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Espaço Cultural Marcantonio Vilaça

Tribunal de Contas da União


apresentam o curso

Conexões:
CINEMA, arte &
psicanálise

Módulo I - A História do Cinema Mundial


Palestrante | Sérgio Moriconi

Módulo II - Imagens Móveis: Cinema Experimental,


Videoarte Rumo à Multimídia - Palestrante | Elyeser Szturm

Módulo III - Cinema e Psicanálise


Palestrante | Tania Rivera

| Brasília | 10 de setembro a 12 de dezembro de 2007 |


TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO
Gabinete do Presidente
Espaço Cultural Marcantonio Vilaça
Desde a sua criação, em 2003, pelo descortino do
então Presidente do TCU, Ministro Valmir Campelo, o
Espaço Cultural Marcantonio Vilaça (ECMV) busca
estimular e contemplar a produção e a divulgação de
eventos culturais e artísticos, nas suas mais diversas
formas de expressão. Tal abrangente atuação é uma
das premissas da existência desse Espaço
multidisciplinar, que ora se consolida como
importante pólo difusor de cultura na cidade de
Brasília.

Em consonância com esse pensamento, o ECMV


promoverá, a partir de setembro/2007, o curso
"Conexões: Cinema, Arte e Psicanálise", com extensa
programação, de caráter transdisciplinar, para
explorar diálogos possíveis entre a história do cinema
e outras áreas, como as artes visuais e a psicanálise.

Ao abrir as portas para o altaneiro diálogo, acerca das


questões que a arte suscita, o Espaço Cultural
Marcantonio Vilaça vislumbra trilhar caminhos que se
delineiam para a construção de novas sínteses
históricas dessa absorvente relação.

WALTON ALENCAR RODRIGUES


Presidente do Tribunal de Contas da União

2
O Presidente do Tribunal de Contas da União, Ministro Walton
Alencar Rodrigues, o Conselho Curador do Espaço Cultural
Marcantonio Vilaça e a União dos Auditores Federais de Controle
Externo - Auditar apresentam o curso

Conexões: Cinema, Arte & Psicanálise

que acontecerá entre os dias 10 de setembro e 12 de dezembro


de 2007, sempre às segundas e quartas-feiras, das 19h15 às
22h. Composto de 28 encontros, o curso foi dividido em três
módulos: A História do Cinema Mundial, apresentado por Sérgio
Moriconi; Imagens Móveis: Cinema Experimental, Videoarte
Rumo à Multimídia, ministrado por Elyeser Szturm e Cinema e
Psicanálise, com Tania Rivera. O evento será realizado no
Auditório Ministro Pereira Lira, localizado no Edifício-Sede do
Tribunal de Contas da União.

Informações

Inscrições gratuitas
pelo telefone: (61) 3316-5221 - das 10h às 12h | das 14h às 18h
Módulos I e II - de 20 de agosto a 6 de setembro de 2007
Módulo III - de 20 de agosto a 14 de novembro de 2007

Não recomendado para menores de 16 anos.

As inscrições são gratuitas, porém os participantes poderão


contribuir com 1 kg de alimento não perecível, que será doado
para uma instituição filantrópica.
Palestra e coquetel de abertura
dia 5 de setembro de 2007, quarta-feira, às 19h15
Módulo I - A História do Cinema Mundial
Palestrante: Sérgio Moriconi | de 10 de setembro a 10 de
dezembro - às segundas-feiras - das 19h15 às 22h
Módulo II - Imagens Móveis: Cinema Experimental, Videoarte
Rumo à Multimídia
Palestrante: Elyeser Szturm | de 12 de setembro a 14 de
novembro - às quartas-feiras - das 19h15 às 22h
Módulo III - Cinema e Psicanálise
Palestrante: Tania Rivera | de 21 de novembro a 12 de dezembro
- às quartas-feiras - das 19h15 às 22h

Local
Auditório Ministro Pereira Lira - Tribunal de Contas da União
Edifício-Sede do TCU – Térreo
Entrada pelo Anexo I
Setor de Administração Federal Sul Quadra 4 - lote 1- Brasília / DF
{ A História do Cinema Mundial
Palestrante | Sérgio Moriconi
}
O curso A História do Cinema Mundial pretende dar
uma visão panorâmica do desenvolvimento da arte
cinematográfica desde a invenção do cinematógrafo pelos
irmãos Lumière até a consolidação da linguagem da 7ª arte já
nos anos 40 e, ainda, seus desdobramentos posteriores, quando
se inicia um rompimento com os códigos do chamado "modelo
narrativo clássico" hollywoodiano. As 11 unidades do curso, que
resultarão num total de 14 aulas, vão abranger todos os
movimentos estéticos e realizadores importantes dos diversos
períodos contidos entre a época pioneira do final do século XIX e
as décadas de 70 e 80, momento em que destacam muitos dos
herdeiros das vanguardas cinematográficas dos anos 60 – o
cinema underground norte-americano, por exemplo. Cada uma
das unidades será ilustrada com obras representativas dos
temas abordados, obras essas consensualmente consideradas
clássicas e fundamentais para a compreensão da história do
cinema mundial.
O Módulo I compõe-se de 14 encontros, um a cada
semana, com três horas de duração, sendo pelo menos uma
hora de debates*.
Módulo I

*Programação sujeita a alteração


{ Palestrante }
Sérgio Moriconi é jornalista, sociólogo e
professor de cinema. Milita há mais de 25 anos no
cinema de Brasília. Dirigiu o curta-metragem Athos,
uma homenagem ao artista Athos Bulcão. É co-
roteirista do longa-metragem O Vaqueiro Voador,
dirigido por Manfredo Caldas. Dirigiu também o curta
Carolino Leobas e dividiu com Vladimir Carvalho a
direção do curta Perseguini. Nos anos seguintes,
dedicou-se à produção e direção de vídeos culturais e
educativos, com destaque para Quinca e Albertino.
Em 88, participa da produção e faz direção de atores
infantis do longa A TV Que Virou Estrela de Cinema.
Faz câmera, direção e edição do clip do grupo
Akneton premiado no 1º Festival Nacional de Vídeo
de Vitória, em 89. Foi crítico de cinema e música do
Jornal de Brasília e atualmente colabora com diversas
publicações, entre elas o caderno Pensar, do Correio
Braziliense e a Revista Roteiro, como crítico de
cinema. É professor de cinema do Espaço Cultural
508 Sul e ministra cursos especialmente direcionados
a jovens e adolescentes. É o apresentador oficial da
série Encontro com o Cinema Brasileiro, do CCBB em
Brasília. Foi curador das mostras Nação Farkas,
Seijun Suzuki – O coreógrafo da violência, Vladimir
70, O Baú de Jim Jarmusch e A Idade da Inocência,
todas realizadas pelo Centro Cultural Banco do Brasil.

E-mail: smoriconi@terra.com.br

6
{ Segunda-feira, 10/09/07 }
1.Lumière, Méliès e a invenção do cinema
O surgimento do cinema no fim do século XIX e o
estabelecimento de dois princípios básicos: o cinema como
documento (Lumière) e como fantasia lúdica (Méliès). Os
primeiros criadores. Os rudimentos da linguagem nos filmes de
Edwin Porter e de realizadores europeus. Apresentação de
vários filmes ingleses, franceses e americanos do final do século
XIX e início do XX.

Discussão dos filmes: A Saída dos Operários da Fábrica e A Chegada


do Trem na Estação (1895), de Louis Lumière; Viagem à Lua (1902), de
Georges Méliès; O Grande Roubo do Trem (1903), de Edwin Porter;
filmes de realizadores pioneiros dos EUA e da Europa (1895-1900).

{ Segunda-feira, 17/09/07
2. Griffith e o surgimento da linguagem clássica
}
O surgimento da linguagem narrativa. Procedimentos
criados ou sistematizados por Griffith: a idéia de plano, a
"decupagem clássica" (divisão em planos), a montagem
alternada, a câmera transparente, a importância da luz, a busca
do realismo, a psicologia e a subjetividade. Como todo o
movimento de Griffith, a partir de 1908, leva a uma nova
compreensão do cinema, que se consubstancia na linguagem
clássica e no filme de longa metragem, a partir de 1915. O seu
método foi consolidado em filmes como O Nascimento de uma
Nação, Intolerância e Lírio Partido.

Discussão dos filmes: Those Awful Hats (1909), de D. W. Griffith; The


Sealed Room (1909), de Griffith; His Trust (1911), de Griffith; Lírio Partido
(1919), de Griffith.

7
{ Segunda-feira, 24/09/07 }
3. O Expressionismo Alemão
O surgimento do cinema alemão de qualidade como
decorrência da 1ª Guerra Mundial. Presença do romantismo.
Influência de Max Reinhardt. Importância da luz e da cenografia.
A derrota na guerra e a emergência de forças irracionais.
Características do expressionismo e sua presença em O
Gabinete do Dr. Caligari e O Golem. Nem todo cinema alemão
dos anos 20 é expressionista. As contribuições de F.W. Murnau e
Pabst.

Discussão dos filmes: O Gabinete do Doutor Caligari (1919), de Robert


Wiene; O Golen (1920), de Paul Wegener; Nosferatu (1922), de Murnau;
Aurora (1927), de Murnau; Metrópolis (1927), de Fritz Lang; O Anjo Azul
(1930), de Josef Von Sternberg; M, O Vampiro de Dusseldorf (1931), de
Fritz Lang.

4. A Vanguarda Russa
{ Segunda-feira, 1º/10/07
}
A influência de Griffith. A montagem dialética como
base de um cinema revolucionário. A experiência Kulechov. A
montagem estrutural de Pudovkin. Eisenstein e a busca de uma
nova narratividade, proletária, a partir do seu chamado "método
de atrações". A contribuição de Dziga Vertov e o documentário. O
manifesto Cinema – Olho expresso em O Homem com a
Câmera, de Dziga Vertov.

Discussão dos filmes: O Encouraçado Potemkin (1925), de S.


Eisenstein; A Mãe (1926), de Vsevolod Pudovkin; A Terra (1930), de
Aleksandr Dovjenko; O Velho e o Novo (1931), de Aleksandrov e
Eisenstein; Que Viva México (1931-1979), de Eisenstein.

8
{ Segunda-feira, 8/10/07 }
5. A Avant-Garde Francesa e a escola
dinamarquesa
A revolução de O Cão Andaluz. O cinema não
narrativo, como uma expressão mais próxima das artes plásticas
do que do teatro e da literatura clássica. A influência do
dadaísmo, do surrealismo e do futurismo. As contribuições de
Picabia, Fernand Léger, Man Ray, entre diversos outros. O
Vampiro, de Dreyer.

Discussão dos filmes: Ballet Mécanique (1924), de Fernand Léger;


Rhythmus (1921), de Hans Richter; Vormittagsspuk (1928), de Hans
Richter; L' étoile de Mer (1928), de Man Ray; Anémic Cinema (1926)
Marcel Duchamp; O Cão Andaluz (1929), de Luis Buñuel e Salvador Dali;
O Vampiro (1932), de Carl Dreyer; Häxan – A Feitiçaria Através dos
Tempos (1922), de Benjamin Christesen.

{ Segunda-feira, 15/10/07 }
6. A Consolidação de Hollywood e o cinema de
gênero
As duas grandes guerras na Europa criam as bases
para a hegemonia da indústria hollywoodiana. O sistema de
estúdios. Grandes autores resistem ao poder homogeneizador
da indústria. Os casos de John Ford, Howard Hawks, entre
outros. O produtor é quem manda. A idéia de linha de montagem.
Casablanca como a quintessência do sistema de estúdio.

Discussão dos filmes: Aconteceu Naquela Noite (1934), de Frank


Capra; Os 39 Degraus (1935), de Alfred Hitchcock; No Tempo das
Diligências (1939), de John Ford; Levada da Breca (1938), de Howard
Hawks; Ser ou Não Ser (1942), de Ernst Lubitsch.

9
{ Segunda-feira, 22/10/07 }
7.O Apogeu do Cinema Clássico
O apogeu da narrativa clássica com A Regra do Jogo,
de Jean Renoir, e Cidadão Kane, de Orson Welles. A antecipação
do cinema moderno. Transformação da linguagem
cinematográfica. O cinema sintetiza a sua história a partir das
contribuições de Welles: profundidade de campo, plano-
seqüência, o som, o sentido da fotografia.

Discussão dos filmes: A Regra do Jogo (1939), de Jean Renoir;


Cidadão Kane (1941), de Orson Welles.

{ Segunda-feira, 29/10 e 5/11/07 }


8. O Neo-realismo Italiano
Melodrama e documento da realidade moldam um
cinema que quer expressar a tragédia do pós-guerra. O repúdio à
estética do período fascista. Os fundamentos do neo-realismo.
Elementos centrais. O choque de Roma, Cidade Aberta para o
surgimento de um novo cinema europeu. Ladrões de Bicicleta,
Alemanha, Ano Zero e Milagre em Milão: as três faces de uma
mesma moeda.

Discussão dos filmes: Roma, Cidade Aberta (1945), de Roberto


Rosselini; A Terra Treme (1948), de Luchino Visconti; Ladrões de Bicicleta
(1948), de Vittorio De Sica; Milagre em Milão (1950), de Vittorio De Sica.

Ladrões de Bicicleta (1948), Vittorio De Sica

10
{ Segunda-feira, 12/11/07 }
9. O Pós-Neo-realismo na Itália e no mundo
O realismo crítico de Rosselini evolui para o
existencialismo melancólico de Viagem à Itália. O
existencialismo sartreano de Michelangelo Antonioni.
Surgimento de mestres singulares como Fellini e Pasolini. O
descobrimento da cinematografia asiática: Kurosawa,
Mizoguchi, Ozu. Evolução do pensamento crítico. Os
precursores da Nouvelle Vague francesa. O caso Bresson.

Discussão dos filmes: Viagem à Itália (1953), de Roberto Rosselini; O


Grito (1957), de Michelangelo Antonioni; Accatone (1961), de Pier Paolo
Pasolini; Mamma Roma (1962), de Pasolini; Abismo de Um Sonho
(1952), de Federico Fellini; Os Boas Vidas (1953), de Fellini; As Damas
do Bois de Boulogne (1945), de Robert Bresson; Rashomon (1950), de
Akira Kurosawa.

{ Segunda-feira, 19 e 26/11/07 }
10. A Nouvelle Vague Francesa
Os Incompreendidos, de François Truffaut, e O
Acossado, Jean-Luc Godard lançam as bases do modernismo
no cinema. A metalinguagem como instrumento de
distanciamento da linguagem narrativa clássica.Os Elementos
básicos da Nouvelle Vague. Outros nomes importantes: Chabrol,
Rivette, Resnais, Rohmer, Varda.

Discussão dos filmes: Os Incompreendidos (1959), de François


Truffaut; O Acossado (1959), de Jean-Luc Godard; Cleo das 5 às 7
(1962), de Agnès Varda.

11
{ Segunda-feira, 3 e 10/12/07 }
11. Cinema de autor nos EUA e Europa nos
anos 70 e 80
A televisão e o envelhecimento dos velhos métodos
transformam o cinema de Hollywood. Cineastas maduros, livres
tanto dos códigos da dramaturgia clássica, quanto do cinema de
vanguarda surgem nos EUA e na Europa. A importância da
contracultura dos anos 60. A contribuição do leste europeu.
Kubrick, Cassavetes, Altman, Scorsese se valem dos princípios
do underground norte-americano para criar os fundamentos do
cinema independente. O novo cinema alemão de Fassbinder,
Wenders e Herzog e a emergência de novas cinematografias na
Europa.

Discussão dos filmes: Faces (1968), de John Cassavetes; Laranja


Mecânica (1971), de Stanley Kubrick; M.A.S.H. (1970), de Robert Altman;
O Inquilino (1976), de Roman Polanski; Blow Up (1967), de Michelangelo
Antonioni; Paris-Texas (1984), de Wim Wenders.

Blow Up (1967), Michelangelo Antonioni

12
Imagens Móveis: Cinema Experimental,

{ Videoarte Rumo à Multimídia


Palestrante | Elyeser Szturm }
O Curso pretende apresentar a experiência do
cinema a partir do olhar do artista plástico. De Man Ray a Dali, de
Duchamp a Nam June Paik, de Brakhage a Bill Viola os artistas
plásticos se envolveram com a imagem em movimento e dela
tiraram conseqüências instigantes. As vanguardas do começo
do século XX se apropriaram do dispositivo cinematográfico e
dele extraíram possibilidades além da narração e da
performance teatral e literária. Desse modo, o cinema de
invenção poética se conecta à videoarte de modo a lançar uma
nova luz sobre o fenômeno contemporâneo da cultura
audiovisual digital, multimídia com sua ênfase sobre a
comunicação via rede, internet e o tecido social. A imagem
militante, - CMI, libertários online, software livre - pode ser,
também, uma imagem poética? Por isso buscaremos investigar
as possibilidades do vídeo como meio de arte pública e
intervenção no tecido social.
Arte Contemporânea, tecnologia e ciência
encontram-se em momento crucial de suas relações. Como
entender as possibilidades abertas por estas relações?
Módulo II
Tanto o cinema quanto a videoarte são linguagens
multimídia onde o som, o ambiente, a performance (do ator, do
músico), a literatura, a técnica são fundamentais. Nesse sentido,
prestaremos atenção especial à relação entre imagem e som,
imagem e palavra, imagem e espaço expositivo.
O Módulo II compõe-se de 10 encontros, um a cada
semana, com três horas de duração, sendo pelo menos uma
hora de debates.
{ Palestrante }
Elyeser Szturm (Goiânia/GO, 1958), vive
em Brasília desde 1994. Estudou em Paris de 1989 a
1994 onde fez doutorado em Artes Visuais, Université
de Paris VIII. Participou de salões e realizou individual
na Galerie du Haut Pavé, em 1992. Ganhou Prêmio
de Viagem ao Exterior do XVI Salão Nacional da
Funarte em 1998 e o VII Salão da Bahia em 2000 com
vídeoinstalações. Participou da Bienal 50 Anos,
Brasília, Ruína e Utopia, Território Expandido 3 e
Faxinal das Artes, entre outras. Participa de salões e
exposições desde 1974. Bolsista pesquisador do
CNPq desde 1991.
Experiência poética e existencial do lugar
talvez pudesse sintetizar sua busca.

E-mail: elygo@uol.com.br

14
{ Quarta-feira, 12/09/07 }
1.Cinema de artista e videoarte
Cinema de artista e videoarte. Precursores e pioneiros.
Discussão sobre filmes de: Duchamp, Man Ray, Richter, Leger,
Limite, Mario Peixoto, Buñuel.

{ Quarta-feira, 19 e 26/09/07 }
2. Cinema experimental
Cinema experimental anos 40 e 50. Discussão sobre filmes de:
Maya Deren, Stan Brakhage.

{ Quarta-feira, 3 e 10/10/07 }
3. O início da videoarte
Anos 60, o início da videoarte: Discussão sobre obras de: Vostell,
Paik, Fluxus.

TV Buda (1974), Nam June Paik


15
{ Quarta-feira, 17 e 24/10/07 }
4. Vídeo dos anos 70 a 80
Vídeo dos anos 70 a 80. Discussão sobre vídeos de: Peter
Campus,Vito Acconci, Bruce Naumann, Richard Serra, Value
export.

{ Quarta-feira, 31/10
5. Vídeo nos anos 90 e agora
e 7/11/07 }
Vídeo nos anos 90 e agora. Videoclip e VJ. Discussão sobre
vídeos de: Chris Cunningham, Rechenzentrum, Granular
Synthesis, Bill Viola, Matthew Barney.

{ Quarta-feira, 14/11/07 }
6. Vídeo e tecido social
Vídeo e tecido social. Vídeo guerrilha. Discussão sobre vídeos
do: CMI, MPL, vídeo na Internet.

The Reflecting Pool (1997), Bill Viola


16
{ Cinema e Psicanálise
Palestrante | Tania Rivera }
A invenção do cinema é rigorosamente
contemporânea da criação da psicanálise por Freud. Tal
sincronia não é inteiramente fortuita, mas indica a existência de
um campo propício ao surgimento de ambos e que se caracteriza
por uma certa abordagem problemática da imagem e do sujeito,
marcada pela descoberta da fotografia e suas conseqüências
histórico-culturais. Nessa perspectiva, cinema e psicanálise
vêm, de formas próprias, responder ao enigma da relação entre a
imagem e o sujeito contemporâneo.
O Módulo III compõe-se de 4 encontros, um a cada
semana, com três horas de duração, sendo pelo menos uma
hora de debates.

Módulo III
{ Palestrante }
Tania Rivera - Psicanalista e professora da
Universidade de Brasília. É Doutora em psicologia
pela Universidade Católica de Louvain, Bélgica, e
Pós-Doutora pela Escola de Belas-Artes da
Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Pesquisadora do CNPq e autora dos livros Arte e
Psicanálise (2002) e Guimarães Rosa e a
Psicanálise. Ensaios entre Imagem e Escrita (2005),
ambos por Jorge Zahar Editor, além de diversos
artigos sobre psicanálise, arte e cinema.
Organizadora do Ciclo de Debates sobre Arte e
Psicanálise no CCBB Brasília (2005) e co-
organizadora, com Vladimir Safatle, do livro Sobre
Arte e Psicanálise (Escuta, 2006).

E-mail: taniarivera@uol.com.br

18
{ Quarta-feira, 21/11/07 }
1.Cinema, Sonho e Inconsciente
Será o cinema uma materialização artística do
sonho? Freud chama o inconsciente de "A outra Cena" e se
refere repetidamente a aparelhos óticos para pensar o
funcionamento psíquico. Sua análise dos sonhos, contudo,
aborda a imagem como um jogo de palavras e se propõe a
chegar aos pensamentos inconscientes unicamente pela via da
fala. O inconsciente não é um reservatório de imagens
maravilhosas.

O filme Segredos de uma Alma, dirigido por Pabst e concebido como uma
apresentação, oficialmente reconhecida por Freud, do método
psicanalítico, choca-se com a impossibilidade de mostrar o inconsciente
de modo visual, ao mesmo tempo em que demonstra a impotência de
uma leitura simbólica dos elementos fílmicos. A imagem, no cinema
como no sonho, constitui-se sempre como um arranjo significante entre
linguagem e visualidade.

Discussão do filme: Segredos de uma Alma (Pabst, 1926)

Segredos de uma Alma (1926), Pabst

19
{ Quarta-feira, 28/11/07 }
2. Memória e Montagem
O cinema constrói-se como sucessão de imagens,
onde uma sempre implica em outra, que já se foi, que virá em
seguida ou ainda que consiste no contra-campo que define cada
plano a partir do que ele não mostra. A montagem
cinematográfica fundamenta o universo fílmico de maneira
análoga à construção da memória segundo a psicanálise.
Nossas lembranças, as imagens mais "visuais" de que dispomos,
são imagens construídas e enigmáticas, pois escondem outras
imagens que não se dão a ver.

O cinema torna-se possível, portanto, graças a uma condição implícita ao


jorro de imagens (e sons) que parece caracterizá-lo: a falta de luz, o
intervalo entre suas imagens que se atualiza na projeção de cada filme
em particular. O cultuado, mas pouco conhecido, La Jetée, de Chris
Marker, apresenta e leva às últimas conseqüências esta condição do
cinema, consistindo, em quase toda sua duração, na filmagem de uma
série de fotografias. Em uma sofisticada composição narrativa, esta obra
reflete sobre o olhar na sua implicação ao sujeito, tocando no ponto
agudo em que a imagem constitui o sujeito ao mesmo tempo em que
ameaça aniquilá-lo.

Discussão do filme: La Jetée (Chris Marker, 1960)

La Jetée (1960), Chris Marker

20
{ Quarta-feira, 5/12/07 }
3. Vertigens do Cinema
A imagem é armadilha, ela pode subverter a posição
do sujeito no mundo. A posição do olhador magnânime, senhor
do representado, pode pela imagem ser posta em questão de
maneira a levar o sujeito, em uma vertiginosa oscilação, a ver-se
ele mesmo como objeto assujeitado ao mundo da representação
– dele fazendo parte e não mais gozando de um estatuto de
exclusão.

O cinema opera tal oscilação de forma privilegiada, como nos ensina o


clássico de Alfred Hitchcock Vertigo (Um Corpo que Cai). A psicanálise
contribui para esta reflexão com sua concepção da fantasia, montagem
significante e imagística que atribui ao sujeito uma determinada posição
em relação ao objeto e através da qual o mundo se representa. Em uma
leitura da fantasia no pensamento de Lacan, em diálogo com o filme de
Hitchcock, podemos explorar as vertigens a que o cinema convida o
sujeito – e refletir sobre seus efeitos.

Discussão do filme: Um Corpo que Cai (Hitchcock, 1958)

Um Corpo que Cai (1958), Hitchcock

21
{ Quarta-feira, 12/12/07 }
4. A Imagem que Fere
"O olhar é sempre virtualmente louco", afirma Roland
Barthes falando da fotografia. No cinema porém, para este
filósofo, o olhar estaria domesticado. Uma parte expressiva da
produção cinematográfica atual vem contradizer esta idéia,
através não apenas de narrativas sobre a loucura e a desmedida
da condição humana, mas da busca de narrações "loucas",
dispositivos de montagem e edição que veiculem e convidem o
espectador a vivê-las vertiginosamente. Esta potência de
loucura, de ferida que a imagem contém é central para a
psicanálise em sua noção de trauma. O trauma, uma vivência
aguda de dor que ameaça romper toda possibilidade de
representação, é essencial na constituição do sujeito e pode ser
ativado pontualmente na experiência que o cinema o convida a
reviver.

O filme Irreversível, de Gaspar Noé, é particularmente eloqüente a


respeito de tal tentativa.
Discussão do filme: Irreversível (Gaspar Noé, 2002)

Irreversível ( 2002), Gaspar Noé

22
CONEXÕES: Cinema, Arte & Psicanálise Espaço Cultural Marcantonio Vilaça

Realização Chefe de Gabinete do Presidente


Tribunal de Contas da União / Espaço Cultural Paulo Nogueira de Medeiros
Marcantonio Vilaça Equipe de produção
União dos Auditores Federais de Controle Externo - Bruna Favilla
Auditar Cristina Jardim
Mariana Botelho
Tribunal de Contas da União Patrícia Glayds
Presidente Rebeca Borges
Ministro Walton Alencar Rodrigues Equipe de apoio
Vice-Presidente Helenice Alves de Moura
Ministro Guilherme Palmeira Hieronimus do Vale Oliveira
Ministros Jorgea Rachel Lima
Marcos Vinicios Vilaça Kleber Loiola
Valmir Campelo Mariana Venturim
Ubiratan Diniz de Aguiar Programação Visual
Benjamin Zymler Herson Freitas
Augusto Nardes Mariana Venturim
Aroldo Cedraz Textos
Raimundo Carreiro Ministro Walton Alencar Rodrigues
Auditores Sérgio Moriconi
Augusto Sherman Cavalcanti Elyeser Szturm
Marcos Bemquerer Costa Tania Rivera
Ministério Público junto ao TCU Revisão
Procurador-Geral Maria Teresinha de Souza Pires
Lucas Rocha Furtado
Subprocuradores-Gerais Impresso pelo SESAP/SEGEDAM
Paulo Soares Bugarin
Maria Alzira Ferreira Patrocínio
Procuradores Banco do Brasil
Marinus Eduardo de Vries Marsico
Cristina Machado da Costa e Silva Este livreto foi produzido por ocasião do curso Conexões:
Júlio Marcelo de Oliveira Cinema, Arte & Psicanálise, realizado no Auditório Ministro
Sérgio Ricardo Costa Caribé Pereira Lira, de setembro a dezembro de 2007.
Tiragem: 2.000 exemplares

Conselho Curador do Espaço Cultural Marcantonio Não é permitida a reprodução total ou parcial desta obra, por
Vilaça quaisquer meios, sem a prévia autorização escrita do Tribunal de
Presidente Contas da União.
Embaixatriz Lucia Flecha de Lima
Conselheiros TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO
Celso Albano Espaço Cultural Marcantonio Vilaça
Cláudia von Sperling Edifício-Sede do TCU – Térreo
Maria Conceição Rocha Pinheiro Setor de Administração Federal Sul
Pedro Gordilho Quadra 4 – lote 1 – CEP 70042-900
Brasil | Brasília-DF
www.tcu.gov.br/espacocultural
espacocultural@tcu.gov.br
(55) 61 3316-5036/ 3316-5074/ 3316-5221

Realização: Apoio: Patrocínio:

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO


Gabinete do Presidente
Espaço Cultural Marcantonio Vilaça

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