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Existem, portanto, grupos de diversos tipos.

Uma subdivisão com implicações quantitativas


permite diferenciar os grandes grupos sociais e os pequenos grupos ou microgrupos. Na
presente discussão estamos abordando o microgrupo, pois a qualidade das relações entre os
participantes nesse tipo de formação explicita mais claramente a força do próprio grupo na
dialética da interação grupal. Neste sentido, para Luft (1970) o microgrupos é:
[...] o estudo dos indivíduos em interação dentro de grupos cujo número é
suficientemente limitado para permitir aos participantes estabelecerem entre si
relações explícitas e terem uma percepção recíproca uns dos outros – a
expressão face a face resulta desta situação. (LUFT, 1970, p.15).
Em outras palavras, nos microgrupos todos os participantes estão frente a frente e têm a
possibilidade de estabelecer relacionamentos interpessoais sem a mediação de terceiros.
Assim, a interdependência grupal costuma possibilitar coesão grupal, clima gerado pelo
compromisso assumido, possibilitando, entre outros aspectos, o ambiente acolhedor para a
aprendizagem e a solidariedade.

Para o estudo dos microgrupos é necessário ter outras conceituações. A


partir de Mucchielli (1979) e Minicucci (1982), podemos estabelecer a
seguinte classificação para a gênese dos microgrupos: naturais espontâneos
ou artificiais.
Os naturais espontâneos são caracterizados por relações afetivas, enraizadas
na existência natural como a família, a comunidade de nascimento, entre
outros. Os microgrupos artificiais caracterizam-se pelo fato de que a razão do
agrupamento é, pelo menos na origem, exterior à vontade direta dos
membros. Exemplo desses microgrupos são o serviço militar obrigatório e os
cursos de graduação universitários.
Os microgrupos podem ser ainda momentâneos ou duráveis. Os microgrupos
momentâneos e caracterizam-se por uma limitada duração da sua existência.
Exemplos desses microgrupos são as reuniões eventuais, como eventos de
secretários municipais de uma determinada área de trabalho, ou os
microgrupos de discussão por tema de uma comunidade, escola, entre
outras. Já o microgrupo natural e durável pode ser exemplificado pela família
e as organizações militares.
INSTITUCIONALIZAÇÃO
Estabelecimento de regularidades comportamentais que possibilitam o viver coletivo

Praticidade – hábito – tradição – institucionalização

INSTITUIÇÃO
Valor ou regra social reproduzida no cotidiano com estatuto de verdade, que serve como guia
básico de comportamento e padrão ético para as pessoas em geral
O que mais se reproduz e o que menos se percebe nas relações sociais

ORGANIZAÇÃO
Concretização de conjunto de regras e valores sociais

GRUPO
Unidade que se dá quando os indivíduos interagem entre si e compartilham normas e
objetivos
Baró - estrutura de vínculos e relações entre pessoas que canaliza em cada circunstância suas
necessidades individuais e/ou interesses coletivos
Pichon - Conjunto restrito de pessoas, ligadas por constantes de tempo e espaço e articuladas
por uma mútua representação, propõe-se, em forma explícita ou implícita, a uma tarefa que
constitui sua finalidade, interatuando através de complexos mecanismos de assunção e
adjunção de papéis

GRUPOS PRIMÁRIOS
Constituídos para a satisfação das necessidades básicas da pessoa e a formação de sua
identidade
Fortes vínculos afetivos interpessoais e hierarquização de poder

GRUPOS SECUNDÁRIOS
Constituídos para a satisfação das necessidades sistêmicas ou de interesses de grandes grupos
e classes
Identidade construída pelo papel social que o indivíduo desempenha e o poder está centrado
na capacidade e na ocupação social dos seus membros
“Conselho de classe, grêmio”

PROCESSO GRUPAL
Série de fenômenos que atua sobre indivíduos e grupo

Coesão
Resultado da aderência do indivíduo ao grupo, fidelidade aos objetivos e unidade nas ações

Padrões grupais
Expectativas de comportamentos partilhados por parte dos membros do grupo
Fiscalização, nem sempre explícito

Motivações individuais e objetivos do grupo


Elementos relacionados à escolha que cada indivíduo faz quando decide participar de um
grupo e são importantes para garantir a adesão.
Não pode interferir no objetivo do grupo
Mais coeso, menos manifestações pessoais

Liderança
Pode ser democrática, autocrática ou laissez-faire (Lewin e White e Lippitt)
Democrática mais eficiente a longo prazo e mais demorado (Lewin)
Se retroalimenta