Você está na página 1de 8

Bacia de Mucuri

Rosilene Lamounier França1, Antonio Cosme Del Rey2, Cláudio Vinícius Tagliari1,

Jairo Rios Brandão1, Paola de Rossi Fontanelli1

Palavras-chave: Bacia de Mucuri l Estratigrafia l carta estratigráfica

Keywords: Mucuri Basin l Stratigraphy l stratigraphic chart

introdução mado durante o Paleógeno, confere à Bacia de Mu-


curi, assim como na Bacia do Espírito Santo, uma
fisiografia peculiar, evidenciada por um alargamen-
A Bacia de Mucuri situa-se no extremo sul do to da plataforma continental superior a 200 km.
Estado da Bahia, entre os paralelos 17º 35’ e 18º O potencial exploratório da porção marinha
21’, cujos limites são: a norte pela interseção com a da bacia é pouco conhecido devido à baixa resolu-
linha de costa e o embasamento raso, a oeste pelo ção dos dados sísmicos até agora adquiridos na re-
embasamento cristalino, a sul pela Bacia do Espírito gião do Complexo Vulcânico de Abrolhos. O primei-
Santo, e a leste pelo limite crosta continental/crosta ro levantamento gravimétrico terrestre ocorreu entre
oceânica, totalizando uma área aproximada de os anos de 1957 e 1960, enquanto que o marítimo
14.800 km2 (França, 2004), dos quais 1.300 km2 re- ocorreu em 1969.
ferem-se à bacia terrestre. A existência do Banco de Atualmente, a bacia conta com 43 poços
Abrolhos a leste, praticamente coloca toda a bacia exploratórios dos quais 14 foram perfurados na por-
em águas rasas, apresentando, em média, ção submersa.
batimetrias de 30 a 40 m. A partir dos primeiros anos da década de 70,
A existência do Complexo Vulcânico de Abro- as bacias de Mucuri e Cumuruxatiba adotaram a
lhos, evento magmático de grande magnitude, for- mesma carta estratigráfica proposta para a Bacia do

1
Unidade de Negócio de Exploração e Produção do Espírito Santo/Exploração/Avaliação de Blocos e Interpretação Geológica e
Geofísica e Ring Fence – e-mail: rosilene.l@petrobras.com.br
2
Unidade de Negócio de Exploração e Produção do Espírito Santo/Engenharia de Produção/Caracterização e Estudos Especiais
de Reservatórios

B. Geoci. Petrobras, Rio de Janeiro, v. 15, n. 2, p. 493-499, maio/nov. 2007 | 493


Espírito Santo (Asmus et al. 1971). A última versão, esses sedimentos foram erodidos ou não foram de-
publicada foi de Vieira et al. (1994), trazendo as duas positados e, na porção marinha, porque os poços
bacias em uma única carta. A carta estratigráfica da não atingiram a seção pré-sal.
Bacia de Mucuri sempre esteve subordinada à Bacia do
Espírito Santo devido à semelhança dessas duas bacias. Seqüência K20
Mais recentemente ficaram evidentes certas
particularidades que motivaram a elaboração de car- Ela representa os sedimentos mais antigos da
tas estratigráficas distintas para as duas bacias. Como bacia, pertencentes à Formação Cricaré, constituí-
exemplo destas evidências pode-se citar a influência dos por conglomerados e arenitos grossos a conglo-
do vulcanismo de Abrolhos, que parece ter sido mais meráticos. Por analogia com a Bacia do Espírito San-
intenso na Bacia de Mucuri, principalmente na parte to pode-se encontrar fácies mais finas, pelíticas, nas
terrestre da bacia. Isto também se reflete na diversi- porções mais distais e, possivelmente, no topo, vul-
dade de estilos estruturais. cânicas da Formação Cabiúnas.
Através de estudos anteriores, a Bacia de Mu- É limitada na base pela discordância definida
curi pode ser subdividida em cinco compartimentos pelo contato das rochas do embasamento pré-
estruturais. Partindo-se da porção terrestre em dire- cambriano com o Cretáceo Inferior e no topo pela
ção leste tem-se: embasamento raso, plataforma (Pla- discordância intra-cricaré, como também ocorre na
taforma de Nova Viçosa e Paleocânion de Mucuri), Bacia do Espírito Santo.
rampa, patamar intermediário e bacia profunda. Os Esta seqüência não foi amostrada em poços,
três primeiros compartimentos situam-se na porção mas é prevista na parte marítima da bacia, onde
terrestre, enquanto os outros dois na parte marinha. essa seção sedimentar se torna mais espessa.
O patamar intermediário é separado da bacia profun-
da através de uma falha normal, de direção NE/SW, Seqüência K30
coincidente com a ‘Charneira Pré-Alagoas’.
Ela corresponde à porção média superior da
Formação Cricaré, cujo limite superior é caracteri-
zado por ampla discordância, presente na Bacia do
embasamento Espírito Santo, denominada Discordância Alagoas.
As fácies arenosas e pelíticas correspondem,
respectivamente, aos Membros Jaguaré e Sernambi,
A Bacia de Mucuri está posicionada a sudeste definidos em estudos anteriores. Rochas vulcâni-
do Craton do São Francisco em terrenos arqueanos, cas da Formação Cabiúnas são previstas intercala-
retrabalhados total ou parcialmente nos ciclos Tran- das aos arenitos e folhelhos.
samazônico e Brasiliano. Embora esta seqüência não tenha sido atin-
Litologicamente, a faixa pré-cambriana é cons- gida pelos poços perfurados até o momento, sua
tituída por migmatitos, granulitos, gnaisses granatí- presença é interpretada a partir das seções sísmi-
feros e granitóides associados a rochas metamórficas cas e por analogia com as bacias vizinhas, Espírito
de fácies granulito. Santo e Cumuruxatiba.
Na parte emersa da bacia, o embasamento é A área de ocorrência desta seqüência foi de-
raso e atinge, através de poços, profundidades entre terminada por estudos anteriores. Ocorre espessa-
500 e 2.100 m. Foi amostrado pela maioria dos po- mento desta seção a partir da charneira do pré-
ços perfurados na Plataforma de Nova Viçosa. Alagoas, que coincide com uma grande falha nor-
mal de direção NE-SW.

Superseqüência Rifte
Superseqüência Pós-Rifte
A fase rifte da Bacia de Mucuri foi subdividida
em duas seqüências baseadas na correlação com a A Formação Mariricu engloba as Seqüências
Bacia do Espírito Santo, porque ela não foi amostrada K40 e K50, representadas pelos membros Mucuri e
pelos poços perfurados. Na parte terrestre porque Itaúnas, respectivamente.

494 | Bacia de Mucuri - França et al.


Seqüência K40 os estratos. Igualmente difícil é a sua identificação
em seções sísmicas por se tratar de uma seção muito
delgada, abaixo da resolução sísmica.
A Seqüência K40 compreende os siliciclásti-
Apesar disso, a palinozona P-280B foi identifi-
cos do Membro Mucuri (Formação Mariricu), cons-
cada em alguns poços e representa a mesma idade
tituídos essencialmente por arenitos médios, gros-
da seção basal do Albiano, estudada por Tagliari
sos a conglomeráticos e conglomerados.
(1993) na Bacia do Espírito Santo.
Seu limite inferior pode ocorrer tanto pelo
Ela representa os primeiros estágios de depo-
contato discordante com rochas do embasamento
sição após a seção evaporítica, quando mudanças
(principalmente na bacia terrestre) quanto com os
climáticas, possivelmente, induziram a pequenas va-
sedimentos da Seqüência Rifte, a partir da Char-
riações relativas do nível do mar em um ambiente
neira pré-Alagoas. O limite superior está marcado
de águas rasas, propiciando a alternância de calca-
pela mesma discordância da base da seção eva-
porítica identificada por Dias (2005) na Bacia do renitos e arenitos.
Espírito Santo. Seu limite inferior é marcado pela discordân-
Sua ocorrência é ampla, contemplando qua- cia do topo dos evaporitos e o superior é, provavel-
se toda a Bacia de Mucuri. Localmente, está au- mente, discordante, tornando-se uma concordância
sente por não deposição devido à presença de al- relativa em direção ao depocentro da Bacia.
tos estruturais no Embasamento.
Em outras porções da bacia, a Seqüência Seqüência K64-K70
K40 foi totalmente erodida, como na área da de-
sembocadura do Paleocânion de Mucuri, onde se-
Ela corresponde ao Grupo Barra Nova, com-
dimentos do Paleógeno jazem diretamente sobre o
posto pelas formações São Mateus e Regência, cujo
embasamento.
ambiente deposicional é muito semelhante ao que
ocorreu na Bacia do Espírito Santo.
Seqüência K50 As intercalações de arenitos e calcarenitos re-
gistraram a busca pelo espaço de deposição entre
Ela corresponde ao Membro Itaúnas, parte su- siliciclásticos e carbonatos de água rasa, com predo-
perior da Formação Mariricu. Seu limite inferior e seu minância dos primeiros na porção emersa e carbona-
limite superior são definidos através das mesmas dis- tos a partir do patamar intermediário, passando a
cordâncias identificadas na Bacia do Espírito Santo. calcilutitos nas porções profundas da bacia.
É composta por anidritas e halitas, representan- Seu limite superior é marcado por uma impor-
do a fase de quiescência tectônica em uma bacia fe- tante discordância que se instalou no Cenomaniano,
chada, com alta evaporação. As anidritas possuem gran- também responsável pela escavação do Paleocânion
de extensão areal, podendo atingir, na parte emersa, de Mucuri, denominada Discordância Pré-Urucutuca.
90 m de espessura, comprovada através de poços.
Na porção submersa da bacia as anidritas estão
subordinadas, verificando-se o predomínio das halitas, Seqüência K80
que formaram desde pequenas almofadas próximo à
linha de costa até expressivos domos de sal (mais de Sobre a Discordância Pré-Urucutuca deposita-
1.000 m de espessura) nas partes mais distais da bacia. ram-se em onlap sedimentos de idade eoturoniana a
eocampaniana que representam a base da Formação
Urucutuca. Embora os sedimentos desta formação
sejam compostos principalmente por pelitos, é previs-
Superseqüência Drifte ta a ocorrência de arenitos intercalados aos folhelhos.
O limite inferior e superior são marcados, res-
pectivamente, pela discordância do Cenomaniano
Seqüência K62 (Discordância Pré-Urucutuca) e pela discordância da
base do Campaniano.
Esta seqüência é de difícil identificação nos Sua ocorrência restringe-se a uma estreita fai-
poços perfurados, devido à dificuldade em se datar xa na porção marinha rasa, comprovada por alguns

B. Geoci. Petrobras, Rio de Janeiro, v. 15, n. 2, p. 493-499, maio/nov. 2007 | 495


poços perfurados e caracterizada nos perfis de poços Santa Bárbara, Sueste, Guarita, Siriba e Redonda.
como um marco radioativo. Ela também pode ser Nestes locais observam-se turbiditos, que foram de-
evidenciada em seções sísmicas. positados em ambiente de plataforma média a
Na porção oeste essa seqüência está ausente batial superior, capeados por derrames basálticos.
devido à erosão; mas, para leste, ela parece ocorrer Embora não tenha sido possível a datação desses
de forma mais espessa, conforme pode ser eviden- depósitos, estimam-se idades entre o Neocretáceo
ciado pelos dados sísmicos. e o Paleógeno (Eoceno).
A ocorrência da Seqüência E10-E20 está res-
trita à bacia marinha, a partir do Anticlinal de Par-
Seqüência K90-K130 cel das Paredes, onde se encontra bastante espes-
sa. A partir desse ponto para leste, sua identifica-
Corresponde à Formação Urucutuca, deposi- ção, bem como a estimativa de espessura, é ba-
tada em padrão retrogradacional entre o Campania- seada em seções sísmicas.
no e o Maastrichtiano. Ela é representada por folhe-
lhos cinza-escuros, por vezes calcíferos, arenitos tur-
bidíticos e intercalações de margas. A presença de Seqüência E30-E50
diamictitos de idade campaniana foi observada em
poço perfurado no Anticlinal de Parcel das Paredes. Sobre a discordância do Paleoceno deposita-
Seu limite inferior está representado pela dis- ram-se os sedimentos de idade eo- a mesoeocênica.
cordância da base do Campaniano e o superior pela Esta seqüência é composta por folhelhos e
importante discordância que atingiu toda a bacia arenitos da Formação Urucutuca, carbonatos da For-
na passagem do Cretáceo para o Paleógeno (Dis- mação Caravelas e vulcânicas da Formação Abro-
cordância Paleoceno). lhos. As manifestações magmáticas tornaram-se mais
Esta seqüência ocorre a partir do Anticlinal de intensas durante o Eo/Mesoeoceno.
Parcel das Paredes em direção às partes mais distais Este vulcanismo, somado à compressão tec-
da bacia, estando ausente a oeste do anticlinal. tônica e a halocinese, trouxeram algumas conseqüên-
É difícil estimar a espessura dessa seqüência, cias como a criação do Anticlinal de Parcel das Pare-
pois além da baixa qualidade dos dados sísmicos, des e a elevação de uma extensa área a leste, re-
esta seção sofreu os efeitos da compressão, desen- presentada pelo Complexo Vulcânico de Abrolhos.
cadeados por eventos posteriores (vulcanismo de O surgimento do Anticlinal de Parcel das Pare-
Abrolhos, remobilização do sal etc). des criou uma sub-bacia a oeste limitada pela bacia
terrestre e por este anticlinal, preenchida por sedimen-
tos clásticos progradantes provindos do continente.
Seqüência E10-E20 Esta sedimentação parece limitada a leste pelo
anticlinal, que estaria submerso sob águas límpidas,
Inclui os sedimentos da Formação Urucutuca propiciando a instalação de uma plataforma carbo-
de idade paleocênica, cuja litologia é constituída pela nática por sobre essas áreas soerguidas.
predominância de folhelhos, margas e arenitos pou- Contemporaneamente, na parte terrestre ins-
co desenvolvidos. Essa seqüência foi pouco amostrada talou-se uma plataforma siliciclástica, representada por
por poços na bacia. arenitos da Formação Rio Doce, calcarenitos da For-
O final do Paleoceno é marcado por um even- mação Caravelas e folhelhos da Formação Urucutuca.
to erosivo que provavelmente foi o responsável pela O limite superior dessa seqüência é marcado
erosão de todo o registro do Paleoceno na bacia ter- por uma extensa discordância angular, identificada
restre e no patamar intermediário. por estudos anteriores na Bacia do Espírito Santo,
As manifestações vulcânicas ocorridas entre o denominada “Discordância Pré-Eoceno Superior”.
Neopaleoceno e o Mesoeoceno controlaram a de-
posição das seqüências sobrepostas assim como o
estilo estrutural dessas seqüências superiores. Seqüência E60-E70
Estudos anteriores evidenciaram o intervalo
entre 59 e 37 Ma como o período de maior atividade Esta seqüência foi depositada sobre a ‘Discor-
vulcânica no Banco de Abrolhos. As rochas do arqui- dância Pré-Eoceno Superior’, durante o Eoceno Su-
pélago de Abrolhos foram amostradas em cinco ilhas: perior/Oligoceno. Representa uma extensa platafor-

496 | Bacia de Mucuri - França et al.


ma carbonática e siliciclástica, cujo limite leste coin- DIAS, J. L. Tectônica, estratigrafia e sedimentação no
cide praticamente com o limite da bacia atual, for- Andar Aptiano da margem leste brasileira. Boletim
mada predominantemente por arenitos da Forma- de Geociências da Petrobras, Rio de Janeiro, v. 13,
ção Rio Doce, calcarenitos da Formação Caravelas e n. 1, p. 7-25, nov. 2004/maio 2005.
argilitos e folhelhos da Formação Urucutuca.
O topo da Seqüência E60-E70 é marcado pela FRANÇA, R. L. Bacias sedimentares brasileiras: Bacia
discordância de 28,5 Ma (Chatiano) a Discordância de Mucuri. Aracajú: Fundação Paleontológica Phoenix,
do Oligoceno Superior. 2004. (Série Bacias Sedimentares, ano 6, n. 67).

Seqüência E80-N40 TAGLIARI, C. V. Evolução das sequências mistas


(siliciclásticas e carbonáticas ) sob a influência
da halocinese durante o albo-aptiano da plata-
Sobre a Discordância do Oligoceno Su-
forma de regência Bacia do Espírito Santo. 1993.
perior depositaram-se os sedimentos de idade oli-
159 p. Tese (Mestrado) – Universidade Federal do Rio
gocênica a miocênica. Esses sedimentos apresen-
Grande do Sul, Porto Alegre, 1993.
tam a morfologia da plataforma atual com gran-
de extensão areal.
Compõe-se de arenitos grosseiros da Forma- VIEIRA, R. A. B.; MENDES, M. P.; VIEIRA, P. E.; COS-
ção Rio Doce, calcários da Formação Caravelas e TA, L. A. R.; TAGLIARI, C. V.; BACELAR, L. A. P.; FEIJÓ,
argilitos e folhelhos da Formação Urucutuca. F. J. Bacias do Espírito Santo e Mucuri. Boletim de
Geociências da Petrobras, Rio de Janeiro, v. 8, n. 1,
p. 191-202, jan./mar. 1994.
Seqüência N50
Constituída pela Formação Barreiras na parte
emersa da bacia. Na parte média e distal da bacia
ela é constituída por sedimentos clásticos de idade
miocênica e pliocênica em contato discordante com
a Formação Rio Doce, conforme se sucede na Bacia
do Espírito Santo.

Seqüência N60
Ocorre na parte emersa da bacia, constituída
pelas planícies do Rio Mucuri e por cordões litorâneos
ao longo da costa.

referências
bibliográficas
ASMUS, H. E.; GOMES, J. B.; PEREIRA, A. C. B.
Integração geológica regional da Bacia do Espírito
Santo. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE GEOLOGIA,
25., 1971, São Paulo. Anais. São Paulo: Sociedade
Brasileira de Geologia, 1971. v. 3, p. 235-252.

B. Geoci. Petrobras, Rio de Janeiro, v. 15, n. 2, p. 493-499, maio/nov. 2007 | 497


BACIA DE MUCURI

SEDIMENTAÇÃO
NATUREZA DA
LITOESTRATIGRAFIA
GEOCRONOLOGIA AMBIENTE
DISCORDÂNCIAS
Ma DEPOSICIONAL
FORMAÇÃO MEMBRO
ÉPOCA IDADE
0
FLUVIAL A MARINHO
PROFUNDO

80
EO ZAN C LE AN O
NEÓGENO

M E SS I N I AN O
NEO
10 T O R T O N IA N O

S E R R AVAL IA N O
MESO

COM MAGMATISMO ASSOCIADO


FLUVIAL/PLATAF. RASA/TALUDE/
LAN G H I AN O MARINHO / CONTINENTAL
B U R D I GAL IA N O
EO
20
AQU I TANIAN O

NEO C HAT T IAN O PROFUNDO

30
EO R U P E L IA N O

NEO P R I AB O N I AN O
PALE Ó G E NO

BAR T O N I AN O
40
EOCENO

MESO
L UT E T I AN O

50
EO YP R ES I AN O
PALEOCENO

T HAN E T I AN O
NEO
60 S E LAN D I AN O

EO DAN I AN O

70

K90 - K130
PROFUNDO
( SE NO NIANO )

CAM PA N IAN O
MARI N H O

80
NEO

SAN T O N I AN O

C O N I AC I AN O
90
T U RO N I ANO K80

C E N O MA N IA N O
CRETÁCEO

100

PLATAFORMA
( GÁ LI CO )

AL B I AN O
RASA

110

SABKA/FLÚVIO- K40
ALAGOAS DELTAICO
APTIANO
120
EO

JIQUIÁ
CONTINENTAL

BARRE- BURACICA
MIANO
K30
ALUVIAL/FLÚVIO-
130 LACUSTRE
ARAT U
( NE O CO M IAN O)

HAUTE- VULCANISMO
RIVIANO ASSOCIADO
K20
VALAN-
GINIANO RIO
140 DA
SERRA
BERRIA-
SIANO
DOM
TITHO- JOÃO
NIANO
150
542

498 | Bacia de Mucuri - França et al.


B. Geoci. Petrobras, Rio de Janeiro, v. 15, n. 2, p. 493-499, maio/nov. 2007 | 499