Você está na página 1de 1758

Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

CEOMT - Centro de Estudo da Obra do Mestre Tibetano

Um Tratado sobre o Fogo Cósmico


Considerações Preliminares

Uma breve descrição do nosso Campo de Evolução

Quando o SER CÓSMICO, que exotericamentente é chamado DEUS e esotericamente é


denominado LOGOS SOLAR, decidiu mudar o seu estado de ser, para dar mais um
passo grandioso em sua escalada evolutiva cósmica e viver mais um ciclo de sua
excelsa vida, ou seja, encarnar fsicamente, ELE organizou a matéria prima cósmica à
sua disposição em sete diferentes tipos de átomos, variando em sete graus de
densidade e consequentemente em sete níveis de frequência (capacidade de vibrar) e
de velocidade. Quanto mais sutil, maior energia, maior frequência e maior velocidade,
decaindo todas essas propriedades à medida que o átomo foi se tornando mais denso,
até a nossa matéria física, na qual vivemos e evoluímos, quando encarnados.

A construção dos átomos de uma determinada densidade sempre é a partir dos


átomos de uma densidade imediatamente menor, de tal forma que os átomos da nossa
matéria física são formados por um aglomerado bem defnido e organizado de átomos
da matéria mais sutil, denominada matéria divina ou adi.

De forma resumida e não detalhada, vamos descrever o processo de construção dos


sete tipos de matéria, que constituem o palco da nossa evolução, neste grande ciclo. A
descrição detalhada fcará para mais tarde, mas no momento é necessário um pouco
de conhecimento da estrutura da matéria, para a compreensão inicial do que seja o
FOGO e seus processos de diferenciação e propagação.

Inicialmente o nosso LOGOS SOLAR apropriou-se de uma quantidade que, embora não
seja infnita, é todavia incomensuravelmente grande, de átomos colocados à sua
disposição. Não vamos falar agora de QUEM dispôs esses átomos, para não complicar
as coisas.

Para se ter uma ideia do número que expressa essa quantidade, se pudermos imaginar
o que seja um decilhão, o número 1 seguido de 33 zeros, esse número é irrisório
comparado com o número de átomos que o LOGOS SOLAR apropriou para si. É
possível matematicamente estimar esse número.

Após a apropriação, o LOGOS infundiu nesses átomos as suas três qualidades

1
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
principais: VONTADE, na forma de inércia ou tamas, a capacidade de manter o modo de
ser ou resistir à alteração, ATIVIDADE ou rajas, a capacidade de vibrar ou de se
movimentar e RITMO ou AMOR,sattwa, a capacidade de vibrar de forma ritmada,
harmoniosa e não desordenada. Essas três qualidades impostas aos átomos são
chamadas gunas.

A infusão das qualidades ou gunas nos átomos é feita por um ato de Vontade do
LOGOS. Nesse processo ELE dosou-as nas proporções aproximadas de 50%, 30% e
20%, havendo permutação delas, de tal forma que foram geradas 7 especializações
denominadas de raio, porque o átomo responde preferencialmente à energia de seu
raio. Por exemplo, o do 1º raio tem 50% de tamas, 30% de sattwa e 20% de rajas. Essa
diferenciação, entre muitas outras aplicações, é que permite a transferência das 3
energias (FOGOS) básicas de uma modalidade da matéria para outra, como também a
excitação dos átomos diretamente pela MÔNADA. Essa matéria inicial é chamada plano
adi ou divino.

Em seguida o LOGOS agrupou uma quantidade defnida desses átomos em 6 diferentes


modalidades. Cada partícula da 1ª modalidade continha um determinado número de
átomos, dispostos numa certa geometria e mantendo entre si um relacionamento
energético precisamente calculado. Em consequência desse agrupamento de átomos, a
capacidade de vibrar e a velocidade dessas partículas fcaram reduzidas. Essa
limitação de capacidade chama-se Tamatra, que quer dizer a medida d'AQUELE. Essa
modalidade chamou-se subplano subatômico ou 2º subplano, sendo o subplano
atômico ou 1º subplano o conjunto dos átomos livres.

Depois o LOGOS reuniu aglomerados dessas partículas, também em geometria


defnida, número determinado e certa relação energética entre si e assim construiu a
2ª modalidade, de maior densidade, denominada 3º subplano.

Sucessivamente ELE organizou as demais modalidades, até concluir o 7º subplano, o


mais denso, constituído de partículas ou moléculas com maior número de átomos.
Dessa forma passaram a existir sete divisões ou subplanos da matéria do plano divino
ou adi

As moléculas dos subplanos abaixo do atômico também estão divididas entre os 7


raios, conforme a preponderância de átomos desse ou daquele raio.

Em seguida o LOGOS, usando átomos adi em grupos de 70, provocou vórtices na


matéria do 7º subplano adi, qualifcou esses vórtices, sempre levando em conta os 7
raios e assim construiu os átomos da matéria chamada monádica ou anupadaka. Pelo

2
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
mesmo processo empregado na construção das 6 divisões ou subplanos da matéria
adi, ELE organizou 6 divisões da matéria monádica, passando a existir também sete
divisões ou subplanos, com as mesmas denominações da matéria adi. Dessa forma
fcou constituído o plano monádico ou anupadaka.

Assim, por essa técnica, foram construídas as matérias dos planos espiritual ou
átmico,intuicional ou búdico, mental, emocional ou astral e físico, todos com 7 divisões
ou subplanos, sempre utilizando 70 átomos do plano imediatamente menos denso, pela
provocação de vórtices na matéria do 7º subplano, para formação do átomo do plano
mais denso seguinte.

Qualquer que seja o átomo, sempre ele tem a forma espiralada, mais ou menos
esférica, com uma pequena depressão na parte superior e uma pequena ponta na
parte inferior.

É de máxima relevância que fque bem clara a concepção das 7 divisões de átomos
quanto à densidade como das 7 divisões quanto ao raio, totalizando 49 tipos de
átomos.

As partículas, que podemos chamar de moléculas, das divisões abaixo da atômica


também obedecem à divisão segundo o raio. A classifcação é de acordo com o número
de átomos predominantes de um determinado raio, que constituem a molécula.

Todos os átomos e moléculas de todas as divisões, desde a matéria adi até à matéria
física, coexistem no mesmo espaço, estando todos eles ao nosso redor e nos
interpenetrando, à semelhança dos neutrinos, essas partículas descobertas pelos
físicos e intensamente pesquisadas e que nos atravessam continuamente aos milhões
da cabeça aos pés, sem que sintamos a sua presença.

Todavia as partículas mais sutis afetam as mais densas, no processo de transferência


de energia.

Assim como o fóton, que para os físicos é simultaneamente partícula e onda, ao entrar
no elétron, energiza-o, fazendo com que ele aumente a velocidade e se liberte da
atração do núcleo do átomo químico,também as partículas mais sutis transferem
energia para as mais densas, penetrando nelas.

Concluindo, temos agora uma visão sucinta do nosso campo de evolução. Pelo
relacionamento com esse campo, em todas as modalidades de matéria, através dos
sentidos, mecanismos de entrada das informações e do conhecimento na nossa
consciência e dos mecanismos de ação, que permitem a saída das informações que a

3
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
nossa consciência engendrou, atuamos no meio exterior e somos por ele atuados. Para
todas as modalidades de matéria existe um corpo ou veículo para esse relacionamento.

Pela distribuição das partículas constituintes dos nossos veículos físico-etérico, astral
e mental inferior, segundo a densidade e o raio, em consequência da imensa
quantidade de interações e reações entre si e com as energias exteriores, é que a
nossa personalidade é defnida. A atuação da MÔNADA via Alma, ao longo das muitas
encarnações e experiências, vai controlando esses corpos, substituindo as partículas
mais densas pelas mais sutis e ampliando as qualidades dos raios. Eis o objetivo do
processo evolutivo: o domínio total de todos os planos, subplano a subplano, para que
a Mônada possa expressar toda a sua divindade em qualquer plano. Pelo controle
completo dos nossos veículos chegaremos ao controle completo do meio exterior. A
sentença CONHECE-TE A TI MESMO deve ser acrescida de DOMINA-TE A TI MESMO .

Pela constituição dos átomos e moléculas dos planos, todos formados por átomos
divinos, vemos, racionalmente, que DEUS está realmente em nós e em tudo o que
existe materialmente, deixando de ser uma simples questão de fé cega, mas sim de
certeza científca e lógica.

Deus, O Uno Absoluto Infnito

Mestre Tibetano, no livro Tratado sobre Fogo Cósmico, escrito pela Sra. Alice A. Bailey,
na página 972, diz textualmente: O Espírito e a matéria nunca estão dissociados
durante a manifestação; constituem a dualidade que está por trás de todo o objetivo.
Sem embargo algum fator é responsável por ela - aquele que não é Espírito nem
matéria, considerado como inexistente por todos, exceto pelo iniciado. Na 3ª iniciação,
o iniciado tem um lampejo de luz a respeito desta abstração e quando recebe a 5ª
iniciação terá captado bastante para permitir-lhe dedicar-se com afnco a desvendar
seu segredo .

Como já tinha dúvidas a respeito da dualidade Espírito-matéria e nunca aceitei a ideia


de que DEUS é apenas Espírito, muito menos o DEUS dos religiosos, passei a meditar
profundamente nas informações do Mestre Tibetano.

Cheguei então a uma conclusão, que passo a descrever.

4
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Inicialmente determinadas premissas devem ser estabelecidas.

DEUS é infnito e, pelo princípio matemático da unicidade do infnito, é único e uno,


sendo portanto absoluto.

Sendo infnito, nada por ser criado, na acepção de haver surgido do nada,
simplesmente porque se algo fosse criado num dado instante, no instante
imediatamente anterior esse algo não existia, o que é um absurdo, porque negaria a
infnitude de DEUS, pois faltava esse algo a ELE.

No infnito não existem os conceitos de espaço e de tempo, pois, sendo DEUS infnito, é
onipresente, logo para ELE não há distância, não havendo distância, não há espaço nem
tempo.

Como não pode haver vazio em DEUS, ELE tem a propriedade da continuidade.

Todas as possibilidades de estados de ser existem em DEUS, ao infnito. Nada mais


pode ser criado, em decorrência desse fato. Esses estados de ser existem NELE ao
infnito e simultaneamente, uma vez que para ELE não existe o tempo.

Em decorrência desse raciocínio, o que é chamado manifestação ou criação de DEUS,


na realidade é o conjunto de estados de ser DELE, não existindo nem criação no
sentido de haver surgido do nada, nem manifestação no sentido de exteriorização,
porque ELE não pode sair de Si Mesmo, o que seria um absurdo.

Assim, Espírito ou Mônada e matéria são dois estados de ser, opostos, de DEUS, ou
seja, Mônada é DEUS e matéria é DEUS, em estados de ser diferenciados e
simultâneos. Há também um terceiro estado de ser, chamado consciência, resultante
do relacionamento entre Mônada e matéria.

DEUS no estado de ser como Mônada possui consciência de individualidade, ou seja,


autoconsciência e como matéria, apenas consciência.

Isto signifca que ELE, como Mônada, considera-se fnito e com poderes limitados.
Como existe diferenciação (Mônada e matéria), para a Mônada existe tempo e espaço,
como estados de consciência, decorrentes do relacionamento com a matéria, uma vez
que há referencial para espaço e tempo.

DEUS possui infnitos estados de ser como Mônadas bem como infnitos estados de ser
como matéria.

Percebem aí, claramente, a trindade de DEUS: Mônada, o Pai, a Vontade - matéria, a


Atividade Inteligente - consciência, o Filho, o Cristo, o Amor-Sabedoria, gerado pela

5
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
relação Mônada (Pai) -matéria (Mãe).

DEUS, no estado de ser como Mônada, repete o processo de assumir estados de ser
como Mônada e matéria, sendo que essas Mônadas, subestados de ser da Mônada Pai,
acham-se mais limitadas e com poderes mais reduzidos. Assim, o processo de
Mônadas, subestados de ser, adquirirem subestados de ser cada vez mais limitados e
com poderes cada vez mais reduzidos, prossegue até chegar ao nosso Logos Cósmico,
nosso Logos Solar e nós, Mônadas humanas e às Mônadas Dévicas.

Por esse raciocínio, todo ser humano encarnado, é um estado de ser de DEUS, em um
número incomensuravelmente grande de divisões de estados de ser.

Todas as Mônadas humanas, encarnadas ou não, qualquer que seja o nível de evolução,
de um santo ou de um criminoso, sem exceção, são o Logos Solar, em um número
imenso de estados de ser e tendo a autoconsciência de individualidade, que é
conferida ao estado de ser chamado Alma, por ocasião do processo de
individualização, na 3ª sub-raça da raça Lemuriana, conforme o Mestre Tibetano
descreve no livro Tratado sobre Fogo Cósmico, página 570.

Podemos ter uma ideia mais clara do que seja estado de ser, analisando as
propriedades da água em seus estados sólido, líquido e gasoso. No estado sólido, a
água é dura. No estado líquido ela é fuida e adquire a forma do recipiente que a
contém. No estado gasoso, o de maior liberdade para a água, ela é dinâmica, exerce
pressão sobre as paredes do recipiente que a contém e pode executar trabalho, como
nas turbinas geradoras de eletricidade e nos navios. As propriedades são diferentes,
mas sempre será a mesma água.

Estando bem caracterizado, por lógica e raciocínio puros, que tudo é DEUS em infnitos
estados de ser, vamos começar a estudar a matéria. É consenso entre os físicos que há
fundamentalmente dois tipos de partículas: os férmions, que constituem a chamada
matéria densa, como elétrons, prótons, nêutrons e quarks e os portadores de energia,
chamados bósons, como os fótons e os glúons.

Mas quem é responsável pela energização dos bósons, quem fornece a sua energia.
Sabemos que cada bóson ou fóton tem um quantum de energia, mas de onde vem essa
energia?

Fica evidente que os bósons são relacionadores. Logo eles fazem o trabalho do Filho ou
do Cristo, sob o ponto de vista maior do estado de ser de DEUS como matéria. Como o
Cristo relaciona a Mônada com a matéria, em muitíssimas relações, deduzo que quem

6
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
fornece a energia para os bósons é a Mônada. No caso do nosso mundo fenomênico, é
a Mônada do nosso Logos Solar.

Dessa forma chegamos ao assunto Fogo, tema principal do Mestre Tibetano no livro
Tratado sobre Fogo Cósmico. No próximo estudo prosseguiremos com esse tema.

Que a Paz do Senhor Cristo fque com todos. Que todos vejam a Máxima Luz da Razão
Pura.

Estudo 001

Os Fogos que alimentam e mantêm nossos corpos, densos e sutis, a natureza e todo o
mundo fenomênico, objetivo e subjetivo – Parte 1

Dentro da nossa linha de visão do UNO ABSOLUTO INFINITO, DEUS, vamos entrar
agora numa área que o Mestre Tibetano considera de suma importância não só para
um entendimento mais claro e coerente do que ocorre em nosso entorno e dentro de
nós como em todos os níveis onde a vida se manifesta, desde o mais denso até os mais
sutis.

A conceituação de objetivo e subjetivo é muito relativa. Para nós, encarnados num


corpo denso e a consciência enfocada no cérebro físico, dependendo de informações
captadas pelos sentidos e do bom funcionamento dos nossos neurônios, os mundos
mais sutis que o físico são denominados subjetivos. Todavia quando estamos atuando
e vivenciando no mundo astral, utilizando o corpo astral, em relacionamento com a
matéria astral, o mundo astral é tão objetivo como o nosso físico. O mesmo pode-se
afrmar do mundo mental concreto, do mental superior ou causal. Quando recebermos
a 4ª Iniciação, a da Renúncia, a 2ª Solar, viveremos e agiremos no mundo búdico ou
intuicional de uma forma tão objetiva quanto agora vivemos e agimos no mundo físico,
sendo lógico que os modos de vida e de ação serão bem diferentes, com mais
intensidade de vida, mais precisão de ação, mais clareza e abrangência na utilização
dos sentidos, enfm, vivendo uma vida mais plena e abundante, conforme disse o Sr.
CRISTO, quando, em corpo físico, ensinou à humanidade.

Para cada mundo de matéria, por mais sutil que ela seja, como o átmico, o monádico, o
adi ou divino etc., sempre haverá um corpo ou envoltura constituído de matéria
daquele mundo que será utilizado pela Mônada para adquirir consciência desse mundo,
cada vez com maior intensidade de vida, embora essa simples expressão não consiga

7
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
traduzir a verdadeira realidade. Na medida de recebimento das iniciações, o homem vai
conquistando esses mundos sutis e superiores. Sabemos que as iniciações são
conquistadas pelo esforço pessoal de cada um, por isso é dito que o Iniciado se faz ou
o Iniciado já é Iniciado. Oportunamente falaremos com mais detalhes sobre o processo
iniciático e sua suprema importância.

Para fns de simplifcar e facilitar o entendimento, vamos explicar os 3 Fogos,


considerando apenas o chamado mundo físico cósmico, corpo de expressão física
cósmica do nosso LOGOS SOLAR, que é o nosso DEUS, uma vez que todos nós, sem
exceção, homens e devas, somos Centelhas da DIVINA CHAMA MAIOR e estamos
imersos em sua DIVINA CONSCIÊNCIA, da qual nunca nos afastamos, muito embora o
mundo fenomênico e a grande defciência de nossos sentidos bem como a falta de
conhecimento nos apresentem uma visão muitíssimo distorcida e irreal. Resumindo e
concluindo, ao homem estão reservadas VIDAS CADA VEZ MAIS GLORIOSAS,
ATUANTES E DE INTENSA COLABORAÇÃO DENTRO DA VIDA DO NOSSO LOGOS
SOLAR, bastando que ele adquira os conhecimentos necessários e faça o devido
esforço aplicando esses conhecimentos, que nos foram dados pelo nosso Mestre
Tibetano, de uma forma mais clara e direta, pois ELE escolheu a tarefa de ajudar e
orientar a humanidade, através da Sra. Alice A. Bailey. O que o Mestre quer é que
entendamos o que ELE ensina, saibamos explicar com nossas próprias palavras e
apliquemos no dia a dia. Tanto no livro Tratado sobre Fuego Cósmico como em Los
Rayos e las Iniciaciones Mestre Tibetano descreve os estados de consciência e as
atividades e responsabilidades que estão reservadas aos iniciados e
consequentemente a todo ser humano que faça os devidos esforços. É um futuro
muito grandioso e não um eterno "adorar" a DEUS, como se ELE necessitasse de
adoradores, sabendo que tudo o que nós chamamos criação é ELE em infnitos estados
de ser. As religiões é que criaram essa visão distorcida da vida futura, porque
estabeleceram um conceito de DEUS de forma humana, antropomorfo e fora do que
chamam criação.

Após essas considerações, vamos ao tema dos Fogos. Iremos estudá-los a partir do
mundo adi ou divino, que, como sabemos, é a primeira divisão (que no esoterismo é
chamado subplano) e a mais sutil do mundo físico cósmico (também chamado plano).

Quando o nosso LOGOS SOLAR decide iniciar um novo ciclo cósmico de experiências
em mundos mais densos, a primeira tarefa é construir seu corpo de expressão e
relacionamento com a matéria cósmica mais densa. Nós, igualmente, quando como
Almas decidimos avançar mais uma etapa de experiências, construímos nosso corpo

8
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
físico-etérico, para entrarmos em contato com a matéria física, etérica e densa.

Vimos que nessa etapa o LOGOS já está diferenciado em si mesmo em 3 estados de


ser, chamados aspectos no esoterismo: Vontade, Pai,- Amor / Sabedoria (Filho) -
Inteligência Ativa (Espírito Santo). Esse último aspecto se subdivide em 4 estados de
ser denominados: Harmonia pelo Confito, Conhecimento Concreto, Devoção /
Idealismo Abstrato e Organização / Ordem / Ritual.

Tudo isto, para o nosso ponto de vista, está ocorrendo no mundo adi ou divino. Para o
ponto de vista do LOGOS a visão é bem diferente.

Para adquirir e viver novas experiências o LOGOS tem de se relacionar com a matéria
do mundo adi. Aqui é muito importante realçar os relacionamentos do LOGOS. Para
tanto vamos usar a lei da analogia, tão utilizada pelo Mestre Tibetano. Nós, seres
humanos, quando encarnados, nos relacionamos com a matéria que constitui as células
do nosso corpo físico e com os órgãos como organizações, tudo interiorizado. Vamos
esquecer por agora os relacionamentos com o corpo astral ou emocional, para não
complicar o entendimento. Há também os relacionamentos com a matéria exterior ao
nosso corpo, para os quais nós nos servimos dos sentidos, chamados jnanaindriyas,
para captação de informações e ainda a ação que exercemos não só em relação a nós
mesmos como em relação ao meio exterior, através dos mecanismos de ação,
chamados carmaindriyas.

Da mesma forma e considerando as devidas diferenças quanto à amplitude e à


qualidade do nível cósmico de atuação, o LOGOS relaciona-se com o seu corpo de
expressão, no qual nós estamos inseridos e com o ambiente exterior cósmico. O
relacionamento do LOGOS com seus pares é assunto para outra ocasião.

Como o LOGOS tem 3 estados de ser principais, Vontade, Amor-Sabedoria e


Inteligência Ativa (que abrange o aspecto Mente ou Manas e a matéria), em sua ação
não só em relação a seu corpo físico cósmico como em relação ao meio exterior, ELE
utiliza 3 tipos de energia, que chamaremos Fogos. Neste estudo trataremos apenas
desses Fogos dentro do seu corpo.

Cada Fogo está ligado a cada estado de ser. O Fogo Elétrico é resultado da ação da
Vontade, que é por excelência a natureza da MÔNADA LOGOICA. O Fogo Solar é
resultado da ação do Amor-Sabedoria, que atua predominantemente em relacionar,
correlacionar, unir, juntar, agrupar, manter os grupos coesos. O Fogo por Fricção ou da
Matéria é consequência da Inteligência Ativa e vitaliza todos os átomos de todos os
tipos de matéria. Em termos de linguagem oriental, o Fogo Elétrico é resultado da ação

9
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
de Shiva, o Solar da ação de Vishnu e o de Fricção da ação de Brahma. Mestre Tibetano
utiliza as seguintes expressões: Fogo do Raio Primordial da Matéria Ativa Inteligente,
Fogo do Raio Divino de Amor-Sabedoria e Fogo do Raio Cósmico da Vontade
Inteligente. Como a Vontade do LOGOS se manifesta no mundo mental cósmico, o
Mestre também chama esse Fogo de Fogo do plano (mundo) mental cósmico.

Com referência ao nível de perfeição e efciência alcançados por esses Fogos, o mais
desenvolvido é o do Raio Primordial da Matéria Inteligente. Istoé devido ao fato de o
nosso LOGOS o ter utilizado muito no sistema solar anterior ao atual, no qual a sua
meta era desenvolvê-lo ao máximo. É bom que saibamos que em cada encarnação do
LOGOS, que é um sistema solar, ELE sempre tem um propósito ou meta. No atual a
meta é desenvolver ao máximo o Fogo do Raio Divino do Amor-Sabedoria, o que ELE
está fazendo utilizando principalmente o Raio Primordial da Matéria Inteligente, embora
ELE também faça uso do Raio Cósmico da Vontade Inteligente.

O Raio Cósmico da Vontade Inteligente, o Fogo Elétrico, é o que distingue nosso LOGOS
dos demais LOGOS, é a sua principal característica e indica o lugar que lhe
corresponde na evolução cósmica. Neste atual sistema solar ELE não está preocupado
em acelerar muito esse Fogo. Sua meta agora é o Raio Divino do Amor-Sabedoria. No
próximo sistema, ELE aperfeiçoará o Raio Cósmico da Vontade Inteligente e nós,
Mônadas humanas bem como as Dévicas, iremos viver novas experiências sob
condições no momento inimagináveis, por faltarem termos de referência.

Se raciocinarmos em termos de efeitos no mundo fenomênico, podemos fazer o


seguinte resumo para melhor compreensão:

1- manifestação animadora da fogo por


Atividade matéria fricção
2-
manifestação animadora da
magnetis fogo solar
forma
mo
3- manifestação animadora da fogo
vitalidade existência elétrico
Chamamos a atenção para o fato de que o magnetismo aqui citado não tem o
signifcado comumente aceito, mas é a capacidade atrativa e repulsiva no sentido mais
abrangente.

Fogo por fricção: energia animando os átomos da matéria do sistema solar e resulta
em:

10
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
a forma esférica de toda a manifestação
o calor inato de todos os átomos
diferenciação dos átomos entre si.
Fogo solar: energia animando as formas ou conglomerados de átomos, resultando em:

os grupos coerentes
a irradiação de todos os grupos ou a interação magnética (atrativa e repulsiva) de
tais grupos
a síntese da forma
Fogo elétrico: é energia que se expressa e atua como vitalidade ou vontade de ser de
alguma Entidade e resulta em:

Ser Abstrato
obscuridade
unidade
Todas essas defnições serão devidamente esclarecidas, inclusive com exemplos.

Passemos agora a uma conceituação um pouco mais profunda e detalhada, sem


esgotar o assunto sobre os fogos. Estamos vendo que os 3 fogos são resultados da
ação dos 3 estados de ser principais do LOGOS: o mundo visível e tangível - fogo por
fricção - o mundo da consciência e relacionamento por excelência como o das Almas -
fogo solar - o mundo das Mônadas ou Espíritos (Espíritos no sentido esotérico), onde a
vontade realmente atua- fogo elétrico. Essas 3 energias ou fogos tem comportamentos
diferentes conforme a matéria onde atuam, ou seja, os fenômenos que produzem
diferem de acordo com o tipo de átomo no qual agem.

Todos os 3 fogos, qualquer que seja a matéria onde atuam, se subdividem em 3, da


seguinte forma:

Fogo por por sol elétri


fricção: fricção ar co
por sol elétri
Fogo solar:
fricção ar co
por sol elétri
Fogo elétrico
fricção ar co
Essa subdivisão tríplice observa-se em toda a manifestação, inclusive no ser humano.

O fogo por fricção, também chamado fogo interno, atua de 2 modos:

11
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
como calor latente, causa do movimento de rotação e da forma esférica de todos os
átomos e de toda existência, até o sistema solar, visto como um grande átomo
cósmico, prosseguindo para outros universos maiores;

como calor ativo, que produz a atividade e impulsiona progressivamente toda a


matéria para atender seu plano de evolução e adequação às necessidades da
Mônada. Por exemplo, a semente no interior da terra, brota por ação do calor latente
e se desenvolve para transformar-se em árvore pela ação do calor ativo. Essas 2
ações ocorrem em todos os seres vivos. O conhecimento detalhado desses 2 modos
do fogo interno e de mais um terceiro modo, que será explicado e detalhado
posteriormente, será de grande valia na manutenção da saúde humana.

Estudo 002

Os Fogos que alimentam e mantêm nossos corpos, densos e sutis, a natureza e todo o
mundo fenomênico, objetivo e subjetivo (continuação)

Vimos no fnal do último estudo que o fogo por fricção manifesta-se de 2 formas,
latente e ativo. Existe uma terceira forma, que estudaremos quando tratarmos da ação
dos fogos nas envolturas ou corpos de expressão.

É muito importante que fxemos muito claramente em nossas mentes, dentro do


assunto fogos, a ação dos Devas (chamados Anjos em algumas religiões). Mestre
Tibetano afrma que sem Eles não existiríamos. São Eles os incontáveis e incansáveis
agentes realizadores do Plano Divino, no que toca aos veículos de manifestação. Eles
exercem um papel de alta relevância na operação dos fogos. O modo de evolução dos
Devas é diferente do dos homens, mas todos são manifestações de Mônadas, havendo
portanto Mônadas dévicas e Mônadas humanas, como também todas são centelhas da
Divina Chama Maior, a Grande Mônada, o nosso Logos Solar. Os Devas estão
organizados em uma hierarquia muito bem defnida, na qual os cargos são
conquistados por mérito. É questão de gratidão reconhecer cotidianamente o esforço e
trabalho que os nossos amados irmão Devas fazem pela nossa evolução.

Antes de passarmos ao Fogo Solar ou da Mente, vamos discorrer mais um pouco sobre
o Fogo por Fricção, no nível do Logos Solar. Os dois tipos de fogo por fricção do Logos
atuam inicialmente no mundo adi ou divino, que é o primeiro e o mais sutil das 7
divisões ou subplanos do corpo físico cósmico do Logos Solar, correspondente ao

12
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
atômico, como também é o de maior energia e frequência vibratória. Ali, a ação dos 2
fogos por fricção, o latente e o ativo, na matéria adi, provoca nela um movimento
vibratório de tal intensidade que o Mestre Tibetano descreve através da expressão:
mar de fogo. Para nós humanos esse mundo é o mais elevado e só será conquistado
após a sétima iniciação planetária, que é a quinta solar e a primeira de Sirius ou
Cósmica.

É a partir do mundo adi, através do processo de penetração de átomos adi em átomos


dos mundos inferiores ao adi, que os fogos atingem a matéria desses mundos, até
chegarem a nós e ao nosso mundo fenomênico. O processo técnico dessa
transferência de energia ou fogo de um mundo ou plano para outro não está no
escopo deste estudo. Podemos apenas dizer que o processo é semelhante à
penetração de um fóton em um elétron, energizando-o, como também à ação dos
bósons e glúons atuando nos quarks, fatos esses do conhecimento do mundo científco
e objeto de pesquisa dos físicos que trabalham nos grandes aceleradores de
partículas. Quando esses fogos ou energias, passando de átomo para átomo de cada
mundo, chegam ao nosso mundo tangível e visível, é que ocorrem os fenômenos da
natureza, como por exemplo os vulcões e os raios atmosféricos. Com referência aos
raios atmosféricos, que resultam da ação do fogo por fricção no aspecto elétrico e
proveniente do centro do nosso sol, a ciência tem feito estudos bastante profundos a
seu respeito e, quando tratarmos desse fogo, apresentaremos um desses estudos.

O fogo solar, Fogo da Mente, como diz o Mestre Tibetano, estabelece o relacionamento
entre a Mônada e a matéria, sendo por isso a base da consciência. O Mestre afrma
ainda que o Fogo da Mente é a soma total da existência. A conhecida frase de René
Descartes: " Cogito, ergo sum.", "Penso, logo existo", contém uma grande verdade,
embora alguns cientistas modernos não tenham entendido e por isso distorceram esse
conceito. Isto vale tanto para o homem como para o Logos Solar e para os Logos
Planetários. Lembramos que o nosso mundo ou plano mental é uma divisão do corpo
físico cósmico do Logos Solar e corresponde ao estado gasoso da física. Portanto o
que para nós é subjetivo, para o Logos é matéria e objetivo. Obviamente o Logos Solar
tem um corpo mental cósmico, mas esse assunto é muito complexo para o nosso início.
Mais tarde, talvez, possamos falar desse assunto.

O Fogo da Mente também se manifesta como expressão ativa do pensamento, através


dos Elementais do Fogo, do reino dévico, que, em sua essência, constituem esse fogo.
Exemplifcando, quando pensamos, a nossa Alma gera o pensamento, pela atividade do
aspecto Mente ou Manas (o 3º aspecto da Alma), atuando nessa fase o Fogo latente da

13
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Mente, mas logo em seguida a matéria mental que constitui o corpo mental da Alma,
responde ao Fogo latente da Mente, iniciando-se então a movimentação e organização
da forma mental. A atividade da Alma ao pensar é o fogo solar ou mental latente e a
forma mental que responde é resultado do fogo ativo. Da mesma forma quando a Alma
do Logos Solar pensa, Ela manipula Fogo Solar ou da Mente na forma latente, num nível
cósmico e em seguida a matéria mental cósmica, que constitui o corpo mental cósmico
do Logos, reage pela ação da forma ativa do Fogo Solar e entram em ação os grandes
Devas do Fogo, num nível bem mais elevado.

Vamos por alguns momentos nos restringir a dissertar sobre os 3 fogos atuando no
homem tríplice, ou seja, Mônada, Alma e Personalidade. Aqui necessário se faz
esclarecer o que seja Personalidade sob o ponto de vista esotérico. A Alma para se
manifestar nos mundos ou planos mental inferior, astral e físico, servindo-se da
unidade mental, do átomo astral permanente e do átomo físico permanente, leva a
cabo a construção, com a ajuda dos Devas, dos corpos mental, astral e físico. A
atuação conjunta desses 3 corpos e da capacidade de comandamento da Alma sobre
esses corpos gera a Personalidade.

Inicialmente temos o Fogo Vitalizador Interno ou Fogo por Fricção, que no homem
encarnado chama-sekundalini, em sua dualidade:

Calor latente, base da vida das células, de sua forma esférica, sua rotação e
ajustamento com as outras células.

Calor ativo ou prana (não é o prana solar ou planetário, que serão estudados mais
tarde), que anima todo o corpo e é a força impulsionadora da forma evolucionante e
mantém o corpo coeso como uma unidade. Ele se manifesta nos chamados 4 éteres,
que são as subdivisões da matéria chamadas: atômica ou primeira, subatômica ou
segunda, superetérica ou terceira e etérica ou quarta bem como no estado gasoso.

Essas duas modalidades do Fogo por Fricção constituem para a Mônada humana a
vibração ou energia básica, que permite a Ela pôr-se em contato com o mundo físico. É
análoga ao Fogo de mesmo nome da Mônada do Logos Solar, que, como veremos mais
adiante, vitaliza todo o sistema solar. Como estão percebendo, os Fogos energizantes
originam-se na Mônada, quer Solar, quer humana, quer dévica, dentro de cada sistema
respectivamente. A lei que rege esse fogo é a da Economia, numa sua subdivisão, a lei
da Adaptação no fator tempo.

Em seguida temos o Fogo da Mente ou Solar. Na forma latente, é a própria essência da


Alma, cujo mecanismo é pouco conhecido, embora Mestre Tibetano explique com

14
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
bastante clareza no Tratado sobre Fuego Cósmico. É regido pela lei da Atração. O
efeito desse fogo é a atividade cíclica-espiral, que leva à expansão e ao retorno à
Mônada. É aí que se manifesta a vontade inteligente, vinculando a Mônada a seu ponto
de contato inferior, a personalidade. Deriva daí também os ciclos de nascimento e
morte nos mundos inferiores, aquisição de experiências físicas, esforço para o domínio
do mundo físico, término dos ciclos físico, astral e mental inferior e análise e
assimilação no mundo causal, para posterior início de um novo ciclo numa espiral mais
elevada, até à libertação total dos mundos inferiores na quarta iniciação planetária e
começo de um ciclo maior mais elevado.

Como calor ativo, energizando as formas mentais construídas pela Alma, o verdadeiro
Pensador. Em muito poucas pessoas encarnadas a Alma domina sufcientemente os
veículos inferiores e a personalidade para que, a partir do cérebro físico, Ela consiga
manipular efcientemente o Fogo Solar na modalidade ativa, para energizar e vitalizar
formas mentais. O verdadeiro Mago é aquele que já tem essa capacidade.

Estudo 003

Os Fogos que alimentam e mantêm nossos corpos, densos e sutis, a natureza e todo o
mundo fenomênico, objetivo e subjetivo – Parte 3

No fnal do último estudo, prometemos falar sobre o Fogo Elétrico como energia da
Mônada humana. Trataremos agora desse fogo, sem aprofundarmos muito, apenas o
necessário para o entendimento do seu signifcado, sua atuação e seus efeitos, para o
controle da personalidade e assim acelerar o processo evolutivo dentro do Propósito
do nosso Logos Solar, na parte que é do nosso conhecimento.

Vamos antes elucidar a nossa linha de subordinação em relação a Seres Cósmicos.


Como já foi dito, somos como Mônadas, centelhas da chama maior, a grande Mônada, o
nosso Logos Solar, que na realidade é um estado de ser do ABSOLUTO INFINITO. O
Logos Solar tem um propósito para este atual sistema solar, que Ele construiu
justamente para realizar esse propósito.

Para ajudarem-no nessa empreitada e ao mesmo tempo adquirirem experiência e


conhecimento bem como evoluírem cosmicamente, Ele convocou 12 Seres Cósmicos,
de menor hierarquia cósmica que Ele, chamados Logos Planetários.

15
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Sete são chamados Logos Sagrados, porque suas funções, atividades e
responsabilidades constituem centros de força ou chacras principais, que são núcleos
irradiadores de energias, que são de vital importância para o funcionamento correto de
todo o sistema solar em diversos níveis.

Os outros cinco são denominados não sagrados, mas também são núcleos de energias
que produzem efeitos relevantes no sistema solar.

Cada Logos Planetário tem sob sua responsabilidade e guarda um determinado número
de Mônadas humanas e dévicas, velando portanto pela sua evolução.

Em consequência nós, Mônadas humanas, estamos subordinados ao Logos Planetário


do chamado esquema da terra, que não é sagrado no momento, embora sejamos
centelhas da Mônada Solar.

Esse Logos Planetário atualmente se faz representar na terra por uma Entidade
proveniente do esquema de Vênus, que é sagrado, Entidade essa conhecida como
SANAT KUMARA.

Esses esclarecimentos foram necessários porque nós estamos sob a atuação dos
fogos provenientes da Mônada Solar e da Mônada do Logos Planetário da terra.

O Fogo Elétrico é a energia essencial da Mônada humana, que só pode atuar


diretamente na matéria do mundo monádico. Mais tarde, pela evolução, ela poderá
atuar e conquistar mundos mais elevados, porém só após ter dominado os cinco
mundos inferiores ao monádico e este próprio.

Como o Fogo Elétrico é fundamentalmente o resultado da Vontade da Mônada ao atuar


nos átomos monádicos e ela é tríplice, ou seja, vontade, amor-sabedoria e mente
(atividade inteligente), esse fogo elétrico se manifesta como elétrico/elétrico,
elétrico/amor-sabedoria e elétrico/mente, ou falando de outra forma, elétrico/elétrico,
elétrico/solar e elétrico/por fricção. Observem que a expressão mente ou atividade
inteligente tem relação com a matéria, no sentido de que a mente ou a atividade
inteligente expressa-se pela matéria.

A vibração ou oscilação gerada pelo fogo elétrico nos átomos monádicos é a mais alta
que a Mônada pode conseguir. Esse fogo está regido pela Lei da Síntese, que tende à
fusão e é a causa do movimento progressivo do chamado Jiva evolucionante, que
somos nós.

Como o nosso Logos Solar, neste atual sistema solar, está interessado em desenvolver
ao máximo a frequência do aspecto amor-sabedoria, a vibração do aspecto vontade

16
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
não é tão forte quanto a do amor-sabedoria. O Logos faz isso deliberadamente. Como o
fogo elétrico é resultado da ação da vontade, a manifestação dupla desse fogo como
fogo latente e fogo ativo não é atualmente bem clara, embora num futuro ainda
distante possamos obter indícios.

O objetivo do nosso processo evolutivo é fazer com que a frequência da vibração da


matéria animada pelo fogo por fricção da personalidade entre em sintonia com a
frequência da matéria mental animada pelo fogo solar da Alma e em seguida essas
matérias sintonizadas se sintonizem com a matéria superior animada pelo fogo elétrico
da Mônada. Então, quando todas essas matérias estiverem perfeitamente sintonizadas
entre si, sem nenhum ponto de dissonância, será atingida a máxima frequência e o Jiva
evolucionante (nós) terá conseguido sua meta: ajustar corretamente a matéria ao
Espírito e a Mônada estará liberta defnitivamente da forma, que serviu apenas como
instrumento de aprendizado e crescimento.

Inicia-se então um outro ciclo muito mais grandioso e elevado de conquista.

O processo de sintonia dos diversos tipos de matéria que constituem os veículos do


tríplice homem em evolução pode ser melhor entendido, se usarmos a analogia com
dois aparelhos de todos conhecidos: o receptor de rádio e o de televisão. Em ambos
existe, na entrada do equipamento, um circuito chamado sintonizador. É ele que
permite ao ouvinte e ao telespectador ouvir a estação escolhida e assistir o canal
selecionado.

Essa sintonia baseia-se num fenômeno da eletrônica chamado batimento de


frequências ou heterodinagem. Quando duas frequências diferentes são injetadas num
dispositivo que antigamente era a válvula termoiônica e atualmente é o semicondutor,
ocorre o surgimento de frequências diferentes, mas que conservam a informação
existente na frequência portadora, que interessa. De todas elas somente uma é
aproveitada, a chamada frequência intermediária, que é menor que a portadora, que foi
irradiada pelo transmissor. A frequência intermediária contém todas as informações da
portadora, ou seja, o som no caso do rádio, e o som e a imagem (vídeo e cor) no caso
da televisão. Outros sinais estão presentes, mas não interessam ao nosso estudo.

O motivo desse abaixamento de frequência é que, quanto mais baixa, mais fácil seu
processamento no receptor.

A escolha da frequência correta para uma estação ou canal baseia-se nisso e é a


sintonia.

17
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Da mesma forma quando a Alma procura fundir o fogo solar com o fogo por fricção da
personalidade, o que realmente Ela quer é sintonizar a frequência do fogo por fricção
da personalidade num submúltiplo exato (frequência mais baixa), mas que, ao mesmo
tempo, seja a frequência mais alta que o fogo por fricção possa alcançar.

Exemplifcando, se a frequência do fogo solar for de 1000 gigahertz (1 000 000 000
000 ou um trilhão de ciclos por segundo) e a do fogo por fricção for de 500 megahertz
(500 000 000 ou quinhentos milhões de ciclos por segundo), que é o resultado da
divisão de 1 000 gigahertz por 2 000, então essa frequência mais baixa é um
submúltiplo exato da maior. Sendo assim, fca mais fácil adequar a forma da frequência
menor (tecnicamente denominada forma de onda) para a reprodução pelo fogo por
fricção da personalidade das qualidades que a Alma está manifestando pelo seu fogo
solar. Tecnicamente chamamos as qualidades de informações.

Basicamente o que a Alma faz é procurar sintonizar o receptor personalidade com a


sua frequência, tal que, mesmo sendo muito mais baixa a da personalidade, ela consiga
reproduzir suas qualidades ou informações num nível inferior.

É óbvio que os veículos inferiores nunca alcançarão a frequência dos superiores, mas
podem ajustar sua forma de onda.

É por isto que o Mestre Tibetano não se cansa de afrmar, no Tratado sobre Fogo
Cósmico, que nós vivemos fenômenos elétricos, quando diz que Manas (Mente) é
eletricidade, na página 271, 2, do citado livro.

É oportuno fazer um breve esclarecimento a respeito do segundo aspecto da


Divindade, Amor-Sabedoria-Razão Pura, também chamado aspecto Crístico ou Búdico.
O mundo búdico, onde esse aspecto mais se manifesta ao nosso alcance, é
denominado mundo da razão pura. A palavra razão (do latim ratio) signifca relação. Na
matemática razão é quociente entre duas quantidades, ou seja, é a quantidade que é
dada a cada um do divisor quando o dividendo resolve se dar. Isto é o verdadeiro
relacionamento, o verdadeiro princípio crístico ou búdico.

O amor que a grande maioria da humanidade interpreta e pratica é desejo, portanto


astral ou emocional e é o "gostar". Ora, as pessoas gostam daquilo que lhes agrada, por
lhes completar ou lhes dar prazer, sendo portanto posse. Isto não é dividir, não sendo
portanto razão, logo não é expressão do princípio crístico ou búdico.
O verdadeiro amor-razão pura é muito mais um estado mental que sentimento, sendo
este uma consequência do estado mental, que aciona o corpo astral, gerando a emoção
e levando à ação.

18
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
O Iniciado Martin Luther King soube muito bem expressar essa diferença entre amar e
gostar, quando afrmou que não era obrigado a gostar do sherife que o perseguia
ferozmente (apelidado bull dog), mas sim a amá-lo, caracterizando o estado mental de
amor.

É necessário que os conceitos aqui expostos sejam bem entendidos e assimilados, para
poderem ser aplicado no dia a dia. A visão clara e frme do que ocorre em nós é que irá
acelerar a nossa evolução pelo uso consciente da vontade.

Estudo 004

Os Fogos (continuação 3)

Façamos agora uma revisão do que foi dito sobre os 3 fogos, de forma resumida e
destacando genericamente os conceitos principais, para melhor fxação e assimilação,
resultando em mais amplo entendimento e consequente maior facilidade de aplicação
no dia a dia.

Os 3 fogos são os sustentadores de toda a economia do sistema solar e de tudo o que


nele está contido. A palavra economia aqui tem o signifcado de utilização ótima de
recursos com o mínimo de desperdício, para alcançar um objetivo. Esse objetivo é um
conjunto de poderes, qualidades e conhecimentos que o ser em manifestação deve
adquirir, com determinada intensidade, quer se trate de um Logos Solar, um Logos
Planetário, um grande Deva, um homem, um pequeno Deva ou um átomo.

Para tal é necessário um cenário, um campo de experimentação, onde possam ser


vivenciadas todas as situações experimentais imprescindíveis para que o ser alcance o
ideal de perfeição relativa. Quando digo perfeição relativa, quero dizer que não existe
para o ser em evolução perfeição absoluta e última, mas sim uma sucessão infnita de
perfeições, onde cada uma sempre é maior que a anterior. É como o conjunto dos
números da matemática, dado qualquer número, por maior que seja, eu sempre vou
achar um número maior que ele. Isto vale para qualquer ser em evolução e é um fato
lógico, como vale para qualquer número.

Os 3 fogos propiciam esse campo e suas condições dentro da capacidade e do nível de


evolução de cada um. Observem que esses 3 fogos não são a matéria, porém os
agentes dinâmicos que atuam sobre a matéria, qualquer que seja seu grau de

19
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
refnamento e sutileza.

Pelas razões acima expostas concluímos que os fogos constituem a totalidade ou a


soma de todas as atividades vitais de um sistema solar, de um esquema planetário, de
um homem em atividade física, astral e mental, como de um átomo físico, de um átomo
astral ou de um átomo mental e assim por diante.

De um modo geral, a nível de sistema solar, o fogo por fricção relaciona-se com:

a- a atividade da matéria;

b- o movimento de rotação da matéria;

c- o desenvolvimento da matéria por fricção ou atrito, sob a Lei da Economia.


O fogo solar, que é proveniente do mundo mental cósmico, tem relação com:

a- a forma através da qual evolui manas ou a mente;

b- a vitalidade da Alma;

c- o efeito da ação evolutiva da Alma, quando consegue produzir a síntese da


matéria, ou seja, manter todas as células e órgãos do corpo denso e o corpo etérico
como uma unidade, o mesmo fazendo com as partículas dos corpos astral e mental.
A fusão do fogo por fricção com o fogo solar, sob a ação da Alma, produz o que
chamamos consciência. À medida em que esses fogos vão se fundindo, ou melhor
dizendo, se sintonizando continuamente, a existência consciente se aperfeiçoa cada
vez mais e ocorre sua expansão;

d- a Lei da Atração atua cada vez com mais vigor;

e- em consequência dos fatos acima ocorre o movimento cíclico em espiral, que é a


volta em nível superior e com um raio maior, em termos de experiências, aprendizado,
vivência e poderes. Isto é chamado no sistema solar evolução solar, porém, sob o
ponto de vista cósmico, é a aproximação do nosso sistema solar do seu ponto
central, ao longo do tempo.
O fogo elétrico tem a ver com:

a- a evolução da Mônada ou do Espírito. No momento nada se pode dizer sobre essa


evolução. O grau de evolução da Mônada só se pode perceber pela evolução da
matéria.
Somente por um veículo adequado e mediante a adaptação do envoltório, corpo ou

20
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
forma, é possível avaliar o ponto de desenvolvimento espiritual alcançado em qualquer
sentido. Devemos advertir que, assim como é impossível ao corpo físico expressar no
mundo físico o grau total de desenvolvimento do Ego ou Alma, da mesma forma é
impossível à Alma perceber e expressar plenamente a qualidade da Mônada. Digamos
que só é possível expressar numa oitava inferior. Concluímos que é absolutamente
impossível à consciência cerebral humana entender com exatidão a vida da Mônada.
Todavia isto não impede que nos esforcemos continuamente para nos aproximarmos
desse entendimento. Pela meditação constante e pelo conhecimento vamos adquirindo
entendimentos cada vez amplos e claros e assim nos aproximando e isto nos dá
incentivo e estímulo para prosseguir com mais convicção e certeza;

b- a atuação da Mônada utilizando o fogo elétrico sob a Lei da Síntese - palavra


genérica que oportunamente abarcará as outras duas leis como subdivisões;

c- o resultante movimento, síntese de todos: progressivo, cíclico espiral e giratório.


O tema deste estudo trata da essência subjetiva e não somente do aspecto objetivo ou
do espiritual. Ocupa-se dos Entes que habitam na forma e manifestam-se como
agentes animadores da matéria por meio dos fogos, em especial das matérias dos
mundos superiores, búdico, átmico, monádico e adi, que constituem os éteres
cósmicos, e assim desenvolvem outra faculdade, o fogo da mente ou solar e são
essencialmente pontos de fogo, que se desprendem pela fricção cósmica, que produz a
roda cósmica ao girar, sendo impelidos a uma manifestação limitada e temporária,
devendo retornar com o tempo a seu ponto central cósmico. Voltarão enriquecidos
pelos resultados obtidos pelo desenvolvimento evolutivo, que, ao serem assimilados,
intensifcarão sua natureza fundamental e serão Fogo Espiritual ou Elétrico além de
Fogo Manásico ou Solar.

O fogo por fricção é o resultado do contato por meio da matéria dos fogos elétrico e
solar. Esse fogo por fricção manifesta-se na nossa matéria como os fogos internos do
sol e dos planetas, como veremos mais tarde e refete-se nos fogos internos do
homem.

O homem está constituído pela Chama Divina (a Mônada) que produz seu fogo elétrico
e pela Alma, que produz seu fogo solar ou da mente, postos em contato pela matéria
de seus corpos inferiores, assim gerando a personalidade.

Quando a evolução chega ao fm, já não se percebe o fogo por fricção. Existe
unicamente enquanto os fogos elétrico e solar estiverem em contato por meio da

21
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
matéria e não subsiste fora da matéria.

Consideremos agora brevemente certos fatos a respeito do fogo por fricção, de forma
correlativa.

O fogo interno (fogo por fricção), por ser latente e ativo, manifesta-se como síntese
dos fogos do sistema solar na forma de combustão interna planetária e irradiação
solar. Isto, em certa medida, tem sido tratado pela ciência e está oculto no mistério da
eletricidade do mundo físico, fogo interno ativo do sistema solar e do planeta, assim
como a combustão interna (centros do sol e do planeta, sendo o magma um efeito) é o
fogo latente e se encontra em todos os planetas e é a origem de toda vida física
objetiva.

O fogo por fricção (fogos internos) constitue a base da vida nos reinos mineral, vegetal
e animal e nos corpos físico e etérico do homem. O fogo solar, em fusão com o fogo
por fricção, é a base da vida no reino humano e unidos controlam (agora parcialmente
e mais tarde totalmente) o tríplice homem inferior, a personalidade. Este controle
perdura até a 1ª iniciação planetária.

Finalmente, o fogo elétrico, uma vez fundido com os outros dois fogos (fusão que
começa no homem na 1ª iniciação planetária) constitui a base da vida ou existência
espiritual.

À medida que a evolução do 5º reino (o reino espiritual, o reino dos Mestres de


Sabedoria e Compaixão) avança, estes três fogos resplandecem simultaneamente,
produzindo a consciência perfeita (para este ciclo). Este resplendor resulta na
purifcação fnal da matéria e sua consequente adaptabilidade. No fnal da
manifestação produz, oportunamente, a destruição e dissolução da forma e o fm da
existência, conforme se entende nos mundos inferiores (físico, astral e mental inferior).
Não signifca o fm de qualquer tipo de existência, mas sim o fm da nossa modalidade
de existência, pois começa um novo modo de existir, muito mais intenso e grandioso.
Usando palavras da Teologia Budista, produz a aniquilação. Contudo isto não implica
em perda da identidade, mas somente é a cessação da objetividade e a retirada da
Mônada para seu centro cósmico. Existe uma analogia na iniciação, quando o adepto
vê-se livre das limitações da matéria dos três mundos inferiores.

Os fogos internos (fogo por fricção) do sistema solar, do planeta e do homem são três:

1- fogo interno no centro da esfera (sol e planeta), são fogueiras internas que
produzem calor e as chamas. É o fogo latente;

22
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
2- fogo irradiante. Este fogo pode ser expresso no mundo físico em termos de
eletricidade, prana e kundalini ativo. É o fogo ativo;
3- fogo essencial, os agentes do fogo, que são a essência do fogo. Classifcam-se em
dois grupos principais:

a- Devas do fogo ou entes evolutivos (estão na linha de subida);


b- Elementais do fogo ou entes involutivos (estão na linha de descida para o ponto
mais denso da matéria).
Esses entes serão tratados mais adiante, na parte referente ao Fogo da Mente e à
natureza dos elementais do pensamento. Eles são controlados pelo Sr. AGNI, o Senhor
do Fogo.

O que foi dito nos itens 1 e 2 sobre os fogos internos é o efeito que esses entes
produzem sobre seu meio ambiente. Cada efeito gera diferente tipo de fenômeno. O
fogo latente inicia o crescimento ativo daquilo que se encontra incrustado (por
exemplo, a semente enterrada) e é a causa do impulso ascendente que traz à
manifestação tudo o que existe nos reinos da natureza.

O fogo irradiante ou ativo mantém o contínuo crescimento de tudo aquilo que


progrediu sob ação do fogo latente, até o ponto de recepção do fogo irradiante.

A nível macrocósmico ou no sistema solar, pela atuação do Logos Solar ou o Exaltado


Homem Celestial:

O fogo latente produz o calor interno no centro do sol e faz com que no sistema solar
originem-se todas as formas de vida. É a causa de toda a fertilização humana, animal e
vegetal.

O fogo ativo sustenta a vida interna e provoca a evolução de tudo o que se


desenvolveu até a objetividade por meio do fogo latente.

A nível planetário, pela atuação do Logos Planetário ou o Homem Celestial:

É tudo o que foi dito com referência ao Logos Solar, só que em relação ao planeta.

Quanto ao microcosmo, o homem:

O fogo latente do corpo humano origina a produção de outras formas de vida, tais
como:

1- as células do corpo;
2- os organismos nutridos pelo fogo latente;

23
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
3- a reprodução de si mesmo em outras formas humanas, cuja base é a função sexual.

O fogo ativo é o que mantém aquilo no homem que se iniciou pela ação do fogo latente.
É o chamado prana, que atua no corpo etérico e desse passa ao corpo denso. Esse
prana pode ser doado por um homem para outro, permitindo a cura.

Há que diferenciar a irradiação de prana do magnetismo. O magnetismo procede de


um corpo mais sutil (geralmente o astral) e tem relação com a Mônada, ao atuar por
seu aspecto búdico na matéria dos mundos inferiores, sendo portanto manifestação do
fogo solar.

A Mônada humana atua, pelo seu aspecto búdico, diretamente na matéria do mundo
monádico e essa energia vem atuando nas matérias dos mundos búdico e astral, dando
origem aos fenômenos magnéticos do ser humano.

A ação da Mônada Solar, pelo seu aspecto búdico, na matéria monádica cósmica
provoca efeitos nas matérias búdica e astral cósmicas e a partir daí atua nas matérias
adi, monádica, búdica e astral do nosso sistema solar, interagindo com os átomos
físicos e produzindo a associação de um campo magnético ao elétron (que é um átomo
físico feminino), envolvendo-o, fato reconhecido pela ciência. Essa associação é devida
a que o elétron é envolto por uma nuvem de moléculas da 7ª subdivisão (a mais densa)
do mundo astral sistêmico.

Estudo 005

Os Fogos (continuação 4)

Antes de prosseguirmos no estudo dos fogos, vamos dar algumas noções a respeito
da matéria e dos processos de propagação das energias, que na realidade são os
fogos. Para tal usaremos desenhos e gráfcos, para facilitar o entendimento, a
assimilação e a aplicação dos conceitos.

Inicialmente daremos uma concepção dos mundos que nos rodeiam, nosso palco de
evolução, que é o corpo físico cósmico do nosso Logos Solar.

MUNDO ADI

Constituído de átomos e moléculas (aglomerados de átomos), com 7 divisões, origem


dos fenômenos que ocorrem nos mundos abaixo. Para o Logos Solar é o primeiro éter

24
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
ou a divisão atômica. Envolve e interpenetra todos os mundos abaixo.

MUNDO MONÁDICO

Constituído de átomos formados por átomos adi e moléculas, com 7 divisões. Sede das
Mônadas humanas. Para o Logos é o segundo éter ou a divisão subatômica. Envolve e
interpenetra os mundos abaixo.

MUNDO ÁTMICO OU ESPIRITUAL

Constituído de átomos formados por átomos monádicos e moléculas, com 7 divisões.


Para o Logos é o terceiro éter. Envolve e interpenetra os mundos abaixo.

MUNDO BÚDICO OU INTUÍCIONAL OU DA RAZÃO PURA

Constituído de átomos formados por átomos átmicos e moléculas, com 7 divisões. Para
o Logos é o quarto éter. Envolve e interpenetra os mundos abaixo.

MUNDO MENTAL

Com duas divisões principais:

Mundo causal, mental superior ou abstrato, constituído de átomos formados por


átomos búdicos e moléculas, com as divisões atômica, subatômica e a terceira. É a
sede dos pensamentos abstratos. É a sede das Almas ou Egos humanos.

Mundo mental inferior ou concreto, constituído de moléculas formadas por átomos


mentais e com quatro divisões. É a sede dos pensamentos concretos, com forma. Para
o Logos o mundo mental completo é o estado gasoso. Envolve e interpenetra os
mundos abaixo.

MUNDO ASTRAL OU EMOCIONAL

Constituído de átomos formados por átomos mentais e moléculas, com 7 divisões. É a


sede das emoções. Para o Logos é o estado líquido. Envolve e interpenetra o mundo
físico.

MUNDO FÍSICO

Constituído de átomos formados por átomos astrais e moléculas, com 7 divisões:


atômica ou primeiro éter, subatômica ou segundo éter, terceiro éter, quarto éter, estado
gasoso, estado líquido e estado sólido. É o mundo onde vivemos quando encarnados.

Como as matérias dos diversos mundos se interpenetram, o desenho a seguir


apresentado permite uma melhor visualização de como eles são.

25
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

Passemos agora aos processos descritos pela física de propagação da energia.


Vejamos a corrente elétrica.

O elétron é o portador da eletricidade negativa. No gerador o polo positivo (+) fca sem
elétrons e o negativo ( _ ) com acúmulo de elétrons. Com a chave desligada eles não
podem circular, porém ao ligá-la eles fuem do polo negativo, passam pelo motor
fazendo-o girar e chegam ao polo positivo. Assim que a chave é ligada, o elétron do
átomo mais próximo do polo positivo é atraído para esse polo, fcando o átomo positivo
e então ele atrai o elétron do átomo ao lado e assim a corrente ocorre saltando o
elétron de um átomo para outro, sob a ação da energia do gerador.

Esse é um processo de transmissão de energia por partícula. Há outros.

Um outro processo é por onda, também chamada vibração ou oscilação. Uma onda é
uma sequencia de compressões e descompressões ou de intensifcação e diminuição
de campos de força.

26
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
A oscilação de uma corda esticada e elástica, quando nela tocamos com uma certa
força é um exemplo de onda. Ao tocarmos nela, provocamos uma compressão das
partículas da corda, iniciando a ondulação, em seguida ocorre a descompressão,
expressa pelo vale e a energia aplicada é transferida para as partículas seguintes,
gerando um novo pico e assim prossegue a transferência da energia, até seu
esgotamento. Esta onda chama-se mecânica.

Onda na superfície do mar

A onda no fundo do mar

As ondas do mar também são ondas mecânicas

As ondas sonoras seguem o mesmo princípio das ondas do mar, só que o meio de
propagação é o ar ou um outro meio apropriado, inclusive o sólido.

A onda eletromagnética

A onda eletromagnética é uma sequencia de campos elétricos e magnéticos, dispostos


entre si num ângulo de noventa graus, que crescem de um determinado modo, atingem
um valor máximo e decaem, iniciando um novo crescimento em sentido inverso, ou
seja, mudam a polaridade tanto do campo elétrico como do campo magnético.

27
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Essas ondas têm frequência, que é o número de ciclos por segundo. Um pacote dessas
ondas tem uma determinada energia ou um quantum de energia e pode ser
interpretado como sendo uma partícula, sendo um exemplo o fóton.

Concluímos então que há duas modalidades de propagação da energia: por corrente,


como a elétrica, a marinha e aérea, e a onda. Na corrente é a partícula que transporta a
energia ao se deslocar. Na onda as partículas transferem a energia às partículas que
lhes estão próximas. Vimos que um pacote de ondas pode ser interpretado como
sendo uma partícula. Esses conceitos aplicam-se tanto à física quanto ao esoterismo.
Daí que o claro entendimento dos processos físicos acima descritos são de imensa
ajuda para a compreensão dos processos explicados pelo Mestre Djwal Khul, no
Tratado sobre Fogo Cósmico.

Estudo 006

Os Fogos Internos dos envoltórios - Os três canais

Vamos estudar com bastante profundidade o fogo por fricção, que é o fogo que atua
na matéria. Como já sabemos, esse fogo só existe em presença da matéria. Ele é o
resultado do contato do fogo elétrico com o fogo solar por meio da matéria. Observem
que contato não signifca fusão ou sintonia.

O assunto a ser tratado aqui vai da página 72 à 82 do Tratado sobre Fuego Cósmico,
do Mestre Djwal Khul, pela Sra. Alice A. Bailey.

Voltando ao contato do fogo elétrico com o fogo solar através da matéria, gerando o
fogo por fricção, fca óbvia e lógica essa afrmação do Mestre Djwal Khul, uma vez que
o fogo solar é o relacionador, que relaciona a Mônada com a matéria dos mundos
inferiores.

Primeiro temos a Mônada, o que emite e a matéria o que recebe. Para que a matéria
receba a atuação da Mônada, é necessário o intermediário, o relacionador, o que
adéqua a energia da Mônada à capacidade de recepção da matéria.

Na nossa vida diária material temos uma analogia dessa adequação na eletricidade que
alimenta nossos aparelhos domésticos. A corrente elétrica que sai da usina geradora é
muito mais alta que a que chega às nossas residências. Seu valor na linha de
transmissão da usina até a estação de rebaixamento é de 100.000 volts. Nas estações

28
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
de rebaixamento ela é transformada para 25.000, 13.500 e 5.000 volts, entre outros
valores, para chegar aos 110 ou 220 volts, nas residências. O esquema abaixo visualiza
melhor essas transformações:

De forma análoga o mecanismo que gera o fogo solar é o transformador que baixa a
voltagem da Mônada à capacidade receptiva da matéria. A descrição desse mecanismo
não cabe no atual contexto.

O fogo por fricção é equivalente aos 110/220 volts residenciais, que colocam nossos
eletrodomésticos em funcionamento. É portanto o fogo elétrico da Mônada (alta
voltagem) rebaixado pelo fogo solar em baixa voltagem (fogo por fricção), para atuar
na nossa matéria.

Vejamos o desenho abaixo:

Fogo por fricção

Fogo elétrico em contato com fogo solar dentro da matéria produz fogo por fricção. Se
não existir matéria, não há fogo por fricção.

Assim demonstra-se a veracidade da afrmação do Mestre Djwal Khul.

Por outro lado o Mestre diz, mais adiante, que o fogo solar existe como consequência
do contato do fogo elétrico com o fogo por fricção da matéria. Isto parece uma
contradição, mas, se raciocinarmos corretamente, veremos que é a mais pura
realidade.

O fogo elétrico tem de entrar em contato com a matéria, para que a Mônada adquira
experiência e desenvolva seus poderes. Mas, para tal, tem de gerar um intermediário e
redutor de sua energia e, então, gera o fogo solar e os dois juntos geram o fogo por
fricção.

Quando a matéria deixar de existir no chamado pralaia físico, o fogo por fricção que
anima a nossa matéria desaparecerá. Mas os fogos elétrico e solar persistirão para

29
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
manter o fogo por fricção dos mundos astral e mental. Todavia as Mônadas, Solar e
humanas, adquiriram e conservam a habilidade de produzir fogo por fricção em seus
respectivos níveis.

Quando, na continuação do pralaia do nosso Logos Solar, as matérias astral, mental,


búdica e átmica se desintegrarem, para as Mônadas humanas só existirá o fogo
elétrico tríplice, atuando na matéria monádica, mas Elas terão desenvolvido a
capacidade de gerar fogo solar e por fricção, através da experiência vivenciada. No
próximo sistema solar (uma nova encarnação cósmica do Logos Solar), essas Mônadas
voltarão à atividade, dentro de um outro propósito do Logos e iniciarão sua vida nos
mundos inferiores (que serão mais elevados), utilizando a capacidade adquirida. Nada
se perde.

Num estudo anterior foi dito que os fogos internos (fogo por fricção)do sistema solar,
do planeta e do homem, são três: fogo interno, fogo irradiante e fogo essencial, sendo
este último constituído pelos Devas. Na realidade, os Devas são os agentes operadores
dos fogos. Como veremos mais adiante, o fogo por fricção é tríplice e os Devas, nas
linhas evolutiva e involutiva, são os agentes que manipulam o fogo tríplice.

Vamos agora estudar o que o Mestre Djwal Khul chama os fogos internos dos
envoltórios.

Todo ente em manifestação possui um corpo ou veículo, para entrar em contato com a
matéria do mundo no qual vai evoluir, quer seja um Logos Cósmico, Solar, Planetário,
um Deva ou um homem. No caso do nosso Logos Solar, seu corpo físico cósmico é
constituído pelas matérias dos mundos adi, monádico, átmico, búdico, mental, astral e
físico.

O nosso sistema solar visível é apenas a matéria física densa, existindo a matéria
etérica, que não é visível, mas está sendo detectada pelos cientistas, através dos
modernos aparelhos que são sensíveis às ondas eletromagnéticas fora do espectro
visível, como a radiação cósmica de fundo (CRB) e as irrupções de raios gama (GRB).
Nos aceleradores de partículas também foram percebidas componentes da matéria
etérica. Todavia os cientistas não a admitem.

Estudaremos os fogos por fricção que atuam na matéria do mundo físico, nas suas
divisões densa, (sólida, líquida e gasosa) e etérica.

É importante ressaltar que para a consciência atuando pelo corpo astral, a matéria
exterior astral é tão material e objetiva, quanto o nosso mundo denso para a nossa

30
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
consciência cerebral. A diferença está nas propriedades da matéria astral, no modo de
operação e na capacidade de detecção dos sentidos astrais, que levam à consciência
astral as informações exteriores. Os mecanismos de ação também são diferentes. O
mesmo acontece no mundo mental. Portanto os mundos astral e mental também são
animados pelo fogo tríplice.

Mestre Djwal Khul diz: "Existe no Sol, no planeta, no homem e no átomo, um ponto
central de calor e (se me permitido empregar um termo tão limitador e inadequado)
uma caverna central de fogo ou núcleo de calor; este núcleo central chega até os
limites de sua esfera de infuência, seu "círculo não se passa", por meio de um tríplice
canal."

O Sol

Dentro do Sol, no seu centro, existe um mar de fogo ou de calor, porém não um mar de
chamas. As chamas são apenas os efeitos de uma reação química e a combinação de
alguma substância com o oxigênio ou outro elemento, sob a ação de uma energia. Deve
fcar bem clara na mente a diferença entre as chamas ou gases incandescentes e a
energia do calor que produz as chamas ou outro efeito qualquer. É esse calor interno
do Sol que gera as chamas visíveis.

Essa região central do Sol é onde se concentra o fogo interno latente do Sol, o fogo
por fricção, produzindo a máxima temperatura. As chamas na superfície do Sol são
apenas o efeito dessa energia. É esse fogo por fricção que pode provocar a fusão do
hidrogênio em hélio. Portanto a energia essencial do Sol não é oriunda da fusão
nuclear, mas sim do fogo por fricção.

Esse fogo interno chega à superfície do Sol e se irradia para todo o sistema solar por
um tríplice canal, de uma forma análoga à do homem, que tem três canais: ida, pingala
e sushuma, no corpo etérico, conforme veremos em continuação a esse estudo.

Os canais pelos quais o fogo por fricção tríplice do Sol alimenta todo o sistema solar
estão localizados na sua parte etérica.

Os esquemas abaixo tornarão mais clara a compreensão dessa localização e a


distribuição de cada fogo:

Mundos ou Matérias Astral e Superiores do nosso


Sistema Solar
Mundo Físico Divisão atômica do Primeiro Éter.
ou OBS: não confundir com o Mundo

31
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

matéria Física, Adi,


onde que é o primeiro Éter sob o ponto
estamos de vista
encarnados. Cósmico
Divisão Subatômica ou Segundo
Éter
Terceiro Éter
Quarto Éter
Gasoso, Líquido e Sólido a parte densa visível

Canal de Sistema Sistema


Núcleo do
eletricidade solar solar
Sol
solar elétrico denso
Canal de raios
de luz
de aspecto
prânico
Canal akasha
A manifestação eletricidade ou elétrica do fogo por fricção do Sol é de uma só
polaridade. É energizada pelo primeiro Raio ou Aspecto Vontade do Logos. Os
fenômenos dos raios atmosféricos são resultantes desse fogo por fricção elétrico.
Estudos e pesquisas têm sido feitos no Brasil (Grupo ECAT, do INPE) e outros países
sobre a eletricidade atmosférica.

Os raios de luz de aspecto prânico (prana solar) constituem a manifestação do


segundo Raio ou Aspecto Amor-Sabedoria-Razão Pura, através do fogo por fricção.
Poderíamos chamá-los de subfogo solar do fogo por fricção.

Akasha seria o fogo por fricção puro. É manifestação pura do terceiro Raio ou Aspecto
Inteligência Ativa. É o kundalini puro do sistema solar.

Percebemos claramente que esses fogos são externos e irradiantes para nós, mas sob
o ângulo do Sol eles são internos.

O planeta

Nas profundidades do coração de um planeta, como a terra, encontram-se os fogos


internos, que ocupam a esfera central que, plena de calor, torna possível a vida no
planeta. É responsável pelo magma terrestre e pela atividade vulcânica. Também se

32
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
situa na parte etérica do planeta e por ela se distribui através de canais etéricos para
todas as partes gasosas, líquidas e sólidas.

Os fogos por fricção do planeta também são três:

Fluido elétrico: latente no planeta e pouco conhecido pela ciência em sua natureza
essencial. É o oposto da eletricidade solar. Podemos dizer que é o subfogo elétrico do
fogo por fricção do planeta e é qualifcado pelo Aspecto Vontade do Logos Planetário.
O contato da eletricidade solar com este fogo é o objetivo - talvez inconsciente - de
todo o esforço científco na atualidade. O portador deste fogo é o elétron, que é o
átomo físico primordial feminino.

Prana planetário: é o subfogo solar do fogo por fricção do planeta. Está qualifcado
pelo Aspecto Amor-Sabedoria-Razão Pura do Logos Planetário. Esse fogo, tão benéfco
à saúde humana, é absorvido pelos poros da pele, que é sua linha de menor resistência.
É o responsável pelo bom funcionamento dos órgãos e do organismo como unidade.

A substância produtiva: é o fogo que vitaliza toda a matéria do planeta, só existindo em


presença da matéria. É responsável pela germinação de tudo. É a mãe e o protetor de
tudo o que existe dentro e fora do planeta. Corresponde ao akasha do sol, como
manifestação do fogo por fricção do Sol. É ele que faz a semente brotar. Os vulcões
entram em atividade sob a ação desse fogo.

Todas essas manifestações do fogo por fricção do planeta são resultantes da


captação, absorção e assimilação dos fogos por fricção do Sol pelo Logos Planetário,
que os qualifca, acumula no depósito no interior da terra e distribui através de uma
rede de canais etéricos para todo o planeta, para manter a vida.

Os fogos por fricção da lua estão praticamente esgotados, porque os Devas e a


humanidade não estão mais lá. Certas funções da natureza não podem existir sem a
presença dos Devas.

O homem

Na base da coluna vertebral do homem, no seu corpo etérico, estão ocultos os fogos
por fricção do sistema humano. Deste centro os três fogos se irradiam para todo o
corpo etérico por três canais da coluna vertebral etérica e deles, por uma rede de
canais menores, alcançam e vitalizam todo corpo denso. Os centros de força chamados
chacras desempenham um papel importantíssimo nessa distribuição, além de suas
funções transcendentais.

Reação nervosa: é o fogo equivalente à eletricidade solar e ao fuido elétrico do

33
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
planeta. É distribuído a partir do centro onde está acumulado, por um canal e atinge o
cérebro e o sistema nervoso e ao estabelecer contato com eles, dá origem a toda a
atividade elétrica do nosso corpo. Sem esse fogo não conseguiríamos pensar nem ter
sensações. Quem sabe a mecânica desse fogo e o canal pelo qual circula pode
aumentar sua capacidade cerebral. Mestre Djwal Khul recomenda que esse assunto
seja estudado mais detidamente.

Emanação prânica: é o fogo equivalente ao prana solar e ao planetário. É o responsável


pela manutenção do que foi construído. É distribuído por um canal e dele para todo o
corpo pelos canais menores chamados nadis. Sua irradiação pela superfície do corpo
etérico constitui o que chamam aura de saúde. É possível de ser transmitido de uma
pessoa para outra conscientemente, sendo maior seu efeito se o doador possui
conhecimentos de ocultismo e do corpo humano, donde algumas pessoas serem
curadoras. Não se deve confundir uma boa aura de saúde com qualidades magnéticas.
O magnetismo tem origem no corpo astral, proveniente de um corpo superior e a aura
de saúde é a irradiação pelo corpo etérico do prana que sobrou do necessário para a
manutenção da saúde do corpo físico.

Calor corpóreo: é o equivalente ao akasha do fogo por fricção do Sol e à substância


produtiva do planeta. É distribuído por um canal e dele para todo o corpo físico, sendo
responsável, entre outras coisas, pelo calor do corpo.

Mais detalhes sobre esses fogos do homem serão fornecidos em continuidade a esses
estudos.

Convém ressaltar que essa tríplice manifestação do fogo por fricção também ocorre
nos corpos astral e mental, de uma forma adequada a esses corpos.

Estudo 007

Os Fogos Internos dos envoltórios - Os três canais (Continuação)

Continuando nosso estudo sobre os Fogos, segundo os ensinamentos do Mestre Djwal


Khul, vamos agora enfocá-los sob o ponto de vista macrocósmico, ao mesmo tempo
revendo e propiciando alguns detalhes novos.

O nosso Logos Solar, que é uma Entidade Cósmica, é tríplice, como o homem.

A Mônada, a Divina Chama Logoica, residente no mundo monádico cósmico.

34
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
A Alma Logoica ou o Ego Logoico, residente no mundo causal cósmico, sendo uma
manifestação da Mônada Logoica no mundo causal cósmico.

A Personalidade Logoica, constituída dos corpos mental inferior, astral e físico


cósmicos, sendo uma manifestação do Ego Logoico nesses 3 mundos inferiores.

Na realidade, a Mônada Logoica utiliza o Ego e seu corpo causal como instrumentos ou
veículos. O Ego Logoico também se serve da Personalidade e seus corpos como
veículos.

Por aí se vê que a Mônada Logoica é a verdadeira Entidade, utilizando o Ego para atuar
no mundo causal e o Ego e a Personalidade simultaneamente para atuar nos mundos
inferiores cósmicos.

A Mônada Logoica tem 3 aspectos ou modos de ser: vontade, amor-sabedoria e


inteligência ativa.

Quando Ela atua nos mundos exteriores a Ela, para adquirir experiências e evoluir, o
modo de ser que está prevalecendo nessa atuação é como se fosse um Logos distinto.
Mas isso é apenas uma aparência. Todavia cada modo de ser tem 3 submodos:
submodo vontade, submodo amor-sabedoria e submodo inteligência ativa.

Vamos exemplifcar cada uma dessas situações.

Quando Ela está usando a vontade, para algum propósito, ou seja, está querendo algo
e ao mesmo tempo está planejando, o modo de ser é vontade e o submodo é
inteligência ativa, sendo vontade inteligente ativa.

Quando, estando num estado voluntarioso, Ela procura atrair ou amar, está no
submodo amor, sendo a vontade de amar.

Quando, usando a vontade, procura impor ou usar a força, o submodo é vontade,


sendo a vontade pura.

Quando está no modo amor e está usando a força para conseguir algo, é o amor
voluntarioso.

Quando, no modo amor, simplesmente ama, é o amor puro.

Quando no modo amor, age externamente ou pensa inteligentemente, é o amor


inteligente ativo.

Quando está pensando ou agindo e ao mesmo tempo está usando a força, é a

35
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
inteligência ativa voluntariosa.

Quando emprega a inteligência para aumentar o amor, é a inteligência ativa amorosa.

Quando simplesmente pensa, raciocina ou age, é a inteligência ativa pura.


Em qualquer situação ou modo de ser, a Mônada é uma só, embora num dado momento
prevaleça um modo de ser.

É essa a explicação para os três Logos.

Quando prevalece a vontade, dizemos que é o 1º Logos.

Quando predomina o amor-sabedoria, é o 2º Logos.

Quando sobressai a inteligência ativa, é o 3º Logos.


A inteligência ativa ou Manas se relaciona diretamente com a matéria, porque necessita
de um espelho ou refexo para perceber o grau de perfeição do que está sendo tratado
por ela.

Em essência a Mônada é vontade, embora neste atual sistema solar, melhor dizendo,
nesta atual encarnação cósmica do nosso Logos Solar, a meta seja desenvolver o modo
de ser amor-sabedoria.

No mundo monádico e, mais tarde, no mundo adi, a Mônada, por ser essencialmente
vontade, pela sua ligação direta com a matéria monádica, atua como fogo elétrico, ou
seja, dinamiza os átomos e as moléculas monádicas como fogo elétrico, que é força.

Quando está no modo vontade pura, a energia resultante é fogo elétrico/elétrico.

Quando está no modo amor-sabedoria, o resultado é fogo elétrico/solar.

Quando está no modo inteligência ativa, resulta fogo elétrico/por fricção.


A matéria monádica é apta para responder a essa força elétrica, nos 3 modos
principais e, dentro do modo inteligência ativa, às 4 submodalidades que constituem os
chamados raios de atributo, que são: harmonia pelo confito (4º), conhecimento
concreto (5º), idealismo abstrato e devoção (6º) e organização e magia cerimonial (7º).

Quando a energia emanada da Mônada penetra nas matérias átmica, búdica e causal
(mental superior ou abstrato), ela é transformada em fogo solar, porque predomina o
modo amor-sabedoria e essas matérias são aptas para responder essencialmente a
esse fogo ou energia, igualmente nos 3 modos de ser e nos 4 submodos da inteligência
ativa.

36
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Temos fogo solar/elétrico, fogo solar/solar (puro) e fogo solar/por fricção e mais 4
submodalidades desse último correspondentes aos 4 raios de atributo.

Quando a energia irradiada pela Mônada se entranha nas matérias mental inferior ou
concreta, astral e física, oriunda do causal, ela é transformada em fogo por fricção,
porque prevalece a inteligência ativa e essas matérias foram preparadas para
responder a esse fogo, também nos 3 modos e nos 4 submodos do 3º, como sejam:
fogo por fricção/elétrico, fogo por fricção/solar e fogo por fricção/por fricção (puro)
mais os 4 menores.

No sistema solar anterior, o Logos Solar procurou desenvolver ao máximo o modo de


ser inteligência ativa. Daí afrmar-se que o 3º Logos é atualmente o mais adiantado. Isto
apenas signifca que manas (inteligência ativa) é a qualidade que sobressai no
momento.

Como a meta atual é o amor-sabedoria (2º Logos), o esforço maior é dedicado a esse
modo de ser ou qualidade. Mas para tal Ele usa o que mais desenvolveu, manas.

Por isso Mestre Djwal Khul diz que o objetivo do homem neste sistema solar é
expressar budi (amor-sabedoria) através de manas, no máximo grau.

O 2º Logos é o responsável por tudo o que tem forma, melhor dizendo, o modo de ser
do Logos Solar como amor-sabedoria e atuando como fogo solar na matéria constrói
as formas.

Somente no próximo sistema é que o Logos Solar irá expandir e desenvolver ao


máximo seu modo de ser como vontade, o 1º Logos.

Então o fogo elétrico terá o papel mais importante e a meta será expressar a vontade
através do amor-sabedoria e da inteligência ativa unidas.

Mestre Djwal Khul afrma: "Nesta 4a. ronda e neste 4º globo (a terra) do nosso
esquema planetário, os fogos do 3º Logos de matéria inteligente fundem-se
parcialmente com os fogos da mente cósmica, manifestando-se como poder ou
vontade e animando o Pensador em todos os planos. A fnalidade de sua colaboração é
manifestar, de forma perfeita, o Senhor Cósmico de Amor. Devemos refetir sobre isso,
porque revela um mistério."

Isso signifca que no atual período está havendo uma sintonia parcial entre o fogo por
fricção dos mundos inferiores e o fogo solar/elétrico do mundo causal, proveniente do
mundo mental cósmico (corpo mental cósmico do Logos Solar), resultando dessa
sintonia parcial uma manifestação de poder ou vontade que anima e dinamiza o Ego,

37
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
permitindo que ele atue com mais domínio nos mundos inferiores.

Consequentemente, o Ego Solar como o Ego humano podem dar mais ênfase à
expressão do amor cósmico (Ego Solar) e do amor mundial (Ego humano). Lembramos
que o Ego é fogo solar por excelência.

A expressão entrar em sintonia ou alinhar-se signifca que o receptor está conseguindo


estabelecer uma frequência que está em harmonia ou fase (as ondas não se
contrapõem) com a frequência do doador e assim o receptor pode receber e assimilar
muito mais energia e se tornar muito mais dinâmico e vital.

Em termos de fogo por fricção do mundo mental inferior e o fogo solar/elétrico do


mundo causal (onde está o Ego), quer dizer que as moléculas da 4a. divisão do mental
inferior conseguem oscilar ou vibrar numa frequência mais próxima da frequência dos
átomos mentais animados pelo fogo solar/elétrico, os quais, por isso, podem penetrar
com mais facilidade nas moléculas mentais, aumentando em muito sua capacidade
vibratória, seu dinamismo e sua vitalidade. Essas penetrações e transferências de fogo
prosseguem nos átomos astrais e físicos, chegando fnalmente ao cérebro físico, onde
a consciência de vigília manifesta os efeitos do amor-vontade inerente ao fogo
solar/elétrico.

O propósito tanto do Logos como do homem é a sintonia entre os fogos elétrico, solar
e por fricção.

O processo iniciático, sobre o qual falaremos mais tarde, acelera essa sintonia ou
fusão.

Atualmente o fogo por fricção é o que está mais desenvolvido e ativo, como
consequência das experiências e vivências do sistema solar anterior. O passo a ser
dado agora é, utilizando esse fogo por fricção (manas), estimular o fogo solar (amor-
sabedoria-razão pura) ao máximo e obter a sintonia perfeita entre os dois, para a
máxima transferência de energia. Em seguida, teremos de, utilizando esses dois
sintonizados, atrair e estimular o fogo elétrico (vontade), para, num próximo passo,
sintonizar os três.

Por isso é sumamente importante utilizar muito a mente analítica (não a separadora),
no nosso dia a dia, buscando tirar conclusões.

O Senhor Buda disse duas verdades utilíssimas para o homem. Uma é: "A falta de
conhecimento é a causa dos sofrimentos do homem". A outra é: "Nunca aceitai
qualquer afrmação, venha de quem quer que seja, mesmo que seja eu, sem passar

38
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
pelo crivo de vossa razão".

Mas, para podermos analisar com acerto, é necessário que adquiramos conhecimento,
a fm de termos subsídios com que raciocinar e comparar.

Apresentamos a seguir um diagrama para melhor fxação dos conceitos apresentados.

Mundo átmico Fogo solar/por


Fogo solar/elétrico
Fogo solar/solar fricção
Mundo búdico Fogo solar/por
Fogo solar/elétrico
Fogo solar/solar fricção
Mundo mental superior
Fogo solar/por
(causal) Fogo solar/elétrico
fricção
Fogo solar/solar
Mundo mental inferior ou
Fogo por Fogo por fricção/por
concreto
fricção/elétrico fricção
Fogo por fricção/solar
Mundo astral Fogo por Fogo por fricção/por
Fogo por fricção/solar fricção/elétrico fricção
Mundo físico Fogo por Fogo por fricção/por
Fogo por fricção/solar fricção/elétrico fricção

Estudo 008

Os Fogos Internos dos envoltórios - Os elementais do fogo e os Devas

Iremos neste estudo considerar com brevidade os elementais do fogo e os Devas.

São conhecidos certos fatos relacionados aos espíritos do fogo, pois há muita
literatura sobre eles. Porém o mais importante, que deve ser acentuado, é que AGNI, o
senhor do Fogo, rege os elementais e os Devas do fogo, nos três mundos da evolução
humana, o físico, o astral e o mental inferior, não só no nosso planeta, mas em todo o
sistema solar.

39
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
O Senhor AGNI é uma das 7 entidades (denominadas os 7 Irmãos, na Doutrina Secreta)
e cada uma expressa e personifca um dos 7 princípios e formam os 7 centros de força
no corpo do Senhor Cósmico do Fogo, chamado FOHAT por Helena Petrovna Blavatsky.

Por ser o regente do 5º princípio, Manas, AGNI é a expressão da inteligência ativa da


Mônada Solar, dentro do nosso sistema solar e, consequentemente, dos fogos internos
ou por fricção desse sistema.

Cada um desses 7 Irmãos rege um mundo do nosso sistema solar, desde o adi até o
físico. Três são chamados maiores (assim como existem os 3 raios maiores, 1º, 2º e 3º,
os de aspecto, e 4 menores, os de atributo) e quatro menores.

Nesse contexto a palavra maior signifca o que é mais forte, no sentido de usar mais a
vontade. Nesse enfoque 3 mundos estão ligados e são: adi - átmico - mental superior.
Portanto os 3 Irmãos maiores ou mais fortes no contexto regem os mundos adi, átmico
e mental superior.

Não devem confundir princípio com mundo de matéria. Princípio é um instrumento e


mundo de matéria é o meio onde o princípio se manifesta e adquire expressão. Assim o
princípio pode evoluir de mundo de matéria, quando é concluído o trabalho de
aperfeiçoamento de um mundo, ou seja, quando é conseguido o desenvolvimento
máximo (dentro de uma meta) das qualidades que o princípio tem de expressar,
através da interação com a matéria e, com essa interação, a matéria evolui e o princípio
se expressa plenamente. O corpo etérico é um princípio , mas o corpo físico denso não
o é. Utilizando o corpo etérico a Mônada pode desenvolver determinadas qualidades.
Prana é outro princípio, pois vitaliza o corpo etérico e este o corpo denso. Prana
contém certas propriedades que permitem o corpo etérico atuar.

Não esquecer nunca que essa conquista é individual e estamos nos referindo à matéria
que constitui os veículos de cada um.

Melhor explicando, para que tudo fque bem claro. Quando a Mônada encarnada
consegue expressar ao máximo suas qualidades através dos veículos físico, astral e
mental inferior, Ela fez com que as matérias desses seus corpos evoluíssem e Ela fca
liberada da obrigação de encarnar nos mundos inferiores. Daí o signifcado da
expressão " redenção da matéria ". Isso é conseguido na 4a. Iniciação Planetária.

Em outra ocasião falaremos com detalhes dos 7 princípios, porém no momento basta o
que foi explicado.

Todos constituem o fogo por fricção ou da matéria, em virtude do seu aspecto

40
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Inteligência Ativa.

É por isso que AGNI é o regente do fogo e das entidades operadoras do fogo nos
mundos mental interior, astral e físico, em todo o sistema solar.

Resumindo, esses 7 Senhores, incluindo AGNI, são a essência do Senhor Cósmico do


Fogo, Fohat nos livros ocultistas.

De forma análoga, os 7 Choans de raio e seus grupos de discípulos são os 7 centros de


força (chacras) no corpo do nosso Logos Planetário e 7 Logos Planetários são os 7
chacras no corpo do Logos Solar.

Cada um dos 7 Senhores do Fogo age e atua através de numerosos grupos de entes
do fogo, desde os Senhores dos Devas de um mundo, até as pequeninas salamandras
das fogueiras internas.
As essências ígneas dos mundos superiores ao mental inferior não serão aqui
estudadas.

Assim temos:

1. Mundo físico

Salamandras - são os minúsculos elementais do fogo, que alguns videntes podem ver
dançando nos fogos de uma casa e das fábricas. Pertencem ao mesmo grupo de
espíritos do fogo que se encontram nas profundezas das ígneas entranhas da terra.

Os espíritos do fogo, ocultos em todo foco de calor, são a essência desse calor (a ação
deles na matéria provoca o calor que percebemos e sentimos). Encontram-se no calor
da estrutura corpórea humana, animal e terrestre.

Os Agnichaitas, os espíritos do fogo de grau superior (estão na linha de evolução ou


retorno), formam um vórtice de fogo (efeito) e são vistos em grande escala nos
vulcões e nos grandes incêndios. Estão intimamente ligados a um grupo de Devas ainda
mais importantes, que constituem o envoltório ígneo do sol.

Esses 3 grupos manipulam o fogo por fricção/por fricção.

Os elementais prânicos, essas microscópicas essências ígneas que têm a capacidade


de interpenetrar os tecidos dos corpos humanos e dos animais e do reino vegetal e
sintonizam-se, coordenam-se e trabalham juntas com os demais fogos dos sistemas
microcósmicos.

Manipulam o fogo por fricção/solar.

41
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Alguns Devas, que podem ser descritos como animadores e vitalizadores de grandes
raios de luz, sendo a essência desses raios. Como exemplo, temos os que animam os
GRB (Gamma Rays Burst), erupções de raios gama, que às vezes atingem a terra.

Não é permitido passar mais informações sobre esses Devas, porque eles manipulam o
mais perigoso dos fogos, o fogo por fricção/elétrico.

2 - Mundo astral

Como a grande maioria da humanidade não tem a visão astral, torna-se muito difícil
explicar as entidades ígneas do mundo astral.

Elas são os agentes do calor do corpo astral ou emocional, onde as sensações físicas
são transformadas em emoções.

Quando o calor do corpo astral se expressa como desejo, essas entidades estão na
linha de involução, sendo chamadas pitris lunares. Quando o calor se expressa como
aspiração as entidades passam a Devas, na linha de evolução ou retorno.

Existem muitos graus e categorias, porém não cabe aqui citar seus nomes.

Todavia há uma categoria que deve ser conhecida, porque cuidam dos fogos que, mais
tarde, destruirão o Loto Egoico e o corpo causal. O Loto Egoicoé o mais importante
instrumento da Mônada.

Deve fcar bem claro que a sintonia dos fogos por fricção, solar e elétrico provocam
destruição.

Esses Devas são os Agnisuryas, os quais são as essências ígneas do mundo búdico e a
sua manifestação mais baixa é no mundo astral.

Informações mais detalhadas e extensas serão fornecidas com a continuação desses


estudos do Tratado sobre Fogo Cósmico, pois o Mestre Djwal Khul está muito
empenhado em que a humanidade compreenda o mundo fenomênico e a evolução
dévica, para que possam ambos os reinos prosseguir de forma mais acelerada.

A seguir apresentamos um diagrama, para facilitar a assimilação do que foi exposto.

42
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

Os Devas
Salamandra
do Mundo
s
Físico
Espiritos do
Fogo por fricção / por fricção
Fogo
Agnichaitas

Elementais
Fogo por fricção / solar
prânicos

Devas
animando
Fogo por fricção / elétrico
grandes
raios de luz
Os Devas
Várias
do Mundo
categorias
Astral
Devas encarregados dos fogos que mais tarde irão
Agnisuryas destruir o Loto Egoico e o corpo causal, no
momento da 4a Iniciação Planetária.

Estudo 009

O Raio da personalidade e o fogo por fricção - O trabalho dos três raios

43
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Iremos agora estudar o trabalho dos raios Monádico, do Ego e da personalidade, e a
relação entre o raio da personalidade e o fogo por fricção, quando esse raio atua nos
átomos permanentes.

O tema dos átomos permanentes, embora seja de amplo e geral interesse,é muito
pouco compreendido. Todo corpo ou forma em que a Mônada funciona e se expressa,
tem como ponto focal um átomo de matéria do mundo em que se expressa, o qual
serve para atrair a matéria daquele mundo a fm de formar o corpo, distribuir força,
conservar as faculdades, assimilar as experiências e preservar a memória.

Os átomos permanentes não são átomos comuns. Eles fcaram durante muito tempo
sob a infuência da chamada segunda emanação do Logos Solar, que é do aspecto
Amor-Sabedoria-Razão Pura, tendo por isso grande poder de coesão.

No nosso estudo iremos tratar da Tríade Inferior, constituída da unidade mental,


responsável pelo corpo mental inferior, do átomo astral permanente, responsável pelo
corpo astral ou emocional e do átomo físico permanente, responsável pelo corpo físico.

A unidade mental é uma molécula da quarta subdivisão do mundo mental.

Existe ainda a Tríade Superior ou Espiritual, formada pelos átomos-átmico ou espiritual,


búdico ou intuicional e mental, que serve de veículo para a Mônada.

Esses átomos estão em relação direta com um dos três grandes raios, no que respeita
ao homem, o microcosmos, os quais são:

• Raio Monádico
• Raio Egoico
• Raio da Personalidade
A palavra raio aqui tem o signifcado de corrente ou emanação de força. O Logos Solar
se manifesta por meio de três raios maiores e quatro menores: Vontade ou Poder,
Amor-Sabedoria-Razão Pura, Inteligência Ativa ou Adaptabilidade (os três maiores),
Harmonia pelo Confito-Beleza-Arte, Conhecimento Concreto ou Ciência, Devoção-
Idealismo Abstrato e Magia Cerimonial (os quatro menores).

As Mônadas humanas se manifestam através dos três raios maiores, ou seja, há


Mônadas de Vontade, Mônadas de Amor e Mônadas de Inteligência Ativa. Já os Egos e
as personalidades são dos sete raios, sendo o raio egoico um sub-raio do raio
Monádico e o raio da personalidade um sub-raio do raio egoico. Em cada encarnação o
raio da personalidade geralmente muda.

44
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
O raio Monádico atua na unidade mental. O raio egoico infuencia o átomo astral
permanente e o raio da personalidade afeta o átomo físico permanente.

A ação desses raios é a seguinte:

• age na parede externa do átomo ou da unidade, aumentando sua capacidade


oscilatória e giratória;
• estimula o fogo por fricção interno do átomo ou da unidade, intensifcando-o e
fazendo com que sua luz brilhe com mais resplendor;
• atua nas espirilas do átomo, pondo-as em atividade gradualmente.
Os átomos de um tipo de matéria são formados pela junção de átomos da matéria
imediatamente mais sutil, constituindo uma espécie de corda ou fo. Com essas cordas
ou fos são gerados vórtices. Essas cordas ou fos, em número de sete, é que são as
espirilas. Essa explicação é muito sucinta. Em outra ocasião será dada uma explanação
mais detalhada.

Cada espirila é ativada ciclicamente. Na atualidade quatro estão ativas. Mas elas podem
ser ativadas pelo esforço individual.

A ação dos três raios não é simultânea, mas obedece a ciclos ordenados. A atuação do
raio Monádico sobre a unidade mental só começa quando o homem recebe a primeira
iniciação planetária.

Iniciação planetária é uma expansão de consciência e dinamização dos centros de


força do homem (chacras), pelas energias que fuem do Cetro de Poder do Sr. CRISTO
nas primeira e segunda iniciações e do Cetro de Poder do SENHOR DO MUNDO nas
iniciações a partir da terceira. Esse assunto é tratado no livro do Mestre Tibetano, pela
sra. Alice A. Bailey, Iniciação Humana e Solar, que já existe em português. No livro do
mesmo Mestre, Os Raios e as Iniciações, o assunto é tratado em muito mais
profundidade e nele são descritos com detalhes os modos de vida, as
responsabilidades, as funções e a glória incomensurável, que estão reservadas ao
homem que tem disposição, decisão e vontade para fazer o esforço necessário. Uma
coisa é certíssima: o homem conquista a iniciação. Por isso é dito que o INICIADO já é
um iniciado.

Portanto, para estimular o interesse da Mônada nos veículos inferiores, devemos usar
ao máximo a capacidade discriminatória e analítica da mente concreta, uma vez que Ela
se preocupa muito com o conteúdo da unidade mental. Para tanto devemos no dia a dia
analisar tudo o que ocorre em nosso interior e ao nosso redor, buscando entender e

45
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
tirando conclusões. Na análise do comportamento das pessoas, que é muito
importante, devemos ter o cuidado de não julgá-las, porém apenas efetuar a análise. O
julgamento conduz à discriminação das pessoas, o que é maléfco, pois leva à
separatividade. Discriminar para efeito de análise é bom, mas discriminar devido ao
julgamento é trabalhar contra o Plano Divino de fraternidade.

Usem a mente para tudo, inclusive nos cinco sentidos. Usem-na na audição, na visão,
no tato, no paladar, no olfato. Façam todos os dias, antes de conciliar o sono, uma
análise dos principais fatos do dia. Ao amanhecer, procurem efetuar um planejamento
do comportamento ao longo do dia. Garanto que a evolução de todos será
grandemente acelerada.

Embora no início a mente concreta tende a matar o real, como dizem, todavia o seu uso
é importantíssimo para a evolução, pois com o tempo as perguntas, indagações e
dúvidas que surgem vão estimulando a mente abstrata e, através dela, a atenção do
Ego, que, por sua vez, chama a atenção da Mônada. Assim, a mente concreta passa a
ser iluminada pela luz da Mônada e, dessa forma, transforma-se no farol da Mônada
para os mundos inferiores. Logo, a alegação de que a mente concreta mata o real não é
desculpa para não utilizá-la; os preguiçosos mentais é que costumam alegar isso.

A ação do raio egoico sobre o átomo astral permanente só se inicia quando o Ego
consegue estabelecer uma boa conexão com o cérebro físico. Saibam portanto fazer
bom uso das emoções, estimulando as boas e transformando as más, jamais
bloqueando-as. Essa transformação, que é transmutação, é conseguida pela análise
mental. O corpo astral é uma ferramenta muito importante para o Ego e para a
Mônada, embora seja o mundo astral um mundo de miragem. Mas, através da mente,
podemos dissipar essa miragem do mundo astral e vê-lo como ele é realmente.

No homem comum já se dá a infuência do raio da personalidade sobre o átomo físico


permanente.

A história da tríade inferior, em termos de evolução, é a seguinte:

Inicialmente o Ego envia energias para o átomo físico permanente e nele se concentra.
Posteriormente, Ele passa a energizar o átomo astral permanente, assim aumentando a
luminosidade dos dois átomos. A seguir Ele trabalha a unidade mental. Chega um
momento em que os três componentes da tríade inferior estão muito próximos e
brilham fortemente como se fossem uma esfera única, de rápidos movimentos.

Quando essa fase é atingida, ocorre a transmutação paulatina. Ao transcender o átomo

46
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
físico permanente, a polarização passa para o átomo mental permanente da Tríade
Superior.
Quando o átomo astral permanente se torna altamente radioativo, a polarização é
transferida para o átomo búdico permanente.

Finalmente quando a unidade mental se torna intensamente dinâmica, a transferência é


feita para o átomo átmico permanente.

Em temos práticos e de vivência, isso signifca uma nova e muito mais intensa vida,
com as limitações dos mundos inferiores eliminadas. É o Reino dos Céus, ensinado pelo
sr. CRISTO, e que não foi entendido pelos religiosos, sendo por eles completamente
distorcido.

Este é o resultado da ação dos raios Monádico, Egoico e da personalidade sobre a


tríade inferior e, consequentemente, sobre os corpos, uma vez que os componentes da
tríade inferior são os focos irradiadores de energias para eles.

Toda essa conquista pode ser conseguida pelo esforço individual, acelerando a própria
evolução e escapando da longa demora do ritmo comum da humanidade, que se deixa
levar e não percebe que pode assumir o comando do processo, através da busca do
conhecimento e da devida ação.

Cabe esclarecer que a natureza do raio da Mônada tem um efeito muito forte na
aceleração da escalada evolutiva. As Mônadas do primeiro raio, por ser um raio de
poder, conseguem ir mais depressa. Como na realidade o Ego é a Mônada
expressando-se no mundo causal e a personalidade é a Mônada manifestando-se nos
mundos mental inferior, astral e físico através do Ego, o raio da Mônada, quando Ela é
do primeiro raio, atua com poder em todos os componentes da tríade inferior e assim
os efeitos são mais rápidos.

Cabe dizer que no atual período da humanidade as Mônadas de primeiro raio


encarnadas são raríssimas.

A seguir apresentamos um desenho com as conexões dos três raios com os


componentes da tríade inferior:

47
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

Estudo 010

O Raio da Personalidade e o fogo por fricção - O Raio da Personalidade e os átomos


permanentes

No estudo anterior vimos que o raio Monádico estimula a unidade mental, o raio Egoico
o átomo astral permanente e o raio da personalidade o átomo físico permanente.

No presente estudo vamos mostrar que o átomo físico permanente é afetado também
pelos raios Monádico e Egoico.

Essa atuação é feita nas espirilas do átomo físico permanente, que são sete.

A explanação técnica das espirilas será feita em estudo posterior. Por ora basta que
saibam que, normalmente, uma espirila é ativada por ronda e atualmente estamos na 4ª
ronda.

Ronda é um ciclo de uma cadeia. Cadeia é o nome dado a uma manifestação física
cósmica de um Logos Planetário, o que podemos chamar de encarnação do Logos
Planetário.

No caso do nosso Logos Planetário, ela é constituída de 1 globo físico denso, a terra, 2
globos etéricos, 2 globos astrais e 2 globos mentais inferiores, totalizando 7 globos,
todos com suas funções e fnalidades.

Em cada cadeia ocorrem 7 rondas, ou seja, a Vida do Logos Planetário anima os 7


globos, globo a globo, por 7 vezes, detendo-se durante algum tempo em cada globo. No
fnal da 7ª ronda, os 7 globos da cadeia são desfeitos e o Logos Planetário entra num
período de abstração, chamado pralaia, com tudo o que está sob a sua
responsabilidade, incluindo nós. No momento estamos na 4ª ronda da 4ª cadeia.

Cada cadeia tem uma meta para a humanidade. No nosso caso a meta é a 5ª Iniciação
Planetária, a do Adepto.

Como o átomo físico permanente é a fonte de energia para a construção dos corpos
físicos etérico e denso do ser humano, fuindo por ele as energias emanadas pela

48
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Mônada via Ego e como as espirilas são analogicamente as artérias do átomo físico
permanente, quanto mais espirilas estiverem ativas, maior será o dinamismo dele,
melhorando em muito a qualidade do corpo físico e, assim, permitindo uma melhor
expressão das qualidades e energias da Mônada.

Lembramos que o átomo físico permanente é o que está por detrás do nosso DNA,
controlando a atividade das proteínas (corpos físicos dos chamados pequenos
construtores), ao lerem a palavra-chave na região de controle do DNA e darem
instruções para a construção de outras proteínas necessárias à vida física, de forma
bioquímica.

Pelas espirilas fuem energias diferenciadas. Pelas 4 primeiras (ativas atualmente no


homem comum) circulam as energias mais grosseiras, que expressam as qualidades
desse homem comum. Somente o raio da personalidade atua e as muitas
diferenciações são devidas às variações dos raios de personalidade e seus sub-raios,
que, se considerarmos as proporções de intensidade de cada raio e sub-raio, geram a
imensa gama de personalidades, que observamos na humanidade.

Nas 3 rondas anteriores à atual, as Mônadas provenientes da cadeia lunar, que


antecedeu a nossa cadeia e que estavam em condições de ingressar no reino
humano,permaneceram um muito longo período de tempo inativas, aguardando a
construção do novo cenário de evolução, ou seja, a nova cadeia.

Em consequência dessa inatividade, as tríades inferiores tiveram de passar por várias


etapas de reativação de seus átomos. Para tal na 1ª ronda, a 1ª espirila, a mais
grosseira, foi ativada. Na 2ª ronda, a 2ª espirila e na 3ª a 3ª espirila. Aí a tríade inferior
estava preparada e desperta para receber um corpo humano, o que ocorreu na 4ª
ronda, a atual.

Como pelas 5ª e 6ª espirilas do átomo físico permanente fuem energias da Mônada,


via átomos mental e búdico permanentes e Ego, essas espirilas têm de ser ativadas
pelo raio Egoico.

A 7ª espirila, a mais sutil, deve expressar energias da Mônada via átomo átmico
permanente, o mais elevado para a humanidade e para a sua ativação o raio Monádico
é que tem de atuar.

O homem de vontade não precisa esperar as rondas futuras para despertar as


espirilas superiores. Pela disciplina, conhecimento e serviço ele pode acelerar sua
evolução e alcançar a meta bem antes e prosseguir para regiões mais elevadas.

49
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Este tema é de grande interesse e utilidade e oferece ao pesquisador vastos horizontes
e abre extensos campos de investigação aos estudiosos que anseiam pelo saber.
A sucessão e o tempo para essas ativações dependem do raio Monádico.

Quando se considera a questão sob a ótica do fogo, percebe-se como o fogo latente no
átomo é estimulado, chega a brilhar e torna-se útil pela ação do raio da personalidade e
a fusão de ambos, melhor dizendo, a sintonia de ambos produz efeitos análogos aos
produzidos pela ação de Fohat sobre a matéria do mundo físico cósmico (os nossos 7
mundos).

O fogo está latente dentro da esfera, quer do sistema, quer do átomo físico. Por um
lado o raio da personalidade, atuando no átomo físico, incrementa o fogo oculto e o
põe em atividade. Por outro lado Fohat age sobre o fogo oculto na matéria do sistema,
colocando-o em atividade manifesta. Nesta analogia, as devidas proporções e
diferenças devem ser mantidas.

Vemos também que o raio da personalidade tem a ver com o terceiro aspecto,
Inteligência Ativa, a atividade do microcosmos, o homem. A tarefa do terceiro aspecto
logoico consistiu em por em ordem a matéria do sistema, de maneira que, com o
tempo, pudesse tomar forma pelo poder do segundo aspecto, Amor-Sabedoria. É essa
a analogia.

A vida no mundo físico (que é demonstrada plena e claramente pelo átomo físico)
ordena e separa a matéria com a qual será construído oportunamente o Templo de
Salomão, que é o corpo egoico, pela ação da vida egoica, o segundo aspecto.

No terreno da vida pessoal já estão preparadas as pedras do grande Templo. O existir


no mundo físico e o viver a vida pessoal objetiva, proporcionam essa experiência que
será transformada em faculdade do Ego.

A clara compreensão desses mecanismos, de suas ações e de seus efeitos sob o ponto
de vista da Mônada, o homem verdadeiro e real, fornece ao estudioso criterioso e ávido
de sabedoria diretrizes frmes e inabaláveis para ele prosseguir na luta e no esforço em
direção à conquista de sua meta, o mais rápido possível.

Portanto vivamos a nossa vida física, pondo a mente em tudo, usando os sentidos de
forma ampla e dinâmica e extraindo deles o máximo de informações e conclusões que
pudermos. Isso só será possível se soubermos usar a capacidade analítica da mente
concreta, essa riqueza que todos possuem, podem e devem desenvolver ao máximo,
para despertar a outra riqueza maior, a mente abstrata.

50
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Apresentamos a seguir algumas ilustrações, para melhor assimilação dos conceitos
acima explanados.

Esclarecimento: Princípios são arquétipos ou ideias básicas que devem ser


desenvolvidos e expressos pelos veículos. Esses princípios serão estudados com
detalhes em ocasião oportuna.

Os raios Monádico, Egoico e da personalidade na vida prática no mundo físico:

RAIO MONÁDICO

Quando a Vontade está ativa, na concentração, na meditação, no autocontrole, na


frmeza de decisão e de propósito.

RAIO EGOICO

Quando o desejo é transmutado em aspiração pelos ideais superiores e todo o esforço


é feito para a conquista da Sabedoria, juntamente com o serviço desinteressado.

RAIO DA PERSONALIDADE

Está sempre atuando. Quando os raios Egoico e Monádico passam a atuar, esse raio vai
se transformando num canal cada vez mais puro e sem ação própria, expressando e
manifestando cada vez com mais fdelidade os outros dois raios.

51
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
O assunto tratado neste estudo está na página 85 do Tratado sobre Fuego Cósmico.

Estudo 011

O Raio da Personalidade e o fogo por fricção - O Raio da Personalidade e a Lei do


Carma

Antes de entrar no tema do nosso atual estudo, vamos fazer uma recapitulação rápida
do que foi dito sobre os 3 fogos que sustentam todo o nosso mundo fenomênico.

Todos os fogos do nosso sistema solar, onde está nosso cenário de evolução para este
atual grande ciclo, são provenientes da Mônada Solar, o Logos Solar verdadeiro, assim
como a Mônada humana é o homem verdadeiro.

A Mônada Solar, neste atual sistema solar, sua encarnação cósmica, tem como
propósito desenvolver ao máximo seu segundo aspecto. o Amor-Sabedoria-Razão Pura,
em nível cósmico. Todo o seu relacionamento com os outros Logos Solares, quer os
seis com os quais constitui os centros ou chacras cósmicos (sete) do Logos Cósmico,
quer com os outros Logos Solares não sagrados e Entidades Cósmicas que vivem e
evoluem dentro do corpo do Logos Cósmico, é baseado no Amor-Sabedoria-Razão Pura
cósmico.

No sistema solar anterior, o propósito foi o desenvolvimento da Inteligência Ativa, o


terceiro aspecto, que se expressa na matéria.

Portanto, atualmente, todos os fogos agindo no sistema solar, em qualquer lugar e


planeta, tem como qualidade essencial e fundamental o Amor-Sabedoria-Razão Pura.

O fogo por fricção (raio primordial) é responsável pelo movimento, que tem como
resultado o calor.

O fogo solar (raio divino) reúne a matéria em movimento para construir as formas.

O fogo elétrico dinamiza tudo e é a base da vida da matéria, em todos os mundos de


matéria.

Por cima de todos esses três fogos paira supremo o Fogo do Amor, querendo a todo
custo se expressar, se manifestar, se expandir, crescer e se transformar numa
gigantesca labareda, abarcando a todos com esse incomensurável Amor Cósmico.

Nós, Mônadas humanas, à semelhança da Mônada Solar, na qual estamos e da qual

52
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
somos fragmentos e centelhas, também estamos sujeitos à mesma divina compulsão:
desenvolver e expressar ao máximo o Amor-Sabedoria-Razão Pura.

Passemos agora para o tema em pauta. Para tanto fxemo-nos no fogo por fricção, o
fogo da matéria.

A Lei do Carma diz que somos responsáveis pelos efeitos e consequências das ações
que praticamos, em todos os mundos. Como estamos encarnados no mundo físico,
nossas ações nesse mundo geram efeitos, que podem ser benéfcos ou maléfcos que,
por sua vez, reagem também benefcamente ou malefcamente.

Como a semeadura é livre, porém a colheita é obrigatória, ou seja, somos livres para
agir, porém somos obrigados a receber as consequências de nossos atos, é óbvio que
tem de existir um processo que torna a colheita obrigatória.

Como o fogo por fricção atua na matéria e nossos atos, quando encarnados, produzem
efeitos na matéria, mesmo os que se expressam nos mundos emocional ou mental
inferior, por exemplo, quando pela calunia, sem tocar fsicamente na pessoa, fazemos
com que ela sofra e nessa ação maléfca usamos um poder do corpo físico, a fala, é
óbvio que será pelo fogo por fricção que iremos receber a reação da má ação.

Como o carma tem de ser justo, os Seres que o administram têm de ser imunes a
qualquer falha humana. Logo só podem ser Devas de elevada categoria, que são os
Lipikas ou Senhores do Carma. A palavra lipika signifca aquele que escreve, porque
Eles têm dispositivos que registram todas as ações de todos os seres do reino humano
e superiores.

Um pensamento concentrado de ódio contra uma pessoa, ao atuar na matéria mental,


atinge a vítima, provocando nela um efeito, que vai se manifestar no corpo físico, pela
lei da repercussão vibratória, caindo portanto no campo do fogo por fricção.

Por outro lado, pensamentos de Amor e bem querer também atingem a pessoa visada
e as energias emanadas ao chegarem ao seu corpo físico, pela mesma lei da
repercussão vibratória, irão contribuir para a sua saúde, além do efeito benéfco direto
em seus corpos mental inferior e astral.

Enfm, sempre iremos cair no campo do fogo por fricção.

Os Senhores Lipikas são quatro. Um para cada raio ou fogo (três) e o quarto é o
sintetizador e coordenador, para que as ações dos três se harmonizem, produzindo um
efeito total coerente.

53
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Vamos exemplifcar, para que tudo fque bem claro. Uma pessoa que agride fsicamente
uma outra. Pela natureza do ato, ela atuou usando o fogo por fricção na sua forma por
fricção, logo o Lipika registrador é o ligado ao fogo por fricção. Outra pessoa que
provoca sofrimento em outra na área emocional. Aía atuação foi na área do fogo por
fricção no seu aspecto solar. Nesse caso o Lipika que irá agir será o ligado ao fogo
solar.

Uma terceira pessoa, dotada de um certo poder mental e de conhecimentos de magia


mental, ao efetuar um processo visando prejudicar outra pessoa, estará agindo com o
fogo elétrico, fcando pois sob a tutela do Lipika ligado ao fogo elétrico. Como existe a
lei da repercussão vibratória, pela qual o que ocorre num mundo afeta o outro mundo
abaixo dele, a ação mental provocará efeitos nos corpos mental inferior, astral e físico
da pessoa atingida. Por causa disso é necessária uma coordenação para que o carma
aplicado ao agente gerador leve em conta essas interações entre os três fogos. É bom
lembrar que o carma é corretor e não punitivo.

Esses quatro Lipikas têm seus pontos de contato na terra por meio dos três Budas de
Atividade e o quarto Kumara, o Senhor do Mundo, que é o coordenador e sintetizador.
Consequentemente o raio da personalidade, em sua relação com o fogo por fricção, é
infuenciado e adaptado diretamente em sua atividade por um dos Budas de Atividade.

O carma da matéria é um assunto muito complexo e até agora apenas foram feitas
sugestões a esse respeito. Todavia ele está fortemente ligado ao carma do homem.
Implica em controlar a evolução da essência monádica (a matéria atômica) e da
essência elemental (a matéria molecular). Consiste no despertar e na dinamização das
quatro espirilas, na sua atividade e aderência às formas quando são atômicas e no
desenvolvimento do fogo interno latente e na sua intensifcação ígnea, até que ocorra
dentro do átomo o que ocorre com o corpo causal: a destruição da periferia do átomo
pelo fogo. Trata-se da utilização da matéria para a construção de formas, através da
interação dos dois fogos, o Elétrico e o Solar, na matéria, produzindo assim o fogo por
fricção, que leva à vida e à fusão.

O tema do carma da forma é também muito amplo e demasiado complexo para a


compreensão comum, porém é um fator muito importante, que não se deve passar por
alto, em relação com a evolução de um mundo, de uma síntese de mundos ou de um
sistema, ao serem considerados de níveis mais elevados.

Na sua totalidade, é o resultado da ação empreendida por Essências e Entidades


Cósmicas em sistemas solares anteriores, desenvolvendo-se por meio dos átomos

54
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
individuais e dos conglomerados de átomos denominados formas. Portanto, o efeito do
Raio da Personalidade sobre os fogos internos é, na realidade, resultado da infuência
do Logos Planetário de qualquer raio implicado, na medida em que esgota a parte do
carma que lhe corresponde em um ciclo dado, grande ou pequeno.

Dessa maneira produz e, com o tempo, transmuta os efeitos de causas que Ele iniciou
anteriormente, no seu relacionamento com seus seis Irmãos, os outros Logos
Planetários.

Temos um paralelo ilustrativo no efeito que um indivíduo gera sobre outro nos contatos
mundanos do dia a dia, ao estimular ou desestimular, ao acelerar ou atrasar a evolução
de outra pessoa.

Devemos lembrar que toda infuência e efeitos fundamentais se sentem no mundo


astral ou emocional e daí atuam por intermédio do etérico até o físico denso, assim
submetendo a matéria sob sua infuência, o que não se origina no mundo físico.

A seguir apresentamos um gráfco para melhor assimilação.

Estudo 012

O corpo etérico e o prana - A natureza do corpo etérico - Seu propósito e descrição

Em nosso atual estudo vamos esclarecer os ensinamentos do Mestre Djwal Khul


apresentados nas páginas 90, 91, 92 e 93 do Tratado sobre Fuego Cósmico.

Na análise desses ensinamentos, sua visualização, entendimento de sua operação e


assimilação, descobriremos coisas de vital importância, embora o Mestre tenha dito
que isso é para a futura geração de pensadores, todavia como essa afrmação do
Mestre foi feita em meados do século passado, podemos nos incluir entre esses
pensadores.

1. Seu propósito e descrição

55
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Primeiro - Se os cientistas e médicos já tivessem aceitado a existência do corpo etérico
e pesquisado o assunto, teriam compreendido em maior profundidade as leis da
matéria e da saúde. A palavra saúde tem sido empregada até agora de uma forma
muito limitada e seu signifcado tem sido aplicado à sanidade do corpo físico, à ação
colaboradora dos átomos do corpo físico do homem e à plena expressão dos poderes
do elemental físico, mesmo assim por aqueles que possuem a visão esotérica do
cosmos.

No futuro (que é agora) dar-nos-emos conta de que a saúde do homem depende da


saúde das outras evoluções afns, da ação colaboradora e da plena expressão da
matéria do planeta e do elemental planetário, o qual é a manifestação conjunta e
simultânea de todos os elementais físicos da natureza manifestada.

Segundo - O estudo e a pesquisa do corpo etérico e do prana revelarão os efeitos de


certos raios do sol, os quais, por falta de um vocabulário mais adequado, o Mestre
chama de "emanações prânicas solares".

Estas emanações são efeitos do calor central (fogo interno) do sol, quando atinge
outros corpos do sistema solar, como os planetas (densos e etéricos), por um dos três
canais principais de contato ou aproximação (akasha, raios de luz de aspecto prânico e
eletricidade solar), produzindo nos corpos nos quais estabeleceu contato efeitos
diferentes dos demais, ou seja, cada emanação produz sua própria e característica
ação.

Tais ações poderão ser estimulantes e construtivas e, pela sua qualidade essencial,
produzem condições que estimulam o crescimento da matéria celular. Sua adaptação
depende das condições ambientais e, semelhantemente, da saúde interna (que se
manifesta como calor no átomo e sua consequente atividade) e da evolução uniforme
da forma, da qual esse átomo particular de matéria é parte constituinte. Estamos
tratando de prana.

As emanações de prana ajudam pouco na construção das formas, porque isso não é de
sua competência, porém conservam a forma preservando a saúde de suas partes
componentes.

Outros raios do sol atuam de maneira diferente sobre as formas e sua substância.
Alguns desses raios agem como destruidores das formas (como os do primeiro raio, a
eletricidade solar), outros realizam o trabalho de coesão e atração (como o prana). As
tarefas de destruir e preservar são efetuadas sob a Lei de Atração e Repulsão.

56
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Alguns raios do sol aceleram o movimento, outros retardam-no. Os raios ora em
estudo, "as emanações prânicas solares" atuam dentro dos quatro éteres. Esses quatro
éteres, embora sejam matéria física, não são ainda visíveis pelo olho humano. Todavia
os físicos que pesquisam na área das partículas de alta energia e nos aceleradores
lineares de partículas, usando a câmara de bolha para visualizar e quantifcar os efeitos
das colisões das partículas altamente aceleradas nos núcleos dos átomos, já estão
trabalhando com matéria etérica, todavia não admitem isso. As partículas subatômicas,
como os quarks (6), os taus, os múons, os elétrons, os três tipos de neutrinos (neutrino
tau, neutrino múon e neutrino elétron), num total de 12, são pertencentes aos éteres.
Existem mais componentes dos éteres. Os prótons e os nêutrons também são
moléculas do quarto éter.

Essas emanações são o sustentáculo de toda vida no mundo físico, considerando-se


unicamente em relação à vida dos átomos da matéria física, seu calor inerente e seu
movimento giratório (fogo por fricção, fogo interno, latente).

Terceiro - Estudando-se o corpo etérico e o prana, chegaremos a compreender o


método da manifestação do Logos Solar, assunto de grande interesse para os
metafísicos e pensadores abstratos, que somos nós.

O corpo etérico do homem oculta o segredo da sua objetividade. Tem sua analogia no
mundo arquetípico, chamado o mundo da manifestação divina, o primeiro plano ou
mundo do nosso sistema solar, o Adi. Mestre Tibetano usa a palavra plano para
designar os diversos mundos de matéria. Passaremos daqui em diante a usar também
essa palavra com o mesmo signifcado.

A matéria do plano Adi, o mais elevado para nós, é chamada às vezes "mar de fogo" e é
a origem do plano monádico, denominado akasha, pois o átomo monádico é formado a
partir de átomos do plano Adi. É importante lembrar que o plano monádico é a nossa
sede como Mônadas.

Essa analogia será bem detalhada, pois sua exata compreensão trará grande
iluminação, juntamente com muitas coisas que servirão para esclarecer problemas
macro e microcósmicos. Começaremos com o homem e seu corpo etérico.

O corpo etérico tem sido descrito como uma rede impregnada de fogo, ou uma rede
animada por uma luz dourada. Na Bíblia é denominado "cuenco dorado", que quer dizer
tigela ou terrina dourada. É composto de matéria etérica e tem essa aparência porque
os fnos fos dessa matéria se entrelaçam e os Construtores menores as convertem na
forma ou modelo, de acordo com o qual será moldado o corpo físico denso. No

57
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
próximo estudo explicaremos detalhadamente como esses fos são construídos a partir
dos átomos e moléculas etéricas, tendo como origem o átomo físico permanente, como
também daremos informações sobre a interação entre o corpo etérico e o DNA, tão em
voga atualmente.

Sob a Lei da Atração, a matéria densa do plano físico (átomos e moléculas que irão
formar as células e depois os órgãos) se adere a essa forma vitalizada e gradualmente
vai se conformando ao seu redor e por dentro, até que a interpenetração é tão
completa, que as duas matérias (dos corpos etérico e denso) constituem uma só
unidade.

As emanações prânicas do corpo etérico atuam sobre o físico denso, da mesma


maneira que as emanações prânicas solares atuam sobre o corpo etérico

Existe um vasto sistema de transmissão e interdependência dentro do sistema solar.


Todos recebem para dar e ajudar o inferior ou menos evoluído. Este processo pode ser
observado em todos os planos.

Dessa forma o corpo etérico constitui o plano (planejamento) arquetípico, em relação


com o corpo físico denso. O Pensador (A Alma) em seu próprio plano encontra-se com
respeito ao corpo físico, na mesma relação em que o Logos Solar se encontra com
respeito ao seu sistema solar. De uma forma sintética podemos dizer assim: "O
Pensador no plano astral, o plano do desejo e da necessidade, encontra-se com
respeito ao corpo físico na mesma relação do Logos Solar no plano astral cósmico com
respeito ao seu sistema solar."

A referência aqui feita pelo Mestre ao plano astral e ao plano astral cósmico será
explicada no próximo estudo.

Na medida do avanço do nosso estudo, iremos observando as analogias no cosmos, no


sistema e nos três mundos, pois devemos ter sempre presente que a analogia tem de
ser perfeita:

1. O Homem, o Microcosmos, a Mônada em manifestação ou encarnada, o Uno.


2. O Homem Celestial, o Logos Planetário, o grupo manifestado.
3. O Grande Homem dos Céus, o Macrocosmos, O Logos Solar, a manifestação de
todos os grupos e evoluções dentro do seu corpo, o sistema solar.
Todos esses corpos - homem, Logos Planetário e Logos Solar - são produtos do desejo
originado nos respectivos planos da mente abstrata, seja a mente cósmica, do sistema
ou dos três mundos ou desejo-mente cósmica, desejo-mente humana e todos os seus

58
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
corpos, são "Filhos da necessidade", como tão apropriadamente expressa Helena
Petrovna Blavatsky, na Doutrina Secreta.

Solicitamos e enfatizamos que procurem entender e assimilar bem esse assunto,


porque é de suma importância para a saúde física.

Estudo 013

A Construção do Corpo Etérico

Conforme prometemos no último estudo, iremos agora estudar a construção do corpo


etérico.

O processo de uma encarnação começa no plano causal, quando a Alma, após ter
assimilado as essências das experiências da última encarnação e transformado-as em
qualidades, pela inserção nas pétalas do Loto Egoico, o mecanismo mais importante do
homem e que será explicado em outro estudo, sente um impulso oriundo da Mônada
para viver novas experiências nos mundos inferiores.

Ao responder a esse impulso, sua atenção é enfocada na unidade mental permanente,


onde está gravado todo o seu passado. Nessa fase os Senhores do Carma defnem a
parcela do carma dessa Alma que deve ser cumprido na encarnação que se inicia.

Detalhes desse carma, como os raios dos corpos mental inferior, astral, físico e da
futura personalidade como outras características são devidamente delineados.
Os Devas construtores, em diversos níveis, atuam nessa ocasião.

Quando a unidade mental permanente recebe o fuxo de energia da Alma, é gerado um


campo de força em torno dela, que atrai partículas dos quatro subplanos inferiores do
plano mental, de acordo com o conteúdo da unidade mental e do carma. Essas
partículas irão constituir o núcleo do futuro corpo mental inferior, que irá se
desenvolver após o nascimento e crescimento do futuro corpo físico.

O fuxo de energia prossegue, atingindo o átomo astral permanente, que gera em torno
de si um outro campo de força, que atrai partículas astrais, também de acordo com o
conteúdo do átomo astral permanente e o carma. É o núcleo do futuro corpo astral.

A seguir a energia chega ao átomo físico permanente. Ao ser gerado o campo de força
em torno, ele atrai partículas dos quatro subplanos etéricos, de acordo com o que foi

59
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
planejado para aquela encarnação.

Ao ser construído o núcleo do corpo etérico, as partículas atraídas se agrupam


linearmente, como o fo de cobre que conduz a corrente elétrica. A energia que
propicia essa coesão provém do segundo aspecto, juntamente, é óbvio, com a energia
do terceiro aspecto, o fogo interno ou fogo por fricção, inerente à matéria.

Os núcleos dos corpos mental inferior e astral e o minúsculo molde etérico com todos
os dados e informações necessárias, estão prontos, aguardando o momento da
fecundação do óvulo pelo espermatozoide, para ser iniciado o processo físico da
encarnação.

No pequeno molde etérico, em cada partícula do fo que irá se expandir até chegar a
formar uma rede, estão diminutos campos de força que irão atuar sobre os genes dos
DNA do pai e da mãe, contidos em seus cromossomos, ativando aqueles necessários
para que se efetive o que foi decidido pelos Senhores do Carma para essa encarnação.

À medida em que esse corpo físico incipiente vai se desenvolvendo, passando pelas
fases dos reinos vegetal e animal, para, na fase mais adiantada da gestação, adquirir a
forma humana, o molde etérico vai se expandindo, estendendo-se o fo etérico e
entrelaçando-se, formando uma estrutura semelhante a uma de arame, como esses
desenhos que são vistos nos computadores, para serem preenchidos e formarem o
desenho defnitivo.

É nessa trama etérica, em suas partículas, que estão armazenadas as instruções que,
através dos minúsculos campos de força, atuarão sobre os genes, ativando-os e
desativando-os, conforme o carma.

É digno de se notar que a dupla hélice do DNA, com os seus quatro componentes
fundamentais, adenina, timina, guanina e citosina, formando os pares AT, TA, gc E cg, é
também uma trama ou rede.

É de se observar também que, na linguagem de um computador, com apenas dois


dígitos, 0 e 1, dispostos em grupos de oito, efetuando-se permutações, podemos
codifcar 2 elevado a 8 (256) unidades de informação. Se os grupos forem de 32,
teremos 4.294.967.296 unidades de informação.

No DNA, de base quatro e grupos de oito, teremos 4 elevado a 8 (65.536) unidades de


informação e com grupos de 16, teremos 4.294.967.296 unidades.

Com a expansão gradativa da trama etérica, atuando sobre o DNA, o corpo físico vai
crescendo, dentro da normalidade do homem.

60
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Outro fato digno de nota é o aspecto astrológico do nascimento. A astrologia é uma
ciência e como ciência deve evoluir e, para tal, mais pesquisas e estudos sérios devem
ser feitos, dentro de moldes científcos e através de análises estatísticas e não apenas
se baseando em dados brutos, nem sempre representativos.

Alguns astrólogos desavisados e sem mentalidade científca afrmam enfaticamente


que são os astros que fazem com que uma pessoa seja o que é.

Ora, se considerarmos que o planejamento e a escolha das características dos novos


corpos são feitos antes do nascimento, que é o homem que conquista suas qualidades
e que antes do nascimento, no ventre da mãe, o corpo físico já está sendo construído,
concluímos que a afrmação desses astrólogos é sem fundamento.

Sabemos que as energias provenientes dos Seres Cósmicos que se expressam pelas
constelações atuam em toda a natureza e no homem, estimulando, porém não são
coercitivas no todo no homem, pois esse tem uma boa dose de livre arbítrio.

Na nossa interpretação, o planejamento cármico é feito de acordo com os méritos,


conquistas, a cota de bem e mal e o que é melhor em termos de evolução para atingir a
meta prevista para o homem que, na atual cadeia, é a quinta Iniciação Planetária, a
terceira Solar.

Uma vez feito esse planejamento, em função do que o homem conquistou,


planejamento esse que prevê respostas dos veículos desse homem a certas energias
dos Seres Cósmicos, deve ser aguardado o momento certo em que as condições
astrológicas sejam coerentes com o planejado.

Concluímos então que as condições astrológicas (o mapa natal) no momento do


nascimento de um homem apenas indicam o que ele conquistou e fornecem
informações (se bem interpretadas por um astrólogo sábio, o que é raríssimo) para
que ele aproveite ao máximo aquela encarnação sob o ponto de vista de evolução,
porém jamais são forças escravizantes.

A seguir apresentamos um desenho para melhor esclarecimento.

61
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

Estudo 014

O Corpo Etérico e o Prana - A natureza do corpo etérico - Oito enunciados

No decorrer dos nossos estudos dedicar-nos-emos ao corpo etérico de todas as


coisas, à sua vivifcação pelo prana (cósmico, solar, planetário e humano), dos órgãos
de recepção e da fonte das emanações.

Para maior claridade, serão estabelecidos oito enunciados sobre o corpo etérico.

Primeiro - O corpo etérico é o molde do corpo denso.

Segundo - O corpo etérico é o arquétipo, segundo o qual é construída a forma física


densa, seja um sistema solar, seja uma cadeia planetária, seja um corpo humano em
qualquer encarnação.

Terceiro - O corpo etérico é uma trama ou rede de fnos canais entrelaçados, formados
de matéria dos quatro éteres e organizados em uma forma específca. É o ponto focal
para certas emanações que irradiam e vivifcam, estimulam e provocam o movimento
giratório dos átomos, microcósmicos e macrocósmicos.

Quarto - Estas emanações prânicas, uma vez enfocadas e recebidas, reagem sobre a
matéria densa, construída sobre e dentro do arcabouço e estrutura etéricos.

Quinto - Esta trama etérica constitui, durante a encarnação, uma barreira entre o plano
físico e o astral, barreira que somente pode ser ultrapassada quando a consciência
está sufcientemente desenvolvida para poder se evadir, o que ocorre no microcosmos
e no macrocosmos. Quando o homem, pela concentração e pela meditação, expandir
sua consciência até determinado grau, poderá alcançar os planos mais sutis e ir mais
além dos limites da trama divisória.

Correspondência entre os subplanos físicos (divisões do mundo físico) e os planos do

62
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
sistema

Subplanos físicos etéricos Planos do sistema solar


1 - Primeiro éter - subplano Adi - Mar de fogo - primeiro éter
atômico cósmico
2 - Segundo éter - Anupadaka - Plano monádico -
subatômico elemento
Akasha - segundo éter cósmico
3 - Terceiro éter - Átmico - Plano espiritual -
superetérico elemento Éter
terceiro éter cósmico
4 - Quarto éter - Búdico - Plano intuicional -
supergasoso elemento Ar
quarto éter cósmico
Físico denso
Mental - elemento Fogo - gasoso
5 - Gasoso - subetérico
cósmico
Astral - Plano emocional -
6 - Líquido
elemento Água -
líquido cósmico
Físico - elemento Terra - denso
7 - Terreno - denso
cósmico

Uma vez que o Logos Solar tenha expandido sua consciência nos níveis cósmicos,
poderá ultrapassar a trama etérica logoica e ir além do "círculo não se passa" da Sua
manifestação objetiva. Ao refetir sobre essa analogia, devemos ter sempre em mente
que os sete planos do nosso sistema solar, desde o Adi até o físico, são subplanos do
plano físico cósmico, o mais baixo ou inferior.

Podemos observar aqui a exatidão da analogia com referência à matéria (subplanos do


plano físico do sistema solar relacionados com os subplanos do plano físico cósmico) e
com referência à irradiação (ultrapassagem das tramas etéricas do homem e do
sistema solar).

Sexto - Em cada um dos três corpos etéricos: humano, planetário e logoico, existe um
grande órgão receptor de prana. Tal órgão tem sua manifestação no corpo denso.

63
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
No sistema solar, o órgão receptor de prana cósmico vitalizador da matéria de todo o
sistema, é o Sol central, que não é o nosso sol físico visível, receptor direto e
distribuidor do prana cósmico como das outras duas manifestações do fogo por
fricção cósmico.

O prana cósmico é uma das tríplices divisões do Raio Primordial de Inteligência ativa.
Cada um dos Raios Cósmicos é tríplice em sua essência, fato que muitas vezes é
esquecido, embora logicamente é evidente.

Cada raio é o veículo de um Ente cósmico e toda existência é necessariamente tríplice


na manifestação. O Sol central tem dentro de sua periferia um centro receptor e uma
superfície irradiante.

Os diagramas abaixo ilustram as triplicidades do Raio Primordial de Inteligência ativa e


a recepção e irradiação do Sol central:

No nosso planeta, como em qualquer planeta, há também um órgão receptor


semelhante em seu corpo etérico, cuja localização não é permitido revelar. Está
relacionado com a localização dos polos norte e sul, sendo o centro ao redor do qual
gira o globo terrestre e é a origem da lenda de que existe dentro da esfera de
infuência polar uma fértil terra central.

A mítica terra de extraordinária fertilidade, de abundante vegetação e de exuberante


crescimento vegetal, animal e humano, que, logicamente, encontra-se no lugar onde o
prana é recebido. É o esotérico Jardim do Éden, a terra da perfeição física.

64
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
A irradiação da superfície, uma vez distribuída, manifesta-se como prana planetário.

No homem o órgão de recepção é o baço, na sua contraparte etérica (associado ao


chacra esplênico). Depois de distribuído por todo o corpo denso por meio da rede
etérica, irradia-se pela superfície (a pele) como aura de saúde.

Sétimo - Desta maneira observar-se-á claramente a semelhança nos três corpos e é


possível comprovar facilmente sua perfeita analogia:

Prana no Sistema Solar

O Sistema Solar
Entidade em
O Logos Solar
manifestação
Corpo de
O Sistema Solar (denso e etérico)
manifestação
Centro receptor O polo do Sol central
Irradiação ou
O prana solar, como uma espécie de aura de "saúde" do Sol,
emanação na
alimentando o que existe em sua superfície
superfície
Movimento A rotação do sistema solar em torno do centro da nossa galáxia, a
produzido Via Láctea
A irradiação etérica solar (sentida cosmicamente), ou seja, a energia
Efeito da sua
irradiada que constitui o chamado raio de aproximação, que é
distribuição
absorvido pelos planetas do sistema solar, como atinge outros
para o sistema
sistemas, assim como o ser humano, ao irradiar seu prana, afeta
Solar
outros homens como outros reinos.

O Planeta
Entidade em
Um Logos Planetário
manifestação
Corpo de
Um planeta
manifestação
Centro
O polo planetário
receptor
Irradiação ou
A "aura de saúde" planetária alimentando tudo o que se encontra em
emanação na
sua superfície
superfície

65
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

A rotação do planeta em torno do próprio eixo e em torno do sol


Movimento
(órbita ou translação) de forma harmoniosa com os outros planetas
produzido
do sistema solar
A energia irradiada pela aura de saúde planetária afetando os outros
planetas do sistema solar, como nós da terra somos afetados pelas
Efeito da sua
irradiações dos outros planetas. Quando um planeta se aproxima da
distribuição
terra, é óbvio que suas irradiações etéricas nos atingem e provocam
efeitos, efeitos esses que deviam ser melhor pesquisados

O ser humano
Entidade em manifestação O Pensador, a Alma, um Dhyan Choan
Corpo de manifestação O corpo físico
Centro receptor O baço
Irradiação ou emanação na
A aura de saúde
superfície
A rotação harmoniosa dos átomos do corpo
Movimento produzido
como um todo
A irradiação etérica humana afetando o meio
Efeitos da sua distribuição
ambiente

O Átomo da matéria
Entidade em
Uma Vida elemental
manifestação
Corpo de
A esfera atômica
manifestação
Centro
O polo do átomo
receptor
Irradiação ou A contribuição da aura de saúde do átomo para a aura de saúde da
emanação na célula e para a aura de saúde do corpo humano
superfície
Melhora a rotação do átomo, harmonizando-a com a rotação dos
Movimento outros átomos, uma vez que é o fogo por fricção que é responsável
produzido pela rotação do átomo e prana harmoniza essas rotações para haver
saúde
Efeito da A irradiação do átomo afetando outros átomos; exemplo: um átomo
distribuição de urânio (elemento radioativo) afeta o átomo de outro elemento,

66
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

podendo transformá-lo em outro, pelo bombardeio do núcleo pelos


nêutrons emitidos e a consequente saída de partículas do núcleo do
átomo bombardeado
Oitavo - Quando cessa a vontade de viver ou existir objetivamente, então os "Filhos da
necessidade" deixam de se manifestar objetivamente.

Como é natural, isto é inevitável e pode observar-se em todos os casos em que existe
um ente objetivado. Quando o Pensador, em seu próprio plano, desvia sua atenção do
pequeno sistema, nos três mundos e recolhe dentro de si todas as suas forças, termina
sua existência no plano físico e tudo se volta para a consciência causal.

Isto constitui uma abstração, tanto do Pensador (o homem) nos três mundos (planos
físico, astral e mental inferior), como do Logos Solar, em seu tríplice sistema (o sistema
solar, em sua parte física cósmica, astral cósmica e mental inferior cósmica).

Essa abstração, chamada morte, manifesta-se no plano físico, quando o radiante corpo
etérico se retira pela parte superior da cabeça, ocorrendo então a desintegração do
corpo físico denso. A estrutura física desaparece, a vida prânica é extraída totalmente
do envoltório denso, deixando de estimular os fogos da matéria.

Permanece o fogo latente no átomo, ao qual é inerente, porém a forma é construída


pela ação conjunta dos dois fogos da matéria - um ativo e latente, outro irradiante e
inato -, ajudados pelo fogo do Segundo Logos.

Quando se separam, a forma se desintegra.

Esta é uma representação em miniatura da dualidade essencial que existe em todas as


coisas sobre as quais atua Fohat.

Existe uma íntima relação, em conexão com o corpo etérico, entre o baço e a parte
superior da cabeça. O baço tem uma interessante analogia com o cordão umbilical, que
une a criança em gestação com a mãe, para ser nutrida e que é rompido ao nascer.

Quando o homem começa a viver conscientemente sua própria vida de desejo e nasce
nesse mundo, onde se vive de forma mais sutil (o plano astral), o cordão entrelaçado
de matéria etérica (que faz a ligação com o corpo físico) é cortado, o "cordão
prateado" é desatado e o homem rompe seu vínculo com o corpo físico denso,
retirando-se pelo centro superior do corpo, em vez de fazê-lo pelo inferior (o umbilical).

Passa a viver em um mundo superior e em outra dimensão, ou seja, num mundo com
outras propriedades.

67
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Assim ocorre com os corpos e envoltórios do microcosmos, pois a analogia existe em
todos os planos da manifestação. Quando se alcançar um conhecimento mais
científco, ver-se-á que o mesmo procedimento, em maior escala, tem lugar na
manifestação planetária.

Um planeta é apenas o corpo de um Logos Planetário, sendo etérico este corpo e o


Logos se expressa, através dele e constrói sobre a estrutura etérica um veículo de
manifestação.

A lua foi em um tempo o corpo de expressão de um Logos (o nosso). A terra o é agora,


pois os ciclos mudam constantemente.

O centro por onde se retira o corpo etérico planetário encontra-se analogamente num
planeta físico e o cordão prateado planetário é cortado no momento assinalado.

Todavia o momento e os ciclos, seu começo e fm, encontram-se ocultos nos mistérios
da Iniciação e não nos concernem. No sistema solar ocorrerá o mesmo ao término de
um Mahamanvantara (duração de um sistema solar, uma encarnação de um Logos
Solar, aproximadamente 311 trilhões e 40 bilhões de anos terrestres).

O Logos Solar se recolherá em Si Mesmo, abstraindo seus três princípios maiores. Seu
corpo de manifestação - o Sol e os sete planetas sagrados que existem em matéria
etérica - retirar-se-á da objetividade e fcará obscurecido. Do ponto de vista físico
podemos dizer que a luz se apagará no sistema.

A isto seguir-se-á uma gradual inalação até que o Logos tenha recolhido tudo em Si
Mesmo. O etérico cessará de existir e a trama terá desaparecido.

Lograr-se-á plena consciência e no momento da realização cessará a existência ou a


manifestação da entidade.

Tudo será absorvido no Absoluto relativo, então chegará o pralaya ou o ciclo cósmico
de descanso e já não se ouvirá a Voz do Silêncio. A reverberação da PALAVRA apagar-
se-á e o "Silêncio das Alturas" reinará supremo.

Estudo 015

A natureza do Prana - Prana Solar (Páginas 98 a 100 do Tratado sobre Fuego Cósmico)

Até agora o corpo etérico e suas funções, como assimilador e distribuidor de prana,

68
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
foram tratados do ponto de vista do lugar que ocupam no esquema das coisas, ou seja,
segundo a lei da analogia, onde se encontram no sistema solar, no planeta e no homem.

Foi visto que o corpo etérico é o fundamento da forma física e é, por si mesmo, o
vínculo mais importante entre:

a. O homem físico e o corpo emocional ou astral.


b. O Homem Planetário (Logos Planetário em seu corpo físico cósmico) e a qualidade
emocional essencial.
c. O Logos Solar, o grande Homem Celestial (em seu corpo físico cósmico) e o plano
astral cósmico.

Agora o corpo etérico do homem será estudado sem se falar das analogias sistêmicas
ou cósmicas. Contudo é conveniente lembrar que o estudante inteligente obtém a
sabedoria pela linha da interpretação.

Quem se conhece a si mesmo, como manifestação objetiva, qualidade essencial e


desenvolvimento compreensivo, conhece também o Senhor de seu Raio e o Logos de
seu sistema.

Portanto é somente questão de aplicação, expansão consciente e interpretação


inteligente.

Além disso deve se abster sensatamente de fazer afrmações dogmáticas e há que


reconhecer que a analogia se encontra na qualidade e no método empregado, mais que
em ajustar-se estritamente a uma ação específca num determinado momento da
evolução.

O material de estudo que é possível dar aqui, se houver refexão profunda, pode induzir
a levar uma vida prática mais inteligente, empregando o verbo viver em seu sentido
esotérico.

Estudando este material de forma científca, flosófca e religiosa, o estudante poderá


também ser levado a desenvolver os objetivos do processo evolutivo no ciclo menor
imediato, ou seja, acelera em muito sua evolução, podendo conseguir nesta atual
encarnação (ciclo menor imediato) realizar muitas coisas que poderiam levar muitas
encarnações futuras.

Por isto o objetivo do estudo consiste em tornar mais real o corpo secundário (o corpo
etérico) do homem e expor algumas de suas funções e a forma em que poderá ser
posto oportuna e conscientemente ao alcance da compreensão mental.

69
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Como bem sabemos, a ciência está chegando rapidamente na etapa em que ver-se-á
obrigada a admitir a realidade do corpo etérico, pois as difculdades que surgirão ao
negá-lo serão tão insuperáveis como admitir sua existência.

Os cientistas já aceitam a existência da matéria etérica, O êxito obtido na fotografa


tem demonstrado a realidade do que até agora foi considerado irreal, porque é
intangível do ponto de vista físico. As conclusões obtidas nos aceleradores lineares de
partículas comprovam essa afrmação. As atuais pesquisas para detectar o neutrino
constituem outra prova.

Continuamente ocorrem fenômenos considerados sobrenaturais, que podem ser


explicados por meio da matéria etérica e os cientistas, em seu empenho para
demonstrar que os espiritistas estão equivocados, têm ajudado a causa do espiritismo
verdadeiro e superior, apoiando-se na realidade e na existência do corpo etérico,
embora o considerem (pois se interessam pelos efeitos, sem ter descoberto a causa)
um corpo que emana irradiação.

A medicina começa a estudar (embora às cegas) a questão da vitalidade, o efeito dos


raios solares sobre o organismo físico e as leis subjacentes no calor inerente e
irradiante.

Atribui ao baço funções não reconhecidas anteriormente e estuda os efeitos da ação


das glândulas e sua relação com a assimilação das essências vitais através da
estrutura corporal.

Por isso encontra-se no caminho certo. Não levará muito tempo para que a realidade
do corpo etérico e suas funções básicas sejam afrmadas mais além de toda
controvérsia e o objetivo da medicina, preventiva e curativa, passe para um nível
superior.

Tudo o que é possível fazer aqui é dar, simplesmente e em forma condensada, alguns
dados que poderão acelerar a chegada do dia do seu reconhecimento, o que
despertará maior interesse no verdadeiro investigador.

Após tudo isso, vamos enunciar brevemente o que será tratado nos três pontos que
falta considerar:

• As funções do corpo etérico.


• Sua relação com o físico denso durante a encarnação.
• Os males e as enfermidades do corpo etérico (tendo em conta o signifcado original

70
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
da palavra enfermidade).
• Sua condição depois da morte.
O que for ensinado abrangerá aquilo que é de utilidade prática na atualidade. Logo
adquiriremos mais conhecimento, se o transmitido ao público for aplicado com cuidado
e se os investigadores estudarem inteligente, sensata e amplamente tão importante
tema.

À medida que a natureza do corpo etérico e suas funções ocupem o pensamento do


mundo e o lugar que lhes corresponde e as pessoas se conscientizem de que o etérico
é o mais importante dos dois corpos físicos, o homem fará contato consciente e íntimo
com outras evoluções que existem em matéria etérica, assim como é feito com o corpo
físico denso.

Existem certos grandes grupos de Devas denominados Devas dourados, "Devas das
sombras" ou Devas violetas, que estão intimamente vinculados com o desenvolvimento
evolutivo do corpo etérico humano e lhe transmitem irradiações solares e planetárias.
O corpo etérico humano recebe prana de diferentes maneiras e de diversas classes,
que o põem em contato com distintas entidades.

Prana Solar

Fluido vital e magnético ( por ser do segundo aspecto), que é irradiado pelo sol (raios
de luz de aspecto prânico) através de átomos físicos primordiais do segundo raio,
sendo transmitidos ao corpo etérico do homem por certas entidades dévicas de ordem
muito elevada e de matiz dourado. Elas absorvem esses átomos carregados de prana
em seus corpos etéricos, processam-nos e os irradiam em potentes jatos em condições
adequadas diretamente a certos chacras situados na parte superior do corpo etérico
humano, na região da cabeça e dos ombros, donde descem a um chacra que tem
conexão com o baço, passando energicamente para ele.

Essas entidades prânicas de matiz dourado encontram-se no ar, sobre nós e estão
particularmente ativas em algumas regiões do mundo, como a Califórnia e as regiões
tropicais, onde o ar é puro e seco e os raios solares são considerados essencialmente
benéfcos.

As relações existentes entre o homem e esses Devas são muito íntimas, porém muito
perigosas para o homem.

Os Devas têm muito poder e, na sua própria linha, estão muito mais evoluídos que o
homem.

71
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
O ser humano que não sabe se proteger está a sua mercê e devido a isto e à falta de
conhecimento das leis da resistência magnética ou de repulsão solar, está propenso à
insolação.

Quando o corpo etérico e seus processos assimilativos forem compreendidos


cientifcamente, o homem será imune aos perigos da irradiação solar, pois existem
outras energias nos raios solares além de prana.

Proteger-se-á pela aplicação das leis que regem a repulsão e a atração magnéticas e
não meramente pelo tecido da roupa e pelo teto ou telhado da casa. De uma forma
geral é questão de polarização.

Poderemos sugerir que quando os homens entenderem a evolução dévica mais


corretamente, souberem como trabalhar em certas linhas relacionadas com o Sol e se
derem conta de que tal evolução representa o polo feminino, assim como o homem
representa o polo masculino (a quarta hierarquia criadora, as Mônadas humanas, é
masculina), compreenderão sua inter-relação e regerão essa relação de acordo com a
lei.

O reino humano evolui pela linha da resistência, devendo "fazer força" para evoluir e
atingir a meta da cadeia e por isso pode ir mais depressa, dependendo do esforço que
faz. Aí está a chave para o homem conseguir se defender dos efeitos prejudiciais dos
raios solares, pois esse modo de evoluir, se bem entendido, torna bem claro o conceito
de masculinidade do reino humano e a postura interior, aliada ao conhecimento do
mecanismo dos raios solares e da feminilidade do reino dévico, dará ao conhecedor e
senhor de si mesmo a chave da polarização.

O reino dévico, por estar mais adiantado, segue a linha da "passividade", não
signifcando inércia, em hipótese alguma, pois os Devas são os mais ativos
trabalhadores do Plano Divino.

Essa passividade signifca que eles agem e laboram sem encontrar resistência, sendo
essa atividade uma coisa inerente à sua natureza, encontrando eles no trabalho uma
imensa alegria, felicidade e sensação de vida.

Estes Devas solares recebem os irradiantes raios do Sol, que saem desde o centro e
chegam até a periferia por um dos três canais de aproximação, passam-nos pelo seu
corpo e organismo e os enfocam ali.

Atuam como uma lente de aumento que concentra os raios solares. Em seguida os
refetem e transmitem ao corpo etérico do homem, que os capta e assimila.

72
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Quando o corpo etérico está são e funciona corretamente, absorve bastante prana
para manter a forma (o corpo denso) organizada.

Este é o objetivo dessa função do corpo etérico, coisa que nunca se fará ressaltar
sufcientemente.

O prana que sobra é emitido como irradiação animal ou magnetismo físico (diferente
do magnetismo da física), ambos termos expressando a mesma ideia. Portanto o
homem repete, em escala menor, a tarefa dos grandes Devas solares e, por sua vez,
acrescenta sua cota de emanações, repolarizada ou remagnetizada, à soma total da
aura planetária.

A seguir apresentamos um desenho para melhor visualização:

Estudo 016

A natureza do Prana - Prana Planetário (Páginas 101 e 102 do Tratado sobre Fuego
Cósmico)

Energia fundamental e vital, que cuida da manutenção e vitalização das formas, no


sentido de mantê-las coesas e funcionando em perfeita harmonia, mantendo as partes
do organismo em ótima colaboração entre si, para que o todo, ou seja, a forma como
um todo, seja apta para que a Vida que a utiliza possa expressar o planejado para essa
forma. Tudo isso porque é uma função do fogo por fricção ligada ao segundo raio ou
aspecto do Logos, Amor-Sabedoria-Razão Pura que, entre outras coisas, trata da união
e coesão e, para tanto, é necessário haver cooperação entre as partes. No atual
contexto, vamos estudar o prana emanado pelo planeta, qualquer planeta, embora
estejamos mais interessados no prana do nosso planeta, a terra. O que ocorre com o

73
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
prana solar e com o homem, ocorre também com o planeta, corpo físico, melhor
dizendo, a parte mais densa do corpo físico cósmico do Logos Planetário. Obviamente
estudaremos só essa parte mais densa, todavia é importante saber que prana também
existe nas partes astral e mental inferior do corpo físico cósmico do Logos Planetário,
que constituem as partes líquida e gasosa de seu corpo.

Esse prana planetário é o prana solar que a terra recebe, assimila, qualifca, distribui
para todo o planeta, interior e superfície, alimentando tudo o que está no planeta e
irradia o que sobra, constituindo a "aura de saúde planetária".

Logicamente esse prana tem as qualidades do nosso Logos Solar, acrescida das
qualidades do nosso Logos Planetário, considerando todas as qualidades Dele como
Ego ou Alma e Personalidade, pois elas deixam suas marcas (vibrações ou oscilações)
nas partículas portadoras de prana. Como vêm, o tema prana planetário é uma imensa
área de estudo e pesquisa e pode nos fornecer muitas informações sobre o nosso
Logos Planetário. Mas esse assunto é para aqueles que estão realmente interessados
em conhecer os mistérios da manifestação em profundidade e não se contentam em
fcar somente na superfície.

No tratamento do prana solar que é transmitido ao planeta, trabalham Devas Dourados


de elevadíssima categoria, ligados diretamente ao nosso Logos Planetário, muito acima
dos Devas Dourados que trabalham com a humanidade. Mas esse não é assunto para
este estudo.

O prana que é irradiado pelo planeta é recebido, tratado e transmitido por um grupo de
Devas chamados Devas Violetas, denominados "Devas das sombras", cujo corpo mais
denso é etérico, de matiz ligeiramente violáceo. Obviamente em seus corpos entram os
quatro éteres, o que lhes dá uma hierarquia em função da elevação do éter que
compõe seu corpo.
Eles concentram em si as emanações prânicas do planeta e de todas as formas que
existem nele. Em virtude da semelhança da essência etérica deles com a do homem,
eles estão muito intimamente ligados aos seres humanos, transmitindo a eles as
energias da "Mãe Terra".

Assim, dois grupos de Devas trabalham com o homem:

1. Os Devas Solares lhe transmite a energia vital que circula pelo corpo etérico.
2. Os Devas Planetários de cor violeta, ligados ao corpo etérico do homem, lhe
transmitem o prana da terra ou do planeta no qual atue o homem durante uma

74
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
encarnação física.
Podemos aqui fazer algumas perguntas e, embora elas não sejam totalmente
respondidas, podemos dar algumas sugestões.

Qual a razão da aparente falta de vida na Lua? Existe ali vida dévica? Em que a Lua,
aparentemente morta, difere de um planeta vivo como a Terra?

Aqui nos encontramos frente a frente com um mistério, cuja solução - para aqueles
que têm o hábito de investigar - fcará revelada pelo fato de que não existem seres
humanos nem certos grupos de Devas na Lua.

O homem não deixou de existir na Lua porque está morta e, em consequência, não
possa sustentá-lo, mas sim porque os homens e os Devas retiraram-se da sua
superfície e da sua esfera de infuência.

O homem e os Devas atuam em cada planeta como intermediários ou agentes


transmissores. Onde eles não estão, torna-se impossível realizar certas atividades,
sobrevindo a desintegração.

A causa dessa retirada está na Lei Cósmica de Causa e Efeito ou Carma Cósmico e na
história conjunta, embora individual, de um dos Homens Celestiais cujo corpo foi, num
momento determinado e passado, a Lua ou qualquer outro planeta.

Essas palavras do Mestre Tibetano signifcam o seguinte. Existiu uma cadeia anterior à
nossa, chamada cadeia lunar, constituída de sete globos, sendo um físico, a Lua, dois
astrais, dois mentais inferiores e dois causais. Essa cadeia foi a encarnação anterior do
nosso Logos Planetário. Nessa encarnação nosso Logos Planetário cometeu o que
respeitosamente chamamos de "erros cósmicos", cujo detalhamento não cabe neste
atual estudo. Por isso, por intervenção do próprio Logos Solar, a cadeia lunar teve de
ser desintegrada antes do tempo previsto. Isso quer dizer que o nosso Logos
Planetário "morreu fsicamente antes do tempo".

Quanto ao aspecto cármico desses erros, muitos problemas que ocorrem e ocorreram
com a humanidade são consequências desses erros. Uma pergunta pode ser feita aqui,
se o erro foi do Logos Planetário, porque nós temos de sofrer as consequências? A
explicação para essa pergunta é muito longa e não cabe aqui, todavia deve fcar bem
claro que nós, Mônadas humanas, a quarta hierarquia criadora, tivemos a nossa cota
de culpa nesses erros cósmicos, porque a nossa origem verdadeira está muito distante
no passado, mas muito mesmo, como nem imaginam. Oportunamente darei algumas
informações sobre este mistério.

75
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

Estudo 017

A Natureza do Prana - Prana das Formas (Páginas 102 a 106 do Tratado sobre Fuego
Cósmico)

Antes de estudarmos o prana das formas, devemos deixar bem claros as diversas
classes de formas. Elas são três:

a. as formas mais simples incorporadas à substância, com a qual são feitas todas as
demais formas. Devemos ter sempre em mente que forma é o veículo de expressão e
ação de uma vida. Essa forma singela é a matéria atômica e molecular, animada pela
vida ou energia do terceiro Logos;

b. as formas elaboradas com as formas mais simples citadas em "a" e que constituem
os reinos mineral, vegetal e animal. São animadas pelas vidas conjuntas dos terceiro
e segundo Logos;

c. As formas também elaboradas com as formas mais simples citadas em "a" e que
constituem unicamente os reinos humano e dévico. São animadas pelas vidas
conjuntas dos três Logos.
No fnal deste estudo o diagrama que expõe essas três ações dos Logos (processos de
ação do Logos único) será elucidado.

Com respeito ao grupo "b", o prana emitido pelos membros dos reinos vegetal e animal
(após terem absorvido, assimilado e utilizado o prana solar, planetário e humano, sendo
pois a combinação dos três, como excesso, é captado, como irradiação de superfície,
por certos grupos de Devas menores de ordem não muito elevada, que têm uma
curiosa e complexa relação com a alma grupal do animal ou vegetal que o irradia.

Não é possível nem conveniente dar informações detalhadas sobre esses Devas aqui.

Obviamente o reino mineral (como forma coesa) também capta prana e irradia o que
sobra, mas esse assunto não é para agora, pois trata-se de um processo cujo
conhecimento envolve o controle da matéria.

Eles têm um matiz violeta, porém tão pálido que é quase cinzento.

Estão numa fase de transição e misturam-se de forma confusa com certos grupos de
entidades que estão no arco involutivo, que é a etapa de descida para o mais denso.

76
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Quanto ao grupo "c", a forma humana transmite o que sobra de prana a um grupo de
Devas de ordem muito mais elevada.

Esses Devas têm um matiz mais acentuado. Após terem assimilado devidamente o
prana irradiado pelo ser humano, transmitem-no principalmente ao reino animal,
demonstrando assim a íntima relação entre os dois reinos.

Ter-se-á conseguido muito, se o que foi dito anteriormente sobre as complicadas


relações (em termos de energias) entre o Sol e os planetas, estes e as formas que
neles evoluem, entre as formas de mesmo reino e de um reino para outro inferior,
servir para demonstrar, embora apenas isso, a intricada interdependência de tudo o
que existe.

Outro fato que se deve ressaltar é que a íntima relação existente entre todas as
evoluções da natureza, desde o Sol celestial à violeta mais humilde, por mediação da
evolução dévica, que atua como força transmissora e transmutadora em todo o
sistema.

Finalizando, todos trabalham com fogo. Fogo interno, inerente e latente; irradiante e
emanante; gerado, assimilado e irradiado; vivifcador, estimulador e destruidor; fogo
transmitido, refetido e absorvido, base de toda a vida; essência de tudo o que existe e
agente que desenvolve e impulsiona o que está por detrás de todo o processo
evolutivo.

Fogo edifcador, preservador e construtor; fogo originado, o processo e a meta; fogo


purifcador e consumidor.

O Deus do fogo e o fogo de Deus interagem até que todos os fogos se fundam, se
sintonizem e ardam e tudo o que existe tenha passado pelo fogo - desde um sistema
solar até uma formiga - surgindo com perfeição tríplice.

Então o fogo emergirá como essência perfeita do "círculo não se passa", seja do
"círculo não se passa" humano, planetário ou solar, o que quer dizer, as Mônadas,
geradoras do fogo pela sua atuação sobre a matéria, qualquer que seja, sairão de seus
"círculos não se passa", como Mônadas perfeitas (perfeição que sempre busca uma
perfeição maior), sejam Mônadas humanas, planetárias ou solares.

A roda do fogo gira; tudo o que se encontra dentro dela é submetido a uma tríplice
chama e com o tempo tudo chega à perfeição, para em seguida iniciar a busca e luta
para uma perfeição maior ainda, em condições muito superiores e melhores. Assim
cada um dá sua cota de perfeição ao QUE JÁ É PERFEITO ABSOLUTO, sendo tudo ELE

77
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
MESMO, em infnitos estados de ser.

No prosseguimento dos nossos estudos, dentro do sequenciamento do Mestre


Tibetano, iremos entrar em mais detalhes sobre a atuação dos fogos no processo
evolutivo.

Uma forma mais objetiva de explicar os três fogos é a dos três conceitos: fogo, calor e
movimento. Fogo, calor e movimento são a vida subjetiva manifestando-se
objetivamente.

Fogo: essência do primeiro Logos, fogo elétrico, vontade, Espírito que aquece.

Calor: dualidade, essência do segundo Logos, fogo solar, aspecto flho, consciência que
une.

Movimento: essência do terceiro Logos, fogo por fricção, matéria em movimento pela
ação do fogo que aquece e se une pela ação do calor do fogo solar.

O Macrocosmos

Expressão subjetiva
Primeiro
Fogo Vontade de viver ou de ser. Elétrico
Logos
Segundo
Calor Dualidade ou amor entre dois. Solar.
Logos
Terceiro Movime Fogo da mente, "relação entre". Fogo
Logos nto por fricção

Expressão objetiva
O Sol Vontade ou poder.
Vênus-
Amor e sabedoria.
Mercúrio
Atividade ou
Saturno
inteligência.

O Microcosmos

Expressão subjetiva
Fogo
A Mônada Vontade ou poder
elétrico

78
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

O Ego Fogo solar Amor e sabedoria


A
Fogo por Atividade ou
personalida
fricção inteligência
de

Expressão objetiva
Corpo Vontade ou
Fogo
mental poder
Corpo Amor-
Calor
astral sabedoria
Corpo Inteligência Movime
físico ativa nto

Corpo físico

Vontade ou
Cérebro Mônada Fogo elétrico
poder
Amor-
Coração Ego Fogo solar
sabedoria
Órgãos Personalid Inteligência Fogo por
inferiores ade ativa fricção
Apresentamos a seguir o diagrama da página 104 do Tratado sobre Fuego Cósmico,
sobre o Logos de um sistema solar:

79
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

Estas emanações do Logos têm estreita relação com os fogos e devem ser explicadas
detalhadamente, pois trata-se do processo de construção do nosso sistema solar, não
apenas a parte física, porém toda a estrutura que abrange os sete planos, desde o Adi
até o nosso físico.

Estudo 018

Continuação do estudo do Prana das formas e explicação do diagrama das três


emanações do Logos Solar, da página 104 do Tratado sobre Fuego Cósmico

No estudo anterior tratamos do prana das formas, não sob a ótica do processo ou
técnica de absorção, assimilação e distribuição dentro das formas, mas sob o ponto de
vista de classifcação com base na atuação dos três estados de ser do Logos Solar,
também chamados aspectos.

Tais atuações conduziram ao diagrama das três emanações, que iremos estudar em
seguida.

Contudo, antes devemos lembrar o que foi dito sobre os fogos, para que a conexão
entre fogos e emanações fque bem clara e inteligível, eliminando qualquer dúvida e, de
posse dessa clareza de entendimento, surjam a convicção e a certeza inteligentes,

80
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
tornando-se a aplicação desses conhecimentos em nós mesmos imediata, profunda e
efetiva.

Como sabemos, fogo é o resultado da atuação da Mônada ou Espírito nas partículas


(átomos e moléculas) do plano com o qual Ela tem conexão direta e nos planos mais
densos que esse pela penetração em seus átomos e moléculas dos átomos e moléculas
animadas pela atuação direta.

Exemplifcando, a Mônada Solar, ao atuar diretamente nos átomos e moléculas do plano


monádico cósmico, no qual Ela é residente atualmente (no atual sistema solar), gera o
fogo elétrico, que se expressa de forma tríplice como fogo elétrico/elétrico, quando
prepondera o estado de ser vontade, fogo elétrico/solar, quando prevalece o estado de
ser amor-sabedoria e fogo elétrico/por fricção, quando é mais forte o estado de ser
inteligência ativa.

Existem átomos específcos para responderem a esse ou a aquele estado de ser.

Quando esses átomos monádicos cósmicos animados pela energia direta da Mônada
Solar, portanto fogo elétrico tríplice, penetram em átomos do plano átmico ou espiritual
cósmico, o fogo se transforma em fogo solar também tríplice: fogo solar/elétrico, fogo
solar/solar e fogo solar/por fricção, conforme o fogo que anima o átomo monádico
penetrante. Também no plano átmico há átomos específcos para esse ou aquele fogo
solar.

Assim, por esse processo de penetração, vem surgindo o fogo nos diversos planos
cósmicos, havendo uma transformação do fogo, de tal forma que nos planos átmico,
búdico e causal cósmicos é fogo solar tríplice e nos planos mental inferior, astral e
físico cósmicos ele passa a ser fogo por fricção tríplice, chegando fnalmente, através
de outras transformações e penetrações, desde o plano adi do nosso sistema solar até
o nosso mundo fenomênico físico, no qual estamos vivendo e evoluindo no momento.

O Logos Solar também absorve fogo por fricção cósmico para seu corpo físico
cósmico (nosso sistema solar como um todo), conforme veremos mais adiante.

No próximo sistema solar, a Mônada Solar, após ter recebido mais uma Iniciação
Cósmica, a quinta, deverá estar residente no plano Adi Cósmico, então os fogos terão
características diferentes, mas sempre serão o resultado da atuação direta da Mônada
Solar nos átomos e moléculas do plano de sua residência.

Contudo, não podemos esquecer que, assim como nós, Mônadas humanas, ao
atuarmos diretamente nos átomos e moléculas do plano monádico do sistema,

81
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
produzimos nosso fogo elétrico tríplice, que no início do nosso processo evolutivo não
é muito forte (na realidade fraquíssimo) e, por isso, para animarmos nossos veículos
(formas) precisamos dos fogos do Sol, e do Planeta, assim também a Mônada Solar
apropria-se do fogo da Mônada do Logos Cósmico, do qual é parte constituinte, para
animar suas formas, que são várias, incluindo nosso sistema solar, juntamente com seu
próprio fogo.

Portanto nossas formas (corpos físico, astral, mental inferior, causal, búdico, átmico e
monádico, esses três últimos incipientes na grande maioria da humanidade encarnada
e desencarnada e já desenvolvidos e atuantes nos iniciados planetários, em diversos
graus) trabalham com fogos do Logos Cósmico, Solar, Planetário e de nossas Mônadas.

À medida que vamos evoluindo e adquirindo mais conhecimentos sobre o mundo


fenomênico visível e invisível, conquistando mais poder sobre nossos veículos e
expandindo nossas consciências e nosso círculo "não se passa", iremos controlando e
aumentando nossos fogos e sintonizando-os.

Para equacionarmos corretamente as três emanações e os três fogos, devemos,


usando a lei da analogia, considerar a construção do nosso sistema solar (como um
todo, desde o plano adi até o nosso físico) como o corpo físico cósmico do nosso
Logos Solar, assim como o homem constrói seu corpo físico, por um processo
diferente, para adquirir experiências, desenvolver qualidades, corrigir erros cármicos e
prosseguir em sua evolução na direção da meta que, na atual cadeia, a quarta, é a
quinta iniciação planetária, a terceira solar, a do Adepto.

Assim como o homem inicia o processo de encarnação a partir do seu corpo astral,
pois, antes de reativar o átomo físico permanente (núcleo do futuro corpo físico), ele
reativa o átomo astral permanente e aglutina um incipiente corpo astral, que irá se
desenvolver no decorrer da nova encarnação, assim também o Logos Solar, antes da
construção de seu corpo físico (nosso sistema solar total), já reativou seu átomo astral
cósmico permanente e formou seu incipiente corpo astral cósmico.

Mestre Tibetano é um Adepto que sempre demonstrou uma genial e excelente


capacidade de raciocínio lógico. Se Ele colocou esse diagrama no contexto dos fogos, é
porque existe uma correlação entre as emanações e os fogos, o que vamos
demonstrar.

No diagrama da página 73 do Tratado, está escrito que o átomo de um plano é


construído a partir de um vórtice gerado na matéria do subplano mais denso do plano
imediatamente mais sutil, com átomos desse plano mais sutil. Exemplifcando, o átomo

82
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
físico é construído por átomos astrais gerando um vórtice na matéria do 7º subplano
astral, o subplano astral mais denso, sendo esse vórtice envolto por matéria astral.

Quando o Logos iniciou o processo de construção de seu corpo físico cósmico, nosso
sistema solar completo, Ele, no modo de ser Inteligência Ativa (3º Logos),
primeiramente alterou as três ganas, que são as relações vibratórias: tabas
(estabilidade), rajas (atividade) e satã (harmonia), do seu corpo astral cósmico na parte
mais densa, para adequá-las às condições necessárias de seu futuro corpo físico
cósmico.

Em seguida, Ele, sempre no estado de ser Inteligência Ativa ou 3º Logos, gerou os


vórtices na matéria astral cósmica, que era a matéria virgem após a alteração das
ganas, pelo processo já descrito. Após, Ele, ainda no estado de ser Inteligência Ativa,
mas no subestado de ser Vontade, impregnou o interior dos vórtices com a sua
energia, gerando o fogo elétrico. Isso deu nova vida aos vórtices, que passaram a ser a
matéria prima dos átomos do plano adi. Com isto a matéria virgem foi fecundada.
Existindo então Espírito e matéria, tinha de existir o relacionamento. Surgiu então o
Filho para relacionar Espírito (Pai) e matéria (Mãe). Esse Filho se expressou da seguinte
forma: o Logos, em seu estado de ser Inteligência Ativa e subestado de ser Amor-
Sabedoria, impregnou os vórtices com a sua energia, gerando o fogo solar. Os dois
fogos, elétrico e solar, em contato entre si dentro dos vórtices, transformaram-se em
fogo por fricção, dando uma nova vida aos átomos, que passaram a ser os átomos do
plano adi.

Os átomos do 1º raio passaram a expressar fogo por fricção/elétrico, os do 2º raio


fogo por fricção/solar e os do 3º raio fogo por fricção/por fricção.

A seguir, por agrupamentos dos átomos adi, são formados os 6 subplanos do plano adi
e posteriormente os demais planos e subplanos, até o nosso físico, todos impregnados
pelo fogo por fricção tríplice.

Assim iniciou-se a evolução da matéria, pela atuação do Logos, no seu estado de ser
Inteligência Ativa ou 3º Logos.

Como acabamos de ver, a 1ª emanação é a atuação do fogo por fricção.

Em segunda etapa, o Logos, no estado de ser Amor-Sabedoria, atuou em uma


quantidade calculada de átomos, impregnando-os de fogo solar, também tríplice. Esse
fogo solar, por ser de natureza coesiva e atrativa, fez com que esses átomos e as
moléculas por eles formadas se organizassem em aglomerados, no início sem a forma

83
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
que nós concebemos, mas não deixavam de ser protótipos de formas que,
futuramente, iriam ser as formas dos reinos mineral, vegetal e animal. Todos os planos
foram atingidos por esse fogo. Nos planos mental, astral e físico etérico, esse reino é
chamado reino da essência elemental, que tem grande importância e infuência nos
nossos veículos e no nosso comportamento.

Assim iniciou-se a evolução das formas pela 2ª emanação, que foi o fogo solar.

Numa terceira etapa, o Logos, no estado de ser Vontade, atuou novamente, mas agora
de forma diferente. Em vez de atuar diretamente nos átomos, Ele atuou diretamente
nas Mônadas humanas, que na realidade são fragmentos d'Ele, sem se desprenderem
d'Ele.

As Mônadas humanas, então, tiveram sua vontade aumentada e atuaram diretamente


nos átomos monádicos, gerando fogo elétrico tríplice. Esse fogo elétrico manifestou-se
no plano causal como fogo solar tríplice e provocou o surgimento do Ego ou Alma,
iniciando-se assim o processo de individualização, o ingresso no reino humano.

A terceira emanação foi, portanto, a atuação do fogo elétrico.

Resumindo:

Fogo por 1ª emanação do Logos Solar -


fricção 3º Logos
2ª emanação do Logos Solar -
Fogo solar
2º Logos
Fogo 3ª emanação do Logos Solar -
elétrico 1º Logos
A 3ª emanação mantém a sua pureza, porque a atuação é direta nas Mônadas
humanas, que fazem parte da Mônada Solar.

No diagrama vemos que o plano átmico se refete no plano físico, o búdico no astral e o
mental não se refete, sendo, para nós, o intermediário. Eu disse para nós, porque na
realidade o plano intermediário é o búdico, mas para a atual humanidade o
intermediário é o mental, sendo por isso que a sede do Ego ou Alma é o plano causal.
Também é por isso que o corpo mental completo do homem (mental inferior mais o
causal) possui sete sentidos de percepção, que o homem tem de desenvolver.
Futuramente estudaremos essa questão dos sentidos de percepção dos diversos
corpos do homem, assunto que será de grande utilidade prática.

Como esclarecimento e ainda dentro do assunto, Mestre Tibetano, no Tratado sobre

84
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Fuego Cósmico, página 296, apresenta um diagrama no qual aparecem três Logos no
plano adi do físico cósmico, dando a impressão de que existem três Logos Solares.

O que o Mestre quer dizer é que existem três entidades cósmicas sob a jurisdição do
Logos Solar, que se encarregam da execução das três fases do seu projeto de
construção do seu corpo físico cósmico, fases essas relacionadas com as três
emanações e fogos, oriundos dos três aspectos ou estados de ser do Logos Solar
único e uno.

Esses três modos de ser do Logos Solar, que deram origem às três emanações,
persistem hoje e agora, mais evoluídos, uma vez que o Logos Solar está evoluindo
cosmicamente.

Como exemplo vejamos a ação dos químicos no reino mineral. Quando o químico
produz um polímero (tecido sintético), que é uma grande molécula, com novas
qualidades e propriedades, pelo processo de unir átomos e moléculas, ele está
propiciando novas experiências e relacionamentos às vidas que evoluem naqueles
átomos e moléculas, propiciando assim a aquisição de novas qualidades. Assim o
homem, mesmo sem saber, contribui para o Plano Divino.

É óbvio que as condições atuais são bem diferentes das existentes no início da cadeia
e da ronda, quando só existiam as forças da natureza para atuar no reino mineral,
sendo na realidade mais ricas em experiências para o reino mineral, graças aos
avanços da ciência.

A quarta Hierarquia Criadora, as Mônadas humanas, é de fato uma hierarquia criadora


em muitos sentidos.

A seguir apresentamos um desenho ilustrativo dos cinco planos de evolução do


homem, no seu aspecto de se refetir.

85
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

Estudo 019

Função do corpo etérico - Receptor de prana - Assimilador de prana - Transmissor de


prana (Da página 106 à 110 do Tratado sobre Fogo Cósmico)

Iremos agora analisar as funções do corpo etérico e sua relação com o corpo físico
denso. Essas funções devem ser estudadas em conjunto, pois se inter-relacionam tão
intimamente que se torna impossível separá-las.

São três as principais funções do corpo etérico:

1. Receptor de prana;
2. Assimilador de prana;
3. Transmissor de prana.
1. Receptor de prana

O corpo etérico é negativo ou receptivo para os raios do sol e positivo ou irradiador


para o corpo físico denso. Sua segunda função, a assimilativa, está estritamente
equilibrada e é interna.
Como foi explicado anteriormente, o corpo etérico absorve as emanações prânicas do
sol por meio de centros ou chacras situados principalmente na parte superior do corpo
denso, desde os quais passam para o centro denominado baço etérico, contraparte
etérica do baço denso.

O principal centro receptor de prana, na atualidade, está localizado entre os omoplatas,


havendo um outro centro um pouco mais acima do plexo solar, que tem permanecido
parcialmente inativo, devido aos abusos da chamada civilização. A próxima raça-raiz e
cada vez mais a atual (quinta), valorizará a necessidade de expor tais centros aos raios
do sol, o que aumentará a vitalidade física e a capacidade de adaptação.

Os centros situados entre os omoplatas, acima do diafragma e o baço formam, se


pudéssemos vê-los, um triângulo etérico radiante donde origina-se o impulso para a
posterior circulação prânica, que percorrerá todo o sistema corporal etérico. O corpo
etérico está realmente formado por uma rede de fnos canais, que constituem um sutil
cordão trançado - o qual é parte do elo magnético que une os corpos físico e astral,
cortando ao retirar-se o corpo etérico do corpo físico denso no momento da morte.
Como o chama a Bíblia, o cordão prateado se corta. Isto deu origem à lenda da "irmã

86
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
fatal que corta o fo da vida com as suas temidas tesouras".

A trama etérica está composta pelo complicado tecido deste cordão vitalizado e,
separados dos sete centros da trama (centros sagrados, sendo que o baço
frequentemente é considerado um deles), encontram-se os dois já mencionados, que
formam com o baço um triângulo ativo. A trama etérica do sistema solar é análoga e
igualmente possui três centros receptores de prana cósmico. A misteriosa franja do
frmamento denominada Via Láctea (não é a galáxia) está intimamente relacionada com
o prana cósmico, vitalidade ou alimento cósmicos que vitalizam o sistema solar etérico
e daí atingem a parte densa desse sistema, mantendo todas as formas em atividade.
Esse assunto é muito importante e de grande utilidade e deveria ser alvo de pesquisa
dos verdadeiros investigadores científcos.

2. Assimilador de prana

O processo de assimilação é levado a cabo no triângulo mencionado. O prana, ao


penetrar por qualquer desses centros, circula três vezes por todo o triângulo, antes de
ser transmitido ao corpo etérico e deste ao corpo denso.

O órgão principal de assimilação é o baço - a contraparte etérica e o órgão físico


denso. A essência vital (prana) procedente do sol (após o processamento pelos Devas
Dourados) penetra no baço etérico; neste é submetida a um processo de intensifcação
ou desvitalização, o que depende do estado de saúde desse órgão. Se o homem está
são, a emanação recebida será intensifcada pela vibração individual e o grau de
vibração (a frequência) será acelerado antes que o prana passe ao baço denso. Se o
estado de saúde não é bom, a vibração do prana diminui e o processo torna-se mais
lento.

Estes três centros, parecidos a pratinhos ou pires, têm a mesma forma que os demais
e assemelham-se a pequenos vórtices que atraem à sua esfera de infuência as
correntes que se encontrem a seu alcance.

Os centros podem ser descritos como vórtices giratórios, unidos entre si por um
tríplice canal compactamente entretecido, que quase forma um sistema circulatório
separado. Este sistema tem seu ponto de saída no lado do baço oposto àquele pelo
qual penetra o prana.

O fuido vital circula três vezes por estes três centros e entre eles, antes de passar à
periferia do seu pequeno sistema. Depois de circular o prana pelos fnos canais
entrelaçados, passa por todo o corpo, impregnando-o totalmente com suas

87
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
emanações, se assim se pode expressar.

Essas emanações saem fnalmente do sistema etérico, irradiando-se pela superfície. A


essência prânica sai da circunferência do seu "círculo não se passa" temporário como
emanante prana humano, que é o mesmo prana recebido anteriormente, porém
carregado, durante sua transitória circulação, com a qualidade particular que o
indivíduo lhe transmite. A essência sai levando a qualidade individual.

Neste processo temos uma nova analogia de como evadem-se todas as essências de
qualquer "círculo não se passa", uma vez terminado seu ciclo.

O tema do corpo etérico é de grande interesse prático. Quando o homem se der conta
da sua importância, prestará mais atenção à distribuição do prana no seu corpo e
procurará que a sua vitalidade, através dos três centros, não seja entorpecida.

Embora necessariamente o tema tenha de ser tratado de forma superfcial e somente


possam ser dados esboços e sugestões espaçadas, concluir-se-á todavia que se for
estudado detalhadamente o que for passado, surgirá um conhecimento das verdades,
cujo conteúdo e qualidade resultará valioso e algo que até agora não foi ensinado.

O lugar que ocupa a envoltura etérica, como separadora ou "círculo não se passa" e
sua função como receptora e distribuidora de prana, serão esclarecidos aqui de uma
forma muito mais extensa que antes; possivelmente mais adiante o tema será
ampliado.

Dos dados tão superfcialmente acima tratados deduzem-se duas verdades


fundamentais:

Primeiro. O quarto sub-plano etérico do plano físico é a preocupação imediata do:

1. o homem, o microcosmos,
2. o Homem Celestial, o Logos Planetário,
3. o grande Homem dos Céus, o Logos Solar.
Convém aqui lembrar que o quarto subplano etérico para os Logos Solar e Planetário é
o plano búdico. Assim, os Iniciados que vivem, atuam e trabalham no plano búdico,
estão exercendo funções importantíssimas no corpo etérico do nosso Logos
Planetário. Essa atuação ocorre a partir da quarta iniciação planetária, a da renúncia,
quando o Iniciado começa o domínio, subplano a subplano, desse plano, não só com
referência ao seu corpo búdico como em relação à matéria búdica exterior. Muito mais
pode ser dito a esse respeito, contudo esse assunto detalhado fcará para mais tarde.

88
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Quando tiverem um vislumbre, por mais tênue que seja, a respeito da vida, das
atividades e responsabilidades nesse plano, sentirão com certeza um ímpeto muito
forte para prosseguir nos esforços para alcançar a meta.

Segundo. Na quarta cadeia e quarta ronda (a nossa) é iniciado o estudo do quarto éter
que - visto como trama separadora - permite a saída ocasional das vibrações
correspondentes.

3. Transmissor de prana

Até agora temos nos referido muito pouco ao tema do fogo, pois o propósito do corpo
etérico é levá-lo e distribuí-lo por todo o seu sistema; somente temos tratado dos fatos
que poderão despertar o interesse e acentuar a utilidade do veículo prânico (o corpo
etérico).

Devemos considerar e recalcar certos fatos, à medida em que estudarmos este círculo
estático e seus fogos circulantes. Para maior claridade vamos recapitular brevemente
aquilo já exposto:

O Sistema solar recebe prana de fontes cósmicas, por meio de três centros e o
redistribui a todas as partes de sua dilatada infuência, até os limites da trama etérica
solar. Este prana cósmico está colorido pela qualidade do Logos Solar e chega aos mais
afastados confns do sistema solar. Poder-se-ia dizer que sua missão consiste em
vitalizar o veículo, a expressão material física do Logos Solar.

O Planeta recebe prana do centro solar e o redistribui, por meio de três receptores, a
todas as partes de sua esfera infuência. Este prana solar está colorido pela qualidade
planetária e é absorvido por tudo o que evolui dentro do "círculo não se passa"
planetário. Poder-se-ia dizer que sua missão consiste em vitalizar o veículo de
expressão material física de qualquer dos sete Homens Celestiais.
O Microcosmos (o homem) recebe prana proveniente do sol, depois de ter
compenetrado o veículo etérico planetário, de modo que, além de prana solar, possui a
qualidade planetária. Cada planeta é a personifcação de um aspecto de Raio e sua
qualidade se destaca predominantemente durante toda a sua evolução.

Portanto, prana é calor irradiante, sua vibração (frequência) e qualidade variam de


acordo com a Entidade receptora. Ao passar o prana pelo corpo etérico do homem, é
colorido pela sua própria qualidade particular, transmitindo-o a essas vidas menores
que formam seu pequeno sistema (seu corpo físico, etérico e denso).

Assim produz-se uma grande interação; todas as partes se mesclam e fundem,

89
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
dependendo uma da outra e todas recebem, colorem, qualifcam e transmitem. Tem
lugar assim uma interminável circulação sem princípio concebível e sem possível fm,
desde o ponto de vista do homem fnito, porque sua origem e fm se acham ocultos na
ignota fonte cósmica.

Se existissem em todas as partes perfeitas condições, esta circulação continuaria sem


interrupção e seria quase interminável, porem o fm e a limitação são produzidos pela
imperfeição, que gradualmente é substituída pela perfeição. Cada ciclo origina-se em
outro ciclo ainda não fnalizado, cedendo lugar a outra espiral mais elevada; assim
sucedem-se períodos de aparente e relativa perfeição, que conduzem a períodos de
maior perfeição.

O objetivo deste ciclo maior consiste, como sabemos, em fundir os dois fogos da
matéria, latentes e ativos, submergindo-os nos fogos da mente e do espírito (fogos
solar e elétrico), até que desapareçam na Chama geral; os fogos da mente e do espírito
consomem a matéria e com isso liberam a vida dos veículos que a confnam. O altar
terreno é o lugar onde nasce o espírito, quem o libera da mãe (matéria) e é também a
entrada para reinos superiores.

Quando o veículo prânico funcionar corretamente nos três grupos, humano, planetário
e solar, lograr-se-á a união com o fogo latente. Por esta razão recalca-se a necessidade
de construir veículos físicos puros e refnados. Quanto mais refnada e sutil seja a
forma, será melhor receptora de prana e oferecerá menos resistência à ascensão de
kundalini no devido momento.
A matéria tosca e os corpos grosseiros e imaturos são uma ameaça para o ocultista;
nenhum verdadeiro vidente terá um corpo grosseiro (trata-se do vidente superior e
não daquele que o é pelo chacra umbilical).

O perigo de ser desintegrado é muito grande e a ameaça de ser destruído pelo fogo é
terrível. Já uma vez, na história (na época lemuriana), a raça e os continentes foram
destruídos por meio do fogo. Os Guias da raça, nessa época, aproveitaram tal
acontecimento para eliminar a forma inadequada. O fogo latente na matéria (por
exemplo, nas erupções vulcânicas) e o fogo irradiante do sistema combinaram-se. O
kundalini planetário e a emanação solar entraram em conjunção e teve lugar o trabalho
de destruição. Na raça atlante (a quarta raça-raiz) houve também uma conjunção de
fogos, como consequência de uma expansão de consciência do nosso Logos Planetário.
O mesmo poderia voltar a acontecer, porém só na matéria do segundo éter e seus
efeitos não seriam tão graves devido à sutileza desse éter e ao refnamento

90
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
comparativamente maior dos veículos.

Observaremos aqui um fato interessante, embora seja um mistério insolúvel para a


maioria; as destruições produzidas pelo fogo são parte das provas de fogo de uma
iniciação desse Homem Celestial cujo carma está ligado ao de nossa terra.

A destruição de uma parte da trama torna mais fácil a saída; em realidade (visto desde
os planos superiores) é um passo adiante e uma expansão. Sua repetição efetua-se no
sistema solar em ciclos determinados. No campo da astronomia temos um exemplo
atualmente desse aumento dos fogos, no caso da estrela Eta Carinae, que
bruscamente teve o seu brilho aumentado enormemente e é alvo de estudos acurados
dos astrônomos e astrofísicos. Houve uma expansão de consciência devida a uma
iniciação cósmica do Grande Ser que se expressa fsicamente por essa belíssima
estrela. Todavia os cientistas não interpretam dessa forma. Ainda falta muito para que
os cientistas vejam DEUS manifestando-se na natureza, apesar da lógica perfeita que
se observa dentro da imperfeição aparente.

Apresentamos a seguir um diagrama, para clarear o acima exposto.

91
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Estudo 020

Desordens do corpo etérico - Funcionais, Orgânicas e Estáticas (Da página 110 à 113
do Tratado sobre Fuego Cósmico)

Desordens do corpo etérico

Iremos estudar agora o corpo etérico, suas doenças e também sua condição post-
mortem. Ocupar-nos-emos dele muito brevemente. Tudo o que pode ser feito é indicar,
em linhas gerais, as doenças fundamentais às quais o corpo etérico pode estar sujeito
e a orientação que a medicina poderá seguir mais tarde, quando as leis ocultas forem
melhor compreendidas.

Ressaltaremos um fato signifcativo que tem sido pouco compreendido e nem sequer
captado: as doenças de que padece o corpo etérico do microcosmos (o homem),
também são sofridas pelo corpo etérico do macrocosmos (os Logos Solar e Planetário),
com as devidas diferenças e efeitos, em particular na natureza, na humanidade como
um todo e em cada um particularmente, considerando o modo de ser individual.

Aí está a explicação para os aparentes sofrimentos da natureza. Alguns dos grandes


males do mundo têm suas origens nas doenças etéricas do Logos Planetário.
Ampliando-se a ideia, o mesmo podemos dizer com referência às condições planetárias
e solares.

Ao estudarmos as causas das doenças etéricas do homem, talvez sejam percebidas as


analogias e reações de ordem planetária e solar.

Há que ter em mente de forma bem clara e nítida que o corpo etérico do Logos
Planetário como o do Logos Solar são constituídos de matéria dos planos búdico,
átmico, monádico e adi, não esquecendo o corpo etérico da Entidade Planetária
(chamada por alguns autores de Espírito Planetário), que não é o Logos Planetário e
sobre a qual falaremos mais adiante.

Consequentemente qualquer perturbação no corpo etérico do Logos Planetário irá


ocorrer na matéria desses planos. Seus efeitos irão depender de vários fatores:

• amplitude, intensidade e natureza da perturbação;


• proporção de matéria búdica, átmica, monádica e adi em seu corpo etérico.
Como esses planos interferem nos três planos mais densos, mental, astral e físico, é
óbvio que qualquer anomalia nessas áreas do corpo etérico do Logos Planetário irá se
manifestar nos nossos planos mental, astral e físico, surgindo no nosso campo etérico,

92
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
afetando a natureza de diversas formas, inclusive no comportamento dos vírus,
bactérias, bacilos e outras micro vidas, em particular os vírus, tão agressivos e
destruidores para o reino humano, quando se considera a Entidade Planetária.

O estudo desse aspecto irá trazer ao homem muito esclarecimento e muita orientação
no tocante à cura e à eliminação de muitas doenças que afigem a humanidade, como
irá explicar muitos fenômenos da natureza, inclusive o atual aquecimento da nossa
atmosfera e a atividade vulcânica.

Aqui cabe lembrar, expressando imensa gratidão, o importantíssimo trabalho dos


Mestres e seus discípulos aceitos (iniciados planetários), que atuam no plano búdico,
corrigindo as perturbações nessa matéria, minimizando seus efeitos na humanidade, de
uma forma análoga, porém num nível muito mais elevado, à ação das pequenas vidas
que trabalham no nosso corpo físico, as células do nosso sistema imunológico, as
células dendríticas, as células T, os macrófagos, as células B, os bazófos e outras, que
vigiam e defendem o nosso organismo contra qualquer invasor que queira prejudicá-lo.

Infelizmente a humanidade desconhece totalmente esse trabalho e a maioria dos


ocultistas também não se dá conta dele. Esse trabalho dos Mestres e discípulos aceitos
é apenas uma dentre muitas atividades deles no corpo etérico do Logos Planetário. A
concepção do que os Mestres e iniciados planetários fazem ainda é muito obscura para
a humanidade.

Devemos ter muito em conta, ao estudarmos esse assunto, que as enfermidades do


corpo etérico são derivadas do seu tríplice propósito e poderão ser:

a. funcionais, afetando a absorção de prana e demais energias;


b. orgânicas, afetando a distribuição de prana e consequentemente o funcionamento
dos órgãos;
c. estáticas, afetando a trama etérica, considerada estritamente como o "círculo não
se passa" físico e como elemento separador entre o físico e o astral, conhecimento
que deve ser muito útil para os psicólogos e os médicos.
Essas três funções ou propósitos são de primordial interesse, produzem resultados
totalmente diferentes e reagem externa e internamente de distintas maneiras.

Consideradas desde o ponto de vista planetário podemos perceber as mesmas


condições e o corpo etérico planetário (que é fundamentalmente o corpo dos planetas
sagrados, sendo que a terra não é um deles) também terá suas desordens funcionais,
que afetarão a absorção de prana e sofrerá transtornos orgânicos, que alterarão sua

93
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
distribuição, produzindo difculdades na trama etérica, o "círculo não se passa" da
Entidade Planetária, que não é, repito, o Logos Planetário.

Aqui cabe uma explicação para as palavras do Mestre Tibetano que estão entre
parênteses no período acima. Como o nosso Logos Planetário não é um Logos Sagrado,
como o são os Logos de Vulcano, Mercúrio, Vênus, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, a
terra é também utilizada pela Entidade Planetária, um ser de nível cósmico que está no
ciclo chamado involutivo, ou seja, Ele busca experimentar as vibrações mais densas e
grosseiras, coletivamente. Isso quer dizer que todas essas vibrações geradas pelos
baixos instintos, sentimentos torpes e emoções imundas, são experimentadas por Ele,
como um todo. Também se nutre das vibrações dos reinos inferiores. O Mestre
também quer dizer que os Logos Planetários sagrados estão polarizados em seus
corpos etéricos, ou seja, nos planos búdico, átmico, monádico e adi, não constituindo
os planos mental, astral e físico princípios para Eles.

Tudo isso faz parte do Plano Divino. Na cadeia anterior à nossa, a lunar, a Entidade
Planetária provocou transtornos sérios e graves, levando o nosso Logos Solar a intervir
e fazendo com que o nosso Logos Planetário desintegrasse a cadeia lunar antes do
fnal previsto e assim a cadeia lunar não completou a sétima ronda. Nada mais posso
dizer sobre o assunto.

Para essa Entidade Planetária, os subplanos etéricos do nosso planeta constituem seu
corpo etérico e não a matéria búdica, pois Ele ainda não tem condições de responder à
matéria búdica. Por isso uma determinada perturbação nesses subplanos etéricos
pode perfeitamente permitir que certas microvidas, como os vírus, materializem-se no
plano físico denso, pela ação dessa Entidade, a partir do plano astral. O mecanismo
desse processo não cabe no atual contexto.

Quero adverti-los de que os Espíritos Planetários que se encontram no arco ou ciclo


evolutivo divino, os Homens Celestiais, os Logos Planetários sagrados, cujos corpos são
planetas, a trama etérica não constitui uma barreira, sendo que Eles podem (como os
Senhores do Carma fazem num plano superior) atuar livremente fora dos limites da
trama planetária, dentro da circunferência do "círculo não se passa" solar. Quanto aos
Logos não Sagrados, como o nosso, Eles ainda estão no processo de destruir a tela
etérica, processo que será concluído quando Eles recebem a iniciação cósmica que
torná-los-á sagrados. O nosso Logos Planetário está em vias de se tornar sagrado.

Do ponto de vista do sistema, ou seja, do Logos Solar, podemos observar que os


mesmos efeitos estão vinculados funcionalmente, com o centro cósmico,

94
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
organicamente, com a totalidade dos sistemas planetários e estaticamente, com o
"círculo não se passa" solar logoico. Podemos agora, para maior claridade, considerar
esses três grupos de forma separada e indicar brevemente (o único que posso fazer)
os métodos curativos e retifcadores.

a - Desordens funcionais no microcosmos. No homem, relacionam-se com a absorção


dos fuidos prânicos por meio de seus correspondentes centros. Devemos ter sempre
em conta e saber distinguir com claridade que as emanações de prana têm relação
com o fogo latente da matéria. Quando são recebidas e atuam corretamente através
do corpo etérico, colaboram com o calor natural latente do corpo e ao se misturarem
vitalizam-no, impondo à sua matéria certo grau de ação vibratória, que leva ao veículo
físico a necessária atividade e o correto funcionamento de seus órgãos.

Portanto, é evidente que o abc da saúde física depende da correta recepção de prana
e que uma das mudanças fundamentais na vida do animal humano (o aspecto que
estamos considerando) deverá ser nas condições comuns do viver diário.

Há que se procurar que os três centros principais, utilizados para a recepção de prana,
funcionem com mais liberdade e menos restrição. Devido ao atual sistema errôneo de
vida seguido durante séculos e aos erros fundamentais originados na época lemuriana,
os três centros prânicos do homem não funcionam corretamente na atualidade.

O centro entre os omoplatas é o que está em melhores condições receptivas, embora,


devido a uma defciente condição da coluna vertebral (que em muitas pessoas está
desviada), sua localização na espádua talvez não seja exata.

O centro do baço, situado perto do diafragma, é de tamanho menor que o normal e sua
vibração não é correta. No caso dos aborígines das ilhas do Pacífco sul, suas
condições etéricas são melhores e sua vida é mais normal (desde o ponto de vista
animal) que em qualquer outra parte do mundo.

A raça humana em geral necessita de certas capacidades, situação que pode ser
descrita da seguinte maneira:

Primeiro - Incapacidade para extrair as correntes prânicas, devido á vida malsã que
leva a maioria. Isto interrompe o aprovisionamento proveniente da fonte de origem e
causa a consequente atrofa e redução dos centros receptores. Isto se observa, com
exagero, nas crianças das zonas muito povoadas das grandes cidades e nos moradores
anêmicos e viciados dos baixos fundos (porões). A cura é evidente: melhores condições
de vida, uso de roupas mais adequadas e a adoção de métodos de vida mais

95
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
independentes e saudáveis. Uma vez que os raios prânicos tenham livre acesso aos
ombros e ao diafragma, a condição subnormal do baço ajustar-se-á automaticamente.

Segundo - Excessiva capacidade de extração das correntes prânicas. O primeiro tipo


de desordem funcional mencionado é comum e muito difundido. Seu oposto encontra-
se onde as condições de vida são de tal natureza que os centros (por estarem
expostos e submetidos direta e prolongadamente às emanações solares) desenvolvem-
se exageradamente, vibram muito rapidamente e recebem prana em demasia. Isso é
pouco frequente, porém acontece em alguns países tropicais, sendo em grande parte a
causa da molesta fraqueza que ataca seus moradores. O corpo etérico recebe o prana
ou os raios solares com demasiada rapidez e permite que entre e saia do sistema com
excessiva força, deixando a vítima presa da inércia e da desvitalização. Em outras
palavras, o corpo etérico torna-se preguiçoso. É como uma tela inconsistente
(empregando um termo muito familiar), semelhante ao tecido de uma raquete de tênis
que fcou frouxa e perdeu elasticidade.

O triângulo interno transmite as emanações de prana com demasiada rapidez, não


permitindo a subsidiária absorção e logicamente sofre todo o sistema. Mais tarde
descobrir-se-á que a maioria das doenças sofridas pelos europeus na Índia têm origem
nisso e algumas das difculdades serão eliminadas cuidando-se do baço e regulando
inteligentemente as condições de vida.

Ao analisar as condições semelhantes que imperam no planeta, percebem-se as


mesmas difculdades. Nada mais pode ser dito, porém ao estudar inteligentemente a
ação da radiação solar sobre a superfície do planeta, em relação com o seu movimento
giratório, compreenderão e aplicarão algumas regras grupais sanitárias. A Entidade
Planetária tem analogamente seus ciclos. O segredo da fertilidade e da vegetação
encontra-se na adequada absorção e distribuição do prana planetário. Grande parte
disto oculta-se na fabulosa lenda que se refere à luta entre o fogo e a água, baseada
na reação do fogo latente na matéria, opondo-se ao fogo que vem do exterior de si
mesma e atua sobre ela.

No intervalo que transcorre enquanto ambos os fogos (o latente e o ativo) estão em


processo de fusão, sucedem-se esses períodos, durante os quais, devido á herança
cármica, a absorção é irregular e a distribuição desigual. Quando for alcançado o ponto
de equilíbrio racial, será logrado também o equilíbrio planetário e com isso será obtido
um equilíbrio recíproco entre os planetas do nosso sistema solar. Uma vez obtidos
mútuo equilíbrio e interação, então o sistema solar estará estabilizado e chegar-se-á à

96
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
perfeição.

A distribuição equitativa de prana irá paralela ao equilíbrio obtido pelo homem, pela
raça, pelo planeta e pelo sistema solar. Esta é outra maneira de dizer, que será
conseguida uma vibração uniforme.

Apresentamos a seguir um desenho ilustrando os efeitos das perturbações nos corpos


etéricos do Logos Planetário da terra e da Entidade Planetária no planeta e sua
humanidade.

Estudo 021

Uma breve exposição sobre os corpos etéricos do Logos Planetário e da Entidade


Planetária da Terra.

Como prometemos no último estudo, vamos hoje desenvolver um pouco o assunto dos
corpos etéricos do nosso Logos Planetário e da Entidade Planetária que utiliza a Terra
como corpo denso.

Primeiramente falaremos do corpo etérico do nosso Logos Planetário. Ele é construído


com a porção de matéria dos planos búdico, átmico, monádico e adi, de que Ele se
apropriou para construí-lo. Esse planos, sob seu ponto de vista, são os subplanos
etérico, superetérico, subatômico e atômico do plano físico cósmico.

Os nossos planos mental, astral e físico constituem os estados gasoso, líquido e sólido
da matéria cósmica densa, não sendo para Ele princípio, ou seja, Ele está polarizado
nos quatro planos superiores, em termos de consciência física cósmica.

Os chacras do seu corpo etérico, atualmente, estão no plano búdico. Sanat Kumara

97
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
com seu concílio (Shamballa) formam seu chacra coronário. A Hierarquia constitui seu
chacra cardíaco e a humanidade seu chacra laríngeo.

Ao considerarmos que os chacras do Logos Planetário estão no plano búdico, que a


humanidade constitui o chacra laríngeo e quão poucos seres humanos conseguem
atuar na matéria búdica, concluímos logicamente que a contribuição da humanidade
para esse chacra é muitíssimo pequena. Somente os discípulos e aspirantes, que já
conseguem manipular matéria búdica, em diversos níveis conforme seu grau evolutivo,
contribuem para o funcionamento desse chacra.

Daí percebem a imperiosa necessidade de a humanidade acelerar sua evolução, para


que possa ser conseguida uma participação mais dinâmica e efetiva no funcionamento
desse chacra, com os consequentes benefícios para a consciência física do Logos
Planetário, benefícios esses que redundarão em benefícios também para nós, pela
expansão da consciência do Logos.

É portanto um sistema de realimentação, nós nos esforçamos para evoluirmos mais


depressa, melhorando o funcionamento do chacra laríngeo do Logos Planetário, o que
melhora a saúde do seu corpo físico etérico, com repercussão na parte densa (planos
mental, astral e físico) e nos atingindo, ou seja, recebemos dele uma parcela do
resultado do nosso esforço. Portanto é inteligente acelerarmos nossa evolução.

O chacra laríngeo é regido pelo terceiro Raio, de Inteligência Ativa, atuando na matéria.
Podemos deduzir daí que a melhoria da qualidade desse chacra irá melhorar as
condições da Terra, pela potencialização da capacidade criadora da humanidade, uma
vez que o chacra laríngeo estimula a atividade criadora.

Os chacras ainda não são profundamente conhecidos pelos ocultistas. Eles têm
determinados vórtices chamados pétalas. Esses vórtices são fontes irradiadoras e
captadoras de energias, sendo também mecanismos de transferência de informações
do astral para o físico e do físico para o astral.

O mapeamento exato das funções das pétalas, na parte das funções orgânicas, irá
trazer imensos benefícios para o homem.

Nosso Logos Planetário está encarnado fsicamente, em termos cósmicos, pois possui
um planeta físico, a Terra, mais dois etéricos, dois astrais e dois mentais inferiores. Mas
também está encarnado fsicamente na Terra através de Sanat Kumara.

É por isso que Mestre Tibetano muitas vezes refere-se a Sanat Kumara como nosso
Logos Planetário.

98
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Assim como nós, encarnados fsicamente, temos sensações provocadas pelo meio
ambiente e outras derivadas de nossos estados emocionais, que, muitas vezes, afetam
nosso corpo físico, como são os casos de somatização, gerando doenças, assim
também nosso Logos Planetário tem sensações cósmicas, que se manifestam em seu
corpo etérico (matéria búdica e acima), repercutindo na parte densa, nossos planos
mental, astral e físico e nos afetando de diversas maneiras.

Ele está lutando para alcançar determinadas qualifcações, pois almeja receber uma
Iniciação Cósmica, não sendo portanto perfeito e pode cometer erros, como cometeu
na sua encarnação anterior, a cadeia lunar.

Considerando a diferença de vivência do tempo entre Ele e nós, um momento de "mau


humor" ou de "euforia" d'Ele pode equivaler a muitos anos para nós.

Determinadas crises pelas quais a humanidade passou foram resultados desses


estados emocionais do nosso Logos Planetário.

Como já disse, a atuação da Hierarquia nos planos superiores (corpo etérico do Logos)
minimiza os efeitos sobre a humanidade.

O conhecimento desses fatos nos é muito útil, pois passamos a saber a origem das
crises e, sabendo, podemos impedir, através do autoconhecimento, os efeitos
negativos, utilizando a vontade e a mente.

Passemos agora à Entidade Planetária. Como já disse, é um Ser Cósmico no ciclo


involutivo, utilizando-se do corpo denso do Logos Planetário, a Terra.

Futuramente individualizar-se-á. Nosso Logos Planetário já passou por essa fase no


Sistema Solar anterior e nosso Logos Solar num Sistema Solar, distante do atual no
tempo de muitos sistemas solares.

Para se ter uma ideia de tempo cósmico, a duração média de um sistema solar é de
311.040.000.000.000 anos terrestres (voltas da Terra em torno do Sol).

O corpo etérico da Entidade Planetária é a totalidade da matéria etérica da Terra,


sendo a parte densa seu corpo denso.

É afetada pelos estados emocionais e mentais do Logos Planetário.

As atitudes da humanidade como um todo também a afetam. As agressões ao reino


animal e à natureza geram nela reações, que podem repercutir na essência elemental,
fazendo com que se manifestem no plano físico denso como doenças e pragas, que
atingem o homem.

99
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
O homem tem de amar e respeitar a natureza, como um ser vivo. A humanidade não é
dona da Terra, mas hóspede.

Estamos assistindo os esforços dos cientistas fnanciados pelos governos, para


dominar planetas do nosso sistema solar, como Marte, com fnalidades exploratórias e
predatórias. Esquecem que Marte faz parte de outro esquema de globos, com sua
humanidade, que no momento está em outro globo do esquema, existindo em Marte
apenas um pequeno núcleo humano.

Um outro Logos Planetário, não sagrado, está se manifestando por esse esquema,
assim como o nosso o faz pelo esquema da Terra.

Consideremos também os efeitos de certos estados interiores no nosso Logos


Planetário na Terra, através do seu corpo etérico.

Como Ele está em vias de receber uma Iniciação Cósmica, os fogos que circulam pelo
nadi principal de seu corpo etérico, no processo de transferência de chacras, são
estimulados.

Isso repercute na parte etérica da Terra, em particular na coluna vertebral etérica da


Terra, que cruza o planeta de norte a sul. A linha de vulcões do Pacífco está próxima
dessa coluna.

Havendo ativação do fogo por fricção na bolsa de kundalini, que está próxima do polo
sul (Antártida), é natural que a temperatura desse continente aumente, com o
consequente degelo, já observado pelos cientistas.

Por outro lado, a circulação dos fogos estimulados pela coluna vertebral etérica atua
na linha de vulcões, levando-os à atividade.

Assim vemos efeitos físicos provocados por causas ocorrendo na matéria búdica
constituinte do corpo etérico do Logos Planetário.

Há muito mais sobre esse assunto, como o mapeamento dos chacras da Terra, mas
isso não pode ser revelado no momento, por causa do mau uso desse conhecimento.

Apresentamos a seguir um desenho visualizando as relações entre os corpos etéricos


do Logos Planetário e da Entidade Planetária.

100
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

Estudo 022

Desordens do Corpo Etérico - Funcionais, Orgânicas e Estáticas - Desordens Orgânicas


no microcosmos - Desordens Estáticas no microcosmos. (Da página 113 à 116 do
Tratado sobre Fuego Cósmico)

As desordens orgânicas no microcosmos, o homem, são fundamentalmente duas:

• mal estar produzido pela congestão;


• destruição dos tecidos, por causa da excessiva absorção de prana ou sua fusão
demasiado rápida com o fogo latente da matéria (o chamado calor corpóreo),
assunto esse de suma importância, que geralmente passa desapercebido, donde
procuraremos esmiuçar um pouco.
A excessiva absorção de prana, pela sua abundância na atmosfera e demasiada
exposição ou alteração no corpo etérico, e sua fusão muito rápida com o fogo latente
da matéria são causas funcionais.

A congestão em alguma parte do corpo etérico é uma causa orgânica. Todavia as duas
causas se relacionam.

A absorção excessiva e a rapidez muito grande na fusão podem levar ao


congestionamento na área afetada, pelo grande acúmulo de prana.

Por outro lado, a absorção e a circulação pelo triângulo prânico muito velozes pode
difcultar a assimilação, provocando a fraqueza e as doenças consequentes.

Também a absorção excessiva e a fusão demasiadamente rápida podem levar à


destruição do tecido orgânico, pelo grande aumento do calor corpóreo, como pode
levar à destruição da trama etérica, porque os átomos e moléculas etéricas
constituintes da trama perdem a coesão entre si e se dispersam, provocando uma
desordem estática.

101
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
A congestão de prana numa determinada área do corpo etérico pode tornar a trama
demasiadamente espessa, difcultando a transmissão de energias da Alma para o
cérebro físico e provocando o desequilíbrio mental e a idiotia. Pode também ocasionar
um crescimento anormal dos tecidos e o engrossamento de algum órgão interno,
produzindo pressão excessiva, podendo chegar a um câncer.

A região congestionada do corpo etérico pode alterar completamente a condição física


e dar lugar a diversas doenças.

A destruição dos tecidos pode gerar vários tipos de demência, especialmente as


incuráveis.

Por outro lado a queima da trama etérica dá margem à penetração de correntes astrais
estranhas, contra as quais o homem não tem defesa.

Os tecidos cerebrais podem ser destruídos, por causa da pressão excessiva, como
podem surgir problemas em consequência da ruptura em alguma parte do "círculo não
se passa" etérico.

A desvitalização de prana pode também provocar afrouxamento da tela etérica e suas


consequências.

Algo análogo pode acontecer ao planeta. Mais adiante será dada informação, que até
agora não o foi e esclarecerá de que forma raças inteiras foram infuenciadas e
perturbados certos reinos da natureza, pela congestão etérica planetária ou destruição
dos tecidos etéricos do planeta, entre outras coisas afetando a Entidade Planetária,
pela penetração nela de energias astrais cósmicas, para as quais Ela ainda não está
preparada.

Temos tratado de perturbações funcionais e orgânicas do corpo etérico, dando certas


indicações para logo estender o conceito a outras esferas, além da estritamente
humana.

No reino humano se encontra a chave que abrirá a porta a uma mais ampla
interpretação, uma vez que permitirá a entrada nos mistérios da natureza.

Embora a chave deva ser girada sete vezes, sem embargo uma só volta revelará
inconcebíveis avenidas de eventual compreensão.

Essa questão de girar a chave sete vezes será estudada em outra ocasião.

Até aqui consideramos a recepção e distribuição de prana no homem, no planeta e no


sistema e observamos as causas que produzem desordens momentâneas e

102
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
desvitalização ou vitalização excessiva da forma orgânica. Trataremos agora do tema
desde outro ângulo.

Desordens estáticas no microcosmos

Nesse tipo de desordem consideramos o corpo etérico na sua função de "círculo não
se passa" entre os corpos denso e astral.

Segundo já foi dito aqui e nos livros de Helena Petrovna Blavatsky, o "círculo não se
passa" é a barreira ou o fltro que atua como separador ou linha divisória entre um
sistema e o que se encontra fora dele.

Como compreender-se-á, isso tem interessantes correlações, se considerarmos o tema


(como deve ser) desde o ponto de vista do ser humano, de um planeta e de um
sistema, recordando que ao estudar o corpo etérico, tratamos com matéria física, o
que não deve ser esquecido nunca.

Portanto, em todo grupo e conglomerado será achado um fator dominante, devido ao


fato de que o "círculo não se passa" atua como obstáculo para aquilo que é de pouca
importância para a evolução, porém não é barreira para o que é importante para a
evolução.

Tudo depende de duas coisas: do carma, seja do homem, do Logos Planetário ou do


Logos Solar, e o domínio que exerce a entidade espiritual interna sobre veículo.

O que acaba de ser dito é de tão grande relevância, que deve ser mais explorado.

Primeiramente vamos olhar sob a ótica do carma. Carma no atual contexto é o


resultado de uma ação anterior. Por isso o corpo etérico de qualquer entidade é
moldado segundo o que a entidade era no exato momento da sua última morte. Tudo o
que ela fez está gravado no último corpo etérico, para ser mais exato, no átomo físico
permanente.

A lei do carma tem dois lados. Se a entidade só praticou boas ações na última
encarnação, terá o que chamam bom carma e seguirá na nova encarnação o plano
individual de evolução, dando mais um passo para alcançar a meta estabelecida para
ela, que no caso do homem é a quinta Iniciação Planetária, a terceira Solar, para a atual
cadeia, a quarta.

Se a entidade mesclou boas com más ações, seu carma será exatamente proporcional
ao peso dessas boas e más ações. Portanto a trama etérica será tal que ou cerceará a
ação da entidade ou permitirá maior liberdade de ação.

103
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
A maior liberdade de ação, se bem aproveitada, conduzirá a um maior domínio sobre o
veículo, acelerando assim o processo evolutivo e propiciando uma expansão do "círculo
não se passa" etérico, que vai num crescendo, até a queima total da tela etérica na 4a.
Iniciação e a liberação dos mundos inferiores, passando a ser um trabalhador
altamente efciente no corpo etérico do Logos Planetário.

Esse assunto pode ser amplamente desenvolvido, dentro do enfoque particular das
doenças orgânicas e mentais que afetam o homem, cruzando-se os aspectos cármicos
individuais com os efeitos coletivos provocados pelos carmas do Logos Planetário e da
Entidade Planetária.

Estudo 023

Éteres Macrocósmicos e Microcósmicos - O Logos Planetário e os Éteres (Da página


116 à 119 do Tratado sobre Fuego Cósmico)

Iremos hoje estudar o comportamento do nosso Logos Planetário em relação ao seu


corpo etérico e seu "círculo não se passa" planetário, em outras palavras, faremos
incursões em assuntos cósmicos, bastante complexos, mas, se a lei da analogia for
bem aplicada, teremos vislumbres da vida do Logos Planetário. Dissemos vislumbres
propositadamente, porque o grau de percepção dependerá muito do nível de evolução
e do esforço de cada um, o que quer dizer que alguns terão vislumbres mais amplos e
claros que outros. Todavia o mais importante e necessário é o empenho de cada um,
sem ânsia desenfreada, em procurar entender, é óbvio dentro das limitações da mente
humana, essa vida das Entidades Cósmicas e tirar conclusões dos efeitos em nossas
vidas, para aplicar essas conclusões com o objetivo de acelerar nossas evoluções e nos
tornarmos trabalhadores mais efcientes para e execução do Grande Plano Divino.

Assim como nosso comportamento no dia a dia, em todos os veículos (físico, astral ou
emocional e mental) afeta todo nosso corpo físico, da mesma forma o comportamento
do Logos Planetário nos afeta.

O homem, o pensador interno (a Alma, ou melhor dizendo, a Mônada expressando-se


pela Alma), sai durante as horas de sono do seu "círculo não se passa" etérico e atua
em outra parte. Portanto, de acordo com a lei, o nosso Logos Planetário pode
igualmente sair do seu "círculo não se passa" planetário em épocas determinadas, que
corresponderiam às horas de sono do homem. Isto quer dizer que Ele passa a atuar no

104
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
plano astral cósmico.

O nosso Logos Solar faz o mesmo durante ciclos determinados, que não são os que
precedem ao que denominamos pralaia solar, senão períodos menores que precedem
aos dias de Brahma, ou seja, períodos que correspondem às noites de Brahma ou
ciclos de menor atividade.

Estes ciclos estão regidos pela lei do Carma. Assim como o verdadeiro Homem (o
homem interno) aplica a lei do carma a seus veículos e em seu diminuto sistema é a
analogia do quarto grupo de entidades cármicas que denominamos os Senhores
Lipikas, o Logos Solar aplica a lei do carma à sua tríplice natureza inferior.

O quarto grupo de Entidades cósmicas, as quais ocupam um lugar secundário em


relação aos três Logos, Entidades Cósmicas que expressam a tríplice soma total da
natureza logóoica (vide o V diagrama, na página 296 do Tratado sobre Fuego Cósmico,
os três Logos, no plano Adi, do Físico Cósmico), pode sair do "círculo não se passa"
solar em determinados ciclos. Isso requer melhor explicação.

O quarto grupo citado acima trabalha dentro do corpo físico cósmico do nosso Logos
Solar e é encarregado de aplicar o carma físico cósmico que o Logos Solar decidiu
executar neste seu grande ciclo, ou seja, no atual sistema solar. Em função desse
trabalho, este grupo sai do "círculo não se passa" solar, o que quer dizer que ele passa
a atuar no plano astral cósmico.

Este é um profundo mistério, cuja complexidade aumenta, se considerarmos que a


quarta hierarquia criadora de Mônadas humanas e os Senhores Lipikas em seus três
grupos (o primeiro e o segundo grupos e os quatro Maharajás, constituindo a
totalidade dos triplos regentes cármicos, encontram-se entre o Logos Solar e os sete
Logos Planetários) estão muito intimamente vinculados e seus destinos mais
estreitamente entrelaçados que as demais hierarquias.

De fato o assunto é muito misterioso, se olharmos a posição dos Senhores Lipikas,


entre o Logos Solar e os sete Logos Planetários (portanto acima d'Eles), e as Mônadas
humanas situadas sob a guarda do Logos Planetário, portanto abaixo d'Ele e, mantendo
essa visão, olharmos a íntima vinculação entre as Mônadas humanas e os Senhores
LIpikas e o estreito entrelaçamento de seus destinos.

Todavia se o Mestre Tibetano nos deu essa informação é para que meditemos nela e
tiremos conclusões proveitosas.

Outro aspecto dessa cadeia de informações, que deve ser considerado, está no fato de

105
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
que os quatro raios da mente (que concernem ao carma do quarto Logos Planetário
Sagrado) têm conjuntamente a seu cargo o atual processo evolutivo do Homem,
considerado como o Pensador, o que é um fato óbvio. Esses quatro raios com os
quatro regentes cármicos trabalham em íntima colaboração. Em consequência temos
os seguintes grupos que atuam reciprocamente:

Primeiro - Os quatro Maharajás, ou Senhores Lipikas menores, que aplicam o carma


passado e o esgotam no presente.

Segundo - Os quatro Lipikas do segundo grupo, segundo H.P.B., que se ocupam em


aplicar o carma futuro e manipular o destino futuro das raças. A tarefa do primeiro
grupo de Lipikas Cósmicos é oculta e somente pode ser revelada parcialmente (e
mesmo assim de forma muito superfcial) na quarta Iniciação e por isso não nos
ocuparemos desse assunto.

Terceiro - A quarta Hierarquia criadora de Mônadas humanas regida por uma


quádrupla lei cármica sob a guia dos Lipikas.

Quarto - Os quatro Logos Planetários de Harmonia pelo Confito, Ciência Concreta,


Devoção ou Idealismo Abstrato e Magia Cerimonial e Organização (os quatro raios de
atributo ou da mente), constituem conjuntamente o quaternário de Manas ou mente,
enquanto se encontram em processo de evolução e infuenciam a todos os flhos dos
homens.

Quinto - Os Senhores dos Devas dos quatro planos, o búdico ou plano da intuição
espiritual, manas ou o plano mental, o plano do desejo ou astral e o plano físico,
encontram-se semelhantemente ligados à evolução humana, em sentido mais íntimo
que os três superiores.
Outra analogia interessante está nos seguintes fatos que ainda estão em processo de
desenvolvimento:

No quarto plano, o búdico, os Logos Planetários começam a sair de Seu "círculo não se
passa" planetário ou trama etérica que tem sua contraparte em todos os planos.

Quando o homem tenha começado, por pouco que seja, a coordenar o veículo búdico
ou, expressando-o de outra maneira, quando tenha desenvolvido, mesmo que de forma
ínfma, o poder de estabelecer contato com o plano búdico, começa simultânea e
conscientemente a adquirir a capacidade de evadir-se da trama etérica do plano físico.
Logo evade-se da analogia que subsiste no plano astral, ou seja, sai do "círculo não se

106
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
passa" astral e penetra no plano mental e fnalmente sai da analogia existente no
quarto subplano do plano mental, o que quer dizer, do "círculo não se passa" do mental
inferior e penetra no plano causal, desta vez através da unidade mental.

Isso o leva com o tempo a atuar no causal, ou seja, a adquirir a capacidade de morar e
estar ativo no veículo egoico, o qual personifca o aspecto Amor-Sabedoria da Mônada.
Observe-se que esta é a analogia do fato comprovado de que hoje a maioria pode
evadir-se do corpo etérico e atuar em sua envoltura astral, o refexo na personalidade
do aspecto Amor-Sabedoria da Mônada.

Quando o homem recebe a quarta Iniciação, atua no veículo do quarto plano, o búdico
e sai defnitivamente do "círculo não se passa" da personalidade, ultrapassando o
quarto subplano mental. Nada o retém nos três mundos inferiores.

Na primeira Iniciação sai do "círculo não se passa" mental em determinados momentos,


porém ainda deve sair dos três níveis mentais superiores (o plano causal), que têm
suas analogias mentais nos éteres superiores e desenvolver plena consciência nesses
três subplanos mentais superiores.

Temos aqui a analogia da tarefa que o iniciado tem de realizar, quando alcança o quarto
subplano solar ou o plano búdico. Além disso deve desenvolver plena consciência nos
três planos superiores do Espírito, os planos átmico, monádico e adi, antes de que
possa evadir-se do "círculo não se passa" solar, o que só se alcança na sétima Iniciação,
recebida em algum lugar do sistema ou em sua analogia cósmica, a qual chega por
meio do sutratma ou fo cósmico da vida.

A este respeito a atual quarta cadeia terrestre é uma das mais importantes, porque é o
lugar designado à Mônada humana para que domine o corpo etérico com o propósito
de poder evadir-se das limitações humanas e planetárias. Esta cadeia terrestre, embora
não seja uma das sete cadeias planetárias sagradas, é hoje de importância vital para o
nosso Logos Planetário, o qual a emprega temporariamente como meio para encarnar e
manifestar-se. Nesta quarta ronda chega a seu fm a vida caótica e difícil, mediante o
simples fato de desintegrar a trama etérica, para se liberar e empregar posteriormente
uma forma mais adequada.

Outra série de ideias surge, se levarmos em conta que a ciência na atualidade está
estudando e desenvolvendo o conhecimento do quarto éter e, em certa medida, este
quarto éter já se encontra a serviço do homem; que o quarto subplano do plano astral
é o campo normal de ação do homem médio e que nesta ronda está conseguindo sair
do veículo etérico; que o quarto subplano do mental constitui o atual objetivo que deve

107
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
lograr uma quarta parte da família humana; que o quarto "Manvantara verá que o
"círculo não se passa" solar oferece caminhos de escape para aqueles que tenham
alcançado o grau de desenvolvimento necessário; que os quatro Logos Planetários
conseguirão evadir-se perfeitamente do seu meio ambiente planetário e atuarão com
maior facilidade no plano astral cósmico, repetindo em níveis cósmicos o que tenham
conseguido os entes humanos, os quais são células de Seus corpos.

Nosso Logos Solar, por ser de quarta ordem, começará a coordenar seu corpo búdico
cósmico e, à medida que desenvolva sua mente cósmica, obterá gradualmente, com a
ajuda dessa mente, a habilidade de estabelecer contato com o plano búdico cósmico.

Expusemos essas possibilidades e analogias, porque é necessário reconhecer o


trabalho que deve ser realizado em conexão com a trama etérica, antes de nos
ocuparmos com as diversas causas que podem entorpecer o progresso desejado,
impedindo a evasão prescrita e a liberação que é a meta. Mais adiante consideraremos
a trama etérica e sua condição estática. Para isso teremos de recordar duas coisas:

Primeiro, esta condição estática é considerada como tal, unicamente quando é


observada desde o ponto de vista do homem na atualidade e é denominada assim
para esclarecer as mudanças a serem efetuadas e os perigos a serem enfrentados e
contornados. A evolução avança tão devagar, desde o ponto de vista do homem, que
parece estacionária, especialmente no que concerne à evolução etérica.

Segundo, devemos ter em conta que unicamente nos ocuparemos do corpo físico
etérico e não de suas analogias em todos os planos. Isto se deve a que nosso sistema
solar se encontra nos níveis etéricos cósmicos, ou seja, nos planos do búdico para
cima, e isso é de primordial importância para nós. Podemos dizer isto com outras
palavras. Assim como para o homem, a parte densa do corpo físico não constitui um
princípio, mas sim o corpo etérico, que é o energizador, sendo o denso apenas um
autômato, assim também para os Logos Solar e Planetários os planos mental, astral e
físico, que constituem as partes densas dos seus corpos físicos cósmicos, não são
princípios, mas autômatos, sendo os energizadores os corpos etéricos cósmicos,
constituídos pela matéria dos planos búdico, átmico, monádico e adi. Como a meta da
humanidade da nossa quarta cadeia é a quinta Iniciação, que é o domínio do plano
átmico, sendo poucos aqueles que ultrapassarão esta meta nesta cadeia, é altamente
justifcável e lógico que o Mestre Tibetano só dê informações sobre os éteres
cósmicos, pois são os que mais interessam e são úteis no momento à maioria da
humanidade.

108
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Os que evoluírem mais rápido, como o Senhor CRISTO e os que seguem seu exemplo,
receberão instruções sobre os planos mais elevados nos devidos momentos. Todo
homem é livre para ir devagar ou depressa na busca das sucessivas metas, sucessivas
metas sim, pois quando uma meta é alcançada, o Iniciado se depara com outra meta
mais elevada.

Por hoje vamos encerrar nosso estudo. Como esse assunto é importantíssimo para a
humanidade e um pouco complexo, necessário se faz um detalhamento mais
minucioso, para que esses conceitos fquem bem claros nas mentes de todos. Por isso
retornaremos com esse detalhamento.

Estudo 024

Esclarecimentos sobre os Éteres Macrocósmicos e Microcósmicos (Da página 116 à


119 do Tratado sobre Fuego Cósmico)

Conforme prometemos no último estudo, iremos hoje analisar com detalhes o assunto
éteres macrocósmicos, buscando tirar conclusões e defnir os efeitos na humanidade,
para melhor entendimento e aplicação no que for o caso.

Inicialmente vamos pesquisar as "saídas noturnas" do nosso Logos Solar, quando


penetra no plano astral cósmico e ao retornar ao seu corpo físico cósmico, de uma
forma ou outra afeta sua consciência física cósmica, que está no plano adi, com as
lembranças dos fatos presenciados, com o que aprendeu e com as energias que
recebeu através do seu corpo astral cósmico, limitado pelo que pode passar para sua
consciência física, pela tela etérica.

Com isso sua consciência se altera e todo o seu corpo físico cósmico manifesta essa
alteração e consequentemente toda a natureza e nós sentimos os efeitos.

Na página 59 do Tratado sobre Fuego Cósmico, Mestre Tibetano dá a duração de uma


noite de Brahma (Logos Solar), o equivalente a uma noite nossa de 12 horas. Essa noite
de Brahma tem a duração média de 4.320.000.000 anos nossos.

Se pudéssemos fazer uma análise do comportamento da natureza e da humanidade


por períodos de 4.320.000.000 anos, com certeza iremos perceber alterações bem
características.

Pela tabela que se encontra na página 59 do Tratado sobre Fuego Cósmico, vemos que

109
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
1 segundo do Logos Solar equivale a 100.000 anos terrestres. A Kali Yuga dura para
nós 432.000 anos, que equivalem 43,2 segundos para o Logos.

Outra relação interessante existe entre as durações das Yugas. A Kali Yuga dura
432.000 anos, a Dwapara Yuga 864.000 anos, igual a 432.000 vezes 2, a Treta Yuga
dura 1.296.000 anos, igual a 432.000 vezes 3 e a Krita Yuga dura 1.728.000 anos, igual
a 432.000 vezes 4. Temos aí uma relação 1, 2, 3, 4, muito interessante. Isso faz parte
do conhecimento dos ciclos.

Se admitirmos a hipótese de que o nosso Logos Solar já viveu a metade de sua atual
encarnação, então as 4 Yugas já ocorreram 36.000.000 de vezes.
A ligação do quarto grupo de Entidades Cármicas com a quarta Hierarquia Criadora,
que somos nós, Mônadas Humanas, encarnadas e desencarnadas, é outro assunto de
suprema importância para nós.

Os três Logos do V diagrama da página 296 do Tratado sobre Fuego Cósmico são três
Entidades Cósmicas em nível inferior ao do Logos Solar, mas acima dos Logos
Planetários. Elas expressam no plano físico cósmico os três aspectos do Logos Solar:
Vontade, Amor-Sabedoria-Razão Pura e Inteligência Ativa.

Abaixo deles, no plano monádico, estão os 7 Logos Planetários Sagrados. Observem


que no quarto triângulo do diagrama, contando da esquerda para a direita, estão as
Mônadas Humanas. Podemos deduzir que este quarto triângulo representa o Logos
Planetário do quarto raio, que é o Logos do esquema de Mercúrio. Mas as Mônadas
Humanas, nós, estamos sob a guarda do Logos Planetário do esquema da Terra, que
não é um esquema sagrado. Daí concluirmos que recebemos forte infuência do Logos
de Mercúrio, via nosso Logos, como também dos outros 3 Logos (mente concreta,
idealismo e cerimonial/organização, respectivamente Vênus, Netuno e Urano). Essa
conclusão tem por base a informação do Mestre D. K. de que os 4 raios da mente
(harmonia pelo confito, mente concreta, idealismo e cerimonial/organização) têm
conjuntamente a seu cargo o atual processo evolutivo do homem, considerado como o
Pensador.

Daí a explicação da forte ligação do quarto grupo de Entidades Cármicas (constituído


de 3 subgrupos: primeiro e segundo subgrupos e os 4 Maharajás) com as Mônadas
Humanas.

Por ser o quarto grupo, é de se supor que sua ação se exerça na linha do quarto raio
(harmonia pelo confito). Como o objetivo do carma é orientar as ações para a
consecução das metas do processo evolutivo, entende-se claramente essa forte

110
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
ligação.

O fato de a quarta Hierarquia Criadora de Mônadas Humanas ser regida por uma
quádrupla lei cármica sob a guia dos Lipikas explica-se pelo fato de serem 4 os
atributos da mente a regerem o atual processo evolutivo do homem.

Sendo 4 as áreas de experimentação e aprendizado do homem e considerando suas


mútuas interferências, compreende-se que a lei do carma tenha de estar baseada em 4
setores.
Os Senhores Devas Regentes dos planos búdico, mental, astral e físico encontram-se
mais empenhados na evolução humana que os dos planos átmico, monádico e adi,
porque a meta da humanidade para a atual cadeia é a quinta Iniciação, que leva o
Iniciado a viver e atuar no plano átmico. Mas para alcançar a quinta Iniciação, é
necessário antes passar pelas 4 primeiras, relacionadas respectivamente aos planos
físico, astral, mental e búdico. Como a grande maioria da humanidade atual está
fortemente centrada no plano astral, entende-se perfeitamente o imenso trabalho dos
Senhores Devas Regentes dos planos abaixo do átmico.

No quarto plano, o búdico, os Logos Planetários começam e evadir-se de sua trama


etérica e a fazer incursões no plano astral cósmico. Como o objetivo d'Eles é dominar
completamente seus corpos físicos cósmicos, essa evasão só pode ser conseguida
estando Eles em manifestação física. Durante o pralaia isso não é possível, porque não
existe o corpo físico cósmico. Por isso Eles têm de aproveitar ao máximo as
encarnações.

Da mesma forma o homem deve conseguir evadir-se de sua trama etérica, durante a
encarnação, através do processo pessoal para a capacitação às Iniciações.
Nunca esquecer que as 4 primeiras Iniciações só podem ser recebidas estando o
homem encarnado fsicamente, que já estamos além da metade da quarta ronda e
entrando na etapa fnal do período global da terra e que as raças-raízes e rondas fnais
ocorrem mais rapidamente.

Acresce a tudo isso o fato de que as exigências para as Iniciações tornam-se mais
severas com o decorrer do tempo.

Portanto aqueles que querem alcançar a meta da cadeia não devem fcar protelando,
pois correm o risco de perderem oportunidades e em decorrência terem de aguardar
eons por uma nova oportunidade.

Quando o Mestre D. K. diz: "Nada o retém nos mundos inferiores", Ele está sendo

111
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
textual, ou seja, é exatamente isto que Ele quis dizer. Quando o Iniciado tem contato
consciente em seu cérebro físico com um mundo superior como o causal, ele pode
comparar o tipo de vida nesse plano com o da vida no plano físico, perdendo então
naturalmente todo apego à vida material, simplesmente porque vivenciou algo muito
mais intenso e de muito maior plenitude. Quando vivencia o plano búdico em cérebro
físico, então nem se fala.

Quando o Mestre D. K. diz que a ciência na atualidade está estudando e desenvolvendo


o conhecimento do quarto éter e, em certa medida, este quarto éter já se encontra a
serviço do homem, Ele afrmou uma grande verdade, embora o tenha dito há uns 75
anos passados.

A ciência hoje em dia chegou à conclusão de que a matéria visível e detectável por
instrumentos constitui apenas 5% da totalidade da massa do universo e que 95% é a
chamada matéria escura e energia escura. Estudos atuais sobre as partículas
subatômicas em aceleradores lineares, bem como os neutrinos, misteriosas partículas,
alvo de intensa pesquisa, comprovam as palavras do Mestre. Todos os aparelhos
modernos utilizados na medicina, nas telecomunicações, na indústria, na área de lazer e
na ciência, atuam no quarto éter e nos superiores.

O Mestre ainda diz que o quarto Manvantara (a quarta cadeia) verá que o "círculo não
se passa" solar oferece caminhos de escape para aqueles que tenham alcançado o
grande desenvolvimento necessário. Na realidade, ao receber a quinta Iniciação (a da
Revelação), o Iniciado toma conhecimento dos 7 caminhos, que se resumem em 4 e na
sexta Iniciação (a da Decisão) ele tem de escolher um dentre os sete. Tomada a
decisão, ele inicia o treinamento necessário e posteriormente sairá do Sistema Solar,
para adquirir conhecimentos que nem podemos imaginar, receber novos treinamentos
e exercer funções em outros sistemas e em nível cósmico.

Quando o Mestre diz que o nosso Logos Solar, por ser de quarta ordem, começará a
coordenar seu corpo búdico cósmico e, à medida que desenvolva sua mente cósmica,
obterá gradualmente, com a ajuda dessa mente, a habilidade de estabelecer contato
com o plano búdico cósmico, Ele nos passou uma valiosíssima informação para
acelerarmos a nossa evolução e alcançarmos celeremente a meta.

É pela utilização e desenvolvimento da mente, que conseguiremos nos evadir da trama


etérica, iniciar a coordenação (organização) do corpo búdico e estabelecer contato
com ele, para mais tarde atuar nele com desembaraço.

Inicialmente temos de usar intensamente a mente analítica, para em seguida extrairmos

112
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
a essência e os conceitos dos conhecimentos concretos e assim desenvolvermos a
mente abstrata e por meio dela estabelecermos contato com o corpo búdico.

Portanto a regra é estudar, adquirir conhecimentos, analisá-los, extrair a essência,


trabalhá-la no mundo sem forma (plano causal), usando apenas a mente abstrata,
esquecendo qualquer forma, nem sequer enunciar mentalmente palavras, apenas
pensando em ideias e correlacionando-as.

Assim iremos ter cada vez mais vislumbres da vida dos Mestres, do Senhor do Mundo e
do Logos Planetário e, em escala bem pequena, do Logos Solar.

Aqui encerramos nosso estudo de hoje, esperando ter fornecido material sufciente
para meditação. Voltaremos com o tema Éteres do Cosmos e do Sistema, da página
119 à 124 do Tratado sobre Fuego Cósmico, onde o Mestre aprofunda mais ainda esse
assunto, dentro da sua técnica de voltar para clarifcar e consolidar o conhecimento.

Estudo 025

Éteres do Cosmos e do Sistema (Da página 119 à 124 do Tratado sobre Fuego
Cósmico)

Em benefício dos leitores deste tratado e considerando que a repetição consecutiva


leva a aclarar os fatos exporemos brevemente algumas hipóteses fundamentais que
giram defnidamente sobre o tema em consideração e poderão servir para eliminar a
atual confusão a respeito do sistema solar.

Alguns de tais fatos já são bem conhecidos, outros deduzem-se e ainda outros
respondem a antigas e exatas analogias expressas em termos modernos.

a. O plano cósmico mais baixo (mais denso) é o físico cósmico, o único que a mente
fnita do homem pode compreender.

b. Este plano físico cósmico está composto de matéria diferenciada em 7 qualidades,


grupos, graus ou vibrações.

c. Estas 7 diferenciações constituem os 7 planos principais do nosso sistema solar.


Para maior clareza podemos classifcá-los em plano físico, do sistema e cósmico, para
efeito de evidenciar suas relações e analogias e sua conexão com aquilo que está
acima e o que está abaixo ou incluído nele.

113
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

OS PLANOS
Plano Físico Planos do Sistema Planos Cósmico
1 - subplano Subplano
Divino - Adi
atômico atômico
2° Éter Matéria primordial 1° Éter cósmico
Monádico - Subatômico
2 - Subatômico
Anupadaka cósmico
Akasha 2° Éter cósmico
Espiritual - Átmico 3° Éter cósmico
3- Éter
Superetérico
Plano de união ou
unifcação
Intuicional - Búdico 4° Éter cósmico
Ar
4 - Etérico
Os três mundos
inferiores
5 - Gasoso Mental - Fogo Gasoso
6 - Líquido Astral - Emocional Líquido
7 - Sólido Plano físico Físico denso

d. Os 7 planos principais do nosso sistema solar constituem os 7 subplanos do plano


físico cósmico e nisso está a explicação para o fato de Helena Petrovna Blavatsky ter
enfatizado que matéria e éter são termos sinônimos, que tal éter se encontra em uma
e outra forma em todos os planos e é somente uma questão de graduação da
matéria atômica cósmica, chamada, quando está indiferenciada, mulaprakriti ou
substância primordial pregenésica e, quando está diferenciada por Fohat (Vida
energizadora, o 3º Logos ou Brahma), é conhecida como prakriti ou matéria. Esse
processo já foi explicado em estudos anteriores.

e. Nosso sistema solar está classifcado como de 4ª ordem, porque está colocado no
4º subplano etérico cósmico (nosso plano búdico), contando do mais sutil para o mais
denso, ou seja, a começar do adi.
A expressão "está colocado" signifca que a consciência física cósmica do nosso Logos
Solar está no plano búdico, assim como a nossa consciência física está no cérebro
físico. É como se os "neurônios" do cérebro físico cósmico do Logos Solar fossem

114
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
formados de matéria búdica.

Nós ainda não sabemos ter consciência usando a matéria etérica,só conseguindo ter
consciência física através dos neurônios. Basta qualquer alteração em nosso cérebro
(um coágulo, uma ruptura de vaso sanguíneo cerebral, um aneurisma, um tumor
provocando pressão), para perdermos a consciência física ou para que ela seja
alterada.

f. Daí que este 4º éter cósmico (búdico) representa o ponto de união entre o passado
e o futuro e é o presente.
Isso quer dizer que é no plano búdico que estão registrados todo o passado histórico
físico do nosso Logos Solar e o seu potencial para o futuro.

O átomo físico cósmico permanente do Logos Solar projeta suas informações no plano
búdico.

O Iniciado da 4ª Iniciação, que passa a viver relacionado com a matéria búdica, toma
conhecimento do passado do nosso sistema solar. Na 3ª Iniciação o Iniciado, através da
psicometria planetária (um sentido do corpo mental análogo ao nosso tato), toma
conhecimento do passado do nosso planeta, mas nada capta do passado do sistema
solar.

g. Em consequência, o plano búdico é o ponto ou plano de união para aquilo que


constitui o homem e constituirá o super-homem, ligando o que foi com o que será.
Isso signifca que a chave para o homem se tornar um super-homem está no domínio
do plano búdico.

h. As seguintes analogias existentes no tempo merecem ser meditadas profunda e


detidamente. Baseiam-se no entendimento da relação existente entre o 4º éter
cósmico (plano búdico) e o 4º sub-plano físico etérico.
O 4º subplano mental, analogia do 4º subplano físico etérico para o plano mental, é
também um ponto de transição entre o inferior e o superior e o lugar de transferência
a um corpo superior (mental inferior para o causal).

O 4º subplano do plano monádico é realmente o lugar onde se passa do raio egóico


(qualquer que seja este raio) para o raio monádico. Os 3 raios maiores monádicos (1º ,
2º e 3º) encontram-se organizados nos 3 subplanos superiores do plano monádico,
respectivamente.

115
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Da mesma forma os 3 subplanos superiores do plano mental (causal ou mental
abstrato) constituem a área de transferência do raio da personalidade ao egoico.

Mas o que signifca essa transferência? A Tríade Inferior em conjunto (que vai gerar os
corpos inferiores e produzir a personalidade) manifesta-se sob a ação de um
determinado raio, sem responder inicialmente ao raio egoico. Quando chega o
momento da transferência, em consequência do processo evolutivo, a Alma passa a ter
maior domínio sobre sua Tríade Inferior e começa a impor as qualidades de seu raio a
ela, agindo no plano causal e pelas pétalas do Loto Egoico, que são na realidade
campos de força.

Assim a Tríade Inferior passa a expressar as qualidades do raio egóico, sendo o raio da
Tríade Inferior como um todo (personalidade) e os raios dos corpos inferiores sub-
raios do raio egoico.

Os 4 raios menores fundem-se com o 3º raio maior de Inteligência Ativa nos planos
mental e átmico. Isso quer dizer que as qualidades dos 4 raios menores expressam-se
coordenadamente, sem confito, em equilíbrio total, no máximo de intensidade e
simultaneamente, no plano átmico.

Em decorrência disso os 4 Logos Planetários dos raios menores (harmonia pelo


confito, conhecimento concreto, idealismo devocional e cerimonial/organização) atuam
em uníssono no plano átmico.

Não esquecer que o plano átmico é o 3º subplano (superetérico) do plano físico


cósmico, ou seja, os 4 Logos Planetários agem e trabalham fsicamente, em uníssono.

i. As Mônadas humanas do atual sistema solar formam 3 grupos:

• 5.000.000.000 no 1º raio, de Vontade e Poder, adiantadas,


• 35.000.000.000 no 2º raio, de Amor-Sabedoria-Razão Pura, em dia,
• 20.000.000.000 no 3º raio, de Inteligência Ativa, atrasadas.
Esses 3 grupos de Mônadas humanas atuam e trabalham no plano mental (como
Almas) sob a regência do Manu as do 1º raio, do Bodisattva (o Sr Cristo ou Maitreya)
as do 2º raio e do Mahachoan as do 3º raio.

Elas necessitam aprender a trabalhar e atuar em conjunto e muito bem sintonizadas


dentro do grupo e entre si.

Essa sintonia ocorre da seguinte forma:

116
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
a. no plano búdico, utilizando a matéria do 2º subplano ou subatômico, as Mônadas
de 2º raio aprendem a trabalhar e atuar como uma unidade.

b. no plano átmico, as Mônadas de 1º raio aprendem a trabalhar e atuar como uma


unidade, utilizando a matéria atômica. Os grupos de Mônadas de 2º e 3º raios
aprendem a trabalhar como uma unidade. Disso resulta uma atividade dual: Mônadas
de 1º raio formando um grupo e Mônadas de 2º e 3ºraios formando outro grupo.

c. no plano monádico os 3 grupos aprendem a trabalhar e atuar como uma unidade,


ao mesmo tempo em que as Mônadas de 2º raio aperfeiçoam sua atividade grupal
como uma unidade, utilizando a matéria do subplano subatômico. Resulta apenas 1
grupo de Mônadas, atuando em conjunto e em uníssono.
O 4º plano (búdico) e o 4º subplano contêm a chave para o domínio da matéria.

No 4º éter físico o homem começa a coordenar seu corpo astral ou emocional e a


transferir sua consciência cerebral física para este corpo com mais frequência.
Quando ele chega a dominar os 4 éteres, então adquire continuidade de consciência
física e astral.

No 4º subplano do plano mental o homem começa a controlar seu corpo causal e a


enfocar sua consciência neste corpo, até que a polarização se torna total e completa.
Então funciona conscientemente neste corpo, uma vez que dominou as analogias dos 4
éteres do plano mental.

No plano búdico (o 4º éter cósmico) os Homens Celestiais ou Logos Planetários (ou a


consciência grupal das Mônadas humanas e Dévicas) começam a atuar e a evadir-se
com o tempo dos subplanos etéricos cósmicos.

Uma vez que as Mônadas humanas tenham os 3 éteres cósmicos (planos búdico,
átmico e monádico) dominados, aperfeiçoado seu funcionamento e centrado sua
polarização nos veículos monádicos, então os 7 Homens Celestiais terão alcançado sua
meta, com referência a seus corpos físicos cósmicos.

j. Em consequência o Logos do nosso sistema solar repete nesses níveis etéricos


cósmicos, como resumo total, as experiências de seus minúsculos refexos nos
planos físicos, coordenando seu corpo astral cósmico e consegue continuidade de
consciência, quando tenha dominado os 3 éteres cósmicos (búdico, átmico e
monádico).

k. Deve observar-se que assim como o corpo físico do homem, em seus 3 graus -

117
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
denso, líquido e gasoso - não é reconhecido como um princípio, da mesma forma, em
sentido cósmico, os planos físico (denso), astral (líquido) e mental (gasoso) são
considerados inexistentes (não são considerados princípio) e assim o sistema solar
tem sua localização, como sede de consciência física cósmica, no 4º éter cósmico, o
plano búdico.
Os 7 Planetas Sagrados estão compostos de matéria deste 4º éter cósmico e os 7
Homens Celestiais têm sua consciência física cósmica neste 4º éter, embora também
contenham matéria dos planos inferiores e superiores; a questão é dominar todas as
matérias.

Quando o homem adquire a consciência do plano búdico, eleva sua consciência até a
do Logos Planetário, de cujo corpo físico cósmico é uma célula.

Isso é conseguido na 4ª Iniciação, a Iniciação libertadora. Na 5ª Iniciação o homem


ascende, com o Homem Celestial, ao 5º plano, o átmico (do ponto de vista humano) e
na 6ª, domina o 2º éter cósmico, alcançando consciência monádica e atividade
ininterrupta.

Na 7ª Iniciação o homem (já um super-homem) domina toda a esfera de matéria


contida no corpo físico cósmico do Logos Solar, evade-se de todo contato etérico
cósmico e passa a atuar(na 8a. Iniciação, a Grande Transição) no 7º subplano (que do
ponto de vista humano é um plano) do plano astral cósmico.

No sistema solar anterior ocorreu a superação dos 3 subplanos físicos cósmicos


inferiores (físico, astral e mental), do ponto de vista da matéria e da coordenação da
tríplice forma de vida densa, na qual encontra-se toda forma de vida, quer seja em
matéria densa, líquida ou gasosa.

Existe uma analogia deste fato, que se pode observar no trabalho realizado pelas 3
raças-raiz do atual período global.

A 1ª raça-raiz, a adâmica, era astral, com uma consciência muito rudimentar e só


possuía um sentido, a audição. A 2ª, a hiperbórea, era etérica, com mais um sentido, o
tato. A 3ª, a lemuriana, era densa, tendo mais um sentido, a visão, sendo realmente uma
raça humana, que se consolidou na 4ª raça-raiz, a atlante.

A 5ª raça-raiz, a ária, a atual, está terminando seu ciclo, juntamente com grande parte
da 4ª e restos da 3ª Embora cada raça-raiz dê origem à seguinte, todavia elas se
sobrepõem.

Da população atual do planeta, os tártaros, mongóis, chineses, japoneses e esquimós

118
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
constituem remanescentes da raça atlante e os aborígines australianos e os hotentotes
constituem restantes da raça lemuriana.

Cabe aqui enfatizar que não se pode fazer julgamentos sobre raças, porque há muitos
Egos avançados e iniciados em corpos atlantes, com mentes de raças futuras. Mestre
Tibetano é um exemplo, pois já era um Adepto em corpo atlante, como todos sabem.
Confúcio em corpo chinês, portanto atlante, era um homem da 5ª ronda, ainda por vir.

Na coordenação dos corpos monádico, átmico e búdico do Homem Celestial,


instrumentos da vida espiritual, analogia esotérica superior do prana, que fui através
do refexo inferior, o corpo físico etérico, o ponto de síntese sempre se encontra no
subplano atômico, onde ocorrem a fusão e a transformação em um. Prana é a analogia
da coordenação porque manter organizado e coordenado é sua função.

No atual sistema solar o plano onde produzir-se-á a síntese não está incluído no
esquema evolutivo. É o plano da união e do pralaia. No sistema solar anterior o plano da
fusão e da união era o 4º éter cósmico, o búdico, que representava para os entes
evoluídos daquele sistema o que é agora o plano adi, subplano atômico físico cósmico,
o ponto mais elevado de realização.

A meta no sistema anterior era o plano búdico. Hoje a meta é constituída por 3 planos
distintos - o búdico, o átmico e o monádico - 3 planos por vez e sua eventual síntese.
No futuro sistema solar o éter atômico cósmico, o plano adi do sistema atual, será o
ponto de partida e os 3 planos a dominar serão os 3 subplanos inferiores do plano
astral cósmico.

O homem sempre começa a partir de onde parou e o fará com matéria física cósmica
aperfeiçoada, como agora no atual sistema começamos com a matéria física, astral e
mental melhorada pelo trabalho realizado no sistema anterior.

No futuro sistema o corpo mais denso será o monádico, de matéria do 2º éter físico
cósmico e não será considerado um princípio, como atualmente não é considerado um
princípio o tríplice corpo inferior do homem (físico, astral e mental).

O presente sistema solar verá a superação dos 3 planos físicos cósmicos e a


coordenação do corpo etérico cósmico do Logos, pelo início da atuação no plano adi.

Mas isso não impede que aqueles que têm sufciente vontade para irem depressa
superem o físico cósmico e atinjam o astral cósmico, como acontece com aqueles que
recebem a 8a. Iniciação, a 2ª Cósmica.

Infelizmente o que fcará para o próximo sistema serão a fusão e a síntese com a

119
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
maioria das outras Mônadas que não ultrapassarem o plano adi. Esse trabalho em
conjunto é necessário.

Essa Mônadas que no atual sistema receberem a 8a. Iniciação virão como líderes no
próximo sistema, pois terão muito a ensinar e muito que trabalhar.

Com referência à analogia com as 3 raças-raiz, a explicação é a seguinte:

No sistema anterior foram conquistados os 3 planos inferiores. No atual sistema as


Mônadas humanas começaram a atuar realmente a partir do causal, só o fazendo
quando houve o ingresso das Tríades Inferiores no reino humano.

As 3 raças-raiz iniciais representam esses 3 planos inferiores já conquistados, tanto


que o processo de individualização (conquista da autoconsciência, que de fato
caracteriza o homem) só ocorreu na 3ª sub-raça da3ª raça-raiz, a lemuriana, há
18.000.000 de anos, com a chegada dos 107 Kumaras, liderados por Sanat Kumara, o
atual Senhor do Mundo, provenientes do esquema de Vênus, que é o mais adiantado do
sistema solar, já tendo iniciado o pralaia.

Falamos muito de matéria búdica, átmica, monádica e adi, que devem ser dominadas. É
importante, muito importante, que tenhamos sempre em nossas mentes, sem
hesitação, que todas essas modalidades de matéria, diferenciações vibratórias da
matéria primordial pregenésica, estão ao nosso redor, nos envolvem e nos
interpenetram, sem que tenhamos consciência. Não estão distantes espacialmente,
mas a nosso alcance. A questão é desenvolver os mecanismos de percepção, para que
alcancemos aquela vida mais plena, de que falou o Sr. Maitreya.

Nesta fase temos primeiro de sentir a vibração relativa ao sentido, vibração essa que
contém uma informação assim como o som contém uma informação. Depois temos de
identifcar essa vibração, o que signifca entendê-la, para ocorrer a conscientização,
quando a percepção estará completa. Em seguida temos de aprender a responder a
essa vibração, de forma plenamente consciente, produzindo efeito na matéria que nos
cerca, sendo essa a fase de ação, que requer que conheçamos os mecanismos de
ação, para podermos utilizá-los e atuarmos na matéria e no mundo exteriores.

Essas 2 fases, percepção e ação, devem ser desenvolvidas e dominadas para todos os
planos, melhor dizendo, para todos os tipos de matéria, física, astral, mental, búdica,
átmica, monádica e adi.

Mas para isso é necessário o conhecimento e sua aplicação, para nos libertarmos
dessa grande miragem, que impera no mundo atual e em muitas religiões.

120
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

Estudo 026
Propósito Protetor do Corpo Etérico (Da página 124 à 128 do Tratado sobre Fuego
Cósmico)

Após a extensa elucidação anterior, deixaremos as coisas cósmicas e de difícil


entendimento, para entrarmos no que se refere à evolução. Estudaremos a matéria do
corpo etérico do homem e o dano que lhe pode ocasionar, se não preenche (por ter
sido quebrada a lei) sua função protetora.

Antes de mais nada vejamos quais são essas funções protetoras:

Primeiro - A trama etérica atua como separadora e divisória entre o corpo astral e o
físico denso.

Segundo - Permite a circulação ou afuência da vitalidade ou fuido prânico, ação que é


realizada em 3 etapas.

Na primeira etapa são recebidos o fuido prânico e as radiações solares, que circulando
3 vezes pelo triângulo prânico e sendo distribuídos deste ao corpo denso através do
corpo etérico, animam e vitalizam todos os órgãos físicos, o que permite que o corpo
denso atue automática ou subconscientemente.

Quando o corpo etérico desempenha perfeitamente sua função, protege das


enfermidades. O homem que absorve e distribui o prana corretamente, desconhece as
doenças da carne. Os médicos devem ter isto em conta, porque, quando chegar a ser
devidamente compreendido, trará mudanças fundamentais na medicina e ela, em vez
de ser curativa, será preventiva.

Na segunda etapa os fuidos prânicos começam a fundir-se com o fogo da base da


coluna vertebral (a bolsa de kundalini tríplice) e a impelir tal fogo lentamente para
cima, transferindo seu calor (fogo por fricção , sob ação do aspecto Brahma ou
terceiro raio ou aspecto Inteligência Ativa) dos centros situados abaixo do plexo solar
aos 3 centros superiores, cardíaco, laríngeo e coronário.

Lembro aqui o que já foi explicado em estudo anterior. O fogo por fricção ou da
matéria que se encontra na bolsa de kundalini é tríplice: reação nervosa (a parte
elétrica, responsável por toda a atividade cerebral, nervosa e neuronial, sendo por isso
do primeiro sub-raio), emanação prânica (responsável pela coesão celular e pelo
trabalho coordenado de todas as células e órgãos em prol do efciente funcionamento
do organismo como um todo, sendo por isso do segundo sub-raio) e calor corpóreo (a

121
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
parte por fricção ou da matéria pura, responsável pelo calor da célula e sua atividade
rotacional e forma esférica, sendo por isso do terceiro sub-raio).

Essa interação na realidade se dá entre 3 tipos de fogo: reação nervosa, emanação


prânica e calor corpóreo, localizados na bolsa de kundalini, na base da coluna vertebral
etérica, de um lado, e eletricidade do sol (que chamam de fohat), raios de luz de
aspecto prânico (que chamam de prana) e akasha (que chamam de kundalini), que
recebemos do sol. Esta fusão se processa nos 3 pares: fohat/reação nervosa,
prana/emanação prânica, akasha (kundalini do sol)/calor corpóreo. Como kundalini
provoca o movimento de rotação, sua penetração nos chacras, que são vórtices
rotacionais, faz com que a rotação dos chacras aumente, com a grande vantagem da
presença do prana, que induz os chacras a se coordenarem melhor com seus
correspondentes astrais, ao mesmo tempo que a dinamização, pelo calor, da tela
etérica (que separa o chacra etérico do astral), permite um melhor contato com o
mundo astral (função transcendente), além do grande aumento da função puramente
orgânica do chacra junto ao organismo denso.

Simultaneamente a fusão de fohat/reação nervosa atua fortemente no sistema


nervoso e no cérebro, intensifcando os neurônios, isso além dos efeitos nos chacras,
pois fohat, por ser energia do primeiro sub-raio, é essencialmente a energia de vida.

Dessa ação tripla (fohat, prana e kundalini, refexo na matéria da fusão dos primeiro,
segundo e terceiro raios) resultam:

melhor saúde física;

melhor fuxo de algumas energias superiores, que veremos já, com novos resultados
altamente benéfcos;

aumento da capacidade de contato com o mundo astral, sem prejuízo da consciência


cerebral física.
Este é um processo largo e lento, quando é deixado unicamente a cargo das forças da
natureza. Todavia, na atual estágio da humanidade é permitido em alguns casos
acelerar o processo, para melhor equipar o mecanismo físico daqueles que trabalham
para a humanidade. É o objetivo que persegue todo verdadeiro treinamento ocultista.
Este aspecto do tema será tratado mais adiante, quando estudaremos o tópico que
trata de kundalini e da coluna vertebral.

Na terceira etapa os 3 pares (fohat/reação nervosa, prana solar/emanação prânica e

122
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
akasha do sol/calor corpóreo), já fundidos, sintonizados e sincronizados,melhor
dizendo, os átomos portadores de cada tipo de energia sintonizados par a par, inicia-se
a sintonização dos 3 pares entre si. Poeticamente falando, diríamos que os 3 pares de
átomos portadores iniciam uma dança altamente dinâmica e sincronizada, em grande
velocidade, provocando na matéria etérica oscilações que se manifestam como luzes
de cores de uma beleza inimaginável. Isto resulta em certos efeitos, que veremos em
seguida.

Produz a aceleração da vibração normal do corpo denso (suas células), para que
responda com mais rapidez à nota superior do Ego. Este aumento da nota (frequência
vibratória) do corpo denso advém do aumento da nota do corpo etérico. Com isto
prossegue a elevação dos 3 fogos (reação nervosa, emanação prânica e calor
corpóreo) através do tríplice canal da coluna vertebral etérica (sushuma, pingala e
ida) , prosseguindo a fusão dos 3 pares.

Quando estes 3 fogos fundidos chegam a um chacra situado na parte inferior das
omoplatas (que faz parte do triângulo prânico), ocorre sua total fusão.

Aí então a evolução é altamente acelerada, o que ocorre defnidamente na primeira


Iniciação, quando a polarização se fxa em qualquer dos 3 chacras superiores,
dependendo do raio a que pertence o homem.

Como consequência dessa fusão e sintonia, tem lugar uma mudança na ação dos
chacras, que se convertem em " rodas que giram sobre si mesmas" e seu movimento
exclusivamente giratório transforma-se em atividade quadridimensional, com 4
direções simultâneas de movimento: linear (1 dimensão), na superfície (2 dimensões),
no espaço (3 dimensões) e a rotação do conjunto todo sendo a quarta dimensão.
Passam a ser centros giratórios irradiantes de fogo vivo.

Os 3 chacras principais da cabeça (a ordem consecutiva varia de acordo com o raio do


homem) entram em atividade, desenvolvendo-se entre eles um processo semelhante ao
efetuado no triângulo prânico.

Aí os chacras da cabeça deixam de reagir fracamente um ao outro, mas iniciam uma


fase de intensa percepção e captação do calor e do ritmo dos outros, embora de forma
separada. Então o fogo passa a saltar de um chacra para outro, fcando os 3 cada vez
mais ligados por uma cadeia de fogo, até formar um triângulo ígneo, pelo qual os 3
fogos vão oscilando para trás e para frente, em vez de circular.

O fogo kundalínico produz o calor do chacra, assim como seu intenso fulgor e brilho,

123
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
enquanto que o fogo prânico emanante produz crescente atividade e rotação, ao
mesmo tempo em que fohat intensifca os dois.

À medida em que transcorre o tempo, entre as primeira e quarta iniciações, o corpo


etérico e o tríplice canal da coluna vertebral fcam limpos e purifcados gradualmente,
graças à ação do fogo, até que (como dizem os cristãos) se queima toda a "escória" e
nada mais impede o avanço desta chama.

Conforme os 3 fogos continuam sua tarefa e o canal vai fcando limpo, os chacras
tornam-se mais ativos e o corpo se purifca, então, a chama do Espírito (a Mônada) ou
o fogo proveniente do Ego desce com mais energia, até que emana da cúspide da
cabeça uma chama resplandecente, surgindo para cima e através dos corpos, em
direção à sua fonte de origem, o corpo causal. Lembrem-se de que até agora lidamos
com os fogos da matéria, portanto os fogos da Alma só podem se manifestar, quando
os fogos da matéria estão plenamente ativos e sintonizados ou fundidos.

Com a ativação simultânea dos fogos da matéria e do Ego, os da mente ou manas


ardem com maior intensidade.

Estes são os fogos conferidos na individualização. São nutridos continuamente pelos


fogos da matéria e seu calor aumenta devido ao fogo solar emanante, que tem sua
origem nos níveis cósmicos da mente.

Este aspecto do fogo manásico se desenvolve como instinto, memória animal e


recordação ativa, tão evidentes no homem pouco evoluído.

Com o passar do tempo, o fogo da mente arde com mais brilho, até que começa a
queimar e transpassar a trama etérica - nessa parte da trama que resguarda o chacra
situado na cúspide da cabeça (coronário), permitindo assim a entrada do fogo do
Espírito (fogo elétrico).

Assim produz-se o seguinte:

A mente ou o aspecto vontade, desde o plano mental, dirige e regula conscientemente


o fogo da matéria. Pelo poder mental do homem, mesclam-se os 3 fogos da matéria,
primeiro entre si e depois com o fogo da mente.

Esta fusão destrói (por Lei e ordem) a trama etérica, trazendo a consequente
continuidade de consciência, permitindo que penetre na vida pessoal do homem (em
sua consciência cerebral física e em seu corpo físico), a "Vida mais abundante", o
terceiro fogo do Espírito, fogo elétrico.

124
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
A precipitação do Espírito e a subida dos fogos internos da matéria (regulados e
dirigidos pela ação consciente do fogo da mente) produzem os correspondentes
resultados nos mesmos níveis dos corpos astral e mental, produzindo assim um
contato paralelo e prosseguindo em forma ordenada a grande tarefa de liberação.

As 3 primeiras Iniciações aperfeiçoam e conduzem à quarta, quando a intensidade e


unidade destes fogos consomem e destroem totalmente as barreiras, liberando o
Espírito de sua tríplice envoltura inferior, mediante o esforço conscientemente dirigido.

O homem terá concluído assim, conscientemente, sua própria liberação.

Estes resultados são autoinduzidos pelo homem ao emancipar-se nos 3 mundos


inferiores, sendo ele quem destrói a roda dos renascimentos, em vez de ser destruído
por ela.

Pelo exposto, é evidente a grande importância que tem o veículo etérico ao atuar como
fator separador dos fogos. Isto põe de manifesto os perigos a que está exposto quem
trata de manipular ignorante, imprudente e caprichosamente estes fogos.

Se alguém, valendo-se do poder da vontade ou pelo desenvolvimento excessivo do


aspecto mental do seu temperamento, adquire o poder de fundir e ativar os 3 fogos da
matéria, corre perigo de obsessão, loucura, morte física ou de que uma terrível
enfermidade ataque alguma parte do seu corpo; também corre o risco de que a força
ativa suba de forma desordenada, forçando sua irradiação para chacras indesejados.

A razão disso está no fato de que a matéria do seu corpo não está sufcientemente
purifcada, para resistir à união dos fogos e o canal ascendente da coluna vertebral
encontra-se obstruído ou bloqueado e portanto atua como uma barreira, fazendo com
que o fogo retroceda para baixo; este fogo (soma dos fogos produzidos pelo poder da
mente, sem a simultânea descida do poder desde o plano do Espírito, ao queimar a tela
etérica, permite a entrada de forças, correntes e até entidades estranhas e
indesejáveis, que destroem, rasgam e deterioram o que restar do veículo etérico, dos
tecidos do cérebro e até do próprio físico denso.

O homem desprevenido, que não sabe qual o seu raio e portanto não sabe a exata
forma geométrica triangular do correto sistema de circulação entre um chacra e outro,
fará o avanço dos fogos de forma errada, queimando assim os tecidos; isto terá como
resultado (se não ocorrer algo pior) atrasar em várias vidas o relógio do progresso
evolutivo, porque terá que dedicar muito tempo a reconstruir o destruído e a
recapitular corretamente o trabalho que deve efetuar.

125
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Se o homem persiste durante encarnações sucessivas nessa linha de ação,
descuidando seu desenvolvimento espiritual e concentrando seu esforço intelectual na
manipulação dos fogos da matéria para fns egoístas e se, apesar das advertências do
seu eu interior e daqueles que vigiam, continua com esse comportamento durante um
extenso período de tempo, pode provocar a própria destruição, que signifca o fm do
seu manvantara ou ciclo. Também, a união desses fogos, da matéria e da dupla
expressão do fogo mental, pode chegar a destruir totalmente o átomo físico
permanente e com isso cortar a conexão com o eu superior por hinos de tempo, o que
quer dizer, por rondas ou cadeias (milhões de anos ou mais).

Helena Petrovna Blavatsky referiu-se a algo semelhante a isso, quando falou das
"almas perdidas" aqui devemos enfatizara gravidade deste terrível desastre e advertir
sobre os perigos que ameaçam aqueles que tratam de manipular os fogos da matéria.
A fusão desses fogos deve ser o resultado do conhecimento espiritualizado, dirigida
unicamente pela Luz do Espírito, que é amor e atua por meio do amor e busca a
unifcação e a fusão total, não do ponto de vista dos sentidos ou da satisfação material,
mas com o objetivo de obter a liberação e a purifcação e estabelecer a união superior
com o Logos; tal união não deve ser desejada para fns egoístas, porque constitui a
meta da perfeição grupal, cuja fnalidade é prestar um maior serviço à raça.

Por hoje vamos encerrar nosso estudo. Como esse assunto é sumamente importante,
não só para a saúde como para o processo evolutivo e iniciático, daremos maiores
esclarecimentos no próximo estudo.

Estudo 027

Esclarecimentos sobre o Propósito Protetor do Corpo Etérico (Da página 124 à 128 do
Tratado sobre Fuego Cósmico)

Iremos hoje tecer alguns esclarecimentos sobre o que o Mestre Tibetano ensinou sobre
o propósito protetor do corpo etérico.

Primeiramente Ele falou sobre a ação de fltragem da tela etérica (parte do corpo
etérico), que fltra o que pode passar do corpo astral para o corpo etérico e daí para o
cérebro físico, sede da consciência do homem encarnado.

Sem entrar no mérito da constituição da tela etérica, assunto que será estudado numa

126
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
etapa mais avançada, informamos que essa tela fca situada entre os chacras etérico e
astral, conforme o desenho abaixo:

Ao chacra astral chegam muitas energias contendo informações na forma de


oscilações (chamadas vibrações comumente), energias essas que afetam o corpo
astral, induzindo estados emocionais qualifcados, que passam pela tela etérica,
chegando ao chacra etérico e são conscientizadas pelo cérebro físico como emoções e
sentimentos. Logicamente nesse processo físico são empregados neurotransmissores
e ativados determinados hormônios, ou seja, ocorre uma ação bioquímica, como
consequência.

Mas aquilo que os sentidos astrais percebem do meio exterior astral, com a visão, a
audição, o tato astral (psicometria) e outros, não conseguem passar pela tela, devido à
sua faixa vibratória limitada, uma vez que ela é sintonizada somente para aquilo que a
consciência do homem pode suportar e lhe é útil para sua evolução.

É essa tela que começa a ser alterada em termos de resposta de frequência, quando
os fogos, na fusão e dinamizados, sobem para os chacras acima do diafragma.

Quando os fogos chegam, por exemplo, ao chacra cardíaco etérico na primeira


Iniciação, a rotação e oscilação dos vórtices (pétalas) aumentam de velocidade,
frequência e amplitude.

Com isso a tela é afetada e também aumenta sua frequência, permitindo que mais
energias e informações astrais passem para o chacra etérico (já apto para responder à
maior frequência) e chegam à consciência cerebral. Não vamos agora entrar no mérito
da natureza da informação que passa do chacra astral para o etérico.

Esse aumento de velocidade e frequência da tela e dos chacras vai num crescendo, até
sua desintegração total (que o Mestre chama de queima), na quarta Iniciação, porque

127
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
ela deixa de ser necessária.

Também não vamos tratar dos casos de ruptura e frouxidão da tela, que explicam
muitas doenças mentais e físicas. Esse assunto é muito vasto e requer uma série de
estudos especiais orientados para a cura.

Quanto à função de receptor, qualifcador e distribuidor de prana, há muita coisa a ser


esclarecida.

Mestre Tibetano, quando fala do fogo por fricção tríplice, que chega até nós
proveniente do sol, classifca-os em 3 tipos: eletricidade (chamada fohat), raios de luz
de aspecto prânico (chamado prana) e akasha (chamado kundalini). No planeta Ele
defne também 3 tipos: fuido elétrico (eletricidade terrestre), prana planetário e
substância produtiva (kundalini terrestre). No homem Ele ainda menciona 3 tipos:
reação nervosa (eletricidade do homem), emanação prânica e calor corpóreo (kundalini
do homem), que permanecem armazenados na chamada bolsa de kundalini e são
utilizados para a sobrevivência do homem.

Fica óbvio que para sobrevivermos temos de captar os 3 fogos do sol e os 3 fogos da
terra, utilizá-los no nosso organismo e guardar o que sobrar em nossa bolsa de
kundalini.

No útero da mãe, a criança utiliza os fogos da mãe. No processo de captação e


qualifcação dos 6 fogos (3 do sol e 3 da terra) para produzirmos o nosso, a fusão e
sintonia deles 2 a 2 (elétrico do sol com elétrico da terra, prana do sol com prana da
terra e kundalini do sol com kundalini da terra) não é perfeita no início da evolução.

Temos de sintonizá-los 2 a 2, para, numa etapa posterior, sintonizar os 3 pares


sintonizados, o que ocorre no chacra entre as omoplatas do triângulo prânico.

É essa fusão e sintonia, que somente cada um pode fazer, que acelera nosso processo
evolutivo e permitirá aos Hierofantes das Iniciações (Senhor Cristo ou Maitreya, nas
primeira e segunda Iniciações e o Senhor do Mundo, Sanat Kumara, da terceira
Iniciação em diante) elevar os fogos, após a abertura dos fltros nos canais, para os
chacras superiores.

As moléculas do quarto éter tornam-se mais dinâmicas e com a purifcação do corpo


(duplamente, física e emocional, pela polarização mental), os terceiro e segundo éteres
ativam-se até o atômico.

Com isso ocorre um grande ganho em capacidade intelectual com a intensifcação do


fogo chamado reação nervosa, que atua nos neurônios. Isso é necessário, porque a

128
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
partir da segunda Iniciação o discípulo inicia imediatamente sua preparação para a
terceira, a Transfguração, sendo seu corpo mental altamente incrementado, o que
exige um cérebro físico adequado para expressar todo o poder do corpo mental.

Mestre Jesus deixou isso bem claro, quando fez a simulação dessa Iniciação, ao subir
ao monte Tabor, com João, Pedro e Tiago e seu rosto fcou resplandecente e emitia
intensa luz, tendo aparecido a seu lado Elias e Moisés. Tal era o bem estar irradiado que
os apóstolos propuseram fazer uma tenda e lá permanecerem.

Com a ativação dos 3 chacras da cabeça, após a sintonização ou fusão dos 3 fogos da
matéria no chacra entre as omoplatas, o fogo solar da Alma ou Ego, que atua no corpo
mental, também de forma tríplice, passa a atuar no fogo tríplice do corpo astral,
melhorando o desempenho dos chacras do corpo astral e busca a sintonia com o fogo
tríplice, já sintonizado, do corpo físico.

Com essa nova sintonia, à medida em que ela se aperfeiçoa, o fogo elétrico tríplice da
Mônada é atraído, uma vez que os fogos tríplices inferiores já estão sendo preparados
e, nessa fase, rapidamente começa então a fusão e sintonia do fogo elétrico tríplice da
Mônada com o fogo solar tríplice da Alma e com o fogo por fricção tríplice do corpo
físico.

Observem que quando o fogo solar tríplice da Alma se sintoniza e se funde com o fogo
por fricção tríplice do corpo físico, ocorre a fusão plena da Alma com a personalidade
(na terceira Iniciação).

Rapidamente o Iniciado chega à fusão e sintonia total entre os 3 fogos tríplices, elétrico
da Mônada, solar da Alma e por fricção da personalidade, na quarta Iniciação, quando
se dá a grande libertação dos mundos inferiores.

Mestre Tibetano diz: "Com a ativação dos fogos da matéria e do Ego, os da mente ou
manas ardem com mais intensidade.

Estes são os fogos conferidos na individualização. São nutridos continuamente pelos


fogos da matéria e seu calor aumenta devido ao fogo solar emanante, que tem sua
origem nos níveis cósmicos da mente."

Percebemos nessas palavras uma nítida diferença entre o fogo solar do Ego e o fogo
de manas.

O fogo tríplice de manas surge no processo de individualização. Na realidade é o fogo


da matéria do corpo mental, que para a Mônada e a Alma é matéria, sutil mas é
matéria.

129
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
O fogo solar do Ego ou Alma tem sua origem nos níveis cósmicos da mente, porque a
essência do corpo causal (sede da Alma) é o Loto Egoico. O Loto Egoico é constituído
pela substância de uma Entidade Dévica elevadíssima, chamada Anjo Solar, que se
afasta voluntariamente do plano mental cósmico, onde reside, para construir o Loto
Egoico, conferir ao homem a autoconsciência e velar pela evolução da Alma humana,
fcando com ela até a quarta Iniciação, quando é liberado do seu sacrifício.

Falaremos em detalhes mais tarde do Anjo Solar e do Loto Egoico, todavia,


considerando a sequencia dos assuntos do Tratado sobre Fogo Cósmico, falta muito
tempo ainda para chegarmos lá.

Apresentamos a seguir um quadro visualizando o processo de fusão dos 3 fogos.

Estudo 028

A Morte e o Corpo Etérico (Da página 128 à 132 do Tratado sobre Fuego Cósmico)

Não temos o propósito de expor fatos para que a ciência os verifque, nem indicar a
direção do novo passo que devem dar os investigadores científcos; se isso acontecer,
será casual e secundário.

Nosso propósito especial é assinalar o desenvolvimento e as analogias da tríplice


totalidade (o Logos Solar), que faz do nosso sistema solar ser o que é - o veículo pelo
qual uma grande Entidade cósmica, o Logos Solar, manifesta inteligência ativa com o

130
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
propósito de demonstrar perfeitamente o aspecto amor da sua natureza.

Atrás desse desígnio existe um propósito, posterior e esotérico, oculto na Consciência


Vontade do Ser Supremo, propósito que necessariamente manifestar-se-á quando
tenha conseguido o atual propósito.

As alternâncias entre a manifestação objetiva e o obscurecimento subjetivo, a


periódica exalação, seguida da inalação de tudo aquilo que foi levado a cabo e
conquistado pela evolução, personifca, no sistema, uma das vibrações cósmicas
fundamentais e a tônica dessa Entidade Cósmica da qual somos o corpo.

As batidas do coração do Logos Solar (se podemos nos expressar dessa forma tão
inadequada) são a fonte de toda a evolução cíclica; daí a importância que se atribui a
esse aspecto do desenvolvimento, denominado do "coração" ou do "amor" e o interesse
que desperta o estudo do ritmo.

Isto não só é verdade, cósmica e macrocosmicamente, como também quando se


estuda o ente humano. Subjacentes em todas as sensações físicas produzidas pelo
ritmo (vibrações ou oscilações), pelos ciclos e pelas batidas do coração (que são
ritmadas), encontram-se as analogias subjetivas - amor, sentimento, emoção, desejo,
harmonia, síntese e ordem consecutiva - e atrás destas analogias encontramos a
origem de tudo, a identidade desse Ser Supremo que assim se expressa.

Portanto, o estudo do pralaya, a extração ou retirada da vida do veículo etérico, não


será diferente, seja que se estude a extração do duplo etérico humano, a do duplo
etérico planetário ou do duplo etérico do sistema solar. O efeito é o mesmo e as
consequências são semelhantes.

Qual é o resultado desta extração, ou melhor dizendo, o que causa esse algo que
chamamos morte ou pralaya ? Devido a que temos adotado o estilo de um livro de
texto, continuaremos neste tratado com nossos métodos de classifcação.

A extração do duplo etérico do homem, de um planeta ou de um sistema, deve-se às


seguintes causas:

a. Cessação do desejo - Deveria ser o resultado de todo processo evolutivo. A


verdadeira morte, de acordo com a lei, é produzida por ter sido alcançado o objetivo
e pela cessação da aspiração. Isso acontece quando o ciclo perfeito chega a seu fm,
com respeito ao ser humano individual, ao Homem Celestial (o Logos Planetário) e ao
Logos Solar mesmo.

131
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
b. Consecução da vibração adequada e a realização do trabalho para a redução e
cessação gradual do ritmo cíclico. Quando a vibração ou nota é sentida ou emitida
com perfeição, é produzida (no ponto onde se sintetiza com outras vibrações) a total
desintegração das formas.
O movimento caracteriza-se como sabemos por 3 qualidades:

1. Inércia

2. Mobilidade

3. Ritmo
Essas 3 qualidades são experimentadas sucessivamente na ordem indicada e
pressupõem um período de atividade lenta, seguido por outro de máximo movimento.
Neste período intermediário (quando se buscam a nota e o grau de vibração exatos),
ocorrem períodos de caos, de experimentação (tentativa e erro) e de compreensão
(análise e entendimento).

Em continuação a estes dois tipos de movimento ( que caracterizam o átomo, o


homem, o Homem Celestial ou grupo e o Logos Solar ou a Totalidade) vem um período
de ritmo ou estabilização, em que se alcança o ponto de equilíbrio. O pralaya (ou a
morte, outro nome) é a consequência inevitável da força equilibradora, que equilibra os
pares de opostos.

c. Separação do corpo físico do corpo sutil, nos planos internos, mediante a


desintegração da trama etérica. Isto provoca um tríplice efeito:
Primeiro - A vida que animou a forma física (tanto densa como etérica) e que partindo
do átomo físico permanente "compenetrou o ativo e o estático" (o que se encontra em
Deus, no Homem Celestial, no ser humano e no átomo da matéria), recolhe-se
totalmente dentro do átomo no plano de abstração. Este "plano de abstração" é
distinto para cada um dos entes implicados:

1. Para o átomo físico permanente é a esfera atômica.

2. Para o homem é o veículo causal.

3. Para o Homem Celestial é o plano monádico, onde habita.

4. Para o Logos Solar é o plano adi.


Estes pontos indicam onde desaparece a unidade no pralaya. Devemos ter presente na

132
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
mente que sempre é pralaya observado de baixo. Desde a visão superior, que percebe
o mais sutil pairando sobre e observando constantemente o denso, quando não está
em manifestação objetiva, pralaya é simplesmente subjetividade, aquilo que é
esotérico, não aquilo "que não é".

Segundo - O duplo etérico do homem, o do Logos Planetário, assim como o do Logos


Solar, quando se desintegra, já não se polariza com seu morador interno e por isso
pode evadir-se. Já não é (para expressar com outras palavras) fonte de atração nem
ponto focal magnético. Converte-se em não magnético, cessando de ser regido pela
grande Lei de Atração, por isso a desintegração é a condição imediata da forma. O Ego
já não é mais atraído pela sua forma no plano físico e, mediante a inalação, retira sua
vida da envoltura. O ciclo chega a seu fm, já foi levado a cabo o experimento, foi
alcançado o objetivo - o qual é relativo em cada vida e em cada encarnação - então já
não se deseja nada.

O Ego ou ente pensante perde seu interesse pela forma e dirige sua atenção
internamente. Muda sua polarização e, com o tempo, abandona o corpo físico.

Semelhantemente, o Logos Planetário, durante seu ciclo maior (a síntese ou o


conglomerado dos minúsculos ciclos das células de Seu corpo) segue o mesmo curso;
deixa de ser atraído para baixo ou para fora e dirige seu olhar para dentro; recolhe
internamente o conglomerado de pequenas vidas dentro de seu corpo, o planeta e
corta a conexão. A atração pelo externo desaparece e tudo gravita para o centro, em
vez de dispersar-se para a periferia de Seu corpo.

No sistema, o Logos Solar segue o mesmo processo; desde seu elevado lugar de
abstração já não é atraído pelo seu corpo de manifestação, porque este deixou de
interessar-lhe e os dois pares de opostos, o espírito e a matéria do veículo, se separam.
Com esta separação, o sistema solar, o "Filho da necessidade" ou do desejo, deixa de
ser e sai de sua existência objetiva.

Terceiro - Finalmente produz-se a dispersão dos átomos do corpo etérico, que


retornam à sua condição primitiva. Retira-se a vida subjetiva, ativa-se a síntese da
vontade e do amor. A sociedade é desfeita. Então a forma se desintegra, porque o
magnetismo que a mantinha coerente e coesa já não está presente e a dispersão é
total. Persiste a matéria, mas não a forma.

O trabalho do segundo Logos terminou e a divina encarnação do Filho chega a seu fm.
Porém a faculdade ou qualidade, inerente à matéria, persiste e no fm de cada período
de manifestação a matéria (embora volte ao seu estado primitivo) torna-se matéria

133
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
inteligente ativa, incorporando o adquirido durante a objetividade e a acrescentada
atividade latente e irradiante conseguida através da experiência.

Vamos dar um exemplo: a matéria indiferenciada do sistema solar foi matéria


inteligente ativa e isto é tudo o que se pode afrmar dela. Tal matéria inteligente ativa
era matéria qualifcada por uma experiência anterior e colorida em uma encarnação
anterior (sistema solar anterior). Agora esta matéria tem forma, o sistema solar não se
encontra em pralaya, mas em objetividade; esta objetividade tem por meta agregar
outra qualidade ao conteúdo logoico, a qualidade amor-sabedoria. Por conseguinte, no
próximo pralaya solar no fnal dos cem anos de Brahma (311 trilhões e 40 bilhões de
anos terrestres), a matéria do sistema solar estará colorida pela inteligência e pelo
amor ativos, o que signifca que sua cor será diferente da atual.

Isto quer dizer, textualmente, que o conjunto de matéria atômica solar vibrará, com o
tempo, a um ritmo distinto do que era no alvorecer da manifestação, ou, segundo os
físicos, no início do big bang.

Podemos aplicar este mesmo raciocínio ao Logos Planetário e à unidade humana, pois a
analogia é perfeita. Em pequena escala, temos a analogia no fato de que em cada
período da vida humana o homem ocupa um corpo físico mais evoluído e de maior
sensibilidade, sintonizado em uma vibração mais alta, mais refnada e vibrando a um
ritmo diferente. Estes três conceitos contêm muita informação, se forem estudados e
ampliados.

d. A transmutação da cor violeta em azul. Sobre isto não podemos nos estender.
Simplesmente vamos expô-lo, deixando sua elucidação aos estudantes cujo carma o
permita e sua intuição esteja sufcientemente desenvolvida. Se analisarmos o que o
Mestre disse acima a respeito da coloração da matéria do atual sistema solar pela
qualidade do amor-sabedoria em cima da qualidade da inteligência ativa, do sistema
anterior e que cor é o resultado de vibração (oscilações cuja frequência determina a
cor), entenderemos claramente o signifcado dessa informação. Quando o atual
sistema solar começou, o Logos Solar, ao se apropriar da matéria virgem para formá-
lo, imprimiu nela a vibração que estava armazenada em seu átomo físico cósmico
permanente, vibração essa oriunda do aperfeiçoamento da qualidade inteligência
ativa, que foi seu objetivo no sistema anterior. Ora, vibração tem frequência e a cor
associada a essa frequência era o violeta.
Logo, quando o sistema atual começou, a cor que predominava era o violeta. Ao longo
do processo de aperfeiçoamento da qualidade amor-sabedoria, objetivo atual do Logos

134
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Solar, a matéria foi respondendo a essa qualidade, melhorando sua frequência e forma
de onda e, em consequência, a cor violeta foi se transformando lentamente, passando
para a cor azul, a cor do amor-sabedoria. Por isso o nosso sistema solar na época do
pralaya estará totalmente na cor azul-índigo, que é realmente a cor do amor-sabedoria.

O próximo sistema solar iniciará com a cor índigo, que será transmutada para uma
outra cor coerente com a frequência que será imposta à sua matéria pela qualidade
Vontade amorosa e inteligente, que será a nova meta do Logos Solar.

e. Mediante a extração da vida, a forma dissipar-se-á gradualmente. Resulta


interessante observar a ação refexa, pois os Construtores e Devas superiores,
agentes ativos durante a manifestação, que mantêm a forma como um conjunto
coerente, transmutam, aplicam e fazem circular as emanações solares, no pralaya
não são mais atraídos pela matéria da forma e dirigem sua atenção a outra coisa.
No caminho da exalação (seja humano, planetário ou solar) estes Devas construtores
(que estão no mesmo raio ou num complementar ao do ente que deseja se manifestar)
são atraídos pela sua vontade ou desejo e executam sua tarefa de construção.

No caminho de inalação (humano, planetário ou solar) já não são atraídos e a forma


começa a dissipar-se. Perdem seu interesse e as forças (entidades), agentes de
destruição, efetuam o trabalho necessário de destruir a forma; dispersam-na (como se
diz no ocultismo) aos "quatro ventos do céu" ou às regiões dos quatro alentos
-quádrupla separação e distribuição. Aqui há uma sugestão que merece um estudo
detido e atento.

Essa dispersão aos quatro alentos, citada pelo Mestre, signifca a cessação da
atividade conjunta na matéria da forma dos quatro tattvas, Pritivi (terra), Apas (água),
Agni (fogo) e Vayu (ar). Quando a forma está integrada pela vida da Mônada, humana,
Planetária ou Solar, os quatro tattvas atuam coordenadamente. Quando essa vida se
retira, cada tattva vai agir separadamente em suas respectivas partículas. São os
quatro elementos, muito citados, mas muito pouco compreendidos.

Embora não tenham sido descritas, como era de esperar, as cenas desenroladas no
leito de morte, nem a dramática evasão do palpitante corpo etérico através do chacra
coronário, mesmo assim foram dadas algumas das regras e propósitos que regem essa
evasão.

Vimos que o objetivo de cada vida (humana, planetária ou solar) consiste em realizar e
levar avante um propósito defnido. Propósito que envolve o desenvolvimento de uma

135
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
forma mais adequada para uso do Espírito (Mônada); uma vez isto conseguido, o
Morador interno dirige sua atenção a outra parte e a forma de desintegra, depois de
ter preenchido seu papel.

Isto nem sempre ocorre em cada encarnação humana ou planetária. O mistério da


cadeia lunar é o mistério do fracasso. Conduz, uma vez compreendido, a levar uma vida
digna, oferecendo-nos um objetivo que merece nossos melhores esforços. Tão pronto
este aspecto da verdade seja reconhecido universalmente e o será, se a inteligência da
raça se desenvolver sufcientemente, então a evolução avançará com certeza e os
fracassos diminuirão. Mais informações sobre o assunto morte serão encontradas no
livro Cura Esotérica, do Mestre Djwal Khul (Mestre Tibetano), pela Sra. Alice Ann Bailey.

Ante esses ensinamentos tão sábios e úteis do Mestre Tibetano, só podemos concluir
que o medo apavorante que a maioria da humanidade tem da morte é irracional, como
é sem lógica a perseguição frenética da vida física eterna. A forma física só tem um
objetivo: a aquisição de qualidades e capacitação para modalidades de vida de
muitíssimo maior intensidade, impossíveis de serem vivenciadas numa forma densa,
aprisionadora e fortemente limitante. O nosso amado Bodisattva, o Senhor Maitreya, o
Cristo, que nos deu o exemplo, expressou muito bem essa vida mais plena, quando
disse, através do Mestre Jesus: " Abandonai as falsas riquezas terrenas, que a traça e a
ferrugem corroem e buscai a vida mais plena e os tesouros do Reino de meu Pai." Ele é
de fato o caminho e ninguém vai ao Pai se não por Ele, porque Ele é o Iniciador nas
primeira e segunda Iniciações e só na terceira Iniciação é que estaremos diante do Pai,
Sanat Kumara, o Benditor Senhor do Mundo, a encarnação do Logos Planetário.

Estudo 029

O Kundalini e a Coluna Vertebral - Introdução (Páginas 133 e 134 do Tratado sobre


Fuego Cósmico)

Como a manipulação de kundalini em suas três modalidades é de alta periculosidade


para aqueles não preparados e não possuidores do devido conhecimento, nossa
passagem sobre esse assunto será breve.

Inicialmente devemos ressaltar que se trata da coluna vertebral etérica e não da


estrutura óssea, comumente conhecida como espinha dorsal ou coluna vertebral.

136
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Também lembramos que, quando se fala de coluna vertebral etérica, temos de separar
a estrutura etérica que envolve e interpenetra a estrutura óssea e os três nadis,
sushuma, ida e pingala, que serpenteiam pela coluna etérica.

Esses três canais principais passam pelo centro das vértebras e são na realidade
condutores.

A contraparte etérica da estrutura óssea atua nessa e seu conhecimento é de grande


utilidade na solução de problemas da coluna vertebral física, tão em voga atualmente.
Todavia o nosso estudo não versará sobre esse assunto, mas sobre os canais pelos
quais circula o fogo tríplice da matéria. É óbvio que o fogo, ao subir pelos canais, em
virtude do campo de força que desenvolve em torno, atua na contraparte etérica e
pode ser utilizado para resolver problemas da coluna física, mas para tal é necessário
saber manipular esse campo de força, mas, como já disse, isso não é assunto para o
momento.

Por conseguinte trataremos estritamente de:

a. o canal etérico,

b. o fogo tríplice que sobe por ele,

c. a fusão ou conjunção deste fogo tríplice no ponto situado entre as omoplatas,

d. a subida conjunta para a cabeça,

e. sua fusão oportuna com o fogo de manas, que eletrifca os três centros localizados
na cabeça.
Com referência ao fogo de manas, lembramos que ele também é tríplice e é ativado
pelo fogo solar da Alma, como também é estimulado pelo contato com o fogo da
matéria, quando isso se dá em seu devido momento, dependendo unicamente do
esforço e empenho de cada um em acelerar seu processo evolutivo. É muito
importante não esquecer que as condições reinantes hoje em dia não são as mesmas
do passado. Para o processo iniciático que ocorre no atual estágio da humanidade, em
virtude do tremendo avanço da ciência e do aperfeiçoamento dos meios de
comunicação e divulgação, como a internet, as exigências foram acrescidas.

É por isso que o Mestre Tibetano enfatiza a necessidade da polarização mental, com a
saída da puramente devocional, que na maioria das pessoas é puramente astral. Nunca
esquecer que o objetivo da quinta raça-raiz, a atual, é desenvolver a mente ou manas.

137
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Cabe ainda lembrar que o fogo de manas nada mais é que o fogo da matéria mental.

Na antiga Índia os ascetas em busca da iluminação recolhiam-se em grutas ou matas,


isolando-se assim da humanidade. O grande Senhor Buda demonstrou com a sua vida
que não era assim que se conseguia a iluminação, mas no meio da humanidade e com
ela convivendo e repartindo os conhecimentos adquiridos e as experiências vividas,
para dar sua contribuição no sentido de acelerar a evolução dos outros, para que a
meta da nossa cadeia seja atingida, que pelos menos 2/3 da humanidade recebam a
quinta Iniciação planetária.

Como o Mestre dará a continuação (O kundalini e os três triângulos) informações que,


entre outras coisas, envolvem o centro alta maior, necessário se faz tecermos alguns
comentários sobre esse centro ou chacra.

Esse chacra está localizado na parte posterior da cabeça, um pouco acima da nuca. Ele
foi desativado pela Hierarquia na raça atlantiana, em virtude do mau uso da
clarividência astral.

Os atlantianos possuíam a clarividência astral de nascença. Eles não sabiam usar a


mente analítica como a quinta raça-raiz o faz, pois sua meta era desenvolver a parte
emocional, para consolidar o corpo astral. Todavia, por terem a clarividência astral,
viam os seres da natureza efetuarem suas ações ao produzirem os fenômenos
naturais.

Também viam as pessoas continuarem vivas após a morte física e livres das dores do
corpo físico, bem como podiam se comunicar com elas.

Em consequência disso, incorreram em dois erros graves. Passaram a cometer o


suicídio ante qualquer dor, pois sabiam que, mortos, iriam continuar vivos em outro tipo
de matéria e livres da dor.

O outro erro foi mais grave. Por poderem observar os seres da natureza em seu
trabalho normal, aprenderam por imitação a atuar também e a produzir fenômenos
para se livrarem de inimigos, o que os levou à magia negra. Sabiam manipular o fogo
por fricção elétrico proveniente do sol através de cristais e o utilizavam para matar
seus inimigos. A situação tornou-se tão grave, a ponto de comprometer o Plano Divino,
que a Hierarquia não teve outro jeito que não desativar o chacra alta maior ou carótido,
desligando-o dos três canais principais que envolvem a coluna vertebral etérica. Com
isso eles perderam a clarividência astral. O afundamento da Atlântida também foi uma
consequência desse desvio do Plano Divino.

138
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
A religação desse chacra aos canais principais é tarefa do homem da quinta raça-raiz.
Quando o homem se intelectualiza, inconscientemente ele começa a fazer essa
religação. Por intelectualizar queremos dizer usar a mente analítica. Com a aquisição de
mais conhecimentos, a prática da meditação ocultista e a purifcação e o domínio dos
veículos, esse chacra liga-se defnitivamente aos canais principais, o que é acelerado
pela fusão dos fogos no chacra entre as omoplatas, pois o salto se dá daí para o alta
maior.

O chacra alta maior ou carótido tem relação com o bulbo raquidiano e com o plexo
carotídeo. Constitui o chamado triângulo da cabeça, juntamente com os chacras
coronário (ligado à glândula pineal) e frontal (ligado à glândula hipófse ou pituitária). O
chacra frontal é o regente da personalidade e o coronário é o principal mecanismo pelo
qual a Alma exerce seu domínio sobre o corpo físico. Por isso há uma íntima ligação
entre o coronário e o frontal. Quando o alta maior está construído, o fogo tríplice
unifcado no chacra entre as omoplatas passa para ele e aí inicia-se a triangulação
desse fogo tríplice em fusão com o fogo solar da Alma e o de manas, triangulação essa
entre o alta maior, coronário e frontal. Com isso os sete chacras da cabeça e seus
correspondentes centros no cérebro são despertados e iniciam um processo de
dinamização, que prossegue num ritmo cada vez mais acelerado, dependendo muito do
mecanismo disponível pelo discípulo.

Para esclarecer a relação do chacra alta maior ou carótido com a clarividência,


apresentamos um esquema do livro Neuro anatomia funcional, de Ângelo Machado, da
editora Atheneu, página 144.

Observem que o plexo carotídeo interno e o nervo carotídeo interno estão na área de
atuação do chacra carótido (região da nuca), pertencem ao sistema simpático e se
conectam (linhas vermelhas tracejadas no esquema) ao globo ocular. Não vamos entrar
em detalhes funcionais do processo, porque não cabem neste estudo, que visa
demonstrar a íntima relação entre o esoterismo e a neuro anatomia.

O esquema está ampliado para que vejam com detalhes essa importantíssima relação.

139
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

Estudo 030

O Kundalini e os Três Triângulos (Da página 134 à 137 do Tratado sobre Fuego
Cósmico)

Existe uma analogia muito interessante entre o triângulo da cabeça e o prânico, sendo
aquele refetido no triângulo inferior, assentado na base da coluna vertebral. Temos
pois três triângulos de suma importância no corpo humano:

a. na cabeça: a glândula pineal, a glândula pituitária ou hipófse e o centro alta maior;

b. no corpo médio: o baço, o centro acima do diafragma e o centro entre as


omoplatas, formando o chamado triângulo prânico;

c. na base da coluna vertebral: o ponto na base da coluna vertebral e os dois órgãos


sexuais (dois testículos no homem e dois ovários na mulher).
A relação entre esses órgãos físicos e os chacras é a seguinte: glândula pineal? chacra
coronário - glândula pituitária? chacra frontal - centro alta maior (região do bulbo,
incluindo o corpo carotídeo)? chacra alta maior; ponto na base da coluna vertebral?
chacra básico; órgãos sexuais? chacra sacro.

140
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
O aspecto sexual não será tratado aqui, porque esse assunto não deve interessar
muito ao verdadeiro ocultista, mas cabe enfatizar que na transferência dos fogos do
triângulo inferior para os superiores está a redenção do homem.

A fusão ou sintonia dos fogos sintonizados da matéria com os da mente tem como
resultado a energização de todos os átomos de matéria que compõem o corpo físico
etérico. Como isto ocorre em termos fsiológicos?

Quando se dá a fusão ou sintonia máxima entre o calor corpóreo (kundalini


propriamente dito), a emanação prânica e o reação nervosa (o fogo elétrico da matéria,
que sustenta toda a atividade cerebral e nervosa), no chacra entre as omoplatas, o
fogo solar da Alma e o fogo tríplice de manas são atraídos para o chacra alta maior,
provocando o salto do fogo tríplice sintonizado do chacra entre as omoplatas para o
alta maior. Inicia-se então a sintonia com os fogos solar e de manas. Disso resulta uma
intensa dinamização dos fogos da matéria, ou seja, o homem passa a dispor de um
calor corpóreo muito mais forte e dinâmico, de uma emanação prânica também muito
mais forte e de um reação nervosa também muitíssimo mais forte. Como consequência
o homem terá um metabolismo mais intenso (calor corpóreo), um excelente
funcionamento dos órgãos (emanação prânica) e uma atividade cerebral e nervosa
altamente efcientes (reação nervosa), resumindo, a sua saúde tornar-se-á muitíssimo
melhor e sua resistência ao cansaço e às doenças aumentará imensamente.

Não explicarei no momento o mecanismo operacional dessa intensifcação e difusão


dos fogos, que agem através de átomos, em virtude de sua complexidade, como
também é complexo o mecanismo de operação das pétalas dos chacras, ao exercerem
suas ações nos órgãos do corpo denso. Esta explicação requer uma série de estudos.
Em época oportuna tratarei disso.

Este é o segredo da enorme resistência que possuem os grandes pensadores e


trabalhadores da raça (humanidade). Também são estimulados com a fusão os três
centros superiores do corpo: - cabeça, coração e laringe - , considerando os três
centros da cabeça como sendo um centro, fcando esta região do corpo eletrifcada
(não esquecer a ação elétrica do reação nervosa).

Cabe aqui explicar que a transferência dos fogos da matéria do chacra umbilical para o
cardíaco ocorre na primeira Iniciação, após o aspirante ter feito a transferência do
triângulo inferior (básico e sacro - dois órgãos sexuais) para o umbilical. A
transferência do cardíaco para o laríngeo se dá na segunda Iniciação.

Vemos pois que duas ações se desenvolvem simultaneamente: de um lado o trabalho

141
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
do homem em captar e processar os fogos tríplices por fricção do sol em seu triângulo
prânico e os da terra, qualifcando-os e armazenando-os em sua bolsa de kundalini
(regida pelo chacra básico), para em seguida intensifcá-los e sintonizá-los no chacra
entre as omoplatas.

De outro lado, o trabalho para transferir os fogos do triângulo inferior para o superior.
A ação no triângulo prânico afeta todos os chacras, uma vez que sua energia é
distribuída por todos eles. Vemos portanto duas ações paralelas que se realimentam.
Essa ação é intensifcada, quando ocorre o salto dos fogos fundidos e sintonizados do
chacra entre as omoplatas para o alta maior.

Quando o fogo solar da Alma juntamente com o fogo de manas passa a circular no
triângulo da cabeça (alta maior, pineal e pituitária), em processo de fusão com o fogo já
sintonizado da matéria, o fogo elétrico tríplice da Mônada é atraído. Melhor dizendo, a
Mônada (o Pai nos céus), vendo que seu refexo está preparado, decide com grande
vontade tomar posse defnitiva dele.

Esse fogo elétrico tríplice da Mônada ou fogo do Espírito penetra no corpo físico pelo
chacra coronário.

Também nessa fase existe uma intensa movimentação de átomos, transportando o


fogo elétrico tríplice da Mônada, todavia a explicação desse fenômeno fcará para mais
tarde.

Também nessa fase o Loto Egoico já está com as pétalas da primeira fleira totalmente
abertas (as pétalas do conhecimento) e em coordenação as da segunda fleira (do
Amor-Sabedoria-Razão Pura). Esse assunto, como já disse, será explicado mais tarde,
mas desde já asseguro que é da máxima importância nos tempos atuais.

Com a penetração do fogo elétrico tríplice da Mônada no chacra coronário, suas


pétalas (48x2x10+12=972) passam a girar em altíssima velocidade, ao mesmo tempo
em que aumentam seu campo de giro, ou seja, alargam-se. Este chacra é o sintetizador,
pois controla todos os outros chacras e deles recebe informações.

O estímulo aplicado aos chacras do corpo etérico é duplicado em consequência dessa


vivifcação do chacra coronário, por ser ele o ponto de fusão ou sintonização dos três
fogos - da matéria, da Alma e da Mônada.

A penetração do fogo elétrico da Mônada é iniciada a partir da segunda Iniciação, a


partir da terceira Iniciação ela se intensifca. Aí a energização resultante é tão forte que
começa o processo de combustão, ou melhor dizendo, de desintegração.

142
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Essa combustão deve ser encarada da seguinte forma: quando um átomo químico
atinge uma massa muito grande, como o urânio ou o rádio, ele se torna radioativo,
emitindo partículas e energia, porque está com excesso dela e não consegue retê-la.
Igualmente quando os átomos do corpo físico fcam repletos dessas energias, fogo por
fricção, fogo solar e fogo elétrico, todos os três em perfeita sintonia, harmonia e em
perfeita fase, com o consequente rendimento máximo, o movimento é tão forte que a
desintegração se inicia. Isso vai num crescendo, até que na quarta Iniciação tudo se
desintegra, ocorrendo a combustão fnal, como ocorre numa supernova. Não devemos
esquecer que esse processo de dinamização pela ação conjunta dos três fogos ocorre
nos corpos astral, mental inferior e mental superior ou causal. Devemos ter sempre em
mente que existe o fogo por fricção da matéria astral, da mental inferior e da causal.

A fusão dos fogos da matéria é o resultado do crescimento evolutivo, quando a ação


do tempo permite um desenvolvimento lento e normal. A conjunção de ambos os fogos
(fogo por fricção/por fricção e fogo por fricção/solar) vem efetuando-se desde os
começos da história do homem e produz essa vigorosa saúde de que goza aquele que
leva uma vida pura e possui ideias elevadas.

Uma vez que os fogos da matéria tenham subido (unidos) algo mais pelo canal etérico
da coluna vertebral, põem-se em contato com o fogo de manas à medida em que é
irradiado do chacra laríngeo. Aí o homem começa a trabalhar com mais intensidade
seu fogo por fricção/elétrico, o chamado reação nervosa, aumentando sua atividade
intelectual.

Aqui é essencial pensar com claridade, pois é necessário esclarecer um pouco este
tema tão complexo.

1. Os três centros maiores da cabeça (desde o ponto de vista físico) são:

a. alta maior;

b. a glândula pineal;

c. a glândula pituitária.

2. Formam um triângulo manásico, após a união de seus fogos com os dos dois
triângulos inferiores, como por exemplo ao sintetizarem-se estes dois no chacra
entre as omoplatas. Não esquecer que na realidade são os mesmos fogos (calor
corpóreo, emanação prânica e reação nervosa), que são transferidos do triângulo do
básico para o triângulo prânico, ao mesmo tempo em que são transferidos para o

143
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
chacra umbilical, daí prosseguindo para o cardíaco, mas aqui é outra história, ou seja,
o trajeto umbilical - cardíaco - laríngeo.

3. Porém o triângulo puramente manásico, antes dessa fusão, está formado por:

a. o centro laríngeo (o chacra alta maior ainda não está ativado;

b. a glândula pineal;

c. a glândula pituitária.
Isto ocorre durante o período em que o ente humano possui aspirações em forma
consciente e aplica a vontade no aspecto evolutivo, dando assim um caráter
construtivo à sua vida.

O outro fogo, o da matéria (o fogo tríplice), é atraído para cima, misturando-se com o
fogo de manas ou mente, ao efetuar-se a união no centro alta maior. Este centro ou
chacra está situado na base do crânio, existindo uma pequena separação entre este
centro e o ponto no canal da coluna vertebral etérica donde surgem os fogos da
matéria. Parte do trabalho do homem que está desenvolvendo seu poder mental
consiste em construir um canal provisório com matéria etérica, para eliminar essa
separação. Esse canal é o refexo do Antakarana no corpo físico, ponte que o Ego
(sinônimo de Alma) tem de construir entre o mental inferior e o superior - entre o
veículo causal no terceiro subplano do plano mental e o átomo manásico ou mental
permanente no primeiro subplano, para em seguida conectar com a unidade mental,
para ser estabelecido o canal de comunicação com a Tríade Superior - Atma-Budi-
Manas.

Tal é o trabalho que estão realizando inconscientemente os pensadores avançados.


Uma vez construída esta ponte, os corpos físico e astral do homem se coordenam com
o corpo mental e fundem-se os fogos da matéria física, da matéria astral e da matéria
mental, sob o comando do fogo solar da Alma, pois o Antakarana permite a passagem
do fogo elétrico da Mônada para os veículos inferiores.

Segundo o Mestre Tibetano, o Antakarana deve ser construído conscientemente pelo


homem. No livro Los Rayos y Las Iniciaciones, o Mestre ensina as regras para a sua
construção científca, na página 364, sob o título La Ciencia del Antakarana, até a
página 436.

Isto completa o aperfeiçoamento da vida da personalidade. Como foi dito


anteriormente, este aperfeiçoamento leva o homem ao portal da Iniciação - o que é o

144
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
sinal de que o trabalho foi realizado e marca o fm de um ciclo de menor
desenvolvimento e o começo da transferência de todo o trabalho a uma espiral mais
elevada.

Devemos recordar que os fogos da base da coluna vertebral e o triângulo do baço são
fogos da matéria. Isto não deve ser esquecido nunca, tão pouco devemos confundi-los.
Não têm efeito espiritual e concernem unicamente à matéria onde estão situados os
centros de força.

Tais centros são dirigidos pela mente ou manas, ou pelo consciente esforço do ente
imanente, o Ego; porém este não pode realizar seu intento até que os veículos (pelos
quais trata de expressar-se) e os centros diretores e energizantes respondam
adequadamente.

Somente durante o transcurso da evolução e uma vez que a matéria desses veículos
esteja sufcientemente energizada pelos seus próprios fogos latentes, poderá o ente
realizar este tão ansiado propósito. Daí também a necessidade de que o fogo da
matéria suba a seu próprio lugar e ressuscite de seu largo enterro e aparente
envilecimento, antes de poder unir-se com seu Pai no Céu, o Terceiro Logos, A
Inteligência da matéria mesma. Aqui a analogia também é exata. Incluso o átomo do
plano físico tem sua meta, suas iniciações e seu triunfo fnal.

Mais adiante, na duas partes imediatas, trataremos de outras facetas deste tema, tais
como as relações dos centros e do fogo do Espírito (fogo elétrico) com manas e a
eventual fusão dos três fogos. Nesta seção nos limitamos a estudar a matéria e o fogo
e não devemos nos desviar do tema, para evitar confusões.

Para melhor esclarecimento apresentamos o desenho abaixo, no qual são visualizadas


as condições dos triângulos do homem, nas suas três fases principais, homem comum,
aspirante já no caminho e Iniciado já com as primeira e segunda Iniciações.

145
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

Estudo 031

O Despertar de Kundalini (Páginas 137 e 138 do Tratado sobre Fuego Cósmico)

Vamos hoje dar informações sobre um assunto de suma importância não só sob o
ponto de vista de saúde, como de evolução. Todo o conhecimento já passado, através
dos estudos anteriores, deve estar bem assimilado e consolidado, para um bom
entendimento do que vai ser dito agora.

O corpo etérico do homem tem três canais principais, nos quais estão fxados os
chacras principais, chamados sagrados, bem como os demais, por derivações. Esses
três canais são denominados ida, pingala e sushuma (o central). Ida é para a circulação
do fogo por fricção/por fricção, denominado comumente kundalini ou calor corpóreo.
Pingala é para a circulação do fogo por fricção/solar, chamado emanação prânica.
Sushuma é para a circulação do fogo por fricção/elétrico, denominado reação nervosa,
isto sob o ponto de vista da matéria.

A fusão do calor corpóreo com a emanação prânica já está feita na raça atual, pelo
processo evolutivo normal, não sendo portanto motivo de preocupação. Mas esses dois
fogos fundidos só circulam livremente por um canal, ida. Pelos outros dois canais a
circulação é somente para manter a vida física: emanação prânica por pingala e reação
nervosa por sushuma. É necessário que se faça uma segunda fusão, com o reação
nervosa, para ocorrer uma livre circulação por pingala e posteriormente por sushuma.

146
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Com essa segunda fusão e limpeza de pingala, os fogos fundidos circularão livremente
por ida e pingala.

Quando essa fase é atingida, o fogo de manas é atraído a partir do chacra laríngeo,
conforme vimos no último estudo. O fogo reação nervosa (que é fogo da matéria e por
si só apenas produz ação fsiológica no sistema nervoso e no cérebro) tem especial
atração para o fogo de manas, devido à sua função de atuar no cérebro, sede da
expressão material do Pensador ou Ego.

Inicia-se então uma estimulação do fogo reação nervosa pela ação do fogo de manas.
Essa dinamização da reação nervosa juntamente com o fogo de manas limpa o
sushuma, ao mesmo tempo em que é acelerada a fusão dos três fogos da matéria,
calor corpóreo, emanação prânica e reação nervosa no chacra entre as omoplatas.

Conforme já vimos, o triângulo prânico é interligado por três canais, cada um para um
tipo de fogo da matéria. Com essa dinamização, o calor gerado em termos de
energização é tão forte, que não só toda a sujeira existente nos três canais é queimada,
como eles começam a se unir, terminando por se transformarem num canal único.

Quando isso ocorre, dá-se o salto dos fogos fundidos do chacra entre as omoplatas e o
alta maior ou carótido, iniciando-se a fusão deles com os fogos de manas e o solar do
Ego.

Quando ocorre o salto do chacra entre as omoplatas e o alta maior, a ligação entre
esses dois chacras permanece, o que leva a um novo estágio circulatório, ou seja,
passam a circular pelos canais unidos do triângulo prânico e por ida, pingala e
sushuma os três fogos fundidos da matéria mais os fogos de manas e solar, do Ego, ao
mesmo tempo em que a triangulação na cabeça começa a atrair o fogo elétrico da
Mônada para o chacra coronário, que rege a glândula pineal.

Neste estágio, a energização nos canais ida, pingala e sushuma é tão forte, que eles
começam a se unir, acabando por se transformarem num canal único. Na linguagem da
eletrônica diríamos que a voltagem torna-se tão elevada, que é vencida a tensão de
ruptura do isolante entre os três canais e ocorre um curto-circuito e o calor gerado
provoca a fusão dos três condutores, o que na realidade são os canais. Mas isso é
apenas uma analogia, na realidade o que ocorre é o seguinte: pelos três canais ou
condutores passam os fogos transportados por átomos físicos primordiais; como os
átomos físicos têm associado um campo de força formado por uma nuvem de
moléculas astrais em ângulo de noventa graus, à medida em que os fogos aumentam
de intensidade pela fusão e pelo uso adequado pelo Pensador, esse campo também

147
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
aumenta não só de intensidade como de raio, ou seja, expande-se; assim,
paulatinamente, os campos dos três condutores se aproximam e começam a interagir,
entrando em sintonia e com isso iniciam uma atração entre si; com essa atração e essa
sintonia os três condutores entram em perfeita harmonia e passam a ser um único
condutor, de muito maior condutância (termo usado na eletrônica e que signifca
capacidade de conduzir corrente elétrica).

Com isso a alta energia conquistada pelo homem pode circular livremente, sem perdas,
por um canal único e com resistência zero. Esse fenômeno é semelhante ao da física,
em que na temperatura próxima do zero grau Kelvin (-273,1º C) a resistência do
condutor cai a zero ohm e a corrente elétrica fca circulando perpetuamente, ou seja,
os elétrons portadores de carga fcam circulando no condutor continuamente, sem
nenhuma perda, sendo gerado um campo magnético muito forte, contrapondo-se à
força gravitacional, na experiência de levitação. São os chamados supercondutores. A
experiência é feita da seguinte forma: colocando-se um prato de chumbo num banho
de hélio liquefeito (-269ºC) , o prato de chumbo converte-se num supercondutor.
Pondo-se uma pequena barra imantada nas suas proximidades, ela induz uma corrente
elétrica no prato de chumbo. Não encontrando resistência, a corrente elétrica
transforma o chumbo num poderoso eletroimã, que faz a barra futuar.

Citei esse fenômeno da física no atual contexto para mostrar uma analogia muito
interessante. Assim como a zero grau Kelvin cessa toda a resistência do condutor,
permitindo a levitação pelo campo magnético associado ao elétron, da mesma forma
quando o homem consegue eliminar toda resistência existente em seus condutores do
corpo etérico (os canais), ele consegue a liberação fnal, ou seja, a levitação, cessação
de qualquer atração pelos mundos materiais. Nessa analogia o zero grau Kelvin da
física equivale ao completo autodomínio da Mônada sobre seus veículos inferiores, via
Ego, que faz cessar qualquer movimento de resistência, permitindo assim que os fogos
superiores fuam livremente e executem seu trabalho de adequar os veículos à perfeita
expressão das qualidades da Mônada.

A dinamização, estimulação e fusão dos fogos deve ser conseguida pela disciplina,
meditação, vida pura em todos os sentidos, pelos atos, palavras, pensamentos,
emoções, no corpo físico, pela higiene normal, alimentação adequada, sem carne,
exercícios físicos corretos, descanso sufciente, tranquilidade, prestação de serviço
dentro do alcance, uso contínuo da mente analítica (não a mente julgadora e
separatista, mas a mente que analisa para entender e melhor servir e ajudar), pelo
estudo, pela aquisição de conhecimentos, enfm procurando ver o real por detrás do

148
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
aparente e, acima de tudo, pelo autoconhecimento.

Não há perigo em usar os fogos da matéria para obter saúde, mas para isto é
necessário muito conhecimento de si mesmo e dos mecanismos do corpo etérico e
entender perfeitamente o signifcado de cada tipo de fogo. Sem esses conhecimentos,
aliados a um grande domínio de si mesmo, o que signifca uma forte VONTADE, torna-
se perigosíssimo qualquer manipulação dos fogos.

Conforme diz o Mestre Tibetano, quando o Cristo menino nasce na caverna do coração,
então o Hóspede Divino pode controlar consciente e efcientemente os corpos
inferiores, através da mente consagrada. A expressão " O Cristo menino nasce na
caverna do coração" signifca a primeira Iniciação, quando os fogos são transferidos do
chacra umbilical para o cardíaco. Cabe aqui lembrar o episódio da vida do Mestre
Jesus, quando Ele, aos 12 anos, foi para o Templo em Jerusalém e assombrou os
sacerdotes com a sua sabedoria e conhecimento. O fato de Ele ter 12 anos e serem 12
as pétalas do chacra cardíaco, para o qual os fogos são transferidos na primeira
Iniciação é muito signifcativo, pois o Mestre rememorou simbolicamente as três
Iniciações que já tinha: a primeira, o nascimento, nesse episódio, a segunda, no Batismo
no Rio Jordão e a terceira, na Transfguração no Monte Tabor.

Somente quando Budi (Amor-Sabedoria-Razão Pura) assuma fortemente o controle da


personalidade (os três veículos inferiores), por meio do corpo mental (daí a
necessidade de construir o Antakarana), a personalidade responderá ao que está
acima e os fogos inferiores subirão e fundir-se-ão com os superiores.

Unicamente quando o Espírito (a Mônada), pelo poder do pensamento, controla os


veículos materiais, a vida subjetiva assume o lugar que lhe corresponde. O DEUS
interno brilha e resplandece até que a forma se perde de vista e " o caminho do justo
brilhe cada vez mais até que o dia esteja com conosco. "

Apresentamos a seguir um desenho, mostrando as diversas fases do despertar dos


fogos da matéria.

149
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

O iniciado com a segunda iniciação, em preparação para a terceira, com os três canais
em adiantada fusão, os Chacras da cabeça bem unidos, com os Fogos fundidos
circulando intensamente entre eles, os sete Chacras da cabeça bastante ativados,

150
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
havendo também circulação de fogos entre eles, o triângulo Prânico em perfeito
funcionamento e os Chacras Cardíaco e Laríngeo grandemente expandidos, já girando
em quatro dimensões, apresentando ao clarividente uma visão de esplêndida beleza.
Acima de tudo destaca-se pela grandiosidade o Antakarana, emitindo em toda a Glória
as vibrações inerentes aos raios da Mônada (o principal) e do Ego (secundário), na
forma de belíssimas cores.

O fm do grande ciclo da Mônada (o ciclo do Ego), aproxima-se. A forma está quase


pronta para expressar a glória da Jóia no Loto (o Ego). Brevemente o iniciado estará
face a face com o Senhor do Mundo (nosso Logus Planetário em encarnação, portanto
nosso Deus ao alcance imediato, para logo a seguir receber a quarta iniciação, da
renuncia, quando ver-se-á totalmente liberto da roda encarnatória dos mundos
inferiores, para iniciar um novo grande ciclo de glórias muito maiores, usando apenas a
Tríade Superior, a partir do plano Búdico, tudo isso está ao alcance de todos, desde
que façam o esforço necessário.

Por hoje encerramos nosso estudo, para voltarmos com o tema O Movimento nos
Planos Físico e Astral - Considerações Preliminares - O Tríplice Objetivo, A Tríplice
Função e A Tríplice Atividade, da página 139 à 143 do Tratado sobre Fuego Cósmico.
Como veem, a palavra Movimento deve ser tomada ao pé da letra, pois trata-se
realmente de movimento, como ensina o Mestre Tibetano, uma vez que todo o mundo
fenomênico, quer o físico, quer o emocional (astral), resulta do movimento de
partículas, tudo como consequência da lei que impera no plano Adi, a Lei da Vibração, e
vibração é movimento de partículas e, em consequência desse movimento de
partículas, tudo o que é composto de partículas se movimenta. Então, conhecendo-se
as leis básicas que regem os movimentos das partículas, poderemos conhecer os
movimentos de tudo o que é constituído por elas, incluindo nossos veículos, nossas
sensações e nossas emoções e assim saber controlá-los.

Estudo 032

O Movimento nos Planos Físico e Astral - Considerações Preliminares - O Tríplice


Objetivo, A Tríplice Função e A Tríplice Atividade. (Da página 139 à 142 do Tratado
sobre Fuego Cósmico)

Hoje entraremos na seção E da Primeira Parte do Tratado sobre Fogo Cósmico. Esta é

151
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
a penúltima seção da Primeira Parte deste valiosíssimo livro científco, que esclarece
dentro de uma perfeita lógica não só o universo visível como o invisível aos nossos
olhos físicos e aparelhos científcos, universo invisível esse que a ciência atualmente
denomina de matéria e energia escuras, constituindo aproximadamente 95% do total
calculado para haver coerência entre as velocidades dos corpos celestes e as leis de
Newton que regem a dinâmica celeste.

Nessa primeira parte o Mestre Tibetano explica os fogos internos, que alimentam a
matéria física, astral e mental. Na segunda parte Ele analisará o Fogo da Mente ou
Manas e o Fogo Solar, descendo a detalhes científcos de uma importância tão grande,
que a maioria da humanidade nem pode imaginar. Brevemente chegaremos lá.

Iniciando o Mestre adverte e enfatiza que o movimento que vai considerar é produzido
pelo fogo latente da própria matéria.

Este movimento é a característica principal e a qualidade básica do Raio Primordial de


Inteligência Ativa, ou seja, a faculdade de maior realce do Terceiro Aspecto do Logos
Solar, chamado Terceiro Logos (Brahma na linguagem oriental), considerado como
Criador.

Essa faculdade é o produto de um sistema solar anterior. Vamos relembrar um pouco o


passado do nosso Logos Solar. Um sistema solar é a encarnação física cósmica de um
Logos Solar. Esse sistema compõe-se de sete estruturas, que se interpenetram, na
realidade na forma de esferas, como veremos em continuidade aos nossos estudos.
Essas esferas ou estruturas são: os planos adi, monádico, átmico, búdico, mental, astral
e físico, que em conjunto constituem o físico cósmico.

No sistema anterior o nosso Logos Solar empenhou-se em desenvolver ao máximo a


faculdade Inteligência Ativa, que é a atividade da matéria. Esse objetivo Ele conseguiu.
Agora, no atual sistema, Ele se propôs desenvolver ao máximo a faculdade Amor-
Sabedoria-Razão Pura, servindo-se da Inteligência Ativa como ferramenta, ou seja, Ele
quer expressar na maior perfeição possível o Amor-Sabedoria-Razão Pura através da
matéria que Ele aperfeiçoou no outro sistema. É como o artista que quer colocar na
sua criação toda a beleza que consegue criar em seu interior, quer seja um pintor, um
escultor, um compositor, um poeta ou qualquer pessoa que busca a perfeição em
algum campo e quer exteriorizar essa perfeição.

Os três Aspectos do Logos estão em manifestação simultânea e personifcados nos


três Logos que aparecem no plano Adi (Mar de Fogo), no V diagrama da página 296,
Evolução de um Logos Solar, do Tratado sobre Fogo Cósmico.

152
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Para um melhor entendimento desses três Logos que personifcam os três aspectos do
Logos Solar no plano adi, façamos uma analogia com o homem. Quando o homem
pensa, ele utiliza seus neurônios e os neuro transmissores. Ora, o que acontece nos
neurônios, troca de íons transportando carga elétrica, é o movimento e a atividade de
pequenas vidas, que adquirem experiência através dessa atividade, o mesmo
acontecendo com os neuro transmissores, que saem das vesículas sinápticas para o
outro neurônio, para ocorrer a devida comunicação entre eles. Portanto o pensamento
do homem é executado por essas microscópicas vidas, para as quais o homem é o
Deus ou o Logos. Com isso o Jiva encarnado aprende, desenvolve qualidades e ajuda
outras vidas a evoluírem.

Da mesma forma, quando o Logos Solar pensa, são os três Logos no plano adi que
executam o pensamento do Logos em seu corpo físico cósmico, fazendo um trabalho
semelhante ao dos neurônios e neuro transmissores. É óbvio que a diferença dessa
atividade é incomensurável, havendo apenas uma semelhança de função.

Cada Logos personifca e põe em atividade os três aspectos do Logos Solar, porém
cada um vivencia em muito maior intensidade um determinado aspecto. No atual
sistema solar o Logos que expressa a Inteligência Ativa é o mais desenvolvido, em
virtude de ter sido o mais utilizado no sistema solar anterior. Mas Ele trabalha em
perfeita harmonia com seu irmão, o Logos do Amor-Sabedoria-Razão Pura, porque o
Logos Solar, atualmente, pensa intensamente em Amor-Sabedoria-Razão Pura.

De modo análogo, cada Jiva encarnado, o homem, tem sempre uma determinada
qualidade que o caracteriza em relação aos demais Jivas, embora apresente outras
qualidades. Essa questão de qualidades do Jiva encarnado está muito bem expressa
nos 12 trabalhos de Hércules.

Uma vez bem esclarecida essa questão, vamos para os movimentos resultantes da
ação dos três Logos, considerando a tríplice meta, a tríplice função e a tríplice
atividade.

O Terceiro Logos, Inteligência Ativa - Atua por movimento rotatório ou rotação


compassada da matéria do sistema; primeiro põe em movimento todo o material
circunscrito dentro do "círculo não se passa" solar; segundo diferencia-o de acordo
com os sete graus vibratórios ou ritmos dos sete planos.

Isto é levado a cabo em cada plano, gerando os sete subplanos, havendo portanto para
cada plano a totalidade do plano e as sete diferenciações, os sete subplanos.

153
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Esta diferenciação da matéria é consequência da rotação e está controlada pela Lei de
Economia. Havendo diferenças na velocidade de rotação e na frequência de oscilação,
é lógico que haverá aproximação entre as partículas de mesma velocidade de rotação
e mesma frequência oscilatória, dando origem aos planos e subplanos.

A Lei de Economia é o fator controlador da Vida do Terceiro Logos em toda a sua


atividade.

Em consequência temos:

a. Sua meta consiste em lograr uma perfeita sintonização entre Espírito e matéria,
melhor dizendo, que a matéria consiga expressar o melhor possível as qualidades do
Espírito.

b. Sua função consiste em manipular prakriti ou a matéria, a fm de capacitá-la para


atender às demandas e necessidades do Espírito.

c. Seu modo de atuar é pela rotação, melhor dizendo, pela rotação da matéria
aumenta a atividade dela e portanto torna-a mais maleável.
Esses três conceitos estão regidos pela Lei de Economia, Lei de Adaptação em tempo e
espaço ou linha de menor resistência. Esta linha de menor resistência é a que busca e
segue o aspecto material da existência.

Incidentalmente o Terceiro Logos expressa Vontade, mas é vontade de Amar, de


adquirir Sabedoria e desenvolver a Razão Pura, que no atual sistema é a linha de menor
resistência. Todavia sua principal característica é a adaptabilidade, melhor dizendo,
adaptar a matéria para expressar Amor-Sabedoria-Razão Pura.

O Segundo Logos, Amor-Sabedoria-Razão Pura - O Segundo Logos, Vishnu, o Raio


Divino de Sabedoria, o grande princípio Budi, cuida de se unir com o princípio
Inteligência Ativa e está caracterizado pelo Amor.

Seu movimento é cíclico-espiral. Aproveitando o movimento de rotação dos átomos,


acrescenta a eles seu próprio movimento, movimento periódico em espiral e circulando
em órbita ou caminho esferoidal (que gira ao redor de um foco central, subindo
sempre em espiral) obtém dois resultados:

a. Agrupa os átomos em forma.

b. Mediante estas formas estabelece o contato necessário e desenvolve plena


consciência nos cinco planos de desenvolvimento humano, sutilizando e refnando

154
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
gradualmente as formas, à medida em que o Espírito de Amor ou Chama Divina
ascenda, sempre em espiral, na direção da sua meta - meta que é também a fonte de
onde procede, ou seja, a Mônada Solar. Esses cinco planos de desenvolvimento
humano são os planos físico, astral, mental, búdico e átmico, constituindo a meta a
ser alcançada. Todavia nada impede que aqueles que querem ir depressa
ultrapassem essa meta, passando a dominar planos superiores, como o monádico, o
adi e até entrando nos subplanos do plano astral cósmico e mais além, dependendo
apenas da vontade de cada um, melhor dizendo, da verdadeira vontade, no sentido
de sacrifício, que signifca tornar sagrado, pois a palavra sacrifício provém do latim:
sacer (sacra, sacrum), sagrado, e facio, torno, portanto torno sagrado, este o
verdadeiro signifcado da vontade.
Estas formas constituem a soma total de todas as esferas ou átomos dentro do
sistema solar, o "círculo não se passa" solar, as quais, em suas sete diferenciações
maiores, constituem as esferas dos sete Espíritos ou os sete Logos Planetários, ou
seja, os corpos físicos cósmicos do Logos Solar, dos Logos Planetários sagrados e não
sagrados, como também de outras Entidades Cósmicas com outras funções dentro do
corpo do Logos Solar.

Todas as esferas menores, partindo das maiores e em ordem descendente, abarcam


todos os graus da manifestação, descendo até a essência elemental do arco involutivo.
Devemos recordar que no Caminho de Involução percebe-se principalmente a atividade
de Brahma, Inteligência Ativa, buscando a linha de menor resistência.

No Caminho de Evolução sente-se a atividade do Segundo Logos, a qual começa num


ponto do tempo e do espaço que oculta o mistério da segunda cadeia, porém tem seu
ponto acelerado de vibração (unifcação dos dois tipos de manifestação - rotatório-
espiral-cíclico) na parte média do que chamamos a terceira cadeia. Isto é, depois de
tudo, a fusão da atividade de Brahma com o avanço progressivo de Vishnu. Temos sua
analogia nos efeitos produzidos nas segunda e terceira raças-raiz.

Esclareçamos essa última analogia. A segunda raça-raiz, a hiperbórea, era etérica,


quando começou fsicamente o movimento de rotação em termos de corpos humanos,
mas não havia autoconsciência. Na terceira raça-raiz, a lemuriana, os corpos humanos
eram densos, consolidando-se o movimento giratório e iniciando-se o movimento
cíclico-espiral, no sentido de aquisição da autoconsciência, na direção do Ego,
expressão da Mônada no plano causal. Somente na terceira sub-raça lemuriana é que
foi possível ocorrer a sintonia dos dois movimentos, quando, pela ação do Anjo Solar
no plano causal e a infuência dos Senhores da Chama, de Vênus, no plano físico, a

155
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
chispa da mente foi implantada no homem, surgindo a autoconsciência. Essa sintonia
dos dois movimentos ainda está ocorrendo, em busca da perfeição, pois a consciência
deve se expandir cada vez mais.

A atividade do Segundo Logos se desenvolve sob a Lei Cósmica de Atração. A Lei de


Economia tem uma lei subsidiária de amplo desenvolvimento, chamada Lei de Repulsão.
As Leis Cósmicas de Atração e de Economia são, por conseguinte, a razão de ser
(desde certo ponto de vista) da eterna repulsão produzida pelo Espírito ao procurar
constantemente liberar-se da forma. O aspecto matéria segue sempre a linha de menor
resistência e rechaça toda tendência ao agrupamento, enquanto que o Espírito regido
pela Lei de Atração busca sempre separar-se da matéria pelo método de atrair um tipo
mais adequado de matéria no processo de distinguir o real do irreal e de passar de
uma ilusão a outra, até utilizar plenamente todos os recursos da matéria, assim
aprendendo, desenvolvendo qualidades, dominando todos os tipos de matéria e
fazendo com que ela também evolua.

Com o tempo o Morador da forma, a Mônada, sente a urgência ou a força atraente de


seu próprio Ser. O Jiva reencarnante, por exemplo, perdido num labirinto de ilusões,
começa com o tempo a reconhecer, sob a Lei de Atração, a vibração de seu próprio
Ego, ou seja, a consciência do Ego (expressão da Mônada) atuando através do cérebro
físico identifca sua própria vibração, vibração essa que signifca para o Jiva o que o
Logos é para seu próprio sistema, sua divindade nos três mundos de experiência.

Mais tarde, quando o corpo egoico e o Loto Egoico são considerados ilusões, é
percebida a vibração da Mônada, ou seja, a consciência da Mônada expressando-se
pela Tríade Superior identifca sua própria vibração e o Jiva, atuando sob a mesma lei,
abre seu caminho de regresso através da matéria que compõe os dois planos da
evolução super-humana (os planos monádico e adi), até fundir-se com sua própria
essência. A palavra Jiva signifca prisioneiro. Quando a Mônada se expressa pela Tríade
Superior, Ela está aprisionada nessa Tríade, que é matéria, sutilizada mas matéria. À
medida em que a Mônada vai melhorando o desempenho da Tríade Superior, o que
signifca adequação e aperfeiçoando a exteriorização de suas qualidades, cada vez
mais se aproxima da fusão ou sintonia exata, o que é fundir-se com sua própria
essência. Uma vez essa fusão conseguida, é iniciada de imediato uma nova espiral,
mais elevada e de maior raio, em torno da Mônada Solar, da qual todos somos
centelhas, caracterizando assim o movimento cíclico-espiral do Segundo Logos.

Resumindo:

156
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
a. A meta do Segundo Logos é obter consciência em colaboração com o Terceiro
Logos.

b. Sua função é a construção de formas ou veículos, que lhe servem de instrumento


de experiência.

c. Seu modo de atuar é cíclico e em espiral e se encontra nas revoluções da roda da


existência em ciclos ordenados para um propósito específco e na progressão das
esferas de matéria ao redor de um centro fxo, dentro da periferia solar. Isto
observamos no movimento de translação dos planetas em torno do sol, juntamente
com o de rotação dos planetas em torno do próprio eixo. Por sua vez o próprio sol,
com todo seu sistema, executa uma órbita em torno do centro da galáxia, com
duração aproximada de 200 milhões de anos terrestres. Como a nossa galáxia se
desloca na direção de um ponto situado na direção da constelação de Lira, temos
então um movimento progressivo, formando o movimento cíclico-espiral do sistema
solar. O planeta terra tem ainda outros movimentos secundários, de bastante
importância para nós, como o de orientação do eixo norte-sul na direção de sete
estrelas boreais, que são: Polaris (alfa de Ursa Menor), alfa de Cefeu, alfa de Cisne
(Deneb), alfa de Lira (Vega), alfa de Hércules e alfa e beta de Dragão, trazendo eras
para a nossa humanidade. No momento a orientação está sendo feita para Polaris, já
bem próxima do alinhamento exato, quando ocorrerão eventos importantes para a
humanidade.
Estes três conceitos estão regidos pela Lei de Atração, lei que rege a interação ou a
ação e a reação entre:

a. o Sol e seus seis irmãos,

b. os sete planos do sistema solar, que giram vertiginosamente, conforme veremos


mais adiante,

c. tudo o que existe na matéria de todas as formas, as próprias esferas de matéria e


o conjunto dessas esferas incorporadas nas formas de outras esferas maiores.
Aqui vamos encerrar o nosso estudo de hoje, esperando que todos meditem
profundamente sobre essas informações e tirem conclusões aplicáveis em si mesmos e
no mundo fenomênico, para assim acelerar a evolução e melhor aproveitar a atual fase
planetária, muito propícia para o processo iniciático para aqueles que souberem como
fazê-lo.

Voltaremos continuando com esse estudo, quando trataremos do modo de atuar do

157
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Primeiro Logos, Shiva na linguagem oriental, o Aspecto Vontade.

Estudo 033

O Movimento nos Planos Físico e Astral - Considerações Preliminares - O Tríplice


Objetivo - A Tríplice Função - A Tríplice Atividade (Continuação) (Da página 142 à 145
do Tratado sobre Fuego Cósmico)

O Primeiro Logos - O Primeiro Logos é o Raio da Vontade Cósmica, que se manifesta no


plano mental cósmico e daí tem seu propósito executado pela Entidade Cósmica
chamada Primeiro Logos no plano Adi, abrangendo as matérias dos planos abaixo dele,
até atingir as do campo inferior de evolução: mental, astral e físico.

Seu modo de atuar consiste literalmente em impulsionar para adiante o "círculo não se
passa" solar através do espaço.

É muito oportuno que fque bem claro nas mentes de todos que o sistema solar não é
apenas esse conjunto de planetas visíveis em órbita em torno do sol. As informações
que vou passar são muito importantes e a época em que elas devem ser divulgadas é
chegada.

Embora os cientistas pensem que os planetas originaram-se do sol, esse e os planetas


são irmãos, flhos de uma Estrela binária, que com o nosso sol e mais uma outra estrela
forma um sistema quaternário.

Essa Estrela binária está mais próxima de nós do que imaginam. Ela é que é realmente
o centro do nosso sistema solar. Helena Petrovna Blavatsky, essa Iniciada da Terceira
Iniciação, deixou indícios dessa situação.

Nosso Logos Solar é muito mais grandioso do que possam imaginar. Aqueles que
tiverem sufciente intuição e já estiverem preparados poderão descobrir que Estrela é
essa, ao lerem o que o Mestre Tibetano diz na página 976 do Tratado sobre Fogo
Cósmico, ao descrever o II caminho, o do Trabalho Magnético e confrontarem com a
Estância XVII, na página 991 do mesmo livro.

Após essa digressão, voltemos ao tema em pauta. O Mestre afrma que no atual
sistema solar não podemos conceber o que realmente é o Primeiro Aspecto, Vontade
ou Sacrifício ou Poder.

158
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Conhecemo-lo agora como vontade de existir, manifestando-se por meio da matéria de
que estão compostas as formas (o Raio Primordial do Raio Divino) e também como
aquilo que, de forma desconhecida, vincula o sistema com seu centro cósmico.

De maneira inconcebível para nós, o Primeiro Logos traz a infuência de outras


constelações.

Quando se entender melhor este Primeiro Aspecto, no próximo mahavantara (o


próximo sistema solar), compreender-se-á também o trabalho dos sete Rishis da Ursa
Maior e a suprema infuência da estrela Sírius.

Na presente manifestação do Filho ou aspecto Vishnu (o atual sistema solar), nos


afetam mais intimamente as Plêiades e a infuência que exercem através do Sol e,
sobre a Terra, por meio de Vênus.

O tema do Primeiro Logos, o qual se manifesta unicamente quando está se


relacionando com os outros dois Logos do sistema, é um profundo mistério, que ainda
não foi compreendido plenamente nem sequer por aqueles que já receberam a sétima
Iniciação.

O Primeiro Logos personifca a "vontade de viver". Por sua mediação os Manasaputras


(as Mônadas humanas e dévicas) vieram à existência objetiva, constituindo as
hierarquias humana e dévica.

No atual sistema a fusão do Raio Divino de Sabedoria (Amor-Sabedoria-Razão Pura e


fogo solar na atuação na matéria) com o Raio Primordial da matéria inteligente (fogo
por fricção na atuação na matéria) forma a grande evolução dual. Por detrás de ambas
Entidades Cósmicas existe outra Entidade que personifca a Vontade e utiliza as formas
- unicamente as formas dos grandes Devas Construtores e das hierarquias humanas
em tempo e espaço.

Ela é o princípio animante, o aspecto vontade de viver das sete Hierarquias Criadoras.

Não obstante, como disse H. P. Blavatsky, essas sete Hierarquias constituem o sétuplo
raio de Sabedoria, o dragão em suas sete formas, sendo isto um profundo mistério.
Cada Hierarquia Criadora tem a sua função, mas todas estão sob o propósito do Logos
Solar de desenvolver o Amor-Sabedoria-Razão Pura, portanto são sete funções ou
modalidades de ação diferentes, constituindo sete sub-raios de Sabedoria, o sétuplo
raio de Sabedoria.

Somente uma pista pode achar o homem na atualidade, contemplando sua própria
natureza nos três mundos em que se manifesta.

159
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Assim como nosso Logos Solar procura objetivar-se por meio do seu sistema solar de
forma tríplice - o sistema atual é a segunda forma - o homem procura objetivar-se por
meio dos seus três corpos: físico, astral e mental.

Atualmente o homem encontra-se polarizado em seu corpo astral, que é seu segundo
aspecto, da mesma forma que o Logos indiferenciado está polarizado em seu segundo
aspecto.

Em tempo e espaço, tal como o concebemos agora, a quase totalidade dos Jivas está
regida pelo sentimento, a emoção e o desejo, não pela vontade, somente alguns que já
passaram pelo portal da segunda Iniciação já estão se polarizando pela vontade. Sem
embargo, o aspecto vontade rege ao mesmo tempo a manifestação, pois o Ego, fonte
da personalidade, manifesta a vontade de amar.

A Mônada é vontade (fogo elétrico), sendo que no atual sistema Ela quer desenvolver o
Amor-Sabedoria-Razão Pura, portanto o Ego, expressão da Mônada no plano causal,
manifesta a vontade de amar, que se expressa no corpo astral como desejo.

A raiz da difculdade está na incapacidade da mente fnita do homem para


compreender o signifcado desta tríplice manifestação; porém refetindo
profundamente sobre a personalidade e sua relação com o Ego que, embora sendo o
aspecto Amor, no que respeita à manifestação nos três mundos inferiores, também é o
aspecto Vontade, lançar-se-á um pouco de luz sobre os mesmos problemas elevados à
Divindade ou amplifcados desde a esfera microscópica até a macroscópica.

O aspecto Mahadeva (Vontade, Primeiro Logos), que personifca a Vontade Cósmica,


está controlado pela Lei de Síntese, que rege unicamente a tendência para a
unifcação. Porém neste caso não é a unifcação da matéria com o Espírito, mas a
unifcação dos sete nos três e dos três no um.

Isto signifca que a Entidade, quer o Jiva quer o Logos tem de aprender a expressar as
sete modalidades de ser (os sete raios) simultaneamente, em perfeita harmonia e no
mais alto grau.

Estas três modalidades de manifestação são primordialmente o Espírito, a qualidade e


o princípio e não especialmente a matéria que, embora inspirada pelo Espírito, adota
qualquer forma.

A Lei de Síntese tem relação direta com Aquele que é superior ao nosso Logos Solar,
sendo a Lei controladora que Ele aplica ao Logos do nosso sistema.

Esta relação espiritual busca a abstração ou síntese dos elementos espirituais (as

160
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Mônadas), cujo resultado será o retorno consciente (a fnalidade de tudo está
enraizada na palavra consciente) a seu ponto cósmico de síntese ou a unifcação com
sua fonte de origem.

Esta fonte, como já vimos anteriormente, é AQUELE SOBRE QUEM NADA SE PODE
DIZER.

Este raciocínio do Mestre é lógico e óbvio. O Logos Cósmico se manifesta através de


sete Logos Solares Sagrados, dos quais o nosso é um. Cada Logos Solar é a expressão
de um raio emanado do Logos Cósmico. No fnal da encarnação, o Logos Cósmico
recolhe em si mesmo os frutos colhidos pelos sete Logos Solares, sintetizando-os em
um. Isto implica no retorno dos sete Logos Solares à sua fonte, o Logos Cósmico.

Porém esse retorno e abstração não signifca perda de identidade. Como cessou a
objetividade (a dualidade não-eu eu), cessa também a consciência, que é o resultado do
relacionamento não-eu eu. Todavia um novo estado de ser é adotado, que podemos
chamar identifcação, sendo conservadas as qualidades e os poderes adquiridos,
mesmo sem objetividade, não existindo portanto aniquilação, o que seria ilógico.

Resumindo, podemos dizer em relação ao Primeiro Logos:

a. sua meta é sintetizar os Espíritos (as Mônadas), que estão adquirindo consciência
por meio da manifestação ou objetividade e qualidades e poderes mediante a
experiência na matéria;

b. sua função é reter os Espíritos na manifestação por meio da vontade, durante o


período desejado e logo abstraí-los e fundi-los novamente com sua fonte espiritual
de origem. Fundir não signifca perder a identidade. Esse processo de abstração e
unifcação é análogo ao que ocorre na Química, quando se estuda o fenômeno da
solução, que pode ser homogênea ou heterogênea, conforme as fases. No petróleo
existem várias substâncias diferentes, com diferentes qualidades e propriedades,
todas juntas e unidas. Para se ter uma compreensão mais clara do que ocorre com as
Mônadas ou Espíritos humanos e Dévicos no pralaya ou abstração, quando o sistema
solar, na desintegração, chega à totalidade das matérias dos sete planos, do físico ao
adi, passando a consciência do Logos Solar a viver no plano astral cósmico, assim
como o homem, ao morrer fsicamente, passa a viver no plano astral do sistema, a
melhor analogia é um oceano.
Imaginemos o oceano Atlântico. Ele é constituído de água, na qual encontram-se
dissolvidas várias substâncias como cloreto de sódio, cálcio, manganês e potássio,

161
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
prevalecendo cloreto de sódio. Vamos acompanhar a trajetória de uma molécula de
água, quando, pela ação do calor (fogo por fricção), adquire maior velocidade de
rotação e se libera do oceano, subindo para a atmosfera. A água (H²O) é a união de
dois elementos que, coesos pela ação do fogo por fricção no seu aspecto fogo elétrico,
passam a evoluir unidos. Essa molécula, ao atingir a atmosfera, fca exposta a diversas
situações e forças. Citemos apenas algumas para não nos alongarmos em demasia,
pois eu poderia escrever um livro contando as experiências dessa molécula de água
nesse grande ciclo até seu retorno ao oceano.

O deslocamento em decorrência da variação de temperatura e pressão, as forças


ascendentes e descendentes quando é colocada em uma nuvem Cúmulo-nimbo (a
nuvem de trovoada), a grande velocidade de rotação ao fazer parte de um furacão ou
tornado, sua agregação em torno da chamada partícula higroscópica, para transformá-
la em gota d'água na nuvem, as forças elétricas que nela atuam na descarga do raio.
Todas essas situações atuam nessa molécula d'água, que sente esses impactos,
responde a eles, memoriza e melhora sua capacidade de reação.

Ao se encaminhar para o continente, levada pelas correntes aéreas e pelas frentes


(frias ou quentes), precipita-se na forma de chuva, caindo ao solo, podendo abastecer
um manancial de água potável e indo parar no organismo de um ser humano, no qual
vive novas experiências, até ser eliminada na forma de suor ou urina. Pode em seguida
cair em um rio, retornando ao mesmo oceano de onde partiu, o Atlântico. Quando nele
chega, essa molécula d'água volta a constituir a massa do oceano e funde-se com ela.
Todavia ela não é a mesma de quando partiu, pois adquiriu novas qualidades e poderes,
decorrentes das experiências pelas quais passou ao longo de todo seu ciclo fora do
oceano. Embora dentro da massa do oceano, ela conserva sua identidade. Quando ela
iniciar um novo ciclo, fá-lo-á a partir de uma situação mais elevada.

De forma análoga, quando as Mônadas retornam ao seio da Mônada Solar, que é o seu
oceano, analogicamente falando, após o grande ciclo solar de experiências, elas se
fundem naquele oceano, todavia conservam todas suas qualidades e poderes
adquiridos, sua memória e sua individualidade e mesmo sem o não-eu, pois não há
objetividade, elas tem um modo de ser muito acima do que nos chamamos consciência,
que, conforme já disse, podemos chamar identifcação. Quando o Logos iniciar um
novo mahavantara (um novo sistema solar, um novo grande ciclo), as Mônadas
começarão de um patamar muito mais elevado, conforme veremos no decorrer de
nossos estudos do Tratado sobre Fogo Cósmico.

162
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Daí a necessidade de recordar que, fundamentalmente, o Primeiro Logos controla as
Entidades Cósmicas ou Seres que existem fora do sistema, melhor dizendo, que atuam
acima do plano físico cósmico (lembro aqui que atuar acima do plano físico cósmico
signifca relacionar-se conscientemente com a matéria astral cósmica, utilizando um
veículo adequado, com seus mecanismos de captação de informações, jnanaindryas, e
de ação, carmaindryas, o mesmo acontecendo com a matéria mental cósmica etc.); o
Segundo Logos controla as Entidades Solares, ou seja, as que atuam no plano físico
cósmico; o Terceiro Logos controla as Entidades Lunares e suas energias, em qualquer
parte do sistema; por entidades lunares queremos dizer aquelas que energizam a
matéria através do fogo por fricção.

Esta regra não deve ser interpretada ao pé da letra, enquanto a mente humana possua
o atual calibre. O mistério está em compreender que tudo se leva a cabo com a
colaboração divina, cuja base se encontra fora do sistema. Daí também que se chame o
Primeiro Logos o destruidor, que visto de baixo para cima é abstração ou retirada. Seu
trabalho consiste em sintetizar o Espírito com o Espírito, em sua eventual abstração ou
retirada da matéria e em sua unifcação com sua fonte cósmica. Por isso Ele produz o
Pralaya ou a desintegração da forma da qual Ele extraiu o Espírito.

Essa visão tão lógica e nítida que o Mestre Tibetano nos proporciona com referência
ao tão temido pralaya, que nós chamamos morte, elimina de uma vez por todas o terror
que a imensa maioria da humanidade sente, quando pensa ou ouve falar essa palavra.

Mesmo nos pequenos pralayas, como a morte física, aquele que ao longo de sua vida
física adquiriu e entendeu os verdadeiros conhecimentos esotéricos e os colocou em
prática, não fca em desespero, mas permanece inalterado, pois para ele tanto faz
atuar aprisionado num corpo físico, como livre dele. O que ele realmente quer é se ver
livre o mais rápido possível da prisão da matéria. Para tanto ele se esforça em dominar
todos os seus veículos, para prestar um melhor serviço à Hierarquia. Aqui cabe
lembrar que após a terceira Iniciação (a primeira solar) o Iniciado recebe instruções de
como construir o maiavirupa, que signifca corpo ilusório.

Foi por esse poder que Santo Antônio de Pádua, estando em Coimbra pronunciando a
homilia, apareceu numa cidade próxima, num tribunal, para defender o pai, inocente,
mas que seria condenado, se não fosse o testemunho do Santo, sendo este feito
chamado milagre da bilocação pela igreja católica (bilocação quer dizer estar em dois
lugares ao mesmo tempo). A explicação científca para o fato é a seguinte: o Ego de
Sto. Antônio deixou os corpos físico e astral na igreja onde estava pronunciando a

163
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
homilia, foi em corpo mental até o tribunal, construiu corpos astral e físico ilusórios
(maiavirupa) e fez a defesa do pai, uma vez que ele tinha a capacidade de coordenar
simultaneamente a permanência dos corpos na igreja e a ação do maiavirupa no
tribunal. Cabe aqui lembrar que Santo Antônio de Pádua era natural de Lisboa, mas, a
pedido de São Francisco de Assis (cuja Mônada atualmente é o chamado Mestre
Kutumi, Choan do segundo Raio e futuro Bodisattwa, quando o Senhor Maitreya ou
Cristo assumir o cargo de Buda), foi para Pádua, na Itália, para ensinar os irmãos da
recém fundada ordem dos franciscanos, pois Santo António era muito inteligente.

Por hoje vamos encerrar o nosso estudo, para continuar dentro ainda desse tema, que
é de muita importância e utilidade, uma vez que nos proporciona uma visão racional da
constituição, organização e direção dos nossos mundos de evolução e, com essa visão,
a eliminação do maia e da miragem.

Estudo 034

O Movimento nos Planos Físico e Astral - Considerações Preliminares - O Tríplice


Objetivo - A Tríplice Função - A Tríplice Atividade (O Primeiro Logos - Final - Da página
145 à 147 do Tratado sobre Fuego Cósmico)

Continuando nossas considerações preliminares sobre o movimento nos planos físico e


astral, vamos aplicar mais uma vez a analogia à ação do Primeiro Logos, comparando-a
com a ação do Ego, o microcosmos. O Ego (que é para o homem no plano físico o que o
Logos é para seu sistema) é analogicamente a vontade animadora, o destruidor de
formas, o produtor de pralaya e quem extrai de seu tríplice corpo o homem espiritual
interno, atraindo-o para si, ao centro de seu pequeno sistema.

Vamos esclarecer essa expressão "extrai de seu tríplice corpo o homem espiritual
interno, atraindo-o para si, ao centro de seu pequeno sistema". Primeiramente
lembremos que o Ego é um mecanismo construído com átomos mentais, pelo qual a
Mônada se manifesta no plano mental, relaciona-se com a matéria mental, nos três
subplanos mais sutis e se serve de um outro mecanismo importantíssimo, denominado
Loto Egoico, que é análogo ao disco rígido de um computador em termos de armazenar
informações.

O Ego vive experiências no plano mental concreto por meio do corpo mental, o mesmo
fazendo no plano astral através do corpo astral e no plano físico pelo corpo físico.

164
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Quando encarnado, a consciência se manifesta pelo cérebro físico, embora atuando
simultaneamente nos corpos astral, mental e causal.

Após a morte física, a consciência é transferida para o corpo astral, quando então o
Ego vive simultaneamente experiências nos planos astral, mental e causal.

Após a morte astral, é feita a transferência da consciência para o corpo mental,


passando o Ego a viver simultaneamente experiências nos subplanos inferiores e
superiores do plano mental.

Após a morte mental, a consciência passa para o plano causal, ou seja, o Ego passa a
viver exclusivamente em seu habitat natural. Nessa fase Ele inicia o processo de
consolidar em seu Loto Egoico as memórias das essências das experiências
vivenciadas na última encarnação, abrangendo os três planos inferiores,
transformando-as em qualidades, que irão brotar na próxima encarnação.
Consequentemente o chamado "homem espiritual interno" é o conjunto dessas
essências citadas, que serão armazenadas no Loto Egoico, sendo que na quarta
Iniciação todo o conteúdo do Loto é absorvido pela Tríade Superior, ocorrendo então a
desintegração do Loto, uma vez que não é mais necessário.

O Ego é extracósmico no que concerne ao ser humano no plano físico, o que é o


mesmo que dizer: o Ego atuando através do corpo físico (cérebro físico) interpreta a si
mesmo atuante no corpo causal como um ser extracósmico. Se essa conceituação for
bem entendida, fcará elucidado o verdadeiro problema cósmico que envolve o Logos e
os "Espíritos aprisionados", como diz o cristão.

c. Seu modo de atuar consiste em impelir para adiante; Sua é a Vontade que está
subjacente ao desenvolvimento evolutivo e é o que impulsiona o Espírito através da
matéria, até que com o tempo consegue surgir dela, depois de ter realizado duas
coisas:

Primeiro - Ter acrescentado qualidade à qualidade, em consequência, surge com a


faculdade adquirida, engendrada por essa experiência.

Segundo -Ter aumentado o grau de vibração da matéria por meio de sua própria
energia, de maneira que a matéria, no momento do pralaya e da obscuração, terá
duas características principais - atividade, resultado da Lei de Economia e
magnetismo dual, resultado da Lei de Atração.
Tais conceitos estão regidos pela Lei de Síntese, lei da coerente vontade de ser, que

165
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
persiste não só em tempo e espaço, como também durante um ciclo maior.

Estas observações preliminares têm por objeto apresentar uma síntese do conjunto.
As palavras limitam e obscurecem as ideias; textualmente velam e ocultam o
pensamento, tirando clareza ao expressar de forma confusa. A tarefa que
desempenham os Segundo e Terceiro Logos (objetivar o Espírito essencial) é
compreendida mais facilmente por meio de uma ampla descrição, que a tarefa mais
esotérica efetuada pelo Primeiro Logos, a vontade animadora.

Em termos de fogo, talvez possamos esclarecer outro ponto de vista.

O Terceiro Logos é fogo da matéria. Arde por fricção, adquire velocidade e acelera a
vibração ou frequência devido à rotação das esferas, cuja interação produz fricção.

O Segundo Logos é fogo solar, a fusão ou sintonia do fogo da matéria com o fogo
elétrico do Espírito, que em tempo e espaço produz esse fogo chamado solar. Em
outras palavras podemos dizer o seguinte: quando o Imanifestado (que não é nem
Espírito nem matéria) sai do seu estado original para ingressar na manifestação,
surgem os dois fogos, elétrico e da matéria e da relação (contato) entre os dois, é
gerado o fogo solar, o que leva a concluir que para a matéria evoluir, o que só é
possível pela incrementação do fogo da matéria, é necessário a atuação do fogo solar.
Resumindo temos: o fogo solar só existe para relacionar o fogo elétrico com o fogo da
matéria e o fogo da matéria só pode evoluir pela ação do fogo solar animado pelo fogo
elétrico, por outro lado, o fogo elétrico, atuando no fogo solar e por meio deste no fogo
da matéria, adquire experiência e também evolui. Assim é no atual sistema solar, no
próximo será diferente. Apenas podemos fazer uma conjectura com base na
informação do Mestre Tibetano de que a meta do atual sistema solar é expressar Budi
através de Manas, o que em termos de fogo signifca o fogo da matéria sintonizar-se
perfeitamente com o fogo solar. Então o próximo sistema solar começará com a
matéria muitíssimo mais refnada e com uma muito maior capacidade de vibrar, o que,
obviamente, permitirá uma aproximação muito mais íntima entre o fogo elétrico e o da
matéria, reduzindo em muito a necessidade do fogo solar.

Voltemos ao fogo do Segundo Logos. Constitui a qualidade da chama ou chama


essencial, produzida pela fusão. O fogo elétrico atuando por meio do fogo solar no
fogo da matéria, leva este a expressar a qualidade essencial do primeiro (um outro
signifcado de fusão), a resposta do fogo da matéria ao fogo solar é realimentada a
este, fazendo então com que ele se torne na qualidade da chama, que é o fogo elétrico.

Podemos ver essa analogia no fogo irradiante da matéria e na emanação, por exemplo,

166
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
do Sol central, de um planeta ou de um ser humano, denominada magnetismo (não é o
magnetismo da física) neste último. A emanação ou vibração característica do homem
é o resultado da fusão do Espírito (a Mônada) com a matéria e da relativa adaptação
da matéria ou forma à vida interna (a qualidade da Mônada). Em outras palavras, a
Mônada, fogo elétrico, por meio do Ego, fogo solar, impõe sua qualidade à forma, seus
corpos inferiores, fogo da matéria.

O sistema solar objetivo ou Sol manifestado, é o resultado da fusão do Espírito (fogo


elétrico) com a matéria (fogo por fricção); as emanações do Filho (fogo solar)
dependem em tempo e espaço do grau de adequação da matéria e da forma à vida
interna.

O Primeiro Logos é fogo elétrico, fogo do Espírito puro. Todavia, na manifestação é o


Filho, porque ao unir-se com a matéria (a mãe), o Filho é criado por Aquele que O
conhece. Na linguagem comum, o Filho é a imagem do Pai. "Eu e meu Pai somos Um" é a
afrmação mais esotérica da Bíblia cristã, que não só se refere à união do homem com
sua fonte, a Mônada, por conduto do Ego, mas também à união de toda vida com sua
fonte, o aspecto Vontade, o Primeiro Logos.

Vamos agora procurar nos manter estritamente dentro do tema do fogo da matéria e
seu efeito ativo sobre as envolturas, das quais é o fator animador e sobre os centros
que estão primordialmente sob seu controle.

Conforme já foi dito e geralmente aceito, o efeito do calor na matéria produz a


atividade denominada giratória ou rotatória das esferas. Certos livros antigos, alguns
dos quais não são acessíveis no Ocidente, ensinam que toda a abóbada celeste é uma
vasta esfera que, ao girar lentamente, arrasta, qual imensa roda, esse número sem fm
de constelações e universos nela contidos.

Esta é uma afrmação impossível de ser comprovada pela mente fnita do homem em
sua condição atual ou com os elementos e instrumentos científcos de que dispõe,
porém, da mesma forma que toda afrmação ocultista, traz em si a semente da ideia, o
germe da verdade e um indício para descobrir o mistério do universo.

É sufciente dizer aqui que a rotação das esferas dentro da periferia solar é um fato
esotérico aceito e a ciência já tem provas de que o "circulo não se passa solar", nosso
sistema solar, gira também entre as constelações no lugar designado, o giro em torno
do centro da galáxia, numa duração de 200 milhões de anos.

Recentemente foi formulada mais uma teoria sobre a forma do universo, a de um

167
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
dodecaedro, um sólido com 12 faces, fnito, havendo refexão de sistemas. Ainda não
temos o modelo matemático dessa teoria, todavia cremos que ainda é uma visão de
sob o véu de maia, a grande ilusão provocada pela grande limitação dos sentidos e pela
ausência de mais informações.

Porém não vamos tratar agora deste aspecto do tema, mas estudaremos a ação
giratória das esferas do sistema e seu conteúdo - as esferas menores que pertencem a
todos os graus - lembrando sempre que tratamos unicamente das características
inerentes à matéria mesma e não da matéria em colaboração com seu oposto, o
Espírito, cuja colaboração produz o movimento cíclico-espiral, ou seja, não vamos
estudar ainda o aspecto consciência, contudo poderemos usar a mente analítica e
efetuar deduções sobre os efeitos dos movimentos na consciência, que é fogo solar. É
isto que o Mestre Tibetano tanto recomenda, que cruzemos suas informações, façamos
analogias, usemos bastante a mente discriminadora, tirando conclusões, abstraiamos a
essência do conhecimento (mente abstrata), utilizemos as informações da ciência
humana e assim consigamos a expansão de nossa consciência, melhor dizendo,
alarguemos nosso "círculo não se passa".

A seguir apresentamos um desenho no qual expressamos a nossa concepção da


geração e atuação dos três Logos e dos três fogos, confgurando a Santíssima
Trindade, com base nos ensinamentos do Mestre Tibetano:

168
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

Do Dois surge o Três - A Santíssima Trindade - Segundo Logus - Aquele que relaciona
o espírito com a matéria, o flho, o crucifcado entre o espírito e a matéria, a
consciência, o Ego crucifcado, porque ao mesmo tempo está em contato com o
espírito e é prisioneiro da matéria, a qual deve subjugar, para se libertar da Cruz, após
adquirir experiências na matéria, conhecê-la profundamente, dominá-la, expressar-se
através dela, adaptando-a às suas qualidades e passar a essência dessas experiências
e desses conhecimentos para o espírito - só pode existir em presença do espírito e da
matéria

Por hoje vamos encerrar nosso estudo, e ao voltar abordaremos o assunto Efeitos do
Movimento de Rotação, da página 147 à 149, item 3 exclusive, do Tratado sobre Fogo
Cósmico.

Aproveitamos o ensejo para comunicar a todos que estamos preparando um livro


sobre todo o conteúdo até agora divulgado neste site, com referência ao Tratado sobre
Fogo Cósmico, abrangendo os assuntos desde Postulados de Introdução, página 33 até
Kundalini e a Coluna Vertebral, Seção D da Primeira Parte, página 133. É nosso
propósito continuar escrevendo livros em continuação aos assuntos aqui tratados. É
oportuno lembrar na atual época as palavras do Mestre Tibetano:

"Los iniciados del mundo vendrán a la encarnación en esta época y leerán mis palabras
al fnal de este siglo, con gran comprensión." - Página 494 de Los Rayos y Las
Iniciaciones. Tradução: Os iniciados do mundo virão à encarnação nesta época e lerão
minhas palavras no fnal deste século, com grande compreensão. Ora, o livro foi escrito

169
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
em meados do século passado, quando os citados iniciados estavam nascendo e agora
estamos no início de um novo século.

"En el próximo siglo, a principios del mesmo, vendrá un iniciado que impartirá su
ensenanza, haciéndolo bajo la misma "égida", pues mi tarea no ha terminado todavia y
esta serie de tratados que vinculan el conocimiento materialista del hombre con la
ciencia de los iniciados, tiene aún otra faz que recorrer." - Página 363 de Astrologia
Esotérica. Tradução: No próximo século, no princípio do mesmo, virá um iniciado que
divulgará seus ensinamentos, fazendo-o sob a mesma "égide", pois minha tarefa ainda
não terminou e esta série de tratados que vinculam o conhecimento materialista do
homem com a ciência dos iniciados, tem ainda outra face que percorrer.

"Uno de los resultados de este alineamiento y adaptación jerárquicos será el


establecimiento, por primera vez, de una interacción y movimiento fuídico, entre los
tres centros planetarios. Actualmente, los Chohanes salen de la Jerarquia y entran en la
Câmara del Concilio del Señor del Mundo, o en uno de los Siete Senderos; los Maestros
mayores, a cargo de Ashramas, están recibiendo grados superiores de iniciación y
ascendiendo al grado de Chohanes; iniciados que pasaron del tercer grado están
recibiendo rápidamente la cuarta y quinta iniciaciones, convirtiéndose en Maestros
(recibiendo ambas iniciaciones en una sola vida), y sus puestos están siendo ocupados
por iniciados menores, que a su vez, estuvieron entrenando a discípulos que los
reemplazarán hasta que en este processo de sustituir y reemplazar lleguemos a la
puerta que simbólicamente se halla entre la humanidad y la Jerarquia y ahora está
ampliamente abierta, y así los discípulos aceptados recibirán la iniciación, los discípulos
comprometidos serán aceptados y los discípulos en aceptación prestarán juramento."
Página 439 de La Exteriorización de la Jerarquia. Tradução: Um dos resultados deste
alinhamento e adaptação hierárquicos será o estabelecimento, por primeira vez, de
uma interação e movimento fuídico entre os três centros planetários. Atualmente, os
Choans saem da Hierarquia e entram na Câmara do Concílio do Senhor do Mundo, ou
em um dos Sete Caminhos; os Mestres maiores, a cargo de Ashrams, estão recebendo
graus superiores de iniciação e ascendendo ao grau de Choans; iniciados que
passaram do terceiro grau estão recebendo rapidamente as quarta e quinta iniciações,
convertendo-se em Mestres (recebendo ambas iniciações em uma só vida), e seus
postos estão sendo ocupados por iniciados menores, que, por sua vez, estiveram
treinando discípulos que os substituirão, até que neste processo de substituir e
remanejar cheguemos à porta que simbolicamente se acha entre a humanidade e a
Hierarquia e agora está amplamente aberta, e assim os discípulos aceitos receberão a

170
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
iniciação, os discípulos comprometidos serão aceitos e os discípulos em aceitação
prestarão juramento.

Citamos estas palavras textuais do Mestre Tibetano para enfatizar que estamos
vivendo o momento das oportunidades, que todos devem aproveitar e que em seguida
virá o momento do expurgo e da seleção.

Estudo 035

Efeitos do Movimento de Rotação - Separação (Páginas 147 e 148 do Tratado sobre


Fuego Cósmico)

Iremos estudar agora os efeitos do movimento de rotação, que são: separação,


impulso, fricção e absorção. Nesta semana iremos tratar somente da separação.

Toda esfera gira no corpo macrocósmico. Esta rotação produz certos efeitos, que
podemos enumerar da seguinte maneira:

1. Separação. Esta ação provoca a diferenciação das esferas, formando como


sabemos as seguintes unidades atômicas:

a. O sistema solar, reconhecido como átomo cósmico; todos os átomos dentro da


sua periferia são considerados moleculares.

b. Os sete planos, considerados como sete vastas esferas, que giram


latitudinalmente dentro da periferia solar.

c. Os sete raios, considerados como as sete formas que ocultam os Espíritos, são
bandas esferoidais de cor, que giram longitudinalmente e formam (com referencia
aos sete planos) uma vasta rede entrelaçada. Estas duas séries de esferas (planos
e raios) constituem a totalidade do sistema solar e produzem sua própria forma
esférica.
Deixemos por ora de lado a Consciência que anima estas esferas e concentremos
nossa atenção no fato de que cada plano é uma vasta esfera de matéria, ativada pelo
calor latente, que gira em determinada direção. Cada raio de luz, não importa a cor, é
igualmente uma esfera de matéria de máxima tenuidade, que gira perpendicularmente
à direção dos planos, ou seja, formando um ângulo de noventa graus com a direção de
rotação dos planos.

171
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Estes raios produzem, em virtude de sua ação mútua, um efeito irradiante entre si, ou
seja, um infuencia o outro através do campo de força que cada partícula de matéria
portadora da qualidade de um raio gera em torno de si e que atinge a partícula
portadora da qualidade de outro raio. Explicaremos essa interferência mútua mais
adiante.

Assim pela rotação das esferas, pela aproximação do calor latente das esferas e pela
interação desse calor, é produzida essa totalidade chamada "fogo por fricção".

Com referência a estes dois tipos de esferas, poder-se-ia dizer, à maneira de ilustração
e para maior claridade, que:

a. os planos giram de este a oeste e

b. os raios giram de norte a sul.


Vamos deixar bem claro que não nos referimos aqui a pontos no espaço; simplesmente
estabelecemos tal orientação empregando palavras que tornam mais inteligível esta
ideia abstrusa.

Do ponto de vista dos raios e dos planos, não existem norte nem sul, este nem oeste.

Aqui temos uma analogia e um ponto muito interessante, embora muito complexo.
Graças a esta mesma interação torna-se possível o trabalho dos quatro Maharajás ou
Senhores do Carma; o quaternário e todo o quádruplo poderão ser vistos como uma
das combinações fundamentais da matéria, produzidas pelas revoluções duais de
planos e raios.

Os sete planos e igualmente os átomos giram em torno de seu próprio eixo e se


adaptam àquilo que se exige de todas as vidas atômicas.

As sete esferas de cada plano, denominadas subplanos, correspondem também ao


sistema; cada subplano tem suas sete rodas giratórias ou planos que giram por sua
própria capacidade inata, devido ao calor latente - o calor da matéria de que estão
formados.

As esferas ou átomos de qualquer forma, desde a forma logoica (à qual nos temos
referido sumariamente) até o último átomo físico e a matéria molecular que entra na
construção do corpo físico, demonstram correspondências e analogias similares.

Todas estas esferas se ajustam a certas regras, preenchem certas condições e estão
caracterizadas pelas mesmas qualidades fundamentais. Mais adiante consideraremos
estas condições; por agora devemos continuar estudando os efeitos da ação giratória.

172
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Interpretemos essas informações do Mestre Tibetano, de forma a que fquem mais
claras nas mentes de todos e assim possam ter uma visão mais inteligível e nítida das
diversas áreas do mundo fenomênico, em particular da área do comportamento
humano (devido à ação dos raios), não só individual como coletivo (grupos, nações e
humanidade).

Estabeleçamos um ponto de vista inicial. Será a visão do sistema solar como um todo,
desde o plano adi até o físico, que constituem em conjunto o físico cósmico. Nesta fase
devemos esquecer as estrelas (quatro), os planetas e asteroides que constituem nosso
sistema solar, a atual expressão física cósmica do nosso Logos Solar. Não esqueçamos
que esse sol que nós vemos nascer e se por todos os dias e os planetas visíveis e
invisíveis que circulam ao seu redor, constituem uma parte do sistema verdadeiro do
nosso Logos Solar.

Vamos nos colocar mentalmente fora desse sistema, olhando-o de uma posição no
mesmo nível em que ele está no espaço. Admitamos que tenhamos a visão das
matérias de todos os planos, desde o adi até a etérica, com a habilidade de, à vontade,
ver todas as matérias simultânea e isoladamente, ou seja, poderemos ver apenas as
partículas da matéria adi, ou somente as partículas da matéria monádica e assim por
diante, ou todas elas ao mesmo tempo. Obviamente a nossa consciência terá a
amplitude sufciente para abarcar, em termos de visão, toda a imensidão desse
sistema.

O que vamos fazer não é devaneio irracional, uma vez que vamos trabalhar com os
conceitos que o Mestre Tibetano nos passou.

Primeiramente concentremos nossa atenção apenas na visão mais elevada, a da


matéria adi. O que veremos ? Veremos uma esfera com uma depressão no centro da
parte superior. Para tanto já devemos ter um referencial para discernir o que está
acima, abaixo, à esquerda, à direita etc, podendo ser esse referencial um outro sistema
ou um conjunto de sistemas. Em contraposição a essa depressão no centro da parte
superior, veremos um ponto no centro da parte inferior. Esses dois pontos poderemos
chamar de polo norte para a depressão superior e polo sul o ponto em contraposição
na parte inferior, em analogia com a nossa geografa. A região à nossa esquerda vamos
chamar de oeste e aquela à nossa direita de este. Assim conseguimos determinar
quatro pontos cardeais para nossa orientação.

Essa esfera é constituída de um número quase infnito de partículas infnitesimais, que


circulam em velocidade muitíssimo maior que a da luz (300.000 km/segundo é a

173
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
velocidade da luz, aproximada), em torno do eixo central da esfera, de este para oeste,
ao mesmo tempo em que executam muitos outros movimentos. São os átomos adi.

Essas partículas preenchem todas as regiões da esfera, não havendo um ponto em que
elas não estejam.

Agucemos a nossa visão adi para enxergarmos as moléculas adi, constituídas de


associações de átomos adi. Veremos então seis tipos de partículas, que diferem entre
si pelo tamanho, pela velocidade e pela habilidade de movimentos simultâneos. Todas
elas também circulam em torno do eixo central e preenchem todos os pontos da
esfera. Quanto maior a molécula, menor a velocidade e a capacidade de oscilar. Esses
seis tipos de partículas ou moléculas formam os seis subplanos do plano adi e
juntamente com os átomos são os sete subplanos adi. Dentro de cada subplano há
também sete diferenciações, que vamos esquecer por enquanto para não complicar as
coisas.

De uma forma sintética, veremos sete esferas, uma dentro da outra, girando em
velocidades diferentes, conforme o grau de tenuidade ou sutileza (tamanho da
partícula), ou seja, quanto mais sutil e menor, maior a velocidade, todas as esferas
cheias de suas partículas respectivas, sendo que as partículas menores podem passar
por entre os espaços existentes dentro das partículas maiores constituídas de átomos,
à semelhança dos neutrinos que nos atravessam da cabeça aos pés, sem que sintamos.

Adaptemos agora nossa visão para vermos matéria um pouco mais densa que a do
plano adi. Veremos um número ainda quase infnito, porém um pouco menor do que de
partículas adi, de maior tamanho e menor velocidade, circulando de este para oeste,
por entre o oceano de partículas adi, com suas sete diferenciações, como no plano adi.
Essa é a matéria monádica. Lembrem-se de que não estamos considerando as
qualidades e propriedades de cada matéria, pois esse assunto não é para agora.

Passemos a seguir nossa visão para a matéria átmica ou espiritual. Novamente


veremos partículas em número muito grande, porém um pouco menor que o anterior,
de maior tamanho e menor velocidade, preenchendo a esfera até o centro, também
com sete diferenciações, continuando a cair a velocidade em função do aumento do
tamanho da partícula.

Prosseguindo com a transferência da visão de um tipo de matéria para outro,


chegaremos aos subplanos etéricos, esquecendo a matéria física densa, constituída de
partículas etéricas associadas, quando continuaremos a ver mais esferas dentro de
esferas, cada esfera circulando em velocidades diferentes, conforme o tamanho da

174
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
partícula.

Controlando a nossa visão e a nossa consciência para vermos simultaneamente todas


as esferas em circulação, presenciaríamos o belíssimo espetáculo de quarenta e nove
esferas, uma dentro da outra, cada uma com suas respectivas partículas até o centro
comum (esqueçamos as sete subdivisões dos subplanos), girando em velocidades
diferentes, sendo a mais veloz a mais sutil e a mais lenta a mais densa.

As partículas mais sutis passando em maior velocidade por dentro das partículas mais
densas. Devido a essa diferença de velocidade e capacidade de oscilar, cada plano
conserva a sua identidade, juntamente com seus habitantes, que podem ter ou não
consciência dos habitantes dos outros planos. Há interferência de um plano em outro,
mas ela é regulada por leis.

Olhemos agora para a depressão no centro da parte superior. Veremos um fuxo


contínuo de partículas mais sutis que os átomos adi, penetrando na esfera por essa
depressão e prosseguindo na direção do polo sul. Este fuxo de partículas sutis, em seu
trajeto do polo norte ao sul, seguindo a curvatura da esfera em todo o seu espaço
interno, adquire a aparência de uma esfera que gira num ângulo de noventa graus
(ângulo reto) com a direção de rotação das matérias dos planos e forma a rede
entrelaçada.

Este fuxo é o resultado da atuação de entidades cósmicas chamadas Senhores de


Raio. Eles se manifestam através das sete estrelas principais da constelação de Ursa
Maior. Como são sete as cores do espectro luminoso, Mestre Tibetano usa a expressão
"bandas esferoidais de cor".

As partículas portadoras das energias e informações referentes às qualidades dos


Senhores de Raio têm comportamentos diferentes, sendo específcas para cada Raio.
Por isso é possível identifcar essas "esferas longitudinais" dos Raios, que giram
simultaneamente. É bom recordar que estamos estudando o sistema solar como um
todo, no seu aspecto movimento, logo não cabe um aprofundamento do assunto Raios.

Pelo processo de penetração de uma partícula sutil em outra mais densa ocorre a
atuação de um raio em outro, não cabendo aqui o detalhamento técnico dessa
operação, pois é um assunto bastante complexo. Todas as matérias de todas as
esferas são infuenciadas e qualifcadas por essas energias de Raios.

Vamos agora procurar interpretar o que o Mestre Tibetano quis dizer quanto ao
trabalho dos quatro Maharajás. Se analisarmos bem os movimentos ortogonais (em

175
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
ângulo reto) dos dois conjuntos de esferas (planos e Raios), considerando os objetivos
dos dois conjuntos (experiências materiais e qualidades), perceberemos nitidamente
quatro setores de esfera. Se cortarmos uma esfera nos sentidos vertical e horizontal
em ângulo reto, teremos os quatro setores. Como as esferas estão em rotação
horizontal (experiências materiais) e vertical (qualidades), os quatro Maharajás ou
Senhores do Carma têm seus setores para aplicação do carma, uma vez que podem
dispor de matérias e qualidades diferenciadas para a execução do carma.

Como prova da lógica do que o Mestre Tibetano diz, é sufciente lembrar o fato, tão do
conhecimento da Astronomia, do alinhamento do eixo norte-sul da Terra com as sete
estrelas boreais, provocando a inclinação desse eixo em relação com a eclíptica, que é
no momento de 23 graus aproximadamente. O alinhamento atual é com a estrela
Polaris, a alfa de Ursa Menor. Essa estrela tão brilhante, só visível acima de 70 graus
norte, é na realidade um sistema de cinco estrelas, um binário em torno do qual giram
três estrelas. Há uma grande particularidade em relação a essa estrela sob o ponto de
vista esotérico. Ela está alinhada com as estrelas Dubhe e Merak, respectivamente as
alfa e beta de Ursa Maior e serve de fltro para as energias de primeiro e segundo raios
de Dubhe e Merak respectivamente. Merak (segundo raio) está mais próxima da Terra.
Consequentemente as energias de primeiro raio de Dubhe são atenuadas pelas de
segundo raio de Merak e atenuadas e adequadas por Polaris às condições da Terra.

Aqui encerramos nosso estudo. Voltaremos continuando com esse assunto, quando
estudaremos o impulso e a fricção, nas páginas 148 e 149 do Tratado sobre Fogo
Cósmico. A absorção fcará para a outra semana, por ser um assunto mais complexo,
exigindo mais explicações.

Estudo 036

Efeitos do Movimento de Rotação - Impulso e Fricção (Páginas 148 e 149 do Tratado


sobre Fuego Cósmico)

Impulso - Esse impulso aqui é consequência da repulsão provocada pelo movimento de


rotação. Quando dois átomos, girando cada um em torno de seus próprios eixos no
mesmo sentido, aproximam-se, tendem à repulsão, porque no lado da aproximação os
movimentos são opostos, conforme se vê no desenho abaixo:

176
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

Esta é a lei de Repulsão, subsidiária da grande Lei de Economia, que rege a matéria.

Temos um exemplo da aplicação do movimento de rotação no lançamento de sondas


espaciais, quando a força gravitacional é aproveitada para acelerar a sonda, conforme
se vê no desenho abaixo:

É a força de repulsão que mantém os planetas e asteroides afastados entre si e em


seus lugares, como também faz com que estrelas mantenham-se em seus locais
determinados, formando sistemas estelares e sistemas estelares formem galáxias e
assim por diante. É a Lei de Repulsão que permite aos planos e subplanos conservarem
suas identidades materiais.

Observem que estamos considerando a repulsão. Todavia o que mantém os astros


ligados, apesar da repulsão, formando sistemas ? É a energia do Espírito ou Primeiro
Logos, através do Filho, Segundo Logos, que atrai e sustenta os sistemas. Não
podemos esquecer que os sistemas são formas, pelas quais os Seres Cósmicos se
expressam e evoluem.

Vemos então de um lado o Espírito, por meio do seu segundo aspecto e do fogo solar,
atuando para construir e estabilizar sua forma, de outro lado a matéria opondo-se à

177
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
união. Essa luta caracteriza a manifestação, é o que chamam luta entre o bem e o mal.
Contudo, é por intermédio dessa luta que o Espírito desenvolve sua força, torna ativas
suas potencialidades, descobre os segredos da matéria neste atual sistema solar, no
qual as condições reinantes são outras e a matéria está mais forte do que no sistema
solar anterior, pois nele a meta foi desenvolver ao máximo a matéria (terceiro aspecto).

Mas o Espírito, cada vez mais, impõe sua força atrativa (fogo solar) e, lentamente, vai
subjugando a matéria, vencendo sua repulsão e construindo formas melhores, que
expressam com crescente fdelidade suas qualidades, que assim se aprimoram,
agigantam-se, traduzem atividades e responsabilidades que nunca foram imaginadas,
mas sabemos que existem, por um raciocínio lógico, quando consideramos as funções
de unidades menores dentro de unidades maiores.

Vamos esclarecer o acima dito. O reino humano constitui o chacra laríngeo do nosso
Logos Planetário. Como a maioria da humanidade ainda não está num bom nível
evolutivo para essa função, somente os Iniciados planetários trabalham efetivamente
nas pétalas do chacra laríngeo do Logos. Essa atividade é exercida na matéria búdica e
acima. A descrição dessa atividade não cabe neste estudo, apenas podemos afrmar
com convicção e certeza lógicas que não é o "dolce far niente" (doce não fazer nada)
ou a eterna adoração a Deus, defendidas a unhas e dentes pelos religiosos, ainda
fortemente dominados pelas energias da era de Peixes (6º Raio) e resistindo
fortemente às energias de Aquário (7º Raio).

De época em época o confito Espírito/matéria continua e a matéria cada vez perde


poder. Lentamente (tanto que quase não se percebe do plano físico) o poder de
atração do Espírito vai enfraquecendo a resistência da matéria, até que no fnal dos
ciclos solares maiores produzir-se-á a chamada destruição e a Lei de Repulsão será
dominada pela Lei de Atração. Constitui a destruição da forma e não da matéria, pois
esta é indestrutível. Podemos ver isso agora na vida microcósmica, no processo de
desintegração da forma, a qual se mantém como unidade separada ao empregar o
mesmo método de rechaçar de todas as outras formas.

Esta situação gradual e imperceptível pode ver-se no que respeita à Lua, a qual já não é
rechaçada pela Terra, uma vez que dá ao nosso planeta sua própria substância. H. P.
Blavatsky insinua isto na Doutrina Secreta, quando diz que a Lua cessou sua rotação.

Fricção - Primeiramente vamos procurar entender melhor o que seja fricção. Sabemos
que na física a fricção ou atrito gera calor, produz eletricidade estática e gera
desgaste. Sabemos ainda que um campo magnético, ao cortar um condutor, produz

178
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
nele uma corrente elétrica, sendo que podemos considerar o corte como sendo uma
fricção. Quando um campo de força atua em outro ou em qualquer objeto, podemos
considerar essa atuação como um atrito ou fricção. Em decorrência dessa linha de
raciocínio, podemos concluir que a fricção é a atuação de uma unidade de matéria em
outra, ou seja, é o resultado da convivência das unidades de matéria, que assim
aprendem a viver juntas, a se entenderem, a se ajudarem, a se harmonizarem e,
unindo-se, formarem unidades maiores e mais complexas. Isso é adaptação, um das
leis subsidiárias da Lei de Economia. Daí a importância do fogo por fricção no processo
evolutivo. Isto posto, vamos estudar os resultados da fricção:

a. vitalidade do átomo. Na transferência de energia de um átomo para outro, o


receptor é vitalizado;

b. ao ser vitalizado, receber e dar energia e ao agir de acordo com o propósito da


unidade maior da qual faz parte (uma forma), o átomo aprende a agir coerentemente;

c. em toda essa atividade o átomo aprende a atuar e ser útil;

d. fazendo parte de uma forma (unidade maior), o átomo contribui para o aumento da
energia e calor dessa forma, quer seja dentro de uma célula na forma microcósmica,
quer seja um planeta girando dentro de um sistema solar, ou vários sistemas solares
girando no corpo de uma galáxia;

e. fnalmente, quando um determinado grau de perfeição é alcançado, ocorre a


desintegração da forma, o que supõe a fusão dos fogos. É este o segredo da
obscuração fnal e do pralaya. Sempre os três fogos estão envolvidos: elétrico, solar
e por fricção, em diversos níveis.
Vamos concluir nosso estudo, analisando uma situação que choca muitas pessoas, à luz
dos ensinamentos do Mestre Tibetano, que são perfeitamente lógicos e racionais,
afastando-nos das explicações religiosas irracionais.

Uma pessoa morrendo em decorrência de um câncer generalizado. Está ocorrendo a


desintegração fnal ou pralaya para esse pequeno ciclo dessa Alma. Que grau de
perfeição foi atingido, ante tanto sofrimento visível ? Que grau de fusão e sintonia foi
alcançado pelos fogos ?

Um modo de analisar e entender esse caso particular é à luz da Lei do Carma. Essa lei
procura corrigir situações que impeçam a consecução da meta estabelecida para o
ciclo maior da entidade. Ora, para a atual cadeia planetária, a meta é a quinta Iniciação

179
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
planetária. Para essa Iniciação tem de ocorrer antes a fusão dos três fogos. Em
determinadas situações cármicas, o antagonismo entre os três fogos é muito grande,
não cabendo aqui explicações técnicas detalhadas desse antagonismo.
Consequentemente é estabelecida para uma encarnação a eliminação de uma
determinada quantidade das energias que provocam o antagonismo e difcultam a
fusão dos fogos. Quando essa quantidade a ser eliminada é alcançada, chega o
momento do pralaya ou morte, porque aquela Alma fcou um pouco mais próxima da
meta, o que quer dizer, em última análise, que a meta transitória (para a encarnação)
foi alcançada, ou em outras palavras, foi atingido aquele pequeno "grau de perfeição"
para a encarnação.

Sabe-se que o câncer é uma doença que envolve energias do primeiro raio (o
sintetizador e o destruidor). Existe um processo pelo qual as células cancerosas
desenvolvem os seis superpoderes e passam a trabalhar apenas para si mesmas,
esquecendo a unidade maior, o corpo humano. Esses seis superpoderes são: não
esperar a autorização para se duplicar, ignorar a ordem de suicídio quando algo sai
errado na duplicação, angiogênese ou capacidade de construir vasos sanguíneos,
duplicar-se acima do limite previsto (entre 50 e 70 vezes), habilidade para migrarem
para outros tecidos e neles se multiplicarem (metástase) e ignorar a ordem de dar uma
parada nas duplicações.

Por hoje vamos encerrar nosso estudo. Voltaremos quando estudaremos a absorção,
páginas 149, 150 e 151 do Tratado sobre Fogo Cósmico, tema de uma certa
complexidade, porque envolve um pouco o processo evolutivo não só do homem, como
do Homem Celestial (o Logos Planetário) e do Divino Homem Celestial (o Logos Solar).

Estudo 037

Efeitos do Movimento de Rotação - Absorção (Páginas 149,150 e 151 do Tratado sobre


Fuego Cósmico)

A absorção é o quarto efeito do movimento de rotação, provocado pelo fogo por


fricção. Ele é necessário para que a vida interna que se expressa pelo átomo viva
novas experiências, pela recepção de novas energias, de diversas qualifcações e
fontes, experimente diversas modalidades de movimento de rotação, reaja a essas
experiências, que logicamente resultam de relacionamentos com outros átomos e

180
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
dessa reação sua energia interna seja estimulada.

Assim o átomo evolui no caminho da sua meta, estabelecida para este sistema solar,
contribuindo também com a sua cota para a evolução do ser mais elevado do que ele,
que pode ser o homem, o Logos Planetário, o Logos Solar e Seres maiores.

A penetração das energias no processo de absorção ocorre num determinado ponto


da superfície da esfera atômica e nesse ponto é formada uma depressão, que
podemos chamar polo norte, em analogia com o polo norte da Terra. O oposto ao pólo
norte é o polo sul, girando o átomo em torno desse eixo norte-sul, assim como a Terra.

O polo norte é o principal local de entrada de energias no átomo, mas existem outros
pontos secundários. O polo sul é o principal local de saída de energias do átomo,
havendo outros pontos secundários de saída.

Nos livros Principles of Light and Color (Princípios de Luz e Cor) de Edwin D. Babbitt
Química Oculta, da dra. Annie Besant, o átomo é descrito de uma forma compreensível,
fcando bem nítida a depressão.

Esta depressão é provocada pelas irradiações (partículas menores), que procedem em


sentido ortogonal (formando ângulo reto) com o sentido de rotação da esfera e
descem do polo norte na direção do polo sul, até um ponto intermediário.

Ali tendem a aumentar o calor latente, a produzir um maior impulso e a introduzir uma
qualidade específca, de acordo com a fonte de irradiação. A absorção das emanações
que provêm de fora da esfera encerra o segredo da dependência que existe entre uma
esfera e outra e tem sua analogia na periodicidade de um raio, que ocorre em qualquer
plano das esferas, ou seja, os raios atuam por determinados períodos de tempo,
gerando efeitos em todos os reinos, como agora, num nível mais elevado, está saindo
de atividade o sexto raio e entrando o sétimo.

Esta penetração de energia de uma esfera para outra ocorre desde um sistema solar,
como um átomo macrocósmico, até uma célula do corpo físico. O processo consiste na
penetração de partículas menores portadoras das energias em partículas maiores,
processo esse que segue uma técnica bem defnida, que não cabe aqui explicar, apenas
citamos como exemplo a introdução de um fóton em um elétron, aumentando o
dinamismo do elétron.

Como o átomo recebe e emite, ele ao mesmo tempo é negativo ou receptivo e positivo
ou irradiante, assim sendo infuenciado pelo meio ambiente e infuenciando-o. Dessa
forma fca caracterizada a dependência mútua em todos os campos de evolução,

181
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
microcósmicos e macrocósmicos.

No nosso sistema solar existe uma interação muito importante, dentro dessa troca de
energias, que segue um planejamento no nível do Logos Cósmico, ao qual nosso Logos
está ligado intimamente. É lógico que nós, seres humanos, em particular, somos
fortemente afetados por essa interação.

A estrela Sírius (binário), as Plêiades (sete) e as sete estrelas principais (Dubhe, Merak,
Phekda, Megres, Alioth, Mizar e Benetnash) da Ursa Maior têm fortes relacionamentos
com o nosso sistema.

Assim como do sol são emitidos três energias, denominadas eletricidade (fogo por
fricção/elétrico, raios de luz de aspecto prânico (fogo por fricção/solar) e akasha (fogo
por fricção/por fricção), que mantêm nosso sistema em plena atividade e evoluindo,
igualmente desses astros chegam a ele esses fogos, porém em nível cósmico.

Mestre Tibetano esclarece apenas o fogo proveniente das Plêiades, que é o fogo
elétrico cósmico, que atua no físico cósmico, sendo por isso fogo por fricção
cósmico/elétrico. Quanto aos demais Ele sugere que nós façamos as deduções.
Achamos que Sírius nos manda fogo por fricção cósmico/por fricção e a Ursa Maior
fogo por fricção cósmico/solar. Observamos que esses astros desenvolvem outras
atividades em relação ao nosso sistema, conforme veremos quando entrarmos na
segunda parte do livro.

O nosso Logos Solar, com o seu sistema total, que é muito maior do que o sistema
planetário aceito pelos astrônomos, é a personifcação do aspecto Amor do Logos
Cósmico (chacra cardíaco) e portanto irradia essa energia para todo o seu corpo,
sendo positivo nesse sentido.

Igualmente, as Plêiades, ao mesmo tempo em que são positivas para nós, irradiando
fogo por fricção cósmico/elétrico, são negativas ou receptivas para os sete Rishis da
Ursa Maior, conforme vemos na página 296 do livro, no V diagrama, Evolução de um
Logos Solar. Quando chegarmos a essa parte, o assunto será mais esclarecido e
veremos a grandiosidade imensa dentro da qual estamos inseridos.

Sintetizando o que foi dito sobre os efeitos do movimento de rotação nos planos físico
e astral, podemos concluir o seguinte:

1. a separação é o efeito da repulsão;

2. o impulso é o efeito interno;

182
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
3. a fricção é o efeito no ambiente;

4. a absorção é o efeito receptivo ou atraente.


Esses resultados ocorrem em todos os átomos, nos planetas, nas estrelas, nas
constelações, nas galáxias, nos aglomerados de galáxias, nos aglomerados de
aglomerados de galáxias, nas chamadas paredes, que são conjuntos de milhões de
aglomerados de aglomerados de galáxias e maiores ainda, como os astrônomos
descobrirão, quando possuírem telescópios de maior alcance.

Devemos procurar entender e visualizar essas interações e seus efeitos na matéria


astral e deduzir, em termos práticos, o que ocorre no comportamento humano, em sua
parte emocional, uma vez que a grande maioria da humanidade está centrada na
emoção e muito distante da polarização mental. Enfatizo aqui que a polarização mental
não signifca de modo algum ausência de sentimento e emoção, mas pelo contrário,
eles se tornam muito mais intensos pela ação da mente vigilante, poderosa e em
contato com a mente abstrata, conferindo ao homem maior sensação de vida e muito
mais capacidade de ser útil à humanidade e à Hierarquia.

Os efeitos do movimento no plano mental serão estudados na segunda parte do livro.

Apresentamos a seguir o V Diagrama da página 296 do Tratado sobre Fogo Cósmico e


o átomo do livro do Babbitt.

183
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

Voltaremos a seguir quando estudaremos as qualidades do movimento de rotação:


inércia, movimento e ritmo, que são as três gunas (tamas, rajas e satwa), nas páginas
151 e 152 do Tratado sobre Fogo Cósmico.

Estudo 038

Qualidades do Movimento de Rotação (Páginas 151 e 152 do Tratado sobre Fuego


Cósmico)

O movimento de rotação, produzido pela ação do fogo por fricção, confere à matéria
de qualquer plano três qualidades fundamentais, chamadas gunas em alguns textos e
que são: inércia (tamas), mobilidade (rajas) e ritmo (satwa).

É muito importante que fque bem claro que estudaremos apenas as qualidades da
matéria e não da consciência, muito embora elas sejam interpretadas pela consciência

184
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
como informações, após terem passado por todo o processamento específco para
cada veículo. Pelos mecanismos de percepção (Jnanaindryas ou sentidos, existentes
em todos os corpos), essas qualidades (que atuam através de oscilações ou vibrações)
chegam à consciência, em qualquer veículo, sendo o cérebro físico sua sede quando
estamos encarnados fsicamente. Não vamos agora detalhar o processamento que
ocorre nos veículos, fcando para mais tarde.

Esclarecemos que o termo inércia é empregado aqui em dois sentidos: ausência de


outro movimento que não o de rotação e a resistência a mudar o estado em que se
encontra, essa última a defnição da física, na parte em que trata da mecânica. Ficará
bem claro o sentido, conforme o caso. Comecemos pela inércia.

Inércia - Está presente em todos os átomos, no início de qualquer manifestação, quer


seja um ciclo solar ou mahamanvantara (cem anos de Brahma ou um sistema solar),
uma cadeia planetária, um globo ou qualquer forma esférica, sem exceção. Abrange a
totalidade das formas em manifestação dentro do sistema solar. Nossos veículos ou
corpos estão inclusos.

Nessa fase inicial, quando prevalece apenas a energia do Terceiro Logos (a Primeira
Emanação) e não existe ainda nenhuma forma, as esferas somente giram em torno do
próprio eixo, não havendo ainda atração nem repulsão. As três divisões do fogo por
fricção (elétrico, solar e por fricção) estão no interior da esfera ou átomo, latentes,
provocando unicamente o giro, sem outro movimento, havendo portanto inércia, no
sentido de que as esferas não passam daí, em outras palavras, não há produção
nenhuma. É uma quietude relativa, ou seja, não há ainda inter-relacionamento, só
movimento individual, que, ao ser atingido um determinado grau de intensidade,
estabelece condições para que advenha a Segunda Emanação, do Segundo Logos, para
a construção das formas e então surge o:

Movimento - É um movimento diferente do giro. A Segunda Emanação induz nas


esferas ou átomos o impulso para a geração das formas, que então se aproximam
(outro movimento), trocam energias entre si (irradiação), atraem-se ou repelem-se,
nascendo as formas quando há atração.

Começam então as oscilações ou vibrações, tão presentes em nossa vida diária. Vamos
dissecar um pouco esse assunto.

Quando a corda de um violino vibra sob a ação do arco do violinista, essa oscilação é
mecânica. Quando o cone de papelão de um autofalante oscila sob a ação da corrente
elétrica variando na bobina móvel, produzindo o som, temos ainda uma oscilação

185
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
mecânica. Todavia a corrente elétrica variando na bobina móvel também é uma
oscilação, com a diferença de que o que oscila é a intensidade da corrente elétrica.
Vamos dar exemplos práticos, para que esses conceitos fquem bem claros.

Imaginemos um atleta corredor, que fzesse o seguinte treino: o trajeto a ser percorrido
por ele seria de 1000 metros. Iniciaria a corrida, aumentando a velocidade
gradualmente até 20km/hora (333metros por minuto), ao atingir essa valor, reduziria
aos poucos até a parada, para repetir esse ciclo várias vezes até completar os 1000
metros. Por meio do gráfco abaixo, vemos claramente que é uma oscilação, no sentido
de que ocorrem re petições ordenadas de procedimentos:

É muito importante que esse conceito de oscilação, tão conhecido pelos físicos e
técnicos de eletrônica, fque bem assimilado nas mentes de todos, pois o que ocorre
em nossos veículos é exatamente isso.

Vejamos mais um exemplo do que ocorre em nossos aparelhos de televisão:

Neste segundo gráfco, vemos um exemplo de uma onda retangular, onde percebemos
nitidamente a oscilação da voltagem da corrente elétrica e a forma dessa oscilação.

Vejamos mais um gráfco de oscilação em que ocorre mudança de polaridade:

186
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

Essa onda senoidal é a que alimenta nossas residências de eletricidade, na frequência


de 60 Hz, que quer dizer 60 ciclos por segundo. Existem também as ondas
eletromagnéticas, já explicadas em estudos anteriores. Essas oscilações, que são
movimentos, estão presentes em todos os planos e níveis de evolução, em todos os
reinos, em todos os planos, na ação dos raios, nos relacionamentos humanos,
planetários, de sistemas solares, de sistemas de sois formando veículos de expressão
de Logos Cósmicos, de sistemas de Logos Cósmicos constituindo corpos de
manifestação do Parabrahma Cósmico, conforme Mestre Tibetano chama e assim por
diante.

No futuro, quando o ocultista for realmente um cientista, ele analisará o que ocorre nos
corpos do homem à luz das formas de onda, frequência e intensidade das oscilações
das partículas. No momento poucos, muito poucos, têm essa concepção, que está
baseada nos ensinamentos do Mestre Tibetano, este Grande Cientista do Ocultismo,
que tanto tem ajudado a humanidade na busca do conhecimento verdadeiro e
autêntico.

Essa interação de ondas conduz à máxima sintonia, o que leva à terceira qualidade:

Ritmo - É o ponto de equilíbrio, máxima sintonia, máximo alinhamento ou fase das


ondas e a consequente estabilidade. A busca desse ponto é longa. Procuremos
esclarecer estes conceitos por meio de gráfcos.

Abaixo temos 2 esferas oscilando nas mesmas frequência, forma de onda e fase,
próximas entre si. Pela Lei de Economia não haverá confito entre essas esferas, nem
perdas ou distorções, dando-se então a máxima transferência de energia, com
benefícios mútuos. É um exemplo de atração. Essas esferas estão aptas a constituírem
uma forma.

187
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

Outro exemplo de sintonia, por fase:

Neste gráfco vemos 3 casos de fase: fora de fase (no exemplo 90 graus), havendo
distorção e perda de rendimento; em fase, quando o rendimento é máximo; em
oposição total, quando um ciclo de uma onda começa num sentido (polaridade), o ciclo
da outra começa em sentido oposto (polaridade oposta). Nesses casos temos de ver
também a frequência das 2 ondas. Um exemplo amplamente conhecido de ondas em
fase é o laser, no qual as ondas luminosas estão perfeitamente em fase, produzindo os
efeitos que todos conhecem.

Esse tipo de análise parece nada ter a ver com o esoterismo, mas tem e muito. Embora
tenhamos apenas considerado as qualidades do movimento da matéria, não podemos
esquecer nunca que os efeitos dessas qualidades constituem alimentação para a
consciência. Usando a linguagem da eletrônica, essas ondas da matéria são o "input"
(entrada) para a consciência, na qual provocam alterações, que produzem "output"
(saída) não só através dos mecanismos de ação (carmaindryas), como nos próprios
veículos. Os efeitos na consciência serão estudados mais tarde, ao longo do Tratado
sobre Fogo Cósmico. Logo existe uma correlação entre frequência e forma de onda
dos movimentos da matéria dos corpos do homem e sua consciência. Analisando-se
pois esses parâmetros, poderemos tirar conclusões sobre o que ocorre na consciência,

188
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
o que será utilíssimo no trabalho de cura e para acelerar o processo evolutivo.

Quando ocorre o equilíbrio perfeito (que sempre é relativo), são produzidos alguns
efeitos específcos, que parecem ser contraditórios e paradoxais, como diz o Mestre
Djwal Khul, mas se refexionarmos profundamente, usando a lei da Analogia, que Ele
tanto recomenda e que nós usamos, quando fazemos a comparação com os
fenômenos da eletrônica e colocamos os resultados ante a meta da evolução,
concluiremos que são perfeitamente lógicos e coerentes.

Esses efeitos são:

a. A desintegração da forma - é evidente, porque se o objetivo foi alcançado, o


instrumento (a forma) não é mais necessário.

b. A liberação da essência confnada na forma - é lógico, porque o Espírito ou a


Mônada atingiu seu objetivo e não tem mais nada a fazer com a forma.

c. A separação da Mônada e da matéria (forma) - também consequência evidente.

d. O fm de um ciclo, seja humano, planetário, solar ou cósmico.

e. A obscuração e o fm da objetividade ou manifestação, que não signifca o término


da existência.

f. A reabsorção da essência e novamente a fusão da matéria diferenciada com a raiz


da matéria - no caso da desintegração do sistema solar considerando o físico
cósmico (os sete planos, do físico sistêmico ao adi), as energias do Logos Solar que
constituem as Terceira e Segunda Emanações e que geraram o sistema, são
recolhidas por ELE e então cessa a diferenciação, pelo término do movimento,
restando apenas a matéria raiz, enriquecida pelas experiências adquiridas e que será
utilizada em outro grande ciclo solar (outro sistema solar). Nada se perde.

g. O fm do tempo e do espaço, como os compreendemos. É óbvio, uma vez que os


conceitos de tempo e de espaço estão intimamente ligados à matéria.

h. A unifcação dos três fogos e a combustão espontânea, se assim podemos


expressar -Ocorrendo a sintonia perfeita entre os três fogos, haverá a máxima
transferência de energia entre eles, com o máximo de rendimento e ganho, surgindo
então um pico de energia, como se diz na linguagem da física, que leva à combustão
total.

189
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
i. A atividade sintética da matéria nos três tipos de movimento - giratório, em espiral-
cíclico e progressivo - cujo movimento unifcado será produzido pela interação dos
fogos da matéria, da mente e do Espírito - muito claro e explícito, o Mestre já disse
tudo, sem necessidade de mais explicações.
Concluindo, podemos afrmar que quando o ponto de equilíbrio ou ritmo é alcançado,
por um sistema cósmico, solar, planetário (uma cadeia) no caso do macrocosmos e em
qualquer corpo do homem (o microcosmos), então o morador é liberado da prisão;
pode retirar-se à sua fonte de origem, abandonando a envoltura que lhe serviu de
cárcere e sai do meio ambiente que utilizou para adquirir experiência e foi o campo de
batalha entre os pares de opostos (Mônada e matéria). A forma ou envoltura, qualquer
que seja a classe, automaticamente se desintegra.

No próximo estudo veremos O Movimento de Rotação e o Simbolismo, nas páginas


152, 153 e 154 do Tratado sobre Fuego Cósmico.

Estudo 039

O Movimento de Rotação e o Simbolismo (Páginas 152, 153 e 154 do Tratado sobre


Fuego Cósmico)

Existe um princípio universal sobre o simbolismo: "Toda esfera giratória de matéria


pode ser representada empregando-se os mesmos símbolos gerais cósmicos, que se
utilizam para representar a evolução." (Mestre Tibetano)

1. O círculo - Simboliza o "círculo não se passa" da matéria indiferenciada, em outras


palavras, os limites impostos pelo Logos Solar, quando defne o espaço dentro do
qual vai vivenciar e desenvolver mais um grande ciclo de sua escalada evolutiva
cósmica, através da quantidade de matéria cósmica selecionada, para Ele formar e
construir as muitas combinações, de acordo com o seu propósito e através desse
veículo relacionar-se com o mundo cósmico ambiental e os Grandes Seres Cósmicos,
não só seus Pares como seus Superiores, melhor dizendo, Os que estão acima d´Ele.

Sob o ponto de vista etérico representa um sistema solar ou o corpo logoico, um


planeta ou o corpo de um Homem Celestial (Logos Planetário) ou um corpo humano,
no caso da manifestação inicial e uma só célula no corpo humano ou animal, um
átomo químico ou físico. Não esquecer que o etérico para o Logos Solar é o conjunto

190
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
dos planos búdico, átmico, monádico e adi.

2. O círculo com o ponto no centro - Signifca o calor latente no coração da matéria; o


ponto de fogo, o instante da primeira atividade giratória, o primeiro esforço
provocado pelo calor latente, efetuado pelo átomo para chegar à esfera de infuência
de outro átomo, o que é a primeira irradiação, o primeiro esforço de atração e a
consequente repulsão, dando como resultado:

3. A divisão do círculo em duas partes - Marca a rotação ativa e o início do


movimento do átomo de matéria (além do movimento de rotação em torno do próprio
eixo), expandindo a infuência do ponto positivo dentro do átomo de matéria, até que
o raio dessa esfera de infuência se estenda do centro à periferia. No local em que
essa infuência (a vida interna manifestando-se como fogo tríplice) toca a periferia, é
estabelecido um contato com a infuência advinda dos átomos vizinhos; assim inicia-
se a irradiação (relação não-eu eu) e surge o ponto de depressão, que caracteriza a
afuência (entrada) e a efusão (saída) de força e calor.

Aqui somente é explicado como aplicar os símbolos cósmicos à matéria e nos


ocupamos da manifestação, de um ângulo estritamente material. Exemplifcando,
usamos o símbolo do ponto dentro do círculo para representar a esfera da matéria e
o ponto de calor latente. Não tratamos aqui da matéria conformada e qualifcada por
um ente, que representa para a matéria à qual deu forma um ponto de vida
consciente, pois aí surgem infnitos outros movimentos secundários.

Estamos considerando unicamente a matéria, o calor latente e o efeito produzido


pelo movimento giratório do calor irradiante e a consequente interação entre os
grupos atômicos. Resumindo, estamos estudando apenas o movimento das
envolturas, o que faremos também na quinta divisão, O Movimento e os Centros.

4. A divisão do círculo em quatro partes - Este é o verdadeiro círculo da matéria, a


cruz de braços iguais do Espírito Santo (O Terceiro Aspecto, Brahma), personifcação
da matéria inteligente ativa. Este símbolo representa a qualidade quadridimensional
da matéria e a penetração do fogo em quatro direções; sua tríplice radiação está
simbolizada nos triângulos formados pela quádrupla cruz. De fato os quatro setores
do círculo gerados pela cruz dentro do círculo podem ser olhados como quatro
triângulos, conforme se vê na fgura abaixo:

191
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

Não signifca que o átomo realize quatro revoluções, mas a qualidade


quadridimensional da revolução, que é a meta perseguida. Temos várias maneiras de
entender essa quadridimensionalidade. Os movimentos referentes aos três fogos são:
rotação - fogo por fricção , espiral-cíclico - fogo solar , progressão - fogo elétrico,
somando, temos: rotação + espiral + cíclico + progressão = 4. Um outro modo é: o
terceiro aspecto, atividade inteligente da matéria se divide em quatro atributos:
harmonia pelo confito, conhecimento concreto, idealismo devocional e
organização/magia cerimonial, que são qualidades. Vejamos os movimentos dos
chacras. Primeiro a rotação de cada partícula componente, segundo o movimento que
vai do núcleo do chacra à periferia e retorna ao núcleo, terceiro a oscilação das
partículas e quarto o giro de todos esses três movimentos simultâneos em torno de um
eixo, como um prato girando, conforme se vê no desenho abaixo:

Esses quatro movimentos são expressões na matéria de qualidades essenciais para a


evolução não só dela como do Espírito ou Mônada, que a utiliza em seu processo.

192
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Atualmente, na quarta ronda e quarta cadeia, essa meta já começou a ser percebida e
entendida, em graus diferentes, é claro, conforme o nível evolutivo de cada um, ou
seja, alguns entendem-na em maiores clareza e profundidade, outros de forma ainda
distorcida.

À medida que se desenvolve no átomo a quinta espirila ou quinta corrente de força e o


homem pode entender o movimento giratório quadridimensional, reconhecer-se-á a
exatidão deste símbolo. Constatar-se-á então que todas as envolturas, em sua
progressão da inércia ao ritmo, passando pelo movimento, percorrem todas as etapas,
sejam as envolturas logoicas, os raios em que se ocultam os Homens Celestiais, os
planos que formam os corpos de certas Entidades Solares, o corpo causal (a envoltura
do Ego ou Alma no plano mental), a constituição etérica do corpo físico humano ou
uma célula desse corpo etérico. Estas formas materiais (que existem em matéria
etérica, a verdadeira matéria de todas as formas) são inicialmente ovoides
indiferenciados, logo giram ativamente ou manifestam calor latente, em seguida
expressam dualidade ou fogo latente e irradiante; a conjunção de ambos dá por
resultado a atividade quadrimensional, a roda ou forma que gira sobre si mesma.

5. A suástica - Fogo que se estende não só da periferia ao centro em quatro direções,


como também circula e irradia gradualmente desde a periferia e ao redor de toda ela.
Isto signifca uma atividade total em todos os aspectos da matéria, até que
fnalmente temos uma roda ígnea e famejante que gira em todas as direções, com
irradiantes canais de fogo, que vão do centro ao "círculo não se passa" - fogo para
dentro, para fora e ao redor, até que a roda se consuma e somente resta fogo
perfeito. Abaixo um desenho ilustrativo:

Devemos analisar esses movimentos como efeitos de qualidades da Mônada, através

193
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
da Alma, na matéria. Quando esses movimentos atingem a perfeição estabelecida para
o atual grande ciclo, a matéria é redimida e é este o verdadeiro signifcado da
expressão "redenção da matéria". No caso do homem, essa redenção ocorre na quarta
Iniciação planetária, a segunda Solar. No caso do Logos Solar, quando Ele recebe a
Quarta Iniciação Cósmica.

No próximo estudo trataremos do Movimento e os Centros, páginas 154 e 155 do


Tratado sobre Fogo Cósmico.

Estudo 040

O Movimento e os Centros (Páginas 154 e 155 do Tratado sobre Fuego Cósmico)

A relação entre o movimento e os centros pode ser estudada sob três óticas. Muito foi
dito e escrito e ainda continua sobre os centros ou chacras. Paira um grande mistério
sobre o assunto, o que levou muitos a entrar numa área que não lhes compete. Neste
estudo serão proporcionadas informações para esclarecer um pouco esse tema e
apresentar um novo ponto de vista, para a pesquisa e o entendimento destes
complicados tópicos. Em hipótese alguma serão fornecidas instruções para vivifcar e
ativar os centros.

Cabe aqui uma importante e solene advertência. O homem deve levar uma vida de
elevado altruísmo e adotar uma disciplina que controle e refne seus corpos inferiores.
Uma vez feito isto e elevada e estabilizada sua vibração, descobrirá que o
desenvolvimento e a consequente atividade dos centros efetuaram-se paralelamente e
a tarefa prosseguiu na direção certa, sem a sua participação direta. Grande perigo e
deploráveis calamidades ameaçam o homem que desperta os centros, empregando
métodos ilegítimos e experimentando com os fogos do seu corpo, sem ter o necessário
conhecimento técnico. Pelo esforço poderá despertar os fogos e intensifcar a
atividade dos centros, sofrerá porém o castigo de sua ignorância, destruindo a matéria,
queimando os tecidos do corpo ou do cérebro, provocando a demência e abrindo as
portas para energias indesejáveis e destruidoras. Não é covardia ser prudente e
cuidadoso com referência às questões da vida subjetiva. Em consequência o estudante
deve fazer três coisas:

1. Purifcar, disciplinar e transmutar sua tríplice natureza inferior (corpos físico,

194
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
astral e mental).

2. Buscar o conhecimento de si mesmo e equipar o corpo mental; o corpo causal há


de ser construído através de bons pensamentos e ações. Isto signifca entender a
construção e funcionamento de seus três corpos inferiores, físico, astral e mental
(inferior e causal), o que pode ser amplamente conseguido pelo estudo profundo do
Tratado sobre Fogo Cósmico, do Mestre Djwal Khul e assim acelerar em muito sua
evolução.

3. Servir a sua raça com total abnegação, o que inclui passar conhecimentos.
Assim procedendo ele cumpre a Lei, condicionando-se para receber treinamento e
capacitar-se para receber a culminante aplicação do Cetro de Iniciação. Dessa forma
minimizará os riscos de despertar os fogos. Toda a intenção dessa divulgação de
informações é projetar mais luz sobre os centros, demonstrar sua inter-relação e
explicar os efeitos produzidos pelo correto desenvolvimento. Para isso, como já foi
dito, dividiremos o tema nas seguintes partes:

1. A natureza dos centros.

2. Os centros e os raios.

3. Os centros e o kundalini.

4. Os centros e os sentidos.

5. Os centros e a Iniciação.
Pelo acima exposto vê-se que o assunto não só é amplo como complexo. Isto é devido
a que a atual humanidade está obrigada a aceitar as afrmações daqueles que alegam
saber (a Hierarquia), porém até que o homem consiga a clarividência, não estará em
condições de comprovar o que lhe é dito. Quando ele puder ver e provar por si mesmo,
então ser-lhe-á possível verifcar estas afrmações; todavia o momento ainda não
chegou, exceto para uns poucos (os que já passaram pelo menos pela segunda
Iniciação).

Não podemos esquecer nunca que estamos estudando a relação entre o movimento e
os centros ou chacras. Como os chacras são constituídos de átomos e moléculas, que
efetuam movimentos, podemos entender claramente que, conforme a fonte da energia
que atua nos chacras, variarão o movimento e seus efeitos na consciência e no
comportamento. São quatro as fontes de energia que podem agir nos chacras,
conforme discrimina o Mestre. Nesta etapa iremos estudar esses efeitos, sem descer a

195
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
muita profundidade, olhando mais o movimento em si.

Podemos concluir, tendo em vista o acima dito, que se pudéssemos ver a forma do
movimento executado pelas partículas dos chacras, estaríamos capacitados em
diagnosticar o estado de consciência e o comportamento das pessoas, o que seria de
grande valia para a compreensão e o trabalho de cura. Essa conclusão é análoga à
técnica muito empregada na eletrônica, quando, através de um aparelho chamado
osciloscópio, o técnico pode ver as diversas formas de onda presentes em diversos
pontos do equipamento (uma televisão, um videocassete etc) e descobrir o defeito,
com base nas alterações dessas formas. Formas de onda são movimentos de
partículas, no caso elétrons.

Quando a humanidade for dotada de clarividência etérica e astral, fcará comprovado


tudo isso. Os que estão indo mais depressa, já têm a certeza. No corpo mental ocorrerá
o mesmo, quando surgir a clarividência mental.

O item 4, os centros e os sentidos, é muitíssimo interessante, importante e prático, pois


nos dá uma visão de grande amplitude e profundidade em relação aos sentidos, desde
o corpo físico até o corpo átmico. Essa visão, proveniente das explicações claras e
lógicas do Mestre, permite que entendamos, com crescente clareza, os modos de vida
nos diversos planos, do físico ao átmico. A expressão "crescente clareza" signifca que,
a cada vez em que meditamos sobre o assunto, obtemos mais clareza e percebemos
coisas antes não vistas, o que é o mesmo que enxergar os muitos reinos de Deus, os
quais teremos de dominar, passo a passo, para prestarmos serviços mais elevados,
mais sofsticados, mais importantes e mais úteis ao nosso Logos Planetário,
simultaneamente com a maior plenitude de vida. É assim que será compreendida a
atividade dos Mestres nesses planos, como, por exemplo, a natureza do trabalho deles
e seus discípulos (iniciados) nas pétalas do chacra cardíaco do Logos Planetário. Nós
consideramos esse item 4 o mais importante e esclarecedor, por causa dessa visão
clara e lógica dos mundos sutis, o que nos levou a um maior esforço no sentido de
acelerar conscientemente o nosso processo evolutivo, através de toda a técnica
explicada pelo Mestre.

Se todos puderem entender com clareza o que vai ser explicado mais adiante sobre
esses tópicos, conseguindo perceber com nitidez como é a ação do Iniciado nesses
mundos sutis, com a mesma nitidez com que entendemos a ação aqui no mundo físico,
fcará enormemente facilitada a compreensão de tudo o que será tratado na segunda
parte do livro. Todos só terão a ganhar, pois, com a convicção oriunda do claro

196
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
entender, o esforço será muito menor, já que a própria felicidade da vida mais plena
estimulará fortemente, assim como já ocorreu em nós e o desapego das coisas
materiais será automático, simplesmente pela substituição para metas maiores e mais
amplas, que nem a traça nem a ferrugem conseguem destruir. Porém é bom que
saibam que, quando um plano sutil é conquistado, o Iniciado não pode fcar preso a ele
defnitivamente, porque assim que a conquista ocorre, por maior que seja a plenitude
de vida, descortina-se um outro plano mais sutil e de maior plenitude a ser
conquistado, prosseguindo isso ao infnito, mesmo quando o Iniciado penetra no plano
astral cósmico e outros mais elevados.

O próprio Senhor do Mundo, SANAT KUMARA, ao receber a Nona Iniciação, a Terceira


Cósmica e a Sétima Solar, a Grande Negação, terá de renunciar à vida no primeiro
subplano do plano astral cósmico, no qual ELE já participa no seu dia a dia da vida
emocional do Logos Solar, para ingressar no segundo subplano do astral cósmico, para
uma participação muitíssimo mais intensa da vida do Logos.

Concluindo, é de grande importância o estudo detalhado desses tópicos, para que


todos saiam do estado mental confuso para o claro e pleno de luz.

Voltaremos com o tópico A Natureza dos Centros, nas páginas 155, 156, 157 e 158 do
Tratado sobre Fuego Cósmico.

Estudo 041

A Natureza dos Centros (Páginas 155, 156,157 e 158 do Tratado sobre Fuego
Cósmico)

Não serão aqui tratados todos os centros, mas aqueles mais importantes para a
quíntupla evolução do homem. Conforme já foi dito, o homem, ao terminar sua longa
peregrinação, terá passado, no regresso à sua origem, pelos cinco reinos da natureza:

1. mineral,
2. vegetal,
3. animal,
4. humano e
5. super-humano ou espiritual (dos Iniciados e da Hierarquia),
e terá desenvolvido plena consciência nos cinco planos:

197
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
1. físico,
2. astral ou emocional,
3. mental,
4. búdico ou intuicional e
5. espiritual, átmico ou nirvânico,
por meio dos cinco sentidos e suas analogias nos corpos dos respectivos planos:

1. audição,
2. tato,
3. visão,
4. paladar e
5. olfato.
Quando chegar a quinta ronda (a próxima), três quintos da família humana terão
alcançado este desenvolvimento (os que conseguirem, desde que já estejam se
esforçando agora)e os cinco sentidos estarão plenamente ativos nos três planos,
físico, astral e mental. Os outros dois planos, búdico e átmico, serão dominados nas
duas rondas restantes.

Deve ser realçado aqui um fato pouco conhecido. Nesta quíntupla evolução do homem
e neste sistema solar, as duas últimas rondas de qualquer ciclo planetário e as sexta e
sétima raças raízes de tais ciclos sempre são sintetizadoras. Sua função é reunir,
consolidar e sintetizar o realizado nas cinco anteriores. Por exemplo, na atual raça raiz,
as sexta e sétima sub-raças sintetizarão e fundirão o que as cinco anteriores
produziram. A analogia está no fato de que neste sistema solar os dois planos
superiores ( logoico ou divino ou adi e o monádico) são sintetizadores. O logoico é para
o Logos, o qual extrai a essência do manifestado e desenvolvido, o monádico é para a
Mônada, a qual extrai e recolhe os frutos das experiências vivenciadas durante a
objetividade.

O estudo versará sobre os centros relacionados com a evolução dos corpos sutis, a
evolução da psique e não os vinculados com a evolução e propagação do corpo físico
denso. Tais centros são cinco e sua localização é a seguinte:

1. na base da coluna vertebral, o básico, o único centro estudado que produz efeitos
físicos;

2. no plexo solar, o umbilical, o centro mais importante do ponto de vista astral;

3. na laringe, o laríngeo, o mais importante do ponto de vista mental;

198
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
4. na área do coração, o cardíaco, que se liga esotericamente com o plano búdico;

5. na parte superior da cabeça, o coronário, vinculado com o plano átmico.


Não serão tratados os centros inferiores da procriação, o sacro, nem o do baço, o
esplênico, que se relaciona diretamente com o corpo etérico e é o transmissor de
prana. Este último já foi tratado anteriormente.

Os centros ou chacras do homem são produzidos pelos fogos emanados pela sua
Mônada, através do canal ou condutor desses fogos, que vai da Mônada à Alma ou Ego
e daí para o corpo etérico, por um processo que podemos chamar de refexão,
passando pelos corpos mental e astral. Eles não são órgãos no sentido com que o
homem está acostumado, sendo mais usinas geradoras de forças, que alimentam e
vitalizam o corpo denso, quando são distribuídas pela rede de condutores ou canais do
corpo etérico. São vórtices porque os fogos emanados pela Mônada provocam nas
partículas dos diversos corpos esse tipo de movimento. A vinculação com a parte
densa ou objetiva é indireta e não direta, sendo pois um efeito. Esses fogos, como
ocorre em todo o mundo fenomênico, são transportados por átomos dos diversos
planos, à semelhança do fóton que penetra no elétron e o energiza e do elétron ao
transporta carga elétrica, como ensina a física.

Vemos portanto que os chacras estão ligados à Mônada, aspecto Vontade, Imortalidade
(a Mônada é imortal e todos nós somos realmente Mônadas imortais, que estão sempre
evoluindo e crescendo e não somos em hipótese alguma corpos perecíveis), Existência,
Vontade de Viver (viver no verdadeiro e amplo sentido e não apenas no mundo físico).
Estão os chacras ligados também aos poderes inerentes à Mônada, que é Vida Divina.

Podemos concluir portanto que os chacras estão diretamente ligados às energias da


Vida Divina, a imortal Mônada.

Olhando o Macrocosmos, constatamos que por trás dos movimentos giratórios e em


vórtice das nebulosas estão os grandes chacras ou centros cósmicos, surgindo a partir
desses movimentos os astros de forma esférica. Cada astro é a expressão da "vontade
de viver" de alguma Entidade Cósmica e a força atuando em vórtice, construtora,
solidifcadora e que dá coerência à forma, é a força de algum Ser Cósmico.

Os centros cósmicos que alimentam o nosso sistema solar estão no corpo mental
cósmico do nosso Logos Solar e são por assim dizer controlados por Seres Cósmicos
das sete Plêiades. Daí por refexão geram centros correspondentes no corpo astral
cósmico do Logos, que por sua vez geram centros na matéria monádica de seu corpo

199
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
físico cósmico, para por sua vez refetirem-se na matéria búdica (quarto éter cósmico)
de seu corpo físico cósmico e fnalmente, após passarem pela matéria mental e astral,
surgem como centros refetidos na matéria do quarto éter físico, como planetas
sagrados. Esta interpretação da atividade de Seres Cósmicos pertencentes a outras
estrelas, como é o caso de Alcione, a mais brilhante das Plêiades, dentro do corpo
mental cósmico do nosso Logos Solar, requer uma explicação muito mais detalhada, a
qual não é possível no momento, uma vez que será necessária uma sólida base de
conhecimentos, base essa que demanda um longo tempo para ser passada.

Resumindo, os Homens Celestiais (Logos Planetários) possuem centros em três planos


solares:

a. no plano monádico, o plano dos sete raios.

b. no plano búdico, onde os Mestres e seus discípulos constituem os 49 centros dos


corpos dos sete Homens Celestiais (Mestres e discípulos dos sete esquemas
planetários sagrados, que não incluem o nosso esquema terrestre).

c. no quarto éter físico, o quarto subplano físico, onde se encontram os planetas


sagrados, corpos de matéria etérica dos sete Homens Celestiais.
Façamos agora uma analogia com o microcosmos, o homem. Nele os centros estão
localizados no plano mental, em seu corpo mental, onde se origina o impulso que leva à
existência no plano físico, a vontade de encarnar. Ocorre sua refexão no plano astral,
em seu corpo astral, para em seguida refetirem-se em seu corpo etérico, sustentáculo
do corpo denso, provocando assim a objetividade da Mônada humana, analogamente
ao que ocorre com os Logos. Observem que analogia não signifca que os processos
sejam idênticos, pois há uma grande diferença, simplesmente quer dizer que existe
uma correspondência de funções. Oportunamente esclareceremos detalhadamente
esse assunto.

Podemos afrmar com convicção e certeza científca que os centros estão formados
em sua totalidade por correntes de força que partem da Mônada e passam pelo Ego ou
Alma. Aí está a explicação para o segredo da aceleração gradual das vibrações dos
centros, quando o Ego, pela primeira vez, começa a atuar e controlar a personalidade
ou os veículos inferiores. Logo, depois da primeira Iniciação, a Mônada faz o mesmo,
com mais intensidade a cada Iniciação, provocando mudanças e aumentando a
vitalidade dentro destas esferas de fogo ou força vital pura (os centros ou chacras).

200
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

Estudo 042

A Natureza dos Centros (continuação) (Páginas 158, 159, 160 e 161 do Tratado sobre
Fuego Cósmico)

Continuemos o estudo da natureza dos centros. Quando o homem consegue fazer com
que seus centros funcionem corretamente, eles passam a constituir literalmente o
"corpo de fogo", a verdadeira transmutação, o veículo fnal para a Mônada e seu Ego,
nos planos físico, astral e mental, aproximando-se então o dia da glória, a quarta
Iniciação, a total libertação dos mundos inferiores.

É o corpo incorruptível (citado por Paulo de Tarso), o produto da evolução, o resultado


fnal da fusão total dos três fogos, que destroem a forma, que não é mais necessária.
Fica somente a chama pura, síntese dos sete centros famejantes, que ardem com o
máximo de intensidade.

Neste fogo trino prevalece o elétrico, o dominante, em perfeita sintonia com os demais,
porém sendo o regente supremo. Os dois polos (Espírito e matéria) uniram-se
completamente através do flho, a consciência, o fogo solar, a Alma. Por isto foi dito: "
Nosso Deus é um fogo consumidor." (a Bíblia, Cor. I, XV, 53)

Três centros são chamados maiores, porque expressam os três aspectos da Mônada:
Vontade, Amor-Sabedoria e Inteligência Ativa, os quais são:

1. O centro coronário - representando a Mônada, a Vontade ou o Poder.


2. O centro cardíaco - representando a Alma ou o Ego, o Amor-Sabedoria.
3. O centro laríngeo - representando a Personalidade, a Inteligência Ativa.
Os outros dois, o básico e o umbilical estão relacionados respectivamente com os
corpos etérico e astral. Cabe aqui lembrar que são sete os centros sagrados, incluindo
o sacro, que não é tratado neste estudo e o frontal (entre as sobrancelhas), que na
realidade faz parte do coronário, com o qual se funde totalmente no fnal do processo
evolutivo humano nos planos inferiores.

O centro laríngeo é o sintetizador da vida da personalidade e está claramente vinculado


com o plano mental. Como já vimos no último estudo, o homem em consciência
cerebral está conectado (no início só potencialmente) com os cinco planos de evolução
(físico, astral, mental, búdico e átmico), através dos cinco centros físicos, da seguinte
forma: centro básico e sacro (como um só) com o físico, umbilical com o astral,
laríngeo com o mental, cardíaco com o búdico e o coronário (abrangendo o frontal)

201
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
com o átmico. O centro alta maior ou carótido, depois de sua ativação e ligação com a
coluna vertebral etérica, tarefa que o homem tem de realizar, une-se ao coronário e é
sumamente importante na atividade mental.

Não podemos esquecer que o centro básico é também sintetizador, pois todo ponto
situado na região mais baixa é onde tudo se refete com maior intensidade, em toda a
manifestação.

Também é nele que se refete a fusão dos três fogos da matéria: reação nervosa,
emanação prânica e calor corpóreo, para em seguida ocorrer a segunda fusão com o
fogo de manas e solar da Alma e por último com o fogo elétrico da Mônada, quando se
dá a consumação fnal. Embora essas fusões se realizem no centro entre as omoplatas,
elas são refetidas no básico.

Esses centros, vistos como vórtices de fogo pelo clarividente, estão localizados nas
seguintes regiões do corpo etérico:

1. Na base da coluna vertebral, o básico.


2. Entre as costelas, logo abaixo do diafragma, o umbilical.
3. Na zona que abrange o mamilo esquerdo, o cardíaco.
4. No centro da laringe, o laríngeo.
5. Na cabeça, abrangendo o coronário, na cúspide e o frontal entre as
sobrancelhas.
Segundo C. W. Leadbeater, no livro Vida Interna, Tomo I,pag. 407-460, as cores e os
números de pétalas dos centros são esses:

1. Básico: quatro pétalas em forma de cruz e cor laranja.


2. Umbilical ou plexo solar: dez pétalas e cor rosa mesclado de verde.
3. Cardíaco: doze pétalas e cor dourada resplandecente.
4. Laríngeo: dezesseis pétalas e cor azul prateada, predominando a azul.
5. Coronário, em suas duas partes:

frontal, com dois lóbulos de 48 pétalas cada um, totalizando 96, de cores rosa e
amarela um e azul e púrpura o outro;

coronário, com dois vórtices: o interno, com doze pétalas na cor branca ouro (o
mais importante e ligado ao cardíaco) e o periférico, com novecentas e sessenta
pétalas secundárias dispostas em torno do interno.
Somando todas as pétalas (do frontal e do coronário em seus dois vórtices), obtemos

202
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
um total de um mil e sessenta e oito pétalas, o que signifca trezentas e cinquenta e
seis triplicidades: 3 x 356 = 1.068.

Esses números possuem um signifcado oculto, que não será pesquisado no momento.

À semelhança da Mônada, que tem três aspectos e sintetiza os sete princípios do


homem, o centro coronário tem dentro do seu campo de força sete centros, dos quais
três são chamados maiores e quatro menores, todos sintetizados por ele.

Esses sete centros estão na cabeça do homem e a cada um corresponde um pequeno


órgão no cérebro. Quando estão ativos e unidos, são vistos coroados pelo coronário.

Existem três órgãos físicos no cérebro denominados: glândula pineal, expressão do


coronário, glândula pituitária, regida pelo centro frontal e o centro físico chamado alta
maior, comandado pelo centro etérico de mesmo nome, que sintetiza quatro centros
menores.

Há uma íntima relação entre os centros laríngeo e alta maior, cardíaco e frontal
(pituitária), coronário e pineal. Essas relações podem ser muito úteis na meditação,
para o aperfeiçoamento consciente e científco do corpo físico-etérico.

Uma informação de grande importância é a sequência de triângulos formados por


centros, no processo de intensifcação, fusão e transferência dos fogos, ao longo da
evolução do homem, servindo esses triângulos como indicadores do nível evolutivo.
Essa sequência depende do raio da Mônada.

Temos então:

1. O triângulo prânico: baço - o centro nas costas abaixo do diafragma - centro entre
as omoplatas. O homem unicamente material.

2. Básico - umbilical - cardíaco. O homem regido pelo seu corpo astral.

3. Básico - cardíaco - laríngeo. O homem regido pelo seu corpo mental.

4. Cardíaco - laríngeo - os quatro centros menores da cabeça, sintetizados pelo alta


maior. O homem parcialmente regido pelo Ego, o homem avançado, o aspirante.

5. Cardíaco - laríngeo - os sete centros da cabeça. O homem espiritual, até a terceira


Iniciação.

6. Cardíaco - os sete centros da cabeça - o coronário. O homem espiritual, até a


quinta Iniciação.

203
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Quando os fogos estão enfocados em um triângulo, não signifca que não circulem em
outros, mas sim que naquele a intensidade e o brilho são muito maiores, como também
a fusão ocorre a uma velocidade maior.

Pela visão desses triângulos, o Instrutor pode avaliar o progresso do discípulo.

Quando o homem, após a terceira Iniciação, aproxima-se rapidamente da quarta, todos


os triângulos estão ativos e brilham intensamente, havendo, é lógico, uma graduação
de intensidades.

Como nessa fase cada centro gira sobre si mesmo, como um prato girando em torno
do próprio eixo, ele adquire o aspecto de uma esfera de fogo, lançando centelhas para
todos os lados. Como são três centros interligados, a aparência do triângulo é de uma
grande esfera famejante, na qual se vêm os fogos circulando entre as esferas
menores.

Porém a visão do triângulo da cabeça é a mais impressionante. Do alto do coronário


destaca-se um fuxo belíssimo de fogo para cima, com o matiz do raio da Mônada,
encontrando-se com outro fuxo, que desce, com o fogo elétrico da Mônada.

Este espetáculo marca a libertação do jugo dos três corpos inferiores, em virtude do
total domínio do Iniciado sobre eles e, consequentemente, sobre os três planos
inferiores.

É o seu momento de maior glória, pois está pronto para fcar face a face com o Senhor
do Mundo, SANAT KUMARA, a encarnação do Logos Planetário.

Neste estágio, são muitos os movimentos dos centros, sendo por isso que são
denominados multidimensionais. Vejamos esses movimentos: rotação dos átomos em
torno do próprio eixo, oscilação dos átomos, movimento deles em vórtice, formando as
pétalas ou raios, rotação de todo o conjunto em torno do centro, rotação do conjunto
em torno do próprio eixo, pulsação do conjunto e outros, simultâneos.

Essa triangulação e esses movimentos ocorrem também nos centros dos corpos astral
e mental, o que transforma a visão simultânea dos três corpos em algo muitíssimo mais
belo e arrebatador.

A grandiosidade e a beleza desse espetáculo são indescritíveis e somente aqueles que


conseguem captar os signifcados, através do intenso raciocínio analítico e dedutivo,
iluminado pela mente abstrata,estão em condições de percebê-las em sua visão
interior. Quando isso acontece com o Iniciado (para essa visão é necessário ter pelo
menos a segunda Iniciação), sua certeza e convicção adquirem um tal grau de solidez,

204
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
que nada pode abalá-las, simplesmente porque ele viu dentro de si.

É nossa frme e indesviável intenção passar para todos, dentro da capacidade de


alcance de cada um, o que sabemos e percebemos interiormente, adaptando-o a uma
linguagem compreensível, com o único objetivo de que todos consigam acender a
chama interior, levantem os véus de maia e da miragem, enxerguem o verdadeiro
caminho para a Iniciação, anunciado pelo sr. CRISTO e conquistem a felicidade
duradoura, que não depende de fatores externos. Essa nossa intenção é inspirada na
do Mestre Tibetano e de toda a Hierarquia.

Estudo 043

A Natureza dos Centros (continuação) (Páginas 161, 162 e 163 do Tratado sobre
Fuego Cósmico)

Vamos descrever agora a evolução dos centros à luz dos símbolos.

1. O CÍRCULO. Nesta etapa o centro tem a aparência de um pequeno prato de fogo,


que o envolve totalmente, porém é muito débil. A rotação é bastante lenta, a tal ponto
que é quase imperceptível. É a situação do homem iniciando seu processo evolutivo,
o homem lemuriano, quando era mais animal que homem. O cérebro estava sendo
preparado para a implantação da chispa da mente pelos Senhores da Chama, os
Kumaras, que vieram do esquema de Vênus, liderados por SANAT KUMARA. Ao
mesmo tempo o ANJO SOLAR, no plano causal, começava a construção do LOTO
EGÓICO.

2. O CÍRCULO COM O PONTO NO CENTRO. Irrompe no ponto central do prato uma


intensifcação do fogo, que acelera a rotação. É a fase em que a mente inicia sua
manifestação pelo homem, no fnal da raça lemuriana. O trabalho de construção do
LOTO EGÓICO por parte do ANJO SOLAR está quase concluído, embora seu sacrifício
continue por milhões de anos, pois tem de velar pela sua obra.

3. O CÍRCULO DIVIDIDO EM DOIS. O ponto de fogo no centro do vórtice torna-se mais


forte e sua luminosidade aumenta. Pelo incremento da rotação, esse ponto se
estende em duas direções opostas, dividindo aparentemente o vórtice em dois
semicírculos. Devido à aceleração, a linha de fogo oscila para frente e para trás, o
que faz crescer o brilho do centro. É o homem da raça atlantiana.

205
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
4. O CENTRO DIVIDIDO EM QUATRO. Nesta situação o ponto de fogo de maior
intensidade no meio do centro, além do movimento horizontal, inicia outro movimento
vertical, dividindo o centro em quatro quadrantes. Sua atividade fca enormemente
incrementada. A roda gira juntamente com a cruz interna, lançando chispas de fogo
em todas as direções no plano gerado pela superfície do centro, provocando um
espetáculo de grande beleza. Indica que o homem alcançou um alto grau de
desenvolvimento mental, correspondente à quinta raça-raiz, a atual. Ele tem
conhecimento de suas atividades internas, na parte da personalidade, representada
pelo braço horizontal da cruz, bem como com referência à parte espiritual, do Ego,
expressada pelo braço vertical. Aproxima-se do caminho probatório. A personalidade
ainda atua fortemente.

5. A SUÁSTICA. No fnal da fase anterior, as centelhas de fogo lançadas pelos braços


da cruz começam a dar a forma de suástica ao conjunto, devido à rotação. Inicia-se
então um novo movimento de giro em torno do eixo. O centro gira em torno de seu
ponto central, ao mesmo tempo em que gira em torno de seu eixo. Assim ele gera
uma esfera, que simultaneamente tem duas rotações: longitudinal e vertical. O
homem está então no Caminho. Os raios ou pétalas da roda (consequência da
evolução da cruz desde o ponto central) se fundem e misturam em um fogo que
consome tudo.
Lembramos que, embora tenhamos falado em cruz, que possui apenas quatro raios, ela
não se refere às pétalas dos centros. Essas variam conforme o centro e são na
realidade vórtices dentro do centro. Os raios (como raios de uma roda), sinônimos de
pétalas, citados nesse contexto, nada têm a ver com os sete raios, qualidades da
manifestação do Logos.

Mestre Tibetano cita palavras simbólicas referentes ao tema em pauta, afrmando que
a meditação sobre o assunto produzirá um efeito defnido num dos centros, que
deverá ser descoberto por cada um. Nossa interpretação é a seguinte:

"O segredo do Fogo encontra-se oculto na segunda letra da Palavra Sagrada.": a


palavra sagrada é AUM, que é uma abreviatura da frase (em sentido vibratório) que o
Logos Solar está pronunciando para a realização de seu projeto e propósito. A letra A,
a primeira, representa o sistema solar anterior, no qual o Logos desenvolveu o terceiro
aspecto. No atual sistema, a letra é a segunda, o U, que expressa seu propósito atual,
que é o Amor-Sabedoria-Razão Pura. Portanto o Fogo dominante agora é o Solar, do
segundo aspecto ou raio. A forma da letra U traz a ideia de conter, de unir, de fundir.

206
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
O mistério da vida acha-se oculto no coração.": como o coração (comandado pelo
centro cardíaco) é regido pelo segundo raio, é ele onde a vida está ancorada. No atual
sistema solar, a meta é expressar budi por manas, ou seja, expressar a vida do coração
pelo centro laríngeo.

Quando vibra o ponto inferior, quando o triângulo sagrado resplandece, quando o


ponto, o centro médio e o ápice ardem, então os dois triângulos - o maior e o menor -
fundem-se em uma só chama, que consome tudo." : o ponto inferior é o centro básico;
o triângulo sagrado é formado pelos centros frontal, coronário e alta maior; o ponto é o
básico, o centro médio é o cardíaco e o ápice é o coronário; o triângulo maior é o da
cabeça e o menor é o triângulo prânico, do qual o fogo unido salta para o centro alta
maior.

"O fogo dentro do fogo menor é fortemente impelido em seu progresso, quando o
círculo do móvel e o imóvel, da roda menor dentro da maior, imóvel no tempo, encontra
sua dupla saída, então brilha com a glória do duplo Uno e de seu sêxtuplo Irmão. Fohat
se precipita através do espaço. Busca seu complemento. O alento do imóvel e o fogo
do Uno, que vê o conjunto desde o princípio, apressam-se para unirem-se, e o imóvel
transforma-se em uma esfera de atividade." : o fogo menor é o fogo tríplice da matéria
(emanação prânica e calor corpóreo, unidos atualmente e reação nervosa), o fogo
citado é o solar, da Alma ou Ego; o círculo do móvel é o central do coronário, de doze
pétalas, o imóvel é o periférico de novecentas e sessenta pétalas do coronário, o
círculo externo, que no começo não gira com muita velocidade; quando os dois, o
móvel e o imóvel (o coronário duplo) consegue enviar o fogo solar do Ego para o
centro frontal, que tem dois lóbulos, esquerdo e direito, totalizando 48 + 48 = 96
pétalas, é então que começa a brilhar a glória do duplo Uno (o duplo coronário) e de
seu sêxtuplo Irmão (os seis centros sagrados), pois eles entram em plena atividade,
multidimensional. Lembremos que 960 = 96 x 10. A partir daí o fogo elétrico da
Mônada (Fohat) penetra no coronário e atinge os demais centros, iniciando a fusão dos
três fogos, buscando seu complemento.

O alento do imóvel (fogo solar da Alma) e o fogo do Uno (aqui o fogo da Mônada, que
persegue a fusão dos três fogos desde o início) aceleram a união. Então o coronário (a
periferia e a coroa central unifcadas) transforma-se em uma esfera de intensa
atividade.

Temos pois nas palavras do Mestre Tibetano uma belíssima e poética descrição do que
ocorre no ser humano, quando ele decide, usando verdadeiramente seu livre arbítrio,

207
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
ser o condutor de sua evolução.

No próximo estudo trataremos do importante tema Os Centros e os Raios, iniciando na


página 163 do Tratado sobre Fuego Cósmico.

Estudo 044

Os Centros e os Raios (Páginas 163, 164 e 165 do Tratado sobre Fuego Cósmico)

O assunto a ser estudado agora é de suma importância, porque o entendimento


profundo e claro dos raios irá permitir não só que cada um acelere a própria evolução,
como passe a compreender os efeitos provocados na civilização e nos reinos pelas
entradas e saídas dos raios, na medida da aquisição de mais conhecimentos, é claro.

O tema é muito amplo, mas dará uma base para refexão, analogias, deduções e
conjecturas inteligentes e racionais. Segundo as próprias palavras do Mestre Tibetano,
o único objetivo para essas informações é proporcionar fatos fundamentais, sobre os
quais, pelo emprego da imaginação, poderá ser erigida uma estrutura baseada em
teorias lógicas, que permitirá duas coisas:

Desenvolver a capacidade de ampliar e estender os conceitos mentais, que são


expostos na Tratado sobre Fogo Cósmico e construir o antakarana - a ponte que
devem construir, cientifcamente e com pleno conhecimento do processo, entre a
mente superior e a inferior, aqueles que querem atuar no corpo búdico, o corpo que
permite acessar ao conhecimento puro e não distorcido. Daí a necessidade de utilizar a
imaginação, sentido do corpo astral, equivalente ao paladar do corpo físico, à
discriminação do corpo mental e à intuição do corpo búdico (mais tarde estudaremos
as equivalências de todos os sentidos). Logo, pelo uso da imaginação conjuntamente
com a discriminação (mente racional ou inferior), a teoria lógica é construída e a
refexão sobre os conceitos subjacentes irá estimular a intuição, que é a imaginação
transmutada.

O Mestre ainda continua afrmando que todos os instrutores (como Ele) que aceitam
discípulos para treinamento, a fm de utilizá-los no serviço mundial, empregam o
mesmo método: expõem um fato (muitas vezes velado em palavras ou oculto em um
símbolo), deixando que o discípulo faça sozinho suas próprias deduções. Assim
desenvolve-se a capacidade de discriminar, método essencial que libera o Espírito (a

208
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Mônada) das ligações da matéria e lhe ensina a discernir entre a ilusão e o que ela vela.
É portanto o único modo de vencer maia, a miragem e a ilusão, as três etapas da ilusão
geral. Vamos explicar melhor isso. Maia é o engano provocado pela defciência dos
sentidos físicos, em relação ao mundo fenomênico físico. Miragem é o engano gerado
pelo corpo astral e ilusão é o engano articulado pelo corpo mental inferior, que só atua
nos Iniciados até a segunda Iniciação, sendo que logo após essa Iniciação, ela começa
de imediato a ser vencida e eliminada, com uma velocidade que depende
exclusivamente da vontade e do esforço do Iniciado, podendo ele até conseguir sua
total aniquilação na própria encarnação em que recebeu a segunda Iniciação. É raro
acontecer isso, mas não impossível, sendo condição fundamental, sem a qual não, que
ele faça uso intenso da mente analítica, buscando sempre os signifcados e conceitos
subjacentes, inclusive sobre os fenômenos devocionais, como os êxtases (samadi) dos
místicos.

Como é do conhecimento de todos, o místico (apenas místico) não dá o menor valor à


mente analítica e atinge seus arroubos unicamente levado pela devoção. Como existe
uma linha de comunicação direta (via subplano atômico) entre o plano astral e o búdico
(relação 4-6), ele acessa o búdico, todavia essa linha é incompleta, tanto que ele não
consegue explicar nada e por isso desdenha a mente, como fazem muitos deles,
chegando ao cúmulo de condenar os que valorizam e defendem o uso dela. Em parte
são levados a esse comportamento, porque usar o corpo astral é relativamente fácil,
não requerendo muito esforço, é uma linha passiva, mas saber se servir da mente
exige muito esforço e disciplina. Uma coisa é certa, a nossa raça-raiz, a quinta, tem
como meta o desenvolvimento da mente (quinto raio e quinto plano). Para concluir, os
Mestres que seguiram a linha devocional, como o sr. Buda, Jesus e Serápis Bey,
escolheram o quarto caminho, por ocasião da sexta Iniciação, a da Decisão, caminho
esse que conduz a Sírius, fonte da Inteligência Cósmica (Manas Cósmico) para o nosso
sistema solar. Lá irão chegar como aprendizes, para desenvolverem sua capacidade
mental em nível cósmico, pois não conseguiram a perfeição relativa necessária nessa
área. São Mestres de Compaixão, mas não Dragões de Sabedoria. Isto em hipótese
alguma coloca-os em situação inferior. A explicação é que na época deles a
humanidade respondia melhor ao estímulo devocional e não ao mental. Por isso Eles
escolheram essa linha de evolução, para melhor ajudarem a humanidade. Quando
concluírem o treinamento em Sírius, Eles serão Gigantes de Inteligência Cósmica. O
Planejamento Divino é sábio e atua de acordo com as necessidades reinantes. Mas na
época atual a linha prevista pelo Plano Divino é a mental. A maioria dos seres humanos

209
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
que conseguirem atingir a meta da cadeia, a quinta Iniciação, a do Adepto, deverão
escolher o caminho de Sírius, em virtude dessa tendência devocional. Poucos terão
condições e preparo para escolher os outros caminhos. O Senhor Maitreya escolheu o
quinto caminho, o de Raio, um dos mais difíceis, o mesmo escolhido por Mãe Maria, que
hoje não tem mais essa imagem conhecida. Ela atualmente é um grande Deva,
ocupando um altíssimo cargo dentro da administração solar.

Após essa digressão, com o único objetivo de esclarecimento, voltemos ao tema em


pauta. Não é possível fornecer muita informação sobre a infuência dos raios sobre os
centros, porque os mais capacitados, mas sem a devida solidez de caráter, poderiam
direcionar os conhecimentos para fns egoístas e antagônicos aos planos da
Hierarquia.

A evolução dos centros é um processo gradual e lento, que avança em ciclos


ordenados, que variam segundo o raio da Mônada do homem.

Sob o ângulo do desenvolvimento dos centros sob a ação dos raios, podemos dividir a
vida da Mônada encarnada em três períodos principais:

1. O período sob a ação do raio da personalidade.


2. O período sob a ação do raio do Ego.
3. O período sob a ação do raio da Mônada.
O primeiro período, como é óbvio, é o mais prolongado e abarca a imensa sucessão
dos séculos, durante os quais se desenvolve o aspecto atividade do tríplice eu. As
encarnações se sucedem, sendo forjado lentamente o aspecto manas ou mente. O
homem é controlado cada vez mais pelo seu intelecto, atuando através de seu cérebro
físico.

Analogamente poderemos afrmar que este período corresponde ao primeiro sistema


solar, anterior ao atual, no qual o terceiro aspecto do Logos, Brahma, Mente,
Inteligência Ativa, alcançou a total culminação.

Em consequência no atual Sistema Solar o aspecto Amor-Sabedoria-Razão Pura


começou a fundir-se e a se estruturar por intermédio de Manas ou Mente, o que
demonstra clara e cabalmente que a mente é o cimento e o alicerce para a construção
do palácio do Amor-Sabedoria-Razão Pura.

Os milênios passam e o homem torna-se mais inteligente e seu campo de ação passa a
ser mais adequado para a manifestação do segundo aspecto.

A analogia está na semelhança e não nos detalhes observados em tempo e espaço.

210
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
A ação do raio da personalidade sobre os centros abrange o período dos três
primeiros triângulos (prânico-básico/umbilical ou plexo solar/cardíaco-laríngeo), já
explicados.

Para maior clareza não devemos esquecer que foram estabelecidas diferenças entre os
três aspectos e o seu desenvolvimento foi considerado separadamente, todavia isto só
é possível em tempo e espaço ou durante o processo evolutivo, porém é impossível do
ponto de vista do Eterno Agora ou da Unidade do Eu-Total (inexistência de tempo e
espaço). O aspecto Vishnu ou Amor-Sabedoria-Razão Pura está latente no Eu-Total e é
parte do conteúdo monádico, mas o aspecto Brahma ou Atividade Inteligente antecede
à sua manifestação no tempo. Simbolicamente falando, o Tabernáculo no deserto
surgiu antes da construção do Templo de Salomão, como relata o Antigo Testamento. O
grão de trigo permanece na escuridão da Mãe Terra, antes de aparecerem as douradas
espigas. O loto terá de afundar suas raízes no lodo, antes de manifestar a beleza do
seu botão.

O término da infuência do raio da personalidade sobre os centros só ocorre depois


que o triângulo básico-cardíaco-laríngeo foi bem trabalhado, quando se dá a
transferência dos fogos para os quatro centros menores da cabeça, sintetizados pelo
Alta Maior ou Carótido. A ação simultânea do cardíaco (emoção sublimada) e do
laríngeo (atividade mental) torna o homem mental sem perder a sensibilidade de
sentimento, mas com conhecimento e controle das emoções e não escravo delas, ou
seja, adquire o amor inteligente. Não podemos esquecer que o chacra cardíaco tem
uma conexão interna com a coroa central de 12 pétalas do coronário.

Daí concluímos com certeza lógica e racional que somente usando a mente o homem
consegue escapar do domínio da personalidade.

A ação do raio da personalidade sobre os centros pode ser analisada à luz dos
movimentos e oscilações de átomos e partículas, o que ocorre em toda a natureza. É
por isso que o Mestre Tibetano deu ao assunto o título " O Movimento nos Planos Físico
e Astral". Contudo o detalhamento dessa análise requer uma base sólida de
conhecimentos sobre a estrutura do átomo, impossível de ser passada aqui.

Estudo 045

Os Centros e os Raios (Continuação) (Páginas 165, 166, 167 e 168 do Tratado sobre

211
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Fuego Cósmico)

O segundo período, em que domina o raio egoico, não é tão longo quanto o primeiro. É
o período em que os quarto e quinto triângulos são vivifcados (cardíaco/laríngeo/os
quatro centros menores da cabeça, sintetizados pelo Alta Maior e cardíaco/laríngeo/os
sete centros da cabeça). É a fase do ciclo evolutivo em que o homem emprega suas
forças a favor de sua evolução, submete-se conscientemente a uma disciplina, ingressa
no caminho da provação e vai subindo até a terceira Iniciação.

Quando esteve sob o domínio do raio da personalidade, o homem vivenciou as


experiências dos cinco raios, os quatro de atributo inicialmente, para depois sintetizá-
los no terceiro, aprendendo assim a trabalhar com a mente.

Quando passa para a regência do raio egoico, o homem fca sob a infuência de um dos
sub-raios de um dos dois raios maiores, o primeiro e o segundo, se não é o terceiro seu
raio egoico.

Aqui cabe perguntar se o raio egico tem de ser necessariamente um dos três maiores e
se há Mestres e Iniciados em algum raio menor. A resposta é que o raio egoico pode
ser um dos sete. Todavia o nosso Logos Solar está cultivando com mais ênfase seu
segundo aspecto: Amor-Sabedoria-Razão Pura, nesta sua atual encarnação, o Sistema
Solar objetivo. Vishnu, o Filho, o Dragão de Sabedoria está em manifestação, sendo
pois sua meta construir a Obra Prima do Amor. Portanto o segundo é o raio sintético e
todos os outros são na realidade seus sub-raios.

Em consequência as Entidades Cósmicas que com Ele colaboram são também do


segundo raio.

Embora as Mônadas em evolução agora sejam dos três raios, prevalecem as do


segundo, assim distribuídas em número:

• Primeiro raio: 5 bilhões


• Segundo raio: 35 bilhões
• Terceiro raio: 20 bilhões
Apesar de existirem Mônadas dos primeiro e terceiro raios, contudo Elas são na
realidade dos primeiro e terceiro sub-raios do segundo, uma vez que o nosso Logos
Solar está no segundo raio.

As que estão no primeiro sub-raio estão adiantadas e as do terceiro atrasadas.

O conhecimento do sub-raio monádico é adquirido na terceira Iniciação.

212
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
O fato de que os Mestres e Iniciados pertençam a todos os raios deve-se aos dois
seguintes fatores:

1. Cada raio maior tem sete sub-raios.

2. Muitos dos Guias das raças mudam de raio conforme as necessidades e as


exigências do trabalho a ser efetuado. Quando um Mestre ou um Iniciado é
transferido, ocorre um total reajuste em termos de raio.
Da mesma forma quando um Mestre deixa de pertencer à Hierarquia do nosso planeta,
para trabalhar em outra parte, frequentemente é preciso que seja efetuada uma
completa reorganização e a consequente admissão de novos membros na grande Loja
Branca. Poucos entendem esses fatos.

Lembramos oportunamente que as informações dadas sobre os raios referem-se a


todo o sistema solar e não somente às condições da terra e às Mônadas nela evoluindo.
A Terra é um órgão dentro de um organismo. Ainda prevalece entre a maioria dos
habitantes deste planeta a crença de que ele é o mais importante do sistema solar.

Sob a supervisão do Ego predomina o raio no qual ele se encontra num dado período.
Este raio é simplesmente um refexo direto da Mônada e depende do aspecto da Tríade
Espiritual, que em determinado momento constitui a linha de menor resistência para os
veículos inferiores.

Tendo isto em vista, é fácil entender que ora a ênfase está no aspecto átmico
(vontade), ora no búdico (amor-sabedoria-razão pura) e em outros períodos no
manásico (mental).

A Tríade Espiritual é constituída de três átomos permanentes: átmico, búdico e mental.


Cada um desses átomos tem a sua característica principal, mas pode manifestar as
qualidades dos outros dois de forma secundária.

Assim temos:

Aspecto átmico:

1. Átmico-átmico
2. Átmico-búdico
3. Átmico-manásico
Aspecto búdico:

1. Búdico-átmico
2. Búdico-búdico

213
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
3. Búdico-manásico
Aspecto manásico:

1. Manásico-átmico
2. Manásico-búdico
3. Manásico-manásico
Exemplifquemos essas subdivisões. Uma Mônada decide desenvolver seu aspecto
Vontade (átmico), voltado para a qualidade Amor-Sabedoria-Razão Pura (búdico). Então
durante um período Ela estimula seu átomo átmico, dando ênfase à atividade búdica
dele. Isto irá fazer com que o Ego ingresse no primeiro raio e gere personalidade do
segundo raio.

Se a Mônada quer se exercitar no aspecto búdico orientado para a atividade mental


(manas), o Ego será do segundo raio, com personalidade que poderá do terceiro raio
ou qualquer dos quatro raios menores, conforme os objetivos da Mônada.

Com essas combinações temos 21 possibilidades. Esse assunto é pouco entendido.

O terceiro período, no qual o raio monádico atua diretamente no plano físico, é o mais
curto. É quando o sexto triângulo (cardíaco - os sete centros da cabeça - coronário)
está em atividade. É a etapa de realização e liberação. Embora de pequena duração sob
o ponto de vista da personalidade, é de relativa permanência para a Mônada.
Estabelecendo uma analogia com o Logos Solar, equivale ao tempo que resta dos cem
anos de Brahma ou do processo de manifestação.

Há muito material para refetir, meditar e fazer deduções valiosíssimas no estudo dos
triângulos relacionados com a ação dos raios.

Cabe advertir que os triângulos de importância são cinco, se levarmos em conta que o
prânico está relacionado mais com o físico denso, que não é um princípio. Assim
temos:

a. Dois triângulos vivifcados pelo raio da personalidade


b. Dois triângulos vivifcados pelo raio egoico
c. O triângulo sintetizador da Mônada.
A questão dos períodos dos raios não é tão simples como aparenta, porque os
triângulos da personalidade alcançarão plena atividade de acordo com o raio da
Mônada. Por isso não se pode estabelecer uma regra fxa para seu desenvolvimento.
Uma Mônada do primeiro sub-raio tenderá a evoluir aceleradamente.

Os triângulos egoicos dependem em grande parte de como a força vital da Mônada é

214
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
refetida sobre a personalidade, ou seja, da capacidade do Ego em transferir a energia
da Mônada para ela. Os triângulos egoicos são o ponto intermediário, assim como o
corpo causal é o ponto transmissor (quando está construído e sufcientemente dotado)
entre o superior e o inferior.

Os átomos permanentes da Tríade Inferior estão encerrados dentro da periferia do


corpo causal. Contudo este corpo, de relativa permanência, é construído, expandido e
transformado em um receptor central e em uma estação transmissora (palavras
inadequadas para expressar uma ideia esotérica) pela ação direta dos centros,
principalmente por eles. Do mesmo modo pelo qual a força espiritual ou o aspecto
vontade construiu o sistema solar, assim o corpo causal é construído no homem.
Vemos portanto que os centros ou chacras são de imensa importância.

Quando no Macrocosmos o Espírito e a matéria (Pai-Mãe) entraram em contato e se


uniram por um ato de vontade, o Filho, o Sistema Solar objetivo veio à existência. É
chamado Filho do desejo, porque é consequência da necessidade do Logos Solar de
adquirir experiência física cósmica, sendo sua característica o Amor e sua natureza
budi ou Sabedoria Espiritual.

No homem (o microcosmos) a força ou vontade da Mônada faz com que Ela se una à
matéria, gerando o mecanismo coerente para efetivar esse contato, o corpo causal, seu
sistema objetivo (juntamente com os corpos inferiores). Esse pequeno sistema é
também produto do desejo transmutado da Mônada e sua característica (quando
manifestada plenamente) será Amor, que com o tempo expressará budi no plano físico.

Assim como o corpo causal é somente o envoltório ou corpo do Ego, da mesma forma
a parte da matéria causal cósmica que envolve o nosso sistema solar é somente o
envoltório ou corpo do Ego Solar.

Nos dois sistemas, o maior e o menor, existem, como sabemos, centros de força ou
chacras, que produzem a objetividade. Podemos afrmar que os chacras dos corpos do
homem são refexos miniaturizados dos que existem nos corpos do Logos Solar.

Será de grande utilidade desenvolver um pouco mais o que acima foi dito, antes de se
estudar a relação entre os chacras e kundalini.

Assim vamos passar informações valiosíssimas (para os que têm olhos de ver) sobre
os centros, com referência ao Sistema Solar e ao Sistema Cósmico maior, do qual o
nosso Logos Solar é um centro sagrado. Tudo o que se diz dos centros do homem é
aplicável aos grandes Seres Cósmicos, dos quais os homens são diminutas células.

215
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Alertamos que não será possível informar os triângulos dos sistemas, porque são
conhecimentos tão transcendentais, que só podem ser dados de forma muito velada e
por isso não teriam utilidade prática intelectualmente, exceto para os que estão bem
adiantados no ocultismo e têm desenvolvida a intuição. Todavia coisas interessantes
podem ser reveladas.

Estudo 046

Os Centros e os Raios (continuação) (Páginas 168, 169 e 170 do Tratado sobre Fuego
Cósmico)

O Sistema Solar. Pode ser estudado brevemente do ponto de vista dos Homens
Celestiais (os Logos Planetários) e do grande Homem dos Céus, o Logos Solar.

a. Os Homens Celestiais. Seus centros encontram-se na matéria búdica e acima e se


manifestam como grandes campos de força, dentro dos quais os grupos de Adeptos
e seus discípulos atuam, manipulando sua substância.
Cada grupo de Mestres, Iniciados, discípulos e os seres humanos, encarnados ou
desencarnados, que se encontram na periferia da consciência do Logos Planetário,
constituem um centro de algum tipo ou qualidade especial. Este fato é geralmente
aceito, mas é muito importante que os estudantes o correlacionem com as informações
dadas sobre os centros do homem, com o que aprenderão muito.

Assim como no homem, tais centros são constituídos de matéria etérica, porém
cósmica, o que signifca matéria búdica. Os Logos Planetários também possuem
chacras ou centros em seus corpos astrais cósmicos, mentais cósmicos e superiores.
Nesses corpos a matéria presente em seus centros pode ser dos quatro subplanos
superiores (primeiro ou atômico, segundo ou subatômico, terceiro e quarto),
dependendo do nível de evolução do Logos.

Igualmente ao que ocorre com o homem, serão vivifcados pelo kundalini planetário
circulando pelos triângulos desejados. Esse kundalini não é o que alimenta o homem,
mas o que atua nas matérias búdica e acima.

Serão dadas duas informações para uma consideração bem conscienciosa e profunda,
que fornecerão muitas conclusões de elevadíssima importância e grande aplicação
prática para aqueles possuidores de visão intelectual oculta e com capacidade de

216
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
cruzar informações e usar o potencial da analogia. É muito comum serem encontradas
pessoas com formação científca e acadêmica, que só sabem utilizar a mente racional
na sua parte concreta, ou seja, elas só conseguem entender o que pode ser
demonstrado materialmente e que vêm, não tendo a mínima condição de entender e
assimilar conceitos abstratos. Essas informações referem-se a um Logos Planetário,
que o Mestre Tibetano não revela.

Existe um triângulo de força formado pelos três seguintes centros:

a. O centro do Manu e seu grupo.


b. O centro do Bodhisattva ou Cristo (sr. Maitreya) e seus discípulos.
c. O centro do Mahachoan e seus discípulos.
Este triângulo ainda não foi totalmente vivifcado na atual etapa de desenvolvimento do
Logos implicado.

Pela análise e refexão profunda, não é muito difícil deduzir quem é esse Logos.
Também é relativamente fácil inferir quais são esses centros. De posse desses
conhecimentos, saberemos a etapa evolutiva do Logos. Como o Mestre Tibetano diz
que o nome desse Logos não pode ser revelado publicamente, só resta incentivar os
estudantes para que estudem detidamente o assunto, servindo-se bastante da mente
abstrata, da analogia e do cruzamento de informações.

A outra informação é que há um outro triângulo, referente ao nosso Logos Planetário,


formado pelos sete Kumaras. Os quatro Kumaras exotéricos constituem os quatro
centros menores da cabeça e os três maiores (incluindo Sanat Kumara) são os três
centros maiores da cabeça. A triangulação é assim disposta: os quatro centros
menores são sintetizados pelo Alta Maior, que abrange um centro maior, o que nos dá a
confguração na qual um vértice é formado pelos quatro menores e um maior
abrangido pelo Alta Maior, o outro vértice é o frontal e o terceiro é o Coronário. Essa
sintetização dos quatro centros menores pelo Alta Maior é análoga à sintetização dos
quatro raios menores pelo terceiro, o de Manas.

Com referência aos Kumaras, Eles são sete e provenientes do esquema de Vênus,
donde vieram há 18 milhões de anos, liderados por Sanat Kumara, num total de
108,para ajudar no processo de individualização e implantação da chispa da mente na
raça lemuriana. A maioria já retornou, permanecendo os atuais sete, incluindo Sanat
Kumara. Este com mais dois são esotéricos e possuem veículos de matéria mais sutil
que a etérica e os outros quatro são exotéricos, com veículos de matéria etérica. Sanat
Kumara transmite para a terra a força especializada do nosso Logos Planetário, sendo

217
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
considerado sua encarnação física, os demais transmitem energias dos outros seis
esquemas planetários sagrados. A energia do outro esquema planetário sagrado que
falta nos vem por Sanat Kumara, uma vez que o nosso Logos Planetário tem uma
ligação muito íntima com um Logos Planetário sagrado.

Existe um outro triângulo planetário muito importante, formado pela Terra, Marte e
Mercúrio e que muito nos afeta. Não constitui um triângulo sagrado. Mercúrio, sagrado,
expressa o kundalini como atividade inteligente, relacionado pois com Manas e Marte
expressa o kundalini latente, voltado para o movimento de rotação e o calor da matéria.
Por isso Mercúrio e o chacra básico do homem estão estreitamente vinculados. Nessa
circulação triangular do kundalini a Terra é benefciada e aqueles que possuem o
conhecimento necessário podem usufruir dessa energia em muito. A verdade sobre
esse triângulo encontra-se oculta nos símbolos astrológicos dos dois planetas, que
devem ser devidamente interpretados à luz da mente abstrata. Usando a técnica de
elevar para níveis planetários o que ocorre com o kundalini do homem e as relações
geométricas entre os três planetas, o segredo é revelado. Mas isto não é assunto para
o atual estudo. Este triângulo é citado pelas implicações nos três Logos Planetários,
demonstrando que Eles se relacionam e se ajudam reciprocamente, afetando, é óbvio,
as humanidades neles evoluindo, incluindo os reinos.

b. O Grande Homem dos Céus. Ele tem como centros principais os sete Logos
Planetários sagrados, os quais mantêm com Ele relações idênticas às dos Mestres e
seus grupos para com o Logos Planetário.Esses centros são vivifcados pelo kundalini
do sistema e na atual etapa do desenvolvimento logoico alguns estão mais ativos e
estreitamente ligados, o que signifca que também formam triângulos, que traduzem
o grau de evolução do Logos.
O triângulo citado anteriormente, Terra, Marte e Mercúrio, tem excepcional importância
sob o ponto de vista do nosso Logos Planetário. Mestre Tibetano chama-os
textualmente de os três planetas etéricos de nossa cadeia, dando a entender à
primeira vista que eles formam uma cadeia. Cremos todavia que o Mestre quis se
referir às ligações energéticas que Marte e Mercúrio têm com a Terra, conforme pode-
se comprovar pelo VI diagrama, à página 317 do Tratado sobre Fogo Cósmico, quando
é descrita a Divina Década. Neste diagrama vemos as ligações de dois globos etéricos
do esquema da terra com Mercúrio e Marte. Para melhor esclarecimento,
apresentamos um desenho com base no diagrama.

218
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

Outro triângulo muito interessante é constituído por Vênus, Terra e Saturno, o qual na
atualidade está sendo vivifcado pelo kundalini do sistema, fazendo com esses centros
comecem seus movimentos quadridimensionais. No estudo dos centros do Logos Solar
devemos ter sempre em mente que existe uma semelhança entre suas funções e as
dos centros dos homens, mas os detalhes dessas funções são diferentes, como
deveria ser, considerando a grande diferença entre o homem e o Logos.

Existem outros grandes triângulos no sistema, contudo nada pode ser dito sobre eles.
Apenas podemos informar algo sobre dois centros sagrados.

a. Vênus. É o centro cardíaco do corpo do Logos Solar e por isso relaciona-se com os
demais centros nos quais predomina o aspecto coração (Amor). Esta afrmação do
Mestre requer uma explicação. Em outros trechos Ele diz que Júpiter é o centro
cardíaco e Vênus o frontal do Logos. Como o cardíaco se conecta diretamente com o
frontal e o coronário, sendo ambos centros da cabeça e portanto superiores ao
cardíaco, deduzimos que o que o Mestre quis dizer foi que Vênus tem poder de
infuenciar centros ligados ao Amor, como Júpiter e Netuno. Esta dedução é
comprovada pelo fato de o Mestre afrmar que o esquema de Vênus é o mais
adiantado do sistema solar, já tendo começado a entrar em pralaia e alcançado a
etapa de expressar budi através de Manas, que é a meta do atual sistema solar. Por
isso a Terra e sua humanidade estão sendo fortemente benefciadas por essa
relação. É lógico que aqueles que conhecem esse fato e sabem como se sintonizar
com as energias circulantes, serão muito mais benefciados. Uma coisa é evidente,
clara e óbvia: as energias oriundas do esquema de Vênus são da natureza do Amor-
Sabedoria-Razão Pura, o que signifca a fusão da mente (inferior e superior) com o
Amor existente no plano búdico.

b. Saturno. É o centro laríngeo do Logos Solar, portanto estimulador da atividade


inteligente criadora do terceiro aspecto. Podemos concluir com certeza, em

219
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
decorrência da atividade deste triângulo com a terra, que a oportunidade no
momento para aqueles que querem ir depressa é para usar ao máximo a mente e
buscar conhecimentos, entendo-os claramente, com o objetivo principal de
compreender o verdadeiro amor, que é búdico e não astral e torná-lo realidade no dia
a dia, ou seja, expressar budi através de manas.
Conforme a evolução do nosso Logos Solar for progredindo, os centros serão
dinamizados mais intensamente e os fogos do sistema, em circulação triangular, levá-
los-ão a uma atuação e efciência cada vez maiores, com os consequentes benefícios
para as humanidades do sistema. Sem embargo os dois triângulos estudados são de
altíssima importância na atualidade.

Em resumo temos três triângulos em atividade: Marte-Terra-Mercúrio e Vênus-Terra-


Saturno, sob o ponto de vista do Logos Solar; Terra e os dois planetas ou globos
etéricos de seu esquema, ligados a Mercúrio e Marte, sob o ponto de vista do nosso
Logos Planetário. De todos os três podemos usufruir imensos benefícios em termos de
evolução. É questão de saber aproveitar. Infelizes aqueles que não o fzerem.

Voltaremos, continuando o estudo sob o ponto de vista do Logos Cósmico, do qual o


nosso Logos Solar é o centro cardíaco.

Estudo 047

Os Centros e os Raios (Final) (Página 170 do Tratado sobre Fogo Cósmico)

O assunto a ser estudado agora é de difícil compreensão, pois envolve estrelas com
seus sistemas, executando funções de centros no corpo do Logos Cósmico, no qual o
nosso Logos Solar está inserido.

Assim como sete Logos Planetários são centros principais no corpo do Logos Solar, da
mesma forma existem estrelas (algumas múltiplas) com atividades semelhantes, em
nível bem mais elevado.

Quando contemplamos o céu numa noite limpa e livre de poluição, vemos muitas
estrelas, constituindo constelações para o ponto de vista da Terra, mas tendo outra
aparência de conjunto, quando vistas de fora do nosso Sistema Solar. Para a nossa
visão física, são apenas astros, com diversos graus de brilho. Várias estrelas na
realidade são sistemas de estrelas, embora para nossos olhos, sem os recursos de uma

220
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
luneta ou telescópio, aparentem ser uma única.

São exemplos de estrelas múltiplas: a Centauri, a mais próxima de nós, a 4,3 anos-luz,
com 3 estrelas (a Centauri A, B e C), Castor (a de Gêmeos), com 6 estrelas, Polaris (a
de Ursa Menor), com 5 estrelas, Sírius (a de Cão Maior), com 2 estrelas, a 8,7 anos-luz
de nós e muitas outras.

No verão do hemisfério sul estrelas muito importantes para a Terra são visíveis a olho
nu, como Sírius, Betelgeuse, a Centauri e algumas da Ursa Maior. Sírius, Betelgeuse,
Rigel e Procyon formam uma cruz muito linda no céu do Rio.

Embora nossos olhos só enxerguem astros luminosos e nada mais, a realidade é


muitíssimo diferente. Essas estrelas, com seus sistemas, são corpos de manifestação
de Entidades em nível de Logos Solar e acima. Elas se relacionam entre si e colaboram
com um Ser mais elevado do que Elas, o Logos Cósmico. Algumas, reconhecidamente,
exercem atividades em seu corpo, tais como: nosso Sol, as Plêiades, as sete estrelas
principais da Ursa Maior, Polaris, Betelgeuse e Sírius, existindo muitas outras.

Apesar de ser difícil, devemos fazer todo o esforço mental e intelectual para
assimilarmos a visão interior desses Excelsos Seres Cósmicos em seus
relacionamentos, trocando energias, infuenciando-se mutuamente e exercendo
funções necessárias para o Logos Cósmico.

Somente a prática de pensar continuamente nesses conceitos, dentro de uma linha


lógica e racional, é que desenvolve a capacidade de entendê-los e vê-los com clareza.
Daí advém a certeza. Não é uma fé cega e irracional, como pregam as religiões, mas a
convicção oriunda da nítida compreensão.

O mecanismo de comunicação entre essas Entidades se processa nas matérias búdica,


átmica, monádica e adi, no nível físico cósmico. Mas temos ainda o relacionamento
emocional pela matéria astral cósmica e o mental pela matéria mental cósmica. A
velocidade de propagação das energias nessas relações é muito maior do que a da luz
física.

É óbvio que nessas relações a nossa humanidade é afetada, não obstante a ciência
ofcial não o aceitar, porque só reconhece o que pode ser detectado por instrumentos,
que estão envoltos no véu de maia.

Após essa breve dissertação sobre aspectos macrocósmicos, passemos às poucas


informações referentes aos centros do nosso Logos Cósmico.

O nosso Sistema Solar é o centro cardíaco. Dois outros centros são constituídos pelas

221
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Plêiades e por uma estrela da Ursa Maior, sendo esse último um centro equivalente ao
da cabeça. Esses 3 centros atualmente formam um triângulo de circulação do kundalini
cósmico.

Simultaneamente o nosso Sol com as Plêiades e mais 2 outros Sois constituem o


quaternário cósmico inferior, com os centros básico, umbilical, cardíaco e laríngeo, que
futuramente serão sintetizados pelos sete centros da cabeça, como ocorre com o
homem na quarta Iniciação.

Muito além da Ursa Maior existe uma constelação, que é o centro coronário do Logos
Cósmico e que sintetizará os 7 centros da cabeça, que são: Dubhe, Merak, Phekda,
Megres, Alioth, Mizar e Benetnash, respectivamente α, β, γ, δ, ε, ζ e η de Ursa
Maior (formam a cauda da Ursa).

O nome dessa constelação só é revelado ao Iniciado na sétima Iniciação, que é a


primeira cósmica e a partir da qual a Mônada inicia a penetração na matéria astral
cósmica e já tem a liberdade de sair do Sistema Solar com plena consciência.

Com referência ao quaternário cósmico inferior do Logos Cósmico, identifcamos as


seguintes estrelas:

• Centro básico - uma de Dragão, talvez a alfa.

• Centro umbilical - Betelgeuse, a de Órion.

• Centro cardíaco - nosso Sol.

• Centro laríngeo - as Plêiades, com ênfase em Alcione, a mais brilhante.


Embora as Plêiades estejam na constelação de Touro (na região do pescoço do Touro),
sendo Alcione a η Tauri, elas constituem um aglomerado estelar. No caso especial de
Alcione, a relação entre o Ser Cósmico que se expressa por ela e o nosso Logos Solar é
muito íntima.

Não obstante o conhecimento intelectual desses relacionamentos entre Entidades


Cósmicas não ser de muita utilidade para a grande maioria da humanidade, contudo o
esforço para entendê-los por meio da analogia e do pensamento abstrato e conceitual,
em muito contribui para expandir a consciência, acelerar a evolução e propiciar uma
visão clara da realidade do Espaço como um Ser Vivo.

Aqui encerramos o assunto "Os Centros e os Raios". Voltaremos com o tema "Os
Centros e o Kundalini".

222
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

Estudo 048

Os Centros e o Kundalini (Páginas 170, 171 e 172 do Tratado sobre Fogo Cósmico)

Não é permitido passar atualmente muitas informações a respeito do kundalini, que é o


fogo por fricção, em sua aplicação aos centros, devido ao meu uso, que pode ter
consequências funestas para o incauto que se aventure, sem possuir o devido
conhecimento e a capacitação necessária.

Tendo isso em vista, façamos um resumo do que já foi escrito.

O fogo por fricção é tríplice e se acha localizado na base da coluna vertebral, numa
região chamada bolsa de kundalini, feita de matéria etérica, portanto não detectável
por instrumentos.

Ele é tríplice, sendo assim dividido: fogo por fricção/elétrico (reação nervosa), fogo por
fricção/solar (emanação prânica) e fogo por fricção/por fricção (calor corpóreo).
Essas funções foram detalhadamente explicadas em estudos anteriores.

No homem comum, esse fogo apenas vitaliza o corpo físico-etérico. Porém, no decorrer
de sua evolução, processam-se três unifcações ou fusões.

Três centros nas costas do corpo físico se encarregam de captar, qualifcar, assimilar e
distribuir os fogos por fricção oriundos do Sol e da Terra, transformando-os no fogo
individual. A localização desses centros já foi informada num estudo anterior.

Além dessa captação, o centro principal, o localizado entre as omoplatas, exerce uma
função de fusão. Na maioria da humanidade, já ocorreu a fusão entre o calor corpóreo
e a emanação prânica. A conquista agora é a fusão desses dois com o fogo reação
nervosa.

Quando o fogo solar, da mente, começa a circular a partir do centro laríngeo, o reação
nervosa passa a ser muito solicitado, quando o homem se torna um intelectual,
exigindo explicação para tudo e não aceita a fé cega. Inicia-se então a fusão da reação
nervosa com os outros dois já unidos. Essa fusão ocorre no centro entre as omoplatas.

Simultaneamente com essa fusão, o fogo solar, fuindo com intensidade crescente,
passa a dominar os outros três,com eles se fundindo e unindo. Isso também ocorre no
centro entre as omoplatas, que nessa fase já está se unindo com o centro Alta Maior.

223
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Daí em diante, quando o homem já passou pela segunda Iniciação, o fogo elétrico da
Mônada passa a se impor aos outros, circulando pelos sete centros da cabeça,
efetuando a síntese paulatinamente, para fnalizá-la no centro coronário, na quarta
Iniciação.

Cada canal do triângulo prânico, como também os canais sushuma, pingala e ida, têm a
função de unifcar os fogos. Essa unifcação e ativação dos centros ocorre por
triangulação. Em cada fase há sempre um triângulo com maior atividade e intensidade,
percebendo-se nitidamente o brilho e a luminosidade dos fogos, não só nos centros,
como nos condutores (canais) que os ligam.

Ocorre também aumento da dimensionalidade dos centros, em consequência do


crescimento da quantidade de movimentos efetuados pelas partículas dos centros. Na
fusão do calor corpóreo com a emanação prânica, são três dimensões. Na fusão com o
fogo solar, são quatro dimensões. Na terceira Iniciação, pela fusão com o fogo elétrico
da Mônada, são seis dimensões.

Nessa crescente dinamização dos fogos e dos centros, todas as partículas dos corpos
etérico e denso também são dinamizadas e vitalizadas, o mesmo ocorrendo nos corpos
astral e mental, uma vez que essas fusões e dinamizações também são feitas nesses
corpos.

Em consequência são produzidos dois efeitos. O aumento de velocidade e de


frequência das partículas provoca a expulsão das grosseiras e atrai as mais sutis e
refnadas, sintonizadas com o maior padrão vibratório conquistado pelo iniciado.

Como o kundalini ou fogo da matéria é a vida do Terceiro Logos, o iniciado repete em


seu nível o que o Logos faz, ao atrair, diferenciar, qualifcar e purifcar a matéria física
cósmica, para o seu sistema solar (seu corpo físico cósmico).

Com referência à trama etérica, que separa o corpo astral do físico, o fogo por fricção
é responsável por dois efeitos.

Pelo seu movimento cada vez maior, elimina as escórias purifcando assim o corpo
etérico e atingindo o corpo denso. Daí o intenso vigor e a grande saúde dos iniciados.

Quando o fogo solar (da mente) passa a atuar com mais intensidade, a intensifcação
do fogo por fricção destrói a trama etérica, de tal forma que, ao chegar à terceira
Iniciação, o homem já tem continuidade de consciência, ou seja, ele passa a viver
simultaneamente nos mundos físico, astral e mental, mantendo seu perfeito equilíbrio
com respeito à saúde mental, em outras palavras, não se torna um esquizofrênico.

224
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Todavia, ele é livre para decidir não ter essa continuidade de consciência,por motivos
do trabalho a realizar na encarnação física, quando então faz uso da sua vontade.

Finalizando, percebemos nitidamente o que está reservado ao homem, que, através do


conhecimento claro e lúcido, decide trilhar o caminho iniciático, tornando-se realmente
livre e tendo acesso ao verdadeiro Poder, outorgado pelo Senhor Maitreya nas primeira
e segunda Iniciações e pelo Bendito Senhor do Mundo, SANAT KUMARA, a partir da
terceira Iniciação. Que Glória humana pode ser maior do que estar face a face com o
Senhor Maitreya e com o Senhor do Mundo?

Por hoje encerramos o nosso estudo. A seguir entraremos num tema de altíssima
importância evolutiva: Os Centros e os Sentidos Normais e Supranormais.

Estudo 049

Os Centros e os Sentidos Normais e Supranormais (Páginas 172,173 e 174 do Tratado


sobre Fogo Cósmico)

É muito importante que certos esclarecimentos sobre os sentidos sejam dados agora,
com o objetivo de que o entendimento do que será explicado adiante seja o mais
completo possível.

Temos de compreender os sentidos tendo em vista sua defnição, sua quantidade, sua
relação com a Mônada e os efeitos que eles produzem, sem o que jamais sua grande
importância será percebida e não será possível trilhar o caminho do conhecimento.

Os sentidos são os mecanismos de que dispõe a Mônada, o Deus aprisionado, para


estabelecer contato com o ambiente exterior, tomar conhecimento do que ocorre nesse
ambiente, investigar, pesquisar, vivenciar e adquirir experiências e por meio de tudo
isso saber o que precisa aprender, expandir sua consciência e evoluir para níveis cada
vez mais elevados.

Estudaremos os cinco sentidos do homem. Os animais também os possuem, mas, pelo


fato de não possuírem autoconsciência, sua capacidade de relacionar o "eu" com o
"não eu" é muito limitada. Por "eu" queremos dizer a autoconsciência do homem e por
"não eu" tudo o que está fora dessa autoconsciência. Os sentidos dos animais
constituem uma faculdade grupal, que se manifesta como instinto racial.

O que ocorre nos corpos do homem e chega à sua autoconsciência é considerado

225
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
como "não eu", daí a necessidade de não se identifcar com os corpos, muito embora
saibamos identifcar essa ocorrência em nossos veículos.

Os sentidos do homem manifestam-se como: realização individual de sua


autoconsciência (nem sempre no comando), poder para afrmar esse individualismo,
instrumento poderoso para a evolução de sua autoconsciência, fonte de conhecimento
e saber e, fnalmente, faculdade transmutadora quando se encerra seu processo
evolutivo nos três mundos inferiores.

Eles são os seguintes, na ordem de desenvolvimento:

• audição;
• tato;
• visão;
• paladar;
• olfato.
São os tattwas, as vibrações ou oscilações dos átomos, que dão origem aos chamados
elementos, os responsáveis pelos sentidos. Não cabe aqui uma explanação detalhada e
profunda sobre os tattwas, o que poderá ocorrer em outra oportunidade. Apenas
esclareceremos as relações entre eles, os planos e os sentidos.

O tattwa akasha ou éter rege a audição. Seu plano é o átmico. Embora existam os
tatwas dos planos adi e monádico, nada será revelado sobre esses dois, pois não é
conhecimento para a atual humanidade.

O akasha dá origem ao vahiu, elemento ar, regente do tato, sendo seu plano o búdico.

Tejas ou agni, elemento fogo, é o regente da visão, plano mental.

Apas, elemento água ou líquido, rege o paladar, plano astral.

Prítivi, elemento terra ou sólido, rege o olfato, plano físico.

Deve fcar bem claro que, embora os tattwas relacionem-se intimamente com seus
planos específcos, eles atuam em todos eles. Portanto temos akasha, vahiu, tejas, apas
e prítivi no plano físico, como no astral, no mental etc. O entendimento claro e
profundo dos tattwas requer o domínio intelectual da teoria das oscilações. É um
assunto perigoso, porque conduz ao domínio da matéria e sua transformação e
transmutação, para o que, como já dissemos, não está preparada a humanidade,
bastando lembrar os funestos resultados pela utilização da célebre fórmula de Einstein:
energia é igual ao produto da massa pelo quadrado da velocidade da luz.

226
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Tendo em vista a sequência do processo de evolução do homem, físico, astral, mental,
búdico e átmico,e o desenvolvimento de seus sentidos, audição, tato, visão, paladar e
olfato, existe a seguinte correlação sentido/plano:

audiç plano
ão físico
plano
tato
astral
plano
visão
mental
palad plano
ar búdico
olfat plano
o átmico
Na consideração acima devemos também ter em mente o refexo entre os planos: o
plano átmico se refete no físico, o búdico no astral, fcando o mental sem refexo.

Todos os corpos do homem, desde o físico até o átmico, possuem sentidos, chamados
jnanaindryas (vias do conhecimento). Os corpos monádico e adi também os possuem,
todavia não serão aqui tratados.

No corpo físico a correlação entre os sentidos e os subplanos é a seguinte:

audiç quinto subplano,


ão gasoso
quarto subplano,
tato
primeiro éter
terceiro subplano,
visão
superetérico
palad segundo subplano,
ar subatômico
olfat primeiro subplano,
o atômico
Observem que essa correlação acima é análoga à existente entre os sentidos e os
planos, na qual a audição está relacionada ao físico, o mais denso, e o olfato ao mais
sutil dos cinco planos, o átmico.

Nos planos físico e astral, os subplanos de conquista do homem são os cinco


superiores. Os dois inferiores, o sexto e o sétimo, respectivamente, líquido e sólido,

227
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
estão simbolicamente debaixo do umbral e são utilizados pelas formas de vida
inferiores à humana.

No desenvolvimento das raças-raiz da atual ronda encontramos uma analogia muito


interessante. As duas primeiras raças, a adâmica e a hiperbórea, não eram
defnidamente humanas, sendo a terceira raça, a lemuriana, realmente humana.
Conclui-se pois que o terceiro subplano dos planos físico e astral é o marco inicial do
esforço humano, devendo o homem conquistar os cinco subplanos superiores.

O mesmo não ocorre no plano mental. Mas esse assunto fcará para o próximo estudo.

Estudo 050

Os Centros e os Sentidos Normais e Supranormais (Continuação) (Páginas 174, 175 e


176 do Tratado sobre Fogo Cósmico)

O desenvolvimento e a conquista dos sentidos do corpo mental têm maior amplitude


do que nos corpos físico e astral. No decorrer da evolução normal humana, os sentidos
referentes aos cinco subplanos inferiores devem ser dominados. São eles: audição
(clariaudiência superior) - sétimo subplano, tato (psicometria planetária) - sexto
subplano, visão (clarividência superior) - quinto subplano, paladar (discriminação) -
quarto subplano, todos do corpo mental inferior ou concreto. Quando o homem já é um
iniciado e sua consciência está centrada no terceiro subplano (causal), entram em
atividade mais três sentidos superiores, que são: olfato (discernimento espiritual) -
terceiro subplano, resposta à vibração grupal - segundo subplano e telepatia espiritual
- primeiro subplano ou atômico. Este último é o subplano de abstração ou síntese, ou
seja, todos os demais sentidos são resumidos e sintetizados nele. O corpo mental é o
mais solicitado, porque no atual sistema solar a mente é utilizada para expressar budi,
uma vez que ela foi conquista do sistema solar anterior.

Para o Homem Celestial ou o Logos Planetário, ocorre a mesma coisa. Os dois planos
superiores, monádico e adi, são os de abstração e síntese das conquistas feitas nos
planos inferiores.

Façamos agora uma tabulação comparativa entre os sentidos dos cinco corpos do
homem, desde o físico até o átmico, que são metas da humanidade para a atual cadeia,
pois a quinta iniciação tem de ser alcançada e ela exige o domínio do corpo átmico.

228
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Os sentidos resposta à vibração grupal e telepatia espiritual, do corpo mental superior
ou causal, não têm análogos nos corpos inferiores.

No corpo astral a correspondência entre os sentidos e os subplanos é a mesma do


corpo físico.

No corpo búdico a correspondência é a seguinte:

captaçã sétimo equivale à audição do


o subplano corpo físico
sexto equivale ao tato do corpo
cura
subplano físico
visão quinto equivale à visão do corpo
divina subplano físico
quarto equivale ao paladar do
intuição
subplano corpo físico
idealism terceiro equivale ao olfato do corpo
o subplano físico
Os sentidos referentes aos subplanos segundo e primeiro (atômico) do corpo búdico
são conquistados após a quinta iniciação.

No corpo átmico temos:

sétimo equivale à
beatitude
subplano audição
sexto equivale ao
serviço ativo
subplano tato
quinto equivale à
compreensão
subplano visão
quarto equivale ao
perfeição
subplano paladar
conhecimento terceiro equivale ao
total subplano olfato
Também neste corpo os sentidos referentes aos subplanos segundo e primeiro são
conquistados após a quinta iniciação.

A correspondência entre os sentidos dos corpos físico e astral é a seguinte:

audiç clariaudiência
ão astral

229
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

tato psicometria
clarividência
visão
astral
palad
imaginação
ar
olfat idealismo
o emotivo
Um sentido mais elevado incorpora os inferiores. Então no tato existe audição, na visão
existem audição e tato, no paladar existem audição, tato e visão e no olfato existem
audição, tato, visão e paladar. O paladar e o olfato são sentidos subsidiários do tato e
este é o mais importante do atual sistema solar, pois é regido pelo segundo raio, a meta
do nosso Logos Solar. Sabemos pela ciência que o paladar e o olfato exigem o contato
das moléculas portadoras das respectivas vibrações com as células responsáveis por
esses sentidos (papilas gustativas e células olfativas) e que eles interagem entre si.

Quando estudarmos o signifcado de cada sentido dos corpos, desde o físico até o
átmico, comparando-os entre si e utilizando a analogia, obteremos um entendimento
bem profundo do modo de vida nos planos. Com esse conhecimento crescerá o
estímulo para acelerar o processo evolutivo, pois o caminho fcará claro e todos
saberão o que conquistar. A técnica para adquirir o conhecimento do modo de atuação
nas matérias dos mundos sutis (astral, mental, búdico, átmico etc) consiste em
analisar-se profunda e exaustivamente as percepções dos cinco sentidos do corpo
físico, a propagação das informações via rede nervosa até o cérebro e o que ocorre
nesse, até chegar à conscientização, fazendo depois as devidas ilações para os corpos
sutis.

Vamos dar um exemplo. Na visão, os fótons (partículas de luz), após passarem pela
córnea, pupila, cristalino e humor aquoso, chegam à retina, incidindo sobre os cones e
bastonetes, onde são transformados em sinais elétricos, os quais seguem pela rede
nervosa e chegam ao centro cerebral da visão. Nesse são processados e
conscientizados, trazendo então mais informações, o que signifca mais conhecimento,
não interessa que tipo de conhecimento.

Na audição as ondas sonoras chegam à cóclea, após passarem pelos diversos


componentes do aparelho auditivo (tímpano, bigorna, martelo e estribo). Os cílios
vibráteis transformam as ondas sonoras em sinais elétricos, os quais são
transportados pelo nervos até o centro auditivo cerebral, onde ocorre a
conscientização da informação, o que signifca mais conhecimento.

230
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
De modo semelhante são processadas as informações dos demais sentidos.

Vamos fazer um esforço para explicar o que ocorre com o sentido da audição do corpo
astral. Assim como no mundo físico determinados estímulos provocam a formação de
ondas sonoras, que são classifcadas como ondas mecânicas pela física, embora a
origem seja etérica, da mesma forma certos estímulos na matéria astral geram ondas
ou oscilações das moléculas astrais. Essas oscilações, ao atingirem o corpo astral, por
ele se propagam, sem necessidade de um órgão específco, como o ouvido do corpo
físico. Ao chegarem no chacra responsável pelo processamento desse tipo de
oscilação, as informações contidas são extraídas e levadas à consciência astral. O
corpo astral não é rígido como o corpo denso, mas fuídico, sendo por isso que a
audição astral é mais efciente que a física.

No corpo astral a audição se dá por qualquer parte dele, como também a visão, o tato
(psicometria) e os demais sentidos. O que diferencia um sentido astral do outro é o tipo
de oscilação e o chacra responsável pelo processamento. Na realidade há muito mais
riqueza de informações e detalhes nos sentidos astrais do que nos físicos.

Aquele que consegue continuidade de consciência entre o astral e o físico e, é óbvio,


sabe utilizar ao máximo os sentidos astrais, possui uma grande capacidade de adquirir
conhecimentos.

Exemplifquemos o que foi dito acima. Na visão astral é possível reduzir a linha de visão
de tal forma que a área a ser examinada seja do tamanho de uma molécula, como se
fosse um microscópio. Assim é possível ver com detalhes o funcionamento de uma
molécula. Transferindo o que foi percebido pelo corpo astral para o cérebro físico,
muitas informações de imensa utilidade poderão ser aplicadas para o bem estar geral
dos encarnados. Mas para tal é necessário que a pessoa em consciência cerebral física
tenha muitos conhecimentos sobre o mundo astral. Na realidade a grande maioria das
pessoas que estão vivendo nesse mundo, após a morte física, não conhecem muito
sobre ele. A grande maioria dos encarnados que consegue acessar o mundo astral, é
por ruptura da tela etérica do chacra umbilical e não sabe empregar os sentidos
astrais, por falta de conhecimento, além da distorção na transferência das informações
para o cérebro físico.

Concluímos que quanto mais pudermos aprender sobre os mundos sutis, mais
liberdade de atuação adquiriremos.

Continuaremos com esse importante estudo a seguir.

231
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

232
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Estudo 051
Os Centros e os Sentidos Normais e Supranormais - Audição (Continuação) (Páginas
176. 177 e 178 do Tratado sobre Fogo Cósmico)

Vamos estudar hoje o sentido da audição. O plano físico é o mais baixo e denso. Sua
construção e conformação é feita por vibrações (oscilações) dentro da gama de
frequências e formas de onda denominadas sonoras, que na Física são classifcadas
como ondas mecânicas. O som é regido pelo tattwa Akasha ou éter, cujo plano é o
átmico, que manifesta essencialmente o terceiro aspecto da Divindade, Inteligência
Ativa. Por isso seu efeito mais forte e sentido se dá no plano físico (sétimo plano) e nos
sétimos subplanos, os mais densos e concretos.

Em decorrência do acima exposto, a audição é o primeiro sentido que se manifesta. No


nosso atual período global, que está ocorrendo no planeta Terra, a primeira raça-raiz,
chamada adâmica, que era astral, só possuía o sentido da audição.

Será pela audição no plano físico que o homem conseguirá conhecer plenamente o
efeito produzido pela palavra sagrada, enquanto é pronunciada pelo Logos Solar.

À medida em que a energia do som da palavra sagrada repercute em todo o Sistema


Solar, as partículas (átomos e moléculas) são forçadas a ocuparem seus devidos
lugares, alcançando o grau mais forte de concreção.

A audição é a chave que o homem terá de girar, para descobrir:

a. seu próprio som ou nota individual;


b. o som ou nota de seu próximo;
c. o som ou nota de seu grupo;
d. o som ou nota do Logos Planetário com o qual está vinculado;
e. o som ou nota do Logos Solar, o que lhe dará amplo conhecimento sobre o
Sistema Solar e permitirá alcançar vislumbres da consciência do grande Homem
Celestial.
Esses sons ou notas o homem conseguirá da seguinte forma:

a. a sua nota, no plano físico;

b. a do seu irmão, no plano astral, pelo processo de semelhança de emoções, que o


levará a conhecer a identidade do seu próximo;

c. a do seu grupo, no plano mental, onde aprende a responder a essa nota grupal,
pelo sentido chamado resposta à vibração grupal;

233
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
d. no plano búdico, começa a perceber, identifcar e responder à nota do seu Logos
Planetário;

e. no plano átmico, sua consciência começa a responder à nota do Logos Solar,


quando inicia a participação mais intensa na vida do Logos.
Essas diferenças são apenas para maior esclarecimento. No processo evolutivo, em
virtude das sobreposições existentes na natureza, essas diferenças não são tão nítidas
e o raio do homem, seu grau de desenvolvimento, o trabalho que já realizou
anteriormente, suas limitações temporárias e cármicas e outras causas, provocam uma
aparente confusão. Todavia, sob uma visão superior do grande esquema divino, a
tarefa avança da forma descrita.

No plano astral a capacidade de ouvir os sons astrais é denominada clariaudiência


astral. Embora as ondas sonoras astrais estejam numa faixa de frequências bem mais
elevadas que os sons físicos, mesmo assim são frequências mais baixas em relação às
da luz astral. Dessa forma a relatividade de frequência permanece e podemos dizer
que os sons astrais são ondas mecânicas astrais, existindo um signifcado mais
profundo nessa afrmação, que não vamos elucidar no momento.

Como já explicamos em estudo anterior, a audição astral se dá em qualquer parte do


corpo astral, em virtude de sua constituição fuídica e mais dinâmica. A conscientização
sonora astral também é mais rápida, pois as ondas sonoras deslocam-se com maior
velocidade no corpo astral.

Outro aspecto importante e referente à audição física do homem é a limitação de


frequências que ele pode ouvir. Embora uma quantidade imensa de frequências esteja
presente no ar e chegando aos ouvidos humanos, contudo eles só respondem a uma
pequena faixa. A gama de frequências sonoras do ouvido humano normal é de 20Hz
(20 ciclos por segundo) a 20kHz (20.000 ciclos por segundo).

É fato sabido que os animais têm maior sensibilidade auditiva que o homem. Os cães
ouvem acima de 20kHz.

Um fato curioso é que os gatos possuem nos olhos um mecanismo pelo qual eles
podem ouvir.

O homem no momento não está preparado para todos os sons da natureza. Se ele
ouvisse a nota da natureza, a soma de todas as notas produzidas pelas formas físicas
densas, seu corpo físico desintegrar-se-ia.

Quando ele tiver desenvolvido plenamente a audição astral e mental, além da física (o

234
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
tríplice ouvido interno), então ele poderá ouvir a nota da natureza sem perigo. Há uma
correlação entre o desenvolvimento dos chacras e dos sentidos. Na primeira iniciação
(o nascimento) os chacras estimulados são os do corpo físico. Na segunda (o batismo)
são os centros do corpo astral. Na terceira (a transfguração) são os do corpo mental.
Portanto só o Iniciado da terceira iniciação consegue ouvir plenamente no plano físico.

No plano mental a audição é análoga à física, ou seja, a capacidade de diferenciar as


ondas mecânicas mentais, o que quer dizer, compressões e rarefações de partículas
mentais, que atingem o corpo mental. Nada tem a ver com a telepatia (comunicação
direta, sem ondas sonoras, Ego a Ego) do corpo causal. A telepatia causal é a síntese
de todos os sentidos.

No plano búdico a audição (que já incorpora a telepatia causal) torna-se mais


aperfeiçoada, porque permite três coisas:

1. conhecimento e identifcação do som individual;


2. conhecimento e identifcação do som do grupo;
3. sua completa unifcação.
Por isso ela é chamada captação.

A culminação da audição búdica ocorre no fato de o homem começar a ouvir a nota do


seu Logos Planetário e assim entrar na sua consciência. Não devemos esquecer que o
corpo etérico do Logos está no plano búdico para cima. Este é o segredo do poder do
Mestre.

No plano átmico é análoga à do plano búdico, captação de sons da matéria átmica, os


quais, relativamente, podem ser considerados ondas mecânicas átmicas. Todavia, em
virtude da maior frequência da matéria átmica, as ondas sonoras átmicas possuem
uma gama imensa de informações (quanto maior a frequência, maior a capacidade de
conter informações). Como o plano átmico é onde o terceiro aspecto da Divindade,
Inteligência Ativa, expressa-se mais essencialmente para nós, a audição átmica atinge a
perfeição relativa, permitindo ao homem começar a ouvir a nota do Logos Solar (física
cósmica), o que trará à sua consciência informações valiosíssimas sobre a vida física
do Logos. Por isso a audição átmica é chamada de beatitude pelo Mestre Tibetano,
sendo então a base da existência, o método da evolução e o unifcador fnal. É no plano
átmico que o homem entenderá com clareza o signifcado da frase sagrada que o
Logos Solar está pronunciando, sendo o AUM apenas a abreviatura, pois na realidade
ela contém 21 letras. Muitas pessoas pronunciam o AUM sem ter a menor noção do
seu signifcado.

235
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Como é do conhecimento de todos os que estudaram acústica, na Física, o som produz
formas, o que foi comprovado experimentalmente em laboratório. Quando o homem
tiver visão etérica, verá essas formas. Os Devas vêm o som e ouvem a luz.

No processo de construção das diversas partes do universo manifestado, o som


gerado pelo Logos, dentro do seu planejamento, produz modelos que forçam as
partículas a se unirem de acordo com eles e assim surgem as diversas formas
cósmicas: nebulosas, galáxias, estrelas, planetas etc.

Também no microcosmos o som do Logos atua nas formas. Um dos caminhos que o
Iniciado da sexta iniciação vê diante de si leva-o a desvendar profundamente os
mistérios reais do som, em diversos planos. Este caminho é o terceiro, o de
treinamento para os Logos Planetários. São os Senhores da verdadeira ciência do
Mantram. Por aí podem perceber quão grande é a ignorância dessas pessoas que
vivem recitando mantrans, sem o menor conhecimento da mecânica do som, nos
planos físico, astral e mental.

É oportuno neste contexto citar um artigo da conceituada revista Scientifc American


Brasil, de março de 2004, página 48, sob o título Sinfonia Cósmica, pelos cosmólogos
Wayne Hu e Martin White, que descrevem a teoria da formação do universo por ondas
sonoras no plasma inicial constituído por partículas subatômicas (quarks,
glúons,fótons, elétrons etc). Esses cientistas fazem menção de uma sinfonia cósmica
produzida por músicos muito estranhos e acompanhada de coincidências ainda mais
estranhas. É a ciência humana aproximando-se da ciência sagrada, como previu o
Mestre Tibetano. É um artigo que vale a pena ser lido por aqueles que querem o
conhecimento profundo e real e não se contentam em fcar na superfície.

Ainda dentro do campo da ciência, existe uma arma desenvolvida por um país, a qual,
ao ser ativada perto de uma pessoa, emite ondas sonoras na frequência de
ressonância de um órgão, por exemplo, o baço, levando-o a oscilar com amplitude
crescente, até a ruptura completa, provocando a morte da pessoa.

Quando a visão etérica for conseguida, poderá ser construído um aparelho que gerará
ondas sonoras, que substituirão a cirurgia, na reconstrução de órgãos.

Todavia a meta do homem é não depender de aparelhos, mas gerar ondas usando
apenas sua capacidade de manipular os três fogos. Aí jaz o segredo. Há muito mais
informações sobre o som que serão passadas ao longo dos nossos estudos.

No próximo estudo iremos tratar do tato, tão importante no atual Sistema Solar.

236
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

Estudo 052

Os Centros e os Sentidos Normais e Supranormais - O Tato (Páginas 178, 179, 180 e


181 do Tratado sobre Fogo Cósmico)

Vamos estudar o sentido do tato. Este sentido foi o segundo a se manifestar na raça
humana, o que ocorreu na segunda raça-raiz do nosso período global, a raça
hiperbórea, que era etérica. Este fato demonstra que existe um tato etérico, que será
reconquistado pelo homem num nível muito elevado, quando a humanidade se polarizar
no corpo etérico. Aqueles que querem seguir depressa, homens e mulheres, podem
consegui-lo bem antes, desde que adquiram o conhecimento necessário e saibam
aplicá-lo.

Já que falamos de raça-raiz, vamos rapidamente esclarecer um assunto muito do


momento, embora fora do tema do nosso estudo. Na Bíblia está escrito que a mulher
(Eva) foi feita por Deus de uma costela do homem (Adão), dando a entender que o
homem foi criado primeiro e é superior à mulher. Nada mais irracional e errado que
isso. Nas duas primeiras raças-raiz (adâmica e hiperbórea) e nas duas primeiras sub-
raças da raça lemuriana (a terceira), o ser humano era de um só tipo, não existindo
homem e mulher distintos. O processo de propagação da espécie era diferente do
atual. Foi na terceira sub-raça da raça lemuriana que ocorreu a separação dos sexos.
Portanto homem e mulher vieram de um mesmo ser e apareceram simultaneamente.
Não existe portanto a propalada superioridade do homem sobre a mulher.

As religiões que se baseiam unicamente na Bíblia, esquecendo que ela deve ser
interpretada, pois é um simbolismo, ensinam essa interpretação errada, de que a
mulher é proveniente da costela de Adão e contribuíram muito para essa discriminação
da mulher. Já na infância a criança aprende esse preconceito, induzindo o menino a se
considerar superior à menina e esta a se ver um ser passivo e subordinado. Este
ensinamento errado em muito atrasou a evolução da mulher, prejudicando o Plano
Divino, que prevê para a mulher o acesso ao conhecimento e às oportunidades tanto
quanto para o homem. Esquecem que a Alma encarna como mulher e como homem,
com o objetivo de adquirir qualidades. Prejudicando a mulher, na realidade estão
prejudicando a si mesmos.

Retornemos ao nosso assunto. O tato é um sentido de grande importância no atual

237
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Sistema Solar, que é de consciência astral búdica. É a consciência básica do sistema,
porque o Logos Solar está desenvolvendo o segundo aspecto, Amor-Sabedoria, que em
seu corpo físico cósmico expressa-se no plano búdico e refete-se no plano astral
como emoção, sentimento e sensação, que devem se transmutar em intuição,
percepção espiritual e unidade, ou seja, a polarização da humanidade deve passar para
o búdico, após passar pelo mental.

Não devemos esquecer que os sentidos, conforme vão se desenvolvendo, começam a


se sintetizarem com os outros, tornando-se muito difícil separar um do outro.

O tato é o reconhecimento do contato estabelecido por Manas ou mente de três


modos:

• como conhecimento
• como memória
• como antecipação.
Como conhecimento, porque aprende algo novo sobre o não-eu. Como memória,
porque, uma vez gravado o que aprendeu, identifca e recorda num segundo contato.
Como antecipação, porque, com base no que está gravado (memória) e em novo
contato, pode prever.

Cada sentido, ao relacionar-se com a mente, desenvolve na consciência um conceito,


que personifca o passado, o presente e o futuro.

Em consequência, o homem muito evoluído, que já tem plenamente ativos os sentidos


dos corpos físico, astral e mental (o Iniciado com a terceira Iniciação, em preparação
para a quarta), pode observar os três planos inferiores do ponto de vista do "Eterno
Agora", ou seja, transcende o tempo (como é conhecido nos mundos inferiores). Isso
signifca que os sentidos foram substituídos pela plena consciência ativa, sabe e não
necessita mais dos sentidos para adquirir o conhecimento sobre os planos físico, astral
e mental, porque sua mente, amplamente desenvolvida e potente, pode captar
diretamente todas as vibrações dos três planos, interpretando-as com fdedignidade,
podendo assim ter uma visão do futuro nesses planos inferiores. Não necessita de
instrumentos, por mais sofsticados que sejam, para entender o funcionamento do
universo. Pela qualidade conquistada pela psicometria planetária (tato do corpo
mental) sabe a origem do universo físico, o mesmo ocorrendo com relação aos
universos astral e mental, que antecedem o físico. É de fato um ser completamente
livre dos três mundos inferiores. Sua atenção se volta para os mundos búdico e
superiores.

238
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Porém, no tempo e nos três mundos inferiores, cada sentido, em cada plano, fornece
ao homem (o Pensador) um aspecto ou faceta do não-eu e com a ajuda da mente ele
pode ajustar sua relação com esse aspecto.

Vejamos esses aspectos.

A audição dá noção de direção relativa e permite ao homem defnir sua posição e


localizar-se no esquema do qual faz parte. Essa localização não é apenas espacial. A
audição astral fornece detalhes de orientação, que permitem avaliação da direção
evolutiva do não-eu, havendo maior riqueza desses detalhes na audição mental. Assim
pode prestar melhor ajuda a seu irmão.

O tato dá noção de quantidade ou medida e permite ao homem fxar seu valor relativo
em relação aos outros corpos estranhos a si mesmo.

A visão dá noção de proporção e permite o ajuste do movimento ao dos demais. Como


cada sentido inclui os anteriores, na visão também existem as noções de direção e
quantidade, sendo portanto a visão um sentido sintetizador. Como o paladar e o olfato
são subsidiários do tato, a visão aperfeiçoada contém as noções propiciadas por esses
dois.

O paladar dá noção de valor e permite decidir o que parece melhor.

O olfato dá ideia de qualidade inata e permite achar o que o atrai, porque é da mesma
qualidade ou essência.

É muito importante que, em todas essas defnições, tenha-se em mente que a


fnalidade dos sentidos é revelar o não-eu e permitir ao Pensador (o Eu) diferenciar o
real e o irreal. Pelos mecanismos de percepção (Jnanindriyas) o Pensador colhe
informações do não-eu e reage a elas pelos mecanismos de ação (Carmindriyas), que
são seis:

1. boca, aparelho fonador-falar


2. mãos - aferrar
3. pernas - andar
4. ânus - evacuar, excreção
5. órgãos genitais-procriar.
A mente é o verdadeiro órgão dos sentidos, sendo a parte física apenas o coletor de
informações, na forma de vibrações ou oscilações. Por isso o Iniciado avançado
consegue prescindir dos órgãos físicos para captar as informações e obter o
conhecimento do não-eu. Daí a grande importância do conhecimento, inclusive no

239
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
serviço. Quanto maior a capacidade dos sentidos, maior a capacidade do curador para
detectar o que está errado no seu irmão e conseguir a harmonia (a cura).

Na evolução dos sentidos, é o ouvido que atrai a atenção do Eu, aparentemente cego,
para algo que ocorre fora dele, dando-lhe a noção de exterior e de direção da fonte de
som.

Esse sentido com o tempo provoca a formação de outro sentido. Pela Lei de Atração, o
Eu quer se aproxima daquilo que está gerando o som que lhe chega aos ouvidos e
sentir com mais detalhes esse algo. Surge então o tato, que fornece ao Pensador
incipiente mais informações: dimensão, contextura externa e tipo de superfície. Assim
a consciência se amplia, pode ouvir e apalpar, todavia ainda não tem subsídios para
correlacionar e defnir.

Quando consegue defnir e dar nomes às coisas, terá dado um grande passo avante.

Podemos aqui aplicar aos sentidos os antigos símbolos cósmicos.

O ponto no centro- a consciência do eu na etapa em que só pela audição consegue


perceber o não-eu.

O círculo dividido em dois - a consciência do eu percebendo o não-eu pela audição e


pelo tato.

Quando a fase do tato está consolidada (fnal da segunda raça-raiz, a hiperbórea),


nasce o terceiro sentido, a visão, iniciando a habilidade de estabelecer relações entre
os diversos não-eu e consigo mesmo. É a partir daí que a Mente começa realmente a
funcionar, através do raciocínio.

A visão surgiu na terceira raça-raiz, a lemuriana, a primeira densa. Na terceira sub-raça


lemuriana o ser humano, ainda sem sexo defnido, estava bastante treinado no uso da
vista e dos outros dois sentidos, ferramentas excelentes para o raciocínio. Foi então
que ocorreram dois fatos importantíssimos na história da humanidade: a divisão em
dois sexos, homem e mulher e a chegada dos Senhores da Chama, provenientes do
esquema de Vênus. Esses excelsos Seres são citados no Antigo Testamento como os
Filhos de Deus. Eles vieram para implantar no lemuriano a chispa da mente.

Foi aí que realmente iniciou-se o processo de individualização do ser humano. Esse


assunto é de imensa importância para a humanidade, pois envolve um Ser de
elevadíssima categoria, que voluntariamente se sacrifcou pelo homem, descendo do
plano búdico cósmico para o nosso plano causal, com o objetivo de construir o Loto
Egoico, sem o qual não teríamos autoconsciência. Esse Deva permanece velando pelo

240
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
homem até a quarta Iniciação, quando é liberado. Devemos cotidianamente prestar
gratidão ao nosso Anjo Solar, como é chamado pelo Mestre Tibetano. Todo o trabalho
do Anjo Solar está descrito com riqueza de detalhes no Tratado sobre Fogo Cósmico.
Chegaremos lá.

Com a autoconsciência defnitivamente implantada e o Loto Egoico em funcionamento,


embora nessa fase tinha o aspecto de um botão, com as pétalas totalmente fechadas,
houve um grande incremento no relacionamento entre o eu e o não-eu, os quais se
coordenaram imediatamente, havendo intensa troca de informações, tendo como
consequência uma aceleração da evolução.

Com essas informações, já podemos concluir quão importante é saber utilizar


corretamente os sentidos, aplicando intensamente a capacidade analítica da mente, no
processo evolutivo. Quanto mais conhecimentos pudermos adquirir através dos
sentidos, quanto mais pudermos utilizá-los, quanto mais pudermos expandi-los, mais
acelerada será a nossa evolução. Devemos também saber utilizar os sentidos astrais e
mentais. O pensar constante nos signifcados desses sentidos, irá desenvolvê-los.
Assim também o Loto Egoico irá abrir suas pétalas. No intervalo entre a morte e o
renascimento, quando a consciência é transferida para o plano causal, dá-se a
transferência da essência do conquistado na última encarnação para as devidas
pétalas do Loto Egoico, que assim entram em atividade e abrem-se. Pelo serviço
prestado ao próximo com amor desinteressado, as pétalas do Amor-Sabedoria se
dinamizam, sendo importante que esse serviço seja ligado ao conhecimento, para
ocorrer a transformação do conhecimento em sabedoria.

O Iniciado com a segunda Iniciação já tem condições de fazer a transferência para as


pétalas do Loto Egoico, bem como acelerar o movimento das partículas constituintes,
ainda encarnado, não necessitando esperar a morte. Por isso ele pode optar, com a
autorização de seu Mestre, por abdicar de ir ao plano mental, permanecendo curto
tempo no plano astral e retornando rapidamente a uma nova encarnação. Ele não pode
perder tempo, pois a Hierarquia necessita urgentemente que ele receba Iniciações mais
elevadas, para ocupar cargos importantes, liberando os Mestres para seguirem os
caminhos escolhidos. Como exemplos, temos o Senhor Buda e os Mestres Jesus e
Serápis Bey, que devem seguir para Sírius, mas que estão aguardando que novos
Iniciados sejam sagrados e ocupem os cargos vacantes.

Continuaremos o nosso estudo ainda dentro do mesmo tema.

241
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

Estudo 053

Os Centros e os Sentidos Normais e Supranormais - (Continuação) (Páginas 181 e 182


do Tratado sobre Fogo Cósmico)

A continuação do estudo dos sentidos relacionados com os centros, vejamos suas


vinculações com os três aspectos do Logos Uno, chamados os três Logos. Essas
vinculações derivam dos aspectos abrangidos pelos sentidos.

Três sentidos são chamados maiores, audição, tato e visão, sendo os outros dois,
paladar e olfato, considerados menores, pois são derivados do tato. De fato, o paladar
e o olfato, exigem o contacto da molécula portadora de suas respectivas informações
com as células sensoras (gustativas e olfativas), para a conscientização.

Pela audição o homem consegue reconhecer a quádrupla palavra, a atividade da


matéria, o Terceiro Logos. A quádrupla palavra (quádruplo som) é responsável pelas
quatro leis que regem a matéria:

• lei de vibração
• lei de adaptação
• lei de repulsão
• lei de fricção.
Essas quatro leis são subsidiárias da Lei de Economia, que rege a matéria. Estudá-las-
emos mais tarde.

Pelo tato o homem reconhece o sétuplo Construtor de Formas, a construção das


formas, sua aproximação e inter-relacionamento, que constituem a atividade do
segundo Logos. De fato tato é aproximação e tende a unir (embora possa afastar). A
Lei de Atração começa a atuar pelo tato entre o eu e o não-eu.

Pela visão o homem reconhece a totalidade, a síntese dos muitos no UNO e a partição
do UNO nos muitos, a atuação da Lei de Síntese em todas as formas que o eu ocupa e
a unidade essencial de toda a manifestação. É tarefa do primeiro Logos, Vontade.

O tato, por estar relacionado com o segundo aspecto, Amor-Sabedoria-Razão Pura, que
é a meta do nosso Logos Solar para este atual sistema, é o sentido mais importante e,
por isso, seu mecanismo, sua utilização, as informações que ele fornece e seus efeitos
devem ser estudados em profundidade, em todos os planos. Tal estudo levar-nos-á a
conclusões interessantes e muito úteis.

242
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Através do reconhecimento da superfície da forma, podemos identifcar a essência
nela oculta. Uma vez conseguida essa identifcação, é possível ao eu harmonizar-se
com o não-eu em qualquer etapa evolutiva e assim saber qual a ajuda correta e mais
adequada que deve dar, usando o processo de maior rendimento. Isso é servir
ativamente.

É Senhor de Compaixão aquele que, pelo tato, sente, capta plenamente e compreende a
maneira de corrigir o inadequado (o que está em desarmonia) no não-eu, assim
acelerando sua evolução.

Devemos também estudar o valor do tato na cura, embora aí seja um carmindriya (os
jnanindriyas e carmindriyas se relacionam). Todos os curadores da raça são exímios na
arte do tato. É a linha dos Bodhisattvas, de Amor-Sabedoria e ensino, a linha do
CRISTO, caminho esse que todos deverão percorrer com o tempo. Eles sabem
manipular a Lei de Atração e Repulsão. Não esquecer que atração e repulsão são polos
de uma mesma força.

Mestre Tibetano diz que a origem etimológica da palavra tato é um tanto obscura e que
provavelmente signifca "extrair com movimento rápido". Aí está todo o segredo do
nosso Sistema Solar objetivo, que demonstrará a aceleração do movimento pelo tato.

As qualidades essenciais do não-eu são: inércia (tamas), movimento (rajas) e ritmo


(sattva). O ritmo, o equilíbrio, a vibração estável, serão alcançados pelo tato.

Vejamos um exemplo. Quando o homem medita corretamente, pela concentração e


obediência às regras, ele consegue estabelecer contacto com matéria mais elevada e
refnada que a usual, a causal e, com o tempo, com a búdica, por breve período. Com
esse contacto a sua vibração rotineira se acelera, com os óbvios benefícios.

Aqui entramos novamente no tema principal do nosso estudo, os fogos. Na meditação,


o fogo por fricção atrai a si o fogo de manas, que lhe é superior. Eles se tocam,
reconhecem-se e fazem-se conscientes um do outro. O fogo de manas arde
continuamente e se nutre com o que dele se aproxima e por ele é rechaçado.

Quando ocorre o contacto entre os dois fogos, de manas e por fricção, inicia-se o
processo de fusão e incrementa-se intensamente a força estimulante, aumentando a
capacidade de estabelecer contacto, que dá origem a um ciclo de realimentação
(feedback) positiva. Desse aumento da capacidade atrativa, o fogo elétrico da Mônada
aproxima-se e entra em contacto com os outros dois fogos fundidos, iniciando-se a
segunda fusão, a tríplice.

243
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Isto está relacionado com o mistério do Cetro da Iniciação. Quando estudarmos os
centros e a Iniciação, veremos que o assunto envolve esse misterioso aspecto do tato,
faculdade do segundo Logos, que aplica a Lei de Atração.

No ato da Iniciação ocorre uma intensa manipulação de fogo elétrico (solar/elétrico),


armazenado no Cetro Iniciático, qualquer que seja, o do Sr. Maitreya, o do Senhor do
Mundo, o Diamante Flamígero ou o do Logos Solar, o Sétuplo Fogo Flamejante.

O Iniciando, por ter feito a sua parte, levar inicialmente seus fogos por fricção e solar a
um elevado nível de atividade e fusão e posteriormente fazer o mesmo com seu fogo
elétrico da Mônada, faz jus a uma carga extra de fogo elétrico de níveis cósmicos, o
que acelera tremendamente sua evolução, tornando-se com isso altamente útil ao
Plano Divino.

Por isso Mestre Tibetano diz que o homem é um fenômeno elétrico e que Manas é
eletricidade, no que Ele está certíssimo. Não tiro essa conclusão apenas porque é um
Mestre que está afrmando, mas porque vejo uma lógica perfeita na sua afrmação.
Quem conseguir entender com clareza e ver o processo iniciático e em consequência
compreender e ver a atividade que está reservada ao Iniciado nos planos superiores,
jamais esmorecerá em seu esforço evolutivo, porque sabe e não porque lhe falaram.

Voltemos à visão, ao paladar e ao olfato, para logo resumir as relações entre os centros
e os sentidos e suas interações. Uma vez isto concluído, restam apenas dois pontos
para o término da primeira parte.

Esses dois pontos são: os centros e a Iniciação e a Lei de Economia, que rege a matéria.

Terminados esses dois pontos, entraremos na parte mais importante do livro, a que
trata dos fogos de Manas, tanto coletivamente (os Logos Planetários), como
individualmente (os divinos Manasaputras). É a verdadeira evolução da Mônada e como
ela usa a fusão cósmica dos fogos da matéria e de Manas.

Manasaputras são os flhos da Mente, o princípio individual no homem, o Ego ou Alma,


às vezes chamado Anjo Solar, que não deve ser confundido com o Anjo Solar, o grande
Deva construtor do Loto Egoico. É bom aqui recordar a célebre frase de René
Descartes:" Cogito, ergo sum", que quer dizer: penso, logo existo.

Continuaremos o nosso estudo ainda dentro do mesmo tema.

244
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Estudo 054

Os Centros e os Sentidos Normais e Supranormais (Continuação) (Páginas 183 e 184


do Tratado sobre Fogo Cósmico)

Continuando nosso estudo dos sentidos, iremos analisar a visão, o paladar e o olfato,
em seus aspectos transcendentes e evolutivos, pois seu objetivo é fazer o homem
evoluir, em direção à sua meta: adquirir conhecimentos e dominar todos os planos
previstos pelo Plano Divino para esta cadeia.

A visão é o principal correlacionador do Sistema Solar.

Sob a ótica das leis regentes, pela Lei de Economia o homem ouve. O som penetra o
íntimo da matéria e provoca sua diferenciação ou heterogeneidade.

Ouvindo, o homem é levado a tocar a fonte do som que lhe chega aos ouvidos (Lei de
Atração). O toque provoca duas reações no que toca e no que é tocado: atração ou
repulsão, dependendo da sintonia.

Ao tocar, o homem percebe que as informações captadas não são sufcientes, ele quer
saber mais. Então seus olhos se abrem e ele vê. Pela Lei de Síntese ele reconhece sua
posição na ordem do mundo manifestado.

A audição expressa a unidade, porque o homem apenas ouve, mas não tem experiência
de algo concreto sem ser ele mesmo e assim sente-se só e um. Quando toca e sente
concretamente, sabe realmente que existe algo fora dele, o não-eu. É a dualidade.
Quando enxerga, ele pode relacionar, o que o leva à triplicidade: eu, não-eu e o
relacionamento entre o eu e o não-eu.

Todo o presente está contido nesses três sentidos. Evoluir é reconhecer, utilizar,
coordenar e dominar tudo, até que o Eu se torne plenamente consciente da existência
de todas as formas e de todas as vibrações oriundas do não-eu. Lembramos aqui que a
expressão não-eu não se refere somente ao outro homem, mas a toda a natureza,
inclusive os próprios veículos, numa etapa mais avançada.

Dessa forma o objetivo do Eu, utilizando-se do poder ordenador da mente, será achar a
verdade, ou seja, o ponto no círculo da manifestação que, para o Eu, é o ponto de
equilíbrio, onde a coordenação é perfeita. Isto é um estado interior, signifcando a
conquista de qualidades bem defnidas, através do conhecimento (estudo) e sua
aplicação não só em relação a si mesmo, como a seu próximo. Incluímos aqui como
próximo a natureza.

245
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Somente quando este ponto for conquistado, é que o Eu poderá dispensar todos os
véus, contactos e sentidos. Ele saberá por captação direta, não precisando de
mecanismos intermediários. É a etapa em que o homem recebe a quarta Iniciação,
quando se liberta dos três mundos inferiores, iniciando uma nova fase de conquistas.

Nos estágios do processo evolutivo nos mundos inferiores, ocorrem três tipos de
separação:

Involução. A separação ou diferenciação da matéria, quando o Uno se converte nos


muitos. Os sentidos se desenvolvem e o Eu os aperfeiçoa, para utilizar a matéria, sob o
comando da Lei de Economia.

Evolução, até chegar no caminho de Provação. O uso intensivo dos sentidos conduz a
uma identifcação progressiva do Eu com todas as formas, desde as mais densas até
as relativamente refnadas. Rege a Lei de Atração e o Espírito se funde com a matéria,
ou seja, o Espírito consegue melhorar a matéria para seu uso.

Evolução no Caminho. Outra separação, o Espírito se separa da matéria, passa a se


identifcar com o Uno e fnalmente repele a forma (terceira separação), porque não
mais dela necessita. Pela experiência vivida, os sentidos são sintetizados numa
faculdade adquirida e o Eu dispensa o não-eu. Funde-se com o Omni-Eu (Eu Total).
Rege a Lei de Síntese.

Nestas três etapas observa-se a atuação dos três aspectos do Logos. Na partição ou
diferenciação da matéria está agindo o Terceiro Logos, o Criador. Na repulsão da
matéria pelo Espírito comanda o Primeiro Logos, o Destruidor. Na evolução até o
caminho de Provação, o grande regente é o Segundo Logos, o Preservador.

Na realidade os três aspectos estão sempre presentes simultaneamente, as tarefas e


funções é que são exercidas separadamente. O mesmo acontece com o homem.

No aperfeiçoamento fnal da visão, que ocorre no corpo átmico, a palavra compreensão


é totalmente inadequada para defni-lo. Mais uma vez lembramos que a expressão
aperfeiçoamento fnal é relativa. Ela signifca a consecução da meta para a atual cadeia,
a quarta, que é a quinta Iniciação, a do Adepto, que implica no domínio do plano átmico.
O aperfeiçoamento continua.

Uns poucos ultrapassarão essa meta. Serão os dirigentes nas futuras rondas e cadeias.

Pela análise cuidadosa das informações que os sentidos captam nos cinco planos da
evolução humana (físico, astral, mental, búdico e átmico), em particular, comparando
entre o físico e o átmico e levando em conta o resumo feito pelo Mestre Tibetano na

246
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
página 184, podemos fazer ilações interessantíssimas, que muito nos auxiliarão a
adquirir uma compreensão nítida e lógica do modo de vida nos planos superiores.

Infelizmente a maioria da humanidade está profundamente identifcada com a vida


material, a ponto de achar que a vida no chamado paraíso, post-mortem, é continuação
da vida física, como ensinam algumas religiões.

No momento em que entenderem com clareza como é a vida em cada plano, concluirão
quão insanos foram. Esse entendimento só pode ser conseguido pelo estudo, pesquisa,
comparação, meditação e lógica, o que requer esforço e disciplina. A chamada
salvação é tarefa de cada um. O instrutor fornece as informações necessárias e ajuda
no raciocínio, mas o trabalho tem de ser de cada um. É muito cômodo pensar que
algum Mestre irá fazer o nosso trabalho por nós, salvando-nos. Esse modo de pensar é
irracional e férrea lógica, pois como iremos desenvolver qualidades sem praticá-las ?
Assim como a função faz o órgão, igualmente o exercício da qualidade a faz crescer.

Analisemos o resumo do Mestre, sentido a sentido.

Audição - Beatitude - Logra-se por meio do não-eu. O que é beatitude? É o estado mais
elevado de felicidade relativa. Como se refere à audição átmica, signifca que esse
estado, análogo ao samadi da ioga, é conseguido pela captação de vibrações
mecânicas átmicas, contendo informações de ordem muito elevada. Na audição átmica
começamos a ouvir a nota física cósmica do Logos Solar. Essa nota, que não é um som
único, mas um imenso conjunto de sons, fornece à consciência muitas informações e
detalhes da natureza da vida física do Logos. Além dessa conscientização, as partículas
do corpo átmico passam a vibrar em resposta à nota do Logos, assim como o som
físico afeta o nosso corpo e pode nos alegrar. É essa vibração do corpo átmico, aliada
à conscientização, que provoca a suprema euforia, que o Mestre chama beatitude. Isso
é conseguido por meio do não-eu e pelo constante exercício da audição em todos os
planos.

O som no plano átmico não gera formas como nos planos físico, astral e mental
inferior, porque o átmico é um plano arupa, que quer dizer sem forma. Todavia produz
fguras geométricas, que encerram conceitos matemáticos elevados e abstratos. Por
conceitos matemáticos elevados estamos nos referindo à matemática que descreve
relações e fenômenos nos planos superiores. Por exemplo, uma equação diferencial
relaciona variáveis, funções e suas derivadas e pode descrever um fenômeno físico ou
uma teoria física. De forma análoga uma equação diferencial transcendental pode
descrever a atuação de energias cósmicas extrassistêmicas, que darão subsídios à

247
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Hierarquia para auxiliar a humanidade. Na aplicação das energias superiores é
necessária a quantifcação, a dosagem dessas energias. Há Adeptos que se
especializam nesse ramo e são muito úteis, assessorando a Hierarquia na tomada de
decisões,o que comprova o velho aforismo: " Assim como é em cima, é em baixo", que
deve ser interpretado com as devidas diferenças.

Chamamos a atenção para uma observação muito importante. Mestre Tibetano fala por
diversas vezes que na etapa fnal o Eu rechaça o não-eu. Esse rechaçar o não-eu não
signifca o abandono do próximo. Nas etapas iniciais e intermediárias do processo
evolutivo, dentro do Planejamento para a nossa cadeia, o Eu necessita do não-eu para
adquirir experiência e se desenvolver. Nessa relação muitas vezes o Eu se identifca
com o não-eu, por exemplo, com o próprio corpo, pensando que ele é a sensação física,
a emoção e o pensamento, esquecendo que são fenômenos que estão ocorrendo em
seus veículos e que são muito úteis para o desenvolvimento da sua consciência, mas
efetivamente ele não é isso. Quando chega na etapa fnal, da evolução no Caminho (já
tendo passado pela primeira Iniciação), ele começa a perceber o Omni-Eu, o Uno, em
todos os não-eu e conclui que todas as formas de não-eu são ilusórias como partes
separadas, mas necessárias e importantes para o seu desenvolvimento. Então ele
abandona essa identifcação com as formas, que é o rechaço do não-eu. Como
conquistou as qualidades derivadas de todas as percepções, por ter usado muito os
sentidos na sua escala mais ampla, dispensa esses mecanismos, porque sabe
diretamente.

Então, por ter entendido por lógica o Omni-Eu presente em todos os não-eu, com Ele se
identifca e passa a ajudá-lo, ajudando todas as formas de não-eu, usando os poderes e
as qualidades conquistadas. Todavia nunca perde sua identidade. Não confundir essa
confusão de identifcação com a identifcação no sentido de entender os problemas do
próximo.

Quando começar a espiral mais elevada, a conquista dos planos monádico, adi e
superiores, terá de enfrentar uma nova batalha, porém em condições muitíssimo
diferentes. São pugnas que só trazem alegrias e felicidade de uma modalidade e
intensidade inimagináveis pelo homem comum. Procurem descobrir a luta no nível dos
Logos, porque ela existe.

No próximo estudo falaremos sobre o tato, dentro dessa mesma ótica do Mestre
Tibetano.

248
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

Estudo 055

Os Centros e os Sentidos Normais e Supranormais - O tato (Continuação) Página 184


do Tratado sobre Fogo Cósmico)

Neste estudo vamos analisar e pesquisar o tato, dentro do objetivo do Mestre Tibetano,
que façamos deduções, comparando a natureza das informações que esse sentido leva
à consciência, plano a plano, tentando dessa forma entender como é o modo de vida
nos planos. Tenhamos sempre em mente que o tato é o sentido mais importante no
atual Sistema Solar, porque está regido pelo segundo aspecto do Logos Solar, Amor-
Sabedoria-Razão Pura, sua meta e tem dois sentidos menores subsidiários: o paladar e
o olfato.

Vejamos quais informações o tato físico fornece à consciência física. São noções de
contextura, forma, suavidade ou aspereza, tamanho, quantidade e temperatura.

Fisiologicamente a pele, onde o tato está localizado, é a blindagem de defesa do corpo


humano. Existe um tipo de célula da pele, o melanocito, que possui características
muito interessantes e, quando se altera, transforma-se num câncer dos mais
agressivos, o melanoma. Fizemos essa citação, apenas porque existe uma conexão
profunda entre a pele e o tato, não somente porque o tato nela está.

As energias portadoras das informações acima descritas afetam o corpo denso,


seguindo o processo da transformação da pressão mecânica sobre a pele em sinais
elétricos, que são transportados pelos nervos para o cérebro, onde ocorre a
conscientização. Para a informação da temperatura, há duas energias que atuam: o
movimento das moléculas excitadas pelo calor (energia mecânica) e as ondas
eletromagnéticas na faixa do infravermelho; no caso do frio (temperatura externa
menor do que a da pele), a sensação é proveniente da retirada do calor da pele, que é
fogo por fricção. Na realidade sempre o fogo por fricção age no processo do tato, ou
seja, ocorre entrada ou retirada de fogo por fricção. Esse assunto é um pouco mais
complexo, todavia não vamos entrar em detalhes agora.

Existem também as informações que chegam à consciência por meio da aura etérica.
Essa aura estende-se mais ou menos por cinco centímetros além da superfície da pele
e é constituída de partículas do corpo etérico. Ela pode ser penetrada por energias
portando informações, que são conduzidas ao cérebro por condutores etéricos
chamados nadis. Na maioria das vezes a conscientização da informação não é clara,

249
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
mas expressa-se como sensação agradável ou desagradável, dependendo da natureza
da energia. Quem está habituado a aplicar constantemente sua mente ao tato, pode
entender imediatamente e com clareza esse tipo de informação táctil. É questão de
treinamento e, é óbvio, depende do desenvolvimento dos centros etéricos, em
particular do cardíaco.

Informações sobre doenças podem ser captadas pelo tato bem treinado, sendo
necessário um mínimo de conhecimentos anatômicos e fsiológicos.

No corpo astral o tato chama-se psicometria, a faculdade de perceber não só as


informações análogas às do tato físico, como outras de fatos ocorridos em torno do
objeto com o qual o corpo astral está em contacto. Semelhantemente ao tato físico, a
psicometria está em toda a periferia do corpo astral.

Vemos nitidamente como o tato, ao passar para o corpo astral, torna-se mais
abrangente, com mais riqueza de detalhes e mais informações, dentro de sua área.
Essa expansão crescente ocorre sempre ao passar o sentido para um corpo mais sutil,
refnado e dinâmico, comprovando a afrmação de que, quanto maior a frequência
(número de ciclos da vibração por segundo), maior a capacidade de conter
informações. Isso pode ser entendido facilmente, se raciocinarmos da seguinte forma:
uma informação pode ser decomposta numa quantidade do que chamamos
tecnicamente unidade de informação, que fca armazenada num ciclo ou até num
semiciclo, então, quanto maior o número de ciclos por segundo (frequência), maior a
quantidade de unidades de informação contida num segundo da onda portadora.

No corpo mental o tato é a psicometria planetária. Qual a diferença entre essa


psicometria e a astral? Pelo princípio acima explicado, é a maior abrangência de
informações nessa área, por ser o corpo mental de maior frequência. Isso signifca que
no corpo mental a psicometria fornece informações de fatos ocorridos em torno do
objeto, numa profundidade que envolve a história do planeta.

No corpo búdico o tato chama-se cura. Embora a cura seja um carmindriya, pois é uma
ação, todavia se analisarmos com bastante atenção as funções do corpo búdico,
concluiremos que há uma associação direta entre o tato búdico (jnanindriya) e a cura
búdica (carmindriya), provando que o Mestre Tibetano está certo.

A matéria búdica é regida pelo quarto Raio, da harmonia pelo confito, o que signifca
que ela tende a conciliar o que está em confito ou desarmonia. O que é a doença? É o
resultado da falta de harmonia. Num corpo sadio todas as partes, todos os órgãos,
todas as células, trabalham em estreita colaboração, para o bem-estar do todo, o

250
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
corpo. Qualquer falta de cooperação provoca a doença. Num câncer, por exemplo, as
células cancerosas só trabalham para si mesmas, esquecendo o trabalho
compartilhado com outras células para o todo, não estando portanto em harmonia.
Logo, curar é restaurar a harmonia, onde quer que ela tenha se ausentado.

Sem entrar em detalhes sobre a fsiologia do corpo búdico, o tato nesse corpo capta
minúcias do processo de desarmonia e passa-as para a consciência atuando no corpo
búdico. Então sua capacidade harmonizadora entra em ação e, dependendo da
capacidade da Mônada de se comunicar com sua Alma e com o cérebro físico do corpo
que está ocupando, tanto a informação sobre o processo de desarmonia que está
provocando a doença, como as energias búdicas restauradoras podem chegar à
consciência cerebral física. Aí o conhecimento e as energias curadoras atuam pelo tato
físico e efetuam a cura. Lembremos que existe uma linha de comunicação entre o tato
búdico (como jnanindriya e carmindriya) e o tato físico.

É óbvio que quanto maior a capacidade de domínio da Mônada sobre todos os seus
veículos (incluindo a Alma), maior sua capacidade curadora, que irá se manifestar em
seu corpo físico.

Mestre Jesus, quando encarnado, tinha esse poder em alto grau. Como já tinha a
terceira Iniciação, da Transfguração, seu corpo búdico já estava bem organizado e
coordenado, como também sua Mônada já possuía um excelente contacto com o
cérebro físico. Sabemos que bastava tocar em seu corpo, para fcar curado. Assim,
com argumentação lógica e raciocínio, demonstramos que Mestre Tibetano está
correto, quando chama o tato do corpo búdico de cura.

No corpo átmico o tato é denominado pelo Mestre como serviço ativo. Sigamos a
mesma linha de raciocínio utilizada para o tato búdico. A matéria átmica é regida pelo
terceiro Raio, de Inteligência Ativa. Esse Raio é sintetizador dos quatro raios menores
de atributo. Essa síntese signifca que todas as faculdades do tato dos corpos
inferiores são absorvidas e acrescidas pelo tato átmico, que funciona ao mesmo tempo
como jnanindriya (ao captar informações) e como carmindriya (ao exercer ação).

O domínio do plano átmico é a meta da nossa cadeia para o homem e na quinta


Iniciação, da Revelação, o Adepto tem de desenvolver ao máximo seu corpo átmico.

Portanto, o despertar do tato átmico até sua plenitude signifca o alcance da perfeição
desse sentido (na captação e na ação), perfeição relativa, é claro, pois, como já
dissemos, a conquista de novas perfeições continua, a partir do plano monádico.

251
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Falemos um pouco das novas qualidades acrescidas ao tato átmico. No tato búdico
citamos o estabelecimento da harmonia, como a principal qualidade. No tato átmico
surge o estímulo para a correta evolução. O que é agir para a correta evolução? É
saber o nível de evolução da pessoa ajudada, sua posição no processo evolutivo, suas
qualidades e defciências, seus diversos raios, em particular os raios da Mônada e da
Alma e seu carma, antes de agir.

Todas essas informações são necessárias para a escolha da melhor ação de ajuda, que
será o melhor serviço. Portanto o sentido tato átmico opera juntamente com a ação,
sendo perfeitamente coerente a expressão serviço ativo, dado pelo Mestre a ele.

Em todos os veículos existe a aura, semelhante à etérica. O que iremos falar do corpo
átmico cabe aos demais corpos sutis, com as devidas diferenças, é óbvio. O corpo
átmico é constituído por um conjunto de partículas (átomos e moléculas) de matéria
átmica. Sua organização inicia-se pela dinamização do átomo átmico permanente pela
Mônada, quando chega o momento certo. Essa dinamização não é abrupta, mas
paulatina. Começa após a dinamização do átomo búdico permanente, estando o corpo
búdico com razoável grau de coordenação e atividade, o que ocorre a partir da
segunda Iniciação, uma vez que na quarta Iniciação o corpo búdico será a sede da
consciência e o plano búdico terá de ser plenamente experimentado e dominado, sendo
esse trabalho acompanhado pela coordenação do corpo átmico, que será utilizado na
quinta Iniciação e, segundo o Mestre Tibetano, atualmente a quinta Iniciação é
conferida logo após a quarta.

Existe toda uma fsiologia do corpo átmico em relação ao ambiente átmico, à


semelhança da fsiologia do corpo físico em relação ao ambiente físico. A palavra
fsiologia é aqui empregada no sentido de estudo das funções do corpo.

A aura do corpo átmico, que é muito maior que as dos inferiores, recebe informações
do meio exterior e nele atua pelo tato átmico, chamado serviço ativo.

Se essas informações forem meditadas, se refetirem bastante sobre elas, se


procurarem estabelecer comparações entre os mecanismos do tato nos diversos
corpos, com certeza obterão muitos vislumbres a respeito do modo de vida nos planos,
o que em muito irá clarear a visão desses planos. Mas o mais importante é que, com
isso, irão atrair a atenção e o interesse de suas Mônadas, com os imensos benefícios
resultantes, em particular, no caso do tato, o processo de cura.

Continuaremos a seguir quando falaremos sobre a visão.

252
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

Estudo 056

Os Centros e os Sentidos Normais e Supranormais - A visão - (Continuação) (Página


184 do Tratado sobre Fogo Cósmico)

O objetivo principal da visão é estabelecer a noção ou informação de proporção na


mente do Pensador (o Eu), que assim pode ajustar ou regular seu movimento ao dos
demais eu´s, que constituem seu não-eu. Lembramos que o vocábulo movimento, aqui,
tem um sentido mais amplo, não signifcando apenas movimento físico, mas o
movimento de evolução e o movimento ou ação de ajudar.

Proporção signifca grandeza relativa entre pelo menos duas coisas. Por meio dela o Eu
pode saber sua posição no conjunto de todos os eu´s e assim aprender de quem deve
receber ajuda e a quem ajudar. Reconhecer a sua situação verdadeira no processo
evolutivo é um dever de todos e não é vaidade. Aquele que se considera inferior a
todos e a tudo é falso humilde, podendo até padecer da vaidade de ser considerado
humilde por todos os seus pares.

A verdadeira humildade consiste em respeitar a todos e a tudo, mantendo


simultaneamente sua altivez e dignidade e reconhecendo seu verdadeiro valor e sua
importância no contexto geral, bem como de todos.

Como os sentidos maiores são três: audição, tato e visão, sendo o paladar e o olfato
derivados do tato, a visão é a coroação dos sentidos. Por isso a visão será o sentido
mais importante no próximo Sistema Solar, quando o Logos Solar irá aperfeiçoar-se,
desenvolvendo ao máximo seu primeiro aspecto, a Vontade, que também é chamada
Sacrifício, do latim sacer (sacra, sacrum: sagrado) e facere (fazer, tornar), signifcando
tornar sagrado ou divino. Essa palavra, pela sua etimologia, nada tem a ver com
sofrimento. Essa conceituação errada simplesmente derivou do péssimo costume de
agradar a Deus (melhor dizendo tentar comprar), através do sofrimento de alguém,
que podia ser um homem ou um animal.

Nesse novo sistema viveremos experiências impossíveis de imaginar atualmente. Só


aqueles que já passaram pelo portal da segunda Iniciação e, portanto, estão se
preparando para a terceira, da Transfguração, podem entender e aceitar esse futuro.
O Logos expressará todo o seu aspecto Vontade através do Amor-Sabedoria-Razão
Pura, assim como agora Ele está se esforçando para externar seu Amor por meio de

253
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Manas ou Mente, coisas que muitos não compreendem, porque erroneamente acham
que o amor nada tem a ver com a mente, esquecendo que o Iniciado que atua no plano
mental, usando somente seu corpo mental, também expressa Amor e num nível muito
mais elevado, porque a triplicidade existe em todos os planos e corpos e a autêntica
inteligência reconhece e entende o amor verdadeiro. O que acontece é que a maioria
da humanidade tem uma noção completamente errada do amor e vive apenas o amor
puramente emocional ou astral e egoísta, simplesmente porque lhe agrada e lhe dá
prazer.

A visão é um sentido sintetizador, o que é demonstrado pela sua capacidade de captar


a proporção e assim propiciar a percepção global e do UNO nos muitos.

Por isso a visão engloba os outros dois sentidos, audição e tato e, através do tato,
também engloba o paladar e o olfato, porque são derivados dele. Sabemos que é muito
difícil para o atual estágio evolutivo da humanidade entender e aceitar o que estamos
afrmando.

Por isso pedimos que raciocinem, analisando as características dos processos de cada
sentido. A audição exige as ondas sonoras, que são ondas mecânicas, portanto
grosseiras. O tato exige a pressão sobre a pele, por menor que seja, sendo também
força grosseira. O paladar requer o contacto direto com as papilas gustativas. O olfato
depende do contacto das células olfativas com as moléculas portadoras do odor.

A visão no entanto funciona com as ondas eletromagnéticas, uma energia muitíssimo


mais refnada, sutilizada e com maior capacidade de armazenar informações. É por
essa sua qualidade de responder a uma energia com maior poder de transportar
informações, que a visão é um sentido sintetizador. É óbvio que no período atual ainda
não acontece isso, mas é a meta.

As cores, com suas nuances e matizes, constituem a prova do enorme potencial


discriminador da visão. Por outro lado, a luz branca, como sintetizadora de todas as
cores, demonstra o poder de síntese da visão, uma vez que o olho humano responde às
cores e à luz branca. Por isso Mestre Tibetano diz que, pela visão, o homem pode ver o
UNO nos muitos (a luz branca) e os muitos no UNO (as cores).

No corpo astral a visão é análoga à física, porém com uma riqueza muito maior. As
cores e suas nuances e seus matizes são em quantidade inconcebível. As cores levam
informações e é por isso que o Mestre Tibetano diz que os Devas ouvem a luz, sendo
essa sua linguagem de comunicação. Portanto quem quiser se comunicar com os
Devas, tem de aprender seu código de cores e a gerá-las mentalmente. Não adianta

254
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
nada fcar pronunciando palavras e sons, sem o devido acompanhamento de cores,
muito embora Eles possam entender uma pessoa pura de sentimento, que pede
socorro e atendê-la. Mas isso é uma emergência e não uma conversação clara.

A capacidade de síntese da visão astral é muito maior que a física, o que é óbvio,
porque todos os sentidos astrais possuem maior capacidade discriminadora, em
consequência das propriedades da matéria astral. Uma outra particularidade da visão
astral é que ela está em todo o corpo astral, não fcando restrita a um órgão único,
como acontece com o corpo físico. Um outro detalhe é que todos os lados de um
objeto são visíveis ao mesmo tempo, não sendo necessário mudá-lo de posição. É
impossível a qualquer pessoa no plano astral ocultar seus sentimentos a quem sabe
utilizar a visão astral, pois ela penetra no mais profundo da pessoa, tornando-a
transparente, pelas cores geradas.

No corpo mental a visão opera de forma análoga à astral, numa escala muito mais
elevada. Com a visão do corpo mental superior, o homem consegue ver a essência das
grandes massas de matéria mental que atuam sobre a humanidade e entender seu
envolvimento com a matéria astral e os efeitos no seu comportamento. Só assim
poderá realmente compreender os problemas da humanidade.

No plano búdico, o Mestre chama a visão de visão divina. Porque essa expressão?
Simplesmente porque a vida física efetiva do nosso Logos, portanto nosso DEUS,
manifesta-se realmente a partir do plano búdico, uma vez que os três planos inferiores
não constituem princípios para ELE.

Portanto com a visão do corpo búdico, o homem começa a ver a beleza do corpo físico
cósmico do Logos, DEUS, sendo realmente visão divina. Para tanto já deve ter recebido
a quarta Iniciação, da Renúncia. Quem já tem a segunda e começou a coordenar seu
corpo búdico, pelo uso sistemático da capacidade analítica da mente, como diz o
Mestre Tibetano, tem vislumbres dessa Vida e isso é sufciente para estimulá-lo a
prosseguir com mais ímpeto, acelerando assim sua evolução, uma vez que crê, porque
viu diretamente. As particularidades e os detalhes são indescritíveis por palavras, pois
faltam termos de comparação na linguagem humana.

O Mestre chama a visão no corpo átmico de realização e compreensão, defnindo


assim: "Reconhecimento da necessária triplicidade para a manifestação e a ação
refexa do eu e do não-eu". Com essas palavras Ele resume o que realmente é a visão
átmica, em termos de perfeição desse sentido, como sempre perfeição relativa, porque
há mais conquistas.

255
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
É realização, porque, com a visão átmica plenamente desenvolvida, o homem consegue
realizar a meta. É compreensão, porque, pelo enorme poder de discriminação e síntese
da visão átmica, o homem simultaneamente vê as muitas diferenciações entre os eu´s,
gerando a multiplicidade de relações entre eles e sua ação recíproca, provocando a
existência do eu e do não-eu e a sequência de interações entre eles, que enriquece
cada eu de experiência. Com isso cada eu cresce em poder, sabedoria e inteligência,
passando a se ver nos outros eu´s, até que vê o UNO em todos e todos no UNO.

Dessa forma a visão átmica permite entender a necessidade da existência da


diferenciação (eu e não-eu) e de sua relação, constituindo a triplicidade, para que a
manifestação possa ocorrer.

Entende porque vê todo o processo em seus mínimos detalhes, uma vez que o plano
átmico é um plano de síntese.

Voltaremos a falar sobre esse sentido do corpo átmico, ainda dentro do tema Os
Centros e os Sentidos Normais e Supranormais. Pedimos a todos que refexionem,
meditem, utilizem-se bastante das analogias e tirem conclusões, pois só assim
conseguirão estimular os neurônios e construir linhas de comunicação com a mente
superior, obtendo inspiração (insight), que facilitará o entendimento. Fazendo isso,
estarão ao mesmo tempo estimulando os sentidos imaginação (paladar do corpo
astral), discriminação (paladar do corpo mental), idealismo emotivo (olfato do corpo
astral), discernimento espiritual (olfato do corpo mental) e intuição (paladar do corpo
búdico).

No próximo estudo falaremos do paladar e do olfato, ainda dentro do mesmo prisma


do Mestre Tibetano.

Estudo 057

O Centros e os Sentidos Normais e Supranormais - paladar e olfato (Continuação)


(Páginas 184 e 185 do Tratado sobre Fogo Cósmico)

Iremos discorrer neste estudo sobre o paladar e o olfato, esses dois sentidos
derivados do tato e que interferem-se mutuamente com predomínio do olfato. São os
mais importantes no atual Sistema Solar, por serem expressões do objetivo do Logos
Solar para essa Sua encarnação: Amor-Sabedoria-Razão Pura.

256
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Mestre Tibetano diz que o paladar dá ideia de valor, para se escolher o que é melhor.
Na realidade no corpo físico ele nos informa o que mais nos agrada e dá prazer, não só
na área dos alimentos, como com qualquer coisa que entre em contacto com a língua.

Assim o homem começa a discriminar materialmente, selecionando o que lhe parece de


mais valor. Pelo tato ele aprendeu a diferenciar quanto ao conceito de dimensão,
contextura, suavidade ou aspereza e temperatura. Pelo paladar a diferenciação refere-
se a outro conceito, o de agrado, que no corpo físico é o que ele considera de valor.

No corpo astral o paladar é chamado de imaginação pelo Mestre Tibetano. Se


analisarmos os sinônimos da palavra imaginação, fantasia e devaneio, perceberemos
claramente a analogia entre o sentido astral e o paladar físico. Pela imaginação o
homem encontra deleite, imaginando aquilo que mais lhe agrada e dá prazer. Assim ele
discrimina o que acha que tem mais valor e seleciona. Um desencarnado, vivendo no
plano astral, usando a imaginação, pode simular o paladar físico. No entanto como o
mecanismo astral é diferente do físico, a sensação astral será diferente.

A gama de diferenciação do paladar astral (imaginação) é muito maior, como também a


sensação.

No corpo mental o paladar é denominado discriminação pelo Mestre. Pelas


propriedades da matéria mental e dentro do conceito de valor, esse sentido do corpo
mental leva à consciência subsídios para que o melhor valor seja escolhido. Esse
melhor valor signifca aquilo que é mais correto, o mais adequado e o mais útil. É o que
é chamado na linguagem comum de bom senso, discernimento e viveka na linguagem
do ioga. Para isso é necessária grande capacidade de perceber detalhes, não apenas
físicos, mas em termos de consequências e efeitos. É a aproximação da Sabedoria,
somente aproximação, sendo um estágio para a intuição.

Na discriminação são percebidas as muitas diferenciações entre o eu e o não-eu,


dentro da dualidade, mas já é feita a abstração dos conceitos e das ideias.

No corpo búdico o paladar é a intuição, esse sentido que permite ver a unidade através
das diferenciações e cujo desenvolvimento confere a seu possuidor a capacidade de
realmente se unir com os outros eu´s, sendo bem distinta da faculdade de fazer
contacto com eles. De fato pode haver o contacto sem a união. Pela intuição é possível
entender um fenômeno qualquer da natureza, vendo simultaneamente cada parte
atuando e todas as suas ações recíprocas, como um todo. Não é como na análise
mental, em que cada parte só pode ser vista separadamente. Nada tem a ver com a
premonição, como muitos erroneamente pensam.

257
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Essa capacidade é muito rara hoje em dia, quando prevalece o intenso egocentrismo,
devido à identifcação com a forma, embora necessária, mas que deve ser rechaçada
posteriormente.

Pelo despertar do paladar búdico, a intuição, são feitas distinções cada vez mais sutis,
até se alcançar o âmago da nossa verdadeira natureza, por meio das formas.

No corpo átmico o paladar é chamado perfeição e o Mestre assim descreve: "Evolução


que se completa utilizando o não-eu e sua lograda sufciência".

Analisemos essas palavras. Por meio das interações e dos relacionamentos entre eu e
não-eu, o eu evolui na direção da meta, servindo-se dos sentidos dos diversos corpos,
do físico até o átmico, onde está a meta da cadeia. No plano átmico as diferenças são
muito mais sutis que no búdico, na área do paladar. Como cada eu é não-eu para os
outros eu´s, todos na realidade ajudam-se no processo evolutivo, mesmo não tendo
consciência disso nas fases iniciais. Assim, no plano átmico, aqueles que conseguem
alcançá-lo (quinta Iniciação, da Revelação), completam sua evolução (a programada),
com a ajuda do não-eu, que também consegue a sufciência, porque chega ao topo.
Todavia, mais uma vez repetimos, a caminhada prossegue para picos mais altos e
grandiosos. A prova é que a quinta Iniciação é chamada a Revelação, porque no ato são
revelados ao Iniciando os sete caminhos, dos quais Ele terá de escolher um na sexta
Iniciação, da Decisão. Esses caminhos nada mais são que cursos de treinamento, para o
desenvolvimento de qualidades e poderes, sobre os quais é muito cedo para falarmos.

Vejamos agora o olfato. Subsidiário também do tato, porque exige o contacto com a
molécula portadora do odor com as células olfativas. A ideia básica desse sentido é a
de qualidade inata, que permite saber o que é da mesma qualidade ou essência e assim
atrair, deixar-se atrair ou repelir.

O olfato físico é um sentido muito importante para o homem. Sua segurança depende
dele em grande escala. Por ele podemos perceber se um ambiente é mortífero, como
uma sala repleta de gás venenoso, como o de cozinha. Sabemos por ele de imediato se
um alimento está deteriorado, antes de levá-lo à boca e usar o paladar. Por isso é
regido pelo centro básico, que também rege o sistema imunológico.

O olfato interage com o paladar e na sensação do gosto ele tem papel predominante. É
por isso que quando a pessoa está resfriada e com olfato reduzido, perde o paladar. Na
maioria das pessoas a quantidade de sabores básicos percebidos é em média de cinco,
ao passo que os odores são em número de vinte mil em média.

258
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Pelo olfato sentimos prazer, quando o cheiro nos agrada. É fortemente utilizado nas
relações sexuais, sendo fator estimulante ou repelente. No reino animal também tem
suma importância.

Existe uma poderosa indústria que explora o olfato, a de perfumes.

Esse sentido, quando desperto e plenamente ativo no corpo átmico, conduz o homem à
sua fonte de origem, o plano arquetípico (o átmico), sua verdadeira morada. Pelo
hábito de perceber as diferenças, surge uma divina nostalgia, como diz o Mestre, no
coração do Peregrino (a Mônada enclausurada), pela saudade de seu local de origem.
Pelas comparações que faz, ao notar as diferenças pelo uso dos outros sentidos,
aprende a identifcar as vibrações, inclusive a do seu lar, usando-se aqui uma certa
fexibilidade de expressão. Essa capacidade é a equivalência espiritual do sentido que,
em alguns animais como o pombo correio, as aves, as tartarugas e outros, orienta-os
no retorno ao local de reprodução.

Resumindo, é a captação da vibração essencial do Eu e o rápido retorno por esse


instinto ao ponto de origem.

No corpo astral o olfato é chamado idealismo emotivo. O que quer dizer essa
expressão? A função do olfato é perceber diferenças nas qualidades, ora como toda
qualidade contém ideias, cuja soma a defne e caracteriza e essas ideias manifestam-se
no plano astral como vibrações específcas, o olfato astral é capaz de captar essas
vibrações e levá-las à consciência astral como ideias que dão a sensação de
qualidades.

Como acontece com o paladar astral (a imaginação), um homem desencarnado pode


ter a sensação de um odor físico, porque esse odor permanece em sua memória astral.
Mas não é esse o objetivo principal.

Também a gama de odores astrais (ideias) é muito maior que a de odores físicos, pois é
muito importante que a capacidade discriminatória aumente cada vez mais.

No corpo mental o olfato é discernimento espiritual. Discernimento espiritual é a


capacidade de captar diferenças dentro das qualidades, como vibrações, para que, ao
serem levadas à consciência mental e serem identifcadas, o Eu possa aperfeiçoar a
qualidade que ele quiser, uma vez que fca de posse dos detalhes necessários. Como é
fácil de observar, em duas pessoas com a mesma qualidade, encontraremos diferenças
nessa qualidade, por mais idênticas que sejam as pessoas. Essa análise baseia-se no
conceito de unidade de qualidade, ou seja, a qualidade é decomposta em partes.

259
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
No corpo búdico o olfato é o idealismo. É análogo ao idealismo emotivo do corpo astral,
com a diferença de que as ideias componentes das qualidades são em número muito
maior e já está presente a percepção da unidade.

Não é difícil entender que no plano búdico a quantidade de ideias que formam
qualidades constitui um verdadeiro oceano, se considerarmos que é nesse plano que
começa o corpo físico cósmico do Logos Planetário.

No corpo átmico o Mestre chama o olfato de conhecimento perfeito e o defne com


estas palavras:" O princípio manas (mente) em sua atividade discriminadora,
aperfeiçoando a inter-relação entre o eu e o não-eu ". É no plano átmico que a mente
atinge sua máxima capacidade discriminadora, conseguindo detectar as mínimas
diferenças nas qualidades, utilizando esse sentido. Assim a mente consegue saber
todas as possibilidades de diferenciação das qualidades e, dessa forma, passa a
conhecer todas as essências, nos mínimos detalhes e conclui com toda clareza que por
dentro de toda essa variação jaz soberano o UNO. É o ápice e a otimização do olfato,
em seu signifcado mais elevado e profundo. Com o seu aperfeiçoamento o homem
atinge o alto da montanha, ou seja, a meta da nossa cadeia, que todos devemos
alcançar.

Vimos como é importante aplicar a mente aos sentidos, usando seu poder de análise,
cujo objetivo é desenvolvê-la ao máximo, para que, através da mente aperfeiçoada, o
Amor-Sabedoria-Razão Pura possa se expressar em toda a sua glória e excelsitude.

Continuaremos com esse estudo, a seguir, dando ênfase aos centros e aos fogos, em
sua relação com os sentidos.

Estudo 058

O Centros e os Sentidos Normais e Supranormais (Final) (Página 185 à 189 do Tratado


sobre Fogo Cósmico)

Antes de prosseguirmos com o nosso estudo, é muito oportuno e importante enfatizar


as recomendações e palavras do Mestre Tibetano, dentro do atual contexto, para o que
transcrevemos suas palavras, em português: "Ao considerar este tema, perceber-se-á a
vasta região abrangida pelas ideias envolvidas, pois signifca o completo
desenvolvimento evolutivo do ser humano. Todavia, tudo o que se pode fazer aqui ou

260
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
em qualquer outra parte, é dar ideias para serem refetidas cuidadosamente e realçar
certos conceitos, que poderão servir como pensamentos fundamentais para a futura
atividade mental da geração imediata".

Analisemos atentamente essas palavras do Mestre, o que Ele tanto recomenda que
façamos. A utilização e o aperfeiçoamento dos sentidos de todos os corpos previstos
para a meta atual é a chave da evolução. Porque? Simplesmente porque pelos sentidos
adquirimos conhecimentos do universo manifestado e de nós mesmos, entendemos
nossos semelhantes e os reinos inferiores, pelo raciocínio aprendemos a servir, pois
entendemos claramente que, ajudando os outros, estamos ajudando a nós mesmos, já
que passamos a nos ver nos outros e, o que é muito precioso, estamos aliviando o
fardo da Hierarquia.

Quanto às palavras " ideias para serem refetidas..." , nós somos a geração imediata,
uma vez que o Tratado sobre Fogo Cósmico foi escrito por volta de 1925 e estamos em
2004. Logo é nosso dever refetir, meditar, comparar e tirar conclusões desses
excelsos ensinamentos do Mestre, aplicá-los e divulgá-los ao máximo. Esse é um
serviço útil à humanidade e à Hierarquia, porque só mudaremos a mentalidade reinante
pelo ensino e pelo raciocínio lógico. Esse é o verdadeiro amor: esclarecer as mentes e
libertá-las dos preconceitos, quaisquer que sejam, incluindo os religiosos que pregam a
separatividade e, às vezes, difcultam o progresso da ciência. Não é o amor piegas ou
cegamente devocional, que muitos apregoam. É o amor que, através do conhecimento,
desperta a dignidade e libera. Não basta a simples afrmação de que Deus está dentro
de nós. Só o autoconhecimento dá a certeza de que de fato Deus está dentro de nós.
Como o conhecimento dá a convicção serena, aqueles que gritam e berram afrmações
religiosas não têm certeza nenhuma.

Passemos ao estudo. Façamos inicialmente algumas considerações úteis:

a. Nessa parte do livro foram tratados os sentidos, porque eles se ligam à forma
material. Os cinco sentidos, tais como os conhecemos, são os meios de contacto
construídos pelo Pensador (polarizado em seu corpo etérico, quanto ao corpo físico).
Eles se manifestam pelas células sensitivas especializadas, pela rede nervosa (os
condutores da informação), neurônios, gânglios e plexos, reconhecidos pela ciência
exotérica.

b. Que tais sentidos, para os propósitos da atual manifestação, têm seu ponto focal
no plano astral e, consequentemente, são estimulados em grande parte pelo plexo

261
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
solar - esse grande ponto focal situado no centro do corpo, agente que estimula a
maioria da família humana na atualidade.

c. À medida que o triângulo superior entra em ação e a polarização se eleva aos


centros superiores, os sentidos do corpo mental entram em atividade e o homem
passa a ser consciente nesse plano e nele atuar com desembaraço, tão bem quanto
no físico e no astral. Quando a polarização é transferida da personalidade para o Ego
ou corpo causal, ou seja, do corpo mental inferior para o causal, que é constituído
pelos três subplanos superiores do mental, observamos um interessante refexo
dessa divisão no corpo físico.
De fato abaixo do diafragma estão os centros:

1. o básico
2. o baço
3. o sacro
4. o umbilical ou plexo solar.
Esses correspondem aos quatro subplanos inferiores do corpo mental, chamados em
conjunto de corpo mental inferior ou concreto.

Acima do diafragma temos:

1. o cardíaco
2. o laríngeo
3. o coronário.
Esses correspondem aos três subplanos superiores do mental e constituem o corpo
causal, mental superior ou abstrato.

Semelhantemente temos no microcosmo (o homem) a Tríade Superior separada do


quaternário inferior (corpos físico, astral, mental e personalidade).

Refitamos sobre essa analogia e assim elucidaremos a ação refexa entre os centros e
os sentidos, desde os diversos corpos, tendo em conta que, a medida que os centros
vão despertando, o processo será triplo:

Primeiro- o despertar no plano físico e a atividade crescente dos centros, até alcançar
o caminho de Provação. Isto ocorre em paralelo com o uso aumentado dos sentidos,
em particular a utilização constante para identifcar o Eu e seus corpos.

Segundo- o despertar no plano astral e o aumento gradual da atividade dos centros e


sentidos astrais, até alcançar a primeira Iniciação. Isso ocorre simultaneamente com o
uso extraordinariamente acentuado dos sentidos para discriminar o Eu e o não-eu.

262
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Terceiro- O despertar no plano mental e a consequente atividade acelerada dos
centros e sentidos mentais. O efeito em ambos os casos tende a identifcar o Eu com
sua essência em todos os grupos e a rechaçar os envoltórios e as formas.

Esse desenvolvimento é paralelo entre os corpos superiores (búdico e átmico) e


inferiores. Quando os centros e sentidos do corpo astral se tornam plenamente ativos,
os correspondentes centros e sentidos do corpo búdico vão despertando e entrando
em atividade, culminando com uma mútua interação vibratória e a força da Tríade
Superior (na realidade a força da Mônada atuando pelo átomo búdico permanente da
Tríade) começa a se expressar de forma clara pela personalidade, através do corpo
astral, ou seja, pelos sentimentos e pelas emoções, o aspecto amor. O modo dessa
manifestação depende das pétalas do Loto Egoico que estão abertas.

Igualmente quando os centros do corpo mental se tornam quadridimensionais e os


sentidos mentais plenamente atuantes, os centros e sentidos correspondentes do
corpo átmico despertam e o homem começa a ter consciência no plano átmico. Então o
aspecto Vontade da Mônada começa a se expressar, via átomo átmico permanente da
Tríade Superior, no corpo mental e na personalidade. O modo também depende das
pétalas do Loto Egoico que estão ativas.

Com isso uma maravilhosa atividade ígnea tem lugar nos três corpos inferiores. Sob o
ponto de vista do fogo, sem considerar no momento a aura e as suas cores, esses
fatos indicam de forma bem defnida uma etapa no processo evolutivo do homem:

a. A vivifcação do calor interno dos envoltórios ou corpos, ou do pequeno ponto de


fogo em cada átomo individual da matéria. Este processo ocorre nos três corpos
inferiores, no princípio lentamente, logo mais rápido e fnalmente de forma
simultânea e sintética.

b. O início da atividade latente dos sete centros de todos os corpos, começando do


físico para cima, o prosseguimento dessa atividade, corpo a corpo, com a
consequente ativação dos sentidos, até o corpo átmico, para culminar com a perfeita
coordenação e inter-relação centro a centro, de tal forma que no Adepto perfeito são
vistos trinta e cinco (7 centros X 5 corpos) vórtices de fogo, em uma interatividade
exatamente coordenada e com uma irradiação e fulgor exuberantes.

c. Os vórtices de fogo (centros) conectam-se entre si em grupos de três, formando


triângulos, em cada corpo, de tal forma que são vistas bolas ígneas ligadas por
tramas de fogo (os condutores das partículas portadoras dos fogos, os três canais

263
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
fundidos). Cada bola de fogo ondula com movimentos multidimensionais, pois são em
número altíssimo as informações e qualidades processadas e não devemos esquecer
que os centros são responsáveis pelos sentidos e pela veiculação das energias da
Mônada. Por isso é verdadeira a afrmação de que os Filhos da Mente são Chamas.

d. Somente quando a Vontade, que de fato representa o Espírito, começa a atuar, é


que os centros se aceleram para a perfeição. É o fogo solar ou da mente que une os
centros, formando os triângulos unifcadores, enquanto o fogo por fricção ou da
matéria mantém a forma unida e coordenada. Então temos o fogo elétrico (da
Vontade) acelerando para a perfeição, o fogo solar formando os triângulos e o fogo
por fricção unindo a matéria para a forma, donde se conclui que Espírito, mente e
matéria se interdependem e o resultado é a sintonia exata dos três fogos.

e. O tema dos centros aplicado aos Homens Celestiais (Logos Planetários) nos conduz
a interessantes deduções, com base na Lei da Analogia. Eles também possuem
mecanismos de percepção ou sentidos, pelos quais captam informações de seu
ambiente cósmico e assim evoluem em direção a uma meta estabelecida. A natureza
dessas informações é muito complexa para o nosso atual entendimento. Mas os
Logos também têm suas defciências e lutam para eliminá-las. Como nós, possuem
mecanismos de ação, pelos quais se relacionam entre si. Os Logos Planetários
manifestam-se através de um esquema de sete cadeias, sendo cada cadeia uma
encarnação. Foi dada indevida importância ao planeta físico de uma cadeia, embora
nem todas as cadeias tenham planeta físico, o que tirou um pouco da importância da
cadeia como um todo, ou seja, todos os globos de uma cadeia são igualmente
importantes. Uma cadeia pode ser vista como um centro de um Homem Celestial.
Embora elas se sucedam no tempo para nós, contudo para Eles a visão das
sucessivas cadeias é bem diferente, elas se comportam como se estivessem sempre
presentes. Por exemplo, o nosso Logos Planetário, para nós, está na quarta cadeia.
Mas Ele vive os efeitos das três cadeias anteriores no seu contínuo presente e assim
podemos conceber uma cadeia como um centro. É também correta a concepção de
Egos formando centros de um Homem Celestial, todavia somente para os planos
búdico, átmico e monádico. Como vemos, a concepção dos centros dos Logos
Planetários é muito mais complexa e abrangente.
Chamamos a atenção para um fato importante: os sete Homens Celestiais estão
encarnados fsicamente, através de um planeta físico. No caso do nosso Logos é a
Terra e SANAT KUMARA é seu representante, melhor dizendo, a extensão na Terra da
sua Consciência.

264
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Da mesma forma com que o carma dos homens varia de um para outro, o carma dos
Logos também varia. O nosso Logos Planetário está com um carma muito pesado,
atualmente oculto no mistério da sua personalidade. Apenas como indício muito vago,
sabemos que a sua cadeia anterior, a lunar, não foi até o fm previsto, tendo sido
desintegrada por intervenção do próprio Logos Solar, devido a um erro do Logos, erro
esse sem possibilidade de correção.

Concluindo, a manifestação dos Logos Planetários difere, em função do grau de


atividade dos centros. Esse campo de estudo é extenso, complexo e de grande
interesse em relação ao Sistema Solar, porque os sete Logos Planetários constituem
centros no corpo do Logos Solar, fcando portanto evidente a importância do estudo,
em termos de se saber o nível de evolução do Logos Solar, entre muitas outras
informações de grande utilidade para a humanidade. Em se tratando do Sistema Solar,
achamos muito louvável o esforço dos cientistas em conhecer o sistema por meio de
naves e sondas espaciais, mas é muita presunção pretender colonizar planetas.

No próximo estudo entraremos no tema Os Centros e a Iniciação, de grande relevância.

Estudo 059

Os Centros e a Iniciação (Páginas 189, 190 e 191 do Tratado sobre Fogo Cósmico)

Após termos dissertado sobre a relação entre os centros e os sentidos, entraremos


agora nos efeitos da Iniciação sobre os centros. Informaremos ainda muita coisa sobre
os sentidos no decorrer dos nossos estudos, quando a relação se fzer presente e for
útil no dia a dia no mundo físico.

O que iremos explicar é da mais profunda importância e utilidade, em termos de


noções do processo iniciático, seu efeito nos centros e o que resulta na personalidade.
É ponto pacífco que quanto mais conhecimentos tivermos sobre as Iniciações, mais
estímulo teremos para a conquista da meta, pois veremos e entenderemos claramente
o que está à nossa frente e não agiremos mais às cegas.

Foi feita uma breve explanação sobre a função, organização e atividade gradativa dos
centros, desde a lentidão inicial até o máximo de movimento. A partir daí os múltiplos
movimentos da periferia, dos vórtices internos chamados pétalas e de todo o conjunto
produzem um efeito multidimensional. Isto é devido ao alinhamento entre os centros

265
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
etéricos e os sutis, na sequência: astral - mental - búdico - átmico.

Tal alinhamento é obtido oportunamente na Iniciação. Quando o homem, por esforço


próprio, pelo conhecimento e pela vontade de servir consciente e sabiamente, põe os
centros em atividade, então ele faz jus à primeira Iniciação.

Neste sagrado momento, os quatro centros inferiores (básico, baço, sacro e umbilical,
correspondentes à personalidade) iniciam a transferência dos fogos para o triângulo
superior. Como já vimos, nessa etapa evolutiva o triângulo que vai ser estimulado é o
constituído pelo cardíaco, laríngeo e os sete centros da cabeça. Na fase imediatamente
anterior (do homem intelectual, parcialmente regido pela Alma) o triângulo ativo era
cardíaco-laríngeo-os quatro centros menores da cabeça sintetizados pelo alta maior.

Deve fcar bem claro na mente de todos a diferença entre estar ativo e ter os
movimentos multidimensionais.

A dupla rotação dos centros inferiores é nitidamente visível (periferia e pétalas) e os


centros do triângulo superior iniciam essa dupla rotação

Quando o Cetro da Iniciação é aplicado ao Iniciado pelo Sr. Maitreya, ocorrem certos
efeitos nos centros, que assim descrevemos:

a. O fogo tríplice contido no básico e em circulação é transferido defnitivamente


para o centro que é objeto de atenção especial, o que varia conforme o raio ou o
trabalho especial a cargo do Iniciado. Por exemplo, se o Iniciado deve fazer um
trabalho na área da inteligência, então o centro estimulado será o laríngeo, se for na
área que requeira unicamente o amor, será o cardíaco, se houver predominância de
raios pares, será o cardíaco ou um centro da cabeça de número par, se prevalecerem
os raios impares, então será o laríngeo ou um centro da cabeça de número impar.
Essa transferência signifca que o centro escolhido é o estimulado primeiro, mas os
fogos fcam circulando pelos outros dois do triangulo, uma vez que todo o triângulo
tem de atingir o máximo de atividade.

b. Esse centro escolhido imediatamente intensifca sua atividade, aumentando com


isso sua taxa de evolução e entram em atividade determinadas pétalas ou vórtices
dele. Essas pétalas têm relação direta com certas espirilas dos átomos permanentes
e, em consequência, elas também entram em atividade crescente, acontecendo isso
nos átomos permanentes físico e astral e na unidade mental, porque o estímulo
ocorre nos centros dos três corpos inferiores. Após a terceira Iniciação, pelo
estímulo dos centros dos corpos búdico e átmico e sua consequente ação nas

266
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
espirilas dos átomos búdico e átmico, os corpos correspondentes passam a ser
coordenados e utilizados pela Mônada, intensifcando-se também os sentidos desses
corpos, com um grande incremento da intensidade de vida. A polarização então
passa a ser superior.

c. Pela aplicação do Cetro da Iniciação a afuência da força do Ego ou Alma à


personalidade é triplicada. A direção dessa força depende de qual seja a Iniciação. Se
for a primeira, são os centros etéricos, se a segunda, são os do corpo astral, que
infuenciam os correspondentes etéricos, se for a terceira, são os corpo mental.
Quando o Iniciador é o Instrutor do Mundo, o Sr. Maitreya, nas primeira e segunda
Iniciações, a força da Tríade Superior vivifca os centros cardíaco e laríngeo e é
extraordinariamente aumentada a capacidade de sintetizar a força dos centros
inferiores. Quando o Iniciador é o Senhor do Mundo, a partir da terceira Iniciação, a
afuência da força provém da Mônada e, embora os centros cardíaco e laríngeo
respondam a ela incrementando mais ainda sua atividade, a direção principal da
força é para os sete centros da cabeça. Finalmente, na liberação (quarta Iniciação) a
força da Mônada se dirige para o irradiante centro coronário, que sintetiza os sete
centros menores da cabeça.

d. Nas Iniciações o grande aumento do poder e da capacidade de vibração dos


centros provoca na vida física do Iniciado os seguintes efeitos:

Primeiro - Maior refnamento e sensibilidade dos corpos, o que no início gera


sofrimento, porém a capacidade de responder aos contactos anula esse sofrimento
incidental.

Segundo - O despertar e desenvolvimento das faculdades psíquicas, o que também


produz mal estar transitório, mas com o tempo leva ao reconhecimento do Eu Uno
em todos os eu´s, meta do esforço.

Terceiro - A fusão ou sintonia dos três fogos, elétrico, solar e por fricção e sua
correta progressão geométrica através da trama etérica. Isto permite adquirir
continuidade de consciência. Inicialmente essa consciência é entre a consciência
física e astral, mas com o tempo atinge o consciência mental. Então o Iniciado
passa a ter consciência simultânea nos três mundos e assim torna-se capaz de
utilizar o tempo como fator para os planos da evolução.

Quarto - A crescente compreensão da Lei de Vibração como um dos aspectos da


Lei básica de construção (uso do som como construtor e como destrutor). Em

267
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
decorrência o Iniciado aprende a construir conscientemente, a manipular a matéria
mental para aperfeiçoar os planos do Logos, a trabalhar com a essência elemental
mental e a aplicar a lei nos subplanos mentais, afetando o plano físico (o que
constitui um grande perigo, caso o mago das trevas pudesse ter acesso). O
movimento ou vibração (oscilação) origina-se nos subplanos mentais cósmicos,
seguindo a mesma ordem no microcosmo. Existe aqui uma informação velada muito
importante, que pode revelar muita coisa, se houver a devida meditação e refexão
sobre o assunto, com os devidos cruzamentos de informações. No exato momento
da aplicação do Cetro de Iniciação, o Iniciado entende conscientemente o
signifcado da Lei de Atração na construção de formas e na síntese dos três fogos.
O poder e o progresso do Iniciado dependerão de sua capacidade de reter essa
compreensão e de aplicar a lei. Essa capacidade de reter será grande se o Iniciado
estiver habituado a prestar atenção aos sentidos no dia a dia, a meditar
continuamente, mesmo no tumulto das multidões, a buscar continuamente
conhecimento, a cruzar informações e a tirar conclusões. É por isso que a
Hierarquia toma muito cuidado ao selecionar o candidato à Iniciação.

e. A aplicação do Cetro de Iniciação provoca um novo despertar nos três fogos da


matéria (reação nervosa, emanação prânica e calor corpóreo) e os sintoniza em maior
profundidade e guia em progressão ascendente. Há também a ação do fogo solar, da
mente, que tem de dominar e se sintonizar com os três da matéria, incrementados
pelo Cetro, que os dirige por certas rotas e triângulos. Existe uma razão esotérica
precisa, de acordo com as Leis da Eletricidade, atrás do fato bem conhecido de que
todo Iniciado que se apresenta ante o Iniciador vai acompanhado por dois Mestres,
um de cada lado. Os três juntos formam um triângulo que facilita o trabalho. Por
essas informações do Mestre concluímos que a Iniciação é um fenômeno que envolve
eletricidade, da qual a nossa eletricidade comum é uma expressão, sendo a
eletricidade atmosférica (a solar), que atua nas nuvens de trovoada (cúmulo-nimbo),
outra expressão, possuindo por sua vez um comportamento muito característico,
como já foi comprovado pelos grupos de cientistas que pesquisam o assunto, no
mundo inteiro. Essas nossas conclusões fnais, aparentemente sem conexão com um
tema tão elevado, como a Iniciação, têm sua razão de ser, pois é um estímulo para
que usem a Lei de Analogia, façam comparações e tirem conclusões, pois só assim é
que terão uma visão clara e nítida dos fenômenos ocultos e transcendentes.
Por hoje vamos encerrar nosso estudo. Voltaremos continuando com o mesmo tema.

268
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

Estudo 060

Os Centros e a Iniciação (Continuação) (Página 191 à 194 do Tratado sobre Fogo


Cósmico)

Continuemos nosso estudo sobre os centros e a Iniciação. Como o Cetro da Iniciação,


tanto do Sr. Maitreya, como do Senhor do Mundo, está carregado de eletricidade
cósmica, concordamos plenamente com a afrmação do Mestre Tibetano de que a
Iniciação é um fenômeno elétrico.

Os Iniciadores, que possuem o Poder, são hábeis no controle da carga elétrica aplicada
ao Iniciando. Essa carga é função dos raios e da Iniciação do Iniciando.

O Iniciando sozinho não suportaria a tremenda descarga elétrica e todos os seus


veículos sofreriam sérios danos. Não esqueçamos que o fogo elétrico é oriundo do
primeiro raio, que ao mesmo tempo constrói e destrói. Vemos isso no mundo físico. Na
medicina a eletroterapia cura, mas na cadeira elétrica a eletricidade mata. A
manipulação do DNA é por eletricidade.

Por isso no ato da Iniciação existe a formação triangular, os dois Mestres padrinhos e o
Iniciando constituem o triângulo. Os dois Mestres são os dois polos necessários para a
circulação da corrente elétrica. Um Mestre é o Chohan do raio do corpo em foco na
Iniciação. O outro é o Chohan do raio da personalidade. Por exemplo, na segunda
Iniciação de um discípulo de primeiro raio de personalidade e de sexto raio de corpo
astral (o corpo em foco na segunda Iniciação), os Padrinhos serão os Mestres Morya e
Jesus. Há que lembrar que a segunda Iniciação é regida pelo sexto raio e por isso o
Mestre Jesus sempre está envolvido nesta Iniciação.

Um discípulo de sexto raio de corpo astral, ao receber a segunda Iniciação sentirá em


grau altíssimo os efeitos dessa coincidência de raios: sexto raio de corpo astral e sexto
raio regente da segunda Iniciação. Mesmo que, devido ao trabalho a ser feito, seja o
laríngeo ou um da cabeça o centro visado, ele terá o cardíaco hiperativado e fcará em
estado de graça por vários dias, em consciência física.

Podemos conceber o triângulo iniciático, embora de forma grosseira, como a lâmpada


elétrica de flamento de tungstênio. O Iniciador é a origem da corrente, os dois
Padrinhos são os polos positivo e negativo e o Iniciando é o flamento que, ao receber a
corrente, incandesce e emite luz. Os dois polos também exercem a função de dosar a
voltagem ao valor que o Iniciando pode suportar.

269
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Falemos agora dos Cetros da Iniciação. Não devem imaginar os Cetros como coisas
físicas. No plano onde ocorre a Iniciação não existe a forma. O Cetro da Iniciação na
realidade é um aglomerado de energias muito especiais, à semelhança do depósito de
forças do Cristo no plano búdico. Eles são três:

Primeiro - O Cetro do Sr. Maitreya, utilizado nas primeira e segunda Iniciações. Ele é
carregado pelo Cetro do Senhor do Mundo, o Diamante Flamígero, carga que se repete
cada vez que um novo Instrutor do Mundo assume o cargo.

A cerimônia dessa carga é maravilhosa. O novo Instrutor do Mundo recebe seu Cetro
de Poder, o mesmo utilizado desde que se fundou a nossa Hierarquia Planetária e o
apresenta ao Senhor do Mundo, que o toca com seu potente Cetro, carregando-o de
eletricidade. Essa cerimônia ocorre em Shamballa.

A verdadeira história do Sr. Maitreya, o Cristo, é muito pouca conhecida pela


humanidade. Seu verdadeiro valor não é reconhecido, a não ser por aqueles que
tiveram a glória de fcar face a face com Ele por duas vezes. Então torna-se impossível
esquecê-lo e surge uma vontade inquebrantável de evoluir depressa como Ele. Para
terem uma ideia da grandiosidade do Sr. Maitreya, é sufciente saberem que Ele se
individualizou na raça lemuriana. Em todo o Sistema Solar foi o homem que mais
depressa evoluiu, ultrapassando muitos que já vieram individualizados da cadeia lunar.
Jamais foi superado por quem quer que seja nessa velocidade de evolução. Por isso
chamou a atenção do Logos Solar e do Logos de Sírius. Muito mais será dito a seu
respeito no decorrer dos nossos estudos.

Segundo - O Diamante Flamígero, o Cetro de Poder do Senhor do Mundo, utilizado a


partir da terceira Iniciação, da Transfguração. O Senhor do Mundo, SANAT KUMARA, é
conhecido na Bíblia como o Ancião dos Dias. Este Cetro nas Iniciações fnais (sexta e
sétima) transmite força elétrica extrassistêmica, por conduto do próprio Logos Solar. É
o Cetro empregado na Terra. Está guardado no "Oriente", como diz o Mestre Tibetano e
retém o poder latente que irradia a Religião da Sabedoria. O próprio Sr. SANAT
KUMARA o trouxe ao tomar forma física na Terra há 18 milhões de anos. No início de
cada período mundial, quando um novo Senhor do Mundo assume o cargo, esse Cetro
é carregado pela ação direta do Logos Solar. O local onde fca guardado só é conhecido
pelo próprio Senhor do Mundo e pelos Chohans de Raio. Por ser o talismã da evolução
da Terra, o Chohan do segundo raio, Mestre Kutumi, é seu principal guardião, abaixo do
Senhor do Mundo, ajudado pela Deva Regente do plano monádico. Os Budas de
Atividade são também responsáveis pela sua custódia, juntamente com os Chohans de

270
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Raio, a Eles subordinados. Ele não é utilizado unicamente nas Iniciações, mas em certas
funções relacionadas com a ronda interna e com o triângulo formado pela Terra, Marte
e Mercúrio.

Terceiro - O Cetro de Iniciação do Logos Solar, denominado, entre outros nomes, como
o "Sétuplo Fogo Flamejante". Foi confado ao nosso Logos Solar pelo Logos de Sírius e
enviado ao nosso Sistema desde essa estrela binária. Uma de suas fnalidades é ser
utilizado em casos de urgência. Nunca foi empregado com esse propósito na atual
cadeia, embora tenha estado perto por duas vezes, uma na época atlante e outra no
terceiro ano da última guerra mundial. É também usado para Iniciação dos sete Logos
Planetários em níveis cósmicos e para Iniciação de grupos, algo ainda quase
incompreensível para a humanidade. Ele á aplicado aos centros dos Homens Celestiais,
de modo semelhante aos Cetros menores aplicados aos centros humanos, sendo
todavia o efeito numa escala muito maior. Na realidade este assunto tão complexo não
concerne ao homem. Mestre Tibetano entrou nele, porque fcaria incompleta a
enumeração dos Cetros. Mas serve para demonstrar a maravilhosa síntese do conjunto
e o lugar do nosso Sistema dentro de outro esquema maior. Em todas as coisas
cósmicas regem a lei e a ordem perfeitas. As ramifcações do Plano Divino são
percebidas em todos os planos e subplanos. Este Cetro, o maior de todos, está sob a
custódia do primeiro grande grupo de Senhores do Carma. A sua carga elétrica é de
níveis cósmicos muito elevados. Os outros dois Cetros menores são carregados com
eletricidade diferenciada. O Cetro Solar está guardado no Sol e é carregado somente
no início do período de cem anos de Brahma, ou seja, no início do Sistema Solar.

A razão de se tratar dos Cetros de Poder é que eles têm relação com os centros,
vórtices de força da matéria e(embora canais para a força espiritual ou centros em que
se expressa a "vontade de ser") se manifestam como atividade da matéria.

Eles são os centros da existência e assim como na manifestação os dois polos, Espírito
e matéria, não podem se separar, igualmente é impossível aplicar o Cetro na Iniciação
sem produzir efeitos defnidos entre ambos. Não podemos esquecer que o fogo
cósmico da matéria se divide em fogo da matéria/elétrico, fogo da matéria/solar e fogo
da matéria/da matéria.

Os Cetros são carregados com Fohat, que é fogo da matéria e também fogo elétrico,
daí seu efeito sobre a matéria e o Espírito. Há também o aspecto solar, que é o
relacionador.

Não é possível explicar este mistério com maiores detalhes, porque os segredos da

271
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Iniciação não se podem revelar.

O que foi dito sobre esse tema signifca muito, nunca tendo sido tratado antes, embora
alguns já tenham ouvido falar dessas coisas.

Muito mais será dito sobre as Iniciações ao longo dos nossos estudos, inclusive sobre
os Cetros, uma vez que o objetivo é que, pela assimilação das informações aqui
passadas e devidamente aplicadas no dia a dia, o maior número possível de pessoas
adquira condições e se qualifque para atravessar o Portal Iniciático.

No próximo estudo entraremos na seção F da primeira parte do livro, a Lei de


Economia, que é bem curta. Após estaremos na parte mais importante, mais extensa e
mais complexa do livro, que trata do Fogo Solar, o fogo da mente. Lembramos que a
compreensão dessa segunda parte depende fundamentalmente da perfeita assimilação
do conteúdo da primeira parte.

Estudo 061

A Lei de Economia - Seus efeitos sobre a matéria (Da página 195 à 197 do Tratado
sobre Fogo Cósmico)

Entraremos agora num assunto que esclarecerá muito a execução e o desenvolvimento


da obra do Terceiro Logos, denominado Atividade Inteligente. O Logos Solar é um só,
mas na construção do seu corpo físico cósmico, que vai servir de mecanismo para que
expresse e desenvolva ao máximo sua qualidade Amor-Sabedoria-Razão Pura, Ele
utiliza sua Mente (Manas). Isso Ele faz estabelecendo e seguindo a Lei de Economia,
que consiste em obter o máximo de rendimento e aproveitamento, com um mínimo de
gasto ou custo, usando o material disponível.

Material disponível sim, porque Ele o recebe do Logos Cósmico ao qual está
subordinado.
Nessa tarefa Ele convoca Seres Cósmicos a Si ligados e sob seu comando, para
materializarem o projeto que Ele concebeu, desenvolveu e amadureceu.

Embora nessa tarefa prevaleça o aspecto Mente ou Manas, ela se divide em três
partes, que são: Inteligência Ativa, Amor-Sabedoria-Razão Pura e Vontade. Então os
três Seres Cósmicos são responsáveis pelas seguintes funções:

272
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
• Inteligência Ativa pura ou Manas puro,

• Inteligência Ativa/Amor-Sabedoria-Razão Pura

• Inteligência Ativa/Vontade.
Essa tríplice divisão é devida à triplicidade reinante em tudo.

A Entidade Cósmica responsável pela função Inteligência Ativa pura ou Manas puro é
chamada Terceiro Logos e é a mais importante na tarefa da parte material.

A outra Entidade responsável pela função Inteligência Ativa/Amor-Sabedoria-Razão


Pura é chamada Segundo Logos e chama-se Primeiro Logos Quem cuida da Inteligência
Ativa/Vontade.

Esses três Seres, ao executarem essas funções, adquirem experiência, aprendem e


assim evoluem. Eles convocam e utilizam uma equipe bem numerosa de outros seres
para os ajudarem nesse trabalho, que também adquirem experiência, aprendem e
evoluem. Acontece a mesma coisa, numa escala muito menor, com os seres menores
que trabalham nos nossos corpos, desde os minúsculos até os mais elevados, sendo
que para eles nós fazemos o papel de logos, corroborando a Lei de Analogia: "Assim
como em cima, é em baixo".

Todos os três Logos recebem as energias e a orientação do Logos Solar Único, que é
sua fonte de vida.

Resumidamente as três funções podem ser assim descritas:

Terceiro Logos - (Aspecto Brahma ou Inteligência Ativa) - Formação dos vórtices na


matéria virginal, que serão os átomos primordiais, sua diferenciação, distribuição
espacial, qualidade de cada tipo e seu consequente ritmo vibratório e o movimento
giratório, comum a todos os átomos. Rege a Lei de Economia, que faz com que a
matéria siga a linha de menor resistência, causa da tendência separatista dela.

Segundo Logos - (Aspecto Vishnu ou Amor-Sabedoria-Razão Pura, o Construtor) -


Atrair a matéria ao Espírito ou à Mônada e aproximá-los paulatina e progressivamente,
para que a matéria consiga expressar as qualidades da Mônada, o que signifca a fusão
dos dois pólos. Surge então a coesão, que leva à formação de conglomerados de
átomos, o que produz as diversas formas. Este poder atrativo é do Espírito e se
manifesta como:

1. Associação,

273
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
2. Construção de formas,

3. Adaptação da forma à vibração imposta pela Mônada, ao expressar suas


qualidades,

4. Homogeneidade relativa da unidade grupal, ou seja, no homem o funcionamento


global como um ser individual e no Sistema Solar como um Sistema específco e
determinado,

5. Movimento cíclico em espiral.


Não segue a linha de menor resistência, mas a de Atração.

A causa da dor e do sofrimento do mundo está no confito entre o poder de atração da


Mônada e a adaptação da matéria às necessidades dela. Como a matéria segue a linha
de menor resistência, ela se opõe à atração da Mônada, que a força a se adequar ao
que Ela quer, o que signifca um esforço maior da matéria e isto gera sofrimento e dor.
Portanto sofrimento e dor só existem para a matéria. Mas isso é necessário, até que o
homem entenda esse mecanismo e passe a evoluir conscientemente, o que só se torna
possível pelo conhecimento, jamais pela fé cega, sendo por isso que o Senhor Buda
falou: " A falta de conhecimento é a causa do sofrimento do homem".

Primeiro Logos - (Aspecto Shiva ou Vontade) - A atividade das entidades subordinadas


a este Logos induz a unidade forçada e a homogeneidade essencial. É a Lei de Síntese,
a última a atuar, após a fusão do Espírito ou Mônada com a matéria e sua adequação
perfeita. É a síntese fnal do eu menor com o Eu maior (personalidade e Ego ou Alma) e
fnalmente com o Omni-Eu (a Mônada, em diversos níveis).

Em espiral mais elevada sintetiza a essência com a Essência, o que quer dizer, as
Mônadas individuais com a Mônada maior, a Solar, no nosso caso, sem perda de
identifcação. Há graus crescentes de sínteses. Por exemplo, a síntese das Mônadas
Solares com a Mônada Cósmica. É diferente da síntese matéria e Mônada.

A atividade do Primeiro Logos se manifesta como:

1. Abstração,

2. Liberação espiritual,

3. Destruição da forma ou corpo, ao retirar a vida da Mônada (o aspecto Destruidor),

4. Homogeneidade e unidade essencial absolutas, de um modo muito mais profundo


que no caso do Segundo Logos,

274
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
5. Movimento de avanço progressivo.
Nessa atividade conjunta, progressiva e coordenada das três Entidades (os três
Logos), gerando as três Leis (Economia, Atração e Síntese), percebemos claramente
uma maravilhosa síntese. Cada lei é a personifcação do modo de trabalhar de cada
Entidade.

Trataremos brevemente da Lei de Economia, fcando as outras duas para outra


oportunidade.

Esta lei é o fundamento do que erroneamente os religiosos chamam "a queda" ou a


"expulsão do paraíso". Na realidade ela defne o processo involutivo, considerado
cosmicamente. Produziu a sétupla diferenciação da matéria do sistema (os sete
planos), da mesma forma que a Lei de Atração gerou a sétupla diferenciação psíquica
dos Filhos da Mente, ou seja, a diferenciação dos Egos ou Almas segundo os sete raios.

Em todo esse processo percebemos uma interessante conexão entre:

• os sete planos ou sete graus de matéria,

• os sete Homens Celestiais (os sete Manasaputras Divinos ou Logos Planetários),


que espalham pelo sistema os sete sub-raios de Amor-Sabedoria-Razão Pura, uma
vez que Eles são os sete Senhores de Raio para o nosso sistema, portanto irradiam
os sete tipos de Amor.

• as sete qualidades da Sabedoria que as Entidades Cósmicas, os Kumaras,


introduziram com a ajuda do conhecimento adquirido por meio da matéria. Os
Kumaras aqui citados não são os Senhores da Chama provenientes do esquema de
Vênus, pois Esses atuaram e atuam apenas na Terra. São Seres que trabalham para
expressar as qualidades dos sete raios através da matéria. Como um exemplo disso
temos os elementos químicos da tabela periódica, classifcados segundo os sete
raios. Se analisarmos suas propriedades, perceberemos a veracidade dessa
classifcação.
A Lei de Economia tem várias leis subsidiárias, que regulam o efeito produzido sobre os
diferentes graus de matéria. A ação dessa lei se faz sentir pelos sons emitidos pelo
Logos Solar, que obviamente são oscilações ou vibrações impostas por Ele à matéria de
todos os planos, desde o adi até o físico.

Essas oscilações têm características de sequências de compressões e rarefações de


partículas, chamadas ondas mecânicas pela Física. É por isso que se diz que o som

275
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
construiu o universo. É um fato claro que, conforme o modo pelo qual essas
sequências de compressões e rarefações são realizadas, as partículas se aglutinam e
ocupam seu devido lugar no universo organizado.

Vamos parar por agora. No próximo estudo iremos esmiuçar esse assunto, de grande
fascínio, todavia muito mal entendido, que leva a atitudes cegas, ou seja, fcar
pronunciando sons, sem ter a mínima compreensão de como eles atuam nas partículas
das matérias dos planos, em particular nos três planos onde está a maioria da
humanidade, físico, astral e mental. É lógico que certos sons induzem bem estar nas
pessoas, mas o conhecimento do seu modo de operação dará muito mais poder e
efciência.

Antes de terminarmos, devemos esclarecer uma coisa. Assim como nós somos
responsáveis pelos nossos corpos e através deles experimentamos, aprendemos,
desenvolvemos qualidades, capacidades e poderes e assim evoluímos, embora
inúmeros seres trabalhem nesses corpos, da mesma forma o Logos Solar também é
responsável pelo seu sistema e através dele experimenta, aprende, desenvolve
qualidades, capacidades e poderes e assim evolui. Há que considerar ainda, o que é
muito mais importante, os relacionamentos do Logos com seus Pares, os demais Logos
e outros Seres Cósmicos, que não exercem funções de Logos, mas alguns no mesmo
nível evolutivo e outros em nível mais elevado. Nós igualmente evoluímos nos
relacionamentos com nossas famílias, amigos, chefes, subordinados, enfm, com toda a
humanidade e com a natureza.

Estudo 062

A Lei de Economia - Seus efeitos sobre a matéria (fnal) e suas Leis Subsidiárias (Da
página 197 à 200 do Tratado sobre Fogo Cósmico)

Conforme prometemos, vamos detalhar um pouco a ação do som (ondas sonoras) na


aplicação da Lei de Economia e na construção do sistema solar. É dito que a Palavra
Sagrada ou o Som emitido pelo Criador tem diferentes formas, embora na realidade
seja uma só palavra com várias sílabas. Juntas formam uma frase solar, separadas
constituem palavras de poder e provocam diferentes efeitos.

A grande Palavra ressoa e reverbera durante os cem anos de Brahma (duração do


Sistema Solar). Essa frase divina é simbolizada pelo som sagrado AUM. Essas três

276
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
letras representam as iniciais das três frases, que são pronunciadas no tempo e no
espaço, contendo cada frase vários sons.

A primeira letra, A, está seguida de quatro letras, totalizando cinco, representam as


cinco grandes ondas sonoras consecutivas que construíram o Sistema Solar e o
mantêm materializado, sem entrar no aspecto forma. É a nota de Brahma ou do
Terceiro Logos, Inteligência Ativa. Se analisarmos essas cinco ondas sonoras em
comparação com a divisão do terceiro raio, Inteligência Ativa ou Manas, nos quatro
raios de atributo, Harmonia pelo Confito, Conhecimento Concreto, Devoção e Idealismo
e Organização/Cerimonial, entenderemos com clareza a correlação entre a construção
do Sistema e os raios. Esse é o signifcado do Pentágono, a estrela de cinco pontas, o
quinto princípio da Mente. O Pentágono relaciona-se também com os cinco planos da
evolução humana: físico, astral, mental, búdico e átmico, como meta da atual cadeia,
embora os que querem ir mais depressa e fazem o esforço necessário, podem
ultrapassar essa meta, indo mais além e muito mais, como já o fez o nosso Amado
Senhor Maitreya, o Cristo.

A compreensão exata das ondas sonoras simbolizadas por essas cinco letras e das
tonalidades (conjunto de harmônicos, frequências abaixo da fundamental e de maior
comprimento de onda), fornecem a chave da natureza interna da matéria e do seu
controle (a desintegração e a construção, sendo a fusão nuclear a frio um dos efeitos).
Este controle é conseguido por aquele que aprende a correta interpretação da Lei de
Economia. Impera o fogo por fricção.

A segunda letra, U, vem seguida de seis letras, totalizando sete e representam as sete
grandes ondas sonoras consecutivas e simultâneas, pois ainda ressoam. Essa frase é
de Vishnu, o Segundo Logos, o Construtor de formas, Amor-Sabedoria-Razão Pura.
Cada grande onda sonora, expressando os propósitos de cada raio, é "pronunciada"
(está entre aspas porque é muito mais do que pronunciar) por cada um dos sete Logos
Planetários sagrados, entre os quais não estão incluído o nosso, o que nos leva a
concluir que a Terra e a sua humanidade estão sob a infuência de um outro Logos
Sagrado.

Essa segunda frase está regida pela Lei de Atração. A conformação dessas ondas
sonoras (sequências de compressões e rarefações de partículas), ou seja, como essas
sequências se movimentam (como ondulações de uma serpente), leva as partículas a
se unirem na infnidade de formas, incluindo nossos corpos até os planetas e globos
sutis. A correta entonação, total ou parcial, provocando a correta ou parcial

277
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
reverberação (a reverberação é consequência da ressonância ou resposta da matéria
ao som original), conduz à organização da forma e à sua adaptação às necessidades da
Mônada ou Espírito. Impera o fogo solar.

A terceira e última letra, M, vem seguida de oito letras, totalizando nove e formam a
última frase, a do Primeiro Logos, Shiva, Vontade e completam a grande sentença
Logoica que construiu seu corpo. Essa última frase é a última no tempo, mas no
momento está reverberando juntamente com as outras duas e vai ser a mais forte e
dominante no fnal dos tempos, ou seja, no fm dos cem anos de Brahma. No fnal de
cada ciclo menor, ela sempre atua com mais força e anula as demais, como na hora da
morte e no fm dos períodos globais,das rondas e das cadeias. Por falar em período
global, é bom lembrar que já estamos próximos do fm do período global da Terra.
Quem tem olhos de ver, que entendam e tomem as decisões necessárias.

Somando as letras de toda a sentença, temos 5 + 7 + 9 = 21, sendo portanto vinte e


um os tipos de ondas sonoras que atuam no Sistema Solar, desde o plano físico até o
adi. Como dissemos, essas ondas estão presentes simultaneamente, embora em alguns
momentos umas atuem com mais vigor que outras e prevaleçam. Essa última frase
está regida pela Lei de Síntese e é ela que vai imperar soberana no fnal, quando
ocorrerá a liberação total do Espírito da forma. Impera o fogo elétrico.

Quando comparamos acima os movimentos das ondas sonoras às ondulações de uma


serpente, tivemos a intenção de preparar as mentes de todos para uma informação
que o Mestre Tibetano dará, quando entrarmos na segunda parte do Tratado, o Fogo
Solar, sobre a ligação do Reino das Répteis com o nosso Logos Planetário e os Lipikas.

Existe uma forte correspondência entre essas nove ondas sonoras do Primeiro Logos e
as nove Iniciações, cada uma propiciando ao Iniciado uma união mais perfeita do Eu
com o Omni-Eu e uma maior liberação das ataduras da matéria. Embora cada Iniciação
seja regida por um raio, sempre em todas está também presente o primeiro raio como
libertador e sintetizador, por etapas.

Uma outra aparente coincidência é observada nos vinte e dois aminoácidos que
constituem os fundamentos de todas as proteínas e enzimas que atuam no nosso
organismo. Temos 21 + 1 = 22, ou seja, o número de aminoácidos é igual ao número de
ondas sonoras fundamentais mais a onda sintetizadora, que representa o UNO. Um
fato interessante com referência à união dos aminoácidos ao formarem a proteína, é
que, após se unirem eletricamente, eles constituem um flamento, que tem somente
uma dimensão, comprimento. Mas em seguida o flamento se retorce ao longo das

278
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
ligações, de uma maneira misteriosa para a ciência, fazendo com que a proteína
resultante passe a ter três dimensões. Como os ângulos, nos quais há campos
elétricos, são diferentes, é conseguido um modo efciente para identifcação da
proteína pelo sistema imunológico, de modo semelhante a chave e fechadura.

Somente quando o homem tiver aperfeiçoado seu sentido de audição, é que ele saberá
a sentença completa. Isso ocorrerá na quinta Iniciação, em que a beatitude (a audição
do corpo átmico, quando o homem começa a ouvir a nota do Logos Solar) estará
plenamente ativa e ele entenderá corretamente a Lei de Economia. A medida que as
Iniciações forem sendo recebidas, o homem vai entendendo melhor esse mecanismo,
em particular, quando está sendo preparado para a terceira, o Iniciado já compreende
nitidamente a lógica desse processo, tem noções do seu mecanismo operacional e
vislumbra sua expressão matemática. Não podemos esquecer nunca que, para a
Mônada, todos os planos, desde o físico até o adi, constituem matéria e são objetivos e
todos nós somos Mônadas enclausuradas nos diversos corpos materiais, logo, nossas
consciências cerebrais são da Mônada ancorada no cérebro físico e se expressando
pela atividade elétrica dos neurônios. A atividade hormonal e dos neurotransmissores é
consequência, a etapa fnal, de um processo anterior com início na Mônada. Como
existe a reciprocidade, é óbvio que uma perturbação nessa atividade do cérebro,
induzida por meios externos, como substâncias químicas, pode alterar o estado da
consciência. Mas o Iniciado, que já percebeu e entendeu por lógica esse mecanismo,
não se deixa iludir e assume o comando.

De posse da audição aperfeiçoada e tendo entendido o verdadeiro som sagrado, o


Iniciado, agora o Conhecedor, prenunciá-lo-á em sua própria e autêntica chave,
efetuando a fusão de seu som com todas as vibrações, conseguindo assim
instantaneamente a compreensão de sua identidade essencial com Aqueles Seres que
emitem as palavras. A medida que os sons da matéria (os cinco primeiros sons) fazem
impacto em seus ouvidos aperfeiçoados e em todos os planos, verá que todas as
formas são ilusões e delas se libertará, sabendo que ele é onipresente.

Quando o som de Vishnu (os sete sons simbolizados pela letra U) ressoa dentro de si
mesmo sem distorção, ele sabe que é sabedoria perfeita e distingue a nota de seu ser
(ou a do Logos Planetário em cujo corpo se encontra) das notas grupais e se vê
onisciente. Quanto os nove sons fnais de Shiva, Mahadeva ou Primeiro Logos fazem
seus ouvidos vibrarem em perfeita consonância, o Iniciado se reconhece, sem nenhuma
margem de dúvida, como Espírito puro e na sintonização perfeita dos sons, seus e do
Primeiro Logos, dá-se a fusão dele com o Eu Maior ou a fonte da qual se originou.

279
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Então, para ele, passa a não existirem mais mente e matéria, restando somente ele
imerso no oceano do Eu Maior, sem, contudo, perder sua identidade.

Nas etapas de relativa realização, rege uma das leis, inicialmente a lei da matéria (Lei de
Economia), em seguida a lei dos grupos (Lei de Atração) e fnalmente a Lei do Espírito e
da liberação (Lei de Síntese), embora haja simultaneidade.

SUAS LEIS SUBSIDIÁRIAS

São quatro as leis subsidiárias da Lei de Economia e se relacionam com o quaternário


inferior:

1. A Lei de Vibração - rege a nota chave ou ritmo da matéria em cada plano. Através
do conhecimento dessa lei pode-se controlar a matéria de qualquer plano nas suas
sete divisões ou subplanos. Quem entender essa lei, saberá qual a frequência de
ressonância de qualquer tipo de matéria, bem como de qualquer agrupamento. Não
esquecer que som é vibração.

2. A Lei de Adaptação - rege o movimento giratório de qualquer átomo, em todos os


planos e subplanos. Por meio do conhecimento dessa lei e da anterior, o Iniciado
domina a ciência dos tattwas.

3. A Lei de Repulsão - rege as relações entre os átomos, evitando que se encostem e


permitindo que atuem livremente, mantendo-os girando a distâncias fxas da esfera
de polaridade oposta. Vemos sua ação, entre outras, no nosso Sistema Solar, em que
os planetas giram ao redor do Sol, em órbitas fxas e ordenadas.

4. A Lei de Fricção - rege o aspecto calor de qualquer átomo, sua radiação e seu
efeito sobre qualquer outro átomo. Isso é a transferência do fogo por fricção.
Essas quatro leis subsidiárias estão no campo de ação do fogo por fricção. O
conhecimento e o domínio dessas leis outorgam o domínio do fogo por fricção e torna
o Iniciado um curador no sentido exato da palavra.

Todo átomo de qualquer plano pode ser estudado sob quatro aspectos e está sob o
comando de alguma ou de todas as leis combinadas.

a. Todo átomo tem seu ritmo ou frequência e forma de movimento.

b. Tem velocidade de rotação.

c. Age e reage sobre os átomos a seu redor.

280
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
d. Contribui com sua cota de calor ao calor geral do sistema atômico, qualquer que
seja.
Essas leis gerais aplicam-se não somente aos átomos individuais, mas aos seus
agrupamentos: moléculas, células, órgãos, corpos, planetas, globos, o Sistema Solar, as
constelações, as galáxias, enfm, todos os conjuntos esféricos. Podemos ver um
sistema solar como um átomo cósmico. Todos evoluem sob a Lei de Economia, em
algum de seus quatro aspectos.

Concluindo, afrmamos que a Lei de Economia, com suas subsidiárias, é uma das leis
que o Iniciado deve dominar antes da liberação (quinta Iniciação). Tem de aprender a
manipular a matéria e a trabalhar com a sua energia ou força, aplicando essa lei. Esse
conhecimento e domínio são necessários para o Iniciado usar a matéria e a energia
com o objetivo de conseguir a libertação do Espírito e realizar os propósitos do Logos
no processo evolutivo.

Aqui terminamos o estudo da primeira parte do Tratado sobre Fogo Cósmico.


Entraremos na segunda parte, a mais importante, profunda, complexa, abrangente,
longa e aparentemente abstrata. Dissemos aparentemente abstrata, porque vai
depender de como nos posicionamos como consciência. Si a nossa visão é de Mônadas
olhando o mundo mental exterior através do mecanismo chamado corpo mental, então
o assunto não será abstrato, mas objetivo. O mesmo raciocínio vale para os planos
superiores, búdico, átmico, monádico etc.

Do nível de entendimento e assimilação da primeira parte dependerá a compreensão


da segunda. Portanto, rogamos a todos que se esforcem para adquirirem o máximo de
clareza. Estamos à disposição para sanar as dúvidas.

Estudo 063

Segunda Parte do Tratado sobre Fogo Cósmico - Fogo Solar - Perguntas de Introdução
(Da página 203 à205)

Entraremos hoje na parte mais importante do Tratado, com título genérico Fogo Solar.
Esse título expressa aquilo que gera as muitas diferenciações de atividade e processo,
no que concerne realmente à nossa evolução. Trata essencialmente do fogo da mente.
Na nossa quinta raça-raiz a meta é o desenvolvimento da mente, pois ela é regida pelo
quinto raio, da mente concreta. Daí o tremendo avanço da ciência e da tecnologia. Por

281
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
outro lado, temos o objetivo do nosso Logos Solar, expressar Budi (Amor-Sabedoria-
Razão Pura) através de Manas (Mente, Atividade Inteligente). No Sistema Solar ou sua
encarnação anterior, Ele desenvolveu ao máximo a qualidade ou aspecto Inteligência
Ativa. Agora Ele quer cultivar e fazer crescer ao máximo seu Amor, no verdadeiro
sentido e não como a maioria da humanidade pensa. A ferramenta que Ele usa para tal
é a mente ou inteligência ativa. É por essa razão que o Mestre Tibetano dedica a maior
parte do seu livro ao estudo detalhado e profundo do fogo solar ou da mente. Não
esqueçamos que o Tratado sobre Fogo Cósmico é o seu livro mais importante, segundo
suas próprias palavras.

Todas as raças-raiz têm seu nascimento, coexistindo com o fnal da raça-raiz anterior
durante um certo período, para a transferência, assimilação e desenvolvimento das
conquistas culturais da raça que se fnda (o que nem sempre é bem feito), vindo em
seguida seu amadurecimento, suas conquistas, seu auge, sua glória e o declínio. Como
estamos na quinta sub-raça da quinta raça-raiz, já passamos da metade da raça. A
sexta sub-raça, da qual já existem exemplares encarnados, irá aperfeiçoar mais ainda o
intelecto, aliado ao amor. Na sétima sub-raça ocorrerá a consolidação do conquistado e
sua transferência para a primeira sub-raça da sexta raça-raiz, da qual também já
existem Egos encarnados, na realidade já há Egos com mentalidade da sétima raça e
até da quinta ronda, pois é questão de mentalidade e não de corpo físico. Se a
transferência for harmoniosa, clara e efciente, não haverá na realidade um declínio de
civilização, pois será tão grande a harmonia e o entendimento, que haverá uma
continuidade para atingir uma elevação e uma glória maiores. Mas se não ocorrer essa
harmonia, será realmente um declínio. Atualmente temos membros das sétimas sub-
raças atlantiana (a quarta) e lemuriana (a terceira) coexistindo com a quinta raça-raiz.
A explicação para essa coexistência não é para o momento.

Essa segunda parte está dividida em seis seções, de A até F, que são longas.

Após esse preâmbulo, comecemos o assunto.

Mestre Tibetano inicia o tema, fazendo considerações de suma importância. Diz Ele que
o que vai ser estudado é profundamente misterioso, constitui a base de tudo o que
vemos e conhecemos, objetiva e subjetivamente. Acabamos de estudar parcialmente o
polo da manifestação chamado matéria. O que vamos estudar agora abrange uma
variedade de coisas que, em termos gerais, podemos denominar consciência e, em
termos específcos, engloba os seguintes tópicos, o que lhe dá uma importância
fundamental:

282
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
a. A ciência da objetividade.

b. A manifestação do Filho através do Sol e suas esferas subsidiárias, ou seja, o


Sistema Solar em sua totalidade.

c. O desenvolvimento evolutivo da consciência no tempo e espaço, logo a evolução do


Espírito e da matéria.
Analisemos sucintamente cada tópico. O que é ciência da objetividade? É o estudo de
tudo aquilo que é exterior à nossa consciência. Envolve a natureza e seus fenômenos e
muito mais, como as relações humanas, com sua imensa gama de diferenciações.
Dentro dessa conceituação, em todos os planos existe objetividade.

Mesmo no cérebro físico, temos de separar a atuação dos neurônios da consciência


cerebral. Essa consciência é subjetiva e interior, mas os neurônios são objetivos,
embora forneçam insumos para a consciência, na sua ação eletro-bioquímica.

No item b entendemos a expressão do Logos Solar, servindo-se do Sistema Solar, com


seus planetas visíveis e invisíveis, para adquirir experiência, aprender, evoluir e adquirir
qualidades e poderes, simultaneamente prestando serviço a seus Semelhantes e
recebendo ajuda, pois sabemos que nosso Logos orienta e dá instruções a outros
Seres Cósmicos, pois Ele está na linha do segundo Raio (o raio dos Instrutores) e
também recebe instruções, como por exemplo do Logos de Sírius.

O item c é bem claro, signifcando o aperfeiçoamento da relação do Espírito com a


matéria, em sua ação recíproca, o que produz o aprimoramento de ambos. O Filho (a
relação, a consciência) faz o Pai (Espírito) e a Mãe (matéria) evoluírem até alcançarem
a meta planejada.

Vemos nitidamente que esses três tópicos são muito vastos, o que nos limita a dar um
conceito claro e geral do longo processo e gradual desenvolvimento da consciência.

Para que possamos prosseguir com o tema de forma inteligente e racional, é


conveniente que estabeleçamos perguntas básicas, que (embora conhecidas e
sabidamente de valor) servirão para o estudante de arcabouço, sobre o qual poderá
ser erigida a correspondente estrutura do conhecimento.

Se aquele que estuda a Sabedoria for capaz de captar de forma geral a natureza do
tema, ele poderá ordenar com mais facilidade e exatidão a informação detalhada,
colocando as diversas partes em seus devidos lugares.

Das respostas às perguntas básicas, poderemos fazer ilações e deduções, que

283
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
constituirão um conjunto de informações explicativas do processo evolutivo da
consciência, da matéria e da Mônada. Este parece-nos o melhor método.

Baseamo-nos na suposição de que essas perguntas surgem ao estudante da Doutrina


Secreta, que já está no ponto de perceber o grande Plano Divino, todavia é iniciante na
técnica de captar os detalhes desse Plano.

Vamos às perguntas:

I. Que relação existe entre o Filho e o Sol?

II. O que é a evolução e como se desenrola?

III. Porque o Sistema Solar evolui como dualidade?

IV. O que é a consciência? Que lugar ela ocupa no atual esquema das coisas?

V. Existe uma analogia direta entre um sistema solar, um planeta, um homem e um


átomo?

VI. O que é o aspecto mente e porque o princípio manásico ou mental é de tanta


importância? Quem são os Manasaputras ou Filhos da Mente?

VII. Porque a evolução se desenvolve ciclicamente?

VIII. Porque consideramos ainda certos conhecimentos como esotéricos e em outros


aspectos como exotéricos?

IX. Que relação existe entre :

1. os dez esquemas planetários?


2. os sete planetas sagrados?
3. as sete cadeias de um esquema?
4. os sete globos de uma cadeia?
5. as sete rondas de uma cadeia ao passarem por cada globo?
6. as sete raças-raiz e suas sete sub-raças?
Quando tivermos respondido breve e resumidamente a essas nove perguntas e
identifcado pelas respostas o que está oculto e impulsiona a evolução da consciência
do Filho e de tudo o que inclui esta expressão, estaremos prontos para estudar o Plano
mais inteligentemente e entender com maior exatidão a etapa imediata que devemos
alcançar, partindo do nosso atual desenvolvimento.

284
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Enfatizamos que a investigação e um entendimento mais profundos do Plano do Logos
não têm importância para o homem, a menos que ele consiga correlacionar o presente
com aquilo que ele crê encerrado no futuro, esteja seguro de seu desenvolvimento
alcançado e compreenda em que consiste o trabalho imediato a realizar durante o
processo gradual de obter plena consciência.

I. Que relação existe entre o Filho e o Sol?


Primeiramente temos de esclarecer quem é o Filho e qual sua função. Todo sistema que
faz jus ao adjetivo flosófco, reconhece universalmente dois fatores, Espírito e matéria,
Purusha e prakriti.

Há uma tendência de confundir os termos "vida e forma", "consciência e veículo de


consciência", com as palavras "Espírito e matéria". Tais vocábulos relacionam-se, mas a
confusão desaparecerá, quando for compreendido que, antes do nascimento de um
sistema solar (manifestação), é mais correto empregar as palavras Espírito e matéria.
Antes da manifestação, durante o descanso entre dois sistemas solares (pralaya ou
abstração), não existem consciência e forma nem tão pouco a vida expressando-se
como princípio atuante. Existe unicamente Espírito-substância, em estado de total
neutralidade, sem polaridade, sem movimento, ou seja, prevalece a passividade.
Esclarecemos que no pralaya de um sistema solar não existe o corpo físico cósmico do
Logos, isto é, os sete planos, do físico ao adi, foram desintegrados. Todavia o Logos
continua a se manifestar através do seu corpo astral cósmico, que também se
desintegrará mais tarde, quando ocorrerá o pralaya astral.

Isto signifca que estamos estudando o que ocorre com a substância que deu origem à
matéria adi, da qual se originaram os demais seis planos.

Essa substância retorna à situação de não diferenciada, existente antes da


manifestação. É por isso que ela se torna neutra, não havendo a forma para que o
Espírito se expresse, embora Ele continue atuando através da matéria astral cósmica.

Quando chega o momento em que o Logos vai iniciar seu novo ciclo de manifestação,
dá-se a polarização (cessando a neutralidade), advém a aproximação entre Espírito e
matéria, com sua ação e reação, começam o movimento e a vibração (oscilação) sob
novos moldes e ambos se utilizam. Então surge a forma, que vai ser impregnada pelo
Espírito ou Mônada, do que resultam a vida e a consciência em veículos adequados.
Portanto vida é o resultado da atuação do Espírito nas formas ou na matéria. Quando
ocorre a abstração ou o pralaya, a vida cessa, porque o Espírito se ausenta da forma,

285
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
mas a origem da vida, o Espírito, permanece. Quando um homem morre, sua vida física
cessa e seu corpo físico se desintegra, todavia a origem da sua vida, o Espírito (nesse
caso atuando através do Ego ou Alma), continua expressando a vida por meio do corpo
astral.

Concluímos então que o Sol (o Sistema Solar) é o Filho, resultado da aproximação ou


relação do Espírito (o Pai) com a matéria (a Mãe).

No próximo estudo daremos ao tema dessa pergunta o enfoque dos fogos.

Estudo 064

Segunda Parte do Tratado sobre Fogo Cósmico - Fogo Solar - Perguntas de Introdução
- Que relação existe entre o Filho e o Sol? (Da página 205 à 208)

Continuemos com a análise da pergunta I - Que relação existe entre o Filho e o Sol?,
sob o prisma dos fogos, ou seja, como é a parte operacional ou como se manifesta.

Comecemos usando a lei de Analogia e façamos comparações com fatos científcos do


dia a dia. Vejamos a geração de luz pela lâmpada elétrica comum, de todos conhecida.
Ela é feita de um flamento de tungstênio dentro de um bulbo de vidro, dentro do qual
foi feito o vácuo, para impedir a oxidação do flamento e a sua queima. Ao se ligar o
interruptor, fechando os contactos, os elétrons fuem do polo negativo do gerador para
o positivo, passando pelo flamento. Nessa passagem, os elétrons colidem com os
átomos do flamento, transferindo energia (fogo por fricção/elétrico) para os elétrons
orbitais dos átomos do tungstênio. Esses elétrons fcam excitados e saltam para uma
órbita exterior, de maior nível. Mas são obrigados a retornar para a órbita original e
devolvem a energia recebida na forma de fótons (luz). É também gerado calor.

A luz e o calor são portanto resultados do contacto entre os polos positivo e negativo.
Simbolicamente é um casamento, uma vez que é uma união.

Já sabemos que a Mônada ou o Espírito é fogo elétrico por excelência, quando atua na
matéria, sendo o polo positivo do grande GERADOR, que é o UNO ABSOLUTO INFINITO,
já explicado no início dos nossos estudos, AQUELE que não é nem Espírito nem
matéria, mas que pode assumir os dois modos de ser.

A matéria, o polo negativo, é fogo por fricção por excelência. Para o contacto dos dois
(o Divino Matrimônio), é necessário o fogo solar (o flamento de tungstênio), que ao

286
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
servir de meio de comunicação entre os dois polos, é excitado pelas suas energias e
irradia luz e calor cósmicos.

O relâmpago, de todos conhecido, gera luz e calor, sendo que o calor produz ondas
sonoras, que são ondas mecânicas, sequências de compressões e rarefações de
partículas (matéria), o nosso conhecido trovão, que a muitos assusta.

O relâmpago é o resultado do contacto da carga elétrica positiva da nuvem (que,


embora a ciência não saiba, é eletricidade solar) com a carga negativa da Terra (que o
Mestre Tibetano chama de fuido elétrico).

O comportamento do relâmpago já foi pesquisado pela ciência e foi comprovado que


ele tem particularidades não observadas em outros tipos de descarga elétrica que
forma arco.

O deslocamento do chamado líder escalonado e das partículas portadoras de carga


elétrica que o seguem, quando a tensão de ruptura é alcançada, não produz luz nesse
trajeto. Somente quando eles e seus seguidores entram em contacto com o fuido
elétrico da Terra, já próximo do solo, é que surge a luz e o calor.

De forma muito análoga, o fogo elétrico do Espírito ou Mônada,em contacto com o


fogo por fricção da matéria, gera o fogo solar, que produz luz e calor, que dá origem ao
som cósmico, sequências de compressões e rarefações, em muitas planejadas e
diferenciadas formas de onda, que farão surgir o sistema solar objetivo total, que inclui
os sete planos.

A luz, juntamente com o som, é a responsável pelas formas, sendo que a luz tem como
escopo principal a consciência. Não esqueçamos que a luz física é onda
eletromagnética, uma sequência de campos elétricos e magnéticos, formando ângulos
de noventa graus entre si.

No caso da luz cósmica, ela é também uma sequência de campos elétricos e


magnéticos ortogonais (em ângulos de noventa graus), só que aqui o campo elétrico é
uma região onde atua o fogo elétrico e o campo magnético é outra região onde atua o
fogo solar.

Nós temos um exemplo disso na física. A todo elétron em movimento está associado
um campo magnético que o envolve, em noventa graus de ângulo. Há outras leis na
Física, que ajudam a entender o assunto, como a lei de Lenz (eL = - di/dt), ou seja, a
força elétrica gerada pelo colapso do campo magnético é diretamente proporcional à
velocidade de queda da corrente elétrica geradora do campo magnético, em outras

287
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
palavras, quanto mais rapidamente o campo magnético cair a zero, maior será a
voltagem produzida. A expressão matemática di/dt é a derivada da corrente em
relação ao tempo. O sinal - (menos) signifca que a voltagem induzida é invertida em
relação à original. Mas a explicação da correlação dessa lei com o esoterismo fca para
mais tarde.

A multiplicidade de formas com que esses campos de fogo elétrico e fogo solar se
unem e interagem, em todos os planos, é a responsável pela construção dos veículos,
pelos quais a consciência se estabelece e evolui. Um exemplo é o Loto Egoico, tão
importante segundo o Mestre Tibetano e tão desconhecido, muito embora o Mestre
tenha dado um oceano de informações claras no Tratado sobre Fogo Cósmico, as quais
iremos estudar. É muito lamentável esse desconhecimento, pois o Mestre nos deu
pérolas e a grande maioria da humanidade as desprezou, preferindo fcar escrava das
religiões, em vez de buscar o verdadeiro conhecimento que liberta.

É o fogo solar que o Logos Solar quer desenvolver ao máximo neste atual Sistema
Solar. No anterior foi o fogo por fricção a meta. No próximo será o fogo elétrico.

Como o fogo por fricção já está bastante aperfeiçoado, quanto maior e mais intensa a
interação entre ele e o fogo elétrico, mais crescerá o fogo solar.

Essa linguagem técnica e científca do Mestre Tibetano é muito coerente, pois ela
explica a expressão de qualidades, assim como a Física explica as propriedades da
matéria. Assim como numa televisão, pela manipulação do elétron por meio de
capacitores, indutores, resistores, cristais de quartzo, transistores e diodos
armazenados em circuitos integrados (CI ou Chip), transformadores e o cinescópio (a
tela da imagem, TRC ou de cristal líquido), são reproduzidas imagens e obtidas
belíssimas nuances, que são qualidades de cores, da mesma forma, manipulando
partículas por meio de campos de força (campos de fogo elétrico e fogo solar)
gerados pelo Espírito, este expressa qualidades, intensifca-as, modifca-as e sintetiza-
as, resultando em aumento de poder.

Vejamos a evolução da consciência do homem, o microcosmo, nos três mundos


inferiores, físico, astral e mental. Ele é o contacto (ainda imperfeito na imensa maioria)
dos dois polos: Espírito (o Pai, a Mônada no céu, via Alma ou Ego) e a matéria, o corpo
(a Mãe). Este contacto produz o Filho de Deus individualizado, a unidade do Eu divino e
a reprodução exata em miniatura no plano mais denso do Grande Filho de Deus ou
Omni-Eu, que constitui em si mesmo a totalidade dos flhos em miniatura, dos Eu´s
individualizados e de todos e de cada um dos entes.

288
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
O microcosmo, sob o ponto de vista subjetivo, é um sol em miniatura, que se distingue
pelas qualidades de luz e calor, sendo a luz seu conhecimento e o calor seu amor e
vigor com que se empenha no serviço coerente com seu nível evolutivo.

Na atualidade essa luz está oculta, como dentro de um cristal opaco, que ainda não foi
trabalhado. À medida que for sendo burilado pela Alma, o cristal vai se tornando
transparente e translúcido, ao mesmo tempo em que a luz interna aumenta seu brilho e
intensidade, tornando-se então visível e radiante.

No momento o calor microcósmico é mínimo, ou seja, a radiação magnética entre os


entes microcósmicos é pouco sentida (segundo o signifcado oculto da palavra), porém
com o tempo irá aumentando, não só pela ação da chama interna, como pela
assimilação das radiações dos outros microcosmos e atingirá tal proporção, que a
interação entre os Eu´s individualizados resultará na perfeita fusão da chama e do
calor em cada um, o que signifca a sintonia exata entre os três fogos: elétrico, solar e
por fricção.

Isto prosseguirá até um nível de sintonia, em que haverá "uma só chama com
incontáveis chispas" e o calor será geral e equilibrado, o fogo por fricção será
harmonioso, sem nenhum ponto de confito ou dissonância.

Quando essa situação for atingida e cada Filho de Deus se torne um Sol perfeito,
caracterizado pela luz e pelo calor perfeitamente expressados e sintonizados, com o
máximo de vigor e todas as qualidades exigidas em total atividade e visíveis e sentidas
em todo o sistema, então o Sistema Solar, o Filho Maior de Deus, será um Sol perfeito.

A glória será tão grande, que será radiante e visível, resplandecendo em todo o espaço
do Logos Cósmico, ao qual nosso Logos Solar está subordinado, chamando a atenção
não só do próprio Logos Cósmico, que fcará jubiloso pelo seu Filho, como também dos
Logos irmãos, que serão benefciados pela radiação cósmica.

Nesse estado será estabelecida uma conexão consciente com seu centro cósmico, seu
Logos Cósmico. Isso signifcará a liberação do Filho e Seu retorno à longínqua fonte
que originou o impulso primordial.

Em consequência temos o seguinte:

1. O Filho é o resultado da união do Espírito com a matéria e pode ser considerado


como a totalidade do Sistema Solar: o Sol, os sete planetas sagrados e os cinco não
sagrados.

289
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
2. O Filho se manifesta através de suas qualidades, que se expressam materialmente
como luz e calor, como é o Sol com suas propriedades.

3. O Filho é o produto da união elétrica do fogo elétrico com o fogo por fricção e é
também fogo solar, resultante desse contacto, que gera luz e calor, que se vê e se
sente. O fogo solar é pois o relacionador.
No próximo estudo concluiremos essa primeira pergunta, para ingressarmos na
segunda: O que é a evolução e como se desenvolve? , que é um assunto de extrema
importância, porque nos esclarecerá os motivos e objetivos pelos quais estamos neste
mundo material, passando por tudo isso, para onde iremos e nos fornece orientação
para a libertação.

Estudo 065

Segunda Parte do Tratado sobre Fogo Cósmico - Fogo Solar - Perguntas de Introdução
- I - Que Relação existe entre o Filho e o Sol? (Final) - II - O que é a Evolução e como se
desenvolve? (Da página 208 à 210)

Continuemos nosso estudo sobre a relação existente entre o Filho e o Sol. Vimos três
conclusões decorrentes dessa pergunta, veremos agora a última, a mais abrangente e
sintética.

O Filho, visível e invisível, é por conseguinte a manifestação intermediária produzida,


ocultamente falando, tanto para o que está acima, como para o que está embaixo.
Dissemos visível e invisível, porque por Filho não estamos só nos referindo à matéria
física, acessível aos nossos sentidos, quer direta quer indiretamente, como as ondas
eletromagnéticas e partículas só detectáveis por aparelhos especiais e pelos efeitos:
raios cósmicos, infravermelhos, ultravioletas, elétrons, íons, neutrinos e outras
partículas. Incluímos também a invisível: as partes etérica, astral, mental e causal, que
constituem a invisível aos olhos físicos e aos instrumentos da ciência.

Assim, no caso do Logos Solar, o Filho, em seu próprio plano, o mental cósmico, é o
corpo egoico do Logos, melhor dizendo, seu Loto Egoico. Igualmente, no caso do
homem, o microcosmo, seu Loto Egoico, cujo envoltório ou campo de força gerado é o
corpo causal, é o resultado do contacto da Mônada do homem com a matéria mental,
sendo portanto o Filho.

290
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
No homem o corpo egoico está apenas em processo de formação, na maioria da
humanidade, mas nos Iniciados já está em adiantada fase e, conforme a Iniciação, em
fase fnal. A partir da segunda, o adiantamento é enorme, na terceira ocorre a fusão
plena do Ego com a personalidade, signifcando a grande proximidade do
aperfeiçoamento (para esta etapa), que será alcançada na quarta, quando será
destruído, por não ser mais necessário, iniciando-se uma nova etapa, a partir do corpo
búdico.

Igualmente o Filho Maior, o corpo de expressão do Logos Solar, seu Corpo Egoico, está
também em processo de formação e aperfeiçoamento. Seus corpos inferiores
cósmicos, mental, astral e físico, ainda carecem de retoques. É aí que entra a nossa
tarefa para com Aquele que nos deu a Vida. O Logos Solar só atingirá a sua perfeição e
meta previstas, quando todas as células do seu corpo, que somos nós, tiverem
alcançado suas perfeições e metas previstas, que, embora num nível bem abaixo do
nível do Logos, não deixam de ser perfeições, relativas, é lógico.

Somente quando nós tenhamos conquistado, por esforço próprio e com plena
consciência, a Vida Plena estável, de que falou o Sr. Maitreya no Sermão da Montanha,
através do corpo físico do Mestre Jesus, é que nosso Pai Maior, o Logos Solar,
conseguirá seu lugar entre as constelações celestes (os Filhos de DEUS em sentido
cósmico), quando sua Luz, sua radiação e seu resplendor sejam vistos e sentidos
perfeitamente.

O Filho nos Céus não resplandecerá, até que cada uma das células de seu corpo seja
uma esfera de radiante glória ou, falando esotericamente, uma chama de fogo e luz e
uma fonte de radiação magnética ou calor.

Como sabemos, nosso Sol, sob o ponto de vista cósmico, é de quarta ordem e está no
plano cósmico inferior, o físico cósmico, que signifca que Ele está encarnado
fsicamente.

Quando o Logos tiver alcançado, através do seu corpo egoico, o Filho, plena e total
expressão por meio do seu Sistema Solar, o que signifca ter aperfeiçoado sua emissão
de luz e calor, é que brilhará em outro plano, o mental cósmico.

Temos a analogia disso no homem, o microcosmo. Quando a luz do homem (sua


Sabedoria e seu Amor) brilhe plenamente e sua radiação magnética e seu calor (sua
Sabedoria e seu Amor servindo e aquecendo a todos) tenham alcançado uma interação
viva ou atividade grupal, é que o homem terá logrado a plena autoexpressão e incluído
em sua esfera de infuência e controle o plano mental, ou seja, aprenderá a viver

291
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
correntemente com total domínio no plano mental, tão bem como vive no plano físico.

Então será considerado um Mestre, embora também de quarta ordem, um quaternário,


porque ainda dependerá de quatro componentes: corpos mental, astral e físico e
personalidade.

Fisicamente os subplanos etéricos são seu centro de vida, assim como o Sol e os
planetas existem em matéria etérica (em sentido cósmico, da matéria búdica para
cima).

Assim como é em cima, é em baixo. Logo a relação entre o Filho, o Pai e a Mãe, no que
diz ao Sol, é a mesma existente entre o homem e o veículo pelo qual atua. É Seu modo
de agir, Seu modo de expressão, Sua ferramenta de trabalho, que Ele anima com a Sua
vida para:

a. adquirir experiência,

b. fazer contactos,

c. desenvolver total conhecimento de Si mesmo,

d. alcançar total domínio e controle de Seus veículos,

e. chegar cosmicamente à "maturidade". O Cristo cósmico deve conquistar a estatura


do "homem plenamente maduro", como diz a Bíblia.

f. expandir Sua consciência.


Estas etapas serão alcançadas nos níveis cósmicos, exatamente como o homem
persegue ideais semelhantes no sistema, que são os planos cósmicos físico, astral e
mental. Por aí se vê o quanto a ciência ainda desconhece a respeito do Sistema Solar
como um Todo, quando são incluídos os corpos cósmicos inferiores do Logos Solar.

II. O que é a Evolução e como se desenvolve?

1. Ciclos de Vida.
Limitar-nos-emos a tratar brevemente do processo evolutivo e a indicar que o método
de evolução consiste em adequar o aspecto matéria ao aspecto Espírito, para que o
primeiro seja um instrumento perfeito de expressão para o segundo. Na realidade a
ação é recíproca. O Espírito age pela matéria, manifestando o que quer, ela reage e se
modifca; na ação o Espírito se exercita e melhora, exercendo uma atuação mais
avançada na matéria já um pouco melhor e assim o progresso segue num ritmo

292
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
crescente, até chegar à perfeição de ambos. É esse o verdadeiro signifcado da
expressão "redimir a matéria", da Bíblia.

O ciclo de vida do Filho (o Sistema Solar) é de cem anos de Brahma (trezentos e onze
trilhões e quarenta bilhões de anos terrestres), referindo-se a uma encarnação do
Logos. Semelhantemente o ciclo de vida do homem, sua encarnação, é de um certo
número de anos, dependendo de seu Karma.

Em seu ciclo de vida, o homem expressa em sua etapa particular tudo o que adquiriu e
conquistou, desenvolvendo-o gradualmente desde o período pré-natal, em que o Ego
infui sobre o aspecto matéria (seus veículos em construção), com uma intensidade
muito variável, quase nula no homem primitivo e iniciante, um pouco maior no homem
mais avançado e com intensidade crescente a medida que se adianta no caminho.

Prossegue o desenvolvimento com mais ênfase, quando o Ego toma posse dos
veículos. Esse desenvolvimento varia conforme o nível evolutivo do Ego. Ele deve
desenvolver com mais plenitude a autoconsciência e, caso esteja progredindo
normalmente, expressar-se com mais propriedade através de seus veículos.

Em cada ciclo menor de vida, dentro do grande ciclo do Ego, completa-se cada vez
mais essa expressão, os corpos são mais controlados e o Ego passa a se realizar com
mais consciência, até que chega uma sucessão culminante de vidas, em que o Ego
domina rapidamente e assume total autoridade. A forma torna-se completamente
adequada, dá-se a plena fusão dos dois polos, Espírito e matéria e a luz (fogo solar) e o
calor (irradiação do fogo por fricção) são vistos e sentidos em todo o ambiente.

Durante o grande ciclo do Ego, há vários ciclos de maior e menor importância, ou seja,
ciclos de sucessão de encarnações em que o avanço é maior e ciclos em cujas
encarnações a velocidade ou taxa de evolução é menor.

Quando ocorre a fusão do Espírito com a matéria, melhor dizendo, quando ocorre a
fusão do Ego com a personalidade na terceira Iniciação, a adequação da forma às
necessidades do Ego é perfeita, todavia o Ego é a manifestação da Mônada (Espírito)
no plano causal, que é matéria, superior sim, mas matéria, para Ela. Isso quer dizer que
essa fusão Espírito/matéria nessa etapa é relativa, sendo necessária outra fusão em
nível mais elevado. Na Iniciação seguinte, a quarta, o Ego consegue a liberação da roda
de encarnações, fcando totalmente livre dos planos físico, astral e mental.

Aí a Mônada abandona a forma inferior ou a conserva, uma vez que Ela mantém a
Tríade Inferior, que é a base dos veículos inferiores, quando quer realizar um trabalho

293
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
específco consciente junto à humanidade encarnada.

Na quarta Iniciação os três fogos, elétrico, solar e por fricção sintonizam-se


perfeitamente e percebe-se com toda a clareza o esplendor e a glória do fogo solar.

Elevemos esses fatos desde o homem, como unidade individualizada de consciência,


até os grandes Homens Celestiais, os Logos Planetários, em um de cujos corpos o
homem é uma célula. O corpo de expressão de cada Logos Planetário sagrado é um
planeta sagrado. Eles perseguem o mesmo objetivo que o homem, só que num nível
bem mais elevado. Na realidade, os Logos Planetários não sagrados, como o nosso,
também perseguem o mesmo objetivo, nesse caso tornarem-se sagrados, o que implica
uma Iniciação cósmica maior. Em termos do nosso Logos Planetário e da nossa
humanidade, a meta para a atual cadeia, a quarta, é que pelos menos 2/3 da
humanidade total (encarnada e desencarnada) recebam a quinta Iniciação, a da
Revelação, na qual o homem será um Adepto. Nessa Iniciação são revelados ao Iniciado
os sete caminhos, dos quais terá de escolher um na sexta Iniciação, da Decisão. Ele tem
o tempo entre elas para decidir, mas esse tempo não é muito longo. É por esses sete
caminhos, que na realidade são cursos, que ele verá a glória e as responsabilidades
que lhe estão reservadas.

Todos Eles querem obter em seus altos níveis a plena e total expressão de suas
consciências aperfeiçoadas através de seus veículos, os planetas, incluindo tanto o
reino humano neles evoluindo como os demais. Quando tal acontecer, haverá também a
fusão dos três fogos em espiral elevadíssima, a luz de cada um será vista e o calor
sentido em todo o Sistema Solar, ocorrendo uma intensa interação entre todos Eles,
com forte atração e união. Cosmicamente serão vistos como uma imensa esfera de
fogo, de cores nunca vistas nem imaginadas.

Subamos mais ainda, até incluir o Filho Maior e todo seu Sistema Solar. A sua meta é
também expressar plenamente sua Consciência aperfeiçoada através de todo seu
Sistema, incluindo os sete planos. Sua Luz e seu Calor devem ultrapassar os limites de
Seu "circulo não se passa", atingindo Sistemas Solares vizinhos e Seu Polo Cósmico
oposto, essa constelação que é o oposto magnético do nosso Sistema Solar.

No próximo estudo iremos estudar o objetivo das Unidades de Consciência, o homem,


o Homem Celestial e o Homem Cósmico.

294
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Estudo 066

Segunda Parte do Tratado sobre Fogo Cósmico - Fogo Solar - Perguntas de Introdução
-II - O que é a Evolução e como se desenvolve? - 2 - Objetivo das Unidades de
Consciência - 3 - Unidades de Consciência em Manifestação(Da página 210 à 213)

Veremos agora o objetivo das Unidades de Consciência. O que são unidades de


consciência? São todas as Mônadas em estado de individualização, como os homens,
em qualquer esquema, Iniciados de qualquer nível, os Logos Planetários, o Logos Solar
e Maiores. Todos são centros de consciência, em seus respectivos campos de evolução.

2. Objetivo das Unidades de Consciência


Em todo o plano evolutivo está presente a ideia de fusão e união. Por isso todos Eles
têm por meta:

a. fazer seu calor ultrapassar seu "escudo não se passa"

b. resplandecer sob o ponto de vista esotérico, ou seja, pelo seu vigor interior e
demonstrando sua luz ou objetividade ígnea, o que signifca irradiar seus fogos
elétrico, solar e por fricção;

c. expandir-se até abranger o que está além de sua esfera imediata;

d. fundir e sintetizar os fogos elétrico e por fricção, para produzir o fogo solar com
perfeição;

e. aperfeiçoar o corpo, para que ele expresse com fdelidade o Espírito;

f. fundir ou sintonizar a essência de sua própria forma, qualifcada segundo a Ciência


Divina (o Plano Divino), com as essências de todas as formas - nas esferas humana,
planetária e cósmica;

g. conseguir a maturidade, como homem, como Logos Planetário e Logos Solar;

h. dominar os três planos inferiores, físico, astral e mental, no que respeita ao


homem;

i. dominar os cinco planos, do físico ao átmico, no que respeita ao Homem Celestial;

j. dominar os três planos cósmicos, físico, astral e mental, no que toca ao Filho Maior
ou o Logos Solar. Essas três áreas de domínio referem-se à situação de encarnado,
ou seja, o homem encarnado em seu corpo físico, o Homem Celestial encarnado num

295
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
planeta físico, com sua consciência física no plano búdico e o Logos Solar encarnado
num Sistema Solar, com sua consciência física no plano adi.
Podemos resumir tudo o que foi dito acima na expressão : "crescer continuamente,
através da luta e do esforço".

3. Unidades de Consciência em Manifestação


Se analisarmos profundamente os objetivos explicados acima, concluiremos que cada
unidade de consciência ocupa seu lugar no Plano Divino e que a palavra evolução no
contexto signifca desenvolvimento gradual, em tempo e espaço, da capacidade
inerente de um ser humano, um Homem Celestial e do Grande Homem dos Céus.
Devem ser considerados o lugar e a posição que cada um ocupa, em relação aos
outros, pois ninguém pode evoluir sem os demais, o que signifca a ação refexa do eu e
do não-eu, já explicada anteriormente.

Logo nós temos:

a. O Filho, o Grande Homem dos Céus. Expressa-se por meio do Sol (o Sistema
Solar), com os sete Planetas Sagrados, cada um personifcando um de seus sete
princípios, da mesma forma que Ele, como um Todo, personifca um princípio do
Logos Cósmico (no caso o Amor-Sabedoria-Razão Pura cósmicos).

b. Um Homem Celestial. Expressa-se por meio de um planeta (na realidade por meio
de um esquema de sete globos), sendo responsável por um princípio do Logos
Solar. Desenvolve-se igualmente através de sete princípios, fonte de sua unidade
essencial com os demais Homens Celestiais. Como o Grande Homem Celestial, o
Logos Solar, está desenvolvendo o princípio Amor-Sabedoria-Razão Pura, cada
princípio do Homem Celestial é um subprincípio daquele.Temos então, quanto ao
Homem Celestial a seguinte situação: Ele desenvolve em primeiro plano um
princípio subsidiário do Amor-Sabedoria-Razão Pura do Logos Solar e em segundo
plano Ele cultiva mais seis princípios subsidiários. Em outras palavras, se o Logos
Planetário é responsável pela qualidade Vontade (primeiro raio), Ele manifesta
Amor voluntarioso, se for a Inteligência Ativa (terceiro raio), a manifestação será de
Amor Inteligente Ativo, se for Amor, então a manifestação será Amor Puro e assim
com os demais princípios. Sempre sobressairá o princípio do Logos Solar.

c. Um Ser Humano. Também se expressa por meio de uma forma, no plano físico,
possuindo sete princípios e se esforça para desenvolvê-los em cada ciclo de vida.
Tem sete chacras ou centros, que expressam os sete princípios, todavia tem uma

296
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
vibração fundamental, que depende do princípio que seu Logos Planetário está
manifestando.
Assim temos:

O Logos Solar

Pai - Espírito (Mônada Solar) Mãe (Matéria)

Geram o Filho ou o Grande Homem dos Céus, o Ego Logoico autoconsciente, que evolui
por meio de:

O Sol e os sete Planetas Sagrados, cada um personifcando:

Um princípio cósmico, com seis diferenciações, pelo método de:

1. Expansão, estímulo vibratório, interação magnética ou a lei de atração e repulsão.

2. Progressão cíclica, repetição rotatória, simultaneamente com ascensão em espiral


e desenvolvendo:
a. a qualidade Amor-Sabedoria-Razão Pura, utilizando a forma por meio da
Inteligência Ativa (a Mente);
b. plena autoconsciência;
c. um perfeito Sistema Solar, adequado às necessidades da Mônada imanente.
A mesma metodologia classifcatória pode ser empregada para demonstrar a
semelhança do processo no caso do Homem Celestial e do ser humano.

Vejamos no caso do homem:

Mônad - matéria
--
a - causal
gera
m
Ego ou Alma (o Filho)
trabalha com
os três corpos inferiores, físico, astral e mental, cada um com sete chacras, cada um
personifcando um princípio e tendo seis diferenciações desse princípio, totalizando
sete. Trabalha da seguinte forma:

1. procurando expandir a consciência, buscando o conhecimento de tudo,


intensifcando conscientemente sua frequência vibratória e, relacionando-se com o

297
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
não-eu, exercita a Lei de atração e repulsão;

2. procurando sempre crescer e subir, vive a Lei de Progressão cíclica, pratica a


repetição rotatória, ou seja, repete experiências para consolidar as qualidades
resultantes e fortifcando-as, ascendendo assim em espiral de raio cada vez maior (as
encarnações). Ao fazer tudo isso, desenvolve:

a. o Amor-Sabedoria-Razão Pura, servindo-se da forma e empregando a Inteligência


Ativa, ou seja, age inteligentemente, buscando sempre entender e não às cegas;

b. a plena autoconsciência, pela sua expansão contínua, que passa a ser sua
característica, no esforço de tudo analisar para compreender, o que quer dizer, no
uso constante da mente analítica, no princípio usando a concreta, ideias com
formas, com o tempo, dependendo de sua velocidade de atividade mental (taxa
mental), utilizando apenas a mente abstrata, trabalhando somente com ideias e
conceitos sem formas e vendo as relações existentes entre os conceitos e ideias,
desse modo. Com isso aproxima-se rapidamente (novamente dependendo de sua
taxa mental) da ativação de seu corpo búdico, em particular da verdadeira intuição
(sentido do corpo búdico análogo ao paladar do corpo físico);

c. veículos perfeitos para as necessidades de manifestação e exteriorização da sua


Mônada.
Continuaremos a seguir, quando faremos uma análise dos esquemas planetários,
dentro desse tema e entraremos na pergunta III - Porque o Sistema Solar evolui como
dualidade?

Estudo 067

Segunda Parte do Tratado sobre Fogo Cósmico - Fogo Solar - Perguntas de Introdução
- II - O que é a Evolução e como se desenvolve? - 3 - Unidades de Consciência em
Manifestação (fnal) - III - Porque o Sistema evolui como Dualidade? - 1 - O Problema da
Existência (início) (Da página 213 à 216)

No estudo anterior aplicamos ao homem a classifcação usada pelo Mestre Tibetano


para a manifestação das Unidades de Consciência, o que somos realmente.

Falemos agora um pouco dos Logos Planetários, dentro desse prisma. Todos as

298
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Mônadas em evolução no atual Sistema Solar estão sob a tutela de um Logos
Planetário. No nosso caso, nosso Logos é o do esquema da Terra, que no momento está
se manifestando pelo planeta Terra, tendo mais seis globos de matéria sutil dentro do
seu esquema, na atual quarta cadeia.

O Mestre pergunta porque existem dez esquemas e em consequência, dez planetas,


sendo sete sagrados e três ocultos e diz que a resposta dada será que os sete planetas
sagrados oportunamente se fundem em três e fnalmente os três em um.

É evidente essa resposta tem analogia com os sete raios. Esses sete raios na
manifestação são distintos, porém com o tempo se sintetizam. Os quatro menores
fundem-se no terceiro e fnalmente os três maiores no sintético, o primeiro, que é um
sub-raio do segundo, Amor-Sabedoria-Razão Pura, chamado o Dragão de Sabedoria, a
serpente oculta mordendo sua cauda, como diz H.P. Blavatsky, sendo essa a meta do
nosso Logos Solar.

Temos pois três raios principais ou maiores, mas são vistos sete durante o processo
evolutivo.

Quanto aos Homens Celestiais que atuam por meio de planetas, temos portanto três
planetas sintetizadores e quatro, que oportunamente se fundem, até que os três
tenham absorvido a essência dos quatro. Finalmente um absorve a essência dos três,
completando-se assim o trabalho. Esse assunto de síntese será melhor explicado mais
tarde.

Alertamos para a necessidade de discernir entre os planetas e os trabalhos de síntese.


É muito importante ter bem clara na mente essa distinção, para que certos detalhes
sejam bem entendidos. Quando falamos em total de planetas, estamos contando os
corpos de manifestação dos Logos Planetários. Quando nos referimos ao processo de
síntese e efetuamos a contagem, obviamente o total será diferente.

Isto ocorrerá dentro de milhões de anos, durante o inevitável período de gradual


obscurecimento do nosso Sistema Solar.

Quatro dos Homens Celestiais Sagrados encontrarão Seus polos magnéticos opostos e
se fundirão. Chamamos a atenção para o fato de que essa fusão de dois em um não
signifca que Eles percam a identidade. O que acontece é semelhante ao matrimônio
humano. Quando um homem se une a uma mulher pelo casamento, inicia-se uma
família, mas os dois continuam indivíduos distintos, unidos pela afnidade e sintonia.
Inicialmente fa-lo-ão entre Si, fundindo-se os Raios negativo e positivo, transformando-

299
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
se os quatro em dois. Por positivo e negativo queremos dizer a polaridade do Logos
Planetário. Por exemplo o Logos de Vênus é de polaridade feminina, portanto negativa,
sendo seu polo positivo ou masculino o nosso Logos Planetário. Quando os Dois se
unirem no Divino Matrimônio, serão dois em um. Nesse processo, as qualidades de
ambos se intercambiam, porque um aprende com o outro, dando-se assim a síntese.
Portanto no fnal, quando todos os Logos estiverem unidos, teremos em manifestação
um só Raio dominante e glorioso, manifestando-se através de todos os Logos
Planetários, porque terão alcançado uma perfeita sintonia, pela síntese de dois em um,
quando quatro se manifestam como dois, depois esses dois sintetizados sintetizam-se
em um, esse um sintetiza-se no Raio maior de Inteligência Ativa - que na nossa
Hierarquia Planetária é representado pelo Mahachoan.

A fusão e síntese continuarão até ser conseguida a unidade do Sistema e o Filho tenha
realizado seu propósito, Amor-Sabedoria-Razão Pura perfeitos. Sua Luz resplandecerá
cosmicamente. Seu raio magnético tocará a periferia de seu Oposto Cósmico,
consumando-se o Matrimônio do Filho e as duas Unidades Cósmicas de Consciência se
unem e se fundem.

A Unidade Cósmica que é o Oposto Solar por ora é um enigma, embora seja insinuada
na Doutrina Secreta, em: vol. II, chamada, 342, 201,112, vol. IV, 323, 183, 339-340,
118-119, vol. III, 391, 415-416, 342 e em outros livros sagrados.

Uma insinuação velada encontra-se na relação existente entre as Plêiades e a Terra.


Quando a precessão dos equinócios avançar mais, ou seja, quando o Sol chegar a uma
certa posição em seu giro dentro do zodíaco, perceber-se-á claramente a exata relação
existente.

Esclareçamos um pouco o que foi dito sobre os dez esquemas. No livro Astrologia
Esotérica, Mestre Tibetano cita sete planetas sagrados e cinco não sagrados, sendo o
nosso não sagrado. totalizando doze, existindo consequentemente doze Logos
Planetários, cada um com seu esquema de sete globos. Na época em que o Tratado
sobre Fogo Cósmico foi escrito, 1925, o planeta Plutão ainda não havia sido
descoberto, portanto era oculto, sendo conhecidos pela ciência da época os seguintes:
Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urânio e Netuno, num total de oito.
Vulcano era e ainda é desconhecido pela ciência, embora o astrônomo francês Urbain
Jean Joseph Leverrier tenha previsto a existência de Vulcano entre Mercúrio e o Sol,
de acordo com o que o Mestre Tibetano diz. Leverrier previu e existência de Netuno em
1846, através de cálculos baseados nas irregularidades da órbita de Urano. Existe uma

300
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
perturbação na órbita de Mercúrio, chamada precessão do periélio de Mercúrio, que
pode ser causada pela presença de Vulcano. Portanto não há nenhuma contradição nas
palavras do Mestre, quando levamos em consideração o que explanamos acima com
referência à distinção entre planetas e o trabalho de síntese.

Atualmente são nove planetas reconhecidos pela ciência. Com Vulcano, Sedna,
descoberto recentemente e Quíron, ainda não descoberto pela ciência, o total chega a
doze.

Esse trabalho de síntese dos raios em um só, cada Mônada encarnada, o homem,
deverá fazer também. O processo de nascer, em cada encarnação, sob um signo do
zodíaco, objetiva despertar as qualidades dos raios, para que o homem gradativamente
as vá assimilando, tornando-as propriedades suas e, no fnal, consiga sintetizá-las num
raio único. Mesmo havendo diferenciações entre as diversas unidades de consciência
humanas, no fnal todas deverão expressar com maior ênfase o raio sintético, primeiro
sub-raio do Amor-Sabedoria-Razão Pura. É lógico que algumas unidades terão êxito
rapidamente, muito antes da maioria, no atual período global, porém serão bem
poucas. Muitas fracassarão nesta quarta cadeia. Mas terão oportunidade na próxima,
embora com maiores exigências.

Aqui encerramos a pergunta II.

III - Porque o Sistema evolui como Dualidade?

1 - O Problema da Existência
Esta pergunta é uma das mais difíceis e complexas da metafísica e sua resposta
envolve todo o grande mistério da razão da existência e da objetividade.

"Por qual razão DEUS criou ou se transformou, sem deixar de ser ELE MESMO? Porque
nos impõe a existência?", são perguntas feitas em muitíssimas ocasiões pelos homens
de todas as escolas de pensamento, pelos religiosos e pelos cientistas em busca para
achar a verdade fnal e em seu esforço para descobrir e entender o motivo de todo o
mundo visível e obter a explicação da vida sensória; pelos flósofos, ao buscarem o que
anima a subjetividade. Essa pergunta também foi expressa por todas as civilizações e
todo o tipo de pessoa por meio das ciências morais e da ética; pelos biólogos, em seu
empenho persistente para descobrir a fonte da vida e em seu ansioso esforço para
explicar o princípio dela, que sempre escapa de suas investigações; pelos matemáticos
que, ao considerarem o aspecto forma da manifestação nas distintas áreas da
matemática, concluem que DEUS geometriza, que a lei e a medida regem todo o

301
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
universo e que o uno existe por meio dos muitos, sendo prova disso a busca incessante
dos cientistas da energia única que engloba todas as demais, porém, apesar de tudo,
são incapazes de resolver o problema com respeito a quem pode ser essa Entidade
geometrizadora.

O problema persiste e todos os caminhos de aproximação para achar uma solução


terminam no beco sem saída das hipóteses e no reconhecimento de algo último, tão
evasivo que os homens vêm-se forçados aparentemente a reconhecerem que existe
uma fonte de energia, de vida, de inteligência, à qual dão distintos nomes, de acordo
com a tendência de suas mentes, religiosas, cientistas ou flosófcas: Deus, Mente
Universal, Energia, Força, o Absoluto, o Desconhecido. Estes e muitos outros termos
são os pronunciados por aqueles que, por meio do aspecto forma, procuram o
Morador da forma que não puderam achar ainda.

Esse fracasso se deve às limitações do cérebro físico e à falta de desenvolvimento do


mecanismo pelo qual se pode conhecer o espiritual e oportunamente estabelecer
contacto com o Morador.

O problema da dualidade é o problema da existência mesma e não pode resolvê-lo


quem se negue a reconhecer a possibilidade de dois fatos esotéricos:

1 - Que o Sistema Solar personifca a consciência de uma Entidade, cuja origem está
fora do "círculo não se passa" solar.

2 - Que a manifestação é periódica e a lei de Renascimento o método evolutivo do


homem, do Logos Planetário e do Logos Solar. Daí a ênfase posta no prólogo da
Doutrina Secreta sobre os três seguintes fundamentos:

a - O Princípio Imutável e Ilimitado.


b - A Periodicidade do Universo.
c - A Identifcação de todas as Almas com a Superalma.
Assim que os cientistas reconheçam os dois fatos mencionados, suas explicações terão
um sentido diferente e a verdade, tal qual é, começará a iluminar sua razão. Poucos
homens estão preparados para receber a iluminação, que simplesmente é a luz da
intuição que derruba as barreiras erigidas pela faculdade de raciocinar. Com o tempo
reconhecer-se-á que a dualidade do Sistema Solar depende dos seguintes fatores:

a - Da própria existência.
b - Do tempo e do espaço.

302
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
c - Da qualidade desejo ou necessidade.
d - Da faculdade aquisitiva inerente à vida mesma. Essa faculdade, por meio do
movimento, reúne em si o material com que satisfaz seu desejo, construindo a
forma mediante a qual trata de se expressar, confnando-se ela mesma dentro da
prisão do envoltório, para adquirir experiência. Em resumo são as três Leis
fundamentais: da rotação, da espiral cíclica e da progressão.
É correta a suposição de que esta teoria admite uma poderosa Inteligência, que age de
acordo com um plano ordenado, conscientemente toma forma e encarna, com o
objetivo de cumprir seu próprio propósito específco. Esta hipótese constitui por si só
o fato fundamental que subjaz nos ensinamentos orientais e geralmente é aceito pelos
pensadores de todas as escolas de pensamento do mundo, embora o expressem e
percebam de diferentes maneiras. Tudo o que foi dito acima é apenas uma
apresentação parcial da Ideia real, porém, devido às limitações do homem na atual
etapa de evolução, é sufciente como base prática sobre a qual se pode erigir o templo
da verdade. Vemos que é necessária muita capacidade de pensamento abstrato e
conceitual, ou seja, mente abstrata.

Esta Entidade, denominada Logos Solar, em hipótese alguma é o Deus pessoal dos
cristãos, o qual é, nem mais nem menos que o próprio homem, que se expandiu até se
transformar num ser de enorme poder, sujeito às virtudes e vícios próprios dele. O
Logos Solar é muito mais que o homem, pois é a soma de todas as evoluções dentro do
Sistema Solar, incluindo a humana, que se encontra no ponto médio com referência às
demais evoluções.

De um lado alinham-se as hostes de seres que são mais que humanos, os quais em
kalpas (períodos) passados alcançaram e transpuseram a etapa em que se encontra
agora o homem. De outro lado encontram-se as hostes das evoluções sub-humanas, as
quais alcançarão em kalpas futuros a etapa da humanidade atual. O homem acha-se no
meio de ambas e no ponto de equilíbrio, residindo aí seu problema. Não participa
totalmente do aspecto material da evolução nem é a pressão total do Terceiro Logos, o
aspecto Brahma da Divindade, essa expressão da energia pura ou inteligência que
anima esse algo tênue denominado substância.

Mas o homem também não é totalmente Espírito, a expressão do Primeiro Logos, o


aspecto Mahadeva, uma expressão da vontade pura ou o necessário desejo que impele
à manifestação. Constitui a causa primordial e fundamental ou a grande vontade de
ser. É o produto da união de ambos e também o lugar de reunião da matéria ou
substância inteligente ativa com o Espírito ou vontade fundamental. É o flho nascido

303
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
desse matrimônio ou união. Entra na objetividade para expressar aquilo que está
localizado entre os dois opostos, acrescido do resultado da fusão de ambos dentro de
si mesmo.

Com as explicações dadas anteriormente, torna-se fácil entender o que foi dito acima.
A evolução é um contínuo transformar-se para melhor e para mais alto. Para tal, mister
se faz viver intensamente. Mas esse viver intensamente não é o que maioria imagina,
mas sim buscar incessantemente o conhecimento, aplicando-o constantemente,
intensifcar as emoções sadias, usando a mente, ou seja, sabendo o que está sentindo,
para não se deixar dominar pelas más emoções, usar muito os sentidos, todos eles, em
particular o tato e seus derivados, o paladar e o olfato, mais esse. Não confundir usar o
paladar com ceder à gula. Usar o paladar é prestar atenção ao sabor dos alimentos e
do que é ingerido. Em suma, colocar a mente em todos os sentidos e de forma
constante no dia a dia. Usar a mente analítica em todos os momentos, procurando
conclusões e ilações. Extrair conceitos e ideias de tudo, esforçando-se para
correlacionar esses conceitos e ideias, evitando usar mentalmente palavras,
trabalhando somente com a parte abstrata. Procurar servir dentro do próprio alcance
e da própria capacidade, com desapego, sem visar recompensa. Quanto maior o
conhecimento e entendimento do funcionamento do universo, mais depressa irá a
evolução e mais cedo o Portal Iniciático será alcançado. O conhecimento do
funcionamento do universo abrirá os olhos para a importância do serviço, entre
muitíssimas outras coisas. Será realmente expressar budi através de manas. Que todos
ponham mãos a obra. Não pode ser esquecido que no prosseguimento do estudo do
Tratado sobre Fogo Cósmico uma avalanche de conhecimentos de magna utilidade será
passada.

Continuaremos a seguir quando entraremos na consideração da natureza e dualidade


do Sistema Solar.

Estudo 068

Segunda Parte do Tratado sobre Fogo Cósmico - Fogo Solar - Perguntas de Introdução
- III - Porque o Sistema Solar evolui como Dualidade? - 2 - Sua Natureza e Dualidade
(Páginas 216 e 217)

Analisemos a conjunção que gerou o Filho, sob o prisma da qualidade. Vontade casada

304
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
com Inteligência Ativa dá nascimento ao chamado "Filho da necessidade", como diz
Blavatsky. Esse Filho expressa a inteligência, a vontade, que muitas vezes é desejo e,
com a fusão e sintonia de ambos, o amor-sabedoria-razão pura.

Vejamos agora essa conjunção sob o ponto de vista de Fogo. O fogo por fricção, que
foi relativamente aperfeiçoado pelo Logos Solar no Sistema Solar anterior ao atual, sua
anterior encarnação, resultou da interação da Mônada Solar (o Logos Solar verdadeiro,
assim como o homem verdadeiro é a Mônada humana) com a matéria, com forte
ênfase em elevar a Inteligência ao máximo possível. Como se pode ver, houve também
uma interação da Mônada com a matéria, só que o resultado foi o aperfeiçoamento do
Fogo por Fricção, sem ser dada ênfase ao relacionamento entre os dois. O que estava
em foco era fazer crescer ao máximo possível a Inteligência Ativa. A matéria tinha de
ser ativa o máximo possível e de forma inteligente.

Em Sistemas Solares bem anteriores, nosso Logos expressou e desenvolveu as


qualidades do sétimo raio, organização, do sexto, devoção, do quinto, mente concreta e
do quarto, harmonia pelo confito. Tudo isso na matéria, pois os quatro raios menores
são derivados do terceiro, da matéria.

No último Sistema Ele dedicou-se a aperfeiçoar todas as qualidades anteriores


conjuntamente, buscando a perfeita sintonia e síntese delas, uma vez que o trabalho
tinha sido feito isoladamente, cada qualidade por vez. Portanto sempre houve a
interação entre a Mônada e a matéria, mas com objetivos e enfoques diferentes. O
homem passa pelo mesmo processo, ao encarnar sucessivamente sob os doze signos
do zodíaco, que são doze atualmente.

No atual Sistema, o fogo por fricção, já sintetizado no terceiro aspecto ou terceiro raio
e aperfeiçoado, é posto em atividade, após o pralaya intersistêmico e fulge com toda a
sua glória, para ser o instrumento de desenvolvimento e aperfeiçoamento de uma nova
qualidade, Amor-Sabedoria-Razão Pura, que, como o próprio nome diz, requer dois para
existir ou seja, a relação. O Logos cede ao seu desejo de perfeição e encarna. Esse
desejo tem uma origem exterior ao Logos.

O fogo por fricção produz calor irradiante, que afeta a Mônada (é lógico que há um
mecanismo para levar esse calor até Ela, ou seja, o mecanismo da irradiação) e Ela
reage, através de seu fogo elétrico. Isso é o raio atravessando a matéria,
simbolicamente falando, pois a ação do fogo elétrico é sempre para frente.

Essa ação recíproca, fogo por fricção afetando a Mônada e o fogo elétrico dessa
reagindo sobre a matéria e seu fogo por fricção, é que constitui o fogo solar, o Filho, o

305
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
fruto do Divino Matrimônio, que se observa em toda a Natureza. Essa relação
recíproca, que se expressa pelo fogo solar, tem de crescer, aprofundar-se, aperfeiçoar-
se e alcançar a sintonia perfeita com os fogos elétrico e por fricção. Com isso os três
crescem, como o flho que numa família contribui para a evolução e amadurecimento
do pai e da mãe. O objetivo é que essa relação se transforme em Amor-Sabedoria-
Razão Pura perfeitos, em todos os níveis, no homem, nos Logos Planetários e no Logos
Solar. Outros Logos Solares podem ter outros objetivos, assim como o Nosso no
próximo Sistema objetivará fazer crescer ao máximo sua Vontade, o que signifca
crescer ao máximo a Mônada Solar, já então com o Amor-Sabedoria-Razão Pura e a
Inteligência Ativa agigantadas cosmicamente.

Termina aí a evolução? NÃO. Um objetivo foi conquistado (tudo é conquista, para


desagrado dos religiosos devotos, que vivem esperando serem salvos por alguém, se
se esforçarem). Um novo objetivo surge, com um novo desafo, num nível bem mais
elevado, para todos, homens e Logos.

O homem tende a ser um Logos Planetário ou a um cargo no mesmo nível, o Logos


Planetário tende a ser Logos Solar ou a cargo de mesmo nível, o Logos Solar tende a
ser Logos Cósmico ou a exercer uma função de mesmo nível, dentro da Economia e
Administração cósmicas. O Logos Cósmico terá de lutar e trabalhar para ser
Parabrahma Cósmico e assim prossegue ao INFINITO. Em resumo, a GLÓRIA a ser
conquistada é INFINITA.

Mestre Tibetano diz na página 217 do Tratado: "O Fogo elétrico ou Espírito, unido ao
fogo por fricção, calor, produz fogo solar ou luz." Em termos materiais vemos isso todo
dia, quando acendemos uma lâmpada: a corrente elétrica (fogo por fricção/elétrico), ao
atravessar o flamento de tungstênio (fogo por fricção/por fricção), produz a luz física
(fogo por fricção/solar), que é a sucessão de campos elétricos e magnéticos em ângulo
de noventa graus (pela Física), contendo portanto fogos elétrico e solar unidos. Nesse
processo físico uma parte do fogo por fricção/por fricção se irradia como calor. É a
Lei: assim como é em cima, é em baixo, com as devidas diferenciações, é óbvio.

Concluímos que pela observação atenta, cuidadosa e inteligente da Natureza e seus


fenômenos no dia a dia, podemos ver e entender toda a Sabedoria Oculta em operação
e desse conhecimento tirar partido, não só acelerando a própria evolução, como
adquirindo melhor saúde.

Esse acréscimo de uma nova qualidade, Amor-Sabedoria-Razão Pura, à conquistada


anteriormente, quando o Logos se encarna novamente, utilizando a Inteligência Ativa

306
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
aperfeiçoada, expressa-se inicialmente como capacidade de entender e amar o
objetivo, o não-eu, para posteriormente utilizar a forma com sabedoria.

A vontade pura atualmente é mera abstração e só será levada a pleno desenvolvimento


no próximo Sistema Solar. As outras duas qualidades, amor-sabedoria-razão pura e
inteligência ativa não são abstrações, mas fatos reais, todavia a inteligência ativa é a
mais em evidência, estando a outra em desenvolvimento e só irá emparelhar com a
inteligência no fnal da atual encarnação do Logos, ou seja, pouco antes de sua "morte
física cósmica" e nós, Mônadas Humanas (as que atingirem as diversas metas), iremos
participar da glória dessa vitória do Logos. As Mônadas humanas fracassadas terão de
recuperar o tempo perdido no próximo Sistema, o que em termos práticos quer dizer o
seguinte: atualmente 35 bilhões de Mônadas humanas estão no segundo raio, portanto
em dia, 20 bilhões no terceiro raio, as fracassadas do sistema anterior e 5 bilhões no
primeiro raio, adiantadas. Pouco antes do desencarne do Logos, as Mônadas de
sucesso deverão estar no segundo raio aperfeiçoado, para no próximo renascimento
físico do Logos Elas iniciarem o trabalho evolutivo no primeiro raio. As Mônadas
atualmente no primeiro raio irão também evoluir no próximo Sistema, porque as
condições e experiências que terão de vivenciar serão bem diferentes das atuais,
considerando todos os planos cósmicos.

Tudo o que foi dito acima já era conhecido, todavia foi repetido para enfatizar e realçar
a necessidade de se olhar esse processo de evolução, que se traduz na prática como o
Plano Divino (um conjunto de metas para atingir o objetivo do Logos), sob o ponto de
vista das grandes Entidades e não apenas do homem.

"A evolução humana é essa evolução, em que o aspecto Filho tem de se expressar com
a máxima perfeição nesta atual encarnação física cósmica do Logos Solar." O homem
tem de unir, fundir e sintonizar os dois opostos, Mônada e matéria, fogo elétrico e fogo
por fricção, o que signifca que ele, por ser fogo solar por excelência, ao desenvolver
em si mesmo a fusão dos outros dois, será a expressão dos três. O homem será, no
fnal do grande ciclo do Logos, a manifestação perfeita, sincronizada e sintonizada dos
três fogos, elétrico, solar e por fricção, em outras palavras, a matéria capacitada para
ser o templo da Mônada.

No fnal deste item 2 Mestre Tibetano tece alguns comentários sobre o processo de
expressão da consciência do Logos Solar através dos Logos Planetários e das
humanidades evoluindo nos diversos esquemas. Esses comentários requerem
explicações mais detalhadas, para serem devidamente entendidos e visualizados.

307
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

Estudo 069

Segunda Parte do Tratado sobre Fogo Cósmico - Fogo Solar - Perguntas de Introdução
- III - Porque o Sistema Solar evolui como Dualidade? - 2- Sua Natureza e Dualidade
(Final) (Páginas 217 e 218)

Detalhemos um pouco o processo de expressão da autoconsciência do Logos Solar, o


Filho Cósmico, através da humanidade. O homem é a melhor expressão do princípio
manásico ou mente e, desde um ponto de vista muito especial, dirige a obra de Brahma
ou Inteligência Ativa, porque a humanidade faz parte da consciência do Logos
Planetário, que faz parte da consciência do Logos Solar. A humanidade como um todo
constitui o centro laríngeo do Logos Planetário. A autoconsciência do Logos Solar se
expressa pelas autoconsciências dos Logos Planetários. Cada ser humano, conforme
sua evolução, tem uma função no centro laríngeo do Logos Planetário. Os Iniciados
passam a atuar no centro cardíaco do Logos. Quando entram na Câmara do Concílio de
Shamballa atuam no centro coronário.

Na fgura abaixo procuramos visualizar essas linhas de consciências, ou seja, a difusão


da Autoconsciência do Logos Solar:

O Logos Solar

Autoconsciência do
Logos Solar
Os 7 Logos Planetários
Sagrados
Autoconsciência do
Logos

As humanidades

Os 5 Logos Planetários não


Sagrados

308
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

Autoconsciência do Logos

As humanidades
SANAT KUMARA, o Senhor do Mundo para o atual período global, é a consciência
encarnada fsicamente na Terra do Logos Planetário. É dele que é dito que não cai uma
folha sem que o Pai saiba. Tudo o que ocorre na Terra está dentro de Sua Consciência.
Todavia Ele tem o direito do Divino Isolamento, ou seja, Ele toma conhecimento de tudo,
mas não é afetado. Ele foi escolhido há dezoito milhões de anos, quando o Logos
decidiu encarnar fsicamente. Como Ele não podia assumir forma física humana
pessoalmente, manifestou esse seu desejo e logo vários candidatos se apresentaram e
SANATKUMARA foi o escolhido. É proveniente do esquema de Vênus, o mais adiantado
e em vias de pralaya ou abstração. Por isso o homem faz parte da consciência do
Logos.

O homem é o aspecto Vishnu ou Amor-Sabedoria-Razão Pura em desenvolvimento por


meio da inteligência ativa, em seu nível, impulsionado pelo aspecto Vontade ou Shiva.

Daí o homem ser muito importante, porque é o ponto de união dos três aspectos,
todavia não o é, sob o ponto de vista maior do triângulo, ou seja, ele é o ponto médio
do triângulo, mas não o vértice mais elevado, o aspecto Espírito ou Pai, sendo apenas o
Filho, quando olhamos a Trindade:

Espírito-Pai
O Filho ou o
homem
Matéria-Mãe
Quando o homem, na quarta Iniciação, passa a viver, atuar e trabalhar com a matéria
búdica, ele participa ativamente do funcionamento dos chacras laríngeo e cardíaco do
Logos, porque sua consciência física está nas matérias búdica e acima. É por isso que
todos devem acelerar a própria evolução.

Para o Grande Ser maior que nosso Logos Solar, AQUELE DE QUEM NADA SE PODE
DIZER (o Logos Cósmico do Qual nosso Logos Solar com mais seis Sagrados são
centros), a evolução do nosso Logos Solar, o Grande Filho, o Cristo Cósmico (porque
Ele representa o Amor-Sabedoria-Razão Pura Cósmicos) é muito importante.

As Grandes Entidades Cósmicas, que se manifestam fsicamente pelas constelações e


estrelas ligadas, observam com muita atenção a evolução do nosso Logos.

Da mesma forma que a Terra é o campo de batalha entre o Espírito e a matéria dentro

309
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
do Sistema Solar e por isso de grande importância, igualmente nosso Logos Solar, o
Divino Arjuna, luta para aperfeiçoar sua autoconsciência e tornar-se independente da
forma e do não-eu cósmicos, sendo por isso muito importante cosmicamente.

Na Terra o homem batalha para conseguir a mesma coisa, em escala menor. Nos Céus,
dizemos simbolicamente, Miguel e seus Anjos ou os divinos Homens Celestiais travam a
Divina Pugna para os mesmos objetivos, em escala muito mais elevada.

Concluindo e resumindo, a dualidade e a sua interação produzem:

a. a objetividade, o Filho ou o Sol manifestado;


b. a própria evolução;
c. o desenvolvimento da qualidade;
d. o tempo e o espaço, que surgem pelo referencial.
Essas perguntas contêm aspectos fundamentais da manifestação, quando ela é
contemplada do ponto de vista subjetivo ou psíquico.

Encerramos aqui a pergunta III. Iniciaremos a seguir o estudo da pergunta IV: O que é a
Consciência? Que lugar ocupa no atual esquema das coisas? - Esse assunto é de
fundamental importância, porque o homem é essencialmente um Pensador e a
consciência é o resultado da ação de pensar, portanto entendendo o que é a
consciência, todos adquirirão conhecimentos dos objetivos do processo evolutivo no
atual Sistema Solar e assim terão mais estímulo e motivação para acelerar esse
processo, na luta pela conquista da meta da nossa cadeia, a quinta Iniciação, da
Revelação. Com os conhecimentos que serão passados no decorrer do estudo do
Tratado (falta muita coisa), essa motivação crescerá exponencialmente, temos a
certeza, uma vez que, tendo a visão clara do processo evolutivo, não haverá nunca
mais hesitação, por não haver mais dúvida.

Estudo 070

Segunda Parte do Tratado sobre Fogo Cósmico - Fogo Solar - Perguntas de Introdução
- IV - O que é a Consciência? Que lugar ocupa no atual esquema das coisas? (Páginas
218, 219 e 220)

A consciência pode ser defnida como o resultado da captação. O homem tem cinco
mecanismos de percepção, os sentidos (jnanaindriyas) e cinco de ação (carmaindriyas).

310
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Pelos sentidos ele capta o que acontece em seu exterior, o não-eu. Pelos mecanismos
de ação ele atua no seu exterior. Mas ele também percebe o que está fazendo, quando
usa seus mecanismos de ação, melhor dizendo, ele capta o que está fazendo, embora
sem sempre tenha noção de sua ação, sob o ponto de vista do correto e justo. Quando
ele toma conhecimento de sua ação, está se relacionando com seus veículos, logo
esses constituem também o não-eu, uma vez que a consciência está além dos veículos,
apesar de depender do cérebro físico, que faz parte do corpo.

Portanto existe o Pensador e o pensado, o Conhecedor e o conhecido, o que sugere o


conceito de dualidade, o objetivo e o que está atrás do objetivo.

Quando se olha a consciência do ponto de vista da manifestação, conclui-se que ela é o


ponto médio desse processo. Não se fxa totalmente no Espírito, nem na matéria, mas
prende-se ao Espírito por uma metade e à matéria pela outra, sendo pois o elo entre os
dois, provocando uma interação entre ambos e, pela ação e reação dos dois, dá-se a
adaptação, que é a evolução.

Temos na eletrônica um fenômeno bem análogo a isso. E a realimentação, que pode ser
positiva ou negativa. A fgura abaixo visualiza esse fenômeno:

A energia de entrada é amplifcada no amplifcador e uma parte dela amplifcada na


saída é enviada à entrada, aumentando a energia amplifcada, quando está em fase, ou
seja, a polaridade é a mesma da energia de entrada, chamando-se isto realimentação
positiva. Com isso o circuito pode entrar em oscilação.

Muitos já devem per presenciado a chamada microfonia, em sistemas de som, quando


ocorre aquele ruído desagradável, se o microfone fcar direcionado para o alto-falante.
O microfone é a entrada e o alto-falante a saída do amplifcador. Se o microfone estiver
orientado para o alto-falante, ele vai receber sua própria energia amplifcada e enviá-la
para o amplifcador, o que vai num crescendo até entrar em oscilação, que provoca o
ruído chamado microfonia.

Se considerarmos a Mônada ou Espírito, em qualquer situação (como Alma no corpo

311
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
causal ou como cérebro físico no homem encarnado), como a energia de entrada, os
mecanismos de ação como a saída da energia amplifcada (a energia de vida que anima
o corpo é a eletricidade do amplifcador) e os sentidos como o elo de realimentação,
teremos uma visão analógica do processo de evolução e da consciência. É óbvio que
estamos fazendo uma analogia e por isso há diferenças entre os dois sistemas, o
amplifcador com sua realimentação e o homem. O amplifcador não se limita a
amplifcar o sinal ou a energia de entrada, ele também processa esse sinal, o mesmo
acontecendo com a consciência do homem, que processa, ou seja, modifca o que nela
entra.

Quando a energia da Mônada chega ao cérebro físico, ela é adequada para se


manifestar no mundo físico e isso equivale à amplifcação. Quando o homem percebe
algo do mundo exterior ou que está ocorrendo em seus corpos, essa percepção é
consequência da energia da mente que fuiu de seu cérebro para o exterior (a atenção),
equivalendo então à energia de saída. Ao captar algo fora e retornar ao cérebro
(consciência), esse algo provoca uma reação, que pode aumentar a energia inicial (se
está na mesma polaridade ou em fase) ou reduzir (se está na polaridade oposta ou em
contrafase). Com isso temos de um lado um aumento da energia, que podemos ver
como uma determinada qualidade ou um vício e de outro uma diminuição, que pode ser
também uma qualidade ou um vício.

Quando o homem atua e age, o raciocínio é o mesmo. Sua ação é consequência da


energia de entrada da Mônada no cérebro físico, que leva à ação. A reação a essa
ação, quer vindo de outros quer de si mesmo, chega à entrada pelos sentidos e retorna
para a amplifcação. Com isso, no caso de a energia de realimentação estar em fase,
ocorre a oscilação, que leva ao crescimento. Podemos até encarar o processo de
reencarnação como uma oscilação, em que uma encarnação é um ciclo e a seguinte um
outro, que pode ter uma amplitude maior.

Encaremos agora todo esse processo sob o ponto de vista esotérico:

Polo positivo
Amplifcador ou o Sistema
ou Energia Polo negativo ou de saída
no qual ocorre a interação
de entrada (input)
Primeiro Logos, Segundo Logos, Vishnu, Amor- Terceiro Logos, Brahma,
Mahadeva Sabedoria Inteligência-
Vontade Razão Pura Ativa
Espírito Consciência Matéria

312
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

Pai Ego ou Alma Personalidade


o Eu A relação entre O Não-Eu
o Conhecedor O Conhecimento O Conhecido
Vida Realização Forma
Muitas outras comparações podem ser feitas, para demonstrar o processo da
consciência na manifestação.

O que deve ser enfatizado é que o Sistema Solar personifca, durante a objetividade
evolutiva, a relação logoica acima explicada, ou seja, os três aspectos do Logos único
interagem, como se fossem três separados, para que a autoconsciência-logoica
consiga plena realização, completo conhecimento ativo e o máximo de expansão.

Embora neste atual Sistema Solar o objetivo é desenvolver o Filho, quando olhamos o
Logos como um Todo, entendemos que Ele, Filho, é objetiva ou exteriormente o Sistema
Solar, em essência é Vontade ou Poder e subjetiva ou interiormente é Amor-Sabedoria-
Razão Pura, que está sendo desenvolvido pela utilização máxima da Inteligência Ativa,
que é o próprio Sistema Solar.

A manifestação tríplice do Logos Solar, através dos chamados Três Logos, que estão
no plano Adi e têm sob suas responsabilidades grandes equipes de Seres elevados,
procura alcançar completo desenvolvimento nos três aspectos, embora o
desenvolvimento maior é o do segundo.

Os três Logos se interdependem. O primeiro Logos, Mahadeva, a Vontade, com a ajuda


do terceiro Logos, a Inteligência de Brahma, procura desenvolver o segundo Logos,
Vishnu, Amor-Sabedoria-Razão Pura. Não podemos esquecer que cada Logos é tríplice
e cada um, quando procura desenvolver seu segundo aspecto, utiliza os outros dois,
embora dando ênfase ao segundo. Com isso o segundo Logos é o benefciado, pois
sendo Ele preferencialmente Amor-Sabedoria-Razão Pura, os trabalhos dos outros dois,
com ênfase no segundo aspecto, geram condições em todo o Sistema para seu êxito.
No próximo Sistema, o benefciado será Mahadeva, o primeiro Logos.

O microcosmo, o homem, refexo do tríplice Logos, usando seus três corpos, busca
alcançar o mesmo desenvolvimento em seu nível.

Nos planos superiores os Homens Celestiais, servindo-se de atma-budi-manas,


esforçam-se para conseguir progresso similar. Os Homens Celestiais, sagrados e não
sagrados, juntamente com os entes de seus corpos, compostos de Mônadas Dévicas e
humanas, constituem em conjunto o corpo do grande Homem Celestial, o Logos Solar.

313
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Quando o homem se realiza e obtém êxito em sua luta pela meta proposta, os Homens
Celestiais também se realizam e logram seus êxitos, alcançando total conhecimento e
desenvolvimento e plena autoconsciência em todos os planos. Então o Filho, o Logos
Solar, realiza-se e obtém sua vitória fnal, conseguindo completo conhecimento e
desenvolvimento e total autoconsciência nos planos cósmicos, como também seu
Sistema, que é seu corpo de manifestação, do físico ao adi, serviu ao seu propósito,
expressando as qualidades previstas.
Então, porque seu corpo cósmico não é mais necessário, ele é abandonado e o Sistema
Solar deixa de existir, tornando-se o Logos Solar um Homem Cósmico livre.

Entra num período de descanso, para preparar sua futura encarnação cósmica, o
próximo Sistema Solar.

Vejamos essa evolução tríplice do Logos Solar, através dos três Sistemas Solares, dos
quais o nosso é o ponto médio, em conjugação com a evolução tríplice do microcosmo,
o homem, nesses três Sistemas:

O Macrocosmo, o Logos Solar


O primeiro Sistema Solar expressou o princípio "Eu sou".
O segundo Sistema manifesta o princípio "Eu sou esse".
O terceiro Sistema externará o princípio "Eu sou esse eu sou".
O microcosmo, o homem

A primeira manifestação, a Personalidade, expressa o princípio "Eu sou".


A segunda manifestação, o Ego, personifca o princípio "Eu sou Esse".
A terceira manifestação, a Mônada, externa o princípio "Eu sou Esse eu sou".

Embora essas três fases do homem ocorram em cada Sistema Solar, todavia em cada
um é dada ênfase a um princípio. Expliquemos melhor.

No primeiro Sistema, o Logos viveu o princípio "Eu sou", então o homem viveu as três
fases assim:

Personalid
"Eu sou/Eu sou"
ade
Ego "Eu sou/Eu sou Esse"
"Eu sou/Eu sou Esse eu
Mônada
sou"
Os princípios vividos pelo homem eram subprincípios do princípio maior "Eu sou", do

314
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Logos.

No atual Sistema, quando o Logos está vivendo o princípio "Eu sou esse", o homem
vive:

Personalid
"Eu sou esse/Eu sou"
ade
"Eu sou esse/Eu sou Esse
Mônada
eu sou"
Ego "Eu sou esse/Eu sou Esse"

No próximo Sistema o homem viverá:

Personalid
"Eu sou esse eu sou / Eu sou"
ade
"Eu sou esse eu sou / Eu sou
Ego
Esse"
"Eu sou esse eu sou / Eu sou Esse
Mônada
eu sou"
Esclareçamos esses princípios. O princípio "Eu sou" signifca o intenso egocentrismo e
a vida material, quando o interesse pelos outros é apenas no que eles possam ser úteis.
O "Eu sou Esse" signifca que já há preocupação desinteressada com os outros e a
visão deles como refexos de si.

O "Eu sou Esse eu sou" quer dizer que o homem já se identifca com os outros em
essência, ou seja, ele reconhece com toda a clareza que todos têm a mesma essência
espiritual e divina que ele.

A nossa linha de raciocínio utilizada nessas deduções é baseada no fato de que no


Sistema Solar anterior, o Logos concentrou-se em desenvolver seu terceiro aspecto, a
Inteligência Ativa, logo ela está relacionada com o princípio "Eu sou". No atual Sistema o
objetivo é o segundo aspecto, Amor-Sabedoria-Razão Pura, logo ele está relacionado
com o princípio "Eu sou esse". No próximo o propósito será o primeiro aspecto,
Vontade, o que leva à conclusão de que ela está relacionada com o princípio "Eu sou
esse eu sou". Portanto todos os princípios do homem são subsidiários do princípio
dominante do Logos nos diversos Sistemas.

É muito útil e interessante que apliquemos esses conceitos ao Logos Solar e tiremos
nossas conclusões, em termos de consciência.

315
Um Tratado sobre o Fogo Cósmico
Concluímos pelo acima dito que os três aspectos são dependentes entre si e se
necessitam mutuamente, demonstrando a unidade do Logos. No homem acontece o
mesmo.

No próximo estudo analisaremos a V pergunta:"Existe uma analogia direta entre um


Sistema, um Planeta, um homem e um átomo ?" Veremos então como a
afrmação:"Assim como é em cima,