi avaliada,
a sepaaradamente,, através da construção
c de
d curvas de acumulação o de espécies,,
considerrando comoo unidades amostrais
a ass respectivass estações de
d amostraggem. Posteriormente, ass
estimativvas totais dee riqueza forram feitas, attravés da exttrapolação da
d curva de aacumulação de espécies,,
realizadaa a partir de 1000 aleatoorizações, uti lizando o estimador não o-paramétricco Jack-Knife de primeiraa
ordem, nno programaa EstimateS 9.1.0 (COLWEELL, 2013).

52
2
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2ª Campanha de Monitoramento

4.4. RESULTADOS E DISCUSSÃO


4.4.1. LISTA DE ESPÉCIES, RIQUEZA E ABUNDÂNCIA

Durante a segunda campanha do Programa de Monitoramento da Ictiofauna na área de influência do TPG


- Barcarena, foi coletado um total de 49 espécimes, distribuídos em 15 espécies, seis ordens e 13 famílias
(Tabela 16). Foi observada a predominância, tanto em riqueza, quanto em abundância, de espécies da
ordem dos Siluriformes (40% e 36,6%, respectivamente), seguida dos Perciformes (20% e 26,53%) e
Clupeiformes (13,33% e 20,41%). Characiformes e Pleuronectiformes foram representadas por somente
uma espécie ou 6,67% do total de espécies registradas (Gráfico 20). A predominância de Siluriformes e
Perciformes também foram relatadas em outros estudos realizados em regiões estuarinas, como na Baía do
Marajó (BARTHEM, 1985), nos estuários de São Caetano de Odivelas e Vigia (BARROS, 2011), na Baía do
Guajará (VIANA, 2010) e outras regiões do estuário amazônico (TORRES, 1999; OLIVEIRA, 2007).

O pequeno número de espécies é esperado para regiões estuarinas, pois nas zonas de mistura entre a água
doce e salgada, onde as diferenças nos fatores ambientais são críticas, as alterações nas propriedades físicas,
químicas e biológicas geram um pronunciado estresse ambiental, resultando em uma baixa diversidade,
quando comparado com outros sistemas aquáticos, onde esses fatores ambientais são mais constantes
(Kennish, 1986).

A ordem mais representativa, a dos Siluriformes, inclui os peixes caracterizados pelo corpo sem escamas,
revertidos por pele nua ou placas ósseas, e pelos barbilhões em volta da boca. A maioria das espécies possui
hábitos noturnos ou crepusculares. Muitas são carnívoras, no entanto, algumas se alimentam,
principalmente, de algas. Algumas espécies desta ordem também possuem a capacidade de respirar ar
atmosférico, o que lhes permite habitar ambientes não suportados por outros grupos de peixes, incluindo
ambientes alterados. A ordem dos Perciformes, identificada como a segunda mais especiosa durante a
segunda campanha, é considerada como a ordem mais diversificada de todos os vertebrados do mundo
(148 famílias, aproximadamente 1500 gêneros e 9300 espécies), sendo que seus representantes ocorrem
tanto em ambientes de água doce, como de água salgada e salobras (SANTOS et al.,2004).

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22ª Campanha de Monitoramentoo

Gráfico 220 - Representtatividade da riqueza


r e abunndância por ord
dem da ictiofaauna coletada ddurante a 2ª Campanha
C do
Program
ma de Monitoraamento na áreaa de influênciaa do TPG - Barccarena, em Aggosto de 2015.

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4
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Tabela 16. Lista das espécies registradas nas estações de amostragem ao longo das campanhas de monitoramento da Ictiofauna na área de influência do TPG Barcarena, com respectivas
categorias de ameaça de acordo com as listas do COEMA-PA, MMA (Portaria MMA nº 444, de 17 de dezembro de 2014), IUCN (IUCN, 2015) e CITES (UNEP-WCMC, 2015).

Campanhas Status
Táxon Nome popular Estação de amostragem COEMA- Dieta
Primeira Segunda MMA IUCN CITES
PA
Ordem Characiformes
Família Curimatidae
Curimata inornata Vari, 1989 branquinha EAA1, EAA2, EAA3 2 5 NC NC NC NC Detritívoro
Família Characidae
Astyanax cf. bimaculatus lambari EAA1 1 NC NC NC NC Insetívoro
Família Anostomidae
Leporinus fasciatus (Bloch, 1794) piau EAA2 2 NC NC NC NC Onívoro
Família Hemiodontidae
Hemiodus unimaculatus (Bloch, 1794) bananinha EAA1 1 NC NC NC NC Detritívoro
Ordem Clupeiformes
Família Clupeidae
Rhinosardinia amazonica (Steindachner,1879) sardinha EAA3 8 NC NC NC NC Carnívoro
Família Engraulidae
Lycengraulis grossidens (Spix & Agassiz, 1829) manjuba EAA1, EAA2 1 2 NC NC NC NC Planctófago
Ordem Myliobatiformes
Família Potamotrygonidae
Potamotrygon orbignyi (Castelnau, 1855) arraia EAA1 1 NC NC NC NC Carnívoro
Potamotrygon motoro (Müller & Henle, 1841) arraia EAA3 1 NC NC NC NC Carnívoro
Ordem Perciformes
Família Carangidae
Oligoplites palometa (Cuvier, 1832) salteira EAA1, EAA2, EAA3 15 4 NC NC NC NC Carnívoro
Família Cichlidae
Crenicichla sp. jacundá EAA3 1 NC NC NC NC -

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2ª Campanha de Monitoramento

Campanhas Status
Táxon Nome popular Estação de amostragem COEMA- Dieta
Primeira Segunda MMA IUCN CITES
PA
Geophagus proximus (Castelnau, 1855) cará EAA1, EAA2, EAA3 13 6 NC NC NC NC Onívoro
Família Scianidae
Plagioscion squamosissimus (Heckel,1840) corvina EAA2, EAA3 2 3 NC NC NC NC Carnívoro
Ordem Siluriformes
Família Auchenipteridae
Ageneiosus sp. mandubé EAA2 1 NC NC NC NC -
Família Cetopsidae
Cetopsis sp. candirú-açu EAA2 2 NC NC NC NC -
Família Doradidae
Lithodoras dorsalis (Valenciennes, 1840) bacu-pedra EAA1, EAA3 3 NC NC NC NC Onívoro
Família Loricariidae
Hypostomus sp. cascudo EAA1 1 NC NC NC NC Detritívoro
Loricaria cataphracta Linnaeus, 1758 cascudo EAA3 2 NC NC NC NC Detritívoro
Pseudacanthicus hystrix (Valenciennes, 1840) guacari-açu EAA1 8 NC NC NC NC Detritívoro
Família Pimelodidae
Brachyplatystoma filamentosum (Lichtenstein, 1819) filhote EAA3 1 NC NC NC NC Ictiófago
Brachyplatystoma rousseauxii (Castelnau, 1855) dourada EAA1, EAA2 3 NC NC NC NC Ictiófago
Pimelodus blochii Valenciennes, 1840 mandi EAA1 2 NC NC NC NC Onívoro
Pimelodus sp. mandi EAA2 1 NC NC NC NC Onívoro
Ordem Pleuronectiformes
Família Achiridae
Hypoclinemus mentalis (Günther, 1862) linguado EAA3 2 1 NC NC NC NC Onívoro
Estações de Amostragem: EAA1, EAA2, EAA3.. Categorias de ameaça: COEMA-PA: Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas do Estado do Pará; MMA (Portaria MMA nº 444, de 17 de dezembro de 2014) CR=
criticamente em perigo, EN= em perigo e VU= Vulnerável; IUCN (2014): LC – preocupação menor; DD – deficiência de dados; EN – em perigo; VU - vulnerável; CR – criticamente em perigo; CITES (2013): Apêndices I, II
e III;: CA – Carnívoro; ON – Onívoro; FO – Folívoro; FR – Frugívoro; IN – Insetívoro; SE – Predador de Sementes; GR – Granívoro; HE – Herbívoro; GO – Gomívoro; MYR – Mirmecófago; PS – Piscívoro.

56
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2ª Campanha de Monitoramento

A abundância de cada espécie reflete as características da comunidade e a abundância de recursos


disponíveis, assim como as influências dos competidores, dos predadores e das doenças (RICKLEFS, 2003).
O mesmo autor afirma, ainda, que as espécies ocupam diferentes nichos, possuindo, assim, relações
ecológicas únicas. As diferenças nessas relações ecológicas frequentemente se revelam na abundância, já
que a análise da abundância, em uma escala temporal e espacial, é de grande relevância para avaliar como
as assembleias se comportam com as alterações no ecossistema, podendo indicar quais são as espécies
mais favorecidas com as mudanças no ambiente e quais são aquelas que sofrem mais com essas alterações
(BEGON et al., 2007).

A maioria das comunidades de peixes é representada por poucas espécies dominantes e muitas espécies
com baixa abundância (Matthews, 1998). Os resultados encontrados seguem esse padrão. As espécies com
maior abundância nesse período foram Rhinosardinia amazonica (N = 8), Pseudacanthicus hystrix (N = 8),
Oligoplites palometa e Geophagus proximus (N = 6), enquanto as menos abundantes foram
predominantes, todas com um ou dois registros, sendo elas: Lycengraulis grossidens, Cetopsis sp.,
Potamotrygon orbignyi, Potamotrygon motoro, Hypoclinemus mentalis, Ageneiosus sp. e Pimelodus sp.
(Gráfico 21). A elevada abundância da espécie Rhinosardinia amazonica está relacionada, principalmente,
por esta estar associada à ambientes com elevados níveis de salinidade, associado ao método utilizado para
captura dos peixes (rede de espera), que favorece a captura de espécies pelágicas formadoras de cardumes.

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Gráfico 21 - Abundância das espéciees de peixes cooletadas durante a 2ª Campanha do Prograama de Monito
oramento na
área de
d influência ddo TPG Barcarena, em agosto o de 2015.

Avalianddo a eficiência de cada método de capptura utilizad do na atual campanha,


c obbservou-se que
q a rede dee
espera fooi o método com maior percentual
p dde capturas (95,92%), seguido de espi nhel (4,08%)). Não houvee
registro dde peixes utiilizando o méétodo com ttarrafa (Gráfico 22). É imp
portante frisaar que todoss os métodoss
são commplementaress e essenciaiss para o regisstro da diverrsidade na área, pois permmitem amostrar espéciess
de difereentes portes,, ecologia e comportameentos, que dificilmente
d são
s capturaddas através de d um únicoo
método..

58
8
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22ª Campanha de Monitoramentoo

Gráfico 22 - Porcentageem de capturass realizadas attravés dos métodos de amosttragem utilizaddos durante a 2ª Campanha
do Prograama de Monitooramento na áárea de influência do TPG Barcarena, em aggosto de 2015..

44.4.2. COMP
PARAÇÃO ENTRE
E AS ESSTAÇÕES DEE AMOSTRA
AGEM

A distribbuição da ictiofauna ao loongo do cursso do rio seggue uma escaala espaço-teemporal commo padrão dee
distribuição, padrão este que estáá relacionadoo com as inteerações ecolóógicas que oocorrem entre as espéciess
e seu haabitat (ESTEVVES et al., 20011; WELCO OMME, 1979)), assim com mo com as suuas exigênciaas ecológicass
(BUISSOON et al., 20007), variaçõees ambientaiss (EROS & GROSSMAN
G , 2005), vazãão hidrológicca e com oss
períodoss sazonais, visto que, estees últimos caausam mudaanças diretass no fluxo daa água, caraccterísticas daa
água e disponibilidadde de nutrienntes (ESTEVEES et al., 2008;; SANTOS et al., 2010).

Basicameente, a diveersidade e a equitabilidaade das esp pécies estão relacionadaas com a freequência dee
ocorrênccia dos espéécimes e com m a riquezaa das espéciees em deterrminada asseembleia. Quanto menoss
uniformee é a ocorrênncia de espéccimes, menorres são os vaalores da diveersidade e daa equitabilidaade. Durantee
a segundda campanhaa do monitorramento, foi possível observar que, em m geral, a divversidade foi reduzida em
m
relação à campanhaa anterior, vaariando tambbém entre as a estações de d amostrageem, sendo o maior valorr
obtido ppara EAA2 (H H’ = 2,01), seguido de EAAA3 (H’ = 1,663) e EAA1 (H’ = 1,50), esste último ap presentandoo
diversidaade reduzidaa, devido à do ominância daa espécie Pseeudacanthicu us hystrix (Taabela 17). Fattores como a
latitude, dimensão dod estuário, diversidade
d dde habitats e a configuraçção da emboocadura do estuário
e tem
m
sido apoontados como determinaantes da ocu pação por esspécies de peeixes em estuuários numaa perspectivaa
global (HHarrison & Whitfield,
W 2006; Nicolas et al., 2010). Em
m nível local, os fatores quue podem influenciar sãoo
a salinidaade, a tempeeratura e o tip
po de habitatt (Vasconcelos et al., 20100).

59
9
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22ª Campanha de Monitoramentoo

Tabela 17. Número de espécimes (N N), riqueza em espécies (S) e índice de diversidade (Shannnon – H’) e equitabilidade
Pielou – J) porr estação de am
(P mostragem dass espécies regisstradas durantte a 2ª Campannha do Program ma de
M
Monitorament o na área de innfluência do TP
PG Barcarena, em agosto de 2015.

Esstações de
Característica
C N S H' J
am
mostragem
EAA1 Rio Pará, AII 17 6 1,50 0,84
EAA2 Rio Pará, AID 14 8 2,01 0,97
EAA3 Rio Pará, AII 18 7 1,63 0,84

Quanto à composiçãão de espéciies de peixess, houve pred dominância de baixos ínndices de sim milaridade. A
maior sim
milaridade fooi verificada entre
e as estaçções EAA1 e EAA3 (DBray--Curtis = 0,29), aas quais com
mpartilharam
m
as espécies Geophaguus proximus,, Oligoplites ppalometa e Lithodoras
L doorsalis, seguiddas das estaçções EAA2 e
EAA3 (DDBray-Curtis = 0,,19), que compartilharamm as espéciees Geophaguus proximus e Curimata inornata. A
menor ddissimilaridaade foi verifficada entree as estaçõees EAA1 e EAA2 (DBrayay-Curtis = 0,133), as quaiss
comparttilharam as espécies Geeophagus prroximus e Brachyplatystoma rousseaauxii, no en ntanto, com
m
abundânncias diferenntes (Gráfico
o 23). Comoo citado antteriormente, diversos fattores regionnais e locais,,
naturais e/ou não naaturais podem m influenciarr a ocorrênciaa das espéciees de peixes eem ambientees estuarinos..
Na área de influênccia da TPG - Barcarena, a, por se tratar da segunda campannha de mon nitoramento,,
inferênciias sobre os processos eccológicos quee influenciamm a estruturaa da ictiofaunna, assim commo possíveiss
impactoos da implanttação do empreendimennto não se toornam adequ uadas, poden do a atual co onjuntura see
tratar appenas de efeittos do acaso..

Gráfico 223 - Análise dee Agrupamento por Médias N Não Ponderaddas (UPGMA) baseada
b na maatriz de distânccia (Índice de
Brayy-Curtis) entree as estações am
mostradas durrante a 2ª Cam
mpanha do Proggrama de Monnitoramento na área de
in
nfluência do TPPG Barcarena,, em agosto de 2015.

60
0
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22ª Campanha de Monitoramentoo

44.4.3. SUFICIÊNCIA AMO


OSTRAL

Considerrando a curvva de acumullação da cam mpanha realizzada em Agosto de 2015, observa-se que q a relaçãoo
do númeero de espéccies com o esforço amosstral foi posittiva, com a riqueza
r variaando de sete espécies, naa
primeiraa amostragem m, até 15, naa última. Porrém, as curvaas de acumu ulação de esppécies não ap presentaram
m
tendências à assíntotta. Devido aoo grande núm mero de espéécies raras, qu
ue são aquelaas registradaas em apenass
uma amostra, o estimmador de riqueza Jack-knnife de primeeira ordem ob bteve valoress elevados paara a riquezaa
de espéccies de peixees da região (S = 22). Porr se tratar de uma amosstragem curtta, estes resu ultados eramm
esperadoos, destacanddo-se a importância de estudos lon ngos e sazonais, com reppetições tem mporais, paraa
responder questões ded impacto ambiental
a (G
Gráfico 24).

Considerrando dadoss das duas campanhas


c dde monitoraamento realizadas até o momento nas n áreas dee
influênciia do TPG - Barcarena,
B a relação
r do n úmero de esspécies com o esforço am
mostral também tem sidoo
positiva, com a riquueza aumenttando considderavelmentee com o número de inddivíduos cap pturados nass
amostraggens. A riqueeza variou dee 7 espécies nna primeira amostragem
a m até 23 espéécies na últim
ma. A riquezaa
de peixees observada até o momeento, após 955 indivíduos capturados, é de 23 espéécies, que co orresponde a
63,89% ddo total de espécies
e estim
madas para a região peloo estimador Jack-knife dee primeira ordem.
o Até o
momentto, não é poossível observvar a existênncia de umaa tendência à estabilizaçãão da curva de espéciess
observaddas, indicanddo que, apesaar do aumennto significattivo da riqueeza ao longoo das amostraagens, novass
espécies ainda poderrão ser acresccentadas no ppool regionaal (Gráfico 25).

Gráfico 24 - Curva de
d acumulação
o de espécies dda ictiofauna registradas
r mpanha do Programa de
durrante a 2ª Cam
M
Monitoramento
o na área de inffluência do TPPG - Barcarena,, em agosto dee 2015.

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Terminal Portuário Graneeleiro - Barcarenaa
22ª Campanha de Monitoramentoo

Gráficco 25 - Curva de
d acumulação
o de espécies daa ictiofauna reegistradas duraante duas cam
mpanhas do Pro
ograma de
Monittoramento na áárea de influên ncia do TPG - Barcarena.
B

44.4.4. COMP
PARAÇÃO ENTRE
E AS CA
AMPANHASS DE MONIT
TORAMENTTO

Os resultados da atuual campanhha, adicionaddos aos resulltados obtidos durante a primeira caampanha dee
monitorramento, sommam 95 registros de peixxes, distribuíídos em seis ordens, 16 ffamílias e 233 espécies. A
ordem ccom maior número
n de espécies,
e connsiderando ass duas camp panhas de mmonitoramento, foi a doss
Siluriform
mes (43,48%%), seguida dos Charaaciformes e Perciformees (17,39% cada), Clup peiformes e
Myliobatiformes (8,770% cada) e Characiforme
C es (11,11%). A ordem dos Pleuronecttiformes foi representada
r a
por somente uma esppécie ou 4,355% do total dde espécies reegistradas atéé o momentoo (Gráfico 266).

62
2
Terminal Portuário Graneeleiro - Barcarenaa
22ª Campanha de Monitoramentoo

Gráfico 266 - Representaatividade das ordens


o de peixees registradas até
a o momento durante o Prrograma de Mo
onitoramentoo
na área de i nfluência do TPG
T - Barcaren
na.

Foram observadas pooucas variaçõ ões na riquezza e abundân ncia entre as duas campannhas de mon nitoramento..
Os maioores valores de
d riqueza e abundância
a fforam registrrados durantte a segunda campanha (S ( = 15 e N =
49), enquuanto durante a primeiraa campanha eestes atributos foram sutilmente inferriores (S = 144 e N = 46).

Considerrando as relaações de distribuição daas abundânciias durante cada


c campannha, foi verifficado maiorr
valor dee diversidadde durante a segunda campanha de monito oramento (H H’ = 2,46), índice estee
relativam
mente superiior ao obtidoo durante a primeira campanha (H’ = 2,04), o qque pode serr atribuído à
elevada ddominância de uma únicca espécie (OOligoplites palometa) duraante este perríodo, enquaanto durantee
a segundda campanha duas espéccies comparrtilharam as maiores abu undâncias (Psseudacanthiccus hystrix e
Rhinosarrdinia amazoonica) (Tabella 18).

Apesar ddestes indícioos de flutuaçõ


ões nos atribbutos das com
munidades, os
o dados obttidos até o momento nãoo
permitemm que sejam feitas inferências acerca das flutuaçõões estarem ou
o não relacioonadas com os processoss
de estoccasticidade natural,
n com a instalaçãoo e operação do empreen ndimento ouu, simplesmeente, obtidass
ocasionaalmente por viés
v da amosstragem.

63
3
Terminal Portuário Graneleiro - Barcarena
2ª Campanha de Monitoramento

Tabela 18. Número de espécimes (N), riqueza em espécies (S) e índice de diversidade (Shannon – H’) e equitabilidade
(Pielou – J) da Ictiofauna por campanha do Programa de Monitoramento na área de influência do TPG – Barcarena.

Campanha N S H' J Espécie dominante


Primeira 46 14 2,04 0,77 Oligoplites palometa
Segunda 49 15 2,46 0,91 Pseudacanthicus hystrixe Rhinosardinia amazonica

4.4.5. ESPÉCIES AMEAÇADAS, RARAS, ENDÊMICAS E NOVOS REGISTROS

As espécies foram analisadas quanto ao seu estado de conservação na lista vermelha da fauna brasileira
ameaçada de extinção (Portaria MMA nº444, de 17 de dezembro e 2014), Lista Vermelha da União
Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, 2015) e lista vermelha de espécies ameaçadas do
estado do Pará (SEMA-PA). Nenhuma espécie foi classificada como ameaçada de extinção. Todas as
espécies possuem distribuição para a bacia Amazônica, porém, nenhuma espécie foi classificada como
endêmica (FROESE & PAULY, 2015).

4.4.6. ESPÉCIES BIOINDICADORAS DA QUALIDADE AMBIENTAL, IMPORTÂNCIA


ECONÔMICA E CINEGÉTICA

No estuário amazônico, a pesca é uma atividade praticamente constante pelos moradores, os quais
dependem deste recurso tanto para geração de renda, com a venda dos pescados em comércios locais e
regionais, quanto para subsistência, sendo a principal fonte de proteína animal. A maioria das espécies
registradas durante a segunda campanha de monitoramento é considerada de pequeno ou médio porte,
sendo utilizadas pela comunidade basicamente para subsistência, como a sardinha (Rhinosardinia
amazonica), o cará (Geophagus proximus), a branquinha (Curimata inornata), a salteira (Oligoplites
palometa), a corvina (Plagioscion squamosissimus) e o mandi (Pimelodus sp.). Dentre as espécies de
interesse comercial, bastante procuradas devido, principalmente, ao porte relativamente elevado, está o
mandubé (Ageneiosus sp.) e a dourada (Brachyplatystoma rousseauxii).

4.4.7. ESPÉCIES POTENCIALMENTE INVASORAS E DE RISCO EPIDEMIOLÓGICO

Não houve registro de espécies de peixes consideradas invasoras, exóticas e/ou de risco epidemiológico.

64
Terminal Portuário Graneeleiro - Barcarenaa
22ª Campanha de Monitoramentoo

4.4.8. RELAT
TÓRIO FOTO
OGRÁFICO

Figura 155 – Curimata in


nornata Figuraa 16 – Rhinosarrdinia amazon
nica

Figura 17 – Lycengraulis grossidens


g Figu
ura 18 – Oligopplites palometa
a

Figura 19 – Geophagus proximus


p Figura
F 20 – Ageeneiosus sp.

Figura 21 – Pimelodu
us sp. Figura 22
2 – Plagioscioon squamosissiimus
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22ª Campanha de Monitoramentoo

Figura 23 – Potamotrygon
n motoro Figurra 24 – Potamootrygon orbign
nyi

Figura 255 – Pseudacanthicus hystrix

4.5.. CONSIDEERAÇÕES FINAIS


F

Durantee a segunda campanha do d Programaa de Monitooramento da Ictiofauna, realizada em m Agosto dee


2015, peeríodo seco na
n região, veerificou-se quue as assembleias de peixes da áreaa de influênccia do TPG -
Barcarenna são compoostas por um
ma ictiofauna característicca da bacia Amazônia,
A appresentando basicamente
b e
espécies associadas a ambientes estuarinos.
e

Como na maioria daas comunidaades de peixees, houve a dominância


d da
d minoria ddas espécies, enquanto a
maioria das espéciees foram in ntermediáriass e as dem mais pouco abundantes.s. A distribu uição dessass
abundânncias nos peermite inferir que a com munidade loocal de peixees é controllada por mu uitos fatoress
ecológicos, o que é obviamente
o esperado, e ccom uma paartilha equilibrada dos reecursos dispo oníveis. Estess
padrões de distribuiçção de abund
dância podeem ser compaarados entree as campanhhas e possíveeis alteraçõess
nos moddelos em quee se ajustam poderão inddicar influênccia das alteraações ambienntais, causad
das direta ouu
indiretam
mente pelo empreendim
e ento sobre aas comunidaddes de peixess.

Os valorres de riqueeza e abunddância variarram entre as estações amostrais,


a reefletindo em
m valores dee
diversidaade heterogêêneos durante a segundaa campanhaa. Entretanto,, a estruturaa observada não permitee

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2ª Campanha de Monitoramento

inferências de padrões consistentes ou acerca da existência de alterações em consequência das atividades


do empreendimento. Durante esta campanha, as estações amostrais foram consideravelmente dissimilares
entre si quanto à composição de espécies.

O esforço amostral durante esta segunda campanha pode ser considerado positivo, principalmente devido
ao rápido aumento do número de espécies, com o aumento dos indivíduos coletados. Porém, o grande
número de espécies que ocorreram em somente uma amostra torna a riqueza observada subestimada e
eleva o número de espécies esperadas para a região pelo estimador baseado na raridade das espécies. A
relevância de cada campanha e as tendências de estabilização das curvas serão observadas analisando os
resultados obtidos pelas campanhas em conjunto e com os dados consolidados.

Da mesma forma, considerando as duas campanhas de monitoramento realizadas até o momento, não foi
possível obter tendências à assíntota das curvas de acumulação de espécies, o que demonstra que as
amostragens realizadas na área de influência do empreendimento têm sido eficientes para caracterizar as
comunidades, mas ainda não permitiu que todas as espécies da região fossem identificadas. Com isso, é
certo que novas espécies ainda poderão ser acrescentadas no pool regional, principalmente por se tratar de
animais com grande mobilidade.

Até o momento, nenhuma espécie foi considerada endêmica do rio Pará. No entanto, toda a ictiofauna
registrada até o momento pode ser considerada endêmica da bacia Amazônica. Das espécies coletadas,
nenhuma consta nas listas vermelhas de espécies ameaçadas consultadas.

A partir dos resultados preliminares aqui apresentados, não é possível fazer inferências concisas sobre o
padrão de estrutura da ictiofauna, sobre quais os processos ecológicos naturais ou os impactos da inserção
do empreendimento que podem estar influenciando a estrutura das assembleias. Isto mostra a
necessidade de realização de esforço longo e sazonal durante os programas de monitoramento, visando,
assim, a caracterização dos grupos em diferentes situações, períodos climáticos e fases ontogenéticas.

67
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2ª Campanha de Monitoramento

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2ª Campanha de Monitoramento

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Terminal Portuário Graneleiro - Barcarena
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Terminal Portuário Graneleiro - Barcarena
2ª Campanha de Monitoramento

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2ª Campanha de Monitoramento

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2ª Campanha de Monitoramento

6. ANEXOS
Anexo I – Laudos técnicos dos parâmetros mensurados in situ

Anexo II – Laudos técnicos dos parâmetros analisados pelo laboratório

Anexo III – Laudos técnicos das análises quantitativas e qualitativas das comunidades

Anexo IV - Listagem da densidade total, índices de diversidade e equitabilidade

80
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2ª Campanha de Monitoramento

Anexo I – Laudos técnicos dos parâmetros mensurados in situ

81
LAUDO TÉCNICO
T LISE NO 00
DE ANÁL 04/2015-1

CLIENTE
E
Empresa: R
Rio Turia Servviços Logístico
os - (Bunge/T
Terfron)
Endereço: A
Avenida Beira Mar, S/N Vila
V de Itupan
nema-Barcarrena-Pará
Solicitante:
S Terfron – Vila do Conde.
Contato:
C

A
AMOSTRA
A
Ponto de Am
mostragem:: PT – 01 - TERFRON Coordenadas: 22M
2 UTM – 7738.750.00; 98.259.08.00
9 0
Descrição d
do ponto: Rio Pará, Com
mplexo Portuá
ário de Vila do
d Conde. Ponto de Conntrole.
Material: Ág
gua Ensa
aio: Medição
o físico-quím
mica in situ
Data de cole
eta: 13/08/20
015 Data
a de análise: 13/08/20155
Coletor:
C Edison Luiz Tavvares de Oliv
veira Analista: Edison
n Luiz Tavarees de Oliveira

Parâmetro
P Unid
dade Ressultado
Conduutividade eléttrica µS/cm 0,54
0
pH - 7,83
7
Oxiggênio dissolviido mgg/L 7,2
Tempperatura da á gua ºC 30,9
3
Tem
mperatura do ar ºC 28,9
2

SRTVS – Quadra 701 – Bloco O – Asa Sul, Sala 4220, CEP: 70.340--000 – Brasília, D DF Pág.1 de 1
Tel.: (61) 3322-0886 Celular
C (61) 96055-5217/9988-47007 E-mail: kaira@
@ambientare-sa.ccom.br
LAUDO TÉCNICO
T LISE NO 00
DE ANÁL 05/2015-1

CLIENTE
E
Empresa: R
Rio Turia Servviços Logístico
os - (Bunge/T
Terfron)
Endereço: A
Avenida Beira Mar, S/N Vila
V de Itupan
nema-Barcarrena-Pará
Solicitante:
S Terfron – Vila do Conde.
Contato:
C

A
AMOSTRA
A
Ponto de Am
mostragem:: PT- 02 - TE
ERFRON Coordenadas: 22M
2 UTM – 7753.341.00; 98.345.26.00
9 0
Descrição d
do ponto: Rio Pará, Com
mplexo Portuá
ário de Vila do
d Conde. Ponto de Conntrole.
Material: Ág
gua Ensa
aio: Medição
o físico-quím
mica in situ
Data de cole
eta: 13/08/20
015 Data
a de análise: 13/08/20155
Coletor:
C Edison Luiz Tavvares de Oliv
veira Analista: Edison
n Luiz Tavarees de Oliveira

Parâmetro
P Unid
dade Ressultado
Conduutividade eléttrica µS/cm 0,46
0
pH - 7,89
7
Oxiggênio dissolviido mgg/L 7,0
Tempperatura da á gua ºC 30,3
3
Tem
mperatura do ar ºC 32,2
3

SRTVS – Quadra 701 – Bloco O – Asa Sul, Sala 4220, CEP: 70.340--000 – Brasília, D DF Pág.1 de 1
Tel.: (61) 3322-0886 Celular
C (61) 96055-5217/9988-47007 E-mail: kaira@
@ambientare-sa.ccom.br
LAUDO TÉCNICO
T LISE NO 00
DE ANÁL 06/2015-1

CLIENTE
E
Empresa: R
Rio Turia Servviços Logístico
os - (Bunge/T
Terfron)
Endereço: A
Avenida Beira Mar, S/N Vila
V de Itupan
nema-Barcarrena-Pará
Solicitante:
S Terfron – Vila do Conde.
Contato:
C

A
AMOSTRA
A
Ponto de Am
mostragem:: PT – 03 - TERFRON Coordenadas: 22M
2 UTM – 7753.341.00; 98.345.26.00
9 0
Descrição d
do ponto: Rio Pará, Com
mplexo Portuá
ário de Vila do
d Conde. Ponto de Conntrole.
Material: Ág
gua Ensa
aio: Medição
o físico-quím
mica in situ
Data de cole
eta: 13/08/20
015 Data
a de análise: 13/08/20155
Coletor:
C Edison Luiz Tavvares de Oliv
veira Analista: Edison
n Luiz Tavarees de Oliveira

Parâmetro
P Unid
dade Ressultado
Conduutividade eléttrica µS/cm 0,50
0
pH - 7,77
7
Oxiggênio dissolviido mgg/L 7,2
Tempperatura da á gua ºC 29,8
2
Tem
mperatura do ar ºC 33,8
3

SRTVS – Quadra 701 – Bloco O – Asa Sul, Sala 4220, CEP: 70.340--000 – Brasília, D DF Pág.1 de 1
Tel.: (61) 3322-0886 Celular
C (61) 96055-5217/9988-47007 E-mail: kaira@
@ambientare-sa.ccom.br
Terminal Portuário Graneleiro - Barcarena
2ª Campanha de Monitoramento

Anexo II – Laudos técnicos dos parâmetros analisados pelo laboratório

82
Terminal Portuário Graneleiro - Barcarena
2ª Campanha de Monitoramento

Anexo III – Laudos técnicos das análises quantitativas e qualitativas das comunidades

83
CA – 2015/13-02

CERTIFICADO DE ANÁLISE
Empresa Contratante
Razão Social: Ambientare Soluções Ambientais
Solicitante: Luciene Andrade
E-mail de contato: Luciene.andrade@ambientare-sa.com.br

Amostras Quantitativas
Empreendimento: Rio Turia Serviços Logísticos Ltda. Município: - Barcarena/PA
Tipo de material: Sedimento Análise: Zoobentos
Data de coleta: 13/08/2015 Limite de detecção: ind/m2
Entrada no laboratório: 17/08/2015 Data de emissão: 05/09/2015
Responsável pela coleta: Cliente Analista: Augusto Oliveira

LISTAGEM Amostras
GTF BMWP
TAXONÔMICA P - 01 P - 02 P - 03
Filo Annelida -
Classe Oligochaeta 76,92 CC 1
Classe Polychaeta 25,64 179,49 P **
Filo Arthropoda
Classe Malacostraca
Ordem Amphipoda 333,33
Classe Insecta
Ordem Diptera
Ceratopogonidae 51,28 P 4
Chironomidae 230,77 CC/R/P 2
Filo Mollusca
Classe Bivalvia CF
Ordem Veneroidea
Corbiculidae **
Corbicula fluminea 51,28
Riqueza taxonômica 2 1 4
2
Densidade total (Ind/m ) 102,56 333,33 512,82
Índice de Diversidade 0,56 - 1,18
Índice de Equitabilidade 0,81 - 0,85
Índice BMWP 1 - 6
Legenda: GTF = Grupos Tróficos Funcionais; CC = Coletor-catador; CF = Coletor-Filtrador; P = Predador; R =
Raspador. BMWP = Biological Monitoring Working Party.
Norma utilizada: SMEWW 10500 - Limite de detecção: Ind/m2

Limnológica Consultoria Ambiental Ltda. Av. Gastão Demétrio Maia, 473, Floramar. Belo Horizonte, MG.CEP 31742-096
Fone: (31) 3433-4861 / 8733-1763 e-mail: limnologica@limnologica.com.br
Página 1 de 5
CA – 2015/13-02

CERTIFICADO DE ANÁLISE
Empresa Contratante
Razão Social: Ambientare Soluções Ambientais
Solicitante: Luciene Andrade
E-mail de contato: Luciene.andrade@ambientare-sa.com.br

Amostras Quantitativas
Empreendimento: Rio Turia Serviços Logísticos Ltda. Município: - Barcarena/PA
Tipo de material: Água superficial Análise: Zooplâncton
Data de coleta: 13/08/2015 Limite de detecção: org/L
Entrada no laboratório: 17/08/2015 Data de emissão: 05/09/2015
Responsável pela coleta: Cliente Analista: Alice Guimarães

Amostras
Listagem taxonômica P - 01 P - 02 P - 03
PROTOZOA
Arcella discoides 0,18
Netzelia oviformis 0,18
ROTIFERA
Bdelloidea NI 0,18
Brachionus mirus X 0,18 0,18
Brachionus zahniseri 0,18
Conochilus unicornis X X
Filinea longiseta 0,30 0,53 1,05
Hexarthra intermedia 0,18
Keratella americana 0,45 5,60 6,83
Keratella cochlearis 0,75 0,70 0,70
Lecane proiecta X
Trichocerca pussila 0,35 0,35
Trichocerca simillis 0,18
CRUSTACEA
Bosmina hagmanni X
Bosmina minuta 0,30
Bosminopsis deitersi 0,18
Ceriodaphnia cornuta X
Copepodito Calanoida NI 0,30 0,53 0,18
Copepodito Cyclopoida NI 2,55 13,65 11,03
Moina minuta 0,30 0,35 0,53
Nauplius Cyclopoida NI 4,80 13,65 10,33
Thermocyclops sp. 0,30 0,35 0,35
RIQUEZA TOTAL 9,00 17,00 13,00
DENSIDADE total (org/L) 19,05 53,79 44,89
H' Shannon - Wiener 1,60 1,50 1,54

Limnológica Consultoria Ambiental Ltda. Av. Gastão Demétrio Maia, 473, Floramar. Belo Horizonte, MG.CEP 31742-096
Fone: (31) 3433-4861 / 8733-1763 e-mail: limnologica@limnologica.com.br
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J' Pielou 0,73 0,55 0,62

(X) Organismo encontrado somente na análise qualitativa


Norma utilizada: SMEWW 10200G
Limite de detecção: org/m3

Limnológica Consultoria Ambiental Ltda. Av. Gastão Demétrio Maia, 473, Floramar. Belo Horizonte, MG.CEP 31742-096
Fone: (31) 3433-4861 / 8733-1763 e-mail: limnologica@limnologica.com.br
Página 3 de 5
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CERTIFICADO DE ANÁLISE
Empresa Contratante
Razão Social: Ambientare Soluções Ambientais
Solicitante: Luciene Andrade
E-mail de contato: Luciene.andrade@ambientare-sa.com.br

Amostras Quantitativas
Empreendimento: Rio Turia Serviços Logísticos Ltda. Município: - Barcarena/PA
Tipo de material: Água superficial Análise: Fitoplâncton
Data de coleta: 13/08/2015 Limite de detecção: ind/mL
Entrada no laboratório: 17/08/2015 Data de emissão: 05/09/2015
Responsável pela coleta: Cliente Analista: Bruna Brant

Amostras
Listagem taxonômica P - 01 P - 02 P - 03
Bacillariophyceae
Aulacoseira granulata 7,98 3,30 13,16
Biddulphia sp. X X X
Cyclotella sp. 1,14
Cymbella sp. 0,38 0,82 0,36
Fragilaria sp. 0,38 1,24
Navicula sp. 3,04 2,06 2,49
Pinnularia sp. X
Rhizosolenia sp. 1,24 1,07
Surirella linearis 0,76 X
Surirella robusta X
Synedra goulardii 1,52
Chlorophyceae
Ankistrodesmus fusiformis X
Ankistrodesmus gracile
Botryococcus braunii X
Coelastrum reticulatum X
Eudorina unicocca X X
Monoraphidium arcuatum 0,38 1,24 0,71
Pediastrum duplex X
Scenedesmus bijugus 0,71
Ulothix sp. X
Chrysophyceae
Mallomonas sp. 0,82
Cryptophyceae
Rhodomonas lacustris 1,42

Limnológica Consultoria Ambiental Ltda. Av. Gastão Demétrio Maia, 473, Floramar. Belo Horizonte, MG.CEP 31742-096
Fone: (31) 3433-4861 / 8733-1763 e-mail: limnologica@limnologica.com.br
Página 4 de 5
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Cyanophyceae
Cylindrospermopsis raciborskii 9,12 6,18 6,40
Microcystis aeruginosa X X X
Microcystis wesenbergii X
Oscillatoria sp. X X X
Pseudanabaena sp. 1,14
Pseudanabaena mucicola X X X
Zygnemaphyceae
Closterium sp. 0,41 2,13
Staurastrum leptocladum X X
Staurastrum sp. X X
RIQUEZA TOTAL 23,00 26,00 26,00
Densidade total (ind/mL) 25,84 17,31 28,45
H' Shannon - Wiener 1,670 1,890 1,590
J' Pielou 0,730 0,860 0,730
(X) Organismo encontrado somente na análise qualitativa

Norma utilizada: SMEWW 10200F


Limite de detecção: Ind/mL

CONTAGEM DE CIANOBACTÉRIAS DE ACORDO COM A PORTARIA 2914/11 - MS

Amostras
Listagem taxonômica P - 01 P - 02 P - 03
P - 01 P - 02 P - 03
Cylindrospermopsis raciborskii 109,38 74,18 76,80
Microcystis aeruginosa X X X
Microcystis wesenbergii X
Oscillatoria sp. X X X
Pseudanabaena sp. 17,09
Pseudanabaena mucicola X X X
Densidade total (Células/mL) 126,47 74,18 76,80
(X) Organismo encontrado somente na análise qualitativa

Norma utilizada: SMEWW 10200F


Limite de detecção: Células/mL

Observações:

Os resultados apresentados referem-se única e exclusivamente às amostras analisadas.


Este certificado não pode ser reproduzido parcialmente.

Augusto Oliveira
CRBio: 57.561/04D

Limnológica Consultoria Ambiental Ltda. Av. Gastão Demétrio Maia, 473, Floramar. Belo Horizonte, MG.CEP 31742-096
Fone: (31) 3433-4861 / 8733-1763 e-mail: limnologica@limnologica.com.br
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2ª Campanha de Monitoramento

Anexo IV - Listagem da densidade total, índices de diversidade e equitabilidade

84
Tabela 1. Densidade total (ind./mL), índices de diversidade (Shannon-Wiener) e equitabilidade
(Pielou) das comunidades fitoplanctônicas amostradas na bacia hidrográfica do rio Pará, à
montante, Área de Inserção e à Jusante nos meses Abril e Agosto de 2015.
Inserção do
Área de amostragem Montante Jusante
empreendimento
Pontos de Amostragem EAA1 EAA2 EAA3
Táxons
/Períodos Abr/15 Ago/15 Abr/15 Ago/15 Abr/15 Ago/15
Chlorophyta
CLASSE Chlorophyceae
ORDEM Chlorococcales
FAMÍLIA Oocystaceae
Monoraphidium arcuatum 2,07 0,38 0,40 1,24 2,03 0,71
Ankistrodesmus fusiformis 0 0 0 0 0 0
FAMÍLIA Radiococcaceae
Eutetramorus planctonicus 0 0 0 0 0 0
FAMÍLIA Hydrodoctyaceae
Pediastrum duplex 0 0 0,81 0 0 0
Pediastrum simplex 0 0 0 0 0 0
Família Dictyosphaeriaceae
Botryococcus braunii 0 0 0 0 0 0
Família Scenedesmaceae
Scenedesmus bijugus 0 0 0 0 0 0,71
Coelastrum reticulatum 0 0 0 0 0 0
CLASSE Zygnemaphyceae
ORDEM Zygnematales
FAMÍLIA Desmidiaceae
Tabela 1. Densidade total (ind./mL), índices de diversidade (Shannon-Wiener) e equitabilidade
(Pielou) das comunidades fitoplanctônicas amostradas na bacia hidrográfica do rio Pará, à
montante, Área de Inserção e à Jusante nos meses Abril e Agosto de 2015.
Inserção do
Área de amostragem Montante Jusante
empreendimento
Pontos de Amostragem EAA1 EAA2 EAA3
Táxons
/Períodos Abr/15 Ago/15 Abr/15 Ago/15 Abr/15 Ago/15
Closterium sp. 0,52 2,13 0 0 0 0
Hyalotheca sp. 0 0 0 0 1,02 0
CLASSE Chlamydophyceae
ORDEM Volvocales
FAMILIA Volvocaceae
Eudorina unicocca 0,52 0 0 0 0 0
Bacillariophyta
CLASSE Coscinodiscophyceae
ORDEM Thalassiosirales
FAMÍLIA Stephanodiscaceae
Cyclotella sp. 0 1,14 0 0 0 0
ORDEM Aulacoseirales
FAMÍLIA Aulacoseiraceae
Aulacoseira granulata 1,55 7,98 0 3,3 1,52 13,16
ORDEM Rhizosoleniales
FAMÍLIA Rhizosoleniaceae
Rhizosolenia sp. 0 0 0,40 1,24 0 1,07
ORDEM Biddulphiales
FAMÍLIA Bidduulphiaceae
Tabela 1. Densidade total (ind./mL), índices de diversidade (Shannon-Wiener) e equitabilidade
(Pielou) das comunidades fitoplanctônicas amostradas na bacia hidrográfica do rio Pará, à
montante, Área de Inserção e à Jusante nos meses Abril e Agosto de 2015.
Inserção do
Área de amostragem Montante Jusante
empreendimento
Pontos de Amostragem EAA1 EAA2 EAA3
Táxons
/Períodos Abr/15 Ago/15 Abr/15 Ago/15 Abr/15 Ago/15
Biddulphia sp. 0 0 1,62 0 0,51 0
CLASSE Fragilariophyceae
ORDEM Fragilariales
FAMÍLIA Fragilariaceae
Fragilaria sp. 0 0,38 1,62 1,24 0 0
Synedra sp. 0,52 0 0 0 0 0
Synedra goulardii 0 1,52 0 0 0 0
CLASSE Bacillariophyceae
ORDEM Cymbellales
FAMÍLIA Cymbellaceae
Cymbella sp. 0 0,38 0 0,82 0,51 0,36
ORDEM Naviculales
FAMÍLIA Naviculaceae
Navicula sp. 3,10 3,04 3,64 2,06 4,06 2,49
Família Pinnulariaceae
ORDEM Surirellales
FAMÍLIA Surirellaceae
Surirella linearis 0 0,76 0,81 0 0 0
Cyanobacteria
Tabela 1. Densidade total (ind./mL), índices de diversidade (Shannon-Wiener) e equitabilidade
(Pielou) das comunidades fitoplanctônicas amostradas na bacia hidrográfica do rio Pará, à
montante, Área de Inserção e à Jusante nos meses Abril e Agosto de 2015.
Inserção do
Área de amostragem Montante Jusante
empreendimento
Pontos de Amostragem EAA1 EAA2 EAA3
Táxons
/Períodos Abr/15 Ago/15 Abr/15 Ago/15 Abr/15 Ago/15
CLASSE Cyanophyceae
ORDEM Oscillatoriales
Família Pseudanabaenaceae
Pseudanabaena sp. 0 1,14 0 0 0 0
ORDEM Chroococcales
FAMÌLIA Mersimopediaceae
Mersimopoedia tenuissima 0 0 0 0 0,51 0
ORDEM Nostocales
Família Nostocaceae
Cylindrospermopsis raciborskii 0 9,12 0 6,18 0 6,40
Cryptophyceae
CLASSE Cryptophyceae
ORDEM Cryptomonadales
FAMÍLIA Cryptomonadaceae
Rhodomonas lacustris 7,23 0 4,44 0 8,13 1,42
Densidade total (ind./mL) 15,49 25,84 13,74 17,31 18,29 28,45
H' Shannon-Wiener 1,52 1,67 1,76 1,89 1,61 1,59
J' Pielou 0,59 0,73 0,67 0,89 0,59 0,73
 
 
Tabela 2. Densidade total (ind./mL), índices de diversidade (Shannon-Wiener) e equitabilidade
(Pielou) das comunidades zooplanctônicas amostradas na bacia hidrográfica do rio Pará, à
montante, Área de Inserção e à Jusante nos meses Abril e Agosto de 2015.
Inserção do
Área de amostragem Montante Jusante
empreendimento
Pontos de Amostragem EAA1 EAA2 EAA3
Táxons
/Períodos Abr/15 Ago/15 Abr/15 Ago/15 Abr/15 Ago/15
Rotifera
Ascomorpha ecaudis 0 0 2,20 0 0 0
Bdelloida 0 0 1,10 0 0 0
Brachionus mirus 0 0 0 0,18 0 0,18
Brachionus zahniseri 0 0 0 0 0 0,18
Conochilus sp. 3,40 0 0 0 0 0
Conochillus unicornis 0 0 0 0 0 0
Dicranophorus sp. 1,13 0 3,30 0 7,93 0
Hexarthra intermedia 0 0 0 0,18 0 0
Keratella americana 0 0,45 0 5,60 5,67 6,83
Keratella cochlearis 3,40 0,75 5,50 0,70 0 0,70
Lecane bulla 0 0 0 0 1,13 0
Lecane lunaris 0 0 1,10 0 0 0
Lecane proiecta 0 0 0 0 0 0
Lepadella sp. 1,13 0 0 0 1,13 0
Notommata copeus 0 0 2,20 0 0 0
Polyarthra vulgaris 4,53 0 0 0 0 0
Synchaeta oblonga 0 0 0 0 3,40 0
Tabela 2. Densidade total (ind./mL), índices de diversidade (Shannon-Wiener) e equitabilidade
(Pielou) das comunidades zooplanctônicas amostradas na bacia hidrográfica do rio Pará, à
montante, Área de Inserção e à Jusante nos meses Abril e Agosto de 2015.
Inserção do
Área de amostragem Montante Jusante
empreendimento
Pontos de Amostragem EAA1 EAA2 EAA3
Táxons
/Períodos Abr/15 Ago/15 Abr/15 Ago/15 Abr/15 Ago/15
Filinea longiseta 0 0,30 0 0,53 0 1,05
Trichocerca pussila 0 0 0 0,35 0 0,35
Trichocerca similis 0 0 0 0,18 0 0
Crustacea
CLADOCERA 0 0 0 0 0 0
Bosmina hagmanni 0 0,45 0 0 0 0
Bosminopsis deitersi 2,27 0 1,10 0,18 0 0
Ceriodaphnia cornuta 0 0 0 0 0 0
Moina minuta 0 0,30 0 0,35 0 0,53
COPEPODA 0 0 0 0 0 0
Nauplio Calanoida 1,13 0 0 0 3,40 0
Nauplio Cyclopoida 0 0 1,10 0 0 0
Thermocyclops sp. 0 0,30 0 0,35 0 0,35
Thermocyclops decipiens 1,13 0 1,10 0 1,13 0
Protozoa
Arcella costata 0 0 2,20 0 3,40 0
Arcella discoides 0 0 1,10 0 0 0,18
Arcella vulgaris 2,27 0 0 0 1,13 0
Centropyxis ecornis 0 0 1,10 0 2,27 0
Tabela 2. Densidade total (ind./mL), índices de diversidade (Shannon-Wiener) e equitabilidade
(Pielou) das comunidades zooplanctônicas amostradas na bacia hidrográfica do rio Pará, à
montante, Área de Inserção e à Jusante nos meses Abril e Agosto de 2015.
Inserção do
Área de amostragem Montante Jusante
empreendimento
Pontos de Amostragem EAA1 EAA2 EAA3
Táxons
/Períodos Abr/15 Ago/15 Abr/15 Ago/15 Abr/15 Ago/15
Difflugia acuminata 1,13 0 4,40 0 0 0
Lesquereusia spiralis 1,13 0 0 0 0 0
Netzelia oviformis 0 0 0 0 0 0,18
Vorticella sp. 2,27 0 0 0 0 0
Densidade total (ind./mL) 24,93 10,20 27,50 36,80 30,60 31,90
H' Shannon-Wiener 2,35 1,60 2,38 1,50 2,08 1,54
J' Pielou 0,95 0,73 0,99 0,55 0,90 0,62
 
 
 
 
Tabela 3. Densidade total (ind./m²), índices de diversidade (Shannon-Wiener) e equitabilidade
(Pielou) das comunidades zoobentônicas amostradas na bacia hidrográfica do rio Pará, à
montante, Área de Inserção e à Jusante nos meses Abril e Agosto de 2015.
Inserção do
Área de amostragem Montante Jusante
empreendimento
Pontos de Amostragem EAA1 EAA2 EAA3
Táxons
/Períodos Abr/15 Ago/15 Abr/15 Ago/15 Abr/15 Ago/15
Annelida
Classe Oligochaeta 2 0 3 0 8 0
Classe Polychaeta 7 25,64 14 0 7 179,49
Tabela 3. Densidade total (ind./m²), índices de diversidade (Shannon-Wiener) e equitabilidade
(Pielou) das comunidades zoobentônicas amostradas na bacia hidrográfica do rio Pará, à
montante, Área de Inserção e à Jusante nos meses Abril e Agosto de 2015.
Inserção do
Área de amostragem Montante Jusante
empreendimento
Pontos de Amostragem EAA1 EAA2 EAA3
Táxons
/Períodos Abr/15 Ago/15 Abr/15 Ago/15 Abr/15 Ago/15
Arthropoda
Classe Insecta
2 76,92 2 0 0 230,77
Chironomidae
Ceratopogonidae
0 0 0 0 0 51,28
Classe Malacostraca
Amphipoda 0 0 0 333,33 0 0
Mollusca
Classe Bivalvia
0 0 1 0 1 0
Hyriidae
Corbiculidae 0 0 0 0 1 0,18
Densidade total (ind./m²) 275 103 500 333 425 385
H' Shannon-Wiener 0,91 0,56 0,91 0 1,05 1,18
J' Pielou 0,83 0,81 0,66 0 0,76 0,85
 
 
 
 
 
Brasília Belém
SCS Qd. 07 Bloco A, n.º100, Rua Serzedelo Correa, n.º 805,
Ed. Torre Pátio Brasil, sala 1026, Ed. Urbe Office, sala 1408,
Bairro Asa Sul Bairro Batista Campos
Brasília/DF Belém/PA
CEP: 70307-902 CEP: 66033-770
(61) 3322-0886 (91)3223-3434

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