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Comunicação Visual

Autora: Bianca Martins

Um cuutilizando a metodologia
NETLEARNrso INFNET ®.
Índice

NETLEARN® - INTRODUÇÃO
Sobre o Instituto Infnet

Histórico
Parcerias
Treinamento aberto
Treinamento fechado
Contato

NETLEARN® - INTRODUÇÃO
NETLEARN® - INTRODUÇÃO
Observação Importante:

O método NETLEARN visa trazer o melhor


para os alunos. E nós sabemos que para se ter
o melhor é preciso que se tenha
flexibilidade.

Cada assunto tem suas características


específicas. Cada curso tem suas
necessidades. Por isso, nem sempre todos os
módulos do NETLEARN® estarão presentes em
todos os cursos.

NETLEARN® - INTRODUÇÃO
A apostila

SUA APOSTILA É DIVIDIDA EM 2 PARTES


Os slides, na parte de cima de cada página as anotações, na parte de
baixo

•  Slides: São os slides que o professor vai utilizar durante o


curso.

•  Anotações: Informações complementares, zoom no código


de programas e espaço para você escrever

NETLEARN® - INTRODUÇÃO
Apresentações

PROFESSOR
Nome
E-mail
Experiência

ALUNOS
Nome
Empresa onde trabalha e cargo
Expectativas

NETLEARN® - INTRODUÇÃO
Logística

Horários
Computadores e Rede
Banheiros
Cigarro
Telefone

NETLEARN® - INTRODUÇÃO
Objetivos do curso

O ALUNO VAI ESTAR HABILITADO A:

•  Compreender os fundamentos do Design


•  Manejar conceitos e técnicas para trabalhar com cores e
tipografia
•  Conceituar princípios de leitura visual da Forma, da Gestalt e
técnicas de expressão visual.
•  Desenvolver layouts em suporte digital e impresso
•  Dominar princípios de planejamento e produção de projetos de
Design

NETLEARN® - INTRODUÇÃO
O Curso

UA1 - Fundamentos do Design UA4 – Design e percepção


BCA 1.1 - Comunicação Visual BCA 4.1 - Percepção
BCA 1.2 - Design Gráfico BCA 4.2 - Conceituação da forma e
BCA 1.3 - Identidade Visual propriedades
BCA 4.3 - Conceitos da Gestalt
UA2 – Cores BCA 4.4 - Sistema de leitura visual
BCA 2.1 - Psicologia das cores
BCA 2.2 - Estudos sobre a cor UA5 – Planejamento de projetos
BCA 2.3 - Esquemas de cores BCA 5.1 – Criatividade
BCA 2.4 - Paletas de cores para web BCA 5.2 – Processos e princípios de
planejamento
UA3 - Tipografia BCA 5.3 – Desenvolvimento
BCA 3.1 - Origem e tecnologias 5.3.1 - Impressos
BCA 3.2 - Conceitos 5.3.2 - Digital
BCA 3.3 - Composição com tipos
BCA 3.4 - Tipografia Digital
BCA 3.5 - Dicas para a seleção de tipos

NETLEARN® - INTRODUÇÃO
Público-Alvo

Designers e profissionais desejando


investir no planejamento de soluções de
Design em geral, tanto para mídia
digital como para mídia impressa.

NETLEARN® - INTRODUÇÃO
Pré-requisitos

•  Conhecimento em microinformática
•  Desejável conhecimentos básicos no
Adobe Photoshop ou em ferramenta
similar

NETLEARN® - INTRODUÇÃO
UNIDADE DE APRENDIZADO 1

Fundamentos do Design

BCA 1.1 - Comunicação Visual


a)  Trajetória

BCA 1.2 - Design Gráfico


a)  Conceitos

BCA 1.3 - Identidade Visual


a)  Conceitos
b)  Elementos

UA 1 | BCA 1.1 | Comunicação Visual


UA1
Introdução aos fundamentos do Design

OBJETIVOS

•  Apresentar a trajetória e o
desenvolvimento da Comunicação Visual
•  Discutir conceitos do Design Gráfico
•  Estudar características e elementos d
Sistema de Identidade Visual

UA 1 | BCA 1.1 | Comunicação Visual


Bibliografia básica

CARDOSO, R (org.). O Design brasileiro antes do Design. São Paulo: Cosac Naify, 2005.
CARDOSO, R. Uma Introdução à História do Design. São Paulo: Edgard Blücher, 2000.

FRASCARA, J. Diseño gráfico y comunicación. Buenos Aires: Infinito, 1988.

FRASCARA, J. El Diseño de comunicación. Buenos Aires: Ediciones Infinito, 2006.

MEGGS, Philip. Historia del diseño gráfico. México: Trillas, 1991.

NIEMEYER, Lucy. Design gráfico no Brasil: origens e instalação. Rio de Janeiro: 2AB, 1997.
PEÓN, Maria Luisa. Sistemas de identidade visual. Rio de Janeiro: 2AB, 2000.

PINHO, José Benedito. O poder das marcas. São Paulo-SP: Summus, 1996.

SOUZA, Pedro. Notas para uma história do design. Rio de Janeiro: 2AB, 1997.
STRUNCK, Gilberto. Como criar identidades visuais para marcas de sucesso. Rio de
Janeiro: Rio Books, 2001.
TAMBINI, Michel. O design do século. Sao Paulo: Ática, 1997.

VILLAS-BOAS, André. O que é e o que nunca foi design gráfico. Rio de Janeiro: 2AB, 1997.
UNIDADE DE APRENDIZADO 1

Fundamentos do Design

BCA 1.1 - Comunicação Visual


a)  Trajetória

BCA 1.2 - Design Gráfico


a)  Conceitos

BCA 1.3 - Identidade Visual


a)  Conceitos
b)  Elementos

UA 1 | BCA 1.1 | Comunicação Visual


BCA 1.1
Comunicação Visual: Trajetória
As primeiras formas comunicativas consistiam
em elementos visuais para transmitir estados de
ânimo, desejos e inquietudes através de
expressões e signos não verbais que com o
tempo adquiriram a condição de "linguagem",
pictórica ou verbal, ao converterem-se em
modelos de comunicação.

UA 1 | BCA 1.1 | Comunicação Visual


Arte Egípcia em pergaminhos

Com o tempo a linguagem verbal passou a ser o meio


de intercâmbio de informação mais direto. Mesmo
assim a linguagem visual continuou tendo um peso
importante nas relações comunicativas, sobretudo a
partir do uso de diversos materiais como suporte às
mensagens visuais.

UA 1 | BCA 1.1 | Comunicação Visual


O Disco de Festos, 1700 a.c.
A representação de idéias por meio de pictogramas
teve uma maior expressividade com o advento de
diferentes suportes para linguagens escritas.

As linguagens escritas estavam baseadas na


representação de elementos tomados da natureza −
aos quais se atribuía uma interpretação particular −
e também na representação de um conjunto
artificial de símbolos inventados: os alfabetos.

Parte do Alfabeto Cretense

UA 1 | BCA 1.1 | Comunicação Visual


Papiro ano 932
Como suporte físico, foi utilizada inicialmente a
pedra, mas, buscaram-se outros tipos de materiais que
permitiriam maior facilidade de uso e portabilidade,
Pergaminho ano 975 como os papiros ou os pergaminhos.

Com o papiro e o pergaminho diferentes tipos de


pigmentos naturais passaram a ser utilizados para dar
um maior colorido e expressão às obras escritas e
composições artísticas.

UA 1 | BCA 1.1 | Comunicação Visual


Códice
ano 1000

Nesta época alguns artistas desenvolveram pesquisas


representar uma composição harmoniosa e equilibrada, já
que com isso acreditavam ser possível aliar comunicação,
clareza e beleza.

Exemplos: códices realizados nos monastérios.

Livro das Horas séc XV e XVI

UA 1 | BCA 1.1 | Comunicação Visual


Prensa
tipográfica de
Gutemberg
1450-55
Johann Gutenberg, em 1450, inventou a
imprensa (prensa tipográfica), artefato
capaz de reproduzir um original em
grandes quantidades.

UA 1 | BCA 1.1 | Comunicação Visual


Logo começaram a aparecer imprensas que
reproduziam todo tipo de obras, cada vez
mais elaboradas.

INCUNÁBULOS
obras impressas
desde 1455 até
1500.

UA 1 | BCA 1.1 | Comunicação Visual


Publicidades séc. XIX

O design gráfico teve outro grande


impulso com a Revolução Industrial.
Intensificou-se o comércio e a
concorrência entre empresas por uma
parte do mercado. Com isso, se
desenvolveu a publicidade.

UA 1 | BCA 1.1 | Comunicação Visual


O desenvolvimento da publicidade
ocorreu paralelamente ao do design
gráfico e ao dos suportes de
comunicação. Era preciso convencer
o público das vantagens de um
determinado produto ou marca.

UA 1 | BCA 1.1 | Comunicação Visual


Não se tratava mais de
apresentar apenas belas
mensagens visuais, elas deviam
ser efetivas e vender.

UA 1 | BCA 1.1 | Comunicação Visual


Na segunda metade do século XX,
surgiram os computadores e
máquinas inicialmente destinadas a
um grupo reduzido de técnicos e
especialistas, mas que pouco a
pouco foram ganhando
popularidade e com o aparecimento
do computador pessoal se
estenderam a todos os ambientes e
grupos sociais.

UA 1 | BCA 1.1 | Comunicação Visual


Na década de 1980 o Desktop Publish
passou a fazer parte do âmbito do design
gráfico.

Na década de 1990 a World Wide Web se


consolidou como um meio eficiente de
comunicação aumentando o acesso de
diversos públicos às informações

UA 1 | BCA 1.1 | Comunicação Visual


UNIDADE DE APRENDIZADO 1

Fundamentos do Design

BCA 1.1 - Comunicação Visual


a)  Trajetória

BCA 1.2 - Design Gráfico


a)  Conceitos

BCA 1.3 - Identidade Visual


a)  Conceitos
b)  Elementos
Design Gráfico

Pode-se definir design gráfico como o


processo de conceber, programar, projetar,
coordenar, selecionar e organizar uma série
de fatores e elementos para produzir
interfaces visuais destinadas a comunicar
mensagens específicas que chegam ao
público destinatário através de diferentes
suportes, como folhetos, cartazes,
websites, embalagens, letreiros, etc.

UA 1 | BCA 1.2 | Design Gráfico - Conceitos


No processo de design gráfico utiliza-se diferentes
elementos gráficos para dar forma à comunicação buscando
comunicar as idéias essenciais da mensagem de forma que
seu público alvo possa compreende-la com eficácia.

•  Elementos gráficos simples: pontos, linhas e planos de


todo tipo (grafismos, linhas retas e/ou curvas, etc.)
•  Elementos geométricos, com ou sem contorno:
polígonos, círculos, elipses, ovais, etc.
•  Tipos: letras de diferentes formas e estrutura, utilizadas
para apresentar mensagens textuais.
•  Gráficos variados: logotipos, ícones, símbolos, sinais, etc.
•  Ilustrações
•  Fotografias
•  Etc.

UA 1 | BCA 1.2 | Design Gráfico - Conceitos


Para atingir o resultado esperado, o designer
deve conhecer a fundo os diferentes recursos
gráficos a sua disposição – linguagem visual,
percepção visual, tecnologias, softwares
gráficos e meios de comunicação - e ter a
imaginação, a experiência e o sentido comum
necessários para combiná-los de forma
adequada.

UA 1 | BCA 1.2 | Design Gráfico - Conceitos


Os diferentes componentes de um projeto
de design são percebidos pelo público
usuário de acordo com a influência
individual que exerce cada um deles.
Porém, a união de todos eles, a composição
gráfica, é uma entidade comunicativa
individual e completa, carregada de
complexos elementos humanos associados
com a linguagem, a experiência, a idade, a
aprendizagem, a educação e a memória de
cada sujeito.

UA 1 | BCA 1.2 | Design Gráfico - Conceitos


Design = planejamento
Design gráfico = planejamento Visual = Design de Comunicações Visuais

UA 1 | BCA 1.2 | Design Gráfico - Conceitos


No que se refere ao excesso de informações visuais
apresentadas dia-a-dia às pessoas que vivem nas grandes
cidades, surge uma oportunidade de atuação profissional
para os designers que passam a poder usar a sua competência
em distinções visuais para reduzir a sobrecarga daquilo que
deixa o público perplexo.
Jorge Frascara

UA 1 | BCA 1.2 | Design Gráfico - Conceitos


Transformar a informação em comunicação

Antes Depois Antes Depois

UA 1 | BCA 1.2 | Design Gráfico - Conceitos


Periódico séc. XIX Periódico séc. XXI

UA 1 | BCA 1.2 | Design Gráfico - Conceitos


O relacionamento entre o consumidor e o objeto de consumo
inicia-se à primeira vista › relação entre pessoas!

Design faz a mediação › Designer é um mediador!

Se já é comum dizer que estamos na sociedade da informação, o


designer que trabalha neste setor não é somente um embelezador,
mas um organizador da informação.

UA 1 | BCA 1.2 | Design Gráfico - Conceitos


UNIDADE DE APRENDIZADO 1

Fundamentos do Design

BCA 1.1 - Comunicação Visual


a)  Trajetória

BCA 1.2 - Design Gráfico


a)  Conceitos

BCA 1.3 - Identidade Visual


a)  Conceitos
b)  Elementos

UA 1 | BCA 1.3 | Identidade Visual


BCA 1.3
Identidade Visual - Conceitos

Conjunto de elementos gráficos que irão formalizar a personalidade visual


de um nome, produto, idéia ou serviço.

Identidades visuais → comunicam e projetam mensagens visuais.

UA 1 | BCA 1.3 | Identidade Visual


Sistema ou Manual de Identidade Visual

Todos os componentes que veiculam os elementos básicos da


Identidade Visual.

UA 1 | BCA 1.3 | Identidade Visual


Elementos de Identidade visual

Primários:
Logotipo + Símbolo = Marca ou assinatura visual

Secundários
•  Cores institucionais
•  Alfabeto institucional

Acessórios
•  Grafismos
•  Mascote

UA 1 | BCA 1.3 | Identidade Visual


Primários: Logotipo

É necessariamente composto por letras

• Marcas nominativas: podem ser lidos com rapidez

• Marcas figurativas: letras e números que se


assemelham a desenhos

Variações:
• Associados a grafismos (sem que este seja um símbolo)
• Exclusivamente tipográficos: Motorola

UA 1 | BCA 1.3 | Identidade Visual


Logotipos: Classificação

• Baseado em família tipográfica existente

• Formado por família tipográfica modificada


• Formado por tipos desenhados exclusivamente para ele

UA 1 | BCA 1.3 | Identidade Visual


Primários: Símbolo

É um sinal gráfico que, com o uso, passa a identificar um


nome, idéia, produto ou serviço.

Nem todas as marcas possuem símbolos.

A vantagem da utilização de um símbolo é sua capacidade de


síntese: ele deve ser rapidamente identificado e associado à
instituição.

UA 1 | BCA 1.3 | Identidade Visual


Símbolos: classificação

•  Tipográficos: deriva das iniciais do nome da


instituição.
•  Figurativo: baseados em grafismos que de alguma
forma transmitem o que está sendo representado
•  Abstrato: que não objetiva qualquer representação
figurativa ou que possua representação muito
estilizada e de difícil associação.

UA 1 | BCA 1.3 | Identidade Visual


Primários: Marca ou assinatura visual

É o conjunto formado pelo símbolo + o logotipo

Normatização quanto à posição de um relacionado ao


outro e a proporção entre eles.

UA 1 | BCA 1.3 | Identidade Visual


Secundários: cores institucionais

Cores utilizadas na identidade visual.

UA 1 | BCA 1.3 | Identidade Visual


Secundários: Alfabeto institucional

Família tipográfica, incluindo suas variações de peso (negrito,


itálico etc.), que acompanha as informações complementares
numa identidade visual.

UA 1 | BCA 1.3 | Identidade Visual


Acessórios: Grafismos

Elementos gráficos – em geral abstratos – com a função


de enfatizar algum conceito ou servir como um
componente estético transmitindo idéias (ex:
velocidade, jovialidade, solidez, etc.)

UA 1 | BCA 1.3 | Identidade Visual


Acessórios: Mascotes

Personagens que auxiliam atingir públicos


específicos. Enaltecem dada característica que
cause identificação entre o público e a identidade
corporativa.

UA 1 | BCA 1.3 | Identidade Visual


Laboratório: etapa 1
Este exercício será desenvolvido ao longo do curso. Em cada Unidade de Aprendizagem você
aprenderá a implementar novas características a duas marcas que serão criadas.

Nesta etapa você deve elaborar a Identidade Visual - elementos primários, secundários e
acessórios (se assim desejar) para as duas marcas a seguir:

1 – RESTAURANTE LA PASTA 2 – ACADEMIA POWER BODY

Características: Características:
•  Restaurante tradicional especializado •  Especializada em técnicas avançadas de
em alta culinária e vinhos italianos musculação, running e bike indoor
•  Aconchegante, envolvente, “clima”
•  Estímulo ao movimento, energia,
familiar
dinamismo e vigor
•  Decoração tradicional, mobiliário
rústico •  Visual hi-tech, “clima” jovem, casual,
•  O dono faz questão de recepcionar atraente, sensual
todos os clientes •  Enfatiza a limpeza, saúde, agilidade e
segurança
Público:
•  Sofisticado, exigente, conhecedor de Público:
ótimos restaurantes internacionais •  Jovem, dinâmico, vaidoso, exigente.
•  Classe AA •  Classe: B e C
•  Idade: majoritariamente entre 35 e •  Idade: majoritariamente entre 15 e 40
60 anos anos
UNIDADE DE APRENDIZADO 2

Cores

BCA 2.1 - Psicologia das cores

BCA 2.2 - Estudos sobre a cor


a)  Cor e percepção
b)  Teoria das cores
c)  Disco cromático
d)  Parâmetros da cor

BCA 2.3 - Esquemas de cores


a)  Harmonia
b)  Contraste

BCA 2.4 - Paletas de cores para web


a)  Sobre as cores em tela

UA 2 | BCA 2.1 | Psicologia das cores


UA2 - Cores

OBJETIVOS

•  Apresentar a psicologia envolvida no


trabalho com cores
•  Discutir teorias e estudos sobre as cores
•  Apresentar esquemas de combinação de
cores
•  Estudar a utilização de cores na WEB

UA 2 | BCA 2.1 | Psicologia das cores


Bibliografia básica

FARINA, Modesto. Psicodinâmica das cores em comunicação. São Paulo: Edgard


Blücher, 1990.

GUIMARÃES, Luciano. A Cor como Informação. São Paulo: Annablume, 2001.

ITTEN, Johannes. The art of the color. Paris: Dessain et Tolra, 1974.

ITTEN, Johannes. The Elements of Color. New York: John Wiley & Sons, 1999.

WILLIAMS, Robin; TOLLET, John. Web design para não-designers. Rio de Janeiro:
Ciência Moderna, 2001.

Material didático Teoria das Cores da Prof. Sílvia Schineider


UNIDADE DE APRENDIZADO 2

Cores

BCA 2.1 - Psicologia das cores

BCA 2.2 - Estudos sobre a cor


a)  Cor e percepção
b)  Teoria das cores
c)  Disco cromático
d)  Parâmetros da cor

BCA 2.3 - Esquemas de cores


a)  Harmonia
b)  Contraste

BCA 2.4 - Paletas de cores para web


a)  Sobre as cores em tela

UA 2 | BCA 2.1 | Psicologia das cores


Cores

Escolher cores não é uma tarefa simples.

É necessário observar aspectos estéticos, pensar na


identidade que estamos representando e levar em conta
conceitos de usabilidade.

Existem, felizmente, conhecimentos para a composição com


cores: psicologia das cores e as teorias sobre uso e
combinação de cores.

UA 2 | BCA 2.1 | Psicologia das cores


Psicologia das cores

É uma área de estudo que analisa os efeitos


emocionais e comportamentais produzidos pelas
cores e suas combinações.

UA 2 | BCA 2.1 | Psicologia das cores


Vale a pena conhecer algumas associações psicológicas que a
maioria das pessoas, na cultura ocidental, desenvolve com
algumas cores.

Vermelho: paixão ou morte?

UA 2 | BCA 2.1 | Psicologia das cores


BRANCO

Paz, pureza, batismo, casamento, hospital, neve, frio,


palidez, vulnerabilidade, dignidade, divindade, harmonia,
inocência etc.

UA 2 | BCA 2.1 | Psicologia das cores


PRETO

Medo, morte, maldição, pessimismo, negação,


tristeza, opressão, dor etc.

Na publicidade, o preto esta associado à nobreza e


seriedade.

Na moda o preto é associado à elegância.

UA 2 | BCA 2.1 | Psicologia das cores


VERMELHO

Guerra, sangue, perigo, vida, fogo, mulher, conquista,


masculinidade, paixão, força, energia, movimento,
violência, excitação, emoção, ação, etc.

É é uma cor muito atrativa.

Rosas vermelhas simbolizam o amor.

UA 2 | BCA 2.1 | Psicologia das cores


LARANJA

Outono, pôr-do-sol, calor, luz, raios, robustez, euforia,


alegria, apetite, prazer, senso de humor e etc.

Muito usada em embalagens de alimentos.

UA 2 | BCA 2.1 | Psicologia das cores


AMARELO

Ouro, sol, calor, palha, luz, verão, conforto, idealismo,


espontaneidade, euforia, alegria, expectativa etc.

UA 2 | BCA 2.1 | Psicologia das cores


VERDE

Natureza, floresta, folhas, mar, vida, bem-estar,


tranqüilidade, segurança, liberdade, juventude, firmeza,
coragem, esperança etc.

Dependendo da tonalidade o verde pode estar associado à


energia. Ex: guaraná (caso do Guaraná Antártica), etc.

UA 2 | BCA 2.1 | Psicologia das cores


AZUL

Céu, frio, mar, tranqüilidade, espaço, fantasia,


infinito, afeto e serenidade.

Dependendo da tonalidade, sobriedade,


serenidade e credibilidade.

UA 2 | BCA 2.1 | Psicologia das cores


ROXO

Fé, penitência, sonho, mistério, dignidade, egoísmo,


grandeza, espiritualismo, sexualidade etc.

UA 2 | BCA 2.1 | Psicologia das cores


MARROM

Chocolate, café, terra, frio, melancolia,


sensualidade e também certo desconforto.

Se combinada com o dourado, o creme, o bege ou


o vinho, pode demonstrar elegância e requinte.

UA 2 | BCA 2.1 | Psicologia das cores


ROSA

Feminilidade, criança, calma, afeto, delicadeza, inocência.

UA 2 | BCA 2.1 | Psicologia das cores


UNIDADE DE APRENDIZADO 2

Cores

BCA 2.1 - Psicologia das cores

BCA 2.2 - Estudos sobre a cor


a)  Cor e percepção
b)  Teoria das cores
c)  Disco cromático
d)  Parâmetros da cor

BCA 2.3 - Esquemas de cores


a)  Harmonia
b)  Contraste

BCA 2.4 - Paletas de cores para web


a)  Sobre as cores em tela

UA 2 | BCA 2.1 | Psicologia das cores


BCA 2.2 - Estudos sobre a cor

Tanto no plano físico quanto metafórico, a cor resulta em


intenso estímulo perceptivo. Na sua forma fisiológica
primeira, ela é a sensação produzida nos cones e bastonetes
da retina por ondas de luz de diferentes comprimentos. No
seu aspecto psicológico e/ou poético, pode suscitar reações
diferentes, envolvendo sensações de calor ou frio e
revigorantes sensações de luz e espaço.

UA 2 | BCA 2.2 | Estudos sobre a cor


Na comunicação visual a cor pode servir a vários objetivos:
1.  Constituem objeto de manipulação e
produção de significado;

2.  Para simular realidades visíveis, nesse caso


ela opera como representações.

UA 2 | BCA 2.2 | Estudos sobre a cor


COR E PERCEPÇÃO

Não existem cores “reais” na natureza - o que existe são


vários comprimentos de onda que compõem a luz branca, os
quais são absorvidos, refletidos ou refratados por todos os
objetos a nossa volta. Os comprimentos de ondas refletidas
penetram em nossos olhos, que enviam sinais ao cérebro e
assim “percebemos” o fenômeno cromático.

UA 2 | BCA 2.2 | Estudos sobre a cor


A grande contribuição para o nosso
entendimento do fenômeno cromático foi
realizada pelo cientista Isaac Newton, em 1666.
Newton descobriu que quando um raio de luz
solar é separado através de um prisma triangular
seus raios revelam todas as cores do arco-íris.

UA 2 | BCA 2.2 | Estudos sobre a cor


Teoria das cores - COR LUZ

Os estímulos que causam as sensações cromáticas provocadas


pela ação da luz sobre o órgão da visão estão divididos em
dois grupos: o das cores luz e das cores pigmentos.

COR-LUZ OU LUZ COLORIDA – é a radiação visível que tem


com como síntese aditiva a luz branca. Sua melhor expressão
é a luz solar por reunir de forma equilibrada todos os matizes
da natureza.

UA 2 | BCA 2.2 | Estudos sobre a cor


COR PIGMENTO

É a substância material que, conforme sua natureza, absorve,


refrata ou reflete os raios luminosos. Comumente chamamos
cores-pigmento o grupo das cores químicas. Segundo Goethe
as cores químicas são aquelas que podemos criar.

Podem ser divididas em:


• cor pigmento opaca (mistura)
• cor pigmento transparente.

Uma cor pigmento tem como síntese subtrativa o preto.


Cores-pigmento opacas

UA 2 | BCA 2.2 | Estudos sobre a cor


CLASSIFICAÇÃO DAS CORES
Cor Primária

COR GERATRIZ OU PRIMÁRIA: é cada uma das três


cores indecomponíveis que, misturadas em proporções
variáveis, produzem todas as demais, em cada modelo
de representação da cor.

UA 2 | BCA 2.2 | Estudos sobre a cor


Cores-luz PRIMÁRIAS

Em COR-LUZ as cores primárias são:

Modelo RGB – síntese aditiva

UA 2 | BCA 2.2 | Estudos sobre a cor


Cores-pigmento

A tríade CMY (magenta, amarelo e ciano)


encontra maior precisão cromática nas
emulsões transparentes (películas fotográficas,
impressões gráficas, aquarelas etc.).

Daí a denominação cores-pigmento


transparentes, em oposição à outra tríade de
cores- pigmento, que chamamos de opacas
(têmpera, encáustica, óleo, etc.)

UA 2 | BCA 2.2 | Estudos sobre a cor


Cores-pigmento transparentes
PRIMÁRIAS
COR-PIGMENTO TRANSPARENTE as cores primárias:

Modelo CMY – sintese subtrativa

UA 2 | BCA 2.2 | Estudos sobre a cor


Cores-pigmento opacas
PRIMÁRIAS
COR-PIGMENTO OPACA as cores primárias:

Modelo artístico – síntese subtrativa

UA 2 | BCA 2.2 | Estudos sobre a cor


Disco cromático

Para melhor dispor e estabelecer relações entre


cores utiliza-se o disco cromático, ou círculo
cromático.
Se traçarmos uma linha vertical poderemos perceber
que do lado esquerdo as cores são vivas e
marcantes. São as chamadas cores quentes.
Já do lado esquerdo, as cores transmitem mais
tranqüilidade e calma. São as chamadas cores frias.

UA 2 | BCA 2.2 | Estudos sobre a cor


COR SECUNDÁRIA - é a cor formada pelo equilíbrio óptico a
partir das duas primárias que lhe dão origem. Pode ser
conseguida por mistura, punção ou rotação de proporções
iguais.

COR TERCIÁRIA - é a intermediária entre uma cor secundária


e qualquer uma das primárias que lhe deu origem

UA 2 | BCA 2.2 | Estudos sobre a cor


CORES COMPLEMENTARES - são aquelas cuja mistura
produz o branco em cor-luz e o preto em cor pigmento.
Encontram-se sempre em posições opostas no disco
cromático

CORES QUENTES - são o vermelho e o amarelo e as demais


cores em que eles predominam. Sugerem expansão visual.

CORES FRIAS - são o azul e o verde e as outras cores em


que eles predominam.

UA 2 | BCA 2.2 | Estudos sobre a cor


PARÂMETROS DA COR - Matiz

Matiz
Quando pensamos o atributo qualitativo de uma cor,
ou seja, aquilo que identifica uma cor (o seu
comprimento de onda) estamos falando de matiz. O
matiz é a cor em si, é a especificidade da cor.

UA 2 | BCA 2.2 | Estudos sobre a cor


PARÂMETROS DA COR - Valor

Luminosidade ou valor
O valor de uma cor refere-se ao seu índice de
luminosidade, e pode ser observado através do
acréscimo de preto e branco a um determinado
matiz. É o efeito produzido pela suavização ou
escurecimento de uma cor pigmento pela adição
do branco ou do preto.

UA 2 | BCA 2.2 | Estudos sobre a cor


PARÂMETROS DA COR - Saturação

Saturação
Refere-se ao grau de pureza de uma cor e mede-se
com relação ao cinza.

UA 2 | BCA 2.2 | Estudos sobre a cor


UNIDADE DE APRENDIZADO 2

Cores

BCA 2.1 - Psicologia das cores

BCA 2.2 - Estudos sobre a cor


a)  Cor e percepção
b)  Teoria das cores
c)  Disco cromático
d)  Parâmetros da cor

BCA 2.3 - Esquemas de cores


a)  Harmonia
b)  Contraste

BCA 2.4 - Paletas de cores para web


a)  Sobre as cores em tela

UA 2 | BCA 2.3 | Esquemas de cores


BCA 2.3
Esquemas de cores
HARMONIA E CONTRASTE

Os esquemas de cores auxiliam na escolha de uma


efetiva composição harmoniosa ou constrastante
conforme o desejado.

Antes de mais nada é necessário escolher uma cor base


que esteja de acordo com os propósitos do projeto.

UA 2 | BCA 2.3 | Esquemas de cores


Combinação harmônica

1.  Harmonia monocromática


2.  Harmonia de cores análogas
3.  Harmonia triádica
4.  Harmonia de contraste

a)  Complementares simples


b)  Complementar contígua (split complementary)
c)  Dupla complementaridade (tetrádica)

UA 2 | BCA 2.3 | Esquemas de cores


1 - Harmonia monocromática

É a harmonia entre diferentes saturações e


luminosidades de uma mesma cor.

UA 2 | BCA 2.3 | Esquemas de cores


2 - Harmonia de cores análogas

É a harmonia de cores vizinhas no círculo


cromático.

Formadas, principalmente, por diferentes graus


de intensidade.
(Ribeiro, 2003: 199)

UA 2 | BCA 2.3 | Esquemas de cores


3 - Harmonia triádica

Na harmonia triádica, são usadas três cores eqüidistantes no


círculo das cores. Um triângulo eqüilátero dentro do círculo
das cores indica quais são elas.

Imagine um triangulo eqüilátero sobre o círculo cromático e


utilize as cores sob os vértices.

UA 2 | BCA 2.3 | Esquemas de cores


4 - Harmonia de contraste

Resulta da justaposição de cores opostas no círculo


cromático.
(Ribeiro, 2003: 199)

A mais característica das harmonias de contraste é obtida


pela combinação das cores complementares.
(Ribeiro, 2003: 199)

UA 2 | BCA 2.3 | Esquemas de cores


4a - Harmonia por
complementariedade simples

O mais contrastante é o de duas complementares


empregadas sem modulações intermediárias.

Acrescenta luminosidade à cor.

Para diminuir o impacto, pode-se quebrar uma das duas cores


com preto ou com uma pequena parte da complementar

UA 2 | BCA 2.3 | Esquemas de cores


4b- Harmonia por
complementariedade contígua –
split complementary
Formada por duas cores análogas e uma terceira oposta a
elas no círculo cromático

Vale a pena determinar qual será a cor predominante.

UA 2 | BCA 2.3 | Esquemas de cores


4c - Harmonia por dupla
complementariedade - tetrádica

Dois pares de cores complementares dispostos em oposição


no círculo cromático.

Duas duplas de cores complementares entre si.

Esquema de cores bastante radical pois apresenta um alto


grau de contraste.

UA 2 | BCA 2.3 | Esquemas de cores


CONTRASTES CROMÁTICOS

É a diferença ou o grau de diferença entre objetos de naturezas comparáveis.

As cores são completamente diversas, contudo sua aproximação não deve


produzir efeitos desagradáveis, insípidos ou demasiadamente bruscos.
(Ribeiro, 2003: 199)

1.  Contraste de matiz - cor em si


2.  Contraste de claro e escuro ou contraste de valor
3.  Contraste de temperatura
4.  Contraste de qualidade ou saturação
5.  Contraste de quantidade
6.  Contrastes simultâneos
7.  Contraste entre complementares

UA 2 | BCA 2.3 | Esquemas de cores


1 - Contraste de matiz

Contraste entre matizes puros. O contraste entre as


cores da tríade primária e/ ou secundária é um exemplo
de contraste de matiz. Nenhuma delas se destaca.

UA 2 | BCA 2.3 | Esquemas de cores


2 - Contraste
claro escuro ou de valor

Contraste simples e fundamental entre claro/escuro,


preto/branco. Também funciona no modelo
monocromático de cores.

UA 2 | BCA 2.3 | Esquemas de cores


3 - Contraste de temperatura

Equilíbrio proporcionado entre a superfície ocupada pelas


cores e seu grau de calor.

• Cores quentes
• Cores frias

UA 2 | BCA 2.3 | Esquemas de cores


4 - Contraste de
qualidade ou saturação
Ligada ao grau de pureza ou saturação da cor.

Ocorre quando posicionamos mesclas, nuanças e


tonalidades de uma única cor próximas umas das
outras. É o mais sutil dos contrastes.

UA 2 | BCA 2.3 | Esquemas de cores


5 - Contraste de quantidade

Contraste relacionado com as porções de cor


utilizadas na organização do espaço cromático em
áreas maiores e menores. 

Procura-se o equilíbrio entre as cores, o que depende


diretamente de dois aspectos: dimensão e
luminosidade da cor.

UA 2 | BCA 2.3 | Esquemas de cores


6 - Contrastes simultâneos

Estão relacionados com o contraste de complementares.


Ocorrem em função de um fenômeno de compensação
que se dá na retina e faz com que o aparato visual
produza sobre uma cor a sombra de sua complementar.
Essas sombras alteram a percepção das cores quando em
presença de outras.

UA 2 | BCA 2.3 | Esquemas de cores


7 - Contraste entre complementares

É o mais intenso de todos os contrastes. As complementares


têm uma natureza altamente polarizada, pois são criadas a
partir de proporções exatamente opostas às cores primárias.
Sua interação é muito forte e pode muitas vezes perturbar a
legibilidade de um texto. Ex: ciano e vermelho; verde e
magenta; amarelo e roxo.

UA 2 | BCA 2.3 | Esquemas de cores


Influência do entorno

Se duas cores diferentes são aproximadas, a


relação entre elas se modifica e o potencial de
ilusões aumenta. Portanto, é fácil deduzir que
duas cores justapostas, uma quente e outra fria,
se exaltam reciprocamente.

UA 2 | BCA 2.3 | Esquemas de cores


UNIDADE DE APRENDIZADO 2

Cores

BCA 2.1 - Psicologia das cores

BCA 2.2 - Estudos sobre a cor


a)  Cor e percepção
b)  Teoria das cores
c)  Disco cromático
d)  Parâmetros da cor

BCA 2.3 - Esquemas de cores


a)  Harmonia
b)  Contraste

BCA 2.4 - Paletas de cores para web


a)  Sobre as cores em tela

UA 2 | BCA 2.4 | Paletas de cores para web


BCA 2.4
Paletas de cores para web
Para que criar uma paleta se já escolhemos o
esquema de cores?

Ao criar uma paleta de cores temos a certeza de


que estamos dando mais unidade ao projeto e, a
partir dela, fica mais fácil escolher as cores
durante o processo de desenvolvimento.

UA 2 | BCA 2.4 | Paletas de cores para web


Sobre as cores em tela

Você já sabe que os computadores trabalham com três cores


básicas, a partir das quais constroem todas as demais,
mediante um processo de mistura por unidades de pixels.
Estas cores são o vermelho, o azul e o verde. O sistema
definido é conhecido como sistema RGB (Red, Green, Blue).

UA 2 | BCA 2.4 | Paletas de cores para web


Quanto mais bits por pixel, maior o número de
variações de uma cor primária podemos ter.

UA 2 | BCA 2.4 | Paletas de cores para web


Quanto maior for o número de cores, maior será a quantidade
de memória necessária para armazená-los e maiores os
recursos necessários para processá-los.

Para representar uma cor no sistema RGB utilizam-se duas


formas de codificação diferentes, a decimal e a hexadecimal,
correspondendo os diferentes valores com a porcentagem de
cada cor básica que tem uma cor determinada.

UA 2 | BCA 2.4 | Paletas de cores para web


Das 256 cores básicas, o próprio sistema
operacional fica com 40 para sua gestão interna,
sobrando 216 cores. Delas, 18 correspondem às
gamas das cores primárias: 6 tons de vermelho, 6
de azul e 6 de verde.

UA 2 | BCA 2.4 | Paletas de cores para web


Escolha de cores: aplicativos WEB

Site com exercícios e desafios para o trabalho com


cores:
http://poynterextra.org/cp/colorproject/color.html

Experimente combinar cores utilizando aplicativos na


WEB em:
www.colorjack.com/articles/formulas.html
www.universodacor.com.br/unicor/index.php?
scr=esquemas_cores

UA 2 | BCA 2.4 | Paletas de cores para web


Laboratório: etapa 2
Nesta etapa você deve elaborar um esquema de cores (no máximo 5) para cada uma das
duas marcas:

1 – RESTAURANTE LA PASTA 2 – ACADEMIA POWER BODY

Características: Características:
•  Restaurante tradicional especializado •  Especializada em técnicas avançadas de
em alta culinária e vinhos italianos musculação, running e bike indoor
•  Aconchegante, envolvente, “clima”
•  Estímulo ao movimento, energia,
familiar
dinamismo e vigor
•  Decoração tradicional, mobiliário
rústico •  Visual hi-tech, “clima” jovem, casual,
•  O dono faz questão de recepcionar atraente, sensual
todos os clientes •  Enfatiza a limpeza, saúde, agilidade e
segurança
Público:
•  Sofisticado, exigente, conhecedor de Público:
ótimos restaurantes internacionais •  Jovem, dinâmico, vaidoso, exigente.
•  Classe AA •  Classe: B e C
•  Idade: majoritariamente entre 35 e •  Idade: majoritariamente entre 15 e 40
60 anos anos
UNIDADE DE APRENDIZADO 3

Tipografia
BCA 3.1 - Origem e tecnologias BCA 3.3 - Composição com tipos
•  Mapa •  A escolha dos tipos
•  Evolução das letras latinas •  Intervenções na Aplicação de Tipos
•  Quatro Revoluções que •  Recursos de Composição para Destaque de
modificaram Elementos
o modo de reprodução da escrita •  Relação entre tipos
•  Contrastes entre tipos
BCA 3.2 - Conceitos •  Critérios para uso de Tipos
•  Espécies de caracteres:
•  Partes do tipo BCA 3.4 - Tipografia Digital
•  Variações estruturais •  Arquivos de fontes digitais
•  Sistema de medidas •  Formatos de fontes
•  Classificação das famílias •  Fontes personalizadas
tipográficas •  Características dos Textos na web
•  Alguns tipógrafos renomados e seus •  Restrições para o uso de tipografia
tipos na web
•  Apresentando textos por intermédio de
imagens

BCA 3.5 - Dicas para a seleção de tipos


UA3 - Tipografia

OBJETIVOS

•  Apresentar a evolução dos tipos e das técnicas


•  Discutir conceitos e classificações tipográficas
•  Estudar estratégias para composição com tipos

•  Analisar especificações para o uso de tipografia na WEB


Bibliografia básica

BRINGHURST, Robert. Elementos do Estilo Tipográfico. São Paulo, Cosac e


Naify, 2005. 3ª ed.

FARIAS, Priscila. Tipografia digital. Rio de Janeiro: 2AB, 2000.

GRUSZYNSKI, Ana Claudia. Design gráfico: do invisível ao ilegível. Rio de


Janeiro: 2AB, 2000.

JACQUES, João Pedro. Tipografia pós-moderna. Rio de Janeiro. 2AB. 1998

NIEMEYER, Lucy. Tipografia: uma apresentação. Rio de Janeiro: 2AB, 2000.

ROCHA, Claudio. Projeto tipográfico. São Paulo.Rosari.2002

BEAIRD, Jason. The Principles of Beautiful Web Design. SitePoint, 2007.


UNIDADE DE APRENDIZADO 3

Tipografia
BCA 3.1 - Origem e tecnologias BCA 3.3 - Composição com tipos
•  Mapa •  A escolha dos tipos
•  Evolução das letras latinas •  Intervenções na Aplicação de Tipos
•  Quatro Revoluções que •  Recursos de Composição para Destaque de
modificaram Elementos
o modo de reprodução da escrita •  Relação entre tipos
•  Contrastes entre tipos
BCA 3.2 - Conceitos •  Critérios para uso de tipos
•  Espécies de caracteres:
•  Partes do tipo BCA 3.4 - Tipografia Digital
•  Variações estruturais •  Arquivos de fontes digitais
•  Sistema de medidas •  Formatos de fontes
•  Classificação das famílias •  Fontes personalizadas
tipográficas •  Características dos Textos na web
a) ATypI - Association (1954) • Restrições para o uso de tipografia na web
Typographique International • Apresentando textos por intermédio de
b) Robert Bringhurst (1996) imagens
c) Tipos Pós-Modernos (2002)
•  Alguns tipógrafos renomados e seus BCA 3.5 - Dicas para a seleção de tipos
tipos

UA 3 | BCA 3.1 | Origem e tecnologias


BCA 3.1 - Origem e tecnologias
Evolução das letras latinas

UA 3 | BCA 3.1 | Origem e tecnologias


Narrativas visuais são tão antigas quanto o próprio homem.

PINTURA RUPESTRE:
É a forma mais antiga de narração de que se tem
conhecimento. Foi produzida entre 40.000 e 10.000 A.C.

Na pré-história as ilustrações descreviam fatos que as


palavras ainda não podiam descrever.

UA 3 | BCA 3.1 | Origem e tecnologias


A simplificação dos desenhos originou símbolos gráficos
abstratos para representar:

Fonemas > Letras > ALFABETO

Na antiguidade o suporte para a escrita e para a ilustração


era a pedra ou a argila.

UA 3 | BCA 3.1 | Origem e tecnologias


Depois da gravação em pedra ou argila vieram os volumen:
cilindros de papiro facilmente transportados.

ESCRIBAS:
Dominavam a leitura e a escritura e eram uma classe
poderosa. Educavam desde o povo até a classe dominante
para a manutenção das estruturas sociais. Os escribas
também ilustravam seus escritos.

UA 3 | BCA 3.1 | Origem e tecnologias


Evolução das letras latinas
ANTIGUIDADE

Romana Capital quadrada (300 a.C.)

Romana Rústica (200 a. C.)

UA 3 | BCA 3.1 | Origem e tecnologias


Evolução das letras latinas
IDADE MÉDIA Queda do Império Romano – Séc. V / Renascimento – Séc. XV

Escrita manual e feita por copistas

Uncial (séc. IV)

Semi-Uncial (séc. V - VIII)

UA 3 | BCA 3.1 | Origem e tecnologias


Evolução das letras latinas
IDADE MÉDIA Queda do Império Romano – Séc. V / Renascimento – Séc. XV

Carolíngea (séc. VIII - XII)

Gótica (séc. XII – séc. XV)

Iniciais Góticas (1200 a 1500)


UA 3 | BCA 3.1 | Origem e tecnologias
Evolução das letras latinas
IDADE MÉDIA Queda do Império Romano – Séc. V / Renascimento – Séc. XV

Cursiva (séc. XV)

Humanistas (renascimento):
Longas ligaturas

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Evolução das letras latinas
IDADE MÉDIA Queda do Império Romano – Séc. V / Renascimento – Séc. XV

Gótica (séc. XII – séc. XV)

Cursiva (séc. XV)

UA 3 | BCA 3.1 | Origem e tecnologias


Quatro Revoluções
Que modificaram o modo
de reprodução da escrita
1.  Gutenberg - invenção da prensa tipográfica
2.  Revolução Industrial
3.  Fotocomposição
4.  Tecnologia Digital

UA 3 | BCA 3.1 | Origem e tecnologias


1- Séc. XV – XVI - período 1450 – 1870 –
Impressão por tipos móveis

UA 3 | BCA 3.1 | Origem e tecnologias


1- Séc. XV – XVI - período 1450 – 1870 –
Impressão por tipos móveis

Em 1450 Johannes GUTENBERG formula o processo de


impressão manual utilizando tipos móveis.

O mais antigo sistema de composição tipográfica e o único até


o final do século XIX.

Está em uso até hoje, em pequenas gráficas, em todo o país.

Foi utilizado por Gutenberg na produção da Bíblia de 42


linhas, em 1455.

UA 3 | BCA 3.1 | Origem e tecnologias


2 - período 1870 – 1950
Após a Revolução Industrial – composição à quente

UA 3 | BCA 3.1 | Origem e tecnologias


2 - período 1870 – 1950
Após a Revolução Industrial – composição à quente

Os processos artesanais dão lugar às máquinas – impressoras


a vapor substituem as manuais, e a gravação de imagens em
chapas para impressão por sensibilização fotográfica é
difundida.

A produtividade aumentou. Um operador de Linotype podia


compor o equivalente a sete ou oito compositores manuais.

UA 3 | BCA 3.1 | Origem e tecnologias


3 - período 1950 – 1985
Fotocomposição - Sistema de composição a frio

UA 3 | BCA 3.1 | Origem e tecnologias


3 - período 1950 – 1985
Fotocomposição - Sistema de composição a frio

As matrizes dos tipos eram vazadas. Os caracteres


são projetados em uma película para filme
fotográfico.

Foi possível graças à evolução da impressão offset,


que permitia reproduções com melhor definições e,
conseqüentemente, maior qualidade final.

Tipos ainda restritos.

UA 3 | BCA 3.1 | Origem e tecnologias


4 - a partir 1985
Tecnologia Digital – Desktop publish

UA 3 | BCA 3.1 | Origem e tecnologias


4 - a partir 1985
Tecnologia Digital – Desktop publish

•  O primeiro conjunto de equipamentos e sistemas de


desktop publishing (DTP) é apresentado em 1985 pela
Apple Computer – o computador Macintosh;
•  Software Page Maker I, da Aldus Corporation,
•  Fontes digitais licenciadas pela ITC (International
Typeface Corporation),
•  Linguagem de descrição de página postscript da Adobe
•  Modelo original da impressora Apple Laser Writer com
resolução de 300 dpi.

A liberdade dos Tipos.

UA 3 | BCA 3.1 | Origem e tecnologias


UNIDADE DE APRENDIZADO 3

Tipografia
BCA 3.1 - Origem e tecnologias BCA 3.3 - Composição com tipos
•  Mapa •  A escolha dos tipos
•  Evolução das letras latinas •  Intervenções na Aplicação de Tipos
•  Quatro Revoluções que •  Recursos de Composição para Destaque de
modificaram Elementos
o modo de reprodução da escrita •  Relação entre tipos
•  Contrastes entre tipos
BCA 3.2 - Conceitos •  Critérios para uso de tipos
•  Espécies de caracteres:
•  Partes do tipo BCA 3.4 - Tipografia Digital
•  Variações estruturais •  Arquivos de fontes digitais
•  Sistema de medidas •  Formatos de fontes
•  Classificação das famílias •  Fontes personalizadas
tipográficas •  Características dos Textos na web
a) ATypI - Association (1954) • Restrições para o uso de tipografia na web
Typographique International • Apresentando textos por intermédio de
b)  Robert Bringhurst (1996) imagens
c)  Tipos Pós-Modernos (2002)
•  Alguns tipógrafos renomados e seus BCA 3.5 - Dicas para a seleção de tipos
tipos

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


BCA 3.2 - Tipografia: conceitos

Tipografia
Ofício que trata dos atributos visuais da linguagem escrita. Envolve
a seleção e a aplicação de tipos , a escolha do formato da página
assim como a composição das letras de um texto, com o objetivo
de transmitir uma mensagem do modo mais eficaz possível,
gerando no leitor significações pretendidas por quem emitiu a
mensagem.

Tipologia
Processo de classificação ou estudo de um conjunto, qualquer que
seja a natureza dos elementos que o compõem, para determinação
das categorias em que se distribuem, segundo critérios definidos.
(NIEMEYER, 2000)

Tipologia não é sinônimo de Tipografia.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


Baskerville

CARACTERE
Uma letra, número e/ou sinal

TIPO
Univers Um conjunto de caracteres em estilo específico

FONTE OU FAMÍLIA TIPOGRÁFICA


Conjunto completo de sinais alfabéticos
(caracteres maiúsculos e minúsculos) e para-
alfabéticos (algarismos e sinais de pontuação)
Memphis que integram um determinado alfabeto
(Niemeyer, 2000).

Snell

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


Caligrafia
Processo manual para a obtenção de letras únicas, a
partir de traçados contínuos à mão livre.
(FARIAS, 2004)

Lettering
Processo manual para obtenção de letras únicas, a
partir de desenhos.
Herb Lubalin é um designer que (FARIAS, 2004)
utiliza a tipografia como um
elemento plástico com grande
habilidade. Ao lado, título para
o Ladies’Home Journal

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


Espécies de caracteres

Existem 12 grupos de caracteres no alfabeto latino. São eles:

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


1. Maiúsculas ou caixa-alta

As letras maiúsculas também são


conhecidas por caixa-alta devido à sua
localização na caixa de composição
tipográfica.

As maiúsculas podem ter diversos


desenhos, porém com características
semelhantes. São essas diferenças que
dão personalidade a uma família.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


2. Minúsculas ou caixa-baixa

Adotadas pelo imperador romano Carlos


Magno durante seu reinado, conhecidas
como carolíngias.

Assim como as maiúsculas, as minúsculas


também têm esta denominação devido à
sua colocação da caixa de composição,
podendo ser chamadas de caixa-baixa.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


3. Versaletes

Os caracteres versaletes são letras versais


(maiúsculas) com altura igual às letras
minúsculas. Também são conhecidas
como small caps.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


4. Ligaturas

São letras com conexões, com dois ou


mais caracteres. Em português, uma das
poucas ligaturas úteis é a fi.

As ligaturas evitam a inconveniente


sobreposição da terminação do f com o
pingo do i.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


Ligaturas também podem ser usadas como recurso de estilo
Frases compostas com
Mrs Eaves Ligatures.

ITC Avant Garde de Herb Lubalin.


E Cholla Unicase de Sybille Hagman
da Emigre.

Optima Nova Titling, versão


para títulos com várias
ligaturas, de Hermann Zapf

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


5. Ditongos

Maiúsculas ou minúsculas unidas, em geral,


por suas hastes e que, em determinadas
línguas, representam fonemas próprios.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


6. Acentos gráficos

Nas fontes digitais existem os acentos


gráficos separados e em conjunto com os
letras. Sendo assim cada caractere
acentuado corresponde a um caractere
individual.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


7. Algarismos

OLD STYLE
Também é conhecido por lowercase figures ou text figures, ou seja,
números alinhados pelo texto. Isso quer dizer que esses números tem
linhas ascendentes e descendentes.

LINING
Os numerais alinhados, mais freqüentes, são conhecidos por lining
figures, titling figures ou cap figures. Eles têm o tamanho de uma
maiúscula e não apresentam ascendentes nem descendentes.

SMALL CAPS
Os numerais Small Caps, assim como o lining, não apresentam
ascendentes e descendentes, mas têm o tamanho de um versalete
(small caps).

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


Você sabia?

Numerais no sistema arábico: o valor numérico de cada signo


é determinado pela quantidade de ângulos que ele
apresenta. O número 1 tem um ângulo, o 2, dois ângulos e
assim por diante. O zero não tem ângulo nenhum, assumindo
portanto a forma redonda.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


8. Frações

As frações também têm seu espaço nas fontes. As três


frações ao lado aparecem na maioria das fontes de texto.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


9. Sinais de pontuação

Esses caracteres formam o conjunto de elementos que os


transcrevem ritmos da fala para a escrita, sendo
indispensáveis a qualquer fonte.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


Você sabia?

O sinal de interrogação deriva da abreviação da palavra


latina quaestio, que utiliza a maiúscula Q sobre a minúscula
o.

O sinal de exclamação deriva da abreviação da palavra latina


io (contentamento), com a maiúscula I sobre a minúscula o.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


10. Símbolos monetários

Os símbolos monetários que compõem o conjunto


internacional de caracteres (padrão ISO para fontes latinas)
são o dólar e o cent norte-americanos, o yen japonês, a libra
esterlina da (moeda inglesa), o florin (antiga moeda
holandesa) e, mais recentemente, o euro.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


11. Símbolos de operação matemática

Muito úteis em escritos científicos, os símbolos de operações


matemáticas não podem ficar de fora das fontes.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


12.Símbolos comerciais

Os principais símbolos comerciais presentes nas fontes mais


usadas estão apresentados ao lado.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


Você sabia?

A arroba era uma antiga medida de peso. Em inglês, significa at (em) e ganhou
novo status com o uso para
endereçamento em e-mails, pois não tem função em textos normais.

O e comercial é derivado da et. Poucos caracteres permitem tanta variação na


sua forma. O et sofreu várias transformações até chegar ao seu traçado
característico.

O fleuron é o mais aristocráticos dos ornamentos tipográficos. Sua origem data de


1499 nas encadernações de Aldus Manutius. Foi usado inicialmente como
decoração externa, em encadernações de livros.
Algumas fontes tem fleurons como suplemento decorativo, mas são
normalmente encontrados em dingbats.

O símbolo de parágrafo era usado pelos antigos escribas para marcar o início de
um parágrafo ou uma divisão no texto. O símbolo deriva do grego pi que significa
paragraphos.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


Partes do tipo

Apesar de a palavra Tipografia abaixo estar composta com as


fontes Bernhard Modern e Palatino, ambas com mesmo
tamanho, note que a altura de x pode variar de uma fonte
para outra.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


Partes do tipo

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


Variações estruturais

Tamanho
Relacionada ao corpo de tipo, isto é, a sua altura

Forma
Relacionada às diferenças no desenho de uma letras nas suas
versões em caixa alta e caixa baixa

Peso
negrito, normal, claro, Relaciona-se à estrutura dos traços em um mesmo corpo de
regular, light
bold,
black medium um tipo de uma mesma família. Os níveis de variação podem
ser: extranegrito (extra-black), negrito (bold), normal
(medium), claro (light), e extraclaro (extralight)

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


Variações estruturais
Quanto ao contraste

De angulação

Baskerville, Palatino, Goudy Old Style

De espessura dos traços

Baskerville, Helvética

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


Quanto à inclinação
Normal, Romano itálico, inclinado
Optima roman Optima italic

Quanto à estrutura

Garamond, Helvética, Zapfino

Quanto à largura do tipo


Condensado, apertado Expandido, wide
Optima Wide
Optima condensed

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


Sistema de medidas: CÍCERO E PAICA

CÍCERO
O cícero é utilizado para determinar extensão de linhas, a
altura e a largura de páginas. Até a década de 1970 foi o
sistema mais utilizado no Brasil.
1 cícero = 4,513 mm = 12 pontos (0,376065 mm cada)
PAICA
A paica equivale a 1/72 polegadas inglesas e também é
formada por 12 pontos. O ponto paica é um pouco menor
que o ponto cícero: 0,351368 mm. Uma paica mede:
4,216416 mm.
pt (pontos) mm (milímetro) in (polegada) p (paica)
pt (pontos) 1 0,3759 1/72 1/12
mm (milímetro) 2,83 1 1/25,4 1/4,23

in (polegada) 72 25,4 1 6
p (paica) 12 4,23 1/6 1

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


Unidades de medida: eme e ene
Uma outra unidade de medida tipográfica é a que trata do
espacejamento e da justificação dos textos.

EME
Largura da letra M do tipo que está sendo composto. Esta
medida equivale a um quadrado cujo lado tem a mesma
medida do tipo que está sendo composto. Para simplificar pode
ser definido pelo pelo número de pontos do tipo em uso.

ENE
Largura no N maiúsculo do corpo do tipo em uso. Equivale a
metade de M.

Dependendo do número de unidades M e N utilizadas, o


espacejamento pode ser aberto, fechado ou normal.
(Niemeyer, 2001)

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


Classificação das famílias tipográficas
ATypI- Association Typographique International

1 – Romanos 4 – Manuais
a)  Humanistas (ou venezianos) a)  Decorativos (display ou fantasia)
b)  Geraldos (garaldinos) b)  Brush
c)  Transicionais (barrocos ou old style)
d)  Didines (modernos) 5 – Manuscritos (ou script)
e)  Mecanizados
6 - Góticos
2 – Lineares (sem serifa) a)  Texturados
a)  Grotescos b)  Rotundos
b)  Geométricos c)  Bastardos
c)  Neogrotescos d)  Franktur
d)  Humanísticos
7 – Não-latinos
3 – Incisos

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


1 - Romanos

A)  HUMANISTAS (OU VENEZIANOS)

Características: O desenho dos caracteres tem origem no uso da pena


empunhada de modo oblíquo. A inclinação fica clara no eixo do O,
no b e na barra do e. Não há grandes contrastes entre hastes
grossas e finas. Apresenta serifas triangulares ligadas às hastes por
curvas.

Exemplos: Centaur, Deepdene, Italian Old Style, Jenson, Kennerley,


Lutetia, Schneider Old Style, Stempel Schneider, Venetian Old
Style, Verona.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


1 - Romanos

B) GERALDOS (GARALDINOS)

Característica: Como os humanistas, possuem eixos inclinados para a


esquerda, serifas triangulares e serifas das caixas baixas oblíquas.
Porém possuem maior contraste das hastes e a barra do e tende a ser
horizontal.

Exemplos: Benguiat, Bembo, Caslon, Dante, Geraldus, Garamond,


Goudy Ols Style, palatino, Palatin, Sabon, Sourvenir.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


1 - Romanos

C) TRANSICIONAIS (BARROCOS OU OLD STYLE)

Características: A Baskerville é a família mais representativa desta


classe e apresenta grande contraste das hastes e serifas pontiagudas.
Os tipos transicionais apresentam maior variação na espessura das
hastes comparados aos Geraldos, suas serifas são planas (porém
triangulares) e o eixo é vertical ou levemente inclinado.

Exemplos: Times, Americana, Baskerville, Bookman, Caledônia,


Janson, Fournier, Imprimátur, Perpétua, Quadriga, Antiqua, Stone
Serif, Times, Zapf Internacional.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


1 - Romanos

d) DIDONES (MODERNOS)

Características: possuem contraste entre as hastes mais acentuado


que o dos transicionais e o eixo é definitivamente vertical. Apresenta
serifas lineares com minúsculas especialmente finas e perpendiculares
às hastes, unidas a estas sem quaisquer curvaturas. O desenho tende a
ter uma configuração geométrica.

Exemplos: Bodoni, Didot, Corvinus, Fenice, Modern, Extended,


Walbaum.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


1 - Romanos

E) MECANIZADOS

Características: Serifas marcantes, sólidas, formando um ângulos reto


com alinha de base. Esta perpendicularidade se enfatiza na ligação às
hastes por outro ângulo reto – serifa retangular, como na Memphis, ou
contrastada com o uso de curvas discretas para estas ligações – serifa
inglesa, Claredon.

Exemplos: Aachen, American typewriter, Benton, Cheltenham,


Cleredon, Clearface, Corrier, Egizio, Ionic, Melior, Memphis, Neutra,
Nimrod, Lubalin Graph, Pro Arte, Rockwell, Serifa Volta, Schadow.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


2 – Lineares (sem serifa)

Tipos sem serifa. Algumas famílias são referidas nos


EUA como Gothic ou Grotesque; na Alemanha como
grotesk; na França como Antique. Também têm
origem no mercado de impressos advindo da
Revolução industrial.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


2 – Lineares (sem serifa)

A) GROTESCOS

Características: Os caracteres são reduzidos às suas estruturas e


conservam suas formas mais essenciais. Apresentam curvas discretas,
com terminações horizontalizadas das hastes e curvas.

Exemplos: Alternate Gothic, Grotesca, Grotesque, Franklin Gothic.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


2 – Lineares (sem serifa)

B) GEOMÉTRICOS

Características: São monolineares – não há contraste entre as


hastes - tendem a partir de configurações básicas para a
construção de grupos de caracteres com estrutura
semelhante. São bem menos pesados do que os grotescos dos
quais derivam. Em geral, apresenta-se sem o gancho superior.

Exemplos: Avant-Garde Gothic, Erbar, Eurostyle, Futura.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


2 – Lineares (sem serifa)

C) NEOGROTESCOS

Características: Como os geométricos, derivam dos


grotescos, com menor contraste entre as hastes do que
aqueles, mas não monolineares como os geométricos. As
hastes tendem a terminar de forma oblíqua.

Exemplos: Arial, Folio, Helvética, Univers.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


2 – Lineares (sem serifa)

D) HUMANÍSTICOS

Características: tendem a ser mais delicados do que as três


subclasses anteriores, com contrastes entre as hastes. O a
possui o gancho superior.

Exemplos: Frutiger, Gill Sans, Shannon, Myriad, Optima.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


3 – Incisos

São tipos que possuem semi-serifa,


baseados nas romanas gravadas em pedra.
Suas formas assemelham-se mais aos
originais esculpidos do que a letras
caligráficas.

Exemplos: Albertus, Augustea, Afriz


Quadrata, Hadriano, Meridien

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


4 - Manuais

A) DECORATIVOS (DISPLAY OU FANTASIA)

São tipos que parecem mais desenhados do que


propriamente escritos. Comumente utilizados em
logotipos, displays, cartazes, anúncios publicitários.
Não se destinam a texto corrido.

Exemplos: Arnold Boecklin, Benguiat Gothic, Biffo,


Códex, Hobo, Largo, Profil, Revue, Stop, Stencil.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


4 - Manuais

B) BRUSH

Têm inspiração na letra cursiva – por isso o eixo


claramente inclinado, as linhas geralmente leves e
arredondadas. No entanto é nítido que são
desenhados e que não têm como objetivo imitar a
escrita cursiva apesar de se inspirarem nela.

Exemplos: Ballon, Brush Script, Dom casual, Tekton.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


5 – Manuscritos (ou script)

São tipos que imitam a cursiva comum ou


formal (ligados entre si). Distinguem-se das
manuais por imitarem claramente a escrita
caligráfica.

Exemplos: Ariston, Coronet, Legend,


Lithographia Shelley, Mistral, Park Avenue,
Snell, Present Script, Virtuosa.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


6 - Góticos

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


6 - Góticos

A) TEXTURADOS

Foram os tipos utilizados na bíblia de Gutemberg:


pontiagudos, com hastes terminando em losango.

Exemplo: Cloister, Wilhelm Klingspor.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


6 - Góticos

B) ROTUNDOS

As terminações são retangulares, mas as estruturais


incluem curvas marcantes, com linhas angulosas. Têm
origem na Espanha e na Itália.

Exemplos: Schwaben Alt, Trump-Deutsch, Walau,


Wedding Text, Weib-Gotisch.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


6 - Góticos

C) BASTARDOS

É o gótico mais popular, conhecido na Alemanha


como Schwabacher. É bem enfeitado, com o caixa
baixa pontiaguda. As maiúsculas são mais
dinâmicas do que as dos texturados e rotundos.

Exemplos: Ehmecke-Sschwabacher, Old


Schwabacher, Renata.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


6 - Góticos

D) FRANKTUR

Muito difundido na Renascença e é hoje o tipo gótico mais


utilizado na Alemanha. Tem formas mais sofisticadas que os
bastardos, com curvas e ângulos que se alternam e
maiúsculas com hastes curvas. As ascendentes têm serifas
que se bifurcam.

Exemplos: Brietlopf-Franktur, Fette Gotich, Unger-Franktur,


Gilgengart Dürer Fraktur.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


7 – Não-latinos

Todos as demais famílias tipográficas que pertencem a


outros alfabetos como tibetano, árabe, russo e etc.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


Classificação de Tipos por
Robert Bringhurst (1996)

1.  Romana
2.  Renascentistas (séc. XV e XVI)
3.  Barrocas (séc. XVII)
4.  Neoclássicas (séc. XVIII)
5.  Românticas (séc. XVIII e XIX)
6.  Realistas (séc. XIX e XX)
7.  Modernistas Geométricas (séc. XX)
8.  Modernistas Líricas (séc. XX)
9.  Pós-Modernistas (fins séc. XX)
10. Pós-Modernistas geométricos (fins séc.XX)

BRINGHURST, Robert. Elementos do Estilo Tipográfico.


São Paulo: Ed. Cosac & Naify. 2005

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


1- Romana

Características Período Romano:

•  Sistematização das proporções e do desenho das letras;


•  Abertura modesta;
•  Traço modulado (a grossura do traço varia com a
direção);
•  Serifas como elemento formal que termina o traço.

Trajan, fonte desenhada por Carol


Twombly, 1988, é baseada nas
inscrições da Coluna de Trajano
(Roma), gravadas em 113 d.c.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


2 - Renascentistas (séc. XV/XVI)

Características Letra Renascentista Redonda


(séc. XV e XVI):
•  Fuste vertical;

•  Traço modulado com contraste moderado (variação entre zona +


grossa e a + fina do traço);
•  Eixo humanista (direção do braço humano, à semelhança do traço
produzido por cana cortada);
•  Altura de x modesta;
•  Serifa de cabeça oblíqua e encrespada, em bico (letras b e r);
•  Serifa de pé: bilateral, abrupta ou ligeiramente espraiada (cunha
suave) (letras l e p);
•  Terminal: abrupto e em bico, formado a partir de pena cortada (a,
c, f e r)
•  Barra de e perpendicular ao eixo do traço;
•  A versão redonda ou Romana é solitária (não possui itálico ou bold)

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


2 - Renascentistas (séc. XV/XVI)

Características Letra Itálica Renascentista:

•  Traço principal vertical ou com inclinação não


excedendo os 10º;
•  Curvaturas (a, c, e, d, b) geralmente elípticas;
•  Traço fino e modulado;
•  Eixo humanista;
•  Pouco contraste;
•  Altura de x modesta;
•  Formas cursivas com serifas encrespadas e
oblíquas;
•  Descendentes serifadas bilateralmente ou sem
serifas;
•  Terminais abruptos ou lacrimais;
•  Itálico completamente independente do redondo.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


3 - Barrocas (séc. XVII)

Características Letra Barroca (séc. XVII):

•  Desenho mais dramático, com formas


contraditórias;
•  Uma das características mais marcantes da
letra Barroca é a grande variação no eixo de
uma letra para a seguinte;
•  O itálico Barroco é ambidestro (orientação
para a esquerda e para a direita);
•  Foi no Barroco que surgiu o hábito de juntar
letra redonda e itálica na mesma frase;

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


4 – Neoclássicas (séc. XVIII)

Características Letra Neoclássica (séc. XVIII):

•  Desenho mais estático e mais rigoroso;


•  Afastamento do efeito do instrumento (cana
cortada): o eixo deixa de ser humanista e torna-se
vertical (eixo ditado pela idéia e não pela
anatomia humana);
•  Abertura moderada;
•  Enquanto as Barrocas eram “ambidestras”, estas
não são de “nenhuma mão”;
•  Terminal lacrimal;
•  O primeiro tipo Neoclássico: “Roman du
Roi” (França, 1690);

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


5 - Românticas (séc. XVIII e XIX)

Características Letra Romântica (séc. XVIII e XIX):

•  Tanto a Neoclássica como a Romântica


possuem eixo Racionalista;
•  Ambas parecem “mais desenhadas que
escritas”.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


6 - Realistas (séc. XIX e XX)

Características Letra Realista


(fins séc. XIX e início séc. XX):

•  Procura a simplicidade para possibilitar a


leitura a um grupo mais vasto de pessoas;
•  Na maioria das vezes a letra Realista tem a
mesma forma base da Neoclássica ou da
Romântica, contudo tem serifas mais pesadas
(em bloco), de igual peso ao traço principal da
letra ou não as tem de todo.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


7 - Modernistas Geométricas (séc. XX)

Características Letra do Modernismo Geométrico (séc. XX):

•  Característica marcante do início do séc. XX:


geometrismo (característica do modernismo)
•  Não têm distinção de traço: não há modulação;
•  As serifas possuem o mesmo peso do traço, ou não
existem;
•  Abertura moderada;
•  Não há eixo: os traços curvos são geralmente
circulares;
•  Ausência de itálico ou sua substituição por
oblíquo;

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


7 - Modernistas Líricas (séc. XX)

Características Letra do Modernismo Lírico (séc. XX):

•  Redescoberta dos prazeres da escrita da letra em vez do


desenho: redescoberta da caligrafia;
•  Redescoberta do eixo humanista;
•  Redescoberta da escala humanista das letras
Renascentistas;
•  Traço modulado;
•  Grande abertura;
•  Relativamente à forma renascentista, as serifas abruptas
de cabeça e os terminais são mais assumidos (mais
evidentes).

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


8 - Pós-Modernistas (fins séc.XX)

Características Letra do Pós-Modernismo (fins séc. XX):

•  O desenho tipográfico Pós-moderno baseia-se no


revisitar e reciclar das idéias e formas
Neoclássicas,
•  Românticas e de outros períodos pré-modernos,
sempre com um toque de leveza e humor;
•  Pós-modernismo: atitude “autoconsciente mas
pouco séria”;
•  Mistura de eixo racionalista com energia
caligráfica;
•  Há muitos tipos de letra neste período: não há
uma única regra.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


8 - Pós-Modernistas
geométricos (fins séc.XX)

Características Letra do Pós-Modernismo Geométrico (fins


séc. XX):

•  Como as suas predecessoras do Modernismo


Geométrico, são normalmente não serifadas ou
desenhadas
•  com traço contínuo (sem modulação);
•  Baseadas no círculo e linha, contudo assimétricas;
•  Ricas de nostalgia, reciclam valores e referências
estéticas – as idéias Realistas;
•  O desenho da letra inclui o humor pós-moderno;
•  Há muitos tipos de letra neste período: não há
uma única regra;
•  Pós-Modernismo: tal como o Neoclássico, é uma
arte da superfície, mais da visão do que da
reflexão.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


Classificação de
Tipos Pós-Modernos F.V.Cauduro (2002)

Se refere a uma classificação dos principais estilos que


informam o imaginário dos designers contemporâneos,
profissionais e amadores, na criação de fonts.

1.  Fontes Bitmap ou Pixelizadas


2.  Fontes Techno
3.  Fontes Revival ou Retro
4.  Fontes Vernaculares ou Pop
5.  Fontes Personalizadas
6.  Fontes Grunge
7.  Fontes Randômicas
8.  Fontes Híbridas ou Esquizofrênicas
9.  Fontes de Artifício
10.  Fontes Dingbats

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


Tipos Pós-Modernos
1- Fontes Bitmap ou Pixelizadas

característica das primeiras fontes digitais produzidas


para impressoras de agulha e para uso nas telas de
videogames, de monitores de computadores, displays
eletrônicos em geral e em displays de cristal líquido
de relógios e calculadoras digitais.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


Tipos Pós-Modernos
2 - Fontes Techno

Caracterizadas pelas formas baseadas em ângulos


retos, de espessura geralmente uniforme, visual
simplificado, emulando estilos de letterings; parecem
ser produzidas por instrumentos de desenho.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


Tipos Pós-Modernos
3 - Fontes Revival ou Retro

Fontes que são releituras ou simplesmente cópias digitais


de fontes populares em outras épocas; são geralmente
pastiches que não se levam muito a sério nem se
preocupam muito com a exatidão da citação. Exploram a
nostalgia e o saudosismo, sem privilegiar nenhuma época
em particular.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


Tipos Pós-Modernos
4 - Fontes Vernaculares ou Pop

Fontes que se inspiram em elementos gráficos


anedóticos da literatura e da arte popular, produzidos
por dispositivos gráficos populares (como rotuladores,
xeroxes, faxes, carimbos, tipos xilogravados, tipos de
antigas máquinas de datilografia, tipos pintados,
escritos a giz, caligrafados, etc.)

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


Tipos Pós-Modernos
5 - Fontes Personalizadas

Fontes baseadas na escrita à mão-livre de uma


pessoa ou num estilo gráfico idiosincrático,
geralmente expressando um gosto ou estilo muito
singular e específico.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


Tipos Pós-Modernos
6 - Fontes Grunge

Fontes “sujas”, trash, que se caracterizam por um


design imperfeito, desleixado, algumas vezes ilegível,
e que geralmente se inspiram em grafites, pichações,
deteriorações, “ruídos”, colagens, raspagens, etc.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


Tipos Pós-Modernos
7 - Fontes Randômicas

Fontes cujas outlines ou background são variáveis à cada


impressão em função de irregularidades aleatórias
introduzidas através da linguagem PostScript. Cada
impressão é única, sem nunca repetir a mesma forma.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


Tipos Pós-Modernos
8 - Fontes Híbridas ou Esquizofrênicas

Fontes que resultam de uma mistura fragmentada de


estilos de diversos tipos, de resultados imprevisíveis,
apresentando uma lógica complexa de geração de seus
tipos.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


Tipos Pós-Modernos
9 - Fontes de Artifício

São geralmente produzidas através de processo de


aplicação uniforme de um ou mais efeitos especiais de
Photoshop, ou resultam de outros algoritmos analógicos ou
matemáticos de deformação ou transformação de forma.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


Tipos Pós-Modernos
10 - Fontes Dingbats

Fontes não-alfanuméricas, pictóricas ou de sinais


gráficos arbitrários, e que exploram temas derivados de
cartoons, símbolos científicos e comerciais, elementos
decorativos, pictogramas de sinalização, marcas e logos
comerciais, sinais, molduras, fios, linhas, etc.

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


Alguns tipógrafos renomados
e seus tipos
CLAUDE GARAMOND Paris, França: 1480-1561
Fundidor de tipos, designer de tipos, editor.
Berthold Garamond BQ, Adobe Garamond, Stempel Garamond,
Typoart Garamond, LTC Garamont, Granjon, Sabon

JOHN BASKERVILLE Inglaterra: 1706-1775


Designer de tipos, mestre em redação, impressor.
TS Baskerville, Baskerville, Baskerville, John Baskerville, TS Old
Baskerville

GIAMBATTISTA BODONI Parma, Itália: 1740-1813


Designer de tipos, impressor de livros, gravador e editor.
Bodoni, Bodoni, LTC Bodoni 26, Bodoni Classico, Bodoni Stencil,
Bauer Bodoni, ITC Bodoni Six, ITC Bodoni Twelve, ITC Bodoni
Seventy-Two, Linotype Gianotten

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


Alguns tipógrafos renomados
e seus tipos
MORRIS FULLER BENTON EUA: 1872-194
Engenheiro, designer de tipos.
Bodoni-Antiqua, Broadway, Century, Franklin Gothic, Clearface,
Cheltenham, Souvenir, Stymie

RUDOLF KOCH Nuremberg, Alemanha: 1876-1934


Designer de livros e de tipos, calígrafo e professor.
Kabel, Koch-Antiqua, Claudius, Wilhelm-Klingspor-Gotisch, Wallau

STANLEY MORISON Inglaterra: 1889-1967


Designer de tipos.
Times New Roman, Bembo (redesenho), Blado

PAUL RENNER Wernigerode, Inglaterra: 1878-1956


Designer de tipos, artista gráfico, pintor, autor e professor.
Futura, Renner Antiqua

ED (EDWARD) BENGUIAT EUA: 1927


Designer de tipos, calígrafo e músico de jazz.
Bauhaus, Benguiat, Benguiat Gothic, Bookman, Tiffany

UA 3 | BCA 3.2 | Tipografia: conceitos


UNIDADE DE APRENDIZADO 3

Tipografia
BCA 3.1 - Origem e tecnologias BCA 3.3 - Composição com tipos
•  Mapa •  A escolha dos tipos
•  Evolução das letras latinas •  Intervenções na Aplicação de Tipos
•  Quatro Revoluções que •  Recursos de Composição para Destaque de
modificaram Elementos
o modo de reprodução da escrita •  Relação entre tipos
•  Contrastes entre tipos
BCA 3.2 - Conceitos •  Critérios para uso de tipos
•  Espécies de caracteres:
•  Partes do tipo BCA 3.4 - Tipografia Digital
•  Variações estruturais •  Arquivos de fontes digitais
•  Sistema de medidas •  Formatos de fontes
•  Classificação das famílias •  Fontes personalizadas
tipográficas •  Características dos Textos na web
a) ATypI - Association (1954) • Restrições para o uso de tipografia na web
Typographique International • Apresentando textos por intermédio de
b) Robert Bringhurst (1996) imagens
c) Tipos Pós-Modernos (2002)
•  Alguns tipógrafos renomados e seus BCA 3.5 - Dicas para a seleção de tipos
tipos

UA 3 | BCA 3.3 | Composição com tipos


BCA 3.3 - Composição com tipos

INTERVENÇÕES NA APLICAÇÃO DE TIPOS

•  Espacejamento
•  Alinhamento

ESPAÇO ENTRE LETRAS: Espacejamento

Comando predeterminado de espacejamento para os


elementos das fontes.

UA 3 | BCA 3.3 | Composição com tipos


ESPAÇO HORIZONTAL

Kerning
Ajustamento de espaços horizontais entre pares de
Variação de kerning entre W e A
caracteres específicos em um texto.

Tracking
Controle do espaço médio entre os caracteres num
bloco de texto definidos por níveis de variação.

Variação de tracking

UA 3 | BCA 3.3 | Composição com tipos


ESPAÇO HORIZONTAL

Espaço entre Linhas

•  Freqüentemente chamado de leading, no ramo gráfico.

•  Espaço da entrelinha = distância entre uma linha de base e sua


subseqüente.

Variação de leading

UA 3 | BCA 3.3 | Composição com tipos


ESPAÇO VERTICAL

• Entrelinha muito fechado:


Embaralha a leitura.

• Entrelinha muito aberto:


Aumento da dificuldade de leitura e
do tempo de leitura.

UA 3 | BCA 3.3 | Composição com tipos


ALINHAMENTO DO TEXTO

Posicionamento do texto entre as margens da página:

•  Alinhado à esquerda;
•  Alinhado à direita;
•  Centralizado;
•  Justificado;
•  Justificado forçado (quando cria espaço
entre letras e palavras muito acentuado,
prejudica a leitura).

UA 3 | BCA 3.3 | Composição com tipos


ALINHAMENTO DO TEXTO

Observar o efeito dos caminhos brancos no parágrafo:

•  Texto hifenizado permite uma leitura e um visual


mais agradável.

•  Atenção ao alinhamento da última linha do


parágrafo.

UA 3 | BCA 3.3 | Composição com tipos


Recursos de composição
para destaque de elementos
• Capitular

• Versalete

• Indentação

• Recuo

UA 3 | BCA 3.3 | Composição com tipos


CAPITULAR
Aumento do corpo da primeira letra de um parágrafo.
Capitular descendente: a capitular entra no corpo do texto,
sendo alinhada a linha das ascendentes do texto.
Capitular ascendente: a capitular fica fora do corpo do
texto, sendo alinhada a linha de base da primeira linha do
corpo do texto.

VERSALETE
Composição em que todas os caracteres ficam em caixa alta,
sendo que os correspondentes a minúsculos ficam da altura-X
(olho médio) do corpo do texto.

UA 3 | BCA 3.3 | Composição com tipos


1.

2. INDENTAÇÃO OU ENTRADA
1.  Indentação à esquerda na primeira linha do parágrafo.
2.  Indentação à esquerda.
3.  Indentação à direita.
3.
4.  Indentação diagonal (primeiras linhas a esquerda,
últimas linhas a direita)

RECUO (INVERSO DA INDENTAÇÃO)


4.
Alinhamento a esquerda da primeira linha do parágrafo
e alinhamento a direita das linhas seguintes.

Recuo

UA 3 | BCA 3.3 | Composição com tipos


Relação entre tipos

Quando compomos layouts com tipos costuma


haver mais de um elemento por página. Mesmo
um documento com simples texto corrido, tem
títulos, subtítulos, ou suas páginas numeradas.

Nesta situação dinâmica da página, é


estabelecida uma relação que pode ser
concordante, conflitante ou contrastante. A
maioria dos designs concordantes tende a ser
mais calma e formal.

UA 3 | BCA 3.3 | Composição com tipos


Relação entre tipos: Concordância

•  tipos da mesma família com peso,


largura, tamanho ou estilo diferentes

UA 3 | BCA 3.3 | Composição com tipos


Relação entre tipos: Conflitos

•  Semelhanças
•  Estruturas conflitantes

UA 3 | BCA 3.3 | Composição com tipos


Relação entre tipos: Contrastes

•  Contraste de estrutura
•  Contraste conceitual

UA 3 | BCA 3.3 | Composição com tipos


Contrastes entre tipos

•  Tamanho
•  Peso
•  Estrutura
•  Forma
•  Direção
•  Cor

UA 3 | BCA 3.3 | Composição com tipos


Tamanho

Tamanho: definido em pontos.

UA 3 | BCA 3.3 | Composição com tipos


Peso

Peso: espessura dos traços:


fino (light), médio (regular, normal,
semibold) ou grosso (bold, extrabold);

UA 3 | BCA 3.3 | Composição com tipos


Estrutura

Estrutura: maneira como a fonte foi


construída, a distribuição dos
traços (grosso-fino) - relaciona-se
com a categoria;

UA 3 | BCA 3.3 | Composição com tipos


Forma

Forma: refere-se ao seu formato e


também relaciona-se com a categoria;

UA 3 | BCA 3.3 | Composição com tipos


Direção

Direção: refere-se à inclinação não da


estrutura do tipo mas do texto,
como um todo.

UA 3 | BCA 3.3 | Composição com tipos


cor

cor

UA 3 | BCA 3.3 | Composição com tipos


Critérios para uso de TIPO

“O nível de atendimento dos requisitos de


usabilidade são determinados por três critérios
ergonômicos: legibilidade, leiturabilidade
(readability) e pregnância.”
(Lucy Niemeyer, 2001)

UA 3 | BCA 3.3 | Composição com tipos


Legibilidade

Este atributo nos confere a capacidade de diferenciar com


rapidez letras de um mesmo tipo, sendo considerado um tipo
altamente legível todo aquele no qual se identifica este
atributo.

UA 3 | BCA 3.3 | Composição com tipos


Leiturabilidade (readability)

Leiturabilidade não depende da configuração do caractere


em si. Alto nível de leiturabilidade = fácil acesso à
informação continuada nas palavras – gerado pela composição
do texto.

UA 3 | BCA 3.3 | Composição com tipos


Pregnância

“É a qualidade de um caractere ou símbolo que faz com que ele seja


visível separadamente do seu entorno.”

Ex.: quando uma linha de texto se destaca entre outras informações


dispostas, ela tem mais pregnância para informação.

“Esta é a qualidade prioritária que se persegue no design de


mensagens de advertência de cartazes.”
(Lucy Niemeyer, 2001)

As diversas pesquisas sobre legibilidade, construíram um conjunto de


recomendações quanto a tamanhos e proporções de letras, números e
símbolos para torná-los mais legível.

UA 3 | BCA 3.3 | Composição com tipos


Pregnância

O tamanho de letras e números depende da distância de


leitura. Recomenda-se que a altura de letras e números
seja 1/200 da distância em milímetros.

UA 3 | BCA 3.3 | Composição com tipos


UNIDADE DE APRENDIZADO 3

Tipografia
BCA 3.1 - Origem e tecnologias BCA 3.3 - Composição com tipos
•  Mapa •  A escolha dos tipos
•  Evolução das letras latinas •  Intervenções na Aplicação de Tipos
•  Quatro Revoluções que •  Recursos de Composição para Destaque de
modificaram Elementos
o modo de reprodução da escrita •  Relação entre tipos
•  Contrastes entre tipos
BCA 3.2 - Conceitos •  Critérios para uso de tipos
•  Espécies de caracteres:
•  Partes do tipo BCA 3.4 - Tipografia Digital
•  Variações estruturais •  Arquivos de fontes digitais
•  Sistema de medidas •  Formatos de fontes
•  Classificação das famílias •  Fontes personalizadas
tipográficas •  Características dos Textos na web
a) ATypI - Association (1954) •  Restrições para o uso de tipografia na web
Typographique International •  Apresentando textos por intermédio de
b) Robert Bringhurst (1996) imagens
c) Tipos Pós-Modernos (2002)
•  Alguns tipógrafos renomados e seus BCA 3.5 - Dicas para a seleção de tipos
tipos

UA 3 | BCA 3.4 | Tipografia Digital


BCA 3.4 - Tipografia Digital

Arquivos de fontes digitais

A reprodução de caracteres no sistema digital é feita a partir


do armazenamento das informações Bitmap e outline.

•  Bitmap: É o registro do conjunto de informações de cada um


dos pontos de um caractere tipográfico a ser mostrado no na
tela do computador.
•  Outline: É a descrição de linhas retas e curvas que formam o
contorno do caractere. É a informação usada pelas
impressoras na impressão dos tipos.

Formatos de fontes
True Type, PostScript e Open Type.

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True Type

•  Foi desenvolvido pela Apple mas hoje serve


principalmente os usuários do Windows.

•  Arquivo representado por um único ícone.

•  Reúne em um único arquivo as informações necessárias


para ampliar caracteres em qualquer tamanho, tanto em
tela quanto em saída de impressão.

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PostScript

•  Há dois tipos: Type1 e Type3, sendo que quase


todas são Type1.

•  Além de ser marca registrada da Adobe é mais que


um formato de fonte, é uma linguagem que
gerencia texto e imagem.

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OpenType

•  Formato universal, desenvolvido em conjunto pela


Adobe e pela Microsoft.
•  Assim como os arquivos TrueType concentra em um só
arquivo as informações para impressão e visualização
em tela. Além de ser multiplataforma (PC e Mac).
•  Pode incluir mais de 65.000 glifos (diferentes desenhos
de caracteres e sinais), aumentando o suporte a
diferentes línguas.
•  Suporte a caracteres não standards, como swasshes,
ligaturas, numerais de texto, etc.

Veja: http://www.adobe.com/type/opentype/index.html

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Fontes personalizadas

Confira algumas ferramentas que vão auxiliar na criação


de fontes personalizadas:

•  ScanFont
•  FontLab
•  The Font Creator Program

UA 3 | BCA 3.4 | Tipografia Digital


Características dos Textos na web

Uma vez que a tipografia também compreende transmitir


impressões através da escrita cada detalhe é importante e
interfere no processo de entendimento da mensagem pelo
leitor do web site.

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Restrições para o uso trabalho com
tipografia na web

O número das famílias de fontes toleradas, por


default pela maioria dos sistemas operacionais é bem
reduzido. É importante sempre levar em consideração
a lista segura de fontes que em geral são:

Arial, Courier New, Georgia, Times New Roman,


Verdana, Trebuchet MS, Comic Sans

Websafe fonts por www.sitepoint.com

UA 3 | BCA 3.4 | Tipografia Digital


Como você pode notar não há muita possibilidade de escolha. Se
pensa-se em utilizar uma fonte sem serifa a escolha deve ficar entre
Arial, Trebuchet MS e Verdana.

Porém, a propriedade font-family do CSS permite a escolha de


múltiplas fontes em ordem de preferência. Se a primeira fonte não
está disponível a segunda será utilizada, se a segunda não puder ser
usada, existe uma terceira opção e assim por diante.

Exemplo de font-family no CSS:

font-family: Calisto MT, Geórgia, Times New Roman, serif;

UA 3 | BCA 3.4 | Tipografia Digital


Apresentando textos
como imagens
Para contornar esta limitação pode-se
apresentar textos como logotipos, top
navigation, títulos e subtítulos através de
imagens, como no exemplo ao lado.

UA 3 | BCA 3.4 | Tipografia Digital


A escolha dos tipos

Deve-se levar em conta:

Aspectos Históricos
•  A “história” do tipo desde sua criação;
•  Autor;
•  Contexto histórico de sua criação.

Aspectos Conceituais
•  Objetivos do projeto
•  Público alvo
•  Relação entre tipos

Aspectos Técnicos
•  Disponibilidade (licença de uso, copyright)
•  Viabilidade de exibição em tela (web)
•  Legibilidade;
•  Acabamento p/tela – p/impressão;

UA 3 | BCA 3.4 | Tipografia Digital


Laboratório: etapa 3
Depois de tudo que foi estudado nesta Unidade você deve escolher a tipografia mais
adequada para cada uma das duas marcas respeitando as características já abordadas.
Relembrando:

1 – RESTAURANTE LA PASTA 2 – ACADEMIA POWER BODY

Características: Características:
•  Restaurante tradicional especializado •  Especializada em técnicas avançadas de
em alta culinária e vinhos italianos musculação, running e bike indoor
•  Aconchegante, envolvente, “clima”
•  Estímulo ao movimento, energia,
familiar
dinamismo e vigor
•  Decoração tradicional, mobiliário
rústico •  Visual hi-tech, “clima” jovem, casual,
•  O dono faz questão de recepcionar atraente, sensual
todos os clientes •  Enfatiza a limpeza, saúde, agilidade e
segurança
Público:
•  Sofisticado, exigente, conhecedor de Público:
ótimos restaurantes internacionais •  Jovem, dinâmico, vaidoso, exigente.
•  Classe AA •  Classe: B e C
•  Idade: majoritariamente entre 35 e •  Idade: majoritariamente entre 15 e 40
60 anos anos
UNIDADE DE APRENDIZADO 4

Design & Percepção


BCA 4.1 - Percepção

BCA 4.2 - Conceituação da forma

BCA 4.3 - Conceitos da Gestalt

•  Leis da Gestalt

BCA 4.4 - Sistema de leitura visual

•  Categorias conceituais fundamentais

•  Ênfases visuais

BCA 4.5 - Exercícios práticos

UA 4 | BCA 4.1 | Percepção


UA4 - Design & Percepção

OBJETIVOS

•  Avaliar a relação entre Design e Percepção


•  Estudar como o design trabalha a percepção
•  Discutir conceitos relacionados à percepção

UA 4 | BCA 4.1 | Percepção


Bibliografia básica

ARNHEIM, Rudolf. Arte e Percepção Visual. São Paulo, Ed. Pioneira, 1986.

DONIS, A. Dondis. Sintaxe da linguagem Visual. São Paulo: Edições 70, 1989

GOMBRICH, E.H. Arte e Ilusão. 3.ed. São Paulo: Martins Fontes, 1995.

GOMES FILHO, João. Gestalt do objeto: Sistema de lettura visual da forma.


São Paulo: Escrituras, 2000.

JOLY, Martine. Introdução à Análise da Imagem. Campinas: Papirus, 2003.

MANGUEL, Alberto. Lendo Imagens. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.

OLIVEIR, Sandra Ramalho. Imagem também se lê. São Paulo: Rosari, 2005.
UNIDADE DE APRENDIZADO 4

Design & Percepção


BCA 4.1 - Percepção

BCA 4.2 - Conceituação da forma

BCA 4.3 - Conceitos da Gestalt

•  Leis da Gestalt

BCA 4.4 - Sistema de leitura visual

•  Categorias conceituais fundamentais

•  Ênfases visuais

BCA 4.5 - Exercícios práticos

UA 4 | BCA 4.1 | Percepção


BCA 4.1 - Percepção

PERCEPÇÃO

•  Origem na palavra grega “aisthesis”


•  Essa palavra também deu origem ao termo
estética - “percepção através dos sentidos”

UA 4 | BCA 4.1 | Percepção


Percepção é...

Complexo processo de recepção e produção de sentido de qualquer


informação recebida.

•  ato ou efeito de perceber;


•  combinação dos sentidos no reconhecimento de um objeto;
•  recepção de um estímulo;
•  faculdade de conhecer independentemente dos sentidos;
•  sensação;
•  intuição;ato ou operação da inteligência;
•  representação intelectual;

UA 4 | BCA 4.1 | Percepção


Percepção
FASE 1: reconhecimento

Olho e cérebro tendem a compreender e organizar o


que vemos, impondo um sentido racional pela
experiência individual.

UA 4 | BCA 4.1 | Percepção


Percepção
FASE 2: análise

Interpretação e organização do estímulo percebido.


Estruturação dos elementos da informação. Distinção
entre fundo e figura, contornos, tamanhos, contrastes,
cores, grupos, etc.

UA 4 | BCA 4.1 | Percepção


Percepção
FASE 3: complementação de sentido

Produção de sentido dos elementos que possam dar


definição, simetria, continuidade, unificação e “boa
forma” à informação visual.

UA 4 | BCA 4.1 | Percepção


A construção do significado da informação visual depende
também da experiência pessoal e intelectual do indivíduo -
aspecto puramente subjetivo.

Experiência intelectual do sujeito:


•  Subjetiva
•  Seletiva
•  Temporal

Níveis da Percepção:
•  Instintivo
•  Descritivo
•  Simbólico

Pato ou coelho?

UA 4 | BCA 4.1 | Percepção


Curiosidades

Muitos artistas e autores se utilizam dos recursos da


percepção para dar mais lirismo às suas obras.

Alice in Wonderland, de Lewis Carroll

UA 4 | BCA 4.1 | Percepção


Estudar a percepção é importante porque o
comportamento das pessoas é baseado na produção de
sentido que fazem da realidade e não na realidade em si.

Estudos que baseiam sua teoria na percepção:

•  Gestalt
•  Fenomenologia
•  Existencialismo

UA 4 | BCA 4.1 | Percepção


Fatores que influenciam a percepção

A ATENÇÃO pode ser influenciada por agentes:

EXTERNOS
•  Intensidade – Sirene de ambulância

•  Contraste – cores vivas

•  Movimento – crianças reagem mais facilmente a

brinquedos em movimento

•  Incongruência - atenção às coisas absurdas e bizarras

UA 4 | BCA 4.1 | Percepção


Fatores que influenciam a percepção

INTERNOS

•  Motivação – valorização do que motiva e dá prazer em


contraposição às coisas que não interessam

•  Experiência – é fácil reconhecer o que já entendemos

UA 4 | BCA 4.1 | Percepção


Tipos de percepção

1. Visual
2. Auditiva
3. Gustativa
4. Olfativa
5. Tátil
6. Tempo/movimento
7. Espacial

UA 4 | BCA 4.1 | Percepção


1 - Percepção Visual

•  Formas
•  Relações espaciais
•  Cores
•  Intensidade luminosa

UA 4 | BCA 4.1 | Percepção


2 - Percepção Auditiva

•  Timbres
•  Alturas e freqüências
•  Intensidade sonora (volume)
•  Percepção rítmica
•  Localização auditiva (origem do
som)

UA 4 | BCA 4.1 | Percepção


3 - Percepção Olfativa

•  Discriminação de odores
(diferenciação e efeito da
combinação)
•  Alcance olfativo

UA 4 | BCA 4.1 | Percepção


4 - Percepção Gustativa

• Doce
• Salgado
• Amargo
• Azedo

UA 4 | BCA 4.1 | Percepção


5 - Percepção Tátil

•  A pele é o maior órgão humano


•  O tato não é uniforme por todo o corpo

•  O tato distingue:
•  Objetos pequenos
•  Calor
•  Dor

UA 4 | BCA 4.1 | Percepção


6 - Percepção Temporal/Movimento

•  Produção de ritmos
•  Ordem temporal e simultaneidade
•  Aparelho vestibular (manutenção
do equilíbrio)
7 - Percepção Espacial

• Estimativa de distância dos objetos


• Estimativa de tamanho relativo dos
objetos
Percepção…

•  Percepção tem a ver com os sentidos

•  O que não é sentido, não é percebido

•  Cada sujeito, através dos variados


modos de perceber o mundo, produz
significados a respeito das coisas que
percebe

•  Filtragem e recomposição baseadas em


experiências anteriores
“Jogos” de percepção visual
M.C. Escher (1898-1972)

Escher, artista gráfico


holandês, se tornou
célebre por suas
representações de
construções impossíveis.
Exploração da percepção
visual na publicidade
UNIDADE DE APRENDIZADO 4

Design & Percepção

BCA 4.1 - Percepção

BCA 4.2 - Conceituação da forma

BCA 4.3 - Conceitos da Gestalt

•  Leis da Gestalt

BCA 4.4 - Sistema de leitura visual

•  Categorias conceituais fundamentais

•  Ênfases visuais

BCA 4.5 - Exercícios práticos

UA 2 | BCA 2.1 | Psicologia das cores


BCA 4.2
Conceituação da forma e propriedades

FORMA:
•  Figura ou imagem visível do conteúdo
•  Aparência externa
•  Feitio, configuração, aspecto
PARA PERCEBER UMA FORMA…

•  Deve haver variações, diferenças no campo visual.


•  Contrastes dos elementos que constituem o objeto.
Propriedades da forma

A forma pode ser:


•  um ponto,
•  uma linha,
•  um plano
•  um volume

Pode ter configuração:


•  real
•  esquemática
O ponto

•  Unidade mais simples e irredutivelmente mínima


de comunicação visual

•  O ponto é qualquer elemento que funcione como


forte centro de atração visual dentro de um
esquema estrutural
AS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO PONTO SÃO:

•  Um grande poder de atração visual, criando tensão


sem direção.

•  Quando próximos, dois pontos podem produzir


sensações de tensão ou de direção, criando uma
linha reta imaginária que os une.

•  Posicionando diferentes pontos em seqüência,


sugere-se uma direção

•  Quando agrupados vários pontos podem definir


formas, contornos, tons ou cores.
As sucessões de pontos próximos são bons recursos para:

• dirigir a atenção observador;


• guiar seu olhar para uma zona concreta;
• estabelecer relações entre elementos;
• separar zonas da página.
A linha

•  A linha é uma sucessão de pontos

•  Também pode ser definida como um ponto em


movimento

•  A linha delineia, contorna, conforma e


delimita objetos e coisas

4.2 | Design & Percepção | Conceituação da forma


AS PRINCIPAIS PROPRIEDADE DA LINHA SÃO:

•  Grande expressividade gráfica e muita


energia.

•  Quase sempre expressa dinamismo,


movimento e direção.

•  Cria tensão no espaço gráfico em que


se encontra.

•  Cria separação de espaços no grafismo.

•  A repetição de linhas próximas gera


planos e texturas.

4.2 | Design & Percepção | Conceituação da forma


Em uma composição, a linha define direcionamento:
estará mais acentuado o que mais linhas na mesma
direção houver. Esta qualidade pode ser usada para
dirigir a atenção em uma direção concreta, fazendo
com que o espectador observe o lugar adequado.

4.2 | Design & Percepção | Conceituação da forma


Uma linha divide ou circunda uma área, encontra-se
na borda de uma forma. Expressa separação de
planos, permitindo ao designer usá-la como elemento
delimitador de níveis e áreas na composição

4.2 | Design & Percepção | Conceituação da forma


As propriedades de uma linha virão definidas pela:

•  Grossura;
•  Longitude;
•  Orientação (direção) em relação à página;
•  Localização (posição);
•  Forma (reta ou curva);
•  Cor.

4.2 | Design & Percepção | Conceituação da forma


A união sucessiva de linhas forma um traço.

O traços dão volume aos objetos que desenhamos e


permitem representar simbolicamente objetos na
composição, eliminando deles toda informação
supérflua, deixando apenas o essencial.

4.2 | Design & Percepção | Conceituação da forma


Linha reta

Define o caminho mais curto entre dois pontos.

Ela é pouco freqüente na natureza, onde


predominam as curvas, porém são abundantes no
ambiente humano, pois o homem necessita delas
para dar estabilidade às suas criações.

4.2 | Design & Percepção | Conceituação da forma


Contornos

Quando a linha se fecha sobre si mesma,


descreve um contorno e determina uma tensão
entre o espaço criado e seus limites.

Os contornos podem ser estáticos ou


dinâmicos, dependendo do uso ou das
diferentes direções que o designer adote.

4.2 | Design & Percepção | Conceituação da forma


Contornos: quadrado

•  É uma figura de quatro lados de igual longitude


que se unem em ângulos retos.

•  Sua direção é a vertical e horizontal.

•  Em projeções tridimensionais existe o cubo no


caso do quadrado e o paralelepípedo no caso
do retângulo.

•  Associa-se a idéias de estabilidade, solidez e


equilíbrio, severidade, honestidade, retidão,
esmero e permanência.

4.2 | Design & Percepção | Conceituação da forma


Contornos: círculo

•  É uma curva perfeita cujo perímetro é o


mesmo de qualquer ponto para o centro.

•  Sua direção é a curva.

•  sua projeção tridimensional a esfera. As


modificações são o oval e o ovóide.

•  Este contorno tem um grande valor


simbólico especialmente seu centro. Pode
ter diferentes significações: proteção,
instabilidade, totalidade, infinitude,
aconchego, fechado...

4.2 | Design & Percepção | Conceituação da forma


Contornos: triângulo

•  O triângulo eqüilátero apresenta os sentidos


direcionais vertical-horizontal e se apóia num de
seus lados. O triângulo eqüilátero tem os três
lados e ângulos iguais.
•  É uma figura estável, com três pontos de apoio,
um em cada vértice, ainda que não tão estático
como o quadrado.
•  Sua direção é a diagonal e sua projeção
tridimensional o tetraedro.
•  Pode significar verticalidade sempre que
representado pela base. Associam-se a ele
significados de ação, conflito e tensão.

4.2 | Design & Percepção | Conceituação da forma


A partir de combinações e variações infinitas destes
contornos básicos derivam todas as formas imagináveis.

4.2 | Design & Percepção | Conceituação da forma


O plano

•  O plano é definido como uma sucessão de


linhas.

•  Em geometria, um plano, por definição, tem


somente duas dimensões: comprimento e
largura.

•  Como superfície é conhecida em: fachadas


de edifícios, de tetos e paredes, de pisos de
campos e quadras desportivas, de ruas e
estradas...

4.2 | Design & Percepção | Conceituação da forma


O volume

Volume é definido como algo que se expressa por projeção


nas três dimensões do espaço, de duas maneiras:

•  Pode ser físico: algo sólido como um


bloco de pedra, como um edifício, como
uma pessoa, etc., ou seja, algo real.

•  Pode ser criado por meio de artifícios:


como na pintura, no desenho, na
ilustração, e outros, sobre superfície
plana.

4.2 | Design & Percepção | Conceituação da forma


A sensação de espessura ou profundidade pode ser
obtida pelo emprego de:

• Luzes, brilhos, sombras e texturas.

• Com o uso ou não da perspectiva linear

• Por intermédio de cores, que avançam e recuam,


de modo a ressaltar determinadas artes do objeto

4.2 | Design & Percepção | Conceituação da forma


Configuração

Configuração é o sinônimo de forma; porém, neste caso deve


ser entendida pelas suas características espaciais
consideradas essenciais.

Pode-se referir a duas propriedades visuais distintas dos


Configuração real
objetos:

•  A representação real
•  A representação esquemática.

Configuração
esquemática
Juan Miró

4.2 | Design & Percepção | Conceituação da forma


Configuração real

•  Representação real ou figurativa dos objetos

•  É possível saber exatamente a que ou a quem faz


referência

•  Fotografias, ilustrações e pinturas figurativas

•  Estátuas, monumentos, produtos

4.2 | Design & Percepção | Conceituação da forma


Configuração esquemática

•  Feita por meio do conceito de esqueleto


estrutural

•  NÃO faz referência a uma coisa em particular

•  Associa-se ao real representando sua idéia sem


representar suas especificidades – símbolo,
ícone, silhueta, etc.

4.2 | Design & Percepção | Conceituação da forma


Exercício:

Identifique a presença mais evidente das


categorias: Ponto, Linha, Plano, Volume e
Configuração real ou esquemática nas
imagens a seguir:

4.2 | Design & Percepção | Conceituação da forma


R: R: R:

4.2 | Design & Percepção | Conceituação da forma


R: R: R:

4.2 | Design & Percepção | Conceituação da forma


R: R: R:

4.2 | Design & Percepção | Conceituação da forma


R: R: R:

4.2 | Design & Percepção | Conceituação da forma


R: R: R:

4.2 | Design & Percepção | Conceituação da forma


R: R: R:

4.2 | Design & Percepção | Conceituação da forma


R: R: R:

4.2 | Design & Percepção | Conceituação da forma


R: R:

4.2 | Design & Percepção | Conceituação da forma


UNIDADE DE APRENDIZADO 4

Design & Percepção

BCA 4.1 - Percepção

BCA 4.2 - Conceituação da forma

BCA 4.3 - Conceitos da Gestalt

•  Leis da Gestalt

BCA 4.4 - Sistema de leitura visual


•  Categorias conceituais:
•  Fundamentais
•  Técnicas de comunicação visual

BCA 4.5 - Exercícios práticos

4.3 | Design & Percepção | Conceitos da Gestalt


4.3 - Gestalt

CONCEITO

•  Immanuel Kant: unidade do ato de percepção

•  O cérebro percebe as partes de um todo, mas


as organiza de maneira original que pode
mudar o sentido do todo inicial

4.3 | Design & Percepção | Conceitos da Gestalt


O que é Gestalt?

•  Palavra alemã, sem tradução

•  Significa “integração das partes em


oposição à soma do todo”

•  O todo é maior ou diferente da


soma das partes

•  Relaciona-se a uma teoria da


organização ou teoria da forma/
configuração

4.3 | Design & Percepção | Conceitos da Gestalt


“Se cada um de 12 observadores ouvisse uma
nota da melodia, a soma das experiências não
corresponderia ao que seria percebido por
alguém que ouvisse a melodia toda”.
Von Ehrenfels, filósofo vienense - fins do séc. XIX

4.3 | Design & Percepção | Conceitos da Gestalt


Para que serve?

A Gestalt estuda a nossa percepção da


interação entre as formas e o provável
motivo de umas combinações obterem
mais êxito que outras.

4.3 | Design & Percepção | Conceitos da Gestalt


Exemplo

Para provar nossa capacidade de organização


mental, e por um puro ato de aprendizagem
e vontade, estabelecemos várias ordenações
perceptivas visíveis.

4.3 | Design & Percepção | Conceitos da Gestalt


Mesmo que se note duas distâncias diferentes, as
verticais-horizontais mais curtas que as diagonais,
produzem um efeito predominante.

4.3 | Design & Percepção | Conceitos da Gestalt


Qualquer forma pede sugerir a terceira dimensão.

4.3 | Design & Percepção | Conceitos da Gestalt


Leis da Gestalt

1. Lei da proximidade

2. Lei da Semelhança

3. Lei da Pregnância (Lei da boa forma e destino comum)

4. Lei do fechamento

5. Lei da experiência ou familiaridade

6. Lei da simetria

7. Lei da continuidade

8. Lei da figura-fundo

4.3 | Design & Percepção | Conceitos da Gestalt


1 - Proximidade

Quando as partes de uma totalidade


recebem um mesmo estímulo, se
unem formando grupos no sentido da
mínima distância.

4.3 | Design & Percepção | Conceitos da Gestalt


2 – Semelhança

Quando são apresentados vários elementos


de diferentes classes, há uma tendência a
constituir grupos com os que são iguais.

4.3 | Design & Percepção | Conceitos da Gestalt


3. Pregnância (boa forma)

O sistema tende espontaneamente à estrutura


mais equilibrada, mais homogênea, mais
regular, mais simétrica. A pregnância diz
respeito ao caminho natural que ela segue em
direção à boa forma, que é, idealmente, a
mais simples de todas. E essa simplicidade é
formada justamente por equilíbrio,
homogeneidade, regularidade e simetria.

4.3 | Design & Percepção | Conceitos da Gestalt


4. Fechamento

As linhas incompletas que circundam uma


superfície são facilmente captadas como
unidade ou figura. As circunferências,
quadriláteros ou triângulos produzem o efeito
de fechamento.

4.3 | Design & Percepção | Conceitos da Gestalt


5 - Experiência ou Familiaridade

Este princípio avalia o papel da familiaridade e


da experiência no processo da percepção, uma
vez que percebemos com base em nossas próprias
experiências. Também observa-se que as
experiências individuais humanas condicionam a
percepção a especializar-se.

4.3 | Design & Percepção | Conceitos da Gestalt


6 - Simetria

Sua importância ultrapassa o campo da percepção


das formas para constituir um dos fenômenos
fundamentais da natureza. A Biologia, a
Matemática, a Química e a Física e até mesmo a
Estética organizam-se seguindo as leis da simetria.
Ela está ligada ao ser humano, cuja própria
estrutura fisiológica também é simétrica.

4.3 | Design & Percepção | Conceitos da Gestalt


7 - Continuidade

Possui características da Lei do Fechamento – síntese de formas


incompletas e da Lei da Pregnância - provoca a preferência pela
forma mais simples.

Também tem elementos da Lei da Experiência – opta-se por


aquelas formas familiares ao observador.

As partes de uma figura que têm “boa forma” ou indica uma


direção ou destino comum, formam com clareza unidades
autônomas no conjunto.

4.3 | Design & Percepção | Conceitos da Gestalt


8 - Figura e fundo

Este princípio é o de maior força e transcendência


porque engloba todos os demais.

Nele está o princípio organizador da percepção, já


que as formas só se constituem como figuras
definidas quando sobrepostas a um fundo mais
neutro.

4.3 | Design & Percepção | Conceitos da Gestalt


Exercício
Analise as imagens a seguir destacando a presença das Leis
da Gestalt mais evidentes em cada uma delas.

R: R:

4.3 | Design & Percepção | Conceitos da Gestalt


R: R:

4.3 | Design & Percepção | Conceitos da Gestalt


R: R:

4.3 | Design & Percepção | Conceitos da Gestalt


R: R:

4.3 | Design & Percepção | Conceitos da Gestalt


R: R:

4.3 | Design & Percepção | Conceitos da Gestalt


BCA 4.4 - Sistema de leitura visual

Categorias conceituais:

•  Fundamentais
•  Técnicas de comunicação visual

Objetivo: facilitar a leitura visual

4.4 | Design & Percepção | Sistema de leitura Visual


4.4.1 - CATEGORIAS FUNDAMENTAIS

1. HARMONIA
2. EQUILÍBRIO
3. CONTRASTE

4.4 | Design & Percepção | Sistema de leitura Visual


HARMONIA

•  Disposição formal bem organizada

•  Perfeita articulação visual na integração das partes

4.4 | Design & Percepção | Sistema de leitura Visual


HARMONIA: ordem

4.4 | Design & Percepção | Sistema de leitura Visual


HARMONIA: regularidade (seqüencialidade)

4.4 | Design & Percepção | Sistema de leitura Visual


DESARMONIA: desordem

4.4 | Design & Percepção | Sistema de leitura Visual


DESARMONIA: irregularidade
(falta de seqüencialidade)

4.4 | Design & Percepção | Sistema de leitura Visual


EQUILÍBRIO

•  Forças que agem sobre o corpo são compensados

•  Pesos visuais são distribuídos

4.4 | Design & Percepção | Sistema de leitura Visual


EQUILÍBRIO: peso e direção

4.4 | Design & Percepção | Sistema de leitura Visual


EQUILÍBRIO: simetria

4.4 | Design & Percepção | Sistema de leitura Visual


EQUILÍBRIO: assimetria

4.4 | Design & Percepção | Sistema de leitura Visual


EQUILÍBRIO: desequilíbrio

4.4 | Design & Percepção | Sistema de leitura Visual


CONTRASTE

Técnica mais importante para mensagens bi ou tridimensionais


• Desequilibra, provoca e atrai a atenção

Técnicas de contraste:
• Luz e tom
• Cor
• Vertical e horizontal
• Movimento
• Dinamismo
• Ritmo
• Passividade
• Proporção e escala
• Agudeza
4.4 | Design & Percepção | Sistema de leitura Visual
CONTRASTE: luz e tom

4.4 | Design & Percepção | Sistema de leitura Visual


CONTRASTE: cor

4.4 | Design & Percepção | Sistema de leitura Visual


CONTRASTE: horizontal vertical

4.4 | Design & Percepção | Sistema de leitura Visual


CONTRASTE: movimento

4.4 | Design & Percepção | Sistema de leitura Visual


CONTRASTE: dinamismo

4.4 | Design & Percepção | Sistema de leitura Visual


CONTRASTE: ritmo

4.4 | Design & Percepção | Sistema de leitura Visual


CONTRASTE: passividade

4.4 | Design & Percepção | Sistema de leitura Visual


CONTRASTE: proporção e escala

4.4 | Design & Percepção | Sistema de leitura Visual


CONTRASTE: agudeza

4.4 | Design & Percepção | Sistema de leitura Visual


Exercício
Identifique as categorias conceituais fundamentais mais
evidentes nas imagens a seguir:

R: R:

4.4 | Design & Percepção | Sistema de leitura Visual


R: R:

4.4 | Design & Percepção | Sistema de leitura Visual


R: R:

4.4 | Design & Percepção | Sistema de leitura Visual


R: R:

4.4 | Design & Percepção | Sistema de leitura Visual


R: R:

4.4 | Design & Percepção | Sistema de leitura Visual


R: R:

4.4 | Design & Percepção | Sistema de leitura Visual


4.4.2 – TÉCNICAS DE COMUNICAÇÃO VISUAL

Estratégias compositivas e meios de expressão do conteúdo

Conteúdo:
O que está sendo direta ou indiretamente expresso.
É o caráter da informação. É a mensagem. Nunca está
dissociado da forma.

Forma:
Representação: aparência, suporte, composição, tipografia,

4.4 | Design & Percepção | Sistema de leitura Visual


Conteúdo + forma = Objetivo

Escolhas do designer: sub julgadas ao objetivo e ao público

Significado deve ser compartilhado entre o


Designer e o público.
Conteúdo

Designer Público

Forma
Mensagem e método de expressá-la

“A técnica é a força fundamental da


abstração, a redução e a simplificação de
detalhes complexos e cambiáveis a
relações gráficas que podem ser
apreendidas”.

Donald Anderson – Elements of Design.


“Com intenção de um controle efetivo o designer deve
compreender os complexos procedimentos através dos
quais o organismo humano vê e com este
conhecimento aprender a influenciar respostas através
das técnicas visuais”.

Dondis – Sintaxe da linguagem visual

Esta busca é extremamente intelectual; as opções


através da escolha de técnicas devem ser racionais e
controladas.
Mas o que se precisa fazer para criar a
estrutura elementar?

As opções que levam ao efeito expressivo dependem da


manipulação dos elementos através de técnicas visuais.
Técnicas de Comunicação Visual

Oposições conceituais

Harmonia x contraste

“Nivelamento” x “aguçamento”
Técnicas de Comunicação Visual
Equilíbrio x Instabilidade
Simetria x Assimetria
Regularidade X Irregularidade
Simplicidade x Complexidade
Unidade X Fragmentação
Economia X Profusão
Minimização X Exagero
Técnicas de Comunicação Visual
Minimização X Exagero
Previsibilidade x Espontaneidade
Atividade x Estase
Sutileza X Ousadia
Neutralidade x Ênfase
Transparência X Opacidade
Estabilidade x Variação
Técnicas de Comunicação Visual

Exatidão X Distorção
Planura x Profundidade
Singularidade X Justaposição
Seqüencialidade X Acaso
Agudeza X Difusão
Repetição x Episodicidade
Técnicas de Comunicação Visual

Luminosidade X Embaçamento
Angularidade X Rotundidade
Verticalidade X Horizontalidade
Delineamento X Mecanicidade
Interseção X Paralelismo
Equilíbrio Instabilidade
Simetria Assimetria
Regularidade Irregularidade
Unidade Fragmentação
Simplicidade Complexidade
Economia Profusão
Minimização Exagero
Previsibilidade Espontaneidade
Atividade Estase
Neutralidade Ênfase
Opacidade Transparência
Exatidão Distorção
Planura Profundidade
Singularidade Justaposição
Seqüencialidade Acaso
Agudeza Difusão
Banana
Barco

Avião Chaveiro

Trem Telegrama

Repetição Episodicidade
Exercício
Avalie os sites a seguir conforme os conceitos de cores,
tipografia e formas que você já aprendeu.

4.4 | Design & Percepção | Sistema de leitura Visual


R: R:

4.4 | Design & Percepção | Sistema de leitura Visual


R: R:

4.4 | Design & Percepção | Sistema de leitura Visual


R: R:

4.4 | Design & Percepção | Sistema de leitura Visual


R: R:

4.4 | Design & Percepção | Sistema de leitura Visual


R: R:

4.4 | Design & Percepção | Sistema de leitura Visual


R: R:

4.4 | Design & Percepção | Sistema de leitura Visual


Laboratório: etapa 4
A partir de agora você começará a planejar o exercício final: Desenvolver uma peça de
divulgação (impresso: formato A5 ou um Hot site) utilizando tipografias, cores, formas e
imagens para divulgar cada uma das duas empresas sempre respeitando as
características já abordadas. Relembrando:

1 – RESTAURANTE LA PASTA 2 – ACADEMIA POWER BODY

Características: Características:
•  Restaurante tradicional especializado •  Especializada em técnicas avançadas de
em alta culinária e vinhos italianos musculação, running e bike indoor
•  Aconchegante, envolvente, “clima”
•  Estímulo ao movimento, energia,
familiar
dinamismo e vigor
•  Decoração tradicional, mobiliário
rústico •  Visual hi-tech, “clima” jovem, casual,
•  O dono faz questão de recepcionar atraente, sensual
todos os clientes •  Enfatiza a limpeza, saúde, agilidade e
segurança
Público:
•  Sofisticado, exigente, conhecedor de Público:
ótimos restaurantes internacionais •  Jovem, dinâmico, vaidoso, exigente.
•  Classe AA •  Classe: B e C
•  Idade: majoritariamente entre 35 e •  Idade: majoritariamente entre 15 e 40
60 anos anos
UNIDADE DE APRENDIZADO 5

Planejamento de projetos
BCA 5.1 – Criatividade Produção
•  Design, arte e estética
•  Suporte impresso
BCA 5.2 – Processos e princípios de planejamento •  Impressão
•  Briefing de projeto •  Acabamentos
•  Coleta de informações
•  Desenvolvimento da proposta de Design
•  BCA 5.3.2 - SUPORTE DIGITAL
•  Apresentação ao Cliente
• Formatos e resolução de tela
• Layout e grids
BCA 5.3 – Desenvolvimento • Hierarquia visual
• Consistência
•  5.3.1 - IMPRESSOS • Grids
• Proporção aurea
•  Formatos • GRIDS
•  Layout e grids •  Anatomia da página
•  Hierarquia visual •  Grids para web
•  Consistência
•  Grids
•  Proporção aurea BCA 5.4- Exercício Final
•  Grids
•  Grids verticais
•  Grids horizontais

UA 5 | BCA 5.1 | Criatividade


UA5 - Planejamento de projetos

OBJETIVOS

•  Discutir relações entre Design, Arte,


Estética e criatividade
•  Analisar processos e princípios de planejamento
de projetos de Design
•  Estudar as especificidades do desenvolvimento de
projetos para o meio impresso e para o meio digital

UA 5 | BCA 5.1 | Criatividade


Bibliografia básica

ARFUCH, Leonor, CHAVES, Norberto y LEDESMA, María. Diseño y comunicación: teorías y


enfoques críticos. Buenos Aires: Paidós, 1997.

ASSOCIAÇÃO DOS DESIGNERS GRÁFICOS DO BRASIL (ADG). Design gráfico caso a caso:
como o designer faz design. Sao Paulo: Garilli, 2000.

___________. O Valor do design: guia ADG Brasil de prática profissional do designer


gráfico. São Paulo: SENAC, ADG, 2003.

BEAIRD, Jason. The Principles of Beautiful Web Design. SitePoint, 2007.

FRASCARA, J. Diseño gráfico para la gente. Buenos Aires: Infinito, 1997.

FRASCARA, J. El Diseño de comunicación. Buenos Aires: Ediciones Infinito, 2006.

GOMES FILHO, João. Design do objeto: bases conceituais. São Paulo: Escrituras, 2006.

MARGULIES, Nancy, et al. Mapping Inner Space: Learning and Teaching Visual Mapping.
Tucson: Zephyr Press, 2002.

MILES, John. Design For Desktop Publishing. San Francisco: Chronicle Books, 1987.

WILLIANS, Robin. Design para quem não é designer. São Paulo: Callis. 1995.
UNIDADE DE APRENDIZADO 5

Planejamento de projetos

BCA 5.1 – Criatividade Produção


•  Design, arte e estética
• Suporte impresso
BCA 5.2 – Processos e princípios de planejamento • Impressão
•  Briefing de projeto • Acabamentos
•  Coleta de informações
•  Desenvolvimento da proposta de Design
•  BCA 5.4.2 - DIGITAL
•  Apresentação ao Cliente
•  Formatos e resolução de tela
BCA 5.3 – Técnicas para a concepção de projetos •  Layout e grids
•  Hierarquia visual
BCA 5.4 – Desenvolvimento •  Consistência
•  Grids
• 5.4.1 - IMPRESSOS •  Proporção aurea
•  GRIDS
•  Formatos • Anatomia da página
• Grids para web
•  Layout e grids
•  Hierarquia visual
•  Consistência
BCA 5.5- Exercício Final
•  Grids
•  Proporção aurea
•  Grids
•  Grids verticais
•  Grids horizontais
UA 5 | BCA 5.1 | Criatividade
BCA 5.1 – Criatividade e técnicas para
a concepção de projetos

DESIGN

O Design está sujeito a uma variedade de interpretações.

Logos de duas subsidiárias da

revista Readers

Eight consulting

UA 5 | BCA 5.1 | Criatividade


O público em geral tende a perceber o Design como
produtos ou sistemas em sua configuração final.

Campanhas civis de Buenos Aires

UA 5 | BCA 5.1 | Criatividade


Designers tendem a associar a palavra ao processo,
enxergando o produto como um último estágio de uma
longa jornada.

Processo de Design de um Web site.


Empresa Ward e Kroll

UA 5 | BCA 5.1 | Criatividade


DESIGN X ARTE

DESIGN
Processo de concepção, planejamento, projeto,
seleção e organização de uma série de elementos para
a criação de comunicações visuais, assim como os
objetos criados por esse processo.

DESIGN X ARTE
DESIGN está relacionado à reprodução de bens ou
serviços e possui a intenção de alterar a conduta, a
opinião, o conhecimento ou a atitude das pessoas
estabelecendo uma clara diferenciação entre o
designer e o artista.

UA 5 | BCA 5.1 | Criatividade


O trabalho do designer exige a coordenação de aspectos
humanos e técnicos em um processo iterativo de análise,
síntese e julgamento, implementação de conhecimento
existente e geração de novos conhecimentos.

Sally Ride Science


www.sallyridescience.com

UA 5 | BCA 5.1 | Criatividade


DESIGN x ARTE
Designers normalmente não são a fonte das mensagens
que representam/comunicam.

www.euripedes.com.br e
www.restart.pt

UA 5 | BCA 5.1 | Criatividade


Criatividade e estética

Esses aspectos definitivamente não


restritos ao universo da arte.

Dentro do Design gráfico, a


criatividade não se opõe à clareza,
podendo sim tornar mensagens
complexas mais fáceis de perceber,
compreender e interpretar pelo seu
público alvo.

London Underground Map

UA 5 | BCA 5.1 | Criatividade


CRIATIVIDADE
Habilidade de conceber soluções inesperadas para
problemas aparentemente sem solução.

A criatividade deve existir no Design dentro de


limitações estabelecidas, ou seja, liberdade total não
deve ser enxergada como uma condição necessária para
permitir a criatividade.

UA 5 | BCA 5.1 | Criatividade


CRIATIVIDADE E INTELIGÊNCIA
Criatividade é uma inteligência - desenvolvida e
cultivável - que em meio a uma grande quantidade de
informação aparentemente desconectada e caótica
pode descobrir semelhanças que outros não
descobrem, ver oposições que outros não vêem,
estabelecer conexões que outros não estabelecem e,
consequentemente, pode produzir sínteses novas e
surpreendentes.

UA 5 | BCA 5.1 | Criatividade


ESTÉTICA

A questão estética é um dos requisitos projetuais a


serem satisfeitos em qualquer projeto de Design e está
intimamente relacionada ao contexto sócio-cultural do
público-alvo.

Qualquer opção estética carrega em si um significado.

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UNIDADE DE APRENDIZADO 5

Planejamento de projetos

BCA 5.1 – Criatividade Produção


•  Design, arte e estética
• Suporte impresso
BCA 5.2 – Processos e princípios de planejamento • Impressão
•  Briefing de projeto • Acabamentos
•  Coleta de informações
•  Desenvolvimento da proposta de Design
•  Apresentação ao Cliente •  BCA 5.4.2 - DIGITAL

BCA 5.3 – Técnicas para a concepção de projetos •  Formatos e resolução de tela


•  Layout e grids
BCA 5.4 – Desenvolvimento •  Hierarquia visual
•  Consistência
•  5.4.1 - IMPRESSOS
•  Grids
•  Proporção aurea
•  Formatos
•  GRIDS
•  Layout e grids
• Anatomia da página
•  Hierarquia visual
• Grids para web
•  Consistência
•  Grids
•  Proporção aurea
BCA 5.5- Exercício Final
•  Grids
•  Grids verticais
•  Grids horizontais

UA 5 | BCA 5.2 | Processos e princípios de planejamento


BCA 5.2 – Processos e princípios de
planejamento

Processos de Design como solução de problemas

Caráter conceitual e formal

•  aspectos relacionados à atratividade, retenção da


atenção e facilidade de leitura (estágio perceptivo),
•  facilidade de entendimento e interpretação da
mensagem (estágio cognitivo)
•  contexto de veiculação da mensagem, englobando os
aspectos perceptivos, culturais, estéticos,
lingüísticos e técnicos.

UA 5 | BCA 5.2 | Processos e princípios de planejamento


Todo projeto de design requer um planejamento.

Estágios:

1.  Delimitação do projeto


2.  Coleta de informação
3.  Segunda definição do problema:
Briefing (ou relatório) de projeto: definição
dos objetivos
4.  Terceira definição do problema: desenvolvimento
da proposta de Design
5.  Apresentação ao cliente
6.  Organização da produção
7.  Supervisão da implementação
8.  Avaliação de performance

UA 5 | BCA 5.2 | Processos e princípios de planejamento


1- Delimitação do projeto

A parte que mais intimida num processo de design e o início.

Para poder planejar as etapas do processo é importante


conhecer o cliente e o que a empresa desenvolve.

O primeiro encontro com o cliente deve ser ao vivo, onde o


principal não é impressionar e sim estabelecer um diálogo
franco.

Pense que neste momento será mais importante ouvir do que


falar e todas as informações obtidas devem ser anotadas.
Você deve ter em mente perguntas chave que podem servir
para conduzir a conversa de modo proveitoso.

UA 5 | BCA 5.2 | Processos e princípios de planejamento


As perguntas devem ser do tipo:

•  O que a empresa faz/produz?


•  Qual é o âmbito de atuação da empresa?
•  A empresa já possui um logotipo e um
planejamento de Branding?
•  Qual é o objetivo do projeto?
•  Que informação você gostaria de prover?
•  Quem é o público-alvo? É possível identificar algo
em comum entre estas pessoas, tal como: faixa
etária, gênero ou localização geográfica?
•  Quem são os concorrentes diretos da empresa? Eles
possuem em produto similar?

UA 5 | BCA 5.2 | Processos e princípios de planejamento


2 - Coleta de informações

O designer deve se preocupar em conhecer o contexto em que o


objeto será consumido/utilizado (a situação do mercado, outros
produtos similares, os usuários e tarefas a serem realizadas), mas
também o ambiente da empresa cliente.

Os objetivos de um produto devem ser visualizados de


forma mais ampla, incluindo:

•  a definição dos canais de comunicação (como o produto


chegará fisicamente ao público);

•  definição dos argumentos (como aproximar


cognitivamente e afetivamente o produto do público);

•  definição da forma (como aproximar perceptivamente e


esteticamente o produto do público).

UA 5 | BCA 5.2 | Processos e princípios de planejamento


3 - Métodos para compor o Briefing

Método dos Cinco (agora 6) Ws:


•  Que?
•  Quem?
•  Quando?
•  Como?
•  Onde?
•  Porquê?

UA 5 | BCA 5.2 | Processos e princípios de planejamento


Para compor um briefing de design pode-se associar
os Cinco Ws às questões:
Objetivos – Que
O que se pretende e qual o tipo de produto deve-se desenvolver: metas.
Decisão: o que se pretende.

Público – Quem
Para quem é o produto?
Decisão: para quem.

Contexto – Quando
Em que situação espaço temporal?
Decisão: em que situação.

Conteúdo - Como
O produto em ‘si’.
Decisão: o que é necessário expressar.

Formato – Onde
Suportes e dimensões
Decisão: Como apresentar

Retorno – Porque
Qual a meta que justifica o projeto
Decisão: pretende-se de retorno.

UA 5 | BCA 5.2 | Processos e princípios de planejamento


4 - Desenvolvimento da
proposta de Design

Função do designer: “orientador” do cliente, ao invés


de um receptor passivo de um briefing consolidado.

UA 5 | BCA 5.2 | Processos e princípios de planejamento


Nesta etapa definem-se o conteúdo, a forma, a mídia e a
tecnologia de produção. Desenvolve-se o layout do projeto
propriamente dito.

Existe a necessidade de se definir também neste estágio as


funções das formas, imagens e da tipografia no objeto em
desenvolvimento.

Elas podem servir para atrair, ornamentar ou comunicar.

UA 5 | BCA 5.2 | Processos e princípios de planejamento


5 - Apresentação do projeto
ao cliente

Neste momento é necessário que o designer assuma um


novo papel, o qual requer habilidades verbais e
capacidade de persuasão.

•  A apresentação para o cliente também é um


problema de Design, devendo existir igual
preocupação na escolha do conteúdo
informacional, organização e apresentação da
informação.

UA 5 | BCA 5.2 | Processos e princípios de planejamento


6 - Organização da produção

O designer deve selecionar materiais, insumos e


ferramentas (softwares) necessários para o desenvolvimento
do projeto. E provável que seja necessário contratar
especialistas: ilustradores, fotógrafos, redatores, etc.
É importante adotar como princípio de projeto a elaboração
de um cronograma consistente prevendo prazos para todas
as etapas.

UA 5 | BCA 5.2 | Processos e princípios de planejamento


7 - Supervisão da implementação

Para assegurar que tudo saia como o planejado e


garantir a eficiência do projeto é importante
acompanhar a sua implementação que para suportes
impressos pode consistir em sua produção gráfica e
nos suportes digitais significa a implementação junto
ao host ou similar.

UA 5 | BCA 5.2 | Processos e princípios de planejamento


8. Avaliação da performance

Um processo de design só se complementa de fato com a


avaliação do produto em uso pelo público em seu contexto
real de aplicação. É lamentável que a grande maioria dos
projetos não efetive este estágio, pois em muitos casos a
verificação do produto no seu contexto de uso pode trazer
respostas valiosas para um aperfeiçoamento do projeto.

UA 5 | BCA 5.2 | Processos e princípios de planejamento


Dica: Livro O valor do Design

Como é o cotidiano profissional do designer gráfico?


Como calcular o preço do serviço de design e como fazer
um contrato? Como funciona o mercado? Qual é a ética
da profissão? Como se formar e como se manter
constantemente atualizado? Este guia responde a essas e
outras perguntas que estão na cabeça dos designers
gráficos, dos estudantes de design, dos seus parceiros
habituais de trabalho e dos usuários dos seus serviços.

UA 5 | BCA 5.2 | Processos e princípios de planejamento


UNIDADE DE APRENDIZADO 5

Planejamento de projetos

BCA 5.1 – Criatividade Produção


•  Design, arte e estética
• Suporte impresso
BCA 5.2 – Processos e princípios de planejamento • Impressão
•  Briefing de projeto • Acabamentos
•  Coleta de informações
•  Desenvolvimento da proposta de Design
•  Apresentação ao Cliente •  BCA 5.4.2 - DIGITAL

BCA 5.3 – Técnicas para a concepção de projetos •  Formatos e resolução de tela


•  Layout e grids
BCA 5.4 – Desenvolvimento •  Hierarquia visual
•  Consistência
•  5.4.1 - IMPRESSOS
•  Grids
•  Proporção aurea
•  Formatos
•  GRIDS
•  Layout e grids
• Anatomia da página
•  Hierarquia visual
• Grids para web
•  Consistência
•  Grids
•  Proporção aurea
BCA 5.5- Exercício Final
•  Grids
•  Grids verticais
•  Grids horizontais

UA 5 | BCA 5.3 | Técnicas para a concepção de projetos


BCA 5.3 – Técnicas para a concepção de projetos

•  Brainstorming individual
•  Brainstorming individual
•  Mapeamento de idéias
•  Composição de cenários através de estímulos sensoriais

UA 5 | BCA 5.3 | Técnicas para a concepção de projetos


1 - Brainstorming individual

O espírito do brainstorming está no não-julgamento crítico


das idéias.

1.  Prepare o local: o ambiente deve ser tranqüilo,


confortável e não propiciar distrações.
2.  Arme-se de lápis e papel, gravador ou o que você
preferir para registrar idéias.
3.  Comece a anotar todas as idéias que vierem à cabeça,
sem nenhuma crítica ou medo de parecer ridículo
4.  O objetivo deste exercício é fazer fluir o maior número
possível de idéias, por mais absurdas que pareçam.
5.  Marque um tempo determinado para o exercício, ou
um número mínimo de idéias a ser atingido.

UA 5 | BCA 5.3 | Técnicas para a concepção de projetos


2 - Brainstorming em grupo

•  É a mesma idéia do brainstorming individual, porém


com outros participantes.

•  Vantagem: uma idéia puxa a outra de forma mais


rápida e original. As associações fluem mais soltas.

•  É conveniente se apontar uma pessoa para anotar as


idéias para não haver repetição.

•  É importante que esta pessoa não tente guiar o


brainstorming ou criticar/ridicularizar as idéias
alheias.

•  Marque um tempo determinado para o exercício, ou


um número mínimo de idéias a ser atingido.

UA 5 | BCA 5.3 | Técnicas para a concepção de projetos


3 - Mapeamento de idéias

•  Utilize uma folha de papel em branco


•  No centro da folha, anote, em uma palavra, a síntese do problema que você
deve resolver.
•  A partir desta palavra, comece a escrever em qualquer parte do papel
qualquer idéia que você acredite estar relacionada à solução do problema.
Não se preocupe com seqüência, ordem ou qualquer outra coisa. Apenas
anote as idéias. Defina um período de tempo para isso.
•  Agora, na mesma folha, procure agrupar as palavras com conceitos
semelhantes, utilizando figuras geométricas e/ou cores diferentes para
simbolizar cada conceito.
•  Desenhe linhas de relações entre os grupos de conceitos, do tipo "este
conceito leva a este outro", "isto é conseqüência daquilo" etc.
•  A esta altura, sua folha deve estar uma bagunça. Para limpá-la, pegue outra
folha e priorize as relações que você encontrou, passando a limpo o seu
mapa.
•  Agora você tem uma boa quantidade de abordagens diferentes para resolver
seu problema e, provavelmente, várias soluções em estado bruto prontas
para serem lapidadas.

UA 5 | BCA 5.3 | Técnicas para a concepção de projetos


4 - Composição de cenários
através de estímulos sensoriais
•  Escolha um ambiente tranqüilo.
•  Você deve ter em mente o tema que será abordado no trabalho.
•  A partir do tema tente compor um cenário estimulando todos os
sentidos:
•  Que som remete a este tema?
•  Se ele tivesse um gosto, qual seria?
•  Que cheiro tem?
•  E sua textura, qual é?
•  Agora pesquise e monte um álbum de recortes com imagens (fotos,
desenhos, anúncios, sites, texturas, etc.), cores, formas,
tipografias que ajudem a compor visualmente em 5 sentidos o
“cenário” que você está desenvolvendo.
•  Ao familiarizar-se com o cenário você estará mais seguro para
propor soluções visuais para os problemas abordados.

UA 5 | BCA 5.3 | Técnicas para a concepção de projetos


Desenvolvendo o
Pensamento visual
Não há nenhuma vida que se compare com a
pura imaginação. Vivendo lá, você estará livre se
verdadeiramente desejar ser.

Willy Wonka - A fantática fábrica de chocolates - Ronald Dahl, 1964

UA 5 | BCA 5.3 | Técnicas para a concepção de projetos


PENSAMENTO VISUAL

•  Prática de usar imagens para abordar problemas

•  Pensar através de temas e comunicar objetivamente

•  Utilização de imagens para comunicar e resolver


problemas

•  80 % do cérebro é dedicado ao processamento visual

•  O processamento visual não é novidade, ele é a parte


da nossa história

•  A língua escrita originou-se de desenhos

Do livro “Mapping Inner Space”


Nancy Margulies, Nusa Maal, e Margaret J. Wheatley

UA 5 | BCA 5.3 | Técnicas para a concepção de projetos


Dicas para desenvolver o
pensamento visual

1.  Crie um ambiente para a criatividade

2.  Desenvolva o hábito do desenho

3.  Crie uma biblioteca visual pessoal

4.  Crie uma biblioteca pessoal de metáforas

5.  Faça intervalos para pensamentos criativos e visuais

6.  Pratique a criatividade

7.  Leia mais livros de ficção

8.  Desenvolva o hábito do pensamento visual

UA 5 | BCA 5.3 | Técnicas para a concepção de projetos


BCA 5.4 – Desenvolvimento
5.4.1 - Layout: hierarquia visual

A organização guia o usuário na contemplação


de uma página.

Em toda composição gráfica deve-se criar uma


hierarquia visual adequada ao público-alvo, com
o objetivo de ressaltar os elementos mais
importantes.

Hierarquia visual no windows explorer

UA 5 | BCA 5.4 | Desenvolvimento


Nos países ocidentais, lemos os documentos da esquerda para a
direita e de cima para baixo.

UA 5 | BCA 5.4 | Desenvolvimento


Esta forma de proceder é comum em folhetos, documentos ou
cartazes publicitários - criados com um design clássico - e também
em páginas web.

Como você já pôde observar é possível estabelecer uma hierarquia


com o uso de cores. Pode-se enfatizar as partes mais importantes
da composição usando cores primárias ou cores muito saturadas.

UA 5 | BCA 5.4 | Desenvolvimento


Quanto aos elementos textuais, aos que também
são aplicáveis os métodos de cor e contraste,
podemos estabelecer uma hierarquia mediante os
tamanhos relativos dos mesmos.

Hierarquia visual em elementos textuais

UA 5 | BCA 5.4 | Desenvolvimento


É importante pensar em hierarquia visual
também durante a escolha dos demais elementos
que comporão a página, tais como: ornamentos
gráficos impactantes, ícones, animações, etc.

Sua presença só deve atrair em demasia a


atenção do espectador se esta característica for
um requisito do projeto.

http://www.mikeswanson.com/blog/images/SUPERthrive.jpg

UA 5 | BCA 5.4 | Desenvolvimento


Layout: Consistência

Estabeleça alguns padrões para seus textos e gráficos (cores,


alinhamentos, etc) e procure aplicá-lo consistentemente
através das páginas para proporcionar unidade ao seu
projeto. A repetição possibilita uma identidade gráfica
consistente que reforça a particularidade do seu projeto.

Se você escolher um elemento gráfico, use-o durante todo


seu projeto.

Exemplo em Impressos: consistência em cores e formas

UA 5 | BCA 5.4 | Desenvolvimento


Exemplo web site: consistência ícones para facilitar a navegação

Exemplo web site: consistência cores definindo setores

UA 5 | BCA 5.4 | Desenvolvimento


Layout: Teoria dos Grids

Os grids (= grades ou linhas guia) são essenciais ao Design


Gráfico.

O que de fato há de teoria nos grids é que eles tratam da


proporção entre os elementos que compõe o layout. A idéia
de utilizar conceitos matemáticos para compor obras
influenciou artistas de várias épocas.

O Homem Vitruviano, de Leonardo da Vinci. As


idéias de proporção e simetria aplicadas à
concepção da beleza humana

UA 5 | BCA 5.4 | Desenvolvimento


Você sabia?

PROPORÇÃO ÁUREA
A proporção áurea ou número de ouro é uma constante real
algébrica irracional denotada pela letra grega ϕ (phi) e com o
valor arredondado a três casas decimais de 1,618. É um número
que há muito tempo é empregado na arte. Phi - não confundir
com o número Pi (π) – é o quociente da divisão do comprimento
de uma circunferência pela medida do seu respectivo diâmetro.

Justamente por estar envolvido no crescimento, este número se


torna tão freqüente. E justamente por haver esta freqüência, o
número de ouro ganhou um status "quase mágico", sendo alvo
de pesquisadores, artistas e escritores.

UA 5 | BCA 5.4 | Desenvolvimento


O que a proporção áurea tem a ver com design gráfico?

Em geral as composições divididas por linhas proporcionais


à proporção áurea são consideradas esteticamente
agradáveis.

Elas oferecem um padrão lógico para produzir layouts


interessantes.

Proporção áurea no design das páginas de um livro

UA 5 | BCA 5.4 | Desenvolvimento


Uma simplificação da proporção áurea é a divisão
do layout em terços.

www.thegeniusstore.com

UA 5 | BCA 5.4 | Desenvolvimento


Grids verticais e horizontais: EXEMPLOS

O layout da página é estruturado pelos grids: colunas verticais,


margens e espaços das entrelinhas horizontais.

A profundidade da página depende do tamanho da fonte, do


entrelinhamento e das margens. É necessário planejar tudo
previamente.

A complexidade do grid vai depender do tipo de layout


necessário. Num projeto, cujo layout é mais “passivo” o número
de linhas depende do conforto visual previsto no projeto
gráfico.

Quando existe a exigência de um layout mais complexo com


muitas imagens, figuras e etc. o uso dos painéis horizontais é
muito útil.

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Livros clássicos

•  Layout inspirado nos manuscritos


•  Rodapé é o dobro do cabeçalho

Detalhes:
•  Considere o layout em spreads
•  Margem interna: prever encadernação
•  Deixar espaço para cabeçalho, rodapé e numeração

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1 Coluna de largura total

Vantagem:
•  Texto sem muitas quebras de linha

Desvantagem:
•  Linhas muito longas com muitas palavras não são muito
confortáveis e atraentes.

•  Entrelinhamento deve ter mais espaço.

•  Blocos largos de texto tornam mais difícil articular


subtítulos, texto secundário e ilustrações.

•  Resultado monótono e pouco convidativo.

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1 Coluna estreita

Vantagem:
•  Layout mais convidativo
•  Possibilidades variadas
•  Possibilidade de posicionar ilustrações
•  Melhor para encadernação
•  Possibilidade de utilizar títulos laterais, texto secundário e etc.

Desvantagem:
•  Ainda bastante estático se comparado a outros layouts

USO:
•  Impressos: formatos grandes
•  Layout mais sóbrio

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2 Colunas de igual largura

Vantagens
•  Fácil manuseio
•  Leitura confortável
•  Mais econômico

Desvantagem:
•  Pode ficar monótono
•  Abriga vários tipos de publicação – layout comum
•  Devido a sua natureza estática não é recomendado para
•  Layouts que exijam ritmo e ação.

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2 Colunas de larguras diferentes

Vantagens

•  Usado em ocasiões em que existem dois textos de


conteúdos diferentes porém podem ser dispostos lado
a lado

•  Impressos: se o texto da coluna estreita exceder


seu limite uma nova página somente com colunas
estreitas pode ser inserida.

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3 Colunas

Vantagens

•  Proporciona um layout bastante dinâmico


•  Econômico – porém os tipos devem ser menores.

Desvantagem
•  O layout pode se tornar confuso
•  Só funciona bem com uso generosos espaços em branco
•  Geralmente requer alinhamento à esquerda

USO:
•  Documentos que combinam texto e ilustrações, boxes e matérias
secundárias

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4 Colunas

Vantagens

•  Econômico para texto com linhas curtas como listas e índices


•  Layout dinâmico

Desvantagem
•  Requer o uso de tipos pequenos e alinhamento à esquerda

USO:
•  Índices, dicionários e listas
•  Serve de base para layout em 2 colunas.

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GRIDS HORIZONTAIS

Vantagens

•  Combinados com guias verticais ajudam a organizar a página


•  Oferecem suporte para o uso de imagens

•  Títulos, subtítulos e abertura de novas seções ou parágrafos podem ficar mais


organizados iniciando na mesma altura em diferentes páginas.
•  Se não for possível manter a mesma distância entre os painéis divida a página
arbitrariamente.

CUIDADO:
•  Não é necessário adotar uma aderência completa aos grids. Ele deve ficar
sugerido no layout final e não deve servir como um delimitador obrigatório.
•  Os grids servem para a nossa conveniência e não para tornar nossa vida difícil.

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2 colunas

Poucas e grandes divisões horizontais

•  Estrutura simples

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2 colunas + 5 painéis horizontais

•  Layout mais flexível


•  Proporção mais fácil de trabalhar em imagens e textos

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Para impressos: 3 colunas + 6 painéis horizontais

•  Permite explorar mais variações nas combinações

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Para impressos: 4 colunas + 7 painéis horizontais

•  Útil para combinar muitas ilustrações com textos.


•  Grids ajudam a controlar os espaços em branco.

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5.4.2– Impressos

FORMATOS DE PAPEL
A indústria papeleira adota algumas padronizações de formato do
papel produzido em folhas. Conhecer bem esses formatos e suas
subdivisões evita desperdícios desnecessários quando for feito o
cálculo do produto impresso final. No Brasil, são adotados dois
padrões, o DIN e o ABNT.

DIN significa Deutsche Industrie Normunque, algo como


"Normalização da Indústria Alemã", e seus formatos padrões são
adotados em todo o mundo. Os formatos DIN se apresentam em três
séries, A, B e C, sendo que no Brasil a mais comum é a série A, da
qual faz parte o popular formato A4. A base é chamada de A0, e
seus derivados são A1, A2 e assim sucessivamente, até chegar no
A12. O número depois da letra indica quantas vezes o formato
original foi "dobrado", pela altura.

http://produtorgrafico.org/papeis/formatos.htm

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Veja as dimensões das três séries DIN, em milímetros:

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Já o padrão definido pela ABNT (Associação Brasileira de
Normas Técnicas) é utilizado com mais freqüência na
indústria gráfica brasileira, e apresenta duas séries, AA e
BB. É comum os formatos principais serem chamados de
"folha inteira" pelos gráficos, e suas primeiras divisões
serem chamadas de "meia folha". Veja as medidas, em
centímetros:

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Apesar dessas séries apresentarem as divisões do formato
principal também dividindo a altura pela metade, é possível
"encaixar" vários outros formatos econômicos (ou seja, sem
perda) na folha inteira ou na meia folha. Na dúvida, consulte
seu fornecedor antes de definir o formato final de seu
impresso.

Atenção: nunca se esqueça de calcular uma área de


sangramento para o seu impresso, com cerca de 0,5 cm de
cada lado. Ela será perdida quando o material for cortado,
mas é uma garantia de bom acabamento para as suas peças.

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Curiosidade:

Tamanhos de papel padrão nos EUA e Canadá:

em polegadas em milímetros razão


Letter 11 × 81⁄2 279 × 216 1.2941 próxima ao A4
Legal 14 × 81⁄2 356 × 216 1.6471 próxima ao A4
Tablóide 17 × 11 432 × 279 1.5455 próxima ao A3

Comparação entre o padrão brasileiro


e o padrão nos EUA e Canadá

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FORMATOS DE JORNAIS

Os jornais contemporâneos normalmente são impressos


em um tipo específico de papel espesso e áspero - o
papel-jornal - cortado em folhas de tamanhos
padronizados.

•  Tamanho Standard - entre 60 cm x 38 cm e 75 cm x


60 cm.
•  Tamanho Tablóide - cerca de 38 cm x 30 cm
•  Tamanho Tablóide Berlinense (ou Europeu), Berliner
Format - cerca de 47 cm x 31,5 cm.

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5.4.3 - Suporte Digital

RESOLUÇÃO DE TELA

Se refere às considerações os sobre diferentes


tipos de tela que os visitantes possam estar
utilizando e o espaço disponível para cada caso.

Os navegadores (browsers) são as aplicações


encarregadas de apresentar as páginas web (ex:
Internet Explorer, Netscape Navigator, Opera e
Mozilla Firefox).

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A interface de um navegador, em seu modo padrão, apresenta ao
usuário uma ou mais barras superiores (de menus, de endereços,
etc.), uma barra inferior (a barra de estado) e um espaço principal, a
janela, na qual são apresentadas as páginas web.

A forma desta janela é sempre retangular, porém seu tamanho varia,


dependendo do monitor e da placa de vídeo. Podemos falar de dois
tamanhos de tela diferentes:

•  Tamanho absoluto: é o tamanho "real" da janela do monitor,


medido geralmente em polegadas. Depende do monitor.

•  Resolução ou tamanho relativo: vem determinado pelo número


de pixels que se mostram na janela do monitor e depende da
placa de vídeo.

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A importância da resolução de tela está relacionada à forma
como as informações serão dispostas visualmente para o
usuário. Com uma maior resolução mais pontos serão utilizados
para apresentar os elementos na tela, porém estes pontos são
menores e, logo, os elementos da interface (textos, imagens,
objetos de formulário, etc.) se vêem menores.

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TAMANHO DE PÁGINA E RESOLUÇÕES

Se desenhamos uma página para uma resolução dada,


ocupando toda a janela do navegador, aqueles usuários que
a visualizarem em resoluções menores não terão espaço na
tela para mostrar toda a página, por conta disso seriam
obrigados a usar as barras de rolagem (scroll) do
navegador.

Sendo ao contrário, aqueles usuários que a visualizarem


com resoluções maiores terão muito espaço na tela para
tão pouca página, deixando assim bastante espaço vazio,
sem conteúdo.

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Laboratório: etapa 5 - FINAL
Desenvolva uma peça de divulgação (impresso: formato A5 ou um Hot site) utilizando
tipografias, cores, formas e imagens para divulgar cada uma das duas empresas sempre
respeitando as características já abordadas. Relembrando:

1 – RESTAURANTE LA PASTA 2 – ACADEMIA POWER BODY

Características: Características:
•  Restaurante tradicional especializado •  Especializada em técnicas avançadas de
em alta culinária e vinhos italianos musculação, running e bike indoor
•  Aconchegante, envolvente, “clima”
•  Estímulo ao movimento, energia,
familiar
dinamismo e vigor
•  Decoração tradicional, mobiliário
rústico •  Visual hi-tech, “clima” jovem, casual,
•  O dono faz questão de recepcionar atraente, sensual
todos os clientes •  Enfatiza a limpeza, saúde, agilidade e
segurança
Público:
•  Sofisticado, exigente, conhecedor de Público:
ótimos restaurantes internacionais •  Jovem, dinâmico, vaidoso, exigente.
•  Classe AA •  Classe: B e C
•  Idade: majoritariamente entre 35 e •  Idade: majoritariamente entre 15 e 40
60 anos anos

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Bibliografia complementar

ARGAN, Gian Carlo. Arte moderna. Sao Paulo: Companhia das letras, 1992

BHASKARAN, Lakshmi et al. Design Retro - 100 Anos De Design Gráfico. São
Paulo: Senac São Paulo, 2008.

CHAVES, Norberto. El oficio de diseñar: propuestas a la conciencia crítica de


los que comienzan. Barcelona: Gustavo Gilli, 2001.

MUNARI, Bruno. Diseño y comunicación visual: contribución a una metodología


didáctica. Barcelona: Gustavo Gili, 1976.

PEVSNER, Nicolaus. Os pioneiros do desenho moderno. Sao Paulo: Martins


Fontes, 1980.
Imagens…

www.sxc.hu
http://creativecommons.org