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Entrada e Saída

C C 2 0 2 3 – C O M P U T A Ç Ã O B Á S I C A

A memória do computador é local onde são armazenadas as informações processadas


por ele. Nos primeiros computadores da história, a memória consistia de registradores
mecânicos que armazenavam os dados do cálculo, como nas antigas caixas
registradoras. Com a evolução e o aumento da demanda de computação, a memória do
computador foi aumentando de capacidade, permitindo o armazenamento de grandes
quantidades de dados de maneira temporária e/ou permanente. A seguir, são
apresentadas as tecnologias de memória utilizadas nos microcomputadores bem como
a forma com que a memória é organizada.

Teclado e códigos de varredura


Os primeiros teclados que foram lançados com o primeiro IBM-PC possuía 84 teclas.
Com o lançamento do AT, o teclado passou a ter 93 teclas. Quando a IBM lançou o
PS/2 no mercado, adotou-se um padrão de teclados com 101 teclas, que é utilizado até
os dias de hoje. É claro que alguns fabricantes inovaram e acrescentaram nos teclados
funções especiais para Internet e até para o Windows. Os teclados mais sofisticados
podem possuir 104, 106 e até mais teclas.

Os teclados dos computadores XT eram conhecidos como teclados “passivos”. Eles só


enviavam informações para a CPU. A partir do teclado para o computador AT, as teclas
podiam ser programadas, isto é, o controle do teclado passou a ser feito pelo próprio
computador. Outra diferença está no conector. Para os computadores com tecnologia
aberta, o plug utilizado é o normal, com 5 pinos mais terra. Os computadores com
tecnologia fechada (IBM, Gateway 2000, etc), possuem 6 pinos + terra.

Figura 1 – Plugs de Teclado


Os teclados em si são compatíveis e no mercado encontram-se adaptadores para a
conexão.
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O funcionamento do teclado
1. O ato de pressionar uma tecla provoca uma alteração na corrente que flui pelos
circuitos associados a esta tecla
2. Um microprocessador instalado no interior do teclado (Intel 8048) percorre
continuamente os circuitos ligados às teclas. Ele detecta o aumento ou a
diminuição da corrente da tecla que foi pressionada. Ao detectar uma destas
alterações o processador pode determinar quando a tecla foi pressionada e quando
foi liberada. Cada tecla possui um conjunto único de código, mesmo que, para os
usuários, todas elas pareçam iguais. O processador pode, por exemplo, distinguir
se uma tecla shift pressionada é a da esquerda ou a da direita. Para distinguir
entre um sinal verdadeiro e uma flutuação esporádica na corrente, o processo de
varredura é repetido centenas de vezes por segundo. Somente os sinais detectados
em duas ou mais varreduras são tratados pelo processador.
3. Dependendo de qual circuito leva o sinal da tecla do microprocessador, este gera
um número, denominado código de varredura. Há dois códigos de varredura
para cada tecla, um para quando a tecla é pressionada e outro para quando a tecla
é liberada. O microprocessador armazena o número no próprio buffer de
memória temporária do teclado e carrega este número em uma porta de conexão
onde pode ser lido pelo sistema básico de entrada-e-saída (BIOS) do computador.
Em seguida o microprocessador processador do teclado envia um sinal de
interrupção através do cabo do teclado para indicar ao microprocessador do
computador que um código de varredura está aguardando. Uma interrupção
informa ao microprocessador do computador para suspender o que quer que
esteja fazendo e desviar sua atenção para o serviço solicitado pela interrupção.
4. A BIOS (parte do sistema operacional responsável pelas operações básicas de
entrada-e-saída) lê o código da varredura na porta do teclado e envia um sinal ao
teclado informando que já pode excluir este código de seu buffer
5. Se o código de varredura for de uma das teclas normais de deslocamento (shift)
ou de uma das chamadas teclas especiais (Ctrl, Alt, NumLock, CapsLock,
ScrollLock ou Insert), a BIOS altera dois bytes em uma área especial da memória
para manter um registro de qual dessas teclas foi pressionada.
6. Para todas as demais teclas, a BIOS verifica esses bytes para determinar a
situação das teclas shift e das teclas especiais. Dependendo do estado indicado
nesses bytes, a BIOS traduz o código de varredura apropriado para um código
ASCII, usado pelo PC, o qual representa um caractere, ou para um código
especial de uma tecla de movimentação de cursor. Letras maiúsculas e
minúsculas possuem códigos ASCII diferentes. Os aplicativos podem adotar
qualquer combinação de teclas como um caracter ou um comando a ser
apresentado na tela. A combinação Crtl+I, por exemplo, é universalmente usada
pelos aplicativos do Windows para apresentar um texto em Itálico. Em ambos os
casos, a BIOS coloca o código ASCII ou o código da tecla especial em seu
próprio buffer de memória temporária, onde é recuperado pelo sistema
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operacional ou pelo programa aplicativo logo que a operação corrente seja


terminada.

Scanner de Mesa
Através do scanner conseguimos colocar uma imagem de um livro ou uma foto para a
tela do computador. A resolução da imagem vai depender da captação dos sensores em
cada ponto. Os primeiros scanners possuíam um sensor por cada ponto, ou preto ou
branco (monocromático). Scanners mais modernos conseguem fazer tons de cinza,
possuindo mais sensores por ponto. Para um scanner que utiliza 5 sensores por ponto,
ele vai captar 25= 32 tons de cinza. Se este scanner utilizar 8 sensores por ponto, este
conseguirá captar 28 = 256 tons de cinza. Um scanner com 256 tons de cinza consegue
reconhecer 256 variações desde o branco absoluto até o preto absoluto.
Para capturar imagens coloridas, o scanner deverá ter 3 máscaras, uma para cada cor
visual primária: vermelho (red), verde (green), azul (blue). A quantidade de vermelho,
azul e verde utilizada em cada ponto nos dará a cor do mesmo. Cada ponto com 8
sensores multiplicado por 3 cores, resulta em 24 sensores por ponto (2 24). Esta
qualidade na cor capturada denomina-se “RGB True Color”.
A resolução da imagem é expressa em pontos por polegada – DPI (dots per inch).
A instalação dos primeiros scanners que apareceram no mercado era um tanto
problemática. A interface SCSI (Small Computer Standar Interface – lê-se scuzzy) que
é uma placa de expansão e permite conectar até 7 periféricos, ou uma Fast Wide ou
Ultra SCSI que permite até 15 periféricos era muito difícil de instalar. Os novos
scanners podem ser ligados na mesma saída da impressora, isto é, da LPT1 (ou LPT2).
Localizada na parte traseira do computador sai um cabo que passa primeiro no scanner
e posteriormente do scanner um outro cabo liga-o à impressora.

Funcionamento de um scanner de mesa


1. Uma fonte de luz ilumina um pedaço de papel colocado com a face para baixo
contra uma janela de vidro sobre o mecanismo de varredura. Espaços livres ou em
branco refletem mais luz do que tinta ou letras e imagens coloridas. Caso o ponto
de um determinado sensor seja branco, haverá reflexão de luz, fazendo com que o
sensor indique um “1”. Caso um ponto seja preto, haverá absorção de luz, fazendo
com que o sensor indique um “0” por não ter captado luz.
2. Um motor movimenta a cabeça de varredura sob a página. À medida que se
movimenta, a cabeça de varredura captura a luz refletida das áreas individuais da
página, cada uma destas áreas com cerca de 1/14.000 avos de um quadrado de um
centímetro.
3. A luz vinda da página é refletida por um sistema de espelhos que precisa mudar
continuamente de posição para manter os raios de luz alinhados com uma lente.
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4. Uma lente focaliza os raios de luz sobre diodos foto-sensíveis que convertem a
quantidade de luz em uma corrente elétrica. Quanto mais luz é refletida, maior
intensidade da corrente.
5. Um conversor analógico-digital (ADC) armazena todas as leituras analógicas de
voltagem como um pixel digital representando uma área escura ou clara ao longo
de uma linha que contem 300 pixels por polegada. Scanners mais sofisticados
podem converter as voltagens em tons de cinza. Se o scanner opera com imagens
coloridas, a cabeça de varredura em cada passagem é direcionada para um filtro
vermelho, verde ou azul antes de atingir a imagem original.

Nem sempre o papel é estacionário quando está sendo digitalizado. Scanners mais
sofisticados alimentam folhas de papel, passando-as pela cabeça de varredura que
permanece fixa. Roletes de transporte movimentam o documento por entre dois roletes
de borracha, bem semelhante a uma máquina de fax.

OCR – Reconhecimento Ótico de Caracteres


Um benefício importante que um scanner pode realizar atualmente é, aliado a uma
ferramenta, transformar uma página de um livro capturada em texto. Veja que uma
figura ocupa muito espaço. Por exemplo, uma página de um livro pode ocupar 250kB,
pois o scanner armazena como uma figura. Já, se este arquivo passar por esta
ferramenta (OCR – Optical Character Recognition) que irá transformar a figura
capturada em texto, o tamanho pode reduzir-se para algumas poucas dezenas (25kB).
Um exemplo de programa OCR é o Omni Page.

Monitores de vídeo
Os monitores são dispositivos de saída que exibem palavras e figuras fazendo a
interface usuário & hardware & software. A tela de vídeo é um dispositivo que
apresenta os dados ao usuário, transmite as informações desejadas e o que está
ocorrendo internamente no computador.
Dentro dos monitores existe o dispositivo chamado CRT (tubo de raios catódicos). Ele
dirige feixes de elétrons que sensibilizam uma camada de fósforo que, dividida em
pontos, brilha de acordo com a intensidade do feixe e forma figuras em tons mais
claros ou mais escuros e também caracteres.
Os monitores monocromáticos possuem um só tipo de fósforo, branco, verde ou
âmbar. Os monitores coloridos são formados pela composição de três tipos de fósforo
sensibilizados por três feixes diferentes. A tela é composta por pixels (elementos de
imagem) e cada pixel é constituído por três tipos diferentes de fósforos (vermelho,
azul e verde). Quando o ponto vermelho recebe um feixe de maior intensidade a cor ali
será predominantemente vermelha. Por outro lado, quando os três pontos recebem a
máxima intensidade, a cor é branca.
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Para verificar isto mais de perto, molhe a ponta do dedo e espirre contra a tela do
monitor. Ao fazer isto, a gota formada vai funcionar como uma lente de aumento e
você vai compreender o que são os pixels.
A formação de uma imagem requer que os feixes de elétrons (raios) percorram a tela
em uma freqüência muito alta. É a chamada varredura, horizontal e vertical. Na
horizontal temos o traço e o retraço. O traço percorre a tela sensibilizando-a e no
retraço o feixe volta, só que desligado. A freqüência horizontal varia de acordo com a
Tabela 1. Também está relacionada a freqüência vertical, onde temos a formação de
quadros (frames), geralmente a razão de 60 telas por segundo.
Padrão Resolução Máxima Freqüência Horizontal Freqüência Vertical
MDA 720x350 18.300 Hz 50 Hz
CGA 640x200 15.750 Hz 60 Hz
EGA 640x350 21.500 Hz 60 Hz
VGA 640x480 31.500 Hz 60 ou 70 Hz
Tabela 1 – Características de vídeo padrão IBM .
Outra característica importante nos monitores é a varredura entrelaçada e a não
entrelaçada. Na varredura entrelaçada o feixe percorre primeiro as linhas horizontais
ímpares para depois retornar e preencher as linhas pares. A imagem perde um pouco
de qualidade. Ocorre o fenômeno conhecido por flickering. Já num monitor não
entrelaçado a imagem é formada de uma só vez, todas as linhas são percorridas
(seqüencialmente). A freqüência (tanto vertical quanto a horizontal) de operação em
um monitor NE é maior.
Para uma resolução maior, o monitor deve possuir uma freqüência de operação
mínima, de acordo com a seguinte tabela (tabela2).

Resolução Freqüência Horizontal Mínima


640 x 480 31.500 Hz
800 x 600 37.800 Hz
1024 x 768 47.280 Hz
1280 x 1024 65.000 Hz
Tabela 2 – Monitores e resolução

Quanto às cores, podemos verificar na tabela 3 que elas variam de acordo com a
quantidade de bits que cada pixel é armazenado dentro da memória da interface para o
vídeo.
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Quantidade de bits por ponto Cores simultâneas disponíveis


1 2
2 4
4 16
8 256
15 32.768 (32k) Hi Color
16 65.536 (64k) Hi Color
24 16.777.216 (16M) RGB True Color
32 4.294.967.296 (4G) (CMYK True Color)
Tabela 3 – Cores simultâneas

A falta de padrão estende-se também aos monitores e a compatibilidade dos programas


determinou, meio que por acaso, um padrão conhecido como VGA e SVGA. Mesmo
que a IBM tenha tentado colocar no mercado o padrão XGA que não chegou a
emplacar.
Veja na tabela abaixo (tabela 4) a quantidade de opções relacionadas a resolução, cores
e memória de vídeo.
Resolução Cores simultâneas Memória de Vídeo Mínima
640 x 480 16 256k
640 x 480 256 512k
640 x 480 Hi Color e RGB True Color 1MB
800 x 600 16 256K
800 x 600 256 512k
800 x 600 Hi Color 1MB
800 x 600 RGB True Color 2MB
1024 x 768 16 512 k
Tabela 4 – Quantidade de cores simultâneas
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Mouse
Dispositivo de entrada que revolucionou o funcionamento dos computadores. Pode
possuir um mecanismo interno chamado mecânico, quando o contato é feito através de
lâminas metálicas, ou por detecção ótica, muitas vezes utilizando diodos
fotossensíveis.

Funcionamento do mouse
1. Quando movemos o mouse arrastando-o em uma superfície plana, uma esfera
feita de borracha, que se estende para além do fundo do mouse gira na direção do
movimento, fazendo contato e acionamento dos roletes montados em um ângulo
de 90º entre si.
2. Um dos roletes corresponde ao movimento para frente e para trás (movimentos
verticais na tela) e o outro detecta movimentos laterais (movimentos de um lado
para outro na tela).
3. Cada rolete está ligado a uma roda (codificador).
4. Na borda de cada codificador estão diminutos pontos de contato metálico. Dois
pares de barras de contato se estendem do invólucro do mouse e encostam nos
pontos de contato em cada codificador, resultando em um sinal elétrico.
5. Os sinais são enviados ao PC, que os converte, para o mover na tela. Ao acionar
qualquer botão na parte superior do mouse, também enviam-se sinais ao PC, que
um software realiza a tarefa desejada.

Impressoras
Para obter uma cópia física do trabalho realizado no computador, possuímos um
dispositivo de saída que imprime os dados. São as chamadas impressoras. Os vários
tipos de impressoras existentes no mercado possuem tecnologias diferentes e
dependem muito da finalidade do uso.

Características das impressoras:


Margarida – é uma impressora que segue o modelo das máquinas de escrever
elétricas. As letras estão na extremidade do disco, muito parecido com a flor
“margarida”, por isso o nome. Em inglês “daisy wheel”. O inconveniente desta
impressora é que ela não imprime gráficos e desenhos, e não permite variação de tipos,
a não ser que o usuário adquira mais tipos de margaridas. Continuando com as
desvantagens ela é lenta, porque para imprimir cada caracter a margarida precisa ser
girada até que o caracter fique alinhado com a fita. É barulhenta, porque um bloco
golpeia o papel para cada caractere que precisa ser impresso. Uma das vantagens
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para quem imprime textos é que ela permite qualidade de carta – as letras impressas
parecem ter sido impressas por uma máquina de escrever.

Matriciais – as impressoras matriciais surgiram para tentar sanar as dificuldades


apresentadas pela sua antecessora (margarida). O funcionamento da matricial é o
seguinte: o computador envia uma série de códigos ASCII hexadecimais que
representam caracteres, marcas de pontuação e movimentação da impressora como
tabulações, retorno de carro, alimentações de linha e de página, que controlam a
posição da cabeça de impressão em relação ao papel. Os códigos ASCII são
armazenados na memória RAM. Como normalmente a impressora leva mais tempo
para imprimir do que o PC para enviar caracteres, um buffer interno à impressora
ajuda a liberar o PC para realizar outras funções enquanto imprime. As primeiras
impressoras matriciais possuíam um buffer interno com tamanho entre 7 KB a 8 KB.
Quando o buffer está cheio a impressora envia um código de controle (XOFF) para o
PC, suspendendo o envio de dados e quando o buffer libera espaço a impressora envia
um código (XON) p/ o PC retornar o envio de dados. O processador da impressora
considera as informações dadas pela tabela de mapa de bits de toda uma linha e
calcula a trajetória mais eficiente pare o deslocamento da cabeça de impressão,
podendo algumas linhas serem impressas da direita p/ a esquerda.
O processador envia os sinais que disparam os pinos na cabeça de impressão e também
controlam os movimentos da cabeça de impressão e do papel. A cabeça de impressão é
acionada por alguns circuitos, que recebem sinais elétricos amplificados do
processador. A cabeça de impressão contém 9 ou 24 pinos (micro-agulhas), alinhadas
em uma ou duas linhas verticais.
A agulha em velocidade atinge uma fita impregnada de tinta, fazendo com que o
impacto ocasionado transfira a tinta para o papel. Depois de acionar uma agulha, uma
mola a leva de volta a sua posição original. Estas agulhas juntamente com o
movimento do carro conseguiam imprimir caracteres variados, desenhos e figuras. O
único problema que continuava era o ruído excessivo. Abafadores de ruído foram
construídos para eliminar um pouco o volume. Porém, para quem precisava obter
cópias carbono, tipo nota fiscal, a impressora matricial obtinha um trunfo de rapidez e
ainda por cima a facilidade de utilizar formulários contínuos. Com o surgimento das
cabeças com 24 agulhas, a qualidade de impressão era próxima a qualidade de carta,
mas não de uma arte-final.

Jato de tinta – com o desenvolvimento das impressoras Bubble Jet ou Ink Jet o
problema da arte-final já estava bem próximo do fim. Os canais (conduítes finíssimos)
utilizados para a impressão permitiam um preenchimento dos espaços que as agulhas
não ocupavam. Outro problema solucionado foi o barulho e também a rapidez.
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Uma grande vantagem (além das já citadas) é a possibilidade de utilizar-se cartuchos


de tinta coloridos. Muitos modelos possuem uma durabilidade grande, pois ao acabar a
tinta de impressão, ao trocar o cartucho, a cabeça de gravação também é substituída.
Como desvantagem observa-se que no custo final a impressão de uma folha é
relativamente cara.

Impressoras a laser – a tecnologia utilizando “raio laser” aliou a rapidez, silêncio e


precisão em um só produto. A qualidade aumentou por dois motivos, a precisão do raio
laser e a montagem da página em sua memória para posterior impressão. Consegue
obter a qualidade arte-final.
O funcionamento é através da carga eletrostática em um cilindro com selênio
(substância química) feita através do raio laser. O toner (espécie de pó negro) é atraído
pelos pontos sensibilizados e depois é fixado no papel por rolos de fusão. O preço de
um toner é elevado, porém a rapidez, durabilidade e resolução compensam.

A porta paralela
A porta paralela (parallel port) é uma interface de comunicação entre o computador e
um periférico. Quando a IBM criou seu primeiro PC (Personal Computer) ou
Computador Pessoal, a idéia era conectar a essa porta uma impressora, mas
atualmente, são vários os periféricos que utilizam-se desta Porta para enviar e receber
dados para o computador (ex. scanners, câmeras de vídeo, unidade de disco removível
e outros).
A comunicação paralela é aquela em que os bits, que compõem um byte ou palavra de
dados, são enviados ou recebidos simultaneamente bem como os sinais de controle de
comunicação. Para que isso seja possível, faz-se necessário um meio físico (fio) para
cada informação, seja ele de dado ou de controle.

Figura 2 – A comunicação paralela


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Endereços da porta paralela


Em um PC existe uma porta paralela denominada LPT1, a qual é constituída por três
registradores (DATA, STATUS e CONTROL). Esses registradores são acessados
através da leitura/escrita a endereços específicos de I/O:
 378h: para enviar/receber um byte pelo registrador DATA;
 379h: para receber um byte do registrador STATUS;
 37Ah: para enviar sinais de controle ao registrador CONTROL.
A LPT2, segunda porta paralela, possui registradores idênticos mas mapeados a
endereços diferentes (278h, 279h e 27Ah)

Conector da porta paralela


Os bits dos registradores das portas paralelas são conectados através de um cabo plano
(flat cable) a um conector de 25 pinos (DB-25) posicionado no painel traseiro do
computador. Esse conector é do tipo fêmea, pois na verdade ele não possui pinos, mas
sim orifício nos quais são encaixados os pinos do plug do cabo que conecta a
impressora ao computador. Esse plug é um conector DB-25 macho. Os pinos dos
conectores associados à porta paralela são mostrados na Tabela 5 e na Figura 3.
Pino Sinal Direção Descrição
1 /STROBE OUT sinal de Controle
2 DADO 0 OUT bit de dado D0
3 DADO 1 OUT bit de dado D1
4 DADO 2 OUT bit de dado D2
5 DADO 3 OUT bit de dado D3
6 DADO 4 OUT bit de dado D4
7 DADO 5 OUT bit de dado D5
8 DADO 6 OUT bit de dado D6
9 DADO 7 OUT bit de dado D7
10 /ACKNLG IN sinal de controle
11 BUSY IN sinal de controle
12 PE IN sinal de controle
13 Não usado
14 /AUTO FEED XT OUT sinal de controle
15 – 17 Não usados
18-25 GND --- Sinal de Terra
Tabela 5 – Pinos da porta paralela
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Figura 3 – Pinos da porta paralela

A porta serial
A porta serial do PC se baseia na comunicação serial, na qual um byte é enviado por
apenas uma via ou fio. Para que isso seja possível, o byte é desmembrado em bits e
cada um é enviado separadamente, um após o outro. No local da recepção, os bits são
"montados" novamente, recompondo o byte. Os sinais de controle são enviados
separadamente.

A porta serial contém um chip UART (Universal Asynchronous Receiver/Transmiter) e


alguns componentes de apoio. Como o nome indica, este chip recebe dados
provenientes do barramento do PC e os traduz para o formato utilizado nas
transmissões seriais. O chip também executa o procedimento inverso: receber uma
string de dados, remover os caracteres de enquadramento e transferir os bytes de dados
para o PC.

Figura 4 – A comunicação serial


O DOS reconhece até 4 portas seriais (COM1, COM2, COM3, COM4,), sendo que
elas utilizam conectores de 25 pinos, 9 pinos ou ambos.
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Devido ao fato de que uma comunicação serial exige um sistema para desmembrar a
informação e um sistema idêntico para recompô-la, foram desenvolvidos padrões de
comunicação para que diferentes equipamentos pudessem se comunicar entre si. São
os protocolos de comunicação.

Porta USB
O USB combina todas as vantagens de uma norma multi-plataforma: (baixo custo,
maior compatibilidade, grande número de periféricos disponíveis, como impressoras,
câmeras digitais, periféricos para jogos, joysticks, teclados, periféricos de
armazenamento de dados) com as características que a Apple sempre incluí nos seus
produtos: a grande funcionalidade e facilidade de utilização.
 As vantagens da norma USB incluem:
 Flexibilidade de ligação (Plug-and-Play);
 Cabos e ligações normalizados;
 Configuração automática dos periféricos, logo que ligados;
 Possibilidade de ligação de um periférico USB a um computador em
funcionamento (Hot Swapping);
 Capacidade de ligação simultânea de múltiplos periféricos a um computador (até
127);
 Rapidez na transferência de dados (12Mbps).

Os periféricos USB possuem cabos USB fixos, ou portas e cabos USB. Para efetuar a
ligação de um periférico USB a um computador, basta ligar o cabo USB do periférico
à porta USB do computador. É possível ligar ou desligar um periférico USB a
qualquer momento, e quantas vezes for necessário, sem que, por isso, haja necessidade
de desligar o computador, ou reiniciar a secção de trabalho para o reconhecimento do
sistema operativo dos novos periféricos ligados.

Hub USB
Um dos potenciais do USB é a capacidade ligação de vários dispositivos USB em
cadeia (até 127). Um hub é um dispositivo USB que incluí uma porta extra, na qual é
possível ligar outro dispositivo USB. Alguns hubs, tais como os teclados, são "bus
powered", isto é permitem a passagem da corrente elétrica da fonte (um iMac por
exemplo) para o dispositivo USB. Outros são "self-powered" e necessitam de um
adaptador que permita a sua ligação à corrente elétrica para suporte da corrente do
hub.