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Aço e Madeira

ESTRUTURAS MISTAS:
Vigas Mistas
Aço-Concreto

Prof. Eduardo Polesello


eduardopolesello@feevale.br
Nas edificações, as vigas de aço que suportam lajes de concreto podem ser projetadas
admitindo-se que a laje e a viga agem independentemente, resistindo às cargas impostas
e não fazendo nenhuma consideração sobre a ação conjunta aço-concreto.

Entretanto, como a maioria das vigas está submetida a momentos positivos (com a mesa
superior comprimida), e as lajes de concreto de grande resistência à compressão se
apoiam quase sempre na mesa superior. A simples colocação de conectores para a
transmissão do fluxo de cisalhamento entre a laje e a viga, desenvolvido durante a

(Edifícios de Múltiplos Andares em Aço – 2ª Edição – 2008)


flexão, faz com que a laje trabalhe junto com a viga de aço, formando um sistema misto
que propicia um considerável aumento da inércia.

As vigas mistas são, portanto uma alternativa importante que deve ser empregada nas
edificações onde o tipo de laje adotado é adequado para utilização como parte resistente
da seção da viga.
Quando o sistema age em conjunto e nenhum deslocamento relativo ocorre entre a
laje e a viga de aço, aparecem forças horizontais de cisalhamento na superfície
divisória entre o aço e o concreto, que serão resistidas pelos conectores de
cisalhamento.

A seção resistente com os conectores de cisalhamento é chamada de seção mista, e


apresenta como principal vantagem uma redução de aproximadamente 30% no
peso das vigas de aço ou aumentando consideravelmente o vão a ser vencido pelo
mesmo perfil.

(Edifícios de Múltiplos Andares em Aço – 2ª Edição – 2008)


A viga de aço é escorada durante a construção e
permanece praticamente sem solicitação até a
retirada do escoramento, que será feito após a
cura do concreto. A ação mista pode se
desenvolver para o total das cargas (antes da
cura e após a cura do concreto).

(Edifícios de Múltiplos Andares em Aço – 2ª Edição – 2008)


Na primeira fase, antes da cura do concreto
(0,75.fck), a viga de aço deve suportar todas as
solicitações , como: peso próprio da viga, da laje e
fôrmas e cargas de montagem. Na segunda fase,
após a cura do concreto, a seção mista se
desenvolve e deve suportar todas as solicitações
posteriores.
As vigas mistas podem ter resistência a flexão determinadas por:
• Plastificação da Seção;
• Flambagem local da seção de aço;
• Flambagem lateral.

Na região de momento positivo não haverá flambagem lateral, já que a mesa comprimida da
seção de aço está ligada com conectores à laje de concreto e, portanto, tem contenção lateral
contínua.

Com relação a flambagem local da seção de vigas mistas, preveem-se duas situações:
a) Seções Compactas: nas quais o momento de plastificação total é atingido.

(Walter Pfeil – Estruturas de Aço – 8ª Edição – 2015)


• No caso de seções compactas, distinguem-se as vigas com ligação total ou ligação parcial,
dependendo se o momento resistente é determinado pela plastificação total do concreto ou do
aço da seção mista ou pela plastificação dos conectores, respectivamente.

b) Seções Semicompactas: nas quais a situação de início de plastificação é considerada


como limite de resistência à flexão.
• Para seções semicompactas essa distinção não se aplica, uma vez que seu dimensionamento é
feito com tensões elásticas.
As vigas de aço são divididas em três classes quanto ao efeito da flambagem local, em seus
elementos comprimidos (mesa e alma).
Para as vigas mistas sujeitas a momento fletor positivo, a mesa não sofre flambagem local,
pois está ligada à laje de concreto; logo a classificação se dará então pela esbeltez da alma
ℎ𝑤
𝑡0 .

𝒉𝒘 𝑬
≤ 𝟑, 𝟕𝟔 SEÇÃO COMPACTA
𝒕𝟎 𝒇𝒚
• Não ocorrerá flambagem local antes da plastificação total da seção.
Utilizam-se diagramas de tensões com plastificação total para o
cálculo do momento fletor resistente da seção mista.

(Walter Pfeil – Estruturas de Aço – 8ª Edição – 2015)


𝑬 𝒉𝒘 𝑬
𝟑, 𝟕𝟔 < ≤ 𝟓, 𝟕𝟎 SEÇÃO SEMICOMPACTA
𝒇𝒚 𝒕𝟎 𝒇𝒚
• Flambagem local da alma ocorre antes da plastificação
total da seção. Momento resistente da seção da viga
mista é obtido com diagramas de tensões no regime
elástico, na situação de início de plastificação.
O esforço cortante resistente de seção da viga mista é determinado da mesma forma que o
esforço cortante de seção de viga de aço.

Para 𝝀 ≤ 𝝀𝒑 : Para 𝝀𝒑 < 𝝀 ≤ 𝝀𝒓 : Para 𝝀 > 𝝀𝒓 :


𝑽𝒑𝒍 λ𝒑 𝑽𝒑𝒍 λ𝒑
𝟐
𝑽𝒑𝒍
𝑽𝑹𝒅 = 𝑽𝑹𝒅 = ∗ 𝑽𝑹𝒅 = 𝟏, 𝟐𝟒 ∗ ∗
𝜸𝒂𝟏 λ 𝜸𝒂𝟏 λ 𝜸𝒂𝟏

Sendo: Área efetiva de cisalhamento

Espessura da alma
𝑽𝒑𝒍 = 𝟎, 𝟔 ∗ 𝑨𝒘 ∗ 𝒇𝒚 → 𝐴𝑤 = 𝑑 ∗ 𝑡𝑤

Força cortante correspondente a Altura total da seção transversal


plastificação da alma por cisalhamento

(Walter Pfeil – Estruturas de Aço – 8ª Edição – 2015)


𝒉
𝝀= 𝑎 𝑎 260
2

𝒕𝒘 5,0 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑎𝑙𝑚𝑎𝑠 𝑠𝑒𝑚 𝑒𝑛𝑟𝑖𝑗𝑒𝑐𝑒𝑑𝑜𝑟𝑒𝑠 𝑡𝑟𝑎𝑛𝑠𝑣𝑒𝑟𝑠𝑎𝑖𝑠, 𝑝𝑎𝑟𝑎



> 3 𝑜𝑢 𝑝𝑎𝑟𝑎 >
ℎ ℎ 𝑡𝑤
𝑘𝑣
5
𝒌𝒗 ∗𝑬 5+ , 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑡𝑜𝑑𝑜𝑠 𝑜𝑠 𝑜𝑢𝑡𝑟𝑜𝑠 𝑐𝑎𝑠𝑜𝑠.
𝝀𝒑 = 𝟏, 𝟏𝟎 ∗ 𝑎 ℎ 2
𝒇𝒚
a – distância entre as linhas de centro de dois enrijecedores transversais adjacentes;

𝒌𝒗 ∗𝑬 h – é a altura da alma, tomada igual a distância entre as faces internas das mesas em perfis
𝝀𝒓 = 𝟏, 𝟑𝟕 ∗ soldados e igual a esse valor menos dois raios de concordância entre mesa e alma em perfis
𝒇𝒚 laminados;
tw – é a espessura da alma;
Denomina-se largura efetiva da laje (b), a largura da laje que contribui para o sistema misto,
segundo a NBR 8800, a largura efetiva da laje de concreto é a soma das larguras efetivas para
cada lado da linha de centro de viga, e deve ser igual ao menor dos seguintes valores:

• 1/8 do vão da viga mista, considerado entre linhas de centro dos apoios;
• Metade da distância entre a linha de centro de viga e a linha de centro da viga adjacente;
• A distância da linha de centro da viga à borda de uma laje em balanço.

(Walter Pfeil – Estruturas de Aço – 8ª Edição – 2015)


Limites para as parcelas b1 e b2
Para que uma viga mista submetida ao momento fletor seja estável, deve-se atender a expressão
geral de segurança estrutural:
𝒎 𝒎
𝑹𝒖 𝑹𝑴
≥ 𝜸𝒇𝒊 ∗ 𝑺𝒊 → ≥ 𝜸𝒇𝒊 ∗ 𝑴𝒊 𝒐𝒖 𝑴𝑹𝒅 ≥ 𝑴𝑺𝒅
𝜸𝒎 𝜸𝒂𝟏
𝒊=𝟏 𝒊=𝟏

As propriedades geométricas da seção mista utilizadas na determinação de tensão e deformações em


regime elástico são obtidas com a seção homogeneizada. Transforma-se a seção de concreto em uma
seção equivalente de aço, dividindo-se sua área pela relação:

𝑬𝒂ç𝒐 𝑬

(Walter Pfeil – Estruturas de Aço – 8ª Edição – 2015)


𝜶𝑬 = = Segundo NBR 8800, para o cálculo de tensões e
𝑬𝒄𝒐𝒏𝒄𝒓𝒆𝒕𝒐 𝑬𝒄
deformações de curta duração 𝐸𝑐 = 0,85 ∗ 5600 ∗ 𝑓𝑐𝑘

Os efeitos de longa duração (fluência e retração do concreto) devem ser levados em conta. Estes podem,
simplificadamente, ser considerados multiplicando-se a razão modular (𝜶𝑬 ) por 3 para determinação dos
deslocamentos provenientes das ações permanentes ou quase permanentes das ações variáveis.
Interação completa. Os conectores de cisalhamento são colocados em número suficiente para
desenvolver a resistência máxima à flexão da viga mista. Para distribuição elástica de tensões é suposto
que não existe escorregamento entre a laje e a viga.

(Edifícios de Múltiplos Andares em Aço – 2ª Edição – 2008)


𝒇𝒄𝒌
𝑪𝒄𝒅 = 0,85 ∗ 𝑓𝑐𝑑 ∗ 𝑏 ∗ 𝑡𝑐 = 𝟎, 𝟖𝟓 ∗ ∗ 𝒃 ∗ 𝒕𝒄 Força resistente de cálculo da região
𝜸𝒄 comprimida da laje de concreto
𝒇𝒚
𝑻𝒂𝒅 = 𝐴𝑎 ∗ 𝑓𝑦𝑑 = 𝑨𝒂 ∗ Força resistente de cálculo da região
𝜸𝒂𝟏 tracionada do perfil de aço
A relação entre essas componentes de forças determina a posição da linha neutra plástica na seção,
sendo:
• 𝑪𝒄𝒅 ≥ 𝑻𝒂𝒅 → linha neutra plástica na laje de concreto.

• 𝑪𝒄𝒅 < 𝑻𝒂𝒅 → linha neutra plástica no perfil de aço.

𝑪𝒄𝒅 ≥ 𝑻𝒂𝒅 𝒂
𝑴𝑹𝒅 = 𝜷𝒗𝒎 ∗ 𝑻𝒂𝒅 ∗ 𝒅𝟏 + 𝒉𝑭 + 𝒕𝒄 −
𝟐
LINHA NEUTRA
PLÁSTICA NA LAJE
DE CONCRETO 𝑇𝑎𝑑
𝑠𝑒𝑛𝑑𝑜: 𝑎= ≤ 𝑡𝑐
0,85 ∗ 𝑓𝑐𝑑 ∗ 𝑏
onde:

(Edifícios de Múltiplos Andares em Aço – 2ª Edição – 2008)


Aa – área do perfil de aço
b – largura efetiva da laje
tc – espessura da laje de concreto (no caso de pré-laje pré-moldada é a espessura acima dessa pré-laje, para
forma de aço incorporada é a espessura acima das nervuras)
d1 – distância do centro geométrico do perfil de aço até a face superior desse perfil
hF – espessura da pré-laje pré-moldada de concreto ou altura das nervuras da laje com forma de aço incorporada
(caso contrário hF=0)
a – espessura da região comprimida da laje, ou para interação parcial, espessura considerada efetiva
𝛽𝑣𝑚 – coeficiente igual a 0,85, 0,90 ou 0,95 para vigas semicontínuas (conforme capacidade de rotação – Anexo R –
NBR 8800). Para vigas biapoiadas ou contínuas 𝛽𝑣𝑚 = 1,00.
𝑪𝒄𝒅 < 𝑻𝒂𝒅 𝒕𝒄
𝑴𝑹𝒅 = 𝜷𝒗𝒎 ∗ 𝑪𝒂𝒅 ∗ 𝒅 − 𝒚𝒕 − 𝒚𝒄 + 𝑪𝒄𝒅 ∗ + 𝒉𝑭 + 𝒅 − 𝒚𝒕
LINHA NEUTRA 𝟐
PLÁSTICA NO
PERFIL DE AÇO 1 𝐴𝑎 ∗ 𝑓𝑦
𝑠𝑒𝑛𝑑𝑜: 𝐶𝑎𝑑 = ∗ − 𝐶𝑐𝑑
2 1,10

𝐴𝑎 ∗𝑓𝑦 𝐶𝑎𝑑 ∗1,10∗𝑡𝑓


Quando 𝐶𝑎𝑑 ≤ → linha neutra na mesa superior → 𝑦𝑝 =
1,10 𝐴𝑎𝑓 ∗𝑓𝑦

𝑓𝑦
𝐴𝑎 ∗𝑓𝑦 𝐶𝑎𝑑 −𝐴𝑎𝑓 ∗ 1,10
Quando 𝐶𝑎𝑑 > → linha neutra na alma → 𝑦𝑝 = 𝑡𝑓 + ℎ𝑤 ∗ 𝑓𝑦
1,10 𝐴𝑎𝑤 ∗ 1,10

(Edifícios de Múltiplos Andares em Aço – 2ª Edição – 2008)


onde:
Cad – força resistente de cálculo da região comprimida do perfil de aço
Aaf – área da mesa superior do perfil de aço
Aaw – área da alma do perfil de aço, igual ao produto hw.tw
yc – distância do centro geométrico da parte comprimida do perfil de aço até a face superior desse perfil
yt – distância do centro geométrico da parte tracionada do perfil de aço até a face inferior desse perfil
yp – distância da linha neutra da seção plastificada até a face superior do perfil de aço
d – altura total do perfil de aço
tf – espessura da mesa do perfil de aço
Interação parcial. A resistência ao cisalhamento dos conectores de cisalhamento comanda a resistência à
flexão da viga mista. Cálculos elásticos, tais como deformações, fadiga e vibrações devem incluir o efeito
de escorregamento entre a laje e a viga.

(Edifícios de Múltiplos Andares em Aço – 2ª Edição – 2008)


𝒂
𝑄𝑅𝑑 < 𝑇𝑎𝑑 𝑒 𝑄𝑅𝑑 < 𝐶𝑐𝑑 → 𝑴𝑹𝒅 = 𝜷𝒗𝒎 ∗ 𝑪𝒂𝒅 ∗ 𝒅 − 𝒚𝒕 − 𝒚𝒄 + 𝑪𝒄𝒅 ∗ 𝒕𝒄 − + 𝒉𝑭 + 𝒅 − 𝒚𝒕
𝟐

𝐶𝑐𝑑 ∗ 1,40
𝑠𝑒𝑛𝑑𝑜: 𝑎=
0,85 ∗ 𝑓𝑐𝑘 ∗ 𝑏

𝑄𝑅𝑑 → somatório das forças resistentes de cálculo individuais QRd dos conectores de cisalhamento situados entre
a seção de momento positivo máximo e a seção adjacente de momento nulo
A tensão de tração de cálculo da face inferior do perfil não pode ultrapassar (𝑓𝑦𝑘 1,10) e a tensão de
compressão de cálculo na face superior da laje de concreto não pode ultrapassar (𝑓𝑐𝑘 1,40) . Ambas
as tensões devem ser determinadas por:

0,85 ∗ 𝑓𝑐𝑘 ∗ 𝑏 ∗ 𝑡𝑐 𝐴𝑎 ∗ 𝑓𝑦
𝑸𝑹𝒅 ≥ 𝐦𝐢𝐧(𝑪𝒄𝒅 , 𝑻𝒂𝒅 ) 𝑠𝑒𝑛𝑑𝑜: 𝐶𝑐𝑑 = 𝑒 𝑇𝑎𝑑 =
1,40 1,10

As tensões correspondentes ao momento fletor solicitante de cálculo MSd devem ser determinadas pelo
processo elástico, com base nas propriedades da seção mista obtidas pela homogeneização teórica da
seção formada pela viga de aço e pela laje de concreto com sua largura efetiva, dividindo-se essa
largura pela razão modular 𝜶𝑬 = 𝑬 𝑬𝒄 . As tensões de cálculo são dadas por:

(Edifícios de Múltiplos Andares em Aço – 2ª Edição – 2008)


𝑴𝑺𝒅 𝑴𝑺𝒅
𝝈𝒕𝒅 = 𝝈𝒄𝒅 =
𝑾𝒕𝒓 𝒊 𝜶𝑬 ∗ 𝑾𝒕𝒓 𝒔

onde:
σtd – tensão de tração de cálculo na mesa inferior do perfil de aço
σcd – tensão de compressão de cálculo na face superior da laje de concreto
(Wtr)i – módulo de resistência elástico inferior da seção mista
(Wtr)s – módulo de resistência elástico superior da seção mista
A determinação das tensões é feita como para interação completa, alterando-se o valor de (Wtr)i ,
para:
Wa – módulo de resistência elástico inferior do perfil de aço
𝑸𝑹𝒅
𝑾𝒆𝒇 = 𝑾𝒂 + ∗ 𝑾𝒕𝒓 𝒊 − 𝑾𝒂 Fhd – força de cisalhamento de cálculo entre a componente de aço e
𝑭𝒉𝒅
a laje, igual ao menor valor entre 𝐴𝑎 ∗ 𝑓𝑦𝑑 e 0,85 ∗ 𝑓𝑐𝑑 ∗ 𝑑 ∗ 𝑡𝑐

Além das verificações da viga mista escorada, devem ser atendidas as seguintes exigências:

a) A viga de aço deve ter resistência de cálculo adequada para suportar todas as ações de cálculo
aplicadas antes do concreto atingir uma resistência de 𝟎, 𝟕𝟓 ∗ 𝒇𝒄𝒌 .

(Edifícios de Múltiplos Andares em Aço – 2ª Edição – 2008)


𝑬 𝒉𝒘 𝑬
b) Vigas com 𝟑, 𝟕𝟔 𝒇𝒚
<
𝒕𝟎
≤ 𝟓, 𝟕𝟎
𝒇𝒚
, a mesa inferior da viga de aço deve atender:

𝑴𝑺𝒅,𝑮𝒂 𝑴𝑺𝒅,𝑳 𝒇𝒚 MSd,Ga – momento fletor solicitante de cálculo que atua antes do concreto atingir 0,75 ∗ 𝑓𝑐𝑘
+ ≤
𝑾𝒂 𝑾𝒆𝒇 𝟏, 𝟏𝟎 MSd,L– momento fletor solicitante de cálculo que atua depois do concreto atingir 0,75 ∗ 𝑓𝑐𝑘
Elementos responsáveis pela transmissão dos esforços de cisalhamento existentes na superfície
de contato aço-concreto.

A NBR 8800 prevê conectores de cisalhamento dos tipos pino com cabeça "Studs" e perfil U laminado ou
formado a frio. Todos os tipos de conectores devem ficar completamente embutidos no concreto da laje,
com cobrimento superior mínimo de 10 mm.

A força resistente de cálculo de um conector de cisalhamento tipo pino com cabeça é dada
pelo menor dos valores a seguir (item 0.4.2.1.1 – NBR 8800):

(Edifícios de Múltiplos Andares em Aço – 2ª Edição – 2008)


𝐴𝑐𝑠 = á𝑟𝑒𝑎 𝑑𝑎 𝑠𝑒çã𝑜 𝑡𝑟𝑎𝑛𝑠𝑣𝑒𝑟𝑠𝑎𝑙 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑛𝑒𝑐𝑡𝑜𝑟
𝟏 𝑨𝒄𝒔 ∗ 𝒇𝒄𝒌 ∗ 𝑬𝒄
𝑸𝑹𝒅 = 𝛾𝑐𝑠 = 𝑐𝑜𝑒𝑓𝑖𝑐𝑖𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑑𝑒 𝑝𝑜𝑛𝑑𝑒𝑟𝑎çã𝑜 𝑑𝑎 𝑟𝑒𝑠𝑖𝑠𝑡ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑛𝑒𝑐𝑡𝑜𝑟, 𝒊𝒈𝒖𝒂𝒍 𝟏, 𝟐𝟓
𝟐 𝜸𝒄𝒔 𝐸𝑐 = 𝑚ó𝑑𝑢𝑙𝑜 𝑑𝑒 𝑒𝑙𝑎𝑠𝑡𝑖𝑐𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑛𝑐𝑟𝑒𝑡𝑜: 𝑬𝒄 = 𝟎, 𝟖𝟓 ∗ 𝟓𝟔𝟎𝟎 ∗ 𝒇𝒄𝒌
𝑅𝑔 = 𝑐𝑜𝑒𝑓. 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑖𝑑𝑒𝑟𝑎çã𝑜 𝑑𝑜 𝑒𝑓𝑒𝑖𝑡𝑜 𝑑𝑎 𝑎𝑡𝑢𝑎çã𝑜 𝑑𝑒 𝑔𝑟𝑢𝑝𝑜𝑠 𝑑𝑒 𝑐𝑜𝑛𝑒𝑐𝑡𝑜𝑟𝑒𝑠
𝑹𝒈 ∗ 𝑹𝒑 ∗ 𝑨𝒄𝒔 ∗ 𝒇𝒖𝒄𝒔 𝑅𝑝 = 𝑐𝑜𝑒𝑓. 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑖𝑑𝑒𝑟𝑎çã𝑜 𝑑𝑎 𝑝𝑜𝑠𝑖çã𝑜 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑛𝑒𝑐𝑡𝑜𝑟
𝑸𝑹𝒅 = 𝑓𝑢𝑐𝑠 = 𝑟𝑒𝑠𝑖𝑠𝑡ê𝑛𝑐𝑖𝑎 à 𝑟𝑢𝑝𝑡𝑢𝑟𝑎 𝑑𝑜 𝑎ç𝑜 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑛𝑒𝑐𝑡𝑜𝑟
𝜸𝒄𝒔
Para condições normais, conectores em linha soldado diretamente no perfil de aço,
Rg e Rp iguais a 1,0 (Itens O.4.2.1.2 e O.4.2.1.3 – NBR 8800).
A quantidade de conectores, em função da resistência do conjunto de conectores dispostos
entre a seção com momento fletor máximo (meio do vão) e o apoio, pode ser obtida pela
expressão:

𝒏 ∗ 𝑸𝑹𝒅 ≥ 𝐦𝐢𝐧(𝑪𝒄𝒅 , 𝑻𝒂𝒅 )

(NBR 8800:2008 – Projeto de Estruturas de Aço e de Estruturas Mistas de Aço e Concreto de Edifícios)
Espaçamento Máximo entre Conectores (Item O.4.3.2 da NBR 8800)

O espaçamento máximo entre linhas de centros de conectores deve ser igual a oito vezes a
espessura total da laje; também não pode ser superior a 915 mm no caso de lajes com fôrmas de aço
incorporadas, com nervuras perpendiculares ao perfil de aço.

Espaçamento Mínimo entre Conectores (Item O.4.3.3 da NBR 8800)

O espaçamento mínimo entre linhas de centros de conectores tipo pino com cabeça deve ser igual a
seis diâmetros ao longo do vão da viga; podendo ser reduzido para quatro diâmetros no caso de lajes
com fôrmas de aço incorporadas.
Um piso de edificação é construído de vigas mistas simplesmente apoiadas, de vão igual a 10 m.
O espaçamento entre as vigas é de 2,5 m. A seção de aço é constituída de perfil soldado VS 400
x 49 em aço MR250. A laje maciça tem 100 mm de espessura em concreto 𝑓𝑐𝑘 = 21,0 𝑀𝑃𝑎.
Calcular as propriedades geométricas da seção homogeneizada de uma viga intermediária.

(Walter Pfeil – Estruturas de Aço – 8ª Edição – 2015)


Exemplo 01 – Solução
𝑓𝑦 = 250 𝑀𝑃𝑎 = 25,0 𝑘𝑁 𝑐𝑚2
𝑃𝑒𝑟𝑓𝑖𝑙 𝑑𝑒 𝐴ç𝑜 𝑀𝑅250 →
𝐸 = 200.000 𝑀𝑃𝑎 = 20.000 𝑘𝑁/𝑐𝑚²

𝑏𝑓 = 200 𝑚𝑚
𝑡𝑓 = 9,5 𝑚𝑚
𝐶𝑎𝑟𝑎𝑐𝑡𝑒𝑟í𝑠𝑡𝑖𝑐𝑎𝑠 𝑔𝑒𝑜𝑚é𝑡𝑟𝑖𝑐𝑎𝑠 𝑑𝑜 𝑝𝑒𝑟𝑓𝑖𝑙 𝑉𝑆 400 𝑋 49 → ℎ0 = 381 𝑚𝑚
𝑡0 = 6,3 𝑚𝑚
ℎ = 400 𝑚𝑚

𝟏) 𝑳𝒂𝒓𝒈𝒖𝒓𝒂 𝑬𝒇𝒆𝒕𝒊𝒗𝒂 𝒅𝒂 𝑳𝒂𝒋𝒆 𝒃 = 𝒃𝟏 + 𝒃𝟐 :


De acordo com item O.2.2.1 (NBR 8800), para vigas biapoiadas, a largura efetiva deve ser igual ao
menor dos seguintes valores:

• 1/8 do vão da viga mista, considerando entre


linhas de centro de apoio;
• Metade da distância entre a linha do centro da
viga analisada e a viga adjacente.
• Distância da linha do centro da viga à borda de
uma laje em balanço.

VIGA INTERMEDIÁRIA:
1000 8 = 125 𝑐𝑚
→ adota − se 125 𝑐𝑚 → 𝑏 = 125 + 125 → 𝒃 = 𝟐𝟓𝟎 𝒄𝒎
250 2 = 125 𝑐𝑚
𝟐) 𝑹𝒆𝒍𝒂çã𝒐 𝒆𝒏𝒕𝒓𝒆 𝒐𝒔 𝑴ó𝒅𝒖𝒍𝒐𝒔 𝒅𝒆 𝑬𝒍𝒂𝒔𝒕𝒊𝒄𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆:
Item O.1.2.1 – Propriedades geométricas da seção mista devem ser obtidas por meio da
homogeneização teórica da seção formada pelo componente de aço e pela laje de concreto com sua
largura efetiva, dividindo essa largura pela razão modular.
𝑬𝒂ç𝒐 𝑬
𝜶𝑬 = = 𝑬𝒄 = 0,85 ∗ 5600 ∗ 𝑓𝑐𝑘 = 0,85 ∗ 5600 ∗ 21,0 = 𝟐𝟏𝟖𝟏𝟑, 𝟏 𝑴𝑷𝒂
𝑬𝒄𝒐𝒏𝒄𝒓𝒆𝒕𝒐 𝑬𝒄

200000 Para cálculo de tensões e deformações


𝛼𝐸 = → 𝜶𝑬 = 𝟗, 𝟏𝟕
21813,1 devidas a cargas de curta duração

Para cálculo de tensões e deformações


𝟑 ∗ 𝜶𝑬 = 𝟑 ∗ 𝟗, 𝟏𝟕 = 𝟐𝟕, 𝟓𝟏 devidas a cargas de longa duração

𝟑) 𝑷𝒓𝒐𝒑𝒓𝒊𝒆𝒅𝒂𝒅𝒆𝒔 𝑮𝒆𝒐𝒎é𝒕𝒓𝒊𝒄𝒂𝒔 𝑺𝒆çã𝒐 𝑯𝒐𝒎𝒐𝒈𝒆𝒏𝒆𝒊𝒛𝒂𝒅𝒂 − 𝑪𝒂𝒓𝒈𝒂𝒔 𝑪𝒖𝒓𝒕𝒂 𝑫𝒖𝒓𝒂çã𝒐


Transforma-se a seção de concreto por uma seção equivalente de aço.

ÁREA EQUIVALENTE DA SEÇÃO DE CONCRETO (Ac):

Seção de concreto → 𝐴 = 250 ∗ 10 = 2500 𝑐𝑚²


𝑨 2500
Seção Equivalente de concreto → 𝑨𝒄 = = → 𝑨𝒄 = 𝟐𝟕𝟐, 𝟔 𝒄𝒎²
𝜶𝑬 9,17
𝑨 y’ A . y’ I0
Seção
(cm²) (cm) (cm³) (cm4)
1 272,6 5 1363 2271,9
2 62 30 1860 17393
Total 334,6 3223 19664,9

Áreas de cada seção. Centro Gravidade de cada Momento de Inércia de


Seção de aço – seção em relação a parte cada seção. Seção de
Tabela Perfil superior da laje aço – Tabela Perfil

Momento de Inércia 𝒃 ∗ 𝒉𝟑 250 3


da seção equivalente 𝑰𝟎 = 9,17 ∗ 10 𝑰𝟎 = 𝟐𝟐𝟕𝟏, 𝟗 𝒄𝒎𝟒
𝟏𝟐 → 𝐼0 = →
de Concreto: 12

POSIÇÃO DO CENTRO DE GRAVIDADE EQUIVALENTE:

𝐴 ∗ 𝑦′ 3223
𝑦𝑠𝑢𝑝 = → 𝑦𝑠𝑢𝑝 = → 𝒚𝒔𝒖𝒑 = 𝟗, 𝟔 𝒄𝒎
𝐴 334,6

𝑦𝑖𝑛𝑓 = 40 + 10 − 𝑦𝑠𝑢𝑝 = 50 − 9,6 → 𝒚𝒊𝒏𝒇 = 𝟒𝟎, 𝟒 𝒄𝒎


A linha neutra está a 4 mm da interface, entre o concreto e o aço, para dentro da laje de concreto,
significando que para um momento positivo uma espessura de 4 mm de concreto estaria tracionada.

MOMENTO DE INÉRCIA EFETIVO


𝟐 𝟐 Translação dos Eixos, considerando
𝑰𝒆𝒇 = 𝑰𝟏 + 𝑨𝟏 ∗ 𝒅 + 𝑰𝟐 + 𝑨 𝟐 ∗ 𝒅 dados da seção equivalente.

2 2
𝐼𝑒𝑓 = 2271,9 + 272,6 ∗ 9,6 − 5,0 + 17393 + 62 ∗ 30 − 9,6

𝐼𝑒𝑓 = 2271,9 + 5768,2 + 17393 + 25801,9 → 𝑰𝒆𝒇 = 𝟓𝟏𝟐𝟑𝟓, 𝟎 𝒄𝒎𝟒

MÓDULOS DE RESISTÊNCIA ELÁSTICOS SUPERIOR E INFERIOR

𝑰𝒆𝒇 51235,0
𝑾𝒕𝒓,𝒔𝒖𝒑 = → 𝑊𝑡𝑟,𝑠𝑢𝑝 = → 𝑾𝒕𝒓,𝒔𝒖𝒑 = 𝟓𝟑𝟑𝟕, 𝟎 𝒄𝒎𝟑
𝒚𝒔𝒖𝒑 9,6

𝑰𝒆𝒇 51235,0
𝑾𝒕𝒓,𝒊𝒏𝒇 = → 𝑊𝑡𝑟,𝑖𝑛𝑓 = → 𝑾𝒕𝒓,𝒊𝒏𝒇 = 𝟏𝟐𝟔𝟖, 𝟐 𝒄𝒎𝟑
𝒚𝒊𝒏𝒇 40,4
Um piso de edifício é formado por vigas mistas espaçadas de 2,80 m e com vãos
simplesmente apoiados de 9,0 m de comprimento. A laje de 10 cm de espessura será
concretada sobre um sistema de fôrmas apoiadas nos perfis de aço das vigas. Trata-se,
portanto, de vigas mistas não escoradas.

As cargas nominais atuantes em uma viga


intermediária são:

a) Antes do concreto atingir 75% fck


Carga permanente 𝑔1 = 7,6 𝑘𝑁/𝑚
Carga de construção 𝑞1 = 1,5 𝑘𝑁/𝑚

(Walter Pfeil – Estruturas de Aço – 8ª Edição – 2015)


b) Após a cura do concreto:
Carga permanente 𝑔2 = 5,0 𝑘𝑁/𝑚
Carga de construção 𝑞2 = 8,4 𝑘𝑁/𝑚
Os materiais a serem utilizados são aço MR250 e concreto com 𝑓𝑐𝑘 = 20,0 𝑀𝑃𝑎

Dimensionar a viga mista intermediária com ligação total, sendo a seção de aço um perfil W.
Utilizar conectores do tipo pino com cabeça.
Exemplo 02 – Solução
𝑓𝑦 = 250 𝑀𝑃𝑎 = 25,0 𝑘𝑁 𝑐𝑚2
𝑃𝑒𝑟𝑓𝑖𝑙 𝑑𝑒 𝐴ç𝑜 𝑀𝑅250 →
𝐸 = 200.000 𝑀𝑃𝑎 = 20.000 𝑘𝑁/𝑐𝑚²

𝟏) 𝑷𝒓é − 𝒅𝒊𝒎𝒆𝒏𝒔𝒊𝒐𝒏𝒂𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒅𝒆𝒇𝒊𝒏𝒊çã𝒐 𝒅𝒆 𝒖𝒎 𝑷𝒆𝒓𝒇𝒊𝒍 𝑰𝒏𝒊𝒄𝒊𝒂𝒍:


O pré-dimensionamento será feito no estado limite último, admitindo-se uma seção de aço
compacta e linha neutra plástica na interface concreto-aço.

CARGA DISTRIBUÍDA DE PROJETO:

𝑭𝑺𝒅 = 𝜸𝒈 ∗ 𝑭𝑮 + 𝜸𝒒 ∗ 𝑭𝑸 Carregamento variável mais desfavorável

𝐹𝑆𝑑 = 1,4 ∗ 7,6 + 5,0 + 1,5 ∗ 8,4 → 𝑭𝑺𝒅 = 𝟑𝟎, 𝟐𝟒 𝐤𝐍/𝐦

Não especifica o tipo de Carga Variável de


carga permanente, utilização – Tabela 1
adota-se 1,40 NBR 8800 – ɤq=1,50

MOMENTO SOLICITANTE DE PROJETO:


Para uma viga biapoiada o momento máximo ocorre no centro do vão e é dado por:

𝑭𝑺𝒅 ∗ 𝑳𝟐 30,2 ∗ 9,02


𝑴𝑺𝒅 = → 𝑀𝑆𝑑 = → 𝑴𝑺𝒅 = 𝟑𝟎𝟔, 𝟏𝟖 𝐤𝐍. 𝐦
𝟖 8
DEFINIÇÃO DE UM PERFIL INICIAL:

Considera-se inicialmente linha neutra entre laje de concreto e perfil de aço uma altura para o perfil
de aço – h = 450 mm. A partir da equação de momento define-se a área necessária para o perfil com
a altura adotada para resistir ao esforço solicitante.
Espessura da região comprimida da laje. Como admitiu-se linha
neutra entre laje e perfil, o valor de “a” será a espessura da laje
𝒂
𝑴𝑹𝒅 = 𝜷𝒗𝒎 ∗ 𝑻𝒂𝒅 ∗ 𝒅𝟏 + 𝒉𝑭 + 𝒕𝒄 −
𝟐
Espessura da laje de concreto
Coeficiente 𝜷𝒗𝒎 para Para caso de laje maciça de concreto, valor igual a zero.
viga biapoiada é
igual a 1,0. Do CG do perfil até a face superior do perfil, igual a h/2.
Força resistente de cálculo da seção tracionada do perfil, dado por 𝑇𝑎𝑑 = 𝐴𝑎 ∗ 𝑓𝑦𝑑 , 𝑠𝑒𝑛𝑑𝑜𝑓𝑦𝑑 = 𝑓𝑦 𝛾𝑎1

25,0 45 10
𝑀𝑅𝑑 = 1,0 ∗ 𝐴𝑎 ∗ + 0,0 + 10,0 −
1,10 2 2

25,0 45 10
30618 = 1,0 ∗ 𝐴𝑎 ∗ + 0,0 + 10,0 − → 𝑨𝒂 = 𝟒𝟗, 𝟎 𝒄𝒎𝟐
1,10 2 2

Pela tabela de perfis W, percebe-se que o Perfil W 460 x 52,0 com altura de 450 mm atende à
condição de área necessária.
𝟐) 𝑳𝒂𝒓𝒈𝒖𝒓𝒂 𝑬𝒇𝒆𝒕𝒊𝒗𝒂 𝒅𝒂 𝑳𝒂𝒋𝒆 𝒃 = 𝒃𝟏 + 𝒃𝟐 :
De acordo com item O.2.2.1 (NBR 8800), para vigas biapoiadas, a largura efetiva deve ser igual
ao menor dos seguintes valores:
• 1/8 do vão da viga mista, considerando entre
linhas de centro de apoio;
• Metade da distância entre a linha do centro
da viga analisada e a viga adjacente.
• Distância da linha do centro da viga à borda
de uma laje em balanço.

VIGA INTERMEDIÁRIA DO EXEMPLO:

900 8 = 112,5 𝑐𝑚
→ adota − se 112,5 𝑐𝑚 → 𝑏 = 112,5 + 112,5 → 𝒃 = 𝟐𝟐𝟓 𝒄𝒎
280 2 = 140 𝑐𝑚

𝟑) 𝑪𝒍𝒂𝒔𝒔𝒊𝒇𝒊𝒄𝒂çã𝒐 𝒅𝒂 𝒔𝒆çã𝒐 𝒒𝒖𝒂𝒏𝒕𝒐 à 𝒇𝒍𝒂𝒎𝒃𝒂𝒈𝒆𝒎 𝒍𝒐𝒄𝒂𝒍 𝒅𝒂 𝒂𝒍𝒎𝒂:


Para determinação do momento resistente da viga mista.

ℎ𝑤 𝐸
𝑇𝑎𝑏𝑒𝑙𝑎 𝑃𝑒𝑟𝑓𝑖𝑙 𝑎𝑑𝑜𝑡𝑎𝑑𝑜 → = 53,2 < 3,76 = 106 → 𝒔𝒆çã𝒐 𝒄𝒐𝒎𝒑𝒂𝒄𝒕𝒂
𝑡0 𝑓𝑦
𝟒) 𝑴𝒐𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐 𝑹𝒆𝒔𝒊𝒔𝒕𝒆𝒏𝒕𝒆 𝒅𝒂 𝑽𝒊𝒈𝒂 𝑴𝒊𝒔𝒕𝒂:
Verificar a posição da linha neutra plástica para determinação do momento resistente.

𝑪𝒄𝒅 = 𝟎, 𝟖𝟓 ∗ 𝒇𝒄𝒅 ∗ 𝒃 ∗ 𝒕𝒄 Valor máximo de resistência à compressão no concreto.

Espessura da laje de concreto


Largura efetiva da laje
2,0
𝐶𝑐𝑑 = 0,85 ∗ ∗ 225 ∗ 10 → 𝑪𝒄𝒅 = 𝟐𝟕𝟑𝟐, 𝟏𝟒 𝐤𝐍
1,4

Valor máximo de resistência à tração (quando a área tracionada é igual a área


𝑻𝒂𝒅 = 𝑨𝒂 ∗ 𝒇𝒚𝒅
da seção de aço).

25
𝑇𝑎𝑑 = 66,6 ∗ → 𝑻𝒂𝒅 = 𝟏𝟓𝟏𝟑, 𝟔𝟒 𝐤𝐍
1,1

Como Ccd > Tad – linha neutra plástica está na laje de concreto na profundidade:
𝑓𝑦
𝑻𝒂𝒅 𝑇𝑎𝑑 = 𝐴𝑎 ∗ 𝑓𝑦𝑑 = 𝐴𝑎 ∗ 𝛾𝑎1
𝐚= ≤ 𝒕𝒄 Item O.2.3.1.1.1 – alínea (a) – NBR 8800
𝟎, 𝟖𝟓 ∗ 𝒇𝒄𝒅 ∗ 𝒃 𝑓𝑐𝑑 = 𝑓𝑐𝑘
𝛾𝑐

66,6 ∗ 25,0 1,10


𝐚= = 𝟓, 𝟓𝟒 𝒄𝒎 ≤ 10,0𝑐𝑚
0,85 ∗ 2,0
1,4 ∗ 225
O Momento Resistente á dado por (Item O.2.3.1.1.1 – alínea (a) – NBR 8800):
Espessura da região comprimida da laje.

𝒂
𝑴𝑹𝒅 = 𝜷𝒗𝒎 ∗ 𝑻𝒂𝒅 ∗ 𝒅𝟏 + 𝒉𝑭 + 𝒕𝒄 −
𝟐

25,0 45,0 5,54


𝑀𝑅𝑑 = 1,0 ∗ 66,6 ∗ ∗ + 0,0 + 10,0 − → 𝑴𝑹𝒅 = 𝟒𝟓. 𝟎𝟎𝟎, 𝟒𝟏 𝐤𝐍. 𝐜𝐦
1,10 2 2

𝑴𝑹𝒅 = 𝟒𝟓𝟎, 𝟎 𝐤𝐍. 𝐦 ≥ 𝑴𝑺𝒅 = 𝟑𝟎𝟔, 𝟏𝟖 𝒌𝑵. 𝒎 Ok!

𝟓) 𝑴𝒐𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐 𝑹𝒆𝒔𝒊𝒔𝒕𝒆𝒏𝒕𝒆 𝒅𝒂 𝑺𝒆çã𝒐 𝒅𝒆 𝑨ç𝒐 − 𝑬𝒕𝒂𝒑𝒂 𝑪𝒐𝒏𝒔𝒕𝒓𝒖𝒕𝒊𝒗𝒂:


Trata-se de vigas não escoradas – os perfis deverão atender essa condição!
A seção de aço deve ter resistência à flexão para suportar as cargas atuantes antes do
concreto atingir 0,75 fck.

𝑭𝑺𝒅 = 𝜸𝒈 ∗ 𝑭𝑮 + 𝜸𝒒 ∗ 𝑭𝑸 Como não especifica o tipo de cargas, adota-se coeficiente igual a 1,40

𝐹𝑆𝑑 = 1,4 ∗ 7,6 + 1,5 ∗ 1,5 → 𝑭𝑺𝒅 = 𝟏𝟐, 𝟖𝟗 𝐤𝐍/𝐦

𝑭𝑺𝒅 ∗ 𝑳𝟐 12,89 ∗ 9,02


𝑴𝑺𝒅 = → 𝑀𝑆𝑑 = → 𝑴𝑺𝒅 = 𝟏𝟑𝟎, 𝟓 𝐤𝐍. 𝐦
𝟖 8
Perfis estão contidos lateralmente pelo sistema de apoio das fôrmas, não há flambagem lateral.

CLASSIFICAÇÃO DA SEÇÃO QUANTO À FLAMBAGEM LOCAL:

𝑏𝑓 𝐸
𝑭𝑳𝑴 𝜆= = 7,04 𝜆𝑝 = 0,38 ∗ = 10,75
2 ∗ 𝑡𝑓 𝑓𝑦 Seção Compacta
𝝀 ≤ 𝝀𝒑
ℎ𝑤 𝜆𝑝 = 3,76 ∗
𝐸
= 106,35
𝑭𝑳𝑨 𝜆= = 53,2 𝑓𝑦
𝑡0

Área comprimida

𝑴𝒑𝒍 Determinado pela fórmula ou


𝑴𝑹𝒅 = → 𝑀𝑝𝑙 = Z ∗ 𝑓𝑦 → Z = 𝐴𝑡 ∗ 𝑦𝑡 + 𝐴𝑐 ∗ 𝑦𝑐
𝜸𝒂𝟏 obtido na tabela do perfil.

Módulo de Área tracionada Distâncias do centro de cada


resistência plástico área até o CG do perfil

𝑍 ∗ 𝑓𝑦 1096 ∗ 25
𝑀𝑅𝑑 = → 𝑀𝑅𝑑 = → 𝑴𝑹𝒅 = 𝟐𝟒𝟗𝟎𝟗, 𝟏 𝐤𝐍. 𝐜𝐦
𝛾𝑎1 1,10

𝑴𝑹𝒅 = 𝟐𝟒𝟗, 𝟏 𝐤𝐍. 𝐦 ≥ 𝑴𝑺𝒅 = 𝟏𝟑𝟎, 𝟓 𝒌𝑵. 𝒎 Ok!


𝟔) 𝐑𝐞𝐬𝐢𝐬𝐭ê𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐚𝐨 𝐂𝐢𝐬𝐚𝐥𝐡𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨:
O esforço cortante resistente de vigas mistas é igual ao esforço cortante da seção de aço!

ESFORÇO CORTANTE SOLICITANTE DE PROJETO: Carregamento variável mais desfavorável

𝑭𝑺𝒅 = 𝜸𝒈 ∗ 𝑭𝑮 + 𝜸𝒒 ∗ 𝑭𝑸 → 𝐹𝑆𝑑 = 1,4 ∗ 7,6 + 5,0 + 1,5 ∗ 8,4 → 𝑭𝑺𝒅 = 𝟑𝟎, 𝟐𝟒 𝐤𝐍/𝐦

Esforço Cortante
𝑭𝑺𝒅 ∗ 𝑳 30,24 ∗ 9,0
Máximo Viga 𝑽𝒅 = → 𝑉𝑑 = → 𝑽𝒅 = 𝟏𝟑𝟔, 𝟏 𝐤𝐍
Biapoiada 𝟐 2

ESFORÇO CORTANTE RESISTENTE :


ℎ𝑤 𝑘𝑣 ∗𝐸 Para alma sem enrijecedores kv é igual a 5 (5.4.3.1.1 do
𝜆= = 53,2 𝜆𝑝 = 1,10 ∗ = 69,57
𝑡𝑤 𝑓𝑦 anexo G – NBR 8800)

Como 𝝀 ≤ 𝝀𝒑 , o esforço cortante resistente é dado por:


Espessura da alma

𝑽𝒑𝒍
𝑽𝑹𝒅 = → 𝑉𝑝𝑙 = 0,60 ∗ 𝐴𝑤 ∗ 𝑓𝑦 𝑜𝑛𝑑𝑒 𝐴𝑤 = 𝑑 ∗ 𝑡𝑤
𝜸𝒂𝟏
Área efetiva de cisalhamento Altura total da seção transversal

0,6 ∗ 𝑑 ∗ 𝑡𝑤 ∗ 𝑓𝑦 0,6 ∗ 45,0 ∗ 0,76 ∗ 25,0


𝑉𝑅𝑑 = = → 𝑽𝑹𝒅 = 𝟒𝟔𝟔, 𝟒 𝒌𝑵
𝛾𝑎1 1,10
𝟕) 𝐂á𝐥𝐜𝐮𝐥𝐨 𝐝𝐨 𝐍ú𝐦𝐞𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝑪𝒐𝒏𝒆𝒄𝒕𝒐𝒓𝒆𝒔:
A resistência do conjunto de conectores dispostos entre o meio do vão e o apoio, como Ccd > Tad , é
dada por:
𝒏 ∗ 𝑸𝑹𝒅 ≥ 𝑻𝒂𝒅 = 𝟏𝟓𝟏𝟑, 𝟔𝟒 𝒌𝑵

A força resistente de cálculo de um conector de cisalhamento tipo pino com cabeça é dada pelo menor
dos valores a seguir (item 0.4.2.1.1 – NBR 8800):
𝐴𝑐𝑠 = á𝑟𝑒𝑎 𝑑𝑎 𝑠𝑒çã𝑜 𝑡𝑟𝑎𝑛𝑠𝑣𝑒𝑟𝑠𝑎𝑙 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑛𝑒𝑐𝑡𝑜𝑟
1 𝐴𝑐𝑠 ∗ 𝑓𝑐𝑘 ∗ 𝐸𝑐
𝑄𝑅𝑑 = 𝛾𝑐𝑠 = 𝑐𝑜𝑒𝑓𝑖𝑐𝑖𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑑𝑒 𝑝𝑜𝑛𝑑𝑒𝑟𝑎çã𝑜 𝑑𝑎 𝑟𝑒𝑠𝑖𝑠𝑡ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑛𝑒𝑐𝑡𝑜𝑟, 𝑖𝑔𝑢𝑎𝑙 1,25
2 𝛾𝑐𝑠 𝐸𝑐 = 𝑚ó𝑑𝑢𝑙𝑜 𝑑𝑒 𝑒𝑙𝑎𝑠𝑡𝑖𝑐𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑛𝑐𝑟𝑒𝑡𝑜 𝑀𝑃𝑎 = 0,85 ∗ 5600 ∗ 𝑓𝑐𝑘
𝑅𝑔 = 𝑐𝑜𝑒𝑓. 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑖𝑑𝑒𝑟𝑎çã𝑜 𝑑𝑜 𝑒𝑓𝑒𝑖𝑡𝑜 𝑑𝑎 𝑎𝑡𝑢𝑎çã𝑜 𝑑𝑒 𝑔𝑟𝑢𝑝𝑜𝑠 𝑑𝑒 𝑐𝑜𝑛𝑒𝑐𝑡𝑜𝑟𝑒𝑠
𝑅𝑔 ∗ 𝑅𝑝 ∗ 𝐴𝑐𝑠 ∗ 𝑓𝑢𝑐𝑠 𝑅𝑝 = 𝑐𝑜𝑒𝑓. 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑖𝑑𝑒𝑟𝑎çã𝑜 𝑑𝑎 𝑝𝑜𝑠𝑖çã𝑜 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑛𝑒𝑐𝑡𝑜𝑟
𝑄𝑅𝑑 =
𝛾𝑐𝑠 𝑓𝑢𝑐𝑠 = 𝑟𝑒𝑠𝑖𝑠𝑡ê𝑛𝑐𝑖𝑎 à 𝑟𝑢𝑝𝑡𝑢𝑟𝑎 𝑑𝑜 𝑎ç𝑜 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑛𝑒𝑐𝑡𝑜𝑟

Conectores em linha soldado diretamente no perfil de aço, Rg e Rp iguais a 1,0 (Itens O.4.2.1.2 e O.4.2.1.3 – NBR 8800).

Considerando
1 1,98 ∗ 2,0 ∗ 2128,7
conectores de Aço 𝑄𝑅𝑑 = = 51,70 𝑘𝑁
AST A307 com: 2 1,25
→ logo 𝑸𝑹𝒅 = 𝟓𝟏, 𝟕𝟎 𝒌𝑵
ф 1,59 cm
A = 1,98 cm² 1,0 ∗ 1,0 ∗ 1,98 ∗ 41,5
fu= 415 MPa 𝑄𝑅𝑑 = = 65,74 𝑘𝑁
1,25
𝑛 ∗ 𝑄𝑅𝑑 ≥ 𝑇𝑎𝑑 = 1513,64 𝑘𝑁 → 𝑛 ∗ 51,7 = 1513,64 → 𝒏 = 𝟐𝟗, 𝟑

Adotam-se 30 conectores de cada lado da seção do meio do vão.

ESPAÇAMENTOS MÁXIMOS E MÍNIMOS DOS CONECTORES (conectores pinos com cabeça):

𝑎 < 8 ∗ 𝑡𝑐 → 𝑎 < 8 ∗ 10 = 80 𝑐𝑚 = 800 𝑚𝑚


𝑎 > 6 ∗ 𝑑𝑐 → 𝑎 > 6 ∗ 1,59 = 9,54 𝑐𝑚 = 95,4 𝑚𝑚

𝑀𝑒𝑖𝑜 𝑣ã𝑜 𝑑𝑎 𝑣𝑖𝑔𝑎 é 𝑖𝑔𝑢𝑎𝑙 𝑎 4500 𝑚𝑚 → 𝑪𝒐𝒏𝒆𝒄𝒕𝒐𝒓𝒆𝒔 𝒆𝒔𝒑𝒂ç𝒂𝒅𝒐𝒔 𝒂 𝒄𝒂𝒅𝒂 𝟏𝟓𝟎 𝒎𝒎


𝐶𝑜𝑚𝑜 𝑠ã𝑜 𝑛𝑒𝑐𝑒𝑠𝑠á𝑟𝑖𝑜𝑠 30 𝑐𝑜𝑛𝑒𝑐𝑡𝑜𝑟𝑒𝑠
Para os dados do exemplo 1, determinar as propriedades geométricas da seção
homogeneizada para o efeito de cargas de longa duração.
RESPOSTA:

Momento de Inércia Efetivo da Seção – 𝑰𝒆𝒇𝒆𝒕 = 𝟒𝟏𝟏𝟖𝟕, 𝟒 𝒄𝒎𝟒


Momento Resistente Elástico Superior – 𝑾𝒕𝒓,𝒔𝒖𝒑 = 𝟐𝟕𝟐𝟎, 𝟒 𝒄𝒎𝟑 (𝒚𝒔𝒖𝒑 = 𝟏𝟓, 𝟏𝟒 𝒄𝒎)
Momento Resistente Elástico Inferior – 𝑾𝒕𝒓,𝒊𝒏𝒇 = 𝟏𝟏𝟖𝟏, 𝟓 𝒄𝒎𝟑 (𝒚𝒊𝒏𝒇 = 𝟑𝟒, 𝟖𝟔 𝒄𝒎)

Para a viga mista de extremidade do exemplo 1, calcular o momento resistente positivo de


projeto admitindo ligação total, perfil de aço AR350 ( 𝑓𝑦 = 350,0 𝑀𝑃𝑎 ) e concreto
𝑓𝑐𝑘 = 20,0 𝑀𝑃𝑎 .

RESPOSTA:
𝒃 = 𝟏𝟒𝟎 𝒄𝒎 𝑪𝒄𝒅 = 𝟏𝟕𝟎𝟎 𝒌𝑵 𝑻𝒂𝒅 = 𝟏𝟗𝟕𝟐, 𝟕𝟑 𝒌𝑵 𝑪𝒂𝒅 = 𝟏𝟑𝟔, 𝟒 𝒌𝑵 𝒚𝒑 = 𝟎, 𝟐𝟏𝟒𝟑 𝒄𝒎 𝒚𝒄 = 𝟎, 𝟏𝟎𝟕𝟏𝟓 𝒄𝒎 𝒚𝒕 = 𝟏𝟖, 𝟓𝟐𝟒 𝒄𝒎

Momento Resistente de Projeto – 𝑴𝑹𝒅 = 𝟒𝟕𝟗, 𝟐 𝒌𝑵. 𝒎


Dimensionar a viga de extremidade do exemplo 2, conforme detalha as dimensões da figura
abaixo. Dimensionar o número de conectores considerando o uso de conectores de aço AST
A307 com ∅ = 1,91 𝑐𝑚; 𝐴 = 2,85𝑐𝑚2 ; 𝑓𝑢 = 415 𝑀𝑃𝑎.

RESPOSTA:
Largura Efetiva da Laje – 𝒃 = 𝟏𝟐𝟕, 𝟓 𝒄𝒎 𝑪𝒄𝒅 = 𝟏𝟓𝟒𝟖, 𝟐𝟏 𝒌𝑵 𝑻𝒂𝒅 = 𝟏𝟓𝟏𝟑, 𝟔𝟒 𝒌𝑵

Momento Resistente da Viga Mista – 𝑴𝑹𝒅 = 𝟒𝟏𝟕, 𝟗 𝒌𝑵. 𝒎 Momento Resistente da Seção de Aço – 𝑴𝑹𝒅 = 𝟐𝟒𝟗, 𝟏 𝒌𝑵. 𝒎

Esforço Resistente ao Cisalhamento – 𝑽𝑹𝒅 = 𝟒𝟔𝟔, 𝟒 𝒌𝑵 Total de 42 conectores com espaçamento entre eles de 21 cm
A estrutura de um edifício comercial é composta por vigas mistas espaçadas de 3,0 m e com
vãos simplesmente apoiados de 6,0 m de comprimento, conforme figura abaixo. A laje de
12 cm de espessura, com concreto 𝑓𝑐𝑘 = 25,0 𝑀𝑃𝑎, será concretada sobre um sistema de
fôrmas escoradas (não apoiadas nos perfis de aço das vigas).

Dimensionar a viga mista de extremidade, conforme detalhe na figura, com ligação total,
sabendo que está sujeita a uma carga de projeto, uniformemente distribuída, de 28,0
kN/m. Utilizar conectores do tipo pino com cabeça e um perfil de aço VS 400 X 49,
fabricado com aço MR250 (𝑓𝑦 = 250,0 𝑀𝑃𝑎 𝑒 𝐸 = 200.000 𝑀𝑃𝑎).
Para as condições expostas:

a) Determinar esforços solicitantes de projeto.


b) Determinar a largura efetiva da viga mista e verificar a classificação da seção quanto à
flambagem local.
c) Determinar o momento resistente da viga mista e fazer a verificação em relação à segurança.
d) Determinar o esforço resistente ao cisalhamento e fazer a verificação em relação à segurança.
e) Calcular o número de conectores necessários e especificar os espaçamentos mínimo e máximo
que podem ser adotados entre cada conector. Conectores de aço ASTM A307 (∅ = 1,27𝑐𝑚; 𝐴 =
1,27𝑐𝑚2 ; 𝑓𝑢 = 415𝑀𝑃𝑎).

RESPOSTA:
Momento Solicitante de Projeto – 𝑴𝑺𝒅 = 𝟏𝟐𝟔, 𝟎 𝒌𝑵. 𝒎 Esforço Cortante Solicitante de Projeto – 𝑽𝑺𝒅 = 𝟖𝟒, 𝟎 𝒌𝑵
Largura Efetiva da Laje – 𝒃 = 𝟗𝟓, 𝟎 𝒄𝒎 𝑪𝒄𝒅 = 𝟏𝟕𝟑𝟎, 𝟑𝟔 𝒌𝑵 𝑻𝒂𝒅 = 𝟏𝟒𝟎𝟗, 𝟏 𝒌𝑵
Momento Resistente da Viga Mista – 𝑴𝑹𝒅 = 𝟑𝟖𝟐, 𝟏 𝒌𝑵. 𝒎 Esforço Resistente ao Cisalhamento – 𝑽𝑹𝒅 = 𝟑𝟒𝟑, 𝟔 𝒌𝑵
Total de 72 conectores com espaçamento entre eles de 8,3 cm

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